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Orientação solar das edificações Apresentação A correta orientação solar de uma edificação é um dos principais fatores para otimizar a utilização dos recursos naturais disponíveis no ambiente, como a luz solar e o vento, gerando conforto e bem- estar aos usuários. Nesta Unidade de Aprendizagem, você verá a importância da orientação solar no projeto de edificações e como a insolação pode interferir no conforto dos ambientes, por meio de exemplos e conteúdo teórico. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Definir a importância da orientação solar para o projeto de edificações.• Identificar as interferências da insolação nos ambientes.• Exemplificar projetos arquitetônicos em que a interação entre edificação e orientação solar é considerada. • Desafio O projeto arquitetônico deve ser desenvolvido de acordo com as características bioclimáticas de cada local, aproveitando o que o clima traz de bom e resolvendo os problemas que poderiam interferir no desempenho da edificação. Você é engenheiro civil de uma construtora do Sul do país e foi designado para construir uma residência unifamiliar. Considere o terreno da imagem a seguir, localizado na cidade de Porto Alegre, latitude 30° Sul, onde você deve posicionar os compartimentos da edificação para melhor aproveitamento da insolação e do conforto térmico, levando em conta a orientação solar. Considere a implantação da edificação proposta no terreno e identifique as melhores fachadas para localizar os dormitórios, as áreas de serviço e os ambientes de estar. Explique. Infográfico O entorno da edificação, a implantação, o zoneamento da edificação e o tratamento que as fachadas recebem são alguns desses elementos que são essenciais que o arquiteto considere em seu projeto. Acompanhe, no infográfico, um detalhamento de cada um desses elementos a considerar em um projeto e suas interferências da insolação nos ambientes. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/031b658b-c3e2-4c50-811f-d0d18cddabe9/548b6692-1ac8-419b-8c46-05465e12de6a.jpg Conteúdo do livro A orientação solar em projetos de arquitetura é um dos elementos principais na etapa de levantamentos e estudos preliminares, podendo, muitas vezes, ser uma condicionanante projetual. A correta disposição de uma edificação quanto à sua insolação auxilia no bem-estar dos habitantes, tornando os ambientes mais salubres e confortáveis, além de contribuir com a eficiência energética. No capítulo Orientação solar das edificações, da obra Conforto ambiental, base teórica para esta Unidade de Aprendizagem, você estudará mais sobre o conforto ambiental e a importância da orientação solar para o projeto de edificações. Boa leitura. CONFORTO AMBIENTAL Orientação solar das edificações Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Definir a importância da orientação solar para o projeto de edificações. Identificar as interferências da insolação nos ambientes. Exemplificar projetos arquitetônicos em que a interação entre edifi- cação e orientação solar é considerada. Introdução A correta orientação solar de uma edificação é um dos principais fatores para otimizar a utilização dos recursos naturais disponíveis no ambiente, como a luz solar e o vento, gerando conforto e bem-estar para os usuários. Para tanto, o projeto arquitetônico deve ser desenvolvido de acordo com as características bioclimáticas de cada local, aproveitando o que o clima traz de bom e resolvendo os problemas que poderiam interferir no desempenho da edificação. Condições de conforto ambiental são imprescindíveis para a saúde e o bem-estar das pessoas. Nos projetos de edificações, devemos considerar os fatores que influenciam direta ou indiretamente o conforto ambiental. O clima, as condições de vento, a temperatura, a insolação, a umidade e a luz natural serão determinantes para o conforto térmico da edificação. De acordo com Mascaró (1991), são quatro os principais fatores que afetam a perda de calor no ser humano, também chamados de fatores dinâmicos do clima: temperatura, umidade, movimento do ar e radiação. Uma edificação projetada sem considerar esses fatores pode se tornar inapropriada para os usuários dela, além de representar gastos maiores com consumo energético para compensar o desconforto térmico natural da edificação. Um exemplo são os edifícios envidraçados em climas quen- tes e com orientações com muita incidência solar. A menos que sejam utilizados materiais especiais e, muitas vezes, extremamente caros, esses edifícios requerem soluções de climatização artificial para compensar o calor intenso no verão e o frio no inverno. Há que se observar que todas as decisões que afetam o consumo energético de uma edificação ocorrem na elaboração dos desenhos preliminares de um projeto. O esforço necessário para implementar tais decisões na fase preliminar do projeto é pequeno quando comparado àquele que seria necessário para a sua posterior implementação, con- forme lecionam Brown e Dekay (2004). Neste capítulo, você vai verificar a importância da orientação solar no projeto de edificações e como a insolação pode interferir no conforto dos ambientes, analisando, por fim, exemplos de projetos arquitetônicos em que a interação entre edificação e orientação solar foi considerada. Importância da orientação solar para o projeto de edificações Na elaboração de projetos de arquitetura adequados aos diferentes climas, destacam-se alguns fatores que infl uenciam as decisões de projeto em função das características climáticas. De acordo com Frota (2003), são eles: forma (geometria) mais apropriada; orientação e dimensionamento das aberturas; localização dos diversos blocos no espaço físico; determinação da sombra projetada das edificações; determinação das máscaras produzidas por obstruções externas às aberturas; indicação de elementos externos de projeção da radiação solar (cons- truções, vegetação, etc.). O controle da radiação solar é um dos fatores com maior impacto no conforto térmico da edificação. Em locais onde o clima é muito quente, por exemplo, deve-se evitar que a radiação solar penetre em excesso nos ambientes, prevenindo ganhos de calor. No inverno, as pessoas perdem calor e, com isso, sentem frio; no verão, sentem calor e buscam se refrescar. Há muitas formas de isolar o calor e o frio nas construções, visando minimizar o desconforto térmico. As soluções Orientação solar das edificações2 estão, basicamente, na adequação do projeto do edifício, especialmente no que tange à sua orientação e ao seu envoltório (paredes, aberturas e cobertura). Determinar a posição do sol para o local da edificação e proteger o seu envoltório requer um estudo da geometria da insolação, que vai determinar graficamente a incidência do sol de acordo com a latitude, a hora e a época do ano, conforme leciona Frota (2003). No exemplo demonstrado nas Figuras 1 e 2, você observar que, de acordo com o horário do dia e a época do ano, há uma variação significativa na sombra projetada pela edificação no terreno devido à mudança da incidência solar. Nesse exemplo hipotético, a edificação está em um terreno situado no Hemisfério Norte, em Saint Louis, Missouri. Figura 1. Sítio hipotético para demonstrar a incidência solar sobre a edificação no terreno em diferentes horários e épocas do ano. Fonte: Brown e Dekay (2004, p. 29). 3Orientação solar das edificações Figura 2. Incidência solar sobre a edificação no terreno (sítio hipotético) em diferentes horários e épocas do ano. Fonte: Brown e Dekay (2004, p. 30). Na prática Veja, por meio de realidade aumentada, o quanto a incidência de luz solar em terreno no Hemisfério Sul influencia os aspectos construtivos de uma edificação, bem como as decisõesarquitetônicas. Aponte para o QR code ou acesse o link https://goo.gl/RtwuxK para ver o recurso.. Orientação solar das edificações4 Para determinar os horários do dia e do ano nos quais o sol estará pre- sente em determinado sítio, utilizamos a carta solar, com a representação dos elementos existentes no sítio. A Figura 3 mostra um solaroscópio, um instrumento que simula o movimento do Sol e permite identificar a incidência solar sobre uma edificação e a sombra projetada no terreno. Figura 3. Representação de um solaroscópio. Fonte: Adaptada de Lamberts, Dutra e Pereira (2014). Para melhor compreender a carta solar e a utilização do solaroscópio para simulações em projeto, veja a Figura 4, que demonstra o movimento do planeta Terra em torno do Sol e os diferentes ângulos de incidência da radiação solar de acordo com o período do ano e o horário do dia. Já a Figura 5 demonstra a trajetória solar em um dia qualquer na carta solar. 5Orientação solar das edificações Figura 4. Trajetória da Terra ao redor do Sol (translação), com o ângulo de inclinação do eixo norte-sul, os solstícios e os equinócios para o Hemisfério Sul. Fonte: Adaptada de Lamberts, Dutra e Pereira (2014). Figura 5. Trajetória solar em um dia qualquer na carta solar. Fonte: Adaptada de Lamberts, Dutra e Pereira (2014). Orientação solar das edificações6 A carta solar representa a trajetória do Sol na abóbada celeste como se ele estivesse projetado sobre uma superfície horizontal, conforme apontam Libbey-Owens-Ford (1974), Olgyay (1963) e Hoke (1996, apud BROWN; DEKAY, 2004). Na Figura 6 é demonstrado um exemplo de carta solar para a latitude 40º. Figura 6. Carta solar para a latitude 40°. Fonte: Brown e Dekay (2004, p. 31). Interferências da insolação nos ambientes As edifi cações são nossa terceira pele. No tempo em que nossos ancestrais se deslocavam em busca de áreas para se fi xar, há centenas de milhares de anos, eles não somente necessitavam adequar suas vestimentas, mas também as edifi cações para os abrigar e proteger. Assim, surgiu a necessidade de se construir edifi cações mais resistentes tanto ao frio quanto ao calor. 7Orientação solar das edificações O que não mudou com essas migrações foi o metabolismo humano pree- xistente. Em todas as sociedades, as pessoas têm a fi siologia e a temperatura corporal de aproximadamente 37,5 ºC, além dos mecanismos de adaptação para que possam manter seus corpos a essa temperatura mesmo nos climas mais rigorosos, conforme lecionam Roaf, Crichton e Nicol (2009). Assim, para tornar possível a sobrevivência em temperaturas que podem variar de mais de 50 ºC, nas latitudes menores, até −50°C, no Círculo Ártico, outros fatores entraram em jogo: o uso de vestimentas mais pesadas ou mais leves (a segunda pele) e o projeto das edificações (a terceira pele). A Figura 7 resume as interações entre clima, pessoas e edificações. Figura 7. Interação entre clima, pessoas e edificações: as edificações amenizam o clima de assentamentos ocupados de forma tradicional para ficarem adequados aos ocupantes e para trazer conforto dentro das normas culturais. Fonte: Roaf, Crichton e Nicol (2009, p. 52). A insolação nos ambientes afeta diretamente as pessoas e o conforto dos espaços. Dependendo da orientação solar, da distribuição das aberturas, dos materiais utilizados e da forma da edificação, haverá maior ou menor penetração dos raios solares. Com isso, há um impacto sobre a iluminação natural dos ambientes e a quantidade de calor dentro deles. A orientação do edifício influencia a quantidade de calor que ele recebe e pode representar o aumento do consumo de energia. Mascaró (1991) destaca que o uso adequado da orientação solar da edificação pode reduzir em cerca de 50% o consumo energético. O autor também exemplifica que um edifício Orientação solar das edificações8 na latitude 30ºS (correspondente a Porto Alegre), com suas fachadas maiores orientadas favoravelmente, recebe 1,7 milhão de quilocalorias/dia, ao passo que, quando orientado desfavoravelmente, a carga térmica recebida é da ordem de 4,2 milhões de quilocalorias/dia (quase 150% maior). Além da orientação, a forma da edificação também vai influenciar na carga térmica recebida por ele. Para que um edifício se torne confortável, ele deve ser projetado para o clima em que está inserido e deve considerar a orientação solar desde a fase preliminar do projeto. Esse cuidado deve ter como base o controle da radiação solar direta nos ambientes internos e a minimização da radiação solar direta e difusa nas fachadas e coberturas do edifício. No Hemisfério Sul (abaixo da Linha do Equador), a melhor orientação solar para a iluminação natural nas edificações é a orientação solar norte. Nessa orientação há maior incidência de luz solar direta e é relativamente fácil de sombrear as aberturas para o controle da entrada de radiação solar. A orientação solar sul também é benéfica para a iluminação natural, considerando que a incidência de luz é constante e que se trata da orientação que menos recebe luz solar direta, evitando assim o ofuscamento nos ambientes. Já as orientações solares leste e oeste são as que recebem a luz solar direta com mais intensidade no verão e menos no inverno, dificultando o projeto de proteções solares. A Figura 8 ilustra uma planta ideal considerando a orientação solar e a luz natural. Figura 8. Planta com orientação ideal em relação à iluminação natural. Fonte: Adaptada de Lamberts, Dutra e Pereira (2014). 9Orientação solar das edificações Projetos arquitetônicos em que a interação entre edificação e orientação solar é considerada As estratégias de projeto são utilizadas para melhorar a interação entre a edifi cação, o clima e a orientação solar. A maioria delas trata da orientação e da localização dos recintos com relação à insolação e à ventilação do lo- cal. A seguir serão apresentados alguns exemplos em que essa interação foi considerada no projeto arquitetônico. Nesses exemplos foram considerados principalmente a forma e o fechamento dos recintos, de modo a reduzir as cargas de aquecimento ou esfriamento, ou para responder às necessidades de uma edifi cação quanto ao aquecimento, ao esfriamento e à iluminação, por meio do uso dos recursos disponíveis no sítio. As estratégias apresentam recomendações de como os recintos podem ser projetados de forma a coletar, armazenar e distribuir o calor solar e/ou melhor utilizar o recurso de ventilação natural, conforme apontam Brown e Dekay (2004). Plantas baixas compactas As plantas baixas compactas reduzem a área de pele e, portanto, as perdas e os ganhos térmicos (aquecimento e esfriamento), conforme mostra a Figura 9. A quantidade de pele exposta em relação ao volume envolvido aumenta à medida que formas compactas, como cubos, são alongadas e se transformam em prismas retangulares ou fechamentos mais articula- dos. Consequentemente, as perdas e os ganhos térmicos por condução e convecção através da pele são maiores nas formas alongadas do que na formas compactas com o mesmo volume, conforme lecionam Brown e Dekay (2004). Orientação solar das edificações10 Figura 9. Exemplo de edificação no estilo New England Salt Box, com planta baixa compacta, e seu desempenho térmico. Fonte: Brown e Dekay (2004, p. 168). Estratégias de ventilação Na Figura 10 estão demonstradas de forma esquemática diferentes soluções em planta baixa e corte que permitem melhor utilização da ventilação natural nos ambientes da edifi cação. A ventilação cruzada é uma estratégia particu- larmente valiosa pois, além de remover o calor dos recintos, também promove uma melhor sensação térmica em climas quentes, uma vez que auxilia na evaporação das pessoas, conforme apontam Brown e Dekay (2004). 11Orientação solar das edificações Figura 10. Estratégias de organização dos espaços que favorecem tanto a ventilação cruzada quanto a ventilação por efeito chaminé. Fonte: Brown e Dekay (2004, p. 170).Conjunto habitacional em blocos com jardins Nem sempre os terrenos apresentam uma condição que permita a melhor orientação solar da edifi cação. A Figura 11 traz o exemplo do conjunto habi- tacional Brunnerstrasse-Empergasse, dos arquitetos Reinberg-Trebersperg- -Raith, em Viena, na Áustria, que foi concebido em doze barras de blocos com três pavimentos voltados para o sul (a maior incidência solar no Hemisfério Norte, ao contrário do Hemisfério Sul). As unidades voltadas para o sul garantem o aquecimento térmico necessário por meio da insolação direta nas fachadas e da criação de jardins de inverno, conforme apontam Brown e Dekay (2004). Orientação solar das edificações12 Figura 11. Conjunto habitacional Brunnerstrasse-Empergasse, corte norte-sul típico. Fonte: Brown e Dekay (2004, p. 177). No link a seguir, leia um estudo de caso de um edifí cio de escritó rios em Brasí lia cujo projeto levou em consideração a análise bioclimática da cidade. https://goo.gl/kMHchn 13Orientação solar das edificações BROWN, G. Z.; DEKAY, M. Sol, vento & luz: estratégias para o projeto de arquitetura. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2004. FROTA, A. B. Manual de conforto térmico. 8. ed. São Paulo: Studio Nobel, 2003. LAMBERTS, R.; DUTRA, L.; PEREIRA, F. O. R. Eficiência energética na arquitetura. 3. ed. Brasília: PROCEL Edífica, 2014. Disponível em: <http://www.mme.gov.br/docu- ments/10584/1985241/Livro%20-%20Efici%C3%AAncia%20Energ%C3%A9tica%20 na%20Arquitetura.pdf>. Acesso em: 6 nov. 2018. MASCARÓ, L. R. Energia na edificação. 2. ed. São Paulo: Projeto, 1991. ROAF, S.; CRICHTON, D.; NICOL, F. A adaptação de edificações e cidades às mudanças climá- ticas: um guia de sobrevivência para o século XXI. 1. ed. Porto Alegre: Bookman, 2009. Orientação solar das edificações14 Dica do professor A proteção solar nas edificações, assim como a orientação solar bem-disposta, possibilita que os espaços sejam dimensionados com conforto térmico e lumínico de forma natural. Os Brises são elementos compositivos de fachadas, utilizados como barreiras de proteção contra a radiação que poderia incidir diretamente nas janelas, varandas ou paredes. Assista ao vídeo desta Dica do Professor e conheça mais sobre os Brises. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/035fb09ad570eda697e23c41f90cb5dd Exercícios 1) Na elaboração de projetos de arquitetura adequados aos diferentes climas, destacam-se alguns fatores que influenciam as decisões de projeto em função das características climáticas. Nas localidades onde o clima é predominantemente quente, por exemplo, deve- se: A) dispensar o uso de proteções solares nas fachadas. B) evitar a incidência direta da radiação solar nas edificações. C) favorecer o ganho de calor nos ambientes. D) dispensar o uso de Brises nas aberturas. E) aumentar a quantidade de paredes cegas na edificação. 2) Há muitas formas de isolar as trocas térmicas (o calor e o frio) nas construções, visando a minimizar o desconforto ambiental. As soluções estão, basicamente, na adequação do projeto do edifício, da sua implantação de acordo com a orientação solar e do seu envoltório. Quais são os principais elementos que compõem os envoltórios das edificações que impactam no conforto térmico? A) Peles de vidro e tipo de fundação. B) Paredes e pisos internos. C) Paredes, aberturas e cobertura. D) Coberturas e tipos de fundações. E) Proteções solares e pisos internos. 3) Um edifício projetado para o clima no qual estará inserido garantirá que o mesmo seja confortável, além de sustentável. O corpo das pessoas que ocupam essa edificação recebe essa radiação proveniente das paredes, do forro ou do piso. O fluxo de calor é transmitido de três maneiras. Assinale a alternativa que cita essas formas. A) Condução, indução e radiação. B) Condução, convecção e radiação. C) Convecção, radiação e indução. D) Indução, convecção e refração. E) Condução, refração e radiação. 4) De acordo com a latitude e longitude do local, haverá uma orientação solar mais favorável para o projeto da edificação, visando ao seu conforto térmico. Por que a orientação solar Sul (no hemisfério Sul) é considerada a mais benéfica para iluminação natural, se não há incidência solar direta nesta orientação? A) Porque torna os ambientes mais frios, devido à baixa geração de iluminação natural e alta incidência de ventos. B) Porque é onde há maior incidência de radiação solar, gerando maior luminosidade. C) Porque torna os ambientes mais quentes devido à grande geração de luminosidade e calor. D) Porque fornece muita luz natural e há ofuscamento de luz nos ambientes. E) Porque é a orientação que menos recebe raios solares, evitando o ofuscamento nos ambientes. 5) A orientação solar de uma edificação colabora para que a mesma tenha maior ou menor consumo energético em sua utilização. Considerando o hemisfério Sul como a localização geográfica de uma determinada edificação e o uso de Brise Soleil, pode-se afirmar que: A) Utilizam-se Brises horizontais para proteção em fachadas Oeste. B) Utilizam-se Brises horizontais para proteção em fachadas Leste. C) Utilizam-se Brises verticais para proteção em fachadas Leste e Oeste. D) Utilizam-se Brises verticais para proteção em fachadas Norte. E) Utilizam-se Brises horizontais para proteção em fachadas Leste e Oeste. Na prática João da Gama Filgueiras Lima, também conhecido como Lelé, foi um arquiteto brasileiro conhecido pelos projetos desenvolvidos junto à Rede Sarah de hospitais. O hospital da Rede Sarah do Rio de Janeiro, projetado pelo arquiteto, é um exemplo de arquitetura adequada ao clima, à orientação solar e às condições de conforto necessárias do local. Conheça um pouco mais sobre esse projeto. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/8e0147ab-74f0-44d6-b63d-fca32e1544dd/d4f010de-1eea-44ad-a2fb-ee1fdacd5662.jpg Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Galeria da arquitetura O vídeo apresenta uma entrevista com Siegbert Zanettini, falando sobre a ampliação do Centro de Pesquisa da Petrobras que se destacou como símbolo da arquitetura ecossistêmica e sustentável no Brasil. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. A evolução das estratégias de conforto térmico e ventilação natural na obra de João Filgueiras Lima, Lelé: Hospitais Sarah de Salvador e do Rio de Janeiro O artigo apresenta as principais estratégias de conforto térmico e ventilação natural, utilizadas nos projetos arquitetônicos do arquiteto João Figueiras Lima. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Projeteee - Projetando edificações energeticamente eficientes O Projeteee é a primeira plataforma nacional que agrupa soluções para um projeto de edifício eficiente, com intuito de dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo PROCEL/Eletrobrás e a Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. O Projeteee é uma ferramenta pública com uma interface de fácil uso e serve como suporte didático a alunos e profissionais da construção civil visando a auxiliar seus projetos a fim de garantir o conforto dos usuários no interior das edificações. https://www.youtube.com/embed/2hI6DuzsUNU http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18141/tde-25042011-100330/es.php Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Sol, vento e luz - Estratégias para o projeto de arquitetura Neste livro são demonstrados diversos exemplos e soluções que comprovam o quanto as decisões de projeto afetam o desempenho térmico e o conforto das edificações. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! http://www.mme.gov.br/projeteee