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VENTILAÇÃO MECÂNICA 
PARA ENFERMAGEM
Material do Aluno
2020/ 2021
Este manual foi desenvolvido em 2020, pela Prof.ª Enf. Msc. Cristiane Maciel,
baseado no Advanced Medical Life Support, Protocolo de BLS e ACLS da
American Heart, Enfermagem em Terapia Intensiva (Cintra e Nunes), Manual MSD,
Blackbook de Enfermagem, Ministério da saúde, Diretrizes Brasileiras de
Ventilação Mecânica e tem como finalidade integrar como material de apoio
didático ao curso de Ventilação Mecânica para Enfermagem.
Manual do aluno
Ventilação Mecânica para Enfermagem
Introdução_______________________
Conceitos_______________________
Biossegurança___________________
Segurança do Paciente____________
Anatomia e Fisiologia______________
Patologias Respiratórias____________
Pneumonia Associada a VM_________
Administração de Oxigênio__________
Ventilação Invasiva e VNI___________
Ventilador Mecânico_______________
Modos de Ventilação______________
Preparo do Respirador_____________
Monitorização do Paciente__________
Sistemas de Aspiração_____________
Cuidados de Higiene_______________
Complicações associadas a VM______
Desmame da Ventilação____________
Cuidados Pós Extubação____________
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69
Conteúdo
Assista aos vídeos 
Clicando nos ícones
Introdução
A ventilação Mecânica (VM) é um dos principais recursos de suporte à vida. Entende-se por VM a
aplicação, por modo invasivo ou não, de uma máquina que substitui, total ou parcialmente, a atividade
ventilatória do paciente. O uso de ventiladores mecânicos iniciou-se na década de 1950 e tiveram o seu
uso difundido, ganhando uma posição de destaque no tratamento da insuficiência respiratória.
A ventilação mecânica tem repercussões sobre vários órgãos e sistemas e é associada a
complicações freqüentes, algumas delas potencialmente fatais. A avaliação e os cuidados ao paciente
submetido a VM tem de ser sistemática a fim de permitir a identificação precoce de todos os sinais e
sintomas de desconforto ou deterioração da função respiratória. O uso de um equipamento para
manutenção da função respiratória não deve substituir a vigilância e o cuidado da equipe de
enfermagem.
O objetivo deste curso é entender a dinâmica de funcionamento de um respirador, bem como,
aprender os cuidados na montagem e assistência ao paciente em VM baseado em evidências
científicas, e estimular que a busca pelo conhecimento não pare por aqui, pois continuamente
precisamos estar preparados para oferecer o melhor cuidado ao paciente e a sua família.
 Pneumologista: médico especializado no diagnóstico e tratamento de doenças pulmonares;
 Evento adverso: qualquer ocorrência inesperada e indesejável, associado ao uso de produtos
submetidos ao controle/ fiscalização, sem necessariamente possuir uma relação causal com a
intervenção;
 Evento sentinela: ocorrência inesperada que implique em morte ou perda grave/permanente de
função.
 Microrganismos multirresistentes: microrganismos que são resistentes a uma ou mais classes de
agentes antimicrobianos.
 Ventilação: entrada e saída de ar entre as unidades funcionais dos pulmões, alvéolos, e meio externo.
 Oxigenação: participação do oxigênio molecular no processo de obtenção de oxigênio. Este conceito
se relaciona, dentre outros fatores com a saturação de oxigênio.
 Saturação de Oxigênio (SatO2): porcentagem de hemoglobina que está ligada a moléculas de O2.
 Fração inspirada de O2 (FiO2): porcentagem de oxigênio no ar inspirado. Em ar ambiente, ao nível do
mar, temos uma FiO2 de 21%.
 Hipoxemia: baixo nível de oxigênio no sangue;
 Drive respiratório: o SNC (drive) ativa a musculatura respiratória, levando à insuflação pulmonar.
 Volume corrente: volume de ar trocado a cada respiração;
 Sensibilidade: ajuste ventilatório que regula a sensibilidade do aparelho ao esforço respiratório do
paciente;
 Fluxo inspiratório: velocidade com que o ar será administrado;
 Blender: misturador de gases oxigênio e ar comprimido;
 PEEP: pressão expiratória positiva final, mantém uma pressão intra alveolar por todo o ciclo expiratório;
Conceitos:
Fonte: portal.anvisa.gov.br
Biossegurança
Luvas: quando houver manipulação ou possibilidade de contato com material biológico (sangue,
células, tecidos, secreções e excreções, e outros);
Máscaras, óculos de proteção, viseiras: durante a realização de procedimentos em que haja
possibilidade de respingo de sangue, saliva ou perdigotos, na boca, nariz e olhos do profissional.
Avental: o avental descartável deve ser utilizado e descartado após o uso. As luvas de
procedimento devem cobrir (ficar por cima) da manga do avental para maior proteção.
Gorro: descartável deve ser utilizado e descartado, devem cobrir (ficar por cima)
dos cabelos para maior proteção do profissional.
 Biossegurança é condição alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar e reduzir
ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana. Com freqüência,
observam-se profissionais da assistência com pouco conhecimento dos riscos e das principais medidas de
prevenção, subestimando os riscos de infecção para si mesmos e para os pacientes a quem prestam
assistência direta. A identificação dos pacientes em isolamento é fundamental para a equipe assistencial
reconhecer e adotar as medidas recomendadas. É necessário comprometimento de toda equipe para
cumprir as medidas específicas e assim evitar a contaminação da equipe e de outros pacientes. Implementar
programas de treinamento para colocação e retirada dos equipamentos de proteção individual, com técnica
adequada é primordial para a segurança e excelência no atendimento.
NR 32 – Norma regulamentadora que estabelece
as diretrizes básicas para a implementação de
medidas de proteção à segurança e à saúde dos
trabalhadores dos serviços de saúde
Imagem: Ministério da saúde
Segurança do Paciente
 Atualmente a segurança do paciente tornou-se um dos pontos principais quando na formulação e
descrição de processos e rotinas, principalmente em ambiente de UTI e VM, a fim de prevenir infecções e
possíveis eventos que levam ao maior tempo de VM e/ou internação. Para tanto, educação continuada à
equipe multiprofissional frente aos cuidados diários são essenciais para o sucesso no tratamento. A
segurança do paciente é um dos atributos de qualidade do cuidado com a finalidade de oferecer uma
assistência segura. A segurança do paciente é uma responsabilidade do profissional de saúde (figura2),
relacionadas nas metas internacionais de segurança (Anvisa). O paciente precisa estar seguro,
independente do processo de cuidado a que ele está submetido.
 Identificação: A 1ª meta de segurança recomenda a identificação correta dos pacientes (figura1), a
colocação de pulseiras de identificação em todos os pacientes.
 Comunicação: A comunicação deve ser clara e objetiva, segunda meta de segurança.
 Medicamentos: A 3ª meta de segurança é sobre o uso de medicações, pois o uso de medicamentos
de alta vigilância (potencialmente perigosos) exige conhecimento específico na administração.
 Risco de quedas: As quedas apresentam um grande problema de saúde e constituem-se no evento
adverso mais freqüente no ambiente hospitalar, a pulseira de identificação do risco de quedas é uma das
medidas necessárias na prevenção, sexta meta de segurança.
Fonte: Ministério da saúde
Figura: 1
Figura: 2
Segurança do Paciente
Fonte: Ministério da saúde
 Higienização das mãos: constitui a medida mais simples e menos dispendiosa para prevenir
infecções relacionadas à assistência à saúde, a quinta meta de segurança, sendo essa prática de
grande importância no controle de infecções. A higienização das mãos deve ocorrer nas 5 etapas:
Este importante sistema consiste não só na absorção de oxigênio e eliminação de gás carbônico pelo
organismo, mas também atua na regulação da temperatura corporal e cutânea. Nos seres humanos a
troca gasosa é indireta,nesse caso, o sangue é o elemento intermediário entre as células do organismo e
o meio habitado, servindo de condutor de gases entre eles. Cada órgão possui uma função específica e
juntos promovem a troca gasosa, chamada de Hematose. O sistema respiratório pode ser dividido entre
vias aéreas superiores e vias aéreas inferiores.
 Vias aéreas superiores: fossas nasais e boca;
 Vias aéreas inferiores: faringe, traquéia, brônquios,
bronquíolos e alvéolos;
Imagem: Atlas de Biologia, anatomia. Bookplay
Anatomia e Fisiologia Respiratória
https://www.youtube.com/watch?v=Ev8Ny0mUnyo
Anatomia e Fisiologia Respiratória
 Nariz: Primeira porção do sistema respiratório, age regulando termicamente e filtrando o ar durante a
respiração (figura1).
 Faringe: A faringe é parte do sistema digestivo e também respiratório, é dividida em: nasofaringe
(comunica com a cavidade nasal), orofaringe (comunica com a cavidade oral) e laringofaringe (quando está
posterior a laringe). A passagem do ar ocorre na nasofaringe, na orofaringe acontece simultaneamente a
passagem do ar e dos alimentos, a laringofaringe se comunica com o esôfago, na ocorre a passagem dos
alimentos. (figura2)
 Laringe: órgão responsável pela voz , pois apresenta cartilagem, as pregas vocais, que vibram com a
passagem de ar. O fechamento da laringe durante a deglutição é feito pela epiglote, evitando a passagem
de alimentos para o pulmão. (figura3)
Imagem: Atlas de Biologia, anatomia. Bookplay/rsaude.com.br
Figura1
Figura2 Figura3
 Traquéia: Tubo cartilaginoso, liga a faringe e a laringe aos pulmões, permitindo a passagem do ar. Se
ramifica para os brônquios principais, que vão se direcionar cada um para um pulmão.
 Pulmões: São os principais órgãos do trato respiratório inferior, cada pulmão é fechado dentro de um
saco pleural, e estão situados dentro do tórax. O pulmão direito têm 3 lobos e é maior do que o esquerdo
que é dividido em 2 lobos, pois no lado esquerdo fica localizado o coração.
 Alvéolos: A troca de gases respiratórios entre os pulmões e o sangue ocorre por meio da difusão nos
alvéolos e nas paredes de rede de capilares que envolvem os alvéolos.
Imagem: Atlas de Biologia, anatomia. Bookplay
Anatomia e Fisiologia Respiratória
Responda as questões em uma folha separada e depois de concluir o exercício verifique as 
respostas na última página desta apostila.
2 – Segurança do paciente. Segundo descrito na APOSTILA Kris Reis Treinamentos, assinale
na alternativa correta abaixo corresponde a primeira meta de segurança do paciente.
a) Reduzir risco de quedas
b) Lavagem das mãos
c) Identificação correta do paciente
1 – Biossegurança. Segundo descrito na APOSTILA Kris Reis Treinamentos, em quantos
momentos deve ser realizada a lavagem das mãos?
a) 2 momentos
b) 5 momentos
c) 1 momento
3 – Biossegurança. Segundo descrito na APOSTILA Kris Reis Treinamentos, qual das
alternativas abaixo tem é a NR (norma regulamentar) que preconiza o uso de equipamentos de
proteção individual?
a) NR 32
b) NR 23
c) NR 12
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO I
O Processo de Respiração
 A principal função da respiração é oxigenar as células do corpo e remover o gás carbônico produzidos
durante as atividades celulares. Existem 3 processos básicos na respiração. O primeiro processo é a
ventilação ou respiração que é o movimento de ar entre a atmosfera e os pulmões. A ventilação possui duas
fases: inspiração que consiste em levar o ar até os pulmões, e a expiração para remover o ar dos pulmões.
 Quando o diafragma e os músculos intercostais se contraem, nós inspiramos e quando o diafragma
relaxa o ar sai dos pulmões, esse é o processo de expiração.
Imagem: Fundamentos de anatomia e fisiologia. Bookplay
 A medida que o corpo envelhece, os
músculos respiratórios enfraquecem e a
parede torácica fica mais rígida em razão do
enrijecimento das cartilagens costais e
costelas. O nível de gás carbônico que o
sangue transporta diminui conforme
envelhecemos, assim como a troca de
gases pelas membranas respiratórias dos
alvéolos. A ação dos cílios que reveste o
trato respiratório diminui com a idade,
resultando em acúmulo de muco no interior
das vias respiratórias. Por esse motivo, os
adultos mais velhos são mais suscetíveis a
bronquite, pneumonia, enfisema e outras
infecções respiratórias.
Patologias Respiratórias
 Insuficiência respiratória: É a incapacidade do sistema respiratório em atender às necessidades de
oxigênio dos tecidos, causando hipoxemia.
 Insuficiência respiratória aguda: gripes, faringite, laringite, pneumonia, pneumotórax, bronquiolite,
bronquite, derrame pleural, crise asmática, entre outras.
 Insuficiência respiratória crônica: tumores, DPOC, doenças neuromusculares, fibrose cística...
Imagem: Fundamentos de anatomia e fisiologia. Bookplay
 A insuficiência respiratória é um dos motivos mais freqüentes de internação, o sistema respiratório torna-
se incapaz de atender à manutenção da oxigenação do paciente. Determinados sinais e sintomas
associados a etiologia do problema apresentado pelo paciente são indicativos de intubação traqueal e
ventilação mecânica (VM). Alguns dos sinais de disfunção respiratória são:
 Agitação, dificuldade para falar;
 Alteração da amplitude respiratória;
 Alteração do ritmo ou freqüência respiratória;
 Apnéia;
 Cianose, queda de saturação;
 Taquicardia;
 Uso de musculatura acessória;
 Sudorese.
 Cuidados com o paciente com insuficiência respiratória (fora da ventilação mecânica):
 Manter a cabeceira elevada e as vias aéreas permeáveis;
 Avaliar e monitorar os sinais de esforço respiratório;
 Manter as drogas, material de aspiração, ventilador mecânico e material de entubação prontos SN;
Insuficiência Respiratória
AMLS, 2018
Imagem: freepik.com
Pneumonia associada à VM
AMLS, 2018
Imagem: freepik.com
 A Pneumonia causa uma inflamação nos alvéolos, quando não tratada tem taxa de mortalidade de cerca
de 30%, e mesmo com tratamento adequado, as comorbidades e a idade avançada podem aumentar
drasticamente a chance de morte. Há 3 tipos de amplos de pneumonia: a adquirida na comunidade,
adquirida no hospital e a associada ao ventilador mecânico (+48-72horas). Os pacientes geralmente
apresentam os sintomas clássicos de tosse e febre, mas também podem ter sinais mais sutis, como dor
abdominal, febre baixa e fraqueza com taquicardia associada.
 Sinais e sintomas:
 Febre
 Calafrios
 Tosse e dispnéia
 Dor abdominal
 Hipóxia
 Mialgias e mal estar
 Anorexia
 Bundles: é um pacote, conjunto de intervenções relacionadas que
quando executas em conjunto produzem um desfecho melhor.
 Higiene oral com clorexidina 0,12%: higiene oral com a solução
antibactericida contra organismos , incluindo os germes resistentes.
 Elevação da cabeceira entre 30-45º: recomendação para evitar
a broncoaspiração e diminuir a atelectasia.
 Pressão do cuff entre 20-25 cm H2O: a manutenção da pressão
deve assegurar a vedação da traquéia e impedir micro aspirações.
 Cuidados com a aspiração: a aspiração deve ser realizada com
critérios e cuidados específicos para não gerar prejuízo ao paciente.
 Troca do circuito: estipular o tempo de troca para evitar infecção,
evitar o acúmulo de água no circuito e usar o filtro se possível.
 Oximetria de pulso: a oximetria de pulso determina a saturação de O2 da hemoglobina e se
processa pela absorção da luz infravermelha por um sensor colocado no dedo ou no lobo da orelha
do paciente de maneira contínua e não invasiva, sendo seu valor normal de 95 a 100% . O
equipamento também registra a freqüência de pulso.
AMLS, 2018
Next.com.br
Alguns fatores podem comprometer a confiabilidade:
 Esmalte nas unhas;
 Extremidades frias ou ambiente gelado;
 Choque;
 Edema intenso;
 Tremor rítmico (Parkinson)
 Contato ruim entre a pele e o aparelho;
 Mau contato do aparelho;
 Intoxicação por monóxido de carbono.
OBS: cuidar o tempo de permanência no
mesmo dedo, pois podeprovocar
queimadura no local.
Oximetria 
 Oxigenioterapia: A oxigenioterapia consiste na administração de oxigênio em uma quantidade maior do
que se encontra no ambiente normal que é de 21% e tem como objetivo garantir a oxigenação dos tecidos
do corpo. Algumas condições podem levar à redução da oferta de oxigênio para os pulmões e
tecidos, como ocorre na doença pulmonar obstrutiva crônica, conhecida como DPOC, ataque de asma,
apnéia do sono e pneumonia e por isso, nestes casos, pode ser necessário a oxigenioterapia. O tipo de
oxigenioterapia depende do grau do desconforto respiratório de uma pessoa e dos sinais de hipóxia. A
necessidade de oxigenioterapia é determinada pela mensuração de uma PaO2 (pressão arterial de
oxigênio) e/ou SatO2 inadequada, seja através de métodos invasivos ou não invasivos. O excesso de O2
sem necessidade pode causar toxicidade no paciente causando efeitos graves. A oxigenioterapia pode ser
administrada de forma Invasiva (B) de forma Não Invasiva (A). A diferença entre elas fica na forma de
liberação de pressão: enquanto na ventilação invasiva utiliza-se uma prótese introduzida na via aérea, isto
é, um tubo orotraqueal ou nasotraqueal (menos comum) ou uma cânula de traqueostomia, na ventilação
não invasiva, utiliza-se uma máscara como interface entre o paciente e o ventilador artificial.
Fonte: szpilman.com
Imagem: www.gov.br
Administração de Oxigênio
 Sistemas de administração de oxigênio:
 Cânula nasal ou óculos: o reservatório de O2 limita-se a naso e orofaringe. Pode ressecar as
mucosas e provocar sangramento se o fluxo de ar for alto. O cateter nasal é inserido às cegas e com
a medida feita entre o nariz e o lóbulo da orelha, o fluxo de O2: 1L(24%), 2L(28%), 3 L(32%),
4L(36%). (fig1).
 Máscara facial simples: simples e leve, é ajustada sobre o nariz e a boca e fixada com elástico,
sendo recomendada a umidificação. Pode aumentar a FiO2 até 60% (fig1).
 Máscara facial com reservatório: reservatório acoplada a porção inferior, possibilitando O2 de
até 100%, a umidificação é recomendada, ocasiona desconforto para falar, comer e expectorar (fig2).
 Máscara de Venturi: a aplicação depende de uma válvula (adaptador) acoplado a máscara. As
válvulas fornecem quantidades variáveis de O2. Válvula Azul: 2 L O2 (24%), branca 4L (28%),
amarela 6L (35%), vermelha 8L (40%), verde 12 L (60%)(figura3).
Figura 2 Figura 3
Figura 4
Imagem: sanarmed.com
Administração de Oxigênio
Figura 1
 Ventilação não invasiva (VNI): O suporte ventilatório através de máscaras especiais pode ser um
suporte suficiente para alguns pacientes. Essa técnica pode evitar a intubação e os riscos que pode
provocar. O suporte respiratório com pressão positiva contínua (CPAP) é uma forma de suporte que ajuda
a manter aberta as vias aéreas do paciente com a sustentação de uma pressão positiva. A aplicação de
pressão positiva pode ter como objetivo prevenir o colapso das VA superiores, como ocorre na apnéia
obstrutiva do sono, ou reduzir o trabalho respiratório em condições como insuficiência cardíaca
descompensada aguda. Cuidados com o paciente em VNI ou CPAP:
 Conferir prescrição médica;
 Cabeceira elevada e decúbito dorsal;
 Observar a tolerância do paciente nos primeiros minutos e até a estabilização do quadro;
 Manter a monitoração contínua, principalmente a saturação de O2;
Imagem: wikiwand.com
Ventilação Não Invasiva
Ventilação Invasiva: Tubo Endotraqueal
 Tubos Traqueais: são tubos transparentes curvos, de tamanhos de 2 a 10 (conforme a marca), possui
um conector padrão para circuitos de ventilação e dispositivos de bolsa válvula máscara (ambú). Possui um
balonete em sua extremidade que pode ser insuflado e desinflado com uma seringa. Os tubos possuem
marcas centimetradas que servem de referência para verificação da posição. Uma linha radiopaca facilita a
visualização do tubo nas radiografias.
 A intubação é realizada pelo médico com assistência da enfermagem. Geralmente é um procedimento
de urgência, exceto em situações de intubação eletiva como na anestesia, sedação para cirurgias ou
procedimentos invasivos. As principais indicações de intubação são:
 Insuficiência respiratória aguda;
 Coma com escala de Glasgow abaixo de 8;
 Queimaduras envolvendo as vias aéreas;
 Obstrução respiratória alta;
 Estado de choque
 Anestesias e sedação profunda
 O tubo possui uma marcação numérica (fig1), a
profundidade do tudo é observada pela numeração que
coincide com a comissura labial, e deve ser registrada e
observada sempre pela enfermagem para que o tubo não
desloque e prejudique a ventilação.
 Nos pacientes com
COVID-19 está indicado o
uso de filtros conectados
ao tubo endotraqueal
para evitar disseminação
da doença.
Blackbook Enfermagem, 2016
 Traqueostomia: É um procedimento cirúrgico em que é feita uma comunicação entre a pele e a traquéia,
e inserida uma cânula. As principais indicações para a traqueostomia são:
 Ventilação Mecânica;
 Obstrução das VA;
 Proteção contra bronco aspiração;
 Proteção das VA para pacientes com tempo de permanência longo em VM.
Imagens: journals.rcni.org
Ventilação Invasiva: Traqueostomia
 Aproximadamente 10% dos pacientes críticos são submetidos à traqueostomia como suporte
ventilatório e facilitador da passagem de ar nas VA, possibilitando melhor qualidade de vida aos pacientes
e minimizando possíveis lesões por VM prolongada;
Ventilador Mecânico
 Ventilador mecânico: Método de suporte ventilatório para o tratamento de pacientes com
insuficiência respiratória aguda ou crônica agudizada. É um equipamento que, conectado ao tubo
traqueal ou à traqueostomia, permite a entrada intermitente de um volume determinado de oxigênio e ar
sob pressão pelas vias aéreas (figura1) até os alvéolos, a ventilação pode ser totalmente controlada
pelo equipamento ou sincronizada com a respiração do paciente. O VM auxilia o paciente na ventilação
até que recupere a sua capacidade. Os parâmetros são ajustados pelo médico, mas é importante estar
atento aos alarmes e cuidados com o paciente em ventilação mecânica. Os principais objetivos são:
Fonte: enfermagemilustrada.com
VM: Hospital Albert Einstein
Figura 1
 Manter e otimizar a troca gasosa;
 Reduzir o trabalho da musculatura respiratória;
 Prevenir ou solucionar a fadiga dos músculos respiratórios;
 Reduzir o consumo de O2;
 Minimizar o desconforto respiratório.
Resolução do COFEN 639/2020, RESOLVE:
Art. 1º No âmbito da equipe de enfermagem, é competência do Enfermeiro a
montagem, testagem e instalação de aparelhos de ventilação mecânica
invasiva e VNI em pacientes adultos, pediátricos e neonatos.
Art. 2° No contexto do processo de Enfermagem, é competência do Enfermeiro
a monitorização, a checagem de alarmes, o ajuste inicial e o manejo dos
parâmetros da ventilação mecânica tanto na estratégia invasiva quanto não-
invasiva, sob coordenação médica.
Ventilador Mecânico - Tipos
 Ventilador mecânico: A evolução tecnológica dos ventiladores, ao mesmo tempo em que amplia as
possibilidades de intervenção e monitoração do paciente grave em insuficiência respiratória no ambiente
de uma UTI e aumenta a segurança da ventilação, traz para a equipe envolvida crescentes desafios e
dificuldades em conhecer e aplicar todos esses recursos. Características particulares dos diferentes
ventiladores:
 Modos ventilatórios: Muitos ventiladores fornecem, como diferencial, novas modalidades
ventilatórias, estes modos provêm da associação dos modos básicos. Ao mesmo tempo em que
permitem um controle mais fino sobre a VM, aumentando a segurança e a sincronia, reduzindo a
necessidade de mudanças freqüentes nos parâmetros do ventilador.
 Utilizar o equipamento na VNI: A utilização da VNI é crescente e ventiladores que fornecem a
possibilidade de ventilar de forma não invasiva os pacientes são cada vez mais disponíveis. Às
vezes, dependendo do tipo de paciente internado, é preferível ter ventiladores que podemser
deslocados para unidades de emergência, semi-intensivas ou mesmo enfermarias do que um
ventilador mais complexo e de custo mais elevado.
 Características de segurança: Na avaliação da segurança dos ventiladores, deve-se considerar
a características dos alarmes e mecanismos de segurança.
 Possibilidades de monitoração: Para a avaliação adequada da VM consideramos necessária a
monitoração dos parâmetros, quanto mais parâmetros podemos monitorar melhor a segurança do
uso da VM.
Fonte: consenso brasileiro de VM
Ventilador Mecânico
Ventilador Mecânico
1- Suporte para traquéias
2- Entrada inspiratória filtro 
3- Umidificador
4- Traquéia inspiratória
5- Peça Y
6- Traquéia expiatória
7- Saída expiratória
8- Conector flexível
9- Sensor de pressão
10- Nebulizador
Ventilador Mecânico
 Indicação para o uso da ventilação mecânica:
 Parada cardiorrespiratória (PCR);
 Estados de hipoventilação e Apnéia aguda ou crônica;
 Alteração da ventilação/ perfusão;
 Falha mecânica do aparelho respiratório;
 Prevenção de complicações respiratórias;
 Diminuição do trabalho muscular respiratório;
 Proteção das vias aéreas- rebaixamento do nível de consciência.
Fonte: enfermagemilustrada.com
VM: Hospital Albert Einstein
Princípios da Ventilação Mecânica
 Modo ventilatório: O modo ventilatório refere-se ao perfil de liberação de volume/fluxo/pressão do
aparelho e determina se o paciente pode aumentar o VC ou a FR, por meio do Drive (esforço individual).
 Ciclo Ventilatório: é definido como o tempo de entrada e saída do ar no pulmão. O ciclo é definido
pelo modo ventilatório de escolha para o paciente.
 PEEP: Pressão expiratória positiva final e têm como objetivo manter o pulmão pressurizado por toda a
fase expiratória, auxilia na redução da hipoxemia;
 FiO2: fração inspiratória de O2. Varia de 21% a 100%. O ideal de ajuste é manter uma saturação
mínima de 92%.
 Volume corrente (VC) e FR: as regulagens do ventilador são ajustadas para a doença subjacente, o
volume corrente e a freqüência respiratória estabelecem a ventilação minuto. Um volume
demasiadamente alto cria o risco de superinsuflação; um volume demasiadamente baixo permite
atelectasias. Uma freqüência demasiadamente elevada cria o risco de hiperventilação. O volume corrente
normal é de aproximadamente 500 ml.
 Razão I:E (inspiração/ expiração) é a razão entre o tempo gasto na inspiração X tempo gasto na
expiração. Pode-se ajustar a razão I:E em alguns modos de ventilação. Uma configuração normal para
pacientes com mecânica normal é 1:3 ou 1:2.
 A pressão de pico das vias respiratórias é mensurada na abertura das vias respiratórias (PaO),
sendo rotineiramente exibida pelos ventiladores mecânicos. Ela representa a pressão total necessária
para empurrar um volume de gás para dentro do pulmão.
 Pressão inspiratória (Pinsp): programada no modo de pressão controlada, SIMV e PSV. Ajuste da
pressão é de acordo com o VT desejado.
Fonte: enfermagemilustrada.com
VM: Hospital Albert Einstein
Princípios da Ventilação Mecânica
 Ciclo Ventilatório: é definido como o tempo de entrada e saída do ar no pulmão, dividido em fase
inspiratória, fase expiratória e suas transições. O ciclo é definido pelo modo ventilatório de escolha para
o paciente. Variáveis durante o ciclo respiratório:
 Volume: quantidade de gás que o pulmão acomoda até o final da inspiração. Sua unidade de
medida pode ser em ML ou em Litros;
 Fluxo: velocidade de entrada do ar. Pode ser ter uma velocidade maior ou menor. Unidade de
medida em litros por minuto;
 Pressão: é a tensão que as moléculas de gás exercem dentro do pulmão. Unidade de medida é
em cmH2O;
VM: Hospital Albert Einstein
Sarmento, George V., 2007
Princípios da Ventilação Mecânica
 Disparo ventilatório: nas modalidades convencionais temos 3 tipos de disparo:
 Tempo: determinado pela FR programada no ventilador. Não necessita de esforço do paciente;
 Fluxo: reconhecimento do esforço inspiratório do paciente pelo ventilador, que detecta uma
alteração de fluxo em direção aos pulmões e inicia a fase inspiratória;
 Pressão: reconhecimento do esforço inspiratório do paciente pelo ventilador, que detecta uma
queda de pressão nas vias aéreas e inicia a fase inspiratória;
 Ajuste do disparo ventilatório:
 Ciclos controlados: disparo a tempo, independente do esforço gerado pelo paciente;
 Ciclos assistidos e espontâneos: disparo a pressão (pressão detectada na via aérea, através
do esforço do paciente) ou fluxo, por meio da sensibilidade, pré estabelecido.
Fonte: enfermagemilustrada.com
VM: Hospital Albert Einstein
2 – Princípios. Segundo descrito na APOSTILA Kris Reis Treinamentos assinale a alternativa
correta que corresponde a variação que podemos ter na FiO2?
a) 0% a 100%
b) 21% a 100%
c) 100% a 200%
1 – Ventilador. Segundo descrito na APOSTILA Kris Reis Treinamentos assinale a alternativa
correta que corresponde a uma das indicações do uso da VM?
a) Pneumonia
b) Derrame pleural
c) Parada cardiorrespiratória
3 – Princípios. Segundo descrito na APOSTILA Kris Reis Treinamentos assinale a alternativa
correta que corresponde a um dos tipos de disparo do ventilador?
a) Disparo a tempo
b) Disparo a temperatura
c) Disparo a sensibilidade
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO II
Responda as questões em uma folha separada e depois de concluir o exercício verifique as 
respostas na última página desta apostila.
Parâmetros da Ventilação Mecânica
Imagem: VM: Hospital Albert Einstein
Modos de VM – Modo a Volume
 Ventilação controlada (CMV): Todos os movimentos respiratórios são gerados pelo aparelho. O
paciente não é capaz de iniciar respirações adicionais. A FR é programada no próprio ventilador e a
sensibilidade do aparelho não interfere nem sua ciclagem;
 Ventilação assistida (AMV): o aparelho é deflagrado pelo esforço inspiratório do paciente, que ao
reduzir a pressão intratorácica, faz cair a pressão nas VA determinando a freqüência respiratória. O controle
do nível de esforço é fornecido através da sensibilidade ajustada de acordo com a dificuldade respiratória
do paciente. Nesta modalidade é necessário que o paciente tenha Drive Respiratório, pois o ventilador não
cicla sozinho.
 Ventilação assistida controlada (A/C): mecanismo misto de disparo- o ciclo do aparelho dependerá do
esforço respiratório do paciente, porém com uma freqüência respiratória pré determinada no aparelho, caso
o paciente apresente apnéia ou queda importante na FR o respirador inicia o ciclo.
 Ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV): esta modalidade permite ao doente em
respiração controlada, respirar espontaneamente entre as ventilações geradas pelo aparelho. É uma
combinação da ventilação controlada e da ventilação espontânea.
Fonte: portalenf.com
VM: Hospital Albert Einstein
Modos de VM – Modo a Pressão 
 Ventilação com pressão controlada (PCV): nesta modalidade o aparelho é ciclado a tempo, permitindo
a limitação do pico de pressão expiratória. Cada esforço inspiratório que ultrapassa o limiar de sensibilidade
estabelecido libera suporte total de pressão, mantido durante um tempo inspiratório fixo. Uma freqüência
respiratória mínima é mantida.
 Ventilação de pressão de suporte (PSV): é uma modalidade de ventilação assistida. Todas as
respirações são iniciadas pelo paciente. O ventilador assiste o paciente fornecendo uma pressão que
continua em um nível constante até que o fluxo inspiratório do paciente caia abaixo de um algoritmo pré-
estabelecido e a válvula expiratória se abre. Quanto maior a pressão de suporte, maior é o trabalho
ventilatório que cabe ao aparelho e menor ao paciente.
Fonte: portalenf.com
VM: Hospital Albert Einstein
Modos de VNI - CPAP
 CPAP: A pressão positiva contínua durante todo o ciclo respiratório, tanto na inspiração como na
expiração conhecida como CPAP. O modo CPAP apresenta um fator limitante - funciona apenas quando o
paciente apresenta o “drive” respiratório. Portanto,é extremamente importante saber se o ventilador possui
ventilação de apnéia como backup ou se apenas alarma quando o paciente realiza apnéia. Ajusta-se a
pressão contínua desejada (PEEP) e fração inspirada de oxigênio (FiO2). Já o volume corrente dependerá
do esforço inspiratório e da mecânica pulmonar do paciente. Na prática o uso do modo CPAP acaba sendo
mais utilizados em pacientes com traqueostomia.
Fonte: manualmsd, 2018
VM: Hospital Albert Einstein
Modos de VNI - BIPAP
 BIPAP: Um aparelho BIPAP ou Bilevel Positive Airway Pressure é um dispositivo binível que permite a
configuração em dois níveis diferentes de pressão: um sobre a inspiração (IPAP) e outra sobre a
expiração (EPAP). Este aparelho é utilizado para tratar a apnéia central do sono e a apnéia obstrutiva do
sono grave.
Além disso, ele também pode ser prescrito para pacientes que possuem outros problemas respiratórios, com
doenças neuromusculares (ex: esclerose lateral amiotrófica-ELA) e doenças cardíacas. O tratamento com
BIPAP normalmente é prescrito para pacientes que não toleram o CPAP ou que sofrem de outros distúrbios
respiratórios, além da apnéia do sono.
Fonte: respicare.com
Modos de VM 
VM: Hospital Albert Einstein
Preparo do Respirador
VM: Hospital Albert Einstein
 Verificar o tipo de ventilador definido pela equipe e sua disponibilidade;
 Acomodar o respirador ao lado do leito;
 Plugar o respirador na tomada e ligá-lo na voltagem indicada;
 Conectar as mangueiras do respirador à fonte de oxigênio e a fonte de ar comprimido através das válvulas
controladoras de pressão (de parede) (fig1);
 Montar as traquéias (5) e conectar o circuito. A 5 traquéia é a menor, e usada entre o umidificador e a
entrada inspiratória do ventilador;
 Cada par de traquéias é conectado a um copo coletor de condensação, criando um ramo inspiratório e um
ramo expiratório com um copo entre cada um deles. Os dois ramos são conectados ao Y adaptador, que
conecta no tubo endotraqueal ou traqueostomia (fig2). Conectar uma traquéia na saída de ar do umidificador
para o paciente; Conectar uma traquéia na válvula expiratória;
 Alguns modelos de respirador tem um chicote para conexão no Y e no respirador (fig3).
 Observar todo o circuito e verificar se as conexões estão certas. Ligar o aquecedor e ligar o respirador;
Figura 2
Figura 1
Figura 3
Preparo do Respirador
 Solicitar a equipe o ajuste de parâmetros e realizar um teste com o “pulmão de teste” ou improvisar uma
luva de procedimento (fig4).
 Lavar as mãos antes e depois de manipular o paciente, os circuitos e conexões do respirador;
 Empregar as precauções universais de barreira;
 Desprezar a água de condensação nos circuitos, ao mobilizar o paciente, para evitar de entrar água na VA;
 Usar água destilada no umidificador;
 Fixar as traquéias do respirador no suporte para evitar tracionar durante a movimentação do paciente.
 Umidificação dos gases: Uma das funções das vias aéreas superiores é aquecer, umidificar e filtrar o ar
inspirado e reter, em certo grau, calor e umidade na expiração. Nos pacientes em ventilação mecânica
invasiva essas funções são perdidas. A umidificação e o aquecimento dos gases inalados na VM são
indispensáveis para prevenir a hipotermia, o aumento da viscosidade das secreções e atelectasias. Umidade
e temperatura excessivas também são deletérios aos pulmões, podendo causar aquecimento e até
queimadura do trato respiratório. Os valores de umidificação e aquecimento devem ser prescritos pelo médico
ou fisioterapeuta do paciente.
Blackbook Enfermagem, 2016
Preparo do Respirador
 Filtros: Em pacientes sob VM, a umidificação passiva é uma possível estratégia para aquecer, umidificar o
gás inalado e filtrar o gás exalado para evitar dispersão de aerossol. Alguns tipos de filtro são
umidificadores/filtros e têm como base a troca de calor e umidade, por ter princípio higroscópico (princípio de
absorver a água do ambiente, mantendo a umidade e a temperatura da via aérea), além de filtrar partículas
aéreas, e outros tipos de filtro apenas filtram as partículas aéreas. Há diferentes modelos, marcas e cores de
filtros disponíveis no mercado. O fator “cor” não difere a funcionalidade do produto, é um recurso estético.
 HEPA: é indicado para a proteção do paciente em utilização de VM, evitando complicações, o filtro
impede que microorganismos alcancem o trato respiratório do paciente (figu1).
 HME: são filtros trocadores de calor e umidade, são utilizados entre o TOT/traqueostomia e o
conector em “Y” do circuito do VM (fig1). Em geral os dispositivos HME atuam como condensadores
higroscópicos sem propriedades de filtração antimicrobiana, realizam a troca de calor e umidade.
 HMEF: filtro que reúne as funções de filtração, aquecimento e umidificação do gás. Indicado nos
casos de COVID-19.
Fonte: assobrafir.com.br
Figura 1
Preparo do Respirador
VM: Hospital Albert Einstein
Painel de controleConexão na parede
Monitor de LCD
Painel de controle
Botão de navegação
Figura 4
Preparo do Respirador
Imagem: fisioterapiaintensiva.com
Traquéias
Copo 
condensador
Umidificador
https://www.youtube.com/watch?v=8_-_XDjKKwE&t=11s
Preparo do Respirador
Imagem: inatel.br
Preparo do Respirador
Imagem: fisioterapiaintensiva.com
Preparo do Respirador
Imagem: fisioterapiaintensiva.com
Preparo do Respirador
Imagem: draeger.com
Modelo EVITA 4
Preparo do Respirador
VM: Hospital Albert Einstein
 Principais erros na montagem:
 Baixa pressão de gases (oxigênio e ar comprimido)
 Conexões mal adaptadas com vazamento;
 Uso de soro fisiológico ao invés de água no umidificador;
 Ventilador com defeito;
 Montagem e vedação incorreta do umidificador;
 Copos de condensação mal adaptados permitindo escape;
 Traquéias rompidas ou rasgadas;
 Ventilador não higienizado adequadamente;
 Circuito não adequado para o modelo de ventilador;
 Válvula expiratória/ membrana montada errada;
Alarmes do Respirador
 Alarmes: Os alarmes dos VM assinalam situações potencialmente perigosas para o paciente. É
fundamental que permaneçam ligados e que os valore de parâmetros estejam compatíveis com as
necessidades dos pacientes. A equipe deve saber detectar mau funcionamento da ventilação e interpretar
corretamente o motivo de disparo dos alarmes sonoros ou visuais para garantir a segurança do paciente.
Deve-se estar sempre preparado para a reintubação, aspiração e ventilação manual com ambú.
 Alarmes de baixa pressão: pode ser por desconexão do circuito com o tubo, extubação acidental
vazamento no circuito, mau funcionamento do ventilador.
 Ação: Verificar o balonete, checar conexões e coletores, ventilar manualmente o paciente;
 Alarmes de alta pressão: pode ser por secreção no tubo ou nas vias aéreas, líquido as traquéias,
paciente tossindo ou mordendo o tubo, defeito no ventilador, dobra do circuito;
 Ação: Aspirar secreções, avaliar o paciente e a necessidade de sedação, corrigir e retirar a
água, usar coletores no circuito;
 Alarme de apnéia: condições inadequadas do paciente para o desmame, coma ou sedação
profunda do paciente.
 Ação: avaliar o paciente, calibrar o aparelho e ajustar a sensibilidade e o tempo de apnéia;
 Alarme de manômetro que não retorna ao zero no fim da expiração: circuito parcialmente
obstruído, manômetro com defeito ou não calibrado, válvula expiratória com resistência;
 Ação: Trocar a válvula expiratória, retirar água e trocar circuito, chamar a assistência técnica;
Blackbook Enfermagem, 2016
Responda as questões em uma folha separada e depois de concluir o exercício verifique as 
respostas na última página desta apostila.
2 – Modo ventilação. Segundo descrito na APOSTILA Kris Reis Treinamentos, assinale na
alternativa correta abaixo corresponde ao modo ventilatório não invasivo em 2 níveis?
a) BIPAP
b) CPAP
c) DIPAP
3 – Respirador. Segundo descrito na APOSTILA Kris Reis Treinamentos, qual das alternativas
abaixo correspondeao tipo de água ideal para o umidificador?
a) Água fervida
b) Água destilada
c) Água da torneira
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO III
1 – Alarmes. Segundo descrito na APOSTILA Kris Reis Treinamentos assinale a alternativa que
corresponde a indicação para correção do alarme de baixa pressão?
a) Ligar para a assistência técnica
b) Desligar o ventilador mecânico
c) Verificar o balonete
Monitorização do Paciente
 Observação Clínica: A anotação de dados, sinais e sintomas relevantes ajudam a equipe de
enfermagem, bem como outros profissionais, a acompanhar a evolução do paciente e a realizar intervenções
adequadas. A aparência geral, a coloração das mucosas e da pele, além da temperatura. Observar que
sinais de hipoxemia e cianose podem não aparecer em pacientes anêmicos. Verificar a amplitude e simetria
da expansão torácica juntamente com a ausculta pulmonar. A assimetria pode acontecer em decorrência de
intubação seletiva, atelectasias, pneumotórax e derrames pleurais. Controlar a FR e detectar a presença de
tiragem intercostal, batimento de asa nasal. Observar a sincronia entre o ventilador e o paciente. A
assincronia (quando o paciente “briga” com o aparelho) pode ser ligada ao ajuste inadequado do ventilador
às necessidades do paciente. Assincronia paciente-ventilador é a incoordenação entre os esforços e as
necessidades do paciente em relação ao que é ofertado pelo ventilador.
 Registros: Deve-se fazer a monitorização de todo o paciente submetido a ventilação mecânica invasiva e
não invasiva. O profissional deve observar, anotar e vigiar a evolução dos parâmetros da ventilação do
paciente, seu nível de conforto e adaptação a ventilação e trabalhar junto a equipe (médico, fisioterapeuta,
fonoaudióloga) para otimizar esses parâmetros com o objetivo de manter uma assistência adequada às
necessidades do paciente. Os parâmetros devem ser registrados na folha de sinais vitais com uma letra
legível e sem rasuras. Realizar a monitorização contínua por oximetria de pulso em todo o paciente sob
suplementação de O2 , VNI ou suporte ventilatório invasivo e nos casos de Insuficiência Respiratória Aguda .
Registrar o tipo de modo ventilatório, saturação, FiO2, volume corrente, PEEP.
Blackbook Enfermagem, 2016
Assistência ao paciente com TOT
 Dispor o material próximo ao leito;
 Testar o laringoscópio;
 Deixar o ambú testado/ próximo; 
 Testar o cuff do tubo;
 Lubrificar o tubo;
 Deixar o cadarço já cortado;
 Auxiliar a fixar o tubo;
 Posicionar o paciente e deixar organizado o material.
 Observar e registrar a medida do tubo na comissura labial;
 Cuidados com a higiene oral;
 Cuidados na aspiração;
 Cuidados na troca do cadarço;
 Registrar a medida do cuff. 
 Participar do processo de desmame da VM;
 Desenvolver uma comunicação com cliente;
 Registrar os parâmetros ou alterações;
 Observar rotina da troca de traquéias e filtro;
Blackbook Enfermagem, 2016
VM: Hospital Albert Einstein
Assistência ao paciente com Traqueostomia
 Traqueostomia: Pacientes traqueostomizados exigem cuidados especiais.
 Manter decúbito em elevação 30 a 45º, se possível;
 Lavar as mãos antes de manusear a cânula, e usar EPI;
 Realizar o curativo da traqueostomia com técnica asséptica, SF e gaze;
 Trocar a fixação de acordo com a necessidade e troca do curativo;
 Fixar a cânula adequadamente para evitar o seu deslocamento acidental;
 Pausar a dieta antes de realizar a aspiração;
 Proceder a aspiração traqueal conforme prescrição;
 Manter os cuidados de aspiração conforme técnica do tubo endotraqueal;
 A sonda não deve ultrapassar o limite da traqueostomia, para evitar lesões;
 Aspirar o nariz e a boca posteriormente;
 Observar e registrar intercorrências como dor, sangramentos, presença de secreção;
 Atentar para sinais de desconforto respiratório;
Imagens: pulmccm.org
Sistemas de Aspiração
 Aberto: este sistema utiliza um cateter de uso único a cada procedimento, desconectando-se o
paciente do ventilador para realizar o procedimento.
 Fechado: Consiste em uma sonda de aspiração, envolva em uma capa plástica, tendo em sua
ponta uma porta de irrigação e um tubo “T” , o mesmo cateter é utilizado várias vezes e com este
sistema não precisa desconectar o paciente da ventilação. Alguns estudos referem que este
sistema reduz o risco de desenvolvimento de infecções.
Blackbook Enfermagem, 2016
 Presença de secreção visível na VA:
 Coloração, volume, cheiro, viscosidade;
 Aspecto purulento ou sanguinolento.
 Desconforto respiratório:
 Falta de ar e agitação;
 Respiração rápida e superficial;
 Cianose de extremidades;
 Queda de saturação;
 Batimento de asa nasal;
 Tiragem intercostal/subcostal
 Presença de roncos ou ruídos:
 Queda da Saturação;
Indicadores de necessidade de aspiração
Blackbook Enfermagem, 2016
Imagem: Protec.com.br
 Antes da primeira utilização e após cada utilização em paciente, LIMPE aspirador de rede;
 Verifique se não há vazamentos, muitas vezes na colocação a borracha não veda corretamente;
 Não use graxa, óleo ou materiais similares com O2 sob risco de explosão;
 Após o uso desrosquear a tampa e higienizar o frasco. 
OBS: regular a pressão
negativa entre 80 e 120 mmHg,
pressões maiores podem
provocar traumas.
Montagem do equipamento
 São geralmente de plástico (PVC, polivinil..) com numeração de 04 a 20. Em adultos, as mais
usadas são a 12 ou 14, e em crianças as de 8 a 10. As sondas devem ter uma válvula lateral para
controle do vácuo com o dedo, porém as mais usadas não possuem esta válvula.
Blackbook Enfermagem, 2016
AMLS, 2018
 Deve ser a de menor diâmetro possível para sucção
adequada, pois assim permite a passagem do ar;
 Secreções mais viscosas podem necessitar sondas mais
calibrosas;
 O conjunto de aspiração sonda e luvas devem ser trocados
a cada procedimento;
 A freqüência de aspiração depende da quantidade e
característica da secreção.
Sondas de Aspiração
 Sistema fechado de aspiração que apresenta uma sonda envolta em luva de PVC siliconado. A A
sonda, graduada em centímetros (figura 2) e com marcações diferenciadas por cores, permite saber
com precisão até onde deve ser introduzida, evitando o risco de lesões. As conexões com duplo
swivel previnem o tracionamento do circuito e tubo durante a manipulação do paciente e minimizam o
risco de desconexão acidental. O visualizador de passagem permite avaliação visual da secreção.
Conta ainda com uma válvula para controle de vácuo com trava e tampa protetora (figura1) no
conector ao sistema de vácuo, via de instilação com válvula antirrefluxo, para fluidificação das
secreções e limpeza interna da sonda e conexão MDI, utilizada para aplicação de medicamentos por
aerossol sem necessidade de desconexão da sonda. Possui os tamanhos: 6FR /8FR/ 10FR
(Traqueostomia)12FR/ 14FR e 16FR (Tubo).
Blackbook Enfermagem, 2016
AMLS, 2018
Sondas de Aspiração
Figura 2
Figura 1
 Cuidados na aspiração: A manutenção da permeabilidade das vias aéreas depende de alguns fatores,
dentre eles a remoção de secreções, por meio de sucção. A presença de secreção visível, desconforto
respiratório, presença de roncos ou ruídos, desconforto do paciente e queda da saturação podem ser
indicativos da necessidade de aspiração. A freqüência das aspirações é determinada pela necessidade de
cada caso e a sonda deve ser introduzida apenas no comprimento do tubo para evitar lesão. Material de
aspiração: EPIs; Ambú conectado O2; Sonda de aspiração; Frasco SF; Toalhas de papel e gaze;
 Técnica de aspiração:
 Higienizar as mãos e organizar e testar o material; Colocar os EPIs;
 Pausar a dieta antes da realização do procedimento;
 Colocar o paciente em posição com a cabeceira elevada, se possível; Proteger o tórax com toalha;
 Se o paciente estiver consciente explicar o que vai ser feito, estimular a tossir antes da aspiração;
 Conectar a ponta da sonda de aspiração no conector de aspiração;
 Calçar a luva estérilna mão dominante e retirar a sonda da embalagem, sem contaminar (figura1);
 Introduzir a sonda no tubo delicadamente, sem pressão negativa (clampeada);
 Quando a sonda atingir a profundidade planejada, aplicar pressão negativa intermitente e retirar
lentamente a sonda; ventilar o paciente com ambú; Repetir quantas vezes for necessário.
 A aspiração não deve ultrapassar 10-15 segundos entre a introdução e retirada da sonda;
 Aspirar o nariz e a boca se necessário, depois de aspirar o tubo (figura2);
 Lavar a sonda com SF, enrolar a sonda e retirar junto a luva cobrindo a sonda.
 Deixar o material e o paciente organizado; Registrar o procedimento.
Aspiração de Tubo Endotraqueal
Fonte: blackbook enfermagem, 2016
https://www.youtube.com/embed/EEkCTdrQU2U
 Sistema fechado de aspiração endotraqueal (Trach care): É um sistema fechado de aspiração, onde o
cateter é reutilizado várias vezes, pois fica fechado dentro de um plástico. Permanece conectado ao TET
em “Y” e o paciente continua sendo ventilado durante a aspiração. Esse sistema não reduz o risco de
pneumonia associada a ventilação mecânica. Indicada nos pacientes com altos parâmetros de VM e nos
pacientes com precauções por risco de contaminação como os pacientes COVID, evita o contato direto com
a secreção durante a aspiração.
 Separar o material a ser utilizado;
 Lavar as mãos e usar luvas de procedimento e EPIs;
 Explicar ao paciente o procedimento que vai ser feito;
 O track care deve estar conectado no paciente e na VM, bem como no sistema de aspiração;
 Destravar a trava de aspiração (A) e introduzir a sonda de aspiração até o paciente tossir (ou
marca limite), apertar a trava e ir retirando a sonda aspirando ( B);
 Repetir o procedimento quantas vezes for necessário;
 A instilação de soro pode ser feita na via lateral, para lavagem do cateter;
 Travar novamente a sonda e registrar o procedimento.
Aspiração com Trach care
A
B
Imagem: maxmedical.com.br
 Organizar o material a ser utilizado;
 Lavar as mãos e usar luvas de procedimento e EPIs;
 Pausar a dieta antes do procedimento;
 Testar o equipamento antes de iniciar o procedimento;
 Deixar o ambú conectado a fonte de O2;
 Explicar ao paciente o procedimento que vai ser feito;
 Posicionar o paciente no leito- posição fowler ou semi-fowler;
 Proteger o tórax com uma toalha ou compressa;
 Conectar a sonda na extensão de aspiração;
 Calçar a luva estéril na mão dominante;
 Ligar ou abrir a aspiração; Manter decúbito em elevação 30 a 45º, se possível;
 Retirar a sonda do invólucro;
 Introduzir a sonda clampeada, sem sucção, até a medida da cânula, pode ocorrer tosse;
 Retirar em movimentos circulares realizando a aspiração;
Imagens: pulmccm.org
Blackbook Enfermagem, 2016
Aspiração da Traqueostomia
 Observar e registrar intercorrências: dor, 
sangramentos, presença de secreção;
Imagens: pulmccm.org
Blackbook Enfermagem, 2016
Aspiração da Traqueostomia
 A sonda não deve ultrapassar o limite da traqueostomia, para evitar lesões;
 Retirar a sonda com movimentos giratórios;
 Aspirar o nariz e a boca posteriormente;
 Desconectar a sonda e retirar a luva estéril envolvendo-a na sonda;
 Realizar a troca do curativo e a troca do cadarço;
 Recolher e desprezar o material adequadamente;
 Atentar para sinais de desconforto respiratório;
 Registrar o procedimento.
Responda as questões em uma folha separada e depois de concluir o exercício verifique as 
respostas na última página desta apostila.
2 – Aspiração. Segundo descrito na APOSTILA Kris Reis Treinamentos, assinale na alternativa
correta abaixo corresponde ao cuidado necessário antes da aspiração do TOT ou
traqueostomia?
a) Pausar a dieta
b) Pausar soroterapia
c) Pausar medicações
3 – Aspiração. Segundo descrito na APOSTILA Kris Reis Treinamentos, qual das alternativas
abaixo corresponde ao tempo preconizado na aspiração entre a entrada e retirada da sonda de
aspiração?
a) 10-15 segundos
b) 10-15 minutos
c) 15- 20 segundos
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO IV
1 – Aspiração. Segundo descrito na APOSTILA Kris Reis Treinamentos assinale a alternativa que
corresponde ao sistema de aspiração fechado?
a) Sistema fechado -Med care
b) Sistema fechado - Aspira care
c) Sistema fechado -Trach care
Cuidados de Higiene 
 Higiene Oral: A boca é a porta de entrada de muitas infecções respiratórias em pacientes que estão
sob ventilação mecânica. Por suas características de temperatura, umidade, pH e oferta de nutrientes, ela é
reservatório natural de algumas bactérias que, se aspiradas, podem causar pneumonia quando em contato
com secreções no pulmão. A língua é um dos principais lugares de crescimento microbiano, é preciso limpar
mecanicamente o dorso lingual, onde ficam as papilas gustativas. Como as condições e necessidades de
cada paciente são muito diferentes, é preciso avaliar e realizar um cuidado individualizado. Material: escova
de dentes, gaze, pinça de maguil, abaixador de língua, solução antisséptica.
 Lavar as mãos e reunir o material;
 Explicar o procedimento e colocar o paciente em posição de Fowler se possível condição clínica;
 A prótese móvel deve ser retirada e higienizada;
 Estimular os pacientes conscientes a realizarem a higiene bucal;
 Conforme a rotina da instituição realizar a higiene com enxaguante bucal;
 Realizar a higiene com pinça/abaixador de língua e gaze;
 Realizar a limpeza da língua, observar a presença de lesões e ou sangramentos;
 Realizar a troca de fixação do tubo endotraqueal, e reposicionar para evitar lesões;
 Após a higiene é importante realizar a hidratação dos lábios.
Fonte: segurancadopaciente.com.br
 A equipe de enfermagem deve prestar um especial cuidado aos pacientes em VM pois várias
complicações associadas podem ocorrer:
 Extubação acidental: pode ocorrer por falta de vigilância da enfermagem, fixação inadequada do
tubo, manuseio inadequado, paciente agitado; A fixação do tubo endotraqueal serve para prevenir a
extubação acidental ou a movimentação do tubo. A fixação mais comum do tubo é com esparadrapo
(fig1), Uma das extremidades é fixada em um lado da face e, em seguida, deve ser passada em torno
do tubo e fixada novamente a pele. Outra opção é a fixação com cadarço (fig2), os quais são
firmemente amarrados ao redor do tubo e fixados a volta do pescoço do paciente, tomando-se o
cuidado de não deixar muito apertado e assim impedir o retorno venoso. Outros modelos de fixadores
são com Velcro (fig3) ou com parafuso (Thomas) (fig3).
Complicações associadas a Ventilação Mecânica
Figura 1Figura 4
Figura 2
Figura 3
Fonte: Fisioterapia em UTI- Bookplay.com
 Cuidado aos pacientes em VM:
 Problemas relacionados ao Cuff: Um aspecto fundamental no cuidado a via aérea artificial é a
mensuração e o ajuste do cuff. A função do cuff (balonete) é promover a vedação adequada da
traquéia para a ventilação, prevenir aspiração de secreções (orofaringe) e a extubação acidental.
Poucas horas com pressões de balonete elevadas podem levar a isquemia, ulceração e necrose da
mucosa traqueal. As pressões devem ser menores que 30 cmH2O, e devem ser verificadas a cada
turno ou pelo menos uma vez ao dia.
Fonte: Fisioterapia em UTI- Bookplay.com
Complicações associadas a Ventilação Mecânica
 Cuidado aos pacientes em VM:
 Lesões orais: Lesões bucais em pacientes internados em unidades de terapia intensiva são
recorrentes, em especial no caso de pacientes com intubação orotraqueal onde os dentes na
cavidade oral adicionados à presença do tubo, podem causar danos aos tecidos e à língua. A fixação
inadequada do tudo (cadarço, fixador), o tempo de permanência longo em VM, a falta de higiene oral
são fatores que podem contribuir para o desenvolvimento destas lesões; (fig1). Realizar a troca de
posição do tubo, higiene oral com maior freqüência, hidratação dos lábios e cuidados na fixação do
tubo podem diminuir o risco de desenvolvimento de lesões.
Blackbook Enfermagem,2016
Complicações associadas a Ventilação Mecânica
 Realizar avaliação dos SV, registro dos parâmetros do VM (modo ventilatório, pressão de pico, PEEP,
FR, VC e FIO2 ), checagem dos alarmes;
 Avaliar parâmetros clínicos do paciente antes do procedimento;
 Manter a monitorização da Sat de O2 durante o procedimento;
 Discutir com a equipe o momento mais adequado para o banho;
 Manter elevada a cabeceira para uma posição entre 30º a 45º.
 Observar por 5 a 10 min a intolerância/instabilidade pela mudança de decúbito e ou banho de leito.
 Visualizar todos os extensores e equipamentos conectados ao paciente.
 Cuidado com a tração do circuito do ventilador mecânico durante elevação da cama, lateralização e ou
banho de leito visando evitar extubações acidentais.
 Checar a fixação do dispositivo ventilatório; Soltar o circuito do VM do suporte;
 Fixar o circuito no suporte do ventilador com folga para que, caso ocorra deslocamento do paciente no
leito, o dispositivo não sofra tração do circuito.
Cuidados no Banho de leito e Mudança de decúbito
Blackbook Enfermagem, 2016
Desmame da Ventilação Mecânica
 Desmame: os pacientes em VM devem ser retirados do ventilador tão logo seja possível, levando-se em
conta que o procedimento não é isento de complicações. Este processo é conhecido como Desmame. Os
parâmetros da VM são diminuídos gradualmente e acompanhada a saturação e tolerância do paciente. Se o
paciente estiver consciente, deve-se explicar a sua finalidade para obter a sua colaboração. Deve-se
verificar se as VA estão pérvias, manter um decúbito semi-fowler, manter o paciente monitorizado e em
constante observação. A equipe deve estar com o material de intubação preparado, caso ocorra falha no
processo de desmame e o paciente precise ser reintubado de emergência.
 Extubação acidental: É a mais freqüente complicação da intubação endotraqueal para pacientes
internados em UTI e também causa de morbidade e mortalidade hospitalar. Dentre as causas de extubação
acidental têm sido relatados curso de intubação, método de fixação do tubo e nível de consciência do
paciente. Em caso de extubação acidental, deve-se remover completamente o tubo e fornecer suporte
ventilatório conforme a necessidade do paciente até que possa ser reintubado.
Fonte: Fisioterapia em UTI- Bookplay.com
Cuidados Pós Extubação
 Extubação: procedimento através do qual retira-se o tubo endotraqueal das vias aéreas do paciente,
após o retorno as condições normais de ventilação. Após a extubação, o paciente pode apresentar queda
clínica, em função de alguma alteração hemodinâmica ou mesmo respiratória. As alterações das vias
respiratórias mais comuns são edema de glote, queda de língua (relaxamento e obstrução) e acúmulo de
secreções. A utilização de métodos ventilatórios não invasivos podem ser excelentes suportes respiratórios
para o paciente. Alguns cuidados são:
 Avaliar o nível de consciência do paciente;
 Avaliar as condições clínicas do paciente;
 Realizar a higiene oral e nasal do paciente;
 Observar a FR e o padrão respiratório do paciente;
 Manter a cabeceira elevada 45º;
 Fisioterapia respiratória;
 Deixar montado o respirador por um tempo até estabilização do paciente.
Fonte: Fisioterapia em UTI- Bookplay.com
2 – Aspiração. Segundo descrito na APOSTILA Kris Reis Treinamentos assinale a alternativa
correta que corresponde a ordem de aspiração indicada para um paciente com traqueostomia?
a) Boca, nariz e traqueostomia
b) Traqueostomia, nariz e boca
c) Traqueostomia, boca e nariz
1 – Complicações. Segundo descrito na APOSTILA Kris Reis Treinamentos assinale a alternativa
correta que corresponde a pressão ideal de cuff para evitar lesão traqueal?
a) Pressão menor que 30 cm H2O
b) Pressão maior que 30 cm H2O
c) Pressão maior que 40 cm H2O
3 – Aspiração. Segundo descrito na APOSTILA Kris Reis Treinamentos assinale a alternativa
correta que corresponde ao ângulo de inclinação da cabeceira do paciente durante a aspiração?
a) 30 a 45º
b) 20 a 30º
c) 10 a 20º
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO V
Responda as questões em uma folha separada e depois de concluir o exercício verifique as 
respostas na última página desta apostila.
Exercício de Fixação I
 Resposta da questão 1 - B
 Resposta da questão 2 - C
 Resposta da questão 3 - A
RESPOSTAS
Exercício de Fixação II
Exercício de Fixação III
 Resposta da questão 1 - C
 Resposta da questão 2 - B
 Resposta da questão 3 - A
 Resposta da questão 1 - A
 Resposta da questão 2 - B
 Resposta da questão 3 - A
 Resposta da questão 1 - C
 Resposta da questão 2 - A
 Resposta da questão 3 - B
Exercício de Fixação V
 Resposta da questão 1 - C
 Resposta da questão 2 - A
 Resposta da questão 3 - A
Exercício de Fixação IV
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