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Tarefa da disciplina Estatística e Planejamento Experimental: leitura do artigo de Cunico et al. e elaboração de texto dissertativo (500–1.000 palavras) sobre a relevância do planejamento fatorial com estudo de caso; traz introdução, vantagens do planejamento experimental e técnicas como réplicas.

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Marcos Reis

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PÚBLICA 
Disciplina: Estatística e Planejamento Experimental. 
Identificação da tarefa: Tarefa 3.2. Unidade 3. Envio de arquivo. 
Pontuação: 10 pontos. 
 
tarefa 3.2 
 
Ao longo da Unidade 3 estudamos sobre planejamento experimental e como a 
determinação do número ótimo de experimentos conduz à obtenção de 
resultados com um dado grau de confiança, buscando objetivos específicos 
como: a determinação das variáveis que mais influenciam nos resultados, a 
atribuição de valores às variáveis influentes buscando a otimização dos 
resultados, a atribuição de valores às variáveis influentes buscando a 
minimização da variabilidade dos resultados e a atribuição dos valores às 
variáveis influentes buscando a minimização da influência de variáveis 
incontroláveis. 
Corroborando com o disposto acima, faça a leitura do texto complementar, 
disponível na Biblioteca da disciplina, “Planejamento fatorial: uma ferramenta 
estatística valiosa para a definição de parâmetros experimentais 
empregados na pesquisa científica.” (CUNICO et al. - Visão Acadêmica, 
Curitiba, v.9, n.1, p. 23-32, janeiro/junho 2008), e elabore um texto dissertativo 
sobre a relevância da utilização da metodologia de planejamento fatorial, 
buscando um estudo de caso com aplicações na sua área de estudo. 
O texto deve ter entre 500 e 1.000 palavras, excluídas as referências 
bibliográficas. 
INTRODUÇÃO 
 
Estudos recentes mostram que o modo científico apropriado para realizar um 
experimento seja o de variar um fator por vez, permanecendo fixos os outros 
fatores, não é necessariamente o ideal. Isto porque esta metodologia requer a 
realização de muitos experimentos, e isso não possibilita identificar se o efeito 
pode ser atribuído a um ou outro fator que foi mudado ou a uma combinação 
 
PÚBLICA 
particular dos conjuntos de fatores considerados constantes. Por conseguinte, 
para ter confiança nos resultados obtidos, acrescentam-se mais experimentos. 
Deste modo, esta metodologia não pode ser utilizada nesta pesquisa que 
necessita avaliar o efeito de muitos parâmetros e variáveis, o que exigiria uma 
quantidade muito elevada de experimentos. 
O planejamento experimental (também denominado de delineamento 
experimental), pode ser representado por um conjunto de ensaios estabelecido 
com critérios científicos e estatísticos, visando avaliar a determinação da 
influência de diversas variáveis nos resultados de um determinado sistema 
(BUTTON, 2005). Assim, a determinação do número ótimo de experimentos 
conduz à obtenção de resultados com um dado grau de confiança, sendo esse 
objetivo principal dividido em outros objetivos específicos de acordo com o 
propósito dos ensaios: 
O emprego dos métodos estatísticos de planejamento experimental permite 
entre outras vantagens: 
1. diminuir o número de ensaios sem prejudicar a qualidade da informação; 
2. o estudo ao mesmo tempo de várias variáveis, separando seus efeitos; 
3. a determinação da confiabilidade dos resultados; 
4. a realização da pesquisa em etapas, com acréscimo de novos ensaios 
quando necessário; 
5. a seleção das variáveis que influenciam em um dado processo que 
possui número reduzido de ensaios; 
6. o processo estudado pode ser representado através de expressões 
matemáticas e suas conclusões a partir de resultados qualitativos. 
Com isso, é extremamente relevante ressaltar que o planejamento 
experimental é um instrumento de engenharia importantíssimo para melhoria 
de processos já existentes, assim como no desenvolvimento de novos 
processos. A utilização dessas técnicas de modo adequado no 
desenvolvimento do processo permite: uma produção melhorada, uma redução 
da variabilidade de resultados, assim como, uma redução nos tempos de 
análise e nos custos envolvidos. 
 
PÚBLICA 
O planejamento experimental sugere o estudo de variáveis por meio de análise 
multivariada. Tal metodologia permite não só identificar as variáveis que 
influenciam positivamente ou negativamente as respostas desejadas, assim 
como, na influência exercida pela interação entre elas, permitindo a otimização 
do sistema ou processo sob análise. A análise univariada não permite 
verificação das interações entre variáveis, uma vez que estas são estudadas 
uma de cada vez (RODRIGUES; LEMMA, 2015). 
O planejamento experimental deve ser fundamentado em uma metodologia 
estatística a fim de que os resultados possam ser avaliados por meio de 
métodos estatísticos, levando assim a conclusões objetivas. Para a definição 
dos ensaios em um planejamento experimental, podemos citar 3 técnicas 
fundamentais: 
1. Réplicas: consiste na repetição de um ensaio sob condições 
predeterminadas, para obtenção da estimativa do erro experimental e 
como esse erro influência nos resultados dos ensaios e ainda, se esses 
resultados são diferentes estatisticamente. Também é possível, verificar 
a influência de uma dada variável sobre o comportamento de um 
processo, quando a comparação é feita pela média das amostras. 
2. Aleatorização (ou randomização): consiste na sequência dos ensaios 
aleatória, sendo a seleção dos materiais utilizados nesses ensaios 
também aleatória. Ao fazer uso de uma sequência aleatória (por 
exemplo: 8, 5, 9, 1, 12, 3, 7, 4 e 11) os erros experimentais por causa de 
alguma variável não controlável seriam distribuídos ao longo de todo o 
procedimento, aleatorizando-o e permitindo sua análise estatística. 
3. Blocos: consiste na realização dos experimentos com precisão elevada, 
com redução da influência de variáveis não controláveis. Um bloco é 
uma parte do material experimental que possui como atributo o fato de 
ser mais homogêneo que o conjunto completo do material avaliado. O 
uso de blocos abrange comparações entre as condições de interesse na 
experimentação dentro de cada bloco. Na análise com blocos, a 
aleatorização é limitada à sequência de ensaios interna dos blocos e 
não ao conjunto total de ensaios.

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