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Docentes: Felipe B. Ribeiro, Régis A. Pescinelli Zoologia II Clitellata Clitellata • Inclui minhocas e sanguessugas. • Possuem um Clitelo (serie de segmentos anteriores encerrados em uma espessa epiderme glandular). • Clitelo engloba os gonóporos femininos ou se localiza posteriormente a eles. Clitellata • Hermafroditas. • Gônadas restritas a poucos segmentos genitais. • Desenvolvimento direto, em casulos. • Cérebro deslocado posteriormente. - Anel de células secretoras de muco localizadas como uma faixa em volta do corpo (terço anterior) - Visível durante todo o tempo em Oligochaeta - Em Hirudinea somente na fase reprodutiva • De minúsculos cavadores de intersticiais marinhos e dulcícolas. • Até a minhoca gigante australiana Megascolides australis – 3m de comprimento. • No Brasil – Minhocoçu - Rhinodrilus alatus – pode chegar 60cm de comprimento – risco de extinção devido a captura para pesca. Clitellata - Crassiclitellata Estrutura e função • Corpo semelhante ao dos anelídeos generalizados. • Segmentos bem desenvolvidos. • Quatro feixes de cerdas por segmento – de 1 a 25 cerdas por feixe – geralmente duas. Estrutura e função • Sem apêndices. • Cerdas geralmente longas nas spp aquáticas. • Músculos protratores e retratores permitem às cerdas serem expostas ou recolhidas. Parede do corpo e celoma • Parede do corpo é essencialmente como a dos anelídeos não clitelados cavadores. • Musculatura circular mais externa. • Musculatura longitudinal em quatro bandas. Parede do corpo e celoma • Perfurações, com esfíncteres nos septos, ligando o fluido celômico. • O fluido celômico exudado ajuda a manter a umidade e deter predadores. Locomoção • Rastejam e cavam por contrações peristálticas. • Cerdas são estendidas quando o corpo encurta (contração da musculatura longitudinal). • Retraídas quando o corpo se alonga (contração da musculatura circular). • A direção das ondas de contração pode ser revertida (deslocamento para trás). Sistema nervoso • Cordões nervosos fundidos na linha mediana do corpo. • Cérebro deslocado posteriormente. • Dentro do cordão nervoso encontram-se cinco axônios gigantes. Sistema nervoso • Gânglio subfaríngeo é o principal centro de controle motor e reflexos. • Todo o movimento cessa quando o gânglio subfaríngeo é destruído • Controle motor continua após a remoção do cérebro Sistema nervoso • Normalmente não possuem olhos • Tegumento é bem suprido de fotorreceptores unicelulares dispersos – principalmente dorsal e frontal • Tubérculos – quimiorreceptores Nutrição e sistema digestivo • Maioria detritívoras. • Podem puxar as folhas mortas para as galerias. • Algumas espécies são comedoras de depósitos. • Detritos finos, algas e microrganismos são importantes para espécies aquáticas. • Chaetogaster – predador – se alimenta de amebas, paramécios, rotíferos... Nutrição e sistema digestivo ❖ FARINGE: bomba sucção → Glândulas Faríngeas = muco e enzimas ❖ ESÔFAGO: Glândulas Calcíferas → Eliminar: CO2 / excesso de Cálcio ❖ PAPO → armazena ❖ MOELA → tritura ESÔFAGO CÂMARAS CELÔMICAS PAPO FARINGE CAVIDADE ORAL PROSTÔMIO MOELA INTESTINO Nutrição • Esôfago modificado em diferentes níveis. • Moela – utilizada para triturar o alimento, cutícula quitinosa e é muito muscular. • Papo – câmara de armazenagem. Nutrição e sistema digestivo • Paredes do esôfago possuem glândulas calcíferas. • Secretam carbonato de cálcio na forma de calcita. • Os cristais são eliminados com as fezes. Nutrição e sistema digestivo • Glândulas calcíferas - possíveis funções: • Eliminação de CO2 respiratório – ambiente subterrâneo possui grandes concentrações devido à atividade bacteriana – dificultando a eliminação por difusão. • Eliminação do excesso de cálcio – adquirido com a alimentação. Nutrição e sistema digestivo • Intestino é ciliado e se estende por ¾ do corpo do animal. • Metade anterior – secreção de enzimas e digestão. • Metade posterior – absorção. Nutrição e sistema digestivo Vaso dorsal Tiflossole Luz do intestino ❖ INTESTINO → Tiflossole ( aumenta as superfícies digestiva e de absorção ) ❖ Secreção de enzimas → Quebra do alimento TECIDO CLORAGÓGENO ➢ Células cloragógenas ❖ SÍNTESE & ARMAZENAMENTO → Glicogênio e lipídios → Armazenamento e desintoxicação de proteínas, síntese de hemoglobina, catabolismo de proteínas e formação e formação de amônia e síntese de uréia. NUTRIÇÃO Vaso dorsal Vaso ventralArcos aórticos ❖ Sistema circulatório fechado ❖ Vaso Dorsal Contrátil ❖ 5 pares de Arcos aórticos ❖ Vaso ventral (aorta) ❖ Vaso subneural ❖ Sangue: pigmento respiratório dissolvido (hemoglobina) ❖ Trocas gasosas → através da pele úmida Circulação - Trocas gasosas Trocas gasosas • Difusão • Secreções das glândulas mucosas e celoma umedecem a superfície epidérmica • Brânquias especializadas ocorrem em poucos oligoquetas ❖ Com exceção dos 3 primeiros somitos e do último, todos os demais apresentam metanefrídeos ❖ Cada nefrídeo ocupa parte de dois somitos ❖aquáticos →Amônia ❖ terrestres → Uréia Excreção • Diapausa pode ocorrer durante o inverno ou épocas de seca • Formas aquáticas podem se encistar durante estações secas ou frias • Minhocas terrestres migram para parte mais profundas Reprodução sexuada • Hermafroditas • Gônadas bem desenvolvidas e restritas aos segmentos genitais – na metade anterior do animal • Cópula • Transferência mútua de espermatozoides • Os animais são mantidos unidos pelo muco secretado pelo clitelo • Clitelo Responsável pela fertilização dos ovos Varia em número de segmentos Visível apenas na estação reprodutiva em algumas espécies Casulo • Poucos dias após a cópula um casulo é secretado pelo clitelo • Uma espessa camada semelhante à quitina • Albumina é depositada para preencher o casulo • O casulo então desliza em direção anterior enquanto o animal se move para trás • Quando ele passa sobre os gonóporos femininos os óvulos são despejados dentro do casulo • Depois passa pelos receptáculos seminais, onde estavam os espermatozoides do parceiro que fertilizam os óvulos no casulo • Por fim o casulo desliza sobre a cabeça do animal e é liberado Qual a longevidade de uma minhoca? • Marinhos, terrestres e dulcícolas. • Embora chamados de sanguessugas, muitos são carnívoros, não hematófagos. • Tamanho: 1 a 30cm – a maioria entre 2 e 5cm • Maioria dulcícola. • Poucas espécies toleram correnteza. • Águas rasas de curso lento, ou lagos, com vegetação nas margens . • São mais abundantes em lagos e lagoas temperados do hemisfério norte. Estrutura e função • Corpo achatado dorsoventralmente. • Segmentos das extremidades modificados em ventosas. • Segmentação reduzida – número fixo de 34 segmentos. • Anelações superficiais mascaram a segmentação. • Cabeça consiste em um prostômio reduzido mais cinco segmentos (1 a 5). • Dorsalmente possui vários ocelos. • Ventralmente se encontra modificada para formar a ventosa anterior. • O tronco (segmentos 6 a 26). • Clitelo estende-se por 3 segmentos (9 a 11). • Após o tronco encontra-se uma grande ventosa posterior derivada de 7 segmentos. Sistema nervoso e órgãos dos sentidos Gânglios se concentraram em massas devido às ventosas. Ventralmente os primeiros quatro pares de gânglios fundidos formam o gânglio subfaríngeo. Os últimos 7 pares gânglios se fundem para formar o gânglio caudal. • De dois a 10 ocelos • Papilas sensoriais Parede do corpo sistema hemal e locomoção • Tecido conjuntivo fibroso abaixo da epiderme ocupa grande parte do interior do animal Locomoção • mede palmos Contração da musculatura longitudinal e circular Trocas gasosas Parede do corpo – difusão Brânquias presentes apenas em Piscicolidae Nutrição • Faringe – protraível ou não protraível • Faringe não protraível (Arhynchobdellida) • Bocase situa na ventosa anterior • Três mandíbulas grandes, ovais e em forma de lâminas com muitos dentes • As glândulas salivares secretam um anticoagulante hirudina • Faringe muscular bombeadora • Esôfago - que pode formar um papo • Estômago – pode ser um tubo reto ou conter cecos (1 a 11 pares) • Intestino – pode ser reto ou conter de 1 a 4 cecos • Reto – curto tubo • Ânus – dorsal à frente da ventosa posterior • Digestão lenta • Podem passar muito tempo sem se alimentar Reprodução • Unicamente sexuada • Hermafroditas protândricos • Fecundação interna • Gonóporo masculino no segmento 10 • Gonóporo feminino no segmento 11 • Um par de ovários • Dois pares de testículos • Dutos espermáticos • Ovidutos • Podem apresentar pênis – cópula semelhante a de oligoquetas • Pênis é evertido e penetra o gonóporo feminino, que também atua na armazenagem de esperma • Os ovos são liberados de dois dias a muitos meses após a cópula • Nesse momento o clitelo se torna conspícuo • E secreta um casulo com albumina • O casulo recebe de um a muitos ovos fertilizados ao passar pelo gonóporo feminino Docentes: Felipe B. Ribeiro, Régis A. Pescinelli Zoologia II Clitellata