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Biologia-03-Moderna-Plus-(com-respostas)-034-036

Capítulo sobre os experimentos de Mendel com ervilha que apresenta imagens e esquemas da flor e da polinização artificial, descrição da seleção de linhagens puras e das sete características com duas formas, os cruzamentos (P, F1, F2) e explicação de traços dominantes e recessivos.

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Flor doadora 
de pólen
Coleta de pólen
Polinização 
artificial
Flor receptora 
de pólen 
(anteras eliminadas)
Germinação da semente
Planta 
jovem de 
ervilha
Estigma
Anteras
Sépala
Sementes em formação 
(óvulos fecundados)
Ovário em corte 
(futura vagem)
Pétalas
Pistilo
Estames
Quilha aberta mostrando 
aparelho reprodutor
Sépalas
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Figura 2.2 No alto, à direita, fotografia de flores de ervilha. Representação esquemática da polinização artificial 
em ervilha: (A) flor de ervilha, mostrando suas principais partes; (B) retirada de pólen com um pincel; (C) colocação 
do pólen sobre o estigma de uma flor da qual foram removidas as anteras ainda imaturas; (D) ovário de uma flor 
cortado longitudinalmente, mostrando as sementes em formação (os “grãos” de ervilha); (E) etapas da germinação 
da semente originando uma nova planta. (Imagens sem escala, cores-fantasia.) 
Mendel iniciou seus trabalhos com 34 variedades diferentes de ervilha, entre as quais sele-
cionou as que mais convinham a seus experimentos. A ideia era trabalhar com variedades cujas 
características não sofressem alteração de uma geração para outra, o que seria uma garantia 
de estar trabalhando com características hereditárias e não com variações decorrentes de 
fatores ambientais.
Mendel escolheu, também, características com formas (traços) bem contrastantes, para que 
não houvesse dúvida quanto à sua identificação. Por exemplo, quanto à característica “cor dos 
cotilédones da semente”, na ervilha há apenas duas cores, amarela e verde, sem cores interme-
diárias. Depois de um criterioso trabalho de seleção, Mendel concentrou-se no estudo de sete 
características, cada uma delas com duas formas bem contrastantes. (Fig. 2.3)
Para realizar fecundação cruzada entre duas plantas de ervilha, é preciso abrir previamente 
a quilha de algumas flores e cortar suas anteras (parte masculina). Quando o estigma (parte fe-
minina) está maduro, abre-se novamente a quilha e coloca-se sobre ele pólen retirado de flores 
intactas de outra planta (polinização artificial). Assim, podem-se cruzar variedades distintas e 
obter sementes híbridas (do grego hybris, misturado por cruzamento). (Fig. 2.2)
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Figura 2.3 Representação esquemática dos dois traços alternativos de cada uma das sete 
diferentes características analisadas por Mendel em seus estudos com ervilhas. 
Um dos grandes méritos de Mendel foi ter considerado, de início, apenas uma caracterís-
tica de cada vez. Ao cruzar plantas de uma linhagem produtora de sementes amarelas com 
plantas de uma outra linhagem produtora de sementes verdes, por exemplo, ele simplesmente 
desconsiderava características como altura da planta, forma da semente, posição das flores 
etc., atendo-se exclusivamente à característica escolhida.
2 Gerações P, F1 e F2
Antes de iniciar um cruzamento, Mendel certificava-se de estar lidando com plantas de linha-
gens puras. Para ele, eram puras as linhagens que, por autofecundação, davam origem somente 
a plantas iguais a si. Uma linhagem pura de planta alta, por exemplo, quando autofecundada ou 
cruzada com outra idêntica a si, só produz como descendentes plantas altas.
Mendel realizou cruzamentos entre plantas puras das sete características escolhidas. Por 
exemplo, plantas puras de uma linhagem produtora de sementes amarelas foram cruzadas com 
plantas puras de outra linhagem produtora de sementes verdes; plantas puras altas foram cru-
zadas com plantas puras anãs; plantas puras com flores com posição terminal foram cruzadas 
com plantas puras com flores de posição axilar; e assim por diante.
Nesses cruzamentos, a geração constituída pelas variedades puras era denominada geração 
parental, hoje chamada, abreviadamente, geração P. A descendência imediata desses cruza-
mentos era chamada de primeira geração híbrida, hoje denominada geração F1. A descendência 
resultante da autofecundação da primeira geração híbrida (F1) era denominada segunda geração 
híbrida, hoje chamada de geração F2.
3 Traços dominantes e traços recessivos
Mendel observou que os indivíduos híbridos da geração F1 eram sempre iguais a um dos pais. 
Por exemplo, os híbridos originados do cruzamento de plantas puras altas com plantas puras 
anãs eram sempre altos e indistinguíveis da planta alta parental. 
O traço “baixa estatura” aparentemente desaparecia na geração F1. Entretanto, a autofe-
cundação das plantas híbridas produzia uma descendência constituída por plantas altas e por 
plantas anãs. Isso levou Mendel a concluir que, nas plantas híbridas (geração F1), o traço de um 
dos pais não desaparecia, mas ficava “em recesso”, isto é, encoberto, reaparecendo novamente 
na geração F2.
Forma da
semente
Cor dos
cotilédones
Cor da casca 
da semente
Forma da
vagem
Cor da
vagem
Posição
das flores
Altura da
planta
Lisa Amarela Cinza Inflada Verde Axilar Alta
Rugosa Verde Branca Comprimida Amarela Terminal Anã
Plantio de sementes 
verdes puras 
Autofecundação
Vagens
Fecundação 
cruzada
Desenvolvimento 
das vagens com 
sementes resultantes 
da fecundação cruzada
Desenvolvimento 
das vagens com 
sementes resultantes 
da autofecundação
VagensPlantio de sementes 
amarelas puras
Plantio de 
sementes amarelas 
híbridas
GERAÇÃO P
(sementes puras)
GERAÇÃO F
1 
(sementes 
híbridas)
GERAÇÃO F2
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Mendel denominou dominante o traço que se manifestava nas plantas híbridas e recessivo o 
traço que ficava encoberto. No caso da estatura das plantas, por exemplo, o traço alta estatura 
é dominante e o baixa estatura, recessivo. (Tab. 2.1)
 Tabela 2.1 Traços dominantes e recessivos das sete características estudadas por Mendel
Característica Traço dominante Traço recessivo
Forma da semente Lisa Rugosa
Cor dos cotilédones Amarela Verde
Cor da casca da semente Cinza Branca
Forma da vagem Inflada Comprimida
Cor da vagem Verde Amarela
Posição das flores Axilar Terminal
Altura da planta Alta Anã
4 A proporção 3 : 1 na geração F2
Alguns predecessores de Mendel já haviam observado que certos traços desapareciam em uma 
geração, reaparecendo na geração seguinte. A originalidade de Mendel consistiu em estabelecer 
a relação entre as quantidades de plantas que exibiam o traço dominante e as que exibiam o 
traço recessivo, ou seja, a proporção (ou razão) entre os dois tipos de planta da geração F2. Essa 
visão matemática, quantitativa, aplicada aos cruzamentos, foi uma das grandes novidades que 
Mendel introduziu nos estudos genéticos.
No cruzamento entre plantas puras da linhagem produtora de sementes amarelas e plantas 
puras da linhagem produtora de sementes verdes, por exemplo, Mendel obteve, na geração F2 
(resultante da autofecundação de F1) um total de 8.023 sementes, das quais 6.022 eram amare-
las e 2.001 verdes. Dividindo o número de sementes amarelas pelo número de sementes verdes, 
obtém-se a proporção de aproximadamente 3,01  1.
Em outro experimento, em que plantas puras de uma linhagem produtora de sementes lisas 
foram cruzadas com plantas puras de uma linhagem produtora de sementes rugosas, Mendel 
obteve, em F2, 5.474 sementes lisas e 1.850 sementes rugosas, o que representa a proporção 
de aproximadamente 2,96  1. Apesar de haver pequenas variações, os números obtidos nos 
diferentes experimentos eram sempre próximos de 3  1 ou 3 __ 4  1 __ 4 . (Fig. 2.4)
Figura 2.4 Representação esquemática 
de um dos cruzamentos realizadospor Mendel com plantas de ervilha, em 
que foram cruzadas plantas de uma 
linhagem pura produtora de sementes 
amarelas com plantas de uma linhagem 
pura produtora de sementes verdes 
(geração P). Na geração F2, são 
produzidas ervilhas amarelas e ervilhas 
verdes aproximadamente na proporção 
de 3  1. (Imagens sem escala.)

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