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SISTEMA DE ENSINO HISTÓRIA História Medieval e Moderna Livro Eletrônico 2 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Apresentação .....................................................................................................................................................................4 História Medieval e Moderna ....................................................................................................................................5 1. A Organização Sociopolítica, Econômica, Cultural e Religiosa da Sociedade Europeia do Século V ao XV, sua Dinâmica, Relações, Rupturas e Transformações .....................................5 1.1. Cristianismo .................................................................................................................................................................6 1.2. Feudalismo ..................................................................................................................................................................7 1.3. O Império Carolíngio .............................................................................................................................................13 1.4. Os Reinos Cristãos da Península Ibérica .................................................................................................15 1.5. Renascimento Comercial, Urbano e Cultural .........................................................................................17 1.6. A Crise do Feudalismo ........................................................................................................................................26 2. Os Reinos Africanos no Século V ao XV ...................................................................................................... 29 2.1. Império Axum ..........................................................................................................................................................29 2.2. Império Zimbábue ................................................................................................................................................29 2.3. Império Gana ...........................................................................................................................................................29 2.4. Império Mali .............................................................................................................................................................31 2.5. Império Songai ........................................................................................................................................................31 2.6. Império de Oyo (Iorubás) .................................................................................................................................32 3. Dinâmica, Relações, Rupturas e Transformações da Sociedade Europeia do Século XV ao XVIII ........................................................................................................................................................................32 3.1. A Formação das Monarquias Nacionais e o Absolutismo .............................................................33 3.2. O Absolutismo .......................................................................................................................................................39 3.3. As Reformas Protestantes e a Contrarreforma Católica ..............................................................42 3.4. A Expansão Marítima Europeia e as Práticas Mercantilistas ...................................................47 3.5. O Iluminismo e o Despotismo Esclarecido ............................................................................................53 3.6. As Revoluções Inglesas (Século XVII) ....................................................................................................57 3.7. Revolução Industrial (Século XVIII a XX) ..............................................................................................62 3.8. A Revolução Americana ...................................................................................................................................70 Sumário O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 3 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 3.9. A Revolução Francesa ....................................................................................................................................... 72 Resumo ............................................................................................................................................................................... 78 Mapas Mentais ................................................................................................................................................................81 Questões Comentadas em Aula ............................................................................................................................ 86 Questões de Concurso ...............................................................................................................................................96 Gabarito ............................................................................................................................................................................106 Gabarito Comentado .................................................................................................................................................107 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 4 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos ApresentAção Olá, querido aluno(a)! Seja novamente muito bem-vindo(a). Nesta aula revisitaremos a Idade Média e a Idade Moderna. Veja os tópicos: 1) A organização sociopolítica, econômica, cultural e religiosa da sociedade europeia do século V ao XV sua dinâmica, relações, rupturas e transformações. 2) Os reinos africanos no século V ao XV. 3) Dinâmica, relações, rupturas e transformações da sociedade europeia do século XV ao XVIII. Note que o tópico 1 foca na Idade Média europeia, um vasto conhecimento. O tópico 2 dá ênfase aos reinos africanos no mesmo período, mas não é um conteúdo longo. Já o tópico 3 direciona o estudo a toda Idade Moderna europeia, também uma grande quantidade de con- teúdo. Entretanto, sei que existem alguns conteúdos que está mais familiarizado, permitindo um estudo mais objetivo. Nesse sentido, se se sentir confiante, vá para o exercício na secção “Direto do Concurso” e siga adiante. Uma última coisa: antes de seguirmos, peço que avalie as aulas anteriores, caso ainda não o tenha feito, e esta, ao final. Como é um material elaborado por um de seus pares, sua opinião é ainda mais importante para que continue elaborando materiais que atendam às suas expectativas e realidades. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 5 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos HISTÓRIA MEDIEVAL E MODERNA1. A orgAnizAção sociopolíticA, econômicA, culturAl e religiosA dA so- ciedAde europeiA do século V Ao XV, suA dinâmicA, relAções, rupturAs e trAnsformAções A Idade Média inicia-se em 476 d.C., após a queda do Império Romano do Ocidente, e en- cerra-se com a queda do Império Romano do Oriente (Império Bizantino), em 1453. Com a queda do Império Romano do Ocidente, devido à crise do escravismo e às conse- quentes invasões bárbaras, ocorreu um processo de ruralização europeia. Dela, decorreu a formação do feudalismo, e a formação de reinos cristãos. Além disso, a Igreja Católica tor- nou-se a grande instituição medieval, determinando o modo de vida de toda a população e com grande influência no poder político. Vejamos então essas transformações, de modo que consiga assimilar o conteúdo para conquistar sua aprovação. 001. (FUNDATEC/PREFEITURA DE VACARIA-RS/PROFESSOR DE ENSINO FUNDAMENTAL/ ANOS FINAIS/HISTÓRIA/2021) Ao reunir com a turma do oitavo ano de ensino fundamental, o professor regente da turma foi indagado com o seguinte questionamento: “Professor! Por que o período da Idade Média tem esse nome e não outro?”. Considerando o questionamento do aluno e a historiografia sobre o assunto, assinale a alternativa correta. a) É algo para representar o que está no meio, sendo assim, o período da Idade Média repre- senta a metade da história da humanidade. b) Representa um contexto histórico de aproximadamente 1000 anos, sendo a metade do re- ferencial de 2000 mil anos; base temporal determinada pelos historiadores para representar um arcabouço histórico de mudanças culturais. c) Tem a ver com a chegada de Jesus, ou seja, a metade de um contexto histórico em que houve a separação da igreja de Roma com o Império Bizantino. d) É uma questão historiográfica “didática” e tem esse nome por estar entre a idade antiga e a idade moderna, formando um período de aproximadamente 1000 anos, chegando até a to- mada de Constantinopla pelos Turco-Otomanos. e) O professor afirmou que a historiografia é dialética e didática, razões que possibilitam aos historiadores darem nomes “às coisas”; sendo assim, o nome “idade Média” é uma mera coin- cidência que não tem relação com a etimologia da palavra. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 6 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos A alternativa “d” apresenta corretamente o recorte cronológico e a justificativa para a nomen- clatura do período. Letra d. Para facilitar o estudo, desmembrarei o tópico 3 em subtópicos. 1.1. cristiAnismo A Igreja Católica teve grande papel na organização política do feudalismo. No início, a or- ganização clerical era simples. Cada comunidade cristã possuía um bispo, eleito pelos fiéis, os padres, responsáveis pelo ensino da religião e pelas cerimônias, e os diáconos, responsá- veis pela administração e assistência à população. Na Idade Média, os padres dirigiam as paróquias, que eram pequenos distritos. As várias paróquias formavam uma diocese, dirigida por um bispo. Várias dioceses formavam uma ar- quidiocese, dirigida por um arcebispo. No topo da hierarquia estava o papa, chefe da Igreja, sucessor de São Pedro, fundador da Igreja católica. A vida monástica (vida dos mosteiros) e as ordens religiosas começaram a surgir na Eu- ropa a partir de 529 (século VI), quando São Bento de Núrsia fundou um mosteiro no Monte Cassino, na Itália, e criou a Ordem dos Beneditinos, dando origem ao clero regular, ou seja, ao clero dos mosteiros, onde os monges levavam uma vida disciplinada pelo trabalho e obriga- dos a obedecer às regras (regula, em latim) da ordem a que pertenciam. De acordo com as regras de São Bento, os monges beneditinos faziam voto de pobreza, obediência e castidade. Deviam trabalhar e orar algumas horas por dia e se ocupar com os pobres, os doentes e com o ensino. Essas regras serviram de modelo para outras ordens religiosas surgidas na Idade Média, como a Ordem dos Franciscanos, criadas por São Francisco de Assis e a Ordem dos Domini- canos, criada por São Domingos de Gusmão. A Igreja medieval tinha praticamente o controle do saber. O domínio da leitura e da escrita era exclusivo dos padres, bispos, abades e monges. Nos mosteiros e abadias encontravam-se as únicas escolas e bibliotecas da época. Foram os principais responsáveis pela preservação da cultura greco-romana, com a restauração e conservação de textos antigos e se dedicavam a escrever livros religiosos em latim, a língua oficial da Igreja. Em 756 (século VIII) a Igreja constituiu seu próprio Estado, no centro da península Itálica, quando Pepino, o Breve, rei dos francos, doou ao papado uma grande extensão de terra, pas- sando para a administração direta da Igreja, sob o nome de Patrimônio de São Pedro, territó- rio que constituiu o embrião do atual Vaticano. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 7 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos As heresias eram as seitas, facções ou orientações contrárias aos dogmas da Igreja. Em vários momentos da Idade Média, grupos de fiéis contestavam os dogmas, sendo taxados de hereges pelo clero. Entre as diferentes heresias estavam a dos valdenses e a dos albigenses, ambas surgidas no século XII. Os valdenses pregavam que, para salvar a alma, o fiel não precisava de padres. Os albigenses acreditavam em um Deus do bem, criador das almas, e um Deus do mal, que havia encerrado as almas no corpo humano para fazê-lo sofrer. Com base nesses princípios eles estimulavam o suicídio e eram contra o casamento, para evitar a procriação. A Igreja empreendeu verdadeira guerra contra os hereges. Ainda no século XIII ela criou a Inquisição, também chamada Tribunal do Santo Ofício, para investigar, julgar e condenar os hereges. A Inquisição foi responsável pela morte de milhares de judeus, árabes e cristãos considerados hereges. 002. (FEPESE/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ-SC/PROFESSOR DE HISTÓRIA/EDITAL 007/2021) Leia com atenção o texto abaixo: O conceito de história medieval deriva da doutrina cristã sobre.....(1)....., a graça e a criação. O método historiográfico mais utilizado foi a narração e o seu principal objetivo o repasse de informações para os tempos futuros. O processo histórico representa a execução.....(2)..... e não envolve as intenções humanas. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas numeradas do texto. a) (1) o amor – (2) dos esforços coletivos b) (1) a redenção – (2) dos deveres cristãos c) (1) a salvação – (2) das orientações de Cristo d) (1) o pecado original – (2) dos desígnios divinos e) (1) a misericórdia – (2) da missão evangelizadora Querido(a), cuidado com a pegadinha. O candidato pode ser levado a assinalar a letra “c”, contudo, apesar de a doutrina da igreja versar sobre a salvação e as orientações de Cristo, a narrativa histórica da igreja é a dos desígnios divinos, da predestinação que, inclusive, servia para justificar o sistema de castas. Letra d. 1.2. feudAlismo O feudalismo foi uma organização econômica, social e política baseado nas relações ser- vo-contratuais (servis). Tem suas origens na decadência do Império Romano. Predominou na Europa durante a Idade Média. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratoresà responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 8 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Segundo o teórico escocês do Iluminismo, Lord Kames, o feudalismo é geralmente pre- cedido pelo nomadismo e sucedido pelo capitalismo em certas regiões da Europa Ocidental. O feudalismo começou a se formar na Europa a partir do século V com a invasão dos po- vos germânicos no Império Romano. Sua formação do feudalismo foi favorecida por várias condições presentes no continente europeu: • Desagregação política, econômica e social do Império Romano do Ocidente com a in- vasão dos povos germânicos; • Criação de vários reinos germânicos (francos, visigodos, burgúndios, anglo-saxões); • Êxodo urbano: com as invasões e a insegurança, muitas pessoas saíram das cidades e foram morar no interior; • Enfraquecimento do comércio; • Diminuição das atividades econômicas, sociais e culturais realizadas nas cidades. As instituições feudais, como disse, têm em sua gênese e processo de formação na que- da do Império Romano no século III, nos reinos germânicos V e VI, e no Império Carolíngio no século IX. Abaixo, uma lista do legado marcante do Império Romano para o feudalismo: • Colonato: Segundo Hilário Franco Junior o colonato é o aviltamento da condição do tra- balhador livre e por uma melhoria da do escravo. Era vinculados a terra que não podia ser vendida sem ele, nem o mesmo sem a terra. O colono era juridicamente um homem livre, mas escravo da terra. O senhor lhe oferecia terra e proteção, porém recebia um rendimento do seu trabalho. • Fragmentação do poder Político: Ao final do Império a administração romana não im- punha mais a sua autoridade em todas as regiões, desta forma, com o poder central enfraquecido, os servos ampliaram seus poderes locais. A herança germânica foi marcante quanto a privatização da defesa através do: • Comitatus: ou o companheirismo, tratava-se da ligação dos guerreiros por juramento ao chefe, em servi-lo até a morte, em troca de uma parte do saque e de seu comando. • Beneficium: Era a recompensa dada pelos chefes militares germânicos aos guerreiros. Davam-lhe posse de terras que, mais tarde, denominada de feudos, o guerreiro oferecia fidelidade ao senhor. • Bucellari: Presente desde o século IV, fortaleciam o Império contra as incursões Bárbaras, • Economia Agropastoril: servia para a subsistência. A base da economia germânica era a agricultura, criavam animais. O estabelecimento do Império Romano do Ocidente e as invasões bárbaras, ocorridas em diversas regiões da Europa, favoreceram sensivelmente as mudanças econômicas e sociais O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 9 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos que foram introduzidas e que alteraram completamente o sistema de propriedade e de pro- dução característicos da Antiguidade, principalmente na Europa Ocidental. Essas mudanças acabam revelando um novo sistema econômico, político e social que veio a se chamar Feu- dalismo. O Feudalismo não coincide com o início da Idade Média (século V d.C.), porque este sistema começa a ser delineado alguns séculos antes do início dessa etapa histórica (mais precisamente, durante o início do século IV), consolidando-se definitivamente ao término do Império Carolíngio, no século IX d.C. Em resumo, com a decadência do Império Romano e as invasões bárbaras, os nobres romanos começaram a se afastar das cidades levando consigo camponeses (com medo de serem saqueados ou escravizados). Já na Idade Média, com vários povos bárbaros dominan- do a Europa Medieval, foi impossível unirem-se entre si e entre os descendentes de nobres romanos, que eram donos de pequenos agrupamentos de terra. E com as reformas culturais ocorridas nesse período, começou a surgir uma nova organização econômica e política: o feudalismo. As características gerais do feudalismo são: poder descentralizado, economia baseada na agricultura de subsistência, trabalho servil e economia amonetária e sem comércio, onde predomina a troca (escambo). Tudo isso só seria modificado com os primeiros indícios das Revoluções Burguesas, que veremos na nossa terceira aula. A sociedade feudal era composta por três estamentos (o mesmo que grupos sociais com status praticamente fixo): os Nobres (guerreiros, bellatores), o Clero (religiosos, oratores), e os servos (mão de obra, laboratores). O que determinava o status social era o nascimento, po- rém, não se pode dizer que a mudança de classe social não existia, pois, alguns camponeses tornavam-se padres e passavam a integrar o baixo clero, por exemplo, mas essa mudança era rara e um servo dificilmente ascenderia à outra posição. Os senhores feudais conseguiam as terras porque o rei lhes dava. Os camponeses cui- davam da agropecuária dos feudos e, em troca, recebiam o direito a uma gleba de terra para morar, além da proteção contra os ataques bárbaros. Quando os servos iam para o manso senhorial, atravessando a ponte, tinham que pagar um pedágio, exceto quando para lá se di- rigiam a fim de cuidar das terras do Senhor Feudal. Havia também a relação de suserania entre os Nobres, onde um nobre (suserano) doava um feudo para um outro nobre (vassalo). Apresentava pouca ascensão social e quase não existia mobilidade social (a Igreja foi uma forma de promoção de mobilidade). O clero tinha como função oficial rezar. Na prática, exercia grande poder político sobre uma sociedade bastante religiosa, onde o conceito de separação entre a religião e a política era desconhecido. Mantinham a ordem da sociedade evitando, por meio de persuasão e cria- ção de justificativas religiosas, revoltas e contratações camponesas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 10 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos A nobreza (também chamados de senhores feudais) tinha como principal função a de guerrear, além de exercer considerável poder político sobre as demais classes. O Rei lhes ce- dia terras e estes lhe juravam ajuda militar (relações de suserania e vassalagem). Os servos da gleba constituíam a maior parte da população camponesa: estavam presos à terra, sofriam intensa exploração, eram obrigados a prestarem serviços à nobreza e a pagar- -lhes diversos tributos em troca da permissão de uso da terra e de proteção militar. Embora geralmente se considere que a vida dos camponeses fosse miserável, a palavra “escravo” seria imprópria. Para receberem direito à moradia nas terras de seus senhores, juravam-lhe fidelidade e trabalho. Por sua vez, os nobres, para obterem a posse do feudo faziam o mesmo juramento aos reis. Os Vassalos oferecem ao senhor ou suserano, fidelidade e trabalho em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem estendiam-se por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso. Os homens livres formavam uma classe especial distinta do clero, dos servos e da nobre- za. Não estavam sujeitos à servidão, eram geralmente donos de alódios e detinham diversos privilégios, como a isenção de alguns tributos, direito à Justiça do rei, capacidade de partici- par de tribunais e ser alistados entre os homens de armas, podendo eventualmente chegar a ser ordenados cavaleiros, e podiam ter servos e atuar como agentes administrativos de feu-dos, ou arrendá-los privadamente. A produção feudal própria do Ocidente europeu tinha por base a economia agrária, de es- cassa circulação monetária, autossuficiente. A propriedade feudal pertencia a uma camada privilegiada, composta pelos senhores feudais, altos dignitários da Igreja, (o clero) e longín- quos descendentes dos chefes tribais germânicos. As estimativas de renda per capita da Europa feudal a colocam em um nível muito próximo ao mínimo de subsistência. A principal unidade econômica de produção era o feudo, que se dividia em três partes distintas: a propriedade individual do senhor, chamada manso senhorial ou domínio, em cujo interior se erigia um castelo fortificado; o manso servil, que correspondia à porção de terras arrendadas aos camponeses e era dividido em lotes denominados tenências; e ainda o man- so comunal, constituído por terras coletivas – pastos e bosques –, usadas tanto pelo senhor quanto pelos servos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 11 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Devido ao caráter expropriador do sistema feudal, o servo não se sentia estimulado a aumentar a produção com inovações tecnológicas, uma vez que tudo que produzia de ex- cedente era tomado pelo senhor. Por isso, o desenvolvimento técnico foi pequeno, limitando aumentos de produtividade. A principal técnica adaptada foi a de rotação trienal de culturas, que evitava o esgotamento do solo, mantendo a fertilidade da terra. Veja a lista das principais obrigações dos servos: • Corveia: trabalho compulsório nas terras do senhor (manso senhorial) em alguns dias da semana; • Talha: parte da produção do servo deveria ser entregue ao nobre, geralmente um terço da produção; • Banalidade: tributo cobrado pelo uso de instrumentos ou bens do feudo, como o moi- nho, o forno, o celeiro, as pontes e estradas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 12 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos • Capitação: imposto pago por cada membro da família (por cabeça); • Tostão de Pedro ou dízimo: 10% da produção do servo era pago à Igreja, utilizado para a manutenção da capela local; • Censo: tributo que os vilões (pessoas livres, vila) deviam pagar, para a nobreza; • Taxa de Justiça: os servos e os vilões deviam pagar para serem julgados no tribunal do nobre; • Formariage: quando o nobre resolvia se casar, todo servo era obrigado a pagar uma taxa para ajudar no casamento, regra também válida para quando um parente do nobre iria casar. Todo casamento que ocorresse entre servos deveria ser aceito pelo suserano. • Mão Morta: era o pagamento de uma taxa para permanecer no feudo da família servil, em caso do falecimento do pai ou da família; • Albergagem: obrigação do servo em hospedar o senhor feudal caso fosse necessário. Muitas cidades europeias da Idade Média tornaram-se livres das relações servis e do pre- domínio dos nobres. Essas cidades chamavam-se burgos. Por motivos políticos, os “burgue- ses” (habitantes dos burgos) recebiam frequentemente o apoio dos reis que, muitas vezes, estavam em conflito com os nobres. O feudalismo europeu apresenta fases bem diversas entre o século IX, quando os peque- nos agricultores são impelidos a se proteger dos inimigos junto aos castelos, e o século XIII, quando o mundo feudal conhece seu apogeu, para declinar a seguir. No século X, o sistema ainda está em formação e os laços feudais unem apenas os pro- prietários rurais e os antigos altos funcionários ou Ministeriais – administradores da proprie- dade feudal em nome de um senhor –, dos quais destacamos os Bailios (tomavam conta de uma propriedade menor) e os Senescais (supervisionavam os vários domínios de um mes- mo senhor). Entre os camponeses existiam homens livres – os Vilões – com propriedades menores independentes. A monarquia feudal não apresenta a rigidez que caracterizaria o regime mo- nárquico posteriormente e a ética feudal não está plenamente estabelecida Entretanto, a partir do ano 1000 até cerca de 1150, o Feudalismo entra em transformação: a exploração camponesa torna-se intensa, concentrada em certas regiões superpovoadas, deixando áreas extensas de espaços vazios; surgem novas técnicas de cultivo, novas for- mas de utilização dos animais e das carroças, o que permitiu a produção agrícola garantir um aumento significativo, surgindo, assim, a necessidade de comercialização dos produtos excedentes. 003. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) A Antiguidade Clássica (greco-romana) lançou as bases do que se entende por Civilização Contemporânea. Nos mil O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 13 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos anos do que se convencionou chamar de Idade Média (séculos V- XV), formou-se a Europa moderna. Considerando essas informações como referência inicial, julgue o item. O feudalismo foi o sistema predominante na Europa medieval, caracterizado pela produção agrícola em larga escala, pela mão de obra escrava e pela economia monetária. O feudalismo foi caracterizado pela produção agrícola de subsistência, pela mão de obra ser- vil e pela economia amonetária. Errado. 1.3. o império cArolíngio O Império Carolíngio, também conhecido como o Império de Carlos Magno (768-814), foi o momento de maior esplendor do Reino Franco, que ocupava toda a região central da Euro- pa. Com uma política voltada para o expansionismo militar, Carlos Magno expandiu o império para além dos limites conquistados por seu pai, Pepino, o Breve. Ele conquistou a Saxônia, a Lombardia, a Baviera e uma faixa do território da atual Espanha. 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A manutenção dos conhecimentos clássicos (gregos e ro- manos) tornou-se o objetivo principal dessa reforma. As escolas funcionavam junto aos mos- teiros (escolas monacais), aos bispados (escolas catedrais) ou às cortes (escolas palatinas). Nessas escolas eram ensinadas as sete artes liberais, quais sejam, aritmética, geometria, astronomia, música, gramática, retórica e dialética. Para facilitar a administração se seu vasto território, Carlos Magno criou um sistemabem eficiente. As regiões foram divididas em condados (administradas pelos condes). Para fis- calizar a atuação dos condes, foi criado o cargo de missi dominici, ocupado por funcionários enviados pelo imperador. Eles deveriam, portanto, verificar e avisar o imperador sobre a co- brança dos impostos, a aplicação das leis etc. O centro administrativo do Império era a corte palaciana, que por sua vez era formada por pessoas de confiança do imperador. Entre os principais funcionários da corte, podemos des- tacar: camareiro, camerlengo, senescal, copeiro, marechal e conde palatino. O império não possuía uma capital fixa, mas sim itinerante, pois ela se fixava na cidade onde a corte estava. A arte carolíngia sofreu uma grande influência das culturas grega, romana e bizantina. Destacam-se a construção de palácios e igrejas, as iluminuras (livros com muitas ilustra- ções, com detalhes em dourado) e os relicários (recipientes decorados para guardar relíquias sagradas). No ano de 800, Carlos Magno aproximou-se da Igreja Católica e foi coroado imperador do Sacro Império Romano Germânico pelo papa Leão III. Dessa forma, colocou-se como defen- sor e disseminador da fé cristã através das terras dominadas. Principais regiões conquistadas por Carlos Magno: • Conquista da Germânia em 772. • Conquista da Pavia em 774. • Anexação do Ducado de Friuli (Itália). • Conquista das Ilhas Baleares em 779. • Conquista do Ducado de Spoleto na Itália em 780. • Tomada da cidade de Barcelona em 801. Após a morte de Carlos Magno, em 814, o Império Carolíngio perdeu força. Passou a ser governado por Luís, o Piedoso (tinha esse nome em função de sua submissão e dedicação à O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 15 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Igreja Católica). As terras do império foram divididas entre os netos de Carlos Magno, em 843, por meio do Tratado de Verdun. 004. (OMNI/PREFEITURA DE SERTÃOZINHO-SP/PEB II/HISTÓRIA/2021) No Natal de 800, Car- los Magno foi coroado imperador na basílica de São Pedro. Já senhor de um extenso território, tal ato consolidou sua relação com a Igreja Católica, com o intuito de dar unidade à Europa Cristã, fragmentada desde a desagregação do Império do ocidente, em 476. A política de vassalagem foi essencial para o sucesso do Império carolíngio, embora tenha sido, em certa medida, responsável pelo seu fim. Isso se explica pelo seguinte fato: a) embora Carlos Magno tenha mantido uma política de conquistas territoriais que contribu- íssem para a manutenção desse sistema, seu filho, Luís, o Pio, apostou na expansão cristã por meio de missões religiosas, sendo necessário remunerar os vassalos com suas próprias terras, esgotando a fortuna fundiária carolíngia. b) os vassalos do imperador, contrários à sua religiosidade cristã, que contrastava com a tra- dição germânica, promoveram uma série de rebeliões que tornaram insustentável a unidade do Império. c) o Império não conseguira expressar politicamente sua unidade religiosa, o que desagradou os líderes da Igreja, fazendo com que retirassem seu apoio ao imperador. d) a principal característica da vassalagem foi a total autonomia que condes, duques e mar- queses possuíam, o que fez, com o passar dos anos, aumentar o seu poder regional, diminuin- do proporcionalmente o do poder central. Aqui a banca trata do conceito de vassalagem e de sua utilização por Carlos Magno e seu filho. Letra a. 1.4. os reinos cristãos dA penínsulA ibéricA No decorrer da Idade Média, a figura política do rei era bem distante daquela que usu- almente costumamos imaginar. O poder local dos senhores feudais não se submetia a um conjunto de leis impostas pela autoridade real. Quando muito, um rei poderia ter influência política sobre os nobres que recebiam parte das terras de suas propriedades. No entanto, o reaquecimento das atividades comerciais, na Baixa idade Média, transformou a importância política dos reis. No ano de 711, a Península Ibérica foi invadida por Muçulmanos oriundos do Norte de África, obrigando os povos que a ocupavam a refugiar-se na região montanhosa do Norte (Astúrias e Pirineus). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 16 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Foi a partir daí que os Cristãos procuraram recuperar os territórios perdidos. Este movi- mento (Reconquista Cristã) foi lento, marcado por avanços e recuos, por vitórias e derrotas. Era um movimento cristão e, por isso, contava com o apoio da Santa Sé e dos reinos cristãos da Europa. À medida que a reconquista cristã avançava para sul foram-se formando vários reinos: Leão e Castela, mais tarde unidos num só; Navarra e Aragão. Em 1086, os Cristãos saíram derrotados na batalha de Zalaca, o que levou ao rei de Leão e Castela a pedir auxílio à nobreza francesa, vieram muitos nobres ajudar o rei de Leão na luta contra os Mouros. Entre eles distinguiram-se dois: D. Raimundo e D Henrique. Como recom- pensa, D. Afonso VI, deu a D. Raimundo a mão de sua filha D. Urraca e a D. Henrique a mão da sua filha D. Teresa. Também deu a D. Henrique o Condado Portucalense, que era o território situado entre o rio Minho e o rio Mondego, mas o casal instalou-se na cidade de Guimarães. D. Teresa e D. Henrique tiveram um filho a quem deram o nome de Afonso Henriques. Quando Afonso Henriques tinha 3 anos o seu pai, D. Henrique, morreu numa forte batalha tendo D. Teresa ocupado o trono por algum tempo e a educação de D. Afonso Henriques ficou cargo de Egas Moniz, que lhe insinuou a arte de combater. A dada altura o jovem Afonso Hen- riques desentendeu-se com a sua mãe e, com o apoio dos nobres portucalenses, acabou por travar uma feroz batalha contra a sua mãe. Assim, no dia 24 de junho de 1128, ocorreu a batalha em que mãe e filho se enfrentaram: a batalha de S. Mamede. D. Afonso Henriques saiu vitorioso e a sua mãe fugiu para Espanha. Deste modo, D. Afonso Henriques assumiu o governo do condado e continuou a lutar, tal como o seu pai, pela autonomia do condado. Os principais objetivos de D. Afonso Henriques foram: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 17 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos • Tomar o Condado Portucalense Independente; • Alargar para sul território do Condado conquistando terras aos Muçulmanos. Depois das vitórias de Arcos de Valdevez, D. Afonso VIII, rei de Leão teve que ser obrigado a assinar com D. Afonso Henriques o tratado de Zamora, concedendo-lhe a Independência do Condado em 1143. Nascia assim o Reino de Portugal e D. Afonso Henriques era o seu primeiro rei. 1.5. renAscimento comerciAl, urbAno e culturAl O renascimento comercial e urbano foi resultado de mudanças significativas que aconte- ceram na Europa durante a Baixa Idade Média. Elas resultaram no crescimento das cidades, fazendo com que algumas delas chegassem a um número significativo de habitantes. Além disso, o crescimento urbano influenciou e foi influenciado pelo renascimento comercial, que implicou na ampliação da circulação de mercadorias e a retomadana utilização da moeda, por exemplo. O crescimento do comércio e das cidades durante a Idade Média só foi possível porque a disponibilidade de alimento aumentou a ponto de permitir o aumento populacional. Essas transformações da Baixa Idade Média retomaram o fôlego da cidade e do comércio, ambos adormecidos desde a desagregação do Império Romano, consolidada em 476. O fim do Império Romano do Ocidente ficou marcado por uma série de conflitos que resultaram no estabelecimento dos povos germânicos. Esse cenário ficou marcado por guerras que geraram o enfraquecimento das cidades e do comércio, uma vez que as doenças e a fome, além dos combates e consequências deles, atin- giram principalmente as cidades romanas. Com isso, aconteceu a ruralização da Europa — o abandono das cidades e estabelecimento das pessoas nas zonas rurais. Isso porque as zonas rurais tinham os alimentos que estavam em falta nas cidades, e ne- las as pessoas colocavam-se sob proteção de um patrício/nobre. Com o tempo e a chegada de novos invasores na Europa (vikings e húngaros), houve um encastelamento desse conti- nente, com a construção de castelos e fortalezas. Foi nesse quadro que alguns incrementos técnicos deram início ao maior desenvolvimen- to da agricultura medieval. Melhores técnicas de arado, plantio e descanso do solo garan- tiram um aumento considerável na produção de alimentos. Isso permitiu que a população europeia aumentasse e chegasse a cerca de 22 milhões de habitantes por volta do ano 1000. O renascimento urbano foi resultado direto do aumento populacional decorrente do au- mento da produção de alimentos e, também, da melhoria no clima nos séculos X e XI. O aumento populacional e a existência de um quadro social de grande opressão, a servidão, levavam muitos camponeses a fugirem das suas terras. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 18 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos O objetivo desses camponeses era livrarem-se das obrigações feudais e, assim, as ci- dades foram os locais que receberam uma quantidade grande deles. Nelas, os camponeses buscavam por formas de sobrevivência, o que gerou diversidade de ofícios. Nas cidades hou- ve também diversificação dos grupos sociais e o centro do poder migrou dos bispos para os habitantes dos burgos, os burgueses, grupo que enriqueceu por meio do comércio ou de outros ofícios. O historiador Jacques Le Goff estabelece que o desenvolvimento urbano deu origem a um sentimento de pertencimento entre o local e a pessoa nele estabelecida, o que ele defi- ne como “patriotismo citadino”. As cidades, no entanto, ainda eram dependentes das zonas rurais, uma vez que os alimentos que garantiam a sobrevivência nela vinham do campo. É importante considerar que o crescimento urbano não pode ser superestimado, uma vez que a população citadina durante a Idade Média nunca ultrapassou 20% de toda a população da Europa Ocidental. O crescimento das cidades foi impulsionado ao mesmo tempo que impulsionou o de- senvolvimento do comércio. Ele atraiu comerciantes que se instalavam nos arredores delas e vendiam suas mercadorias. O crescimento urbano garantiu o desenvolvimento de muitas cidades na Europa, sendo Paris, com 200 mil habitantes, a maior delas. Outras cidades impor- tantes, por exemplo, foram Florença, Veneza, Londres e Barcelona. Prezado(a), além das cidades, o comércio na Europa fortaleceu-se a partir da Baixa Idade Média e proporcionou uma série de mudanças, como o estabelecimento de uma nova classe social, a criação de colônias sob a esfera de influência de cidades italianas e o uso da moeda. O aumento na produção agrícola foi o ponto de partida que deu força ao comércio europeu, pois o que sobrava dela passou a ser comercializado. O primeiro destaque a respeito do comércio é que o seu crescimento permitiu a sua se- dentarização. Isso porque essa atividade itinerante, a princípio, trazia muitos riscos e custos. As estradas eram ruins e perigosas, e existiam locais que cobravam impostos pesados dos comerciantes. Na medida em que as cidades cresciam, uma demanda contínua por diferentes mercado- rias dava possibilidade para que os comerciantes se fixassem nos arredores da cidade. Eles vendiam itens de luxo, itens essenciais para o estilo de vida urbano e também itens básicos para a sobrevivência, como alimento. Muitos comerciantes preferiam seguir a vida itinerante por meio da navegação fluvial. Não obstante, o crescimento do comércio e a localização geográfica de muitas cidades contribuí- ram para que muitos outros investissem em rotas marítimas. A abertura do comércio oriental, por meio das Cruzadas, garantiu acesso a mercadorias de luxo e intensificou o enriquecimen- to da classe mercantil das cidades italianas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 19 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Cruzada é um termo utilizado para designar qualquer dos movimentos militares de inspiração cristã que partiram da Europa Ocidental em direção à Terra Santa e à cidade de Jerusalém com o intuito de conquistá-las, ocupá-las e mantê-las sob domínio cristão. Além disso, foram incentivadas para diminuir a pressão demográfica sobre a Europa e conquistar novas terras para a nobreza, tendo em vista que estavam todas distribuídas apesar do aumento da popu- lação nobre. O comércio marítimo ficou marcado pelo desenvolvimento de dois grandes polos comer- ciais. Ao sul da Europa, na região mediterrânea, o domínio era dos italianos; ao norte da Eu- ropa, por sua vez, o domínio era da Liga Hanseática, uma aliança de cidades mercantis que surgiu na Alemanha e estabeleceu rotas que ligavam Londres a Novgorod (na Rússia). Os comerciantes italianos e da Liga Hanseática encontravam-se nas feiras de Champag- ne, que aconteciam em quatro locais diferentes da França. Cada local abrigava-a por um perí- odo determinado, sendo que Lagny recebia-a em janeiro e fevereiro; Bar-sur-Aube, em março e abril; Provins, em maio e junho, e de setembro a novembro; e Troyes, em julho e agosto, e em novembro e dezembro. Ainda existiam feiras em outros locais da Europa. Havia também uma rota comercial que ligava os centros comerciais italianos a centros comerciais importantes da Liga Hanseática instalados na Inglaterra e na Bélgica. O comércio europeu também abriu mercados no Oriente, como a região do Levante, e chegou até à região da Rus Kievana, nas atuais Ucrânia e Rússia. O desenvolvimento do comércio encareceu as mercadorias. Esse fenômeno foi registrado pelos historiadores e acontecia de maneira muito mais agressiva nos períodos de escassez. O historiador Hilário Franco Júnior analisa que a crise de alimentos que atingiu a Europa no começo do século XIV, por exemplo, fez com que o preço do trigo passasse de 5 xelins, em 1313, para 40 xelins, em 1315. Além disso, o crescimento comercial gerou a demanda pela cunhagem de moedas, que passaram a ser largamente usadas a partir do século XIII. 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Considerando-se as informações do mapa e o processo histórico europeu do século XIV, é correto afirmar que a) as rotas comerciais terrestres do leste da Europa em direção ao Oriente são mais nume- rosas e, portanto, tornam essa região a mais rica do continente na Alta Idade Média, pelo aumento demográfico e pela expansão da agricultura. b) as rotas comerciais, no mar Mediterrâneo, só enriquecem as cidades italianas e as cidades do norte da África, já que as transações são dificultadas pelas diferentes moedas e pela au- sência de meios de troca, caso das cartas de crédito. c) o comércio se expande com o crescimento da população e da agricultura, o que desenvolve as feiras e as cidades na Idade Moderna, especialmente no norte da África, pela facilidade dos cheques, das letras de câmbio e do crédito. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 21 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos d) as cidades da Liga Hanseática, entre o mar do Norte e o mar Báltico, aumentam a circulação de mercadorias gerada pela redução tributária, porém trazem o seu isolamento em relação ao restante dos mercados e feiras. e) os três principais focos europeus de comércio na Baixa Idade Média são as cidades italia- nas no Mediterrâneo, as feiras na região de Champagne e a Liga Hanseática no mar do Norte e no Báltico, que mantêm comunicações entre si. Querido(a), o renascimento comercial está diretamente ligado ao renascimento urbano, se alimentavam. Como vimos, e também é possível constatar isso observando o mapa, as três principais rotas comerciais tinham as cidades italianas do Mediterrâneo, a Liga Hanseática e as feiras de Champagne como polos de troca de mercadorias. Letra e. 1.5.1. Renascimento Cultural O Renascimento Cultural foi um movimento que teve seu início na Itália no século XIV e se estendeu por toda a Europa até o século XVI. Os artistas, escritores e pensadores renas- centistas expressavam em suas obras os valores, os ideais e uma nova visão do mundo, de uma sociedade que emergia da crise do período medieval. Na Idade Média, grande parte da produção intelectual e artística estava ligada à Igreja. Já na Idade Moderna, a arte e o saber voltaram-se para o mundo concreto, para a humanidade e a sua capacidade de transfor- mar o mundo. Ao tratarmos do Renascimento Cultural, devemos entendê-lo como parte de uma transfor- mação de dois outros renascimentos: o Comercial e o Urbano. Ao longo da baixa idade média, camponeses começaram a montar feiras de fim de semana nos arredores dos castelos dos feudos. Essas feiras, com o passar do tempo, deixaram de ser dominicais e passaram a serem fixas, formando um povoado urbano que se convencionou chamar por “burgo”. Aquele que ha- bita o burgo, o comerciante, é o burguês. Com o aumento da demanda por produtos diferencia- dos, houve a necessidade de buscá-los em áreas afastadas do burgo de origem, promovendo maior integração entre as regiões da Europa. O movimento renascentista envolveu uma nova sociedade e, portanto, novas relações so- ciais em seu cotidiano. A vida urbana passou a implicar um novo comportamento, pois o trabalho, a diversão, o tipo de moradia, os encontros nas ruas, implicavam por si só um novo comportamento dos homens. Isso significa que o Renascimento não foi um movimento de alguns artistas, mas uma nova concepção de vida adotada por uma parcela da sociedade, e que será exaltada e difundida nas obras de arte. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 22 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Além disso, a invenção da prensa móvel, feita pelo inventor alemão Gutenberg em 1439, revolucionou o sistema de produção de livros no século XV. Com este sistema, que substituiu o método manuscrito, os livros passaram a ser feitos de forma mais rápida e barata. A inven- ção foi de extrema importância para o aumento da circulação de conhecimentos e ideias no Renascimento. As conquistas marítimas e o contato mercantil com a Ásia ampliaram o comércio e a di- versificação dos produtos de consumo na Europa a partir do século XV. Com o aumento do comércio, principalmente com o Oriente, muitos comerciantes europeus fizeram riquezas e acumularam fortunas. Com isso, eles dispunham de condições financeiras para investir na produção artística de escultores, pintores, músicos, arquitetos, escritores etc. Os governantes europeus e o clero passaram a dar proteção e ajuda financeira aos artis- tas e intelectuais da época. Essa ajuda, conhecida como mecenato, tinha por objetivo fazer com que esses mecenas (governantes e burgueses) se tornassem mais populares entre as populações das regiões onde atuavam. Neste período, era muito comum as famílias nobres encomendarem pinturas (retratos) e esculturas junto aos artistas. Foi na Península Itálica que o comércio mais se desenvolveu, dando origem a uma grande quantidade de locais de produção artística. Cidades como Veneza, Florença e Gênova tiveram um expressivo movimento artístico e intelectual. Por este motivo, a Itália passou a ser conhe- cida como o berço do Renascimento. Apesar de recuperar os valores da cultura clássica, o Renascimento não foi uma cópia, pois utilizava-se dos mesmos conceitos, mas, aplicados de uma nova maneira à uma nova realidade. Assim como os gregos, os homens “modernos” valorizaram o antropocentrismo: “O homem é a medida de todas as coisas”; o entendimento do mundo passava a ser feito a partir da importância do ser humano, o trabalho, as guerras, as transformações, os amores, as contradições humanas tornaram-se objetos de preocupação, compreendidos como produto da ação do homem. Uma outra característica marcante foi o racionalismo, isto é, a convicção de que tudo pode ser explicado pela razão do homem e pela ciência, a recusa em acreditar em qualquer coisa que não tenha sido provada; dessa maneira o experimentalismo, a ciência, conheceram grande desenvolvimento. O individualismo também foi um dos valores renascentistas e refletiu a emergência da burguesia e de novas relações de trabalho. A ideia de que cada um é responsável pela condu- ção de sua vida, a possibilidade de fazer opções e de manifestar-se sobre diversos assuntos acentuaram gradualmente o individualismo. É importante percebermos que essa característi- ca não implica o isolamento do homem, que continua a viver em sociedade, em relação direta com outros homens, mas na possibilidade que cada um tem de tomar decisões. Foi acentuada a importância do estudo da natureza; o naturalismo aguçou o espírito de observação do homem. O hedonismo representou o “culto ao prazer”, ou seja, a ideia de que O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 23 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos o homem pode produzir o belo, pode gerar uma obra apenas pelo prazer que isso possa lhe proporcionar, rompendo com o pragmatismo. O Universalismo foi uma das principais características do Renascimento e considera que o homem deve desenvolver todas asáreas do saber; podemos dizer que Leonardo da Vinci é o principal modelo de “homem universal”, matemático, físico, pintor e escultor, estudou inclu- sive aspectos da biologia humana. Por outro lado, o Humanismo foi um movimento literário de transição entre a Idade Média e o Renascimento. Suas produções carregavam traços do movimento medieval em decadência (o Trovadorismo) e do movimento moderno em ascensão (o Renascimento). Assim, é possível verificar, nas obras literárias desse período, uma mescla do velho e do novo modo de pensar da humanidade da época. O humanismo valoriza as características humanas e a natureza. O PULO DO GATO Caro(a) aluno(a), a maioria das questões que abordam o Renascimento Cultural busca do candidato o conhecimento acerca de suas características, seus valores. Nesse sentido, trago um pequeno macete. Quanto aparecer uma questão sobre o Renascimento, a primeira coisa que fará será anotar a palavra CARINHO na vertical e usar cada letra da palavra para se recor- dar desses valores. Veja: C lacissimo A ntropocentrismo R acionalismo I – ndividualismo N aturalismo H umanismo/hedonismo O timismo Querido(a), outro pequeno “macete”, caso não consiga se recordar de nenhum dos ar- tistas ou escritores que listarei, é se recordar das “4 Tartarugas Ninjas”: Rafael, Donatelo, Michelangelo e Leonardo. Mas, como sei que é melhor contar com os estudos do que com os macetes, veja a lista dos principais representantes do Renascimento Cultural: • Giotto di Bondone (1266-1337) – pintor e arquiteto italiano. Um dos precursores do Renascimento. Obras principais: O Beijo de Judas, A Lamentação e Julgamento Final. • Fra Angelico (1395 – 1455). Pintor da fase inicial do Renascimento. Pintou iluminuras, altares e afrescos. Obras principais: O coração da Virgem, A Anunciação e Adoração dos Magos. • Michelangelo Buonarroti (1475-1564). Destacou-se em arquitetura, pintura e escultu- ra. Obras principais: Davi, Pietá, Moisés, pinturas da Capela Sistina (Juízo Final é a mais conhecida). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 24 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos • Rafael Sanzio (1483-1520). Pintou várias madonas (representações da Virgem Maria com o menino Jesus). Também a conhecida Deposição da Cruz e a Escola de Atenas entre outros. • Leonardo da Vinci (1452-1519). Conhecido como o principal representante do movi- mento, foi pintor, escultor, cientista, engenheiro, físico, escritor etc. Uma de suas cele- bres frases pode resumir o ideal do Renascimento: “O Homem é o modelo do Mundo”. Um desenho, também muito conhecido, é o Homem Vitruviano. Obras principais: Mona Lisa, Última Ceia. • Sandro Botticelli (1445-1510). Pintor italiano, abordou temas mitológicos e religiosos. Obras principais: O nascimento de Vênus e Primavera. • Tintoretto (1518-1594). Importante pintor veneziano da fase final do Renascimento. Obras principais: O Paraíso e Última Ceia. • Veronese (1528-1588). Nascido em Verona, foi um importante pintor maneirista do Re- nascimento Italiano. Obras principais: A batalha de Lepanto e São Jerônimo no Deserto. • Ticiano (1488-1576). O mais importante pintor da Escola de Veneza do Renascimento Italiano. Sua grande obra foi O imperador Carlos V em Muhlberg de 1548. • Giorgio Vasari (1511-1574). Além de pintor foi um importante biógrafo da vida de vá- rios artistas renascentistas. Entre suas obras principais, podemos citar: Adoração dos magos e Perseu e Andrômeda. Renascimento Cultural em outras regiões da Europa: • Holanda (Países Baixos): Erasmo de Roterdã foi um dos principais representantes da filosofia e literatura renascentista nos Países Baixos. Humanista e fervoroso crítico so- cial, sua principal obra foi Elogio da loucura. Defendeu a tolerância, a liberdade de pen- samento e uma teologia baseada exclusivamente nos Evangelhos. Já no campo das artes plásticas, podemos destacar o pintor holandês Jan Van Eyck, cuja obra principal e mais conhecida é O Casal Arnolfini. • Espanha: Na literatura podemos destacar o escritor Miguel de Cervantes, autor da co- nhecida obra Dom Quixote de la Mancha. Nas artes plásticas, destaca-se o pintor El Gre- co, autor de A Ascensão da Virgem, Adoração dos reis magos, El Expolio, entre outras. • França: no campo da literatura renascentista francesa, podemos destacar o escritor e padre François Rabelais, autor da série de romances Gargântua e Pantagruel. Outro importante escritor renascentista francês foi o filósofo Montaigne, autor de Ensaios. • Inglaterra: William Shakespeare foi o grande destaque da literatura inglesa renascen- tista. Considerado também um dos maiores escritores de todos os tempos, é autor de muitas obras famosas como, por exemplo, Romeu e Julieta, O Mercador de Veneza, O Rei Lear e Macbeth etc. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 25 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 1.5.2. Renascimento Científico ou Revolução Científica Moderna Na área científica, podemos mencionar a importância dos estudos de astronomia do po- lonês Nicolau Copérnico. Este defendeu a revolucionária ideia do heliocentrismo (teoria que defendia que o Sol estava no centro do sistema solar). Copérnico também estudou os movi- mentos das estrelas. Nesta mesma área, o italiano Galileu Galilei desenvolveu instrumentos ópticos, além de construir telescópios para aprimorar o estudo celeste. Este cientista também defendeu a ideia de que a Terra girava em torno do Sol. Esta afirmação fez com que Galilei fosse perseguido, preso e condenado pela Inquisição da Igreja Católica, que considerava esta ideia como sendo uma heresia. Galileu teve que desmentir suas ideias para fugir da fogueira. 1.5.3. Crise do Renascimento O movimento de difusão do Renascimento coincidiu com a decadência do Renascimento Italiano, motivado pela crise econômica das cidades, provocada pela perda do monopólio so- bre o comércio de especiarias. A mudança do eixo econômico do Mediterrâneo para o Atlântico, graças às Grandes Nave- gações, determinou a decadência italiana e ao mesmo tempo impulsionou o desenvolvimento dos demais países, promovendo reflexos na produção cultural Outro fator fundamental para a crise do Renascimento italiano foi a Reforma Religiosa e principalmente a Contrarreforma. Toda a polêmica que se desenvolveu pelo embate religioso fez com que a religião voltasse a ocupar o principal espaço da vida humana; além disso, a Igreja Católica desenvolveu um grande movimento de repressão, apoiado na publicação do INDEX e na retomada da Inquisição que atingiu todo indivíduo que de alguma forma de opu- sesse a Igreja. Como o movimento protestante não existiu na Itália, a repressão recaiu sobre os intelectuais e artistas do renascimento. 006. (FGV/PREFEITURA DE SALVADOR-BA/PROFESSOR/HISTÓRIA/2019) O estudo a seguir, feito por Leonardo da Vinci (1452-1519), mostra um feto humano dentro do útero. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 26 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos da VINCI, Leonardo (1452-1519), Tratadosobre a pintura, século XVI. Sobre o desenvolvimento do desenho anatômico, durante o Renascimento, é correto afirmar que Leonardo da Vinci a) elaborou um método preciso de representação e descrição da realidade, partindo da obser- vação empírica. b) privilegiava o aspecto figurativo e a beleza do traço mais do que a fidedignidade das re- presentações. c) desenvolveu uma técnica idealista, condenada pelas universidades de medicina. d) valeu-se dos modelos árabes, presentes na Europa após a queda de Constantinopla. e) seguia as normas religiosas que padronizavam a representação visual da experiência. O naturalismo é uma característica do Renascimento Cultural. Nesse sentido, o estudo de Leonardo da Vinci é tentativa de representação da realidade experienciável. Letra a. 1.6. A crise do feudAlismo A crise do feudalismo ocorreu no último período da Idade Média, denominado de Baixa Idade Média (séculos XI e XV). Alguns fatores foram necessários para que o feudalismo de- saparecesse por completo, pondo fim a Idade Média e dando início a Idade Moderna. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 27 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Crescimento Demográfico: a partir do século X, o aumento considerável do número de pes- soas foi um fator decisivo para que surgisse uma nova classe social interessada sobretudo, no comércio: a burguesia. A classe burguesa, formada por artesões, mercadores, banqueiros e donos de companhias de comércio, eram habitantes das antigas cidades medievais fortifica- das, denominadas de burgos. Com isso, o poder da nobreza, dos senhores feudais e do clero também entraram em declínio. Diante desse sistema, ficou difícil suprir as diversas necessidade da população (ali- mentação, moradia, saúde etc.) que praticamente duplicou nos séculos seguintes. Essa explosão demográfica gerou uma população marginal, sem emprego e sem terras. A partir do século XV o renascimento urbano e comercial propiciou o aumento e a estabilidade da população. Com o surgimento da burguesia, muitas pessoas fugiam dos feudos (êxodo rural) para as cidades em busca de melhores condições. O surgimento da moeda, o desenvolvimento das cidades medievais e da intensificação das atividades comerciais, foram essenciais para que o sistema feudal entrasse em declínio. A nova classe social que surgia aspirava contra o absolutismo, almejando independência e propondo uma nova economia, baseada no sistema capitalista (burguesia mercantil). Além disso, a burguesia lutava pelo enriquecimento e pela mobilidade social, sistema desconheci- do na sociedade feudal. Além disso, um dos fatores que assolaram a população na Idade Média, foi a epidemia da peste negra (ou peste bubônica), que matou milhões de pessoas a partir do século XIV, ou seja, cerca de um terço da população europeia. Entre 1346 e 1353, a falta de higiene e de condições favoráveis de vida foram determi- nantes para que a peste atingisse grande parte da população. Assim, a diminuição da mão de obra caiu drasticamente, revelando um pouco da crise feudal que se iniciava. A população vivia em condições precárias de habitação e higiene, o que fez com que o vírus da peste, que se alojava nas pulgas dos ratos, se proliferasse drasticamente. Isso implicou, principalmente, na maior opressão e exploração dos poucos servos que ainda trabalhavam nos feudos, o que deixou cada vez mais a população descontente, levando a diversas revoltas camponesas, das quais se destacam a Jacquerie (1358) e a Revolta Cam- ponesa de 1381. Contudo, foi a partir do movimento das Cruzadas (entre os séculos XI e XIII), uma série de oito expedições de caráter religioso, econômico e militares organizadas pela Igreja, que o comércio se intensificou e o renascimento comercial se intensificou na Europa. As comercializações de produtos com o Oriente, a partir da abertura do mar mediterrâneo, foi um fator determinante para a queda do sistema feudal, com o aumento das rotas comer- ciais. Ainda que do ponto de vista religioso elas não tenham atingido muitos objetivos, as O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 28 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Cruzadas favoreceram o desenvolvimento comercial, pondo fim a dominação árabe no Mar Mediterrâneo. Ademais, com o Renascimento Cultural, novas descobertas e mudanças nos âmbitos re- ligioso, comercial, urbano, cultural, artístico e científico, permitiram a mudança de mentalida- des na sociedade europeia. Com ele, o antropocentrismo humanista, deu lugar ao teocentrismo que dominava a vida da população na Idade Média, junto ao poder da Igreja, a qual participava inteiramente da vida dos cidadãos. O renascimento comercial favoreceu as trocas comerciais, aumentando a eco- nomia e gerando o sistema capitalista. 007. (FGV/SEDUC-AM/PROFESSOR/HISTÓRIA/2014) O período de apogeu e crise do feuda- lismo, na Baixa Idade Média, foi marcado por um conjunto de transformações As opções a seguir descrevem corretamente algumas destas transformações, à exce- ção de uma. Assinale-a. a) O crescimento da produção artesanal associada ao setor têxtil lanífero, em centros dinâmi- cos ao redor do mar Mediterrâneo. b) A prática de atividades bancárias se apoiou nas trocas monetárias, na concessão de crédi- tos, e em depósitos remunerados com juros. c) A expansão das feiras comerciais atraíam negociantes de várias partes da Europa, os quais utilizavam salvo-condutos concedidos por senhores locais. d) O desenvolvimento da atividade comercial no eixo mar do Norte e mar Báltico, era domina- do por mercadores alemães. e) O aumento da produtividade agrícola foi possível pelo desbravamento de florestas, pelo uso sistemático da rotação trienal, da charrua e de moinhos de água e de vento. O renascimento do comércio na Europa medieval levou ao desenvolvimento de dois grandes eixos de comércio. Um deles era o eixo mediterrânico, que era controlado pelas cidades ita- lianas de Gênova e Veneza. O segundo era o eixo nórdico e era controlado por uma liga de cidades do norte da Europa chamada de Liga Hanseática. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 29 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 2. os reinos AfricAnos no século V Ao XV 2.1. império AXum Querido(a), o Império Axum foi o último dos impérios africanos durante a antiguidade. O listei aqui por desencargo de consciência, porque ele não está listado no edital e, portanto, não o estudamos na aula anterior. O Império Axum data de 100 d.C., com a fundação da cidade de Axum. No século IV já eram o Estado de maior expressão do reino da Núbia e, por conta das relações no Mar Verme- lho – local de articulação entre populações africanas e árabes – adotaram o cristianismo, que se espalhou em boa parte do território sob o domínio romano, inclusive no Egito. Este Império tinha como centro de poder a cidade de Axum, ao norte da atual Etiópia. Fi- cava localizada num planalto, acima do nível do mar e longe do litoral. Desta forma, tiveram um grande aproveitamento de recursos mineraise desenvolveram o cultivo de cereais, como a cevada e o sorgo, e o Tefé que até os dias atuais compõe a base da alimentação das popu- lações etíopes. Próximo às comunidades agrícolas o poder era centralizado e a construção de palácios, alteres era comum. Além disso várias foram as estátuas e obras de devoção en- contradas. Vestígios deste Império mostram que era uma sociedade complexa, hierarquizada e diversa, que tinha como representante máximo o título de negus. Mais adiante, no século XIII, surge o poderoso Reino do Kongo. Outros povos, como os Berberes (nômades do deserto do Saara) e os Bantos (região da Nigéria, Mali, Mauritânia e Camarões) também constituíram grandes grupos populacionais na África. 2.2. império zimbábue O Império Zimbábue existiu entre os anos de 1200 e 1400, no litoral da África Austral, onde hoje estão localizados Moçambique e Zimbábue. O território era povoado por populações do tronco linguístico banto, conhecidos como shonas. Os vestígios materiais desse impé- rio foram encontrados somente no século XIX e a principal marca encontrada foi o Grande Zimbábue – ou Grande Casa de Pedra. Uma construção enorme, complexa e que demonstra ostentação e poder. Este Império ficou conhecido por seu grande número de construções, que são testemunhos do poder alcançado por ele. Foi um poderoso Estado com hegemonia na região localizada entre os rios Zambeze e Limpopo. 2.3. império gAnA O Império Gana também é um Estado negro que se tem conhecimento. Fundado no século IV, conquistou uma grande área onde exerceu dominação política e econômica, ao sul do que hoje conhecemos por Mauritânia, Senegal e Mali. Foi um núcleo formado pelos povos conhe- cidos como soninkê. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 30 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Inicialmente Gana era o título dado ao governante que atribuía sua soberania aos povos dominados. Gana conheceu seus tempos áureos após 790, quando o poder esteve sob o controle da dinastia Cissê Tunaka, exercido de forma matrilinear. Do século IX ao século XI a hegemonia de Gana foi reconhecida. A base econômica deste império baseava-se no recolhimento de tributação, imposta aos povos conquistados e aos produtos que circulavam em seus domínios. Além disso, atividades de subsistência como a pesca, a pecuária e a agricultura formavam parte importante de sua economia. Além de um poderoso exército, os soberanos tinham também ao seu dispor uma gama variada de funcionários. A localização e seu poder hegemônico garantiam um fluxo comercial contínuo, articulan- do saarianos e sul saarianos, ou seja, conseguiam explorar uma importante região de comer- cio. Assim, do Norte vinham o cobre, cauris (os búzios), tecidos de seda e algodão e o sal, que eram trocados por marfim, escravos e ouro. Com esta grande articulação comercial Gana conseguiu se manter como império até o sé- culo XI, quando foram derrotados diante de tropas de cavaleiros e muçulmanos do Marrocos que estavam em guerra contra os pagãos, como o povo de Gana. Gana foi, portanto, a última barreira para a entrada do Islã na região. Com o declínio de Gana diversas disputas por influência ocorreram entre estados me- nores, paralelos e independentes, no século XII. Um desses estados era formado pelo povo conhecido por sosso, de etnia Soninke. Foi por meio das armas que estes se impuseram e alcançaram hegemonia no século XIII. 008. (CESPE/CEBRASPE/SEDUC-AL/PROFESSOR/HISTÓRIA/2021) No que diz respeito aos reinos africanos entre os séculos V e XV, julgue o item a seguir. O Reino de Gana, que foi um dos mais ricos da África, teve parte importante da sua riqueza proveniente da exploração de ricas jazidas auríferas. A localização e seu poder hegemônico garantiam um fluxo comercial contínuo, articulando saarianos e sul saarianos, ou seja, conseguiam explorar uma importante região de comercio. Assim, do Norte vinham o cobre, cauris (os búzios), tecidos de seda e algodão e o sal, que eram trocados por marfim, escravos e ouro. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 31 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 2.4. império mAli O Império Mali era formado por povos presentes na região situada entre o Rio Senegal e o Rio Níger. Dentre esses povos o mais importante eram os mandingas, conhecedores do Islã desde o século XI. Mas, além deles, outros povos formavam este império, como os soninkês, os fulas, os sossos e os bozos. Sundjata Keita foi o maior representante do Império Mali, e estendeu sua autoridade para unidades políticas próximas, formando um estado unificado e hegemônico até o século XV. A hegemonia do Mali na África Ocidental ocorreu por alguns importantes fatores, como a formação de um exército poderoso, o controle na extração do ouro e a existência de uma administração eficiente. Esses pontos fizeram do Mali um dos impérios mais bem-sucedidos do continente africano. Seu representante supremo era chamado de Mansa, e residia na cidade de Niani, ao norte da atual República da Guiné. O apogeu da dinastia Keita ocorreu no século XIV, durante o go- verno de Kankan Mussa, o Mansa Mussa. No final do século XIV o império enfrenta dificulda- des em manter uma área tão grande e entra em processo de declínio. 009. (CESPE/CEBRASPE/SEDUC-AL/PROFESSOR/HISTÓRIA/2021) No que diz respeito aos reinos africanos entre os séculos V e XV, julgue o item a seguir. O Império do Mali teve profundos contatos com o mundo árabe, sendo um dos reinos mais ricos e poderosos do continente africano. O Império do Mali se tornou o grande centro comercial e cultural da África Subsaariana. A partir da expansão islâmica pelo Norte da África, no século VII, ocorreu uma intensificação das trocas comerciais, estabelecendo contatos ao sul do Saara. Certo. 2.5. império songAi O Império Songai está relacionado com a cidade de Gao, localizada na curva do Níger. Esta cidade foi um importante centro comercial, político e econômico, com poder militar de arqueiros que se lançavam ao Rio Niger. Até o século XIV, Gao estava sob o poder do Império Mali, mas no século XV conquistaram Tombuctu, um importante centro do Islã e ponto fundamental do comércio pelo Saara. É neste momento que ocorreu a formação do Império, num processo de expansão militar, liderados O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 32 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos por Sonni Ali, que além de tomarem Tombuctu, conquistam também Djenné. Tinham práticas religiosas politeístas e aprimoraram as experiências do império que os sucedeu – o Mali, incorporando elementos dos impérios anteriores. Exploravam ouro, sal e cauris e estabele- ceram uma unificação de pesos e medidas que facilitava a cobrança de impostos e as trocas comerciais. Com uma grande extensão territorial, o Imperio Songai tinha um comércio bem organiza- do e um sistema de governo centralizado. Eram divididos entre uma elite e a população geral e suas cidades mais influentes eram Tombuctu, Djenné e Gao. Foi o maior império africanode seu tempo, dominando uma área de 1,4 milhão de qui- lômetros quadrados, maior do que o atual Egito. O primeiro imperador, Sunni Ali, garantiu o controle sobre o Rio Níger, enfraquecendo o vizinho Mali. O declínio veio quando os bisnetos de Ali se envolveram em golpes que, nos anos de 1530, mergulhou o império em guerras civis até ser tomado por reinos vizinhos. 2.6. império de oyo (iorubás) A chamada Iorubalândia foi sede de vários reinos, incluindo Oyo, cuja poderosa cavalaria ajudava a dominar a região. Entre 1300 e 1835, os iorubás se organizaram em sociedades altamente urbanizadas para os padrões do continente. Intrigas políticas e golpes enfraquece- ram o regime monárquico, passando a ser dominada por britânicos e franceses no século XIX. 010. (CESPE/CEBRASPE/SEDUC-AL/PROFESSOR/HISTÓRIA/2021) No que diz respeito aos reinos africanos entre os séculos V e XV, julgue o item a seguir. O comércio transaariano foi de extrema importância para a riqueza de vários reinos africanos. Como vimos, os impérios que surgiram na África do longo dos séculos V e XV desenvolveram rotas comerciais de suma importância para seu desenvolvimento. Certo. 3. dinâmicA, relAções, rupturAs e trAnsformAções dA sociedAde euro- peiA do século XV Ao XViii O recorte deste tópico do edital se refere à Idade Moderna. Dentro da periodização clássi- ca, é o período que sucede a Idade Média e antecede a Idade Contemporânea, estendendo-se de 1453, quando Constantinopla foi conquistada pelos otomanos, a 1789, quando a Bastilha foi invadida pela população parisiense. É um período marcado por transformações, mas tam- bém por permanências em relação à Europa medieval. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 33 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 011. (FUNDATEC/PREFEITURA DE IVOTI-RS/PROFESSOR/HISTÓRIA/2021) O professor de história, em sala de aula, tem como missão apresentar e desmistificar conceitos. Sendo as- sim, é natural as expressões históricas carregadas de significado e historicidade. Portanto, com base nesse arcabouço interpretativo, assinale a alternativa que representa a designação de idade moderna, considerando as historiografias históricas. a) É uma designação pejorativa, pois surgiu no século XV para evidenciar uma solução mer- cadológica, tendo como principal mentor o sociólogo Max Weber. b) A Idade Moderna se configura ao final da Idade Contemporânea, no qual há um rompimento do capitalismo, propiciando o surgimento do que hoje conhecemos como neoliberalismo. c) É uma designação conceitual, surgida nos séculos XV e XV, em função das transformações sociais ocorridas na Europa Ocidental, especialmente com as conquistas de novas tecnolo- gias e nova relação com a ciência marítima. A gênese se configura com a conquista de Cons- tantinopla pelos otomanos, tendo seu final com a tomada da bastilha em 1789. d) Moderno, na historiográfica, é sempre o tempo atual, porém essa nomenclatura se efetivou com a Revolução Francesa, em 1789, a qual foi marcada pelas profundas transformações da sociedade e por amplitude de conflitos mundiais. e) Modernidade, na historiografia, é eliminar as estruturas hierarquias e não se fixar a um sistema, ou carreira que proporciona insatisfação. Em outras palavras, significa não retornar ao passado, não retornar ao básico, gerando uma outra experiência e perspectivas de valores. Questão de fácil resolução, apesar do aparente equívoco do examinador em repetir “nos sécu- los XV e XV”, a alternativa “c” é a única que descreve o recorte cronológico da Idade Moderna e a origem do seu conceito. Letra c. 3.1. A formAção dAs monArquiAs nAcionAis e o Absolutismo No decorrer da Idade Média, a figura política do rei era bem distante daquela que usualmen- te costumamos imaginar. O poder local dos senhores feudais não se submetia a um conjunto de leis impostas pela autoridade real. Quando muito, um rei poderia ter influência política sobre os nobres que recebiam parte das terras de suas propriedades. No entanto, o reaquecimento das atividades comerciais, na Baixa idade Média, transformou a importância política dos reis. A autoridade monárquica se estendeu por todo um território definido por limites, traços culturais e linguísticos que perfilavam a formação de um Estado Nacional. Para tanto, foi pre- ciso superar os obstáculos impostos pelo particularismo e universalismo político que mar- caram toda a Idade Média. O universalismo manifestava-se na ampla autoridade da Igreja, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 34 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos constituindo a posse sobre grandes extensões de terra e a imposição de leis e tributos pró- prios. Já o particularismo desenvolveu-se nos costumes políticos locais enraizados nos feu- dos e nas cidades comerciais. Os comerciantes burgueses surgiram enquanto classe social interessada na formação de um regime político centralizado. As leis de caráter local, instituídas em cada um dos feudos, encareciam as atividades comerciais por meio da cobrança de impostos e pedágios que infla- cionavam os custos de uma viagem comercial. Além disso, a falta de uma moeda padrão insti- tuía uma enorme dificuldade no cálculo dos lucros e na cotação dos preços das mercadorias. Ademais, a crise das relações servis causou um outro tipo de situação favorável à forma- ção de um governo centralizado. Ameaçados por constantes revoltas – principalmente na Baixa Idade Média – e a queda da produção agrícola, os senhores feudais recorriam à autori- dade real com o intuito de formar exércitos suficientemente preparados para conter as revol- tas camponesas. Dessa maneira, a partir do século XI, observamos uma gradual elevação das atribuições políticas do rei. Para convergir maiores poderes em mãos, o Estado monárquico buscou o controle sobre questões de ordem fiscal, jurídica e militar. Em outros termos, o rei deveria ter autoridade e legitimidade suficientes para criar leis, formar exércitos e decretar impostos. Com esses três mecanismos de ação, as monarquias foram se estabelecendo por meio de ações conjuntas que tinham o apoio tanto da burguesia comerciante, quanto da nobreza feudal. Com o apoio dos comerciantes, os reis criaram exércitos mercenários que tinham caráter essencialmente temporário. Ao longo dos anos, a ajuda financeira dos comerciantes tratou de formar as milícias urbanas e as primeiras infantarias. Tal medida enfraqueceu a atuação dos cavaleiros que limitavam sua ação militar aos interesses de seu suserano. A formação de exércitos foi um passo importante para que os limites territoriais fossem fixados e para que fosse possível a imposição de uma autoridade de ordem nacional. A partir de então, o rei acumulava poderes para instituir tributos que sustentariam o Esta- do e, ao mesmo tempo, regulamentaria os impostos a serem cobrados em seu território. Con- comitantemente, as moedas ganhariam um padrão de valor, peso e medida capaz de calcular antecipadamente os ganhos obtidos com o comércio e a cobrança de impostos. A fixação de tais mudanças personalizou a supremacia política dos Estados europeus na figura individual de um rei. Além de contar com o patrocínio da classe burguesa, a formação das monarquias absolu- tistas também contou com apoio de ordem intelectual e filosófica. Os pensadores políticos da renascença criaram importantes obrasque refletiam sobre o papel a ser desempenhado pelo rei. No campo religioso, a aprovação das autoridades religiosas se mostrava importante para que os antigos servos agora se transformassem em súditos à autoridade de um rei. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 35 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 3.1.1. Formação do Estado Nacional Português A instalação das monarquias espanhola e portuguesa é usualmente compreendida a par- tir das guerras que tentaram expulsar os muçulmanos da Península Ibérica. Desde o século VIII os árabes haviam dominado boa parte do território ibérico em função da expansão mu- çulmana ocorrida no final da Alta Idade Média. A partir do século XI, no contexto das Cruza- das, os reinos cristãos que dominavam a região norte formaram exércitos com o objetivo de reconquistar as terras dos chamados “infiéis”. Como vimos, os reinos de Leão, Castela, Navarra e Aragão juntaram forças para uma lon- ga guerra que chegou ao fim somente no século XV. Nesse processo, os reinos participantes desta guerra buscaram o auxílio do nobre francês Henrique de Borgonha que, em troca, rece- beu terras do chamado condado Portucalense e casou-se com Dona Teresa, filha ilegítima do rei de Leão. Após a morte de Henrique de Borgonha, seu filho, Afonso Henriques, lutou pela autonomia política do condado. A partir desse momento, a primeira dinastia monárquica se consolidou no Condado Por- tucalense dando continuidade ao processo de expulsão dos muçulmanos. As terras conquis- tadas eram diretamente controladas pela autoridade do rei, que não concedia a posse here- ditária dos feudos cedidos aos membros da nobreza. Paralelamente, a classe burguesa se consolidou pela importante posição geográfica na circulação de mercadorias entre o Mar Mediterrâneo e o Mar do Norte. No ano de 1383, o trono português ficou sem herdeiros com a morte do rei Henrique I. Nesse momento, o reino de Castela tentou reivindicar o domínio das terras lusitanas apoiando o genro de Dom Fernando. Sentindo-se ameaçada, a burguesia lusitana empreendeu uma re- sistência ao processo de anexação de Portugal formando um exército próprio. Na batalha de Aljubarrota, os burgueses venceram os castelhanos e, assim, conduziram Dom João, mestre de Avis, ao trono português. Essa luta – conhecida como Revolução de Avis – marcou a ascensão de uma nova di- nastia comprometida com os interesses da burguesia lusitana. Com isso, o estado nacional português se fortaleceu com o franco desenvolvimento das atividades mercantis e a cobran- ça sistemática de impostos. Tal associação promoveu o pioneirismo português na expansão marítima que se deflagrou ao longo do século XV. 3.1.2. Formação do Estado Nacional Espanhol Como vimos, a formação do Estado Nacional Espanhol está relacionada à Formação do Estado Nacional Português. Isso, na medida em que os reinos da Península Ibérica se uniram na luta contra a invasão muçulmana. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 36 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Durante essas guerras, já com o Estado Português consolidado, no século XV, a hegemo- nia dos reinos católicos foi garantida pelo reino de Castela, que controlava a grande maioria das terras da Península Ibérica nesse período. Em 1469, a presença muçulmana estava restrita ao Reino Mouro de Granada. Nesse mes- mo ano, os territórios do Reino de Castela e Aragão foram unificados graças ao casamento entre os monarcas cristãos Isabel de Castela e Fernando de Aragão. Depois disso, novos exércitos foram responsáveis por expulsar os muçulmanos definitivamente com a tomada de Granada, no ano de 1492. A partir de então, esse reino passou a fortalecer-se com franco incentivo ao comércio marítimo. 012. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) A Antiguidade Clássica (greco-romana) lançou as bases do que se entende por Civilização Contemporânea. Nos mil anos do que se convencionou chamar de Idade Média (séculos V- XV), formou-se a Europa moderna. Considerando essas informações como referência inicial, julgue o item. Muito antes de Portugal, a Espanha se unificou politicamente, fato que lhe permitiu ser pionei- ra nas Grandes Navegações. Portugal foi o primeiro estado-nação e o pioneiro no processo das Grandes Navegações. Errado. 3.1.3. Formação do Estado Nacional Francês Ao longo da Idade Média, o território francês sofreu com o processo de desfragmenta- ção política motivado pelo surgimento do feudalismo. Somente no século XII, ainda durante a dinastia capetíngia, o processo de centralização política francês foi iniciado pelo rei Filipe II. Usando dos conflitos contra os ingleses pelo controle do norte da França, este monarca conseguiu formar um grande exército sustentado pelos impostos cobrados ao longo do ter- ritório nacional. A formação desse imponente exército e a vitória contra os ingleses permitiu a ampliação do poder político real. A partir de então, o rei francês criou um articulado corpo de funcioná- rios públicos que deveriam impor a autoridade real em oposição aos senhores feudais. Para- lelamente, a burguesia passou a ceder grandes quantias para que o rei garantisse a liberdade das cidades através de uma carta de franquia, documento concedido pelo próprio monarca que liberava os centros urbanos das taxações feudais. Durante o governo do rei Luís IX, o poderio real foi ampliado com a criação de institui- ções jurídicas subordinadas às leis nacionais e a economia comercial se fortaleceu com a O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 37 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos instituição de uma única moeda nacional. Tempos depois, no governo de Filipe IV, o Belo, a autoridade monárquica já era uma realidade presente. No ano de 1302, a assembleia dos Es- tados Gerais – composta pelo clero, a nobreza e os comerciantes – foi criada com o intuito de reafirmar a ação política do rei. Através desse órgão, o rei Filipe IV conseguiu impor taxas sobre as propriedades da Igre- ja. A ação do monarca francês foi imediatamente repreendida pelo papa Bonifácio VIII, que ameaçou o rei de excomunhão. Com a morte do papa, Filipe IV interferiu para que o cardeal francês Clemente V fosse escolhido como papa e, além disso, forçou que a sede do Vaticano fosse transferida para a cidade de Avignon. Nas décadas seguintes, esse episódio marcou uma rixa entre o Estado francês e a Igreja conhecida como o “cativeiro de Avignon” ou “Cisma do Ocidente”. A essa altura, a supremacia da autoridade monárquica francesa parecia não ter mais ne- nhum tipo de obstáculo. No entanto, as disputas fiscais e territoriais com a Inglaterra inseri- ram o Estado francês nos prolongados e penosos conflitos que marcaram a Guerra dos Cem Anos. Ao longo do século XIV, os gastos com a guerra e as conturbações sociais provenientes da Peste Negra e das revoltas camponesas abalaram a supremacia monárquica. Somente no século seguinte, uma série de levantes populares conseguiu interromper as seguidas vitórias dos britânicos na guerra.Foi nesse contexto que surgiu a mítica figura de Joana D’Arc, uma humilde filha de cam- poneses que comandou diversas lutas contra a Inglaterra, alegando cumprir ordens divinas. Essas vitórias fortaleceram politicamente Carlos VII, que foi coroado como rei da França e reorganizou a reação militar contra os britânicos. Mesmo sendo queimada em 1430, acusada de heresia, os feitos heroicos de Joana serviram para que os franceses voltassem a se em- penhar na luta. No ano de 1453, o rei Carlos VII concluiu o processo de expulsão dos britânicos do território francês e passou a comandar com amplos poderes. Com o apoio dos grandes burgueses, cen- tralizou o governo nacional, criou novos impostos e financiou a instituição de um exército per- manente. A partir de então, a França tornou-se o exemplo máximo do absolutismo real europeu. 3.1.4. Formação do Estado Nacional Inglês Nos primórdios da Idade Média, a região da Bretanha foi invadida pelas tribos dos anglos e saxões. No século XI, por volta de 1060 os normandos do norte da França invadiram as ilhas britânicas sob a liderança do rei Guilherme, o Conquistador. Na batalha de Hastings, ocorri- da em 14 de outubro de 1066, chegou ao fim a hegemonia dos anglo-saxões na região. No entanto, o longo período de hegemonia bárbara favoreceu a consolidação dos poderes locais consolidados sob a lógica feudal. A Inglaterra teve seu processo de centralização política iniciado a partir da Baixa Idade Média, momento em que a Bretanha estava politicamente dividida em quatro reinos distintos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 38 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Sob o comando do rei Henrique II, o processo de unificação territorial foi iniciado com relativa eficácia durante o século XII. No governo seguinte, comandado pelo rei Ricardo Coração de Leão, diversas lutas contra os franceses e o envolvimento nas Cruzadas enfraqueceram o papel da autoridade monárquica. A falta de um rei presente e os grandes custos gerados com os gastos em guerras e con- flitos motivou a classe nobiliárquica a impor um documento limitando às funções régias. No ano de 1215, o rei João Sem Terra ficou em uma situação delicada quando foi obrigado a assi- nar a Magna Carta, que impedia o rei de criar novos impostos ou alterar leis sem a aprovação do Grande Conselho, um órgão formado por integrantes da nobreza e do clero. A criação do Grande Conselho foi considerada por muitos historiadores como um elemen- to que impediu a formação de um governo tipicamente absolutista na Inglaterra. Ao ingressar na Guerra dos Cem Anos, entre os séculos XIV e XV, os exércitos e a autoridade monárquica britânica passaram a ser prestigiadas mediante as sucessivas vitórias obtidas nesse con- fronto contra os franceses. Além disso, as revoltas camponesas do século XIV também con- tribuíram com o enfraquecimento das autoridades locais. Com o fim da Guerra dos Cem Anos, a política inglesa ainda sofreu um sério abalo com a disputa entre as famílias York e Lancaster, que se enfrentaram na Guerra das Duas Rosas. No final do conflito, a dinastia Tudor passou a controlar o trono britânico sob a liderança do monarca Henrique VII. A partir de então, a Estado Britânico se fortaleceu de maneira im- pressionante pautando sua hegemonia, principalmente, no fortalecimento de suas atividades mercantis. Nos governos de Henrique VIII e Elizabeth I o estado nacional britânico alcançou seu auge, afirmando o absolutismo na Inglaterra. 013. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) A Antiguidade Clássica (greco-romana) lançou as bases do que se entende por Civilização Contemporânea. Nos mil anos do que se convencionou chamar de Idade Média (séculos V- XV), formou-se a Europa moderna. Considerando essas informações como referência inicial, julgue o item. O breve domínio árabe na Península Ibérica impediu que Portugal e Espanha se tornassem Estados nacionais. Justamente em função da organização militar contra o domínio árabe é que Portugal e Espa- nha se tornaram os primeiros Estados Nacionais. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 39 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 3.2. o Absolutismo Absolutismo foi uma forma de governo muito comum na Europa entre os séculos XVI e XIX e defendeu a teoria do poder absoluto do rei sobre toda a nação. O poder dos reis durante a Idade Média era considerado limitado em comparação com o período absolutista, pois havia muita fragmentação política e a influência do rei dependia de uma relação de vassalagem, na qual a troca de favores entre reis e nobres garantia o poder real. À medida em que as nações modernas se estruturavam, principalmente Inglaterra, França e Espanha, e que o comércio ressurgia na Europa, uma nova classe social emergia com grande poderio econômico: a burguesia. Como vimos, para a burguesia, a fragmenta- ção política e econômica existente desde a Idade Média não era interessante, pois afetava seus negócios, principalmente por causa das diferenças de moeda e impostos existentes de uma província para outra (mesmo em províncias do mesmo reino, havia essas diferen- ças de moeda e impostos). A nobreza, por sua vez, via com bons olhos a concentração do poder na figura do monarca como forma de garantir o controle das terras que possuía. Assim, a concentração do poder nas mãos do rei era uma demanda da burguesia em ascensão e também da nobreza. Com o poder concentrado no rei, cabia a ele a criação de impostos, determinação e impo- sição das leis, garantir a segurança do reino, sufocar rebeliões e revoltas e impedir invasões e ataques estrangeiros. Para que isso acontecesse de forma eficiente, foi criada toda uma estrutura administrativa para auxiliar os reis em suas várias obrigações. Com a formação dos Estados Nacionais – as nações –, o rei determinava a imposição de moeda e idioma único para toda a nação, eliminando as diferenças que restringiam a atuação da crescente classe mercantil. Como a economia das nações cresceu e fortaleceu-se, foi necessário garantir a proteção da produção nacional. Assim, foram criados impostos alfandegários, ou seja, impostos para produtos que eram produzidos em outros países. Com o poder concentrado em suas mãos e o crescimento da arrecadação, já que inúmeros impostos foram criados, o rei pôde formar um exército especializado e permanente para defender o reino. Como o poder real possuía grande respaldo, que partia tanto da ascendente burguesia quanto das elites nobres, surgiu uma série de intelectuais, tais como Nicolau Maquiavel, Tho- mas Hobbes, Jacques Bossuet, Jean Bodin, entre outros, para ressaltar a legitimidade do poder absoluto do rei. A crítica ao absolutismo surgiu a partir da popularização dos ideais iluministas a partir do século XVIII. Vejamos, então, um resumo das principais ideias desses teóricos do Absolutismo: • Nicolau Maquiavel (1469 – 1527): Ficou conhecido principalmente pelas suas frases simbólicas para retratar o governo ideal. Ele defendeu que o Estado, para atingir os seus objetivos, não deveria medir esforços. Uma das alternativas para construir um governo O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratoresà responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 40 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos forte seria a separação entre moral e política, uma vez que as razões do Estado deve- riam ser superiores a quaisquer valores culturais e sociais da nação. Maquiavel elabo- rou a tese de que o Príncipe (Líder político) deveria aprender a ser mau para conseguir manter o poder e, além disso, defendeu um governo em que os indivíduos eram vistos como súditos, que deveriam apenas cumprir ordens. “Melhor ser temido que amado”. • Thomas Hobbes (1588 – 1679): Foi um dos teóricos mais radicais do absolutismo. Ele defendeu a tese de que “o homem era o lobo do homem”, afirmando que os seres hu- manos nasciam ruins e egoístas por natureza. Esse pessimismo perante a humanidade levou o teórico inglês a propor um pacto político em que as pessoas conseguiriam con- quistar paz e felicidade. Esse pacto dizia que, para a humanidade viver em harmonia, deveria abdicar de seus direitos e os transferir a um soberano cujo papel era conter o ímpeto do homem em seu estado de natureza. Dessa forma, Hobbes legitimou a exis- tência do poder real afirmando que era através dele que as pessoas não viveriam em um cenário de caos e guerra. • Jacques Bossuet (1627 – 1704): Foi o teórico responsável por envolver política e reli- gião em sua tese. Ele partiu do pressuposto que o poder real era também o poder divi- no, pois os monarcas eram representantes de Deus na Terra. Por isso, os reis tinham que possuir controle total da sociedade. Dessa forma, eles não poderiam ser questio- nados quanto às suas práticas políticas. Assim, o monarca possuía o direito divino de governar e o súdito que se voltasse contra ele estaria questionando as verdades eternas de Deus. • Jean Bodin (1530 — 1596). Em resumo, na teoria que ficou conhecida como o “Direito Divino dos Reis”, acreditava que a soberania absoluta deveria se concentrar numa só figura. Seguiu na mesma linha de pensamento em que estava Jacques Bossuet. Veja agora os principais reis absolutistas e período de governo: • Henrique VIII (Dinastia Tudor) – governou a Inglaterra no século XVII. • Elizabeth I (Dinastia Tudor) – rainha da Inglaterra e Irlanda entre 1558 e 1603. • Luís XIII – (Dinastia Bourbon) – governou a França entre 1610 e 1643. • Luis XIV (Dinastia dos Bourbons) – conhecido como Rei Sol – governou a França entre 1643 e 1715. • Luis XV (Dinastia dos Bourbons) – governou a França entre 1715 e 1774. • Luis XVI (Dinastia dos Bourbons) – governou a França entre 1774 e 1789. • Fernando de Aragão e Isabel de Castela – governaram a Espanha no século XVI. • D. João V (Dinastia de Bragança) – governou Portugal de 1707 até 1750. • Fernando VII (Dinastia de Bourbon) – governou a Espanha de 1808 a 1833. • Nicolau II (Dinastia Romanov) – governou a Rússia entre 1894 e 1917. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 41 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 014. (FGV/VESTIBULAR/MATEMÁTICA, BIOLOGIA, HISTÓRIA E GEOGRAFIA/2017) Perante esta sociedade, a Burguesia está longe de assumir uma atitude revolucionária. Não protesta nem contra a autoridade dos príncipes territoriais, nem contra os privilégios da nobreza, nem, principalmente, contra a Igreja. (...) A única coisa de que trata é a conquista do seu lugar. As suas reivindicações não excedem os limites das necessidades mais indispensáveis. Henri Pirenne. História econômica e social da Idade Média, 1978. Segundo o texto, é correto afirmar que a) a burguesia, nascida da própria sociedade medieval, nela não tem lugar; para conquistá-lo, suas reivindicações são a liberdade de ir e vir, elaborar contratos, dispor de seus bens, fazer comércio, liberdade administrativa das cidades, ou seja, não tem o objetivo de destruir a no- breza e o clero. b) os burgueses, enriquecidos pelo comércio, reivindicam privilégios semelhantes aos da no- breza e do clero na sociedade moderna; acentuadamente revolucionários, os seus interesses significam título, terras e servos para garantirem um lugar compatível com sua riqueza. c) o território da burguesia é o solo urbano, a cidade como sinônimo de liberdade, protegida da exploração da nobreza e do clero; para isso, cria o direito urbano, isto é, leis para o comércio, a justiça e a administração que, de forma revolucionária, asseguram-lhe um lugar na socie- dade moderna. d) a sociedade medieval tem um lugar específico para os burgueses, pois as liberdades, as leis, a justiça e a administração estão em suas mãos; tal situação tem o objetivo de brecar o poder político e econômico dos nobres e da Igreja, fortalecidos pela expansão da servidão e pelo declínio do comércio. e) com exigências revolucionárias, como liberdade comercial, jurídica e territorial, a burguesia, cada vez mais rica, visa destruir a sociedade medieval; esta, por sua vez, barra a ascensão econômica e política da burguesia, ao fortalecer a servidão no campo e impedir as transações comerciais na cidade. Questão de interpretação: “A burguesia está longe de assumir uma atitude revolucionária”. Ou seja, a burguesia não quer, naquele momento de formação do absolutismo, uma mudança radical na sociedade. Assim, a única alternativa que concorda com o texto é a letra “a”. Na aliança firmada entre a recente surgida burguesia e os monarcas, que levou à formação das Monarquias Absolutistas, a burguesia conquistava algumas benesses dos monarcas e os ajudava financeiramente através de tributos ou porcentagem em contratos comerciais. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 42 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 3.3. As reformAs protestAntes e A contrArreformA cAtólicA Querido(a) aluno(a), o processo de reformas religiosas teve início no século XVI. Pode- mos destacar como causas dessas reformas: abusos cometidos pela Igreja Católica e uma mudança na visão de mundo, fruto do pensamento renascentista. A Igreja Católica vinha, desde o final da Idade Média, perdendo sua identidade. Gastos com luxos e bens materiais estavam tirando o objetivo católico dos trilhos. Muitos integran- tes do clero estavam desrespeitando as regras religiosas, principalmente no que se diz res- peito ao celibato. Padres que mal sabiam rezar uma missa e comandar os rituais deixavam os cristãos católicos insatisfeitos. A burguesia comercial, em plena expansão no século XVI, ficou cada vez mais inconfor- mada, pois os clérigos católicos estavam condenando seu trabalho. O lucro e os juros, típi- cos de um capitalismo emergente, eram vistos como práticas condenáveis pelos religiosos. Por outro lado, o papa arrecadava dinheiro para a construção da Basílica de São Pedro em Roma, com a venda das indulgências (venda do perdão). No campo político, os reis esta- vam descontentes com o papa, pois esse interferia muito nos comandos que eram próprios da realeza. O novo pensamento renascentista também fazia oposição aos preceitos da Igreja. O homem renascentista começou a ler mais e formar opiniões cada vez mais críticas. Tra- balhadores urbanos, com mais acesso a livros, começaram a discutir e a pensar sobre as coisas do mundo, baseando-se na ciência e na busca da verdade através de experiências e da razão. 3.3.1. A Reforma Luterana O monge alemão MartinhoLutero foi um dos primeiros a contestar fortemente os dog- mas da Igreja Católica. Ele afixou, na porta da Igreja de Wittenberg, as 95 teses que critica- vam vários pontos da doutrina católica. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 43 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Parte do texto original das 95 Teses de Martinho Lutero As 95 teses de Martinho Lutero condenavam a venda de indulgências e propunham a fun- dação do luteranismo (religião luterana). De acordo com Lutero, a salvação do homem ocorria pelos atos praticados em vida e pela fé. Embora tenha sido contrário ao comércio, teve grande apoio dos reis e príncipes da época. Em suas teses, condenou o culto às imagens, muito pra- ticado pelos católicos, e revogou o celibato. Martinho Lutero foi solicitado para desmentir suas teses na Dieta de Worms, convocada pelo imperador Carlos V. Em 16 de abril de 1521, Lutero não só defendeu suas teses, como mostrou a necessidade da reforma da Igreja Católica. A diferença de interesse por de trás da nova fé pregada por Lutero foi percebida quando um grande número de camponeses começou a invadir terras e destruir igrejas. Os revoltosos, também conhecidos como anabatistas, começaram a empreender uma revolução social que ameaçava os interesses dos nobres germânicos. Martinho Lutero não deu apoio ao movimen- to popular e defendeu o direito de propriedade dos nobres e dos clérigos. Em 1530, Martinho Lutero e Filipe Melanchthon estabeleceram os princípios da religião luterana. Nesta carta, reafirmaram o princípio da salvação pela fé e afirmavam que a Bíblia era a única fonte de consulta para o estabelecimento de dogmas. A nova Igreja seria composta por líderes sem distinção hierárquica e os mesmos não teriam que cumprir voto de castidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 44 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos No ano de 1555, os nobres convertidos ao luteranismo sagraram a assinatura da Paz de Augsburg. No documento ficou decretado que cada um dos principies alemães tinha liberda- de para seguir qualquer opção religiosa. Por fim, os conflitos diminuíram e uma nova crença se arraigou na Europa. 015. (OMNI/PREFEITURA DE SERTÃOZINHO-SP/PEB II/HISTÓRIA/2021) Leia o trecho que se segue a respeito da Reforma Protestante: “Coube a Martinho Lutero falar por essa Alemanha dividida: ‘nenhuma nação é mais desvalorizada que a alemã. A Itália nos chama de bestas, França e Inglaterra troçam de nós, assim como os demais!’, bradava.” Embora tenha se inicia- do por um caráter estritamente teológico, a Reforma promovida por Martinho Lutero, a partir de 1517, só obteve seu rápido sucesso pois: a) ao contrário dos demais Estados Nacionais que surgiam na Europa, a Alemanha de Lutero encontrava-se dividida em um império sem unidade, fazendo com que os príncipes das várias regiões da Alemanha enxergassem em Lutero o ponto de unificação que convergiria com seus interesses políticos e econômicos. b) a maior parte dos países católicos não estavam satisfeitos com a constante intervenção do papado em seus respectivos governos, vislumbrando no discurso de Lutero a possibilidade de alcançarem maior autonomia política e religiosa. c) obteve apoio da Igreja Católica, que via na sutileza e jovialidade da pregação luterana uma forma de alcançar povos não cristãos, sobretudo judeus e árabes. d) o discurso luterano não atacava as principais bases do catolicismo, o que não resultou em uma repulsa contundente por parte do papado, sendo, pelo contrário, assimilado como mais um conjunto de doutrinas da Igreja. O enunciado da questão encaminha a resposta. Ademais, as outras alternativas são mui- to erradas. Letra a. 3.3.2. A Reforma Calvinista Na Suíça, o teólogo cristão francês João Calvino começou a Reforma Luterana na década de 1530. De acordo com Calvino, a salvação era explicada através da Doutrina da Predestina- ção (salvos e condenados já estão escolhidos por Deus). O trabalho justo e honesto é valorizado, sendo que o sucesso pessoal e profissional, ad- vindos desse trabalho, é um dos indícios, de acordo com os calvinistas, de que a pessoa está predestinada à salvação. Essa crença calvinista atraiu muitos burgueses e banqueiros para o O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 45 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos calvinismo. Muitos trabalhadores também viram nessa nova religião uma forma de ficar em paz com sua religiosidade. 3.3.3. A Reforma Anglicana Na Inglaterra, o rei Henrique VIII rompeu com o papado, após esse se recusar a cancelar o casamento do rei para que ele pudesse se casar novamente. Henrique VIII funda, então, o an- glicanismo e aumenta seu poder e suas posses, já que retirou da Igreja Católica uma grande quantidade de terras. 016. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) A Antiguidade Clássica (greco-romana) lançou as bases do que se entende por Civilização Contemporânea. Nos mil anos do que se convencionou chamar de Idade Média (séculos V- XV), formou-se a Europa moderna. Considerando essas informações como referência inicial, julgue o item. A Reforma Protestante, ocorrida na Alta Idade Média, consolidou a unidade cristã vigente na Europa. A Reforma Protestante ocorreu já na Idade Moderna, rompendo com a unidade cristã vigente na Europa. Errado. 3.3.4. A Contrarreforma Católica Preocupados com os avanços do protestantismo e com a perda de fiéis, bispos e papas reúnem-se na cidade italiana de Trento (Concílio de Trento) com o objetivo de traçar um plano de reação. No Concílio de Trento ficou definido: • Catequização dos habitantes de terras descobertas, através da ação dos jesuítas; • Retomada do Tribunal do Santo Ofício; • Inquisição: punir e condenar os acusados de heresias; • Criação do Index Librorum Prohibitorum (Índice de Livros Proibidos): evitar a propaga- ção de ideias contrárias à Igreja Católica. Em muitos países europeus, as minorias religiosas foram perseguidas e diversas guerras ocorreram, frutos do radicalismo. A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), por exemplo, colo- cou católicos e protestantes em conflito por motivos puramente religiosos. Na França, o rei mandou assassinar 30.000 calvinistas (huguenotes) na chamada Noite de São Bartolomeu, ocorrida em 23 de agosto de 1572. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 46 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Em 1534, o padre Inácio de Loyola criou a Companhia de Jesus e foi oficialmente reconhe- cida pela Igreja a partir do papa Paulo III em 1540. Os jesuítas eram padres que pertenciam à Companhia de Jesus, uma ordem religiosa vinculada à Igreja Católica que tinha como objetivo a pregação do evangelho pelo mundo. A propostados padres jesuítas para a divulgação do cristianismo era baseada no ensino da catequese. Eles atuaram em diversas partes do mundo e destacaram-se no Brasil colonial. Na Europa, os jesuítas surgiram como parte do movimento de contrarreforma e, portanto, ti- nham como importante missão impedir o crescimento do protestantismo. Os primeiros jesuítas que vieram ao Brasil chegaram com o primeiro governador-geral da colônia, Tomé de Sousa, em 1549. Eles eram liderados por Manuel da Nóbrega e tinham como principal missão a cristianização dos nativos e zelar pela Igreja instalada no Brasil colonial. Os jesuítas construíram locais chamados missões, onde combinavam a catequese dos nativos com a sua utilização como mão de obra para a produção de tudo o que a missão precisasse. Para que exercessem seu trabalho na colônia, inicialmente, foi necessário criar uma co- municação com os nativos, uma vez que esses falavam tupi e os jesuítas falavam português. Assim, o padre José de Anchieta desenvolveu um manual que auxiliava na comunicação dos jesuítas com os nativos. Nesse período da história brasileira, o idioma mais comum existente aqui era a Língua Geral, que mesclava elementos do português com idiomas nativos. Além disso, os jesuítas tiveram um importante papel educacional no Brasil, pois, além da catequese aos nativos, eles educavam os filhos dos colonos. Para que isso fosse possível, esses padres criaram colégios em diversas partes do Brasil, como aconteceu na cidade de Salvador e em São Paulo de Piratininga (atual cidade de São Paulo). 017. (OMNI/PREFEITURA DE SERTÃOZINHO-SP/PEB II/HISTÓRIA/2021) A Reforma Católica ou Contrarreforma foi um movimento que, antes de ser uma resposta aos ideais teológicos luteranos, buscava atender aos anseios de clérigos da própria Igreja, que propugnavam por mudanças antes mesmo dos reformadores protestantes. Buscando revisar algumas questões doutrinárias e morais, ao mesmo tempo em que reafirmava outras, a Igreja de Roma procurou fortalecer a autoridade da eclesiástica e coibir seus excessos, sobretudo os denunciados por Lutero. Para tanto, uma série de reuniões aconteceram, a partir de 1545, em espécies de as- sembleias que ficaram conhecidas como: a) O Concílio de Niceia. b) O Concílio de Latrão. c) Concílio de Hipona. d) Concílio de Trento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 47 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Preocupados com os avanços do protestantismo e com a perda de fiéis, bispos e papas re- únem-se na cidade italiana de Trento (Concílio de Trento) com o objetivo de traçar um plano de reação. Letra d. 3.4. A eXpAnsão mArítimA europeiA e As práticAs mercAntilistAs Meu(minha) querido(a), a expansão marítima europeia foi um fenômeno compreendido en- tre os séculos XV e XVIII, em que algumas nações europeias partiram para explorar o oceano. Foram essas viagens que iniciaram a Revolução Comercial, promovendo o contato de di- ferentes culturas, a exploração de novos recursos e o primeiro processo de “globalização” econômica. A necessidade de o europeu lançar-se ao mar resultou de uma série de fatores sociais, políticos, econômicos e tecnológicos. Veja: • Centralização Política: a substituição de feudos por um Estado Centralizado, com gover- no e fronteiras definidas, reuniu riquezas para financiar a navegação; • O Renascimento: Permitiu o surgimento de novas ideias e uma evolução técnica de na- vegação; • Objetivo da Elite da Europa Ocidental em romper o monopólio Árabe-Italiano sobre as mercadorias orientais, que vinham pela rota do mediterrâneo; • A busca de terras e novas minas (ouro e prata) com o objetivo de superar a crise agrícola do século XIV; • Expansão da fé: Portugal e Espanha buscaram expandir a fé católica diante das refor- mas protestantes que diminuíram a influência da Igreja de Roma. Outros estados, como Holanda, buscaram conquistar novos fiéis para sua religião calvinista, de origem protes- tante. Como resultado, as nações europeias se organizaram e traçaram sua estratégia buscando: • Metais precisos; • Novos mercados fornecedores de especiarias (Noz Moscada, Cravo, Pimenta...) e ou- tros produtos de interesse europeu; • Terras: tendo em vista que as terras europeias já estavam distribuídas e a nobreza, cres- cente, necessitava de mais áreas de exploração; • Fiéis. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 48 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos O Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494, foi celebrado entre o Reino de Portugal e a Coroa de Castela (Espanha) para dividir as terras do globo, “descobertas e por descobrir”, por ambas as Coroas fora da Europa. Entretanto, outros países que pretendiam se lançar no processo das Grandes Navegações questionaram a validade desse Tratado. Dentre eles, destaque para a França. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 49 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 018. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) O Brasil foi colonizado por Portugal no contexto do mercantilismo europeu da Idade Moderna. A colonização das Américas significou a subjugação da população originária (indígena) e a escravidão de povos oriundos da África. As independências latino-americanas ocorreram no cenário histórico da onda revolucionária que, iniciada na América do Norte, varreu boa parte da Europa, entre fins do século XVIII e primeira metade do XIX. Tendo o texto acima apenas como referência inicial, julgue o item. A chegada dos europeus ao território que seria denominado América integrou o processo de expansão comercial e marítima europeia dos séculos XV e XVI, que se prolonga na Ida- de Moderna. Ao longo de toda a Idade Moderna ocorre um movimento de expansão comercial mercantilista. Certo. 3.4.1. O Pioneirismo Português Caro(a) aluno(a), como vimos na aula anterior, Portugal foi o primeiro Estado-Nação, cen- tralizado em 1139 sob a coroa de Dom Afonso I. Isso foi de fundamental importância para otimizar o recolhimento de impostos e organizar a economia. Com o acúmulo de riqueza, Por- tugal direcionou seus recursos para a expansão marítima. Assim, criou a Escola de Sagres, um centro de estudos náuticos onde foram desenvolvidas nova tecnologias de navegação. Entre os instrumentos utilizados podemos listar a bússola, o astrolábio e o quadrante: Além disso, a posição geográfica portuguesa, com sua costa voltada para o Atlântico, era um convite ao desconhecido: quais os destinos e rotas possíveis? E, se os encontrarem, quais as possibilidades de lucro? O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 50 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Buscando uma nova rota para à Índia, as navegações portuguesasbuscaram contornar a África e acabaram criando fortes, feitorias e portos para estabelecer comércio. A conquista da Ilha de Ceuta é marco do início das Grandes Navegações, isto porque pos- sibilitou o fim do controle da entrada do mar Mediterrâneo pelos muçulmanos. Em 1431, os navegadores portugueses chegavam às ilhas dos Açores, e mais tarde, ocu- pariam a Madeira e Cabo Verde. O Cabo do Bojador foi atingido em 1434, numa expedição comandada por Gil Eanes. O comércio de escravos africanos já era uma realidade em 1460, com retirada de pessoas do Senegal até Serra Leoa. Em 1488, os portugueses chegaram ao Cabo da Boa Esperança sob o comando de Bar- tolomeu Dias (1450-1500). Para as pretensões portuguesas essa foi uma conquista signifi- cativa pois se encontrou uma rota para o Oceano Índico em alternativa ao Mar Mediterrâneo. Entre 1498, foi a vez de Vasco da Gama (1469-1524) chegar a Calicute, nas Índias, e esta- belecer uma nova rota de comércio com as Índias. Pedro Álvares Cabral (1467-1520), se afastando da costa da África a fim de confirmar se havia terras por ali, chegou na região onde seria o Brasil, em 1500. 3.4.2. Expansão Marítima Espanhola Querido(a), ao contrário de Portugal, os espanhóis tiveram que resolver vários problemas relacionados ao processo de formação de sua monarquia nacional, para só então empreender a aventura pelos mares. Ao longo de toda a Baixa Idade Média, os reinos católicos de Aragão e Castela lutavam para estabelecer a expulsão dos muçulmanos da Península Ibérica. No ano de 1492, a aliança matrimonial entre os herdeiros desses tronos assegurou a vi- tória contra os muçulmanos na chamada Guerra de Reconquista. A partir de então, o recém- -formado governo espanhol decidiu contratar os serviços de um navegador italiano chamado Cristóvão Colombo. Na época, os reis espanhóis investem no projeto de criação de uma rota que dava acesso às Índias através da navegação do Atlântico rumo a Oeste. À princípio, a ideia era de que a circunavegação da Terra pudesse oferecer um novo aces- so ao continente indiano. Contudo, os três navios utilizados para esse fim acabaram batendo na ilha de Guanaani, no Caribe. Após batizar a ilha de San Salvador, Colombo fez outras viagens onde encontrou as ilhas de Cuba, Bahamas e São Domingos. Ainda pensando estar nas Índias, Colombo batizou os moradores locais de “índios”. Pouco tempo depois, outros navegadores e companheiros de viagem demonstraram que Cristóvão Colombo havia feito a descoberta de um novo continente entre a Europa e a Ásia. O navegador florentino Américo Vespúcio foi o responsável por oficializar tal constatação e, por essa razão, acabou tendo o nome usado para nomear a América, o mais novo continen- te do mundo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 51 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Após essa valorosa conquista marítima, o navegador Vasco de Balboa conseguiu, em 1513, alcançar o Oceano Pacífico atravessando a América Central. Em um projeto ainda mais ousado – executado entre 1519 e 1521 – a expedição de Fernão de Magalhães realizou a pri- meira circunavegação ao redor do mundo. Dos quinhentos e doze tripulantes dessa corajosa viagem, apenas dezoito sobreviveram no retorno à Europa. Durante seu processo de expansão, os espanhóis adentraram o interior das terras con- quistadas em busca de metais preciosos. Nesse contexto, encontraram diversas civilizações contra as quais travaram um sangrento processo de conquista e dominação. E assim, pela cobiça e a força das armas, os espanhóis formaram um grande império colonial que fortalecia a Coroa Espanhola. 019. (FGV/SEDUC-AM/PROFESSOR/HISTÓRIA/2014) A historiografia utiliza a expressão “pioneirismo ibérico” para indicar a liderança de Portugal e Espanha na expansão ultramarina nos séculos XV e XVI. Com relação ao processo de expansão marítima português, analise as afirmativas a seguir. I – Dentre as especialidades da arte náutica os portugueses ganharam reconhecimento pela cartografia e pela técnica de construção e navegação de caravelas, que transformou Portugal em um centro de referência. II – A presença portuguesa no Oriente foi garantida graças a guerras travadas com os árabes, que controlavam o tráfego no Índico Ocidental, de que é exemplo a ocupação de Goa. III – A conquista da ilha da Madeira é o marco inicial da expansão marítima portuguesa, tor- nando efetivo o modelo de colonização baseado na exploração da agromanufatura do açúcar. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente a afirmativa III estiver correta. d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. Querido(a), esta questão cobra conhecimentos muito específicos sobre a ocupação de Goa pelos portugueses. Mas o foco deve ser na memorização da contribuição da Escola de Sagres para a navegação portuguesa e da luta dos portugueses contra os muçulmanos para garantir a navegação e o comércio de especiarias. Ademais, é preciso que guarde que a conquista de Celta marca o início da expansão marítima portuguesa. I – Certa. Refere-se a Escola de Sagres, importante escola sobre estudos náuticos. II – Certa. Lutas portuguesas na Arábia, para manter o comercio de especiarias; III – Errada. Marco inicial é a conquista de Celta. Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 52 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 3.4.3. As Práticas Mercantilistas O mercantilismo foi o conjunto de práticas econômicas adotado pelas nações europeias entre o século XV e o século XVIII. Essas práticas econômicas são consideradas pelos histo- riadores como o estágio de transição do modo de produção feudal para o modo de produção capitalista. Nesse sentido, é incorreto afirmar que o mercantilismo foi um sistema econômico, uma vez que não consistiu em um modo de produção, como o feudalismo e o capitalismo. Foi adotado pelas nações europeias durante o período das Grandes Navegações e da montagem do sistema colonial no continente americano. Por conta disso, muitas das práticas mercantilistas foram aplicadas pelos portugueses durante o período de colonização do Bra- sil. É importante considerar que o mercantilismo adotou características distintas de acordo com a realidade e a necessidade de cada país europeu. O surgimento do mercantilismo, enquanto conjunto de práticas econômicas, está direta- mente ligado ao fim do feudalismo e à formação dos Estados Nacionais Modernos. O apoio à burguesia permitiu que se investisse no desenvolvimento comercial e manufa- tureiro. Esse processo de desenvolvimento do comércio e da manufatura (embrião da indús- tria) apoiou-se também na intensa exploração colonial que aconteceu no continente ameri- cano. Por fim, o Estado Moderno que surgiu nesse período com o poder centralizado no rei assumiu o controle de questões relativas à economia como forma de garantir seus interesses e resolver entraves que impediam o fortalecimento do poder real. Foi nesse contexto de forte intervenção do Estado na economia, de expansão do comércio mediante a exploração colonial e de crescimento das manufaturas que se consolidou uma série de práticas econômicas que recebeu o nome de mercantilismo. Como essas práticas econômicas são consideradas embrionárias ao capitalismo, algunshistoriadores chamam o mercantilismo de capitalismo comercial. As principais características que definiram o mercantilismo foram: • Metalismo: Também conhecido como bulionismo, esse princípio consistia em defender a acumulação de metais preciosos como principal forma de obtenção de riquezas. Esse conceito foi utilizado principalmente na Espanha, durante o reinado dos reis católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela. Essa prática coincidiu exatamente com o pe- ríodo em que os espanhóis traziam enorme quantidade de metais preciosos de suas colônias da América. • Colbertismo: É visto, em partes, como o oposto do metalismo praticado pelos espa- nhóis. Essa prática foi adotada pelos franceses por influência de Jean-Baptiste Colbert e ficou caracterizada pelo incentivo ao desenvolvimento manufatureiro como forma de atrair moeda estrangeira e, consequentemente, riqueza. Defendia também uma política de limitação de gastos internos. • Balança comercial favorável: essa teoria defendia que a soma das transições comer- ciais de um Estado deveria ser positiva, ou seja, o volume de mercadorias vendidas deveria ser superior ao volume de mercadorias compradas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 53 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Outros pontos importantes a serem considerados sobre o mercantilismo: incentivo ao de- senvolvimento manufatureiro, incentivo à construção de embarcações (base para a expansão comercial na época), protecionismo alfandegário (imposição de impostos sobre mercadorias estrangeiras). 020. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) O Brasil foi colonizado por Portugal no contexto do mercantilismo europeu da Idade Moderna. A colonização das Américas significou a subjugação da população originária (indígena) e a escravidão de povos oriundos da África. As independências latino-americanas ocorreram no cenário histórico da onda revolucionária que, iniciada na América do Norte, varreu boa parte da Europa, entre fins do século XVIII e primeira metade do XIX. Tendo o texto acima apenas como referência inicial, julgue o item. O mercantilismo, conjunto de práticas econômicas que presidiu em larga medida a explora- ção da América, fundamentava-se na balança de comércio favorável e na noção de riqueza nacional centrada na acumulação de metais preciosos. Metalismo e balança comercial favorável. Certo. 3.5. o iluminismo e o despotismo esclArecido O Iluminismo é um movimento intelectual que se desenvolveu na Inglaterra, Holanda e França, nos séculos XVII e XVIII. Apesar de ocorrer nesses três países, Paris foi o grande cen- tro de propagação do Iluminismo. É por isso, meu(minha) caro(a), que a capital francesa até hoje é conhecida como cidade das luzes. Nessa época, o desenvolvimento intelectual, que vinha ocorrendo desde o Renascimento, deu origem a ideias de liberdade política e econômica, defendidas pela burguesia. Os filósofos e economistas que difundiam essas ideias julgavam-se propagadores da luz e do conheci- mento, sendo, por isso, chamados de iluministas. Noutros termos, entendiam que as luzes da razão iluminariam as mentes imersas na escuridão da ignorância. Preconizavam o uso da razão no lugar da fé para entender e solucionar os problemas da sociedade. O Iluminismo trouxe consigo grandes avanços que, juntamente com a Revolução Indus- trial, abriram espaço para a profunda mudança política determinada pela Revolução Francesa, com seus ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Para facilitar seu estudo, sejamos objetivos. Veja o que criticavam os iluministas: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 54 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos • Mercantilismo: Por impedir a liberdade comercial para a burguesia • Absolutismo monárquico: Por limitar os direitos políticos. • Poder da igreja e as verdades reveladas pela fé. • Assim, com base nos três pontos criticados acima, podemos afirmar que o Iluminismo defendia: • A liberdade econômica, ou seja, sem a intervenção do estado na economia. • O Antropocentrismo, ou seja, o avanço da ciência e da razão. • O predomínio da burguesia e seus ideais. Querido(a), em resumo, o iluminismo rejeitava a herança medieval. Por isso, passaram a chamar este período de “Idade das Trevas”. Foram esses pensadores que inventaram a ideia que nada de bom havia acontecido nesta época. Por isso, advogavam pela limitação dos privi- légios do clero e da igreja, bem como, o uso da ciência para questionar as doutrinas religiosas. Em oposição ao Mercantilismo, o Estado deveria praticar o liberalismo. Ao invés de intervir na economia, o Estado deveria deixar que o mercado a regulasse. Essas ideias foram expos- tas, principalmente, por Adam Smith. Contrários ao Absolutismo, os iluministas afirmavam que o poder do rei deveria ser limi- tado por um conselho ou uma Constituição. Igualmente, os súditos deveriam ter mais direitos e serem tratados de forma igualitária. Com isso queria se afirmar que todos deveriam pagar impostos e minorias como os judeus tinham que ser reconhecidos como cidadãos plenos. Por serem avessos ao absolutismo e aos privilégios dados à nobreza e ao clero, acabaram abalando os alicerces da estrutura política e social absolutista. Para propagar os ideais do movimento os filósofos Diderot e D’Alembert buscaram reunir todo o conhecimento produzido à luz da razão num compêndio dividido em 35 volumes chamado Enciclopédia (1751-1780). Primeira página da primeira edição da Enciclopédia O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 55 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Querido(a), como não está fazendo um curso de filosofia, elenquei apenas os principais iluministas e um breve resumo de suas ideias. Vamos a eles: • John Locke: John Locke é Considerado o percursor do iluminismo. Sua principal obra foi “Ensaio sobre o entendimento humano”, em que Locke defende a razão afirmando que a nossa mente é como uma tábula rasa sem nenhuma ideia. Defendeu a liberdade dos cidadãos e condenou o absolutismo, sendo percursor do liberalismo político. • Voltaire: François Marie Arouet Voltaire destacou-se pelas críticas feitas ao clero cató- lico, à inflexibilidade religiosa e à prepotência dos poderosos. • Montesquieu: Charles de Secondat Montesquieu em sua obra “O espírito das leis” de- fendeu a tripartição de poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. No entanto, Mon- tesquieu não era a favor de um governo burguês. Sua simpatia política inclinava-se para uma monarquia moderada. • Rousseau: Jean-Jacques Rousseau é autor da obra “O contrato social”, na qual afirma que o soberano deveria dirigir o Estado conforme a vontade do povo. Apenas um Esta- do com bases democráticas teria condições de oferecer igualdade jurídica a todos os cidadãos. Rousseau destacou-se também como defensor da pequena burguesia. • Quesnay: François Quesnay foi o representante oficial da fisiocracia. Os fisiocratas pre- gavam um capitalismo agrário sem a interferência do Estado. • Adam Smith: Adam Smith foi oprincipal representante de um conjunto de ideias deno- minado liberalismo econômico. A principal obra de Smith foi “A riqueza das nações”, na qual ele defende que a economia deveria ser conduzida pelo livre jogo da oferta e da procura: − o Estado é legitimamente poderoso se for rico; − para enriquecer, o Estado necessita expandir as atividades econômicas capitalistas; − para expandir as atividades capitalistas, o Estado deve dar liberdade econômica e política para os grupos particulares. As ideias liberais do Iluminismo se disseminaram rapidamente pela população. Alguns reis absolutistas, com medo de perder o governo – ou mesmo a cabeça –, passaram a acei- tar algumas ideias iluministas e buscaram implantar medidas embasadas no iluminismo para modernizar seus respectivos Estados. Assim nasceu o despotismo esclarecido. Isso acontecia sem abdicação de seu poder absoluto, mas apenas conciliando-o aos interesses populares. O despotismo esclarecido foi uma forma reformista de governar característica da Europa, era apoiada por princípios iluministas. Desenvolveu-se no leste europeu onde a economia ainda era atrasada e a burguesia era muito fraca ou inexistente. O despotismo esclarecido visava acelerar o processo de modernização de alguns países e assim aumentar seu poder e prestígio a fim de enfraquecer a oposição ao seu governo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 56 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Argumentam que governam em nome da felicidade dos povos. Os principais déspotas esclarecidos foram: • Frederico II: foi o principal déspota esclarecido prussiano onde reformou o sistema pe- nal, aboliu as torturas praticadas por seu pai, fundou escolas promovendo a educação, incentivou a produção cultural comercial e manufatureira, decretou a tolerância religiosa. • Catarina II: estrangeira da Prússia assumiu a Rússia e construiu escolas, hospitais, reformou e modernizou cidades, racionalizou a administração pública e limitou a ação da igreja. • José II: imperador da Germânia aboliu a servidão e a tortura, secularizou seus bens, fundou escolas, hospitais e asilos, concedeu liberdade de culto a toda crença religio- sa, criou impostos para o clero e a nobreza, limitou feriados e peregrinações, tornou a língua alemã como obrigatória. Marquês de Pombal: conde português que iniciou reformas administrativas econômicas e sociais desenvolveu o comércio colonial, isen- tou impostos para exportações, fundou o banco real, expulsou os jesuítas de Portugal, modernizou o exército. Muitas reformas promovidas pelos déspotas esclarecidos tiveram vida curta. A maioria foi anulada pelos seus sucessores. Contudo, os ideais iluministas tiveram serias implicações sociopolíticas. Como exemplo, o fim do colonialismo e do absolutismo e o avanço do libera- lismo econômico, bem como a liberdade religiosa, o que culminou em movimentos como a Revolução Francesa (1789). Além disso, as luzes do iluminismo encontraram ressonância no Brasil. Como vimos na aula anterior, estas ideias orientaram todas as conspirações e movimentos voltados para a ruptura do domínio lusitano sobre a colônia. Assim, a Inconfidência Mineira de 1789, a Revolta dos Alfaiates de 1798 na Bahia e a Revolução Pernambucana de 1817 se constituíram nos principais movimentos políticos influenciados pelos ideais iluministas que culminaram na Independência proclamada em 1822. 021. (ESPCEX/CADETE DO EXÉRCITO/2º DIA/2019) Assim como os fenômenos físicos – di- ziam os iluministas –, as relações entre os indivíduos são regidas pelas leis da natureza. Os pensadores iluministas podem ser divididos em dois grupos: os filósofos e os economistas. Respectivamente, são representantes desses dois grupos: a) Voltaire e Adam Smith. b) Diderot e Montesquieu. c) Piaget e François Quesnay. d) Vincent de Gournay e Voltaire. e) François Quesnay e Sartre. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 57 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos O pensador iluminista francês Voltaire se notabilizou por escrever crônicas debochadas so- bre a Igreja, a quem se referia como a “infame”. Em sua obra “Cartas Inglesas” nota-se uma admiração ao estabelecimento de limites ao poder absoluto do Antigo Regime e uma defesa pelas liberdades individuais. Adam Smith, por sua vez, foi um economista inglês que ficou co- nhecido como o “pai” do liberalismo econômico. Desenvolveu conceitos de livre concorrência e a auto regulação do Estado, junto à David Ricardo defendeu a não-intervenção do Estado na economia e considerava o trabalho como a principal fonte de riqueza. Letra a. 3.6. As reVoluções inglesAs (século XVii) Querido(a), as Revoluções Inglesas, assim como a Revolução Francesa, a Independência dos Estados Unidos e a Revolução Industrial, se inserem no contexto do que chamamos Re- voluções Burguesas. As Revolução Inglesas, ocorridas no século XVII, foram consideradas as primeiras das grandes revoluções burguesas, isto é, as revoluções encabeçadas por lideranças da burgue- sia europeia, que havia se tornado expressivamente forte, do ponto de vista econômico, ao longo dos séculos XVI e XVII, e que precisava alcançar legitimidade política. Com o processo da revolução, a burguesia da Inglaterra, por meio de uma guerra civil e da atuação do Parlamento, conseguiu combater o Estado absolutista desse país e reformular a estrutura política, que culminaria na modelo da Monarquia Parlamentarista em 1688. Podemos dividir o processo histórico das Revoluções Inglesas em quatro fases principais: 1) a Revolução Puritana e a Guerra Civil, que transcorreu de 1640 a 1649; 2) a República de Oliver Cromwell, que durou de 1649 a 1658; 3) a Restauração da dinastia dos Stuart, com os reis Carlos II e Jaime II, período longo que foi de 1660 a 1688; 4) por fim, a Revolução Gloriosa, que encerrou o reinado de Jaime II e instituiu a Monarquia Parlamentarista. Durante grande parte do século XVI, a burguesia inglesa esteve bem articulada com os nobres e os reis pertencentes à dinastia Tudor (Henrique VIII e sua filha Elizabeth), que conso- lidaram a Reforma Anglicana. A reforma religiosa de Henrique VIII proporcionou grandes be- nefícios financeiros tanto para nobres quanto para burgueses da Inglaterra. Isso porque teve início o processo de conversão das antigas terras feudais, de domínio da Igreja Católica, em propriedades privadas, o que possibilitou a formação dos cercamentos e dos arrendamentos que foram vendidos aos burgueses que pretendiam explorar minas de carvão ou praticar al- guma atividade agrícola. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 58 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Além disso, a ruptura com a Igreja Católica (que não era apenas uma instituição com po- der espiritual, mas detentora de um poder político continental, ao qual boa parte das Coroas europeias estava ligada) dispensou a Inglaterra de pagar tributos para Roma, bem como, co- locou a marinha inglesa em flagrante rivalidade com os navios dos países católicos, sobretu- docom os espanhóis. Muitos piratas ingleses, conhecidos como “lobos do mar”, atacavam navios espanhóis e levavam sua mercadoria (na maior parte das vezes, metais preciosos) para Inglaterra, o que contribuía para o aquecimento do mercado interno do país. Como podemos ver, as principais ações políticas dos Tudor acabaram proporcionando uma grande ascensão da burguesia, de modo que, no fim do século, na década de 1590, os burgueses já tinham grande força representativa na chamada Câmara dos Comuns (uma das câmaras do Parlamento Inglês, que tinha como oposição a Câmara dos Lordes, isto é, dos nobres apoiadores da Coroa). O problema é que essa força adquirida pela burguesia estava associada ao puritanismo (o calvinismo inglês), que era a religião que mais atraía a burguesia e que dava suporte ideoló- gico para o radicalismo político anti-absolutista. Somou-se a isso o fato de que os nobres e a Coroa viam-se ameaçados pela capacidade da burguesia puritana de acumular riquezas. Enquanto a renda da burguesia era oriunda do trabalho e de investimentos financeiros, a renda dos nobres advinha de privilégios hereditá- rios, da cobrança de impostos e da formação de monopólios estatais ao modo mercantilista. Os monarcas que sucederam aos Tudor, isto é, os Stuart, perceberam que, se não freassem a burguesia no campo político, a estrutura monárquica estaria fadada à ruína. O primeiro monarca da dinastia Stuart foi Jaime I, que governou de 1603 a 1625. Para tentar adequar a Coroa à nova realidade financeira da Inglaterra e controlar a ascensão da burguesia, Jaime I passou a tomar duas medidas principais: • aumento de impostos e estabelecimento de empréstimos forçados; • a formação de monopólios estatais como forma de participação nos rendimentos dos negócios burgueses. Além disso, Jaime deflagrou uma perseguição religiosa aos puritanos. Confrontado pela Câmara dos Comuns, dissolveu o Parlamento, que ficou inativo de 1614 a 1622. Com a ascensão de Carlos I, filho de Jaime, ao trono, em 1625, houve uma nova tentativa de acordo entre a Coroa e o Parlamento para que houvesse um novo aumento de impostos. A Câmara dos Lordes ficou a favor do rei, mas a Câmara dos Comuns novamente o confrontou. O rei decidiu então dissolver novamente o Parlamento, que ficou inativo até 1640. Em 1640, Carlos I entrou em um novo conflito contra a Escócia e precisou novamente do tributo dos burgueses para bancar a guerra, convocando, assim, mais uma vez, o Parlamento. Novamen- te a Câmara dos Comuns recusou-se a ajudá-lo. Mas ao contrário do que ocorrera antes, os burgueses puritanos prepararam-se para um enfrentamento total contra o rei e a nobreza. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 59 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Um líder radical puritano chamado Oliver Cromwell organizou um exército burguês co- nhecido como exército dos “Cabeças redondas” por se recusarem a usar as perucas dos no- bres. Esse exército deflagrou guerra contra a Coroa, que foi defendida pelos “Cavaleiros”, isto é, o exército tradicional da nobreza. Teve assim início a Revolução Puritana, ou Guerra Ci- vil Inglesa. 022. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) O Brasil foi colonizado por Portugal no contexto do mercantilismo europeu da Idade Moderna. A colonização das Américas significou a subjugação da população originária (indígena) e a escravidão de povos oriundos da África. As independências latino-americanas ocorreram no cenário histórico da onda revolucionária que, iniciada na América do Norte, varreu boa parte da Europa, entre fins do século XVIII e primeira metade do XIX. Tendo o texto acima apenas como referência inicial, julgue o item. A “onda revolucionária” a que se refere o texto teve início com a independência das treze co- lônias inglesas da América do Norte (1776) e sua máxima expressão com a Revolução Fran- cesa, iniciada em 1789, com extensão em 1820, 1830 e 1848. O examinador trata das Revoluções Burguesas e das revoluções liberais no século XIX. Certo. 3.6.1. Revolução Puritana e Guerra Civil (1640-1649) A guerra civil entre a burguesia puritana e a Coroa ficou mais intensa quando, em 1642, Oliver Cromwell convocou a base da pequena burguesia e de camponeses para formar o Novo Exército Modelo (New Model Army). Nessa base, destacaram-se os Diggers e Levellers, que se caracterizaram por sua radicalidade política em assuntos como reforma agrária (Diggers) e igualdade de diretos entre todos os cidadãos (Levellers). Com o Novo Exército Modelo, Cromwell conseguiu esmagar as forças da Coroa. Em 1649, a ala radical burguesa exigiu a decapitação de Carlos I, que ocorreu no dia 31 de janeiro. Em 19 de maio de 1649 foi proclamada a República e Cromwell recebeu do Parlamento o título de Lord Protector (Lorde Protetor da República). Muitas transformações políticas ope- radas por Cromwell beneficiaram a burguesia que foi por ele liderada na Guerra Civil. Uma dessas transformações foi possibilitada pelos chamados Atos de Navegação, aprovados em 1650, que restringiam o transporte de produtos ingleses apenas aos navios da própria Inglaterra. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 60 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos No entanto, a exemplo dos monarcas autoritários que havia combatido, Cromwell acabou por se voltar contra o Parlamento. Em 1653, ele o dissolveu com o auxílio do Exército burguês e instituiu uma ditadura aberta, que teve como característica principal a execução das lide- ranças que o ajudaram a formar esse mesmo Exército, isto é, os Diggers e Levellers. A história da revolução inglesa de 1649 a 1660 pode ser contada em poucas palavras. O fuzilamento por Cromwell pelos Levellers, em Burford, tornou absolutamente inevitável a restauração da monarquia e dos senhores, pois a ruptura entre a grande burguesia e a pe- quena nobreza, por um lado, e as forças populares, por outro, significava que o seu governo só poderia ser mantido por um exército (o que, a longo prazo, provou ser extraordinariamente dispendioso e de difícil controle) ou por um compromisso com os representantes da velha ordem que restavam. Um tempo mais tarde, em 1657, Cromwell propôs um novo acordo com os parlamentares e reabilitou o Parlamento inglês. Todavia, antes que esse acordo pudesse vigorar, Cromwell faleceu (1658). Em seu lugar, assumiu seu filho, Richard Cromwell, que não tinha o mesmo prestígio que o pai, sobretudo frente às classes mais radicais da burguesia. Temendo um levante popular e uma nova guerra civil, o Parlamento fez uma manobra arriscada: convocou Carlos II, filho do rei decapitado, para assumir o trono e restaurar a dinastia dos Stuart. 3.6.2. Restauração da Dinastia Stuart (1660-1688) Em 1660, Carlos II assumiu o trono prometendo respeitar os interesses do Parlamento. Mas logo começou a se articular com antigas lideranças da nobreza para restaurar o absolu- tismo, aproximando-se da França de Luís XIV. Entretanto, a realidade social já era bem diferente de quando seu pai havia reinado e, não conseguindo uma nova composição tradicional, Carlos II iniciou uma ampla perseguição reli- giosa contra os calvinistas. Essa perseguição tinha como pano de fundo também a aproxima- ção de Carlos II de membros da Igreja Católica. Apesar de anglicanos, os Stuart mantinham boas relações com os membros do clero,os quais ainda possuíam grande influência social, além de posse de terras. O Parlamento, composto por maioria puritana, ao repudiar as ações de Carlos II, viu-se novamente vítima do autoritarismo: o monarca dissolveu-o em 1681 e governou sozinho até a sua morte, em 1685. Seu irmão, Jaime II, assumiu o torno, reativou o Parlamento, mas pro- curou dar seguimento às ações de Carlos II, no que se refere à restauração do absolutismo. No entanto, Jaime II foi mais além, convertendo-se ao catolicismo e decretando uma sé- rie de medidas que beneficiavam os católicos, como a isenção de impostos. Novamente, a reação do Parlamento foi imediata. Temendo que Jaime reivindicasse apoio da França, os membros do Parlamento trataram de organizar uma manobra política que evitasse um pos- sível conflito armado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 61 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 3.6.3. Revolução Gloriosa e a Fundação da Monarquia Parlamentarista A manobra consistiu na convocação da filha de Jaime II, Maria II, à época casada com Guilherme de Orange, governador dos Países Baixos, para assumir com o marido o trono da Inglaterra. Guilherme de Orange, inicialmente, não viu com bons olhos o plano, imaginando que sua esposa, como herdeira legítima, teria mais poderes que ele. Contudo, mesmo assim, ainda em 1688, Guilherme invadiu a Inglaterra com seu exército para depor Jaime II e apoiar o Parlamento. A Cavalaria da nobreza, que também estava descontente com o rei, em vez de defendê-lo, aliou-se a Guilherme. A Jaime II, já sem defesa alguma, Guilherme de Orange permitiu a fuga para a França, onde o monarca permaneceu exilado até o último dia de vida. Guilherme de Orange assumiu o trono inglês como Guilherme III. Por sua ação militar não ter resultado em guerra e derramamento de sangue, ela recebeu o nome de Revolução Gloriosa. O Parlamento, contudo, estabeleceu diretrizes novas para Guilherme e Maria antes de coroá-los. Ambos os reis tiveram que se comprometer a cumprir a chamada Declaração de Direitos de 1689 (Bill Of Rights). A Declaração de Direitos limitava a ação dos reis, de modo a impedir qualquer retorno do absolutismo. Os reis passaram a ter o poder restrito, e o poder de decisão política concentrou-se no Parlamento, formando-se, assim, uma Monarquia Par- lamentarista. Além disso, havia o comprometimento com as liberdades individuais, principal- mente com a liberdade de crenças religiosas. 023. (ESPCEX/ALUNO/2006) Durante o governo de Cromwell, a Inglaterra foi adquirindo os contornos de potência mundial que a caracterizariam nos séculos seguintes. Decretaram- -se leis que protegiam os mercadores ingleses e priorizavam o desenvolvimento da indús- tria naval. Esses decretos ficaram conhecidos como: a) Leis do Teste b) Atos de Exclusão c) Éditos de Nantes d) Atos de Navegação e) Atos de Supremacia O objetivo dos Atos de Navegação foi gerar, através do protecionismo, acumulação primiti- va de capital na Inglaterra, impedindo que capitais ingleses alimentassem manufaturas de outros países. Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 62 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 3.7. reVolução industriAl (século XViii A XX) A Revolução Industrial é um divisor de águas na história. Quase todos os aspectos da vida cotidiana da época foram influenciados de alguma forma por esse processo. A população começou a experimentar um crescimento sustentado sem precedentes históricos, com uma boa renda média. Veja o conceito: Revolução Industrial: Foi um conjunto de transformações econômicas, políticas e sociais, iniciado na Inglaterra do século XVIII, mais precisamente em meados de 1760. O acúmulo de capital dos ingleses com as práticas mercantilistas permitiu investimento em tecnologias de produção fabril em substituição à produção artesanal. Além disso, os cercamentos, processo de concentração latifundiária que expulsou os camponeses do campo para a produção de lã, criou um verdadeiro “exército” de mão de obra, de trabalhadores agora chamados de operá- rios, classe social que vivia em péssimas condições, sem direitos trabalhistas, explorados pela burguesia. Portanto, quatro foram os fatores para que a Inglaterra fosse pioneira: capital, tecnologia, matéria-prima e mão de obra barata. Num processo de expansão contínua da atividade in- dustrial surgiram as indústrias têxteis, ocorreram a fabricação de novos produtos químicos, a utilização da lenha em seu início e, depois, carvão e petróleo, o aprimoramento da siderurgia do ferro ao aço, o desenvolvimento de motores à vapor e à combustão. Numa segunda fase, a partir de 1840, a Revolução Industrial estendeu-se a outras nações europeias, Estados Uni- dos e Japão. Além de todos os impactos mencionados, promoveu uma integração econômica global com a formação de potências imperialistas. No entanto, será justamente a disputa por mercados consumidores e matérias primas na Ásia e África que provocará a Primeira Guer- ra Mundial. Antes da Revolução Industrial, a atividade produtiva era artesanal e manual (daí o ter- mo manufatura), no máximo com o emprego de algumas máquinas simples. Dependendo da escala, grupos de artesãos podiam se organizar e dividir algumas etapas do processo, mas muitas vezes um mesmo artesão cuidava de todo o processo, desde a obtenção da matéria- -prima até à comercialização do produto final. Esses trabalhos eram realizados em oficinas nas casas dos próprios artesãos e os profissionais da época dominavam muitas (se não to- das) etapas do processo produtivo. Com a Revolução Industrial os trabalhadores perderam o controle do processo produtivo, uma vez que passaram a trabalhar para um patrão (na qualidade de empregados ou operá- rios), perdendo a posse da matéria-prima, do produto final e do lucro. Esses trabalhadores passaram a controlar máquinas que pertenciam aos donos dos meios de produção os quais passaram a receber todos os lucros. O trabalho realizado com as máquinas ficou conhecido por maquinofatura. 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Como vimos na nossa última aula, A Revolução Industrial, iniciada na Grã-Bretanha, in- tegrou o conjunto das chamadas Revoluções Burguesas do século XVIII. Essas revoluções foram responsáveis pela crise do Antigo Regime, na passagem do capitalismo comercial para o industrial. Os outros três movimentos que a acompanham são as Revoluções Inglesas, a Independência dos EstadosUnidos e a Revolução Francesa que, sob influência dos princípios iluministas, assinalam a transição da Idade Moderna para a Idade Contemporânea. Com a evolução do processo, no plano das Relações Internacionais, o século XIX foi mar- cado pela hegemonia mundial britânica, um período de acelerado progresso econômico-tec- nológico, de expansão colonialista e das primeiras lutas e conquistas dos trabalhadores. Durante a maior parte do período, o trono britânico foi ocupado pela rainha Vitória (1837- 1901), razão pela qual é denominado como Era Vitoriana. Como consequência, a busca por novas áreas para colonizar e descarregar os produtos Europeus, produziu uma acirrada dis- puta entre as potências industrializadas. Essas disputas causaram diversos conflitos e um crescente espírito armamentista que culminou na eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914). A Revolução Industrial ocorreu primeiramente na Europa devido a três fatores: • os comerciantes e os mercadores europeus eram vistos como os principais manufa- turadores e comerciantes do mundo, detendo ainda a confiança e reciprocidade dos governantes quanto à manutenção da economia em seus estados; • a existência de um mercado em expansão para seus produtos, tendo a Índia, a África, a América do Norte e a América do Sul sido integradas ao esquema da expansão econô- mica europeia; • o contínuo crescimento de sua população, que oferecia um mercado sempre crescente de bens manufaturados, além de uma reserva adequada (e posteriormente excedente) de mão de obra. 3.7.1. O Pioneirismo Inglês Entre 1760 a 1860, a Revolução Industrial ficou limitada, primeiramente, à Inglaterra. Hou- ve o aparecimento de indústrias de tecidos de algodão, com o uso do tear mecânico. Nessa época o aprimoramento das máquinas a vapor contribuiu para a continuação da Revolução. O Reino Unido foi pioneiro no processo da Revolução Industrial por diversos fatores. Veja: Pela aplicação de uma política econômica liberal desde meados do século XVIII. Antes da liberalização econômica, as atividades industriais e comerciais estavam cartelizadas pelo rí- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 64 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos gido sistema de guildas, razão pela qual a entrada de novos competidores e a inovação tecno- lógica eram muito limitados. Com a liberação da indústria e do comércio ocorreu um enorme progresso tecnológico e um grande aumento da produtividade em um curto espaço de tempo. O processo de enriquecimento britânico adquiriu maior impulso após a Revolução Inglesa, que forneceu ao seu capitalismo a estabilidade que faltava para expandir os investimentos e ampliar os lucros. A Grã-Bretanha firmou vários acordos comerciais vantajosos com outros países. Um des- ses acordos foi o Tratado de Methuen, celebrado com a decadência da monarquia absoluta portuguesa, em 1703, por meio do qual conseguiu taxas preferenciais para os seus produtos no mercado português. A Grã-Bretanha possuía grandes reservas de ferro e de carvão mineral em seu subsolo, principais matérias-primas utilizadas neste período. Dispunham de mão-de-obra em abun- dância desde a Lei dos Cercamentos de Terras, que provocou o êxodo rural. Os trabalhadores dirigiram-se para os centros urbanos em busca de trabalho nas manufaturas. A burguesia inglesa tinha capital suficiente para financiar as fábricas, adquirir matérias- -primas e máquinas e contratar empregados. Para ilustrar a relativa abundância do capital que existia na Inglaterra, pode se constatar que a taxa de juros no final do século XVIII era de cerca de 5% ao ano; já na China, onde prati- camente não existia progresso econômico, a taxa de juros era de cerca de 30% ao ano. A burguesia inglesa era muito rica e durante muitos anos continuou ampliando seus ne- gócios de várias maneiras: • financiando ataques piratas (corsários); • traficando escravos; • emprestando dinheiro a juros; • pagando baixos salários aos artesãos que trabalhavam nas manufaturas; • vencendo guerras; • comerciando; • impondo tratados a países mais fracos. As novidades da Revolução Industrial trouxeram muitas dúvidas. O pensador escocês Adam Smith procurou responder racionalmente às perguntas da época. Seu livro A Riqueza das Nações (1776) é considerado uma das obras fundadoras da ciência econômica. Ele dizia que o individualismo é útil para a sociedade. Nesta perspectiva, é correto afirmar que os capitalistas só pensam em seus lucros. No en- tanto, como para lucrar precisariam vender produtos bons e baratos, no fim, acabariam con- tribuindo com a sociedade. Como o individualismo seria bom para toda a sociedade, as pes- soas deveriam viver de modo que pudessem atender livremente a seus interesses individuais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 65 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Para Adam Smith, o Estado é quem atrapalhava a liberdade dos indivíduos. Para o autor escocês, “o Estado deveria intervir o mínimo possível sobre a economia”. Se as forças do mercado agissem livremente, a economia poderia crescer com vigor. Desse modo, cada empresário faria o que bem entendesse com seu capital, sem ter de obedecer a nenhum regulamento criado pelo governo. Os investimentos e o comércio seriam totalmente liberados. Sem a intervenção do Estado, o mercado funcionaria automaticamente, como se houvesse uma “mão invisível” ajeitando tudo. Ou seja, o capitalismo e a liberdade individual promoveriam o progresso de forma harmoniosa. 3.7.2. Avanços Tecnológicos O início da Revolução Industrial está intimamente ligado a um pequeno número de inova- ções, a partir da segunda metade do século XVIII. Na década de 1830, os seguintes ganhos foram obtidos em tecnologias importantes: • Têxteis – a fiação mecanizada de algodão alimentada por vapor ou água aumentou a produção de um trabalhador por um fator de cerca de 500. O tear elétrico aumentou a produção de um trabalhador em um fator de mais de 40. O descaroçador de algodão aumentou a produtividade de remover sementes de algodão por um fator de 50. Gran- des ganhos de produtividade também ocorreram na fiação e tecelagem de lã e linho, mas não eram tão grandes quanto no algodão. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 66 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos • Máquina a vapor – a eficiência dos motores a vapor aumentou, de modo que eles usa- ram entre um quinto e um décimo do combustível. A adaptação de motores a vapor es- tacionários ao movimento rotativo os tornou adequados para usos industriais. O motor de alta pressão tinha uma alta relação potência / peso, tornando-o adequado para o transporte. A energia do vapor sofreu uma rápida expansão após 1800. • Fabricação de ferro – a substituição de coque por carvão reduziu bastante o custo de combustível da produção de ferro gusa e ferro forjado. O uso de coque também permi- tiu a produção de altos fornos, resultando em economias de escala. O motor a vapor começou a ser usado para bombear água e para propulsionar o ar de combustãoem meados da década de 1750, permitindo um grande aumento na produção de ferro, su- perando a limitação da potência da água. O cilindro de sopro de ferro fundido foi usado pela primeira vez em 1760. • Máquinas-ferramentas – As primeiras máquinas-ferramentas foram inventadas. Estas incluíam o torno de corte de parafuso, a máquina de perfuração de cilindros e a má- quina de fresagem. As máquinas-ferramentas possibilitaram a fabricação econômica de peças metálicas de precisão, embora tenham sido necessárias várias décadas para desenvolver técnicas eficazes. As fábricas se espalharam rapidamente pela Inglaterra e provocaram mudanças profun- das. O modo de vida e a mentalidade de milhões de pessoas se transformaram, numa ve- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 67 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos locidade espantosa. O mundo novo do capitalismo, da cidade, da tecnologia e da mudança incessante triunfou. As carruagens viajavam a 12 km/h e os cavalos, quando se cansavam, tinham de ser tro- cados durante o percurso. Um trem da época alcançava 45 km/h e podia seguir centenas de quilômetros. Assim, a Revolução Industrial tornou o mundo mais veloz. Como essas máqui- nas substituíam a força dos cavalos, convencionou-se em medir a potência desses motores em HP (do inglês horse power ou cavalo-força). 3.7.3. A Segunda Etapa da Revolução Industrial A segunda etapa ocorreu no período de 1860 a 1900, ao contrário da primeira fase, países como Alemanha, França, Rússia e Itália também se industrializaram. O emprego do aço, a utilização da energia elétrica e dos combustíveis derivados do petróleo, a invenção do motor a explosão, da locomotiva a vapor e o desenvolvimento de produtos químicos foram as prin- cipais inovações desse período. No século XIX a Revolução Industrial chegou até a França e, com o desenvolvimento das ferrovias, cresceu ainda mais. Em 1850, chegou até a Alemanha e só no final do século XIX; na Itália e na Rússia, já nos EUA, o desenvolvimento industrial só se deu na segunda metade do século XIX. A modernização do Japão data do início da era Meiji, em 1867, quando a superação do feudalismo unificou o país. O Estado se ligou à burguesia: o governo emprestava dinheiro para os empresários que quisessem ampliar seus negócios, além de montar e vender indústrias para as famílias ricas. O Estado japonês esforçava-se ao máximo para incentivar o desenvol- vimento capitalista e industrial. A Revolução Industrial trouxe riqueza para os burgueses; porém, os trabalhadores viviam na miséria. Muitas mulheres e crianças faziam o trabalho pesado e ganhavam muito pouco, a jornada de trabalho variava de 14 a 16 horas diárias para as mulheres, e de 10 a 12 horas por dia para as crianças. Enquanto os burgueses se reuniam em grandes festas para comemorar os lucros, os tra- balhadores chegavam à conclusão que teriam que começar a lutar pelos seus direitos. O chamado Ludismo foi uma das primeiras formas de luta dos trabalhadores. O movimen- to ludita era formado por grupos de trabalhadores que invadiam as fábricas e quebravam as máquinas. Os ludistas conseguiram algumas vitórias como pressionar alguns patrões para que não reduzissem os salários com medo de uma rebelião. Além do ludismo, surgiram outras organizações operárias, além dos sindicatos e das gre- ves. Em 1830, formou-se na Inglaterra o movimento cartista. Os cartistas redigiram um docu- mento chamado “Carta do Povo” e o enviaram ao parlamento inglês. A principal reivindicação era o direito do voto para todos os homens (sufrágio universal masculino), mas somente em 1867 esse direito foi conquistado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 68 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Thomas Malthus foi um economista inglês que afirmava que o crescimento da população era culpa dos pobres que tinham muitos filhos e não tinham como alimentá-los. Para ele, as catástrofes naturais e as causadas pelos homens tinham o papel de reduzir a população, equilibrando, assim, a quantidade de pessoas e a de comida. Além disso, Malthus criticava a distribuição de renda. O seu raciocínio era muito simples: os responsáveis pelo desenvolvimento cultural eram os ricos e cobrar impostos deles para ajudar os pobres era errado, afinal de contas era a classe rica que patrocinava a cultura. O Parlamento inglês (que aparentemente pensava como Malthus) adotou, em 1834, uma lei que abolia qualquer tipo de ajuda do governo aos pobres. A desculpa usada foi a que aju- dando os pobres, a preguiça seria estimulada. O desamparo serviria como um estímulo para que eles procurassem emprego. A revolução Industrial mudou a vida da humanidade. A vida nas cidades se tornou mais importante que a vida no campo e isso trouxe muitas consequências: nas cidades os habitan- tes e trabalhadores moravam em condições precárias e conviviam diariamente com a falta de higiene, isso sem contar com o constante medo do desemprego e da miséria. Por um outro lado, a Revolução Industrial estimulou os pesquisadores, engenheiros e in- ventores a aperfeiçoar a indústria. Isso fez com que surgissem novas tecnologias: locomoti- vas a vapor, barcos a vapor, telégrafo e a fotografia. Querido(a) aluno(a), antes de darmos sequência ao conteúdo, chamo a atenção para a divisão didática da Revolução Industrial: Primeira Etapa: Teve início na Inglaterra em meados do século XVIII. Espalhou-se durante a segunda metade do século para outros países da Europa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 69 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Segunda Etapa: Teve início nos Estados Unidos no final do século XIX e começo do século XX. Terceira Etapa: Liderada também pelos Estados Unidos, teve início com o final da Segun- da Guerra Mundial (meados do século XX) Nos Estados Unidos, durante a terceira etapa da Revolução Industrial, surgiu um modelo de produção chamado Fordismo. O Fordismo recebeu este nome em homenagem ao seu cria- dor, Henry Ford. Este instalou a primeira linha de produção semi automatizada de automóveis no ano de 1914. Esse modelo perduraria até meados da década de 1980. Este sistema de produção em massa, denominado linha de produção, constituía-se em linhas de montagem semiautomáticas, possibilitadas pelos pesados investimentos para o desenvolvimento de maquinários e instalações industriais. Para tanto, buscou a racionaliza- ção do trabalho, com controle do tempo e dos movimentos dos trabalhadores, separando, na linha de produção, o trabalho intelectual (realizados por encarregados e chefes de setores) do trabalho braçal. 024. (ESPCEX/CADETE DE EXÉRCITO/2016) A Revolução Industrial, que teve lugar na Ingla- terra do século XVIII, pode ser definida como uma transformação sem precedentes no modo da produção manufatureiro que trouxe profundas mudanças na estrutura social e econômica da sociedade. Teve papel preponderante na sua ocorrência: a) o Cartismo. b) o Ludismo. c) uma ampla geração de energia elétrica. d) a obtenção de empréstimos financeirosobtidos da França. e) a Revolução Gloriosa que favoreceu o capitalismo. A questão pede que o candidato reconheça um dos agentes propiciadores para a Revolução Industrial na Inglaterra. a) Errada. A alternativa está relacionada com as consequências da Revolução Industrial com a resistência operária dos cartistas e ludistas. b) Errada. A alternativa está relacionada com as consequências da Revolução Industrial com a resistência operária dos cartistas e ludistas. c) Errada. A alternativa está direcionada ao processo da Segunda Revolução Industrial. d) Errada. A alternativa não compreende nenhum agente causador da Revolução Industrial. e) Certa. Já que a economia inglesa se encontrava mais evoluída que a francesa, a única que compreende um ponto causador da Revolução no século XVIII é a alternativa “e”. Uma vez O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 70 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos que a revolução gloriosa consolidou o poder nas mãos do parlamento evitando os excessos administrativos do absolutismo. Letra e. 3.8. A reVolução AmericAnA Querido(a), a independência dos Estados Unidos é também conhecida como Revolução Americana e foi declarada em 4 de julho de 1776. Com esse processo, houve a separação das Treze Colônias da América do Norte do vínculo colonial que existia desde meados do século XVII e a transformação dos Estados Unidos em uma nação independente, com um sistema republicano e federalista. Apesar de ter se baseado nos ideais iluministas, que pregavam ideais de liberdade e de igualdade de direitos, a independência dos Estados Unidos foi realizada pela elite colonial e visava à garantia dos interesses e privilégios dessa classe. Ela serviu de inspiração para ou- tros movimentos semelhantes na América. Como vimos na aula anterior, a colonização das 13 colônias pela Inglaterra iniciou-se em 1607, na região da Virgínia, assumindo três formas diferentes: • concessão de terras às companhias de comércio para exploração e implantação de colônias; • doação real a famílias nobres ou da alta burguesia; • colonização por grupos puritanos (calvinistas), que ali procuravam criar uma nova sociedade. Com este amplo movimento em três vias, milhares de colonos se instalarim no continente durante o século XVII, tomando no processo as terras que anteriormente pertenciam aos ha- bitantes indígenas originais. Contudo, os próprios processos de colonização diferenciariam bastante a região ao Norte da região ao Sul. As colônias do Sul foram, de início, habitadas majoritariamente por aventureiros em busca de riqueza rápida. Em 1649, com a deposição e execução do rei Carlos I de Inglaterra na se- quência da Guerra Civil Inglesa e proclamação da República sob Oliver Cromwell, antigos de- fensores da monarquia foram para estas terras, onde seriam grandes proprietários de terras e escravos. Isto gerou uma sociedade altamente hierarquizada, rural e conservadora. Já as colônias do Norte, por sua vez, se tornariam abrigo daqueles que fugiam de perse- guições religiosas, que organizariam uma sociedade mais igualitária, que tinha a educação como prioridade. Além disso, a própria natureza da chegada de tais colonos às novas terras tornaria sua sociedade particularmente independente da metrópole inglesa, numa tendência que se espalharia para as colônias mais ao Sul. Diferentemente das colônias portuguesas e espanholas do mesmo período, portanto, as 13 colônias contavam com um sistema de auto governabilidade, tendo assim relativa autono- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 71 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos mia política, embora ainda fossem vinculadas às leis inglesas. No século XVIII, contudo, esta autonomia foi progressivamente diminuída com diversas restrições e imposições da metró- pole, que passou, por exemplo, a proibir que as 13 colônias tivessem fábricas que competis- sem com indústrias inglesas, ou exportar sua produção agrícola para qualquer outro país que não fosse a Inglaterra, fazendo a insatisfação dos habitantes crescer gradualmente. Já na década de 1750, o gasto efetuado pela coroa inglesa durante a Guerra dos Sete Anos, contra a França, deixou a Inglaterra em péssima situação financeira. Para se reequi- librar, a metrópole optou por submeter às colônias a mais tributos. Assim, foram aprovados vários novos impostos para produtos de uso diário dos colonos – como açúcar, selo e chá. Essas medidas foram impopulares e logo os primeiros protestos e boicotes contra o go- verno britânico ocorreriam. Além disso, as assembleias coloniais passaram a questionar o próprio direito do governo inglês de tributar os habitantes, uma vez que as 13 Colônias não tinham representação qualquer no Parlamento. Como resultado da movimentação dos colo- nos, a metrópole acabou por suspender todas as novas taxas, menos o imposto sobre o chá. Tendo isso em vista, os colonos passaram a adquirir o chá livre de impostos dos Países Baixos, mas as tensões sobre o que viam como um tributo indevido apenas continuaram a crescer. Em 1773, depois que um carregamento de chá da Companhia Britânica das Índias Ocidentais foi atacado por colonos disfarçados de indígenas, que atiraram todo o conteúdo ao mar na chamada Festa do Chá, o Parlamento inglês ocupou militarmente a cidade de Bos- ton e restringiu os poderes da Assembleia local. Essas medidas ficariam em breve conhecidas como Leis Intoleráveis. Em setembro do ano seguinte, representantes de todas as colônias se reuniram no Pri- meiro Congresso Continental e conceberam uma petição pedindo o fim de tais medidas, que enviaram ao rei George III. A revogação, contudo, não ocorreu e, algumas semanas antes do Segundo Congresso Continental, tropas britânicas entraram em confronto com grupos de colonos armados, fazendo o rompimento inevitável e a criação de um Exército Continental Americano, liderado pelo coronel George Washington. A guerra propriamente dita, contudo, só estouraria em 4 de julho de 1776, depois da entre- ga da Declaração de Independência e a criação oficial dos Estados Unidos da América. Para convencer habitantes ainda indecisos, uma obra fundamental seria Senso Comum, de autoria do inglês Thomas Paine (1737-1809). Fortemente inspirado pelos ideais iluministas, Paine defenderia com hábeis palavras a necessidade de se separar de um governo déspota, que apenas explorava e prejudicava as 13 Colônias. A guerra contra a antiga metrópole duraria até 1781, quando os colonos, apoiados por Fran- ça, Países Baixos e Espanha, derrotaram definitivamente os ingleses na batalha de Yorktown. Com o fim da guerra, os ingleses assinaram o Tratado de Paris em 1783, no qual reconhe- ceram a independência de sua ex-colônia. A partir da independência, as Treze Colônias ado- taram um modelo republicano e um sistema federalista que garantia a aplicação de autono- mia para os estados. O nome adotado para a nova nação foi o de Estados Unidos da América. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 72 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA DanielVasconcellos A primeira Constituição do novo país, com fortes influências iluministas, foi promulga- da em 1788. 025. (ESPCEX/CADETE DE EXÉRCITO/2016) Em 1781, o general inglês Cornwallis rendeu-se aos revoltosos norte-americanos, na batalha de Yorktown, dando início às negociações que levaram a Inglaterra a reconhecer os Estados Unidos da América como nação livre. Na formação desse novo estado pode-se destacar a) um poder central forte e nenhuma autonomia política e administrativa aos estados membros. b) a adoção do sistema parlamentarista. c) a participação política dos indígenas e negros. d) um poder central muito fraco e estados membros com muita autonomia política e admi- nistrativa. e) a formação de um estado com base em ideias oriundas do Iluminismo. A Revolução Americana foi um movimento de caráter separatista que, como vimos, teve a sua influência baseada no Iluminismo. Dessa forma, deve-se marcar a letra “e” como alternativa correta, uma vez que o Iluminismo, em voga na Europa, defendia a primazia do direito, consoli- dado na Liberdade política manifesta no sistema representativo presidencialista e federativo. Letra e. 3.9. A reVolução frAncesA Querido(a), para entender a série de eventos que levou à Revolução Francesa em 1789, é fundamental ter em mente o processo geral europeu de transformação das antigas monar- quias feudais em Estados absolutistas, que ganhou sua mais famosa expressão neste reino. Como vimos, durante o século XVIII, o Iluminismo se propagou entre os burgueses e pro- pulsionou o início da Revolução Francesa. Este movimento intelectual destinava duras críticas às práticas econômicas mercantilistas, ao absolutismo, e aos direitos concedidos ao clero. A partir do reinado do primeiro monarca da dinastia dos Bourbon, Henrique IV (1553- 1610), os soberanos franceses habituaram-se a não convocar os Estados Gerais e deixar de lado os grandes senhores, preferindo nomear ministros burgueses para os cargos mais im- portantes do governo. No reinado do filho de Henrique IV, Luís XIII (1601-43), o soberano passaria a ser encarado como representante da vontade divina para o reino, sendo único intérprete dos interesses de Estado e, logo, principal símbolo da manutenção da ordem e da prosperidade da nação. Mas foi com o filho de Luís XIII, Luís XIV (1638-1715) – o Rei Sol – que o absolutismo francês O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 73 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos assumiu sua forma máxima de expressão. Nas últimas décadas do século XVIII, o tataraneto de Luís XIV, Luís XVI (1754-93) ainda reinaria nos mesmos moldes ideológicos estabelecidos pelos seus ancestrais. A situação de França, no entanto, era agora crítica no plano político-econômico. Contando com cerca de 25 milhões de habitantes, a sociedade era altamente estratificada. O topo da pi- râmide era ocupado por cerca de 120 mil pessoas que detinham cargos na Igreja, possuidoras de 10% das terras do reino. O chamado primeiro estado era isento de impostos, serviço militar e até mesmo julgamento em tribunais comuns. Já o segundo estado era composto por cerca de 400 mil nobres, a maioria dos quais vivia em seus próprios castelos ou na corte real em Versalhes. Eles também não pagavam im- postos, sendo sustentados pelo trabalho de 98% da população – que consistia, portanto, no terceiro estado, formado por mais de 24 milhões de pessoas de diversos setores sociais, in- cluindo a mais miserável parcela da população: os camponeses. Na época de Luís XVI, cerca de 80% da renda destes era destinada ao pagamento de impostos. Apoiado em tal frágil estrutura, o reino francês afundou com facilidade numa crise eco- nômica ocasionada principalmente pelos gastos com as intervenções militares em conflitos externos. Em 1785, uma forte seca quase acabou com o rebanho bovino, e, em 1788, péssi- mos resultados na safra agrícola elevaram brutalmente os preços dos alimentos, fazendo a fome se alastrar. Aos milhares, os pedintes passaram a vagar pelo país e alguns começaram a roubar e destruir castelos, muitas vezes assassinando seus proprietários. Muitos culpavam a nobreza pela miséria em que o reino se encontrava. Na capital, Paris, operários e artesãos começaram a fazer greves e desempregados saqueavam lojas. Manifestações contra a política econômi- ca tornaram-se comuns. Em 1789, para solucionar o grave déficit das contas públicas, o ministro de Finanças, Jacques Necker, propôs que o clero e a nobreza passassem a pagar impostos. A ideia foi re- jeitada. Pouco depois, com o agravamento da crise, Luís XVI convocou os chamados Estados Gerais pela primeira vez em quase 200 anos para discutir soluções. Nesta série de reuniões, cada estado tinha um voto em cada matéria discutida. Como seus interesses eram bastante similares, clero e nobreza tendiam a votar juntos, invariavelmente ganhando todas as votações. No dia da abertura dos Estados Gerais de 1789, porém, o tercei- ro estado pediu que a contagem de votos passasse a ser feita por cada deputado individual. 3.9.1. Assembleia Nacional Constituinte Após um mês de impasse sobre a questão, o terceiro estado se retirou para uma sala se- parada, se autoproclamando em 9 de julho como a Assembleia Nacional Constituinte. Inca- paz de dissolver a reunião independente do terceiro estado, o rei ordenou que os outros dois O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 74 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos estados se unissem a ele. Enquanto isso, contudo, ele convocou o Exército para sufocar o que via como uma sedição. Quando a notícia da traição de Luís XVI se espalhou, grande parte da população se revol- tou. Em 14 de julho, uma multidão invadiu os arsenais do governo e se apoderou de cerca de 30 mil mosquetes, rumando depois até a Bastilha, antiga fortaleza onde o governo encarcera- va os opositores, e tomou-a após algumas horas de combate. Embora estivesse praticamente desativada na ocasião, ela constituía um dos maiores símbolos do absolutismo, e, sua queda, costuma ser tratada com o marco zero da Revolução Francesa. Nos dois anos que se seguiriam, Luís XVI e sua família permaneceram confinados em um palácio em Paris. Neste período, aconteceu a promulgação da primeira Constituição da Fran- ça, em 1791. Para fins de estudo dividimos a Revolução Francesa em três fases: • Primeira fase (1789-1792): Monarquia Constitucional; • Segunda fase (1792-1794): Convenção – 1792/1793 e Terror; • Terceira fase (1794-1799): Diretório. 3.9.2. Monarquia Constitucional A Carta Magna francesa estabelecia a divisão entre os três poderes do Estado e definia a monarquia constitucional como forma de governo. O rei seria o chefe do Executivo, tendo a prerrogativa para vetar leis, mas seu poder ainda estaria limitado pelas normas constitucionais. O voto para eleger aqueles que seriam os 745 membros do Legislativo, porém, seria censitário – o que significava que apenas uma pequena parcela da população poderia votar. No dia 26 de agosto de 1789 foi aprovada pela Assembleia a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Esta Declaração assegurava os princípios da liberdade, da igualdade, da fraternidade (“Li- berté, égalité, fraternité” – lema da Revolução), além do direito à propriedade. A recusa do rei Luís XVI em aprovar a Declaração provoca novas manifestações popula- res. Os bensdo clero foram confiscados e muitos padres e nobres fugiram para outros países. A instabilidade na França era grande. Em junho de 1791 ocorreria uma tentativa de fuga da família real para a Áustria, terra de nascimento da rainha Maria Antonieta. Detidos a poucos quilômetros da fronteira, eles seriam reconduzidos para o palácio parisiense, apenas para serem presos pouco depois sob a acu- sação de conspiração contra o Estado. A Constituição ficou pronta em setembro de 1791. Dentre os muitos artigos pode- mos destacar: • o governo foi transformado em monarquia constitucional; • o poder executivo caberia ao rei, limitado pelo legislativo, constituído pela Assembleia; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 75 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos • os deputados teriam mandato de dois anos; • o voto não teria caráter universal: só seria eleitor quem tivesse uma renda mínima (voto censitário); • suprimiu-se os privilégios e as antigas ordens sociais; • confirmou-se a abolição da servidão e a nacionalização dos bens eclesiásticos; • manteve-se a escravidão nas colônias. Com a prisão do rei, o governo passou para as mãos do chamado Conselho Executivo Provisório, liderado pelo advogado George-Jacques Danton. A Assembleia Nacional foi dis- solvida e substituída pela Convenção Nacional, cujo controle era disputado pelos jacobinos – defensores da República e representantes da pequena e média burguesia – e pelos girondi- nos – políticos moderados que procuravam negociar com a monarquia. Em 22 de setembro, foi proclamada a República e, em 21 de janeiro do ano seguinte, Luís XVI foi executado na guilhotina. 3.9.3. Convenção – 1792/1793 e Terror Internamente, a crise começava a provocar divisão entre os próprios revolucionários: • Os girondinos – representantes da alta burguesia, defendiam posições moderadas. • Os jacobinos – representantes da média e da pequena burguesia, constituía o partido mais radical, sob a liderança de Maximilien Robespierre. Foi assim instalada a ditadura jacobina que introduziu novidades na Constituição como: • Voto universal e não censitário; • fim da escravidão na colônias; • congelamento de preços de produtos básicos como o trigo; • instituição do Tribunal Revolucionário para julgar os inimigos da Revolução. Nessa altura, foram ordenadas a morte, pela guilhotina, de várias pessoas que eram con- tra a revolução. As execuções tornaram-se um espetáculo popular, pois aconteciam diversas vezes ao dia num ato público. O próprio rei Luís XVI foi morto desta forma em 1793. Meses depois a rainha Maria An- tonieta também foi guilhotinada. Essa fase, entre 1793 e 1794, é conhecida como “O Terror”. A Lei dos Suspeitos aprovava a prisão e a morte cruel dos anti-revolucionários. Nessa mesma altura, as igrejas eram encerradas e os religiosos obrigados a deixar seus conventos. Aqueles que recusavam eram executados. Além da guilhotina, os suspeitos eram afogados no rio Loire. Em abril de 1793, foi criado o Comitê de Salvação Pública, que convocaria cerca de 300 mil homens para a guerra. Além disso, foi criado o Tribunal Revolucionário, que julgaria diver- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 76 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos sos suspeitos de traição. Era o início da época do chamado Terror, que até 1794 executaria cerca de 35 mil pessoas, entre elas a antiga rainha Maria Antonieta e o próprio George-Jac- ques Danton. Para os ditadores, essas execuções eram uma forma justa de acabar com os inimigos. Essa atitude causava terror na população francesa que se voltou contra Robespierre e o acu- sou de tirania. Nessa sequência, após ser detido, também Robespierre foi executado na ocasião que fi- cou conhecida como “Golpe do 9 Termidor”, em 1794. 3.9.4. Diretório (1794-1799) A fase do Diretório dura cinco anos de 1794-1799 e se caracteriza pela ascensão da alta burguesia, os girondinos, ao poder. Recebe este nome, pois eram cinco diretores que gover- navam a França neste momento. Inimigos dos jacobinos, seu primeiro ato é revogar todas as medidas que eles haviam feito durante sua legislação. No entanto, a situação era delicada. Os girondinos atraíram a antipa- tia da população ao revogar o congelamento de preços, por exemplo. Vários países europeus como a Inglaterra e o Império Austríaco ameaçavam invadir a França a fim de conter os ideais revolucionários. Por fim, a própria nobreza e a família real no exílio, buscavam organizar-se para restaurar o trono. Diante desta situação, o Diretório recorre ao Exército, na figura do jovem e brilhante general Napoleão Bonaparte para conter os ânimos dos inimigos. Desta maneira, Bonaparte dá um golpe (o 18 Brumário) em que instaura o Consulado, um governo mais centralizado que traria paz ao país por alguns anos. Chegava ao fim o processo da Revolução Francesa para dar início ao que os historiadores convencio- naram chamar de Era Napoleônica. 026. (AMEOSC/PREFEITURA DE ITAPIRANGA-SC/PROFESSOR DE HISTÓRIA/2021) De acordo com os historiadores especializados, são causas da Revolução Francesa, EXCETO: a) A monarquia francesa não mais vista pela população como proveniente de uma esco- lha divina. b) O clero estava insatisfeito com a perda gradual de terras. c) A burguesia se ressentia de sua exclusão do poder político e de posições de honra. d) A difusão das ideias dos filósofos iluministas. O clero não perdera terras para a monarquia francesa ou para a burguesia. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 77 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Prezado(a) aluno(a), chegamos ao final de mais uma parte teórica. Na sequência, estude o resumo e os mapas mentais. Faça os exercícios com muito cuidado, sem pressa. Qualquer dúvida, só chamar no fórum, ok? Ah, não se esqueça de avaliar a aula! Até a próxima! Grande abraço. Professor Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 78 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos RESUMO Império Carolíngio: • Carlos Magno • Educação: escolas monacais, catedrais e palatinas. Feudalismo: • Sistema econômico: subsistência, amonetária, rural, sem comércio. • Servidão por contrato. • Nobreza, Clero, Camponeses. • Tributos Feudais. • Vassalagem. Igreja: • Maior proprietária de terras da Europa. • Poder político. • Perseguição contra heresias: Tribunal do Santo Ofício (Inquisição), Indéx. • Controle ideológico da população. • Unidade cultural europeia. Reinos Cristãos da Península Ibérica: • Navarra, Leão, Castela e Aragão. Portugal e Espanha surgiram da unificação dos reinos da Península Ibérica contra a invasão dos muçulmanos. Cruzadas: • Expedições para retomar Jerusalém dos infiéis (muçulmanos) •Pressão demográfica europeia. • Necessidade de novas terras. Herança Cultural Medieval: • Filosofia: Patrística e Escolástica. • Igreja Católica: preservou livros antigos, arquitetura românica e gótica. • Literatura: Trovadorismo e Humanismo. • Educação: Escolas paroquiais, Escolas monásticas, Escolas palatinas, Universidades. Os reinos africanos no século V ao XV: • Império do Gana – 700 até 1250. • Império do Mali – 1230 até 1670. • Império de Oyo (Iorubás) – 1300 até 1835. • Império Songai – 1460 até 1591. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 79 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Renascimento cultural: • Itália: Berço do Renascimento. • Mecenato. • Cultura urbana e comercial. • Valores greco-romanos. • Arte, literatura. Reformas Religiosas: • Luterana: Martinho Lutero, Alemanha. A fé é o meio de salvação. • Calvinista: João Calvino, Suíça. O trabalho leva a salvação. Predestinação Divina. • Anglicana: Henrique VIII, Inglaterra. Embate com a Igreja Católica em virtude da inten- ção de se casar. Aproveitou da situação para tomar as terras e a estrutura da Igreja na Inglaterra. • Contrarreforma: Reação da Igreja Católica contra as reformas religiosas. Expansão ultramarina e a colonização: • Pioneirismo Português: posição geográfica, primeiro Estado-Nação, centralização po- lítica. • Colonização espanhola: encomenda, mita, criollos, vice-reinos. Formação dos Estados Nação: • Portugal e Espanha: Surgiram da unificação dos reinos da Península Ibérica contra a invasão dos muçulmanos. • França: Joana D’Arc. Centralização nas guerras contra a Inglaterra. Luis XIV, símbolo do absolutismo francês. O absolutismo e o antigo regime: • Absolutismo: poder centralizado no rei. • Teóricos do Absolutismo. • Mercantilismo: sistema econômico do absolutismo. As revoluções inglesas: • Parlamento x Absolutismo. • Revolução Puritana: Oliver Cromwell: Atos de Navegação. • Revolução Gloriosa: Guilherme de Orange: Monarquia Constitucional. Iluminismo – luzes da razão: • Inglaterra, Holanda, França. • Liberdade, igualdade, fraternidade. • Economistas: Adam Smith, Quesnay. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 80 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos • Filósofos: Descartes, John Locke, Montesquieu, Voltaire, Rousseau. • Críticas: absolutismo, mercantilismo, privilégios de classe. • Defesa: liberalismo, estado de direito, racionalismo. Revolução Industrial: • Berço: Inglaterra. • Cercamentos: expulsão dos camponeses do campo: Mão de obra, matéria prima. • Inovações tecnológicas. • Exploração do proletariado. • Estados Unidos: fordismo: Racionalização da produção. Independência dos Estados Unidos: • Inglaterra aumentou impostos: crise da Guerra dos 7 anos. • Leis intoleráveis. • Segundo Congresso Continental: Declaração de Independência. • Tratado de Paris 1783. Inglaterra reconhece a independência. A revolução francesa: • Crise: Gastos da corte, gastos com guerras, crise agrícola. • Tomada de Bastilha. • Assembleia Constituinte. • Monarquia Constitucional: Declaração dos Direitos do Homem. • Convenção Nacional e o Terror. • Diretório. • Consulado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 81 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos MAPAS MENTAIS Tributos Feudais Corveia Dias de trabalho do camponês no manso senhorial (terras do senhor) Tostão de Pedro 10% da produção camponesa para a Igreja. Banalidade Taxa pela utilização das instalações do feudo (moinho, ferramentas) Talha Cerca de metade da produção para o Senhor Feudal. Captação Taxa relativa ao número de pessoas no manso servil. Formariage Núpcias. Primeira noite, após o casamento, da camponesa com o Senhor Feudal. Mão-Morta Pagamento de taxa para permanecer no feudo da família servil, em caso do falecimento do pai ou da família. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 82 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 83 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 84 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 85 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 86 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos QUESTÕES COMENTADAS EM AULA 001. (FUNDATEC/PREFEITURA DE VACARIA-RS/PROFESSOR DE ENSINO FUNDAMENTAL/ ANOS FINAIS/HISTÓRIA/2021) Ao reunir com a turma do oitavo ano de ensino fundamental, o professor regente da turma foi indagado com o seguinte questionamento: “Professor! Por que o período da Idade Média tem esse nome e não outro?”. Considerando o questionamento do aluno e a historiografia sobre o assunto, assinale a alternativa correta. a) É algo para representar o que está no meio, sendo assim, o período da Idade Média repre- senta a metade da história da humanidade. b) Representa um contexto histórico de aproximadamente 1000 anos, sendo a metade do re- ferencial de 2000 mil anos; base temporal determinada pelos historiadores para representar um arcabouço histórico de mudanças culturais. c) Tem a ver com a chegada de Jesus, ou seja, a metade de um contexto histórico em que houve a separação da igreja de Roma com o Império Bizantino. d) É uma questão historiográfica “didática” e tem esse nome por estar entre a idade antiga e a idade moderna, formando um período de aproximadamente1000 anos, chegando até a to- mada de Constantinopla pelos Turco-Otomanos. e) O professor afirmou que a historiografia é dialética e didática, razões que possibilitam aos historiadores darem nomes “às coisas”; sendo assim, o nome “idade Média” é uma mera coin- cidência que não tem relação com a etimologia da palavra. 002. (FEPESE/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ-SC/PROFESSOR DE HISTÓRIA/EDITAL 007/2021) Leia com atenção o texto abaixo: O conceito de história medieval deriva da doutrina cristã sobre.....(1)....., a graça e a criação. O método historiográfico mais utilizado foi a narração e o seu principal objetivo o repasse de informações para os tempos futuros. O processo histórico representa a execução.....(2)..... e não envolve as intenções humanas. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas numeradas do texto. a) (1) o amor – (2) dos esforços coletivos b) (1) a redenção – (2) dos deveres cristãos c) (1) a salvação – (2) das orientações de Cristo d) (1) o pecado original – (2) dos desígnios divinos e) (1) a misericórdia – (2) da missão evangelizadora 003. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) A Antiguidade Clássica (greco-romana) lançou as bases do que se entende por Civilização Contemporânea. Nos mil anos do que se convencionou chamar de Idade Média (séculos V- XV), formou-se a Europa moderna. Considerando essas informações como referência inicial, julgue o item. O feudalismo foi o sistema predominante na Europa medieval, caracterizado pela produção agrícola em larga escala, pela mão de obra escrava e pela economia monetária. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 87 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 004. (OMNI/PREFEITURA DE SERTÃOZINHO-SP/PEB II/HISTÓRIA/2021) No Natal de 800, Car- los Magno foi coroado imperador na basílica de São Pedro. Já senhor de um extenso território, tal ato consolidou sua relação com a Igreja Católica, com o intuito de dar unidade à Europa Cristã, fragmentada desde a desagregação do Império do ocidente, em 476. A política de vassalagem foi essencial para o sucesso do Império carolíngio, embora tenha sido, em certa medida, responsável pelo seu fim. Isso se explica pelo seguinte fato: a) embora Carlos Magno tenha mantido uma política de conquistas territoriais que contribu- íssem para a manutenção desse sistema, seu filho, Luís, o Pio, apostou na expansão cristã por meio de missões religiosas, sendo necessário remunerar os vassalos com suas próprias terras, esgotando a fortuna fundiária carolíngia. b) os vassalos do imperador, contrários à sua religiosidade cristã, que contrastava com a tra- dição germânica, promoveram uma série de rebeliões que tornaram insustentável a unidade do Império. c) o Império não conseguira expressar politicamente sua unidade religiosa, o que desagradou os líderes da Igreja, fazendo com que retirassem seu apoio ao imperador. d) a principal característica da vassalagem foi a total autonomia que condes, duques e mar- queses possuíam, o que fez, com o passar dos anos, aumentar o seu poder regional, diminuin- do proporcionalmente o do poder central. 005. (FGV/VESTIBULAR/2015) Analise o mapa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 88 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Considerando-se as informações do mapa e o processo histórico europeu do século XIV, é correto afirmar que a) as rotas comerciais terrestres do leste da Europa em direção ao Oriente são mais nume- rosas e, portanto, tornam essa região a mais rica do continente na Alta Idade Média, pelo aumento demográfico e pela expansão da agricultura. b) as rotas comerciais, no mar Mediterrâneo, só enriquecem as cidades italianas e as cidades do norte da África, já que as transações são dificultadas pelas diferentes moedas e pela au- sência de meios de troca, caso das cartas de crédito. c) o comércio se expande com o crescimento da população e da agricultura, o que desenvolve as feiras e as cidades na Idade Moderna, especialmente no norte da África, pela facilidade dos cheques, das letras de câmbio e do crédito. d) as cidades da Liga Hanseática, entre o mar do Norte e o mar Báltico, aumentam a circula- ção de mercadorias gerada pela redução tributária, porém trazem o seu isolamento em rela- ção ao restante dos mercados e feiras. e) os três principais focos europeus de comércio na Baixa Idade Média são as cidades italia- nas no Mediterrâneo, as feiras na região de Champagne e a Liga Hanseática no mar do Norte e no Báltico, que mantêm comunicações entre si. 006. (FGV/PREFEITURA DE SALVADOR-BA/PROFESSOR/HISTÓRIA/2019) O estudo a seguir, feito por Leonardo da Vinci (1452-1519), mostra um feto humano dentro do útero. da VINCI, Leonardo (1452-1519), Tratado sobre a pintura, século XVI. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 89 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Sobre o desenvolvimento do desenho anatômico, durante o Renascimento, é correto afirmar que Leonardo da Vinci a) elaborou um método preciso de representação e descrição da realidade, partindo da obser- vação empírica. b) privilegiava o aspecto figurativo e a beleza do traço mais do que a fidedignidade das re- presentações. c) desenvolveu uma técnica idealista, condenada pelas universidades de medicina. d) valeu-se dos modelos árabes, presentes na Europa após a queda de Constantinopla. e) seguia as normas religiosas que padronizavam a representação visual da experiência. 007. (FGV/SEDUC-AM/PROFESSOR/HISTÓRIA/2014) O período de apogeu e crise do feuda- lismo, na Baixa Idade Média, foi marcado por um conjunto de transformações As opções a seguir descrevem corretamente algumas destas transformações, à exce- ção de uma. Assinale-a. a) O crescimento da produção artesanal associada ao setor têxtil lanífero, em centros dinâmi- cos ao redor do mar Mediterrâneo. b) A prática de atividades bancárias se apoiou nas trocas monetárias, na concessão de crédi- tos, e em depósitos remunerados com juros. c) A expansão das feiras comerciais atraíam negociantes de várias partes da Europa, os quais utilizavam salvo-condutos concedidos por senhores locais. d) O desenvolvimento da atividade comercial no eixo mar do Norte e mar Báltico, era domina- do por mercadores alemães. e) O aumento da produtividade agrícola foi possível pelo desbravamento de florestas, pelo uso sistemático da rotação trienal, da charrua e de moinhos de água e de vento. 008. (CESPE/CEBRASPE/SEDUC-AL/PROFESSOR/HISTÓRIA/2021) No que diz respeito aos reinos africanos entre os séculos V e XV, julgue o item a seguir. O Reino de Gana, que foi um dos mais ricos da África, teve parte importante da sua riqueza proveniente da exploração de ricas jazidas auríferas. 009. (CESPE/CEBRASPE/SEDUC-AL/PROFESSOR/HISTÓRIA/2021) No que diz respeito aos reinos africanos entre os séculos V e XV, julgue o item a seguir. O Império do Mali teve profundos contatos com o mundo árabe, sendo um dos reinos mais ricos e poderosos do continente africano. 010. (CESPE/CEBRASPE/SEDUC-AL/PROFESSOR/HISTÓRIA/2021) No que diz respeito aos reinosafricanos entre os séculos V e XV, julgue o item a seguir. O comércio transaariano foi de extrema importância para a riqueza de vários reinos africanos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 90 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 011. (FUNDATEC/PREFEITURA DE IVOTI-RS/PROFESSOR/HISTÓRIA/2021) O professor de história, em sala de aula, tem como missão apresentar e desmistificar conceitos. Sendo as- sim, é natural as expressões históricas carregadas de significado e historicidade. Portanto, com base nesse arcabouço interpretativo, assinale a alternativa que representa a designação de idade moderna, considerando as historiografias históricas. a) É uma designação pejorativa, pois surgiu no século XV para evidenciar uma solução mer- cadológica, tendo como principal mentor o sociólogo Max Weber. b) A Idade Moderna se configura ao final da Idade Contemporânea, no qual há um rompimento do capitalismo, propiciando o surgimento do que hoje conhecemos como neoliberalismo. c) É uma designação conceitual, surgida nos séculos XV e XV, em função das transformações sociais ocorridas na Europa Ocidental, especialmente com as conquistas de novas tecnolo- gias e nova relação com a ciência marítima. A gênese se configura com a conquista de Cons- tantinopla pelos otomanos, tendo seu final com a tomada da bastilha em 1789. d) Moderno, na historiográfica, é sempre o tempo atual, porém essa nomenclatura se efetivou com a Revolução Francesa, em 1789, a qual foi marcada pelas profundas transformações da sociedade e por amplitude de conflitos mundiais. e) Modernidade, na historiografia, é eliminar as estruturas hierarquias e não se fixar a um sistema, ou carreira que proporciona insatisfação. Em outras palavras, significa não retornar ao passado, não retornar ao básico, gerando uma outra experiência e perspectivas de valores. 012. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) A Antiguidade Clássica (greco-romana) lançou as bases do que se entende por Civilização Contemporânea. Nos mil anos do que se convencionou chamar de Idade Média (séculos V- XV), formou-se a Europa moderna. Considerando essas informações como referência inicial, julgue o item. Muito antes de Portugal, a Espanha se unificou politicamente, fato que lhe permitiu ser pionei- ra nas Grandes Navegações. 013. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) A Antiguidade Clássica (greco-romana) lançou as bases do que se entende por Civilização Contemporânea. Nos mil anos do que se convencionou chamar de Idade Média (séculos V- XV), formou-se a Europa moderna. Considerando essas informações como referência inicial, julgue o item. O breve domínio árabe na Península Ibérica impediu que Portugal e Espanha se tornassem Estados nacionais. 014. (FGV/VESTIBULAR/MATEMÁTICA, BIOLOGIA, HISTÓRIA E GEOGRAFIA/2017) Perante esta sociedade, a Burguesia está longe de assumir uma atitude revolucionária. Não protesta nem contra a autoridade dos príncipes territoriais, nem contra os privilégios da nobreza, nem, principalmente, contra a Igreja. (...) A única coisa de que trata é a conquista do seu lugar. As O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 91 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos suas reivindicações não excedem os limites das necessidades mais indispensáveis. Henri Pirenne. História econômica e social da Idade Média, 1978. Segundo o texto, é correto afirmar que a) a burguesia, nascida da própria sociedade medieval, nela não tem lugar; para conquistá-lo, suas reivindicações são a liberdade de ir e vir, elaborar contratos, dispor de seus bens, fazer comércio, liberdade administrativa das cidades, ou seja, não tem o objetivo de destruir a no- breza e o clero. b) os burgueses, enriquecidos pelo comércio, reivindicam privilégios semelhantes aos da no- breza e do clero na sociedade moderna; acentuadamente revolucionários, os seus interesses significam título, terras e servos para garantirem um lugar compatível com sua riqueza. c) o território da burguesia é o solo urbano, a cidade como sinônimo de liberdade, protegida da exploração da nobreza e do clero; para isso, cria o direito urbano, isto é, leis para o comércio, a justiça e a administração que, de forma revolucionária, asseguram-lhe um lugar na socie- dade moderna. d) a sociedade medieval tem um lugar específico para os burgueses, pois as liberdades, as leis, a justiça e a administração estão em suas mãos; tal situação tem o objetivo de brecar o poder político e econômico dos nobres e da Igreja, fortalecidos pela expansão da servidão e pelo declínio do comércio. e) com exigências revolucionárias, como liberdade comercial, jurídica e territorial, a burguesia, cada vez mais rica, visa destruir a sociedade medieval; esta, por sua vez, barra a ascensão econômica e política da burguesia, ao fortalecer a servidão no campo e impedir as transações comerciais na cidade. 015. (OMNI/PREFEITURA DE SERTÃOZINHO-SP/PEB II/HISTÓRIA/2021) Leia o trecho que se segue a respeito da Reforma Protestante: “Coube a Martinho Lutero falar por essa Alemanha dividida: ‘nenhuma nação é mais desvalorizada que a alemã. A Itália nos chama de bestas, França e Inglaterra troçam de nós, assim como os demais!’, bradava.” Embora tenha se inicia- do por um caráter estritamente teológico, a Reforma promovida por Martinho Lutero, a partir de 1517, só obteve seu rápido sucesso pois: a) ao contrário dos demais Estados Nacionais que surgiam na Europa, a Alemanha de Lutero encontrava-se dividida em um império sem unidade, fazendo com que os príncipes das várias regiões da Alemanha enxergassem em Lutero o ponto de unificação que convergiria com seus interesses políticos e econômicos. b) a maior parte dos países católicos não estavam satisfeitos com a constante intervenção do papado em seus respectivos governos, vislumbrando no discurso de Lutero a possibilidade de alcançarem maior autonomia política e religiosa. c) obteve apoio da Igreja Católica, que via na sutileza e jovialidade da pregação luterana uma forma de alcançar povos não cristãos, sobretudo judeus e árabes. d) o discurso luterano não atacava as principais bases do catolicismo, o que não resultou em uma repulsa contundente por parte do papado, sendo, pelo contrário, assimilado como mais um conjunto de doutrinas da Igreja. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 92 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 016. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) A Antiguidade Clássica (greco-romana) lançou as bases do que se entende por Civilização Contemporânea. Nos mil anos do que se convencionou chamar de Idade Média (séculos V- XV), formou-se a Europa moderna. Considerando essas informações como referência inicial, julgue o item. A Reforma Protestante, ocorrida na Alta Idade Média, consolidou a unidade cristã vigente na Europa. 017. (OMNI/PREFEITURA DE SERTÃOZINHO-SP/PEB II/HISTÓRIA/2021) A Reforma Católica ou Contrarreforma foi um movimento que, antes de ser uma resposta aos ideais teológicos luteranos, buscava atender aosanseios de clérigos da própria Igreja, que propugnavam por mudanças antes mesmo dos reformadores protestantes. Buscando revisar algumas questões doutrinárias e morais, ao mesmo tempo em que reafirmava outras, a Igreja de Roma procurou fortalecer a autoridade da eclesiástica e coibir seus excessos, sobretudo os denunciados por Lutero. Para tanto, uma série de reuniões aconteceram, a partir de 1545, em espécies de as- sembleias que ficaram conhecidas como: a) O Concílio de Niceia. b) O Concílio de Latrão. c) Concílio de Hipona. d) Concílio de Trento. 018. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) O Brasil foi colonizado por Portugal no contexto do mercantilismo europeu da Idade Moderna. A colonização das Américas significou a subjugação da população originária (indígena) e a escravidão de povos oriundos da África. As independências latino-americanas ocorreram no cenário histórico da onda revolucionária que, iniciada na América do Norte, varreu boa parte da Europa, entre fins do século XVIII e primeira metade do XIX. Tendo o texto acima apenas como referência inicial, julgue o item. A chegada dos europeus ao território que seria denominado América integrou o processo de expansão comercial e marítima europeia dos séculos XV e XVI, que se prolonga na Ida- de Moderna. 019. (FGV/SEDUC-AM/PROFESSOR/HISTÓRIA/2014) A historiografia utiliza a expressão “pioneirismo ibérico” para indicar a liderança de Portugal e Espanha na expansão ultramarina nos séculos XV e XVI. Com relação ao processo de expansão marítima português, analise as afirmativas a seguir. I – Dentre as especialidades da arte náutica os portugueses ganharam reconhecimento pela cartografia e pela técnica de construção e navegação de caravelas, que transformou Portugal em um centro de referência. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 93 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos II – A presença portuguesa no Oriente foi garantida graças a guerras travadas com os árabes, que controlavam o tráfego no Índico Ocidental, de que é exemplo a ocupação de Goa. III – A conquista da ilha da Madeira é o marco inicial da expansão marítima portuguesa, tor- nando efetivo o modelo de colonização baseado na exploração da agromanufatura do açúcar. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente a afirmativa III estiver correta. d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 020. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) O Brasil foi colonizado por Portugal no contexto do mercantilismo europeu da Idade Moderna. A colonização das Américas significou a subjugação da população originária (indígena) e a escravidão de povos oriundos da África. As independências latino-americanas ocorreram no cenário histórico da onda revolucionária que, iniciada na América do Norte, varreu boa parte da Europa, entre fins do século XVIII e primeira metade do XIX. Tendo o texto acima apenas como referência inicial, julgue o item. O mercantilismo, conjunto de práticas econômicas que presidiu em larga medida a explora- ção da América, fundamentava-se na balança de comércio favorável e na noção de riqueza nacional centrada na acumulação de metais preciosos. 021. (ESPCEX/CADETE DO EXÉRCITO/2º DIA/2019) Assim como os fenômenos físicos – di- ziam os iluministas –, as relações entre os indivíduos são regidas pelas leis da natureza. Os pensadores iluministas podem ser divididos em dois grupos: os filósofos e os economistas. Respectivamente, são representantes desses dois grupos: a) Voltaire e Adam Smith. b) Diderot e Montesquieu. c) Piaget e François Quesnay. d) Vincent de Gournay e Voltaire. e) François Quesnay e Sartre. 022. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) O Brasil foi colonizado por Portugal no contexto do mercantilismo europeu da Idade Moderna. A colonização das Américas significou a subjugação da população originária (indígena) e a escravidão de povos oriundos da África. As independências latino-americanas ocorreram no cenário histórico da onda revolucionária que, iniciada na América do Norte, varreu boa parte da Europa, entre fins do século XVIII e primeira metade do XIX. Tendo o texto acima apenas como referência inicial, julgue o item. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 94 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos A “onda revolucionária” a que se refere o texto teve início com a independência das treze co- lônias inglesas da América do Norte (1776) e sua máxima expressão com a Revolução Fran- cesa, iniciada em 1789, com extensão em 1820, 1830 e 1848. 023. (ESPCEX/ALUNO/2006) Durante o governo de Cromwell, a Inglaterra foi adquirindo os contornos de potência mundial que a caracterizariam nos séculos seguintes. Decretaram- -se leis que protegiam os mercadores ingleses e priorizavam o desenvolvimento da indús- tria naval. Esses decretos ficaram conhecidos como: a) Leis do Teste b) Atos de Exclusão c) Éditos de Nantes d) Atos de Navegação e) Atos de Supremacia 024. (ESPCEX/CADETE DE EXÉRCITO/2016) A Revolução Industrial, que teve lugar na Ingla- terra do século XVIII, pode ser definida como uma transformação sem precedentes no modo da produção manufatureiro que trouxe profundas mudanças na estrutura social e econômica da sociedade. Teve papel preponderante na sua ocorrência: a) o Cartismo. b) o Ludismo. c) uma ampla geração de energia elétrica. d) a obtenção de empréstimos financeiros obtidos da França. e) a Revolução Gloriosa que favoreceu o capitalismo. 025. (ESPCEX/CADETE DE EXÉRCITO/2016) Em 1781, o general inglês Cornwallis rendeu-se aos revoltosos norte-americanos, na batalha de Yorktown, dando início às negociações que levaram a Inglaterra a reconhecer os Estados Unidos da América como nação livre. Na formação desse novo estado pode-se destacar a) um poder central forte e nenhuma autonomia política e administrativa aos estados membros. b) a adoção do sistema parlamentarista. c) a participação política dos indígenas e negros. d) um poder central muito fraco e estados membros com muita autonomia política e admi- nistrativa. e) a formação de um estado com base em ideias oriundas do Iluminismo. 026. (AMEOSC/PREFEITURA DE ITAPIRANGA-SC/PROFESSOR DE HISTÓRIA/2021) De acordo com os historiadores especializados, são causas da Revolução Francesa, EXCETO: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 95 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos a) A monarquia francesa não mais vista pela população como proveniente de uma esco- lha divina. b) O clero estava insatisfeito com a perda gradual de terras. c) A burguesia se ressentia de sua exclusão do poder político e de posições de honra. d) A difusão das ideias dos filósofos iluministas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 96 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos QUESTÕES DE CONCURSO 027. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR/HISTÓRIA/2017) África e América foram incorporadas à história ocidental a partir do expansionismo comercial e marítimo europeu do início dos tem- pos modernos. O processo de exploração colonial desses continentes seguiu a lógica econô- mica e política que, na Europa, caracterizava a transição do feudalismo ao capitalismo. Nas palavras de um ex-diretor geral da Unesco, “hoje, torna-se evidente que a herança africana marcou, em maior ou menor grau, dependendo do lugar, os modos de sentir, pensar, sonhar e agir de certas nações do hemisfério ocidental. Do sul dos Estados Unidos ao norte do Brasil, passando pelo Caribe e pela costa do Pacífico, as contribuições culturais herdadas da África são visíveis por toda parte; em certos casos, chegam a constituir os fundamentos essenciais da identidade cultural de alguns segmentos mais importantes da população”. Tendo por referência inicial as informações contidas no texto acima e considerando aspectos significativos do ensino de história, da história da América e de suas identidades, bem como da história africana e de suas relações com o exterior, julgue o item. Um dos graves problemas do ensino de história da África, no Brasil, decorre de uma visão estereotipada, de modo que a recorrente identidade continental – o africano – leva à constru- ção de uma falsa homogeneidade, desconhecendo-se as especificidades das sociedades que habitam o continente. 028. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR/HISTÓRIA/2017) Alguns dos mais importantes funda- mentos da civilização ocidental foram lançados na Antiguidade Clássica (Grécia e Roma). Esse legado apresenta-se em múltiplos aspectos, entre os quais podem ser citados as artes, a filosofia, a política e o direito. Nos mil anos que se seguem à queda de Roma, a Europa se ruraliza, a economia mercantil sofre grande refluxo e verifica-se a ascendência, não apenas religiosa, de uma instituição centralizada e de extrema capilaridade – a Igreja Católica. A Baixa Idade Média anuncia profundas transformações que atingem a culminância no início da Idade Moderna. Entre os séculos XVI e XVIII, o Ocidente se reinventa geográfica, política e culturalmente. Em fins do século XVIII, a partir da Inglaterra, a Revolução Industrial inaugura uma nova era para uma história crescentemente globalizada. Tendo as informações acima como referência inicial, julgue o item, relativo à história do mun- do ocidental. Os últimos séculos da Idade Média foram de profunda transformação: impulsionado pela nascente classe burguesa, o renascimento da vida urbana, do comércio e da economia mo- netária prenunciava o advento de uma nova forma de organização econômica, que viria a ser o capitalismo 029. (QUADRIX/PREFEITURA DE CRISTALINA-GO/PROFESSOR/HISTÓRIA/2018) Sobretudo a partir da Idade Moderna, chegando à contemporaneidade, a história da Europa e da América é indissociável da história da África. Relativamente ao tema, assinale a alternativa correta. 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(FGV/PREFEITURA DE SALVADOR-BA/PROFESSOR/HISTÓRIA/2019) Leia o fragmen- to a seguir. Que obra-prima é o homem! Como é nobre em sua razão! Que capacidade infinita! Como é preciso e bem-feito em forma e movimento! Um anjo na ação! Um deus no entendimento, pa- radigma dos animais, maravilha no mundo. Contudo, para mim, é apenas a quintessência do pó. William Shakespeare, Hamlet. A fala de Hamlet introduz um contraponto ao antropocentrismo renascentista. Assinale a op- ção que apresenta a matriz filosófica desse contraponto. a) Humanismo b) Ceticismo c) Racionalismo d) Teocentrismo e) Niilismo 031. (FGV/SEDUC-AM/PROFESSOR/HISTÓRIA/2014) Com relação às características do es- paço social urbano na Europa medieval nos séculos XII-XIV, assinale V para a afirmativa ver- dadeira e F para a falsa. ( ) � O crescimento das feiras deu aos centros urbanos um grande dinamismo econômico, incrementado pela expansão da economia monetária. ( ) � As ordens mendicantes, envolvidas com a construção de catedrais e monastérios, eram atuantes no espaço urbano, sobretudo os beneditinos e os dominicanos. ( ) � As corporações universitárias representavam, nas cidades, um espaço autônomo de pensamento, opondo-se ao ensino eclesiástico das artes liberais e científicas. As afirmativas são, respectivamente, a) F, V e F. b) F, V e V. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 98 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos c) V, F e F. d) V, V e F. e) F, F e V. 032. (CESPE/CEBRASPE/SEDUC-AL/PROFESSOR/HISTÓRIA/2021) No que diz respeito aos reinos africanos entre os séculos V e XV, julgue o item a seguir. Nesse período, os principais e mais prósperos reinos africanos estavam localizados no Sul da África. 033. (FGV/ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA/VESTIBULAR/2015) A colisão catastrófica dos dois anteriores modos de produção em dissolução, o primitivo e o antigo, veio a resultar na ordem feudal, que se difundiu por toda a Europa. Anderson, P. Passagens da Antiguidade ao Feuda- lismo. Trad. Porto: Afrontamento, 1982, p. 140. O autor refere-se a três tipos de formações econômico-sociais nesse pequeno trecho. A esse respeito é correto afirmar: a) A síntese descrita refere-se à articulação entre o escravismo romano em crise e as forma- ções sociais dos guerreiros germânicos. b) O escravismo predominava entre os povos germânicos e tornou-se um ponto de intersec- ção com a sociedade romana. c) A economia romana, baseada na pequena propriedade familiar, foi transformada a partir das invasões germânicas dos séculos IV a VI. d) Os povos germânicos desenvolveram a propriedade privada e as relações servis que per- mitiram a síntese social com os romanos. e) A transição para o escravismo feudal foi proporcionada pelos conflitos constantes nas fronteiras romanas devido à ofensiva dos magiares. 034. (FGV/ADMINISTRAÇÃO-SP/2014) Ao final da Copa do Mundo de futebol disputada na África do Sul (2010), alguns dos jogadores da seleção da Espanha realizaram a volta olímpica como campeões desfraldando uma bandeira da Catalunha. A respeito da História dessa re- gião, é correto afirmar: a) O reino de Aragão uniu-se ao de Castela com o casamento dos reis católicos, Fernando e Isabel, mantendo-se a autonomia de Aragão e o funcionamento de cortes próprias. b) A região da Catalunha promoveu uma revolução ao final do século XVIII, influenciada pelos acontecimentos transcorridos na Françacom a subida dos jacobinos ao poder. c) Durante a II República, a partir de 1931, a região perdeu sua autonomia e tornou-se uma das bases das legiões falangistas que apoiaram Franco. d) A autonomia e o direito ao ensino da língua catalã e seu emprego na administração pública foram garantidos à Catalunha com o regime franquista, a partir de 1936. e) Com a democratização, em 1975, a região da Catalunha perdeu sua autonomia e isso de- sencadeou o aparecimento de movimentos armados que lutam pela sua independência. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 99 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 035. (FGV/2018) O mercantilismo correspondeu a: a) um conjunto de práticas e ideias econômicas baseadas em princípios protecionistas. b) uma teoria econômica defensora das livres práticas comerciais entre os diversos países. c) um movimento do século XVII que defendia a mercantilização dos escravos africanos. d) uma doutrina econômica defensora da não intervenção do Estado na economia. e) uma política econômica, especificamente ibérica, de defesa de seus interesses coloniais. 036. (FGV/RJ/2012) Diversas tensões e diversos conflitos europeus ocorridos nos séculos XVI e XVII foram motivados ou intensificados por questões de natureza religiosa. Dentre eles, um dos mais conhecidos episódios é a “Noite de São Bartolomeu”, de 24 de agosto de 1572. A esse respeito, é correto afirmar: a) Trata-se do massacre de judeus, em Amsterdã, por católicos holandeses, que precedeu o estabelecimento do Tribunal do Santo Ofício nas Províncias Unidas. b) Trata-se da noite de celebração, na França, do acordo entre protestantes e católicos, que pôs fim a anos de intensos conflitos entre seguidores das duas religiões. c) Trata-se da cerimônia de encerramento do Concílio de Trento, quando se decidiu pela con- denação das ideias luteranas e pela perseguição de seus seguidores. d) Trata-se da decisão tomada pelos monarcas Habsburgos no sentido de banir os protestan- tes do território do império espanhol. e) Trata-se do massacre de cerca de 30 mil huguenotes, que intensificou, na França, a animo- sidade entre católicos e protestantes. 037. (AOCP/IFB/PROF. DE HISTÓRIA/2016) No que diz respeito à história da África e aos pri- mórdios do tráfico de escravos para Portugal e América, assinale a alternativa correta. a) Durante séculos, a África esteve praticamente isolada do comércio com outras regiões, à exceção do seu Norte. A partir do final do século XV e em um crescendo, ela foi incorporada ao novo sistema geoeconômico orientado para o Atlântico, ligando a Europa, a África e a Amé- rica, naquilo que ficou conhecido como comércio triangular. b) Até a chegada dos portugueses à África, seus habitantes viviam em formas comunitárias de sociedade, desconhecendo a escravidão e praticando um comércio de escambo. Com a vinda dos portugueses, isso se alterou, com o surgimento de tribos especializadas na captura de africanos para transformá-los em escravos e na pilhagem. c) Ao chegarem à África, os portugueses apoderaram-se das saídas das grandes rotas do co- mércio de ouro e de escravos, que haviam sido estabelecidas há séculos. Impedidos de fazer seu comércio com outros povos e necessitando de uma série de bens que não conseguiam produzir, os africanos foram obrigados a fornecer escravos para os portugueses. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 100 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos d) Durante o século XV e o início do XVI, os portugueses estabeleceram inúmeras feitorias na costa ocidental, fazendo alianças com a população local e com seus chefes, para que partici- passem do comércio com os europeus, principalmente ouro e escravos. e) De início, os portugueses pretendiam instalar-se na África, organizando uma produção destinada à exportação para a Europa, mas a resistência dos africanos e a dificuldade em fazer alianças com os chefes tribais levou-os a optarem pelo Brasil, tornando o continente africano uma região fornecedora de braços para as propriedades agrícolas da América. 038. (IADES/INSTITUTO RIO BRANCO/DIPLOMATA/TARDE/2021) A história da Revolução Francesa deve seu status particular ao fato de ser a narrativa de um acontecimento: afirma- ção do tempo curto, de uma subversão total, em menos de 10 anos, de todo um edifício polí- tico, institucional e social de longa data. VOLELLE, Michel. A Revolução Francesa, 1789-1799. São Paulo: Editora Unesp, 2012, p. 1, com adaptações. Considerando a radical ruptura mencionada no trecho apresentado, julgue (C ou E) o item a seguir. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de agosto de 1789, expressa preocu- pações universais, visto que é aos homens de todos os tempos e de todos os países que se dirige essa proclamação de direitos naturais e inalienáveis. Seu impacto se fez sentir nas pri- meiras cartas constitucionais da América Latina e dos Estados Unidos da América. 039. (IADES/INSTITUTO RIO BRANCO/DIPLOMATA/TARDE/2021) A história da Revolução Francesa deve seu status particular ao fato de ser a narrativa de um acontecimento: afirma- ção do tempo curto, de uma subversão total, em menos de 10 anos, de todo um edifício polí- tico, institucional e social de longa data. VOLELLE, Michel. A Revolução Francesa, 1789-1799. São Paulo: Editora Unesp, 2012, p. 1, com adaptações. Considerando a radical ruptura mencionada no trecho apresentado, julgue (C ou E) o item a seguir. As consequências da Revolução Francesa fizeram-se sentir não apenas no continente euro- peu. Foram importantes também, por exemplo, nos processos de independência da América Latina, que, a despeito de suas peculiaridades sociais, políticas e econômicas, foram forte- mente impactados pelos acontecimentos franceses. 040. (FGV/ADMINISTRAÇÃO-SP/2014) São características das chamadas sociedades do An- tigo Regime: a) igualdade jurídica, valorização do trabalho manual e predomínio dos valores burgueses. b) desigualdade jurídica, predomínio dos valores aristocráticos e desvalorização do traba- lho manual. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 101 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos c) desigualdade social, predomínio dos valores urbanos e anticlericalismo. d) igualdade social, protestantismo e mentalidade aristocrática. e) liberalismo econômico, desigualdade jurídica e ascensão das comunidades camponesas. 041. (FGV/PREFEITURA DE SALVADOR-BA/PROFESSOR/HISTÓRIA/2019) Leia o tre- cho a seguir: O que as monarquias do século XVII pretendiam não era tanto a centralização, mas o for- talecimento das suas dinastias, a imposição do princípio de autoridade sobre seus súditos considerados pouco obedientes e pouco cumpridores de suas obrigações, especialmente em matéria fiscal e na reputação na cena internacional, reputação essa considerada impossível sem um exército vitorioso e temível. PUJOL, Xavier Gil. Centralismo e Localismo? In Penélope. Fazer e Desfazer a História, n. 06, Lisboa, 1991. De acordo com o trecho acima, a autoridade régia das monarquias europeias do século XVIIcaracterizava-se pelo(a) a) pactuação de interesses divergentes. b) consulta aos parlamentos das decisões dos reis. c) defesa das ambições da Igreja católica. d) exigência de uma hierarquia social estrita. e) militarização dos aparatos de apoio aos monarcas. 042. (FGV/PREFEITURA DE SALVADOR-BA/PROFESSOR/HISTÓRIA/2019) Leia o texto a seguir. Merece a aprovação universal a máxima de que a verdade é um produto do tempo. A opinião mais comum sobre a antiguidade constitui uma negligência, e mal se compadece com a pró- pria palavra. Antiguidade, a rigor, quer dizer mundo dos mais velhos ou época mais adiantada da vida. E é fato razoável que, tal como se espera do ancião maior notícia das coisas huma- nas e mais maduro juízo que do jovem, pela experiência e pela variedade das coisas que viu, ouviu e pensou, assim também da nossa era se deve esperar mais que dos antigos tempos, como idade do mundo cumulada e provida de sumas e infindas descobertas, experiências e observações. Adaptado de Francis Bacon, Cogitata et visa de interpretatione naturae (1607-1609). De acordo com o texto, sobre o conhecimento da época de Francis Bacon, analise as afirma- tivas a seguir e assinale V para a verdadeira e F para a falsa. I – O conhecimento é atemporal, pois os Modernos repetiam o passado ao imitar os Antigos. II – O conhecimento é frágil, por isso os Modernos deveriam submeter suas descobertas à autoridade dos Antigos. III – O conhecimento é temporal, e os Modernos avançavam em acúmulo de descobertas e conhecimentos em relação aos Antigos. As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 102 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos a) V – F – F. b) V – V – F. c) V – F – V. d) F – V – F. e) F – F – V. 043. (FGV/SEDUC-AM/PROFESSOR/HISTÓRIA/2014) A respeito da via portuguesa para as Índias Orientais, leia o fragmento abaixo. “Em 1487, _____ descobre o cabo “das Tormentas”, depois renomeado de Cabo da Boa Es- perança, e alcança o Oceano Índico. A partir de então, a via para o Oceano Índico e para os tráficos das especiarias está aberta. Quando Colombo ofereceu o seu projeto de alcançar as Índias navegando em direção ao Ocidente, Portugal recusou, pois já tinha outras perspectivas, que se realizaram em maio de 1498: _____, que havia partido de Lisboa com três navios um ano antes, aportava em Calicute.” Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do fragmento acima. a) Gil Eanes – Gonçalo Coelho. b) Diogo Cão – Duarte Pacheco Pereira. c) Fernão de Magalhães – Américo Vespúcio. d) Colombo – Pedro Álvares de Cabral. e) Bartolomeu Dias – Vasco da Gama. 044. (FGV/SEDUC-AM/PROFESSOR/HISTÓRIA/2014) A historiografia utiliza a expressão “pioneirismo ibérico” para indicar a liderança de Portugal e Espanha na expansão ultramarina nos séculos XV e XVI. Com relação ao processo de expansão marítima português, analise as afirmativas a seguir. I – Dentre as especialidades da arte náutica os portugueses ganharam reconhecimento pela cartografia e pela técnica de construção e navegação de caravelas, que transformou Portugal em um centro de referência. II – A presença portuguesa no Oriente foi garantida graças a guerras travadas com os árabes, que controlavam o tráfego no Índico Ocidental, de que é exemplo a ocupação de Goa. III – A conquista da ilha da Madeira é o marco inicial da expansão marítima portuguesa, tor- nando efetivo o modelo de colonização baseado na exploração da agromanufatura do açúcar. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente a afirmativa III estiver correta. d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 103 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 045. (FGV/ADMINISTRAÇÃO-SP/2014) Ao final da Copa do Mundo de futebol disputada na África do Sul (2010), alguns dos jogadores da seleção da Espanha realizaram a volta olímpica como campeões desfraldando uma bandeira da Catalunha. A respeito da História dessa re- gião, é correto afirmar: a) O reino de Aragão uniu-se ao de Castela com o casamento dos reis católicos, Fernando e Isabel, mantendo-se a autonomia de Aragão e o funcionamento de cortes próprias. b) A região da Catalunha promoveu uma revolução ao final do século XVIII, influenciada pelos acontecimentos transcorridos na França com a subida dos jacobinos ao poder. c) Durante a II República, a partir de 1931, a região perdeu sua autonomia e tornou-se uma das bases das legiões falangistas que apoiaram Franco. d) A autonomia e o direito ao ensino da língua catalã e seu emprego na administração pública foram garantidos à Catalunha com o regime franquista, a partir de 1936. e) Com a democratização, em 1975, a região da Catalunha perdeu sua autonomia e isso de- sencadeou o aparecimento de movimentos armados que lutam pela sua independência. 046. (FGV/VESTIBULAR/MATEMÁTICA, BIOLOGIA, HISTÓRIA E GEOGRAFIA/2017) Perante esta sociedade, a Burguesia está longe de assumir uma atitude revolucionária. Não protesta nem contra a autoridade dos príncipes territoriais, nem contra os privilégios da nobreza, nem, principalmente, contra a Igreja. (...) A única coisa de que trata é a conquista do seu lugar. As suas reivindicações não excedem os limites das necessidades mais indispensáveis. Henri Pirenne. História econômica e social da Idade Média, 1978. Segundo o texto, é correto afirmar que a) a burguesia, nascida da própria sociedade medieval, nela não tem lugar; para conquistá-lo, suas reivindicações são a liberdade de ir e vir, elaborar contratos, dispor de seus bens, fazer comércio, liberdade administrativa das cidades, ou seja, não tem o objetivo de destruir a nobreza e o clero. b) os burgueses, enriquecidos pelo comércio, reivindicam privilégios semelhantes aos da no- breza e do clero na sociedade moderna; acentuadamente revolucionários, os seus interesses significam título, terras e servos para garantirem um lugar compatível com sua riqueza. c) o território da burguesia é o solo urbano, a cidade como sinônimo de liberdade, protegida da exploração da nobreza e do clero; para isso, cria o direito urbano, isto é, leis para o comércio, a justiça e a administração que, de forma revolucionária, asseguram-lhe um lugar na socie- dade moderna. d) a sociedade medieval tem um lugar específico para os burgueses, pois as liberdades, as leis, a justiça e a administração estão em suas mãos; tal situação tem o objetivo de brecar o poder político e econômico dos nobres e da Igreja, fortalecidos pela expansão da servidão e pelo declínio do comércio. e) com exigências revolucionárias, como liberdade comercial, jurídica e territorial, a burguesia, cada vez mais rica, visa destruir a sociedade medieval; esta, por sua vez, barra a ascensão econômica e política da burguesia, ao fortalecer a servidão no campo e impedir as transações comerciais na cidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 104 de 121www.grancursosonline.com.brHistória Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 047. (FGV/PREFEITURA DE SALVADOR-BA/PROFESSOR/HISTÓRIA/2019) Após a Restaura- ção, em 1660, o líder da Revolução Puritana, Oliver Cromwell (1599-1658), teve seu corpo exu- mado e publicamente enforcado. Simultaneamente amado e odiado, Cromwell foi visto, por alguns, como figura revolucionária, libertador do absolutismo de Carlos I Stuart, e, por outros, como um fanático religioso, um regicida signatário da sentença de morte do rei e, por isso, a encarnação do próprio “diabo”, como representado na imagem a seguir. O Conselho do Gabinete do Diabo descoberto, 1660 A demonização de Cromwell e da República, feita pela nobreza inglesa do período da Restau- ração, visava criticar a) o aumento dos impostos sobre os puritanos instituído pelo Parlamento republicano. b) o retrocesso dos direitos econômicos da burguesia durante o comando de Cromwell. c) a instauração do sufrágio universal para eleição do Parlamento e dos ministros no período republicano. d) o uso da religião como instrumento de defesa e/ou de perseguição de lideranças políticas. e) a aliança com outras repúblicas concorrentes, como Veneza e Holanda, durante o gover- no Cromwell. 048. (FGV/2018) A conquista colonial inglesa resultou no estabelecimento de três áreas com características diversas na América do Norte. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 105 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Com relação às chamadas “colônias do sul” é correto afirmar: a) Baseava-se, sobretudo, na economia familiar e desenvolveu uma ampla rede de relações comerciais com as colônias do Norte e com o Caribe. b) Baseava-se numa forma de servidão temporária que submetia os colonos pobres a um conjunto de obrigações em relação aos grandes proprietários de terras. c) Baseava-se numa economia escravista voltada principalmente para o mercado externo de produtos, como o tabaco e o algodão. d) Consolidou-se como o primeiro grande pólo industrial da América com a transferência de diversos produtores de tecidos vindos da região de Manchester. e) Caracterizou-se pelo emprego de mão-de-obra assalariada e pela presença da grande pro- priedade agrícola monocultora. 049. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) O Brasil foi colonizado por Portugal no contexto do mercantilismo europeu da Idade Moderna. A colonização das Américas significou a subjugação da população originária (indígena) e a escravidão de povos oriundos da África. As independências latino-americanas ocorreram no cenário histórico da onda revolucionária que, iniciada na América do Norte, varreu boa parte da Europa, entre fins do século XVIII e primeira metade do XIX. Tendo o texto acima apenas como referência inicial, julgue o item. A colonização inglesa na América do Norte em nada diferia do padrão mercantilista que orien- tou a colonização da Espanha e de Portugal em seus territórios americanos. 050. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) A Antiguidade Clássica (greco-romana) lançou as bases do que se entende por Civilização Contemporânea. Nos mil anos do que se convencionou chamar de Idade Média (séculos V- XV), formou-se a Europa moderna. Considerando essas informações como referência inicial, julgue o item. Sob inspiração de preceitos expansionistas islâmicos, os árabes invadiram e dominaram, por vários séculos, praticamente toda a Europa medieval. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 106 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos GABARITO 1. d 2. d 3. E 4. a 5. e 6. a 7. a 8. C 9. C 10. C 11. c 12. E 13. E 14. a 15. a 16. E 17. d 18. C 19. d 20. C 21. a 22. C 23. d 24. e 25. e 26. b 27. C 28. C 29. b 30. b 31. c 32. E 33. a 34. a 35. a 36. e 37. d 38. E 39. E 40. b 41. a 42. e 43. e 44. d 45. a 46. a 47. d 48. c 49. E 50. E O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 107 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos GABARITO COMENTADO 027. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR/HISTÓRIA/2017) África e América foram incorporadas à história ocidental a partir do expansionismo comercial e marítimo europeu do início dos tem- pos modernos. O processo de exploração colonial desses continentes seguiu a lógica econô- mica e política que, na Europa, caracterizava a transição do feudalismo ao capitalismo. Nas palavras de um ex-diretor geral da Unesco, “hoje, torna-se evidente que a herança africana marcou, em maior ou menor grau, dependendo do lugar, os modos de sentir, pensar, sonhar e agir de certas nações do hemisfério ocidental. Do sul dos Estados Unidos ao norte do Brasil, passando pelo Caribe e pela costa do Pacífico, as contribuições culturais herdadas da África são visíveis por toda parte; em certos casos, chegam a constituir os fundamentos essenciais da identidade cultural de alguns segmentos mais importantes da população”. Tendo por referência inicial as informações contidas no texto acima e considerando aspectos significativos do ensino de história, da história da América e de suas identidades, bem como da história africana e de suas relações com o exterior, julgue o item. Um dos graves problemas do ensino de história da África, no Brasil, decorre de uma visão estereotipada, de modo que a recorrente identidade continental – o africano – leva à constru- ção de uma falsa homogeneidade, desconhecendo-se as especificidades das sociedades que habitam o continente. Como vimos, a África é um continente que abrigou vários povos, impérios e culturas. Desse modo, a visão de homogeneidade cultural dos africanos é simplista e longe da realidade. Certo. 028. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR/HISTÓRIA/2017) Alguns dos mais importantes funda- mentos da civilização ocidental foram lançados na Antiguidade Clássica (Grécia e Roma). Esse legado apresenta-se em múltiplos aspectos, entre os quais podem ser citados as artes, a filosofia, a política e o direito. Nos mil anos que se seguem à queda de Roma, a Europa se ruraliza, a economia mercantil sofre grande refluxo e verifica-se a ascendência, não apenas religiosa, de uma instituição centralizada e de extrema capilaridade – a Igreja Católica. A Baixa Idade Média anuncia profundas transformações que atingem a culminância no início da Idade Moderna. Entre os séculos XVI e XVIII, o Ocidente se reinventa geográfica, política e culturalmente. Em fins do século XVIII, a partir da Inglaterra, a Revolução Industrial inaugura uma nova era para uma história crescentemente globalizada. Tendo as informações acima como referência inicial, julgue o item, relativo à história do mun- do ocidental. Os últimos séculos da Idade Média foram de profunda transformação: impulsionado pela nascente classe burguesa, o renascimento da vida urbana, do comércio e da economia mo- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br108 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos netária prenunciava o advento de uma nova forma de organização econômica, que viria a ser o capitalismo As práticas comerciais e urbanas em fins da Idade Média marcam a ascensão do capitalismo mercantil. Certo. 029. (QUADRIX/PREFEITURA DE CRISTALINA-GO/PROFESSOR/HISTÓRIA/2018) Sobretudo a partir da Idade Moderna, chegando à contemporaneidade, a história da Europa e da América é indissociável da história da África. Relativamente ao tema, assinale a alternativa correta. a) Apesar das pressões de movimentos sociais, ainda não há legislação determinando o es- tudo de história da África nas escolas brasileiras. b) Um equívoco em que muitos incorrem, no Brasil, é imaginar ser a África um continente ho- mogêneo, sem maiores distinções entre seus povos. c) Fundamental na colonização do Brasil, a escravidão africana inexistiu nas demais áreas da América colonizadas pelos europeus. d) Por causa das condições de absoluta sujeição impostas aos escravos africanos, é bastan- te reduzida sua contribuição para a formação cultural do Brasil. e) Diferentemente do ocorrido no Novo Mundo, a Europa desconhecia a escravidão e não mantinha intercâmbio de negócios com a África. Como vimos, a África é um continente que abrigou vários povos, impérios e culturas. Desse modo, a visão de homogeneidade cultural dos africanos é simplista e longe da realidade. Letra b. 030. (FGV/PREFEITURA DE SALVADOR-BA/PROFESSOR/HISTÓRIA/2019) Leia o fragmen- to a seguir. Que obra-prima é o homem! Como é nobre em sua razão! Que capacidade infinita! Como é preciso e bem-feito em forma e movimento! Um anjo na ação! Um deus no entendimento, pa- radigma dos animais, maravilha no mundo. Contudo, para mim, é apenas a quintessência do pó. William Shakespeare, Hamlet. A fala de Hamlet introduz um contraponto ao antropocentrismo renascentista. Assinale a op- ção que apresenta a matriz filosófica desse contraponto. a) Humanismo b) Ceticismo c) Racionalismo d) Teocentrismo e) Niilismo O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 109 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Como o enunciado pede contrapontos ao Renascimento, as letras “a” e “c” já podem ser des- cartadas pois são características do Renascimento. Como a citação de Shakespeare (para mim, é apenas a quintessência do pó) desacredita do ser humano, só podemos marcar a letra “b”. Ceticismo aqui é a descrença no ser humano. É importante ler com atenção e interpretar a questão para não cair na “pegadinha” de assinalar Teocentrismo por impulso. Letra b. 031. (FGV/SEDUC-AM/PROFESSOR/HISTÓRIA/2014) Com relação às características do es- paço social urbano na Europa medieval nos séculos XII-XIV, assinale V para a afirmativa ver- dadeira e F para a falsa. ( ) � O crescimento das feiras deu aos centros urbanos um grande dinamismo econômico, incrementado pela expansão da economia monetária. ( ) � As ordens mendicantes, envolvidas com a construção de catedrais e monastérios, eram atuantes no espaço urbano, sobretudo os beneditinos e os dominicanos. ( ) � As corporações universitárias representavam, nas cidades, um espaço autônomo de pensamento, opondo-se ao ensino eclesiástico das artes liberais e científicas. As afirmativas são, respectivamente, a) F, V e F. b) F, V e V. c) V, F e F. d) V, V e F. e) F, F e V. I – Verdadeira. As feiras comerciais causavam um grande dinamismo nas cidades. II – Falsa. As ordens mendicantes não eram atuantes nos espaços urbanos, uma vez que os monastérios ficavam longe das cidades, mas especificamente ao redor dos campos, era lá que toda a produção de conhecimento acontecia. III – Falsa. As universidades não possuem autonomia de pensamento e muito menos eram autônomas, eram controladas pelo poder da Igreja. Letra c. 032. (CESPE/CEBRASPE/SEDUC-AL/PROFESSOR/HISTÓRIA/2021) No que diz respeito aos reinos africanos entre os séculos V e XV, julgue o item a seguir. Nesse período, os principais e mais prósperos reinos africanos estavam localizados no Sul da África. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 110 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Como vimos, os reinos africanos, ao longo dos séculos V e XV, se desenvolveram no norte do continente e na região do Sahel. Errado. 033. (FGV/ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA/VESTIBULAR/2015) A colisão catastrófica dos dois anteriores modos de produção em dissolução, o primitivo e o antigo, veio a resultar na ordem feudal, que se difundiu por toda a Europa. Anderson, P. Passagens da Antiguidade ao Feuda- lismo. Trad. Porto: Afrontamento, 1982, p. 140. O autor refere-se a três tipos de formações econômico-sociais nesse pequeno trecho. A esse respeito é correto afirmar: a) A síntese descrita refere-se à articulação entre o escravismo romano em crise e as forma- ções sociais dos guerreiros germânicos. b) O escravismo predominava entre os povos germânicos e tornou-se um ponto de intersec- ção com a sociedade romana. c) A economia romana, baseada na pequena propriedade familiar, foi transformada a partir das invasões germânicas dos séculos IV a VI. d) Os povos germânicos desenvolveram a propriedade privada e as relações servis que per- mitiram a síntese social com os romanos. e) A transição para o escravismo feudal foi proporcionada pelos conflitos constantes nas fronteiras romanas devido à ofensiva dos magiares. A forma social de trabalho formada no Feudalismo foi uma síntese entre dois tipos de rela- ções sociais anteriores: o escravismo romano e o clientelismo bárbaro. Essa síntese resultou na servidão por contrato feudal. Letra a. 034. (FGV/ADMINISTRAÇÃO-SP/2014) Ao final da Copa do Mundo de futebol disputada na África do Sul (2010), alguns dos jogadores da seleção da Espanha realizaram a volta olímpica como campeões desfraldando uma bandeira da Catalunha. A respeito da História dessa re- gião, é correto afirmar: a) O reino de Aragão uniu-se ao de Castela com o casamento dos reis católicos, Fernando e Isabel, mantendo-se a autonomia de Aragão e o funcionamento de cortes próprias. b) A região da Catalunha promoveu uma revolução ao final do século XVIII, influenciada pelos acontecimentos transcorridos na França com a subida dos jacobinos ao poder. c) Durante a II República, a partir de 1931, a região perdeu sua autonomia e tornou-se uma das bases das legiões falangistas que apoiaram Franco. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 111 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos d) A autonomia e o direito ao ensino da língua catalã e seu emprego na administração pública foram garantidos à Catalunha com o regime franquista, a partir de 1936. e) Com a democratização, em 1975, a região da Catalunha perdeu sua autonomia e isso de- sencadeou o aparecimento de movimentos armados que lutam pela sua independência. Os territórios do Reino de Castela e Aragão foram unificados graças ao casamento entre os monarcas cristãos Isabel de Castela e Fernando de Aragão. Letra a. 035. (FGV/2018) O mercantilismo correspondeua: a) um conjunto de práticas e ideias econômicas baseadas em princípios protecionistas. b) uma teoria econômica defensora das livres práticas comerciais entre os diversos países. c) um movimento do século XVII que defendia a mercantilização dos escravos africanos. d) uma doutrina econômica defensora da não intervenção do Estado na economia. e) uma política econômica, especificamente ibérica, de defesa de seus interesses coloniais. A prática econômica do mercantilismo, desenvolvida na Europa entre os séculos XV e XVIII, tinha como principais estratégias, que eram articuladas por princípios protecionistas em re- lação à riqueza nacional: aperfeiçoar a produção manufatureira, fomentar o comércio e acu- mular metais. Essas medidas visavam a alcançar uma balança comercial favorável, ao enri- quecimento do Estado e ao fortalecimento da monarquia. Letra a. 036. (FGV/RJ/2012) Diversas tensões e diversos conflitos europeus ocorridos nos séculos XVI e XVII foram motivados ou intensificados por questões de natureza religiosa. Dentre eles, um dos mais conhecidos episódios é a “Noite de São Bartolomeu”, de 24 de agosto de 1572. A esse respeito, é correto afirmar: a) Trata-se do massacre de judeus, em Amsterdã, por católicos holandeses, que precedeu o estabelecimento do Tribunal do Santo Ofício nas Províncias Unidas. b) Trata-se da noite de celebração, na França, do acordo entre protestantes e católicos, que pôs fim a anos de intensos conflitos entre seguidores das duas religiões. c) Trata-se da cerimônia de encerramento do Concílio de Trento, quando se decidiu pela con- denação das ideias luteranas e pela perseguição de seus seguidores. d) Trata-se da decisão tomada pelos monarcas Habsburgos no sentido de banir os protestan- tes do território do império espanhol. e) Trata-se do massacre de cerca de 30 mil huguenotes, que intensificou, na França, a animo- sidade entre católicos e protestantes. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 112 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Preocupados com os avanços do protestantismo e com a perda de fiéis, bispos e papas re- únem-se na cidade italiana de Trento (Concílio de Trento) com o objetivo de traçar um plano de reação. Letra e. 037. (AOCP/IFB/PROF. DE HISTÓRIA/2016) No que diz respeito à história da África e aos pri- mórdios do tráfico de escravos para Portugal e América, assinale a alternativa correta. a) Durante séculos, a África esteve praticamente isolada do comércio com outras regiões, à exceção do seu Norte. A partir do final do século XV e em um crescendo, ela foi incorporada ao novo sistema geoeconômico orientado para o Atlântico, ligando a Europa, a África e a Amé- rica, naquilo que ficou conhecido como comércio triangular. b) Até a chegada dos portugueses à África, seus habitantes viviam em formas comunitárias de sociedade, desconhecendo a escravidão e praticando um comércio de escambo. Com a vinda dos portugueses, isso se alterou, com o surgimento de tribos especializadas na captura de africanos para transformá-los em escravos e na pilhagem. c) Ao chegarem à África, os portugueses apoderaram-se das saídas das grandes rotas do co- mércio de ouro e de escravos, que haviam sido estabelecidas há séculos. Impedidos de fazer seu comércio com outros povos e necessitando de uma série de bens que não conseguiam produzir, os africanos foram obrigados a fornecer escravos para os portugueses. d) Durante o século XV e o início do XVI, os portugueses estabeleceram inúmeras feitorias na costa ocidental, fazendo alianças com a população local e com seus chefes, para que partici- passem do comércio com os europeus, principalmente ouro e escravos. e) De início, os portugueses pretendiam instalar-se na África, organizando uma produção destinada à exportação para a Europa, mas a resistência dos africanos e a dificuldade em fazer alianças com os chefes tribais levou-os a optarem pelo Brasil, tornando o continente africano uma região fornecedora de braços para as propriedades agrícolas da América. Esta questão, em particular, pode levar o candidato a entender que a alternativa “a” estaria correta. Entretanto, a África não esteve isolada do comércio com outras regiões, realizando interações com variados povos que atracavam seus navios no litoral. A alternativa correta é a letra “d”, pois os portugueses somente conseguiram empreender o comercio de escravos construindo feitorias e realizando acordos com chefes tribais locais. Letra d. 038. (IADES/INSTITUTO RIO BRANCO/DIPLOMATA/TARDE/2021) A história da Revolução Francesa deve seu status particular ao fato de ser a narrativa de um acontecimento: afirma- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 113 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos ção do tempo curto, de uma subversão total, em menos de 10 anos, de todo um edifício polí- tico, institucional e social de longa data. VOLELLE, Michel. A Revolução Francesa, 1789-1799. São Paulo: Editora Unesp, 2012, p. 1, com adaptações. Considerando a radical ruptura mencionada no trecho apresentado, julgue (C ou E) o item a seguir. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de agosto de 1789, expressa preocu- pações universais, visto que é aos homens de todos os tempos e de todos os países que se dirige essa proclamação de direitos naturais e inalienáveis. Seu impacto se fez sentir nas pri- meiras cartas constitucionais da América Latina e dos Estados Unidos da América. A Constituição dos Estados Unidos foi aprovada em 1787, portanto, antes da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Errado. 039. (IADES/INSTITUTO RIO BRANCO/DIPLOMATA/TARDE/2021) A história da Revolução Francesa deve seu status particular ao fato de ser a narrativa de um acontecimento: afirma- ção do tempo curto, de uma subversão total, em menos de 10 anos, de todo um edifício polí- tico, institucional e social de longa data. VOLELLE, Michel. A Revolução Francesa, 1789-1799. São Paulo: Editora Unesp, 2012, p. 1, com adaptações. Considerando a radical ruptura mencionada no trecho apresentado, julgue (C ou E) o item a seguir. As consequências da Revolução Francesa fizeram-se sentir não apenas no continente euro- peu. Foram importantes também, por exemplo, nos processos de independência da América Latina, que, a despeito de suas peculiaridades sociais, políticas e econômicas, foram forte- mente impactados pelos acontecimentos franceses. Cuidado com as pegadinhas da banca. Apesar de influenciar sim os movimentos de inde- pendência na América Latina, foram os interesses das elites locais que promoveram as inde- pendências. Errado. 040. (FGV/ADMINISTRAÇÃO-SP/2014) São características das chamadas sociedades do An- tigo Regime: a) igualdade jurídica, valorização do trabalho manual e predomínio dos valores burgueses. b) desigualdade jurídica, predomínio dos valores aristocráticos e desvalorização do traba- lho manual. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 114 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos c) desigualdade social, predomínio dos valores urbanos e anticlericalismo.d) igualdade social, protestantismo e mentalidade aristocrática. e) liberalismo econômico, desigualdade jurídica e ascensão das comunidades camponesas. Nobreza e Clero tinham privilégios jurídicos. A aristocracia (nobreza) dominava o cenário po- lítico vendo o trabalho como algo dos camponeses e da burguesia. Letra b. 041. (FGV/PREFEITURA DE SALVADOR-BA/PROFESSOR/HISTÓRIA/2019) Leia o tre- cho a seguir: O que as monarquias do século XVII pretendiam não era tanto a centralização, mas o for- talecimento das suas dinastias, a imposição do princípio de autoridade sobre seus súditos considerados pouco obedientes e pouco cumpridores de suas obrigações, especialmente em matéria fiscal e na reputação na cena internacional, reputação essa considerada impossível sem um exército vitorioso e temível. PUJOL, Xavier Gil. Centralismo e Localismo? In Penélope. Fazer e Desfazer a História, n. 06, Lisboa, 1991. De acordo com o trecho acima, a autoridade régia das monarquias europeias do século XVII caracterizava-se pelo(a) a) pactuação de interesses divergentes. b) consulta aos parlamentos das decisões dos reis. c) defesa das ambições da Igreja católica. d) exigência de uma hierarquia social estrita. e) militarização dos aparatos de apoio aos monarcas. O enunciado trata dos interesses dos monarcas. Como há de se lembrar, a burguesia também tinha interesses que acabaram convergindo para o pacto. Nesse sentido, vale lembrar que Thomas Hobbes, na sua defesa do absolutismo, defende um contrato social, um pacto social. Letra a. 042. (FGV/PREFEITURA DE SALVADOR-BA/PROFESSOR/HISTÓRIA/2019) Leia o texto a seguir. Merece a aprovação universal a máxima de que a verdade é um produto do tempo. A opinião mais comum sobre a antiguidade constitui uma negligência, e mal se compadece com a pró- pria palavra. Antiguidade, a rigor, quer dizer mundo dos mais velhos ou época mais adiantada da vida. E é fato razoável que, tal como se espera do ancião maior notícia das coisas huma- nas e mais maduro juízo que do jovem, pela experiência e pela variedade das coisas que viu, ouviu e pensou, assim também da nossa era se deve esperar mais que dos antigos tempos, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 115 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos como idade do mundo cumulada e provida de sumas e infindas descobertas, experiências e observações. Adaptado de Francis Bacon, Cogitata et visa de interpretatione naturae (1607-1609). De acordo com o texto, sobre o conhecimento da época de Francis Bacon, analise as afirma- tivas a seguir e assinale V para a verdadeira e F para a falsa. I – O conhecimento é atemporal, pois os Modernos repetiam o passado ao imitar os Antigos. II – O conhecimento é frágil, por isso os Modernos deveriam submeter suas descobertas à autoridade dos Antigos. III – O conhecimento é temporal, e os Modernos avançavam em acúmulo de descobertas e conhecimentos em relação aos Antigos. As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente, a) V – F – F. b) V – V – F. c) V – F – V. d) F – V – F. e) F – F – V. Prezado, o trecho do anunciado “da nossa era se deve esperar mais que dos antigos tempos” é a chave para resolver a questão. As afirmativas I e II considera que os modernos devem se submeter aos conhecimentos da antiguidade. A afirmativa III concorda com o texto na medida em que afirma que os modernos aprendem com a experiência dos antigos, mas, avançam. Letra e. 043. (FGV/SEDUC-AM/PROFESSOR/HISTÓRIA/2014) A respeito da via portuguesa para as Índias Orientais, leia o fragmento abaixo. “Em 1487, _____ descobre o cabo “das Tormentas”, depois renomeado de Cabo da Boa Es- perança, e alcança o Oceano Índico. A partir de então, a via para o Oceano Índico e para os tráficos das especiarias está aberta. Quando Colombo ofereceu o seu projeto de alcançar as Índias navegando em direção ao Ocidente, Portugal recusou, pois já tinha outras perspectivas, que se realizaram em maio de 1498: _____, que havia partido de Lisboa com três navios um ano antes, aportava em Calicute.” Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do fragmento acima. a) Gil Eanes – Gonçalo Coelho. b) Diogo Cão – Duarte Pacheco Pereira. c) Fernão de Magalhães – Américo Vespúcio. d) Colombo – Pedro Álvares de Cabral. e) Bartolomeu Dias – Vasco da Gama. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 116 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Em 1488, Bartolomeu Dias atingiu o cabo sul-americano, enfrentando neste local uma pe- rigosa tempestade e, por essa razão, denomina-o Cabo das Tormentas, mais tarde Cabo da Boa Esperança. Em 1498, Vasco da Gama, comandando uma frota de quatro navios, atingiu a cidade de Calicute na Índia. Letra e. 044. (FGV/SEDUC-AM/PROFESSOR/HISTÓRIA/2014) A historiografia utiliza a expressão “pioneirismo ibérico” para indicar a liderança de Portugal e Espanha na expansão ultramarina nos séculos XV e XVI. Com relação ao processo de expansão marítima português, analise as afirmativas a seguir. I – Dentre as especialidades da arte náutica os portugueses ganharam reconhecimento pela cartografia e pela técnica de construção e navegação de caravelas, que transformou Portugal em um centro de referência. II – A presença portuguesa no Oriente foi garantida graças a guerras travadas com os árabes, que controlavam o tráfego no Índico Ocidental, de que é exemplo a ocupação de Goa. III – A conquista da ilha da Madeira é o marco inicial da expansão marítima portuguesa, tor- nando efetivo o modelo de colonização baseado na exploração da agromanufatura do açúcar. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente a afirmativa III estiver correta. d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. Querido(a), esta questão é de um grau de dificuldade maior do que você vai encontrar na sua prova. Cobra conhecimentos muito específicos que não lhe serão cobrados, como a ocupação de Goa pelos portugueses. No entanto, ela serve para ajudar na memorização da contribui- ção da Escola de Sagres para a navegação portuguesa e da luta dos portugueses contra os muçulmanos para garantir a navegação e o comércio de especiarias. Ademais, é preciso que guarde que a conquista de Celta marca o início da expansão marítima portuguesa. I – Certa. Refere-se a Escola de Sagres, importante escola sobre estudos náuticos. II – Certa. Lutas portuguesas na Arábia, para manter o comercio de especiarias; III – Errada. Marco inicial é a conquista de Celta. Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 117 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos 045. (FGV/ADMINISTRAÇÃO-SP/2014) Ao final da Copa do Mundo de futebol disputada na África do Sul (2010), alguns dos jogadores da seleção da Espanha realizaram a volta olímpica como campeões desfraldando uma bandeira da Catalunha. A respeito da História dessa re- gião, é correto afirmar: a) O reino de Aragão uniu-se ao de Castela com o casamento dos reis católicos, Fernandoe Isabel, mantendo-se a autonomia de Aragão e o funcionamento de cortes próprias. b) A região da Catalunha promoveu uma revolução ao final do século XVIII, influenciada pelos acontecimentos transcorridos na França com a subida dos jacobinos ao poder. c) Durante a II República, a partir de 1931, a região perdeu sua autonomia e tornou-se uma das bases das legiões falangistas que apoiaram Franco. d) A autonomia e o direito ao ensino da língua catalã e seu emprego na administração pública foram garantidos à Catalunha com o regime franquista, a partir de 1936. e) Com a democratização, em 1975, a região da Catalunha perdeu sua autonomia e isso de- sencadeou o aparecimento de movimentos armados que lutam pela sua independência. Os territórios do Reino de Castela e Aragão foram unificados graças ao casamento entre os monarcas cristãos Isabel de Castela e Fernando de Aragão Letra a. 046. (FGV/VESTIBULAR/MATEMÁTICA, BIOLOGIA, HISTÓRIA E GEOGRAFIA/2017) Perante esta sociedade, a Burguesia está longe de assumir uma atitude revolucionária. Não protesta nem contra a autoridade dos príncipes territoriais, nem contra os privilégios da nobreza, nem, principalmente, contra a Igreja. (...) A única coisa de que trata é a conquista do seu lugar. As suas reivindicações não excedem os limites das necessidades mais indispensáveis. Henri Pirenne. História econômica e social da Idade Média, 1978. Segundo o texto, é correto afirmar que a) a burguesia, nascida da própria sociedade medieval, nela não tem lugar; para conquistá-lo, suas reivindicações são a liberdade de ir e vir, elaborar contratos, dispor de seus bens, fazer comércio, liberdade administrativa das cidades, ou seja, não tem o objetivo de destruir a no- breza e o clero. b) os burgueses, enriquecidos pelo comércio, reivindicam privilégios semelhantes aos da no- breza e do clero na sociedade moderna; acentuadamente revolucionários, os seus interesses significam título, terras e servos para garantirem um lugar compatível com sua riqueza. c) o território da burguesia é o solo urbano, a cidade como sinônimo de liberdade, protegida da exploração da nobreza e do clero; para isso, cria o direito urbano, isto é, leis para o comércio, a justiça e a administração que, de forma revolucionária, asseguram-lhe um lugar na socie- dade moderna. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 118 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos d) a sociedade medieval tem um lugar específico para os burgueses, pois as liberdades, as leis, a justiça e a administração estão em suas mãos; tal situação tem o objetivo de brecar o poder político e econômico dos nobres e da Igreja, fortalecidos pela expansão da servidão e pelo declínio do comércio. e) com exigências revolucionárias, como liberdade comercial, jurídica e territorial, a burguesia, cada vez mais rica, visa destruir a sociedade medieval; esta, por sua vez, barra a ascensão econômica e política da burguesia, ao fortalecer a servidão no campo e impedir as transações comerciais na cidade. Questão de interpretação: “A burguesia está longe de assumir uma atitude revolucionária”. Ou seja, a burguesia não quer, naquele momento de formação do absolutismo, uma mudança radical na sociedade. Assim, a única alternativa que concorda com o texto é a letra “a”. Na aliança firmada entre a recente surgida burguesia e os monarcas, que levou à formação das Monarquias Absolutistas, a burguesia conquistava algumas benesses dos monarcas e os ajudava com financeiramente através de tributos ou porcentagem em contratos comerciais. Letra a. 047. (FGV/PREFEITURA DE SALVADOR-BA/PROFESSOR/HISTÓRIA/2019) Após a Restaura- ção, em 1660, o líder da Revolução Puritana, Oliver Cromwell (1599-1658), teve seu corpo exu- mado e publicamente enforcado. Simultaneamente amado e odiado, Cromwell foi visto, por alguns, como figura revolucionária, libertador do absolutismo de Carlos I Stuart, e, por outros, como um fanático religioso, um regicida signatário da sentença de morte do rei e, por isso, a encarnação do próprio “diabo”, como representado na imagem a seguir. 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Querido(a), é muito importante que você interprete o texto. Note que o enunciado diz que Cromwell era visto por outros como um fanático religioso. Somente essa informação é sufi- ciente para gabaritar a questão. No entanto, é bom lembrar-se de que Cromwell implementou um governo autoritário embasado no puritanismo (calvinismo inglês). Letra d. 048. (FGV/2018) A conquista colonial inglesa resultou no estabelecimento de três áreas com características diversas na América do Norte. Com relação às chamadas “colônias do sul” é correto afirmar: a) Baseava-se, sobretudo, na economia familiar e desenvolveu uma ampla rede de relações comerciais com as colônias do Norte e com o Caribe. b) Baseava-se numa forma de servidão temporária que submetia os colonos pobres a um conjunto de obrigações em relação aos grandes proprietários de terras. c) Baseava-se numa economia escravista voltada principalmente para o mercado externo de produtos, como o tabaco e o algodão. d) Consolidou-se como o primeiro grande pólo industrial da América com a transferência de diversos produtores de tecidos vindos da região de Manchester. e) Caracterizou-se pelo emprego de mão-de-obra assalariada e pela presença da grande pro- priedade agrícola monocultora. O sul das treze colônias tinha uma economia voltada para o mercado externo, utilizando mão de obra escrava na produção de algodão. Letra c. 049. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) O Brasil foi colonizado por Portugal no contexto do mercantilismo europeu da Idade Moderna. A colonização das O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 120 de 121www.grancursosonline.com.br História Medieval e Moderna HISTÓRIA Daniel Vasconcellos Américas significou a subjugação da população originária (indígena) e a escravidão de povos oriundos da África. As independências latino-americanas ocorreram no cenário histórico da onda revolucionária que, iniciada na América do Norte, varreu boa parte da Europa, entre fins do século XVIII e primeira metade do XIX. Tendo o texto acima apenas como referência inicial, julgue o item. A colonização inglesa na América do Norte em nada diferia do padrão mercantilista que orien- tou a colonização da Espanha e de Portugal em seus territórios americanos. Diferiu-see muito. Principalmente nas colônias do norte prevaleceu a “negligência salutar” em que a Inglaterra “permitiu” o desenvolvimento de atividades econômicas na região, tendo em vista que, por ter clima semelhante ao inglês, não produzir produtos agrícolas que fossem do interesse britânico. No sul, ao contrário, ocorreu uma maior presença inglesa para garantir o fornecimento de algodão e tabaco, por exemplo. Errado. 050. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/HISTÓRIA/2021) A Antiguidade Clássica (greco-romana) lançou as bases do que se entende por Civilização Contemporânea. Nos mil anos do que se convencionou chamar de Idade Média (séculos V- XV), formou-se a Europa moderna. Considerando essas informações como referência inicial, julgue o item. Sob inspiração de preceitos expansionistas islâmicos, os árabes invadiram e dominaram, por vários séculos, praticamente toda a Europa medieval. O Império Muçulmano não chegou a dominar toda a Europa medieval. Dominou sim parte da Península Ibérica, mas não “praticamente toda a Europa medieval. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br Daniel Vasconcellos Daniel Vasconcellos é pós-graduado em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Darwin (2013). Graduado em História pelo Centro Universitário de Patos de Minas - UNIPAM (2003). Possui mais de 15 anos de experiência em docência nas áreas de História, Filosofia, Sociologia, Geografia e Metodologia Científica, no Ensino Médio, Superior e em preparatório para vestibulares e concursos. Atua como professor concursado da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para JULIANA LIMA CHAVES - 02211192211, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. Apresentação História Medieval e Moderna 1. A Organização Sociopolítica, Econômica, Cultural e Religiosa da Sociedade Europeia do Século V ao XV, sua Dinâmica, Relações, Rupturas e Transformações 1.1. Cristianismo 1.2. Feudalismo 1.3. O Império Carolíngio 1.4. Os Reinos Cristãos da Península Ibérica 1.5. Renascimento Comercial, Urbano e Cultural 1.6. A Crise do Feudalismo 2. Os Reinos Africanos no Século V ao XV 2.1. Império Axum 2.2. Império Zimbábue 2.3. Império Gana 2.4. Império Mali 2.5. Império Songai 2.6. Império de Oyo (Iorubás) 3. Dinâmica, Relações, Rupturas e Transformações da Sociedade Europeia do Século XV ao XVIII 3.1. A Formação das Monarquias Nacionais e o Absolutismo 3.2. O Absolutismo 3.3. As Reformas Protestantes e a Contrarreforma Católica 3.4. A Expansão Marítima Europeia e as Práticas Mercantilistas 3.5. O Iluminismo e o Despotismo Esclarecido 3.6. As Revoluções Inglesas (Século XVII) 3.7. Revolução Industrial (Século XVIII a XX) 3.8. A Revolução Americana 3.9. A Revolução Francesa Resumo Mapas Mentais Questões Comentadas em Aula Questões de Concurso Gabarito Gabarito Comentado AVALIAR 5: Página 121: