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APS – CLÍNICA DE GRANDES ANIMAIS III – PARTE 2 HEMATOMA ETMOIDAL EM EQUINOS O aluno deve responder as questões dissertativas e discorrer sobre o tema em grupo, onde TODOS OS INTEGRANTES do grupo deverão postar a atividade no ambiente virtual (AVA – Ambiente Acadêmico). As respostas devem ser baseadas nos textos disponibilizados no link da aba APS da plataforma virtual, além outros artigos, livros e trabalhos escolhidos pelos alunos (PROCURAR ARTIGOS APENAS EM BASE DE DADOS/REFERÊNCIAS PELA ABNT), devendo desenvolver um raciocínio questionador e aprofundado sobre o hematoma etmoidal nos equinos. O trabalho deve abordar o entendimento das causas, manifestações clínicas, bem como os métodos diagnósticos e tratamento dessa afecção. EXEMPLOS: http://arsveterinaria.org.br/index.php/ars/article/view/825/905; https://eds.p.ebscohost.com/eds/pdfviewer/pdfviewer?vid=0&sid=a042f5e2-eb66-4911-bc64- fe85d941712e%40redis. file:///C:/Users/User/Downloads/ataide,+CR_403_16.JUL%20(1).pdf 1) Encontrar informações nos textos que permitam traçar a estratégia de atendimento do cavalo com sinusite, para decisão sobre manejo clínico ou cirúrgico do paciente 2) Pesquisar em ambientes virtuais e/ou presenciais informações que reforcem as boas práticas no atendimento do equino com alteração no trato respiratório anterior, que auxiliem e de embasamento para responder as questões da APS. · Quais são as causas e as manifestações clínicas do hematoma etmoidal em equinos · Quais são os métodos diagnósticos e possíveis protocolos terapêuticos dessa afecção O Hematoma Etmoidal Progressivo (HEP) em equinos foi descrito por Cook & Littlewort em 1974.Trata-se de uma massa não neoplásica, angiomatosa e encapsulada, que se desenvolve no labirinto etmoidal ou a partir dos seios paranasais, mais comumente o maxilar e o esfenopalatino. Não se sabe como cresce essa massa, mas podemos ver sucessivas hemorragias na camada submucosa do trato respiratório superior. Nota se que ocorre um crescimento lento e continuo, provocando um estiramento e espessamento da mucosa que recobre essa massa, formando, assim, uma capsula fibrosa. Com o desenvolvimento da doença, observa-se a destruição do epitélio respiratório e necrose óssea por compressão. A manifestação clínica do hematoma etmoidal mais comum é a hemorragia nasal intermitente e unilateral. Além disso, o cavalo chacoalha a cabeça, dispneia, tosse e cheiro fétido na expiração. Pelo espessamento da mucosa, a passagem do ar fica comprometida causando um ruido ventilatório, principalmente durante o exercício. Além disso, em potros, pode ocorrer distorção fácil secundaria, devido o crescimento ósseo. A confirmação do diagnostico ocorre com exame de imagem, utilizando o endoscópio da cavidade nasal podemos ver nitidamente a massa no interior da cavidade nasal, nota se também traços de sangue localizados no meato nasal, na abertura nasomaxilar ou ainda nos seis paranasais. Entretanto, esse exame não consegue dizer a extensão da lesão. Também é possível realizar exame radiográfico quando percebe a aumento da opacidade, particular de tecido mole no interior do seio. Já com a tomografia computadorizada é possível concluir os limites anatômicos da massa, determinando sua exata distribuição espacial. A tomografia mostra a massa bem definida, homogênea ou heterogênea e a exata localização dentro da cavidade, mas, a sua desvantagem, é que precisa de anestesia geral para sua realização. Devido à diminuição progressiva da área para passagem do ar pela cavidade nasal, podendo levar à obstrução unilateral completa, o tratamento conservativo não é indicado. Para o sucesso do tratamento cirúrgico o tecido de origem do HEP deve ser inteiramente removido, todavia, há alguns casos de recidiva da lesão. Anos atras era comum fazer cirurgia por trepanação dos seios nasais, depois passou-se a realizar excisão cirúrgica em posição quadrupedal. Há alguns casos de criocirurgia, mas não é efetiva na regressão de lesões extensas e a riscos de dano cerebral. Devido as complicações relativas aos procedimentos anteriores, propuseram como terapia a ablação química por injeção intralesional seriada de solução de formaldeído a 4% por via transendoscópica, obtendo regressão completa da massa e remissão dos sinais clínicos em 17 de 27 lesões tratadas. A injeção de formaldeído tem como ação a hidrólise de proteínas, promovendo a desidratação tecidual e coagulação da lesão. A solução deve ser injetada por um cateter de polipropileno com agulha retrátil de 23 GA, inserido pelo canal de biópsia do endoscópio, com o animal em posição quadrupedal e sedado. O procedimento é monitorado visualmente pelo endoscópio e, em relação ao volume administrado, o HEP deve ser preeenchido até ingurgitar e a solução de formaldeído começar a extravasar ao redor do cateter. Seguindo esta técnica, o extravasamento da solução de formaldeído sobre o epitélio respiratório adjacente é mínimo e causa somente inflamação local.