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Crescimento  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 1
Crescimento 
- BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO
SUMÁRIO
FATORES QUE INFLUENCIAM O CRESCIMENTO 
INTRAUTERINO
FATORES INTRÍNSECOS
→ Potencial genético
→ Estado hormonal
FATORES QUE INFLUENCIAM O CRESCIMENTO 
INTRAUTERINO
FATORES INTRÍNSECOS
FATORES EXTRÍNSECOS
VELOCIDADE DO CRESCIMENTO INTRAUTERINO
COMPRIMENTO
PONDERAL
FASES DO CRESCIMENTO PÓS-NATAL
CRESCIMENTO DO LACTENTE
CRESCIMENTO DA CRIANÇA
CRESCIMENTO PUBERAL
AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO
PARÂMETROS
NASCIMENTO AOS 2 ANOS
> 2 ANOS
VALORES DE REFERÊNCIA DO PESO
E QUAIS SÃO OS VALORES NORMAIS?
AO NASCIMENTO
1º ANO DE VIDA
2º ANO DE VIDA
> 3 ANOS
PUBERDADE
COMO CALCULAR A VELOCIDADE DE 
CRESCIMENTO (VC)?
POR QUE OS MENINOS CRESCEM MAIS?
CURVAS DE CRESCIMENTO 
CURVA PERCENTIL X CURVA ESCORE-Z
CORRELAÇÃO ESCORE-Z E PERCENTIL
DIAGNÓSTICO QUANTO A ESTATURA
CÁLCULO DO ALVO GENÉTICO
MENINAS
MENINOS
MATURAÇÃO ESQUELÉTICA
OBJETIVO
COMO REALIZAR A AVALIAÇÃO?
ATLAS DE GREULICH-PYLE E DE TANNER-
WHITEHOUSE
VALOR NORMAL
DIFERENÇA ENTRE A IDADE ÓSSEA (IO) E 
A IDADE CRONOLÓGICA (IC)
IDADE ÓSSEA
ATRASADA
AVANÇADA
PERFIS DE MATURADORES
LENTO
MÉDIO
RÁPIDO
ESTÁGIO FINAL DA MATURAÇÃO ÓSSEA
EXEMPLOS
Crescimento  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 2
FATORES EXTRÍNSECOS
→ Condições de saúde materna
→ Condições de saúde da placenta
VELOCIDADE DO CRESCIMENTO INTRAUTERINO
COMPRIMENTO
O pico da velocidade de crescimento em comprimento durante o período intrauterino 
acontece no 2º trimestre da gravidez, na 20ª semana
No período entre a 34ª e a 36ª semana, o crescimento do feto diminui devido à 
diminuição do espaço intrauterino
PONDERAL
O pico do ganho ponderal é atingido por volta da 30ª a 32ª semana
FASES DO CRESCIMENTO PÓS-NATAL
CRESCIMENTO DO LACTENTE
→ Fase de crescimento acelerado, com desaceleração rápida até os 3 anos de vida
→ Influenciado pela nutrição
CRESCIMENTO DA CRIANÇA
Fase de crescimento estável e lento, com desaceleração lenta até o início da puberdade
CRESCIMENTO PUBERAL
Quando ocorre o estirão, com desaceleração posterior, até atingir a estatura adulta
AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO
PARÂMETROS
NASCIMENTO AOS 2 ANOS
1. Peso
2. Comprimento
3. Perímetro Cefálico
> 2 ANOS
1. Peso
2. Estatura
VALORES DE REFERÊNCIA DO PESO
Extremo baixo peso ao nascer: < 1.000 g
Muito baixo peso ao nascer: 1.000 g a 1.499 g
Baixo peso ao nascer: 1.500 g até 2.499 g
Macrossômico: 4.000 g ou mais
E QUAIS SÃO OS VALORES NORMAIS?
Crescimento  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 3
AO NASCIMENTO
Peso médio: 3.000 a 3.300g
Comprimento de meninos: média 50cm, com uma variação de ± 2cm
Comprimento de meninas: média 49 cm, com uma variação de ± 2cm
Perímetro cefálico: mede entre 33 a 36 cm
Relação segmento superior/segmento inferior: a cabeça e o tronco são relativamente 
maiores do que o restante do corpo (relação 1,7)
1º ANO DE VIDA
Comprimento: aumenta 25 cm no primeiro ano de vida, sendo 15 cm no primeiro semestre e 
10 cm no segundo
Perímetro cefálico: cresce 12 cm
2º ANO DE VIDA
Comprimento: crescem em média 10 a 12 cm
Perímetro cefálico: mede entre 47 a 51 cm
> 3 ANOS
Velocidade de crescimento: 5 a 7 cm/ano até o início do estirão puberal
Perímetro cefálico: tamanho semelhante ao do adulto
Relação segmento superior/segmento inferior: ocorre aumento progressivo dos membros, 
sendo 1,3 aos 3 anos e 1 após os 7 anos
PUBERDADE
Pico de velocidade de crescimento de meninas: 
8,5 cm/ano de estirão
Ocorre no estágio 3 de desenvolvimento mamário de Tanner
Pico de velocidade de crescimento de meninos: 
9,5 cm/ano de estirão
Ocorre no estágio 4 de Tanner
COMO CALCULAR A VELOCIDADE DE CRESCIMENTO (VC)?
VC (cm/ano) = (estatura atual - estatura anterior) X 12 ÷ número de meses do 
intervalo
POR QUE OS MENINOS CRESCEM MAIS?
Crescimento  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 4
As meninas começam o seu estirão da puberdade mais precocemente e isso leva ao 
fechamento mais precoce das cartilagens de crescimento, permitindo com que os homens 
sejam, em média, 13 cm mais altos que as mulheres
CURVAS DE CRESCIMENTO 
CURVA PERCENTIL X CURVA ESCORE-Z
1. A avaliação dos dados antropométricos (peso, estatura, IMC) pode ser realizada 
tanto no gráfico de percentil quanto no de escore-Z
2. Gráfico de percentil: mostra a posição da criança em relação às outras
a. Por exemplo: uma criança no Percentil 25 de estatura indica que 25% das 
crianças de mesma idade e sexo têm estatura menor do que a dela. Do mesmo modo, 
75% das crianças de mesma idade e sexo apresentam estatura maior do que a dela
3. Escore-Z: termo estatístico que quantifica a distância do valor encontrado (peso, 
estatura, IMC) em relação à mediana da população
4. A interpretação do gráfico por desvio-padrão é feita da seguinte forma: o cálculo é 
feito a partir da mediana, que é o percentil 50, que se correlaciona ao escore-
Z=zero. A partir desse ponto, calcula-se quantos desvios-padrão a criança se 
afasta, indicando o escore-Z do paciente. Portanto: percentil 50 e escore-Z=zero 
são equivalentes
CORRELAÇÃO ESCORE-Z E PERCENTIL
ESCORE-Z PERCENTIL
- 3 0,1
- 2 3
- 1 15,9
ZERO 50
+ 1 84,1
+ 2 97
+ 3 99,9
DIAGNÓSTICO QUANTO A ESTATURA
PERCENTIL ESCORE-Z DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
< Percentil 0,1 < escore-Z -3
Muito baixa estatura para
a idade
≥ Percentil 0,1 e <
Percentil 3
≥ escore-Z -3 e < escore-Z
-2
Baixa estatura para a
idade
≥ Percentil 3 ≥ escore-Z-2
Estatura adequada para a
idade
A estatura acima do escore Z +2 não é considerada patológica
CÁLCULO DO ALVO GENÉTICO
MENINAS
(Estatura do Pai + Estatura da Mãe - 13)/2 ± 5
MENINOS
(Estatura do Pai + Estatura da Mãe + 13)/2 ± 5
Crescimento  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 5
MATURAÇÃO ESQUELÉTICA
OBJETIVO
Fornecer a informação da idade fisiológica diferentemente da idade cronológica
COMO REALIZAR A AVALIAÇÃO?
Por meio da radiografia de punho (idade óssea), avalia-se os centros de ossificação de 
uma criança
ATLAS DE GREULICH-PYLE E DE TANNER-WHITEHOUSE
VALOR NORMAL
É considerada normal a idade óssea que está entre 2 desvios-padrão (DP) para cima ou 
para baixo em relação à idade cronológica
DIFERENÇA ENTRE A IDADE ÓSSEA (IO) E A IDADE CRONOLÓGICA (IC)
12 meses em crianças de 2 a 4 anos
18 meses entre 4 e 12 anos
24 meses após os 12 anos
IDADE ÓSSEA
ATRASADA
→ Pode indicar que a criança tem maior potencial de crescimento
→ Pode refletir um déficit hormonal subjacente, como hipotireoidismo, deficiência de 
hormônio de crescimento
AVANÇADA
→ Pode sugerir que o paciente apresentará uma parada mais precoce do crescimento
→ Pode ser encontrada em crianças com puberdade precoce e nos maturadores rápidos
PERFIS DE MATURADORES
LENTO
Pico menor de velocidade de crescimento no estirão, porém podem crescer por mais tempo 
do que os maturadores rápidos
MÉDIO
Pico mais alto de velocidade de crescimento no estirão
RÁPIDO
Pico mais alto de velocidade de crescimento no estirão
Crescimento  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 6
ESTÁGIO FINAL DA MATURAÇÃO ÓSSEA
Determinada quando ocorre a fusão completa entre a epífise e a metáfise dos ossos
EXEMPLOS
Esquema que representa a ossificação de uma 
criança, que mostra os ossos do carpo separados 
com formação incipiente dos centros de 
ossificação
Esquema que representa maturação óssea completa. 
Os ossos do carpo estão articulados e os centros 
de ossificação apresentam uma maturação completa

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