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Edificação e meio ambiente
Apresentação
Atualmente, é possível perceber que há uma grande preocupação com sustentabilidade, meio 
ambiente e recursos naturais, em todos os segmentos e setores. Na área da arquitetura são pontos 
muito importantes e cada vez mais presentes no cotidiano, pois tanto os clientes quanto os 
profissionais já perceberam a sua relevância na hora de executar os projetos, sejam eles novos 
projetos ou mesmo para a reforma de edificações já existentes.
Nesta Unidade de Aprendizagem você aprenderá sobre as influências do meio natural sobre o meio 
construído, os impactos ambientais da implantação da edificação e como reconhecer os recursos 
sustentáveis aplicáveis na construção civil.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar as influências do meio natural sobre o meio construído.•
Explicar os impactos ambientais da implantação da edificação.•
Reconhecer os recursos sustentáveis aplicáveis na construção civil.•
Desafio
Você trabalha em um escritório de arquitetura, e um cliente entra em contato para solicitar um 
projeto para sua nova residência em uma cidade da região sul do Brasil.
 
Após analisar essas solicitações, como você poderá justificar para o seu cliente que a orientação sul 
não é a ideal para os dormitórios? Qual seria a melhor orientação para esses cômodos? Justifique 
dois tipos de recursos que contribuem na construção de uma edificação visando à sustentabilidade 
desejada pelo seu cliente.
Infográfico
A preocupação com o meio ambiente, a sustentabilidade e os recursos naturais permeia a 
arquitetura nas concepções de novos projetos ou mesmo nas revitalizações de prédios. E, por isso, 
alguns pontos importantes vêm, cada vez mais, sendo incorporados aos projetos arquitetônicos, 
pois somente por meio do uso racional desses recursos é que será gerada a continuidade dos 
recursos necessários às gerações futuras.
Observe, no infográfico, alguns pontos importantes que podem ser incorporados nos projetos 
arquitetônicos.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/fbb81392-1f5b-4d7e-8634-3cdaf983e2a8/05d50954-87ea-4c4c-a8e3-445a4008569f.jpg
Conteúdo do livro
Atualmente, existe uma enorme preocupação em relação ao meio ambiente, principalmente no que 
tange à sustentabilidade. E, na arquitetura, isso não é diferente, seja na hora das concepções de 
novos projetos seja nas revitalizações de espaços já existentes.
No capítulo Edificação e meio ambiente, da obra Conforto ambiental, base teórica para esta Unidade 
de Aprendizagem, você verificará como as influências do meio natural atingem as construções, bem 
como os impactos ambientais nas construções e os recursos sustentáveis que estão sendo 
aplicados nelas.
Boa leitura.
CONFORTO 
AMBIENTAL
Edificação e meio ambiente
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Identificar as influências do meio natural sobre o meio construído.
  Explicar os impactos ambientais da implantação da edificação.
  Reconhecer os recursos sustentáveis aplicáveis na construção civil.
Introdução
Atualmente, muito se fala a respeito da sustentabilidade, do melhor 
aproveitamento dos recursos nos projetos arquitetônicos. Por isso, é muito 
importante o amplo conhecimento do profissional na hora da execução 
do seu projeto, apresentando as melhores soluções para cada caso. 
O processo de criação que antecede um projeto arquitetônico é 
longo e trabalhoso. Os terrenos, os estilos arquitetônicos, os materiais 
e os recursos variam em cada situação. Caberá ao profissional analisar 
a solicitação do seu cliente e, a partir disso, desenvolver o projeto que 
melhor possa atendê-lo.
Influências do meio natural na arquitetura
Sempre ouvimos falar que o sol é uma fonte de vida e energia e que a luz 
natural oferece mais conforto e vantagens para o corpo humano do que a luz 
artifi cial. Por isso, cada vez mais os profi ssionais se preocupam com esses e 
outros fatores do meio natural na hora de elaborar um projeto arquitetônico. 
Aliada ao cruzamento da ventilação em uma residência, a orientação solar 
proporcionará um melhor aproveitamento do espaço, garantindo o conforto 
térmico e a valorização do imóvel.
As diferentes situações geográficas das edificações proporcionam condições 
bem diferentes nos projetos. Por exemplo, um projeto arquitetônico que con-
sidera a orientação solar pode tirar vantagem das posições mais privilegiadas 
em relação ao sol, aproveitando a energia solar tanto em termos térmicos 
quanto de iluminação, reduzindo as necessidades energéticas da habitação.
Atualmente temos muitos aparelhos eletrônicos e mapas de navegação 
baseados em orientações geográficas, que nos dizem o ponto em que estamos 
e para onde queremos ir, mostrando rotas e direções para chegarmos ao local 
desejado pelo melhor caminho. No entanto, deve-se sempre ter em mente 
os princípios básicos de orientação espacial e cartografia, especialmente os 
pontos cardeais e colaterais representados na rosa dos ventos (Figura 1), para 
que se possa realizar o levantamento topográfico do local da construção.
Figura 1. Rosa dos ventos mostrando os pontos 
cardeais e colaterais.
Fonte: Adaptada de Viewgene/Shutterstock.com.
A orientação do terreno é obtida por meio da bússola. A ponta da agulha 
indica o norte magnético. O norte verdadeiro ou norte astronômico é, em 
geral, diferente do norte magnético. Trata-se de um fator muito importante para 
que o arquiteto faça o projeto levando em conta a posição do sol (insolação) 
e a direção dos ventos nas diferentes épocas do ano.
Edificação e meio ambiente2
Quando o terreno é acidentado ou inclinado, o levantamento topográfico 
não é suficiente para o seu entendimento. A variação de alturas será medida 
no levantamento altimétrico e representada por meio de curvas de nível, 
que são a representação dos pontos de mesma cota ou altura em relação a um 
plano horizontal, tomado como referência (Figura 2).
Figura 2. Perfil topográfico e planta topográfica com as cotas de nível, em que cada 
curva representa uma altura. Na parte superior da imagem é possível visualizar essas 
curvas no sentido vertical, representando a topografia do terreno.
Fonte: Adaptada de Pena ([2016]).
Um projeto arquitetônico envolve muitos fatores, que devem ser observa-
dos e cuidadosamente desenvolvidos para que sejam apresentadas as melhores 
opções para o cliente, conforme a região em que se situa. Por exemplo, o 
estudo dos ventos nos ambientes é um ponto muito importante para o impacto 
ambiental nas edificações, pois privilegia as ventilações de forma natural, 
mantendo as temperaturas agradáveis com o menor consumo de energia. 
3Edificação e meio ambiente
Outro exemplo, como já vimos, é a orientação solar e seu aproveitamento 
para garantir conforto térmico e iluminação natural. Outro aspecto que deve 
ser atentado pelos profissionais é a adequada drenagem das águas, já que, 
nos períodos de chuvas, áreas pavimentadas e asfaltadas sem cuidado com 
os escoamentos podem ocasionar alagamentos e enchentes. Isso se observa 
devido ao desenvolvimento e crescimento acelerado das edificações e das 
cidades, muitas vezes envolvendo construções nas quais o impacto ambiental 
não foi considerado em seus projetos.
Na prática
Está claro para você o que são curvas de nível? De forma simplificada, podemos dizer 
que se trata de linhas que ligam pontos, na superfície do terreno, cuja altitude é a 
mesma (cota). Para facilitar o seu entendimento, veja, em realidade aumentada, as 
camadas de um perfil topográfico. 
Aponte para o QR code ou acesse o link 
https://goo.gl/RtwuxK para ver o recurso.
Orientação solar
A orientação solar é um dos fatores que determinam o maior ou menor valor 
de um imóvel. A orientação dos compartimentos no projeto arquitetônico 
quanto ao movimentodo sol depende da fi nalidade a que servem. Para 
compreender melhor a incidência do sol na Terra, observe, na Figura 3, que 
os movimentos de translação fazem com que os raios incidam mais direta-
mente ora em um hemisfério, ora em outro; assim, temos verão e inverno 
em hemisférios diferentes.
Edificação e meio ambiente4
Figura 3. Exemplo da incidência dos raios solares no globo terrestre 
durante os equinócios.
Fonte: Adaptada de Pena ([2016]).
Quando acontece o solstício de verão no hemisfério sul, por exemplo, 
temos o dia mais comprido do ano, ou seja, é o momento de maior incidência 
de radiação solar nesse hemisfério; ao mesmo tempo, no hemisfério oposto, 
será inverno, e teremos menor incidência de radiação solar, conforme mostra a 
Figura 4. Assim, os pontos cardeais terão características que variam conforme 
as estações do ano (SOLSTÍCIO, 2018).
Figura 4. Exemplo da inclinação dos raios solares durante o solstício de verão no hemisfério 
norte do globo terrestre.
Fonte: Adaptada de Pena ([2016]).
5Edificação e meio ambiente
O Brasil está localizado no hemisfério sul, ou seja, abaixo da Linha do 
Equador. No hemisfério sul, a orientação norte é uma ótima opção, pois 
permite maior incidência de sol dentro dos ambientes no período do inverno, 
mantendo, assim, o conforto térmico nos ambientes. A orientação sul costuma 
ser um problema para alguns, pois, como não há a incidência de sol durante 
o inverno, e muitas pessoas mantêm os ambientes fechados, sem ventilação, 
tais condições geram mofo e umidade, além de os ambientes ficarem extre-
mamente gelados, causando desconforto nos seus usuários. Já no verão, os 
raios incidem somente nas primeiras horas da manhã e nas últimas horas da 
tarde. Escolha voltar para essa direção apenas os ambientes secundários ou 
de permanência transitória, como escadas, depósitos, garagem, entre outros 
(SOLSTÍCIO, 2018).
Quanto às orientações leste e oeste, elas apresentam características pare-
cidas em relação à incidência dos raios solares, mas em horários diferentes 
do dia e em estações diferentes do ano. As fachadas leste recebem sol pela 
manhã, também conhecido como sol de higienização. Esta é a nossa melhor 
orientação solar, e os imóveis são mais valorizados quando têm face voltada 
para o leste. Já nas fachadas oeste, a incidência do sol é no período da tarde. Os 
ambientes com essa fachada são mais quentes e mantêm essa alta temperatura 
no período da noite.
Existem muitos fatores que favorecem ou não cada posição solar, mas 
cabe ao profissional verificar junto ao seu cliente o que ele busca e ajudá-lo 
a obter o imóvel desejado de acordo com a sua real necessidade. Também é 
muito importante um olhar atento do profissional quanto à ventilação natural, 
para tornar os ambientes agradáveis e confortáveis para os seus usuários, 
interferindo o mínimo possível no espaço urbano e no patrimônio natural e 
cultural, que será o tema do tópico a seguir (SOLSTÍCIO, 2018).
Os impactos ambientais ocasionados 
pelas edificações
Tanto as novas construções quanto as revitalizações de ambientes e espaços 
já existentes produzem algum impacto, seja ele ambiental, social ou econô-
mico, uma vez que provocam mudanças e infl uenciam diretamente no dia a 
dia das populações envolvidas. No entanto, existem formas de minimizar os 
impactos gerados por essas mudanças, como a utilização de novos materiais e 
a organização do canteiro de obras para que os resíduos da construção sejam 
menores e tenham o descarte correto.
Edificação e meio ambiente6
Os impactos gerados pelas intervenções podem criar transtornos para as 
pessoas que moram ou transitam na região, mas é necessário ter a consci-
ência de que serão momentâneos e, no futuro, trarão benefícios. O Manual 
de Impactos Ambientais do Ministério do Meio Ambiente (BRASIL, 1999) 
aponta alguns dos principais impactos ambientais gerados pelas cons-
truções. São eles:
  a degradação da flora e da fauna devido à manutenção da vegetação 
natural do local da construção;
  a geração de resíduos sólidos, material de aterro e poeira, na terrapla-
nagem e no descarte dos materiais da obra;
  a geração de ruídos (poluição sonora) devido ao uso de maquinário 
pesado;
  o aumento do consumo de água e energia para a execução dos serviços;
  o aumento da geração de esgoto durante a execução da obra;
  as mudanças em depósitos hídricos naturais e fluxos de águas super-
ficiais devido à terraplanagem e ao preparo do terreno;
  a emissão de poluentes atmosféricos devido ao transporte dos materiais 
e do maquinário.
Porém, alguns desses impactos podem ter efeitos a longo prazo, como o 
adensamento populacional. Por isso, é necessária a previsão de equipamentos 
urbanos e comunitários para a região em transformação, que possam aten-
der a população que já usa o espaço e abarquem a expansão populacional 
prevista. Deve-se sempre atentar para o que o plano diretor prevê para a 
região, considerando o uso e a ocupação do solo, bem como as legislações 
ambientais.
Além disso, segundo a Lei nº. 10.257, de 10 de julho de 2001, chamada 
de Estatuto da Cidade, em alguns empreendimentos privados ou públicos, 
especificados pela prefeitura municipal, deverão ser avaliados os “[...] efeitos 
positivos e negativos do empreendimento ou atividade quanto à qualidade de 
vida da população residente na área e suas proximidades” (BRASIL, 2001, 
documento on-line), dando origem ao chamado estudo prévio de impacto de 
vizinhança (EIV), conforme lecionam Spadotto et al. (2011).
Nesse contexto, com base no Estatuto da Cidade, as questões que podem 
ser afetadas pela construção da edificação são:
  o adensamento populacional;
  os equipamentos urbanos e comunitários;
7Edificação e meio ambiente
  o uso e a ocupação do solo; 
  a valorização imobiliária;
  a geração de tráfego e demanda por transporte público;
  a ventilação e iluminação;
  a paisagem urbana e o patrimônio natural e cultural.
Os recursos sustentáveis aplicados 
na construção civil
A preocupação com o meio ambiente e os processos sustentáveis é recente. 
Somente nas últimas décadas essa temática começou a fazer parte de agen-
das do governo e da sociedade organizada. São muitas as ações de sus-
tentabilidade que podem gerar valor para um imóvel, empreendimento ou 
condomínio. Na construção, por exemplo, a gestão dos resíduos, com sua 
efetiva destinação, pode gerar valor por meio da reciclagem e da geração de 
agregados (material desenvolvido a partir dos resíduos). A gestão de energia 
e do consumo de água, a seleção e reciclagem de lixo, a manutenção de 
áreas verdes e a implantação de hortas comunitárias também são exemplos 
de ações sustentáveis que são percebidas pelos consumidores e geram valor 
(SILVA, 2012).
Gestão de energia: o uso de fontes renováveis
Nos últimos tempos, podemos verifi car que as construções passaram a em-
pregar janelas maiores, com mais vidro nas suas fachadas e menos alvenaria 
(tijolo/reboco). Além disso, os projetos arquitetônicos passaram a valorizar 
mais a orientação solar, orientando suas faces para uma maior incidência 
da luz solar. Essas ações são realizadas com o intuito de permitir a entrada 
de luz natural pelo maior período possível. Com isso, o consumo de energia 
elétrica será menor.
O Brasil possui uma grande extensão territorial, com inúmeras formas de 
geração de energia. As incorporadoras e condomínios em geral já começaram 
a fazer investimentos em fontes renováveis de geração de energia. Entre 
elas, podemos destacar a geração de energia eólica (Figura 5) e a geração de 
energia solar fotovoltaica (Figura 6).
Edificação e meio ambiente8
Figura 5. Geração de energia eólica: aerogerador de três pás 
no alto de um edifício.
Fonte: Adaptada de Engster (2013).
Figura 6. Painéis de energia solar no alto de um prédio: o telhado tradicional 
substituído e, sobre a laje de concreto impermeabilizada, foram instalados vários 
painéis com células fotovoltaicas para captação de energia solar, e canteiroscom 
áreas verdes, que proporciona o conforto térmico.
Fonte: Adaptada de Kittibowornphatnon/Shutterstock.com.
Outra ação de sustentabilidade, no sentido de preservar e gerenciar a cadeia 
de consumo de energia elétrica, é a instalação de sensores ou temporizadores 
de acionamento em lâmpadas e equipamentos, principalmente em condomínios.
9Edificação e meio ambiente
Gestão de resíduos: contribuindo com o meio ambiente
A gestão consciente do lixo gerado nos condomínios, além de contribuir para 
a preservação do meio ambiente e o consumo sustentável, pode gerar valor 
aos imóveis e renda extra para a administração condominial. Cada vez mais 
se verifi cam condôminos dispostos a contribuir com programas de seleção e 
reciclagem de lixo. Esses produtos podem ser separados, reciclados e retornados 
para o condomínio em forma de receita. Esse processo pode contribuir para 
maiores investimentos, com menor custo.
Gestão de recursos hídricos: coleta e reuso de águas
Ambientalistas vêm, ao longo dos anos, alertando para a possibilidade de 
escassez de água potável, sendo essa uma das maiores preocupações da mo-
dernidade. Pensando nisso, alguns projetos de arquitetura e engenharia vêm 
desenvolvendo sistemas próprios de coleta e armazenamento de água da chuva. 
Nesses processos, a água já usada poderá ser utilizada, por exemplo, para a 
limpeza de áreas comuns e a lavagem de lixeiras.
Podemos concluir que a consciência sobre a importância de mantermos 
nossas fontes naturais de subsistência está muito presente no dia a dia dos 
profissionais da Arquitetura e da construção civil, fazendo com que estes 
busquem soluções sustentáveis. Deve-se sempre ter em mente que os recursos 
que extraímos da natureza são limitados e podem acabar. Desse modo, a busca 
por soluções e o trabalho em conjunto com a gestão sustentável é cada vez 
mais solicitado pelos clientes aos profissionais, visando à preservação do meio 
ambiente e ao desenvolvimento das gerações futuras.
Edificação e meio ambiente10
BRASIL. Lei Federal nº. 10.257, de 10 de julho de 2001. Regulamenta os arts. 182 e 183 
da Constituição Federal, estabelece diretrizes geria da política urbana e dá outras 
providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 11 jul. 2001. Disponível em: <http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10257.htm>. Acesso em 3 set. 2018.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Manual de impactos ambientais: orientações 
básicas sobre aspectos ambientais de atividades produtivas. 1999. Disponível em: 
<http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/manual_bnb.pdf>. Acesso 
em: 3 set. 2018.
ENGSTER, A. Prédios verdes ganham terreno no Brasil. Jornal do Comércio, Porto Alegre, 
28 out. 2013. Disponível em: <http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=138303>. 
Acesso em: 3 set. 2018.
PENA, R. A. Geografia. Mundo Educação, [2016]. Disponível em: <https://mundoedu-
cacao.bol.uol.com.br/geografia>. Acesso em: 3 set. 2018.
SILVA, C. L. Inovação e sustentabilidade. Curitiba: Aymará Educação, 2012.
SOLSTÍCIO. Wikipedia, 22 jun. 2018. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/
Solst%C3%ADcio>. Acesso em: 14 set. 2018.
SPADOTTO, A. et al. Impactos ambientais causados pela construção civil. Unoesc & 
Ciência — ACSA, v. 2. n. 2, p. 173-180, 2011. Disponível em: <https://editora.unoesc.edu.
br/index.php/acsa/article/viewFile/745/pdf_232>. Acesso em: 3 set. 2018.
Leituras recomendadas
ALVES, R. R. Administração verde: o caminho sem volta da sustentabilidade ambiental 
nas organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 1522: desempenho térmico de 
edificações. Rio de Janeiro, 2005. Disponível em: <http://www.abntcatalogo.com.br/
norma.aspx?ID=11>. Acesso em: 3 set. 2018.
BARBIRATO, G. M.; SOUZA, L. C. L.; TORRES, S. C. Clima e cidade: a abordagem climática 
como subsídio para estudos urbanos. 1. ed. Maceió: EDUFAL, 2007. v. 1.
BORGES, A. C.; MONTEFUSO, E.; LEITE, J. Prática das pequenas construções. São Paulo: 
Edgard Blucher, 1996.
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 307, de 5 de julho de 
2002. Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da 
construção civil. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 17 jul. 2002. Disponível em: <http://
www.mma.gov.br/estruturas/a3p/_arquivos/36_09102008030504.pdf>. Acesso em: 3 
set. 2018.
11Edificação e meio ambiente
CHING, F. D. K.; ECKLER, J. F. Introdução à arquitetura. Porto Alegre: Bookman, 2014. 
CORNETET, B. C.; PIRES, D. G. M. (Org.). Arquitetura. Porto Alegre: SAGAH, 2016.
LARA, L. C. Técnicas de orientação solar no projeto arquitetônico. Aprenda! Portal 
44, 15 abr. 2014. Disponível em: <http://44arquitetura.com.br/2014/04/tecnicas-de-
-orientacao-solar-no-projeto/>. Acesso em: 3 set. 2018.
PINTO, T. P. Gestão ambiental de resíduos da construção civil: a experiência do SindusCon-
-SP. São Paulo: Obra limpa, 2005.
ROSA dos Ventos. Dicionário de Símbolos, [2018]. Disponível em: <https://www.dicio-
nariodesimbolos.com.br/rosa-ventos/>. Acesso em: 3 set. 2018.
SILVA, C. L. Inovação e sustentabilidade. Curitiba: Aymará Educação, 2012.
ZYLBERSZTAJN, D.; LINS, C. Sustentabilidade e geração de valor: a transição para o século 
XXI. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
Edificação e meio ambiente12
Dica do professor
Ao elaborar um projeto arquitetônico ou a revitalização de um espaço, o arquiteto tem como 
objetivo a melhor utilização dos espaços, a qualidade de vida e a funcionalidade dos ambientes. 
Pensando nesses aspectos, ele realiza uma identificação do espaço destinado a esse projeto, para 
que possa realizar da melhor maneira a criação e materialização do que ele imagina na região, 
causando o menor impacto possível.
Assista ao vídeo desta Dica do Professor e compreenda sobre a preocupação com o meio ambiente 
e os processos sustentáveis, que são pontos muito defendidos pelos arquitetos na criação desses 
espaços. 
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
 
 
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/d31a8174054eaf5d63ce71b11d632108
Exercícios
1) Ao realizar um projeto arquitetônico, o profissional deve observar a orientação solar do 
terreno para que ele consiga apresentar ao seu cliente a melhor opção. Pensando na posição 
dos cômodos, é possível dizer que a melhor opção de orientação solar no estado do Rio 
Grande do Sul para os dormitórios é a: 
A) Oeste e a Leste.
B) Leste e a Norte.
C) Norte e a Sul.
D) Leste e a Sul.
E) Oeste e a Sul.
2) A orientação dos compartimentos no projeto arquitetônico, quanto ao movimento do sol, 
depende da finalidade de uso deles e da influência em alguns pontos dos imóveis. Assinale a 
alternativa correta: 
A) A orientação solar em um empreendimento é um dos fatores que determinam o maior ou 
menor valor de um imóvel.
B) Em um imóvel, a incidência solar será sempre a mesma em qualquer época do ano, em 
qualquer lugar.
C) Quando acontece o solstício de verão no hemisfério Sul, os dias são mais curtos, então é 
quando se tem a menor incidência de radiação solar dentro dos ambientes, 
independentemente da orientação.
D) A escolha da orientação solar será sempre de acordo com o que o cliente solicitar.
E) Quando o terreno é acidentado ou é inclinado, o levantamento topográfico é suficiente para 
o conhecimento do terreno, pois a inclinação não faz diferença na orientação do terreno.
Atualmente, um dos recursos que está sendo bastante utilizado nas novas construções para 
auxiliar na sustentabilidade é a coleta de água da chuva — uma técnica muito antiga, 
3) 
denominada “cisterna”. O recurso hídrico da coleta de água da chuva em residências e 
empreendimentos pode auxiliar a: 
A) aumentar o consumo de água nesses lugares, pois não haverá um controle dessa água já que 
as captações de água das chuvas provem deste recurso.
B) manter o mesmo consumo da água, mas com um custo mais elevado, pois esta águaprecisará 
de tratamento.
C) reduzir os custos de manutenção do imóvel, pois a água poderá ser utilizada para limpeza de 
áreas comuns e lavagem de lixeiras.
D) reduzir todo o consumo de água, pois as pessoas terão uma consciência de que a água é um 
recurso finito, caso não seja captada.
E) gerar um custo extra de água e energia para este imóvel, pois haverá um tratamento para 
tornar esta água potável.
4) O Brasil está localizado no hemisfério sul, os pontos cardeais têm características que variam 
conforme as estações do ano. De acordo com o posicionamento solar no solstício de verão, 
assinale a alternativa correta em relação à incidência de luz nos ambientes. 
A) Na orientação Sul, no solstício de verão, tem-se os raios incidindo somente nas primeiras 
horas da manhã e nas últimas horas da tarde.
B) Quando acontece o solstício de verão no hemisfério Sul, por exemplo, tem-se o dia mais curto 
do ano, e é o momento de menor incidência de radiação solar neste hemisfério.
C) As orientações Leste e Oeste têm características idênticas em diferentes horas do dia, sendo 
a incidência de sol nos ambientes menor, pois o ângulo de inclinação do sol é mais alto em 
relação à Terra.
D) As fachadas Oeste recebem sol pela manhã, também conhecido como o sol de higienização, e 
é a melhor orientação solar.
E) Na fachada voltada para o Leste, o sol é no período da tarde. Os ambientes nesta fachada são 
ambientes mais quentes e mantêm a alta temperatura no período da noite.
5) Quando um profissional é contratado para elaborar um projeto arquitetônico, existem vários 
fatores que auxiliam para o melhor aproveitamento dos recursos sustentáveis em uma 
edificação. Quais recursos podem ser indicados na aplicação projetual pelo arquiteto ao seu 
cliente?
A) Orientação solar, ventilação cruzada, coleta de água da chuva, reciclagem do lixo orgânico.
B) Piso aquecido, ar condicionado, coleta de água da chuva, reciclagem do lixo orgânico.
C) Orientação solar, ventilação cruzada, piso aquecido e coleta de água da chuva.
D) Piso aquecido, ventilação cruzada, coleta de água da chuva, reciclagem do lixo orgânico.
E) Orientação solar, ventilação cruzada, ar condicionado, reciclagem do lixo orgânico.
Na prática
O cliente, ao contatar um arquiteto, deseja que o profissional realize o seu sonho, materializando 
exatamente o que ele imaginou. Contudo, ao realizar a entrevista inicial, o profissional percebe que 
nem tudo que foi idealizado pode ser executado na prática, cabendo a ele explicar da melhor 
maneira ao cliente os prós e os contras.
Henrique e Alessandra procuraram João para realizar o projeto de sua residência, pois gostariam de 
construir uma residência com recursos sustentáveis, mas não sabiam exatamente o que poderia ser 
feito em um projeto para utilizar esses recursos.
Coube a João, enquanto arquiteto, explicar ao casal a aplicação desses principais recursos 
sustentáveis possíveis para a utilização na construção civil e no que será executado.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Prêmio de sustentabilidade para casa em Jurerê Internacional
Projeto referência em arquitetura que se preocupa com a economia dos recursos naturais. A casa 
em Florianópolis apresenta várias estratégias que garantem economia de água, conforto térmico, 
permeabilidade do solo, entre outros exemplos que precisam ser incorporados aos projetos de 
arquitetura em todas as escalas.
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Construção civil e sustentabilidade - Como minimizar os 
impactos?
O vídeo apresenta estratégias para minimizar impactos causados pela construção civil, com foco na 
sustentabilidade. Também aborda conceitualmente o termo sustentabilidade e aponta os benefícios 
de construções sustentáveis.
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Construções sustentáveis
O material apresenta o que é uma construção sustentável a partir das etapas de uma edificação e 
aborda o que é a certificação ambiental.
https://www.youtube.com/embed/i0WG4x2rOqQ
https://www.youtube.com/embed/S58qejb0GLU
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https://antigo.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/planejamento-ambiental-e-territorial-urbano/urbanismo-sustentavel/constru%C3%A7%C3%A3o-sustent%C3%A1vel.html