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1 HABILIDADES CIRÚRGICAS I | P6 - UC 16 | MEDICINA UNIT AL 2021.2 - Mayra Alencar @maydicina 
 
 
Habilidades Cirúrgicas I | Aula 3.2 – Lavagem básica das mãos, 
degermação e paramentação | UC 16 
LAVAGEM BÁSICA DAS MÃOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TÉCNICA 
1. Antes de iniciar a lavagem das mãos, cortar, se 
necessário, as unhas e limpá-las. Todas as partes das 
mãos e antebraços devem ser lavadas e escovadas. 
2. Retirar adornos, relógios, anéis e outros. 
3. Molhar as mãos em direção aos cotovelos. 
4. Pressionar quantidade suficiente de sabonete líquido. 
5. Massagear por 30 segundos as seguintes regiões: 
dorso das mãos, espaços interdigitais, palma, polegar, 
articulações, dedos, unhas e extremidades dos dedos. 
6. Enxaguar as mãos deixando a água escorrer em 
direção aos cotovelos. 
7. Secar com papel toalha. 
8. Se necessário, fechar a torneira com o auxílio de um papel toalha. 
DEGERMAÇÃO DAS MÃOS PARA PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS 
• DEFINIÇÃO: ato de escovar e lavar as mãos e antebraços (áreas nobres) com soluções antissépticas visando a redução ao 
máximo de microrganismos nessas áreas. Essa escovação dura de 3 a 5 minutos. 
• DEGERMAÇÃO CIRÚRGICA constitui-se de degermação mecânica (uso da escova) + química (uso de antissépticos 
degermantes), Então, Degermação Cirúrgica = escovação com escova de cerdas macias (degermação mecânica) + uso de sabão 
antisséptico com poder germicida e bacteriostático (degermação química). 
• POR QUÊ? Porque a pele, normalmente, é habitada por duas populações bacterianas, a microflora endógena (transitória e 
permanente) que é constituída por microrganismos capazes de sobreviverem e se multiplicarem na superfície cutânea, ductos 
sebáceos e folículos pilosos, sendo, portanto, de difícil remoção. 
 Transitória: variedades sem limites, localizando-se nas regiões mais expostas, uma vez que as bactérias ficam agregadas a 
partículas de poeira que se aderem à gordura da pele. São removidas com certa facilidade, pela simples lavagem com água 
e sabão, ou mesmo pelo atrito da roupa 
Per-Operatório – Degermação e Paramentação 
INDICAÇÃO DA LAVAGEM BÁSICA DAS MÃOS 
• Imediatamente antes de tocar em um paciente. 
• Antes de realizar uma tarefa asséptica (por 
exemplo, colocar um dispositivo interno) ou 
manusear dispositivos médicos invasivos 
• Antes de passar do trabalho em um local do corpo 
sujo para um local do corpo limpo no mesmo 
paciente. 
• Depois de tocar um paciente ou o ambiente 
imediato do paciente. 
• Após contato com sangue, fluidos corporais ou 
superfícies contaminadas. 
• Imediatamente após a remoção da luvas. 
 
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 Permanente: É de mais difícil remoção. Sua redução por qualquer meio de antissepsia é transitória, logo se restabelecendo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TÉCNICA 
7. Retirar adornos; 
8. Molhar as mãos e os antebraços; 
9. Escovar as pontas dos dedos, limpar as unhas se 
necessário com espátula; 
10. Esfregar (esponja) todas as faces das mãos, com 
atenção para região interdigital; Esfregar 
(esponja) o antebraço até 3 cm antes do cotovelo; 
11. Enxaguar em água corrente; 
12. Secar com compressa estéril no sentido das mãos 
aos cotovelos; 
13. Manter as mãos elevadas. 
 
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SECAGEM DAS MÃOS 
Enxugar as mãos em toalhas ou compressas estéreis com movimentos compressivos, iniciando pelas mãos e seguindo pelo antebraço 
e o cotovelo, atentando para utilizar as diferentes dobras da toalha/compressa para regiões distintas. 
 
 
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PARAMENTAÇÃO CIRÚRGICA 
• A Paramentação cirúrgica é um processo específico e padronizado, 
que envolve as técnicas de degermar as mãos, vestir avental ou opa 
esterilizados e calçar luvas. 
• Após o término da escovação a equipe deverá encaminhar-se para a 
sala de cirurgia com os antebraços fletidos, elevados e afastados do 
corpo. 
• Na sala de cirurgia já estará aberto o LAP (pacote contendo campos 
e aventais estéreis), cada avental possui no seu interior uma 
compressa. 
EQUIPAMENTOS E VESTIMENTAS 
• UNIFORME PRIVATIVO – é um recurso para identificação do 
pessoal autorizado para circulação em áreas restritas, como o centro 
cirúrgico. 
 O uniforme deve cobrir ao máximo a área corporal e roupas 
pessoais, com a finalidade de minimizar a disseminação de 
partículas no ambiente do CC. 
• PROPÉ – Não há recomendação do uso de propé como norma para adentrar no bloco operatório. 
 O uso de propé ou perneira impermeável é recomendado para situações previstas de risco para contaminação de pés ou 
pernas com material biológico durante o ato cirúrgico. 
 Deve ser utilizado por todos os profissionais presentes no campo operatório. 
• GORRO – tem por função minimizar os riscos de queda de cabelos dos profissionais e pacientes. 
 Deve cobrir completamente o cabelo e pode ser descartável ou de uso individual, desde que mantido limpo e não deve conter 
furos (ex touca de croché). 
• MÁSCARA – deve ser utilizada por TODOS os profissionais presentes na sala operatória, cobrindo boca e nariz. Devem ser 
trocadas quando saturadas (sujas ou úmidas) 
• ÓCULOS DE PROTEÇÃO OU PROTETOR FACIAL – é recomendado para o cirurgião auxiliares como equipamento de 
proteção individual, para minimizar os riscos de contaminação por respingos na mucosa ocular durante o ato operatório. 
• AVENTAL CIRÚRGICO – é estéril e deve ser colocado com técnica asséptica, somente a face interna do avental poderá ser 
tocada ao vesti-lo. 
 O avental deve ser utilizado por todos os elementos da equipe que permanecer em contato com o campo operatório. 
 Devem ser mantidos estéreis as partes que encostam no campo: área superior e anterior (tórax e abdome) e as mangas do 
avental. Considera-se como área contaminada do avental da linha do pescoço à região axilar e a parte posterior do avental 
e considerada não estéril. 
• A equipe cirúrgica deverá manter as mãos acima do nível de cintura enquanto usarem paramentação e não devem posicionar as 
mãos na área próxima às axilas. 
• Deve ser utilizado avental impermeável sob o avental de tecido quando houver risco presumido de contaminação de tórax ou 
abdome com material biológico durante o ato cirúrgico. 
• ATENÇÃO: profissionais não paramentados não deverão caminhar entre campos estéreis e entre outros profissionais 
paramentados. 
• Os aventais são dobrados de forma que a parte externa e as mangas fiquem voltadas para dentro. 
• Sendo assim, deve-se pegar o avental internamente, afastando-o de qualquer local que não seja estéril. 
• Segurando-o na altura dos ombros e com as mãos elevadas, deve-se deixar que ele se desdobre sozinho, sem sacudir. 
• Para vestir, deve-se tocar apenas na parte interna e o fechamento é feito com o auxílio de um circulante. 
ETAPAS DE PARAMENTAÇÃO 
1. Usa-se a primeira compressa para secar as mãos, 
iniciando-se pelos dedos, palmas, dorso das 
mãos e antebraços. Vira-se a compressa para o 
lado oposto e inicia-se a secagem da outra mão. 
Despreza-se a compressa no hamper. Iniciar a 
colocação do avental cirúrgico. 
2. Segurar o avental pela parte superior, com os 
dedos indicador e polegar de cada mão. 
3. Balançar suavemente para que se abra. 
4. Vesti-lo cuidadosamente sem tocar na parte 
externa dele. 
5. Solicitar que a circulante da sala ajuste e amarre 
o avental. 
6. Calçar luvas cirúrgicas. 
 
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LUVAS CIRÚRGICAS 
• A luva cirúrgica estéril deve ser calçada de acordo com técnica 
asséptica após o preparo cirúrgico das mãos 
• Luvas estéreis não devem ser abertas diretamente sobre os aventais 
estéreis 
• A equipe deve inspecionar as luvas a fim de encontrarpequenos 
furos. 
• As luvas devem ser imediatamente trocadas se perda integridade 
durante o ato operatório 
• Em procedimentos de risco para perfuração das luvas, recomenda-
se o uso de duas luvas sobrepostas 
• É recomendada a troca intraoperatória das luvas em caso de cirurgia 
prolongada, após três horas, ou manipulação sequencial de tecidos com diferentes graus de contaminação bacteriana. 
 
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