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AVALIAÇÃO DE INDICAÇÃO DE PREP A análise dos critérios de elegibilidade para a PrEP deve ocorrer dentro de uma relação de vinculo e confiança entre a posa e o profissional de saúde, que permita. Compreender as situações de vulnerabilidades e de riscos envolvidos nas práticas sexuais, assim como as condições objetivas de adesão ao uso do medicamento. Convém reforçar que a efetividade dessa estratégia está diretamente relacionada ao grau de adesão à profilaxia. A PrEP não previne contra outras ISTs, somente o HIV, sendo importante orientar sobre o uso de preservativos. Para indicação da PrEP deve se excluir o diagnóstico prévio da infecção por HIV, através da realização do teste rápido anti-HIV. Teste realizados com amostra oral, estão contraindicados na consulta inicial. Caso o TR será reagente, realizar outro teste que utilize um antígeno diferente, se após isso o segundo TR também for reagente, deve ser considerado “reagente para HIV”. Se o TR2 for não reagente, refazer com o mesmo fabricante utilizado no TR2, caso permaneça negativo, realizar coleta por punção venosa enviar para laboratório. Para todas a consulta para PrEP (inicial ou seguimento) é necessário realizar um novo exame para HIV. Pessoas com exposição de risco recente, sobretudo nos últimos 30 dias, na presença de sinais e sintomas de infecção viral aguda, realizar a carga viral para HIV, se confirmar HIV, não utiliza mais a PrEP. Após a transmissão do HIV, alguns indivíduos costumam apresentar quadro clinico semelhante a mononucleose infecciosa ou a uma síndrome gripal, geralmente na segunda a quarta semana após exposição. Infecção aguda por HIV = Febre, mal-estar, cefaleia, fadiga, faringite, exantema, linfadenopatia cervical/submandibular/axilar, mialgias, ulcerações, hepatoesplenomegalia. Indicação da profilaxia pós- posição ao HIV = A partir da identificação de que a pessoa potencialmente se expôs ao HIV dentro das ultimas 72 horas, deve-se iniciar a PEP imediatamente. Utilizar a PEP por 28 dias e após isso, iniciar o uso da PrEP, se exclusão da infecção pelo HIV após esse período. Paciente que utilizam a PrEP diariamente, após alcançarem níveis protetores do medicamento, não necessitam de PEP, mesmo após exposição sexual de risco. Testagem e tratamento das ISTs = Teste rápido para sífilis e pesquisa de clamídia sp. e gonococo. A investigação e tratamento de outras IST não devem ser impeditivos para inicio da PrEP. Testagem para hepatites virais e vacinação para hepatite B = TR para HBV e HCV. • O perfil sorológico para as hepatites virais B (HBsAg, anti-HBs e anti-HBc total e IgM) e C (anti- HCV) deve ser documentado em todas as pessoas com indicação de PrEP. • A vacinação para hepatite B é recomendada para todas as pessoas de todas as idades. Hepatite A = Transmissão fecal-oral, anal-oral Avaliação da função renal = Dosagem de creatinina sérica e clearence de creatinina = Todos os candidatos a PrEP, principalmente os maiores de 30 anos. Avaliar histórico e fatores de risco para doença renal. Realizar a reavaliação da função renal a cada 12 meses no seguimento da PrEP, ou de forma mais frequente (cada 6 meses) em pacientes • > 50 anos • Comorbidades - HAS e DM • Estimativa inicial do clearence < 90mL/min Dada a toxicidade renal de TDF (tenofovir), a PrEP não está indicada para indivíduos com ClCr < 60mL/min. A TDF diminui a massa óssea, mas não deve atrasar o início da PrEP em pacientes com histórico de fratura. Critérios de elegibilidade = Deve ser considerada para pessoas > 15 anos, com peso corporal ≥ 35kg, sexualmente ativas e que apresentem contextos de risco aumentado de aquisição da infecção pelo HIV. Critérios de inclusão = Citados acima Critérios de exclusão = Resultado de teste de HIV positivo ClCr < 60mL/min Prevenção combinada = PrEP; testagem regular para HIV, PEP, uso habitual e correto de preservativos; diagnóstico oportuno e tratamento adequado de ISTs; redução de danos; gerenciamento de riscos e vulnerabilidades; supressão da replicação viral pela TARV; imunizações e prevenção das transmissões verticais de HIV, hepatite B e sífilis. A escuta ativa e a promoção de um amante favorável ao dialogo sobre as praticas sexuais devem fazer parte da rotina dos serviços de saúde. Essa abordagem resulta na construção de vínculos e facilita a adesão as tecnologias de prevenção combinada disponíveis no SUS e oferta das pelos profissionais de saúde. Orientar o paciente a reconhecer e gerenciar o próprio risco com maior eficácia. Populações sob risco aumentado de aquisição do HIV = Gays, HSH, mulheres trans e travestis. Pessoas em parcerias sorodiferentes para o HIV tambem são consideradas prioritárias para o uso da PrEP. Contexto de risco aumento para aquisição de HIV = praticas sexuais anais ou vaginais sem preservativo; quantidade e diversidade de parcerias sexuais; histórico de episódios de ISTs; busca repetida por PEP; profissionais do sexo Fármaco = Fumarato de tenofovir desoproxila 300mg + entricitabina 200mg (TDF/FTC) Primeiro dia de uso com 2 comprimidos e após isso 1 comprimido diário. Retornar para avaliação Entre o 20º e o 25º dia. No primeiro dia já apresenta proteção em HSH, desde que seja tomado até 2 horas antes da relação sexual. A PrEP não afeta a eficácia de contraceptivos e repositores hormonais e vice-versa. Não há contraindicação ao uso concomitante de PrEP e hormônios em pessoas trans. O uso de álcool e drogas não alteram a eficácia da PrEP, mas podem interferir na adesão ao uso do medicamento. Critérios para interrupção da PrEP • Diagnóstico da infecção por HIV • Desejo da pessoa em parar o uso • Mudança do contexto de vida com diminuição da exposição • Ocorrência persistente de efeitos adversos • Baixa adesão ao tratamento No momento da descontinuação deve-se documentar o status sorológico do paciente, sua adesão e a razão da interrupção. Se a pessoa precisar voltar a utilizar a PrEP, todos os exames critérios devem ser realizados novamente.