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O que é periodonto?
PERIODONTIAPeriodontia
É o conjunto de tecidos integrados pela
gengiva, osso alveolar, cemento e
ligamento periodontal formando um
complexo de desenvolvimento biológico
e funcional. A principal função do
periodonto é inserir o dente no tecido
ósseo da maxila e da mandíbula e
manter a integridade da superfície da
mucosa mastigatória da cavidade oral.
O periodonto normal é dividido em:
Constituído pelo complexo
mucogengival e composto pela
gengiva marginal livre, papilar,
inserida e pela união mucogengival e
mucosa alveolar; e periodonto de
Periodonto de proteção Periodonto de suporte
Já o periodonto de suporte tem a
função essencial de sustentação dos
dentes, bem como uma função
sensorial, formativa, nutricional e de
inervação.
suporte ou sustentação –constituído
pelo ligamento periodontal, osso
alveolar e cemento radicular. O
periodonto de proteção tem a
importante função de promover a -
homeostasia, vedando o meio
interno e assim permitindo que o
hospedeiro mantenha a saúde
periodontal frente às constantes
agressões provocadas pela
presença da placa bacteriana ou
por estímulos físicos.
Crista da papila interproximal
Papila interdental(vestibular)
Epitélio juncional
Gengiva livre
Gengiva inserida
Limite mucogengival
Mucosa alveolar
cemento radicular
Ligamento periodontal
osso alveolar
osso compacto
osso esponjoso
Periodonto de proteção
Periodonto de suporte
Periodonto de proteção
Separa os meios internos e externos
Defesa contra as agressões
ambientais e externas.
1-Mucosa ceratinizada
2-Sulco Gengival
3-Epitélio Juncional
4-Inserções Conjuntiva
A gengiva e o revestimento do palato
duro, denominados de mucosa
mastigatória
Dorso da língua, revestido pela
mucosa especializada
A mucosa oral que reveste o restante
da cavidade oral
*A mucosa oral consiste em três zonas:
Aspectos Clínicos
*Gengiva inserida:
A gengiva inserida é a gengiva
localizada firmemente sobre o periósteo,
abaixo da crista óssea por meio de
fibras do tecido conjuntivo e, portanto, é
comparativamente imóvel em relação
aos tecidos subjacentes. Se localiza
entre a gengiva marginal livre e a
mucosa alveolar, da qual é separada
pela linha mucogengival. No arco
superior, na palatina, não existe um
limite divisório definido e o mesmo
ocorre do lado lingual no arco inferior,
continuando com a mucosa do assoalho
bucal. Possui uma textura firme, cor
rósea coral e, com frequência, sua
superfície apresenta um pontilhado
delicado semelhante a “casca de
laranja”.
Fotografia mostrando o aspecto de
“casca de laranja” da gengiva inserida
devido às inserções das fibras
conjuntivas. A gengiva inserida é
delimitada coronalmente pela Ranhura
Gengival (GG). Mucosa Alveolar (AM).
Fotografia mostrando que não há uma
linha mucogengival no palato, uma vez
que o palato duro e o processo alveolar
do maxilar são revestidos pelo mesmo
tipo de mucosa mastigatória.
*Gengiva interdental:
ocupa a ameia gengival, espaço
interproximal situado abaixo da área do
contato dentário. Consiste de duas
porções, uma vestibular e outra lingual
ou palatina – que tem a forma piramidal
nas regiões anteriores e a área ou região
do col – concavidade formada nas
regiões de pré-molares e molares. A sua
forma é determinada pelas relações de
contato entre os dentes, pela largura da
superfície proximal destes e pelo contato
da junção cemento-esmalte.
Na área de pré-molares e molares, as
papilas são mais achatadas (col) no
sentido vestibulolingual (a), enquanto
que na região anterior da dentição,
apresentam-se na forma piramidal (b).
*Sulco Gengival:
Corte histológico referente à área do col.
A região é recoberta por um epitélio
delgado não-ceratinizado (setas).
É como uma fenda ou espaço raso em
torno do dente, limitado pela superfície
dentária e pela camada do epitélio que
reveste a margem livre da gengiva
(sulco gengival histológico). É uma
depressão em forma de V e permite a
entrada de uma sonda periodontal com
resistência. A profundidade do sulco
gengival histológico somada à
profundidade do epitélio juncional
caracteriza o sulco gengival clínico, que
mede aproximadamente 1 a 2 milímetros
nas regiões vestibular e lingual e de 2 a 3
milímetros nas regiões proximais .
Desenho esquemático mostrando papila
interdentária (P), área do col (C) e a
área de contato proximal no dente (A). O
epitélio do "COL" não
queratinizado(resistência diminuída).
COL- Seria uma área de maior risco
para doença periodontal?
1.Região apresenta epitélio estratificado
nãoqueratinizado;
2.Área com maior aglomeração de
placa;
3.Anatomia que favorece a penetração
de toxinas bacterianas.
vermelha, lisa e brilhante
móvel
menor vascularização
tecido conjuntivo frouxo
cementócitos de fibras colágenas
fibras elásticas
delgada/afiliada
preenche todo espaço interproximal
côncavo regular
pontilhado ("casca de laranja")
40% dos adultos
varia de 1 a 9mm
mucoso estratificado
paraceratinizado
a importância clínica da mucosa
ceratinizada e a imobilização da
margem gengival é o vedamento do
meio interno e meio externo
1. Volume
2. Contorno
3. Textura
4. Altura
5. Epitélio
Aspectos Microscópio
rósea, pálida/coral
firme
vascularização
espessura do tecido
grau de cicatrização
pigmentação melânica
Sulco Clínico(2 a 3 mm):
Profundidade do Sulco Clinico, onde
a sonda consegue penetrar,
corresponde a 2 mm nas faces livres
e até 3mm nas faces proximais
(devido a altura das papilas). Esses
valores aumentam em relação ao
histológico, pois o fundo do sulco
gengival recebe pressão e o epitélio
juncional pode se esticar até 3mm,
isso ocorre sem feri-lo.
Sulco Histológico(0,5): Profundidade
do Sulco Histológico de
aproximadamente 0,69mm
exatamente onde termina a gengiva
marginal (geralmente arredonda-se
para 0,5mm para não haver risco de
invasão do espaço biológico).
Distância Biológica= Epitélio Juncional +
Inserção Conjuntiva.
*Mucosa ceratinizada(gengiva):
Região de "COL": não ceratinizado
Mucosa alveolar: não ceratinizado
Características Clínicas normais
*Mucosa ceratinizada(gengiva):
*Mucosa Alveolar:
Sulco Clínico x Sulco histológico
Proliferação e diferenciação dos
queratinócitos proliferação dos
queratinócitos (ocorre por mitose na
camada basal).
queratinócitos).
epitélio pavimentoso estratificado
A gengiva é a parte da mucosa
mastigatória que cobre o processo
alveolar e circunda a porção cervical dos
dentes. A gengiva consiste em uma
camada epitelial e um tecido conjuntivo
subjacente, chamado de lâmina própria.
Histologia da gengiva
*Membrana Basal
Epitélio gengival- possui cristas
epiteliais e papilas conjuntivas.
Imobilidade
Impermeabilização
Barreira mecânica, química,
microbiana e contra água.
Funções de sinalização.
substituição de células danificadas.
Desmossomos(aderência juncionais)
Proteger as estruturas profundas,
enquanto permite o intercâmbio
seletivo com o meio ambiente
oral(proliferação e diferenciação dos
Funções:
Renovação constante
Adesão Célula-Célula
Principal função do epitélio gengival
*Revestimento
Diferenciação dos queratinócitos-
envolve o processo de
queratinização ,que consiste nas
progressões de eventos bioquímicos
e morfológicos que ocorrem na
célula à medida que migram da
camada basal.
Produzido pelo epitélio para unir-se
ao conjuntivo.
Permeável a fluidos, barreiras contra
partículas.
Possui proteoglicanos e colágeno tipo
IV
as três diferentes áreas podem ser
definidas a partir de pontos de vista
morfológico e funcional.
pavimentoso estratificado.
membrana semipermeável ->
entrada e saída de fluidos.
se estimulado tem potencial de
ceratinização.
é um epitélio pavimentoso,
estratificado, queratinizado, podendo
ser ortoqueratinizado (núcleos das
células ausentes) ou
paraqueratinizado (núcleos das
células presentes).
o grau de queratinização gengival
diminui com a idade e o início da
menopausa, mas não está
necessariamente relacionado ás
diferentes fases do ciclo menstrual.
a queratinização da mucosa oral
varia em diferentes áreas na seguinte
ordem: palato (maisqueratinizado).
gengiva, porção ventral da lingua e
mucosa julgal (menos
queratinizada).
Características Estruturais e Metabólicas
de diferentes áreas do Epitélio Gengival
Tecido Conjuntivo Gengival
o epitélio sulcular reveste o sulco
gengiva.
epitélio escamoso estratificado.
não queratinizado.
*Epitélio Oral (externo):
*Epitélio Sulcular:
*Epitélio Juncional:
epitélio escamoso estratificado não
queratinizado comprimento variável
(0,97mm).
células e espaços intercelulares
maiores.
disposição em paliçadas
lamina basal interna- é responsável
pela adesão do epitélio juncional à
superfície dental.
lámina basal externa - é responsável
pela adesão do epitélio juncional ao
tecido conjuntivo
taxa de renovação celular
extremamente alta:
"turn over": 6 dias
epitélio oral: 21 a 31 dias
epitélio do sulco: 9 a 12 dias
1.
2.
3.
os principais componentes do tecido
conjuntivo gengival são:
Colágeno - 60 – 65%
(fibrascolagenas);
Células – fibroblastos – 5%;
leucócitos, macrófagos – 3%;
Vasos sanguíneos e linfáticos, nervos
e substância amorfa – 35%
Três tipos de fibras do tecido
conjuntivo são:
colágenas
reticulares
elásticas
1.
2.
3.
4.
1.
2.
3.
matriz-> fibras colágenas tipo le
fibras elásticas - fibra de nutrientes,
água, eletrólitos e metabolitos para
as células.
grupos de fibras gengivais:
unir firmemente a gengiva marginal
contra o dente.
promover a rigidez necessária para
resistir às forças da mastigação sem
serem defletidas da superficie dental
unir a gengiva marginal livre ao
cemento radicular e à gengiva
inserida adjacente
são organizadas em três grupos:
gengivodental, circular e transseptal
grupos gengivodental: são aquelas
nas superficies vestibular, lingual e
interproximal
V(face vestibular)
*(papila interdental)
Arteríolas supraperiosteais: ao longo
das superficies vestibulares e lingual
do osso alveolar
Vasos do ligamento periodontal: que
se estendem para a gengiva e
anastomosam com os capilares na
área do sulco
Arteríolas: que emergem da crista do
septo interdental e se estendem
paralelamente à crista óssea e se
anastomosam com vasos do
ligamento periodontia.
As três fontes de suprimento sanguíneo
para a gengiva são as seguintes
1.
2.
3.
grupos circular: as fibras circulares
percorrem através do tecido
conjuntivo da gengiva marginnal e
interdental e circundam o dente de
forma semelhante a um anel.
grupos transseptal: localizada na
região interproximal, fibras
interproximais formam feixes
horizontais que se estendem entre o
cemento de dois dentes próximos,
nos quais estão inseridas.
Insere as fibras do ligamento
periodontal na raiz
Contribui para o processo de
reparação, quando houver danos à
superfície radicular.
Funções do Cemento
Origem embriológica: ectome-
senquimal.
Regeneração muito mais díficil.
Formado pelo processo alveolar e
pelo osso alveolar propriamente dito.
O osso alveolar, camada de tecido
ósseo que reveste o alvéolo dentário,
em associação ao cemento e o
ligamento periodontal, constitui o
periodonto de sustentação.
Periodonto de Sustentação
Cemento
•Localização Radicular e coronário
•Presença de Células Acelular e Celular
•Presença de Fibras Colágenas: Fibrilar e
Afibrilar
Origem das Fibras na Matriz (Cemento
Fibrilar): Fibras Extrinsecas e Intrinsecas
Tecido conjuntivo frouxo
Ricamente vascularizado
Une cemento ao osso alveolar
Fibras colágenas(tipo I e II).
Função
Nutricional
Suporte
Sensorial
Homeostáticas
Possui vários tipos de células:
osteoblastos, cementoblastos, células
nervosas, entre outras.
Ligamento periodontal
Osso alveolar
É um defeito ósseo que ocorre
quando as raízes estão proeminentes
e a cortical óssea é muito fina, o osso
pode reabsorver localmente, criando
assim uma janela no osso.
Fenestrações
Em alguns casos a ponte óssea entre
a fenestração e a crista alveolar pode
desaparecer e produzir um defeito
conhecido como discência.
Deiscências
IMPORTANTEIMPORTANTE
Neisseria gonorrhoede;
Treponema pallidum;
Streptococci sp;
Mycobacyerium chelonae.
Comunidade microbiana que se
forma sobre os dentes e outras não-
renováveis presentes na cavidade
bucal”
“Troca de informações entre
colônias”
Matéria Alba: acumulação leve de
bactérias e células que não fazem
parte de uma estrutura organizada e
pode ser facilmente removida com
jato de água;
Etiologia das doenças periodontais
Doença periodontal
Doenças periodontais compreendem
um grupo de condições crônicas
inflamatórias induzidas por
microrganismos que levam a
inflamação gengival, destruição
tecidual periodontal e perda óssea
alveolar.
Contudo, fatores de risco podem
modificá-la, aumentando sua
prevalência e severidade.
Multifatorial
Poli microbiologia
Episódica
Sítio Específica
Fatores etiológicos
É imperativo para que a doença
ocorra.
Fatores determinantes
Fatores determinantes: Placa Bacteriana
ou Biofilme Dental
Placa Bacteriana: bactérias
presentes em matriz de
glicoproteínas salivares e
polissacarídeos extracelulares;
Cálculo: depósito duro de placa
calcificada, coberto por placa não
mineralizada
Constituintes: Podem ser encontradas
mais de 500 espécies;
Matriz contém: células epiteliais,
macrófagos e linfócitos.
Localização: Supra e Sub
Placa Bacteriana
Placa bacteriana mineralizada que se
forma sobre a superfície de dentes,
próteses, restaurações...;
Superfície porosa dificulta a
higienização
Cálculo Dentário
Margem de Restauração;
Próteses mal adaptadas;
Materiais dentais pouco polidos;
Dentes apinhados;
Aparelhos ortodôntico;
Má higiene
Quais são os fatores que facilitam o
acumulo de cálculo?
Fatores predisponentes
Margens salientes de
restaurações dentárias
contribuem para o desenvolvimento
de doença periodontal por alterarem
o equilíbrio ecológico do sulco
gengival.
Margens de Restaurações
Uma relação estatisticamente
significativa foi relatada entre
defeitos de margem e altura óssea
reduzida.
A remoção de saliências permite um
controle mais efetivo da placa,
resultando em redução da
inflamação gengival e em pequeno
aumento de suporte ósseo alveolar
radiograficamente.
Irregularidades na área
subgengival são consideradas como
o maior fator de contribuição para a
formação de placa subsequente
inflamação gengival.
Sulcos e riscos na superfície de
restaurações de resina acrílica;
Porcelana ou ouro cuidadosamente
polidos;
Separação de margem de
restauração e do material de
vedação da linha de término cervical
Encaixe marginal inadequado da
restauração;
Dissolução desintegração do
material de vedação entre a
preparação e a restauração,
deixando espaços.
Fontes de irregularidades marginais
incluem:
Restaurações que não
conseguem estabelecer espaços
de ameia interproximal adequados
são associadas à inflamação papilar.
Contornos/Contatos Expostos
É a penetração forçosa de
alimento no periodonto por forças
oclusivas;
A integridade e a localização dos
contatos proximais, juntamente com o
contorno das cristas marginais e dos
sulcos, normalmente impedem a
impactação interproximal de alimentos.
Impactação de alimento:
Má Oclusão
O alinhamento irregular dos dentes,
como o encontrado em casos de má
oclusão, pode dificultar o controle da
placa.
Complicações Periodontais Associadas
à Terapia Ortodôntica
A terapia ortodôntica pode afetar o
periodonto por favorecer a
retenção de placa, lesionar
diretamente por a gengiva em
consequência de bandas com
sobre contornos e por criar forças
excessivas, forças desfavoráveis, ou
ambas, no dente e nas estruturas de
sustentação.
Retenção e composição de placa
o grau de perda óssea durante o
tratamento ortodôntico em adultos
pode ser maior do que o observado
em adolescentes, principalmente se
a condição periodontal não for
tratada antes do início da terapia
ortodôntica.
Portanto o tratamento ortodôntico
não deveria ser indicado na presença
de doença periodontal não
controlada.
Trauma Gengival e Altura do Osso
Alveolar:
Microbiologia das doenças periodontais
Doença periodontalÉ uma doença infecto inflamatória,
indolor, que acomete os tecidos de
suporte e sustentação.
A doença periodontal não é causada
apenas por um microrganismo.
É uma infecção mista contendo
diversos microrganismos periodonto
patogênicos.
A composição desta infecção
influencia no graude destruição
periodontal
As doenças periodontais são alterações
infecciosas que possuem diversas
propriedades similares às infecções
bacterianas em outras regiões do corpo
e em grande proporção podem ser
combatidas de maneira semelhante.
Micobriota bucal
PH
Umidade
Temperatura
Concentração de O2
Nutrientes
Infecções Exógena
Microorganismos que não fazem parte
da microbiota normal.
EX: Ex: Salmonela, HIV, Aa, Pg,...
A periodontite crônica é
predominantemente uma infecção
endógena, mas também tem
microrganismos exógenos.
A periodontite agressiva é
predominantemente uma infecção
EXÓGENA(A.a)
Os microrganismos endógenos são
predominantes nas periodontites, mas
as mais virulentas são as
exógenas......Por isso a PERIODONTITE é
uma infecção “MISTA”,polimicrobiana.
Semelhanças e diferenças das doenças
periodontais com outras doenças
infecciosas
Evidências no papel principal das
bactérias na etiologia das doenças
periodontais
“Gengivite Experimental”
Inflamação Gengival
Infecções Endógenas
Bactérias endógenas, indígenas, que
residem nonosso organismo, deixam de
ser comensais epassam a ser
patogênicas(causam infecção); Defesa
do hospedeiro. EX: Prevotella intermedia,
Fusobacterium sp.,Espiroquetas,...
Microrganismos Transitórios
São exógenos, mas podem colonizar por
um tempo a cavidade oral e depois
desaparecer outorna-se endógena.
Infecções Oportunistas
Microrganismos superinfectados
Endógenos oportunistas:
Bastonetes entéricos
Enterococos
Estafilococos
Pseudomonos
Fungos
Principais Nichos Microbianos
Saliva
Dorso da língua
Sulco Gengival
Dente
Mucosa
Evidências do papel principal das
bactérias na etiologia da doenças
periodontal
Teoria que relacionava qualquer
acúmulo de microrganismos na
margem gengival à produção de fatores
irritantes e, consequentemente à
inflamação gengival e a destruição do
periodonto.
Composição microbiana da placa
dentaria bacteriana dos pacientes
difere, dentre as diversas entidades
clínicas periodontais, tais como
periodonto saudável, gengivites e
periodontites.
Principais características dos Patógenos
Periodontais
Microrganismos Gramnegativos;
Anaeróbios ou microaerófilos;
Proteoliticos;
Hipótese da Placa Inespecífica
A doença periodontal resulta apenas da
placa patogênica e sua patogenicidade
depende da presença ou aumento de
microrganismos específicos.
Cárie: bactérias Gram-positivas
facultativas sacarolíticas e
intensamente acidogênicas;
Doença Periodontal: Gram-negativas
anaeróbicas estritas proteolíticas.
Dotados de motilidade;
Produção de toxinas
Uma vez que esse habitar sofre
alterações ,desencadeia um processo de
sucessão microbiana.
Para fazer parte de um ecossistema, a
bactéria tem que encontrar um habitar
favorável;
Uma sequência ordenada de
acontecimentos leva à formação de um
biofilme microbiano, rico em espécies,
estrutural e funcionalmente organizado.
Formação dos biofilmes dentários
Adsorção de um filme de condiciona-
Os diferentes estágios da formação
dobiofilme dentário incluem:
Hipótese da Placa Específica
Características básicas do Ecossistema
Periodontal
Inúmeros fatores do hospedeiro ajudam
a determinar a composição e a
atividade da microbiota oral natural que
fornece benefícios ao hospedeiro.
A alteração de um fator ambiental
fundamental pode romper a
estabilidade natural (homeostase
microbiana) da microbiota residente em
um local e resultar em reorganização da
composição e da atividade da
comunidade microbiana residente; tal
mudança pode predispor o local à
doença.
Adesão reversível entre a superfície
da célula microbiana e o filme de
condicionamento;
mento (película adquirida);
Representação esquemática dos
diferentes estágios na formação dos
biofilmes dentários. A. A película se
forma sobre superfície dentária limpa
(1). As bactérias são transportadas
passivamente para as superfícies
dentárias (2 I), nas quais elas podem ser
mantidas de modo reversível por fracas
forças de atração de longo alcance (2 II).
Biofilmes dentários
A estrutura do biofilme;
Heterogenicidade fisiológica no seu
interior;
“Quorum sensing”;
Aderência;
Mecanismos de resistência
antibiótica
B. A ligação se torna mais estável graças
a interações moleculares
estereoquímicas específicas entre
adesinas na bactéria e receptores
complementares na película (3), e
colonizadores secundários se ligam aos
colonizadores primários já ligados por
interações moleculares (coadesão) (4).
C. O crescimento resulta em maturação
do biofilme, facilitando uma ampla
gama de interações intermicrobianas
(sinérgicas e antagônicas) (5). Em
algumas ocasiões, as células se
desprendem e colonizam outros locais
(6). (Fonte: Marsh e Martin, 2009.
Reproduzida, com autorização, de
Elsevier.)
Placa continua atraindo bactérias;
Na medida em que continua
acumulando, cria um ambiente não
saudável com diversas espécies
bacterianas e seus produtos.
Características do biofilme
A estrutura do Biofilme
Exopolisacarídeos;
50-95% do peso seco do biofilme;
Funções
Mantém a integridade do biofilme;
Previne a desidratação e ataque por
agentes nocivos;
Aglutinar nutrientes essenciais,
favorecendo o desenvolvimento dos
microorganismos.
Aderência bacteriana
Inicialmente as bactérias podem ser
reversivelmente mantidas perto da
superfície por forças físico-químicas
fracas, de longo alcance.
Forças de Van Der Waals
Predominância de grupos
de bactérias encontradas
em diferentes locais sobre
a superfície dentária, e
características
fundamentais de todos os
hábitats.
Infecções Oportunistas
Microrganismos superinfectados
Endógenos oportunistas:
Bastonetes entéricos
Enterococos
Estafilococos
Pseudomonos
Fungos
Principais Nichos Microbianos
Saliva
Dorso da língua
Sulco Gengival
Dente
Mucosa
Evidências do papel principal das
bactérias na etiologia da doenças
periodontal
Posteriormente As moléculas (adesinas)
nesses primeiros colonizadores
bacterianos (principalmente
estreptococos, p. ex., Streptococcus
mitis, Streptococcus oralis) conseguem
se ligar a receptores complementares na
película adquirida para tornar mais forte
a ligação.
Receptores de Adesinas
Colonizadores pioneiros começam a se
multiplicar.
Coadesão
Microbiota oral residente para o
Hospedeiro
Um dos principais benefícios da
existência de uma microbiota residente
em um local é a capacidade de prevenir
a colonização por microrganismos
exógenos (e geralmente patogênicos)
Cálculo Dental
O cálculo supragengival pode ser
reconhecido como uma massa de
consistência moderada, cuja coloração
varia de branco amarelado a amarelo-
escuro ou até mesmo marrom.
O grau de formação do cálculo depende
não apenas da quantidade de placa
bacteriana, mas também da secreção
das glândulas salivares.
O paradigma “comunismo comensal”
propõe que nossa microbiota e a
mucosa oral formam um “tecido”
.unificado no qual a troca entre o
micróbio e o hospedeiro seja finalmente
equilibrada para assegurar sobrevida
microbiana e prevenir a indução de
inflamação danosa.
Bactérias que se ligam precocemente
modifica o ambiente local.
Conforme o biofilme se desenvolve, as
adesinas na superfície celular dos
colonizadores secundários mais
exigentes, ligam-se aos receptores das
bactérias já conectadas.
Doença Periodontal
Saúde Periodontal
Gengivite
Proteolíticas;
Gram positivas;
Gram negativas;
Anaeróbios facultativas
ou estritos;
Sacarolíticos ou
Os microrganismo tem que ocorrer em
números maiores nos sítios de doença
ativa comparando com os sem doença;
A eliminação do microrganismo deve
levar ao fim da progressão da doença.
Patógenos Potenciais para Periodontite
A. actinomycetemcomitans, a bactéria
associada à doença rapidamente
progressiva, não se agrupa com a
maioria dosmicrorganismos do
complexo vermelho associados à
doença.
Isso provavelmente reflete o efeito do
histórico genético do hospedeiro sobre a
doença associada a essa bactéria
Epitélio gengival edemaciado e
presença de sangramento;
Sulco Gengival com
profundidade de 4mm(bolsa
periodontal; aumento da
anaerobiose.
Tecido conjuntivo degradado e
ulcerado;
Características básicas do Ecossistema
Periodontal
Fluido gengival: componente do soro e
proteínas.
Epitélio gengival edemaciado e
presença de sangramento;
Sulco Gengival com profundidade de
3 a 4 mm;
Tecido conjuntivo degradado;
Aumento do infiltrado inflamatório;
Bactéria Gram-positivas e Gram-
negativas;
Co-agregação;
Trata-se de bactérias caracterizadas por
metabolismo proteolíticos, Gram-
negativos e anaeróbias obrigatórias
Periodonto Sadio
Epitélio gengival estratificado
queratinizado;
Sulco Gengival com profundidade de
1 a 3 mm;
Tecido conjuntivo gengival fibroso;
Pouco infiltrado inflamatório;
Bactéria Gram-positivas e
facultativas;
Colonizadores iniciais.
Gengivite: Presença de inflamação
Presença de inflamação
Periodontite Crônica:
Aumento do infiltrado
inflamatório(plasmócito);
Bactéria Gram-negativas anaeróbias
estritas;
Proteolíticas