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DEPARTAMENTO DE CONTROLE DO ESPAÇO AÉREO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS COM 
ELETRICIDADE – RECICLAGEM 
 SEL013 
 
2 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
 
Departamento de Controle do Espaço Aéreo – DECEA 
2017 
Curso de Segurança em Instalações e Serviços com eletricidade - Reciclagem 
SEL013 
Disciplina: Segurança em Eletricidade 
Organização e elaboração do conteúdo: 
1S SEL Rosivaldo Roberto Vilarim - CINDACTA III 
 1S SEL Fábio Ferreira da Silva – CINDACTA III 
 
Revisão Geral 
1º Ten QOENG ELT Bruno Nunes Santos – PAME-RJ (2016) 
CV ENG Lucas Bittar Barbosa – CINDACTA IV (2017) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O presente trabalho foi desenvolvido para uso didático, em cursos que são 
oferecidos pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). O seu conteúdo 
é fruto de pesquisa em fontes citadas na referência bibliográfica, e que o(s) 
autor(es)/revisor(es) acreditam ser confiáveis. No entanto, nem o DECEA, nem o(s) 
autor(es)/revisor(es) garantem a exatidão e a atualização das informações aqui 
apresentadas, rejeitando a responsabilidade por quaisquer erros e/ou omissões, ou por 
danos e prejuízos que possam advir do uso dessas informações. Esse trabalho é 
publicado com o objetivo de orientar o aprendizado, não devendo ser entendido como 
um substituto a manuais, normas ou qualquer tipo de publicação técnica específica que 
trata de assuntos correlatos. 
 
 
 
3 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
 
1 - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
 
 1.1 FINALIDADE 
A presente apostila tem a finalidade de recordar aos alunos do Curso SEL013 as 
medidas de controle e sistemas preventivos necessários à garantia da segurança e da 
saúde dos profissionais que atuam em instalações elétricas e em serviços com 
eletricidade, a fim de que possam empregá-los corretamente em suas atividades. 
 
 1.2 OBJETIVOS OPERACIONALIZADOS 
1. Relacionar riscos com as medidas de controle adequadas (An); 
2. valorizar procedimentos de Segurança empregados em eletricidade (Va); 
3. empregar normas inerentes à segurança em eletricidade (Ap); 
4. aplicar procedimentos de primeiros socorros em acidentes com eletricidade (Ap); e 
5. identificar procedimentos de prevenção e combate a incêndios em eletricidade 
(Ap). 
 
 1.3 ÂMBITO 
Esta apostila atende às unidades didáticas da disciplina Segurança em 
Eletricidade do Curso de Segurança em Instalações e Serviços com 
Eletricidade(SEL011). 
 
 1.4 ELABORAÇÃO E REVISÃO 
Esta apostila foi elaborada pela equipe de instrutores do Curso SEL011 (básico) 
em novembro de 2012, revisada em junho de 2014, adequada à carga horária do Curso 
SEL013 (reciclagem) em junho de 2016 e revisada em 2017. 
 
 1.5 GRAU DE SIGILO 
O presente documento é de caráter ostensivo. 
4 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
2 – APRESENTAÇÃO 
Os serviços envolvendo eletricidade podem oferecer, por sua natureza específica, 
riscos à integridade física e à saúde dos profissionais que atuam na área. É necessário, 
portanto, que todo o corpo técnico envolvido nas intervenções em sistemas elétricos 
esteja preparado para realizar a análise do risco e reduzir as possibilidades de ocorrência 
de um acidente, através da utilização dos procedimentos e recursos adequados. 
A Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade deve seguir as 
orientações da ICA 66-29 (Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade no 
SISCEAB), que tem como foco principal a prevenção, ou seja, diminuir a possibilidade da 
ocorrência de acidentes, doenças e óbitos através do controle das condições às quais os 
trabalhadores estão expostos, utilizando, da melhor forma possível, as técnicas de 
investigação, identificação e ações preventivas que visem à maior segurança nos serviços 
envolvendo eletricidade. 
 
5 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
3 – FUNDAMENTOS DA SEGURANÇA EM ELETRICIDADE 
 
 3.1 RISCOS DE ORIGEM ELÉTRICA 
A eletricidade constitui-se em agente de elevado potencial de risco para o 
homem. Mesmo em baixas tensões ela representa perigo à integridade física e à saúde 
do trabalhador. Sua ação mais nociva é a ocorrência do choque elétrico com 
consequências diretas e indiretas (quedas, batidas, queimaduras e outras). Também 
apresenta risco devido à possibilidade de ocorrências de curtos-circuitos ou mau 
funcionamento do sistema elétrico originando grandes incêndios, explosões ou acidentes 
ampliados. 
É importante lembrar que o fato de uma linha estar desenergizada não elimina o 
risco elétrico, nem se pode prescindir das medidas de controle coletivas e individuais 
necessárias, já que a energização acidental pode ocorrer devido a erros de manobra, 
contato acidental com outros circuitos energizados, tensões induzidas por linhas 
adjacentes ou que cruzam a rede, descargas atmosféricas, mesmo que distantes dos 
locais de trabalho, fontes de alimentação de terceiros, etc. 
 
3.1.1 O CHOQUE ELÉTRICO 
É o principal causador de acidentes no setor elétrico. É geralmente originado por 
contato do trabalhador com partes energizadas. Constitui-se em estímulo rápido e 
acidental sobre o sistema nervoso devido à passagem de corrente elétrica, acima de 
determinados valores, pelo corpo humano. 
Seus efeitos diretos são contrações musculares, queimaduras (internas e 
externas), parada respiratória, parada cardíaca, fibrilação cardíaca e óbito (eletroplessão). 
Seus efeitos indiretos são quedas, batidas e queimaduras, entre outros. A extensão do 
dano do choque elétrico depende da magnitude da corrente elétrica, do caminho por ela 
percorrido no corpo humano e do seu tempo de duração. 
O risco de choque elétrico está presente em praticamente todas as atividades 
executadas nos setores elétrico a exemplo de construção, montagem, manutenção, 
reparo, inspeção, medição de sistema elétrico potência (SEP) e poda de árvores em suas 
proximidades. 
O percurso da corrente elétrica tem grande influência na gravidade do choque 
elétrico. A Figura 1 seguinte demonstra os caminhos que podem ser percorridos pela 
corrente no corpo humano. 
6 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
 
 
Figura 1: Possíveis caminhos percorridos pela corrente elétrica no corpo humano 
Fatores que podem contribuir para a ocorrência do choque elétrico: 
• Falha na isolação elétrica; 
• Produtos químicos; 
• Desgaste mecânico; 
• Animais (roedores); 
• Nível de tensão. 
 
 
3.1.2 ARCO VOLTAICO 
Constitui-se em outro risco de origem elétrica. O arco voltaico caracteriza-se pelo 
fluxo de corrente elétrica através de um meio “isolante”, como o ar, e geralmente é 
produzido quando da conexão e desconexão de dispositivos elétricos e em caso de curto-
circuito. Um arco voltaico produz calor que pode exceder a barreira de tolerância da pele 
e causar queimaduras de segundo ou terceiro grau. O arco elétrico possui energia 
suficiente para queimar as roupas e provocar incêndios, emitindo vapores de material 
ionizado e raios ultravioleta. 
 
3.1.3 CAMPO ELETROMAGNÉTICO 
É gerado quando da passagem da corrente elétrica alternada nos meios 
condutores. Os efeitos danosos do campo eletromagnético nos trabalhadores 
manifestam-se especialmente na transmissão e distribuição de energia elétrica, nas quais 
são empregados elevados níveis de tensão. Os efeitos possíveis no organismo humano 
decorrente da exposição ao campo eletromagnético são de natureza elétrica e magnética, 
entre eles citamos os efeitos térmicos, endócrinos e suas possíveis patologias produzidas 
pela interação das cargas elétricas com o corpo humano. 
 
 
 
7 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
3.2 RISCOS ADICIONAIS EM ELETRICIDADE 
 
3.2.1 RISCOS DE QUEDA (TRABALHOS EM ALTURA) 
Constitui-se em uma das principais causas de acidentes no setor elétrico, sendo 
característico de diversos ramos de atividade, mas muito representativo nas atividades de 
construção e manutenção do setor de transmissãoe distribuição de energia elétrica e de 
construção. As quedas ocorrem em consequência de choques elétricos, de inadequação 
de equipamentos de elevação (escadas, cestos, plataformas), inadequação de 
Equipamentos de Proteção Individual (EPI), falta de treinamento dos trabalhadores, falta 
de delimitação e sinalização do canteiro do serviço nas vias públicas ou ataque de 
insetos. 
 
3.2.2 RISCOS DE ATAQUES DE INSETOS E DE ANIMAIS 
Ataques de insetos, tais como abelhas e marimbondos, geralmente ocorrem na 
execução de serviços em torres, postes, subestações, leitura de medidores, serviços de 
poda de árvores e outros. 
Ataques de animais ocorrem, sobretudo, nas atividades de construção, 
supervisão e manutenção em redes de transmissão em regiões silvícolas e florestais. 
Atenção especial deve ser dada à possibilidade de picadas de animais peçonhentos 
nessas regiões. 
 
3.2.3 RISCOS EM AMBIENTES CONFINADOS 
Os trabalhos em espaços fechados, como caixas subterrâneas e estações de 
transformação e distribuição, fechadas, expõem os trabalhadores ao risco de asfixia por 
deficiência de oxigênio ou por exposição a contaminantes, nas atividades do setor 
elétrico. 
Nestes ambientes pode ocorrer a presença de gases asfixiantes (ex: monóxido e 
dióxido de carbono) e/ou explosivos (ex: metano, vapores de combustíveis líquidos). 
Estes contaminantes originam-se por formação de gases orgânicos oriundos de reações 
químicas nos esgotos e presença de agentes biológicos de putrefação existentes nesses 
ambientes, e, ainda, de vazamentos de combustíveis dos tanques subterrâneos de postos 
de abastecimento e da canalização de gás combustível. 
Além desses riscos, nos trabalhos executados em redes de distribuição de 
energia elétrica subterrâneas, devido à proximidade com redes de esgoto e locais 
encharcados, existe a possibilidade de contaminação por agentes biológicos. 
 
 
 
8 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
3.2.4 RISCOS ERGONÔMICOS 
Nas atividades do setor elétrico, os riscos ergonômicos são significativos e 
relacionam-se aos fatores abaixo: 
• biomecânicos - posturas não fisiológicas de trabalho provocadas pela exigência 
de ângulos e posições inadequadas dos membros superiores e inferiores para realização 
das tarefas, principalmente em altura, sobre postes e apoios inadequados, levando a 
intensas solicitações musculares, levantamento e transporte de carga, etc. 
• organizacionais - pressão no tempo de atendimento a emergências ou a 
situações com períodos de tempo rigidamente estabelecidos, realização rotineira de horas 
extras, trabalho por produção, pressões por falta do fornecimento de energia elétrica. 
• psicossociais – elevada exigência cognitiva necessária ao exercício das 
atividades associada à constante convivência com o risco de vida devido à presença do 
risco elétrico e também do risco de queda. 
• ambientais – representado pela exposição ao calor, radiação, intempéries da 
natureza, agentes biológicos, etc. 
Os levantamentos de saúde do setor elétrico mostram que são frequentes na 
atividade as lombalgias, as entorses, as distensões musculares, e manifestações gerais 
relacionadas ao estresse. 
A DCA 205-5, diretriz do Comando da Aeronáutica, trata da Ergonomia e 
Condições Ambientais em Organizações Subordinadas ao DECEA. 
 
3.2.5 OUTROS RISCOS 
Merece destaque também a exposição a: 
• Calor: Nas atividades desempenhadas em espaços fechados ou em subestações 
(devido à proximidade a transformadores e capacitores). Deve-se buscar meios de 
ventilar o local, seja de maneira natural, seja de maneira forçada. 
• Radiação solar: Os trabalhos em instalações elétricas ou serviços com eletricidade, 
quando realizados em áreas abertas, podem também expor os trabalhadores à 
radiação solar. Como consequências podem ocorrer queimaduras, lesões nos 
olhos e até câncer de pele, provocados por radiação infravermelho ou ultravioleta. 
O trabalhador deve fazer uso do protetor solar e buscar, na medida do possível, 
abrigar-se do sol. 
 
9 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
• Ruído: Presente em estações e subestações de energia, decorrente do 
funcionamento de conjunto de transformadores, como também da junção e 
disjunção de conectores, que causam forte ruído de impacto. O ruído também está 
presente nas Casas de Força (KF), quando da utilização dos grupos geradores. 
Deve ser feita uma avaliação dos níveis de ruído em função do tempo de 
exposição e adotadas as medidas de controle pertinentes, geralmente o uso de 
Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) ou EPI. 
• Riscos Químicos: o óleo Ascarel ou as bifenilas policlorados (PCB) são usados 
como líquido isolante em equipamentos elétricos (ex: capacitores, transformadores, 
chaves de manobras e disjuntores) e tornaram-se bastante utilizados, pois além de 
apresentar boas qualidades dielétricas e térmicas, são resistentes ao fogo. Apesar 
do uso desse produto estar proibido, transformadores e capacitores antigos podem 
contê-lo. A exposição dos trabalhadores pode ocorrer em atividades de 
manutenção executadas em subestações de distribuição elétrica e em usinas de 
geração, por ocasião da troca ou recuperação desses equipamentos, em especial, 
quando do descarte desse produto. Os danos à saúde causados pelo ascarel estão 
relacionados aos processos genéticos da reprodução, funções neurológicas e 
hepáticas. Ainda, é considerado como provável carcinogênico (substância com 
potencial cancerígeno). Sendo assim, deve ser evitado todo e qualquer contato 
direto com o produto. 
• Cortes e escoriações: a utilização de ferramentas nos trabalhos em eletricidade 
pode levar à ocorrência de cortes e/ou escoriações devido à imperícia, imprudência 
ou negligência daqueles que manuseiam tais ferramentas. Cuidado especial deve 
ser dado ao uso de estiletes e chaves de fenda, evitando-se colocá-los dentro dos 
bolsos. 
• Raios: as descargas atmosféricas constituem outro iminente risco àqueles que 
atuam sobretudo nos chamados SPDA (Sistemas de Proteção contra Descargas 
Atmosféricas) e em estruturas como antenas e torres. Deve-se ter o cuidado de 
evitar trabalhar nestes locais em dias chuvosos ou muito nublados, ou ainda, sem o 
conhecimento necessário. 
 
 3.3 ANÁLISE DE RISCOS 
É o processo de utilização de técnicas para identificação dos riscos potenciais de 
ocorrência de um acidente do trabalho ou de acometimento de doença ocupacional por 
parte de um trabalhador, ou grupo, que executa determinada tarefa. 
Para realizar uma boa análise de risco é necessário, antes de tudo, diferenciar o 
que é perigo do que é risco propriamente dito. 
Perigo – é uma situação existente no meio, independentemente da ação do 
homem. 
10 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
Risco – é a probabilidade da ocorrência de um acidente quando nos expomos a 
um determinado perigo, e depende exclusivamente da ação do homem. Os riscos podem 
ser eliminados ou controlados. 
O profissional da área de Segurança do trabalho é, geralmente, capacitado a 
realizar uma boa análise de risco. Porém, cada pessoa deve desenvolver habilidades de 
análise do risco ao qual se expõe na sua atividade profissional. 
 
3.3.1 TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCO 
Existem várias metodologias para realizar uma análise de risco, tais como o 
Método HazOp (Estudo de Perigos e Operabilidade), Análise de Modos de Falhas e 
Efeitos (FMEA) e a Análise Preliminar de Riscos (APR), que será abordada com detalhes. 
Análise Preliminar de Riscos (APR) – também conhecida como Análise 
Preliminar de Perigo (APP), teve sua origem nos programas de segurança militar criados 
no Departamento de Defesa dos EUA. Objetiva identificar riscos presentes em uma 
atividade ou instalação e determinar medidas de controle. 
Na elaboração de uma APR devem ser seguidos, no mínimo, os seguintes 
passos: 
• Descrever detalhadamente cada etapa da tarefa que será realizada; 
• Determinar situações de risco detectadas em cada etapa; 
• Apontar medidas de controledo risco identificado. 
A ICA 66-29 estabelece que a APR é uma das etapas do Planejamento de 
Atividades com Eletricidade (PAE), cujo modelo está disponível no Anexo C da Instrução. 
 O modelo de uma APR está representado na Figura 2. 
 
11 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
 
 
 
 
NÚMERO OS SILOMS EQUIPAMENTO DATA / HORÁRIO
I
N LOCAL:
F < INSERIR LOCAL DA ATIVIDADE - KT-VHF, SALA TÉCNICA, ETC. >
O DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:
R ( ) Choque Elétrico ( ) Frio ( ) Animais peçonhetos ( ) Outros
I ( ) Arco Elétrico ( ) Calor ( ) Incêndio Especificar:
S ( ) Acidente com os olhos ( ) Umidade ( ) Explosão
C ( ) Particulas Volantes ( ) Vibrações ( ) Queimadura
O ( ) Produto Corrosivo ( ) Poeira ( ) Ruído
S ( ) Combustível ( ) Queda ( ) Escoriações
M ( ) Desernegização Especificar: ( ) Outros
E ( ) Tensão de Segurança Especificar:
D ( ) Sinalização
( ) Barreiras
C ( ) Invólucro
O ( ) Obstáculos
L ( ) Seccionamento Automático
E ( ) Bloqueio de Religamento Automático
T ( ) Isolação das Partes Vivas
( ) Capacete ( ) Luva de Vaqueta ( ) Outros
E ( ) Óculos de segurança ( ) Luva Isolante - Classe:__________ Especificar:
P ( ) Protetor Auricular ( ) Avental para trabalho com baterias
I ( ) Abafador ( ) Manga Isolante
( ) Vestimenta antichamas ( ) Luva para trabalho com baterias (PVC
( ) Bota para eletricista ou Neoprene)
PONTOS ENERGIZADOS A SEREM PROTEGIDOS MEDIDAS DE CONTROLE
OUTRAS FONTES DE ENERGIA MEDIDAS DE CONTROLE
OUTROS RISCOS MEDIDAS DE CONTROLE
A
N
Á
L
I
S
E
 
P
R
E
L
I
M
I
N
A
R
 
D
E
 
R
I
S
C
O
S
<xxx/ano> <nome real do equipamento>
 
 
12 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
 3.4 MEDIDAS DE CONTROLE DO RISCO ELÉTRICO 
 
3.4.1 DESENERGIZAÇÃO 
A desenergização é um conjunto de ações coordenadas, sequenciadas e 
controladas, destinadas a garantir a efetiva ausência de tensão no circuito, trecho ou 
ponto de trabalho, durante todo o tempo de intervenção e sob controle dos trabalhadores 
envolvidos. 
Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas 
para trabalho, mediante os procedimentos apropriados e obedecida a sequência a seguir: 
1. Seccionamento 
É o ato de promover a descontinuidade elétrica total, com afastamento adequado 
entre um circuito ou dispositivo e outro, obtida mediante o acionamento de dispositivo 
apropriado (chave seccionadora, interruptor, disjuntor), acionado por meios manuais ou 
automáticos, ou ainda através de ferramental apropriado e segundo procedimentos 
específicos. 
2. Impedimento de reenergização 
É o estabelecimento de condições que impedem, de modo reconhecidamente 
garantido, a reenergização do circuito ou equipamento desenergizado, assegurando ao 
trabalhador o controle do seccionamento. Na prática trata-se da aplicação de travamentos 
mecânicos, por meio de fechaduras, cadeados e dispositivos auxiliares de travamento ou 
com sistemas informatizados equivalentes. 
Deve-se utilizar um sistema de travamento do dispositivo de seccionamento, para 
o quadro, painel ou caixa de energia elétrica e garantir o efetivo impedimento de 
reenergização involuntária ou acidental do circuito ou equipamento durante a execução da 
atividade que originou o seccionamento. Deve-se também fixar placas de sinalização 
alertando sobre a proibição da ligação da chave e indicando que o circuito está em 
manutenção. 
3. Constatação da ausência de tensão 
É a verificação da efetiva ausência de tensão nos condutores do circuito elétrico. 
Deve ser feita com detectores testados antes e após a verificação da ausência de tensão, 
sendo realizada por contato ou por aproximação e de acordo com procedimentos 
específicos. 
 
4.Instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos 
condutores dos circuitos 
Constatada a inexistência de tensão, um condutor do conjunto de aterramento 
temporário deverá ser ligado a uma haste conectada à terra. Na sequência, deverão ser 
conectadas as garras de aterramento aos condutores fase, previamente desligados. 
13 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
5. Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada 
Define-se zona controlada como entorno de parte condutora energizada, não 
segregada, acessível, de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão, cuja 
aproximação só é permitida a trabalhadores autorizados. A proteção poderá ser feita com 
anteparos, isolação dupla, invólucros, etc. 
6. Instalação da sinalização de impedimento de reenergização 
Deverá ser adotada sinalização adequada de segurança, destinada à advertência 
e à identificação da razão de desenergização e informações do responsável. Os cartões, 
avisos, placas ou etiquetas de sinalização do travamento ou bloqueio devem ser claros e 
adequadamente fixados. No caso de método alternativo, procedimentos específicos 
deverão assegurar a comunicação da condição impeditiva de energização a todos os 
possíveis usuários do sistema. 
• Somente após a conclusão dos serviços e verificação de ausência de 
anormalidades, o trabalhador providenciará a retirada de ferramentas, 
equipamentos e utensílios e por fim o dispositivo individual de travamento e 
etiqueta correspondente. 
• Os responsáveis pelos serviços, após inspeção geral e certificação da retirada de 
todos os travamentos, cartões e bloqueios, providenciará a remoção dos conjuntos 
de aterramento, e adotará os procedimentos de liberação do sistema elétrico para 
operação. 
• A retirada dos conjuntos de aterramento temporário deverá ocorrer em ordem 
inversa à de sua instalação. 
• Os serviços a serem executados em instalações elétricas desenergizadas, mas 
com possibilidade de energização, por qualquer meio ou razão, devem atender ao 
que estabelece o disposto no item 7.1 da ICA 66-29, que diz respeito à segurança 
em instalações elétricas energizadas. 
 
3.4.2 BARREIRAS E INVÓLUCROS 
São dispositivos que impedem qualquer contato acidental com partes energizadas 
das instalações elétricas. São componentes que visam impedir que pessoas ou animais 
toquem acidentalmente as partes energizadas, garantindo assim que as pessoas sejam 
advertidas de que as partes acessíveis através das aberturas estão energizadas e não 
devem ser tocadas. 
As barreiras devem ser robustas, duráveis e fixadas de forma segura. Só poderão 
ser retiradas com chaves ou ferramentas apropriadas. 
Ex.: Telas de proteção com parafusos de fixação, tampas de painéis, etc. 
14 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
3.4.3 BLOQUEIOS E IMPEDIMENTOS 
Dispositivos de bloqueio são aqueles que impedem o acionamento ou religamento 
de dispositivos de manobra (chaves, interruptores). É importante que tais dispositivos 
possibilitem mais de um bloqueio, ou seja, a inserção de mais de um cadeado, por 
exemplo, para trabalhos simultâneos de mais de uma equipe de manutenção. 
Toda ação de bloqueio deve estar acompanhada de etiqueta de sinalização, com 
o nome do profissional responsável, data, setor de trabalho e forma de comunicação. 
 
3.4.4 OBSTÁCULOS E ANTEPAROS 
Os obstáculos são destinados a impedir o contato involuntário com partes vivas, 
mas não o contato que pode resultar de uma ação deliberada e voluntária de ignorar ou 
contornar o obstáculo. 
Os obstáculos devem impedir: 
• Uma aproximação física não intencional das partes energizadas; 
• Contatos não intencionais com partes energizadas durante atuações sobre o 
equipamento, estando o equipamento em serviço normal. 
Diferente das barreiras, os obstáculos podem ser removíveis sem auxílio de 
ferramenta ou chave, mas devem ser fixados de forma a impedir qualquer remoção 
involuntária. 
As distâncias mínimas a serem observadas nas passagens destinadas à 
operação e/ou manutenção são aquelas ilustradas na Figura 3. 
15 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
 
 
Figura 3: Distâncias mínimas nas passagens destinadas à operaçãoe/ou 
manutenção 
 
3.4.5 ISOLAMENTO DAS PARTES VIVAS 
São elementos construídos com materiais dielétricos (não condutores de 
eletricidade) que têm por objetivo isolar condutores ou outras partes da estrutura que está 
energizada, para que os serviços possam ser executados com efetivo controle dos riscos 
pelo trabalhador. 
O isolamento deve ser compatível com os níveis de tensão do serviço. 
Esses dispositivos devem ser bem acondicionados para evitar acúmulo de sujeira 
e umidade, que podem comprometer a isolação e torná-los condutivos. 
Também devem ser inspecionados a cada uso e serem submetidos a testes 
elétricos anualmente. 
Exemplos: Coberturas circulares isolantes, mantas ou lençóis isolantes, tapetes 
isolantes, coberturas isolantes para dispositivos específicos (Ex.: postes). 
 
3.4.6 ISOLAÇÃO DUPLA OU REFORÇADA 
Este tipo de proteção é normalmente aplicado a equipamentos portáteis, tais 
como furadeiras elétricas manuais, os quais por serem empregados nos mais variados 
locais e condições de trabalho, e mesmo por suas próprias características, requerem 
 
16 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
outro sistema de proteção, que permita uma confiabilidade maior do que aquela oferecida 
exclusivamente pelo aterramento elétrico. 
A proteção por isolação dupla ou reforçada é realizada, quando utilizamos uma 
segunda isolação, para complementar aquela normalmente utilizada e para separar as 
partes vivas do aparelho de suas partes metálicas. 
O símbolo utilizado para identificar o tipo de proteção por isolação dupla ou 
reforçada em equipamentos é o mostrado na Figura 4, normalmente impresso de forma 
visível na superfície externa do equipamento. 
 
Figura 4: Símbolo de identificação da isolação dupla ou reforçada 
 
3.4.7 COLOCAÇÃO FORA DE ALCANCE 
Partes simultaneamente acessíveis, que apresentem potenciais diferentes, devem 
se situar fora da zona de alcance normal. 
Considera-se que duas partes são simultaneamente acessíveis quando o 
afastamento entre elas não ultrapassa 2,50 m. 
Define-se como “zona de alcance normal” o volume indicado na Figura 5. 
No plano vertical, a delimitação da zona de alcance normal deve observar os 2,50 
m da superfície S tal como indicado na Figura 5, independente da existência de qualquer 
obstáculo com grau de proteção das partes vivas. 
Se em espaços nos quais for prevista normalmente a presença ou circulação de 
pessoas houver obstáculo (por exemplo, tela) limitando a mobilidade no plano horizontal, 
a demarcação da zona de alcance normal deve ser feita a partir deste obstáculo. 
 
 
 
 
 
17 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
 
Figura 5: Representação da zona de alcance normal 
 
3.4.8 SEPARAÇÃO ELÉTRICA 
É uma medida adotada para proteção contra choques elétricos. Ao contrário da 
proteção por seccionamento automático da alimentação, ela não se presta a uso 
generalizado. Pela própria natureza, é uma medida de aplicação específica. 
A separação elétrica se traduz pelo uso de um transformador de separação cujo 
circuito secundário é isolado. A(s) massa(s) do(s) equipamento(s) alimentado(s) não 
deve(m) ser aterrada(s) e nem ligada(s) a massas de outros circuitos e/ou a elementos 
condutivos estranhos à instalação. 
Contudo, quando a fonte de separação alimenta mais de um equipamento, as 
massas do circuito separado devem ser interligadas por um condutor PE próprio, de 
equipotencialização. 
A separação elétrica, como mencionado, é uma medida de aplicação limitada. 
A proteção contra choques (contra contatos indiretos) que ela proporciona 
repousa: 
• numa separação entre o circuito separado e outros circuitos, incluindo o circuito 
primário que o alimenta, equivalente na prática à dupla isolação; 
• na isolação entre o circuito separado e a terra; e 
• na ausência de contato entre a(s) massa(s) do circuito separado, de um lado, e a 
terra, outras massas (de outros circuitos) e/ou elementos condutivos, de outro. 
18 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
O circuito separado constitui um sistema elétrico "ilhado". A segurança contra 
choques que ele oferece baseia-se na preservação dessas condições. 
Exemplo de instalações que possuem separação elétrica são salas cirúrgicas de 
hospitais, em que o sistema também é isolado, usando-se igualmente um transformador 
de separação, porém todos os equipamentos por ele alimentados têm suas massas 
aterradas. 
Os transformadores de separação utilizados na alimentação de salas cirúrgicas 
também se destinam a criar um sistema isolado. Contudo, o emprego do transformador de 
separação não caracteriza necessariamente proteção por separação elétrica. 
 
 3.5 ACIDENTES DE ORIGEM ELÉTRICA 
As instalações e os serviços em eletricidade, por sua natureza específica, 
apresentam uma imensa gama de possibilidades de ocorrência de acidentes. No entanto, 
as diversas causas podem ser divididas em: 
a) causas diretas; e 
b) causas indiretas. 
a) causas diretas – são aquelas especificamente ligadas ao contato com a 
eletricidade. O contato acidental com partes energizadas de equipamentos e instalações 
elétricas é, sem dúvida, o maior causador de acidentes em eletricidade. 
As pessoas mais expostas são aqueles profissionais que desempenham tarefas 
em sistemas elétricos. Porém, qualquer pessoa pode vir a ser atingida por um choque 
elétrico, cuja ocorrência pode ser facilitada por alguns fatores, tais como: negligência, 
imprudência e imperícia. 
A negligência acontece quando os riscos não são considerados em sua 
importância e, por algum motivo, efetivam a ocorrência do acidente. Um exemplo é a 
existência de fiação exposta ou fios desencapados em uma instalação elétrica, o que vem 
a facilitar um possível contato acidental de alguém desavisado. 
A imprudência é mais comum em profissionais da área elétrica quando 
subestimam os riscos, atuando sem o uso de equipamentos de proteção, por exemplo. 
A imperícia acontece quando alguém que não tem o preparo suficiente para 
realizar atividades na área de eletricidade se arrisca a fazê-lo, vindo a causar acidentes, 
muitas vezes fatais. 
Na prática, os acidentes em eletricidade motivados por causas diretas ocorrem 
nas situações: 
19 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
• Contato acidental da vítima em partes energizadas de instalações ou 
equipamentos elétricos; 
• Tensão de Passo, quando a vítima caminha sobre uma área energizada 
acidentalmente, geralmente por conta de quedas de fios e cabos; 
• Quando a vítima adentra uma área sujeita a ações do campo elétrico formado a 
partir da passagem da corrente elétrica em equipamentos ou instalações. 
b) causas indiretas – são aquelas que levam à ocorrência de acidentes devido a 
fatores que possuem relação com instalações elétricas e equipamentos, mas que não são 
produzidos diretamente pela eletricidade. Dentre elas podemos destacar: 
Quedas: ocorrem, geralmente, na realização de trabalhos em altura, quando da 
ocorrência de um choque elétrico de menor intensidade ou mesmo de uma faísca elétrica, 
que vem a assustar o trabalhador ou qualquer outra pessoa, causando desequilíbrio. 
Queimaduras: ocasionadas em decorrência do choque ou do arco elétrico ou 
ainda pelo contato acidental em partes aquecidas de equipamentos ou instalações 
elétricas. 
Cortes e escoriações: possibilitados pela utilização inadequada (falta de 
habilidade, brincadeiras, etc.) de ferramentas diversas em serviços em eletricidade. 
 
3.5.1 MANEIRAS DE EVITAR ACIDENTES DE ORIGEM ELÉTRICA 
Para evitar a ocorrência de acidentes de origem elétrica devem ser adotadas 
medidas preventivas em relação a procedimentos e manutenção das instalações e 
equipamentos. Algumas medidas são listadas abaixo: 
• Toda intervenção em sistemas elétricos só deve ser realizada por pessoa 
qualificada para tal; 
• Todas as áreas que possuam instalações elétricas que representem risco para as 
pessoas deverá ser sinalizada de maneira a evitar uma aproximação desavisada;• Realizar a manutenção (reparo) de todas as instalações elétricas que 
apresentarem emendas mal feitas, fios e cabos danificados e pontos de 
aquecimento; 
• Não sobrecarregar as instalações elétricas com a inserção de elementos de 
multiplicação do uso de tomadas comumente chamados de Benjamin ou “T”; 
• Conhecer e aplicar o conteúdo da ICA 66-29 com o objetivo de contribuir para o 
aumento da segurança em instalações e serviços com eletricidade; e 
20 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
• Utilizar os equipamentos de proteção adequados ao serviço a ser realizado; 
 
 
3.5.2 DISCUSSÃO DE CASOS DE ACIDENTES DE ORIGEM ELÉTRICA 
Apesar da divulgação e avisos frequentes, a ocorrência de acidentes de origem 
elétrica geralmente são repetitivas, ou seja, acontecem normalmente pelas mesmas 
causas. Vejamos alguns casos: 
• Choque elétrico em áreas molhadas, tais como banheiros, áreas de serviço e 
cozinhas – acontecem devido ao aumento da probabilidade de ocorrência de 
choque por conta da condutividade da água. As pessoas, com parte do corpo 
molhada, formam um caminho para a corrente elétrica oriunda de falhas de 
isolamento ou contatos acidentais com partes energizadas. Podem ser evitados 
com a utilização de dispositivos chamados DR, cujo funcionamento veremos mais 
adiante. 
• Contato acidental de crianças em tomadas e equipamentos energizados – 
Acontecem com imensa frequência, apesar de constantes avisos. Devem ser 
evitados através da utilização de protetores isolantes, sobretudo nas chamadas 
tomadas baixas, e aterramento de equipamentos. 
• Toques acidentais em redes aéreas de distribuição – acontecem geralmente com 
gruas (guindastes), caminhões munck, estruturas metálicas de vigas utilizadas na 
construção civil, linhas de pipas, etc. Muitos cuidados devem ser tomados para 
evitar este tipo de acidente. 
 
21 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
4 – NORMATIZAÇÃO 
 
 4.1 DOCUMENTAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 
É importante destacar que a ICA 66-29 é a norma que tem por objetivo garantir a 
segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em 
instalações elétricas e serviços em eletricidade no SISCEAB. 
Além da normatização de procedimentos de segurança, a ICA 66-29 disponibiliza 
diversos modelos para a elaboração da documentação exigida das instalações. 
Seguem abaixo alguns exemplos de documentações das instalações elétricas: 
• Prontuário de instalações elétricas (todas as OM onde a carga instalada seja 
superior a 75 kW); 
• Conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e 
saúde implantadas; 
• Relatórios das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas 
atmosféricas e aterramentos elétricos; 
• Especificação dos equipamentos de proteção coletiva e individual, bem como do 
ferramental; 
• Ficha de controle individual de EPI; 
• Documentação comprobatória da qualificação dos trabalhadores e dos 
treinamentos realizados; 
• Relatórios técnicos das inspeções atualizadas com recomendações, cronogramas 
de adequações; 
 
4.1.1 PROCEDIMENTOS – INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA 
Para cada atividade desenvolvida no setor elétrico é necessário um procedimento 
específico, incluindo instruções de segurança. Para tanto, devem ser elaborados manuais 
de procedimentos, devendo indicar de forma clara e objetiva a sequência de passos a ser 
seguida na execução de cada serviço (passo a passo). É importante ressaltar que os 
procedimentos precisam estar atualizados e traduzirem a realidade de campo, com pleno 
conhecimento de todos os trabalhadores envolvidos. 
 
22 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
Dentre as atividades desenvolvidas no setor elétrico, citamos algumas que 
necessitam de procedimentos: 
• atividades em alta tensão; 
• liberação de redes para serviço; 
• liberação de redes para reenergização; 
• trabalhos em redes desenergizadas nas proximidades de instalações com tensão; 
• troca de medidores em baixa tensão; 
• poda de árvores em rede aérea; 
• manutenção do sistema de iluminação; 
• lavagem de acessórios em redes energizadas; 
• manutenção em redes de baixa tensão desenergizadas; 
O conteúdo dos procedimentos pode divergir por diversos fatores específicos de 
cada serviço. Entretanto, o manual de procedimento que traduz o passo a passo da 
atividade a ser realizada deverá conter, no mínimo, os itens abaixo e incluir dentre eles as 
instruções de segurança: 
1. Objetivo 
Estabelecer a finalidade do serviço a ser executado. 
2. Aplicação 
 2.1 Pessoal 
 Definição de qual pessoal estará envolvido (nomes). 
 2.2 Instalações 
 Indicação do sistema elétrico a ser intervencionado. 
3. Características das instalações 
Descrição da rede elétrica: alta ou baixa tensão, trifásica, monofásica, energizada, 
desenergizada. 
4. Avaliação do risco e requisito de segurança 
4.1 - Quanto à segurança 
4.2 - Quanto à execução dos serviços pela equipe 
4.3 - Procedimento para execução das tarefas 
 
23 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
5. Distância de atuação 
Distâncias mínimas de segurança para execução dos trabalhos em eletricidade. 
6. Recursos humanos 
Composição e quantitativo da equipe executora do serviço: chefe de turma, 
eletricista, ajudantes, motoristas (nomes associados às funções). 
7. Recursos materiais 
 
7.1 Equipamentos de proteção individual 
Listagem dos EPI a serem utilizados. Ex.: capacete de segurança, óculos de 
proteção, luvas de borracha. 
 
7.2 Equipamentos de proteção coletiva, de serviços e ferramentas 
Listagem dos EPC e ferramental a serem utilizados. Ex.: cones de sinalização, 
placas de advertência, detetor de tensão para baixa tensão. 
 
7.3 Recomendações sobre cuidados com os equipamentos 
Diz respeito às condições dos equipamentos: higienização, lubrificação, testes 
mecânico e elétrico, uso de material anticorrosivo, etc. 
 
8. Sequência de operações 
Procedimentos de execução (passo a passo). 
Descrição da execução do serviço desde a chegada ao local e delimitação da 
área de serviço até a saída da equipe, após a conclusão da tarefa. Para cada passo, é 
importante conter o tempo gasto, a competência, os riscos envolvidos e respectivos 
controles. Devem constar, ainda, desenhos, fotos e esquemas de cada passo do serviço a 
ser realizado. 
 
9. Necessidade de comunicação integrada 
As intervenções no sistema elétrico devem ser precedidas de solicitação por 
escrito do setor competente e só autorizadas pelo responsável. 
 
4.1.2 TREINAMENTOS 
Os empregadores devem comprovar que os trabalhadores foram treinados no que 
diz respeito aos riscos existentes nos locais de trabalho, aos meios para prevenir e limitar 
tais riscos e às medidas adotadas pela empresa. 
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Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
Outrossim, qualquer serviço específico a ser realizado também é merecedor de 
treinamento e procedimento específicos, a exemplo: lançamento de cabo, trabalhos em 
ambientes fechados, ligação e corte de energia de residências. 
 
4.1.3 QUALIFICAÇÃO E AUTORIZAÇÃO 
De acordo com a ICA 66-29, os trabalhadores que trabalham em instalações 
elétricas devem possuir qualificação e autorização para exercício das atividades. 
 QUALIFICAÇÃO 
É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de curso 
específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino. Como 
documentação comprobatória de qualificação, os profissionais deverão apresentar os 
certificados de conclusão dos cursos ou publicação da qualificação, sejam eles militares 
ou civis. 
AUTORIZAÇÃO 
São considerados trabalhadores autorizados aqueles qualificados, mediante 
anuência formal da OM. 
 
25 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
5 – PROCEDIMENTOS DE PROTEÇÃO 
 
 5.1 USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) 
No desenvolvimento de serviços em instalações elétricas e em suas proximidades 
devem ser previstos e adotados prioritariamenteequipamentos de proteção coletiva. Os 
EPC são dispositivos, sistemas, ou meios, fixos ou móveis de abrangência coletiva, 
destinados a preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores, usuários e 
terceiros. 
Abaixo citamos alguns dos principais equipamentos de proteção coletiva para 
atividades realizadas no setor elétrico. 
 
5.1.1 DISPOSITIVOS DE SECCIONAMENTO 
• Chaves Fusíveis 
São dispositivos automáticos de manobra (conexão/desconexão), que na 
ocorrência de sobrecorrente (corrente elétrica acima do limite projetado), promove a fusão 
do elo metálico fundível (fusível) e, consequentemente, a abertura elétrica do circuito. 
Dessa forma, quando há uma sobrecarga, o elo fusível se funde (queima) e o trecho é 
desligado. 
Normalmente em rede de distribuição elétrica estão instaladas em cruzetas. 
Também permitem a abertura mecânica, devendo ser operadas por dispositivo de 
manobra, a exemplo de vara de manobra. 
 
Figura 6: Chave fusível 
• Chaves Facas 
São dispositivos que permitem a conexão e desconexão mecânica do circuito. 
Geralmente estão instaladas em cruzetas e são usadas na distribuição e transmissão. 
Existem dois tipos: mecânica e telecomandada. 
 
 
26 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
 
5.1.2 DISPOSITIVOS DE BLOQUEIO 
Já descritos no tópico 3.4.3. 
 
5.1.3 DISPOSITIVOS DE MANOBRA 
São instrumentos isolantes utilizados para executar trabalhos em linha viva e 
operações em equipamentos e instalações energizadas ou desenergizadas, onde existe a 
possibilidade de energização acidental, tais como: 
− operações de instalação e retirada dos conjuntos de aterramento e curto-circuito 
temporário em linhas desenergizadas (distribuição e transmissão); 
− manobras de chave faca e chave fusível; 
− retirada e colocação de cartucho porta fusível ou elo fusível; 
− operação de detecção de tensão; 
− troca de lâmpadas e elementos do sistema elétrico; e 
− poda de árvores. 
 
 
 
Figura 7: Isolamento da rede de distribuição para trabalho em linha viva 
 
5.1.4 INSTRUMENTOS DE DETECÇÃO DE TENSÃO E AUSÊNCIA DE 
TENSÃO 
São pequenos aparelhos de medição ou detecção acoplados na ponta da vara 
que servem para verificar se existe tensão no condutor. Antes do início dos trabalhos em 
circuitos desenergizados é obrigatório a constatação de ausência de tensão através 
desses equipamentos. Esses aparelhos emitem sinais sonoros e/ou luminosos na 
presença da tensão. Este equipamento sempre deve estar na posse das equipes de 
 
27 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
campo. É frequente haver improvisações na verificação da tensão, ou não usarem o 
aparelho, fato que pode gerar acidentes graves. 
Esses instrumentos devem ser regularmente aferidos e possuírem um certificado 
de aferição. 
São encontrados os seguintes tipos: 
• detectores de tensão por contato; 
• detectores de tensão por aproximação; 
• micro amperímetro para medição de correntes de fuga em cestas aéreas, escadas 
e andaimes isolantes nas atividades de manutenção em instalações energizadas. 
 
5.1.5 ATERRAMENTO ELÉTRICO 
• Aterramento elétrico fixo em equipamentos 
Esse sistema de proteção coletiva é obrigatório nos invólucros, carcaças de 
equipamentos, barreiras e obstáculos aplicados às instalações elétricas, fazendo parte 
integrante e definitiva delas. Visa assegurar rápida e efetiva proteção elétrica, 
assegurando o escoamento da energia para potenciais inferiores (terra), evitando a 
passagem da corrente elétrica pelo corpo do trabalhador ou usuário, caso ocorra mau 
funcionamento (ruptura no isolamento ou contato acidental de partes). 
Nos transformadores, há o terminal de terra conectado ao neutro da rede e ao 
cabo de para-raios. 
• Aterramento fixo em redes e linhas 
Quando o neutro da rede está ligado ao circuito de aterramento. Neste caso 
(frequente), o condutor neutro é aterrado a cada 300 m, de modo que nenhum ponto da 
rede ou linha permaneça mais de 200 m de um ponto de aterramento. 
• Aterramento fixo em estais 
Os estais de âncora e contra poste são sempre aterrados e conectados ao neutro 
da rede, se estiver disponível. O condutor de aterramento é instalado internamente ao 
poste, sempre que possível. 
• Aterramento de veículos 
Nas atividades com linha viva de distribuição, o veículo sempre deve ser aterrado 
com grampo de conexão no veículo, grampo no trado e cabo flexível que liga ambos. 
 
28 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
5.1.6 ATERRAMENTO TEMPORÁRIO E EQUIPOTENCIALIZAÇÃO 
Toda instalação elétrica somente poderá ser considerada desenergizada 
depois de adotado o procedimento de aterramento elétrico. O aterramento elétrico da 
linha desenergizada tem por função evitar acidentes gerados pela energização acidental 
da rede, propiciando rápida atuação do sistema automático de seccionamento ou 
proteção. Também tem o objetivo de promover proteção aos trabalhadores contra 
descargas atmosféricas que possam interagir ao longo do circuito em intervenção. 
O aterramento temporário deve ser instalado em todos os circuitos (cabos) em 
intervenção através de seu curto-circuito, ou seja, da sua equipotencialização (colocar 
todos os cabos no mesmo potencial elétrico) e conexão com o ponto de terra. 
Esse procedimento deverá ser adotado a montante (antes) e a jusante (depois) do 
ponto de intervenção do circuito, salvo quando a intervenção ocorrer no final do trecho. 
Deve ser retirado ao final dos serviços. 
Para cada situação existe um tipo de aterramento temporário. O mais usado em 
trabalhos de manutenção ou instalação nas linhas de distribuição é um conjunto ou ‘kit’ 
padrão composto pelos seguintes elementos: 
• vara ou bastão de manobra em material isolante e acessórios, isto é, cabeçotes de 
manobra; 
 
• grampos condutores – para conexão do conjunto de aterramento com os pontos a 
serem aterrados; 
 
• trapézio de suspensão - para elevação do conjunto de grampos à linha e conexão 
dos cabos de interligação das fases, de material leve e bom condutor, permitindo 
perfeita conexão elétrica e mecânica dos cabos de interligação das fases e descida 
para terra; 
 
• trapézio tipo sela, para instalação do ponto intermediário de terra na estrutura 
(poste, torre), propiciando o “jumpeamento” da área de trabalho e quase 
eliminando a diferença de potencial em que o trabalhador estaria exposto; 
 
• grampos de terra – para conexão dos demais itens do conjunto com o ponto de 
terra, estrutura ou trado; 
 
• cabos de aterramento de cobre, flexível e isolado; e 
 
• trado ou haste de aterramento – para ligação do conjunto de aterramento com o 
solo, deve ser dimensionado para propiciar baixa resistência de terra e boa área de 
contato com o solo. 
 
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Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
Todo o conjunto deve ser dimensionado considerando: 
− tensão da rede de distribuição ou linha de transmissão; 
− material da estrutura (poste ou torre); e 
− procedimentos de operação. 
Nas subestações, por ocasião da manutenção dos componentes, se conectam os 
componentes do aterramento temporário à malha de aterramento fixa, já existente. 
 
5.1.7 DISPOSITIVOS DE SINALIZAÇÃO 
A sinalização é um procedimento de segurança simples e eficiente para prevenir 
acidentes de origem elétrica. 
Os materiais de sinalização constituem-se de adesivos, placas, luminosos, fitas 
de identificação, cartões, faixas, cavaletes, cones, etc. São destinados ao aviso e 
advertência de pessoas sobre os riscos ou condições de perigo existentes, proibições de 
ingresso/acesso e cuidados, ou ainda aplicados para identificação dos circuitos ou partes. 
É fundamental a existência de procedimentos de sinalização padronizados, 
documentados e que sejam conhecidos por todos os trabalhadores (próprios e 
prestadores de serviços), especialmente para aplicação em: 
• identificação de circuitos e quadros elétricos; 
 
• travamentos e bloqueios de dispositivos de manobra; 
 
• restrições e impedimentos de acesso;• delimitações de áreas; e 
 
• interdição de circulação. 
 
5.1.8 OUTROS DISPOSITIVOS 
• Invólucros e barreiras: apresentados no tópico 3.4.2; e 
• Barreiras: apresentadas no tópico 3.4.4. 
 
 
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Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
 5.2 USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) 
A segurança e a saúde nos ambientes de trabalho deve ser garantida por 
medidas de ordem geral ou específica que assegurem a proteção coletiva dos 
trabalhadores. Contudo, na inviabilidade técnica da adoção de medidas de segurança de 
caráter coletivo ou quando estas não garantirem a proteção total do trabalhador, ou ainda 
como uma forma adicional de proteção, deve ser utilizado o EPI, definido como todo 
dispositivo ou produto individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos 
suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. 
Os EPI devem ser fornecidos aos trabalhadores, gratuitamente, adequado ao 
risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento. Sua utilização deve ser 
realizada mediante orientação e treinamento do trabalhador sobre o uso adequado, 
guarda e conservação. A higienização e manutenção e testes deverão ser realizadas 
periodicamente em conformidade com procedimentos específicos. 
Os EPI devem possuir Certificado de Aprovação – CA do Ministério do Trabalho. 
Para o desempenho de suas funções, os trabalhadores do setor elétrico devem 
utilizar equipamentos de proteção individual de acordo com as situações e atividades 
executadas, dentre os quais destacamos: 
 
5.2.1 PROTEÇÃO PARA O CORPO INTEIRO 
• Vestimentas 
Vestimenta de segurança para proteção de todo o corpo contra arcos voltaicos e 
agentes mecânicos, podendo ser um conjunto de segurança, formado por calça e blusão 
ou jaqueta, ou macacão de segurança. 
É importante lembrar que: 
− Para trabalhos externos, as vestimentas deverão possuir elementos 
refletivos e cores adequadas; 
− Na possibilidade de ocorrência de abelhas, marimbondos, etc., em postes 
ou em estruturas, deverá ser utilizada vestimenta adequada à remoção de 
insetos e liberação da área para serviço elétrico. 
• Vestimenta condutiva para serviços ao potencial (linha viva) 
Destina-se a proteger o trabalhador contra efeitos do campo elétrico criado 
quando em serviços ao potencial. Deverá ser usada em serviços com tensões iguais ou 
superiores a 66 kV. 
 
31 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
5.2.2 PROTEÇÃO DA CABEÇA 
• Capacete de segurança para proteção contra impactos e contra choques 
elétricos 
Destina-se a proteger o trabalhador contra lesões decorrentes de queda de 
objetos sobre a cabeça, bem como, isolá-lo contra choques elétricos (classe B). Deve ser 
usado sempre com a carneira bem ajustada ao topo da cabeça e com a jugular passada 
sob o queixo, para evitar a queda do capacete. Devem ser substituídos quando 
apresentarem trincas, furos, deformações ou esfolamento excessivo. A carneira deverá 
ser substituída quando apresentar deformações ou estiver em mau estado. 
 
5.2.3 PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACE 
• Óculos de proteção 
Destinam-se a proteger o trabalhador contra lesões nos olhos decorrentes da 
projeção de corpos estranhos ou exposição a radiações nocivas. Cada eletricista deve ter 
óculos de proteção com lentes adequadas ao risco específico da atividade, podendo ser 
de lentes incolores para proteção contra impactos de partículas voláteis, ou lentes 
coloridas para proteção do excesso de luminosidade ou outra radiação, quer solar quer 
por possíveis arcos voltaicos decorrentes de manobras de dispositivos ou em linha viva. 
 
5.2.4 EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES 
• Luvas de segurança isolantes para proteção contra choques elétricos 
Destinam-se a proteger o trabalhador contra a ocorrência de choque elétrico, por 
contato pelas mãos, com instalações ou partes energizadas em alta e baixa tensão. 
Há luvas para vários níveis de isolamento e em vários tamanhos, que devem ser 
especificados visando permitir o uso correto da luva. Devem ser usadas sob luvas de 
material mais resistente (vaqueta, outros) para proteção externa contra perfurações e 
outros danos. Deve-se usar talco neutro no interior das luvas, facilitando a colocação e 
retirada da mão e evitando a proliferação de micro-organismos na superfície da pele. 
Elas sempre devem estar em perfeitíssimas condições e serem acondicionadas 
em sacola própria. Antes do uso, as luvas isolantes devem passar por vistoria e 
periodicamente ensaiadas quanto ao seu isolamento. Caso estejam furadas, mesmo que 
sejam microfuros, ou rasgadas, com deformidades ou desgastes intensos, ou ainda, não 
passem no ensaio elétrico, devem ser rejeitadas e substituídas. Existem aparelhos que 
insuflam essas luvas e medem seu isolamento (infladores de luvas). 
32 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
São fabricadas em seis classes de acordo com o nível de tensão a proteger, 
conforme a Tabela 1. 
Tabela 1 – Classificação das luvas de segurança para proteção contra 
choques elétricos 
Classe das luvas 
Tensão máxima de uso 
(valor eficaz) 
(V) 
00 500 
0 1000 
1 7500 
2 17000 
3 26500 
4 36000 
São encontradas em nove tamanhos: 8; 8,5; 9,0; 9,5; 10,0; 10,5; 11,0; 11,5 e 12. 
• Luvas de Vaqueta 
As luvas de vaqueta são utilizadas como cobertura das luvas isolantes 
(sobrepostas a estas) e destinam-se a protegê-las contra perfurações e cortes causados 
por pontos perfurantes, abrasivos e escoriantes. São confeccionadas com costuras finas 
para manter a máxima mobilidade dos dedos e possuem um dispositivo de aperto para 
ajuste acima do punho. 
• Luvas de segurança para proteção das mãos contra agentes abrasivos e 
escoriantes 
Confeccionadas em raspa de couro e com costuras reforçadas, destinam-se a 
proteger as mãos do trabalhador contra cortes, perfurações e abrasões. O trabalhador 
deve usá-las sempre que estiver manuseando materiais genéricos abrasivos ou cortantes 
que não exijam grande mobilidade e precisão de movimentos dos dedos. 
• Mangas de segurança isolantes para proteção dos braços e antebraços 
contra choques elétricos 
Destinam-se a proteger o trabalhador contra a ocorrência de contato, pelos 
braços e antebraços, com instalações ou partes energizadas. As mangas são 
normalmente empregadas com nível de isolamento semelhante ao das luvas isolantes e 
em vários tamanhos. Possuem alças e botões que as unem nas costas. Devem ser 
usadas em conjunto com luvas isolantes. Antes do uso, as mangas isolantes devem sofrer 
vistoria e serem periodicamente ensaiadas quanto ao seu isolamento. 
 
33 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
5.2.5 PROTEÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES 
• Calçados de segurança para proteção contra agentes mecânicos e choques 
elétricos 
Destinam-se a proteger os pés do trabalhador contra acidentes originados por 
agentes cortantes, irregularidades e instabilidades de terrenos, evitar queda causada por 
escorregão e fornecer isolamento elétrico (tensão de toque e tensão de passo). Os 
calçados de segurança para trabalhos elétricos são normalmente de couro, com palmilha 
de couro e solado de borracha ou poliuretano e não devem possuir componentes 
metálicos. 
• Perneiras de segurança isolantes para proteção da perna contra choques 
elétricos 
Destinam-se a proteger o trabalhador contra a ocorrência de contato pelas coxas 
e pernas com instalações ou partes energizadas. As perneiras são normalmente 
empregadas com nível de isolamento de até 20 kV e em vários tamanhos. Devem ser 
usadas em conjunto com calçado apropriado para trabalhos elétricos. Antes do uso, as 
perneiras isolantes devem ser vistoriadas e, periodicamente, submetidas a ensaios 
quanto ao seu isolamento. 
 
5.2.6 EPI PARA PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS 
• Cinturão de segurança 
O conjunto cinturão/talabarte destina-se a proteger o trabalhador contra a queda 
de alturas. Seu uso é obrigatório em serviços em altura superior a 2 m em relação ao 
piso. O cinturão deve ser posicionado na região dacintura pélvica (pouco acima das 
nádegas) para que, no caso de uma queda, não haja ferimentos na coluna vertebral. Deve 
ser usado em conjunto com o talabarte. 
• Talabarte 
É acoplado ao cinturão de segurança e permite o posicionamento em estruturas 
(torres, postes). Normalmente é confeccionado em poliamida trançada e revestida com 
neoprene e possui dois mosquetões forjados e galvanizados, dotados de dupla trava. 
• Cinturão de segurança tipo paraquedista 
É um cinturão confeccionado em tiras de nylon de alta resistência tanto no 
material quanto nas costuras e ferragens. Os pontos de apoio são distribuídos em alças 
presas ao redor das coxas, no tórax e nas costas. O ponto de apoio é situado nas tiras 
existentes nas costas. Conjugado com sistema trava-quedas, permite a subida, descida 
ou resgate de forma totalmente segura e eficaz. 
34 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
 
• Dispositivo trava-queda 
Dispositivo de segurança para proteção do usuário contra quedas em operações 
com movimentação vertical ou horizontal, quando utilizado com cinturão de segurança 
para proteção contra quedas. É acoplado à corda-guia (ou “linha de ancoragem” ou “linha 
de vida”). 
• Fita ou cabo de aço retrátil 
Amortecedor de queda utilizado para fixação em ponto de ancoragem em 
estruturas. 
 
5.2.7 EPI PARA PROTEÇÃO CONTRA OUTROS RISCOS 
Para serviços elétricos em ambientes onde houver a presença de outros agentes 
de risco, deverão ser utilizados equipamentos de proteção individual específicos e 
apropriadas aos agentes envolvidos, tais como: 
• Respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra poeiras, 
névoas, gases, fumos, etc.; 
• Protetor auricular para proteção do sistema auditivo, quando o trabalhador estiver 
exposto a níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido; 
• Vestimentas adequadas a riscos químicos, umidade, calor, frio e outros elementos 
eventualmente presentes no ambiente; e 
• Calçado de segurança para proteção contra umidade. 
 
 
35 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
 5.3 UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS E INSTRUMENTOS COM SEGURANÇA 
 
5.3.1 SEGURANÇA EM MEDIÇÕES ELÉTRICAS 
Realizar medições elétricas pode parecer algo relativamente simples, mas 
envolve diversos riscos em relação à segurança do trabalho e ao próprio equipamento 
que sofre a medição. 
Os instrumentos de medição são projetados para sistemas elétricos específicos 
no que se refere à classe de tensão de uso, escala de corrente e categorias de medição. 
Uma escolha inadequada pode provocar um acidente de trabalho severo, danificar o 
instrumento de medição, e também o próprio equipamento ou o sistema que estamos 
medindo. 
Então, o que pode ser feito para realizarmos medições elétricas mais seguras? 
Podemos elencar três máximas nas medições seguras. São elas: 
• Instrumentação adequada 
• Utilização de procedimentos seguros 
• Uso de EPI 
 
 
 
INSTRUMENTAÇÃO ADEQUADA 
Você já deve ter ouvido falar que os instrumentos de medição possuem 
categorias específicas, enumeradas de I a IV. Mas afinal, o que significa isso? 
Essas categorias são uma classificação que fazemos das instalações elétricas a 
fim de definir o grau de risco de cada área que possa ser passível de uma medição 
elétrica. Desta forma, as instalações são classificadas em quatro categorias que se 
elevam de acordo com o risco. Em outras palavras os locais de categoria I são os menos 
arriscados e os de categoria IV são os que têm maior risco. 
Quais os critérios que são levados em conta para classificar as instalações 
elétricas desta forma? 
Esta classificação é feita por organismos normatizadores internacionais. A 
classificação leva em consideração o grau de risco que determinado ponto da instalação 
elétrica pode oferecer, tanto para o profissional quanto para o instrumento de medição. 
A Figura 9 representa como os organismos internacionais classificam cada ponto 
das instalações elétricas. 
36 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
 
 
 
PROCEDIMENTOS SEGUROS 
Como já dissemos, em uma medição elétrica estamos conectando nosso 
instrumento de medição ao sistema elétrico que está sendo medido. Este sistema tem 
características peculiares e por isso precisa ser entendido por quem realiza a medição. 
No momento de conectar o instrumento ao equipamento ou sistema, é importante 
seguir as orientações abaixo: 
• Antes de iniciar o uso do instrumento realize uma inspeção visual: 
Uma rápida inspeção visual no instrumento poderá detectar possíveis ponteiras 
com falhas no isolamento, pequenas avarias no instrumento, dentre outros problemas. 
• Se possível, mantenha apenas uma das mãos no ambiente de medição: 
Através de ponteiras específicas podemos evitar estar com as duas mãos no 
ambiente de medição. Esta medida é importante pois quanto menos partes do corpo 
estiverem próximas aos circuitos energizados, menos risco correremos. Para 
conseguirmos realizar medições desta forma, precisaremos de ponteiras tipo “jacaré” e 
 
Figura 9: Classificação de segurança CAT 
37 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
acessórios para fixar o instrumento no painel, como por exemplo, cintas imantadas que 
fixam o instrumento no próprio painel. 
• Para realizar a leitura, conecte o 1º terminal no ponto aterrado ou neutro do 
circuito depois o 2º terminal no ponto energizado. Ao final da leitura retire 
primeiramente o terminal do ponto energizado depois o terminal do ponto 
aterrado ou neutro. 
Esta medida garante uma proteção maior contra surtos, pois tanto no momento da 
conexão quanto no momento da retirada do sistema que sofre a medição, o instrumento 
sempre estará conectado no ponto neutro ou aterrado. 
• Para constatar que seu instrumento está medindo corretamente realize o 
método de medição em três pontos 
Esta é uma medida de segurança importante. Muitas vezes uma medição elétrica 
constata uma desenergização ou libera um equipamento para um serviço. Neste 
momento uma medição correta é essencial para a segurança. Assim, para nos 
certificarmos que o instrumento realmente está indicando uma medição correta, utilizemos 
sempre o método dos 3 pontos: 
1º Medição – Um local que você sabe que tem tensão 
2º Medição – O local que você está medindo efetivamente 
3º Medição – Retornar no local que você sabe que tem tensão 
 
• Utilize ponteiras de prova específicas para cada trabalho. 
Aquela velha regra que, para cada atividade existe uma ferramenta específica, 
também vale para medições elétricas. Existem atualmente ponteiras específicas para 
cada tipo de ambiente. Fazer uso destes acessórios pode tornar nosso trabalho muito 
mais seguro. 
 
 
 
 
38 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
USO DE EPI 
Um instrumento que conectamos em um sistema elétrico passa a ser parte 
integrante deste sistema, estando suscetível aos mesmos riscos. Existe também o risco 
de contato acidental do profissional com partes energizadas. A utilização do EPI 
adequado garante a segurança do trabalhador nestes casos. 
Em uma medição elétrica geralmente estamos dentro da zona de risco. Só é 
permitido adentrar a esta zona com a utilização de técnicas e/ou equipamentos de 
proteção que garantam a segurança do trabalhador. O Anexo J da ICA 66-29 define as 
delimitações das zonas controladas e de risco de forma clara e objetiva. 
 
5.3.2 FERRAMENTAS ISOLADAS 
Outro item de grande importância para a segurança em eletricidade são as 
ferramentas isoladas utilizadas na realização das atividades. 
Conforme preconizado na ICA 66-29, estas ferramentas devem ser inspecionadas 
regularmente. É importante realizar, pouco antes da utilização, uma inspeção visual no 
isolamento da ferramenta. Caso seja constatada alguma ranhura ou falha no isolamento, 
a ferramenta não deve ser utilizada para circuitos energizados. 
A Figura 11 mostra o símbolo de algumas ferramentas certificadas. 
 
 
 
 
39 
 
Apostila do Curso SEL013(EAD) – Revisão 2017 
6 – PROTEÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS 
 
 6.1 MÉTODOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO 
 
• Isolamento – consiste na retirada do material combustível que viria a alimentar a 
reação. Na prática, deve-se impedir que o material combustível que ainda não está 
queimando alimente a combustão, como por exemplo, fechar válvulas de gasolina, 
óleo diesel, gás e outros; retirar papel, tecido, madeira do ambiente em chamas, 
etc. 
 
• Abafamento – consiste na retirada do comburente da reação, ou, para ser mais 
exato, na redução da quantidade de oxigênio para um nível abaixo de 16 %, o que 
impedirá a continuidade da combustão. Na prática, deve-se eliminar o contato entre 
o fogo e o oxigênio, de modo a evitar a realimentação da combustão. 
 
• Resfriamento – consiste na retirada do calor do material que está incendiando. O 
agente extintor mais utilizado para realizar o resfriamento é a água, devido à sua 
farta oferta na natureza e à sua grande capacidade de absorção de calor. 
 
 6.2 AGENTES EXTINTORES 
 
• Água - pode ser usada em duas formas: 
a) Jato d’água – atua por resfriamento e deve ser utilizado somente para 
incêndios com combustíveis de classe A. 
b) Neblina ou chuveiro – age por abafamento e resfriamento, deve ser usado 
somente para incêndios das classes A e B. 
• Dióxido de carbono (CO2 ou Gás carbônico) - age por abafamento, é usado 
com sucesso em incêndios da classe B e pode ser usado também em incêndios 
da classe C, pois não é condutor de eletricidade. 
 
• Pó Químico Seco (PQS) - também age por abafamento, e é usado nos 
incêndios da classe B podendo também ser utilizado em incêndios da classe C. 
 
• Pó Químico Especial e Abafamento por meio de areia - devem ser utilizados 
para extinção de incêndios da classe D. 
 
• Pó ABC (Monofosfato de Amônia siliconizado) - isola quimicamente os 
materiais combustíveis de classe A, derretendo e aderindo à superfície do 
material em combustão. Atua abafando e interrompendo a reação em cadeia de 
incêndios da classe B. Não é condutor de eletricidade, podendo ser utilizado em 
fogos da classe C. Devido à sua fácil operação e uso universal, os extintores 
ABC são indicados para proteção residencial e comercial, com aplicações para 
a indústria. 
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Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
 
HIDRANTES 
São terminais de encanamento destinados a fornecer água para combater 
incêndios com auxílio de mangueiras. 
É necessário especial cuidado com as mangueiras no que tange à sua 
conservação. Elas não devem ser guardadas molhadas, não devem ser arrastadas pelo 
chão e devem ser mantidas nas caixas apropriadas para tal, devidamente enroladas. 
Os sistemas de hidrantes devem ser inspecionados e testados frequentemente, 
para garantir que estarão prontos para o uso em caso de ocorrência de um sinistro. 
 
 6.3 MEDIDAS PREVENTIVAS 
Algumas atitudes de prevenção são necessárias para evitar a ocorrência de 
incêndios, dentre elas: 
− somente realize uma atividade a quente (solda elétrica ou oxiacetilênica) em 
local seguro; 
− não guarde estopas nem trapos impregnados de óleo, cera ou combustível; 
− conserve os combustíveis e inflamáveis em recipientes próprios fechados, em 
ordem e devidamente rotulados; 
− faça revisões nas instalações elétricas, procurando pontos de aquecimento 
excessivo; 
− em caso de incêndio, não deixe o pânico fazer vítimas, faça com que as 
pessoas saiam em ordem, devagar e sem atropelos; 
− não obstrua nem mude de lugar os aparelhos de combate a incêndio; 
− se você usar um extintor ou descarregá-lo acidentalmente, comunique o fato 
imediatamente ao setor responsável; e 
− só rompa o lacre de um extintor se for para utilizá-lo. 
 
 6.4 COMO AGIR EM CASO DE INCÊNDIO 
Na ocorrência de um incêndio, para que as consequências sejam as mínimas 
possíveis, algumas medidas são importantes: 
− Desligue máquinas e equipamentos; 
− Acione o alarme, alerte os demais funcionários do setor e procure ajuda; 
− Não deixe ferramentas ou materiais no caminho, o que pode atrapalhar o 
trânsito dos colegas; 
− Não volte para apanhar nenhum objeto; 
− Toque a porta com a mão. Se estiver quente, não abra. Se estiver fria, faça o 
teste, abra-a vagarosamente e fique atrás dela. Se sentir calor ou pressão 
vindos através da abertura, mantenha a porta fechada; 
41 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
− Se puder sair, respire pelo nariz, em rápidas inalações, e rasteje para a saída, 
pois o ar é mais puro junto ao chão; 
− Não use elevadores, desça pelas escadas. Um incêndio razoável pode 
determinar o corte de energia para os elevadores; 
− Só suba se realmente for impossível descer. O fogo e o calor “caminham” 
sempre para cima; 
− Feche todas as portas que ficarem atrás de você; 
− Quando preso dentro de uma sala, jogue pela janela tudo o que puder se 
queimar facilmente: cortinas, tapetes, cadeiras, plásticos, etc. Com a ajuda de 
uma mesa deitada, com o tampo voltado para o fogo, proteja-se do calor 
irradiado, que se propaga em linha reta; 
− Mantenha-se vestido e molhe suas roupas se possível. 
 
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Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
7 – PRIMEIROS SOCORROS EM ELETRICIDADE 
 
 7.1 PRIMEIROS SOCORROS 
Os Primeiros Socorros são as medidas iniciais e imediatas dedicadas à vítima, 
fora do ambiente hospitalar, executadas por pessoa treinada para garantir a vida, 
proporcionar bem-estar e evitar agravamento das lesões existentes. Aspectos 
importantes: 
− A prestação dos Primeiros Socorros depende de conhecimentos básicos, 
teóricos e práticos por parte de quem os está aplicando; 
− O restabelecimento da vítima de um acidente, seja qual for sua natureza, 
dependerá muito do preparo psicológico e técnico da pessoa que prestar o 
atendimento; 
− O socorrista deve agir com bom senso, tolerância e calma; 
− O primeiro atendimento mal sucedido pode levar vítimas de acidentes a 
sequelas irreversíveis. 
Obs.: para conseguir realizar um socorro eficiente, antes de tudo o socorrista 
deve preocupar-se com a sua segurança, utilizando os procedimentos de segurança e os 
equipamentos de proteção necessários. 
Para prestar um bom atendimento, o socorrista deve obedecer às orientações na 
sequência descrita abaixo: 
 
1. Manter a calma. 
2. A segurança do socorrista e de sua equipe é prioridade, depois vem a vítima (para não 
gerar novas vítimas). 
3. Antes de iniciar o socorro, é fundamental que alguém ligue para o atendimento médico 
de urgência. Por exemplo, SAMU 192. 
4. Sempre verifique se há riscos no local, para você e sua equipe, antes de agir. 
5. Mantenha sempre o bom senso. 
6. Utilize o espírito de liderança, pedindo ajuda, atribuindo funções e afastando os 
curiosos. 
7. Distribua tarefas, assim os transeuntes, que poderiam atrapalhar, irão ajudar. 
8. Evite manobras intempestivas (realizadas de forma imprudente, com pressa). 
9. Em caso de múltiplas vítimas, dê preferência àquelas de maior gravidade, como por 
exemplo, vítimas em parada cardiorrespiratória ou que estejam sangrando muito. 
10. Seja socorrista e não herói, faça apenas aquilo que está previsto. 
 
Análise Primária da Vítima 
 
1 - Verifique o estado de (in)consciência da vítima (AVDI); 
2 - Abra as vias aéreas respiratórias; 
3 - Verifique a respiração (VOS); 
4 - Verifique os batimentos cardíacos; e 
43 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
5 - Aplicar colar cervical (se inconsciente). 
 
AVDI – Alerta, Verbaliza, Doloroso, Inconsciente. 
VOS – Ver, Ouvir, Sentir. 
Análise secundária da vítima 
 
1 - Proceda o exame da cabeça aos pés; 
2 - Questione a vítima (se possível); e 
3 - Questione as testemunhas (se houver). 
 
 7.2 NOÇÕES SOBRE LESÕES 
Dá-se o nome de traumatismo a toda lesão produzida no indivíduo por um agente 
mecânico (martelo, faca, projétil), físico (eletricidade, calor, irradiação atômica), químico 
(ácido fênico, potassa cáustica) ou, ainda, biológico (picada de animal venenoso). De 
acordo com essa classificação, devem-se considerar algunstipos de lesões (e suas 
consequências imediatas) que necessitam de socorro urgente: 
 
Contusão: É o traumatismo produzido por uma lesão, que tanto poderá traduzir-se por 
uma mancha escura (equimose) como por um tumor de sangue (hematoma); este, 
quando se localiza na cabeça, é denominado, vulgarmente, 'galo'. As contusões são 
dolorosas e a parte contundida deve ficar em repouso sob a ação de bolsa de gelo nas 
primeiras horas e banho de luz nos dias subsequentes. 
 
Ferida: É o traumatismo produzido por um corte sobre a superfície do corpo. O Corte 
pode ser superficial, afetando apenas a epiderme (escoriação ou arranhadura), ou 
profundo, provocando hemorragia às vezes mortal. Numa emergência, deve-se proteger 
uma ferida com um curativo qualquer e procurar sustar a hemorragia. 
 
Ferida Venenosa: É aquela produzida por um agente vulnerante envenenado (mordedura 
de cobras, picada de escorpião, flechas), que inocula veneno ou peçonha nos tecidos, 
acarretando reação inflamatória local ou envenenamento geralmente mortal do indivíduo. 
O tratamento resume-se em retirar o ferrão no caso de inseto, aplicar soro antivenenoso 
quando indicado e fazer um curativo local com antisséptico e gaze esterilizada. 
 
Esmagamento: É uma lesão grave, que afeta os membros. O membro atingido sofre 
verdadeiro trituramento, com fratura exposta, hemorragia e estado de choque da vítima, 
que necessitará de socorro imediato para não sucumbir por anemia aguda ou choque. 
Quando o membro tem de ser destacado do corpo, a operação recebe o nome de 
amputação traumática. Há também os pequenos esmagamentos, afetando dedos, mão, e 
cuja repercussão sobre o estado geral é bem menor. Resistindo a vítima à anemia aguda 
e ao choque, poderá estar ainda sujeita à infecção, especialmente gangrenosa e tetânica. 
 
44 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
Choque: É um estado depressivo decorrente de um traumatismo violento, hemorragia 
acentuada ou queimadura generalizada. Pode também ocorrer em pequenos ferimentos, 
como os que penetram o tórax. Caracteriza-se pelos seguintes sintomas: palidez da face, 
com lábios arroxeados ou descorados, se há hemorragia; pele fria, principalmente nas 
mãos e nos pés; suores frios e viscosos na face e no tronco; prostração acentuada e voz 
fraca; falta de ar, respiração rápida e ansiedade; pulso fraco e rápido; sede, sobretudo se 
há hemorragia; consciência presente, embora diminuída. Como primeiro socorro, precisa-
se deitar o paciente em posição horizontal e, havendo hemorragia, elevar os membros e 
estancar o sangue, aquecendo-se o corpo moderadamente, por meio de cobertores. 
 
Hemorragia: É a perda sanguínea através de um ferimento ou pelos orifícios naturais, 
como as narinas. Quando a hemorragia ultrapassa 500 g no adulto, ocorre a anemia 
aguda, cujos sintomas se assemelham aos do choque. A hemorragia venosa caracteriza-
se por sangue escuro, jato lento e contínuo (combate-se pela compressão local). A 
hemorragia arterial se distingue pelo sangue vermelho rutilante em jato forte e intermitente 
(combate-se pela compressão local). O paciente, em caso de anemia aguda, deve ser 
tratado como no caso do chocado, requerendo ainda transfusões de sangue, quando sob 
cuidados médicos. 
 
Queimadura: É toda lesão produzida pelo calor sobre a superfície do corpo, em graus 
maiores ou menores de extensão (queimadura localizada ou generalizada) ou de 
profundidade (1º, 2º, e 3º graus). Consideram-se ainda queimaduras as lesões produzidas 
por substância cáustica (ácido fênico), pela eletricidade (queimadura elétrica), pela 
explosão atômica e pelo frio. Conforme mencionado, classificam-se as queimaduras em 
três graus: 1º grau, ou eritema, em que a pele fica vermelha e com ardor (queimadura 
pelo sol); 2º grau ou flictema, com formação de bolhas, contendo um líquido gelatinoso e 
amarelado. Costuma também ser dolorosa, podendo infectar-se quando se rompe a 
bolha; e do 3º grau, ou escara, em que se verifica a mortificação da pele e tecidos 
subjacentes, transformando-se, mais tarde, numa ulceração sangrante, que se transforma 
em grande cicatriz. Em caso de acidente envolvendo queimaduras, o primeiro cuidado é 
extinguir a fonte de calor. Em seguida, procure lavar o local atingido com água corrente 
em temperatura ambiente. Também é importante buscar o auxílio de um profissional de 
saúde no posto de atendimento mais próximo do local do acidente. 
 
Distorção: Decorre de um movimento violento e exagerado de uma articulação, como o 
tornozelo. Não deve ser confundida com a luxação, em que a extremidade do osso se 
afasta de seu lugar. É uma lesão benigna, embora muito dolorosa, acompanhando-se de 
inchação da junta e impossibilidade de movimento. A imobilização deve ser o primeiro 
socorro, podendo empregar-se também bolsa de gelo, nas primeiras horas. 
 
Luxação: Caracteriza-se pela saída da extremidade óssea, que forma uma articulação, 
mantendo-se fora do lugar em caráter permanente. Em certos casos a luxação se repete 
a um simples movimento (luxação reincidente). As luxações mais comuns são as da 
mandíbula e do ombro. O primeiro socorro consiste no repouso e imobilização da parte 
afetada. 
 
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Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
Fratura: É todo rompimento súbito e violento de um osso. A fratura pode ser fechada 
(quando não houver rompimento da pele), ou aberta (fratura exposta) quando a pele sofre 
rompimento no local da lesão óssea. O primeiro socorro precisa vir através de aparelho 
respiratório, pois os pacientes podem sucumbir por asfixia. Deve-se lateralizar a cabeça, 
limpar-lhe a boca com o dedo protegido por um lenço e vigiar a respiração. Não se deve 
esquecer que o choque pode também ocorrer, merecendo os devidos cuidados; Nas 
fraturas da coluna, faz-se necessário um cuidado especial no sentido de não praticar 
manobras que possam agravar a lesão da medula; coloca-se o paciente estendido no solo 
em posição horizontal, com o ventre para cima; o choque também pode ocorrer numa 
fratura dessas. 
 
 7.3 MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS 
Após a identificação da lesão, deve-se seguir as seguintes orientações em cada 
caso: 
 
Estancar a hemorragia (Hemostasia): Quando a hemorragia é pequena, deve-se fazer 
uma compressão sobre o ferimento, utilizando-se um pedaço de gaze, um lenço bem 
limpo ou um pedaço de algodão. Na hemorragia pelas narinas basta comprimir com o 
dedo, externamente, o nariz. 
 
Combater o choque e a anemia aguda: Coloca-se o paciente com os membros 
inferiores em nível mais elevado; removem-se todas as peças do vestuário que se 
encontrarem molhadas, para que não se agrave o resfriamento do enfermo; cobre-se, em 
seguida, o seu corpo com cobertores ou roupas de que se dispõe no momento, a fim de 
aquecê-lo. A vítima pode ingerir chá ou café quente se estiver consciente e sem vômitos; 
ao mesmo tempo, deve-se tranquilizá-la, solicitando um socorro médico imediato e 
orientando-a a ficar imóvel. 
Imobilizar as fraturas: O primeiro socorro essencial de um fraturado é a sua 
imobilização; podem-se improvisar talas com ripas de madeira, pedaços de papelão, ou, 
no caso de membro inferior, calha de zinco. Nas fraturas de membros superior, as tipoias 
são mais aconselháveis. Quando o paciente apresenta fratura na coluna, a imobilização 
deve contemplar o repouso completo em uma posição adequada, de preferência o 
decúbito dorsal com extensão do corpo. 
 
Observar a respiração: É muito importante nos traumatizados observar a respiração, 
principalmente quando eles se encontram inconscientes. A respiração barulhenta, 
entrecortada ou imperceptível deve despertar no observador a suspeita de dificuldade 
respiratória, com a possibilidade de asfixia. 
 
Remoção de corpos estranhos: Os ferimentos que se apresentam inoculados de 
fragmentos de roupa, pedaços de madeira etc., podem ser lavados com água fervida se o 
socorro médico tardar; no caso, porém, de o corpo estranho ser uma faca ou uma haste 
metálica, que se encontra encravadaprofundamente, é preferível não retirá-lo, pois 
poderá ocorrer hemorragia mortal. No caso de empalação, deve-se serrar a haste pela 
sua base e transportar o paciente para o hospital, a fim de que lá seja removido o corpo 
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Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
estranho. Quando o corpo estranho estiver prejudicando a respiração, como no caso dos 
traumatismos da boca e nariz, cumpre fazer tudo para removê-lo de modo a favorecer a 
respiração. Não se deve esquecer que os pequenos corpos estranhos (espinhos de 
roseira, farpas de madeira, espinhos de ouriço-do-mar) podem servir de veículo para o 
bacilo de tétano, o que poderá ser fatal. 
 
Socorro ao queimado: Faz-se necessário considerar as queimaduras limitadas e as 
generalizadas. No primeiro caso, o socorro urgente consistirá em proteger a superfície 
queimada com gaze ou um pano limpo; no segundo caso, o choque deve ser a primeira 
preocupação. Deve-se pensar nele mesmo antes que se instale, cuidando logo de colocar 
o paciente em repouso absoluto, protegê-lo contra o resfriamento, fazê-lo ingerir bebidas 
quentes e tranquilizá-lo. Nesse último caso, o tratamento local ocupa um segundo plano. 
 
Socorro ao asfixiado: Em certos tipos de traumatismo como aqueles que atingem a 
cabeça, a boca, o pescoço e o tórax; os que são produzidos por queimaduras no decurso 
de um incêndio; os que ocorrem no mar, nos soterramentos etc. poderá haver dificuldade 
respiratória e o paciente corre mais risco de morrer pela asfixia do que pelas lesões 
traumáticas. Nesse caso, a identificação da dificuldade respiratória pela respiração 
barulhenta nos indivíduos inconscientes, pela falta de ar de que se queixam os 
conscientes, ou ainda, pela cianose acentuada do rosto e dos lábios, servirá de guia para 
o socorro à vítima. A norma principal é favorecer a passagem do ar através da boca e das 
narinas; colocar, inicialmente, o paciente em decúbito ventral, com cabeça baixa, 
desobstruir a boca e as narinas, manter o seu pescoço em linha reta, mediante a projeção 
do queixo para trás, o que se poderá fazer tracionando a mandíbula com os dedos, como 
se fora para manter fechada a boca do socorrido; se houver vômitos, vira-se a cabeça da 
vítima para o lado até que cessem, limpando-lhe a boca em seguida. Não se deve 
esquecer de colocar o paciente em ambiente de ventilação adequada e ar puro. A parada 
respiratória requer imediata respiração artificial, contínua e incessante, num ritmo de 16 
vezes por minuto, até que chegue o socorro médico, não importando que atinja uma hora 
ou mais. 
 
Transporte do paciente: Algumas vezes é indispensável transportar a vítima, até um 
socorro médico adequado; em princípio, o leigo não deverá fazer o transporte de qualquer 
paciente em estado aparentemente grave, enquanto estiver perdendo sangue, enquanto 
respirando mal, enfim, enquanto suas condições não pareçam satisfatórias. O transporte 
pode, por si só, causar a morte de um paciente traumatizado. 
 
 7.4 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA 
É a ausência das funções vitais, movimentos respiratórios e batimentos 
cardíacos. A ocorrência isolada de uma delas só existe em curto espaço de tempo; a 
parada de uma acarreta na parada da outra. A parada cardiorrespiratória leva à morte no 
período de 3 a 5 minutos. 
 
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Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
 Sinais e sintomas 
• Inconsciência; 
• Ausência de movimentos respiratórios e batimentos cardíacos. 
 
Frequência respiratória normal por minuto 
 
HOMEM 15 A 20 RESPIRAÇÕES 
 
MULHER 18 A 20 RESPIRAÇÕES 
 
CRIANÇA 20 A 25 RESPIRAÇÕES 
 
 
Frequência cardíaca por minuto 
 
HOMEM 60 A 70 BATIMENTOS 
 
MULHER 65 A 80 BATIMENTOS 
 
CRIANÇA 120 A 125 BATIMENTOS 
 
7.4.1 REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR 
 
- Como fazer a Respiração Artificial (Boca a Boca): 
1- Coloque a vítima em uma superfície plana e firme, incline sua cabeça para 
trás, para abrir as vias respiratórias. Retire próteses dentaduras (se estiver fora 
do lugar), alimentos ou qualquer objeto que possa sufocar a vítima. 
2- Certifique-se que a vítima não respira e aperte as narinas a fim de impedir a 
saída do ar. Tome fôlego, coloque sua boca sobre a boca da vítima e sopre até 
aparecer elevação do peito. Em crianças de até 1 ano de idade, realize a 
respiração boca a boca-nariz. 
Obs.1: o contato direto boca a boca com a vítima deve ser evitado, a menos 
que o socorrista tenha algum conhecimento de quem está socorrendo e 
entenda que não está se expondo a risco de contaminação. 
Obs.2: para se realizar a respiração artificial sem ocorrer o contato direto boca 
a boca, pode ser utilizado um reanimador manual do tipo ambu. 
3- Após 2 sopros iniciais, verifique (pela veia carótida) se há pulsação. Se não 
houver pulsação, realize mais 2 sopros e inicie a massagem cardíaca externa. 
Em adultos, faça 15 compressões (massagens) e 02 sopros. Em crianças, 05 
compressões e 01 sopro. 
48 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
4- Se a vítima voltar a respirar e o coração voltar a bater, interrompa a 
massagem e a respiração, mantendo controle da situação, até a chegada do 
socorro médico. 
- Como fazer a Massagem Cardíaca: 
1- Coloque a vítima em uma superfície plana e firme, em seguida, utilize os 
dedos indicador e médio, coloque os dedos indicador e médio na artéria 
carótida da vítima (localizada no pescoço, ao lado do pomo-de-adão) para 
sentir a pulsação. Se houver parada cardíaca, você não sentirá pulsação na 
artéria e as pupilas (meninas dos olhos) estarão grandes. 
2- Para localizar o coração, mova o dedo indicador na direção da garganta até 
o esterno (osso situado entre um peito e outro). 
3- Coloque a palma da sua mão sobre o osso esterno e sua outra mão sobre a 
primeira. Os dedos não devem tocar as costelas. 
4- Comprima o esterno, fazendo pressão suficiente para fazê-lo baixar mais ou 
menos 5 centímetros. Após cada compressão, relaxe a mão sem removê-la, 
para permitir a expansão do peito da vítima. 
- ATENÇÃO: 
• Em crianças até 1 ano de idade, faça massagem utilizando o seu polegar. 
• Em crianças de 1 a 8 anos, faça a massagem utilizando a palma da mão. 
- Interromper o socorro: 
• Se a vítima apresentar pulso/respiração; 
• se o socorrista se apresentar exausto; 
• ao entregar a vítima ao socorro médico. 
- Relação compressão x sopro 
• 15 compressões / 02 sopros, em adultos; 
• 05 compressões / 01 sopro em crianças. 
 
PROCEDA 04 CICLOS E REPITA A ANÁLISE PRIMÁRIA. 
 
49 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
8 - CONCLUSÃO 
A segurança em instalações e serviços com eletricidade é mais que uma técnica, 
é uma cultura, uma filosofia de vida e de trabalho. Os ganhos advindos das informações 
veiculadas durante o curso devem ser inseridos na rotina diária dos profissionais da área 
de eletricidade de forma a evitar a possibilidade de ocorrência de acidentes, otimizando 
as ações técnicas no intuito de garantir não só a operacionalidade dos sistemas, mas, 
sobretudo, a devida valorização da segurança e da saúde do trabalhador. 
Desta forma, esperamos ter colaborado com o crescimento pessoal e profissional 
dos alunos envolvidos no curso SEL 013. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
9 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
GUSSOW, Milton. Eletricidade Básica. São Paulo: Pearson Makron Books,1997. 
 
CREDER, Hélio. Instalações Elétricas. Rio de Janeiro: LTC, 2006. 
 
MAMEDE FILHO, João. Manual de Equipamentos Elétricos. Rio de Janeiro: LTC, 2005. 
 
 
Endereços eletrônicos: 
 
 
ABRACOPEL – Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da 
Eletricidade. www.abracopel.org.br acessado em 13/08/2010. 
 
ABRICEM - Associação Brasileira de Compatibilidade Eletromagnética 
http://www.abricem.com.br/ acessado em 21/10/2010. 
 
Agência Nacional de Energia Elétrica 
http://www.aneel.gov.br acessado em 11/08/2010. 
 
Agência Nacional de Telecomunicações 
http://www.anatel.gov.br acessadoem 03/10/2010. 
 
Altiseg (equipamentos de segurança para trabalhos em altura) 
http://www.altiseg.com.br acessado em 13/08/2010. 
 
Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho – INSS 
www.mpas.gov.br acessado em 17/08/2010. 
 
Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica - ABRADEE 
http://www.abradee.com.br acessado em 12/08/2010. 
 
Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica – 
ABRATE 
http://www.abrate.org.br acessado em 13/08/2010. 
 
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT 
http://www.abnt.org.br acessado em 22/08/2010. 
 
Conect (EPI, sobretudo para o setor elétrico) 
http://www.conectonline.com.br acessado em 18/08/2010. 
 
Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações 
http://www.fittel.org.br acessado em 12/09/2010. 
 
http://www.abracopel.org.br/
http://www.abracopel.org.br/
http://www.abracopel.org.br/
http://www.abracopel.org.br/
51 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
Fundação Coge (contém acervos do projetos desenvolvidos pelos antigos sub-comitês 
COGE / GRIDIS - guias, normas e publicações técnicas desenvolvidas sobre o setor 
elétrico) 
www.funcoge.org.br acessado em 15/08/2010. 
 
FUNDACENTRO Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do 
Trabalho 
http://www.fundacentro.gov.br/ acessado em 31/08/2010. 
 
Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares 
http://www.ipen.br/ acessado em 10/11/2010. 
 
Ministério da Minas e Energia 
http://www.mme.gov.br acessado em 13/08/2010. 
 
Ministério do Trabalho e emprego – MTE (Consulta de CA de EPI e download gratuito de 
normas regulamentadoras) 
http://www.mte.gov.br acessado em 13/08/2010. 
 
National Electrical Safety Foundation - NESF (EUA) 
http://www.nesf.org acessado em 01/09/2010. 
 
NIOSH - National Institute for Occupational Safety and Health 
Electrical Safety 
http://www.cdc.gov/niosh/injury/traumaelec.html acessado em 23/08/2010. 
 
Occupational Health and Environmental Safety Home Page (Página da empresa 3M) 
http://www.mmm.com/market/safety/ohes2/index.html acessado em 13/08/2010. 
 
Operador Nacional do Sistema Elétrico 
http://www.ons.com.br acessado em 03/09/2010. 
 
Programa Casa Segura 
http://www.programacasasegura.org/br Federação Interestadual dos Trabalhadores em 
Empresas de Telecomunicações 
http://www.fittel.org.br acessado em 12/09/2010. 
 
Ritz do Brasil S.A. (fabricante de equipamentos de proteção coletiva exclusivo para o 
setor elétrico) 
http://www.ritzbrasil.com.br acessado em 13/09/2010. 
 
Safety Guide - Um guia de segurança e saúde (brasileiro) 
http://www.safetyguide.com.br acessado em 17/10/2010. 
 
 
http://www.cdc.gov/niosh/injury/traumaelec.html%20acessado%20em%2023/08/2010
52 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
ÍNDICE 
 
1 - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES ................................................................................... 3 
 1.2 OBJETIVOS OPERACIONALIZADOS ..................................................................... 3 
 1.3 ÂMBITO .................................................................................................................... 3 
 1.4 ELABORAÇÃO E REVISÃO ..................................................................................... 3 
 1.5 GRAU DE SIGILO .................................................................................................... 3 
2 – APRESENTAÇÃO ......................................................................................................... 4 
3 – FUNDAMENTOS DA SEGURANÇA EM ELETRICIDADE ............................................ 5 
 3.1 RISCOS DE ORIGEM ELÉTRICA ............................................................................ 5 
3.2 RISCOS ADICIONAIS EM ELETRICIDADE .............................................................. 7 
 3.3 ANÁLISE DE RISCOS .............................................................................................. 9 
 3.4 MEDIDAS DE CONTROLE DO RISCO ELÉTRICO ............................................... 12 
 3.5 ACIDENTES DE ORIGEM ELÉTRICA ................................................................... 18 
4 – NORMATIZAÇÃO ........................................................................................................ 21 
 4.1 DOCUMENTAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS .......................................... 21 
5 – PROCEDIMENTOS DE PROTEÇÃO .......................................................................... 25 
 5.1 USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) ............................ 25 
 5.2 USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) ........................... 29 
 5.3 Utilização de ferramentas e instrumentos com segurança ..................................... 34 
6 – PROTEÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS .................................................................. 39 
 6.1 MÉTODOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO ............................................................ 39 
 6.2 AGENTES EXTINTORES ....................................................................................... 39 
 6.3 MEDIDAS PREVENTIVAS ..................................................................................... 40 
 6.4 COMO AGIR EM CASO DE INCÊNDIO ................................................................. 40 
7 – PRIMEIROS SOCORROS EM ELETRICIDADE ......................................................... 42 
 7.1 PRIMEIROS SOCORROS ...................................................................................... 42 
 7.2 NOÇÕES SOBRE LESÕES ................................................................................... 43 
 7.3 MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS .............................................................. 45 
 7.4 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA .................................................................... 46 
8 - CONCLUSÃO ............................................................................................................... 49 
9 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................. 50
53 
 
Apostila do Curso SEL013 (EAD) – Revisão 2017 
NK \l "__RefHeading___Toc10351_1577168193" 5.2 USO DE EQUIPAMENTOS DE 
PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) .................................................................................... 29 
 HYPERLINK \l "__RefHeading___Toc10353_1577168193" 5.3 Utilização de 
ferramentas e instrumentos com segurança .................................................................. 34 
 HYPERLINK \l "__RefHeading___Toc9910_1577168193"6 – PROTEÇÃO E COMBATE 
A INCÊNDIOS ................................................................................................................... 39 
 HYPERLINK \l "__RefHeading___Toc10355_1577168193" 6.1 MÉTODOS DE 
EXTINÇÃO DE INCÊNDIO ............................................................................................ 39 
 HYPERLINK \l "__RefHeading___Toc10357_1577168193" 6.2 AGENTES 
EXTINTORES ................................................................................................................ 39 
 HYPERLINK \l "__RefHeading___Toc10359_1577168193" 6.3 MEDIDAS 
PREVENTIVAS ............................................................................................................. 40 
 HYPERLINK \l "__RefHeading___Toc10361_1577168193" 6.4 COMO AGIR EM 
CASO DE INCÊNDIO .................................................................................................... 40 
 HYPERLINK \l "__RefHeading___Toc9912_1577168193"7 – PRIMEIROS SOCORROS 
EM ELETRICIDADE .......................................................................................................... 42 
 HYPERLINK \l "__RefHeading___Toc10363_1577168193" 7.1 PRIMEIROS 
SOCORROS .................................................................................................................. 42 
 HYPERLINK \l "__RefHeading___Toc10365_1577168193" 7.2 NOÇÕES SOBRE 
LESÕES ........................................................................................................................43 
 HYPERLINK \l "__RefHeading___Toc10367_1577168193" 7.3 MEDIDAS DE 
PRIMEIROS SOCORROS ............................................................................................. 45 
 HYPERLINK \l "__RefHeading___Toc10369_1577168193" 7.4 PARADA 
CARDIORRESPIRATÓRIA ........................................................................................... 46 
 HYPERLINK \l "__RefHeading___Toc9914_1577168193"8 - ICA 66-29 ........................ 49 
 HYPERLINK \l "__RefHeading___Toc9916_1577168193"9 - CONCLUSÃO ................ 108 
 HYPERLINK \l "__RefHeading___Toc9918_1577168193" 10 – 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 109 
	1 - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
	1.2 OBJETIVOS OPERACIONALIZADOS
	1.3 ÂMBITO
	1.4 ELABORAÇÃO E REVISÃO
	1.5 GRAU DE SIGILO
	2 – APRESENTAÇÃO
	3 – FUNDAMENTOS DA SEGURANÇA EM ELETRICIDADE
	3.1 RISCOS DE ORIGEM ELÉTRICA
	3.2 RISCOS ADICIONAIS EM ELETRICIDADE
	3.3 ANÁLISE DE RISCOS
	3.4 MEDIDAS DE CONTROLE DO RISCO ELÉTRICO
	3.5 ACIDENTES DE ORIGEM ELÉTRICA
	4 – NORMATIZAÇÃO
	4.1 DOCUMENTAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
	5 – PROCEDIMENTOS DE PROTEÇÃO
	5.1 USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC)
	5.2 USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)
	5.3 UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS E INSTRUMENTOS COM SEGURANÇA
	6 – PROTEÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS
	6.1 MÉTODOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO
	6.2 AGENTES EXTINTORES
	6.3 MEDIDAS PREVENTIVAS
	6.4 COMO AGIR EM CASO DE INCÊNDIO
	7 – PRIMEIROS SOCORROS EM ELETRICIDADE
	7.1 PRIMEIROS SOCORROS
	7.2 NOÇÕES SOBRE LESÕES
	7.3 MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS
	7.4 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA
	8 - CONCLUSÃO
	9 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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