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O trabalho realizado ao longo deste capítulo favorece 
o desenvolvimento da competência 8 e das habilida-
des H1, H18, H22 e H27. Para identificá-las, consultar 
a matriz do Enem 2009, que se encontra no Portal 
Moderna Plus.
Capítulo 12 
Substantivo 178
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 b) O texto deixa claro que o objetivo do anúncio é vender 
uma nova forma de divulgação (comunicação) para 
empresas: publicações customizadas da TRIP Editora. 
Quando identifica o objetivo do anúncio, o leitor é levado 
a reconhecer que o duplo sentido do título (decorrente dos 
dois sentidos do termo revista) tem uma função importan-
te na construção do sentido geral do anúncio: ao mesmo 
tempo em que destaca a necessidade de as empresas re-
examinarem o tipo de comunicação para divulgar as suas 
marcas, afirma que um bom veículo para essa divulgação 
são as revistas customizadas produzidas pela TRIP Editora. 
 Usos singulares das
relações morfossintáticas 
Pratique 177 
Dada a natureza particular deste capítulo, fica difícil de-
senvolver uma seção “Usos de...” para tratar dos usos comuns 
das formas e funções linguísticas, porque todos os textos 
exemplificam esse uso. Optou-se, então, por exemplificar um 
uso inesperado das relações morfossintáticas. Dessa forma, 
os alunos poderão refletir melhor sobre como os falantes já 
conhecem as relações morfossintáticas características de 
sua língua e, diante de uma situação singular, são capazes de 
identificar a subversão das relações esperadas.
O objetivo desta atividade é levar os alunos a observarem, 
na prática, como o controle da relação entre as formas linguís-
ticas e a função sintática que podem exercer é essencial para 
garantir a articulação das ideias em um texto.
A seguir, está o texto de Millôr Fernandes reestruturado.
A cegonha acaba de presentear a Sra. Alonso Santos, co-
nhecida decoradora desta praça, com um rebento. O estado do 
menino, e também o da progenitora, é satisfatório.
 Definição e classificação 178 
 1 A personagem aparece em destaque no segundo qua-
drinho e tem uma boca que parece ter um número 
excessivo de dentes. É corcunda, seu nariz e lábio 
superior são proeminentes, tem um pino em lugar da 
orelha e usa óculos de lentes muito grossas.
 a) O monstro criado pelo Dr. Victor Frankenstein, no 
romance Frankenstein, de Mary Shelley. Professor: 
embora seja frequente a referência ao monstro como 
Frankenstein, no romance o Dr. Frankenstein refere-se 
a ele como “criatura” ou faz uso de denominações gené-
ricas negativas como monstro e demônio, dentre outras.
 b) Além do título, que aparece no canto superior do 
primeiro quadrinho (Lili Frankenstein), a aparência 
da personagem (feições grotescas e pino no lugar 
da orelha) sugere que o autor da tira inspirou-se no 
monstro criado por Mary Shelley. Também é impor-
tante considerar a natureza do diálogo: na tira, o ser 
grotesco pede que sua “criadora” lhe dê um nome.
 2 Na primeira fala, o ser grotesco dirige-se à mulher e 
declara que ela o criou. Essa informação é importante 
para o leitor perceber que esse ser não é humano. Ele 
foi criado pela mulher a quem se dirige.
 3 O ser deseja receber um nome próprio que seja com-
patível com seu “estilo peculiar”.
> Aparentemente, a mulher atende ao pedido feito 
pelo ser, mas o nome escolhido por ela — criatura 
— não corresponde à expectativa manifestada por 
ele. Por se tratar de uma palavra genérica, que faz 
referência a qualquer ser resultante de uma criação, 
criatura é um nome que não particulariza ninguém. 
Não poderia, portanto, resgatar o “estilo peculiar” do 
ser grotesco, como era seu desejo. 
 Atividades 183 
 1 Não. É difícil compreender o texto, com tantas lacunas.
 a) Sim. No título da notícia, por exemplo, o adjetivo 
sustentável sugere que o texto fala de algo relacio-
nado ao meio ambiente. 
 b) As palavras identificam o “assunto” de que trata 
o texto; dão nome às coisas. Todas são, portanto, 
substantivos, já que esses termos, na língua, dão 
nome aos seres em geral, reais ou imaginários.
 2 Os termos Canal Futura, Organização Mundial de Saúde 
e Universidade Metodista de São Paulo são substantivos 
próprios.
> Os termos eliminados do texto são substantivos co-
muns. Diferentemente de Canal Futura, Organização 
Mundial de Saúde e Universidade Metodista de São Paulo,
que nomeiam seres particulares, os substantivos 
eliminados do texto nomeiam classes de seres de 
uma mesma espécie ou conceito. A especificação, 
nesse caso, é dada por outros termos que se referem 
a esses substantivos (adjetivos, pronomes, etc.).
A seguir, está a reprodução integral do texto, que poderá 
ser lido para os alunos após a realização da atividade.
Arte sustentável
Campanha estimula o espectador a resolver
velhos problemas das grandes cidades
O Canal Futura, em parceria com a Organização Mundial 
de Saúde (OMS), transformou obras de dez artistas plásticos 
em peças audiovisuais que abordam a qualidade de vida nas 
cidades. Ao relembrar que os agrotóxicos fazem mal ou que 
é importante usar cinto de segurança, a campanha instiga 
o espectador: o que você vai fazer com o que você sabe? A 
ideia é mobilizar as pessoas para resolver os problemas de 
meio ambiente e saúde das grandes cidades. Água, lixo e 
tabagismo são alguns dos temas. No site do projeto (www.
canalfutura.org.br/oms), desenvolvido pelo núcleo de mídias 
digitais da Universidade Metodista de São Paulo, o visitante 
pode livrar uma cidade virtual de suas mazelas. Também 
confere vídeos, entrevistas, fotos e dados sobre os artistas 
participantes. [...]
VICENTE, Paulo. Galileu. São Paulo:
Globo, n. 228, jul. 2010. p. 16. (Fragmento).
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seguir,
nhecida decoradora desta praça, com um rebento. O estado do 
menino, e também o da progenitora, é satisfatório.
está
A cegonha acaba de presentear a Sra. Alonso Santos, co-
nhecida decoradora desta praça, com um rebento. O estado do 
menino, e também o da progenitora, é satisfatório.
texto
A cegonha acaba de presentear a Sra. Alonso Santos, co-
nhecida decoradora desta praça, com um rebento. O estado do 
menino, e também o da progenitora, é satisfatório.
A cegonha acaba de presentear a Sra. Alonso Santos, co-
nhecida decoradora desta praça, com um rebento. O estado do 
menino, e também o da progenitora, é satisfatório.
A cegonha acaba de presentear a Sra. Alonso Santos, co-
nhecida decoradora desta praça, com um rebento. O estado do 
próprios.
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 Os termos eliminados
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 3 Os substantivos utilizados por Gaturro são: avental, 
mochila, livros, estojo, maçã e vontade. O substantivo 
vontade é abstrato; os demais substantivos são 
concretos.
> Os substantivos avental, mochila, livros, estojo e maçã 
sãoconcretos porque nomeiam seres (objetos) que 
têm uma existência independente. O substantivo 
vontade é classificado como abstrato porque nomeia 
um sentimento, algo que não tem uma existência 
independente: sua manifestação está associada a 
outro ser (Gaturro). 
 4 Ao afirmar que sempre se esquece de levar a vontade 
(de estudar) para a escola, Gaturro deixa claro que, em 
geral, ele não deseja estar neste ambiente. É o contraste 
entre os substantivos concretos (avental, mochila, livros, 
estojo e maçã) e o substantivo abstrato (vontade) que, no 
contexto da tira, produz o efeito de humor, porque evi-
dencia que, embora Gaturro tenha todos os elementos 
de que necessitaria na escola, falta-lhe um sentimento 
essencial, nomeado pelo último substantivo apresen-
tado: a vontade de estar ali.
 5 Os verbetes dos substantivos hora-homem e hora-mãe 
indicam que a quantidade de trabalho realizada por 
uma mãe, em uma hora, é 10 vezes superior ao trabalho 
realizado por um homem durante esse mesmo período. 
 6 Os quadrinhos contrapõem cenas que ilustram a quan-
tidade de trabalho físico realizada pelo homem e pela 
mãe no período de uma hora. No primeiro quadrinho, o 
homem está sentado diante de um computador, no qual 
executa suas funções, com um desgaste físico mínimo. No 
segundo, a mãe realiza, simultaneamente, diferentes tare-
fas: limpa a casa (aspirador de pó e espanador), lava roupa 
(cesto de roupas), e cuida do bebê (carregado nas costas). 
Sua expressão extenuada revela grande cansaço físico.
 7 O termo hora-mãe é definido a partir da quantidade de 
trabalho que o homem realiza no período de uma hora 
para deixar evidente que a mãe (mulher), cuidando 
da casa e do bebê, trabalha dez vezes mais do que o 
homem no escritório.
 a) Considerando o modo como foram formados, esses 
substantivos classificam-se como compostos, pois 
são constituídos por mais de um radical. 
 b) Como a intenção do autor da tira é explicitar a imen-
sa diferença entre a quantidade de trabalho físico 
realizada por um pai e por uma mãe durante uma 
hora, ele recorre aos substantivos compostos hora-
-homem e hora-mãe para levar os leitores a fazerem 
a comparação estabelecida pelos dois quadrinhos 
e concluírem que as mulheres têm, ao cuidarem da 
casa, uma rotina fisicamente muito mais extenu-
ante do que a de seus maridos no escritório.
 As flexões do substantivo 185 
 1 Não. Na tira, Deus afirma que vai “acabar com a discus-
são sobre o sexo dos anjos” e determina que, daquele 
momento em diante, “anjo tem sexo”. Essas duas falas 
nos levam a concluir que a expressão sexo dos anjos está 
sendo usada em sentido literal e significa discutir se 
anjos são seres do sexo masculino ou feminino.
 2 Como a definição do sexo dos anjos é feita em res-
posta a uma insatisfação dos anjos, em primeiro 
lugar Deus orienta que os próprios anjos se dividam: 
para a direita, devem ir os que desejam ser do sexo 
feminino e, para a esquerda, os que escolherem o 
sexo masculino.
> Para estabelecer uma diferença entre anjos do sexo 
masculino e anjos do sexo feminino, Deus usa as 
formas anjo e anja.
 3 Sim. Nos dois casos, vemos personagens (um ser hu-
mano nesta tira e os anjos na anterior) pedirem a Deus 
que determine a que sexo pertencem.
 4 Não. O ser humano pergunta se ele é “macho ou fê-
mea”. Neste caso, a definição do sexo está associada 
a palavras que identificam a diferença entre os sexos 
masculino (macho) e feminino (fêmea). Na tira dos 
anjos, a diferenciação é feita por meio do acréscimo 
de um sufixo (-a) ao radical anj- para identificar o 
sexo feminino.
 Flexão (mudança na terminação da palavra) 187 
Os pares frade-freira e rei-rainha, que à primeira vista po-
dem parecer heterônimos, na verdade advêm de um mesmo 
radical latino, em sua origem: o primeiro par tem o radical 
frater-, o segundo reg(i)-.
 Atividades 191 
 1 “Efeitinhos colaterais”.
 a) Não. Porque sentir dores por todo corpo como reação 
à medicação para curar uma dor de cabeça não pode 
ser considerado um “pequeno” efeito colateral do 
remédio que o viking tomou.
 b) O uso do diminutivo, nesse caso, produz como efeito 
uma suavização do significado da expressão “efeitos 
colaterais”, sugerindo que a reação à medicação 
prescrita seria mínima. O médico vale-se de um 
eufemismo para garantir que Hagar não se assuste 
com a possibilidade de sofrer efeitos colaterais e 
deixe de tomar o remédio.
 2 A primeira afirmação (Tem gente que pensa inho.) 
deve ser entendida como uma referência ao fato de 
algumas pessoas adotarem uma perspectiva limitada 
diante da vida, isto é, demonstrarem ter uma visão 
de mundo restrita, pequena (“inha”). A segunda (Tem 
gente que pensa ão.) deve ser interpretada como uma 
alusão às pessoas que têm uma visão de mundo 
ampla, grande (“ão”).
> Os elementos linguísticos que determinam o 
sentido de cada uma das afirmações são os su-
fixos -inho (diminutivo) e -ão (aumentativo). O 
uso desses sufixos, na língua, indica a atenuação 
ou o aumento do significado do termo cujo grau 
alteram. No anúncio, eles foram utilizados como 
formas autônomas para que fossem interpretados, 
no contexto, como sinônimos de “pensar pequeno” 
e “pensar grande”, respectivamente. 
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tidade
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homem
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segundo,
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 3 Nesse texto, são apresentados pares opostos de 
afirmações. Cada um dos pares é usado para exem-
plificar, respectivamente, o significado de “pensar 
inho” e de “pensar ão” (“Inho é motossera.” × “Ão 
é preservação.”, “Inho é a invasão.” × “Ão é a ajuda 
humanitária.”, etc.). 
> Por meio desses pares opostos de afirmações, o 
sentido dos enunciados Tem gente que pensa inho 
e Tem gente que pensa ão ganha mais força. Isso 
ocorre porque, a “pensar inho” são associadas 
atitudes e/ou situações vistas de forma nega-
tiva e que exemplificam uma visão de mundo 
limitada e/ou politicamente incorreta ([inho é] 
motosserra, invasão, ter inveja, estresse, etc.). Já 
a “pensar ão” são associadas atitudes e/ou situa- 
ções vistas como positivas e que caracterizam 
as pessoas que adotam uma perspectiva mais 
adequada diante da vida ([ão é] preservação, 
ajuda humanitária, ser do bem, feriadão). O 
caráter persuasivo do anúncio é intensificado 
exatamente pela conotação negativa associada 
às “definições” de inho, em oposição ao valor 
positivo relacionado ao que é ão, que fortalece a 
sugestão de que o melhor é pertencer ao grupo de 
quem “pensa ão”. 
 4 O enunciado permite identificar o perfil dos interlocu-
tores preferenciais do anúncio: pessoas que pensam 
“ão”, isto é, que têm uma visão de mundo ampla, gran-
de. Além disso, a afirmação Estadão — o jornal de quem 
pensa ÃO sugere que o próprio jornal adota a postura 
apresentada como positiva (pensar grande). Cria-se, 
assim, uma identificação entre o perfil de leitor e o 
perfil do jornal. 
> O objetivo do anúncio é vender o jornal Estadão. Para 
isso, é necessário convencer os interlocutores de 
que o Estadão é o jornal mais adequado às suas ne-
cessidades. Os exemplos de atitudes e/ou situações 
associadas às expressões “pensar inho” e “pensar ão” 
sãoutilizados como estratégia persuasiva porque 
ressaltam, por meio da oposição entre “ser inho” e 
“ser ão”, a conotação positiva dos exemplos de “ser 
ão”. Se o Estadão é o jornal de quem pensa ÃO, então 
é o jornal mais indicado para as pessoas que têm 
uma visão de mundo mais ampla.
 5 Mainardi afirma que uma característica do país é 
disfarçar o mercenarismo com o uso de “singelos 
diminutivos”. Segundo ele, no nosso país, ninguém se 
corrompe de forma direta: os diminutivos, nesse caso, 
cumprem a função de sugerir que o comportamento 
condenável de “se corromper” é menos grave do que 
ele de fato é.
> Segundo o texto, o suborno pedido pelo policial é 
disfarçado pelo uso do termo “cervejinha”; na mesma 
situação, um fiscal da prefeitura pede uma “caixi-
nha”. Se um político for o corruptor, segundo o autor, 
costuma-se usar a expressão “dar uma azeitadinha”.
 6 A inadequação consiste na formação do plural de irmão 
(irmões). O plural desse substantivo é obtido por meio 
do acréscimo de -s à forma singular (irmãos).
> Uma hipótese que explicaria a ocorrência do termo 
na placa é o fato de a formação do plural a par-
tir do sufixo -ões, na língua, ser o processo mais 
produtivo de flexão de número dos substantivos 
terminados em -ão.
 7 “Expliquei pros dois irmões/ Que o plural estava errado”.
> O autor dos versos utilizou a mesma flexão inade-
quada de plural para os termos vão e mão, que tam-
bém devem fazer plural com o acréscimo de -s (vãos 
e mãos). O uso dos termos vões e mões, de forma bem-
-humorada, enfatiza o equívoco na formação do 
plural do termo destacado na placa.
 Usos do substantivo
Pratique 194 
O objetivo desta atividade é permitir que os alunos percebam 
a importância da ação de nomear na criação de imagens e, 
consequentemente, na construção de um texto. No momento 
de avaliar os textos, o essencial é determinar se os substantivos 
escolhidos são capazes de criar uma sequência imagética que 
permita ao leitor fazer uma representação mental daquilo que 
se pretendeu apresentar. Deve-se ainda avaliar se as imagens 
escolhidas de fato caracterizam o modo como a chuva afeta a 
nossa percepção do espaço em que nos encontramos.
O trabalho realizado ao longo deste capítulo favorece 
o desenvolvimento da competência 8 e das habilida-
des H1, H18, H22 e H27. Para identificá-las, consultar 
a matriz do Enem 2009, que se encontra no Portal 
Moderna Plus.
Capítulo 13 
Adjetivo 196
 Definição e classificação 196 
 1 Os substantivos são bairro, mães, filhos, fachada.
> Não. Os termos são genéricos demais, ou seja, no-
meiam classes inteiras de seres e isso faz com que 
a informação também adquira um caráter genérico 
que impede o leitor de saber por que o seriado apre-
senta a vida de mães e filhos em um bairro. Ou por 
que o que se vê à primeira vista é “tudo fachada”.
 2 As palavras são pacato, americano, bem-educados.
> Porque elas tornam mais específicos os referentes 
dos substantivos bairro, mães e filhos. Sabemos que 
o bairro retratado é pacato e americano, que as mães 
têm orgulho dos filhos porque eles são bem-educados. 
Os termos associados aos substantivos, portanto, 
fazem com que deixem de nomear todos os seres 
pertencentes a uma mesma classe para passarem 
a identificar somente o referente que apresenta as 
características por eles especificadas.
 3 “Tudo”, no caso, refere-se às características positivas 
da vida no bairro americano apresentado em Desperate 
Housewives. Deve-se concluir que o bairro pode não ser 
pacato e os filhos podem não ser bem-educados, o que, 
evidentemente, questionaria também a possibilidade 
de as mães terem orgulho deles por esse motivo. Como 
o termo americano não apresenta uma avaliação, mas 
especifica uma localização geográfica, ele não deve ser 
entendido como também identificando algo que pode 
ser questionado.
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apresentada
assim, uma
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Estadão é
o jornal de quem 
próprio jornal adota a postura
(pensar grande). Cria-se,
entre o perfil de leitor
nder jornal Estadão
nvencer interlocutores
mais adequado às
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Para
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a matriz do Enem 2009, que se encontra no Portal 
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 Definição
O trabalho realizado ao longo deste capítulo favorece 
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a matriz do Enem 2009, que se encontra no Portal 
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a matriz do Enem 2009, que se encontra no Portal 
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a matriz do Enem 2009, que se encontra no Portal 
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