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28
UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA 
UNOESC CAMPUS XANXERÊ
ÁREA DAS CIÊNCIAS DA VIDA E SAÚDE
CURSO DE ENFERMAGEM
PABLINE CARLA TOMAZINI
STEFANI ANTUNES 
PERCEPÇÃO DO USUÁRIO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA SOBRE OS SERVIÇOS DE SAÚDE OFERTADOS EM UM MUNICÍPIO DO OESTE CATARINENSE
Xanxerê, SC
2023
PABLINE CARLA TOMAZINI
STEFANI ANTUNES 
 PERCEPÇÃO DO USUÁRIO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA SOBRE OS SERVIÇOS DE SAÚDE OFERTADOS EM UM MUNICÍPIO DO OESTE CATARINENSE
Projeto de pesquisa vinculado ao Trabalho de Conclusão de Curso do Curso de Enfermagem- Xanxerê/SC, apresentado a banca de qualificação do projeto de pesquisa. 
Orientadora: Prof.ª. Mª. Elenir Salete Salvi
Xanxerê, SC
2023
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO.....................................................................................................................5 
1.1 PROBLEMA DE PESQUISA...............................................................................................6 1.2 OBJETIVOS..........................................................................................................................6
1.2.1 Objetivo Geral...................................................................................................................6 
1.2.2 Objetivos Específicos.......................................................................................................6
1.3 HIPÓTESES..........................................................................................................................6
1.4 JUSTIFICATIVA...................................................................................................................7
2. CONTRIBUIÇÕES DA LITERATURA.............................................................................8
2.1 SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E A ASSISTÊNCIA À SAÚDE..........................................8
2.2 ATENÇÃO PRIMÁRIA Á SAÚDE: UMA VISÃO GERAL.................................................9
2.3 PARTICIPAÇÃO SOCIAL E PERCEPÇÃO DO USUÁRIO DA APS................................11
2.4 ENFERMEIRO NA PARTICIPAÇÃO SOCIAL.................................................................12
3. METODOLOGIA...............................................................................................................14
3.1 RISCOS...............................................................................................................................15
3.2 BENEFÍCIOS......................................................................................................................15
4. ORÇAMENTO....................................................................................................................16
5. CRONOGRAMA................................................................................................................17
REFERÊNCIAS......................................................................................................................18
DESENHO
A Atenção Primária à Saúde (APS) consolidada atualmente como a porta de entrada para os serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), vem cada vez mais se aprimorando e trazendo constantes melhorias a saúde da população. Este nível de atenção tem como um dos seus principais pilares a participação social, considerado de grande valia na tomada de decisões, pois, servem de indicadores de desempenho da Atenção Básica à Saúde (ABS). Neste processo de saúde, o enfermeiro exerce parte importante, visto que, é um profissional capacitado e envolvido com a população, capaz de estimular a participação comunitária, servido como agente de transformação, em busca de melhorias e saúde de qualidade. Contribuindo assim, para a percepção dos usuários do SUS e da ABS sobre os serviços de saúde ofertados, norteando, as ações e políticas voltadas para o melhor atendimento e assistência. O objetivo desta pesquisa, é analisar a percepção do usuário da Atenção Primária à Saúde sobre os serviços de saúde ofertados em um município do Oeste Catarinense. Trata-se de um estudo de caráter qualitativo com pesquisa bibliográfica, utilizando como instrumento a entrevista compreensiva de Kaufman, que será aplicada a dez usuários, escolhidos de forma aleatória, que aguardam atendimento nas Unidades Básicas de Saúde. Com essa pesquisa pretende-se aumentar à participação comunitária nos serviços de saúde, assim como, qualificar as informações repassadas e a compreensão da ampla gama de competências da atenção básica a saúde com vista na qualidade da assistência. 
Palavras chaves: Atenção Primária à Saúde. Percepção. Qualidade da Assistência à Saúde. 
1 INTRODUÇÃO 
A implementação do Sistema Único de Saúde (SUS), ocorreu através da Constituição Federal de 1988, a qual foi regulamentada dois anos seguintes, pelas Leis nº 8.080 e Lei nº 8.142. Esse movimento de inclusão da sociedade foi considerado um marco na história do Brasil. Por se tratar de um sistema inovador, apresentou inúmeras lacunas, tais como na resolutividade dos problemas de saúde da população, devido à falta coordenação entre os diversos níveis de serviços que integram o sistema. Desta forma, foi necessário reorganizar e sistematizar o serviço de saúde, enfatizando a necessidade de delimitar um espaço adequado aos cuidados primários de saúde, servindo como ponto de partida, para o primeiro contato com o sistema de saúde. 											A fim de garantir que todos os princípios do SUS (universalidade, integralidade e equidade) e diretrizes (descentralização, regionalização, hierarquização e participação da comunidade) fossem assegurados a toda a população, foram criados os níveis de complexidade: primário, secundário e terciário.									Os níveis de complexidade estabelecidos pela Portaria 4.279/2010, são medidas utilizadas para hierarquizar os estabelecimentos de prestação de serviços de saúde, segundo os aspectos das atividades prestadas, a profundidade de especialização e a frequência em que ocorrem. O nível primário realiza ações e atendimentos, integrando a prevenção, promoção à saúde, saneamento e apoio diagnóstico. O nível secundário destina-se a desenvolver atividades assistenciais médicas básicas, além de especialidades estratégicas nas modalidades de atenção ambulatorial. O nível terciário caracteriza-se pela maior capacidade resolutiva de casos mais complexos do sistema, nas categorias de atendimento ambulatorial, internação e urgência. 	O primeiro nível de atenção em saúde, a Atenção primária a Saúde (APS), criada em 1920, teve como objetivo a organização do sistema. Atualmente, a atenção básica é capaz de atender até 90%[footnoteRef:1] das necessidades de saúde de um indivíduo. A APS é uma estratégia de organização da atenção à saúde, voltada a atender a maioria dos problemas de saúde da população, integrando ações preventivas, curativas, de promoção, recuperação da saúde e reúne cuidados essências de saúde. Conta, com atendimento multiprofissional e equipe mínima, com um médico, um enfermeiro, um técnico em enfermagem e Agente Comunitário de Saúde (ACS). Podendo ser acrescida de diversos profissionais como equipe de saúde bucal, especialidades médicas (pediatra e ginecologista, por exemplo) e equipe técnica ampliada. Por atender ao princípio de regionalização, este nível se torna de fácil acesso ao usuário e garante cobertura da população.										O atual sistema de saúde brasileiro vive um momento de intensos avanços, mas ainda de muitos desafios a serem superados. Mediante o auxílio político e a participação social, prevista na Lei n° 8.142/1990, a atenção primária pode ampliar e garantir o bem-estar da população, através das conferências de saúde, conselhos de saúde e a opinião do usuário, como forma de mensurar a qualidade do serviço ofertado. [1: Organização Mundial da Saúde (OMS).] 
1.1 PROBLEMA DE PESQUISA 
Qual é a percepção do usuário da Atenção Primaria frente aos serviços de saúde que estão sendo ofertados em um município do oeste catarinense?
1.2 OBJETIVOS 
1.2.1 Objetivo Geral 
									
Analisar apercepção do usuário da Atenção Primária sobre os serviços de saúde ofertados em um município do Oeste Catarinense.
1.2.2 Objetivos Específicos:		
	
1- Fundamentar teoricamente o tema desta pesquisa; 
2- Identificar as facilidades e dificuldades expostas pelos pacientes;
3- Verificar o grau de satisfação dos usuários;
4- Avaliar a percepção do usuário em relação a Atenção Primaria (APS), sobre os serviços de saúde ofertados.
1.3 HIPÓTESES: 
A percepção do usuário da Atenção Primária (APS) sobre os serviços de saúde ofertados em um município do Oeste Catarinense, pode ser vista da seguinte forma:
•	O conhecimento sobre a visão do usuário da Atenção Primária a Saúde (APS), em relação aos processos de assistência à saúde contribuem para a implementação e otimização de ações que promovam o desenvolvimento da qualidade do serviço; 
•	Atualmente observa-se um alto nível de satisfação por parte dos usuários do Sistema único de Saúde (SUS). Porém, é necessário investir em programas de promoção e prevenção de saúde, ampliando a qualidade da assistência; 
• 	 Os usuários reconhecem o acesso aos serviços de saúde como um direito e apresentam certa satisfação com o sistema, porém referem ter dificuldades para a concretização dos direitos identificados; 
•	Identifica-se uma certa desinformação do usuário sobre o direito à participação e tomadas de decisões em saúde;
•	 Os usuários identificam certa dificuldade para compreender as atribuições da atenção básica e sua capacidade de resolutividade. Desta forma, tem como consequências, visões negativas em relação ao serviço disponibilizado. 
1.4 JUSTIFICATIVA:	
O tema da pesquisa é a Percepção do usuário da Atenção Primária sobre os serviços de saúde ofertados em um município do Oeste Catarinense. Este, compreende ao entendimento e satisfação do usuário sobre os serviços prestados no primeiro nível de atenção à saúde.		Os motivos pessoais que levaram a escolha do tema, são frente a curiosidade sobre a percepção do usuário acerca dos serviços ofertados em nosso município e a discrepância entre os diferentes níveis de satisfação dos usuários, os quais apresentam realidades diferentes. Assim como, buscar melhorias no sistema de assistência à saúde, por meio dos dados levantados.	O tema de pesquisa abordado é de importância social, pois através dele podemos avaliar experiências de atendimentos e elaborar melhorias de serviço. Mediante a isso, a pesquisa pode trazer benefícios, tais como, indicadores e mensuradores da qualidade do serviço ofertado, contribuir para melhoraria do funcionamento da saúde, otimizar e direcionar o planejamento de ações. Além de nortear a promoção de saúde e o fortalecimento do serviço.
2 CONTRIBUIÇÕES DA LITERATURA
Desde a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), consolidado atualmente como maior sistema de saúde já obtido em nosso país, são inúmeras e constantes as tentativas de melhorias a saúde da população. Este, tem como propósito democratizar o acesso à saúde no país, norteado em valores a serem seguidos, cujo o objetivo é a saúde e bem-estar de todos, de forma igualitária e integral (Giovanella et al., 2012).									A atenção primária a saúde se incorpora como ordenadora e porta de entrada de todo o sistema SUS. Com as funções de prevenção, promoção, e manutenção de saúde, tendo como um de seus principais pilares a participação social, está que é relatada desde o início da nossa história pelas lutas sociais por espaços de participação nas políticas e tomadas de decisões, as quais servem como avaliadores e indicadores de desempenho da atenção básica a saúde (Brasil, 2023). 												Nesse contexto, temos como um dos atores principais no incentivo a participação comunitária a saúde o enfermeiro, um profissional preparado, sensibilizado e envolvido, capaz de incentivar a população a participar como parte importante no processo de saúde, os tornando agentes de transformação, em busca de melhorias e de uma saúde resolutiva e voltada para as reais necessidades da população. Assim, se faz importante conhecer e considerar a percepção dos usuários do SUS sobre a Atenção Básica, norteando ações e políticas voltadas ao melhor atendimento e assistência prestada (Oliveira et al., 2016).
2.1 O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E A ASSISTÊNCIA À SAÚDE
O Sistema Único de Saúde se concebeu como a maior política de inclusão social da história de nosso país. Antes do sistema, vigia um acordo de saúde que separava uma minoria que trabalhava de modo formal e portava uma carteirinha do Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (INAMPS) e, uma grande maioria quem tinha acesso a uma assistência curativa e razoável, e eram atendidas por uma medicina simplificada na atenção básica e como indigentes na atenção hospitalar (Mendes, 2013). 					A criação deste sistema teve como propósito democratizar o acesso à saúde no país. Assim, ampliando a assistência para a coletividade, a partir de dispositivos legais estabelecidos pela nova Constituição Federal do Brasil de 1988, consolidada e regulamentada pelas Leis Orgânicas de Saúde (LOA) n° 8080/90 e n°142/90, aonde foram estabelecidos diretrizes e normas que direcionaram o novo sistema de Saúde (Rolim et al., 2013).	
Nesse sentido, foi consagrado princípios, que servem como norteadores e valores da saúde pública (universalidade, equidade e integralidade) e, que garantem a população sua saúde e bem-estar, de forma equitativa e integral. A universalidade se dá por uma cobertura dos serviços, de modo que venham, a se tornar acessíveis a toda a população. A equidade diz respeito à necessidade de se “tratar desigualmente os desiguais”, de modo a se alcançar a igualdade de oportunidades de sobrevivência, de desenvolvimento pessoal e social entre os membros da sociedade e a integralidade refere-se ao leque de ações possíveis para a promoção da saúde, prevenção de riscos e agravos e assistência a doentes, implicando a sistematização do conjunto de práticas que vem sendo desenvolvidas para o enfrentamento dos problemas e o atendimento das necessidades de saúde (Teixeira, 2011).						Com a saúde se tornando um direito de todos e um dever do estado, se fez necessário organizar e descentralizar o cuidado para que esses princípios fossem assegurados, delimitando as três esferas de poder, atribuições para fazer o sistema funcionar. Ao governo federal, compete a formulação e a condução de políticas nacionais de saúde; aos estados função de gestão, coordenação, controle e elaboração; e aos municípios o planejamento, a gestão e a coordenação do plano municipal de saúde bem como a execução de serviços e ações básicas, assim tornando o município o ator central na execução dos serviços de saúde, especialmente na incorporação de Atenção Primária a Saúde (Bousquat et al., 2019).	
2.2 ATENÇÃO PRIMÁRIA Á SAÚDE: UMA VISÃO GERAL
	
A Atenção Primária à Saúde foi definida pela primeira vez na Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, realizada em Alma-Ata (1978). Segundo a declaração, a APS corresponde aos cuidados essenciais à saúde, fundamentados em tecnologias acessíveis para os usuários e serviços de saúde próximos as suas moradias e trabalhos. Configurando, o primeiro nível de contato com o sistema nacional de saúde e o original elemento de um processo contínuo de atenção (Gomes et al., 2011). 								No Brasil, foi criado em 1994 o Programa de Saúde da Família (PSF), sendo a principal estratégia de implementação e organização da atenção primária à saúde. O PSF, foi anunciado no primeiro documento ministerial como um programa, em seguida, foi considerado uma estratégia de reorientação do modelo assistencial, com potencial caráter substitutivo das práticas convencionais (Borges; Baptista, 2010).							O fortalecimento da APS no país ocorreu devido aos diversos movimentos realizados, com destaque para a criação do Departamento de Atenção Básica pelo Ministério da Saúde (2013), a implementação da Política Nacional de Atenção Básica e do Pacto pela Saúde e Pela Vida (2006). Por meio desses documentos,foram reforçadas as prioridades de consolidação e qualificação da Estratégia de Saúde da Família (ESF) como modelo de atenção primária e centro ordenador das redes de atenção à saúde (Borges; Baptista, 2010).
Atualmente, a atenção primária a saúde é definida como o primeiro nível de atenção em saúde, sendo está caracterizada por um conjunto de ações de saúde, no contexto individual e coletivo. Compreendendo atividades de promoção, proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnósticos, tratamentos, reabilitações, redução de danos e a manutenção da saúde, cujo o objetivo é desenvolver uma atenção integral, que possa impactar positivamente na situação de saúde da sociedade (Brasil, 2023). 
Além disso, a APS representa a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde e o meio central de comunicação com toda a Rede de Atenção à Saúde (RAS). No Brasil a RAS foi inserida através da portaria n° 4.279 de 2010, publicada pelo Ministério da Saúde (MS) como uma forma de sistematizar as propostas de ações e atividades de saúde, buscando a integralidade do cuidado aos usuários do SUS. Sendo direcionada pelos princípios e diretrizes de universalidade, acessibilidade, continuidade do cuidado, integralidade da atenção, responsabilização, humanização e equidade. Desta forma, a atenção primária a saúde atua como um filtro, capaz de organizar o fluxo dos serviços nas redes, desde os mais simples aos mais complexos (Brasil, 2023).										A atenção básica tem um importe papel na hierarquização do SUS, pois estabelece bases e pressupostos que estão relacionados ao desenvolvimento de capacidades para atender demandas e resolver problemas, referentes a população de determinado território. Neste contexto, a Estratégia de Saúde da Família tem por objetivo contribuir para a reorientação do modelo assistencial, elegendo a família e seu espaço social como núcleo básico de abordagem, assim como o trabalho em equipe para potencializar recursos e viabilizar ações diversificadas (Salvi, 2020).												As medidas trazidas na nova da Política Nacional de Atenção Básica de 2017 (PNAB), reconhecem novas formas de arranjos de organização da atenção básica, nos territórios além da ESF. Com isso, será possível organizar as equipes das UBS por meio dos gestores, de acordo com as realidades e a necessidades de cada município. É reconhecida a conformação de cinco diferentes tipos de estratégias, seguindo os princípios e diretrizes da atenção básica: Equipe de Saúde da Família (ESF), Equipe de Atenção Básica (EAB), Equipe de Saúde Bucal (ESB), Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (Nasf-AB) e Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS). Por fim, a política presume a organização de um sistema nacional de informação em saúde, estabelecendo que todas as unidades necessitam ser informatizadas, para que ocorra a implementação do prontuário eletrônico nas UBS. Este, é um projeto que permite a transparência das ações e a exatidão dos dados (Nogueira; Sobrinho, 2019).
2.3 PARTICIPAÇÃO SOCIAL E PERCEPÇÃO DO USUÁRIO DA APS 
Um dos principais pilares da atenção básica a saúde é a participação social. Este envolvimento é assegurado na Constituição e nas LOAs 8.080/90 e 8.142/90, por meio destas, constatou-se a existência formal de espaços de controle social e participação popular nas decisões e organização de políticas de saúde (Campos et al., 2014).				A opinião, o interesse e o envolvimento do usuário são imprescindíveis na avaliação do desempenho da APS. Mediante estás, podem ser norteadas e elaboradas políticas e programas, além de, construção de uma nova perspectiva do cuidado voltada as necessidades de saúde, com objetivo de facilitar a construção de uma gestão de saúde participativa e democrática (Ulhoa, 2012).													Nesse contexto, a satisfação do usuário representa um importante indicador de resultados para avaliação dos serviços de saúde. É fundamental, identificar como os usuários consideram o atendimento a eles prestados, suas facilidades e dificuldades e o grau de satisfação, para assim, repensar as práticas profissionais e a forma de organização dos serviços prestados, estabelecendo vínculos, e definição das necessidades sociais de saúde e mudança nos padrões de atenção, com foco nas necessidades dos usuários, e no compromisso com a melhoria das condições de trabalho e prestação do cuidado (Gomide et al., 2018).				A participação popular em saúde é significativa, e retratada desde os princípios da nossa história. Diante disso, a sociedade começou a lutar por melhores condições de assistência, acesso integral e livre de discriminações, como raças, cor e condições sócio econômica. Através deste processo, o envolvimento popular cria autonomia e capacidade para a tomada de decisões, estabelecendo suas necessidades e resoluções de suas dificuldades (Ulhoa, 2012). 	
Embora sejam evidentes os benefícios do envolvimento popular, ainda há inúmeros empecilhos apresentadas nesse primeiro nível de atenção à saúde. Bem como, o alto grau de informalidade e dificuldades para se organizarem de forma consistente e sustentável. Parte desse problema, pode ser atribuído à noção de que os usuários do sistema pouco conhecem seus direitos de opinião e que sua voz é importante para a construção do processo de cuidado e de gestão dos serviços de saúde. Associam-se a isso, os fatores históricos ligados à juventude da democracia no Brasil, o que é demonstrado por não possuir uma cultura participativa estabelecida dos cidadãos na agenda pública, percebemos então diversos impedimentos que são decisivos para a realização de uma efetiva atuação coletiva e individual dos usuários no processo de resolução, ampliação e gestão dos serviços na APS (Nobrega et al., 2021).
2.4 ENFERMEIRO NA PARTICIPAÇÃO SOCIAL
O enfermeiro cada vez mais assume uma atribuição decisiva em relação a identificação das necessidades da população. Bem como, na promoção e proteção da saúde dos indivíduos em seus diferentes aspectos. Desta forma, o trabalho da enfermagem é um componente fundamental para a assistência e para os sistemas de saúde locais, capacitando, assistindo e coordenando práticas de cuidado, com a finalidade de promover e proteger a saúde dos indivíduos, famílias e da comunidade, assumindo protagonismo na interlocução entre usuários e sistema (Ferreira et al., 2019).									O incentivo profissional pode promover mudanças para a saúde humana e ambiental, além de, estimular a conscientização na comunidade. A enfermagem como linha de frente na prestação do cuidado, tem um papel fundamental para elaborar e aplicar intervenções, através de programas, estimulando a participação da comunidade, com visão holística para os problemas de saúde e as soluções necessárias (Pereira et al., 2014).				Na ESF, o enfermeiro tem a capacidade de estabelecer vinculo efetivo e sincero com a comunidade, situando-se em um espaço privilegiado de transição e mediação entre a população e o Estado, condição primordial para a construção social da saúde. Nesse contexto, a participação comunitária que remete ao conceito de cidadania e de direitos sociais, diante da influência, formulação, execução, fiscalização e avaliação das políticas públicas dos serviços de saúde, são partes importantes da construção uma gestão democrática (Oliveira et al., 2016).	Se faz necessário, que esses profissionais desenvolvam competências e habilidades, e adquiram conhecimento em relação ao poder da participação social. Assim, servindo como facilitadores, possibilitando o envolvimento dos indivíduos em diferentes ambientes para a promoção e prevenção da saúde. Criando deste modo, um amplo e dinâmico um espaço comunitário de agentes populares de transformação, bem como, um assegurador de que suas ideias e solicitações sejam ouvidas e atendidas, buscando um serviço de saúde integral e de qualidade (Ferreira et al., 2019). 									No contexto atual do SUS, a valorização da participação da população nas tomadas de decisões de saúde, restitui o trabalho educativo realizado por enfermeiros emnovo olhar, possibilitando desenvolver estratégias coletivas para o enfrentamento de obstáculos no processo saúde-doença, além de, apoiar a participação da população nos serviços de saúde. Porém, além de profissionais preparados, sensibilizados e envolvidos com a tarefa de facilitar a participação da população de forma consciente nos serviços de saúde, se faz necessário o apoio indispensável dos gestores, favorecendo as práticas de construção dessa participação conforme proposta do SUS (Silva et al., 2006).									Diante do exposto, podemos concluir que o SUS e a Atenção Básica de Saúde, desde sua consolidação, intervêm de modo positivo no acesso à saúde da população brasileira, sendo de extrema importância para todos os brasileiros. Porém, é necessário constantemente trazer a avaliação e opinião dos usuários em relação a esses serviços, se fazendo necessário ampliar a participação popular e transformar a comunidade em parte importante do processo de saúde, conhecendo suas necessidades, bem como identificando as facilidades e dificuldades expostas, analisando assim, o grau de satisfação dos usuários, afim de melhorar o atendimento prestado. Portanto, fica evidente a importância do enfermeiro em todo esse processo, visto que é um profissional preparado e que possuí vínculos com os usuários, o qual conhece as necessidades de saúde da população, fazendo a interlocução entre a tríade usuário, profissional de saúde e gestão, para melhorar e ampliar ainda mais a capacidade resolutiva do serviço.
3 METODOLOGIA
Esta pesquisa tem por objetivo verificar a percepção do usuário da Atenção Primária sobre os serviços de saúde ofertados em um município do Oeste Catarinense.			A abordagem utilizada será de caráter qualitativa, ou seja, retrata parte do entendimento de que existe uma relação metodológica entre o mundo real e o sujeito, isso é, uma conexão inseparável entre o mundo objetivo e as características do indivíduo, de modo que não pode ser traduzida em números. A compreensão dos fenômenos e as funções de significados, são básicos no processo de pesquisa qualitativa. Não se faz necessário o uso de métodos e técnicas estatísticas. O pesquisador é instrumento chave e o ambiente natural é a fonte direta para a coleta de dados (descritiva). Os pesquisadores tendem a induzir a análise de seus dados. Sendo, o foco principal da abordagem o seu significado (Matias-Pereira, 2007).	Do ponto de vista dos procedimentos técnicos, se trata de uma pesquisa bibliográfica, elaborada a partir de materiais já publicados (livros, artigos, periódicos e materiais disponíveis na internet). E também, de levantamento, que envolve interrogação direta de pessoas e a identificação dos comportamentos (Matias-Pereira, 2007).								Em primeiro momento da pesquisa será realizada pesquisa bibliográfica para construção do referencial teórico de pesquisa, por meio de leitura e analise de artigos, livros e periódicos.
	Em segundo momento será submetido a análise do Comitê de ética em Pesquisa (CEP) da Unoesc Xanxerê, e após a aprovação iniciada pesquisa de levantamento com interrogação direta de pessoas e a identificação dos comportamentos. 						Local da pesquisa: a pesquisa será realizada em aproximadamente três unidades básicas de saúde de um município do Oeste Catarinense, escolhidos de forma estratégica, afim de ouvir diferentes públicos, como usuários que moram em regiões periféricas, centros e interiores.	Participantes da pesquisa: será aplicada entrevista em aproximadamente dez usuários, que aguardam atendimento nas unidades básicas de saúde, escolhidos de forma aleatória. Após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), entraremos em contato com a Secretária de Saúde do município, bem como os coordenadores de cada UBS, para assim, verificar o melhor local de aplicação da pesquisa. 								Instrumento de pesquisa: a coleta de dados será realizada através do método de entrevista compreensiva de Kaufman. Essa técnica, fundamenta-se na análise compreensiva da fala, propõe um processo inverso nos modos de construção do objeto de estudo e instiga a reflexão do entrevistado sobre si e sobre o contexto no qual está inserido (Kaufmann, 2013).	O primeiro passo da pesquisa transcorrerá da escolha de unidades básicas de saúde que atendam diferentes realidades sociais do município (áreas periféricas, central e rural). Seguidamente, de forma aleatória ocorrerá a aplicação da entrevista, com perguntas abertas para os usuários, para posteriormente organizar os dados. 					Organização dos dados: se dará pela transcrição dos áudios para textos e utilização de tabelas para uma análise assertiva. Serão utilizados recursos computacionais para organizar os dados obtidos na pesquisa de campo por tabulação e representação dos dados. 		Análise dos dados: os dados serão analisados por meio da fundamentação teórica, que se caracteriza como a revisão das pesquisas e discussões de outros autores sobre o tema abordado, que servira de lentes para lapidar os dados encontrados na pesquisa de campo.
3.1 RISCOS 
Presença de riscos quanto ao desconforto, constrangimento ao responder o instrumento de coleta de dados, medo de não saber responder, estresse, exposição e perda da confidencialidade. Para redução dos riscos será implementado medidas como, garantir que os pesquisadores sejam habilitados ao método de coleta dos dados (identificando aos sinais verbais e não verbais de desconforto), local reservado, acesso restrito dos dados somente para a equipe de pesquisa, e será evitado o uso de informações capazes de identificar os participantes. 
3.2 BENEFÍCIOS									
O benefício que esse estudo poderá trazer será em forma de informação para os usuários, profissionais de saúde e secretária de saúde. Através dos dados coletados, será possível conhecer as diferentes realidades (facilidades e dificuldades) e elaborar projetos capazes de melhorar os processos e a assistência à saúde, assim como, analisar o grau de satisfação do usuário. 
4 ORÇAMENTO 
Quadro 1- orçamento.
	Material
	Valor
	Fonte viabilizadora
	Impressões
	R$ 100,00 
	Pesquisadores
	Encadernação
	R$ 50,00
	Pesquisadores
	Total
	R$ 150,00
	Pesquisadores
Fonte: as autoras (2023). 
5 CRONOGRAMA
Quadro 2- cronograma.
	Atividade
	Datas
	Fundamentação Teórica
	Fevereiro/março 2024
	Elaboração do Instrumento de Pesquisa
	Fevereiro 2024
	Aplicação do Instrumento de Pesquisa
	Março 2024
	Organização dos Dados
	Abril 2024
	Análise dos Dados
	Abril/maio 2024
	Entrega da Pesquisa (Relatório Final)
	Junho 2024
Fonte: as autoras (2023). 
6 RESULTADOS E DISCUSSÃO 
6.1 CLASSIFICAÇÃO DO ATENDIMENTO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE E OS SERVIÇOS OFERTADOS PELAS UBS 
	As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) exercem papel fundamental na promoção do bem-estar. Conhecidas anteriormente como Postos de Saúde ou Clínicas da Família, estas são definidas como a porta de entrada dos usuários no Sistema Único de Saúde (SUS), local onde se inicia o cuidado com a saúde de toda a população. São os verdadeiros pilares do atendimento primário, fornecendo serviços essenciais e de qualidade aos usuários. O principal objetivo de uma UBS é a promoção, proteção e prevenção dos agravos em saúde, possui como responsabilidade, o cuidado, a humanização, acessibilidade, sendo até mesmo relacionada ao aspecto sanitário quanto à qualidade e à capacidade de resposta desses serviços aos usuários	As unidades contam com equipe multiprofissional, constituída por médicos, enfermeiros, cirurgião-dentista, técnicos de higiene dental e de enfermagem, agentes comunitários de saúde e profissionais de apoio administrativo. Geralmente, os médicos e enfermeiros trabalham de forma conjunta na assistência a gestantes durante o pré-natal de baixo risco, por exemplo, e no acompanhamento do desenvolvimento das crianças, dentre outras funções. Casos como curativos, solicitação de exames complementares e prescrição de medicações conforme protocolos, diretrizes clínicas e terapêuticaspodem ser atendidos pelos próprios enfermeiros dentro das unidades básicas de saúde. 
	A satisfação dos usuários consiste em avaliar o tratamento recebido pelas unidades. Estes cuidados são compreendidos por cada um, e variam entre a percepção de cada indivíduo. A definição de qualidade, aspectos de serviços e relações entre as pessoas são subjetivos e correspondem às vivências de cada usuário. As UBS são implantadas em regiões distintas, desta forma, a percepção pelos indivíduos poderá ser diferente em cada região. 
A3: Eu não tenho reclamações, hoje eu vim busca remédio e to com dor nas costas e vou consulta hoje, não precisou fica na lista, em casa também recebo atendimento, quase toda semana tem alguém passando, ou as Agente de Saúde ou as Agentes de Combate à Dengue. O postinho sempre tem atendimento médicos e enfermagem.
A11: Faz oito meses que estou morando aqui e nenhum agente de saúde veio me visitar. Já fui para ser atendida no posto, foi bem demorado, precisa melhorar bastante. Pelo posto tem atendimento de Odontologia, ginecologia, clinico geral, são esses atendimentos que eu lembro. Minha filha é gestante e está sendo super bem atendida pelos profissionais, mas ele pertence ao posto de outro bairro.
6.2 DIFICULDADES E FACILIDADES ENCONTRADAS PELOS USUARIOS EM RELAÇÃO AO ATENDIMENTO 
Uma boa assistência é reflexo de um conjunto de percepções relatadas pelos usuários, que convergem para integralidade das práticas e dos diferentes serviços. A integralidade faz com que os usuários sejam acolhidos e possam acessar de forma descomplicada o serviço, faz parte destas considerações reconhecer as dificuldades e pontos negativos dos usuários, além de fortalecer o que há de positivo (Gomide et al 2018). Referencia utilizada no pre projeto
 Essa percepção deve converge em ações capazes de nivelar os projetos a serem elaborados, além de tornar o serviço mais assertivo, focado nas necessidades e dificuldades expostas, criando um cenário satisfatório e de integralidade como sugere os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e os objetivos propostos da Estratégia Saúde da Família (ESF) (Sampaio Junior, 2018).
https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/27758/1/Alfredo_Jos%C3%83%C2%A9_Barreto_Sampaio_J%C3%83%C2%BAnior.pdf
Uma grande dificuldade encontrada em todo o pais é em relação ao modelo de sistema de consulta, hoje realizada no município de forma eletiva (agendamento), segundo Vidal et al (2017), uma gestão de agendamento eficaz promove a melhoria no ambiente de trabalho, melhora a qualidade do cuidado, a segurança do paciente e o júbilo da equipe de saúde, embora em pesquisa os entrevistados relatem que a demora ou seja tempo em fila de agendamento seja uma grande dificuldade
https://www.scielo.br/j/rsp/a/6WTxWL89CGqZ3Nnbj6BM8nJ/?lang=pt&format=pdf
A8: “A demanda de consulta, que é bem complicada. Para consulta com agendamento é sempre para um a dois meses depois que consegue consultar. ”
A4: “As fichas pra medico, tem que marcar meses antes ou tem que vir muito cedo e ficar na fila por horas pra tentar um atendimento. ”
A11 “É difícil para conseguir consulta, marcam no dia de hoje consulta para ser atendida daqui dois a três meses. Por que a gente não sabe quando que vai fica doente pra ter tanta demora assim no atendimento. ”
A12: “As dificuldades é a demora, as vezes pra conseguir consulta é muito demorado, se for algo mais urgente não é atendido e a questão de receita novas é complicado, por que toda vez é remarcado uma consulta, isso acaba atrasando muito.”
Outra grande dificuldade encontrada vem de encontro com as literaturas, a fila de espera para realizar exames e consultas de especialidades (atenção segundaria) é citada em diversos momentos pelos entrevistados. Como cita Farias et al 2019, no Brasil os elevados tempos de espera para marcação de consultas e exames especializados constituem a maior causa de insatisfação referida pelos usuários. O tempo de espera pelo atendimento pode ter impacto na evolução dos casos, influenciando o prognóstico e a qualidade de vida de pacientes com doenças graves, sintomáticas ou estigmatizantes. Além disso, ele é um indicador da qualidade dos serviços, por estar relacionado com a capacidade de resposta do sistema às necessidades de atenção à saúde da população.
https://www.scielo.br/j/sdeb/a/GPfqjbXJDNnPWMZ5TnDPyKN/#
 A1: “Os exames que demoram um pouco pra chamar.”
A8: “Dificuldade mais é pra fazer exames, as vezes exame de urgência demoram até meses, eu tenho exames de 5 anos atrás que nunca fui chamado pra fazer.”
A3: Os exames deviam ser mais rápidos, e avaliar melhor se é urgência ou de rotina, as vezes complica o caso.
Contrapondo as fragilidades na APS, houve exemplos de depoimentos de alguns usuários, demonstrando facilidades com o atendimento recebido, como o acolhimento durante toda a permanência na unidade de saúde, com a abertura para o diálogo e a atenção dispensada pelos profissionais de saúde na APS, sendo estes também achados de outros estudos, o que reforça a vinculação do relacionamento profissional e usuário com a qualidade do atendimento.  A humanização do cuidado repercute para a qualidade da atenção à saúde. Quando o usuário não se sente acolhido e ouvido, consequentemente, avalia mal o cuidado recebido. Isso demonstra a importância de um cuidado solidário refletindo em satisfação com o serviço. Portanto, tal cuidado precisa estar presente nos serviços de APS (Gomide, 2018). Referência utilizada no pre projeto
A3: “Todo mundo que trabalha aqui é muito prestativo.”
A4:”O atendimento é bom.” 
A5: “Bom atendimento, simpatia, se não conseguem resolver eles escutam a gente e explicam por que não pode.”
A6: “As agentes fazem bom contato, é mais fácil do que ir até a unidade, facilita muito meu atendimento e a moça é muito simpática me escuta.”
A9: “Sempre que fui ali no posto, fui bem atendida, o pessoal ta sempre sorrindo e me tratam bem.” 
A11: “Facilidade para marcação de consulta, que pode ser por telefone, o acesso é fácil, sempre que vamos nas unidades somos bem atendidos.”
Outro ponto tido como facilidade pelos usuários é a proximidade da APS com a residência, mostrando que a área de abrangência e territorializaçao das unidades estão de acordo com as necessidades do usuário. Para Gonçalves 2016 e o eixo saúde-doença é influenciado pela distância física entre pacientes e trabalhadores do serviço, ter um ESF próximo a sua residência fortalece o vínculo com a unidade, aproxima e traz conforto aos indivíduos. https://unifimes.edu.br/filemanager_uploads/files/documentos/semana_universitaria/xi_semana/artigos/saude/A%20RELEV%C3%82NCIA%20DA%20DIST%C3%82NCIA%20F%C3%8DSICA%20DA%20UNIDADE%20B%C3%81SICA%20DE%20SA%C3%9ADE%20NA%20PREVEN%C3%87%C3%83O%20E%20TRATAMENTO%20DE%20PATOLOGIAS%20NO%20SETOR%20JARDIM%20DAS%20PEROBEIRAS%20DE%20MINEIROS%20-%20GO.pdf
A10: “Facilidade por que fica bem próximo da minha residência, cerca de duas quadras. Se precisa alguma coisa, é rápido pra ir ate la.”
A12: “Ser perto da minha casa facilita bastante.”
6.3 RELAÇÃO DOS USUÁRIOS COM AS FARMÁCIAS BÁSICAS MUNICIPAIS 
O Ministério da Saúde recomenda a existência de uma farmácia em cada UBS, porém o serviço é não obrigatório em municípios onde a dispensação de medicamentos é realizada de forma centralizada, as farmácias sejam elas localizadas em unidades de saúde ou onde não dividem espaços e estruturas com outros serviços de saúde, estas devem dispor de infraestrutura física, recursos humanos e materiais que permitam a integração dos serviços e o desenvolvimento das ações de assistência farmacêutica de forma integral e eficiente. Dessa forma, garantem a qualidade dos medicamentos, o atendimento humanizado, a otimização dos recursos e a efetiva implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições de assistência à saúde (Brasil 2006). 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_estrutura_ubs.pdf
 O município aonde foi realizado pesquisa de campo, no ano de 2021 passou por uma reestruturação de gestão de farmácias básicas de saúde,distribuindo as farmácias em polos, os critérios utilizados para decentralizar o serviço de dentro do APS foram a falta de profissionais farmacêuticos obrigatório segundo o Ministério da Saúde, estruturas inadequadas e possiblidades de descentralização sem prejuízo ao usuário, com mais facilidade e conforto (Brasil 2021). https://xanxere.sc.gov.br/noticia-660555/ Não sei se pode 
Reconhecendo a importância da farmácia no âmbito da AP, e como parte integrante do serviço, se faz valido conhecer a opinião do usuário sobre a assistência farmacêutica prestada, qualidade do atendimento, disponibilidade da medicação e fácil acesso. Quando questionados se as farmácias suprem as necessidades cotidianas uma minoria dos entrevistados se mostra satisfeito, os pontos citados com positivos pelos usuários são farmácia dentro da unidade de abrangência, a disponibilidade da medicação e quantidade liberada diminuindo as idas para repor medicações de uso continuo. 
A1: “Aqui tem dentro da unidade, sempre bem atendido elas dão remédio pra 60 dias Tem sempre os remédios é só ir buscar.”
A10: É bem tranquilo, só ir com a receita e cartão do SUS, documentação até o posto e fazer a retirada dos medicamentos que o posto possui.
Já em sua maioria se mostram insatisfeitos com a assistência farmacêutica, a questão mais abordada pelos entrevistados demostra descontentamento com a centralização das farmácias. Outros pontos abordados foram horário de atendimento, falta de medicações e acolhimento dos profissionais.
“Na maioria das vezes tem os remédios, as vezes falta e tem que compra, seria melhor se tivesse farmácia dentro da unidade por que fica muito longe, as vezes tem que pega receita na unidade aqui, dai ir em outro posto buscar e volta aqui na do bairro pra aplica uma medicação.”
“Eu vou busca, é longe as vezes chove dai eu fico sem remédio.” 
“É a maior dificuldade, eu sou idosa e não consigo ir, preciso sempre pedir pra alguém busca.”
“As farmácias atendem as necessidades, porém é no mesmo horário de trabalho que o meu, fica complicado, por que eu tenho que me desloca até outros bairros, por que no meu posto não tem farmácia, esses horários ficam difícil, gera um pouco de transtorno para todos que precisam trabalhar.”
“Na verdade, no posto do bairro não temos farmácia, precisamos nos deslocar para outras unidades que tenham, com isso gera dificuldade, por causa do deslocamento” 
“Elas atendem a demanda. Nos estava indo em uma unidade, por que minha mãe pega medicação fornecida pelo Estado, mas, da última vez que fui lá, fui bem mal atendido pelo profissional, por que ele disse que deveria ir até outro bairro pra retirar a medicação, por que era o ponto de referência. Mas como eu já estava lá, não tinha necessidade de eu voltar no outro bairro, e com isso deixa muito a desejar. ”
A farmácia básica popular se mostra parte importante da APS, proporcionando muitos comentários e demostrando opiniões dos usuários, opiniões essas que refletem diretamente na sua percepção sobre o serviço ofertado.
6.3 PARTICIPAÇÃO SOCIAL NA APS
O controle social garantido constitucionalmente reforça a importância nas leis orgânicas da saúde e da democracia na assistência. A participação social, no sistema de saúde brasileiro, representa o direito e o dever da sociedade de participar do debate e da decisão sobre a formulação, execução e avaliação da política nacional de saúde, assim como contribui para resolução de problemas reais vividos no dia a dia da população (ULHOA, 2012). Referencia já usada no pre projeto 
A participação popular faz-se importante, pois contribui para o melhor funcionamento da saúde à medida que oportuniza a população a ter voz ativa, expor seus problemas, e ajudar a resolver de forma efetiva, as reuniões de concelho municipal de saúde são o espaço aonde esses debates e aberturas são realizadas. Além do mais, é uma ótima forma de avaliar a satisfação e percepção dos pacientes sobre o serviço que está sendo ofertado (Bandeira, 2014). https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/participacao-popular-controle-social.pdf
 Em entrevista os usuários em sua totalidade relatam não terem participação nas tomadas de decisão da unidade, assim como, não são convidados para reuniões de Concelhos de Saúde.
A6: “Não, nunca participei. ” 
A8: “Não somos convidados para participar das reuniões. ”
A10: “Nunca participamos de nenhuma reunião, não fomos convidados. ”
Alguns em seus depoimentos demostram vontade de participar e lamentam a falta de envolvimento para exporem suas ideias e também entender melhor a organização e funcionamento da APS assim como ter parte em processos decisórios. 
 A2: “Já participei a muito tempo atrás, depois nunca mais fui chamado a dar opinião. ”
A12: “Não, nunca sabemos de nada que está acontecendo tão pouco participamos, seria muito bom poder contribuir e também intender o por que as coisas acontecem da forma que acontecem. ”
As baixas adesões dos usuários nas tomadas de decisões podem estar relacionadas a desinformação sobre o direito participação comunitária, a baixa divulgação das reuniões pode ter impacto negativo na quantidade de cidadãos participando ativamente de seu processo-saúde doença. 
REFERÊNCIAS
BORGES, Camila Furlanetti, BAPTISTA, Tatiana Wargas. A Política de Atenção Básica do Ministério da Saúde: Refletindo sobre a Definição de Prioridades. Trab. Educ. Saúde, Rio de Janeiro, v. 8, n.1, p. 28-37, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/tes/a/qgVCvbvJFRM4WdQBmMQHYzQ/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 27 ago. 2023. 
BOUSQUAT, Aylene et al. A Atenção Primária em Regiões de Saúde: Política, Estrutura e Organização. Rev. Cadernos de Saúde Pública, São Paulo, v. 35, n. 2, p. 09, 2019. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/csp/2019.v35suppl2/e00099118/#. Acesso em: 25 ago. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretária de Atenção Primária à Saúde. O que é Atenção Primária. Brasília, DF, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/o-que-e-atencao-primaria. Acesso em: 04 set. 2023.
CAMPOS, Rosana Teresa Onocko et al. Avaliação da Qualidade do Acesso na Atenção Primária de uma Grande Cidade Brasileira na Perspectiva dos Usuários. Rev. Saúde Debate, Rio de Janeiro, v. 38, n.especial, p. 253-254, 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sdeb/a/JC63pCCBWxw8kfdrKTqfsgH/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 27 ago. 2023. 
FERREIRA, Amanda Guimarães et al. Participação Social Na Saúde e o Papel da Enfermagem: Aplicação do Modelo Ecológico. RPCFO, Rio de Janeiro, V. 11, n.5, p. 1361-1362, 2019. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1022105. Acesso em: 27 ago. 2023.
GIOVANELLA et al. Políticas e Sistema de Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2012. Disponível em: https://books.scielo.org/id/c5nm2/pdf/giovanella-9788575413494.pdf. Acesso em: 30 ago. 2023. 
GOMES, Karine de Oliveira et al. Atenção Primária à Saúde- a “menina dos olhos” do SUS: sobre as Representações Sociais dos Protagonistas do Sistema Único de Saúde. Ciênc. Saúde Coletiva, Bahia, v. 16, n. 1, p. 882, 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/M8KPQrVCRJC4BkXVXvXqpwQ/abstract/?lang=pt. Acesso em: 04 set. 2023.
GOMIDE, Mariana Figueiredo et al. A satisfação do Usuário com a Atenção Primária à Saúde: uma Análise do Acesso e Acolhimento. Interface, v. 22, n. 65, p. 388. Disponível em: https://www.scielo.br/j/icse/a/XyT8fzQD4hHzxCRBSKTVCWP/#. Acesso em: 27 ago. 2023. 
KAUFMANN, Jean-Claude. A Entrevista Compreensiva: um Guia para Pesquisa de Campo. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes; Maceió, AL: Edufal. 2013.
MATIAS-PEREIRA, José. Manual de Metodologia da Pesquisa Científica. São Paulo: Atlas, 2019. Disponível em: https://ler.amazon.com.br/kp/embed?linkCode=kpd&asin=B073DMC9BF&tag=lp-ler-20&reshareId=MZ2ZBZ46MAT3YEKARVEE&reshareChannel=system. Acesso em: 04 set. 2023. 
MENDES, Eugênio Vilaça. 25 anos do Sistema Único de Saúde: Resultados e Desafios. Saúde Pública, São Paulo, v. 27, n. 78, p. 28, 2013. Disponívelem: https://www.scielo.br/j/ea/a/gzYFsDyxzXPjJK8WvWvG8th/#. Acesso em: 25 ago. 2023.
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ULHOA, Daiana Aparecida Moreira. Importância da Participação Social em Saúde. 2012. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família) - Universidade Federal de Minas Gerais, Uberaba, 2012. Disponível em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/3821.pdf. Acesso em: 27 ago. 2023.
 
 
 
UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA 
 
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PERCEPÇÃO DO USUÁRIO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA SOBRE OS SERVIÇOS DE 
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