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Pincel Atômico - 03/05/2024 20:56:30 1/5 BRUNA LIRA SILVA FERREIRA Avaliação Online (SALA EAD) Atividade finalizada em 30/03/2024 13:10:21 (1684547 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: HISTÓRIA DA ÁFRICA [965240] - Avaliação com 10 questões, com o peso total de 30,00 pontos [capítulos - 4,5,6] Turma: Segunda Graduação: História para Licenciados - Grupo: DEZEMBRO-B/2023 - SEGHISLIC/DEZ-B23 [105135] Aluno(a): 91528317 - BRUNA LIRA SILVA FERREIRA - Respondeu 10 questões corretas, obtendo um total de 30,00 pontos como nota [353897_393 21] Questão 001 (Professor de História / Prefeitura de Congonhas 2010)“… Nós conquistamos a África pelas armas… temos direito de nos glorificarmos, pois após ter destruído a pirataria no Mediterrâneo, cuja existência no século XIX é uma vergonha para a Europa inteira, agora temos outra missão não menos meritória, de fazer penetrar a civilização num continente que ficou para trás…" A partir da citação anterior, analise as afirmativas: I. Os europeus em geral classificavam os povos que viviam no continente africano, asiático e em outros continentes como primitivos para justificar a ocupação territorial e a submissão que utilizavam. II. A ideia de levar a civilização aos povos considerados bárbaros estava presente no discurso dos que defendiam a política imperialista. III. Para os europeus, civilizar consistia em povoar e partilhar a cultura com os povos de outros continentes, assim desenvolveram a origem da globalização. IV. Uma das preocupações dos estados nacionais europeus era justificar a ocupação dos territórios, apresentando os melhoramentos materiais que beneficiariam as populações nativas. Estão corretas apenas as afirmativas: II, IV I, III I, II, III X I, II, IV III, IV [353897_393 24] Questão 002 (UFG) Leia o texto a seguir: Por mais que retrocedamos na História, acharemos que a África está sempre fechada no contato com o resto do mundo, é um país criança envolvido na escuridão da noite, aquém da luz da história consciente. O negro representa o homem natural em toda a sua barbárie e violência; para compreendê-lo devemos esquecer todas as representações europeias. Devemos esquecer Deus e as leis morais. HEGEL, Georg W. F. Filosofia de la historia universal. Apud HERNANDEZ, Leila M.G. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. p. 20-21. [Adaptado] O fragmento é um indicador da forma predominante como os europeus observavam o continente africano no século XIX. Essa observação relacionava-se a uma definição sobre a cultura, que se identificava com a ideia de: X progresso social, materializado pelas realizações humanas como forma de se opor à natureza. tolerância cívica, verificada no respeito ao contato com o outro, com vistas a manter seus hábitos. autonomia política, expressa na escolha do homem negro por uma vida apartada da comunidade. Pincel Atômico - 03/05/2024 20:56:30 2/5 liberdade religiosa, manifesta na relativização dos padrões éticos europeus. respeito às tradições, associado ao reconhecimento do valor do passado para as comunidades locais. [353897_393 25] Questão 003 (Professor de História – Prefeitura de Salvador) Foi a Segunda Guerra Mundial que precipitou a luta anticolonial no continente africano. A avalanche revolucionária ganhou intensidade, sobretudo porque a França e a Inglaterra, senhoras dos principais impérios coloniais, saíram enfraquecidas da Segunda Guerra para enfrentar revoltas coloniais. Por outro lado, a derrota de Chiang Kai-sheck, na China, a capitulação francesa na Indochina (1954) e a nacionalização do Canal de Suez por Nasser, líder egípcio, também estimularam as guerras de libertação. Nessas lutas, projetaram-se inúmeros líderes africanos que, por vezes, procuraram adaptar ideologias ocidentais às condições locais, com o objetivo de eliminar todas as formas de colonialismo na África, como, por exemplo a(o) MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola) e a FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique). Conferência de Monróvia e a Organização da Unidade Africana. X Pan-Africanismo e a Negritude. União Africana e o Comitê de Libertação Africana. Conferência de Acra e a Conferência de Casablanca. [353897_390 12] Questão 004 “Até 1880, em cerca de 80% do seu território, a África era governada por seus próprios reis, rainhas, chefes de clãs e de linhagens, em impérios, reinos, comunidades e unidades políticas de porte e natureza variados. No entanto, nos trinta anos seguintes, assistiu-se a uma transmutação extraordinária, para não dizer radical, dessa situação. Em 1914, com exceção da Etiópia e da Libéria, a África inteira estava submetida à dominação de potências europeias e dividida em colônias de dimensões diversas, mas de modo geral, muito mais extensas do que as formações políticas preexistentes e, muitas vezes, com pouca ou nenhuma relação com elas”. Albert Adu Boahen.A África diante do desafio colonial. In: História geral da África, VII: África sob dominação colonial, 1880-1935 (editado por Albert Adu Boahen), 2.ª ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010, p. 3 (com adaptações) De acordo com o texto, conclui-se que: A presença europeia na África pouco modificou as estruturas locais existentes. A partir de 1914, toda a África, sem exceção, este sob dominação das potências europeias. X A dominação colonial da África pelos europeus instituiu novas formações políticas sem nenhuma relação com as já existentes. A África, desde o século XV, fora direta ou indiretamente governada por países europeus. Etiópia e a Libéria foram os primeiros territórios a serem colonizados pelos europeus. Pincel Atômico - 03/05/2024 20:56:30 3/5 [353897_390 02] Questão 005 “A Coroa portuguesa e outros Estados europeus devastaram a África, marcando para sempre sua história. Estimularam guerras entre seus habitantes e praticaram o escambo de produtos manufaturados, aguardente, fumo e tecidos por cativos de tribos rivais. Até o século XIX, enquanto durou a escravidão no Novo Mundo, milhões de africanos foram retirados do continente e encaminhados para as plantations americanas, em torno de 5 milhões só para a América portuguesa. ” (CAMPOS, F.; MIRANDA, R. G. A escrita da história. São Paulo: Escala Educacional, 2005. p. 213). Sobre o comércio de escravos no continente africano, marque Verdadeiro e Falso: ( ) O tráfico negreiro moderno ocasionou transformações na sociedade africana, pois o aumento ou a diminuição da escravidão interna (na África) estava relacionado(a) com a maior ou a menor demanda externa (para a América). ( ) Com a conquista árabe de parte da África, no século XII, principalmente no norte do continente, o tráfico de escravos e o número de pessoas escravizadas na África diminuíram consideravelmente, voltando a aumentar apenas após a chegada dos europeus ao continente. ( ) As pessoas tornavam-se escravas na África principalmente em razão das guerras entre tribos rivais, sendo os capturados reduzidos à condição de cativos. As guerras ocorriam entre os diversos reinos africanos e também entre as diferentes etnias do continente. ( ) Estados africanos não participaram do comércio de cativos, pois eram agentes passivos no processo de dominação e exploração europeia. A sequência correta é: V, F, V, V. V, V, F, V. X V, F, V, F. F, V, F, V. V, V, F, F. [353898_390 22] Questão 006 “A história do Brasil é profundamente marcada pelos séculos de escravidão. Apesar de lançado à mais triste condição a que um ser humano pode ser submetido, o contingente negro viu na fé em seus ancestrais uma possibilidade de refazer os laços, manter e recriar tradições e reconstituir, mesmo em termos simbólicos, as famílias, que, como parte da estratégia do sistema escravagista, foram completamente esfaceladas. Para preservar seu patrimônio cultural, foi preciso sobreviver e resistir a toda sorte de perseguição. As reminiscências africanas, seus rituais, cultos e divindades, apesar das diferençasétnicas, foram reunidas e organizadas numa religião: o candomblé, que surgiu oficialmente na Bahia nas primeiras décadas do século XIX com a chegada dos negros de origem nagô. Sob a égide de confrarias e irmandades de negros “católicos”, protegidos [pelo culto] aos santos da igreja, os primeiros terreiros foram aparecendo e se firmando. Na Igreja da Barroquinha, em Salvador, nasceu o Ilê Axé Airá Intilé, provavelmente no início dos anos 1800, do qual se originou o Ilê Iyá Nassô Oká, primeiro terreiro oficialmente registrado no Brasil. (Candomblé: Religião de Resistência”. (In: Carta Capital. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/candomble-religiao-de-resistencia/). O texto acima ressalta uma importante característica da cultura e religiosidade afro- brasileira que é: Etnocentrismo. Imperialismo. Afrocentrismo. X Sincretismo religioso. Pan-africanismo. https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/candomble-religiao-de-resistencia/) Pincel Atômico - 03/05/2024 20:56:30 4/5 [353898_390 07] Questão 007 Leia o texto a seguir. Enquanto a posição da Rainha Njinga com relação ao tráfico [de escravos] era ambivalente, às vezes abrindo e às vezes fechando os mercados, os reinos de Matamba e Cassanje, que controlavam a aquisição e distribuição de escravos e artigos de comércio nos sertões de Luanda, foram estabelecidos devido a seus vínculos com os portugueses. (MELO E SOUZA, M. Reis Negros no Brasil Escravocrata. Belo Horizonte: UFMG, 2006. p.109.) De acordo com o texto e o estudado, analise as afirmações a seguir: I – As alianças feitas entre a Rainha Njinga (ou Nzinga) e os comerciantes europeus devem ser entendidas no contexto, ou seja, como uma forma encontrada pela rainha à época para beneficiar seu reino. II – À essa época, os holandeses, senhores do Nordeste açucareiro brasileiro, já rondavam Luanda para traficar escravizados para Recife e com eles, Nzinga viu uma oportunidade resistir aos portugueses. III – A posição da rainha de manter uma relação ambivalente com os comerciantes europeus deve ser entendida como um arrependimento da mesma por ter se convertido ao Cristianismo e abandonado as tradições locais. IV – Em função da sua posição ambivalente com relação ao comércio de escravizados com os europeus, a Rainha Njinga foi logo derrotada pelas tropas portugueses e substituída por seu irmão mais favorável à presença portuguesa na região. I, II e IV. II, III e IV. II e IV. X I e II. I e III. [353898_390 06] Questão 008 A República do Benim é um país da região ocidental da África. Sua capital é Porto- Novo e sua língua oficial é o francês, apesar de a população utilizar dezenas de línguas regionais, em especial iorubá, fon, mina e goun. O país conta com cerca de 42 grupos étnicos distintos. Durante o período colonial, o principal reino da região era conhecido como: Mali. X Daomé. Congo. Ndongo. Gana. [353899_390 17] Questão 009 Ideologicamente, para justificar a “Partilha da África”, potências europeias utilizavam- se de discursos que desenhavam os africanos como “inferiores” e e os europeus, enquanto povos “superiores”, teriam a missão de civilizá-los. A corrente ideológica, com base científica, que mais se destacou nessa época foi: Pan-africanismo. Microbiologia. Antropologia cultural. X Darwinismo social. Existencialismo. Pincel Atômico - 03/05/2024 20:56:30 5/5 [353899_390 24] Questão 010 “As leis 10.639 e 11.645 tornam obrigatório o ensino da cultura, da história, do negro e dos povos indígenas na sociedade brasileira. É o que chamamos de educação multicultural. As leis existem, mas há dificuldades para que funcionem. Primeiro é preciso formar os educadores, porque eles receberam uma educação eurocêntrica. A África e os povos indígenas eram deixados de lado. A história do negro no Brasil não terminou com a abolição dos escravos. Não é apenas de sofrimento, mas de contribuição para a sociedade”. Entrevista com Kabengele Munanga. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/politica/a-educacao-colabora-para-a-perpetuacao-do-racismo A referida Lei representa um avanço não só para a educação nacional, mas também para a sociedade brasileira porque: Divulga conhecimento para a população afro-brasileira e indígenas. Aumenta a acessibilidade dos afrodescendentes e indígenas à educação básica. Legitima o ensino das ciências humanas nas escolas. Reforça a visão europeia acerca dos africanos e indígenas. X Reconhece e valoriza a pluralidade étnico-racial do país.