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By @kakashi_copiador
Aula 05 - Profª Monik
Begname
INCRA (Analista em Reforma e
Desenvolvimento Agrário - Engenharia
Florestal) Conhecimentos Específicos -
2023 (Pré-Edital)
Autor:
Monik Begname de Castro
26 de Abril de 2023
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Monik Begname de Castro
Aula 05 - Profª Monik Begname
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Incêndios Florestais - Teoria 3
..............................................................................................................................................................................................2) Incêndios Florestais - Questões Comentadas 37
..............................................................................................................................................................................................3) Incêndios Florestais - Lista de Questões 62
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INCÊNDIOS FLORESTAIS 
1. Princípios da combustão 
A queimada é uma prática primitiva da agricultura, destinada principalmente à limpeza do terreno 
para o cultivo de plantações ou formação de pastos, com uso do fogo de forma controlada. Infelizmente, 
muitas vezes o fogo pode descontrolar-se e causar incêndios em florestas ou plantações. As queimadas e 
os incêndios florestais estão entre os principais problemas ambientais enfrentados pelo Brasil. 
Para começarmos nosso estudo sobre os incêndios florestais, é importante definirmos alguns 
conceitos. Trouxe para vocês algumas definições que já caíram em provas. 
Fogo: “Fenômeno físico resultante da combinação de oxigênio com um combustível, liberando calor, luz e 
usualmente chama.” 
Incêndio: “Fogo sem controle que incide sobre qualquer forma de vegetação podendo ser provocado pelo 
homem (intenção ou negligência) ou por fonte natural (ex.: raios).” 
Queimada: “Prática florestal ou agropastoril onde o fogo é utilizado de forma controlada, atuando como 
fator de produção.” 
Triângulo do fogo: “O triângulo do fogo é a representação dos três elementos necessários numa 
combustão. Esses elementos são: o combustível, que fornece energia para a queima; o comburente, que é 
a substância que reage quimicamente com o combustível; e o calor, que é necessário para iniciar a reação 
entre combustível e comburente.” A ausência, ou redução abaixo de certos níveis, de qualquer um dos 
componentes do triângulo do fogo inviabiliza o processo da combustão. 
 
 -Combustível: ganhos, folhas, gramíneas, árvores etc. 
-Oxigênio: presente na atmosfera em proporção de 21% (abaixo de 15% inviabiliza-se a combustão). 
-Calor: Luz solar, raios, meteoros, ponta de cigarro, fósforo etc. 
Monik Begname de Castro
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Fogo, ou mais precisamente combustão, é uma reação química de oxidação, idêntica à 
decomposição da madeira, apenas muitíssimo mais rápido, e se dá em três fases1: 
Pré-aquecimento: Fase inicial da combustão, em que os combustíveis florestais ganham calor e começa a 
perda de água, mas ainda não há chamas. O calor elimina o vapor d'água e continua aquecendo o 
combustível até a temperatura de ignição, aproximadamente entre 260 e 400°C para a maioria do material 
combustível. Os componentes voláteis se movem para a superfície do combustível e são expelidos para o ar 
circundante. Incialmente esses voláteis contêm grandes quantidades de vapor d'água e alguns compostos 
orgânicos não combustíveis. Quando a temperatura aumenta, a hemicelulose, a celulose e a lignina 
começam a se decompor e liberam um fluxo de produtos orgânicos combustíveis (pirolisados). Por estarem 
aquecidos, esses gases elevam-se, misturando-se com o oxigênio do ar e incendeiam-se produzindo a 
segunda fase. (Reação endotérmica) 
 
Fase Gasosas (Destilação ou combustão dos gases): nessa fase os gases destilados, oriundos dos 
combustíveis, se acedem e queimam, produzindo chamas e altas temperaturas, que podem atingir cerca 
de 1250 °C. (Reação exotérmica). 
 
Fase Sólida ou de Carbonização (Incandescência): Corresponde à fase final da combustão quando restam 
os materiais carbonizados e as cinzas residuais. O calor gerado é intenso, mas praticamente não existem 
chamas nem fumaça. (Reação exotérmica). 
 
1 SOARES, Ronaldo Viana; BATISTA, Antônio Carlos. Incêndios Florestais: controle, efeitos e usos do fogo. Curitiba, PR. 
2007. 250 p.CEMIG/UFV/SIF. 
 
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Embora haja certa superposição entre elas, as três fases da combustão podem ser perfeitamente 
observadas em um incêndio florestal. 
Como vimos, para que haja a combustão, uma das condições necessárias é a presença de uma fonte 
de calor suficientemente forte. Portanto, após iniciado o fogo, o calor deve ser transferido da zona de 
combustão para os combustíveis próximos a fim de que o incêndio possa avançar ou se propagar. Essa 
transferência de calor pode ocorrer através de condução, radiação e convecção. 
2. Propagação dos incêndios 
A propagação dos incêndios é um fenômeno muito complexo. São três os processos físicos de 
transferência de calor: RADIAÇÃO, CONDUÇÃO e CONVECÇÃO, que comumente estão atuando 
simultaneamente em um incêndio florestal. Na literatura é considerado o TRANSPORTE DE MASSA como 
um quarto processo de transferência de calor, apesar de não ser um método físico, é uma importante forma 
de transferência de calor nos incêndios. 
Condução: é a passagem de calor por contato direto com a fonte de calor. Quando uma substância é 
aquecida ela absorve calor e sua atividade molecular interna aumenta. À medida que o grau de agitação 
molecular aumenta, a temperatura também aumenta. É um fenômeno que possui pouca importância na 
propagação dos incêndios florestais, visto que os materiais combustíveis florestais, como a madeira e o 
solo, são maus condutores de calor. 
Radiação: é a transferência do calor através do espaço, em qualquer direção, à velocidade da luz. A radiação 
é muito importante em todos os incêndios, pois é o principal método de transferência de calor em grandes 
incêndios florestais, atuando no pré-aquecimento e ignição dos combustíveis ao redor do foco principal das 
chamas. 
 Ex.: Aquecimento da cozinha com o aquecimento do forno do fogão. A sensação de aquecimento 
será fornecida pelo calor radiado da fonte, sob a forma de ondas. 
Convecção: é a transferência de calor através do movimento circular ascendente de massas de ar 
aquecidas. O ar aquecido se expande tornando-se mais seco e menos denso que o ar frio. Estando mais 
leve, esse ar tende a subir dando início a um movimento ascendente constante. A velocidade com que 
ocorre a convecção do ar durante os incêndios florestais indica em que intensidade está ocorrendo o 
processo de combustão. Essa forma de transferência de calor atua de maneira importante no transporte 
das chamas de incêndios superficiais até as copas das árvores. O fenômeno da convecção atua de maneira 
mais intensa no comportamento do fogo, quando ocorre em regiões de topografia acidentada 
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Transporte de massa: está intimamente ligadoà convecção, mas ele pode se realizar também através 
do rolamento de matérias combustíveis em chama, queda de material aceso ou em chamas. E quando 
a coluna de convecção é muito violenta, fagulhas podem ser lançadas a quilômetros de distância da frente 
principal de fogo. O transporte de massa pode ocorrer em qualquer tipo de incêndio florestal dependendo 
do material combustível e da ação do vento. 
1. Características da coluna de fumaça 
A fumaça é o conjunto de gases, vapor de água, materiais particulados finos e resíduos da 
combustão, que acendem na área ardente. A ascensão é facilitada pela coluna convectiva. A cor e a forma 
da coluna são indicadoras das características do local afetado pelo incêndio e do comportamento resultante 
do fogo. 
A forma e a cor dependem da: 
• Intensidade calórica do incêndio. 
• Superfície da área ardente. 
• Qualidade dos combustíveis. 
• Estabilidade atmosférica (perfil vertical de ventos). 
Fumaça branca - material combustível fino, com pouco material lenhoso, com alto teor de umidade. A 
cor branca se deve, principalmente, ao volume de vapor d’água nos combustíveis. 
Fumaça cinza – mais escura ou mais clara – material combustível mais seco e com maior quantidade de 
material lenhoso. 
2. Fatores que influenciam na propagação dos incêndios florestais 
Os fatores que influenciam na propagação dos incêndios florestais, basicamente, são os seguintes: 
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• Material combustível 
• Topografia 
• Meteorologia 
MATERIAL COMBUSTÍVEL: Combustível é qualquer material orgânico, vivo ou morto, no solo, sobre o solo 
ou acima do solo, capaz de entrar em ignição e queimar. Por ser um dos elementos do triângulo do fogo, é 
indispensável para a ocorrência e propagação dos incêndios florestais. 
Existem diversos fatores que devem ser levados em conta quando analisamos a vegetação e sua influência 
no comportamento do fogo: 
a) quantidade, continuidade, relação superfície–volume, arranjo espacial das plantas, que em o 
conjunto com a composição das espécies são os componentes estruturais dos diferentes tipos de 
vegetação; 
b) a condição ou o estado da vegetação, isto é, o teor de umidade presente nas plantas e nos restos 
vegetais; 
c) a quantidade e a compactação dos restos vegetais (partículas) acamados no solo. 
TOPOGRAFIA: É o formato da superfície da Terra. É mais fácil prever as influências que o terreno terá no 
fogo, observando as seguintes características: relevo, ventos, exposição aos raios solares (norte e sul), 
altitude (quanto mais próximo da água mais frondosa será a vegetação), grau de inclinação ou pendente 
(este é o mais importante dos fatores topográficos, atuando especialmente na velocidade de propagação. 
Incêndios queimam mais rapidamente morro acima do que morro abaixo. Quanto mais íngreme o morro, 
mais rápida é a propagação do fogo pelo efeito da convecção e radiação sobre os combustíveis não 
queimados). 
Grau de inclinação (%) Fator de propagação 
0 a 5 1,0 
6 a 19 1,5 
20 a 39 2,0 
40 a 70 4,5 
METEOROLOGIA: As condições meteorológicas são fatores importantes para o desenvolvimento dos 
incêndios florestais. Quatro fatores são fundamentais: temperatura, vento, umidade relativa do ar e 
precipitação. 
• Temperatura – É o grau de calor de um lugar. O calor resseca a vegetação tirando a umidade, 
facilitando o início e a propagação do incêndio. 
• Vento – quanto mais forte o vento, mais fácil o fogo se espalha, isto é, maior velocidade de 
propagação ele tenderá a apresentar. O vento fornece mais oxigênio (ar) e facilita a dessecação 
(perda de umidade) da vegetação. Além disso, ele interage com a coluna de convecção, espalhando 
fagulhas e brasas, o que pode causar outros focos de incêndios. 
• Umidade Relativa do Ar – É a quantidade de água existente no ar. A baixa umidade é responsável 
pelo ressecamento da vegetação, facilitando o início do incêndio e a sua propagação. Além disso, a 
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baixa umidade facilita a ação do oxigênio na reação de combustão pelo aumento de sua 
concentração relativa no ar. 
• Precipitação – É a quantidade de umidade que cai da atmosfera e alcança o solo. Podendo ser na 
forma de chuva, de orvalho, de névoa ou de neblina. As precipitações são importantes porque 
umedecem a vegetação. 
3. Partes de um incêndio 
Vejamos agora as partes de um incêndio: 
 
 Fonte: ICMBio,2010.2 
Perímetro: é a linha que delimita a área queimada. 
Frente ou cabeça: é a parte do incêndio que se movimenta mais rápido. Um incêndio pode ter duas ou mais 
frentes e quando o vento muda de direção, os flancos ou a retaguarda podem se transformar em novas 
frentes. 
Cauda, Base ou retaguarda: é a parte do incêndio que se move mais lentamente, propagando-se contra o 
vento. 
Flancos ou alas: são os dois lados do incêndio (esquerdo e direito), que devem ser determinados olhando-
se da cauda em direção a cabeça. Os flancos geralmente avançam com lentidão e nestes casos, constituem 
o melhor ponto para se iniciar o combate ao incêndio. 
Dedos ou alongamento: são faixas mais estreitas do incêndio que se propagam. 
Bolsa ou garganta: área que queima mais lentamente e é contornada pelo fogo podendo vir a ser uma ilha. 
A brigada deve evitar se posicionar aqui, pois pode facilmente ser cercada pelo fogo. 
Ilha: área não queimada dentro do perímetro do incêndio podendo abrigar animais peçonhentos (área de 
risco para o brigadista). 
 
2 INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE – ICMBio. Manual para formação de brigatista 
de prevenção e combate aos incêndios florestais. ICMBIO, 2010. Disponível em: 
http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/servicos/sejaumbrigadista.pdf. Acesso em: 14 fev. 2020. 
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Foco secundário: foco iniciado geralmente por fagulhas, dando origem a outro foco de incêndio. 
Cabeça (Frente), Flanco (Lados) e Cauda (ou Base) são as três principais partes de um Incêndio. 
3. Causas dos incêndios florestais 
São diversas as causas dos incêndios florestais, porém as causas mais comuns no Brasil são pela ação 
negligente ou acidental do homem, intencionalmente, ou a partir de fenômenos naturais que representa a 
minoria dos casos. 
As principais causas dos incêndios florestais são as seguintes: 
Raios: são os incêndios causados direta ou indiretamente por descargas elétricas da atmosfera. Único grupo 
que não é de responsabilidade humana. 
Incendiários: incêndios causados intencionalmente por pessoas, em propriedade alheias, seja por vingança 
ou desequilíbrio mental (piromaníaco). 
Queimas para limpeza: incêndios originários do uso do fogo na limpeza de terreno, seja para fins florestais, 
agrícolas ou pecuários, que por negligência ou descuido tenha escapado do controle do homem e atingido 
áreas florestais. 
Fumantes: incêndios provocados por fósforos e pontas de cigarros acesos. 
Fogos de recreação: incêndios causados por pessoas que utilização a floresta como local de recreação, tais 
como pescadores e caçadores. 
Operações florestais: incêndios causados por trabalhadores florestais em atividade na floresta. 
Estradas de ferro: incêndios causados direta ou indiretamente pelas atividades das ferrovias. 
Outras: incêndios cuja causas não se enquadram em nenhum dos grupos anteriores, tais como balões de 
festas juninas,efeito-lente de cacos de vidro etc. 
Dentre as principais causas de incêndios florestais causados pelo homem, a queima para limpeza 
e os incendiários são as mais frequentes. Já o raio é a causa natural mais comum no Brasil. 
 
(CESPE/POLÍCIA CIENTÍFICA-PE/2016) Constitui causa de incêndio florestal o (a): 
a) lançamento de fogos de artifício próximo a matas ou florestas. 
b) destinação do solo. 
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c) semeadura do campo. 
d) reciclagem. 
e) depósito de resíduos líquidos em áreas de preservação. 
Comentários: 
Apenas a alternativa A se enquadra entre as possíveis causas dos incêndios florestais. O lançamento de 
fogos de artifício próximo a matas ou florestas, seria a fonte de calor necessária para ativar o triângulo do 
fogo. 
Gabarito: A 
(Instituto AOCP - 2019 - PC-ES) Assinale a alternativa que apresenta uma causa natural de incêndios 
florestais. 
a) Incendiários. 
b) Fogos de recreação. 
c) Raios. 
d) Queimas para limpeza. 
e) Operações florestais. 
Comentários: 
Dentre as opções a única que apresenta uma causa natural de incêndios florestais é a letra C, raios. 
Gabarito: C 
(CELESC DISTRIBUIÇÃO S.A. – SC_2018) Assinale a alternativa que não é considerada uma variável 
meteorológica com relação à ocorrência de incêndios florestais. 
a) Temperatura do ar. 
b) Precipitação. 
c) Radiação. 
d) Umidade do ar. 
e) Velocidade do vento. 
Comentário: 
A única alternativa que não e considerada uma variável meteorologia com relação à ocorrência de incêndios 
florestais é a radiação. 
Gabarito: C 
4. Efeitos dos incêndios florestais 
Agora iremos estudar os principais efeitos do fogo sobre os ecossistemas. Os incêndios variam em 
intensidade, duração, frequência, forma e extensão. Seus efeitos podem variar também de acordo com a 
estação do ano, tipo de combustível e propriedades do sítio. Esses efeitos podem ser agrupados em: efeitos 
sobre o solo, a vegetação, a fauna silvestre e o ar. 
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1. Efeitos sobre o solo 
Embora o calor gerado pelo fogo não penetre diretamente no solo, sua superfície é bastante sensível 
às mudanças de temperatura pela presença dos organismos do solo e da matéria orgânica. Dependendo da 
intensidade do fogo a temperatura acima da superfície do solo pode ultrapassar a 1.000 °C, em incêndios 
de alta intensidade. Na superfície do solo, a temperatura pode chegar a 200 °C ou mais, devido ao calor 
transferido por radiação. Já abaixo da superfície do solo, as temperaturas dependem do calor conduzido 
através do solo, mas decrescem rapidamente com o aumento da profundidade por ser o solo um mau 
condutor de calor. 
A perda da matéria orgânica na camada superficial, principalmente após repetidos incêndios, expõe 
a superfície do solo podendo provocar um acelerado escoamento superficial da água e, consequentemente, 
rápida erosão, refletindo diretamente na redução da CTC da camada superficial, deixando o solo menos 
produtivo ao longo do tempo. A CTC é a capacidade de troca catiônica. Ela tem influência na estabilidade 
do solo, disponibilidade de nutrientes, pH do solo e na reação do solo com fertilizantes e outros. 
Quando ocorre a retirada da cobertura vegetal do solo, tanto pelos incêndios quanto pela 
devastação florestal, ocorre a alteração da força e frequência com os quais os pingos de chuvas atingem o 
solo, tornando-o mais susceptível a erosão. 
Os incêndios florestais podem também reduzir a capacidade de absorção da água da chuva pelo 
solo devido ao aumento da repelência à água, desenvolvida pelo solo em consequência do calor gerado 
pelo fogo. 
Mas professora, como que ocorre esse processo de aumento da repelência à água? 
 Pois bem, irei te explicar como isso acontece. No piso da floresta existe material combustível que 
durante sua queima libera gases voláteis insolúveis em água que irão se condensar, ou seja, passar do estado 
gasoso para o líquido, em camadas superiores mais frias dos solos. Dessa forma, as camadas superficiais 
reduzem sua capacidade de absorção de água pela presença de uma fina película formada por elementos 
insolúveis em água liberados durante a queima. 
Como já falei para vocês, o piso da floresta é formado por matéria orgânica, que são resíduos de 
vegetais e de animais em decomposição. O efeito do fogo sobre o solo depende do tipo e da quantidade 
desses resíduos e do que cada incêndio, em particular, faz a ela. 
A dimensão da destruição da matéria orgânica pelos incêndios é basicamente em função: 
• Intensidade e temperatura do fogo 
• Grau de incorporação da matéria orgânica ao solo 
• Tipo de vegetação existente antes da queima 
Um dos mais significantes efeitos do fogo sobre o ecossistema é a mineralização da matéria 
orgânica acumulada sobre o piso da floresta. 
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Mas o que é a mineralização? 
Mineralização é o processo em que substâncias orgânicas são convertidas em substâncias 
inorgânicas (forma que é absorvida pelas plantas). Esse processo pode ocorrer de forma natural, com a 
decomposição, porém muito lenta, ou através da queima. 
Decomposição natural → a liberação de nutrientes é lenta e contínua, sendo os mesmos quase que 
totalmente aproveitados pelas plantas locais. 
Queima → libera nutrientes rapidamente, aumentando sua disponibilidade, embora muitos dos 
elementos solúveis e alguns resíduos orgânicos finos possam ser lixiviados através do perfil do solo ou 
mesmo levados pelas enxurradas. 
Quando a matéria orgânica é queimada, as substâncias nela contida são liberadas em forma de 
óxidos que são depositados como cinzas na superfície do solo. Estas cinzas, geralmente ricas em óxidos 
solúveis de bases, se transformam em carbonatos capazes de neutralizar a acidez do solo. 
O fogo no solo altera também a dinâmica populacional de microrganismos que nele vive. Em razão 
de sua alta porosidade o solo apresenta baixa condutividade térmica, proporcionando no momento da 
queima, maiores temperaturas apenas na interface solo - atmosfera. Isso explica, em parte, a sobrevivência 
de alguns microrganismos após o fogo. No caso dos incêndios subterrâneos, embora de difícil ocorrência, 
os danos aos microrganismos do solo são mais acentuados. A menor frequência desses incêndios se explica 
em função da baixa oxigenação do solo nas camadas mais inferiores e de sua alta umidade. Assim, a baixa 
condutividade térmica do solo bem como os fatores que dificultam os incêndios subterrâneos, constitui em 
alguns aspectos que de certa forma contribuem para a sobrevivência de um certo número de 
microrganismos após o fogo. 
Estudos relacionados ao efeito do fogo sobre os microrganismos revelam que a queimas de alta 
intensidade esterilizaram a camada de serapilheira de cerca de 2 cm e a maioria das bactérias e fungos da 
camada superficial do solo, de 2 cm de profundidade, foram também mortas pelo calor. Em queimas de 
média intensidade alguns microrganismos sobreviveram mesmo na serapilheira e apenas 57% das bactérias 
foram destruídas na camada de 2 cm de profundidade. 
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2. Efeitos sobre a vegetaçãoOs danos causados às árvores são os mais visíveis e conhecidos efeito do fogo sobre a vegetação. Os 
incêndios que causam os maiores danos à vegetação são os incêndios de copa. Esses incêndios se 
originam do crescimento de incêndios superficiais, durante condições climáticas adversas, em áreas de alta 
concentração de combustível e devido a suas altas intensidades podem matar as árvores ou deixá-las com 
cicatrizes facilitando a infestação por pragas e insetos, deixando-as enfraquecidas, podendo ainda ser 
derrubadas pelo vento. Quando a intensidade é suficientemente alta o calor penetrar através da casca e 
mata o câmbio. O câmbio é responsável pelo crescimento radial (ou seja, de dentro para fora) de uma 
árvore. Nessa região ocorre a divisão e a diferenciação de novas células, dando origem ao floema, 
externamente, e ao xilema, internamente. 
 
 O que efetivamente danifica ou mata uma árvore durante um incêndio é a elevação da temperatura 
das células vivas a um nível letal, em locais críticos, tais como a base do tronco e a folhagem. A morte do 
câmbio na base do tronco, quando submetido a altas temperaturas, é uma das principais causas da 
mortalidade das árvores em incêndios florestais. De uma forma geral, considera-se que a temperatura 
capaz de causar a morte de células e tecidos é de 60°C, por um tempo de 1 a 2 minuto. A morte do câmbio 
está relacionada às temperaturas que ocorrem durante um incêndio e ao tempo de exposição da árvore, 
pois uma temperatura só será letal se for mantida por um tempo adequado. 
3. Efeitos sobre a fauna 
Os grandes e rápidos incêndios podem encurralar e matar animais selvagens e destruir os locais 
adequados para ninhos e pássaros. Alguns pesquisadores, por outro lado, consideram insignificante a 
mortalidade direta de animais provocada pelo fogo. 
Os animais maiores escapam através dos flancos dos incêndios, mas muitos indivíduos às vezes 
permanecem no interior da área queimada. Incêndios em vegetação de campo não queimam de maneira 
uniforme e a temperatura ao nível do solo geralmente é relativamente baixa. Por este motivo, muitas vezes, 
os animais de pequeno porte podem se refugiar em tocas situadas abaixo da zona de combustão. 
Dificilmente são encontradas carcaça de animais após incêndios em vegetação de campo. 
Entretanto, existem casos em que a destruição de ninhos pode ser um fator daninho importante para 
a sobrevivência de algumas espécies do ecossistema. Para alguns animais, a falta de abrigo após um 
incêndio pode representar uma ameaça maior do que as próprias chamas, pois eles ficam expostos aos olhos 
dos predadores. Por isto, em locais onde incêndios naturais ocorrem com frequência, parece que alguns 
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animais desenvolveram uma coloração camuflante, como por exemplo alguns habitantes dos cerrados e 
das savanas. 
4. Efeitos sobre o ar atmosférico 
Conforme a equação da combustão completa, além de calor, libera apenas água (sob forma de 
vapor) e dióxido de carbono (CO2). A água não é poluidora do ar e o CO2, produzido livremente através da 
decomposição natural de substâncias orgânicas, também não é considerado, pelo menos até o momento, 
um elemento poluidor da atmosfera. 
 
 
O grande problema é que nos incêndios 
florestais a combustão nunca é completa. Além 
da água e do CO2, vários outros elementos são 
lançados na atmosfera, como monóxidos de 
carbonos, hidrocarbonetos e partículas. 
Entretanto, nos incêndios florestais não há 
produção de óxidos de enxofres, altamente 
poluidores, porque o conteúdo de enxofre na 
madeira é insignificante. 
Em um incêndio florestal, cerca de 90% dos produtos da combustão do material florestal é CO2 e 
água. Os outros 10% são principalmente partículas e hidrocarbonetos, responsáveis pelo maior impacto 
sobre a qualidade do ar. 
 
 
 
(CESPE/2010-Adaptada) Enquanto o fogo pode ser definido como um fenômeno resultante da 
combinação de oxigênio com um combustível, liberando calor, luz e usualmente chama, a expressão 
incêndio florestal é utilizada para definir a ocorrência de todo fogo sem controle que incide sobre 
qualquer forma de vegetação. A respeito das causas, efeitos, prevenção e combate a incêndios 
florestais, julgue os próximos itens com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas: 
I. ( ) Nos incêndios florestais, a temperatura do solo até 30 cm de profundidade varia muito, podendo 
atingir até 800 °C, afetando principalmente os teores de matéria orgânica, porém não influencia na 
capacidade de troca catiônica. 
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II. ( ) A poluição atmosférica causada pelo incêndio florestal ocorre, principalmente, devido à liberação 
de monóxido de carbono, dióxido de carbono, óxidos de nitrogênio, particulados e hidrocarbonetos. Este 
último é responsável por mais de 90% do carbono liberado durante a queima de biomassa. 
III.( ) Os incêndios florestais, principalmente quando produzem altas temperaturas, têm influência direta 
sobre a matéria orgânica, com a desagregação das partículas e, dessa forma, favorecendo a perda de 
elementos químicos solúveis em água, afetando a capacidade de troca catiônica, o pH e os teores de 
enxofre, cátions divalentes e potássio. 
Estão corretas: 
a) I e II. 
b) Apenas II. 
c) II e III. 
d) Apenas III. 
Comentários: 
I. Errada. A redução da capacidade de troca catiônica (CTC) é acarretada pela diminuição da matéria 
orgânica do solo. Assim, a redução da matéria orgânica pelo fogo reduz ainda mais a CTC do solo, tornando-
os mais susceptíveis as perdas de bases e elementos químicos liberados pela queima do material vegetal. 
II. Errada. A poluição atmosférica causada pelo incêndio florestal ocorre, principalmente, devido à liberação 
de monóxido de carbono, dióxido de carbono, óxidos de nitrogênio, particulados e hidrocarbonetos. Este 
último é responsável por mais de 90% do carbono liberado durante a queima de biomassa. Conforme 
vimos em aula, os hidrocarbonetos são responsáveis por 10% do produto da combustão. 
III. Correta. 
Letra D. 
5. Prevenção 
O segredo para evitar os riscos de incêndio florestal está, em grande parte, na prevenção. A 
prevenção é o trabalho mais importante do serviço de controle de incêndios e envolve dois níveis de 
atividade. Primeiro, a prevenção dos incêndios causados pelo homem, buscando por meio da educação da 
população, legislação específica e medidas coercitivas, evitar que o fogo ocorra. Segundo, usando 
técnica para controlar, impedir ou dificultar a propagação daqueles que não foi possível evitar. 
A seguir iremos estudar algumas técnicas de prevenção aos incêndios florestais. 
1. Técnicas de prevenção 
As principais técnicas de prevenção aos incêndios florestais são: 
Construção e manutenção de aceiros: Aceiros são faixas onde a vegetação foi completamente eliminada 
da superfície do solo. A finalidade é prevenir a passagem do fogo para área de vegetação, evitando-se assim 
queimadas ou incêndios. 
A largura dos aceiros depende: 
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• Tipo de material combustível, ou seja, vegetação mais susceptíveis devem apresentar aceiros de 
maior largura; 
• Localização em relação à configuração do terreno; 
• Condições meteorológicas esperadas na época de maior ocorrência de incêndios. 
Em locais de extremo perigo, os aceirosnão devem ser inferiores a 5 metros, podendo chegar a 
50 metros. É importante que seja feito a manutenção dos aceiros pelo menos uma vez ao ano, pois de nada 
adianta uma rede de aceiros se estes não estiverem limpos, pelo menos durante o período de maior risco de 
incêndios. 
Redução do material combustível: é uma técnica de difícil execução, mas sem dúvidas é a técnica 
preventiva mais eficiente para evitar a propagação dos incêndios. A redução do material combustível pode 
ser feita através de métodos mecânicos, químicos e por queima controlada, porém essa é a técnica mais 
arriscada. 
Construção de açudes: consiste na construção de barragens simples ao longo de cursos d’agua próximos a 
propriedade. Além de ser pontos de fácil acesso para a captação de água, influem beneficamente no 
microclima local, podem ser úteis na recreação e na piscicultura. 
Silvicultura preventiva: baseia-se na modificação da estrutura do material combustível, eliminação, 
reordenação, conversão e translado, para atender os objetivos de proteção contra incêndios, relacionando 
essa proteção ao melhoramento da produção e à qualidade do ambiente. Essa técnica tem sido uma das 
formas de prevenção mais adotadas nas áreas florestais plantas em todo o mundo com o objetivo de reduzir 
os riscos e os danos causados pelos incêndios florestais. 
Falei para vocês que uma das técnicas de prevenção aos incêndios florestais é o método de queimada 
controlada para a redução de material combustível, método esse de difícil execução, porém é a técnica 
prevenida mais eficiente. Por esse motivo, irei falar um pouco mais sobre a queima controlada. Vamos lá? 
2. Queimadas controladas 
O uso do fogo controlado, na redução do material combustível, poderá ser feito tanto dentro como 
fora da floresta. Esse método tem a vantagem de ser mais barato e mais eficiente que outros na redução do 
material. 
O preparo do terreno, realizado através da queima controlada, é relativamente barato, sendo mais 
aplicado para terrenos montanhosos, de difícil acesso para máquinas. O uso do fogo controlado, também 
poderá ser útil na indução da germinação das sementes do banco no solo superficial e serapilheira, como o 
que acontece nos bracatingais (Mimosa scabrella) e espécies do cerrado. 
Existem diversas técnicas ou métodos de queima controlada desenvolvidas para atender diferentes 
condições de tempo, topografia e material combustível. Os objetivos da queima, a quantidade e tipo de 
material combustível e os fatores climáticos devem estar correlacionados com a técnica adequada de 
queima, para se evitar eventuais danos aos recursos florestais ou ambientais. Nesse sentido, é de suma 
importância que as condições atmosféricas estejam favoráveis, para dissipar a fumaça nas camadas 
superiores do ar, afastando-as de áreas como estradas e cidades. 
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A) Queima contra o vento (Retrocesso) 
Consiste em fazer o fogo progredir na direção contrária ao vento. O fogo pode ser iniciado ao longo 
de uma barreira natural ou artificial e deixa-se que prossiga contra o vento. É considerada a técnica mais 
fácil e segura de queima controlada desde que o vento seja constante tanto em direção como em 
velocidade. Pode ser usada em grandes concentrações de combustíveis. 
Usada para limpeza do terreno e restos de cultura. 
Combustível: Leve e fino, por exemplo, gramíneas. 
Características da Queima: 
• O fogo se propaga lentamente, o que faz com que esta técnica seja muito segura e fácil de manejar; 
• O método é caro, pela lentidão de propagação do fogo. Portanto, não é recomendável aplicá-lo em 
terrenos planos sem presença de vento; 
• Pela lentidão da propagação da queimada, deve-se deixar um queimador do lado oposto ao início da 
queimada, para caso de o vento mudar de direção ele possa atuar. 
 
Vantagens Desvantagens 
Maior segurança Maior tempo de queima 
Queima a maioria do combustível rente ao solo 
Por ser lenta, pode ocorrer a mudança de direção 
do vento durante a queima 
Pode ser aplicado sob regiões arbóreas Queima mais danosa à microfauna, flora e ao solo 
Permite a fuga de animais 
Necessidade de ventos constante, entre 6 a 16 km/h 
Atinge menores temperaturas 
B) Queima em faixas a favor do vento 
Consiste em se colocar uma série de linhas de fogo de tal forma que nenhuma linha individual possa 
desenvolver alta intensidade antes de encontrar outra linha de fogo ou aceiro. A distância entre as linhas 
varia de 20 a 60 metros. Frequentemente usa-se uma combinação da queima a favor e da queima contra o 
vento para tratar uma área. 
Usada para limpeza do terreno e renovação de pastos. 
Combustível: leve e fino (gramíneas). 
Característica da Queima: 
• É segura e de fácil controle, porém requer pessoal com experiência para determinar a distância 
adequada entre as linhas que regulam o comportamento do fogo; 
• A intensidade da queima pode ser regulada, de maneira a adequá-la aos objetivos desejados. 
 
 
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Vantagens Desvantagens 
Alta versatilidade Necessita pessoas com experiências 
Segura e de fácil controle 
Requer “mais atenção” de quem está realizando a 
queima 
A intensidade da queima pode ser regulada Queima não fica uniforme 
Permite fuga para fauna. 
Riscos com deslocamento dentro da área a ser 
queimada. 
C) Queima de flancos 
Consiste em acender linhas de fogo paralelas à direção do vento, de modo que o fogo se propague 
formando um ângulo reto com ele. Essa forma de queima proporciona o uso do fogo a favor do vento, 
contudo, com um menor risco. São dispostas transversalmente ao vento várias faixas de fogo, 
proporcionando o desenvolvimento em baixas intensidades, visto que ocorre o confronto com o fogo contra 
o vento da faixa disposta paralelamente, funcionado assim, como um autocontrole na propagação do fogo. 
Além de ser uma queima rápida e sem tantos aceiros, ela permite trabalhar com a umidade do ar e do 
material combustível relativamente alta e sem a presença de ventos muito intensos (3 a 8 km h-1). 
Nesse tipo de queima, há forte tendência de turbulência no encontro lateral das chamas, 
aumentando o perigo de crestamento. 
Características da Queima: 
• É uma queima segura e de fácil controle. O comportamento do fogo é regulável com a distância de 
separação entre linhas. Porém, para isto, se requer pessoal com experiência. 
 
Vantagens Desvantagens 
Alta versatilidade Necessita pessoas com experiências 
Maior controle sobre o comportamento do fogo 
Exige coordenação entre as pessoas que realizam a 
queima 
Permite rota de fuga para os animais. Requer maior número de queimadores 
D) Queima em forma de estrela ou “V” ou Queima Chevron 
Indicada para uso em áreas acidentadas, sua aplicação deve ser feita sempre do topo para a base da 
montanha, morro etc. As linhas de fogo devem ser iniciadas simultaneamente, a partir de um único ponto 
no topo, e distribuídas de forma radial no sentido do declive. Essa técnica apresenta as mesmas vantagens 
e desvantagens do método de queima em flancos 
E) Queima em manchas ou pontos 
Esse método deve ser utilizado por pessoal experiente, ou seja, com conhecimento sobre o 
comportamento do fogo. A queima em manchas pode ser empregada com ventos leves e alternados. Os 
pontos de fogo devem ser colocados de 40 a 100 m de distância um do outro, evitando a ocorrência de 
muitas frentes de fogo, que quando se encontram, ocasionam o aumento da intensidade do fogo. Com essa 
técnica, é possível queimar grandes áreas em um curto espaço de tempo, utilizando-se aignição aérea, por 
exemplo. 
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Características da Queima: 
• Pode ser aplicada em grandes extensões de terrenos e em diferentes condições para reduzir 
combustíveis leves ou pesados; 
• A zona de maior intensidade linear (e, portanto, a de maior impacto) está onde se juntam os pontos 
ou manchões; 
• É barata, porque a queima se realiza rapidamente e não requer linhas de segurança intermediárias; 
• Não é recomendável aplicá-la em terrenos com uma forte inclinação ou com presença de ventos. 
 
Vantagens Desvantagens 
Permite selecionar o material a ser queimado Necessidade de pessoas com experiência 
Queima é rápida 
Não recomendável em terrenos inclinados ou com 
ventos variantes 
Não necessita de preparação anterior do terreno 
Riscos com deslocamento dentro da área a ser 
queimada 
Permite fuga de animais Queima não é uniforme 
F) Queima em forma de anel 
Neste processo, vários pontos de fogo, em forma mais ou menos circular, são acesos no centro da 
área. A propagação deste ponto de fogo vai se acelerar a medida que a liberação de calor aumenta, 
formando uma ativa coluna de convecção. A corrente de ar conveccional, que se forma no centro da área, 
puxa a fumaça para cima, em forma de coluna. Devido a essa forte coluna de convecção criada na região 
central, o fogo não se propaga com muita intensidade na direção dos limites externos da área. 
É uma técnica bastante utilizada em atividades florestais, principalmente na eliminação de resíduos 
de exploração, para o preparo do terreno para o plantio ou para melhorar o habitat da fauna silvestre em 
pequenas aberturas ou clareiras na floresta. Usada para queima de restos florestais 
Combustível: Principalmente Pesado 
Vantagens Desvantagens 
Queima rápida 
Exige pessoal com experiência para a coordenação 
da tarefa 
O combustível consome completamente Alta coluna de convecção 
 
Não existe fuga para a fauna 
Alto número de queimadores 
Maior tempo de vigilância 
 
 
 
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QUEIMA CONTRA O VENTO3 CARACTERÍSTICAS 
Consiste em se colocar linhas de fogo ao longo de 
aceiros naturais ou artificiais e permitir que ele se 
propague apenas contra o vento 
Vantagens: Simples, segura, menos poluidora e 
atinge menores temperaturas. 
Desvantagens: necessidade de ventos constante, 
entre 6 a 16 km/h, requer mais tempo para a 
execução, construção de aceiros dentro da área, o 
que deixa a técnica mais cara. 
QUEIMA A FAVOR DO VENTO CARACTERÍSTICAS 
Consiste em se colocar várias linhas de fogo de 
tal forma que nenhuma linha individual 
desenvolva alta velocidade antes de encontrar 
outra linha ou aceiro. 
Vantagens: relativamente rápido, flexível e custo 
moderado. 
Desvantagens: necessidade de construção de 
aceiros dentro da área, o fogo pode aumentar sua 
intensidade no encontro entre linhas, aumentando 
as chances de crestamento das copas. 
QUEIMA EM FLANCOS CARACTERÍSTICAS 
Consiste em acender linhas de fogo paralelas à 
direção do vento, de modo que o fogo se propague 
formando um ângulo reto com o mesmo. 
Vantagens: é útil em pequenas áreas; grandes áreas 
em curto tempo; segurar lateralmente o fogo 
quando se usa outros métodos. 
Desvantagens: requer muita habilidade. 
 
 
 
3 BARBOSA, Ana Carolina Maioli C. Barbosa. Incêndios Florestais. [Blog Internet]. Consultado em 21/02/2020. Disponível 
em: http://gef152.blogspot.com.br/ 
 
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QUEIMA EM “V” OU QUEIMA CHEVRON CARACTERÍSTICAS 
Técnica desenvolvida para áreas acidentadas. O 
fogo e colocado sempre do topo para a base da 
montanha. 
Vantagens: é útil em pequenas áreas; grandes áreas 
em curto tempo; segurar lateralmente o fogo 
quando se usa outros métodos. 
Desvantagens: requer muita habilidade. 
 
QUEIMA EM MANCHAS CARACTERÍSTICAS 
Consiste em iniciar vários pontos simultâneos de 
fogo, que vão se encontrando antes que se tornem 
muito grandes e se propaguem de forma intensa e 
violenta; 
Vantagens: queimar grandes áreas em pouco 
tempo; baixo custo; não necessita de aceiros 
Desvantagens: requer experiência; se a distância 
entre os pontos for mal calculada pode gerar 
manchas quentes 
 
QUEIMA CENTRAL OU EM ANEL CARACTERÍSTICAS 
Consiste em colocar vários pontos de fogo de forma 
mais ou menos circulares. A coluna de convecção 
criada na região central não deixa o fogo se propagar 
com muita intensidade na direção dos limites 
externos da área. 
Vantagens: onde se necessita alta intensidade de 
fogo (eliminação de resíduos de exploração, 
queimas para melhorar o habitat da fauna silvestre. 
Desvantagens: lançamento de fagulhas pela 
coluna central. 
 
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3. Índices de perigo de incêndio 
O incêndio florestal é uma das maiores ameaças tanto para os investimentos em cultivos florestais 
quando para biomas nativos. No passado, as equipes de combate se dedicavam mais em atividades de 
supressão do fogo, procuravam se aperfeiçoar mais em técnicas de combate, porém hoje já se observa uma 
nova tendência, a de se dedicar mais atenção às técnicas de prevenção e pré-supressão, pois é muito mais 
vantajoso. 
Com o intuito de se ter uma maior percepção sobre as condições de perigo, foram criados os índices 
de perigo de incêndios, que indicam a probabilidade de ocorrer um incêndio, assim como a facilidade de 
ele se propagar. Os principais índices de perigo de incêndios que foram ou são utilizados por empresas ou 
instituições florestais na prevenção de incêndios no país são os seguintes: 
➢ Índice de Angstron 
➢ Índice de Nesterov 
➢ FMA – Formula de Monte Alegre 
➢ FMA+ - Fórmula de Monte Alegre Alterada 
A) ÍNDICE DE ANGSTRON 
Desenvolvido na Suécia, esse índice consiste fundamentalmente na temperatura e umidade 
relativa do ar, ambos medidos diariamente às 13 h. 
𝐵 = 0,05𝐻 − 0,1(𝑇 − 27) 
Sendo: 
B=índice de Angstron 
H= umidade relativa do ar em % 
T= temperatura do ar em °C 
B < 2,5: há risco de incêndio. 
B) ÍNDICE DE NESTEROV 
Desenvolvido na Rússia, esse índice fundamenta-se na temperatura e o déficit de saturação do ar, 
ambos medidos diariamente às 13h. O índice de Nesterov, que é cumulativo, tem a seguinte equação 
básica: 
𝐺 = ∑ 𝑑. 𝑡
𝑛
𝑛=1
 
Sendo: 
G = índice de Nesterov 
d = déficit de saturação do ar em milibares 
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t = temperatura do ar em °C 
n = número de dias sem chuva 
O déficit de saturação do ar, por sua vez, é igual a diferença entre a pressão máxima de vapor d’água 
e a pressão real de vapor d’água, podendo ser calculado através da seguinte expressão: 
𝑑 = 𝐸 (1 −
𝐻
100
) 
Sendo: 
d = déficit de saturação do ar em milibares 
E = pressão máxima de vapor d'água em milibares 
H = umidade relativa do ar em % 
No índice de Nesterov, a continuidade da somatória é limitada pela ocorrência de uma série de 
restrições, de acordo com a quantidade dechuva do dia: 
Chuva do dia 
(mm) 
Modificação no cálculo 
2,0 Nenhuma 
2,1 a 5,0 Abater 25% no valor de G na véspera e somar (d.t) do dia 
5,1 a 8,0 Abater 50% no valor de G na véspera e somar (d.t) do dia 
8,1 a 10,0 Abandonar a somatória anterior e recomeçar novo cálculo, isto é, G = (d.t) do dia. 
 
>10,0 
Interromper o cálculo (G = 0), recomeçando a somatória no dia seguinte ou quando a 
chuva cessar. 
Interpretação do grau de risco estimado pelo índice é feito através de uma escala de perigo: 
Valor de G Grau de Perigo 
300 Nenhum risco 
301 a 500 Risco pequeno 
501 a 1000 Risco médio 
1001 a 4000 Grande risco 
>4000 Altíssimo risco 
C) FMA – FÓRMULA DE MONTE ALEGRE 
Desenvolvido no Paraná, este índice, também cumulativo, tem como única variável a umidade 
relativa do ar, medida às 13h. Sua equação é a seguinte: 
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𝐹𝑀𝐴 = ∑
100
𝐻
𝑛
𝑛=1
 
Sendo: 
FMA = Fórmula de Monte Alegre 
H = umidade relativa do ar (%), medida às 13h 
n = número de dias sem chuva 
Sendo cumulativo, o índice está sujeito às restrições de precipitação: 
Chuva do dia (em mm) Modificação no cálculo 
≤2,4 Nenhuma 
2,5 a 4,9 Abater 30% na FMA calculada na véspera e somar (100/H) do dia. 
5,0 a 9,9 Abater 60% na FMA calculada na véspera e somar (100/H) do dia. 
10,0 a 12,9 Abater 80% na FMA calculada na véspera e somar (100/H) do dia. 
> 12,9 Interromper o cálculo (FMA = 0) e recomeçar a somatória no dia 
seguinte. 
A interpretação do grau de perigo estimado pela FMA é também feita através de uma escala: 
Valor de FMA Grau de Perigo 
≤1,0 Nulo 
1,1 a 3,0 Pequeno 
3,1 a 8,0 Médio 
8,1 a 20,0 Alto 
>20,0 Muito Alto 
 
D) FMA+ – FÓRMULA DE MONTE ALEGRE ALTERADA 
𝐹𝑀𝐴+ = ∑ (
100
𝐻
) 𝑒0,04𝑣
𝑛
𝑛=1
 
Sendo: 
 FMA+ = Fórmula de Monte Alegre Alterada; 
 H = umidade relativa do ar em %, às 13:00H; 
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 n = número de dias sem chuva; 
 v = velocidade do vento em m/s, medida às 13:00H; 
 e = base dos logaritmos naturais (2,718282). 
Na Fórmula de Monte Alegre Alterada, também cumulativo, o índice está sujeito às restrições de 
precipitação: 
Chuva do dia 
(em mm) 
Modificação no cálculo 
2,4 Nenhuma 
2,5 a 4,9 Abater 30% no valor de FMA+ calculado na véspera e somar (100/H) do dia 
5,0 a 9,9 Abater 60% no valor de FMA+ calculado na véspera e somar (100/H) do dia 
10,0 a 12,9 Abater 80% no valor de FMA+ calculado na véspera e somar (100/H) do dia 
> 12,9 
Interromper o cálculo (FMA+ = 0) e recomeçá-lo no dia seguinte ou quando a chuva 
cessar 
A interpretação do grau de perigo estimado pela FMA+ é também feita através de uma escala: 
 
 
 
 
Esses índices de perigo de incêndios apresentam diversas utilidades e aplicações, dentre elas 
podemos destacar: 
➢ Conhecimento do grau de perigo: os índices permitem conhecer o grau de perigo de uma determinada 
área, diariamente; 
➢ Planejamento do controle de incêndios: conforme os índices aumentam, as medidas preventivas 
devem ser intensificadas; 
➢ Permissão para queimas controladas: segundo o Código Florestal, as queimas controladas somente 
podem ser feitas com a autorização do poder público. Para tanto, é fundamento que o responsável pela 
concessão da autorização para a queima leve em consideração os índices de perigo. Quando o perigo 
for alto ou muito alto, não se deve permitir queimas controladas, pois o risco do fogo escapar e se 
transformar em incêndios incontrolados é muito grande; 
Valor de FMA+ Grau de Perigo 
3,0 Nulo 
3,1 a 8,0 Pequeno 
8,1 a 14,0 Médio 
14,1 a 24,0 Alto 
> 24,0 Muito alto 
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➢ Estabelecimentos de zonas de perigo: os índices permitem estabelecer áreas potencialmente mais 
perigosas ou mais propícias à ocorrência de incêndios; 
➢ Previsão do comportamento do fogo: caso ocorra um incêndio, os índices podem fornecer uma boa 
ideia do comportamento do fogo; 
➢ Advertência pública do grau de perigo: os valores dos índices podem ser divulgados através de meios 
de comunicações disponíveis, para que as pessoas que trabalham ou utilização a floresta como 
recreação, tenham conhecimento do grau de perigo de incêndio. 
 
(Adaptada-CESPE 2018)Tendo em vista que os índices de perigo de incêndios são indicadores que 
apontam para a probabilidade de ocorrência de um incêndio, assim como para a facilidade de ele se 
propagar, com base nas condições atmosféricas do dia ou de uma sequência de dias; e sabendo que os 
principais índices de perigo de incêndio utilizados por empresas ou instituições florestais na prevenção 
de incêndios no país são o índice Angstron (B), o índice de Nesterov (G), a fórmula de Monte Alegre 
(FMA) e a fórmula de Monte Alegre alterada (FMA+), podendo esses índices ser acumulativos ou diários, 
identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas: 
( ) O índice de perigo de incêndio deve ser um dos fatores fundamentais a ser levado em consideração 
para a concessão de permissão para queima. Quando o perigo é alto ou muito alto, não se devem permitir 
queimas, pois existe o risco de o fogo escapar ao controle e transformar-se em incêndio. 
( ) A metodologia da FMA pode ser utilizada em regiões de clima diferente daquele em que ela tenha 
sido desenvolvida, sendo necessário adaptar-se apenas a escala de perigo. 
( ) A umidade relativa do ar é uma variável presente, direta ou indiretamente, na obtenção dos índices 
de perigo de incêndios B, G, FMA e FMA+ , dos quais G é o único diário, sendo todos os demais acumulativos. 
( ) De modo igual aos índices G e FMA, a interpretação do grau de perigo de incêndio estimado pela 
FMA+ é feita por uma escala de perigo, porém a quantidade de material combustível do local (biomassa) foi 
acrescentada à FMA para proporcionar uma indicação da intensidade de propagação do fogo. 
( ) A FMA tem-se mostrado um índice eficiente na avaliação do perigo de incêndios em várias regiões 
do Brasil; e, assim como o índice G, a interpretação do grau de perigo de incêndios estimado é feita por meio 
de uma escala de perigo. 
( ) De acordo com o índice G, que foi desenvolvido na Rússia e tem como variáveis a temperatura e o 
déficit de saturação do ar, o grau de perigo é estimado e sua interpretação é feita em uma escala de perigo 
na qual o valor de G compreendido no intervalo de 501 a 1.000 corresponde a um grau de perigo grande. 
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é: 
a) V, V, V, F, V, F. 
b) F, V, F, F, V, F. 
c) V, F, F, F, V, F. 
d) V, V, F, F, V, V. 
e) V, V, F, F, V, F. 
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Comentários: 
(V) O índice de perigo de incêndio deve ser um dos fatores fundamentais a ser levado em consideração para 
a concessão de permissão para queima. Quando o perigo é alto ou muito alto, não se devem permitir 
queimas, pois existe o risco de o fogo escapar ao controle e transformar-se em incêndio. Quanto maior o 
perigo, maior o risco de uma queima controlada virar um incêndio florestal. 
(V) A metodologia da FMA pode ser utilizada em regiões de clima diferente daquele em que ela tenha sido 
desenvolvida, sendonecessário adaptar-se apenas a escala de perigo. Como a FMA foi desenvolvida no 
Paraná, precisa ser ajustada e validada para cada região, devido aos fatores climáticos. 
(F) A umidade relativa do ar é uma variável presente, direta ou indiretamente, na obtenção dos índices de 
perigo de incêndios B, G, FMA e FMA+ , dos quais G é o único diário, sendo todos os demais acumulativos. 
Apesar de todos os índices citados possuírem a variável umidade do ar, os índices G, FMA e FMA+ são 
acumulativos e o índice B é não acumulativo. 
(F) De modo igual aos índices G e FMA, a interpretação do grau de perigo de incêndio estimado pela FMA+ 
é feita por uma escala de perigo, porém a quantidade de material combustível do local (biomassa) foi 
acrescentada à FMA+ para proporcionar uma indicação da intensidade de propagação do fogo. A FMA+ 
não leva em consideração a biomassa. 
(V) A FMA tem-se mostrado um índice eficiente na avaliação do perigo de incêndios em várias regiões do 
Brasil; e, assim como o índice G, a interpretação do grau de perigo de incêndios estimado é feita por meio 
de uma escala de perigo. Tanto no índice FMA quanto no G a interpretação do grau de perigo é feita por 
escala de perigo. A FMA tem-se mostrado um índice eficiente na avaliação do perigo de incêndios em 
várias regiões do Brasil 
(F) De acordo com o índice G, que foi desenvolvido na Rússia e tem como variáveis a temperatura e o déficit 
de saturação do ar, o grau de perigo é estimado e sua interpretação é feita em uma escala de perigo na qual 
o valor de G compreendido no intervalo de 501 a 1.000 corresponde a um grau de perigo grande. 
Conforme vimos em aula, o grau de perigo - G - compreendido no intervalo de 501 a 1000 corresponde 
a um grau de perigo médio e não grande. 
Letra E. 
6. Dinâmica 
1. Tipos de incêndios florestais 
Em se tratando de povoamentos de florestas plantadas no Brasil, as plantações de Eucalyptus spp. 
geralmente desenvolvem incêndios superficiais devido às características inerentes deste tipo de formação. 
A desrama natural em plantios adensados de eucalipto dificultam o desenvolvimento de um incêndio de 
copa, ficando o fogo (geralmente) restrito ao sub-bosque. Isso não significa que as copas não possam 
queimar, pois um fogo intenso poderá secá-las através do calor irradiado, e num segundo estágio destruí-
las totalmente. 
Os povoamentos de espécies de coníferas, como o Pinus spp. e a Araucaria angustifolia, mais 
comum no sul do país, apresentam copas (acículas e galhos) altamente inflamáveis devido ao elevado 
conteúdo de resinas. Esses plantios geralmente desenvolvem incêndios de copa quando o estado da 
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floresta (idade e densidade do povoamento) e as condições meteorológicas (principalmente o vento) são 
favoráveis. 
Durante um incêndio florestal, quer seja de matas nativas ou florestas plantadas, os três tipos de 
incêndios podem ocorrer simultaneamente ou nas possíveis combinações (superficial/subterrâneo e 
superficial/copa). 
A classificação mais adequada para definir os tipos de incêndios se baseia no grau de envolvimento 
de cada estrato do combustível florestal - desde o solo mineral até o topo das árvores - no processo da 
combustão. Nesse caso, os incêndios são classificados em subterrâneos, superficiais e de copa. 
 
A) Incêndios de superfície 
Os incêndios superficiais são aqueles que ocorrem na superfície do piso florestal, consumindo as 
plantas e demais componentes da serapilheira em diferentes estágios de decomposição, tais como folhas, 
galhos, estruturas de reprodução, enfim, todo o material combustível até cerca de 1,80 m de altura. O 
material presente até a altura de 1,80 m normalmente é composto por material de pequena espessura, 
geralmente bastante inflamável. Essa característica do material combustível, aliada a outras características 
como, por exemplo, a direção e intensidade do vento, ou ainda o grau de inclinação do terreno, podem 
proporcionar incêndios florestais superficiais, caracterizados por uma propagação relativamente rápida, 
abundância de chamas e muito calor. Mesmo com essas características, esses tipos de incêndios, 
normalmente, apresentam a possibilidade de aplicação de técnicas de combate e extinção do fogo. 
Esses incêndios são os mais comuns de todos os tipos, podendo existir em todas as regiões onde 
ocorra vegetação; normalmente, podem ser vistos em beiras de estradas e em campos. É também a forma 
pela qual começam quase todos os incêndios, isto é, praticamente todos iniciam como fogos superficiais. 
Havendo situações favoráveis, tais como tipo de vegetação, material combustível, intensidade de 
fogo, condições atmosféricas, os incêndios superficiais podem dar origem tanto a incêndios de copa como 
subterrâneos, quer as condições favoreçam a um ou outro tipo. 
Características: 
• Propagação relativamente rápida; 
• Abundância de chamas; 
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• Muito calor; 
• Geralmente, são mais fáceis de combater que os outros; 
• Dão origem aos outros tipos de incêndios 
B) Incêndios subterrâneos 
Os incêndios subterrâneos são geralmente definidos pelo fogo que queima sob a superfície do solo, 
devido à grande acumulação de matéria orgânica, húmus ou turfa em determinados tipos de florestas, 
como, por exemplo, nas zonas boreais com predominância de florestas de coníferas. 
São comuns em áreas alagadiças, tais como brejos e pântanos, que quando secam formam espessas 
camadas de turfa abaixo do solo, servido de material combustível altamente inflamável, alimentando o 
incêndio subterrâneo. Geralmente, os incêndios subterrâneos são precedidos por incêndios superficiais, e 
devido ao seu lento avanço, pouca fumaça e ausência de chamas, esse tipo de incêndio é difícil de ser 
detectado. Proporciona grandes danos às raízes e a fauna de solo, causando a morte dos mesmos e a 
consequente morte da árvore. 
Características: 
• Devido ao seu isolamento com a camada atmosférica (pouco oxigênio disponível) o fogo nesse tipo 
de incêndio se propaga com maior lentidão; 
• Sem presença de chamas; 
• Geralmente com pouca fumaça; 
• Difícil detecção; 
• Intensidade de calor elevada; 
• Causam a morte das raízes; 
• É o menos comum no país, sendo mais frequente nos Cerrados. 
C) Incêndios de copa 
São considerados incêndios de copa os que queimam combustíveis acima de 1,80 m de altura. Com 
exceção de casos excepcionais, como raios, por exemplo, todos os incêndios de copa originam-se de 
incêndios superficiais. 
As condições fundamentais para que haja ocorrência de incêndios de copa são folhagem combustível 
e presença de vento para transportar o calor de copa em copa. Esses incêndios propagam-se rapidamente, 
liberando grande quantidade de calor, e são sempre seguidos por um incêndio superficial. Isso porque os 
incêndios de copa espalham fagulhas e outros materiais, que acesos irão gradativamente queimando a 
vegetação rasteira e demais materiais combustíveis na superfície do solo. 
Características: 
• Toda folhagem do estrato arbóreo é consumida pelo fogo; 
• Libera grande quantidade de calor; 
• Em sua grande maioria são originados por incêndios de superfície (com exceção à queda de raios, a 
qual pode originar-se a partir das copas); 
• Favorecido pela continuidade vertical do material combustível; 
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• Também é favorecido em locais de grande inclinação através das correntes de convecção; 
• O combate é extremamente difícil e deve haver uma combinação de métodos e ações terrestres e 
aéreas, nos casos mais complexos (que será tema tratado mais à frente desde manual). 
2. Comportamento do fogo 
O conhecimento do comportamento do fogo é fundamental para um combate eficiente, eficaz e 
seguro. É por meio dele que obtemos a capacidade de previsão de seu comportamento futuro (modelo de 
propagação do incêndio), o que se constitui num dos alicerces para o planejamento das ações de combate. 
A seguir, iremos estudar algumas variáveis utilizadas para o estudo do comportamento do fogo. 
Taxa de propagação: ou velocidade de propagação, é o termo usado para descrever a taxa segundo a qual 
o fogo aumenta, tanto em área quanto linearmente. É um dos mais importantes parâmetros em estudos de 
comportamento de fogo. A taxa de propagação pode ser medida em m/s, m/min ou km/h. 
Intensidade do fogo: taxa de energia ou calor liberado por unidade de tempo e por unidade de 
comprimento da frente de fogo. 
Calor por unidade área: pode ser estimado através da intensidade do fogo, simplesmente dividindo-se esta 
pela velocidade de propagação: 
𝐻𝑎 =
𝐼
𝑟
 
Ha = calor liberado por unidade de área, em kcal/m2 
I = intensidade do fogo, em kcal/m.s 
r = velocidade de propagação do fogo, em m/s 
Altura de crestamento letal: No momento da combustão os gases e vapores liberados sobem, aquecendo 
as camadas de ar acima da zona de combustão. Embora os gases quentes esfriem rapidamente acima da 
zona de combustão, dependendo da intensidade do fogo, o calor produzido por esses gases pode provocar 
a morte da vegetação que esteja acima da área que está queimando. A altura média de secagem letal da 
folhagem das árvores devido os gases aquecidos que sobem, durante um incêndio, é chamada altura de 
crestamento. Ela é um efeito imediato do fogo e um importante parâmetro para se estimar os danos 
causados pelo incêndio ao povoamento e para se estabelecer as condições ideais de uma queima controlada 
dentro da floresta. 
Temperaturas na zona de combustão: As altas temperaturas geradas pelos incêndios florestais são 
importantes componentes do comportamento do fogo e fatores primários de danos, não apenas à 
vegetação, como ao próprio ecossistema local. 
Tempo de residência: O tempo de residência, ou o intervalo de tempo em que a frente de fogo permanece 
num determinado ponto, é também um importante componente do comportamento do fogo. Essa 
importância se deve ao fato de que os danos causados à vegetação dependem não apenas da temperatura 
do fogo, mas também do tempo de exposição da vegetação a essa temperatura. 
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O tempo de residência ou tempo de queima, depende da velocidade de propagação do fogo, da 
quantidade de material combustível disponível e da intensidade de reação do combustível. Portanto, para 
um determinado tipo de combustível está diretamente relacionado com a intensidade do fogo 
 
 
 
(CELESC DISTRIBUIÇÃO S.A. – SC_2018) A medida linear ou da área em que o fogo atinge ou consome 
uma área de vegetação em função do tempo, e que determina a velocidade de propagação de um 
incêndio florestal, é chamada de: 
a) Crestamento letal. 
b) Taxa de convecção. 
c) Tempo de residência. 
d) Taxa de propagação. 
e) Intensidade do fogo. 
Comentário: 
Como vimos em aula, taxa de propagação é a medida linear ou da área em que o fogo atinge ou consome 
uma área de vegetação em função do tempo, e que determina a velocidade de propagação de um incêndio 
florestal. Letra D. 
7. Combate 
A prevenção é a primeira linha de defesa contra os incêndios florestais. Se a ocorrência de incêndios 
em áreas florestadas ou reflorestadas pudesse ser totalmente prevenida, todos os danos produzidos pelo 
fogo, além dos custos de combate, seriam evitados. Afinal, um incêndio prevenido não precisa ser 
combatido e não causa nenhum dano. Entretanto, mesmo se adotando as melhores técnicas de prevenção, 
alguns incêndios fatalmente ocorrerão, necessitando de uma rápida e decidida ação de combate. 
Porém, antes de se iniciar o combate propriamente dito, deve-se tomar conhecimento da existência 
e localização do incêndio. Consequentemente, a detecção ou descobrimento do fogo é o primeiro passo a 
ser dado no combate ao incêndio. Na verdade, a operação de combate ou supressão de um incêndio envolve 
seis etapas distintas. Essas etapas, definidas em intervalos de tempo, são as seguintes: 
Detecção: tempo entre o início do fogo e o momento que ele é visto por alguém; 
Comunicação: tempo decorrido entra a detecção do fogo e o recebimento da informação pela pessoa 
responsável pela ação de combate; 
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Mobilização: tempo entre o recebimento da informação e a mobilização da equipe de combate; 
Deslocamento: tempo decorrido entre a saída da equipe de combate e a chegada ao local do incêndio; 
Planejamento: tempo gasto pelo responsável pelo combate para avaliar o comportamento do fogo e 
planejar e uma estratégia de combate; 
Combate ao incêndio: tempo consumido na operação de combate propriamente dito, incluindo a operação 
de rescaldo. 
O objetivo principal das equipes de combate a incêndios florestais é reduzir ao máximo possível o 
tempo compreendido entre o início do fogo e sua completa eliminação. 
1. Métodos de combate 
No início da nossa aula, vimos a definição do triângulo do fogo, que são elementos indispensáveis 
para a ocorrência de um incêndio. Na ausência de qualquer um desses elementos, isto é, calor, combustível 
e oxigênio, não existem condições para sua ocorrência ou propagação. Portanto, o princípio básico do 
combate aos incêndios é remover um ou mais desses elementos, de maneira mais rápida e eficiente. 
Existem basicamente três métodos de combate: direto, paralelo e indireto. 
Método direto: esse método é utilizado em incêndios superficiais, em locais com baixa quantidade de 
material combustível disponível; assim, o fogo não desenvolverá altas intensidades, permitindo a 
aproximação direta dos combatentes. Os principais equipamentos utilizados são abafadores, bombas 
costais, pás e, se possível, motobombas. 
A extinção do fogo ocorre diretamente pelo abafamento, ou seja, redução do oxigênio disponível, ou pela 
diminuição do calor, realizada com a utilização de água e das bombas costais. Podem-se usar 
simultaneamente, com dois brigadistas, os dois princípios ao mesmo tempo, sendo que, o ataque pode ser 
realizado na parte frontal ou cabeça do incêndio, ou começar pela base e trabalhar pelos flancos até chegar 
à cabeça. 
Método paralelo: O método paralelo, intermediário entre o direto e o indireto, é usado quando o calor 
produzido pelo fogo permite certa aproximação, mas não o suficiente par ao ataque direto. O método 
consiste em se fazer, rapidamente, um pequeno aceiro de 0,5 m a 1,0 m de largura, paralelo à linha do fogo. 
Ao chegar ao aceiro, o fogo diminui de intensidade e pode ser atacado diretamente através do método 
anterior. 
Método indireto: esse método deve ser utilizado em incêndios florestais em que a intensidade do fogo é 
muito grande e a aproximação dos combatentes se torne impossível. O combate pode ser realizado de duas 
formas: por meio da remoção do material combustível ou pelo uso da técnica do contrafogo. O primeiro 
consiste na remoção do material combustível através da construção de um aceiro, provocando uma 
descontinuidade do combustível a frente do incêndioimpedindo que ele avance. O segundo trata-se da 
utilização de um aceiro largo na frente do fogo e a partir disto, usar uma linha de fogo que se propague em 
direção à frente do incêndio, para que ao encontro das duas frentes, o fogo seja eliminado. Após dominado 
o fogo, é necessário fazer o rescaldo, isto é, apagar através do ataque direto, todos os vestígios de fogo 
dentro da área queimada. 
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==d8eaf==
Recomenda-se o uso do método indireto diante das seguintes situações: o calor impede o trabalho direto 
no limite do fogo; o comportamento do incêndio é imprevisível, apresentando rápida propagação, alta 
emissão de fagulhas, com a frente do fogo aumentada; a topografia é muito acidentada, dificultando o 
deslocamento do pessoal; a vegetação é densa, com alta possibilidade de propagação de incêndios de copa; 
o setor onde ocorre o fogo não justifica a ação pelo método direto de combate. 
Podemos considerar ainda um quarto método, método aéreo: 
Método Aéreo: Esse tipo de combate é efetuado em áreas ou locais de difícil acesso pelo pessoal de 
combate aos incêndios. Esse método é muito usado em incêndios de copa de grande intensidade, 
utilizando-se aviões e helicópteros adaptados ou construídos especialmente para debelar esses incêndios. 
A intensidade do fogo é o principal fator na determinação do método de ataque aos incêndios, pois 
é ela que vai estabelecer a viabilidade de menor ou maior aproximação do fogo. 
2. Água e retardantes químicos no combate de incêndios 
Agentes extintores são substâncias destinadas à extinção dos incêndios. A água é o agente extintor 
mais utilizado, por ser muito eficiente e barato. A água atua de duas maneiras: resfriando o combustível 
pela sua alta capacidade de absorver calor, e pelo abafamento, eliminando o oxigênio do sistema. 
No combate aos incêndios florestais, o problema é como obter água em quantidade suficiente, e 
como usá-la da maneira mais eficiente possível. Em incêndios superficiais de baixa ou média intensidade, 
quando as condições permitem o trabalho de bombeamento, a água é o meio mais rápido e prático para 
extinguir o fogo. 
No entanto, com o objetivo de melhorar as propriedades extintoras da água, tornando-a mais 
viscosa e aderente à vegetação e ao material combustível, podem-se usar os retardantes químicos. Seu 
efeito é independente da umidade residual no combustível e, mesmo depois de seco, o material combustível 
tratado com retardante continua com sua capacidade de inflamabilidade residual. 
Os retardantes de longa duração mais usados são à base de fosfato diamônico, fosfato 
monoamônico, sulfato de amônia e borato de cálcio e sódio. 
Os retardantes de curta duração são os concentrados de espuma ou líquido gerador de espuma 
(LGE), ou seja, são produtos que, misturados à água, formam uma espuma que aumenta em até CINCO 
VEZES a eficiência da água na extinção do fogo. Para uma melhor utilização de LGE, é necessária a presença 
de ar na mistura; nesse sentido, é interessante a utilização de equipamentos pressurizados, como reboques 
ou caminhões bombeiros, proporcionando assim alta eficiência em sua utilização. Ademais, outro produto 
que tem sido usado é o extintor de explosão. Esse equipamento consiste em um recipiente plástico de 5 
litros, que é carregado com água, retardante e pólvora, além de um pavio. Ele é colocado na frente do 
incêndio e, assim que o pavio é acesso, ocorre uma explosão que espalha a água em um raio de 2,5 m. 
3. Medidas de segurança após o combate 
Após o incêndio florestal ter sido confinado e dominado, ele ainda não pode ser considerado extinto. 
Precauções devem ser tomadas para evitas que ele se reative e volte a se propagar. Essa operação final, 
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denominada de rescaldo, é muito importante para assegurar a extinção total do fogo. Muitas vezes, o rescaldo 
pode inclusive significar o sucesso ou fracasso de toda operação de combate a um incêndio. 
Basicamente, o rescaldo inclui as seguintes tarefas, que devem obrigatoriamente ser cumpridas após 
o confinamento do fogo: 
➢ Descobrir e eliminar possíveis “incêndios de pontos”, causados por fagulhas lançadas pela frente 
do fogo. 
➢ Ampliar o aceiro ou faixa limpa em torno da área queimada, para melhor isolamento da mesma. 
➢ Derrubar as árvores ou arbustos que ainda estejam queimando ou em incandescência, para evitar 
que lancem fagulhas. 
➢ Eliminar, utilizando água ou terra, todos os resíduos do fogo dentro da área queimada. 
➢ Manter patrulhamento, com número suficiente de pessoas, até que não haja mais perigo de 
reativação do fogo; voltar no dia seguinte para nova verificação. 
 
 
 A variação da propagação dos incêndios florestais (intensidade do fogo e velocidade de 
propagação) ao longo do dia é importante no planejamento de combate. De modo geral, 
o fator meteorológico mais previsível com respeito à variação da propagação é a 
temperatura (T) e umidade relativa do ar (UR). Desta forma, entre 14 e 16h00 o fogo 
alcança a intensidade máxima, que corresponde à Tmax e URmin do dia. Entre 5 e 6h00 
ocorre a Tmin e URmax do dia, período de mais fácil combate dos incêndios pelos 
brigadistas. 
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Fonte: Prof.ª Ana Carolina Maioli C. Barbosa4 
 
(Inédita – 2019) Sobre o combate aos incêndios florestais, marque a alternativa correta: 
a) O combate a um incêndio começa com a mobilização da equipe de combate e termina com a extinção do 
fogo. 
b) No método direto o fogo é atacado diretamente através de um contrafogo. 
c) O que determina a utilização de um método de combate a um incêndio é o nível de treinamento das 
equipes e o equipamento disponível. 
d) Rescaldo é a operação de eliminação dos resíduos de fogo dentro da área queimada, após contido o 
incêndio. 
Comentários: 
a) ERRADA. Como vimos em aula, o combate a um incêndio começa com a detecção do fogo. 
b) ERRADA. No método direto o fogo é atacado diretamente com água, terra e batidas utilizando 
abafadores. 
c) ERRADA. A intensidade do fogo é o principal fator na determinação do método de ataque aos incêndios, 
pois é ela que vai estabelecer a viabilidade de menor ou maior aproximação do fogo. 
d) CERTO. Após dominado o fogo, é necessário fazer o rescaldo, isto é, apagar através do ataque direto, 
todos os vestígios de fogo dentro da área queimada. 
Gabarito: D 
 
4 BARBOSA, Ana Carolina Maioli C. Incêndios Florestais. [Blog Internet]. Consultado em 21/02/2020. Disponível em: 
http://gef152.blogspot.com/search/label/Aula%203c 
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(CESPE/MPU/2013) O método direto de combate a incêndio florestal consiste em construir a linha de 
fogo a uma distância variável da margem das chamas (em geral, superior a três metros) em forma 
paralela ao avanço, especialmente nos flancos, de maneira a reduzir o comprimento da cabeça em 
forma de cunha. 
Comentário: 
A definição corresponde ao método paralelo de combate. 
Método paralelo: O método paralelo, intermediário entre o direto e o indireto, é usado quando o calor 
produzido pelo fogo permite certa aproximação, mas não o suficientepar ao ataque direto. O método 
consiste em se fazer, rapidamente, um pequeno aceiro, paralelo à linha do fogo. 
Método direto: é um método utilizado quando a intensidade do fogo é baixa e permite uma aproximação 
suficiente dos combatentes diretamente à frente do fogo. Ataca-se diretamente a frente ou a cabeça do 
incêndio, ou começa-se por trás e trabalha-se pelos flancos até chegar na cabeça do incêndio. 
Gabarito: Errada. 
Referências Bibliográficas: 
BARBOSA, Ana Carolina Maioli C. Incêndios Florestais. [Blog Internet]. Consultado em 21/02/2020. 
Disponível em: http://gef152.blogspot.com.br/ 
INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE – ICMBio. Manual para formação 
de brigatista de prevenção e combate aos incêndios florestais. ICMBIO, 2010. Disponível em: 
http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/servicos/sejaumbrigadista.pdf. Acesso em: 14 fev. 2020. 
Manual Operacional de Bombeiros: Prevenção e Combate a Incêndios Florestais/ Corpo de Bombeiros 
Militar do Estado de Goiás. – Goiânia: - 2017. 260 p. 
SCHUMACHER, M.V. ; DICK, G. . Incêndios Florestais. Santa Maria: UFSM, 2018 (Coleção Ciências Rurais). 
SOARES, Ronaldo Viana; BATISTA, Antônio Carlos. Incêndios Florestais: controle, efeitos e usos do fogo. 
Curitiba, PR. 2007. 250 p.CEMIG/UFV/SIF. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
 
1. (CEBRASPE/POLITEC_RO/2022) Durante e após um incêndio florestal, o efeito nocivo do fogo pode 
ser observado, com a degradação do meio ambiente em várias frentes: na atmosfera, com a emissão de 
gases do efeito estufa aumentando a poluição; nos corpos d’água, com assoreamento e interrupção do 
fluxo; no solo, afetando as propriedades físicas e químicas, tendo como consequência menor qualidade 
de vida das pessoas. Acerca desse tipo de incêndio, julgue os itens a seguir. 
I Durante o incêndio, a temperatura na superfície do solo pode chegar a 500 ºC, dependendo da quantidade, 
do tipo e da umidade do combustível. 
II Uma forma de controlar o fogo e minimizar os seus efeitos nocivos é o uso de aceiro verde com plantas de 
baixa inflamabilidade. 
III Durante o incêndio, considera-se que a temperatura capaz de causar a morte de células e tecidos é de 80 
°C, por um tempo de 20 min a 30 min. 
Assinale a opção correta. 
a) Apenas o item I está certo 
b) Apenas o item II está certo. 
c) Apenas o item III está certo. 
d) Apenas os itens I e II estão certos. 
e) Apenas os itens I e III estão certos. 
Comentário: 
I Correta. Durante o incêndio, a temperatura na superfície do solo pode chegar a 500 ºC, dependendo da 
quantidade, do tipo e da umidade do combustível. 
As temperaturas verificadas em um incêndio florestal estão relacionadas a fatores como: velocidade de 
propagação, tipo de combustível e época de queima. A maioria das pesquisas registram valores máximos 
entre 600 e 800 ºC, podendo ser inferior a 300 ºC ou superior a 1000 ºC, conforme a intensidade do fogo. 
II Correta. Uma forma de controlar o fogo e minimizar os seus efeitos nocivos é o uso de aceiro verde com 
plantas de baixa inflamabilidade. 
Os aceiros verdes devem ser estrategicamente implantados para proteger ativos sob risco de fogo. Para 
isso, deve-se considerar a topografia, a insolação, o solo, a direção do vento predominante entre outros 
parâmetros, especialmente a inflamabilidade das espécies que o comporão. Com o objetivo de evitar o 
incêndio de copa e facilitar o combate e a supressão do fogo, o aceiro verde deve reduzir a intensidade das 
chamas e evitar a propagação. 
III Errada. Durante o incêndio, considera-se que a temperatura capaz de causar a morte de células e tecidos 
é de 80 °C, por um tempo de 20 min a 30 min. 
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De uma forma geral, considera-se que a temperatura capaz de causar a morte de células e tecidos é de 
60°C, por um tempo de 1 a 2 minutos 
Gabarito: D 
2. (FUNDATEC/2022) Em relação ao tema incêndios florestais, analise as seguintes assertivas: 
I. O incêndio subterrâneo é alimentado por matéria orgânica seca, raízes e turfas. Sua propagação é rápida 
e é comum em áreas de baixa altitude. 
II. Exceto em casos como raios, todos os incêndios de copas originam-se de incêndios superficiais e são os 
que causam os maiores danos a fauna silvestre. 
III. O incêndio de superfície é caracterizado pela queima de todo o material combustível até 2,8 m de altura. 
Quais estão INCORRETAS? 
a) Apenas I 
b) Apenas II. 
c) Apenas I e II. 
d) Apenas I e III. 
e) Apenas II e III. 
Comentário: 
I. Errado. O incêndio subterrâneo é alimentado por matéria orgânica seca, raízes e turfas. Sua propagação 
é rápida e é comum em áreas de baixa altitude. 
Os incêndios subterrâneos são de difícil detecção, devido ao pouco oxigênio disponível na zona de 
combustão o fogo se propaga lentamente, sem chamas e com pouca fumaça. 
II. Correto. Exceto em casos como raios, todos os incêndios de copas originam-se de incêndios superficiais 
e são os que causam os maiores danos a fauna silvestre. 
Incêndios de copa: propagam-se através das copas das árvores, rapidamente e liberando grande 
quantidade de calor, tornando o combate extremamente difícil. Geralmente apresentam-se de maneira 
violenta, podendo chegar a uma velocidade de propagação de 10 km/h. São incêndios que geralmente 
ocorrem acima de 1,80 m de altura. Com exceção dos incêndios causados por raios, todos os incêndios de 
copa originam-se de incêndios superficiais. 
III. Errado O incêndio de superfície é caracterizado pela queima de todo o material combustível até 2,8 m 
de altura. 
Incêndios superficiais: propagam-se na superfície do piso da floresta, até cerca de 1,80 metros de altura. 
Gabarito: D 
3. (VUNESP/PCRR/ Perito Criminal de Polícia Civil/2022) A prerrogativa dos incêndios florestais é ter 
uma fonte de calor suficientemente forte para que o fluxo de calor possa ocorrer entre os materiais 
combustíveis. Uma das maneiras que se tem é a transferência do calor através do espaço em qualquer 
direção à velocidade da luz, ou seja, quando o calor atravessa as moléculas do ar, sem movimentá-las. 
Essa maneira é denominada de 
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a) condução. 
b) radiação. 
c) convecção. 
d) vaporização. 
e) transferência de massa. 
Comentário: 
Vimos em aula, que a radiação é a transferência do calor através do espaço, em qualquer direção, à 
velocidade da luz. A radiação é muito importante em todos os incêndios, pois é o principal método de 
transferência de calor em grandes incêndios florestais, atuando no pré-aquecimento e ignição dos 
combustíveis ao redor do foco principal das chamas. Logo, o gabarito da questão é a alternativa "B". 
Gabarito: B 
4. (UFMT - Perito Oficial (POLITEC MT)/Criminal/Engenharia Florestal/2022) Sobre incêndios florestais, 
é correto afirmar: 
a) O manejo do fogo deve considerar a prevenção, a pré-supressão, a supressão ou combate e, ainda, o uso 
do fogo, por meio da queima controlada. Essa técnica é muito utilizada pelo baixo custo, mas exige 
autorização do órgão ambiental e cuidados, como: calendário, preparação técnica, áreas pequenas e 
comunicação aos vizinhos. 
b) Além de descargas elétricas naturais, as principais causas dos incêndios florestais são associadas à ação 
do homem, entre outras, para eliminar resíduos de desmatamentos, na limpezae renovação de pastagens, 
para aumentar a biodiversidade, na eliminação de restos culturais, queima de palhada e vandalismo. 
c) Entre outros, são efeitos indiretos de incêndios florestais os danos, como prejuízo patrimonial, poluição 
atmosférica, diminuição na qualidade/quantidade de recursos hídricos, destruição de florestas e aumento 
da fertilidade do solo, além dos diretos como aumento da mortalidade de animais/vegetais e de custos dos 
serviços de saúde pública. 
d) O incêndio florestal é o fogo sem controle que incide sobre qualquer forma de vegetação, cuja origem 
pode ser natural ou provocada pelo homem, enquanto a queima controlada é uma prática exclusivamente 
agrícola que não deve ser utilizada no manejo de unidades de conservação para evitar o acúmulo de 
combustível ou em florestas. 
e) A prevenção de incêndios florestais inclui as ações ou as operações para a organização dos recursos para 
o combate eventual de incêndios que venham a ocorrer, enquanto a pré-supressão inclui as normas ou 
atividades destinadas a evitar os incêndios florestais, desde medidas como a educação ambiental, rondas e 
até a prática de aceiros. 
Comentário: 
A alternativa correta e a letra "A", uma vez que no manejo do fogo deve considerar: 
Prevenção: Medidas, normas e atividades destinadas a evitar Incêndios Florestais (Educação ambiental, 
técnicas alternativas ao uso do fogo, etc.) e aquelas adotadas para impedir a propagação do fogo (aceiros). 
Pré-supressão: Inclui ações ou operações para a organização dos recursos necessários para o combate aos 
incêndios. Nela devem ser consideradas a detecção, a capacitação e o treinamento de pessoal, a 
disponibilização de ferramentas e equipamentos, a organização da estrutura de comando e logística, o 
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estabelecimento de normas e de procedimentos e a mobilização oportuna dos recursos requeridos para o 
combate e a extinção dos incêndios. 
Combate ou supressão: Extinção dos focos de incêndios e rescaldo. 
Uso do Fogo: É uma prática antiga, utilizada pelos povos indígenas para caça e para preparo do terreno 
para o plantio. A queima controlada continua ainda sendo utilizada para renovação de pastagens, limpeza 
de restos de cultura, controle de pragas agrícolas, para plantio agrícola ou florestal através do processo de 
derrubada e queima, muito disseminada na Amazônia para o manejo de combustíveis. Esse procedimento 
aplicado por meio de queima controlada ou prescrita é uma forma de manejar os recursos 
agrossilvopastoris, e a difusão do seu uso é em razão do seu baixo custo. 
 
Fonte: INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE. Manual para Formação de 
Brigadista de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais. Brasília: ICMBio, 2010. 
Gabarito: A 
5. (UFPR – 2019) A prevenção aos incêndios florestais compreende um conjunto de atividades cujo 
objetivo é reduzir ou anular a probabilidade de o incêndio começar, assim como limitar sua propagação 
caso ele ocorra. Levando em consideração o exposto, assinale a alternativa correta. 
a) Pelas suas especificidades, cultivos florestais e unidades de conservação não seguem regulamentação 
quanto ao uso do fogo em suas áreas, tendo em vista a necessidade de maior flexibilidade no manejo. 
b) Os programas de conscientização e sensibilização sobre o uso do fogo devem ser genéricos, para atender 
o maior número de pessoas. 
c) Apesar de serem locais de fácil captação de água para combater o fogo, a contribuição dos açudes não é 
relevante do ponto de vista da prevenção, pela sua pouca influência na modificação do microclima local, 
não contribuindo para a redução da amplitude térmica e da umidade relativa do ar. 
d) Para otimizar a ação dos brigadistas, a largura dos aceiros é padronizada em 10 metros, 
independentemente do tipo de material combustível, da localização em relação à configuração do terreno 
e das condições meteorológicas esperadas na época de ocorrência de incêndios. 
e) Entre as técnicas de silvicultura preventiva propostas está a diversificação de espécies, mediante cortes 
seletivos, retirando espécies mais inflamáveis, ou estabelecendo plantações em mosaico, intercalando com 
espécies mais e menos inflamáveis. 
Comentário: 
a) ERRADA. Pelas suas especificidades, cultivos florestais e unidades de conservação não seguem 
regulamentação quanto ao uso do fogo em suas áreas, tendo em vista a necessidade de maior flexibilidade 
no manejo. O Código Florestal brasileiro regulamenta o uso do fogo em unidades de conservação. 
b) ERRADA. Os programas de conscientização e sensibilização sobre o uso do fogo devem ser genéricos, 
para atender o maior número de pessoas. Os programas devem ser ESPECÍFICOS. 
c) ERRADA. Apesar de serem locais de fácil captação de água para combater o fogo, a contribuição dos 
açudes não é relevante do ponto de vista da prevenção, pela sua pouca influência na modificação do 
microclima local, não contribuindo para a redução da amplitude térmica e da umidade relativa do ar. Muito 
pelo contrário, os açudes modificam sim o microclima local. 
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d) ERRADA. Para otimizar a ação dos brigadistas, a largura dos aceiros é padronizada em 10 metros, 
independentemente do tipo de material combustível, da localização em relação à configuração do terreno 
e das condições meteorológicas esperadas na época de ocorrência de incêndios. Os aceiros devem ser de 
no mínimo 5 metros, podendo chegar a 50 metros. 
e) CERTA. Entre as técnicas de silvicultura preventiva propostas está a diversificação de espécies, mediante 
cortes seletivos, retirando espécies mais inflamáveis, ou estabelecendo plantações em mosaico, 
intercalando com espécies mais e menos inflamáveis. 
Letra E. 
6. (NC-UFPR – 2019) Sabendo que é necessária a abertura de um aceiro de 400 metros de extensão, 
para combater um incêndio florestal que se propaga a 0,8 m.s-1, que suas brigadas levam 1 minuto para 
abrir 18 metros de aceiro e que você deve considerar uma margem de segurança na distância de 10%, 
assinale a alternativa que mais se aproxima da distância (em metros) em que deve ser posicionada a 
brigada em relação à frente do fogo para realizar o combate. 
a) 300. 
b) 600. 
c) 900. 
d) 1200. 
e) 1500. 
Comentário: 
Para combater esse incêndio, os brigadistas devem construir um aceiro de 400 metros com uma margem 
de segurança de 10%, ou seja, 10% de 400 é: 
=
10
100
∗ 40 = 40 
Logo, o aceiro deve ser de 440 metros. Sabendo que eles levam 1 minuto para construir 18 metros de aceiro, 
440 metros, será: 
1 min---------18 m 
X min---------440 m x= 24,4 minutos =1464 segundos 
Agora devemos calcular a distância aproximada que a brigada deve se posicionar em relação à frente do 
fogo. Utilizando a fórmula da velocidade, temos: 
V=0,8 m/s 
T= 1464 s 
S = ? 
V=S/T ------- S= V*T = 0,8 * 1464 = 1.171,2 metros 
Gabarito: D 
7. (NUCEPE UESPI - Perito (PC PI)/Criminal/Engenharia Florestal/2018)“O triângulo do fogo é a 
representação dos três elementos necessários numa combustão. Esses elementos são: o combustível, 
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que fornece energia para a queima; o comburente, que é a substância que reage quimicamente com o 
combustível; e o calor, que é necessário para iniciar a reação entre combustível e comburente)”. 
8. A respeito do fogo e incêndioé CORRETO afirmar. 
 
a) A convecção térmica é uma das formas de propagação do calor que ocorre nos líquidos e gases e a 
transmissão do calor acontece por meio das correntes de convecção circulares que se formam por conta da 
diferente densidade entre os fluidos, sendo que a densidade muda, quando a temperatura varia. 
b) Combustível é qualquer corpo cuja combinação química com outro seja endotérmica e em geral é 
qualquer substância que reage com o calor produzindo chamas e gases. 
c) Oxigênio é o elemento que dá início ao processo de combustão (queima). 
d) Condução ocorre em todas as formas de matéria, sólidos, líquidos, gases e plasmas, e requer um 
movimento macroscópico de massa da matéria condutora, excluindo-se os componentes subatômicos ou 
sua vibração, em escala microscópica. 
e) Ponto de fulgor é a maior temperatura na qual um combustível liberta vapor em quantidade suficiente 
para formar uma mistura inflamável por uma fonte externa de calor. 
Comentário: 
a) Certa. A convecção térmica é uma das formas de propagação do calor que ocorre nos líquidos e gases e 
a transmissão do calor acontece por meio das correntes de convecção circulares que se formam por conta 
da diferente densidade entre os fluidos, sendo que a densidade muda, quando a temperatura varia. 
b) Errada. Combustível é qualquer corpo cuja combinação química com outro seja endotérmica e em geral 
é qualquer substância que reage com o calor produzindo chamas e gases. A combinação química entre os 
elementos, para que ocorra a combustão, deve gerar uma reação exotérmica, ou seja, existe a liberação de 
calor. 
c) Errada. Oxigênio é o elemento que dá início ao processo de combustão (queima). Como vimos, para que 
haja a combustão, uma das condições necessárias é uma fonte de calor suficientemente forte. 
d) Errada. Condução ocorre em todas as formas de matéria, sólidos, líquidos, gases e plasmas, e requer um 
movimento macroscópico de massa da matéria condutora, excluindo-se os componentes subatômicos ou 
sua vibração, em escala microscópica. Não se exclui os componentes subatômicos ou sua vibração. 
e) Errada. Ponto de fulgor é a maior temperatura na qual um combustível liberta vapor em quantidade 
suficiente para formar uma mistura inflamável por uma fonte externa de calor. Ponto de fulgor é a menor 
temperatura. 
Gabarito: A 
9. (ITAIPU/2019) Existe uma grande variação de causas de incêndios florestais. Para compatibilizar 
informações de diversas regiões e poder comparar as estatísticas dos incêndios de locais distintos, 
costuma-se agrupar as diversas causas de incêndios em oito categorias ou grupos, conforme a 
recomendação da FAO. São todos grupos de causas de incêndio: 
a) raios, incendiários, queimas para limpeza, fumantes e operações florestais. 
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b) queimas para limpeza, fumantes, operações florestais, fogos de recreação e cristais de rocha. 
c) raios, incendiários, estradas de ferro, marmitas e pedaços de vidro. 
d) queimas para limpeza, operações florestais, estradas de ferro, cristais de rocha e marmitas. 
e) raios, fumantes, fogos de recreação, estradas de ferro e pedaços de vidro. 
Comentários: 
As principais causas dos incêndios florestais são as seguintes: 
• Raios: são os incêndios causados direta ou indiretamente por descargas elétricas da atmosfera. Único 
grupo que não é de responsabilidade humana. 
• Incendiários: incêndios causados intencionalmente por pessoas, em propriedade alheias, seja por 
vingança ou desequilíbrio mental (piromaníaco). 
• Queimas para limpeza: incêndios originários do uso do fogo na limpeza de terreno, seja para fins 
florestais, agrícolas ou pecuários, que por negligência ou descuido tenha escapado do controle do 
homem e atingido áreas florestais. 
• Fumantes: incêndios provocados por fósforos e pontas de cigarros acesos. 
• Fogos de recreação: incêndios causados por pessoas que utilização a floresta como local de recreação, 
tais como pescadores e caçadores. 
• Operações florestais: incêndios causados por trabalhadores florestais em atividade na floresta. 
• Estradas de ferro: incêndios causados direta ou indiretamente pelas atividades das ferrovias. 
• Outras: incêndios cuja causas não se enquadram em nenhum dos grupos anteriores, tais como balões 
de festas juninas, efeito-lente de cacos de vidro etc. 
Gabarito: A 
10. (FCC - 2007 - MPU - Analista Pericial - Engenharia Florestal) No caso de incêndios florestais, o 
processo preventivo tem se mostrado como o de maior eficiência. Entre as medidas preventivas de 
controle de incêndios florestais, destacam-se: 
a) sistema de vigilância com uso de GPS; arações constantes em entrelinhas alternadas e controle químico 
de plantas daninhas. 
b) construção de diques de contenção; barreiras mecânicas e fiscalização periódica. 
c) barreiras mecânicas; plantio em nível e uso de caminhões pipa. 
d) plantio em nível; fiscalização periódica e aceiros manuais. 
e) aceiros manuais e mecânicos; gradagens internas ao povoamento e um bom sistema de vigilância. 
Comentários: 
A proteção das florestas, bem como a de povoamentos florestais, torna-se eficiente quando existe um 
planejamento prévio das atitudes e atividades a serem tomadas ou implementadas nas diferentes situações 
que podem apresentar. Quanto ao controle de incêndios florestais, o processo preventivo tem se mostrado 
como o de maior eficiência, através de aceiros manuais e mecânicos, gradagens internas ao povoamento 
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e um bom sistema de vigilância; este, muito praticado entre empresas florestais vizinhas, num sistema de 
cooperativismo. 
Gabarito: E 
11. (FCC - 2007 - MPU - Analista Pericial - Engenharia Florestal) Para que tenha sucesso, um Plano 
Operativo de Combate a Incêndio Florestal deve conter: 
a) mapa com as áreas de preservação permanentes. 
b) definição de áreas com maior risco de ocorrer incêndios. 
c) inventário florestal detalhado. 
d) mapa contendo a ortofoto da região. 
e) cadastro de trabalhadores voluntários. 
Comentário: 
Como vimos em aula, para se ter sucesso no Plano Operativo de Combate a Incêndio florestal é essencial a 
definição de áreas com maior risco de ocorrência de incêndios. 
Gabarito: B 
12. (FCC - 2007 - MPU - Analista Pericial - Engenharia Florestal) Os índices de risco de incêndio mais 
utilizados no Brasil são: Índice de Angstron, Índice Logarítmico de Telicyn, Índice de Nesterov e Fórmula 
de Monte Alegre. Esses índices baseiam-se, fundamentalmente, nos seguintes elementos 
meteorológicos, respectivamente: 
a) na temperatura e na umidade relativa do ar; nas temperaturas do ar e do ponto de orvalho; na 
temperatura e no déficit de saturação do ar; na umidade relativa do ar. 
b) nas temperaturas do ar e do ponto de orvalho; na temperatura e no déficit de saturação do ar; na 
temperatura e na umidade relativa do ar; na umidade relativa do ar. 
c) na temperatura e no déficit de saturação do ar; na umidade relativa do ar; na temperatura e na umidade 
relativa do ar; nas temperaturas do ar e do ponto de orvalho. 
d) nas temperaturas do ar e do ponto de orvalho; na umidade relativa do ar; na temperatura e no déficit de 
saturação do ar; na temperatura e na umidade relativa do ar. 
e) na umidade relativa do ar; na temperatura e no déficit de saturação do ar; nas temperaturas do ar e do 
ponto de orvalho; na temperatura e na umidade relativa do ar. 
Comentário: 
Os elementos meteorológicos dos principais índices, são: 
• Índice de Angstron: temperatura e na umidade relativa do ar; 
• ÍndiceLogarítmico de Telicyn: temperaturas do ar e do ponto de orvalho; 
• Índice de Nesterov: temperatura e no déficit de saturação do ar; 
• Fórmula de Monte Alegre: umidade relativa do ar. 
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Gabarito: A 
13. (CESPE/Perito criminal (PCie-PE)/2016) Com relação às técnicas de prevenção e combate de 
incêndios florestais, assinale a opção correta. 
a) A formação de fumaça branca partindo de incêndio florestal indica a presença de material combustível 
denso e rico em material lenhoso no local do incêndio. 
b) O método direto de combate a incêndio florestal consiste em construir a linha de fogo a uma distância 
variável da margem das chamas (em geral, superior a três metros), em forma paralela ao avanço do fogo. 
c) O uso de fogo na formação de aceiros não é recomendável devido ao risco de causar propagação de 
labaredas. 
d) A expansão rápida das labaredas em função de ventos fortes dificulta a identificação do local de origem 
do fogo. 
e) Aceiros são benéficos contra a propagação de incêndios florestais, apesar de danificar hábitats naturais 
e prejudicar o escape da fauna. 
Comentários: 
a) Errado. A formação de fumaça branca cinza partindo de incêndio florestal indica a presença de material 
combustível denso e rico em material lenhoso no local do incêndio. 
FUMAÇA BRANCA - material combustível fino, com pouco material lenhoso, com alto teor de umidade. A 
cor branca se deve, principalmente, ao volume de vapor d’água nos combustíveis. 
FUMAÇA CINZA – mais escura ou mais clara – material combustível mais seco e com maior quantidade de 
material lenhoso. 
b) Errado. O método paralelo direto de combate a incêndio florestal consiste em construir a linha de fogo 
a uma distância variável da margem das chamas (em geral, superior a três metros), em forma paralela ao 
avanço do fogo. 
Método paralelo: Consiste em construir a linha a uma distância variável da margem das chamas (em geral, 
superior a três metros) em forma paralela ao avanço, especialmente nos flancos, de maneira a ir reduzindo 
o comprimento da cabeça em forma de cunha. 
c) Errado. O uso de fogo na formação de aceiros não é recomendável devido ao risco de causar propagação 
de labaredas. 
O fogo controlado pode ser utilizado de diversificadas maneiras para prevenir incêndios, seja na 
construção de aceiros, na queima de material amontoado e principalmente na redução de material 
combustível, tanto no interior das florestas como em áreas limítrofes. 
d) Errado. A expansão rápida das labaredas em função de ventos fortes dificulta a identificação do local de 
origem do fogo. 
Os ventos fortes fazem com que a mancha da queimada siga uma direção bem clara, facilitando a 
identificação do local de origem. 
e) Errado. Aceiros são benéficos contra a propagação de incêndios florestais, apesar de danificar hábitats 
naturais e prejudicar o escape da fauna. Os aceiros, na verdade, facilitam o escape da fauna. 
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Pessoal, a banca deu como gabarito correto a letra B, porém ela está errada visto que a definição 
apresentada é do método de combate paralelo. Dessa forma, esta questão não apresenta nenhuma 
alternativa correta. 
Gabarito: X 
14. (CESGRANRIO/PETROBRAS/2010) A reação química de combustão se dá quando o combustível, o 
comburente e a fonte de calor se juntam em condições adequadas, compondo o grupo de elementos: 
a) básicos das chamas. 
b) de suporte de incêndio. 
c) controláveis do fogo. 
d) essenciais do fogo. 
e) extintores de incêndio. 
Comentário: 
O triângulo do fogo: combustível, o comburente e a fonte de calor se juntam em condições adequadas, 
compondo o grupo de elementos essenciais do fogo. 
Gabarito: D 
15. (Prefeitura de Cruzeiro do Sul/2019) A prevenção é a maneira encontrada para minimizar, bem como 
para evitar os danos oriundos dos Incêndios Florestais. Sobre a prevenção de incêndios florestais, 
assinale a alternativa incorreta. 
a) A prevenção de Incêndios Florestais deve ser precedida sobre a análise e entendimento do triângulo do 
fogo, ou seja, conhecimento sobre o comburente, calor e combustível 
b) As campanhas educativas tem papel fundamental na prevenção de incêndios por causas humanas 
c) A construção e manutenção de aceiro contribui para a prevenção da propagação do fogo, o que se dá 
devido a presença de faixas de terreno desprovidas de vegetação 
d) Não é recomendado o uso da técnica de queima controlada para reduzir o material combustível, já que 
os riscos ambientais dessa técnica são alto 
Comentários: 
a) Correta. A prevenção de Incêndios Florestais deve ser precedida sobre a análise e entendimento do 
triângulo do fogo, ou seja, conhecimento sobre o comburente, calor e combustível 
b) Correta. As campanhas educativas têm papel fundamental na prevenção de incêndios por causas 
humanas 
c) Correta. A construção e manutenção de aceiro contribui para a prevenção da propagação do fogo, o que 
se dá devido a presença de faixas de terreno desprovidas de vegetação 
d) Errado. Não é recomendado o uso da técnica de queima controlada para reduzir o material combustível, 
já que os riscos ambientais dessa técnica são alto. 
O fogo controlado pode ser utilizado de diversificadas maneiras para prevenir incêndios, seja na 
construção de aceiros, na queima de material amontoado e principalmente na redução de material 
combustível, tanto no interior das florestas como em áreas limítrofes. 
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Gabarito: D 
16. (Prefeitura Municipal de Rondonópolis – MT_2016) O Sistema de Prevenção e Combate aos 
incêndios florestais contempla ações para prevenir ou evitar o início do fogo, impedir ou dificultar a sua 
propagação e combater e extinguir eficientemente aqueles incêndios não evitados. Sobre esse sistema, 
analise as afirmativas: 
I. A ocorrência e a propagação de incêndios florestais são efetuadas com alterações das características que 
favorecem a combustão, como a quantidade, a umidade, a continuidade e a compactação. 
II. A modificação da estrutura do material combustível, associada ao melhoramento da produção e à 
qualidade do ambiente, é denominada silvicultura preventiva. 
III. Em relação ao material combustível, são técnicas utilizadas na silvicultura preventiva: a fragmentação, a 
compactação, a eliminação e o translado. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I e II, apenas. 
b) I, II e III. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
Comentário: 
I. Correto. A ocorrência e a propagação de incêndios florestais são efetuadas com alterações das 
características que favorecem a combustão, como a quantidade, a umidade, a continuidade e a 
compactação. 
II. Correto. A modificação da estrutura do material combustível, associada ao melhoramento da produção 
e à qualidade do ambiente, é denominada silvicultura preventiva. 
Silvicultura preventiva: baseia-se na modificação da estrutura do material combustível, eliminação, 
reordenação, conversão e translado, para atender os objetivos de proteção contra incêndios, relacionando 
essa proteção ao melhoramento da produção e à qualidade do ambiente. Essa técnica tem sido uma das 
formas de prevenção mais adotadas nas áreas florestais plantas em todo o mundo com o objetivo de reduzir 
os riscos e os danos causados pelos incêndios florestais. 
III. Correto. Em relação ao materialcombustível, são técnicas utilizadas na silvicultura preventiva: a 
fragmentação, a compactação, a eliminação e o translado. 
Gabarito: B 
17. (PREFEITURA MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA/ Engenheiro Florestal) Os impactos ambientais 
causados pela ocorrência de incêndios florestais colocaram essa questão entre as de maior relevância 
para a promoção do desenvolvimento sustentável no país, especialmente considerando a lei de crimes 
ambientais que, no artigo 38, tipificou como crime “destruir ou danificar floresta considerada de 
preservação permanente, mesmo que em formação, ou utilizá-la com infringência das normas de 
proteção”. Sobre o assunto, é correto afirmar que: 
a) as queimadas controladas não precisam estar localizadas em áreas confinadas. 
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b) as queimas em “V” podem ser utilizadas em áreas com declividade superior a 45º. 
c) os efeitos do fogo nos ecossistemas são sempre prejudiciais. 
d) árvores com cascas espessas protegem o meristema responsável pelo crescimento em diâmetro das 
plantas. 
e) as massas de ar se movimentam das zonas de menor para as de maior pressão atmosférica. 
Comentário: 
a) Errada. As queimadas controladas não precisam estar localizadas em áreas confinadas. As queimadas 
controladas precisam estar em áreas confinadas. 
b) Errada. As queimas em “V” podem ser utilizadas em áreas com declividade superior a 45º. Áreas 
superiores a 45° são áreas de preservação permanente, onde o uso do fogo não é permitido. 
c) Errada. Os efeitos do fogo nos ecossistemas são sempre prejudiciais. Como vimos em aula, nem sempre 
os efeitos do fogo são prejudiciais aos ecossistemas. Inclusive, existe biomas dependentes do fogo, com é 
o caso do cerrado. 
d) Certa. Árvores com cascas espessas protegem o meristema responsável pelo crescimento em diâmetro 
das plantas. 
e) Errada. As massas de ar se movimentam das zonas de menor para as de maior pressão atmosférica. Se 
movimentam das zonas de maior para as de menor pressão. 
Gabarito: D 
18. (Prefeitura Municipal de Juiz de Fora/Engenheiro Florestal/2013) Preencha as lacunas e assinale a 
alternativa correta. 
 
O princípio básico de combate aos incêndios florestais é remover um dos elementos do triângulo do 
fogo (calor, oxigênio e combustível) de maneira rápida e eficiente. Com relação aos procedimentos de 
combate, o método _____________ consiste em se fazer um aceiro de 0,5 a 1,0 m de largura, próximo à 
linha do fogo. O método ____________ somente é utilizado em ocorrências de baixa intensidade. Já para 
casos em que não é possível se aproximar do fogo, o ideal é utilizar o método _________. 
a) Direto / Paralelo / Indireto 
b) Indireto / Direto / Paralelo 
c) Direto / Indireto / Paralelo 
d) Paralelo / Indireto / Direto 
e) Paralelo / Direto / Indireto 
Comentário: 
A sequência de palavras que se encaixam perfeitamente no texto é: PARALELO/DIRETO E INDIRETO. 
Existem basicamente três métodos de combate: direto, paralelo e indireto. 
Método direto: é um método utilizado quando a intensidade do fogo é baixa e permite uma aproximação 
suficiente dos combatentes diretamente à frente do fogo. 
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Método paralelo: O método paralelo, intermediário entre o direto e o indireto, é usado quando o calor 
produzido pelo fogo permite certa aproximação, mas não o suficiente par ao ataque direto. O método 
consiste em se fazer, rapidamente, um pequeno aceiro de 0,5 m a 1,0 m de largura, paralelo à linha do 
fogo. Ao chegar ao aceiro, o fogo diminui de intensidade e pode ser atacado diretamente através do método 
anterior. 
Método indireto: este método deve ser utilizado em incêndios florestais em que a intensidade do fogo é 
muito grande e a aproximação dos combatentes se torne impossível. 
Gabarito: E 
19. (Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas, BA/Engenheiro Florestal/2016) Sobre incêndios 
florestais julgue os itens: 
I. Os danos ou os efeitos dos incêndios florestais e os acarretados pelo uso do fogo podem ser diretos e 
indiretos. Entre os danos diretos temos a perda de biodiversidade e poluição atmosférica. 
II. Os incêndios florestais e as queimadas interferem no ciclo hidrológico, tanto por impedir a redução da 
velocidade e a força do impacto das gotas d’água no solo, papel das plantas queimadas, quanto por provocar 
o endurecimento e a impermeabilização do solo. 
III. O manejo do fogo pode desenvolver-se por meio de um programa nacional, regional ou local, devendo 
considerar quatro componentes essenciais: prevenção, pré-supressão, combate ou supressão e uso do fogo. 
IV. No controle dos incêndios florestais é necessário construir a linha de controle em todo o perímetro do 
setor afetado, independente de existirem barreiras naturais (riachos, montes de rochas etc.) ou artificiais 
(estradas, açudes, caminhos, aceiros). 
Estão corretos os itens: 
a) I, II e III 
b) I, III e IV 
c) II, III e IV 
d) I, II e IV 
e) Todas as alternativas 
Comentário: 
I. Certo. Os danos ou os efeitos dos incêndios florestais e os acarretados pelo uso do fogo podem ser diretos 
e indiretos. Entre os danos diretos temos a perda de biodiversidade e poluição atmosférica. 
II. Certo. Os incêndios florestais e as queimadas interferem no ciclo hidrológico, tanto por impedir a redução 
da velocidade e a força do impacto das gotas d’água no solo, papel das plantas queimadas, quanto por 
provocar o endurecimento e a impermeabilização do solo. 
III. Certo. O manejo do fogo pode desenvolver-se por meio de um programa nacional, regional ou local, 
devendo considerar quatro componentes essenciais: prevenção, pré-supressão, combate ou supressão e 
uso do fogo. 
IV. Errado. No controle dos incêndios florestais é necessário construir a linha de controle em todo o 
perímetro do setor afetado, independente de existirem barreiras naturais (riachos, montes de rochas etc.) 
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==d8eaf==
ou artificiais (estradas, açudes, caminhos, aceiros). Havendo barreiras naturais ou artificias não há a 
necessidade de se construir aceiros próximos a essas áreas. 
Gabarito: A 
20. (RURAL (EMATER/ASCAR), RS Engenheiro Florestal/2014) As bases de estudo dos incêndios 
florestais denotam que o processo de combustão é uma reação de oxidação que pode ocorrer pela 
combinação de: 
a) Monóxido de carbono, ventos e topografia. 
b) Oxigênio, combustível e calor. 
c) Monóxido de carbono, oxigênio e combustível. 
d) Oxigênio, combustível e topografia. 
e) Topografia e monóxido de carbono. 
Comentário: 
Como vimos em aula, para que ocorra um incêndio é necessário a combinação de oxigênio, combustível e 
calor. 
Gabarito: B 
21. (Prefeitura Municipal DE Uberaba, MG/Engenheiro Florestal/2016) Numere a COLUNA II de acordo 
com a COLUNA I, relacionando os termos utilizados em incêndios florestais às suas respectivas 
definições: 
 1. Aceiro. 
2. Termo higrômetro. 
3. Sala de situação. 
4. Incêndio florestal. 
5. Queima controlada ou prescrita. 
6. Chibanca 
( ) Desbaste de terreno em volta de uma área para, pela descontinuidade estabelecida na vegetação, 
evitar a propagação de incêndios. 
( ) É a ocorrência do fogo sem controle em qualquer forma de vegetação. 
( ) Instrumento para medição de temperatura e umidade relativa do ar. Os modelos mais modernos 
permitem a gravação da série histórica de aferições,sendo elemento de estações meteorológicas 
simplificadas. 
( ) Consiste na aplicação do fogo na vegetação nativa ou exótica, sob determinadas condições 
ambientais que permitam que o fogo se mantenha confinado em determinada área. 
( ) Ferramenta manual, assim como enxada, enxadão e picareta, para destocar os terrenos, com um 
lado para cavar a terra e outro para cortar as raízes e tronco das árvores. 
( ) Ambiente onde é feito o diagnóstico das condições de trabalho a serem enfrentadas em um 
incidente. 
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 Assinale a sequência CORRETA: 
a) 1 2 3 4 5 6 
b) 1 4 2 5 6 3 
c) 2 1 3 5 6 4 
d) 2 1 3 6 5 4 
Comentário: 
(Aceiro) Desbaste de terreno em volta de uma área para, pela descontinuidade estabelecida na vegetação, 
evitar a propagação de incêndios. 
(Incêndio Florestal) É a ocorrência do fogo sem controle em qualquer forma de vegetação. 
(Termo higrômetro) Instrumento para medição de temperatura e umidade relativa do ar. Os modelos mais 
modernos permitem a gravação da série histórica de aferições, sendo elemento de estações meteorológicas 
simplificadas. 
(Queima controlada ou prescrita) Consiste na aplicação do fogo na vegetação nativa ou exótica, sob 
determinadas condições ambientais que permitam que o fogo se mantenha confinado em determinada 
área. 
(Chibanca) Ferramenta manual, assim como enxada, enxadão e picareta, para destocar os terrenos, com 
um lado para cavar a terra e outro para cortar as raízes e tronco das árvores. 
(Sala de situação) Ambiente onde é feito o diagnóstico das condições de trabalho a serem enfrentadas em 
um incidente. 
Gabarito: B 
22. (Prefeitura Municipal de Uberaba-MG/Engenheiro Florestal/2016) Analise a seguir os procedimentos 
a serem observados pelos técnicos com a finalidade de uniformizar as vistorias e orientar o produtor 
rural para realizar queimada com segurança, alcançando seus objetivos e evitando possíveis incêndios 
florestais: 
I. O croqui da área a ser queimada deve conter a largura do aceiro em todo o seu perímetro (no campo, o 
aceiro pode ser marcado por fita plástica, estacas, etc.). 
II. Tratando-se de derrubada ou terreno com grande concentração de combustíveis pesados, deve-se 
orientar para que o material seja bem distribuído por toda a área (evitar montões na borda do aceiro). 
III. Determinar onde se dará o início da queima (iniciar sempre contra o vento) até que se tenha uma 
distância segura para, posteriormente, atear fogo a favor do vento. 
IV. Lembrar ao produtor: observar o dia da realização da queima se as condições climáticas estão diferentes 
das habitualmente observadas (ventos fortes, direção do vento diferente da normal, condições 
atmosféricas instáveis, etc.). 
V. Se a área a ser queimada for muito extensa e oferecer riscos (observar tipos de combustível, ventos, 
declive / aclives), ela deve ser dividida e queimada por partes. 
VI. Assim que se iniciarem os trabalhos de queima, posicionar pessoas com equipamentos e ferramentas 
disponíveis nos locais que ofereçam maior risco de o fogo ultrapassar os aceiros. 
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VII. Executar a queima preferencialmente à tarde, após a secagem do combustível e o início do resfriamento 
da atmosfera, mais ou menos às 17 horas. 
Estão CORRETOS os procedimentos: 
a) I, II, III, IV, V, VI e VII. 
b) II, III IV e V, apenas. 
c) I e IV, apenas. 
d) III, II e VII, apenas. 
Comentário: 
I. Correto. O croqui da área a ser queimada deve conter a largura do aceiro em todo o seu perímetro (no 
campo, o aceiro pode ser marcado por fita plástica, estacas, etc.). 
II. Correto. Tratando-se de derrubada ou terreno com grande concentração de combustíveis pesados, deve-
se orientar para que o material seja bem distribuído por toda a área (evitar montões na borda do aceiro). 
III. Correto. Determinar onde se dará o início da queima (iniciar sempre contra o vento) até que se tenha 
uma distância segura para, posteriormente, atear fogo a favor do vento. 
IV. Correto. Lembrar ao produtor: observar o dia da realização da queima se as condições climáticas estão 
diferentes das habitualmente observadas (ventos fortes, direção do vento diferente da normal, condições 
atmosféricas instáveis, etc.). 
V. Correto. Se a área a ser queimada for muito extensa e oferecer riscos (observar tipos de combustível, 
ventos, declive / aclives), ela deve ser dividida e queimada por partes. 
VI. Correto. Assim que se iniciarem os trabalhos de queima, posicionar pessoas com equipamentos e 
ferramentas disponíveis nos locais que ofereçam maior risco de o fogo ultrapassar os aceiros. 
VII. Correto. Executar a queima preferencialmente à tarde, após a secagem do combustível e o início do 
resfriamento da atmosfera, mais ou menos às 17 horas. 
Gabarito: A 
23. (PREFEITURA MUNICIPAL DE JUAZEIRO, BA/Engenheiro Florestal_2016) Para se atacar um 
incêndio florestal, com uma ou mais equipes de combate, existem três métodos que são usados de 
acordo com a intensidade do fogo: direto, paralelo e indireto. Assinale a alternativa correta sobre os 
métodos de combate: 
a) O método de combate indireto é utilizado quando o calor produzido pelo fogo produz certa aproximação, 
mas não o suficiente para o ataque direto. 
b) No método de ataque direto, o fogo é atacado diretamente, com abafadores, através da aplicação de 
água ou terra. 
c) No método de combate paralelo, deve ser feito um aceiro pequeno de 0,5 m a 1,0 m de largura, paralelo 
à linha do fogo. Ao atingir o acero e diminuir a intensidade, o fogo pode ser controlado pelo método indireto. 
d) No método de ataque indireto, é imprescindível apagar, por meio do método paralelo, todos os resquícios 
de fogo dentro da área. 
e) No método de combate paralelo, deve ser feito um aceiro largo na frente do fogo e usar contrafogo para 
ampliá-lo ainda mais. 
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Comentário: 
a) Errado. O método de combate indireto é utilizado quando o calor produzido pelo fogo produz certa 
aproximação, mas não o suficiente para o ataque direto. Essa definição é dada para o método paralelo de 
combate. 
b) Certo. No método de ataque direto, o fogo é atacado diretamente, com abafadores, através da aplicação 
de água ou terra. 
c) Errado. No método de combate paralelo, deve ser feito um aceiro pequeno de 0,5 m a 1,0 m de largura, 
paralelo à linha do fogo. Ao atingir o aceiro e diminuir a intensidade, o fogo pode ser controlado pelo 
método indireto. Método direto 
d) Errado. No método de ataque indireto, é imprescindível apagar, por meio do método paralelo, todos os 
resquícios de fogo dentro da área. Por meio do método direto. 
e) Errado. No método de combate paralelo, deve ser feito um aceiro largo na frente do fogo e usar 
contrafogo para ampliá-lo ainda mais. Método de combate indireto que se usa o contrafogo. 
Gabarito: B 
24. (ITAIPU BINACIONAL, PR/Profissional de Nível Técnico I - Engenheiro Florestal_2015) Uma fonte 
de calor suficientemente forte é uma das condições necessárias para a ocorrência e a continuidade da 
combustão. Portanto, após iniciado o fogo, o calor deve ser transferido da zona de combustão para os 
combustíveis próximos, a fim de que o incêndio possa avançar ou se propagar. Essa transferência de 
calor pode ocorrer através da condução, da radiação e da convecção. Sobre os três processos de 
transferênciade calor, considere as seguintes afirmativas: 
I. Condução é a transferência de calor por contato direto com a fonte de calor. Quando uma substância é 
aquecida, ela absorve calor e sua atividade molecular interna aumenta. O aumento da atividade molecular 
é acompanhado de um aumento de temperatura. Essa forma de transferência é importante na propagação 
dos incêndios florestais, tendo em vista o valor do coeficiente de condutibilidade térmica dos combustíveis 
florestais. 
II. Radiação é a transferência de calor através de ondas eletromagnéticas, à velocidade da luz. A quantidade 
de energia irradiada por um corpo varia com sua temperatura e é proporcional à quarta potência de sua 
temperatura absoluta. 
III. Convecção é a transferência de calor através do movimento circular ascendente de massas de ar 
aquecidas. O fogo pode criar condições de turbulência, aspirando oxigênio pelos lados e lançando para cima 
o ar aquecido. O movimento convectivo pode transportar fagulhas a grandes distâncias da frente principal 
dos incêndios de alta intensidade, dificultando o seu controle. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente a afirmativa II é verdadeira. 
b) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. 
e) As afirmativas I, II e III são verdadeiras. 
Comentário: 
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Apenas a assertiva I está errada: 
I. Condução é a transferência de calor por contato direto com a fonte de calor. Quando uma substância é 
aquecida, ela absorve calor e sua atividade molecular interna aumenta. O aumento da atividade molecular 
é acompanhado de um aumento de temperatura. Essa forma de transferência é importante na 
propagação dos incêndios florestais, tendo em vista o valor do coeficiente de condutibilidade térmica 
dos combustíveis florestais. Como vimos em aula, a condução é um fenômeno que possui pouca 
importância na propagação dos incêndios florestais, visto que os materiais combustíveis florestais, como a 
madeira e o solo, são maus condutores de calor. 
Gabarito: D 
25. (COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA/Engenheiro Florestal Júnior_2015) Existem vários 
índices de perigo de incêndio usados por organizações de prevenção e combate a incêndios florestais. 
Um deles é o Índice de Nesterov, que foi desenvolvido na ex-URSS e aperfeiçoado na Polônia. Esse 
índice tem como variáveis a temperatura e o déficit de saturação do ar, ambos medidos diariamente 
às 13 horas. O índice de Nesterov, que é acumulativo, tem a seguinte equação básica: 
 
𝐺 = ∑ 𝑑. 𝑡
𝑛
𝑛=1
 
Sendo: 
G = índice de Nesterov 
d = déficit de saturação do ar em milibares 
t = temperatura do ar em °C 
n = número de dias sem chuva 
O déficit de saturação do ar, por sua vez, é igual a diferença entre a pressão máxima de vapor d’água e a 
pressão real de vapor d’água, podendo ser calculado através da seguinte expressão: 
𝑑 = 𝐸 (1 −
𝐻
100
) 
Sendo: 
d = déficit de saturação do ar em milibares 
E = pressão máxima de vapor d'água em milibares 
H = umidade relativa do ar em % 
 
No índice de Nesterov, a continuidade da somatória é limitada pela ocorrência de uma série de restrições, 
de acordo com a quantidade de chuva do dia: 
 
 
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Chuva do dia 
(mm) 
Modificação no cálculo 
2,0 Nenhuma 
2,1 a 5,0 Abater 25% no valor de G na véspera e somar (d.t) do dia 
5,1 a 8,0 Abater 50% no valor de G na véspera e somar (d.t) do dia 
8,1 a 10,0 
Abandonar a somatória anterior e recomeçar novo cálculo, isto é, G = (d.t) do 
dia. 
 
>10,0 
Interromper o cálculo (G = 0), recomeçando a somatória no dia seguinte ou quando 
a chuva cessar. 
 
Interpretação do grau de risco estimado pelo índice é feito através de uma escala de perigo: 
 
Valor de G Grau de Perigo 
300 Nenhum risco 
301 a 500 Risco pequeno 
501 a 1000 Risco médio 
1001 a 4000 Grande risco 
>4000 Altíssimo risco 
Isso posto, considere os seguintes dados meteorológicos: 
Dia Temperatura (°C) H (%) Precipitação 
(mm) 
E (mb) Valor de G Grau de 
perigo 
4 22 100 18,0 26,430 
5 24 60 29,831 
6 28 45 37,796 
7 25 86 11,0 31,671 
8 26 74 33,608 
9 28 50 37,796 
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Com base nas informações sobre o Índice de Nesterov e nos dados meteorológicos acima, assinale a 
alternativa que apresenta o grau de perigo registrado no dia 9. 
a) Nenhum risco. 
b) Risco pequeno. 
c) Risco médio. 
d) Grande risco. 
e) Perigosíssimo. 
Comentário: 
Para resolvermos essa questão precisamos calcular o valor de G, que é acumulativo, para cada dia. 
Observando a tabela de restrições à somatória do índice de Nesterov, de acordo com a quantidade de chuva 
do dia, para dias com precipitação >10 mm iremos interromper o cálculo do G (G=0), recomeçando a 
somatória no dia seguinte ou quando a chuva cessar. Com isso, observando os dados meteorológicos 
apresentados podemos notar que no dia 7 choveu 11 mm, ou seja, nesse dia iremos colocar o G=0 e 
recomeçar os cálculos para o dia seguinte, dia 8. Não existe a necessidade de se calcular o G para os dias 4, 
5 e 6, visto que o G é zerado no dia 7 e a questão quer saber o grau de perigo para o dia 9. 
Começaremos nossos cálculos a partir do dia 8, sejamos: 
Primeiramente calcularemos o valor de d, déficit de saturação do ar: 
DIA 8: 
𝑑 = 𝐸 (1 −
𝐻
100
) = 33,608 ∗ (1 −
74
100
) = 8,73808 
𝐺 = ∑ 𝑑. 𝑡
𝑛
𝑛=1
= 8,73808 ∗ 26 = 𝟐𝟐𝟕, 𝟏𝟗 
DIA 9: 
𝑑 = 𝐸 (1 −
𝐻
100
) = 37,796 ∗ (1 −
50
100
) = 18,898 
𝐺 = ∑ 𝑑. 𝑡
𝑛
𝑛=1
= 18,898 ∗ 28 = 589,144 
Como o índice é acumulativo, o valor de G para o dia 9 será: 
𝐺 = 589,144 + 227,19 = 756,334 
Analisando a tabela de escala de perigo, para G entre 501 a 1000, o grau de perigo será RISCO MÉDIO. 
Gabarito: C 
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26. (Prefeitura de Taiobeiras-MG/2016) “Apesar de sua implementação se encontrar em processo de 
validação, mas que já vem demonstrando resultados plausíveis, as técnicas que perfazem o manejo 
integrado do fogo (MIF) contribuem para a redução das áreas queimadas, dos riscos de ignição e de 
propagação, uma vez que pode se reduzir a quantidade de material combustível, a diminuição dos 
gases causadores do efeito estufa e os problemas de saúde humana e, principalmente, o envolvimento 
e a aproximação da gestão empresarial com a sociedade do seu entorno. O MIF, portanto, atua de 
forma holística, visto que considera o fogo mais um elemento de manejo e que incorpora as dimensões 
ecológica, socioeconômica e o manejo propriamente dito (prevenção, supressão e uso do fogo). Não 
é, portanto, sinônimo de queima prescrita e tampouco prescinde das ações de supressão e controle de 
incêndios”. 
Fonte: ALVES, Marcos Giongo; CACHOEIRA, Jader Nunes. Manejo integrado do fogo. Disponível em: 
<https://florestal.revistaopinioes.com.br/revista/detalhes/17-manejo-integrado-do-fogo/>. Acesso 
em: 1 out. 2019. 
Considerando o “Manejo integrado do fogo” e os “incêndios florestais”, avalie as afirmativas a seguir: 
I - Incêndios superficiais são os mais comuns equeimam a camada humífera, o tapete herbáceo, árvores 
pequenas e qualquer material orgânico existente no solo. 
II - Incêndios subterrâneos são ocasionados pelo fogo sob a superfície do solo, por conta do acúmulo de 
matéria orgânica. 
III - O “Índice de Schumacher & Hall” é um sistema de previsão de incêndios florestais que faz uso de 
informações como o número de dias sem chuvas, o nível de umidade e a temperatura do ar. 
IV - O grau de inclinação do terreno influencia na propagação do fogo. Quanto mais acentuado for, mais 
rápido é o avanço do incêndio. 
Está CORRETO o que se afirma em: 
a) I e III, apenas. 
b) II e IV, apenas. 
c) I e IV, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) III e IV, apenas. 
Comentários: 
I - Errado. Incêndios superficiais são os mais comuns e queimam a camada humífera, o tapete herbáceo, 
árvores pequenas e qualquer material orgânico existente no solo. 
Incêndios superficiais: propagam-se na superfície do piso da floresta, até cerca de 1,80 metros de altura. 
Apresentam propagação relativamente rápida, abundância de chamas e muito calor. Comparados com os 
outros tipos, não são muito difíceis de combater a não ser em condições extremamente favoráveis à 
propagação. São os mais comuns e geralmente é a forma pelo qual começam todos os incêndios. 
II - Correto. Incêndios subterrâneos são ocasionados pelo fogo sob a superfície do solo, por conta do 
acúmulo de matéria orgânica. 
III - Errado. O “Índice de Schumacher & Hall” é um sistema de previsão de incêndios florestais que faz uso 
de informações como o número de dias sem chuvas, o nível de umidade e a temperatura do ar. 
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Modelo de Schumacher & Hall: utilizado para cálculo de volume de árvores. 
IV - Correto. O grau de inclinação do terreno influencia na propagação do fogo. Quanto mais acentuado for, 
mais rápido é o avanço do incêndio. 
Gabarito: B 
27. (Prefeitura Municipal de Cristalina/GO/2019) A construção e a manutenção de aceiros é uma técnica 
de prevenção da propagação do fogo em incêndios florestais. Em relação às técnicas de prevenção da 
propagação do fogo, é correto afirmar que aceiros 
a) são faixas de plantio de algumas espécies vegetais menos inflamáveis ou menos susceptíveis ao fogo, 
utilizadas para reduzir a propagação do fogo em povoamentos florestais. 
b) são faixas livres de vegetação estrategicamente distribuídas em um povoamento florestal, com a 
finalidade de deter ou reduzir a propagação do fogo. 
c) contribuem com a prevenção da propagação do fogo e com a alteração do microclima, por meio da 
elevação da umidade relativa, em uma área de interesse. 
d) consistem em atividades de implantação de consórcios agroflorestais que não utilizam o fogo como 
técnica de manejo. 
e) consistem em técnicas silviculturais para o controle vertical dos combustíveis em um povoamento 
florestal e para a redução da propagação do fogo. 
Comentários: 
Construção e manutenção de aceiros: Aceiros são faixas onde a vegetação foi completamente eliminada 
da superfície do solo. A finalidade é prevenir a passagem do fogo para área de vegetação, evitando-se assim 
queimadas ou incêndios. 
a) Incorreto. são faixas de plantio de algumas espécies vegetais menos inflamáveis ou menos 
susceptíveis ao fogo, utilizadas para reduzir a propagação do fogo em povoamentos florestais. 
b) Correto. são faixas livres de vegetação estrategicamente distribuídas em um povoamento florestal, com 
a finalidade de deter ou reduzir a propagação do fogo. 
c) Incorreto. contribuem com a prevenção da propagação do fogo e com a alteração do microclima, por 
meio da elevação da umidade relativa, em uma área de interesse. 
d) Incorreto. consistem em atividades de implantação de consórcios agroflorestais que não utilizam o fogo 
como técnica de manejo. 
e) Incorreto. consistem em técnicas silviculturais para o controle vertical dos combustíveis em um 
povoamento florestal e para a redução da propagação do fogo. 
Gabarito: B 
28. No combate aos incêndios florestais, devem ser implementadas várias operações, com a finalidade 
de supressão ou eliminação definitiva do fogo. A partir dessa informação, assinale a alternativa que 
não apresenta uma operação de rescaldo em incêndios florestais. 
a) derrubar troncos que ainda estejam queimando ou em incandescência e extinguir o fogo 
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b) eliminar todos os resíduos de fogo na área queimada 
c) usar água ou terra para eliminar todos os resíduos de fogo na área queimada 
d) ampliar o entorno dos aceiros em toda a área queimada para aumentar seu isolamento 
e) utilizar a técnica de combate indireto para controlar o fogo na área 
Comentários: 
Basicamente, o rescaldo inclui as seguintes tarefas, que devem obrigatoriamente ser cumpridas após o 
confinamento do fogo: 
➢ Descobrir e eliminar possíveis “incêndios de pontos”, causados por fagulhas lançadas pela frente 
do fogo. 
➢ Ampliar o aceiro ou faixa limpa em torno da área queimada, para melhor isolamento da mesma. 
➢ Derrubar as árvores ou arbustos que ainda estejam queimando ou em incandescência, para evitar 
que lancem fagulhas. 
➢ Eliminar, utilizando água ou terra, todos os resíduos do fogo dentro da área queimada. 
➢ Manter patrulhamento, com número suficiente de pessoas, até que não haja mais perigo de 
reativação do fogo; voltar no dia seguinte para nova verificação. 
A única alternativa que não apresenta uma operação de rescaldo é a letra E. 
Gabarito: E 
29. (MPE-MT/Engenheiro Florestal2016) “Manejo das plantações florestais ou florestas nativas com o 
propósito de modificar a estrutura do material disponível a fim de satisfazer os objetivos da proteção 
contra os incêndios, associando esta proteção ao melhoramento da produção e à qualidade do 
ambiente”. 
 
O texto acima refere-se 
a) ao manejo de combustíveis florestais. 
b) à silvicultura preventiva. 
c) à silvicultura de precisão. 
d) ao manejo de resíduos florestais. 
Comentários: 
Silvicultura preventiva: baseia-se na modificação da estrutura do material combustível, eliminação, 
reordenação, conversão e translado, para atender os objetivos de proteção contra incêndios, relacionando 
essa proteção ao melhoramento da produção e à qualidade do ambiente. Essa técnica tem sido uma das 
formas de prevenção mais adotadas nas áreas florestais plantas em todo o mundo com o objetivo de reduzir 
os riscos e os danos causados pelos incêndios florestais. 
Gabarito: B 
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30. (ESAF/Engenheiro Incêndios Florestais/2012) A ocorrência e o uso do fogo em áreas rurais são 
considerados um problema muito sério em várias regiões no Brasil. Sobre esse assunto, indique a 
opção correta. 
a) As queimadas e os incêndios florestais são formas de uso do fogo para o manejo agropastoril. 
b) O fogo utilizado de forma controlada e planejada em florestas constitui um tipo de incêndio florestal. 
c) As fontes naturais são as principais causas de queimadas em vegetação do Cerrado. 
d) Os incêndios florestais são formas de ocorrências do fogo sem controle em qualquer tipo de vegetação. 
e) A maior parte das ocorrências de queimadas no Brasil tem como causa os incêndios florestais. 
Comentários: 
a) Errada. As queimadas e os incêndios florestais são formas de uso do fogo para o manejo agropastoril. 
Incêndio: “Fogo sem controleque incide sobre qualquer forma de vegetação podendo ser provocado pelo 
homem (intenção ou negligência) ou por fonte natural (ex.: raios).” 
Queimada: “Prática florestal ou agropastoril onde o fogo é utilizado de forma controlada, atuando como 
fator de produção.” 
b) Errada. O fogo utilizado de forma controlada e planejada em florestas constitui um tipo de incêndio 
florestal. (Queimada controlada) 
c) Errada. As fontes naturais (humanas) são as principais causas de queimadas em vegetação do Cerrado. 
d) Correto. Os incêndios florestais são formas de ocorrências do fogo sem controle em qualquer tipo de 
vegetação. 
e) Errada. A maior parte das ocorrências de queimadas no Brasil tem como causa os incêndios florestais. 
Gabarito: D 
31. (ESAF/Engenheiro Incêndios Florestais/2012) Os Índices de Perigo de Incêndios (IPI) fornecem 
informações que podem ser aplicadas na prevenção e combate a incêndios florestais, a partir de 
equações que consideram fatores variáveis como a umidade relativa, a temperatura, precipitação, 
déficit de saturação do ar e velocidade do vento. Indique a opção com o IPI que considera em sua 
equação o fator "velocidade do vento". 
a) Índice de Nesterov. 
b) Fórmula de Monte Alegre Alterada. 
c) Fórmula de Monte Alegre. 
d) Índice de Angstron. 
e) Índice Logarítmico do Telicyn. 
Comentários: 
Vimos que a Fórmula de Monte Alegre Altera leva em consideração a velocidade do vento: 
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𝐹𝑀𝐴+ = ∑ (
100
𝐻
) 𝑒0,04𝑣
𝑛
𝑛=1
 
Sendo: 
 FMA+ = Fórmula de Monte Alegre Alterada; 
 H = umidade relativa do ar em %, às 13:00H; 
 n = número de dias sem chuva; 
 v = velocidade do vento em m/s, medida às 13:00H; 
 e = base dos logaritmos naturais (2,718282). 
Gabarito: B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 
 
LISTA DE QUESTÕES 
 
1. (CEBRASPE/POLITEC_RO/2022) Durante e após um incêndio florestal, o efeito nocivo do fogo pode 
ser observado, com a degradação do meio ambiente em várias frentes: na atmosfera, com a emissão de 
gases do efeito estufa aumentando a poluição; nos corpos d’água, com assoreamento e interrupção do 
fluxo; no solo, afetando as propriedades físicas e químicas, tendo como consequência menor qualidade 
de vida das pessoas. Acerca desse tipo de incêndio, julgue os itens a seguir. 
I Durante o incêndio, a temperatura na superfície do solo pode chegar a 500 ºC, dependendo da quantidade, 
do tipo e da umidade do combustível. 
II Uma forma de controlar o fogo e minimizar os seus efeitos nocivos é o uso de aceiro verde com plantas de 
baixa inflamabilidade. 
III Durante o incêndio, considera-se que a temperatura capaz de causar a morte de células e tecidos é de 80 
°C, por um tempo de 20 min a 30 min. 
Assinale a opção correta. 
a) Apenas o item I está certo 
b) Apenas o item II está certo. 
c) Apenas o item III está certo. 
d) Apenas os itens I e II estão certos. 
e) Apenas os itens I e III estão certos. 
2. (FUNDATEC/2022) Em relação ao tema incêndios florestais, analise as seguintes assertivas: 
I. O incêndio subterrâneo é alimentado por matéria orgânica seca, raízes e turfas. Sua propagação é rápida 
e é comum em áreas de baixa altitude. 
II. Exceto em casos como raios, todos os incêndios de copas originam-se de incêndios superficiais e são os 
que causam os maiores danos a fauna silvestre. 
III. O incêndio de superfície é caracterizado pela queima de todo o material combustível até 2,8 m de altura. 
Quais estão INCORRETAS? 
a) Apenas I 
b) Apenas II. 
c) Apenas I e II. 
d) Apenas I e III. 
e) Apenas II e III. 
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3. (VUNESP/PCRR/ Perito Criminal de Polícia Civil/2022) A prerrogativa dos incêndios florestais é ter 
uma fonte de calor suficientemente forte para que o fluxo de calor possa ocorrer entre os materiais 
combustíveis. Uma das maneiras que se tem é a transferência do calor através do espaço em qualquer 
direção à velocidade da luz, ou seja, quando o calor atravessa as moléculas do ar, sem movimentá-las. 
Essa maneira é denominada de 
a) condução. 
b) radiação. 
c) convecção. 
d) vaporização. 
e) transferência de massa. 
4. (UFMT - Perito Oficial (POLITEC MT)/Criminal/Engenharia Florestal/2022) Sobre incêndios florestais, 
é correto afirmar: 
a) O manejo do fogo deve considerar a prevenção, a pré-supressão, a supressão ou combate e, ainda, o uso 
do fogo, por meio da queima controlada. Essa técnica é muito utilizada pelo baixo custo, mas exige 
autorização do órgão ambiental e cuidados, como: calendário, preparação técnica, áreas pequenas e 
comunicação aos vizinhos. 
b) Além de descargas elétricas naturais, as principais causas dos incêndios florestais são associadas à ação 
do homem, entre outras, para eliminar resíduos de desmatamentos, na limpeza e renovação de pastagens, 
para aumentar a biodiversidade, na eliminação de restos culturais, queima de palhada e vandalismo. 
c) Entre outros, são efeitos indiretos de incêndios florestais os danos, como prejuízo patrimonial, poluição 
atmosférica, diminuição na qualidade/quantidade de recursos hídricos, destruição de florestas e aumento 
da fertilidade do solo, além dos diretos como aumento da mortalidade de animais/vegetais e de custos dos 
serviços de saúde pública. 
d) O incêndio florestal é o fogo sem controle que incide sobre qualquer forma de vegetação, cuja origem 
pode ser natural ou provocada pelo homem, enquanto a queima controlada é uma prática exclusivamente 
agrícola que não deve ser utilizada no manejo de unidades de conservação para evitar o acúmulo de 
combustível ou em florestas. 
e) A prevenção de incêndios florestais inclui as ações ou as operações para a organização dos recursos para 
o combate eventual de incêndios que venham a ocorrer, enquanto a pré-supressão inclui as normas ou 
atividades destinadas a evitar os incêndios florestais, desde medidas como a educação ambiental, rondas e 
até a prática de aceiros. 
5. (UFPR – 2019) A prevenção aos incêndios florestais compreende um conjunto de atividades cujo 
objetivo é reduzir ou anular a probabilidade de o incêndio começar, assim como limitar sua propagação 
caso ele ocorra. Levando em consideração o exposto, assinale a alternativa correta. 
a) Pelas suas especificidades, cultivos florestais e unidades de conservação não seguem regulamentação 
quanto ao uso do fogo em suas áreas, tendo em vista a necessidade de maior flexibilidade no manejo. 
b) Os programas de conscientização e sensibilização sobre o uso do fogo devem ser genéricos, para atender 
o maior número de pessoas. 
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3 
 
c) Apesar de serem locais de fácil captação de água para combater o fogo, a contribuição dos açudes não é 
relevante do ponto de vista da prevenção, pela sua pouca influência na modificação do microclima local, 
não contribuindo para a redução da amplitude térmica e da umidade relativa do ar. 
d) Para otimizar a ação dos brigadistas, a largura dos aceiros é padronizada em 10 metros, 
independentemente do tipo de material combustível, da localização em relação à configuração do terreno 
e dascondições meteorológicas esperadas na época de ocorrência de incêndios. 
e) Entre as técnicas de silvicultura preventiva propostas está a diversificação de espécies, mediante cortes 
seletivos, retirando espécies mais inflamáveis, ou estabelecendo plantações em mosaico, intercalando com 
espécies mais e menos inflamáveis. 
6. (NC-UFPR – 2019) Sabendo que é necessária a abertura de um aceiro de 400 metros de extensão, 
para combater um incêndio florestal que se propaga a 0,8 m.s-1, que suas brigadas levam 1 minuto para 
abrir 18 metros de aceiro e que você deve considerar uma margem de segurança na distância de 10%, 
assinale a alternativa que mais se aproxima da distância (em metros) em que deve ser posicionada a 
brigada em relação à frente do fogo para realizar o combate. 
a) 300. 
b) 600. 
c) 900. 
d) 1200. 
e) 1500. 
7. (NUCEPE UESPI - Perito (PC PI)/Criminal/Engenharia Florestal/2018)“O triângulo do fogo é a 
representação dos três elementos necessários numa combustão. Esses elementos são: o combustível, 
que fornece energia para a queima; o comburente, que é a substância que reage quimicamente com o 
combustível; e o calor, que é necessário para iniciar a reação entre combustível e comburente)”. A 
respeito do fogo e incêndio é CORRETO afirmar. 
 
a) A convecção térmica é uma das formas de propagação do calor que ocorre nos líquidos e gases e a 
transmissão do calor acontece por meio das correntes de convecção circulares que se formam por conta da 
diferente densidade entre os fluidos, sendo que a densidade muda, quando a temperatura varia. 
b) Combustível é qualquer corpo cuja combinação química com outro seja endotérmica e em geral é 
qualquer substância que reage com o calor produzindo chamas e gases. 
c) Oxigênio é o elemento que dá início ao processo de combustão (queima). 
d) Condução ocorre em todas as formas de matéria, sólidos, líquidos, gases e plasmas, e requer um 
movimento macroscópico de massa da matéria condutora, excluindo-se os componentes subatômicos ou 
sua vibração, em escala microscópica. 
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4 
 
e) Ponto de fulgor é a maior temperatura na qual um combustível liberta vapor em quantidade suficiente 
para formar uma mistura inflamável por uma fonte externa de calor. 
8. (ITAIPU/2019) Existe uma grande variação de causas de incêndios florestais. Para compatibilizar 
informações de diversas regiões e poder comparar as estatísticas dos incêndios de locais distintos, 
costuma-se agrupar as diversas causas de incêndios em oito categorias ou grupos, conforme a 
recomendação da FAO. São todos grupos de causas de incêndio: 
a) raios, incendiários, queimas para limpeza, fumantes e operações florestais. 
b) queimas para limpeza, fumantes, operações florestais, fogos de recreação e cristais de rocha. 
c) raios, incendiários, estradas de ferro, marmitas e pedaços de vidro. 
d) queimas para limpeza, operações florestais, estradas de ferro, cristais de rocha e marmitas. 
e) raios, fumantes, fogos de recreação, estradas de ferro e pedaços de vidro. 
9. (FCC - 2007 - MPU - Analista Pericial - Engenharia Florestal) No caso de incêndios florestais, o 
processo preventivo tem se mostrado como o de maior eficiência. Entre as medidas preventivas de 
controle de incêndios florestais, destacam-se: 
a) sistema de vigilância com uso de GPS; arações constantes em entrelinhas alternadas e controle químico 
de plantas daninhas. 
b) construção de diques de contenção; barreiras mecânicas e fiscalização periódica. 
c) barreiras mecânicas; plantio em nível e uso de caminhões pipa. 
d) plantio em nível; fiscalização periódica e aceiros manuais. 
e) aceiros manuais e mecânicos; gradagens internas ao povoamento e um bom sistema de vigilância. 
10. (FCC - 2007 - MPU - Analista Pericial - Engenharia Florestal) Para que tenha sucesso, um Plano 
Operativo de Combate a Incêndio Florestal deve conter: 
a) mapa com as áreas de preservação permanentes. 
b) definição de áreas com maior risco de ocorrer incêndios. 
c) inventário florestal detalhado. 
d) mapa contendo a ortofoto da região. 
e) cadastro de trabalhadores voluntários. 
11. (FCC - 2007 - MPU - Analista Pericial - Engenharia Florestal) Os índices de risco de incêndio mais 
utilizados no Brasil são: Índice de Angstron, Índice Logarítmico de Telicyn, Índice de Nesterov e Fórmula 
de Monte Alegre. Esses índices baseiam-se, fundamentalmente, nos seguintes elementos 
meteorológicos, respectivamente: 
a) na temperatura e na umidade relativa do ar; nas temperaturas do ar e do ponto de orvalho; na 
temperatura e no déficit de saturação do ar; na umidade relativa do ar. 
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==d8eaf==
5 
 
b) nas temperaturas do ar e do ponto de orvalho; na temperatura e no déficit de saturação do ar; na 
temperatura e na umidade relativa do ar; na umidade relativa do ar. 
c) na temperatura e no déficit de saturação do ar; na umidade relativa do ar; na temperatura e na umidade 
relativa do ar; nas temperaturas do ar e do ponto de orvalho. 
d) nas temperaturas do ar e do ponto de orvalho; na umidade relativa do ar; na temperatura e no déficit de 
saturação do ar; na temperatura e na umidade relativa do ar. 
e) na umidade relativa do ar; na temperatura e no déficit de saturação do ar; nas temperaturas do ar e do 
ponto de orvalho; na temperatura e na umidade relativa do ar. 
12. (CESPE/Perito criminal (PCie-PE)/2016) Com relação às técnicas de prevenção e combate de 
incêndios florestais, assinale a opção correta. 
a) A formação de fumaça branca partindo de incêndio florestal indica a presença de material combustível 
denso e rico em material lenhoso no local do incêndio. 
b) O método direto de combate a incêndio florestal consiste em construir a linha de fogo a uma distância 
variável da margem das chamas (em geral, superior a três metros), em forma paralela ao avanço do fogo. 
c) O uso de fogo na formação de aceiros não é recomendável devido ao risco de causar propagação de 
labaredas. 
d) A expansão rápida das labaredas em função de ventos fortes dificulta a identificação do local de origem 
do fogo. 
e) Aceiros são benéficos contra a propagação de incêndios florestais, apesar de danificar hábitats naturais 
e prejudicar o escape da fauna. 
13. (CESGRANRIO/PETROBRAS/2010) A reação química de combustão se dá quando o combustível, o 
comburente e a fonte de calor se juntam em condições adequadas, compondo o grupo de elementos: 
a) básicos das chamas. 
b) de suporte de incêndio. 
c) controláveis do fogo. 
d) essenciais do fogo. 
e) extintores de incêndio. 
14. (Prefeitura de Cruzeiro do Sul/2019) A prevenção é a maneira encontrada para minimizar, bem como 
para evitar os danos oriundos dos Incêndios Florestais. Sobre a prevenção de incêndios florestais, 
assinale a alternativa incorreta. 
a) A prevenção de Incêndios Florestais deve ser precedida sobre a análise e entendimento do triângulo do 
fogo, ou seja, conhecimento sobre o comburente, calor e combustível 
b) As campanhas educativas tem papel fundamental na prevenção de incêndios por causas humanas 
c) A construção e manutenção de aceiro contribui para a prevenção da propagação do fogo, o que se dá 
devido a presença de faixas de terreno desprovidas de vegetação 
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d) Não é recomendado o uso da técnica de queima controladapara reduzir o material combustível, já que 
os riscos ambientais dessa técnica são alto 
15. (Prefeitura Municipal de Rondonópolis – MT_2016) O Sistema de Prevenção e Combate aos 
incêndios florestais contempla ações para prevenir ou evitar o início do fogo, impedir ou dificultar a sua 
propagação e combater e extinguir eficientemente aqueles incêndios não evitados. Sobre esse sistema, 
analise as afirmativas: 
I. A ocorrência e a propagação de incêndios florestais são efetuadas com alterações das características que 
favorecem a combustão, como a quantidade, a umidade, a continuidade e a compactação. 
II. A modificação da estrutura do material combustível, associada ao melhoramento da produção e à 
qualidade do ambiente, é denominada silvicultura preventiva. 
III. Em relação ao material combustível, são técnicas utilizadas na silvicultura preventiva: a fragmentação, a 
compactação, a eliminação e o translado. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I e II, apenas. 
b) I, II e III. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
16. (PREFEITURA MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA/ Engenheiro Florestal) Os impactos ambientais 
causados pela ocorrência de incêndios florestais colocaram essa questão entre as de maior relevância 
para a promoção do desenvolvimento sustentável no país, especialmente considerando a lei de crimes 
ambientais que, no artigo 38, tipificou como crime “destruir ou danificar floresta considerada de 
preservação permanente, mesmo que em formação, ou utilizá-la com infringência das normas de 
proteção”. Sobre o assunto, é correto afirmar que: 
a) as queimadas controladas não precisam estar localizadas em áreas confinadas. 
b) as queimas em “V” podem ser utilizadas em áreas com declividade superior a 45º. 
c) os efeitos do fogo nos ecossistemas são sempre prejudiciais. 
d) árvores com cascas espessas protegem o meristema responsável pelo crescimento em diâmetro das 
plantas. 
e) as massas de ar se movimentam das zonas de menor para as de maior pressão atmosférica. 
17. (Prefeitura Municipal de Juiz de Fora/Engenheiro Florestal/2013) Preencha as lacunas e assinale a 
alternativa correta. 
 
O princípio básico de combate aos incêndios florestais é remover um dos elementos do triângulo do 
fogo (calor, oxigênio e combustível) de maneira rápida e eficiente. Com relação aos procedimentos de 
combate, o método _____________ consiste em se fazer um aceiro de 0,5 a 1,0 m de largura, próximo à 
linha do fogo. O método ____________ somente é utilizado em ocorrências de baixa intensidade. Já para 
casos em que não é possível se aproximar do fogo, o ideal é utilizar o método _________. 
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a) Direto / Paralelo / Indireto 
b) Indireto / Direto / Paralelo 
c) Direto / Indireto / Paralelo 
d) Paralelo / Indireto / Direto 
e) Paralelo / Direto / Indireto 
18. (Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas, BA/Engenheiro Florestal/2016) Sobre incêndios 
florestais julgue os itens: 
I. Os danos ou os efeitos dos incêndios florestais e os acarretados pelo uso do fogo podem ser diretos e 
indiretos. Entre os danos diretos temos a perda de biodiversidade e poluição atmosférica. 
II. Os incêndios florestais e as queimadas interferem no ciclo hidrológico, tanto por impedir a redução da 
velocidade e a força do impacto das gotas d’água no solo, papel das plantas queimadas, quanto por provocar 
o endurecimento e a impermeabilização do solo. 
III. O manejo do fogo pode desenvolver-se por meio de um programa nacional, regional ou local, devendo 
considerar quatro componentes essenciais: prevenção, pré-supressão, combate ou supressão e uso do fogo. 
IV. No controle dos incêndios florestais é necessário construir a linha de controle em todo o perímetro do 
setor afetado, independente de existirem barreiras naturais (riachos, montes de rochas etc.) ou artificiais 
(estradas, açudes, caminhos, aceiros). 
Estão corretos os itens: 
a) I, II e III 
b) I, III e IV 
c) II, III e IV 
d) I, II e IV 
e) Todas as alternativas 
19. (RURAL (EMATER/ASCAR), RS Engenheiro Florestal/2014) As bases de estudo dos incêndios 
florestais denotam que o processo de combustão é uma reação de oxidação que pode ocorrer pela 
combinação de: 
a) Monóxido de carbono, ventos e topografia. 
b) Oxigênio, combustível e calor. 
c) Monóxido de carbono, oxigênio e combustível. 
d) Oxigênio, combustível e topografia. 
e) Topografia e monóxido de carbono. 
20. (Prefeitura Municipal DE Uberaba, MG/Engenheiro Florestal/2016) Numere a COLUNA II de acordo 
com a COLUNA I, relacionando os termos utilizados em incêndios florestais às suas respectivas 
definições: 
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 1. Aceiro. 
2. Termo higrômetro. 
3. Sala de situação. 
4. Incêndio florestal. 
5. Queima controlada ou prescrita. 
6. Chibanca 
( ) Desbaste de terreno em volta de uma área para, pela descontinuidade estabelecida na vegetação, 
evitar a propagação de incêndios. 
( ) É a ocorrência do fogo sem controle em qualquer forma de vegetação. 
( ) Instrumento para medição de temperatura e umidade relativa do ar. Os modelos mais modernos 
permitem a gravação da série histórica de aferições, sendo elemento de estações meteorológicas 
simplificadas. 
( ) Consiste na aplicação do fogo na vegetação nativa ou exótica, sob determinadas condições 
ambientais que permitam que o fogo se mantenha confinado em determinada área. 
( ) Ferramenta manual, assim como enxada, enxadão e picareta, para destocar os terrenos, com um 
lado para cavar a terra e outro para cortar as raízes e tronco das árvores. 
( ) Ambiente onde é feito o diagnóstico das condições de trabalho a serem enfrentadas em um 
incidente. 
 Assinale a sequência CORRETA: 
a) 1 2 3 4 5 6 
b) 1 4 2 5 6 3 
c) 2 1 3 5 6 4 
d) 2 1 3 6 5 4 
21. (Prefeitura Municipal de Uberaba-MG/Engenheiro Florestal/2016) Analise a seguir os procedimentos 
a serem observados pelos técnicos com a finalidade de uniformizar as vistorias e orientar o produtor 
rural para realizar queimada com segurança, alcançando seus objetivos e evitando possíveis incêndios 
florestais: 
I. O croqui da área a ser queimada deve conter a largura do aceiro em todo o seu perímetro (no campo, o 
aceiro pode ser marcado por fita plástica, estacas, etc.). 
II. Tratando-se de derrubada ou terreno com grande concentração de combustíveis pesados, deve-se 
orientar para que o material seja bem distribuído por toda a área (evitar montões na borda do aceiro). 
III. Determinar onde se dará o início da queima (iniciar sempre contra o vento) até que se tenha uma 
distância segura para, posteriormente, atear fogo a favor do vento. 
IV. Lembrar ao produtor: observar o dia da realização da queima se as condições climáticas estão diferentes 
das habitualmente observadas (ventos fortes, direção do vento diferente da normal, condições 
atmosféricas instáveis, etc.). 
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V. Se a área a ser queimada for muito extensa e oferecer riscos (observar tipos de combustível, ventos, 
declive / aclives), ela deve ser dividida e queimada por partes. 
VI. Assim que se iniciarem os trabalhos de queima, posicionar pessoas com equipamentos e ferramentas 
disponíveis nos locais que ofereçam maior risco de o fogo ultrapassar os aceiros. 
VII. Executar a queima preferencialmente à tarde, após a secagem do combustível e oinício do resfriamento 
da atmosfera, mais ou menos às 17 horas. 
Estão CORRETOS os procedimentos: 
a) I, II, III, IV, V, VI e VII. 
b) II, III IV e V, apenas. 
c) I e IV, apenas. 
d) III, II e VII, apenas. 
22. (PREFEITURA MUNICIPAL DE JUAZEIRO, BA/Engenheiro Florestal_2016) Para se atacar um 
incêndio florestal, com uma ou mais equipes de combate, existem três métodos que são usados de 
acordo com a intensidade do fogo: direto, paralelo e indireto. Assinale a alternativa correta sobre os 
métodos de combate: 
a) O método de combate indireto é utilizado quando o calor produzido pelo fogo produz certa aproximação, 
mas não o suficiente para o ataque direto. 
b) No método de ataque direto, o fogo é atacado diretamente, com abafadores, através da aplicação de 
água ou terra. 
c) No método de combate paralelo, deve ser feito um aceiro pequeno de 0,5 m a 1,0 m de largura, paralelo 
à linha do fogo. Ao atingir o acero e diminuir a intensidade, o fogo pode ser controlado pelo método indireto. 
d) No método de ataque indireto, é imprescindível apagar, por meio do método paralelo, todos os resquícios 
de fogo dentro da área. 
e) No método de combate paralelo, deve ser feito um aceiro largo na frente do fogo e usar contrafogo para 
ampliá-lo ainda mais. 
23. (ITAIPU BINACIONAL, PR/Profissional de Nível Técnico I - Engenheiro Florestal_2015) Uma fonte 
de calor suficientemente forte é uma das condições necessárias para a ocorrência e a continuidade da 
combustão. Portanto, após iniciado o fogo, o calor deve ser transferido da zona de combustão para os 
combustíveis próximos, a fim de que o incêndio possa avançar ou se propagar. Essa transferência de 
calor pode ocorrer através da condução, da radiação e da convecção. Sobre os três processos de 
transferência de calor, considere as seguintes afirmativas: 
I. Condução é a transferência de calor por contato direto com a fonte de calor. Quando uma substância é 
aquecida, ela absorve calor e sua atividade molecular interna aumenta. O aumento da atividade molecular 
é acompanhado de um aumento de temperatura. Essa forma de transferência é importante na propagação 
dos incêndios florestais, tendo em vista o valor do coeficiente de condutibilidade térmica dos combustíveis 
florestais. 
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II. Radiação é a transferência de calor através de ondas eletromagnéticas, à velocidade da luz. A quantidade 
de energia irradiada por um corpo varia com sua temperatura e é proporcional à quarta potência de sua 
temperatura absoluta. 
III. Convecção é a transferência de calor através do movimento circular ascendente de massas de ar 
aquecidas. O fogo pode criar condições de turbulência, aspirando oxigênio pelos lados e lançando para cima 
o ar aquecido. O movimento convectivo pode transportar fagulhas a grandes distâncias da frente principal 
dos incêndios de alta intensidade, dificultando o seu controle. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente a afirmativa II é verdadeira. 
b) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. 
e) As afirmativas I, II e III são verdadeiras. 
24. (COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA/Engenheiro Florestal Júnior_2015) Existem vários 
índices de perigo de incêndio usados por organizações de prevenção e combate a incêndios florestais. 
Um deles é o Índice de Nesterov, que foi desenvolvido na ex-URSS e aperfeiçoado na Polônia. Esse 
índice tem como variáveis a temperatura e o déficit de saturação do ar, ambos medidos diariamente 
às 13 horas. O índice de Nesterov, que é acumulativo, tem a seguinte equação básica: 
 
𝐺 = ∑𝑑. 𝑡
𝑛
𝑛=1
 
Sendo: 
G = índice de Nesterov 
d = déficit de saturação do ar em milibares 
t = temperatura do ar em °C 
n = número de dias sem chuva 
O déficit de saturação do ar, por sua vez, é igual a diferença entre a pressão máxima de vapor d’água e a 
pressão real de vapor d’água, podendo ser calculado através da seguinte expressão: 
𝑑 = 𝐸 (1 −
𝐻
100
) 
Sendo: 
d = déficit de saturação do ar em milibares 
E = pressão máxima de vapor d'água em milibares 
H = umidade relativa do ar em % 
No índice de Nesterov, a continuidade da somatória é limitada pela ocorrência de uma série de restrições, 
de acordo com a quantidade de chuva do dia: 
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Chuva do dia 
(mm) 
Modificação no cálculo 
2,0 Nenhuma 
2,1 a 5,0 Abater 25% no valor de G na véspera e somar (d.t) do dia 
5,1 a 8,0 Abater 50% no valor de G na véspera e somar (d.t) do dia 
8,1 a 10,0 
Abandonar a somatória anterior e recomeçar novo cálculo, isto é, G = (d.t) do 
dia. 
 
>10,0 
Interromper o cálculo (G = 0), recomeçando a somatória no dia seguinte ou quando 
a chuva cessar. 
Interpretação do grau de risco estimado pelo índice é feito através de uma escala de perigo: 
 
Valor de G Grau de Perigo 
300 Nenhum risco 
301 a 500 Risco pequeno 
501 a 1000 Risco médio 
1001 a 4000 Grande risco 
>4000 Altíssimo risco 
Isso posto, considere os seguintes dados meteorológicos: 
Dia Temperatura (°C) H (%) Precipitação 
(mm) 
E (mb) Valor de G Grau de 
perigo 
4 22 100 18,0 26,430 
5 24 60 29,831 
6 28 45 37,796 
7 25 86 11,0 31,671 
8 26 74 33,608 
9 28 50 37,796 
Com base nas informações sobre o Índice de Nesterov e nos dados meteorológicos acima, assinale a 
alternativa que apresenta o grau de perigo registrado no dia 9. 
a) Nenhum risco. 
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b) Risco pequeno. 
c) Risco médio. 
d) Grande risco. 
e) Perigosíssimo. 
25. (Prefeitura de Taiobeiras-MG/2016) “Apesar de sua implementação se encontrar em processo de 
validação, mas que já vem demonstrando resultados plausíveis, as técnicas que perfazem o manejo 
integrado do fogo (MIF) contribuem para a redução das áreas queimadas, dos riscos de ignição e de 
propagação, uma vez que pode se reduzir a quantidade de material combustível, a diminuição dos 
gases causadores do efeito estufa e os problemas de saúde humana e, principalmente, o envolvimento 
e a aproximação da gestão empresarial com a sociedade do seu entorno. O MIF, portanto, atua de 
forma holística, visto que considera o fogo mais um elemento de manejo e que incorpora as dimensões 
ecológica, socioeconômica e o manejo propriamente dito (prevenção, supressão e uso do fogo). Não 
é, portanto, sinônimo de queima prescrita e tampouco prescinde das ações de supressão e controle de 
incêndios”. 
Fonte: ALVES, Marcos Giongo; CACHOEIRA, Jader Nunes. Manejo integrado do fogo. Disponível em: 
<https://florestal.revistaopinioes.com.br/revista/detalhes/17-manejo-integrado-do-fogo/>. Acesso 
em: 1 out. 2019. 
Considerando o “Manejo integrado do fogo” e os “incêndios florestais”, avalie as afirmativas a seguir: 
I - Incêndios superficiais são os mais comuns e queimam a camada humífera, o tapete herbáceo, árvores 
pequenas e qualquer material orgânico existente no solo. 
II - Incêndios subterrâneos são ocasionados pelo fogo sob a superfície do solo, por conta do acúmulo de 
matéria orgânica. 
III - O “Índice de Schumacher & Hall” é um sistema de previsão de incêndios florestais que faz uso de 
informações como o número de dias sem chuvas, o nível de umidade e a temperatura do ar. 
IV - O grau de inclinação do terreno influencia na propagaçãodo fogo. Quanto mais acentuado for, mais 
rápido é o avanço do incêndio. 
Está CORRETO o que se afirma em: 
a) I e III, apenas. 
b) II e IV, apenas. 
c) I e IV, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) III e IV, apenas. 
26. (Prefeitura Municipal de Cristalina/GO/2019) A construção e a manutenção de aceiros é uma técnica 
de prevenção da propagação do fogo em incêndios florestais. Em relação às técnicas de prevenção da 
propagação do fogo, é correto afirmar que aceiros 
a) são faixas de plantio de algumas espécies vegetais menos inflamáveis ou menos susceptíveis ao fogo, 
utilizadas para reduzir a propagação do fogo em povoamentos florestais. 
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b) são faixas livres de vegetação estrategicamente distribuídas em um povoamento florestal, com a 
finalidade de deter ou reduzir a propagação do fogo. 
c) contribuem com a prevenção da propagação do fogo e com a alteração do microclima, por meio da 
elevação da umidade relativa, em uma área de interesse. 
d) consistem em atividades de implantação de consórcios agroflorestais que não utilizam o fogo como 
técnica de manejo. 
e) consistem em técnicas silviculturais para o controle vertical dos combustíveis em um povoamento 
florestal e para a redução da propagação do fogo. 
27. No combate aos incêndios florestais, devem ser implementadas várias operações, com a finalidade 
de supressão ou eliminação definitiva do fogo. A partir dessa informação, assinale a alternativa que 
não apresenta uma operação de rescaldo em incêndios florestais. 
a) derrubar troncos que ainda estejam queimando ou em incandescência e extinguir o fogo 
b) eliminar todos os resíduos de fogo na área queimada 
c) usar água ou terra para eliminar todos os resíduos de fogo na área queimada 
d) ampliar o entorno dos aceiros em toda a área queimada para aumentar seu isolamento 
e) utilizar a técnica de combate indireto para controlar o fogo na área 
28. (MPE-MT/Engenheiro Florestal2016) “Manejo das plantações florestais ou florestas nativas com o 
propósito de modificar a estrutura do material disponível a fim de satisfazer os objetivos da proteção 
contra os incêndios, associando esta proteção ao melhoramento da produção e à qualidade do 
ambiente”. 
 
O texto acima refere-se 
a) ao manejo de combustíveis florestais. 
b) à silvicultura preventiva. 
c) à silvicultura de precisão. 
d) ao manejo de resíduos florestais. 
29. (ESAF/Engenheiro Incêndios Florestais/2012) A ocorrência e o uso do fogo em áreas rurais são 
considerados um problema muito sério em várias regiões no Brasil. Sobre esse assunto, indique a 
opção correta. 
a) As queimadas e os incêndios florestais são formas de uso do fogo para o manejo agropastoril. 
b) O fogo utilizado de forma controlada e planejada em florestas constitui um tipo de incêndio florestal. 
c) As fontes naturais são as principais causas de queimadas em vegetação do Cerrado. 
d) Os incêndios florestais são formas de ocorrências do fogo sem controle em qualquer tipo de vegetação. 
e) A maior parte das ocorrências de queimadas no Brasil tem como causa os incêndios florestais. 
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30. (ESAF/Engenheiro Incêndios Florestais/2012) Os Índices de Perigo de Incêndios (IPI) fornecem 
informações que podem ser aplicadas na prevenção e combate a incêndios florestais, a partir de 
equações que consideram fatores variáveis como a umidade relativa, a temperatura, precipitação, 
déficit de saturação do ar e velocidade do vento. Indique a opção com o IPI que considera em sua 
equação o fator "velocidade do vento". 
a) Índice de Nesterov. 
b) Fórmula de Monte Alegre Alterada. 
c) Fórmula de Monte Alegre. 
d) Índice de Angstron. 
e) Índice Logarítmico do Telicyn. 
 
GABARITO 
 
1. Letra D 
2. Letra D 
3. Letra B 
4. Letra A 
5. Letra E 
6. Letra D 
7. Letra A 
8. Letra A 
9. Letra E 
10. Letra B 
11. Letra A 
12. Letra X 
13. Letra D 
14. Letra D 
15. Letra B 
16. Letra D 
17. Letra E 
18. Letra A 
19. Letra B 
20. Letra B 
21. Letra A 
22. Letra B 
23. Letra D 
24. Letra C 
25. Letra B 
26. Letra B 
27. Letra E 
28. Letra B 
29. Letra D 
30. Letra B 
2
 
 
 
 
 
 
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