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2 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................. 4 
2 HISTÓRICO DO FOGO .................................................................................... 5 
2.1 Combustão ................................................................................................. 7 
2.2 Transmissão do calor ................................................................................. 8 
2.3 Classes de fogo ......................................................................................... 9 
2.4 Extinção do fogo ........................................................................................ 9 
3 FUNDAMENTOS DO FOGO E INCÊNDIO .................................................... 11 
3.1 Evolução do incêndio ............................................................................... 15 
4 COMBATE E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO ........................................... 18 
4.1 Medidas de proteção contra incêndio....................................................... 20 
4.2 Proteção passiva ...................................................................................... 22 
4.3 Proteção ativa .......................................................................................... 23 
4.4 Combate ao fogo propriamente dito ......................................................... 23 
5 EXTINÇÃO DO FOGO .................................................................................... 24 
5.1 Agentes extintores.................................................................................... 25 
5.2 Saídas de Emergência ............................................................................. 25 
5.3 Portas Para Saídas de Emergência ......................................................... 27 
5.4 Iluminação de Emergência ....................................................................... 28 
5.5 Sinalizações de Emergência .................................................................... 29 
5.6 Extintores ................................................................................................. 31 
5.7 Hidrantes e mangotinhos ......................................................................... 33 
6 SISTEMA DE PREVENÇÃO DE COMBATE A INCÊNDIO E CONTROLE 
CONTRA PÂNICO ................................................................................................ 36 
 
3 
 
7 MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO ....................................... 40 
8 LEGISLAÇÃO RELATIVA À SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO ................. 43 
8.1 Normas e regulamentações ..................................................................... 48 
9 REFERÊNCIAS .............................................................................................. 50 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é 
semelhante ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase 
improvável - um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor 
e fazer uma pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. 
O comum é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos 
ouvirão a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, 
as perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão 
respondidas em tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da 
nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à 
execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da 
semana e a hora que lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
2 HISTÓRICO DO FOGO 
Fonte: http://www.bombeiros.pr.gov.br/ 
Segundo o texto Evolução Humana (2007), os mais antigos vestígios do uso 
do fogo foram registrados em acampamentos do homo erectus, há cerca de 400 mil 
anos a.C. Possivelmente o homem tenha aprendido a conservar o fogo de origem 
natural ou acidental, seja este resultante, por exemplo, de um raio ou de uma faísca 
que saltasse na lascagem da pedra. Somente mais tarde teria descoberto os 
processos de produzi-lo intencionalmente, friccionando duas varetas de madeira ou 
percutindo duas pedras. As consequências da descoberta do fogo retratam uma 
melhora no regime de alimentação, proporcionando defesa eficaz contra os perigos 
da vida selvagem, proteção contra o frio, talvez tenha até contribuído para estreitar 
os laços de solidariedade entre os membros dos bandos que se juntavam à noite 
em volta das fogueiras. 
http://www.bombeiros.pr.gov.br/
 
6 
 
O conceito de fogo, sua forma e propagação, remetem ao comportamento 
humano em determinadas situações que fogem do controle em princípios de 
incêndio. Levando-se em conta o risco de incêndio em meio a pensamentos de 
evacuação de pessoas, combustão de materiais conforme a carga de incêndio, os 
fatores de ativação em um sistema de detecção de incêndio, o perigo e o risco são 
existentes conforme o agente aumenta o risco de produção. Desse modo, a origem 
dos Corpos de Bombeiros remonta à origem do emprego do fogo pelo homem. Uma 
das primeiras organizações de combate ao fogo de que se tem notícia, segundo 
Care Z. Péterson foi criada na antiga Roma. Augusto, que se tornou Imperador em 
27 a.C., formou um grupo de vigili. Esses vigili patrulhavam as ruas para impedir 
incêndios e também para policiar a cidade, através de patrulhas e vigilantes contra 
incêndios (GOMES, 1998). 
O fogo sempre se constituiu num elemento de grande significado para o 
homem. Durante muitos séculos foi considerado uma manifestação sobrenatural, 
cuja ocorrência era atribuída aos deuses. Porém, antes de ter sido descoberto o 
modo de produzi-lo e de controla-lo, provocava verdadeiro temor no homem, algo 
supersticioso, pois seu surgimento só ocorria naturalmente, em consequência da 
erupção de um vulcão, da incidência de raios ou, ainda, pela combustão espontânea 
da vegetação submetida à radiação solar (GOMES, 1998). 
Goren-Inbaret (2004) afirma que os primeiros métodos de obtenção do fogo 
ocorreram de forma intencional. Baseavam-se na produção de uma faísca por meio 
do atrito entre madeiras ou pedras. Em estágios posteriores do desenvolvimento 
humano a produção do fogo se dava através do atrito de peças de ferro. De acordo 
com pesquisas realizadas pelo autor, o fogo pode ter surgido na África, produzido 
pelo homo erectus há cerca de 1,8 milhões de anos. 
Inicialmente o homem utilizava o fogo como fonte de luz e calor. 
Posteriormente passou a utilizá-lo também no preparo de alimentos e como forma 
de proteção contra a aproximação de animais ferozes. A partir daí o fogo passou a 
receber cuidados especiais, sendo armazenado em crânios de animais na forma de 
fragmentos de brasa, para posterior utilização. Nesta fase, em que o homem vivia 
 
7 
 
em cavernas, os riscos da utilização inadequada do fogo não trazia maiores 
consequências às suas habitações. Porém, com a mudança da concepção perante 
a forma de habitação dos homens primitivos, que deixou as cavernas para viver em 
cabanas rústicas formadas de galhos, troncos e folhas de árvores, fez com que 
surgissem preocupações perante o risco de incêndio e seu alastramento (ARAÚJO, 
2004). 
2.1 Combustão 
A definição de combustão, segundo a ISO 8421-1, é a reação exotérmica 
de materiais combustíveis com oxidantes, normalmente, acompanhada por chamas, 
abrasamento ou emissão de fumaça (SEITO, 2008). O fogo é composto por três 
elementos essenciais que promovem esta reação: combustível, fonte de calor e 
comburente (oxigênio). Entretanto, o processo ocorre somente na presençasimultânea destes elementos em reação em cadeia. Assim sendo, a representação 
gráfica da combustão é interpretada pelo Tetraedro do fogo. 
Durante o processo, os materiais combustíveis geram calor e 
desprendimento de outros gases inflamáveis que, em contato com o oxigênio, darão 
continuidade à combustão (UMINSKI, 2003 apud GOMES, 2014). 
Os combustíveis são elementos que, simultaneamente, alimentam o fogo e 
servem de campo de propagação do mesmo. Estes materiais, após atingirem a 
temperatura de ignição, combinados quimicamente com outros, emitem calor e luz 
(CAMILLO JR, 2013 apud LUZ, 2017). 
Além disso, os combustíveis têm comportamentos diferentes na combustão 
e manutenção do fogo, tais como: estado do material – sólido, líquido ou gasoso –, 
massa, superfície e calor específicos, composição química, ponto de ignição, 
quantidade de calor e oxigênio disponível, etc. (SEITO, 2008). 
Gomes (2014) afirma, ainda, que a combustibilidade de um material 
depende de sua maior – ou menor – facilidade de combinação com o oxigênio, sob 
ação do calor. 
 
8 
 
O comburente (oxigênio) é o agente químico que, em contato com gases 
combustíveis, gera a mistura inflamável, ativando o fogo e conservando a 
combustão (BRENTANO, 2007 apud CASTRO, 2015). 
Não havendo concentração de oxigênio suficiente no ar, não haverá fogo; 
Segundo Oliveira (2018), normalmente, há uma concentração de 21% e, quando 
esta for inferior a 8%, não haverá combustão. 
O calor é o elemento que dá início ao fogo, o mantém e incentiva sua 
propagação através da mistura inflamável decorrente dos gases combustíveis e do 
comburente (BRENTANO, 2007 apud CASTRO, 2015). Na maioria dos casos, a 
continuidade do fogo é decorrente do calor das chamas do material em combustão. 
E, por fim, a reação em cadeia é o elemento responsável pela auto 
alimentação do fogo através da transferência de energia de uma molécula em 
combustão para outra intacta, de forma a propagar o fogo sucessivamente, até que 
todo material esteja em combustão (BRENTANO, 2007 apud CASTRO, 2015). 
2.2 Transmissão do calor 
A partir do momento de ignição de um material, é liberado energia na forma 
de calor que pode incendiar elementos adjacentes (BRUNETTO, 2015). De tal 
modo, é fundamental, no estudo de prevenção e extinção do fogo, conhecer como 
o calor pode ser transmitido e propagado, haja vista que neste processo ocorre o 
crescimento do incêndio. A transmissão ocorre através do ar atmosférico ou do 
próprio material combustível por meio de condução, convecção ou radiação, que 
podem acontecer de maneira associada (FERIGOLO, 1977 apud GOMES, 2014). 
A condução é caracterizada pela transferência de calor a partir do contato 
direto entre dois corpos, ou através de um meio intermediário que seja bom condutor 
de calor (GOMES, 2014). 
A condutividade térmica determina a rapidez com que o calor flui em um 
material (REZENDE, 2008). 
 
9 
 
A transferência de calor por convecção ocorre através do movimento de 
massas de fluidos envolvendo transporte de matéria. Por exemplo, massas de ar 
podem levar calor suficiente para iniciar o fogo em materiais combustíveis com os 
quais entrarem em contato (GOMES, 2014). 
E, ainda, a radiação envolve a transferência de calor por meio de ondas 
eletromagnéticas que se deslocam através do espaço (GOMES, 2014). 
2.3 Classes de fogo 
O fogo é classificado de acordo com os materiais envolvidos e a situação 
em que se encontra. Segundo Brentano (2007) apud Castro (2015), a natureza do 
fogo é dividida em classes. 
Classe A: fogo em materiais combustíveis sólidos que queimam em 
superfície e profundidade e deixam resíduos; 
Classe B: fogo em líquidos e/ou gases inflamáveis que se liquefazem por 
ação do calor e queimam somente em superfície; 
Classe C: fogo em materiais, equipamentos e instalações elétricas 
energizadas; 
Classe D: fogo em metais combustíveis. 
 
O autor menciona, ainda, as seguintes classes: Classe K para fogo em 
óleos e gorduras, animais e vegetais, utilizados em cozinhas; e, Classe I para fogo 
em materiais radioativos. 
2.4 Extinção do fogo 
Conforme mencionado, a condição para o início e continuidade da 
combustão é a coexistência dos quatro elementos do Tetraedro do fogo. A 
eliminação de um desses, interrompe a reação em cadeia e, consequentemente, a 
propagação do fogo, até sua extinção. Tem-se quatro princípios básicos de 
 
10 
 
extinção: resfriamento, abafamento, isolamento do material e quebra da reação em 
cadeia. (SEITO, 2008). 
O resfriamento visa remover ou diminuir o calor do material incendiado, até 
que esse não libere mais gases que reajam com o oxigênio, impedindo, desta forma, 
o avanço do fogo; o abafamento tem por finalidade impedir ou reduzir o alcance do 
comburente (oxigênio) ao fogo, reduzindo sua concentração; o isolamento consiste 
na retirada, diminuição ou interrupção do material combustível não atingido pelo 
fogo; e, ainda, a quebra da reação em cadeia é realizada por meio da introdução de 
determinadas substâncias que têm a propriedade de reagir com algum dos produtos 
intermediários da reação de combustão, evitando que essa se complete totalmente 
(GOMES, 2014). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
3 FUNDAMENTOS DO FOGO E INCÊNDIO 
A importância em diferenciar os comportamentos resultantes do fogo e de 
um incêndio serve para explicar os meios corretos para seu controle e extinção, 
assegurando redução nos impactos causados. O fogo é resultado de uma reação 
química de oxidação com desprendimento de luz e calor. Pode-se dizer, ainda, que 
fogo é a parte visível de uma combustão (CBM/RJ, 2003). Assim, o fogo pode se 
apresentar fisicamente de duas maneiras: chama e brasas. 
Segundo Seito (2008) o estudo do fogo como ciência é recente, iniciando 
os primeiros estudos na década de 80, com a criação da International Association 
for Fire Safety Science (IAFSS). A associação internacional reuniu cientistas dos 
maiores institutos e universidades do mundo para desenvolvimento de novos 
mecanismos que pudessem atuar com maior eficácia na prevenção e controle de 
incêndios. O IAFSS realiza seminários a cada dois anos em diferentes países. O 
Brasil possui representação nesse instituto através da Professora Dra. Rosaria Ono 
pertencente ao corpo docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da 
Universidade de São Paulo (FAUUSP). 
Porém, apesar da representação brasileira no IAFSS e dos grandes 
avanços na ciência do fogo, ainda não há consenso mundial para definir o conceito 
de fogo. Tal fenômeno é constatado pelas diversas definições usadas em vários 
países (SEITO, 2008). 
Nos Estados Unidos da América o National Fire Protection (NFPA), define 
o fogo como sendo a oxidação rápida autossustentada acompanhada de evolução 
variada da intensidade de calor e de luz. No campo das Normas Internacionais a 
ISO 8421-1, define o fogo como o processo de combustão caracterizado pela 
emissão de calor acompanhado de fumaça, chama ou ambos e, o processo de 
combustão como a reação exotérmica de uma substância combustível com um 
oxidante usualmente acompanhada por chamas e ou abrasamento e ou emissão de 
fumaça. Na Inglaterra a norma BS 4422 define o fogo como processo de combustão 
caracterizado pela emissão de calor acompanhado por fumaça, chama ou ambos. 
 
12 
 
No Brasil, a NBR 13860/97 define que o fogo é o processo de combustão 
caracterizado pela emissão de calor e luz. O regulamento de segurança contido na 
Instrução Técnica n◦ 02 do Regulamento de Segurança Contra Incêndio das 
Edificações e Áreas de Risco do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo 
estabelece a definição de fogo como sendo um fenômeno físico-químico que se dá 
através de uma reação de oxidação com emissão de luz e calor. 
Para o Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro, a definição do 
processo de incêndio é determinada, como sendo as apresentaçõesfísicas do fogo 
determinadas pelo elemento combustível, quando gasoso ou líquido, este assume 
a forma de chamas, sendo este combustível sólido, sua apresentação se faz sob a 
forma de chamas e brasas ou somente em brasas (CBM/RJ - Manual de 
Procedimento, 2003). 
Independente das definições adotadas, sabe-se que a propagação rápida e 
violenta do fogo provoca danos e perdas materiais e humanas muitas vezes 
causando danos irreparáveis. Quando as chamas fogem do controle e seus meios 
de contenção são ineficazes, a evacuação das pessoas na edificação deve ocorrer 
no menor tempo possível. Por isso, a importância das saídas de emergência, portas 
corta-fogo, dispositivos automáticos e demais itens para controle do incêndio. 
Para Seito (2008), a representação gráfica do fogo inicialmente foi criada 
pela teoria conhecida como Triângulo do Fogo que explicava os meios de extinção 
do fogo pela retirada de um dos componentes, tais como, o combustível, o 
comburente ou o calor. Desse modo, a Figura 1 apresenta o formato dos três 
elementos que a compõem em cada lado do triângulo (combustível, comburente e 
calor). Estes devem coexistir ligados para que o fogo se mantenha. 
 
 
 
13 
 
 
 
 
As mudanças relativas às definições de fogo e incêndio ocorreram com a 
descoberta do agente extintor “halon”, pois foi necessário mudar a teoria, a qual 
atualmente é conhecida como Tetraedro do Fogo. Contudo, o bromotrifluometano é 
o principal componente do agente halon e possui impactos que afetam a camada 
de ozônio na atmosfera. O halon ou seus componentes halogênicos são atualmente 
proibidos na Europa conforme delibera o Protocolo de Montreal e pela Convenção 
de Viena para proteção da camada de ozônio (CBM/RJ, 2003). 
A Figura 2 apresenta cada uma das quatro faces que compõem os 
elementos do fogo (combustível, comburente, calor e reação em cadeia), os quais 
devem coexistir ligados para que o fogo se mantenha. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
 
Portanto, como se pode observar, para que o fogo ocorra, há necessidade 
da combinação de alguns componentes em proporções adequadas, na presença de 
uma fonte suficiente de calor. Secco (1982) define combustível como sendo 
qualquer substância capaz de produzir calor por meio de uma reação química 
exotérmica, podendo ser encontrado no estado sólido, líquido ou gasoso. A 
combustão pode ser definida como uma reação química de oxidação exotérmica, 
que ocorre com a combinação de uma substância combustível com o oxigênio, em 
proporções suficientes que, ativadas por uma fonte de ignição, resulta no 
desenvolvimento de energia luminosa e calor. 
O processo de combustão, segundo Friedman (2003), é uma reação 
química exotérmica autossustentada, geralmente associada ao processo de 
oxidação de um combustível. Nesse sentido, Gouveia (2003, p.16) afirma que: 
A combustão é uma reação química exotérmica que resulta na 
produção de chamas e calor, sendo os gases dióxido de carbono 
(CO2), monóxido de carbono (CO) e as partículas sólidas de 
carbono (C), os produtos mais comuns desta reação química. 
Para Seito (2008), uma vez iniciado o fogo deve-se levar em conta o 
mecanismo de transmissão da energia, ou seja, condução do calor, convecção do 
calor e radiação de energia. Cada modo de transmissão da energia irá influenciar 
na manutenção e no crescimento do fogo. 
A Figura 3 permite visualizar a influência do mecanismo de transmissão da 
energia. O exemplo da chama na imagem (1) representa a condução do calor, que 
é preponderante para radiação de energia. Na imagem (2) a radiação de energia e 
a condução do calor são preponderantes, a convecção do calor participa pouco da 
queima do objeto. A situação da imagem (3) apresenta a condução do calor pelo 
objeto, onde a convecção do calor e a radiação de energia contribuem 
proporcionalmente para os efeitos da queima (SEITO, 2008). 
 
 
15 
 
 
 
 
 
 
 
 
Assim, a condução do calor e a convecção se transmite pela movimentação 
do meio fluído aquecido, a radiação de energia se transmite por ondas 
eletromagnéticas para completar o processo de combustão e dar início às chamas 
(SEITO, 2008). 
3.1 Evolução do incêndio 
Geralmente, o foco de fogo começa em pequena proporção e o avanço do 
mesmo depende dos materiais disponíveis, sua distribuição no ambiente e do 
comportamento ao fogo dos materiais adjacentes àquele que estiver em combustão 
(SEITO, 2008). O padrão observado na evolução do incêndio é identificado por uma 
curva representando a temperatura em função do tempo de desenvolvimento do 
sinistro 
 
 
16 
 
 
 
A partir da Curva de evolução do incêndio, nota-se que o sinistro apresenta 
quatro estágios bem definidos: ignição, crescimento do fogo (flashover), fase de 
aquecimento e extinção. Reis (2018) afirma que conhecer as diferentes fases 
permite a melhor compreensão do desenvolvimento do incêndio, contribuindo, 
assim, para o adequado combate em cada etapa. 
A ignição é o incêndio incipiente, no qual o crescimento é lento. Consiste 
em duas etapas: abrasamento, etapa de combustão lenta, sem chama e produção 
de pouco calor; e, chamejamento, com o desenvolvimento de calor, chamas e 
fumaça (SEITO, 2008). 
A segunda fase representa o crescimento do incêndio, no qual ocorre a 
propagação do fogo para objetos e ambientes adjacentes, gerando a combustão 
simultânea de vários materiais (SEITO, 2008). 
Luz (2017) menciona que a presença de oxigênio proporciona a 
alimentação da inflamação, permitindo o aumento da temperatura e, 
consequentemente, novos focos de incêndio. A etapa continuará enquanto o 
combustível e comburente estiverem disponíveis no local. 
 
17 
 
Além disso, neste estágio ocorre o espalhamento de chamas a todos os 
materiais combustíveis presentes no ambiente, dando início à inflamação 
generalizada (flashover) (PAGNUSSATT, 2017). 
A partir da Figura, observa-se que, no momento do flashover, a temperatura 
aumenta muito em pouco tempo, levando a uma situação caracterizada pela 
presença de chamas, grande volume de fumaça e rápida propagação do fogo 
(REZENDE, 2008). 
A terceira fase é responsável pelo desenvolvimento do incêndio, no qual 
todos os materiais combustíveis do ambiente entrarão em combustão. A 
temperatura poderá atingir valores acima de 1100°C, desta forma, o incêndio estará 
fora de controle e não será possível o acesso ao foco (COSTA, 2018 apud REIS, 
2018). 
Hurtado (2013) afirma que nesta fase, aproximadamente, 70% dos 
materiais foram consumidos e a taxa de combustão tende a decair, apresentando 
uma diminuição da temperatura. Dessa forma, o incêndio entra na fase de extinção. 
A intensidade do incêndio irá diminuir na proporção em que ocorre a 
redução da combustão dos materiais, devido à falta de oxigênio para manter a 
reação ou após todo combustível ter sido consumido (SILVA; VARGAS; ONO, 
2010). 
Por fim, ocorre a diminuição gradual da temperatura do ambiente, redução 
progressiva das chamas e extinção do fogo (BRENTANO, 2015 apud 
PAGNUSSATT, 2017). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
4 COMBATE E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO 
De acordo com Silveira (2011) conceitua-se incêndio como a presença de 
fogo em local não desejado e capaz de provocar, além de prejuízos materiais, 
quedas, queimaduras e intoxicações por fumaça. O fogo por sua vez é um tipo de 
queima, combustão ou oxidação; resulta de uma reação química em cadeia, que 
ocorre na medida em que atuem: 
 
a) Combustível; 
b) Oxigênio; 
c) Calor; 
d) Continuidade da reação de combustão. 
 
Conforme Graton (2003) o projeto de proteção contra incêndios deve nascer 
juntamente com o projeto de arquitetura, levando em conta as distâncias para serem 
alcançadas as saídas, as escadas (largura, dimensionamento dos degraus, controle 
de fumaça, corrimãos, resistência ao fogo etc.), a combustibilidade e a resistência 
ao fogo das estruturas e materiais de acabamento,a vedação de aberturas entre 
pavimentos adjacentes, as barreiras para evitar propagação de um compartimento 
a outro, o controle da carga incêndio e a localização dos demais sistemas contra 
incêndios 
No caso de edificações já existentes, deve-se primeiramente analisar 
classificação das ocupações. Ele determina os tipos de sistemas e equipamentos a 
serem executados na edificação; A partir daí devem ser pesquisadas as Normas 
Técnicas Brasileiras Oficiais. É importante, também a consulta à Prefeitura 
Municipal, pois podem existir exigências locais. 
Os projetos de proteção contra incêndios deverão ser elaboradas e 
assinadas por profissionais habilitados e com registro no Conselho Regional de 
Engenharia e Arquitetura. 
 
 
19 
 
 
Para tratarmos mais sobre prevenção de incêndios é necessário 
entendermos primeiro o que é o fogo Dreher (2004) conceitua o fogo como a 
consequência de uma reação química denominada combustão que libera luz e 
calor. Para que haja combustão deverão estar presentes quatro elementos: 
combustível, calor, oxigênio e reação em cadeia. 
Segundo Araújo (2007) os elementos fundamentais para a combustão que 
constitui o chamado “Tetraedro do Fogo” são: combustível é toda substância capaz 
de queimar e alimentar a combustão é o elemento que propaga o fogo; calor é a 
forma de energia que aumenta a temperatura, gerada da transformação de outras 
energias, através de processo físico ou químico; oxigênio é o elemento que reage 
com o combustível, participando da reação química da combustão, possibilitando 
assim vida às chamas e intensidade a combustão; reação em cadeia é a sequência 
de reações provocadas por um único elemento ou grupo por um grupo de elementos 
que gera novas reações entre elementos que podem ou não serem distintos. 
Através dessas quatro combinações há séculos o fogo acompanha o 
homem e faz seu registro na história da humanidade, fazendo parte do processo 
evolutivo, sendo um elo entre o passado e o presente e quando o homem dominou 
o fogo ele alcançou novos espaços, alterou os ecossistemas, e sofreram suas 
consequências, decorrentes de suas próprias atividades. O homem contemporâneo 
continua a utilizá-lo em suas atividades. O fogo em si não é bom nem ruim, é apenas 
um instrumento a nossa disposição e usá-lo corretamente é uma questão de 
inteligência (SILVA, 1998). 
Para utilização benéfica do fogo é necessário que o homem consiga mantê-
lo sobre controle. Uma forma de controle é realizada pela proteção contra incêndios 
que é dívida segundo Schrader (2010 apud Camillo Júnior, 2004) em prevenção e 
extinção. A prevenção é o conjunto de normas e ações adotadas na luta contra o 
fogo de forma a eliminar as possibilidades de sua ocorrência. A extinção visa 
eliminar o fogo por diversos processos usando taticamente os equipamentos de 
combate ao fogo. 
 
20 
 
A Norma Brasileira Regulamentadora - NBR 7532 (1982) compreende fogo 
em quatro classes são elas: 
a) fogo classe A: fogo envolvendo materiais combustíveis sólidos, tais 
como madeiras, tecidos, papéis, borrachas, plásticos termoestáveis e 
outras fibras orgânicas, que queimam em superfície e profundidade, 
deixando resíduos; 
b) fogo classe B: fogo envolvendo líquidos e/ou gases inflamáveis ou 
combustíveis, plásticos e graxas que se liquefazem por ação do calor e 
queimam somente em superfície; 
c) fogo classe C: fogo envolvendo equipamentos e instalações elétricos 
energizados; 
d) fogo classe D: fogo em metais combustíveis, tais como magnésio, 
titânio, zircônio, sódio, potássio e lítio. 
Conhecendo as definições de fogo e a classificação do mesmo um incêndio 
pode ser considerado algo anormal que simplesmente se manifesta, ameaçando 
destruir alguma coisa ou o que, não sendo obstado, se propaga e envolve tudo o 
que possa alcançar. Seja ele casual ou intencional (CONCEIÇÃO e FERREIRA, 
2000). 
A Norma de Procedimento Técnico - NPT - 003 (2011) define incêndio como 
o fogo sem controle, intenso, o qual causa danos e prejuízos à vida, ao meio 
ambiente e ao patrimônio. Existem quatro classes de incêndio o incêndio classe A 
(envolvendo combustíveis sólidos comuns), incêndio de classe B (envolvendo 
produtos inflamáveis e gases), incêndio natural (a variação da temperatura que é a 
simulação do incêndio real) e o incêndio padrão (eleva e padroniza em função do 
tempo). 
4.1 Medidas de proteção contra incêndio 
Silveira (2011) explica que na ótica da Segurança Contra Incêndio foram 
divididos os seguintes grupos de Medidas de Proteção Contra Incêndio (MPCI): 
Prevenção de incêndio: Abrange as medidas de segurança contra 
incêndio que objetivam “evitar” incêndios (união do calor com 
combustíveis), as quais serão mais importantes quanto maior a quantidade 
e mais fracionado o combustível (gases, vapores, poeira). Em síntese: são 
medidas que trabalham o controle de materiais combustíveis 
 
21 
 
(armazenamento/quantidade) das fontes de calor 
(solda/eletricidade/cigarro) e do treinamento (educação) das pessoas para 
hábitos e atitudes preventivas. 
Proteção contra incêndio: São medidas que objetivam dificultar a 
propagação de incêndio e manter a estabilidade da edificação. 
Normalmente são divididas em proteções ativas e passivas, conforme 
trabalhem, reagindo ou não em caso de incêndio. Exemplos de medidas 
de proteção passiva: paredes e portas corta-fogo; diques de contenção; 
armários e contentores para combustíveis; afastamentos; proteção 
estrutural, controle de materiais de acabamento. Exemplos de medidas de 
proteção ativas: sistema de ventilação (tiragem) de fumaça; sistema de 
chuveiros automáticos (sprinkler). 
Combate a incêndio: Compreende tudo o que é usado para se extinguir 
incêndios, tais como: equipamentos manuais (hidrantes e extintores) 
complementados por equipes treinadas; sistemas de detecção e alarmes; 
sistemas automáticos de extinção; Planos de Auxílio Mútuo – PAM; corpo 
de bombeiros públicos e privados condições de acesso à edificação pelo 
socorro público; (reserva de água e hidrantes públicos), etc. 
Meios de escape: Normalmente constituído por melhorias de proteção 
passiva, tais como escadas seguras, paredes, portas (corta-fogo), podem 
incluir proteção ativa, como sistemas de pressurização de escadas e 
outros. Dependem ainda dos sistemas de detecção, alarme e iluminação 
de emergência e, em alguns casos, de uma intervenção complementar de 
equipes treinadas para viabilizar o abandono, especialmente nos locais de 
reunião de público. Essa medida de proteção contra incêndio destaca-se 
das demais devido à sua importância fundamental para a vida humana e 
por sua ação básica nos trabalhos de resposta a emergências, visto que 
as equipes de resposta normalmente acessam a edificação e as vítimas 
por meios de escape. 
Gerenciamento – Incluímos nessa medida de proteção contra incêndio 
todas às medidas administrativas e de dia-a-dia, como o treinamento e 
reciclagem das equipes de resposta a emergências, a existência de um 
plano e um procedimento de emergência, a manutenção dos 
equipamentos instalados, a adequação dos meios instalados com risco 
existente (o qual muitas vezes se alteram sem que se efetue a necessária 
adequação dos meios), etc. Em síntese, abrange a manutenção dos 
sistemas e a administração da resposta às emergências, nelas inclusos o 
treinamento de pessoal e sua ação fundamental em locais de reunião de 
público. 
 
A importância de manterem-se medidas de proteção contra incêndio pode 
evitar princípios de incêndio, auxiliar em como agir durante um incêndio. Tendo em 
mãos um plano de prevenção bem elaborado e executado o risco torna-se quase 
nulo acompanhado de um bom gerenciamento das medidas. Manter o controle e 
adequação dos equipamentos trás segurança para que sejam feitas melhorias na 
 
22 
 
prevenção, proteção e combate ao incêndio ao longo do tempo tendo em vista o 
controle e manutenção envolve melhorias. 
De acordo com a ABNT NBR 15575-1:2013,as medidas de segurança 
contra incêndio visam proteger a vida dos ocupantes em caso de sinistro; dificultar 
a propagação do mesmo, reduzindo danos patrimoniais e ao meio ambiente; 
proporcionar meios de contenção e extinção do fogo; e, ainda, permitir acesso para 
operações de combate externas à edificação. 
Gill, Oliveira e Negrisolo (2008) abordam a segurança contra incêndio a 
partir dos seguintes grupos: prevenção e proteção contra incêndio; combate; meios 
de escape; e, gerenciamento. 
As medidas de segurança podem ser de caráter preventivo ou de proteção. 
Essas são associadas a precaução e se destinam a evitar a ocorrência do sinistro, 
englobando atitudes preventivas, treinamento de pessoas e controle de materiais 
combustíveis e de fontes de calor. As medidas de proteção, utilizadas quando a 
prevenção falha, visam manter a estabilidade das edificações e dificultar a 
propagação de focos de incêndio. O combate ao sinistro têm por objetivo extinguir 
o fogo e, em conjunto com meios de escape, viabilizar às pessoas o abandono 
seguro às edificações. Por fim, o gerenciamento destas medidas prevê a 
manutenção de sistemas e equipamentos (GILL; OLIVEIRA; NEGRISOLO, 2008). 
A proteção contra incêndio deve ser analisada sobre três aspectos: as 
proteções passiva e ativa, e o combate ao fogo propriamente dito. 
4.2 Proteção passiva 
A proteção passiva é caracterizada por medidas tomadas durante a fase de 
planejamento e elaboração do projeto arquitetônico e de seus complementares, 
visando evitar ao máximo a ocorrência de foco de fogo e, caso aconteça, 
minimizando sua propagação (BRENTANO, 2011 apud GOMES, 2014). 
 
23 
 
Em relação ao sistema construtivo, a distribuição e geometria dos espaços 
definem o nível de segurança das edificações por meio de disposições que são 
incorporadas à arquitetura e à construção (ONO; VALENTIN; VENEZIA, 2008). 
A proteção passiva é incorporada à edificação e não requer nenhum tipo de 
ação para o seu funcionamento em situação de incêndio. Esses meios de proteção 
atendem às necessidades dos usuários em condição normal de desempenho das 
construções, porém, em situação de fogo descontrolado, têm um comportamento 
especial que reduz seu crescimento e propagação, além de facilitar a saída dos 
ocupantes e o ingresso para as ações de combate (PIENIAK; SALGADO, 2017). 
São exemplos de proteção passiva: distanciamento entre edifícios; 
compartimentação; isolamento de risco; segurança estrutural; controle de materiais 
de acabamento e revestimento; saídas de emergência; proteção das rotas de fuga, 
entre outros. 
4.3 Proteção ativa 
A proteção ativa é composta por medidas acionadas quando o incêndio está 
ocorrendo e que dependem de uma ação para o funcionamento, seja manual ou 
automática, com o objetivo de extingui-lo ou, em último caso, mantê-lo sob controle 
até sua auto extinção (GOMES, 2014). 
A título de exemplo, são medidas de proteção ativa: sistemas de detecção 
e alarme de incêndio; iluminação de emergência; extintores; hidrantes e 
mangotinhos; chuveiros automáticos, entre outros. 
4.4 Combate ao fogo propriamente dito 
O combate ao fogo envolve todas as providências tomadas ao ser detectado 
fogo fora de controle, tais como prontidão das brigadas de incêndio, atuação do 
Corpo de Bombeiros e retirada dos ocupantes da edificação pelas rotas de fuga. 
 
24 
 
5 EXTINÇÃO DO FOGO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://www.fengshui.com.br/ 
Quando a prevenção falha, os empregados e empregadores devem estar 
preparados para combater ao incêndio de forma rápida antes que ele se propague 
e saia do controle e quanto mais se demora a tomar uma atitude, maiores são as 
consequências causadas pelo fogo. Sendo assim a extinção de um princípio de 
incêndio consiste basicamente na retirada de um dos três elementos que compõem 
o fogo e pode ser feita através do abafamento, resfriamento ou retirada do 
combustível (CASTELETTI, 2010). 
Bezerra (2003) define as formas de extinção de incêndio da seguinte forma: 
ABAFAMENTO: consiste em impossibilitar a chegada de oxigênio 
(comburente) à combustão, diminuindo seu percentual necessário à 
queima, extinguindo-a. 
RESFRIAMENTO: consiste em diminuir a temperatura de queima, até o 
limite em que a temperatura de ignição do combustível não seja 
proporcional para que ocorra a combustão. RETIRADA DO 
COMBUSTÍVEL: consiste em retirar do local da queima o combustível, que 
poderá ser total ou parcial, diminuindo o tempo de combustão ou 
extinguindo-o. 
https://www.fengshui.com.br/
 
25 
 
5.1 Agentes extintores 
De acordo com Ferrari (2009) vários são os agentes extintores, sendo 
diferente as formas de atuação sobre a combustão, podendo ser usados um ou mais 
métodos simultaneamente para a eliminação do incêndio. Apesar de muitas vezes 
serem de fácil acesso eles devem ser utilizados de forma criteriosa, sempre se deve 
observar a correta forma de utilização e o tipo de classe de incêndio. 
Para que o fogo seja extinto com sucesso é preciso eliminar, no mínimo, um 
dos elementos formadores do fogo, por isso na maioria das vezes é utilizado água 
ou algumas substâncias químicas, sólidas, líquidas ou gasosas, que são os agentes 
extintores, atuantes diretos sobre um ou mais elementos (BRENTANO, 2007). 
5.2 Saídas de Emergência 
 
Fonte: http://camonteiro.com.br/ 
http://camonteiro.com.br/
 
26 
 
De acordo com a NPT - 003 (2011) as saídas de emergência são “caminho 
contínuo”, devidamente protegido e sinalizado, proporcionado por portas, 
corredores, halls, passagens externas, balcões, vestíbulos, escadas, rampas, 
conexões entre túneis paralelos ou outros dispositivos de saída, ou combinações 
desses, a ser percorrido pelo usuário em caso de emergência, de qualquer ponto 
da edificação, recinto de evento ou túnel, até atingir a via pública ou espaço aberto 
(área de refúgio), com garantia de integridade física. 
Não só o fogo faz vítimas em um incêndio, a intoxicação pela fumaça 
contribui para o grande número de mortes e conforme (SEITO et al., 2008) a fumaça 
pode se deslocar a uma velocidade de 2m/s, muito mais rápido do que a capacidade 
de um ocupante evacuar o ambiente, torna-se é preocupante o tempo em que as 
pessoas demoram para iniciar uma evacuação. 
Segundo a NPT - 011 (2011) do CSCIP compreende saída de emergência: 
a) acessos; 
b) rotas de saídas horizontais, quando houver, e respectivas portas ou 
espaço livre exterior, nas edificações térreas; 
c) escadas ou rampas; 
d) descarga. 
As funções da iluminação de emergência devem satisfazer os seguintes 
requisitos: de balizamento, orientar direção e sentido das pessoas; de aclaramento, 
proporcionar nível de iluminamento que permita o deslocamento seguro das 
pessoas; prevenção de pânico (SEITO et al., 2008). 
 
 
27 
 
5.3 Portas Para Saídas de Emergência 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.docksteel.com.br/ 
Segundo a NPT - 011 (2011) as portas das rotas de saídas devem abrir no 
sentido do trânsito de saída. A largura vão livre ou “luz” das portas, comuns ou corta 
fogo, utilizadas nas rotas de saída de emergências, devem ser dimensionadas 
conforme as exigências legais admitindo-se uma redução no vão de luz, isto é, no 
vão livre. Ainda segundo a NPT - 011 (2011), as portas devem ter as seguintes 
dimensões mínimas de luz: 
 
a) 0,80 m, valendo por uma unidade de passagem; 
b) 1,0 m, valendo por duas unidades de passagem; 
c) 1,5 m, em duas folhas, valendo por três unidades de passagem; 
d) 2,0 m, em duas folhas, valendo por quatro unidades de passagem. 
 
http://www.docksteel.com.br/
 
28 
 
Nas rotas de fuga não é permitido às portas de enrolar ou de correr, exceto 
quando esta for utilizada somente como porta de segurança da edificação, nesse 
caso deve permanecer aberta durante todo o transcorrer dos eventos, desde que 
haja compromisso do responsável pelo uso, através de termo deresponsabilidade 
das saídas de emergência (NPT - 011, 2011). 
Ainda de acordo com a NPT - 011 (2011) é vedada a utilização de peças 
plásticas em fechaduras, espelhos, maçanetas, dobradiças e outros, nas portas dos 
seguintes locais: 
a) rotas de saídas; 
b) entrada em unidades autônomas; 
c) salas com capacidade acima de 50 pessoas. As portas da rota de saída 
que possuem sistemas de abertura automática devem possuir dispositivo 
que, em caso de falta de energia, pane ou defeito de seu sistema 
permaneçam abertas. 
5.4 Iluminação de Emergência 
 
Fonte: https://cfbeletrica.com.br/ 
Segundo a NBR - 10898 (1998) a iluminação de emergência deve clarear 
áreas escuras de passagens, horizontais e verticais, incluindo áreas de trabalho e 
áreas técnicas de controle de restabelecimento de serviços essências e normais, 
na falta de iluminação normal 
https://cfbeletrica.com.br/
 
29 
 
A Iluminação de Emergência é definida pela NPT - 003 (2011) como um 
sistema que permite clarear áreas escuras de passagens, horizontais e verticais, 
incluindo áreas de trabalho e áreas técnicas de controle de restabelecimento de 
serviços essenciais e normais, na falta de iluminação normal. 
 
5.5 Sinalizações de Emergência 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://www.solucoesindustriais.com.br/ 
 
https://www.solucoesindustriais.com.br/
 
30 
 
As sinalizações de emergência têm por finalidade minimizar o risco de 
ocorrência de incêndio, alertando para os riscos existentes e garantir que sejam 
adotadas ações adequadas à situação de risco, que orientem as ações de combate 
e facilitem a localização dos equipamentos e das rotas de saída para abandono 
seguro da edificação em caso de incêndio segundo a NPT - 020 (2011). 
Ainda de acordo com a NPT - 020 (2011) a sinalização de emergência 
divide-se em sinalização básica e sinalização complementar. A sinalização básica 
é um mínimo de sinalização que a edificação deve apresentar, dentro da sinalização 
básica está o item de proibição (que visa impedir ações capazes de dar início ao 
incêndio), o item de alerta (indica onde estão as áreas com alto potencial de risco 
de incêndio) e o uso de equipamentos (onde indicam a localização dos 
equipamentos de combate ao incêndio). A sinalização complementar já é mais 
elaborada e tem a finalidade de complementar a sinalização básica com faixas de 
cor ou mensagens, um exemplo dessa complementação seria a indicação 
continuada de rotas de saída, indicação de obstáculos e os riscos de utilização das 
rotas e mensagens específicas onde for necessária a complementação da 
sinalização básica em uma edificação ou área de risco. 
A sinalização complementar demarca as áreas e corredores de circulação 
destinados ás rotas de saídas e acesso dos equipamentos de combate ao incêndio 
e alarme em locais ocupados por estacionamento de veículos, depósitos de 
mercadorias e máquinas ou equipamentos de áreas fabris. Deve identificar o 
sistema fixo de combate a incêndio, identificar as rotas de saída com o trajeto 
completo as rotas de fuga até a saída de emergência mais próxima. É necessário 
também a indicação dos obstáculos nas rotas de fuga (Normas de Procedimentos 
Técnicos - 020, 2011). 
Segundo Seito et al. (2008), a sinalização de emergência é um dos 
principais aspectos para o sucesso do projeto de abandono de uma edificação. A 
sinalização de emergência irá orientar os funcionários que transitam pelas rotas de 
fuga, pessoas que podem ficar emocionalmente alteradas e precisam de um 
 
31 
 
componente de alívio para não entrar em pânico. Uma sinalização adequada e que 
transmita as informações necessárias a quem dela necessite é fator primordial. 
 
5.6 Extintores 
Fonte: projunior.com.br 
 
Os extintores são fundamentais e, normalmente, são os primeiros 
equipamentos a serem utilizados no combate ao fogo em fase inicial, tendo em vista 
que são portáteis, relativamente leves, de fácil manuseio e disponíveis em lugares 
estratégicos da edificação (BRENTANO, 2015 apud PAGNUSSATT, 2017). 
O melhor funcionamento do sistema decorre de alguns requisitos, tais 
como: o princípio de fogo ser descoberto ainda em seu começo; distribuição dos 
extintores de maneira correta; uso direto do agente extintor para cada classe de 
 
32 
 
fogo; qualidade e manutenção dos equipamentos (BRENTANO, 2015 apud 
PAGNUSSATT, 2017). 
Os equipamentos têm funcionamento manual e são divididos em portáteis 
– com peso total até 20 kg – e sobre rodas – com o recipiente acoplado a uma 
carreta, não podendo ultrapassar 250 kg. Os extintores sobre rodas deverão ser 
instalados em locais de alto risco que necessitem de alta vazão do agente extintor, 
maior tempo de descarga e alcance do jato. Os portáteis devem ser posicionados 
de maneira que fiquem, no mínimo, 0,20 metros e, no máximo, 1,60 metros acima 
do piso acabado. Além disso, quando fixados em abrigos – que devem permanecer 
destrancados –, necessitam, além de sinalização, da visualização no interior dos 
mesmos (CBMMG / Instrução Técnica nº 16, 2019). 
A NPT - 003 (2011) esclarece que os extintores são aparelhos de 
acionamento manual, portátil ou sobre rodas, destinado a combater princípios de 
incêndio. 
Segundo a NPT - 020 (2011) a sinalização de equipamentos de combate a 
incêndio deve obedecer, 
a) forma: quadrada ou retangular; 
b) cor de fundo (cor de segurança): vermelha; 
c) cor do símbolo (cor de contraste): fotoluminescente; 
d) margem (opcional): fotoluminescente; e) proporcionalidades 
paramétricas. 
 
 
A NPT - 021 (2011) alerta sobre a certificação, validade e garantia, 
Os extintores devem estar lacrados, com a pressão adequada e possuir 
selo de conformidade concedida por órgão credenciado pelo Sistema 
Brasileiro de Certificação (Inmetro). Para efeito de vistoria do Corpo de 
Bombeiros, o prazo de validade da carga e a garantia de funcionamento 
dos extintores deve ser aquele estabelecido pelo fabricante, se novo, ou 
pela empresa de manutenção certificada pelo Inmetro, se recarregado. 
 
 
 
33 
 
 
 
Todo extintor deve possuir rótulo com informações acerca do agente 
extintor e o tipo de incêndio para o qual deve ser utilizado, tendo em vista que nem 
sempre o manuseio do equipamento é feito por pessoas treinadas (NOGUEIRA, 
2017 apud REIS, 2018). 
É importante que os extintores estejam lacrados, com pressão correta e 
possua selo de compatibilidade fornecida pelo Instituto Nacional de Metrologia, 
Qualidade e Tecnologia (INMETRO). Além disso, o prazo de validade da carga e de 
funcionamento devem estar em conformidade com o definido pelo fabricante 
(PIENIAK; SALGADO, 2017). 
 
5.7 Hidrantes e mangotinhos 
Fonte: https://www.elfire.com.br/ 
 
https://www.elfire.com.br/
 
34 
 
O sistema de hidrantes e mangotinhos é um conjunto de equipamentos e 
instalações hidráulicas que possibilita armazenar, transportar e impulsionar água 
sobre materiais incendiados (UMINSKI, 2003 apud GOMES, 2014). 
É constituído por tubulações que conduzem água da reserva técnica de 
incêndio – por gravidade ou com auxílio de conjunto motobomba –, válvula angular, 
mangueira, esguicho e acessórios (CBMMG / Instrução Técnica nº 17, 2019). 
O sistema tem por objetivos combater, de forma manual, com recursos 
próprios da edificação, focos de fogo, a fim de extingui-lo ou mantê-lo sob controle, 
além de fornecer auxílio, quando necessário, ao Corpo de Bombeiros (GOMES, 
2014). 
Existem três tipos de hidrantes, conforme explica Nogueira (2018) apud 
Reis (2018): hidrantes internos, encontrados no interior das edificações, são 
instalados em abrigos posicionados em locais acessíveis e visíveis; os hidrantes 
externos não são de responsabilidade da edificação, tendo o fluxo de água liberado 
pelo Corpo de Bombeiros, desta forma, são posicionados nas calçadas e 
abastecidos pela concessionária de água da cidade; por fim, os hidrantes de 
recalque têmfunção de abastecer a reserva técnica de incêndio em situação de 
emergência, e servem, ainda, para reabastecer o caminhão do Corpo de Bombeiros 
destinado a atender incidentes em outras edificações, desta forma são instaladas 
válvulas que permitam o fluxo nos dois sentidos. 
É ideal que os hidrantes sejam posicionados próximos às saídas, sendo 
sinalizados e permanecendo visíveis; além disso, não podem ter a localização 
obstruída a fim de que não comprometam o acesso às rotas de fuga (GOMES, 
2014). 
Os mangotinhos possuem única saída de água e são constituídos com 
mangueira semirrígida permanentemente conectada pronta para o uso, o que torna 
sua utilização mais rápida e fácil, podendo o combate ao fogo ser feito por pessoas 
não treinadas (SILVA; VARGAS; ONO, 2010). 
O dimensionamento dos hidrantes e mangotinhos está associado ao 
caminho das tubulações e diâmetros dos acessórios atendendo às pressões e 
 
35 
 
vazões necessárias, além do posicionamento dos equipamentos e do reservatório. 
A reserva técnica de incêndio e o tipo de hidrante a ser utilizado são definidos a 
partir da Instrução Técnica n° 17 do CBMMG. 
Os pontos de localização dos equipamentos dependem do alcance das 
mangueiras e da área a ser protegida. Os hidrantes são posicionados de forma que 
qualquer ponto da edificação seja alcançado por um esguicho no plano horizontal, 
considerando o comprimento da mangueira, desde o local de instalação até o foco 
de incêndio, desprezando o alcance do jato de água (CBMMG / Instrução Técnica 
nº 17, 2019). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
6 SISTEMA DE PREVENÇÃO DE COMBATE A INCÊNDIO E CONTROLE 
CONTRA PÂNICO 
Com a descoberta do fogo, pois com esta o homem deu início à utilização 
a seu favor e o fogo se tornou um elemento de grande importância. Ele aprendeu a 
utilizar a força deste elemento natural em seu proveito, empregando-o na proteção 
contra os predadores, e em seguida começou a empregá-lo na caça, em fogueiras 
com a finalidade de cozinhar e aquecer o corpo, até que, com a evolução, foi 
também usado no desenvolvimento e criação de armas e como força destrutiva. 
(GOMES, 1998). 
Todavia, antes de ter sido descoberto o modo de produzi-lo e de se 
controlá-lo, provoca verdadeiro terror no homem, algo supersticioso, 
pois seu surgimento só ocorria naturalmente, consequente da 
erupção de um vulcão, de faísca elétrica sobre o mato seco ou, 
ainda, pela combustão espontânea na vegetação submetida, 
fortemente, aos raios do Sol. Por muitos séculos o fogo foi 
considerado uma manifestação sobrenatural cuja ocorrência era 
atribuída aos deuses. (GOMES, 1998, P. 03). 
De forma que o fogo inicialmente era utilizado a favor do homem, e com a 
evolução também pode ser configurado de forma destrutiva, a Engenharia Civil 
identificou a importância em se empenhar em questões relacionadas a soluções de 
prevenção e combate a incêndios em projetos de edificações prediais. Para 
solucionar problemas deste tipo, encontrou-se a necessidade de se adequar às 
Legislações e Normas Técnicas do Corpo de Bombeiros. No Estado do Espírito 
Santo, ela foi regulamentada na Lei n 9.269, de 21 de julho de 2009. Esta pode ser 
confirmada nos Artigos 1 e 2 que a constitui: 
Art. 1º Ficam consolidados nesta Lei os dispositivos 
constantes das Leis nos 3.218, de 20.7.1978 e 7.990, de 
25.5.2005 que dizem respeito ao serviço de segurança das 
pessoas e de seus bens, contra incêndio e pânico. Art. 2º 
Compete ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do 
Espírito Santo - CBMES estudar, analisar, planejar, 
normatizar, exigir e fiscalizar todo o serviço de segurança 
das pessoas e de seus bens, contra incêndio e pânico, 
conforme disposto nesta Lei e em sua regulamentação. 
 
37 
 
A segurança contra incêndio e pânico no Brasil é de competência do Corpo 
de Bombeiro Militar de cada Estado do território nacional, de forma que estes se 
adequem às características socioculturais e históricos e registros de ocorrências de 
incêndios acontecidos nestas variadas localidades. (GOMES, 1998). 
Rosária Ono (2007), destaca que a área de segurança contra incêndio 
ganhou impulso no Brasil no ano de 1970, com o episódio de grandes incêndios em 
São Paulo - SP, no Edifício Andraus e no Edifício Joelma. Após estes incêndios 
históricos foram surgindo normas e códigos, na esperança de minimizar essas 
ocorrências. 
A elaboração do projeto de prevenção de incêndio é de encargo de 
profissionais projetistas (Engenheiro Civil e Arquiteto e Urbanista) que precisam 
seguir corretamente as recomendações, já que todo projeto de prevenção deverá, 
conforme legislações regionais ser aprovado junto ao órgão competente – Corpo de 
Bombeiro Militar. (GOMES, 1998). 
Melo (1999) relata que a classificação do risco de incêndio de uma 
edificação se dá em função das características da mesma, onde deve ser 
considerado tipo de construção, altura, área construída, a proximidade com outras 
edificações, a atividade que nela se desenvolve, as consequências diretas e 
indiretas de um incêndio na edificação (distribuição de energia, centrais de 
telecomunicações), além de outras características. 
Na obra “Parâmetros para garantir a qualidade do projeto de segurança 
contra incêndio em edifícios altos”, Rosaria Onu (2007, p. 98) afirma que: 
A segurança contra incêndio, apesar de ser considerada um dos 
requisitos básicos de desempenho no projeto, construção, uso e 
manutenção das edificações, é pouquíssimo contemplada como 
disciplina no currículo das escolas de engenharia e arquitetura no 
País. Portanto, são raros os profissionais que consideram esse fator 
ao projetar uma edificação. Assim, esse requisito passa a ser tratado 
somente como um item de atendimento compulsório/burocrático à 
regulamentação do Corpo de Bombeiros ou da Prefeitura local. 
 
 
 
38 
 
De forma que atenda as demandas ao que se refere a segurança contra 
incêndios, é de inteira relevância estar em atenção no que diz as legislações, e na 
NBR 14432 que aborda questões às exigências de resistência ao fogo de elementos 
construtivos. Ao que se refere às edificações residenciais que serão construídas, é 
necessário ter cautela com a NBR 15575 que está relaciona às normas de 
desempenho (como estrutura, vedações, instalações elétricas e hidros sanitárias, 
pisos, faixadas e coberturas) e cita que as edificações devem ser planejadas para: 
 
- Atender as necessidades de dificultar o princípio do incêndio; 
- Atender as necessidades de dificultar a propagação do incêndio; 
- Dispor de equipamentos de extinção, sinalização e iluminação de 
emergência; 
- Facilitar a fuga em situações de incêndio; 
- Minimizar risco de colapsos estruturais em situações de incêndio 
(desempenho estrutural); 
- Controlar os riscos na propagação de incêndio e preservar a 
estabilidade estrutural da edificação; 
- Sistemas de cobertura com resistência ao fogo; 
- Entrepisos com adequada resistência ao fogo para controle de 
propagação de fumaça e incêndio, colaborando com a estabilidade 
estrutural total e/ou parcial; 
- Dificultar inflamação generalizada e limitar a fumaça, dentre outros. 
 
Neste contexto, é importante evidenciar que em função da causa de 
grandes incêndios, despertou no Poder Público tratar de assuntos que dizem 
respeito à prevenção e ao combate a incêndios. O Ministério da Saúde aponta que 
o Brasil é o segundo País do mundo ao que se refere o registro de vítimas de 
acidentes causados por incêndios e também ressalta: 
Os transtornos sociais derivados dos incêndios são significativos. 
20% das organizações atingidas pelo fogo desaparecem 
definitivamente. A perda de mercado e o desemprego para muitas 
pessoas são outros efeitos derivados dos incêndios. Além disto, o 
tratamento de queimados exige largos períodos de tempo. E ainda, 
as consequências das queimaduras restringem a vida social das 
vítimas. Na área patrimonial, a destruição de um objetohistórico, um 
marco moral ou espiritual para um país, é uma perda irreparável. 
(MINISTERIO DA SAÚDE 2005). 
 
39 
 
É de enorme importância que a população seja informada sobre riscos de 
incêndio, para que a própria por meio destes conhecimentos, garantam maior 
segurança e controle contra o pânico. No entanto, a segurança deve ser classificada 
como uma medida construtiva no que diz respeito à construção de projetos visando 
a segurança e preservação de vidas. (MINISTERIO DA SAÚDE 2005). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 
 
7 MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 
 
A prevenção de incêndios compreende um conjunto de medidas a serem 
adotadas com o objetivo de minimizar a possibilidade de ocorrência de um incêndio, 
detectar a presença de calor ou fumaça tão logo se inicie o processo de combustão, 
e ainda proporcionar meios para o combate às chamas em sua fase inicial (SECCO, 
1982). 
Conforme Seito (1995), a segurança contra incêndio pode, 
conceitualmente, ser dividida em medidas de prevenção e medidas de proteção. 
Segundo o autor, as medidas de prevenção são entendidas como aquelas tomadas 
para evitar o início do fogo ou o alastramento do incêndio e isso pode ser obtido no 
projeto da edificação através da escolha de materiais com índices de reação ao fogo 
compatíveis com o nível de segurança que se deseja e ainda pelo isolamento das 
fontes de calor. Já as medidas de proteção são aquelas tomadas para evitar a 
rápida propagação do incêndio e isso é feito através de barreiras 
(compartimentação de áreas) ou por equipamentos de combate a incêndio. 
Analogamente a ABNT NBR 14432:2000 classifica as medidas de 
segurança e proteção contra incêndio de proteção ativa e de proteção passiva. De 
acordo com essa norma, a proteção ativa é todo tipo de proteção ativada manual 
ou automaticamente em resposta ao fogo, composta basicamente pelos sistemas 
prediais de proteção contra incêndio. A proteção passiva é o conjunto de medidas 
que faz parte do sistema construtivo da edificação e que reage passivamente ao 
desenvolvimento do incêndio, evitando condições propícias ao seu crescimento e 
propagação, garantindo a resistência ao fogo, facilitando a fuga dos usuários e o 
ingresso no edifício para as ações de combate ao incêndio. 
Berto (1991) também ressalta a importância de algumas medidas de 
prevenção de incêndios que devem ser consideradas na fase inicial do projeto 
arquitetônico, além das medidas específicas de combate a incêndios. O 
confinamento é uma das medidas que não se trata de prevenção total, mas tão 
 
41 
 
somente da precaução da progressão das chamas para outros locais. Dentre as 
medidas de prevenção estão: 
 O confinamento de um incêndio pelo isolamento das áreas com portas 
corta fogo; o uso, sempre que possível de materiais incombustíveis; 
 A previsão de saídas de emergência e instalações elétricas que 
venham a funcionar sem excesso de carga e com dispositivos de segurança, entre 
outros. 
Beyler (2001) afirma que o desafio do século XXI em relação à prevenção 
de incêndio é prover as edificações de proteção suficiente com o nível de custos 
atuais. Segundo ainda esse autor a educação é um dos componentes primários 
para a prevenção de incêndios, mas raramente recebe a atenção e os recursos que 
merece. 
Segundo Gouveia (2006), o conjunto de medidas de segurança adotadas 
no início da obra ou executadas posteriormente, ou ainda, as medidas relacionadas 
à estrutura pública, são utilizadas para balancear e determinar o risco de incêndio 
de uma edificação. Essas medidas são reunidas em cinco classes: 
 Medidas sinalizadoras do incêndio; 
 Medidas extintivas; 
 Medidas estruturais; 
 Medidas de infraestrutura; 
 Medidas políticas e administrativas de fiscalização. 
 
Segundo Gouveia (2006), o emprego dessas medidas (sinalizadoras, 
extintivas, estruturais, de infraestrutura, políticas e administrativas) permite a 
extinção do incêndio ou o seu controle até completa extinção com o uso de recursos 
simples, instalados na maioria das edificações. Conforme o autor são consideradas 
ainda como medidas sinalizadoras, os sistemas de alarmes com acionamento 
manual e os sistemas de detecção de calor e fumaça. Afirma-se que quanto mais 
automatizado for o sistema, maior o fator de segurança contra incêndio, desde que 
se tenha a devida manutenção. 
 
42 
 
São consideradas medidas extintivas os sistemas que agem sobre o foco 
da ignição lançando substâncias que apresentam menor reatividade com o dióxido 
de carbono CO2, tais como, extintores de incêndio e os sistemas fixos de gases 
extintores. Também fazem parte das medidas extintivas as brigadas de incêndio e 
os chuveiros automáticos que visam interromper o ciclo de retroalimentação da 
reação da combustão através da redução da temperatura do ambiente (IT n. 
02/CBMSP, 2004). 
Gouveia (2006) ressalta a eficácia dos sistemas de chuveiros automáticos 
e os sistemas fixos de gases no combate de início de incêndio. O autor também 
lembra que as brigadas de incêndio, quando bem formadas, superam em muito os 
demais sistemas por apresentar a vigilância contínua de um profissional bem 
treinado que pode agir rapidamente na extinção de um princípio de incêndio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
43 
 
8 LEGISLAÇÃO RELATIVA À SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 
Até o ano de 1976 as normas de segurança contra incêndio somente 
indicavam a necessidade de instalar equipamentos de prevenção nas edificações, 
tais como extintores, contudo, a fiscalização não se tratava de um item compulsório. 
O projeto construtivo da edificação não responsabilizava o engenheiro ou arquiteto 
da obra, pois a legislação não era embasada no pensamento voltado para 
prevenção de incêndio (SEITO, 2008). 
A regulamentação concernente à prevenção de incêndio no Brasil até o 
início da década de 70 era escassa, constando apenas em alguns Códigos 
municipais de obras, os quais contextualizavam normas para prevenção de 
incêndios. O corpo de bombeiros possuía pouca regulamentação para exercício de 
medidas para fiscalização de estabelecimentos. Nesse sentido a Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) tratava do assunto por intermédio do Comitê 
Brasileiro da Construção Civil, e através da Comissão Brasileira de Proteção Contra 
Incêndio, entidades que regulamentavam os assuntos ligados à produção de 
extintores de incêndio (DEL CARLO, 2008). 
Nesse contexto, órgãos regulamentadores passaram a ser pressionados 
pela sociedade para que promulgassem atos legais que versassem sobre a 
segurança contra incêndio nas edificações. Diante do temor desse enfrentamento, 
a verificação da fragilidade nos edifícios, muitos deles sem meios de abandono e 
com ausência em sistemas de proteção contra incêndio, obrigaram o poder público 
a regulamentar o padrão mínimo de segurança nas edificações (DEL CARLO, 
2008). 
A União Europeia (UE), em seus 27 países já consolidaram grande parte de 
sua legislação e códigos individuais, muitas vezes sacrificando interesses nacionais 
particulares a um esforço pan-europeu para a padronização, por exemplo, fazendo 
com que um determinado padrão de classificações de extintor portátil ou sistema de 
detecção de incêndio e especificações de componentes comumente aplicáveis em 
todos os países membros (POTTER, 2008). 
 
44 
 
No âmbito federal, é praticamente inexistente a legislação específica sobre 
segurança contra incêndio. Contudo, as Normas Regulamentadoras do Ministério 
do Trabalho contribuem para que regras de proteção, que exigem um local de 
trabalho seguro, estabeleçam parâmetros para segurança do trabalhador (SEITO, 
2008). 
Os itens da segurança contra incêndio estão distribuídos em Normas 
regulamentadoras (NRs) e são especificados na NR 23 que define itens para 
proteção contra incêndio. A Lei Federal n◦ 6514, de 22 de dezembro de 1977altera 
a redação de alguns artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-lei n. 
5.452, de maio de 1943). Entre outras exigências, estabelece em seu art. 200, inc. 
IV, que cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposições sobre a proteção 
contra incêndio em geral e as medidas preventivas adequadas à segurança do 
trabalhador. O Ministério do Trabalho publicou as Normas Regulamentadoras – NR 
por meio da Portaria de n◦ 3.214, de junho de 1978. O Quadro 1 mostra o número 
de cada NR e sua respectiva atribuição para proteção do trabalhador em risco de 
incêndio. 
 
Quadro 1: NRs de proteção contra incêndio do Ministério do Trabalho 
 
 
45 
 
 
 
Para o caso das normas técnicas, estas são elaboradas pela ABNT - 
Associação Brasileira de Normas Técnicas. Trata-se de um fórum nacional de 
normalização, com reconhecida função de utilidade pública pela Lei Federal n◦ 
4.150 de 21 de novembro de 1962. As NBR – Normas Brasileiras Registradas sobre 
segurança contra incêndio são discutidas e preparadas pelas Comissões de Estudo 
(CEs) do Comitê Brasileiro de Segurança Contra Incêndio (SEITO, 2008). 
 As normas técnicas brasileiras podem ser classificadas quanto ao tipo 
conforme demonstra o Quadro 2: 
 
 
Quadro 2: ABNTS/NBR - Classificação 
 
46 
 
 
O tipo da norma pode ser obtido conforme o preconiza o item de segurança 
e seu objetivo, o qual define a função e requisitos para cumprimento das medidas 
normatizadas. 
Nesse sentido, os itens descritos a seguir, apresentam exemplos das 
normas em vigor e seu objetivo (Quadro 3). 
 
 
 
 
 
 
 
47 
 
Quadro 3: ABNT/NBR – Classificação 
 
As regulamentações estaduais de segurança contra incêndio em 
edificações são feitas pelos corpos de bombeiros, com ou sem a participação da 
sociedade, e seus conteúdos diferem em cada um dos 26 estados da federação, e 
no Distrito Federal. 
Os regulamentos municipais de segurança contra incêndio em edificações 
estão nos códigos municipais, entretanto, dos mais de 5.500 municípios do país 
nem todos se preocupam com iniciativas legais para instituírem normas relativas à 
prevenção de incêndio (SEITO, 2008). 
 
 
48 
 
8.1 Normas e regulamentações 
Em suplemento especial editado em 1979, a FUNDACENTRO divulga a 
Norma Regulamentadora NR 23, Portaria 3214, atualizada de acordo com a Portaria 
nº 2, SSMT (Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho), de 2 de Fevereiro de 
1979, que trata da proteção contra incêndios. 
De maneira evidente, podemos observar no item 1 disposições gerais da 
NR-23 - Proteção contra incêndio quais são os requisitos mínimos para atingir 
satisfatoriamente suas exigências: Seção 1.1 relata: 
... Todas as empresas deverão possuir: Proteção contra incêndio; 
Saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço em 
caso de incêndio Equipamento suficiente para combater o fogo em 
seu início; Pessoas adestradas no uso correto desses 
equipamentos... 
 
De acordo com Art. 2º do Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico – 
CSCIP, seus objetivos são: 
 Proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco, 
em caso de incêndio; 
 Dificultar a propagação do incêndio, reduzindo danos ao meio 
ambiente e ao patrimônio; 
 Proporcionar meios de controle e extinção do incêndio; 
 Dar condições de acesso para operações do Corpo de Bombeiros; 
 Proporcionar a continuidade do serviços nas edificações e áreas 
de risco. 
Para execução e implantação das medidas de segurança contra incêndio, 
devem ser atendidas as NPT’s - Norma de Procedimento Técnico elaboradas pelo 
CBMPR – Corpo de Bombeiros Militar do Paraná. As NPT’s usam como referência 
NBR’s correspondentes a determinado objetivo. 
Para manutenção adequada dos equipamentos utilizados no combate ao 
incêndio, os mesmos devem atender as regulamentações do Inmetro - Instituto 
Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, sendo este uma autarquia federal, 
vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que atua 
 
49 
 
como Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e 
Qualidade Industrial (Conmetro), colegiado interministerial, que é o órgão normativo 
do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
 
9 REFERÊNCIAS 
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global de incêndio em cidades tombadas e as suas formas de prevenção, proteção 
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SEITO, Alexandre Itiu. Metodologia de Análise de Risco de Incêndio. São Paulo, 
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São Paulo.

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