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BALLET CLÁSSICO - INICIAÇÃO
A seqüência dos passos da barra é :
1- aquecimento
2- plié
3- petit battement tendu
4- petit battement jeté
5- rond de jambe
6- bateria ( saltos) / frappé
7- grand battement
NOMENCLATURA :
en dehors = para fora
en dedans = para dentro
devant = na frente
derriére = atrás
a la second = ao lado
en avant = para frente
en arriére = para trás
POSIÇÕES DO CORPO :
en face = de frente para o público
croisé = cruzado
en effacé ou en ouvert = aberto
A sala de aula possui 8 cantos ou diagonais.
As Principais Posições dos Braços
Existem outras posições de braços, que partem das posições descritas aqui. Seus nomes
variam de acordo com os métodos usados hoje são de origem inglesa, russa e cubana.
-Primeira Posição
"Braços abaixados". Como se estivesse segurando uma melancia, as mãos ficam próximas
uma da outra e quase tocam as pernas
-Posição Preparatória
Os braços e as mãos ficam na altura do estômago, arredondados, como se segurasse uma
grande melancia. Os cotovelos ficam virados para fora.
-Segunda Posição
Os braços ficam ao lado do corpo, levemente arredondados. As mãos acompanham a linha
dos braços.
-Quinta Posição
Os braços ficam arredondados, ligeiramente à frente da cabeça.
As Principais Posições dos Pés
Em todas as posições, os pés ficam para fora (posição "en dehors"), o que depende de as
coxas e os joelhos estarem virados. Esta abertura parte do quadril.
BALLET CLÁSSICO
CONCEITOS BÁSICOS
Devant = na frente Effacé ou Ouvert = aberto
Derriére = atrás En face = de frente
En avant = p/ frente Ecarté = separado, afastado
En arriére = p/ trás En dehor = p/ fora
A la second = ao lado ( em segunda) En dedan =p/ dentro
Croisé = cruzado
NOMENCLATURA
1. ADAGIO : exercícios no centro , consistindo de movimentos lentos e graciosos que
podem ser simples ou com maior grau de dificuldade. Estes exercícios desenvolvem a
capacidade de sustentação e equilíbrio, além da postura correta. Os principais passos do
adágio são : pliés, developpés, grand ronds jambe en l’air, attitudes, arabesques, etc..
2. ALLEGRO : são movimentos brilhantes e vivos , como: changements, echapés, jetés,
coupés, assemblés, glissades, etc...
3. ALLONGÉ : alongado , estendido, esticado. Ex: quarta posição allongé
APLOMB - Aprumo. Dá-se o nome de Aplomb à elegância e ao controle perfeito do
corpo e dos pés, conseguido pelo bailarino ao executar o movimento.
4. À TERRE : tudo que é feito no chão.
ARRONDI - Arredondado, curvo. Exemplo: battement arrondi.
5. EN L’AIR : tudo que é feito no ar.
6. EN PROMENADE : andando ou em passeio. Ex: arabesque en promenade, ou seja,
você faz um arabesque e gira lentamente sobre o calcanhar da perna de apoio.
7. ARABESQUE : posição em que o corpo está apoiado sobre uma das pernas, com a
outra estendida atrás formando um ângulo de aproximadamente 90º. Os ombros devem ser
mantidos retos em frente à linha de direção.
* ( VER FIGURAS DOS ARABESQUES).
8. ARABESQUE PENCHEÉ : quer dizer arabesque debruçado. O tronco inclina-se para
frente à medida que a perna de trás vai subindo o mais alto possível.
9. ASSEMBLÉ : quer dizer juntos ou reunidos. Pode ser :
- devant : 5º posição com o pé direito na frente. O pé direito escorrega para 2º posição
( ao lado) no ar, junta-se com o pé esquerdo no ar e fecha na frente.
- derriére : 5º posição com o pé direito atrás. O pé direito escorrega para 2º posição no
ar, junta-se com o pé esquerdo no ar e fecha atrás.
- dessu : 5º posição com o pé direito atrás. O pé direito escorrega para 2º posição no ar,
junta-se com o pé esquerdo no ar e fecha na frente.
- dessous : 5º posição com o pé direito na frente. O pé direito escorrega para 2º posição
no ar, junta-se com o pé esquerdo no ar e fecha atrás.
- en avant : 5º posição com o pé direito na frente. O pé direito escorrega para 4º
posição no ar, junta-se com o pé esquerdo no ar e fecha na frente, deslocando o
corpo
- en arriére : 5º posição com o pé direito atrás. O pé direito escorrega para 4º posição no
ar , junta-se com o pé esquerdo no ar e fecha atrás , deslocando o corpo.
OBS: Deve-se iniciar e terminar o passo com demi-plié e esticar as pontas durante o
salto.
10. ASSEMBLÉ SOUTENU EN FACE : é um assemblé sustentado de frente para o
público.
- dessu : 5º posição pé direito atrás. Demi-plié escorregando o pé direito esticado para 2º
posição à terre; volta-se para 5º posição direita na frente por relevé.
- dessous : 5º posição pé direito na frente. Demi-plié escorregando o pé direito esticado
para 2º posição à terre; volta-se para 5º posição direita atrás por relevé.
11. ASSEMBLÉ SOUTENU EN TOURNANT : é um assemblé sustentado girando.
- en dedan ( p/ dentro) : 5º posição direita atrás. Demi-plié ,degagé a la second à terre com
o pé direito; este junta-se em 5º posição na frente na meia-ponta e o giro é feito na
direção do pé de trás ( esquerdo) .
Ao fechar 5º o pé esquerdo troca e fica na frente.
- en dehor ( p/ fora) : 5º posição direita na frente. Demi-plié, degagé a la second à terre
com o pé direito; este junta-se em 5º posição atrás na meia-ponta e o giro é feito na sua
direção. Ao fechar 5º o pé direito continua na frente.
12. ASSEMBLÉ PORTÉ : assemblé levado. Este assemblé requer um passo preparatório
antes. Durante o assemblé porté , o corpo é transportado no ar de um lugar para outro.
13. PETIT ASSEMBLÉ : pequeno assemblé. A perna em movimento estica-se no ar com
sentido vertical ( p/ baixo) e fecha 5º posição em seguida.
14. ATTITUDE : uma das pernas fica dobrada na frente ( devant) ou atrás (derriére) num
ângulo de cerca de 90º . A coxa deve estar bem aberta para fora , ou seja , en dehor.
BALANCÉ – Passo balançado. Este passo é muito parecido com o passo de valsa e é
uma alternativa de balança, passando o peso de um pé para o outro. O balancé pode ser
feito cruzando o pé na frente ou atrás. Quinta posição, pé direito para frente. Demi-plié,
dégagé o pé direito para a segunda posição e desloca sobre o mesmo levemente em demi-
plié cruzando o pé esquerdo atrás do tornozelo direito e inclinando a cabeça e o corpo
para a direita. Pisa no pé esquerdo demi-pointe atrás do pé direito levantando este
ligeiramente, e depois deixa-se cair novamente sobre o pé direito em demi-plié com o pé
esquerdo levantado com um cou-de-pied atrás.
15. BALLOTTÉ : quer dizer jogado, atirado. 5º posição com o pé direito na frente, demi-
plié. Coupé com o pé esquerdo, pula e troca fazendo um coupé com o pé direito , seguido
por um developé.
OBS: Deve-se iniciar e terminar o passo com fondu na perna de apoio. Geralmente é feito
com o corpo em effacé.
16. BATTEMENT :quer dizer batida. Portanto:
Petit battement tendu = pequena batida esticada
Grand battement = grande batida
Petit battement glissé ou jeté = pequena batida fora do chão
Battement frappé = battement batido
17. BATTEMENT EN ROND ou GRAND ROND DE JAMBE : grande batida redonda.
O rond de jambe é en l’air , passando por todas as posições, sendo seu ponto mais alto
quando a perna passa a la second.
18. BATTERIE : quer dizer bateria, ou seja inclui todos os passos batidos e saltitantes.
BALLON - Bola. Pulo elástico. Uma qualidade leve e elástica dos movimentos do
bailarino como os suaves pulos de uma bola de borracha.
BALLOTTÉ – Jogado, atirado. Um alegre passo atirado que requer muito equilíbrio,
ballon e épaulement. Também é chamado de Jeté bateau.
19. BALLONNÉ : quer dizer pulado. O bailarino pula esticando a perna de baixo e
executando um battement com a outra perna , caindo com coupé e fondu sobre a perna
de base. Pode ser devant, a la second , derriére ou en avant.
OBS: pode ser feito com relevé ao invés de saltar, principalmente nas pontas
( BALLONNÉ SUR LA POINTE)
20. BATTU : quer dizer batido. Qualquer passo embelezado com uma batida é chamado
battu. Ex: assemblébattu.
BRAS – Braços.
Bras bas – Braços baixos. Esta posição é o atenção dos bailarinos. Os braços formam um
círculo com as palmas da mão de frente uma para a outra e as costas das mãos repousando
nas coxas. Os braços devem ficar pendurados livremente mas sem permitir que os
cotovelos toquem no corpo.
21. BRISÉ : quer dizer partido. Fundamentalmente, um brisé é um assemblé batido em
movimento. A perna em movimento arrasta-se da 5º posição de forma que a ponta do pé
fique alguns centímetros do chão, bate na frente ou atrás da outra perna que se desloca ao
encontro dela ; em seguida ambos os pés voltam ao chão simultaneamente em demi-plié na
5º posição. Pode ser :
- dessu = brisé por cima . Sai com a perna de trás, bate na frente e termina atrás.
- dessous = brisé por baixo. Sai com a perna da frente, bate atrás e termina na frente.
OBS : Os brisés são classificados em :
2/2 : sai de 5º posição e termina em 5º
2/1 : sai de 5º posição e termina em coupé
1/1 : sai no coupé e termina no coupé
1/2 : sai no coupé e termina em 5 º posição
22. BRISÉ VOLÉ : brisé em vôo. O bailarino acaba num pé só ( em coupé ou com a perna
esticada) depois da batida, com a outra perna cruzada na frente ou atrás.
23. CABRIOLE : quer dizer salto, cabriola. É um passo de elevação no qual as pernas
estendidas são batidas no ar. A perna de sustentação vai de encontro com a do
movimento.
24. CAMBRÉ : quer dizer arqueado. Dobrar o corpo para trás a partir da cintura, com a
cabeça e os braços acompanhando o movimento do corpo.
CENTRE PRACTICE - Exercícios feitos no centro.
25. CHAINÉ ou DEBOULÉ : quer dizer cadeias, elos. Consiste numa série de voltas
rápidas e contínuas com os braços mantidos em 1º posição.
26. CHANGEMENTS : troca de pés. São passos saltitantes na 5º posição trocando os pés
no fechamento da 5º.
27. CHASSÉ : escorregar o pé direito para 2º ou 4º posição ( en avant ou en arriére) ,
transportando o peso do corpo para a perna direita.
Ciseaux - Um movimento em forma de tesoura abrindo-se as pernas
numa posição ampla e en l’air cortando com ambas o ar, cruzando
com um movimento brusco uma das pernas levando-a esticada da
frente para trás.
Cloche - O pé passa da frente para trás através da primeira posição,
seja num jeté ou tendue, por exemplo.
Contretemps – Contratempo. Passo composto de um coupé chassé,
temps levé, chassé passé. 5ª posição, direita em frente; coupé com a
perna esquerda, chassé en avant com a direita, um temps levé sobre
a perna direita, com a esquerda atrás em arabesque, e um chassé
passé com a esquerda terminando em 4ª allongée, com o peso sobre
a perna esquerda em demi plié e a direita atrás em degagé a terre.
28. SUR LE COU-DE PIED : indica sobre o colo do pé. Consiste em colocar o colo do
pé sobre o tornozelo da outra perna, de modo que os dedos esticados se projetem para o
chão. O joelho deve ficar en dehor.
29. COUPÉ : quer dizer cortado. É um passo intermediário feito como preparação ou
impulso para outro que vem em seguida. Tem esse nome porque um pé corta o outro
tomando seu lugar.
Croisé - Cruzado. O cruzamento das pernas com o corpo colocado em
ângulo oblíquo em relação ao público.
croisé devant croisé derrière
30. DEGAGÉ : quer dizer destacado. No degagé , o pé está esticado e não há
transferência do peso do corpo. Pode ser feito devant, a la second ou derriére.
Demi-bras – “meio” braço.
31. DEMI-PLIÉ : joelhos meio dobrados. Todos os passos de elevação começam e
terminam com um demi-plié.
Dessous ou Under- Para trás. Indica que o pé que trabalha passa atrás do pé de base.
Por exemplo, em pas de bourrée dessous.
Dessus ou Over- Para frente. Indica que o pé que trabalha passa à frente do pé de base.
Por exemplo, em pas de bourrée dessus.
32. DETIRÉ : quer dizer distender a perna , visando um alongamento completo.
33. DETOURNÉ : quer dizer desvirado. 5º posição com o pé direito atrás, plié; você faz
um relevé girando para o lado da perna de trás ( no caso, a direita) e termina com o pé
direito na frente.
34. DEVELOPPÉ : quer dizer desenvolvido. É um exercício feito para adquirir equilíbrio
e sustentação de perna. Inicia-se pelo passé até uma altura máxima (sem desencaixar o
quadril) e vai desenvolvendo a perna lentamente a partir do joelho.
Divertissement – 1. Uma seção de danças no balé que não tem nehuma conexão com o
enredo, por exemplo, a dança das fadas, em “A Bela Adormecida”, 3º Ato, ou “Camponês”,
pas de deux em “Giselle” 1º Ato.
2. Uma curta dança ou trecho de um longo balé como uma parte separada em determinado
programa.
Écarté – Separado, apartado. O écarté é uma posição especial do corpo quando este fica
diagonalmente em direção ao público com os braços e pernas alinhados. Uma das
pernas fica à la secondé e os braços em posição de atitude, sendo
que o da perna esticada é o mais baixo.
Ecarté devant
35. ECHAPÉ SAUTÉ : échapé pulado. Pode ser feito tanto para a 2º como para a 4º
posição.
Effacé ou Ouvert – Uma posição do corpo onde o dançarino se vira para o lado do público.
Estando a perna de trabalho aberta em relação à perna de base.
Effacé devant
36. ECHAPÉ RELEVÉ : echapé subindo em relevé na 2º ou 4º posição.
37. ELEVÉ : subir na meia- ponta com os joelhos esticados.
EN BAS: Em baixo. Usado para indicar uma posição baixa dos braços.
EN BALANÇOIRE, – Como uma gangorra. Termo aplicado a um grande battement
quando executado com um movimento contínuo de balanceio da quarta posição na frente
ou atrás, passando por aquelas posições na primeira. O movimento é o mesmo que en
cloche.
38. EN CLOCHE : quer dizer em sino. Refere-se aos petits ou grands battements en l’air
alternados para frente e para trás, passando pela 1º posição.
39. EN CROIX : quer dizer em cruz. Indica que o passo deve ser feito devant, a la second
e derriére . Ex : battement tendu en croix.
40. ENTRECHAT QUATRE : quer dizer entrelaçado. Demi-plié , salta abrindo
ligeiramente as pernas e bate a perna da frente atrás da outra perna e volta fechando na
posição inicial em demi-plié.
41. ENTRECHAT TROIS : demi-plié , perna direita na frente. Salta batendo a perna
direita na frente que cai coupé derriére sobre a perna esquerda em demi-plié ( DEVANT).
Demi-plié, perna direita atrás . Salta batendo a perna direita na frente que cai em coupé
devant sobre a perna esquerda em demi-plié ( DERRIÉRE).
42. ENTRECHAT SIX : é parecido com o entrechat quatre, mas tem uma batida a mais , e
a perna da frente termina atrás.
43. FERMÉ : quer dizer fechado. Indica que os pés devem fechar no final de um exercício.
44. FLIC-FLAC EN TOURNANT : trata-se de um pequeno movimento de foueté
começando em degagé a la second. Pode ser en dehor ou en dedan.
Fondu, Fondue – Descida, derretido. Um termo utilizado para descrever a baixa do nível do
corpo através da dobradura dos joelhos da perna de base. Saint-Léon escreveu “Fondu é
em uma perna enquanto plié é em duas”. Em alguns instantes o termo fondu também é
utilizado para descrever a finalização de um passo quando a perna que está trabalhando vai
ao chão em um movimento suave.
45. FOUETÉ : quer dizer chicoteado. Relevé passé, developé devant com fondu na perna
de apoio, leva a perna do movimento para 2º posição en l’air continuado por um giro en
dehor. O foueté deve ser acompanhado pelo movimento contínuo dos braços e da cabeça.
Frappé – Batido ou bater.
46. GRAND FOUETÉ : neste foueté o corpo muda da posição de effacé devant para um
arabesque, passando antes pela 2º posição en l’air. Pode ser feito com relevé, piqué ou
temps levé sobre a perna de apoio.
47.GLISSADE : quer dizer deslizar. É um passo de deslocamento , portanto deve iniciar e
terminar com demi-plié. Pode ser :
- devant : desloca-se para o lado, começando com a perna da frente, a qual termina na
frente.
- derriére : desloca-se para o lado, começando com a perna de trás, a qual termina atrás.
- dessu : desloca-se para o lado,começando com a perna de trás que termina na frente.
- dessous : desloca-se para o lado, começando com a perna da frente que termina atrás.
- en avant : desloca-se para frente, começando com a perna da frente que termina na
frente.
- en arriére : desloca-se para trás, começando com a perna de trás que termina atrás.
48. JETÉ : quer dizer jogado, atirado. Um pulo de uma perna para outra, terminando em
coupé sobre a perna de apoio. É um passo feito no lugar, sem deslocamento para os lados.
- devant : 5º posição direita atrás; demi-plié escorregando o pé direito para a la
second, pula e desce sobre o pé direito em demi-plié e com o pé esquerdo em
coupé derriére.
- derriére : 5º posição direita na frente; demi-plié escorregando o pé direito para a la
second, pula e desce sobre o pé direito em demi-plié e com o pé esquerdo em coupé
devant.
49. GRAND JETÉ EN AVANT : consiste num grande salto para frente , no qual a perna
da frente é atirada para frente como um grand battement e a perna de trás é jogada para
cima e para trás ( em attitude derriére ou arabesque) . No final do salto, cai em demi-plié
na perna da frente e a de trás continua em atittude derriére ou arabesque. Geralmente é
precedido por um passo que lhe dê grande impulso .
50. GRAND JETÉ EN TOURNANT : geralmente é precedido por um arabesque; em
seguida vira -se o corpo para a diagonal contrária levando a perna de fora p/ grand
battement devant , seguida pela outra em arabesque ( desvirando o corpo para a 1º
diagonal). As pernas se cruzam rapidamente , sendo avolta auxiliada pelos movimentos
dos braços e da cabeça.
51. MANÉGE : significa circular. Indica que o bailarino deve deslocar-se ao redor da sala
num círculo
executando o passo .
52. PAS DE BASQUE : é um passo de deslocamento alternado de lado a lado; pode ser
feito saltado ( sauté) ou deslizado (glissé).
- en avant : 5º posição croisé perna direita na frente; degagé fondu devant , levando a
perna direita para 2º posição ( demi-rond à terre en dehor). Desloca-se o peso do corpo p/
outra perna, passando pela 1º posição e virando o corpo p/ outra diagonal. Chassé en
avant com a perna esquerda, esticando degagé derriére com a direita e fecha 5º direita
atrás.
- en arriére : ao reverso.
53. PAS DE VALSE : gracioso balanço do corpo e diversos movimentos com os braços.
Pode ser feito de frente ou en tournant ( girando).
54. PAS DE BOURRÉ : - devant : 5º direita na frente; demi-plié , degagé a la second c/ a
direita, junta direita na frente na meia-ponta e fecha 5º na frente.
- derriére : 5º direita na frente; demi-plié, degagé a la second c/ a esquerda, junta
esquerda atrás e fecha 5º atrás.
- dessu : 5º direita na frente; demi-plié, degagé a la second c/ a esquerda, junta esquerda
na frente e fecha 5º atrás.
- dessous : 5º direita na frente; demi-plié, degagé a la second c/ a direita, junta direita atrás
e fecha 5º na frente.
- en avant : 5º direita na frente; demi-plié, degagé derriére c/ a esquerda , junta esquerda
atrás e fecha 5º atrás.
- en arriére : 5º direita na frente; demi-plié , degagé devant c/ a direita, junta direita na
frenta e fecha na frente.
55. PAS DE BOURRÉ COURRU ou PETINÉ : quer dizer corrido. 5º posição relevé,
aperna da frente dobra e estica rapidamente sem parar e da perna de trás acompanha,
fazendo com o corpo se desloque.
56. PAS DE BOURRÉ PIQUÉ : é geralmente dessu e é feito subindo a perna p/ o passé
ou coupé.
57. PAS DE BOURRÉ EN TOURNANT : é um pas de bourré girando tanto en dedan
como en dehor. É feito dessu e dessous.
58. PAS DE CHAT : pulo do gato. 5º posição, demi-plié; salta trazendo a perna de trás
seguida pela da frente p/ passé e termina novamente em 5º posição inicial.
59. SAUT DE CHAT : é similar ao pas de chat, porém inicia-se com a perna da frente e
troca os pés quando fechar.
60. PASSÉ : movimento no qual o pé da perna que está em movimento sobe deslizando
pela perna de apoio até a altura do joelho e depois fecha deslizando nova mente pela
mesma. Pode ser devant ou derriére.
61. PIQUÉ : neste passo , deve-se tocar o chão diretamente na meia-ponta ou na ponta
com o joelho desta perna esticado e a outra perna suspensa ( en attitude, en arabesque, en
passé, etc..).
- devant : 5º posição direita na frente; sai com a perna esquerda , a direita vai para passé
devant e fecha na frente.
- derriére : 5º posição direita na frente ; sai com a perna direita , a esquerda vai para passé
derriére e fecha atrás.
- dessu : 5º posição direita atrás; sai com a perna direita, a esquerda vai para passé derriére
e fecha atrás.
- dessous : 5º posição direita na frente; sai com a perna direita, e esquerda vai para
passé devant e fecha na frente.
62. PETIT PAS DE BASQUE ou PIQUÉ SOUTENU : degagé devant, demi-plié na perna
de apoio ; pisar diretamente sobre as pontas ou meia-pontas , cruzando a outra perna na
frente em 5º e girar p/ o lado da perna de trás , fechando 5º c/ a perna que saiu na frente.
63. PIQUÉ EN TOURNANT EN DEDAN : degagé devant, demi-plié na perna de apoio;
pisar sobre esta perna em passé derriére girando p/ dentro.
64. PIQUÉ EN TOURNANT EN DEHOR : degagé devant, demi-plié na perna de apoio;
pisa c/ a direita no chão e em seguida troca pela esquerda que pisa na ponta ou meia-ponta
c/ passé devant na perna direita, girando p/ fora.
65. PIROUETTE ou PIRUETA : quer dizer rodopiar ou girar rapidamente. Consiste de
uma volta completa do corpo sobre apenas um pé, sendo impulsionado por uma
combinação de plié com movimentos dos braços. A bailarina deve pressionar o chão com
seus pés durante a preparação para a pirueta, a fim de aumentar o ponto de apoio. A
cabeça é a última a se movimentar e a primeira a chegar de frente. A pirueta pode ser en
dehor ou en dedan.
66. PORT DE BRAS : são as posições dos braços : bras-bras, demi-bras, 1º , 2º alta, 2º
baixa, 3º alta, 3º baixa, 4º , 4º cruzada e 5º.
67. EN PROMENADE : significa em passeio. Indica que a bailarina deve rodar
lentamente sobre um dos pés pelo movimento do calcanhar . A outra perna livre fica em
attitude , arabesque ,etc...
68. RELEVÉ : subir nas pontas ou meia-pontas iniciando e terminando em demi-plié.
69. RENVERSÉ EN DEHOR : 4º posição pé esquerdo em degagé derriére. Fazer um
coupé derriére com o pé esquerdo e demi-plié na perna direita; pisa com o pé esquerdo
levando a perna direita p/ grand quatriéme devant. Relevé, fazendo um grand rond jambe
en dehor com a perna direita , a qual termina em attitude derriére ou arabesque c/ fondu
na perna esquerda.
70. RETIRÉ : o pé da perna em movimento desliza sobre a perna de apoio até a altura do
joelho no relevé e troca na hora de fechar. Pode ser en avant ou en arriére.
71. RETIRÉ SAUTÉ : ao invés de subir na meia-ponta, salta-se esticando o pé de baixo.
72. ROND JAMBE : movimento da perna em círculo que são feitos à terre , en l’air ou
no fondu, podendo ser en dehor ou en dedan. Os joelhos devem estar esticados durante
todo o movimento e o pé em movimento deve passar pela 1º posição.
73. ROYALE ou CHANGEMENT BATTU : 5º direita na frente; demi-plié, salta batendo
as panturrilhas uma na outra e desce trocando direita p/ trás.
74. SAUTÉ : saltar esticando as pontas e descer encostando no chão primeiramente as
pontas e depois os calcanhares. Pode ser feito em 1º , 2º ou 5º posição.
75. SERRÉ ou PETIT BATTEMENT SERRÉ : são batidas rápidas e sucessivas em sur le
cou-de pied devant ou derriére.
76. SISSONNE FERMÉ : demi-plié, saltar com os dois joelhos esticados en avant, en
arriére ou a la second en l’air , terminando em 5º , trocando ou não os pés. Portanto pode
ser sissonne en avant, en arriére ou de cotê dessu e dessous ( p/ os lados).
77. SISSONNE EN TOURNANT :
- en dehor : 5º direita na frente; demi-plié, saltar girando p/ direita e descer com o pé
direito em coupé devant sobre o pé esquerdo em demi-plié
- en dedan : 5º direita atrás; demi-plié, saltar girando p/ esquerda e descer com o pé
direito em coupédevant sobre o pé esquerdo em demi-plié.
78. SISSONNE OUVERT : é igual ao sissonne fermé, porém uma das pernas termina en
l’air. Também pode ser en avant, en arriére ou de cotê dessu e dessous.
79. SISSONNE DOUBLÉ : sissonne duplo. Este passo consiste num sissonne ouvert de
cotê dessu ou dessous, coupé , assemblé.
80. SISSONNE OUVERT EN DEVELOPPÉ : é igual ao sissonne ouvert, porém ao invés
de abrir a perna com o joelho esticado, é aberta com um developpé.
81. SISSONNE CHANGÉ :
- en avant : 5º direita na frente; demi-plié, salta p/ frente, trocando as pernas e descendo
em demi-plié na perna esquerda c/ a direita em arabesque en l’air.
-en arriére : 5º direita na frente; demi-plié, salta p/ trás trocando as pernas e descendo
em demi-plié na perna direita c/ a esquerda em 4º posição devant en l’air.
82. SOBRESSAUT : é um salto em 5º posição com as duas pernas unidas , deslocando-se
para frente.
83. SOUS-SOUS : é um relevé em 5º posição para frente.
84. TEMPS DE CUISSE : pode ser com petit battement glissé ( francês) ou com coupé
(italiano).
- dessu : 5º direita atrás; petit battement glissé a la second passando a direita p/ frente;
demi-plié e faz um sissonne de cotê p/ esquerda terminando com a direita na frente.
- dessous : 5º direita na frente ; petit battement glissé a la second passando a direita
p/ trás; demi-plié e faz um sissonne de cotê p/ esquerda terminando com a direita
atrás.
85. TEMPS DE FLÉCHE : passo de flecha. Este passo é chamado assim porque a
primeira perna age como um arco e a segunda como uma flecha. A primeira perna é
levantada com um grand battement devant, seguida pela outra em grand battement ou
developpé. As pernas se cruzam no ar antes da primeira tocar o chão.
86. TEMPS LEVÉ : é um salto sobre um pé , em que a perna livre pode estar em
arabesque ou sur le cou- de -pied. O pé de baixo deve estar muito esticado e quanto maior
o salto mais ele sobressai.
87. TEMPS LIÉ : 1º ou 5º posição, degagé a la second com a perna da frente, transfere o
peso do corpo p/ 2º posição no plié , estica degagé a la second com a outra perna e fecha
5º com esta perna na frente. É um passo para controle de equilíbrio ao transferir o peso do
corpo de um lado para outro. Pode ser feito en avant , en arriére ou de cotê.
88. TOMBÉ: o corpo “cai” para frente ou para trás na perna de apoio num demi-plié.
BIBLIOGRAFIA: DICIONÁRIO DE BALLET
-Madeleine Rosay editora : Nórdica ( 5º edição)
PORTINARI. Maribel, História da Dança. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
1989.
MICHAILOWSKY, Pierre. A Dança e a Escola de Ballet. Rio de Janeiro:
Departamento de Imprensa Nacional, 1956
Air, en l' - No ar. Indica: 1) que um movimento vai ser feito no ar, por exemplo, rond de
jambe en l'air; 2) que a perna em movimento (após ter sido aberta na segunda ou na quarta
posição) será levantada a uma posição de 45ª, 90ª ou 120ª.
Allegro - Vivo, esperto. Para todos os movimentos brilhantes e vivos. Todos os passos de
elevação tais como entrechats, cabrioles, assemblés, jetés etc. obedecem a esta
classificação. As qualidades mais importantes que se deve ter em mira num allegro são a
leveza, a suavidade, o balanço e a vivacidade.
Allongé - Alongado, estendido, esticado. Exemplo: arabesque allongé.
Aplomb - Aprumo. Dá-se o nome de Aplomb à elegância e ao controle perfeito do corpo e
dos pés, conseguido pelo bailarino ao executar o movimento.
Arabesque - Arabesco. Uma das poses básicas do ballet, que tira o seu nome de uma
forma de ornamento mourisco. No ballet, é uma posição do corpo, apoiado numa só perna
que pode estar na vertical ou em demi plié, com a outra perna estendida para trás e em
ângulo reto com ela, sendo que os braços estão estendidos em várias posições
harmoniosas criando a linha mais longa possível da ponta dos dedos da mão à dos pés. Os
ombros devem ser mantidos retos em frente à linha de direção. Os arabesques são
geralmente empregados para concluir uma fase de passos, tanto nos movimentos lentos do
adágio como nos movimentos vivos e alegres do allegro. Clique aqui para visualizar essa
posição.
Arriére, En - Para trás. Uma direção para a execução de um passo. Expressão usada para
indicar que o passo é executado em direção oposta ao público.
Arrondi - Arredondado, curvo. Exemplo: battement arrondi.
Assemblé - Juntos ou reunidos. Um passo no qual um pé escorrega pelo chão como num
tendue, é jogado ao ar, e nesse momento, o bailarino levanta a perna de apoio, esticando os
dedos dos pés. Ambas as pernas vão ao chão, uma após a outra, em 5ª posição.
Attitude - Uma determinada pose do ballet tirada por Carlo Blasis da estátua de Mercúrio
por Jean Bologne. É uma posição numa perna só com a outra levantada para trás com o
joelho dobrado num ângulo de noventa graus e bem virada para fora para que o joelho fique
mais alto do que o pé. O pé de apoio pode ser à terre, sur la pointe ou demi-pointe. O braço
do lado da perna levantada é mantido por cima da cabeça numa posição curva enquanto
que o outro é estendido para o lado. O attitude também pode ser com a perna levantada
para a frente. Veja aqui o attitude devant (à frente) e o attitude derrière (atrás).
Avant, En - Para a frente. Uma direção para a execução de um passo. Usado para indicar
que um determinado passo é executado para a frente. exemplo: assemblé en avant.
Balancé - Passo balançado. Este passo é muito parecido com o passo de valsa e é uma
alternativa de balança, passando o peso de um pé para o outro. O balancé pode ser feito
cruzando o pé na frente ou atrás. Quinta posição, pé direito para frente. Demi-plié, dégagé o
pé direito para a segunda posição e desloca sobre o mesmo levemente em demi-plié
cruzando o pé esquerdo atrás do tornozelo direito e inclinando a cabeça e o corpo para a
direita. Pisa no pé esquerdo demi-pointe atrás do pé direito levantando este ligeiramente, e
depois deixa-se cair novamente sobre o pé direito em demi-plié com o pé esquerdo
levantado com um cou-de-pied atrás.
Balançoire, En - Como uma gangorra. Termo aplicado a um grande battement quando
executado com um movimento contínuo de balanceio da quarta posição na frente ou atrás,
passando por aquelas posições na primeira. O movimento é o mesmo que en cloche.
Ballon - Bola. Pulo elástico. Uma qualidade leve e elástica dos movimentos do bailarino
como os suaves pulos de uma bola de borracha.
Balloné - Pulando como uma bola. O bailarino pula executando simultaneamente um
battement depois cai em demi-plié na perna de sustentação.
Ballotté - Jogado, atirado. Um alegre passo atirado que requer muito equilíbrio, ballon e
épaulement. Também é chamado de Jeté bateau.
Bas, En - Em baixo. Usado para indicar uma posição baixa dos braços. Exemplo: quinta
posição em baixo.
Battement - Batida. Uma ação de batida da perna estendida ou dobrada. Há dois tipos de
batidas, grandes e pequenas. As pequenas batidas são: battements tendus, dégagés e
relevés: esticados, apartados, batidos e levantados.
Batterie - Bateria. O termo técnico francês para passos batidos. Um termo coletivo
significando todo o vocabulário das batidas. Qualquer movimento no qual as pernas batam
juntas ou uma perna bata de encontro à outra, a batida sendo efetivamente feita com a
barriga das pernas. Amabas as pernas devem ficar igualmente esticadas durante uma
batida. Nunca se bate com uma perna enquanro a outra está passiva. A bateria é dividida
em grande bateria e pequena bateria, segundo a elevação, grande ou pequena.
Battu - Batido. Qualquer passo embelezado com uma batida é chamado de pas battu.
Exemplo: assemblé battu.
Bras - Braços.
Bras au repos - Braços em repouso. Uma posição preparatória dos braços usados no
método francês. Os braços são ligeiramente arredondados e mantidos nos lados com as
pontas dos dedos tocando apenas as coxas.
Bras bas - Braços baixos. Esta posição é o atenção dos bailarinos. Os braços formam um
círculo com as palmas da mão de frente uma paraa outra e as costas das mãos
repousando nas coxas. Os braços devem ficar pendurados livremente mas sem permitir que
os cotovelos toquem no corpo.
Brisé - Partido. É feito dessus, dessous, en avant e en arrière. Fundamentalmente, um brisé
é assemblé batido em movimento. A perna em movimento arrasta-se da quinta posição para
a segunda en l'air de forma que a ponta do pé fique a alguns centímetros do chão, bate na
frente ou atrás da outra perna que se deslocou ao encontro dela, em seguida ambos os pés
voltam ao chão simultaneamente em demi-plié na quinta posição.
Cabriole - Um passo saltitante onde o dançarino bate as duas pernas juntas no ar. A perna
de sustentação vai de encontro com a de movimento.
Cambré - Arqueado. Dobrar o corpo a partir da cintura, para a frente, pra trás ou pra os
lados, a cabeça acompanha o movimento.
Centre practice - Exercícios feitos no centro.
Chainés - Uma série de voltas rápidas na ponta ou demi-pointe feitos em linha reta dentro
de um círculo.
Changements de pieds - Troca de pés. Passos saltitantes na quinta posição onde os pés
são trocados no ar.
Changer de pied - Indica que os pés no fim de um passo devem ser trocados.
Chassé - Um passo no qual um pé lateralmente caça o outro para fora da sua posição.
Ciseaux - Um movimento em forma de tesoura abrindo-se as pernas numa posição ampla e
en l'air cortando com ambas o ar, cruzando com um movimento brusco uma das pernas
levando-a esticada da frente para trás.
Cloche - O pé passa da frente para trás através da primeira posição, seja num jeté ou
tendue, por exemplo.
Collé - Pernas coladas uma na outra.
Contretemps - Contratempo. Passo composto de um coupé chassé, temps levé, chassé
passé. 5ª posição, direita em frente; coupé com a perna esquerda, chassé en avant com a
direita, um temps levé sobre a perna direita, com a esquerda atrás em arabesque, e um
chassé passé com a esquerda terminando em 4ª allongée, com o peso sobre a perna
esquerda em demi plié e a direita atrás em degagé a terre.
Coté, De - De cabeça. Exemplo: balancé de coté.
Cou-de-pied - Peito do pé. A parte do pé entre o tornozelo e a base da panturrilha é
chamada de cou-de-pied.
Coupé - Um passo intermediário feito como preparação ou impulso para algum outro
passo. Um pé corta o outro afastando-o e tomando seu lugar.
Croisé - Cruzado. Uma das direções dos ombros. O cruzamento das pernas com o corpo
colocado em ângulo oblíquo em relação ao público.
Déboulés - Rolando como uma bola. Um passo onde o bailarino dá várias voltas em torno
de si mesmo avançando para o ponto onde sua cabeça está fixada. A cabeça deve girar
antes do corpo.
É feito em demi-pointe ou em pointe.
Dedans, En - Para dentro. Em passos e exercícios o termo en dedans indica que a perna, à
terre ou en l'air, se mexe em movimento circular em sentido anti-horário de trás pra frente.
Por exemplo, em rond de jambe à terre en dedas. Em pirouettes o termo indica que a
pirouette é feito para dentro em relação à perna de base.
Dehors, En - Para fora. Em passos e exercícios o termo en dehors indica que a perna, à
terre ou en l'air, move em uma direção circular, em sentido horário de frente pra trás. Por
exemplo, em rond de jambe à terre en dehors. Em pirouettes o termo indica que uma
pirouette é executada com a perna bem aberta, para fora.
Demi-bras - Braços baixos.
Demi-plié - Joelhos meio dobrados. Todos os passos de elevação começam
e terminam com um demi-plié. Ver plié.
Derriére - Atrás. Este termo pode referir-se a um movimento, passo ou a colocação de um
membro atrás do corpo. Com referência a um passo determinado.
Dessous - Para trás. Indica que o pé que trabalha passa atrás do pé de base.
Por exemplo, em pas de bourrée dessous.
Dessus - Para frente. Indica que o pé que trabalha passa à frente do pé de base.
Por exemplo, em pas de bourrée dessus.
Détiré - Destender. Uma esticada da perna sustentando-a pelo calcanhar com a mesma
mão
correspondente à perna em movimento. Este exercício é feito geralmente na barra.
Détourné - Desvirado de lado. Um détourné é uma volta para trás na direção do pé de trás
invertendo a posição dos pés. É sempre feito nas pointes ou demi-pointes. Há duas formas
de détourné: demi-détourné e détourné completo, girando uma meia volta no pé da frente
em direção ao de trás,
e conservando o pé de trás ligeiramente levantado ainda atrás.
Coloca o pé de trás na demi-pointe com fondu e acaba a volta com um demi-détourné.
Devant - Na frente. Este termo refere-se a um movimento de passo ou à colocação de um
membro na frente do corpo. com referência a um passo determinado, exemplo: jeté devant,
o acréscimo implica que a perna em movimento é fechada na frente.
Développé - Desenvolvido. Um développé é o movimento feito a partir de um retiré onde a
perna é levantada para a frente, ou lado, ou trás, mantendo-a na posição.
Diagonale, En - Em diagonal. Indica que um passo deve ser feito deslocando o corpo em
diagonal.
Divertissement - 1. Uma seção de danças no balé que não tem nehuma conexão com o
enredo, por exemplo, a dança das fadas, em "A Bela Adormecida", 3º Ato, ou "Camponês",
pas de deux em "Giselle" 1º Ato.
2. Uma curta dança ou trecho de um longo balé como uma parte separada em determinado
programa.
Écarté - Separado, apartado. O écarté é uma posição especial do corpo quando este fica
diagonalmente em direção ao público com os braços e pernas alinhados. Uma das pernas
fica à la secondé e os braços em posição de atitude, sendo que o da perna esticada é o
mais baixo.
Échappé - Um échappé é um passo de salto, onde os dois pés pulam fechados em quinta e
trocam de lugar no ar, acabando em demi-plié no chão. Dependendo do caso, échappés são
feitos da segunda para a quarta posição, os dois pés em distâncias iguais do centro original
de gravidade.
Effacé - Uma posição do corpo onde o dançarino se vira para o lado do público.
Entrechat - Um passo no qual o bailarino pula no ar e cruza rapidamente as pernas atrás
uma da outra. Existe o entrechat deux (um cruzamento), quatre (dois cruzamentos), six (o
pé da frente bate uma vez no ar no pé de trás e cai trocando os pés), cinq (igual ao quatre,
porém a caída é sobre um pé, sendo que o outro fica sur le cou-de-pied), trois e sept (igual
ao six, mas a descida é sobre um pé, sendo que o outro é sur le cou-de-pied).
Enveloppé - Uma rotação do corpo para dentro sobre a perna de apoio enquanto a outra a
envolve.
Épaulement - Um ligeiro movimento dos ombros, em croisé ou effacé, em relação à cabeça
e às pernas, utilizadas principalmente no balé clássico, particularmente nas escolas
Italianas, Russas e Britânicas.
Na velha França e nas escolas Dinamarquesas é raramente usado.
Exercices au milieu - Exercícios no centro.
Face, De - De frente, completamente de frente para o público.
Failli - Falho. Um movimento rápido feito em um só tempo. De um demi-plié na quinta
posição, pula com os pés juntos e, no ar, vira-se deixando o ombro esquerdo para a frente.
No ar, a perna de trás abre para trás e, ao cair, escorrega para a frente,
enquanto a perna da frente fica em demi-plié.
Flic-flac - A preparação desse passo é um tendue à la seconde sendo que a perna de apoio
está em demi-plié.
A perna do tendue cruza para trás da outra perna enquanto esta se levanta para girar,
depois dá uma raspada no chão, e fecha em coupé.
Fondu, Fondue - Descida, derretido. Um termo utilizado para descrever a baixa do nível do
corpo através da dobradura dos joelhos da perna de base. Saint-Léon escreveu "Fondu é
em uma perna enquanto plié é em duas". Em alguns instantes o termo fondu também é
utilizado para descrever a finalização de um passo quando a perna que está trabalhando vai
ao chão em um movimento suave.
Fouetté - Um passo giratório, geralmente feito em série, onde a perna que está trabalhando
é jogada para o lado em rond de jambe (vide) e enquanto o dançarino gira sobre a perna de
base, mantendo a perna elevada. Os 32 fouettes executado por Odile em "O Lago dos
Cisnes", 3ºAto são a mostra o toque da virtuosidade feminina.
Frappé - Batido ou bater.
Gargouillade - Também chamado rond de jambe double. O passo é um pas de chat com
um rond de jambe en l'air, este último feito com a perna que pula primeiro.
Glissade - Deslizamento. Um passo onde, da quinta posição em demi-plié, é feito um jeté à
la seconde com a perna da frente, tomando impulso para um pequeno salto onde a perna de
trás fecha na frente.
Glissé - Escorregando, deslizando.
Hauter, À la - Para o alto. Uma posição na qual a perna em movimento é levantada em
ângulo reto com os quadris.
Jeté - Jogado, atirado. Um pulo de uma perna para qualquer direção.
Existem vários tipos de jetés: grand jeté, jeté fondu, fermé de coté, en tournant e vários
outros.
Pas couru - Corrido. Um passo corrido é freqüentemente usado para ganhar impulso para
um grande pulo tal como um grand jeté. É composto de três passos corridos seguido do
passo para o qual serve de trampolim.
Pas de basque - Passo de Basque. Um passo característico das danças tradicionais dos
bascos. É um passo alternado em três tempos com um movimento largo de lado a lado.
O movimento pode ser feito sauté ou glissé deslizado.
Pas de bourée - Existem vários tipos de pas de bourée, mas basicamente consiste em, de
uma posição qualquer, o pé de trás pisar em demi-pointe ou sur les pointes onde estava,
para então a outra perna se dirigir para o seu lado, pisando em seguida no chão e
sustentando a outra perna,
que vai de encontro à esta para fechar em 5ª posição.
Pas de chat - Um salto rápido e preciso, fechado em quinta ou em terceira posição. Através
de um demi-plié, as duas pernas pulam e ficam dobradas no ar ao mesmo tempo que
avançam de lugar. Os pés permanecem esticados.
Pas de cheval - Passo de cavalo. Consiste em "raspar" a ponta do pé esticado no chão,
pulando graciosamente quando mudar de perna.
Pas de deux, Grand - Dança a dois. Diferente do pas de deux simples que tem uma
estrutura definida. Em regra geral o grand pas de deux divide-se em cinco partes: Entrée,
Adage, Variation para o bailarino, Variation para a bailarina e o Coda, no qual os dois
dançam juntos.
Pas marché - Passo de marcha. O termo significa um andar altivo e nobre. Quinta posição,
pé direito à frente. Faça um developpé para a frente com o pé direito, coloque-o no chão em
demi-plié,
quarta posição e continue alternando as pernas.
Passé - Um movimento auxiliar no qual o pé da perna que está em movimento passa pelo
joelho da perna de apoio, de uma posição para outra.
Pas de valse - Passo da valsa. É feito com um gracioso balanço do corpo e diversos
movimentos com o braço. Pode ser feito de frente ou en tournant.
Penchée, Penché - Inclinar para a frente, levantando a perna de trás, e fazendo o possível
para as costas não descerem. No arabesque penché, o corpo deve formar uma linha reta.
Piqué - Nesse passo deve-se tocar diretamente com a pointe ou demi-pointe do pé que está
em movimento em qualquer direção ou posição desejada com o outro pé suspenso no ar.
Pirouette - Rodopiar ou girar rapidamente. Uma volta completa do corpo sobre um pé em
demi-pointe ou pointe, sendo conseguida a força impulsora pela combinação de um plié
com movimento de cabeça (spotting).
Plié - Uma dobra de joelhos ou joelho. Este exercício torna as juntas e os músculos mais
flexíveis e maleáveis bem como tendões mais elásticos. Existe o plié, que é uma dobra não
muito acentuada dos joelhos,
e o grand plié, onde a dobra dos joelhos é bem acentuada,
levantando os calcanhares quando já perto do chão na 1ª, 3ª e 5ª posição.
Pointe - A ponta do pé. As mulheres, e raramente os homens, dançam sobre a ponta dos
pés em sapatilhas. A introdução dessa técnica no início do século XIX tornou possível o
desenvolvimento da virtuosidade feminina, como múltiplos fouettés e sustento em uma só
perna. Meia ponta é quando o (a) dançarino (a) se eleva com os dedos tocando o chão e o
resto do pé elevado.
Port de bras - 1) um movimento ou série de movimentos feitos com um braço ou braços
em diversas posições.
A passagem dos braços de uma posição para outra.
2) termo para um grupo de exercícios que torna o movimento dos braços mais gracioso e
harmonioso.
Promenade, En - Indica que a bailarina roda vagarosamente em um pé sur place com um
ligeiro movimento do calcanhar para o lado desejado mantendo uma pose definida.
Relevé - Elevado. Uma elevação do corpo em pontas ou meia pontas, ponta ou mei -ponta.
Há duas maneiras de execução para o relevé. Na Escola Francesa, relevé é feito
suavemente, uma contínua elevação enquanto Cecchetti e a Escola Russa o usavam como
um passo ágil. Relevé deve ser feito em primeira, segunda, quarta e quinta posição, en
attitude, en arabesque, devant, derriére, en tournant,
passé en avant, passé en arriére e assim por diante.
Retiré - Uma posição na qual a coxa é levantada para cima de modo que
a ponta do pé fique encostada levemente no joelho.
Rond de Jambe - Movimento da perna em círculo. Ronds de jambe são usados como
exercícios na barra, no centro e em adágio e são feitos à terre ou en l'air e pode ser sauté ou
relevé.
Seconde, A la - Em segunda. Termo para indicar que o pé deve ser ou
está colocado na segunda posição ou que está ao lado.
Sissone - Um salto dos pés caindo em um pé com a perna trabalhada estendida para o
lado,
frente ou atrás num movimento parecido com o de uma tesoura.
Soubressaut - Um salto dado da quinta posição para frente (en avant, croisé ou ouvert en
avant). Quando o corpo está no ar os joelhos e as pontas estão esticadas, o pé da frente
deve esconder o pé de trás. Caia simultaneamente com os dois pés na quinta posição com
o mesmo pé à frente que iniciou o salto.
Sous-sous - Sous-sous é um relevé na quinta posição. Os pés devem ficar bem juntos no
momento de se levantar nas pointes ou demi-pointes.
Spotting - Este termo é dado ao movimento da cabeça em pirouettes, déboulés, fouetté
ronds de jambe en tournant, etc. Nessas voltas a bailarina escolhe um ponto fixo à frente e
ao rodar a cabeça deve fixar sempre o ponto de referência sendo a última a estar na direção
deste ponto fixo e a primeira a se encontrar nesta direção enquanto o corpo completa a
volta. Este movimento muito rápido da cabeça dá a impressão de que o rosto está sempre
virado para a frente, evitando a tontura.
Temps levé - Tempo levantado. Um temps levé consiste de um salto para cima e a volta
para o mesmo lugar, sempre sobre uma perna só, com a outra em qualquer posição (na
figura em coupe derriére); como em qualquer passo de salto inicia-se com o demi plié e
também termina com o demi plié.
Tendu - Ver battements.
Tombée - Termo usado para indicar que o corpo cai para frente ou para trás na perna de
movimento num demi-plié.
Variation - Variação. Dança a um no ballet clássico.
Volée, De - Indica que um passo específico deve ser dado com um movimento de vôo.
Voyagé - Indica que um passo específico deve ser dado com uma certa pose, geralmente
em arabesque. O pé de apoio faz uma série de pequenos saltos caindo com o pé (em demi-
plié) e com o calcanhar ligeiramente levantado. O calcanhar é colocado no chão com um
suave fondu.
Posições e Passos
-Demi-plié (pronuncia-se "demipliê"): Pode ser feito em todas as posições de pés. Os
joelhos são flexionados até o máximo que a pessoa conseguir, desde que acompanhe a
linha dos pés, sem tirar os calcanhares do chão. Serve para dar impulso aos saltos e a
outros passos.
-Tendu (pronuncia-se "tandi"): Uma das pernas fica esticada à frente, ao lado ou atrás do
corpo. As duas permanecem viradas para fora, e os ossos dos quadris ficam sempre em
linha com os ombros
-Arabesque: Uma perna esticada atrás do corpo. A outra perna, pode estar esticada ou não.
Os ombros e os quadris devem estar virados para frente.
Passé (pronuncia-se "passê")
O pé passa pela perna que está como apoio até chegar à altura do joelho. Forma a posição
de um número "quatro” no ar. As duas pernas permanecem viradas parafora.
-Attitude (pronuncia-se "atitide"): Uma das pernas fica no ar, ligeiramente dobrada, e a outra
fica como apoio. As pernas devem ficar viradas para fora (a coxa da perna que está no ar
fica levantada, com o joelho apontando para o lado).
-Pirueta: Pode ser feita em várias posições, como no "passé", "arabesque"e "attitude". A
perna de apoio deve estar firme para que o giro saia no lugar. Os braços e a cabeça ajudam
a dar o impulso.
-Sissone: É um Salto em que as duas pernas ficam abertas no ar, enquanto o corpo se
desloca na direção desejada. O impulso sai do "demi-plié", e as duas pernas saem do chão
ao mesmo tempo. Pode ser feito para frente ("en avant"), para trás ("en arrière") ou para o
lado ("à la second").
As Principais Posições dos Pés
Em todas as posições, os pés ficam para fora (posição "en dehors"), o que depende de as
coxas e os joelhos estarem virados. Esta abertura parte do quadril.
-Primeira Posição
Com os calcanhares juntos, os pés ficam abertos um para cada lado, em linha reta. Os
joelhos seguem a linha dos dedos dos pés.
-Segunda Posição
http://4.bp.blogspot.com/_LEilTQjWXXE/ScQ0FuGX7zI/AAAAAAAAAVw/YCy_AXnOdQc/s1600-h/p%C3%A9s.jpg
Partindo da primeira posição os pés ficam afastados entre si por uma distância aproximada
de um pé.
-Terceira Posição
Com os pés virados para fora, o bailarino coloca um pé na frente do outro, unindo-os. O
calcanhar do pé da frente fica na metade do pé de trás.
-Quarta Posição
Com os pés cruzados e afastados, um pé fica na frente do outro. Imagina-se que há um pé
em posição natural entre eles.
-Quinta Posição
Como na terceira posição, os pés ficam unidos uma na frente do outro. O calcanhar de um
pé toca os dedos do outro pé.
As Principais Posições dos Braços
Existem outras posições de braços, que partem das posições descritas aqui. Seus nomes
variam de acordo com os métodos usados hoje são de origem inglesa, russa e cubana.
-Primeira Posição
"Braços abaixados". Como se estivesse segurando uma melancia, as mãos ficam próximas
uma da outra e quase tocam as pernas
-Posição Preparatória
Os braços e as mãos ficam na altura do estômago, arredondados, como se segurasse uma
grande melancia. Os cotovelos ficam virados para fora.
-Segunda Posição
Os braços ficam ao lado do corpo, levemente arredondados. As mãos acompanham a linha
dos braços.
-Quinta Posição
Os braços ficam arredondados, ligeiramente à frente da cabeça.
A
ADÁGIO - Derivado do italiano – lentamente.
http://2.bp.blogspot.com/_LEilTQjWXXE/ScQ0dul1pbI/AAAAAAAAAV4/nfNK_zKiN5I/s1600-h/bra%C3%A7os.jpg
a) qualquer dança ou combinação de passos feitos para a música lenta;
b) série de exercícios efetuados durante a aula com o fito de desenvolver a graça, o
equilíbrio e o senso de harmonia e beleza das linhas;
c) parte dos pas de deux clássicos dançados pela bailarina e seu partner. Chamado pelos
franceses de Adage.
ALLEGRO - Palavra italiana derivada do latim Alecer (vivaz).
a) qualquer dança ou combinação de passos feito para uma música de tempo rápido ou
moderado;
b) parte da aula que segue o Adágio;
c) todos os passos rápidos, como saltos, bateria etc., em balé, são parte do Allegro.
APLOMB - Aprumo. Dá-se o nome de Aplomb à elegância e ao controle perfeito do corpo e
dos pés, conseguido pelo bailarino ao executar o movimento.
ARABESQUE - Arabesco. Palavra originária do árabe significando ornamento.
Posição na qual o peso do corpo é sustentado numa só perna, enquanto a outra se encontra
esticada para trás, geralmente no ar e com os braços dispostos de maneira harmoniosa.
Esta posição apresenta variações tais como:
1.. o pé que sustenta o corpo pode estar totalmente apoiado no chão, na meia ponta, ou na
ponta;
2.. a perna que sustenta a pose pode estar ou não flexionada;
3.. a posição do corpo pode estar alongada (allongée), ou inclinada (penchée);
4.. também os braços sofrem alterações, sendo eles que determinam as qualificações dos
arabesques.
B
BALANCÉ- ou Pas de Valse - Balanceado. É um passo balanceado em ritmo de valsa. O
bailarino dá um passo ao lado com uma perna, trazendo a outra para trás desta, com o
joelho meio dobrado e a meia ponta no chão; em seguida, transfere o peso do corpo para a
perna de trás e logo em seguida para a da frente, sem mudar a posição de ambas.
Pode ser feito também cruzando-se a perna em frente ou dando-se o passo para frente ou
para trás, em vez de ao lado.
BALLET - Balé. Derivado do italiano ballare (bailar). É um conjunto de passos de dança
executados em solo ou em grupo. Balé reúne, na sua maioria, várias artes, tais como
música, pintura (cenários e figurinos), arte dramática (mímica e interpretação), com a dança
na sua forma clássìca ou moderna.
BASQUE, PAS DE- Passo de basco. Passo cujo nome indica sua origem. Foi introduzido no
balé clássico por Maria Camargo (1 710-1770). Pode ser glissé (deslizado) ou sauté
(saltado), en avant (para frente), ou en arrière (para trás).
BATTEMENT – Batida, pancada. Termo genérico designando certos exercícios e
movimentos da perna e do pé, executados sob a forma de batidas. Basicamente, em balé, o
termo battement significa a extensão total ou parcial da perna e do pé e seu retorno à
posição inicial.
BATTU – Batido, golpeado. Este termo, ainda que relacionado a qualquer passo, mantém-se
inalterado, significando apenas que o bailarino bate as pernas durante a sua execução. Por
exemplo, um assemblé battue é um assemblé comum, porém com uma batida das pernas
no ar.
BOURRÉE, PAS DE – Bourrée é o nome de uma dança folclórica das províncias de
Auvergne e Berri. Sua conexão com os pas de bourrée do balé clássico é obscura, tendo
sido introduzido com certa estilização, por alguns coreógrafos contemporâneos. É um passo
de locomoção em geral com três movimentos das pernas, feitos em qualquer direção.
C
CHAT, PAS DE – Passo de gato. Passo em que o bailarino, começando de 5a posição,
levanta a perna de trás num retiré, estando em demi-plié na perna de sustentação, pula
lateralmente sobre a perna levantada, ao mesmo tempo em que levanta a outra em retiré e
fecha 5a no demi-plié. O pas de chat italiano é feito com as duas pernas dobradas no ar ao
mesmo tempo.
CONTRETEMPS - Contratempo. Passo composto de um coupé chassé, temps levé, chassé
passé. 5a posição, direita em frente; coupé com a perna esquerda, chassé en avant com a
direita, um temps levé sobre a perna direita, com a esquerda atrás em arabesque, e um
chassé passé com a esquerda terminando em 4a allongée, com o peso sobre a perna
esquerda em demi-plié e a direita atrás em degagé a terre.
COREÓGRAFO - Do grego Khoros (danÇa) e grapho (escrita), designa a pessoa que cria
um balé; os passos e danças que, em seqüência, formam um balé. No princípio do século
XVIII, este termo significava "anotador de dança"; como em geral era este quem também
criava os passos do balé, a palavra passou a cobrir ambas as atividades. Quando
desapareceu a arte de escrever os balés, o termo coreógrafo passou a significar apenas
"criador de balé".
COREOGRAFIA - Termo usado no século XVlll para designar a arte de "anotação de
danças" e que agora significa "seqüência de passos e movimentos que compõem um balé".
COTÉ, DE - Ao lado. Não é um passo; este termo, quando adicionado a qualquer passo ou
exercício, significa que este deve ser executado ao lado.
CROISÉ - Cruzado. Uma das oito direções do corpo do bailarino em relação ao palco e ao
espaço circundante.
CROIX, EN - Em cruz. Fazer qualquer exercício en croix significa executá-lo em frente, ao
lado, atrás e de novo ao lado.
D
DANSEUR NOBLE - Bailarino nobre. Nome em geral usado para designar a primeira figura
masculina de um balé, o herói romântico, como o tenor numa ópera.
DANSEUR, DANSEUSE - Bailarino, bailarina.
DANSE DE CARACTERE - Dança folclórica ou a caráter.
DEBOULÉS - Rolar. Pequenos tours, em geral feitos em séries, em que o bailarino executa
pequenas voltas, transferindo o peso do corpo de uma perna para outra. O mesmo que
CHAINÉS.
DEDANS,EN - Para dentro. Indica que: (a) o movimento da perna é feito numa direção
circular de trás para frente; (b) uma pirueta é executada girando para o lado da perna de
sustentação.
DEGAGÈ- Afastado. Posição em que o bailarino se encontra sobre uma perna, com a outra
afastada, ponta esticada, em frente, ao lado ou atrás. 0 degagé pode ser à terre, com a
ponta tocando o chão, ou en I'air, com a perna levantada a meia ou grande altura.
DEHORS, EN - Para fora. Indica que: (a) o movimento da perna é feito em direção circular
da frente para trás; (b) uma pirueta é executada girando-se para o lado da perna que levanta
do chão.
DEMI - Meio, metade. Qualquer posição ou passo efetuado de maneira pequena ou pela
metade.
DEMI POINTE - Meia ponta, ou seja, sobre a sola dos dedos dos pés.
DERRIÈRE - Atrás. Qualquer passo, exercício ou posição executados atrás, isto é, com a
perna fazendo o movimento atrás da outra ou então fechando atrás.
DESSOUS - Embaixo. Qualquer passo executado com a perna de ação passando atrás da
outra.
DESSUS - Em cima. Qualquer passo que quando executado, a perna que comanda a ação
passa na frente da outra.
DEUX, PAS DE - Passo de dois (ou passo a dois). Uma dança para duas pessoas. Grand
pas de deux, nome dado nos balés clássicos para os pas de deux feitos pela primeira
bailarina e pelo primeiro bailarino, destinado a mostrar sua virtuosidade, e em geral
consistindo de entrada, adágio, variação para a bailarina, variação para o bailarino,
concluindo com uma Coda.
DEVANT - Em frente. Termo relacionado a qualquer passo ou exercício que é executado em
frente, isto é, com a perna fazendo o movimento em frente da outra, ou então fechando na
frente.
E
ECARTÉ - Separado. Uma posição do corpo, oblíqua para o público, na qual o braço e a
perna estão estendidos no mesmo plano vertical e diagonal como o resto do corpo. As
outras posições do corpo são en face, croisé, ouvert (ou effacé).
ELEVATlON - Elevação. A altura dos saltos do bailarino. Termo aplicado a todos os
movimentos aéreos, isto é, feitos no ar, com pequenos ou grandes saltos.
ENCHAINEMENT - Encadeamento. Qualquer combinação de vários passos numa aula é
um enchainement.
EN FACE - De frente. Uma das direções do corpo, quando o bailarino está bem de frente
para o público.
ENTRECHAT – Termo provavelmente originado do italiano cabriola intrecciata, ou seja,
cabriola cruzada. Um salto no ar de 5a posição em que o bailarino , no ar, cruza as pernas
uma, duas ou três vezes.
F
FOUETTÉ - Do termo francês fouetté (chicote). Devido à grande diversidade dos vários
passos, tanto da barra, de adágio e de allegro, denominados fouettés, é todo movimento
seco (chicoteado) executado pela perna, ou pela perna e corpo, quando este faz um
movimento, virando para o lado contrário da perna.
J
JETÉS – Jogados. Passo de allegro. São diferentes tipos de saltos. Pode ser petit jeté, jeté
ordinaire, grand jeté, grand jeté en avant, grand jeté en tournant, jeté passé, jetés battement,
jetés elancés e, na escola russa, ainda o jeté fermé.
M
MÁITRE-DE-BALLET, MAITRESSE-DU-BALLET OU CHEFE DO BALÉ - É o responsável,
junto ao coreógrafo, por manter e remontar, quando necessário, a obra, respeitando sua
autenticidade, qualidade técnica e artística. O maitre-de-ballet também dá aulas à
companhia cuidando da unidade de trabalho e estilo que estão sob a sua responsabilidade.
MANÉGE - Picadeiro, indica a forma em que o bailarino executa os tours, quando estes são
feitos ao redor do palco, como se circundasse um picadeiro imaginário.
MARCHÉ, PAS - Passo marchado ou andado. Um passo comum, feito com o pé esticado,
colocando-se primeiro no chão a meia ponta e em seguida o calcanhar.
P
PAS - Passo. Um único movimento de perna, quando no ato de andar ou dançar.
PIROUETTE – Pirueta. Uma volta inteira do corpo executada sobre uma perna (na ponta ou
meia ponta), enquanto a outra está dobrada, com o pé em frente ao joelho da perna de
sustentação. Quando a volta é feita para o lado da perna que levanta, a pirueta é en dehors;
quando a volta é para o lado da perna de sustentação, a pirueta é en dedans.
PORT DE BRAS - Movimento dos braços.
PROFESSOR (A) - É aquele que ensina em diferentes níveis aos alunos a técnica da dança,
desde seus princípios básicos até o nível profissional, dependendo de sua capacidade.
PROMENADE - Passeio, uma volta lenta dada sobre um pé (toda a planta no chão ou na
ponta, neste último caso com a ajuda de um bailarino), enquanto a outra perna está numa
dada posição (arabesque, por exemplo). Devem-se tomar como eixo os dedos do pé,
enquanto o calcanhar vai executando uma volta completa em torno dele (o eixo).
Q
QUATRE, PAS DE - Passo de quatro. Uma dança para quatro pessoas. Numa coreografia
pode haver solos até para dez pessoas, homens e mulheres. Depois desta quantidade já é
considerado Corpo de Baile.
R
REPETITÉUR (ENSAIADOR)
É o assistente do maitre-de-ballet, ensaia as diversas partes da obra, variações, solos,
grupos, corpo de balé e é também professor categorizado.
T
TOUR - Volta. O mesmo que pirueta. Em geral as grandes piruetas são mais comumente
chamadas tours. Exemplo, pirueta en attitude ou tour en attitude. Também as que são feitas
em séries, como o tour piqué.
TOUR EN L'AIR - Volta no ar. Em geral, passo para o bailarino homem. Saindo de 5a
posição (ou qualquer outra, em geral 2a ou 5a) no demi-plié, o bailarino dá um salto para
cima com as pernas bem juntas ao mesmo tempo em que vira uma ou mais voltas no ar
com o corpo.
TOURNANT, EN - Virando. Adicional aos passos que podem ser feitos com uma volta do
corpo. Como, por exemplo, o assemblé soutenu, que pode ser simples (sem a volta) ou en
tournant.
TROIS, PAS DE - Passo de três pessoas. Variação de dança feita por três bailarinos, em
geral duas moças e um rapaz.
V
VALSE, PAS DE - Passo de valsa. O mesmo que balancé.
à la seconde
croisé devant croisé derrrière
effacé devant efaccé derrère
ecarté devant
Adage, Adagio - Adage é uma palavra francesa derivada do italiano ADAGIO e significa
devagar ou com descanso. Os professores ingleses de ballet usam ADAGE, a adaptação
francesa, enquanto que os americanos preferem o original italiano. No ballet esta palavra tem
duas significações:
1) uma série de exercícios do centro, consistindo de uma sucessão de movimentos lentos e
graciosos que podem ser simples ou de caráter muito complexo, executados com fluidez e
aparente facilidade. Estes exercícios desenvolvem a capacidade de sustentação, a estética, o
equilíbrio e a pose correta, o que permite ao bailarino executar movimentos graciosos e
certos. Os principais passos do adágio são pliés, développés, grand fouettés en tournant,
dégagés, grands rond de jambes, rond de jambe en l'air, coupés, battements tendus,
attitudes, arabesques, preparação para piruetas e piruetas;
2) a abertura do clássico pas-de-deux no qual a bailarina, ajudada pelo parceiro masculino,
executa os movimentos lentos e o bailarino levanta, sustenta ou transporta a bailarina. Esta,
assim amparada, pode então exibir sua graça, sua linha e seu perfeito equilíbrio, executando
développés, piruetas, arabesques etc., e consegue combinações de passos e poses que
seriam impossíveis sem a ajuda do partner.
Air, en l' - No ar. Indica: 1) que um movimento vai ser feito no ar, por exemplo, rond de
jambe en l'air; 2) que a perna em movimento (após ter sido aberta na segunda ou na quarta
posição) será levantada a uma posição de 45ª, 90ª ou 120ª.
Allegro - Vivo, esperto. Para todos os movimentos brilhantes e vivos. Todos os passos de
elevação tais como entrechats, cabrioles, assemblés, jetés etc.obedecem a esta
classificação. As qualidades mais importantes que se deve ter em mira num allegro são a
leveza, a suavidade, o balanço e a vivacidade. Devem ser executados com controle na
descida ao solo, mantendo o en dehors.
Allongé - Alongado, estendido, esticado. Exemplo: arabesque allongé, quarta posição
allongé.
Aplomb - Aprumo. Dá-se o nome de Aplomb à elegância e ao controle perfeito do corpo e
dos pés, conseguido pelo bailarino ao executar o movimento.
Arabesque - Arabesco. Uma das poses básicas do ballet, que tira o seu nome de uma forma
de ornamento mourisco. No ballet, é uma posição do corpo, apoiado numa só perna que pode
estar na vertical ou em demi plié, com a outra perna estendida para trás e em ângulo reto
com ela, sendo que os braços estão estendidos em várias posições harmoniosas criando a
linha mais longa possível da ponta dos dedos da mão à dos pés. Os ombros devem ser
mantidos retos em frente à linha de direção. As costas devem estar sustentadas, sendo a
linha feita pelas diversas posições (1ª, 2ª e 3ª). Os arabesques são geralmente empregados
para concluir uma fase de passos, tanto nos movimentos lentos do adágio como nos
movimentos vivos e alegres do allegro. Também são executadas pirouettes em arabesque
Arriére, En - Para trás. Uma direção para a execução de um passo. Expressão usada para
indicar que o passo é executado em direção oposta ao público, ou de acordo com o
movimento executado. Muitos alunos confundem com derrière, o que sería a indicação dos
pés associado ao nome do passo, ou posição, por exemplo, degagé derrière, pas de bourrée
derrière...
Assemblé - Juntos ou reunidos. Um passo no qual um pé escorrega pelo chão como num
glissé, é jogado ao ar, e nesse momento, o bailarino salta a perna de apoio, esticando os
dedos dos pés. Ambas as pernas vão ao chão, aterrisando ao solo juntas, reunidas.
Assemblé Battu - O mesmo acima, só que na volta é executada uma batida das pernas no
ar antes da descida, podendo ser simples, sem troca de pés, ou com a troca de pés.
Attitude - Uma determinada pose do ballet tirada por Carlo Blasis da estátua de Mercúrio
por Jean Bologne. É uma posição numa perna só com a outra levantada para trás com o
joelho dobrado num ângulo de noventa graus e bem virada para fora para que o joelho fique
mais alto do que o pé. O pé de apoio pode ser à terre, sur la pointe ou demi-pointe. O braço
do lado da perna levantada é mantido por cima da cabeça numa posição curva enquanto que
o outro é estendido para o lado. O attitude também pode ser com a perna levantada para a
frente.
Avant, En - Para a frente. Uma direção para a execução de um passo. Usado para indicar
que um determinado passo é executado para a frente. exemplo: assemblé en avant.
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.bailarina4ever.blogger.com.br/ballet03.gif&imgrefurl=http://www.bailarina4ever.blogger.com.br/&usg=__qNiR6xjw2rnz3CVkOZpbrnf9oSc=&h=340&w=308&sz=4&hl=pt-BR&start=95&sig2=FRQ3Ms5c0Dn7Z1CxPAVoPg&tbnid=A9sWF6mRnxMiTM:&tbnh=119&tbnw=108&prev=/images%3Fq%3Djet%25C3%25A9%2Bballet%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D80&ei=tVUtS4ysCo3p8QaLqqGKBw
Balancé - Passo balançado. Este passo é muito parecido com o passo de valsa e é uma
alternativa de balança, passando o peso de um pé para o outro. O balancé pode ser feito
cruzando o pé na frente ou atrás. Quinta posição, pé direito para frente. Demi-plié, dégagé o
pé direito para a segunda posição e desloca sobre o mesmo levemente em demi-plié
cruzando o pé esquerdo atrás do tornozelo direito e inclinando a cabeça e o corpo para a
direita. Pisa no pé esquerdo demi-pointe atrás do pé direito levantando este ligeiramente, e
depois deixa-se cair novamente sobre o pé direito em demi-plié com o pé esquerdo levantado
com um cou-de-pied atrás.
Balançoire, En - Como uma gangorra. Termo aplicado a um grande battement quando
executado com um movimento contínuo de balanceio da quarta posição na frente ou atrás,
passando por aquelas posições na primeira. O movimento é o mesmo que en cloche.
Ballon - Bola. Pulo elástico. Uma qualidade leve e elástica dos movimentos do bailarino como
os suaves pulos de uma bola de borracha.
Balloné - Pulando como uma bola. O bailarino pula executando simultaneamente um
battement depois cai em demi-plié na perna de sustentação.
Ballotté - Jogado, atirado. Um alegre passo atirado que requer muito equilíbrio, ballon e
épaulement. Também é chamado de Jeté bateau.
Bas, En - Em baixo. Usado para indicar uma posição baixa dos braços.
Battement - Batida. Uma ação de batida da perna estendida ou dobrada. Há dois tipos de
batidas, grandes e pequenas. As pequenas batidas são: battements tendus, dégagés e
relevés: esticados, apartados, batidos e levantados.
Batterie - Bateria. O termo técnico francês para passos batidos. Um termo coletivo
significando todo o vocabulário das batidas. Qualquer movimento no qual as pernas batam
juntas ou uma perna bata de encontro à outra, a batida sendo efetivamente feita com a
barriga das pernas. Amabas as pernas devem ficar igualmente esticadas durante uma batida.
Nunca se bate com uma perna enquanro a outra está passiva. A bateria é dividida em grande
bateria e pequena bateria, segundo a elevação, grande ou pequena.
Battu - Batido. Qualquer passo embelezado com uma batida é chamado de pas battu.
Exemplo: assemblé battu.
Bras - Braços
Bras bas - Braços baixos. Esta posição é o atenção dos bailarinos. Os braços formam um
círculo com as palmas da mão de frente uma para a outra e as costas das mãos repousando
nas coxas. Os braços devem ficar pendurados livremente mas sem permitir que os cotovelos
toquem no corpo.
Brisé - Partido. É feito dessus, dessous, en avant e en arrière. Fundamentalmente, um brisé
é assemblé batido em movimento. A perna em movimento arrasta-se da quinta posição para
a segunda en l'air de forma que a ponta do pé fique a alguns centímetros do chão, bate na
frente ou atrás da outra perna que se deslocou ao encontro dela, em seguida ambos os pés
voltam ao chão simultaneamente em demi-plié na quinta posição.
Cabriole - Um passo saltitante onde o dançarino bate as duas pernas juntas no ar. A perna
de sustentação vai de encontro com a de movimento.
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Cambré - Arqueado. Dobrar o corpo a partir da cintura, para a frente, pra trás ou pra os
lados, a cabeça acompanha o movimento.
Centre practice - Exercícios feitos no centro.
Chainés - Uma série de voltas rápidas na ponta ou demi-pointe feitos em linha reta dentro
de um círculo.
Changements de pieds - Troca de pés. Passos saltitantes na quinta posição onde os pés
são trocados no ar.
Changer de pied - Indica que os pés no fim de um passo devem ser trocados.
Chassé - Um passo no qual um pé lateralmente caça o outro para fora da sua posição.
Ciseaux - Um movimento em forma de tesoura abrindo-se as pernas numa posição ampla e
en l'air cortando com ambas o ar, cruzando com um movimento brusco uma das pernas
levando-a esticada da frente para trás.
Cloche - O pé passa da frente para trás através da primeira posição, seja num jeté ou
tendue, por exemplo.
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passé. 5ª posição, direita em frente; coupé com a perna esquerda, chassé en avant com a
direita, um temps levé sobre a perna direita, com a esquerda atrás em arabesque, e um
chassé passé com a esquerda terminando em 4ª allongée, com o peso sobre a perna
esquerda em demi plié e a direita atrás em degagé a terre.
Coté, De - De cabeça. Exemplo: balancé de coté.
Cou-de-pied - Peito do pé. A parte do pé entre o tornozelo e a base da panturrilha é
chamada de cou-de-pied.
Coupé - Um passo intermediário feito como preparação ou impulso para algum outro passo.
Um pé corta o outro afastando-o e tomando seu lugar.
Croisé - Cruzado. O cruzamento das pernas com o corpo colocado em ângulo oblíquo em
relação ao público.
croisé devant croisé derrière
Dedans, En - Para dentro. Em passos e exercícios o termo en dedans indica que a perna, à
terre ou en l'air, se mexe em movimento circular em sentido anti-horário de trás pra frente.
Por exemplo, em rond de jambe à terre en dedas. Em pirouettes o termo indica que a
pirouette é feito para dentro em relação à perna de base.
Dehors, En - Para fora. Em passos e exercícios o termo en dehors indica que a perna, à terre
ou en l'air, move em uma direção circular, em sentido horário de frente pra trás. Por exemplo,
em rond de jambe à terre en dehors. Em pirouettes o termo indica que uma pirouette é
executada com a perna bem aberta, para fora.
Demi-bras - "meio" braço.
Demi-plié - Joelhos meio dobrados. Todos os passos de elevação começam
e terminam com um demi-plié.
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Derriére - Atrás. Este termo pode referir-se a um movimento, passo ou a colocação de um
membro atrás do corpo. Com referência a um passo determinado.
Dessous ou Under- Para trás. Indica que o pé que trabalha passa atrás do pé de base.
Por exemplo, em pas de bourrée dessous.
Dessus ou Over- Para frente. Indica que o pé que trabalha passa à frente do pé de base.
Por exemplo, em pas de bourrée dessus.
Détiré - Destender. Uma esticada da perna sustentando-a pelo calcanhar com a mesma mão
correspondente à perna em movimento. Este exercício é feito geralmente na barra.
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.dicasdedanca.com.br/wp-content/uploads/2009/07/demi-plie1-155x300.jpg&imgrefurl=http://www.dicasdedanca.com.br/terminologia-do-ballet-significado-dos-passos-de-ballet-d.html&usg=__0uBDQtmt5a9AR218Mr48p6FWmgo=&h=300&w=155&sz=10&hl=pt-BR&start=4&sig2=YXBGWpg6lhgifewfs0FGzg&tbnid=UuRFjOqIgHN8kM:&tbnh=116&tbnw=60&prev=/images%3Fq%3Ddemi-pli%25C3%25A9%2Bballet%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN&ei=O08tS6i5MYfO8Qar2u2fBw
Détourné - Desvirado de lado. Um détourné é uma volta para trás na direção do pé de trás
invertendo a posição dos pés. É sempre feito nas pointes ou demi-pointes. Há duas formas
de détourné: demi-détourné e détourné completo, girando uma meia volta no pé da frente
em direção ao de trás,
Devant - Na frente. Este termo refere-se a um movimento de passo ou à colocação de um
membro na frente do corpo. com referência a um passo determinado, exemplo: jeté devant,
Développé - Desenvolvido. Um développé é o movimento feito a partir de um retiré onde a
perna é levantada para a frente, ou lado, ou trás, mantendo-a na posição.
Developpé devant
Diagonale, En - Em diagonal. Indica que um passo deve ser feito deslocando o corpo em
diagonal.
Divertissement - 1. Uma seção de danças no balé que não tem nehuma conexão com o
enredo, por exemplo, a dança das fadas, em "A Bela Adormecida", 3º Ato, ou "Camponês",
pas de deux em "Giselle" 1º Ato.
2. Uma curta dança ou trecho de um longo balé como uma parte separada em determinado
programa.
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.youballet.it/passi-danza/dizionario-danza/foto-dizionario/foto-dizionario_png/foto-per-adagio/detir%C3%A9-II-alto.png&imgrefurl=http://www.youballet.it/guide/passi-danza.php&usg=__6Gyuxeg0qJe9ZPgIBk44alwlSLA=&h=120&w=120&sz=73&hl=pt-BR&start=10&sig2=m2-EXurzPbUSmN5Gb6vyNg&tbnid=bwNKBHjVknHOoM:&tbnh=88&tbnw=88&prev=/images%3Fq%3Ddetir%25C3%25A9%2Bballet%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN&ei=0VAtS_pilc_xBqvetZQH
Écarté - Separado, apartado. O écarté é uma posição especial do corpo quando este fica
diagonalmente em direção ao público com os braços e pernas alinhados. Uma das pernas fica
à la secondé e os braços em posição de atitude, sendo que o da perna esticada é o mais
baixo.
Ecarté devant
Échappé - Um échappé é um passo de salto, onde os dois pés pulam fechados em quinta e
trocam de lugar no ar, acabando em demi-plié no chão. Dependendo do caso, échappés são
feitos da segunda para a quarta posição, os dois pés em distâncias iguais do centro original
de gravidade.
Effacé ou Ouvert - Uma posição do corpo onde o dançarino se vira para o lado do público.
Estando a perna de trabalho aberta em relação à perna de base.
Effacé devant
Entrechat - Um passo no qual o bailarino pula no ar e cruza rapidamente as pernas atrás
uma da outra. Existe o entrechat deux (um cruzamento), quatre (dois cruzamentos), six (o
pé da frente bate uma vez no ar no pé de trás e cai trocando os pés), cinq (igual ao quatre,
porém a caída é sobre um pé, sendo que o outro fica sur le cou-de-pied), trois e sept (igual
ao six, mas a descida é sobre um pé, sendo que o outro é sur le cou-de-pied).
Épaulement - Um ligeiro movimento dos ombros, em croisé ou effacé, em relação à cabeça
e às pernas, utilizadas principalmente no balé clássico, particularmente nas escolas Italianas,
Russas e Britânicas.
Na velha França e nas escolas Dinamarquesas é raramente usado.
Face, En - De frente, completamente de frente para o público.
Failli - Falho. Um movimento rápido feito em um só tempo. De um demi-plié na quinta
posição, pula com os pés juntos e, no ar, vira-se deixando o ombro esquerdo para a frente.
No ar, a perna de trás abre para trás e, ao cair, escorrega para a frente,
enquanto a perna da frente fica em demi-plié.
Flic-flac - A preparação desse passo é um tendue à la seconde sendo que a perna de apoio
está em demi-plié.
A perna do tendue cruza para trás da outra perna enquanto esta se levanta para girar,
depois dá uma raspada no chão, e fecha em coupé.
Fondu, Fondue - Descida, derretido. Um termo utilizado para descrever a baixa do nível do
corpo através da dobradura dos joelhos da perna de base. Saint-Léon escreveu "Fondu é em
uma perna enquanto plié é em duas". Em alguns instantes o termo fondu também é utilizado
para descrever a finalização de um passo quando a perna que está trabalhando vai ao chão
em um movimento suave.
Fouetté - Um passo giratório, geralmente feito em série, onde a perna que está trabalhando
é jogada para o lado em rond de jambe (vide) e enquanto o dançarino gira sobre a perna de
base, mantendo a perna elevada.
Frappé - Batido ou bater.
Gargouillade - Pas de chat com um rond de jambe en l'air, este último feito com a perna
que pula primeiro.
Glissade - Deslizamento. Um passo onde, da quinta posição em demi-plié, é feito um jeté à
la seconde com a perna da frente, tomando impulso para um pequeno salto onde a perna de
trás fecha na frente. Pode ser devant, derriére, under, over, en avant, en arriére, en tournant.
Glissé - Escorregando, deslizando.
Hauter, À la - Para o alto. Uma posição na quala perna em movimento é levantada em
ângulo reto com os quadris.
Jeté - Jogado, atirado. Um pulo de uma perna para qualquer direção.
Existem vários tipos de jetés: grand jeté, jeté fondu, fermé de coté, en tournant e vários
outros.
Pas de basque - Passo de Basque. Um passo característico das danças tradicionais dos
bascos. É um passo alternado em três tempos com um movimento largo de lado a lado.
O movimento pode ser feito sauté ou glissé deslizado.
Pas de bourée - Existem vários tipos de pas de bourée, mas basicamente consiste em, de
uma posição qualquer, o pé de trás pisar em demi-pointe ou sur les pointes onde estava, para
então a outra perna se dirigir para o seu lado, pisando em seguida no chão e sustentando a
outra perna,
que vai de encontro à esta para fechar em 5ª posição.
petit pas de bourrée
Pas de chat - passo do gato - Um salto rápido e preciso, fechado em quinta ou em terceira
posição. Através de um demi-plié, as duas pernas pulam e ficam dobradas no ar ao mesmo
tempo que avançam de lugar. Os pés permanecem esticados.
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.elitearteydanza.com.ar/apuntes/55-pas-de-bourree.gif&imgrefurl=http://www.elitearteydanza.com.ar/enciclopedia-pas-de-bourre.htm&usg=__YrStcPPBBIKlID5TLQ6J8IrJ1cY=&h=150&w=375&sz=5&hl=pt-BR&start=10&sig2=lwH91_JyT0Kr1wcesEQzjw&tbnid=yr3YwuFxymM4bM:&tbnh=49&tbnw=122&prev=/images%3Fq%3Dpas%2Bde%2Bbourr%25C3%25A9e%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN&ei=c1YtS9WzCZPQ8Qa2rqWeBw
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.squalorsurvivors.com/images/pasdechat.jpg&imgrefurl=http://www.squalorsurvivors.com/junk/ballet.shtml&usg=__duAg3Gi4nrTjMtBiT-offnrBKrs=&h=102&w=171&sz=8&hl=pt-BR&start=2&sig2=mMqk2DFp3shum74gZCYF9g&tbnid=ogudvl3Wx76k3M:&tbnh=60&tbnw=100&prev=/images%3Fq%3Dpas%2Bde%2Bchat%2Bballet%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG&ei=JlctS4XqJcvV8AbTm6GWBw
Pas de cheval - Passo de cavalo. Consiste em "raspar" a ponta do pé esticado no chão,
pulando graciosamente quando mudar de perna.
Pas de deux, Grand - Dança a dois. Diferente do pas de deux simples que tem uma
estrutura definida. Em regra geral o grand pas de deux divide-se em cinco partes: Entrée,
Adage, Variation para o bailarino, Variation para a bailarina e o Coda, no qual os dois dançam
juntos.
Pas marché - Passo de marcha. O termo significa um andar altivo e nobre. Quinta posição,
pé direito à frente. Faça um developpé para a frente com o pé direito, coloque-o no chão em
demi-plié, quarta posição e continue alternando as pernas.
Passé - é uma passagem. Um movimento auxiliar no qual o pé da perna que está em
movimento passa pelo joelho da perna de apoio, de uma posição para outra.
Pas de valse - Passo da valsa. É feito com um gracioso balanço do corpo e diversos
movimentos com o braço. Pode ser feito de frente ou en tournant.
Penchée, Penché - Inclinar para a frente, levantando a perna de trás, e fazendo o possível
para as costas não descerem. No arabesque penché, o corpo deve formar uma linha reta.
Piqué, posé - Nesse passo deve-se tocar diretamente com a pointe ou demi-pointe do pé
que está em movimento em qualquer direção ou posição desejada com o outro pé suspenso
no ar.
Pirouette - Rodopiar ou girar rapidamente. Uma volta completa do corpo sobre um pé em
demi-pointe ou pointe, sendo conseguida a força impulsora pela combinação de um plié com
movimento de cabeça (spotting).
Plié - Uma dobra de joelhos ou joelho. Este exercício torna as juntas e os músculos mais
flexíveis e maleáveis bem como tendões mais elásticos. Existe o plié, que é uma dobra não
muito acentuada dos joelhos,
e o grand plié, onde a dobra dos joelhos é bem acentuada,
levantando os calcanhares quando já perto do chão na 1ª, 3ª e 5ª posição.
Pointe - A ponta do pé. As mulheres, e raramente os homens, dançam sobre a ponta dos
pés em sapatilhas. A introdução dessa técnica no início do século XIX tornou possível o
desenvolvimento da virtuosidade feminina, como múltiplos fouettés e sustento em uma só
perna. Meia ponta é quando o (a) dançarino (a) se eleva com os dedos tocando o chão e o
resto do pé elevado.
Port de bras -
1) um movimento ou série de movimentos feitos com um braço ou braços em diversas
posições.
A passagem dos braços de uma posição para outra.
2) termo para um grupo de exercícios que torna o movimento dos braços mais gracioso e
harmonioso.
Promenade, En - Indica que a bailarina roda vagarosamente em um pé sur place com um
ligeiro movimento do calcanhar para o lado desejado mantendo uma pose definida.
Relevé - Elevado. Uma elevação do corpo iniciando com demi-plié e subindo em pontas ou
meia pontas, ponta ou meia -ponta, ajustando- se os pés para o eixo.
Retiré - Uma posição na qual a coxa é levantada para cima de modo que
a ponta do pé fique encostada levemente no joelho.
Rise - subida na meia ponta ou ponta sem dobrar os joelhos.
Rond de Jambe - Movimento da perna em círculo. Ronds de jambe são usados como
exercícios na barra, no centro e em adágio e são feitos à terre ou en l'air e pode ser sauté ou
relevé.
Seconde, A la - Em segunda. Termo para indicar que o pé deve ser ou
está colocado na segunda posição ou que está ao lado.
Sissone - Salto iniciando de duas pernas podendo cair em um pé com a perna trabalhada
estendida para o lado,frente ou atrás. (Sissone ouvert) ou finalzando com as duas prnas
juntas (sissone fermé)
Soubressaut - Um salto dado da quinta posição para frente (en avant, croisé ou ouvert en
avant). Quando o corpo está no ar os joelhos e as pontas estão esticadas, o pé da frente
deve esconder o pé de trás. Caia simultaneamente com os dois pés na quinta posição com o
mesmo pé à frente que iniciou o salto.
Sous-sous - Sous-sous é um relevé na quinta posição. Os pés devem ficar bem juntos no
momento de se levantar nas pointes ou demi-pointes.
Spotting - Este termo é dado ao movimento da cabeça em pirouettes, déboulés, fouetté
ronds de jambe en tournant, etc. Nessas voltas a bailarina escolhe um ponto fixo à frente e
ao rodar a cabeça deve fixar sempre o ponto de referência sendo a última a estar na direção
deste ponto fixo e a primeira a se encontrar nesta direção enquanto o corpo completa a volta.
Este movimento muito rápido da cabeça dá a impressão de que o rosto está sempre virado
para a frente, evitando a tontura.
Temps levé - Tempo levantado. Um temps levé consiste de um salto para cima e a volta
para o mesmo lugar, sempre sobre uma perna só, com a outra em qualquer posição (na
figura em coupe derriére); como em qualquer passo de salto inicia-se com o demi plié e
também termina com o demi plié.
Tendu - Ver battements.
Tombée - Termo usado para indicar que o corpo cai para frente ou para trás na perna de
movimento num demi-plié.
Variation - Variação. Dança a um no ballet clássico.
Volée, De - Indica que um passo específico deve ser dado com um movimento de vôo.
Ballet de Repertório – O Pássaro de Fogo
No jardim do mago Katschei havia muitas árvores, que durante todo o ano davam frutos
encantados; maravilhosas maçãs de ouro.nesse mesmo jardim viviam também algumas
prisioneiras. Eram belíssimas jovens raptadas e enfeitiçadas pelo mago, que as mantinha ali
para preencher o seu feudo com juventude e beleza.
Num lindo dia de sol o príncipe Ivan, que passeava pelos arredores, entra sem perceber no
jardim e tem uma visão extraordinária. Atraído pelas maçãs mágicas, um Pássaro de Fogo voa
passando bem próximo dele. Ivan consegue segurar o belo pássaro de plumas de ouro,
avermelhado e brilhante. Assustado, temendo se tornar prisioneiro, este implora por sua
liberdade e, em troca, oferece uma de suas plumas. Elas tinham o poder deproteger contra os
feitiços do poderoso mago do jardim.
Impressionado com toda aventura, Ivan permanece algum tempo por perto da propriedade
encantada. Durante a noite, vê as princesas prisioneiras saírem do castelo de Katschei. Até o
dia começar a nascer elas tinham liberdade para brincadeiras e jogos no jardim com os frutos de
ouro.
O rapaz é visto pela mais bonita das moças que timidamente se aproxima e conta sua história.
Ela também lhe avisa que o grande mago costuma pender os viajantes e andarilhos
transformando-os em pedras. E faz isso porque teme que se espalhe o segredo da sua magia.
Ivan se apaixona por ela, quer saber mais sobre a sua vida e sobre suas amigas, mas logo tem
de deixá-la voltar, pois o dia amanhece. Além disso, eles já estavam sob ameaça de castigo
porque as prisioneiras eram proibidas de falar com estranhos. Inconformado, Ivan quer segui-la,
mas a moça implora para que não faça, dizendo ser muito perigoso desobedecer ao mago
dentro do seu reino.
Ivan fica muito triste e finge aceitar o pedido da bela jovem. No entanto, corajosamente a segue
pelo jardim, até que de repente, as sinetas de alarme soam e um pequeno exército de monstros
aparece. A guarda do mago ataca o príncipe e o prende. Depois, leva-o à presença de Katschei
que, furioso, lança sobre ele os seus feitiços.
Recordando-se da pluma encantada que havia ganhado do Pássaro de fogo, apanha-a
rapidamente. Segurando-a firme nas mãos, ele agita a pluma encantada na frente do rosto do
poderoso senhor. Nesse instante reaparece o pássaro Encantado, como que chamado pelo
príncipe para que viesse em seu socorro e obriga Katschei e seus monstros a dança até caírem
exaustos.
O pássaro de Fogo conta a Ivan que conhece o antigo e grande segredo do mago: a
imortalidade da sua alma estaria trancada num grande ovo. Assim fazendo ordena-lhe que
procure o ovo que se apodere dele. O príncipe consegue encontrá-lo e ainda seguindo as ordens
do pássaro, quebra o ovo. No mesmo instante o mago morre, o castelo desaparece e as
princesas ficam livres novamente.
A bela princesa se reencontra com o jovem Ivan e eles prometem amar-se para sempre,
enquanto o Pássaro de fogo desaparece entre as árvores do jardim. Uma grande festa no novo
reino é oferecida para os jovens e para os mais velhos, em honra do amor e da liberdade.
*Bailado em três atos
*Música de Igor Stravinsky
*Coreografia de Michel Fokine
*1ª apresentação foi com a Companhia do Ballet Russo de Diaghliev
Ballet de Repertório – O Corsário
Num lugar muito distante existia uma ilha habitada por um violento bando de piratas que viviam
de aventuras no mar, liderados pelo poderoso e temido chefe Conrado, o Corsário.
Para celebra o casamento do chefe pirata com a bela e fascinante Medora, o grupo organizou
uma grande festa onde todos se divertiam bastante: comendo, bebendo e dançando o quanto
podiam. Todos estavam muito alegres até o momento em que a tristeza toma conta do coração
do noivo, quando se lembra que naquele mesmo dia deverá partir para o mar com seus
homens, deixando a noiva em lágrimas, já cheia de saudade.
O grupo de piratas parte para o outro lado do mundo pensando em atacar o harém de paxá
Seyd, rico e temido soberano que gasta seu carinho e riqueza cobrindo de jóias sua jovem
favorita Guinara, que lhe obedece sempre, mesmo sem ter muito amor por ele.
Um dia, quando os dois estão juntos trocando carícias e se divertindo com os pajens e
dançarinos reais, a tranqüilidade do reino é interrompida pela invasão dos bandidos do mar, que
entram no palácio e destroem, tudo à procura de riquezas. Os habitantes da casa real tentam
fugir, mas são perseguidos e presos pelos piratas, menos a jovem Guinara que por sua calma e
simpatia é respeitada e bem tratada pelo bando.
Ficando ao lado dos piratas e conhecendo melhor Conrado e seus homens, Guinara se
apaixona loucamente por aquele jovem aventureiro ao mesmo tempo corajoso, assustador e
delicado.
Certos de sua vitória definitiva, os piratas se ocupam nos dias seguintes da arrumação dos
tesouros conquistados para voltarem em breve para sua ilha. Desprevenidos e despreocupados
como estavam, não ladrões do seu reino e recuperar suas riquezas. Pegos de surpresa os
piratas perdem a batalha e o chefe Conrado é preso e condenado a morte.
Desesperada, com medo de perder o seu grande amor, Guinara aproveita um momento de
repouso de Seyd e o apunhala mortalmente. Percebendo que havia morto o poderoso Paxá, a
moça se dirige cuidadosamente. Às escondidas, até a cela onde Conrado estava trancado e os
dois conseguem fugir juntos para a ilha dos piratas.
Depois de uma longa e perigosa viagem, lutando contra o mar revolto e as tempestades, o casal
consegue chegar às terras onde a muito tempo atrás Conrado deixara seus amigos e sua noiva.
Por causa da demora da viagem dos piratas e falta de notícias, todos pensaram que Conrado e
seu bando haviam morrido e jamais voltariam. Medora, a noiva deixada no dia das bodas, certa
da morte do noivo, não se conforma e morre de tristeza.
Chegando à ilha, o chefe fica sabendo de tudo que se passara na sua ausência e a atitude
tomada pela pobre Medora enche de pena o coração de Conrado fazendo renascer o seu amor
pela moça. Desesperado, procura seu corpo sem vida e o abraça por muito tempo. Nada mais
volta a interessá-lo, nem Guinara, nem seus companheiros, nem as aventuras no mar. Foge de
tudo e de todos, vai embora para longe e sozinho se atira do penhasco mais alto da ilha, na
esperança de encontrar de novo sua antiga amada em outra vida.
Ballet em 3 atos e 5 cenas
Coreografia: Giovanu Galzerani / Mazilier / Jules Perrot
Música: Adolpho Adam
História: Lord Byron
1ª apresentação: 16 de agosto de 1826, Teatrp Scala de Milão – Itália
Tags: bailarina, bailarino, Ballet, história
Ballet de Repertório – Os Sapatinhos Vermelhos
Numa bela tarde de sol, uma mocinha passeava com o namorado numa praça onde se
realizava uma feira, quando viu na vitrine de uma loja do outro lado da rua um lindo par de
sapatilhas vermelhas. Ela que sempre teve uma vontade enorme de dançar, mas sem ter tido
numa oportunidade de aprender, fica encantada com as sapatilhas que estão à venda.
O rapaz, porém, pressentiu alguma coisa estranha que não lhe parecia boa, uma força quase
mágica que vinha do tal sapato que exigia a aproximação e atenção do casal. Com tal
pressentimento, o jovem tenta fazer com que a namorada se desinteresse das sapatilhas, sem
ter, porém um motivo concreto para dissuadi-la da compra, a não ser o alto preço que era
pedido.
O vendedor da loja, que observava toda a conversa do casal, se aproximava de uma forma um
tanto estranha, pois não era amigo ou mesmo conhecido de nenhum dos dois, e oferece de
presente à moça o par de sapatilhas vermelhas.
Entusiasmada, ela se desfaz dos sapatos velhos, calça os novos e sai dançando lindamente
pela feira, em meio às barracas e as pessoas que paravam para admirá-la. Dança com vários
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rapazes, feliz em perceber a grande dançarina que era. Nenhum dos seus pares conseguia
acompanhá-la por muito tempo e ela dançava sem parar, fascinada pelo brilho dos seus sapatos
vermelhos. Não tinha percebido que seu namorado há muito havia se perdido dela na confusão
da feira e que o vendedor de sapatos, ao contrário, estava sempre por perto, em todos os
lugares onde ela exibia a sua dança.
Horas depois, exausta, a moça volta ao centro da praça, querendo sentar, descansar um pouco,
mas as sapatilhas obrigavam-na a dançar mais e mais como se mandassem no seu corpo.
Quando já não agüentava mais, reconheceu na pessoa que sempre estivera ao seu lado, o
vendedor que lhe havia dado o presente e sentiu como se ele a acusassede ser uma ambiciosa,
dona de um desejo incontrolável de se tornar bailarina a qualquer preço. Sentia como se ele a
culpasse por alguma coisa muito séria que ela mal podia entender, e que a estava castigando,
ou melhor, ela mesma estava se castigando por não ter controlado a tentação de ter os sapatos
e ser notada por sua dança.
Confundindo aquela fantasia, aquele pensamento, com a vida real, a moça desesperada tenta
voltar para casa. No meio do caminho encontra um velho que a conduz para uma igreja onde
ela descansa e pensa sobre a vida, e se vale a pena trocar sua tranqüilidade por um desejo tão
facilmente realizado através da magia, longe da realidade.
Ainda confusa entre a verdade e a fantasia, a moça desmaia de cansaço e morre em seguida.
Nesse mesmo instante, aquele estranho vendedor recoloca na vitrine o mesmo par de
sapatilhas vermelhas à espera de uma próxima vítima.
*Ballet para Cinema
Coreógrafo: Robert Helpmann
História de Emeric Pressburger
Música: Braian Easdale
1ª apresentação em 1948 – Inglaterra
Ballet de Repertório: O Lago dos Cisnes
Coreografia: Marius Petipa (1º e 3º atos) e Lev Ivanov (2º e 4º atos)
Música: Peter Ilyich Tchaikovsky
Estréia: 1895, em São Petersburgo
O Príncipe Siegfried está completando 21 anos, e a Rainha-Mãe disse ele deveria escolher uma
noiva no baile de seu aniversário. Comemorou o aniversário com os amigos, e à noite, resolve
sair para caçar. Ao se aproximar de um lago repleto de cisnes, o príncipe se prepara para atirar
quando os cisnes se transformam em jovens princesas.
Odete, a Rainha dos Cisnes, dança com Siegfried e lhe conta que ela e as outras princesas são
vítimas do feiticeiro Rothbart, que as condenou a viver como cisnes durante o dia, só voltando à
sua forma normal da meia-noite ao amanhecer.
E o encanto só se quebrará quando um jovem de coração puro lhe jurar fidelidade. O príncipe
declara seu amor e convida-a para o baile do dia seguinte, onde quebrará o encantamento,
escolhendo-a para ser sua noiva.
No baile, a Rainha-Mãe lhe apresenta seis princesas, mas ele se mostra indiferente a elas,
esperando ansiosamente por Odete. O baile está acontecendo até que um nobre chega num
estrondo, que na verdade é Rothbart disfarçado com sua filha, Odile, metamorfoseada em
Odete.
Siegfried dança com ela pensando ser sua amada, enquanto Odete, ainda em forma de cisne,
tenta inutilmente chamar a atenção dele nas janelas do palácio.
O príncipe anuncia que já fez sua escolha, e só então percebe que ainda não era meia-noite e
aquela não poderia ser Odete, mas era tarde demais, já havia dado sua palavra.
Desesperado, Siegfried corre para o Lago, onde encontra Odete junto às amigas. Os amantes
se jogam no lago, e nesse momento, a magia é quebrada e o reino de Rothbart desmorona,
matando-o.
Ballet de Repertório: O Quebra Nozes
Coreografia original: Lev Ivanov
Música: Peter Ilych Tchaikovsky
Estréia Mundial: 1892, em São Petersburgo, na Rússia
É festa de Natal na casa da família Stahlbaum. As crianças se divertem e Clara recebe do
padrinho, Drosselmeyer, um boneco Quebra-Nozes.
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No fim da festa, depois que todos já estão dormindo, Clara volta para a sala e adormece ao lado
da árvore de Natal e de seu presente.
Sonha que um exército de ratos está invadindo a sua sala, mas o quebra-nozes a defende,
comandando um exército de soldadinhos de chumbo. O Rei dos ratos acaba ferindo o boneco,
que, desarmado, está prestes a perder a batalha quando Clara o salva atirando seu sapato nos
ratos.
Drosselmeyer aparece em seguida e, num passe de mágica, transforma o boneco em um belo
príncipe, que leva Clara ao Reino das Neves e ao Reino dos Doces. A Fada Açucarada, Rainha
do Reino dos Doces, homenageia Clara com uma grande festa, onde todos os habitantes do seu
reino dançam, representando as várias regiões. Por fim, a Fada dança um belo pas-de-deux
com o príncipe, quando Clara começa a se sentir sonolenta até adormecer de novo.
Na manhã seguinte, quando acordam, a casal Stahlbaum encontra Clara dormindo embaixo da
árvore, abraçada ao Quebra-Nozes. Ela sabe que seu presente de Natal foi uma linda viagem,
em forma de sonho, e não apenas um boneco.
Ballet de Repertório: Paquita
Libreto de Paul Foucher e Maziilier
Música: Deldevez
Coreografia: Mazilier e Marius Petipa.
Estréia no Teatro Royal de Música, em 1º de abril de 1846.
Estão sendo realizados preparativos para uma festa que Dom Lopez oferecerá ao general
francês. Este pega a mão de Dona Serafina, filha do governador, e a coloca na de seu filho
Lucien. Não há uma aprovação amorosa.
Paquita aparece. Retira-se para um canto e olha para uma miniatura, que tirou do seio, e
acredita representar seu pai.
Inigo manda Paquita passar o chapéu, o que a jovem faz de má vontade. Ao ver Lucien, ambos
se sentem atraídos. Inigo ordena que Paquita dance mas ela se recusa.
Quando Inigo vai bater na moça, Lucien impede. Sem ser visto, Inigo roubara a miniatura de
Paquita.
Esta fica transtornada quando dá por falta da miniatura e acusa Inigo. Lucien quer prendê-lo,
mas o governador intervém.
Ficando a sós com Inigo, combina com o chefe cigano a matar Lucien e usar Paquita para atrair
Lucien a uma armadilha.
Lucien propõe a Paquita que fuja em sua companhia, mas ela recusa.
Em seguida, entra Dom Lopez com seus convidados. O governador anuncia a partida dos
franceses. Lucien diz que irá mais tarde, pois terá de comparecer a uma festa dos ciganos em
sua homenagem.
Paquita está sonhando com Lucien. Ao ouvir passos, esconde-se.
Entram Inigo e o governador, envolto em longa capa. Os dois combinam a morte de Lucien,
colocando, antes, um narcótico em sua bebida. Quando o governador se retira, Paquita dá um
passo em falso e é surpreendida por Inigo. Mas a jovem diz que acabou de chegar.
Entra Lucien e pede abrigo a Inigo, que concede. Paquita avisa ao jovem francês, por sinais,
que ele corre perigo. Inigo sai com Paquita para preparar a refeição.
Sozinho, Lucien se dá conta de que está trancado e sem a espada. Durante a ceia, Paquita vai
avisando Lucien se pode ou não beber o vinho. Quando é servido o vinho drogado, Paquita
deixa cair os pratos e, na confusão, troca os copos. Inigo logo depois adormece.
Paquita avisa Lucien que está chegando a hora. Soa a meia-noite. Paquita e Lucien agarram-se
à parede que, girando sobre seu eixo, os leva para fora, ao mesmo tempo deixa entrar os
bandidos, surpreendidos ao encontrarem apenas Inigo adormecido.
O Conde d’Hervilly entra com o governador, a futura nora, e sua mãe, a Condessa. De repente,
entram Paquita e Lucien. Este relata tudo o que se passou e diz que a cigana salvou sua vida.
Olhando para o governador, Paquita diz que foi ele quem tramou com Inigo a morte de Lucien.
O conde manda prender Dom Lopez e toda a sua comitiva. Depois, tirando a miniatura do seio –
que recuperara de Inigo, quando este adormecera -, Paquita a compara com um retrato na
parede, e diz que é seu pai.
O conde lhe diz que aquele retrato é de seu irmão que morrera no Vale dos Lobos numa cilada
cigana. Paquita entende tudo; fora a única sobrevivente do massacre e seqüestrada por Inigo. O
general francês abraça a sobrinha, e a Condessa leva-a para se vestir dignamente. O baile
prossegue. Paquita retorna a dança que serve de prelúdio para o conjunto final.
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Ballet de Repertório: La Bayadere
Música: Ludwing Minkus
Libreto: Khudenov
Coreografia de Marius Petipa.
Estréia no Teatro Marinsky de São Petersburgo, a 4 de fevereiro de 1877.
O primeiro ato nos apresenta um templo hindu.
Solor, contente por ter sido bem sucedido numa caçada, manda um servo levar ao rajá um tigre
por ele morto.
O jovem guerreiro permanece no templo, pois espera ver sua amada Nikia. Quando ele sai um
sacerdote brâmane entra com bailadeira, e tenta confessar-lhe seu amor, mas é rejeitado. Irado,jura vingar-se.
O faquir Magda Veyga avisa Nikia que Solor está à sua espera. O guerreiro pede a Nikia que
parta em sua companhia.
A bailadeira concorda, mas pede a Solor um juramento de fidelidade diante do fogo sagrado. O
sacerdote brâmane observa a cena.
Rajá se encontra muito satisfeito com o presente de Solor e oferece-lhe a mão da filha. O
guerreiro, temendo recusar esta grande honra, e também enamorado da beleza de Gamsatti,
aceita, esquecendo o voto sagrado feito a Nikia.
Segue-se a Festa do Fogo para celebrar o noivado. Entre as dançarinas estão Aiya, confidente
de Gamsatti, e Nikia. O sacerdote brâmane conta ao rajá o que ouviu entre Solor e Nikia.
Gamsatti ouve está conversa e apressa-se a contar Nikia. Esta se recusa a acreditar, mas a filha
do rajá instante para que desista de Solor.
A bailadeira ataca Gamsatti com um punhal, mas é detida por um servo Aiya acalma a filha do
rajá e se oferece para livrá-la de Nikia.
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No casamento de Solor com Gamsatti. O rajá ordena que Nikia dance com as outras
bailadeiras. Durante a dança, Aiya oferece a Nikia uma cesta onde está escondida uma serpente
venenosa, que morde Nikia.
O faquir mata a cobra, e brâmane se oferece para salvar a bailadeira, desde que ela lhe
pertença. Nikia recusa e continua dançando até morrer.
No reino das sombras. Solor está desolado pela morte de Nikia. O faquir procura distraí-lo com
uns encanadores de serpentes. Solor adormece e sonha que visita, com Nikia, uma terra
desconhecida. Surgem os espíritos das bailadeiras mortas.
Afinal Solor encontra Nikia e jura que nunca mais abandonará.
Ballet de Repertório – La Fille Mal Gardeeé
Ballet em dois atos; coreografia de Jean Bercher Duberval (1742 – 1806), considerado por
alguns como o criador do ballet comédia ou ballet-pantomiama.
Numa fazenda da França, moravam Lise e sua mãe, a viúva Simone. Lise estava apaixonada
pelo camponês Colas, mas sua mãe tinha planos ambiciosos para o futuro; ela queria que a filha
se casasse com Alain, um rapaz muito bobo, mas filho de Thomas, rico proprietário de um
vinha.
O pobre Colas tinha de andar às escondidas dentro e fora da fazenda para se encontrar com
Lise, mas, quase sempre acabava sendo descoberto e posto para fora aos pontapés por
Simone. O casal tentava enganar a viúva, planejada novos encontros e nos poucos momentos
que estavam juntos, juravam seu amor um pelo outro. Como se assinassem essa jura, os dois
amarraram juntos alguns nós numa fita Lise deixava no celeiro nos dias em que não conseguia
ver Colas e que ele sempre deixava na sua porta, para que ela soubesse que ele tinha estado
lá.
Por esse tempo, na fazenda vizinha, ou Thomas conversa com o filho Alain sobre o casamento.
Marcam uma visita a Simone e Lise a fim de oficializar o compromisso entre os jovens. Simone
manda que Lise vá se arrumar com o vestido mais bonito para receber os convidados. Ciosa
que ela faz com muita má vontade, se sentindo muito infeliz principalmente quando na chegada
dos dois, Alain, bobo e sem graça, tenta se exibir fazendo gracinhas com o seu guarda-chuva.
Por sorte, logo chega a hora da celebração da colheita do dia e Lise e Simone, seguidas pelos
convidados, vão de charrete para os campos, levando vinho para festejar cm os camponeses.
Lá seria mais fácil para os namorados se encontraram e escaparem juntos, mas mesmo com a
animação de planejar com Thomas a festa do casamento. Simone não a deixava sozinha nem
por um segundo. Todos dançavam juntos ao som de flautas e Alain quis dançar com Lise, mas
era tão bobo que nem reparou quando, no meio da confusão, Colas apanhou seu par. Dançaram
juntos trocaram beijos e sumiram na floresta. Simone foi informada de que os dois haviam
desaparecido, mas os amigos de Lise e Colas, os mesmos que haviam distraído Alain, na hora
das danças, também distraíram a viúva, pedindo-lhe que dançasse para eles, elogiando sua
maneira de representar.
No meio da festa, o céu começou a escurecer, ameaçando uma enorme tempestade. Os
camponeses saíram a procurar Lise e Colas depois do que voltaram todos rápidos para as suas
casas antes que a chuva caísse.
Chegando em casa, Simone, depois de secar suas roupas e as da filha, resolve descansar um
pouco, mas antes cuida de trancar a porta para Lise não sair e Colas não entrar. Ela adormece
em cima da porta. Mais tarde, o barulho dos camponeses trazendo a colheita para secar, acorda
Simone, que sai para pagar e dar vinho aos trabalhadores, tendo o cuidado de deixar Lise em
casa com a porta trancada. Acontece que com os camponeses, também Colas veio até a casa
de Simone e conseguiu entrar escondido. Lise, pensando estar sozinha, sonha em voz alta com
o futuro dos dois, seu casamento, seus filhos e se assusta quando Colas aparece dizendo que
concorda com tudo e adora aquele sonho. Eles estão trocando os lenços que usam no pescoço
quando ouvem os passos da viúva Simone voltando para dentro de casa. Colas tenta se
esconder no armário, embaixo da mesa e finalmente Lise o esconde no seu quarto. Sempre
desconfiada, Simone nota que a filha está usando um lenço diferente e como castigo, tranca a
moça dentro do quarto, ordenando-lhe que se arrume, pois seu noivo está para chegar.
Logo em seguida, chegam Thomas e Alain, acompanhados por um juiz e padre da cidade para
assinar o contrato de casamento. Quando toda a papelada está pronta, Simone dá a Alain a
chave do quarto de Lise para que ele vá buscá-la para a cerimônia. No momento em que o
rapaz abre a porta, quase morre de susto ao encontrar Lise e Colas, um nos braços do outro,
num grande abraço. Furioso, Thomas rasga o contrato de casamento e sai arrastando Alain
consigo. Simone jura nunca mais perdoar a filha quando vê perdida a fortuna do fazendeiro,
mas os amigos de Lise e Colas a consolam até que por fim, ela se acalma, ouve os pedidos dos
dois namorados que juram seu amor e acaba abençoando o casamento.
Todos cantam e dançam de felicidade nos jardins da fazenda e no final da festa, Alain ainda
aparece na casa de Lise para reclamar seu guarda-chuva deixado lá na pressa da saída, já
esquecido da tristeza de perder a noiva.
Ballet de Repertório – Sherazade
Há muito tempo, era conhecido de todos, um famoso sultão chamado Shariar, senhor de um
luxuoso harém. Ele tinha, como todos os outros de sua posição, uma favorita: a famosa
Zobeida, que o encantava, e a tantos outros que a conheciam.
Zeman, irmão do sultão que presenciava algumas conversas das mulheres do harém, começou
a suspeitar da fidelidade de Zobeida. Depois de muito pensar, alertou o irmão do que poderia
estar acontecendo. Sem muito acreditar, Shariar concordou em deixar o harém e a sua favorita
por algum tempo, fingindo que ia caçar com o irmão.
Logo depois de sua suposta partida, as mulheres conseguem persuadir o grande eunuco, seu
guardião, a abrir as portas do harém para que os escravos negros entrassem e com elas se
divertissem numa grande festa. O mais belo entre eles, vestindo trajes de ouro, é eleito por
Zobeida seu par nas danças sensuais que as mulheres do sultão costumavam fazer.
No auge do divertimento, a festa é interrompida pelo regresso antecipado de Shariar.
Certificando-se da desconfiança do irmão e humilhado na frente dos amigos, o sultão ordena
uma matança geral a qual ninguém escapa.
Zobeida, desesperada por ser a causadora de tantas mortes e envergonhada por ver conhecida
sua verdadeira personalidade, se mata com uma punhalada, aos pés do seu senhor.
*Ballet em um ato
*Música de Nikolai Rimski e Korsakov
*Coreografia de Michel Fokine
Ballet de Repertório – Sonho de uma noite de Verão
Esta é uma história que mistura o sonho com a realidade, o mundo mágico com o mundo dos
homens, confundido e brincando com quem a escuta ou lê, mas encantando o coração de todos
os que gostam de aventuras.
Começa num grande castelo, no quarto de Hipólita,uma moça nobre que vai se casar com o
duque Teseu. Os últimos preparativos estão sendo feitos e as amigas da noiva, Helena e
Hermia, ajudam a terminar o vestido das núpcias. Outros amigos cuidam das danças e
brincadeiras.
Num determinado momento, após obter a licença de Hipólita, o responsável pelo cofre do
palácio chega ao quarto trazendo as jóias do casamento, ele vem acompanhado pelo oficial
Demétrio, antigo noivo de helena, que agora procura em vão conquistar o amor de Hermia.
O jardineiro Lizandro é outro que se aproxima trazendo muitas flores lindas para enfeitar o
salão. É também por Hermia que ele devota os mais nobres sentimentos de paixão, nos quais
tem a sorte de ser correspondido. Às escondidas, Lizandro consegue entregar uma carta a
Hermia, marcando um encontro no bosque. Uma pequena clareira enfeitada por um ramo de
oliveira marcará o lugar onde devem se encontrar. Helena, cheia de ciúmes por não ser mais a
preferida, encontra a carta, guardada pela amiga, e mostra a Demétrio.
Supervisionando o final de arrumação dos jardins e salões, o noivo Teseu faz uma visita à sua
noiva, oferecendo-lhe uma rosa de presente e, acreditando não ser observado por ela, tenta
conquistar suas amigas com gesto e palavras doces. Hipólita percebe a tentativa do noivo e fica
indecisa e angustiada. Começa a pensar muito, o que sente ou não amor pelo futuro marido.
Nesse momento chega ao castelo um grupo de saltimbancos pedindo licença para oferecer de
presente a representação de uma peça de teatro durante a festa de casamento. Eles gostariam
de aumentar a alegria e o divertimento dos convidados.
No fim do dia, sozinha em seus aposentos, Hipólita encontra a carta de amor de Lizandro para
Hermia. Sente ciúmes, percebe suas dúvidas em relação ao noivo e confusa, pensativa, ela
adormece e começa a SONHAR.
Não muito distante dali, chega à noite na floresta. Num recanto do bosque das fadas,
importantes acontecimentos tem seu lugar. Provada por ciúmes, começa uma briga entre os
namorados: Titânia, tainha das fadas, e Oberon. Este, cheio de raiva, entrega ao fiel Puck uma
flor mágica: ao ser encostada sobre os olhos de alguém que esteja dormindo, provoca-lhe um
grande sentimento de amor pela primeira pessoa que encontra após ter acordado. Com essa flor
e esse feitiço, Puck deveria fazer uma brincadeira com Titância, confundindo-a em seus
sentimentos
Em algum outro ponto das florestas – ainda no sonho de Hipólita – Lizandro e Hermia estão
perdidos após ficarem muito tempo tentando achar o local onde marcaram o encontro. Afinal,
muito cansados, acabaram adormecendo em lugares diferentes.
Por causa da escuridão do bosque, Puck se engana e coloca a flor do amor sobre os olhos de
Lizandro. Casualmente é Helena quem o acorda e imediatamente ele se apaixona por ela.
Helena fica confusa e foge sem entender o que se passa com seu antigo noivo. Ao mesmo
tempo Hermia fica confusa e foge sem entender o que se passa com seu antigo noivo. Ao
mesmo tempo Hermia desperta e recomeça a procurar seu amado.
Numa grande clareira do bosque, começam os ensaios da peça oferecida para o casamento. Lá
chegando Puck se diverte observando toda aquela agitação. Encantando e querendo brincar
com os atores, ele transforma a cabeça de uma deles numa cabeça de burro. Assustados, os
participantes do grupo fogem, deixando o pobre encantado sozinho e confuso, sem entender o
que está acontecendo.
Depois da briga com Oberon, a rainha Titânia com seu cortejo segue bosque adentro para se
distrair. Depois, adormece num recanto perto de uma cascata e só então Puck a encontra e
coloca a flor do amor nos seus olhos. Acordada por acaso pelo ator com a cabeça de burro, ela
se apaixona loucamente por ele.
Oberon, que passeava pela floresta, depara-se com Demétrio, que continuava apaixonado por
hermia e infeliz com seu destino. Percebendo o erro de Puck ele ordena que este conserte as
coisas. Tentando corrigir suas falhas o confidente brincalhão pega novamente a flor e aplica seu
feitiço em Demétrio. Helena, que saíra para o bosque a procura de paz, tropeça no homem
adormecido, que acorda e transfere para ela toda a sua paixão.
Reconhecendo a confusão total. Oberon chama Puck e agora o obriga a colocar os amantes em
seus devidos lugares para reencontrarem suas paixões verdadeiras. Puck, usando de seus
poderes, faz com que todos durmam novamente, coloca os amantes verdadeiros lado a lado e
utiliza novamente a força da flor.
Ao acordar, Titânia é libertada do seu amor pelo ator desconhecido e faz as pazes com Oberon.
Helena, Lizandro, Hermia e Demétrio acordam e se abraçam com muito amor. O grupo de
atores se reencontra, já sem a “cabeça-de-burro” entre eles.
Hipólita, ainda sonhando, recostada no sofá, é acordada carinhosamente por Teseu e o amor
renasce entre eles. Depois desse sonho, que parece, não foi só da noiva em dúvida do seu
amor, os outros casais, certo da felicidade, pedem licença para se casarem na mesma festa.
*Ballet de dois atos e seis cenas
*Música de Feliz Mendelsohn
*Coreografia de George Balanchine
*História de Willian Shakespeare
Ballets de Repertório
O QUE É BALLET DE REPERTÓRIO?
Ballets de Repertório são peças de ballet clássico que contam uma história, usando de dança,
música e "mis en scene" (mímica). Eles foram escritos, montados e encenados pela primeira
vez na época "áurea" do ballet clássico, na época do romantismo e neoclassicismo das artes.
Até hoje esses Ballets são encenados de forma bem aproximada à original, no que se refere à
música, às coreografias, histórias, figurinos, etc.. Conheça os principais Ballets de Repertório:
A Bela Adormecida A Filha do Faraó Carmen
Coppélia Dom Quixote Esmeralda
Giselle Harlequinade La Bayadère
La Fille Mal Gardèe La Sylphide Lago dos Cisnes
O Corsário O Quebra-Nozes Paquita
Raymonda Romeu e Julieta Spartacus
http://www.centroartisticodedanca.com.br/site_novo/paginas/ballets.asp#spartacus
http://www.centroartisticodedanca.com.br/site_novo/paginas/ballets.asp#romeo
http://www.centroartisticodedanca.com.br/site_novo/paginas/ballets.asp#raymonda
http://www.centroartisticodedanca.com.br/site_novo/paginas/ballets.asp#paquita
http://www.centroartisticodedanca.com.br/site_novo/paginas/ballets.asp#quebra
http://www.centroartisticodedanca.com.br/site_novo/paginas/ballets.asp#corsario
http://www.centroartisticodedanca.com.br/site_novo/paginas/ballets.asp#lago
http://www.centroartisticodedanca.com.br/site_novo/paginas/ballets.asp#la_sylphide
http://www.centroartisticodedanca.com.br/site_novo/paginas/ballets.asp#la_fille
http://www.centroartisticodedanca.com.br/site_novo/paginas/ballets.asp#la_bayadere
http://www.centroartisticodedanca.com.br/site_novo/paginas/ballets.asp#harlequinade
http://www.centroartisticodedanca.com.br/site_novo/paginas/ballets.asp#giselle
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http://www.centroartisticodedanca.com.br/site_novo/paginas/ballets.asp#farao
http://www.centroartisticodedanca.com.br/site_novo/paginas/ballets.asp#bela
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A Bela Adormecida
Era um dia de grande festa no reino: o batizado da Princesa Aurora, para qual foram
convidadas todas as fadas , que seriam madrinhas do bebê . Os reis estavam em seus tronos,
prontos para receberem as visitas que começavam a chegar, umas voando, outras em
carruagens , sempre acompanhadas por dois pajens que traziam os presentes para a
princesinha .
No meio da grande alegria, quando as fadas madrinhas dançavam em volta do beicinho de
ouro admirando a beleza da menina e o rei e a rainha estavam cheios de satisfação, aparece
uma nuvem negra , entrandopelas portas e janelas da sala do trono , assustando a todos .
Ouviu-se um enorme barulho de trovão e um empregado aparece anunciando a chegada de
Carabosse , que estava zangadíssima com os esquecimentos dos reis, querendo, também,
participar da festa da princesinha . O rei certifica-se de que não a havia convidado e tenta
explicar-lhe, como se tivesse sido um engano de seu auxiliar , encarregado dos convites .
Carabosse , porém não está disposta a perdoá-lo e dirige-se a ele ameaçando-o por essa
falha .Aproxima-se do berço da princesinha e diz para todos, que, mesmo não tendo sido
convidada, ela estava ali e também queria dar seu presente à Aurora ; um fuso , um objeto
pontudo como se fosse um grande alfinete . Seu desejo era que a princesa crescesse forte e
bonita, mas logo teria seu dedo espetado p or aquele ou outro alfinete e então morreria .
Depois de jogar seu feitiço , a fada má foi embora , deixando com todos uma grande tristeza,
até que a fada Lilás, os acalmou dizendo que tinha o poder de dar mais um presente à
afilhada : a promessa de que a maldade não seria satisfeita por completo, ela não morreria
quando se espetasse, mas dormiria um sono profundo de cem anos e só despertaria com o
beijo de um príncipe.
O tempo passou, quinze anos em que os reis cercaram a filha de proteção e cuidado . Estava
preparando sua festa de aniversário e durante todo esse tempo ninguém mais falou sobre o
presente e o desejo de Carabosse. A princesa Aurora nada sabia dessa história , pois seus
pais não queriam amedrontá-la e para afastá-la do perigo , ordenou que todos os objetos
pontudos que pudessem espetá-la fossem retirados do reino.
Chegou o dia do grande baile dos quinze anos de Aurora e , nessa festa ela ia conhecer quatro
príncipes que vinham pedi-la em casamento e escolher aquele com quem iria se casar . Todos
quatro estavam encantados com a sua beleza e ela dançou e se divertiu muito com eles sem ,
porém , preocupar-se com o casamento . Estava maravilhada com a festa , a música , os
convidados e aproveitava todos os momentos para lembrá-los por toda a vida . De repente ,
para surpresa geral , uma das jovens convidadas se transforma em uma velha dama vestida
de preto, trazendo um presente para princesa debaixo de sua capa: um fuso de ouro . O rei e
seus amigos se amedrontam com o presente da velha e Aurora não entende porquê do medo
e do susto , pois tanto a velha quanto o presente pareciam inofensivos .Como nunca tinha
visto nada como aquele objeto, a princesa o aceita o interesse , sem saber o perigo que
estava correndo . Dança entre os convidados segurando e brincando com a novidade que
ganhara, deixando seus pais e os con vidados paralisados de pavor . Tentaram tirar o objeto
de suas mãos , mas no meio da brincadeira , ela espeta o dedo na ponta afiada do fuso e
pouco a pouco vai caindo como se estivesse desmaiando . A dama desconhecida era
Carabosse , que saiu da festa satisfeita , vendo que seu feitiço estava realizado , deixando ,
os reis e os príncipes desolados . Nesse momento aparece a fada Lilás para cumprir sua
promessa feita no dia do batizado ; com sua varinha mágica ela faz parar o tempo e não só a
princesa, mas toda a corte, adormecem por cem anos.
O tempo passou e todos continuaram dormindo no castelo , cercado por uma grande floresta
que a fada lilás fez crescer para escondê-lo.
Em outro reino muito distante , morava o príncipe Florimund, que vivia com seus amigos
divertindo-se em cassadas. Apesar de suas amizades , o príncipe se sentia só e triste por não
Ter ainda encontrado um amor . Um dia , ao descansar embaixo de uma árvore no bosque, o
príncipe[a sonhou com um grande lago , com um barco em forma de concha e dentro dele a
fada Lilás , que lhe disse saber o que se passava no seu coração e prometia transformar sua
vida em uma linda realidade . Contou-lhe então , contou-lhe a história de Aurora e com sua
varinha mágica fez com que ele em seu sonho . Ele se encanta com a visão e desperta
decidido a encontrá-la , beijá-la e fazê-la reviver através do seu amor. Pede à fada Lilás que o
leve ao seu encontro , e ela oferecendo-lhe o seu barco, ensina-lhe o caminho do reino
encantado . Na viagem , o príncipe enfrenta uma série de perigos preparados por Carabosse,
que já sabia da sua intenção de desencantar a princesa ; pela força do seu amor , porém ,
consegue chegar até o caste lo e se assusta ao ver que realmente todos estão dormindo . A
fada Lilás , que já estava lá a sua espera ,leva-o até o lugar onde está A Bela Adormecida,
coberta por um véu . O príncipe , ao ver Aurora , mais bonita ali na realidade do q1eu em seu
sonho , beija o seu rosto e aos poucos ela vai acordando ; ao se olharem , os dois descobrem
Ter encontrado o verdadeiro amor .
O feitiço havia terminado . O castelo e os jardins voltam a ser os mesmos de cem anos atrás
e todos acordam como se tivessem dormido apenas uma noite . O príncipe pede Aurora em
casamento e o rei aceita e concorda em realizar a cerimonia imediatamente . Outra grande
festa é organizada no castelo e como tudo isso fora obra da fada Lilás , todos os seus amigos
das histórias de fadas comparecem ao casamento : O Gato de Botas com uma gata branca,
Chapeuzinho Vermelho com o Lobo Mau , Cinderela e o Príncipe , A Bela e a Fera, O Pássaro
Azul e a Princesa encantada , o Pequeno Polegar e muitos outros .
Foi uma festa maravilhosa . Aurora dançou toda a noite com o seu noivo . acordada e feliz
graças ao seu amor.
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A Filha do Faraó
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Ficha Geral:
Nome: A Filha do Faraó (Balé em 3 atos e 7 cenas, com prólogo e epílogo).
Estréia: 19 de Janeiro de 1862, no Teatro Maryinski em São Petersburgo (Rússia).
Coreografia: Marius Petipa
Música: Cesare Pugni
Libreto: Lydia Pashkova e do próprio coreógrafo
História:
Ato I:
Prólogo: Lorde Wilson é um arqueólogo inglês. Numa expedição ao Egito, ele e seu serviçal,
John Bull, são convidados para visitarem a tenda de alguns mercadores. No entanto, o local é
atingido por uma tempestade de areia e subitamente, os dois amigos se vêem no interior de
uma pirâmide. Abalado, Lorde Wilson fuma ópio e adormece.
Cena 1 : Eis que, de repente, surge uma princesa egípcia, Aspícia . Ela transforma os
exploradores ingleses também em egípcios. Lorde Wilson e John Bull são, agora, Ta-Hor e
Passiphonte.
Cena 2: Na Floresta, Aspícia acompanha seus cervos em uma caçada. Ela é atacada por um
leão e Ta-Hor a salva. Os dois se apaixonam. Neste momento, o Faraó aparece e manda
prenderem o jovem por abraçar sua filha.
Cena 3: De volta ao templo, o Faraó faz um acordo para casar Aspícia com o Rei de Núbia
mesmo contra a vontade da filha. Durante a cerimônia, Ta-Hor se liberta e salva a moça do
matrimônio indesejado. Os dois fogem. O Faraó e o Rei vão atrás para capturar a noiva e o
amante dela.
Ato II:
Cena 4 : Ta- Hor e Aspícia escondem-se em uma cabana de pescadores à beira do Rio Nilo.
Ele sai pra pescar com os outros moradores e deixa Aspícia sozinha. Ela é então, surpreendida
pelo Rei da Núbia, que a ameaça caso não retorne para o reino com ele. Sem pensar duas
vezes, a jovem mergulha no rio, deixando claro que prefere morrer a casar-se com ele.
Quando Ta-Hor e Passiphonte voltam à cabana, o Rei os captura.
Cena 5: Aspícia chega ao fundo do mãe, lugar de confluência de vários rios que dançam para
ela. Ela também encontra o Deus do Nilo, que a permite voltar à terra para encontrar o seu
amado.
ATO III:
Cena 6: Os pescadores encontram a princesa na beira do rio, justo quando Ta- Hor está
prestes a ser condenado à morte sob a acusação de ter provocado a morte de Aspícia.
Cena 7: De volta ao palácio egípcio, a jovem culpa o Rei da Núbia por sua tentativa de
suicídio e implora a seu pai para que Ta- Hor seja libertado. Ao ter o pedido negado, ela tenta
se suicidar mais uma vez. Para impedir o feito, o Faraó volta atrás e finalmente abençoa a
união do casal.
Epílogo: Nestemomento, Lorde Wilson acorda ao lado do sarcófago de Aspícia e percebe que
todas as emoções vividas no Egito Antigo não passaram de um sonho.
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Carmen
Primeiro Ato
Numa praça em Sevilha. A casa dos guardas. Em frente da praça situa-se uma fábrica de
tabaco. Morales e outros soldados na praça divertem-se observando as pessoas que passam e
cantam « Sur la place chacun passe ». Micaëla, uma bela moça entra à procura de Don José.
Morales informa que Don José não está naquela esquadra, mas que virá com a próxima
companhia de guarda. Entretanto os soldados ficariam encantados se ela ficasse à espera
passando o tempo com eles divertindo-se, Micaëla resiste ao convite dizendo que virá mais
tarde. Com a mudança dos guardas, Zuniga e Don José chegam acompanhados por um grupo
de crianças em marcha que os imita satiricamente. Morales sem demora conta a Don José
sobre a visita da bela moça. Don José dá-se conta que só pode ser Micaëla.
O tenente Zunigar recém chegado na cidade está particularmente interessado nas moças que
trabalham na fabrica de tabaco, e pergunta a Don José se as moças são bonitas. Don José
que não gosta tanto das mulheres da Andalucia responde dizendo que ele não dá nenhuma
atenção às moças. Nisso toca o sino da fábrica e as moças dos cigarros aparecem na praça
para o intervalo do almoço, onde todos os homens excluindo Don José as apreciam. As moças
cantam que o amor dos homens é como o fumo dos cigarros delas. Subitamente os homens
dizem: mas não vimos a Carmencita! Finalmente a fascinante moça cigana Carmen aparece,
e deixa claro a todos que ela não está para ser apreciada pelos homens da praça. Carmen
excita a multidão dos admiradores, canta o amor, e diz que o amor é imprevisível e não
obedece nenhuma lei; é como um pássaro rebelde. (Habanera « L’amour est un oiseau rebelle
»), depois do canto ela concentra atenção ao único homem da multidão que não lhe prestou
nenhuma atenção: Don José. Com um gesto provocat ivo ela lança uma rosa vermelha para
Don José. « Quelle effronterie ». Don José sente-se chateado e excitado ao mesmo tempo.
Micaëla entra. Don José rapidamente esconde a flor na sua túnica. Micaëla vira-se e entrega-
lhe para além de dinheiro uma carta e um beijinho por parte da mãe. Na carta, recebida
através de Micaëla, que é órfã e foi criada pela mãe de Don José, ele lê que a mãe pede para
ele voltar para o campo e casar-se com a Micaëla.
Don José decide concordar com a mãe dizendo que fará tudo o que ela desejar, que voltará
para casa e casará com Micaëla, acreditando assim que o estranho encanto que teve por
Carmen terá passado.
O tempo passou e todos continuaram dormindo no castelo , cercado por uma grande floresta
que a fada lilás fez crescer para escondê-lo.
De repente há uma briga dentro da fabrica de tabaco. Zuniga manda Don José ver o que se
passa. Carmen lutou com uma moça feriu-lhe na cara com uma faca. Zuniga pergunta a
cigana se ela fez esse acto. Muita segura de si Carmen não responde e põe-se a cantarolar
baixinho. Ela recusa-se a responder as interrogações de Zuniga. Este dá ordem a Don José
para que lhe amarre as mãos e leve-a a prisão.
Enquanto Zuniga ausenta-se no interior da barraca para escrever a condenação, Carmen e
Don José ficam sós. Ela seduz Don José e convida para irem divertir-se na barraca do amigo
Lillas Pastias « Seguidilla – Prés de rampar de Seville». Assim diz a Don José para fazer de
conta que vai atar fortemente as mãos dela, ao irem à prisão ela vai empurrar-lhe e ele deixa-
se cair e assim ela fugirá. Don José atraído por Carmen obedece. Don José é preso quando se
descobre que Carmem escapou.
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Segundo Ato
Na taverna de Lillas Patias. Fora da cidade: é noite. Carmen com as amigas, Frasquita e
Mercedés, estão a distrair a gente da cidade; os ciganos dançam ao canto da Carmen. Pastia
quer fechar sua taverna pois é tarde, Zuniga tenta sem sucesso falar com as moças para irem
ao teatro com ele, Carmen soube que Don José que esteve preso por sua culpa quando
descobriram que ele deixo-a fugir, acabou de sair da prisão. As pessoas ouvem tiros e gritos
do lado de fora, elogiando o famoso toireador Escamillo. Ao entrar na taverna Escamillo
descreve-se como um bom toireador cantando o famoso canto do toireador. Sente-se logo
atraído por Carmen. Mas ela não o encoraja mas ele diz que vai esperar e ter fé. A multidão
acompanha-o enquanto ele sai pois ele deixa Carmen com as suas duas amigas e os dois
contrabandistas El Dancairo e o El Remendado.
Os contrabandistas fazem a lista de tarefa das três moças na nova aventura que estão
planeando. Frasquita e Mercedés estão ansiosas, mas Carmen diz que não pode participar
porque está apaixonada. Os homens tentam convencer-lhe que seu namorado se junte ao
grupo. Quando ouvem Don José que se aproxima cantando eles saem. Carmen expressa a
alegria de ver-lo a dançar para ele. Quando de longe soa uma trompeta, Don José diz que
deve partir para o quartel. Ela fica furiosa a acusa Don José não ter nenhum amor por ela, e
provoca uma tensão entre os dois. Don José pega na flor escondida na sua túnica e diz que
ele guardou aquela flor desde o primeiro dia que se encontraram. Carmen pede uma prova
incondicional de seu amor: pede a Don José para fugir o serviço militar para viverem a mesma
vida com ela e os amigos. Ele sente-se mal com essa sugestão apesar de gostar dela, e
finalmente decide não abandonar o serviço militar. Zuniga entra, pois tinha prometido a
Carmen que voltaria, pensando encontra-la só. Com ar es de desprezo para com o seu
subordinado Don José, ele fica incontrolavelmente raivoso ao encontra-los juntos, e provoca
Don José. Don José tira a sua baioneta contra o seu superior. Os ciganos e os contrabandistas,
convocados por Carmen, separam a briga, desarmam o oficial nervoso e o acompanham até à
porta com uma certa cortesia irónica. Don José nessas condições não tem outra alternativa
senão fugir do serviço militar, viver em perigo com os contrabandistas, e uma liberdade fora
da lei.
Terceiro Ato
Um lugar selvagem dos ciganos nas montanhas. O campo dos ciganos e contrabandistas, fica
num lugar rodeado de rochas. Os contrabandistas vêm de todos os cantos carregando
mercadoria para o contrabando. Eles descansam depois duma longa caminhada em direcção a
Sevilha. Don José está com muito remorso por ter desonrado o seu uniforme de soldado e a
sua mãe, e pensa com nostalgia na mãe que vive numa aldeia perto do lugar onde se
encontram. Carmen faz troça dele. Ela mostra que está cansada dele, mas ele ainda faz
ciúmes por ela. Mecedés e Frasquita lêem o futuro nas cartas. Alegria e amor para uma, e um
casamento lucrativo porém com viuvez precoce para outra. Carmen junta-se às duas. «
Voyons, que j’esseie à mon tour…En vain éviter les réponses amères » tenta ler sua sorte. Não
importa quantas vezes lê as cartas elas dizem a mesma coisa, morte para ela, e em seguida
Don José.
Os contrabandistas identificaram os guardas aduaneiros da rampa de Sevilha. Carmen,
Frasquita e Mercedés sabem qual é a acção delas. El Dancaïro chama as três moças pois
precisam delas para distrair os guardas oficiais. Ele dá ordens a Don José para ficar de guarda
no campo. Micaëla aparece, a procura de Don José. Antes de Don José se aperceber da
presença da Micëla ele dispara com uma espingarda contra alguém que se aproxima do
campo. Micaëla esconde-se. Escamillo aparece. Ele diz a Don José que vem ao encontro da
Carmen, pois ouviu dizer que ela está cansada do actual namorado. Don José revela que o tal
namorado é ele mesmo, assim põem-se a lutar. Os contrabandistas voltam e separam a luta.
Escamilho convida todo o grupo para assistir a batalha dos toireadores de Sevilha onde ele vai
ser o protagonista. Eles descobrem a presença da Micëla escondida num canto. Ela diz a Don
José que a mãe está morrendo, ele deve partir para ver a mãe, obrigado a deixar Carmen,
concordapartir para ver a mãe, mas, pro mete a Carmen que voltará. Escamillo, convenceu-
se que o romance com a Carmen está conquistado com a partida de Don José, assim sai do
campo cantando a distância a sua canção do toireador vencedor.
Quarto Ato
Fora do prédio em Sevillha. A cena é colorida, com muitas actividades festivas, com muitos
gritos dos vendedores das ruas. Os toureiros entram entusiasmados e são acolhidos com
gritos e assobios da multidão. Escamillo entra com Carmen esplendidamente vestida de
braços dados. Ele deixa Carmen fora e vai ao ringue. Frasquita e Mercedés dizem a Carmen
que viram Don José no meio da multidão. Carmen diz que não tem medo dele. Don José
aparece e confronta-se com Carmen, e mais uma vez declara o amor dele por ela e tenta
convencê-la a fugir com ele. Ela recusa, e diz que a história do amor deles são águas
passadas. Quando gritos e assobios se ouvem da arena, Carmen tira o anel que Don José
ofereceu e atira com desdenho para o chão. Cheio de ciúmes Don José tira uma faca do bolso
e esfaqueia Carmen até a morte, no mesmo momento em que Escamillo está sendo felicitado
por sua vitória. Quando os amigos da Carmen aparem no lugar do drama Don José grita: fui
eu quem a matou, podem-me prender, matei a minha Carmen adorada.
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Coppélia
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Ato I:
Praça de uma cidade da Cracóvia. Swanilda está enciumada: seu noivo, Frantz, parece estar
apaixonado pela suposta filha de um fabricante de bonecos, o Dr. Coppelius. Coppélia, porém,
não passa de uma boneca que faz o movimento de atirar beijos, no que é respondida por
Frantz. Swanilda o surpreende nessa atitude e ameaça romper o noivado. Para provar sua
indiferença, dança uma czarda com os amigos. Ela recolhe a chave que o Dr. Coppelius
deixara inadvertidamente cair e chama as amigas. Temeroso, o grupo abre a porta e entra na
loja do misterioso velhinho.
Ato II:
Interior da loja. Coppélia está sentada entre outros bonecos, tendo um livro nas mãos. Ao se
aproximarem, Swanilda e as amigas descobrem que ela é uma boneca . Aliviadas colocam
todos os bonecos em movimento. Coppelius interrompe furioso e põem todas em fuga; menos
Swanilda, que resolve pregar uma peça no velho vestindo-se com as roupas da boneca e
assumindo o seu lugar. Entra Fratz , em busca da “filha” de Coppelius. Este aproveita a
oportunidade para tentar realizar um sonho: através de passes mágicos transferir a vida de
alguém para a sua Coppélia. Ele força Frantz a beber até que fique embriagado. Realiza então
uma série de passes cabalísticos, Swanilda entra na brincadeira e finge ganhar vida, deixando
o velho enlouquecido com suas danças . Por fim, preocupada com o noivo, resolve acabar com
o jogo e revela sua identidade. Coppelius desmaia e a dupla foge.
Ato final:
Esse ato é na verdade um brilhante divertimento. Os vilarinhos estão reunidos para celebrar a
benção do sino da igreja e o casamento de Fratz e Swanilda. O Dr. Coppelius entra furioso
exigindo uma indenização dos prejuízos causados em sua loja. O Burgomestre entrega-lhe
uma bolsa e o balé se encerra em clima de alegria e confraternização geral.
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Dom Quixote
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Ficha Geral
Nome: Dom Quixote, ballet em três atos baseado na obra homônima de Miguel de Cervantes.
Estréia: 26 de Dezembro de 1869, no Teatro Bolshoi pelo Ballet Imperial.
Coreografia: Marius Petipa e Alexander Gorsky.
Figurinos: Vadim Rindim.
Cenários: Vadim Rindim.
Iluminação: Natasha Katz.
Música: Ludwing Minkus.
Bailarinos de estréia: Anna Sobeshenskaya (Kitri), Serguei Sokolov (Basilio).
História
Prólogo: Levado pela visão de Dulcinéia, Dom Quixote começa sua aventura ao lado de seu
fiel escudeiro Sancho Panza.
Ato I:
Sevilha. Kitri, a filha de Lorenzo, está apaixonada por Basilio, mas decobre que seu pai quer
casá-la com Gamache, um nobre. Dom Quixote e Sancho Panza entram na vila, provocando
grande comoção. Ao olhar para Kitri, Dom Quixote pensa que achou sua Dulcinéia. Movidos
pela idéia do casamento arranjado, Kitri e Basilio, aconselhados por Espada e Mercedes,
decidem seguir Dom Quixote e Sancho Panza. Gamache e Lorenzo perseguem o casal.
Ato II.
Cena I: Acampamento cigano. Dom Quixote e Sancho Panza descobrem o casal fugitivo em
um amigável acampamento cigano. Todos estão inspirados pelo clima de romance da noite. A
visão de Dulcinéia aparece novamente para Dom Quixote, que percebe que Kitri não é sua
idealizada, e que pertence a Basilio. De repente o vento ganha ímpeto. Dom Quixote então
ataca os moinhos de vento, pensando que são gigantes ameaçando a segurança de Dulcinéia.
Se sentindo miserável, ele cai em sono profundo.
Ato II.
Cena II: O sonho. Dom Quixote tem um sonho encantado com belas moças, onde a imagem
de Kitri simboliza sua Dulcinéia.
Ato II.
Cena III: É Aurora. Lorenzo e Gamache interrompem o sonho de Dom Quixote. Simpatizante
do amor do jovem casal, Dom Quixote diz o caminho errado para os homens.
Ato II.
Cena IIII: A taverna. Finalmente descoberta, Kitri é forçada por Lorenzo a aceitar o
casamento com Gamache. O frustrado Basilio comete 'suicídio'. Sem saber da farsa, Kitri
implora que Dom Quixote convença Lorenzo a desposar o 'cadáver'. Então Basilio 'ressucita'.
Kitri vai se arrumar para o casamento enquanto Dom Quixote e Basilio agradecem Lorenzo e
Gamache por terem aceitado o inevitável.
Ato III: O casamento. A vila celebra o matrimônio. Dom Quixote congratula o casal, dá um
caloroso adeus e continua suas aventuras.
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Esmeralda
Ballet em 3 atos e cinco cenas .
Primeiro Ato – O pátio dos milagres ao entardecer .
Os mendigos encontram-se em uma algazarra geral , sobre a presidência de Clopin, o rei dos
mendigos . O poeta Piere de Gringoire é trazido a sua presença . Os outros o revistam , e
como só encontram um poema nos seus bolsos , ficam irritados . Clopin condena Gringoire à
morte . Dá-lhe , contudo , a opção de se encontrar uma mulher que queira desposá-lo , e será
livre . Ninguém se apresenta.
Nesse momento , entra Esmeralda , a cigana . A jovem se compadece da situação do poeta e
concorda em casar-se com ele . Segue uma dança para comemorar o consórcio . Frollo se
aproxima de Clopin e lhe confessa que ama Esmeralda . O chefe concorda em ceder a cigana .
Frollo confessa seu amor a Esmeralda . Ouve-se o toque de recolher .
Frollo chama Quasímodo( o corcunda) para ajudá-lo a pegar Esmeralda . Os dois se atiram
sobre a cigana . Nesse momento entra uma guarda com Phoebus à frente . Frollo consegue
fugir e Quasímodo é preso .
Esmeralda e Phoebus trocam olhares , e a jovem lhe conta sua vida . Esmeralda intercede
pelo corcunda e consegue sua libertação . A cigana foge dos beijos e abraços do capitão ,
levando consigo uma faixa de Phoebus .
Segundo Ato – 1ª cena – O quarto de Esmeralda .
A cigana entra , com a faixa de Phoebus na mão . Com o olhar perdido , forma o nome do
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capitão com umas letras na mesa . Entra Gringoire , julgando que aquele abandono de
Esmeralda significa amor por ele . Tenta agarrá-la , mais ela se livra , toma um punhal e o
ameaça . Esmeralda diz que só o desposou por piedade . Gringoire fica decepcionado .
Pouco depois aparecem Frollo e Quasímodo . Frollo declara seu amor por Esmeralda , mas
esta mostra o nome de Phoebus . Esmeralda foge . Frollo sai-lhe ao encalço , mas surge
Gringoire . Frollo tenta apunhalá-lo , mas é detido por Quasímodo , que jura vingar-se de
Phoebus .
Segunda cena - Jardim da mansão de Gondelaurier , onde fazem os preparativos para o
casamento de Fleur de Lys com Phoebus .
Fleur de Lys dança com suas amigas . Entra o noivo , que beija , indiferente , a mão da
prometida .
Esmeralda vem dançar ,acompanhada por Gringoire . Phoebus demonstra seu sentimento , o
que enfurece a noiva , principalmente depoisque vê a faixa de Phoebus com a cigana . Fleur
de Lys arrebata a faixa de Esmeralda , mas cai ao chão , desmaiada . Enquanto a levam para
casa , Gringoire protege a saída de Esmeralda , seguido depois por Phoebus .
Terceiro ato - 1ª cena - Aposento em uma taberna .
Entra Clopin , com um archote a mão seguido por Frollo . Clopin indica um esconderijo e Frollo
entra ali , com um punhal .
Pouco depois chegam Phoebus e Esmeralda . O capitão pergunta a jovem como ela pode amar
dois homens ao mesmo tempo . Esmeralda , tomando uma pluma e soprando-a , diz que seu
amor é como uma pluma ao vento.
Ciumento , Frollo salta sobre os dois com um punhal na mão . Phoebus puxa Esmeralda para
um quarto . Ouvem-se um tiro e a queda de um corpo . Frollo sai correndo e salta pela janela.
Esmeralda cai ao chão desmaiada. Clopin invade o recinto seguido por outras pessoas . Acusa
Esmeralda pelo assassinato . A cigana é presa , apesar de seus protestos.
Segunda cena - as margens do rio Sena ; à direita , uma prisão .
Esmeralda é levada para o cárcere pelos soldados. Gringore fica horrorizado ao saber que a
jovem foi condenada à morte. Entra o cortejo do Rei dos Loucos , com Quasímodo nos ombros
dos mendigos e vagabundos . Esmeralda é levada para a execução .
Frollo propõe salvá-la se ela casar-se com ele . Nesse momento surge Phoebus , que declara
Esmeralda inocente. Aponta Frollo como autor do atentado contra ele . Esmeralda volta a si e
declara seu amor a Phoebus . Frollo fica louco e tenta apunha-lar a jovem . Quasímodo tira-
lhe o punhal e mata-o . O bailado termina com todos festejando a libertação de Esmeralda
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Giselle
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Ficha Geral Nome: Giselle, ballet dividido em dois atos.
Coreografia: Jules Perrot e Jean Coralli.
Música: Adolphe Adam.
História
Ato I:
Alemanha. Um quente raio de sol abre o dia. É época da vindima. Num canto, meio escondida
entre a vegetação, encontra-se uma cabana de camponês humilde e simples. Ao longe, em
cima do rochedo, vê-se uma destas habitações feudais, onde o Duque Albrecht, lá do alto, viu
passar uma doce e charmosa criatura. É Giselle, filha de Berthe. Albrecht, apaixonado, veste-
se de vindimador e vai morar em frente da cabana de Giselle. Giselle acredita ser ele apenas
um rapaz da vila chamado Loys e apaixona-se por ele. É de manhã e os camponeses partem
para a vindima. Entra em cena Hilarion, o jovem guarda-caças da vila, que também está
loucamente apaixonado por Giselle. Ele se dirige à casa dela e encontra com Berthe. O jovem
Duque sai de sua cabana acompanhado de seu criado Wilfrid, que insiste para que Albrecht
(Loys) não prossiga com este namoro, mas ele persiste, pois está encantado e ordena a seu
criado para deixá-lo. Loys aproxima-se da cabana de Giselle, bate na porta e se esconde. A
porta se abre. É Giselle que sai, ágil e alegre como todos os corações puros. "Ela vai dançar,
pois não dança desde ontem". Eles se encontram mas Hilarion interrompe o idílio de Giselle,
lembrando seu amor por ela. Mas Giselle, apaixonada por Loys, repele Hilarion e, juntando-se
alegremente às suas amigas e companheiros, comemoram o fim da colheita das uvas. Berthe,
sua mãe, sai a sua procura. Ao vê-la adverte, pois Giselle é frágil do coração. A fadiga, as
emoções lhe serão fatais: "Você acabará morrendo e irá se transformar em uma Willi, e irá ao
baile mágico onde levará os viajantes na ronda fatal. Você será uma vampira da dança".
Assim, Giselle é forçada a entrar na cabana. Soam as trompas de caça e Wilfrid aparece para
avisar ao seu senhor que um grupo de nobres se aproxima. Hilarion observa, e na primeira
oportunidade, entra na cabana de Loys, a fim de desvendar o mistério que o cerca. o grupo
de caça chega, junto com o príncipe e sua filha Bathilde, noiva de Albretch (Loys). O calor do
dia os incomoda e procuram aquele lugar para descansar. Bathilde se encanta com a dança de
Giselle e descobrindo que ela está comprometida e apaixonada, dá-lhe um colar de presente.
Eles se retiram, o Príncipe ordena que deixem uma trompa para chamá-los em caso de
necessidade. Isso faz com que Hilarion compare os brasões da trompa com os da espada de
Loys. Finalmente, tendo em mãos a oportunidade de desmascarar Loys, Hilarion espera o
momento em que todos estão presentes e conta toda a verdade. Giselle não acredita.
Hilarion, então, toca a trompa e aparece o Príncipe acompanhado de Bathilde. Loys
(Albrecht), fica perplexo e confuso, mas quando Bathilde declara que Albrecht é seu noivo, o
choque tira a razão de Giselle. Uma sombra de delírio a invade. É a loucura. Giselle, por um
momento, revive seu amor por Loys, mas a dor é grande e tomando a espada, crava-a em
seu corpo.
Ato II:
Soa a meia noite sob a terra fria da floresta. Lugar sinistro, de árvores com troncos torcidos e
entrelaçados, que possui uma atmosfera de suspiros e lágrimas. É o lugar onde se passa o
baile mágico da Willis. Elas são os espíritos das jovens que foram enganadas e morreram
antes do dia do seu casamento. Elas se reúnem ali e obrigam jovens rapazes a dançar até a
morte. É meia noite, hora lúgubre, e Hilarion está ali de vigília na sepultura de Giselle. Surge
uma sombra transparente e pálida. É Mirtha, a rainha das Willis. Ela evoca forças e com um
galho de alecrim toca todos os cantos, fazendo surgir outras Willis que se agrupam
graciosamente em torno dela. Neste momento, elas tiram Giselle de sua sepultura para iniciá-
la em seus ritos. Ela dança com suas graciosas irmãs, mas um barulho ao longe faz com que
todas Willis se dispersem e escondam no bosque. É Albrecht, que chega trazendo flores.
Giselle surge para ele. O seu amor por ele ainda vive... Albrecht tenta pegá-la mas ela
desaparece... Ele sai à sua procura... Neste momento, Hilarion é pego pelas Willis. Mirtha, a
rainha, ordena-o a dançar até a exaustão, fazendo-o cair nas profundezas do lago. As Willis
começam então uma orgia alegre, dirigida por sua rainha triunfante, quando uma delas
descobre Albretch e o traz para o círculo mágico. Mas no momento em que Mirtha vai tocá-lo,
Giselle se lança na frente de Albretch, protegendo-o. Giselle leva-o à proteção da cruz em seu
túmulo, mas Mirtha usa seu poder sobre Giselle para forçá-la a dançar. Albrecht não suporta e
abandona a cruz que o preservava da morte e aproxima-se de Giselle. Eles dançam até que
Albrecht cai de exaustão. Mas neste momento surge a aurora, quebrando o poder da Willis. O
amor de Giselle por Albrecht salva-o.
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Harlequinade
Ballet em 3 atos e cinco cenas Coreografia: Oleg Vinogradov depois Marius Petipa.
Encenação: Alla Malycheva.
Música: Riccardo Drigo.
Cenário: Simon Pastukh.
Figurino: Galina Solovieva.
1ª apresentação: Teatro de Hermitage de São Petersburgo, em 10 de fevereiro de 1900.
É o pico do carnaval de Veneza, um dia que vinha apenas uma vez um ano. Os trajes bonitos,
farristas mascarados, música, dança... Colombina está no balcão de sua casa, prestando
atenção à agitação das preparações finais para as festividades. Após fugir da casa, ela
desaparece na multidão mascarada de farrista dançando. O pai Colombina, Cassandre agarra-
a pela mão e tenta conduzi-la para trás da casa e impedir que ela se junte à celebração. Ela
tem que esperar seu noivo, o mercante rico Leandre. Cassandre determina que Colombina se
casará com Leandre. Entretanto, Colombina está apaixonada pelo simples e bom de coração,
arlequin, e opõe-se ao plano de seu pai a casar-se com Leandre. Cassandre trava a porta e
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ordena que seu empregado Pierrô não dê a chave a ninguém.
O amigo de Colombina, Pierretta, que foi incapaz de encontrar Colombina no carnaval,
encontra finalmente Colombina sozinha em seu balcão, e fica sabendo que Pierrô tem a
chave. Com um beijo, ela consegue pegar a chave de Pierrô. O bom de coração de Colombina,
arlequin e seus amigos que não poderiamencontrá-la no carnaval, vêm à casa e cantam um
linda serenata à Colombina. Pierretta abre a porta para arlequin, e arlequin Colombina têm
finalmente uma possibilidade compartilharem juntos alguns momentos felizes.
Apenas Cassandre retorna para casa e encontra Colombina nos braços de arlequin, e ele fica
muito irritado. Ele encontrou um noivo maravilhoso para sua filha e determina que ela se case
com o homem que ele escolheu. Cassandre ordena que seus empregados retirem Harlequin
da casa, e ordena-os mais uma vez que Colombina não saia de casa. Harlequin está muito
decepcionado. Ele pensa como tirar Colombina da casa e salvá-la, e de como conseguir a
permissão de Cassandre para casar-se com ela.
A rainha do carnaval, Fierina, chega na praça da cidade, carregada por empregados em um
palanque. Ela pergunta com mágoa por arlequin, "porque você chora no meio do carnaval?".
Ele conta sua triste história a Fierina, e ela oferece ajudar-lhe. Convida-o a juntar-se aos
soldados que a acompanham.
Entretanto, uma figura cômica que carrega um bandolim aproxima da casa de Cassandre.
Nada mais é do que Leandre, quem Cassandre escolheu para casar-se com Colombina. Ele
veio tentar atrair a atenção de Colombina com uma serenata. Entretanto, suas raras
tentativas de romance não trazem nada mais do que risos de Colombina. Cassandre faz o
melhor para certificar-se que sua filha escute o dissonante Leandre, mas Colombina tampa as
suas orelhas, e redobra sua determinação para encontrar uma maneira se escapar do balcão.
Neste momento, os empregados avisam que um importante visitante chegou. O convidado de
Cassandre é Fierina, rainha do carnaval. Fierina pergunta a Cassandre se ele arranjou um
casamento para sua filha. Cassandre traz o noivo de Colombina, Leandre, mas Colombina
aparece nesse momento e expressa sua objeção à escolha do seu pai, dizendo que está
apaixonada por arlequin.
Cassandre diz que não pode consentir o seu casamento com arlequin porque ele não tem
nada. Fierina informa-o que arlequin recebeu uma grande herança. arlequin carrega uma
grande caixa de jóias, e quando a abrir. Cassandre se surpreende com o magnífico conteúdo.
Insultado, Leandre começa a brigar com arlequin. arlequin ganha a luta. Agora não existe
nenhum obstáculo à felicidade de Colombina. Os dois amantes oferecem sua gratidão a
Fierina e o carnaval continua.
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La Bayadère
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Ficha Geral Nome : La Bayadére, ballet em três atos e 5 cenas.
Estréia: 04 de fevereiro de 1877, no Teatro Marijinsky de São Petersburgo.
Coreografia: Marius Petipa, e mais tarde natalia makarova e Rudolph Nureyev.
Músicas: Ludwig Minkus.
Bailarinos da estréia: Ekaterina Vazem (Nikiya), Lev Ivanos (Solor), Christian Johannsen
(Rajá) e Maria Gorshenkova (Gamzatti).
História
Ato I. Cena 1: No Exterior do Templo Hindu Solor, jovem guerreiro, após uma caçada bem
sucedida, envia seu servo ao Rajá levando-lhe de presente um trigre por ele morto. Solor
permanece no exterior do templo com a esperança de ver sua amada, Nikiya. O Sacerdote
Brâmane tenta demonstrar seu amor à Bailadeira, porém é rejeitado. Magdaveya, um faquir,
avisa Nikiya que Solor está a sua espera. Ela deixa o templo e vai ao encontro de Solor, que
procura induzir Nikiya a fugir com ele. Ela consente, mas obriga o rapaz a jurar fidelidade
diante do fogo sagrado. O Sacerdote Brâmane surpreende a conversa entre os dois, e jura
vingar-se.
Ato I. Cena 2: No Palácio do Rajá O Rajá sente-se muito satisfeito com o presente que Solor
lhe traz e oferece-lhe a mão da própria filha em casamento, a linda Gamzatti. O guerreiro
temendo recusar essa grande honra e cativado pela beleza de Gamzatti, esquece o voto feito
a Nikiya. O Sacerdote Brâmane vem ao palácio e conta ao Rajá o namoro de Solor com Nikiya.
Sabendo da intenção do Rajá em casar sua filha com Solor, Nikiya vai ao palácio e revela a
Gamzatti seu amor por ele e implorando-lhe que o deixe para ela. Gamzatti tenta comprar
Nikiya com jóias e presentes. Nikiya recusa e num acesso de desespero ameaça Gamzatti com
um punhal. Chocada com seu próprio gesto foge apavorada. Gamzatti jura que Solor será seu
e com a ajuda de sua aia planeja uma terrível vingança.
Ato I. Cena 3: A Festa do Noivado A festa de noivado. Na celebração do noivado de Solor e
Gamzatti, o Rajá ordena que Nikiya dance com as demais bailadeiras. Durante a dança a aia
lhe oferece uma cesta de flores na qual se esconde uma serpente venenosa. Nikiya é mordida
e agoniza. O Sacerdote Brâmane se prontifica a salvá-la caso ela aceite pertence-lhe. Após
ver Solor com Gamzatti, a jovem recusa, e morre.
Ato II: O Reino das Sombras Solor acha-se tomado de pesar e remorso pela morte da
amada. Magdaveya, querendo distraí-lo daquelas sombrias disposições, lhe dá ópio para
fumar. Solor adormece e sonha que, em companhia de Nikiya, visita uma terra desconhecida.
A seus olhos apresentam-se os espectros da bailadeiras. Por fim ele encontra Nikiya entre elas
e jura que nunca mais tornará a abandoná-la.
Ato III: O Ritual do Casamento Dentro do templo de Buda, Solor, atormentado, é levado a se
casar com Gamzatti, quebrando seu juramento a Nikiya. A profecia da Bailadeira realiza-se,
acontece uma terrível trovoada e o templo cai em ruínas. Dos escombros aprece Nikiya, que
vem buscar Solor para viverem seu amor na eternidade
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La Fille Mal Gardèe
Ficha Geral Nome: La Fille mal Gardée, bailado pantomima em dois atos e três quadros.
Estréia: Foi representado pela primeira vez em Bordéus em 1786.
Coreografia: Poema e coreografia de Dauberval.
Música: Primeiramente era uma seleção de trechos populares. Mais tarde a peça recebeu uma
partitura completa de Ferdinand Hérold.
Bailarinos da estréia: Anna Pavlova, com grande estrela como Lisa e Pierre Vladimirof como
Colas.
Personagens: Simone, dona de uma própera fazenda; Lisa sua filha; Colas, jovem camponês,
apaixonado por Lisa; Thomas, rico vinhateiro; Alain, seu filho; o notário da Aldeia.
História
O enredo é muito simples, pois trata do desejo da mãe em ver a filha casada com um ricaço,
ridículo, e que em nada pode despertar o amor. A filha ama um camponês pobre. Aliás, esse
bailado já foi apresentado com o título A Inútil Precaução, usado por muitas obras, inclusive
como subtítulo da ópera O Barbeiro de Sevilha, de Rossini.
Ato I:
O primeiro ato representa uma pequena aldeia, tendo a um lado a fazenda da viúva Simone.
O dia amanhece. Lisa sua filha está apaixonada por Colas, um jovem camponês das
redondezas. A mãe, entretanto, planeja casá-la com Alain, cujo pai, Thomas, possui um
vinhedo e é muito rico. O primeiro ato transcorre numa série de qüiproquós e confusões, com
os dois jovens apaixonados procurando fugir da severa vigilância materna. Destacam-se a
dança das galinhas e dos gatos, no início; a dança da fita de Lisa; e o pas de deux de Lisa e
Colas com a fita.
Ato II:
O segundo ato nos apresenta um trigal. A colheita foi feita e dos festejam alegremente.
Thomas, querendo impressionar, trouxe um carrinho puxado por um pônei, onde coloca Lisa.
Mas Alain é um perfeito imbecil. Uma tempestade dispersa a festa. Alain é arrastado pela
força do vento.
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Ato III:
O terceiro ato representa o interior da fazenda de Simone. Ela e a filha estão chegando
encharcadas pela chuva. Simone tranca a porta e coloca a chuva, numa enorme corrente,
dentro do bolso de sua saia. Em seguida, vai à troca fiar, e Lisa a ajuda a enrolar o fio. Logo, a
velha adormece. Lisa tenta tirar a chave, mas a mãe acorda. Toma de um pandeiro, e as duas
põem-se a dançar. Simone volta a dormir. Surge Colas no postigo da porta. Os dois jovens se
beijam e se abraçam. Percebendo que Simone está acordando, Colas fecha o postigo, e Lisa
volta a dançar. Batem à porta. São os aldeões que vêm a cobrar pelas suas jornadas. Simone
lhes paga. Dançados aldeões. Simone sai com os trabalhadores, mas deixa Lisa trancada. De
repente, Colas surge do meio do monte de feixes. Os enamorados trocam juras de amor e
seus lenços. Percebendo que Simone está de volta, Lisa esconde-o um quarto em cima da
escada. A jovem finge que está varrendo, mas a velha desconfia de algo ao ver o lenço e
pergunta onde arranjou. Lisa fica confusa, e Simone a tranca no mesmo quarto em que estava
Colas. Batem à porta. Chegam Thomas, Alain e o notário da aldeia para celebrar o contato
nupcial. Alain chama os camponeses para presenciarem a assinatura do contrato. Simone diz
que Alain pode ir buscar a noiva no quarto, mas, assim que ele começa a subir a escada,
Colas lhe barra o caminho. Em seguida surge Lisa. Os jovens se ajoelham e pedem que os
deixem casar-se. O notário e os camponeses também intercedem por eles. A final, Simone dá
seu consentimento, para sua tristeza para tristeza de Thomas e Alain. O bailado termina com
uma alegre festa rústica, depois de um pas de deux dos noivos.
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La Sylphide
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Ficha Geral:
Nome: La Sylphide.
Música: Frederic Chopin (arranjos do piano orquestrados po Alexandre Glazunov, Igor
Stravinsky, Anatole Liadov, Nicolas Sokolov e Sergei Taneyev).
Coreografia: Michel Fokine.
Cenários e roupas: Alexandre Benois.
Estréia: Dia 2 de junho de 1909, pelo Ballets Russes em Paris (Theatre du Châtelet).
Bailarinos da estréia: Tama Karsavina, Vaslav Nijinsky, Anna Pavlova, Alexandra Baldina.
História
O ballet 'La Sylphide' estreou em 1832 como um dos primeiros gritos de um movimento
juvenil que lutava contra o sistema da época. Ele assustou os estabelecimentos de dança e foi
visto como a voz de uma nova geração, que igualmente à técnica tinha um potente caráter
expressional no que dizia respeito à angústia e à raiva.
La Sylphide introduziu o mundo da dança na Era Romântica, uma geração de artistas jovens
que revolucionaram o ballet com seu desprezo à realidade e paixão pela ilusão. Com a
Revolução Francesa em 1789, o Estado do qual os bailarinos e artistas do Leste Europeu
dependiam tanto desapareceu. E esta nova geração, respondendo à opressão e anonimato da
Revolução Industrial, tiveram as cabeças voltadas à um mundo de sonhos, algum lugar oposto
à desagradável realidade.
Foi o primeiro ballet a exprimir com sucesso a filosofia Romântica. Um herói prestes à viver
feliz para sempre, que de repente joga tudo para o alto em busca da verdadeira felicidade -
uma busca que se mostra improdutiva.
James, um camponês escocês, está prestes a se casar com uma camponesa chamada Effie.
Uma Sílfide se apaixona por James no dia de seu casamento. Ela se torna visível para ele, e
ele também corresponde a seu amor, deixando sua noiva, parentes e os convidados do
casamento para fugir com a Sílfide. James, um simples mortal, percebe que é impossível
mantê-la como uma mortal. Madge, uma bruxa, percebe a aflição de James e o oferece um
lenço mágico que deve ser amarrado nos quadris na Sílfide. Ele diz que isto fará suas asas
caírem e assim ela não poderá voar. A esperança de James ter a Sílfide como sua para sempre
é destruído quando ela cai no chão, morta.
Os amigos da Sílfide e as Sílfs aparecem e a tomam. A Sílfide morre em seus braços enquanto
James, triste, vê tudo. As Sílfs a deixam no ar e a levam embora. De longe, James percebe
que Effie está se casando com outro homem. Madge entra e confronta o raivoso James. Ele
tenta assassiná-la, mas Madge o enfeitiça com um sopro e o mata. Madge alegra-se por sua
vitória e então o ballet termina.
Não é um costumeiro final feliz, mas foi este ballet que influenciou uma geração que mudou a
cara da dança, com a criação de tanta coragem e belas ilusões.
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Lago dos Cisnes
Ficha Geral Nome: O lago dos Cisnes- Ballet em quatro atos baseado na versão francesa de
um conto de fadas alemão.
Música: Piotr IIyich Tchaikovsky.
Coreografia: Primeira coreografia por Julius Reisinger. Segunda coreografia e de sucesso por
Marius Petipa ( atos I e III) e Lev Ivanov ( ato II e IV).
Estréia: Primeira apresentação em Moscou a 4 de maio de 1877, no Bolshoi Theater (versão
de Reisinger). Segunda versão a estrear somente em 27 de janeiro de 1895, no Marijinsky
Theater, em São Petersburgo.
Elenco de estréia: Pierina Legnani (Odette-Odile), Pavel Gerdt (Príncipe Siegfried), Alexander
Oblakov (Benno), Alexei Bulgakov (Von Rothbart).
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História
Ato I:
Uma campina próxima ao castelo. É tarde. O Príncipe Siegfried organizou uma caçada para
celebrar seu vigésimo primeiro aniversário. Os trabalhadores tiveram folga e organizaram um
piquenique que o Príncipe prometeu ir, mas este foi interrompido pela Rainha, sua mãe, que o
lembrou que era seu dever nesta sua maioridade de escolher uma noiva entre seis princesas.
Quando o sol vai se pondo os trabalhadores vão indo embora. O Príncipe, triste em pensar que
sua liberdade iria embora foi animado por Benno, que avistou alguns cisnes. O Príncipe,
pensando que a noite é uma criança, vai à busca deles, e os outros caçadores vão embora.
Ato II:
Algumas horas depois, à beira do lago. Enquanto o Príncipe Siegfried adentra a floresta para
caçar, vê um belo cisne a voar. Ele cuidadosamente o mira, mas, para sua surpresa, o pássaro
se transforma na mais linda das moças, e ele se esconde por entre as árvores para observá-
la. Incapaz de conter sua curiosidade, ele aparece e a assusta. Ele assegura que nenhum mal
irá fazer para com ela e a pede que explique o fenômeno que acabara de presenciar.
Impressionada por sua gentileza, Odette revela a história de sua situação. Ela conta que é
uma Princesa nascida em berço de outro que foi enfeitiçada por um feiticeiro malvado e agora
sua sina é ser um cisne ; apenas em algumas horas do escuro é que ela se transforma em
humana. O lago em que habita foi formado pelas lágrimas de sua mãe. Ela conta que está
condenada para a eternidade, e somente se um jovem virgem jurar eterna fidelidade a ela e
desposá-la, só assim ela se libertará. Mas, se ele a trair, então ela permanecerá um cisne para
sempre. Neste momento o feiticeiro aparece. O Príncipe apaixonado pega seu arco e flecha,
mas Odette imediatamente protege o feiticeiro com seu corpo, pois sabe que se ele for morto
antes do feitiço ser quebrado, também ela morrerá. O feiticeiro desaparece, e Odette se
esconde na floresta. Siegfried percebe que seu destino está agora mudado. A alvorada
começa a aparecer Odette é tomada mais uma vez pelo feitiço, retornando a seu disfarce de
cisne. Siegfried vai embora desesperado.
Ato III:
A noite seguinte, no Salão de Festas. Convidados de muitas realezas aparecem para a festa
de aniversário, incluindo as seis princesas e seus dotes, de que a Rainha Mãe escolhera como
elegíveis esposas para a mão de seu filho. A Rainha ordena que o entretenimento comece, e
então convida as princesas a dançar. O Príncipe dança com cada uma. Sua mãe então o
ordena que se decida, mas ainda com a memória de Odette, ele recusa todas, para desgosto
da mãe. A fanfarra anuncia então a chegada do Barão Von Rothbart com sua filha Odile.
Siegfried, que se encanta com a beleza de Odile é seduzido por sua semelhança com Odette,
e declara seu amor e fidelidade a ela. Rothbart e Odile, triunfantes, revelam sua decepção, e
Siegrfried percebe que foi vítima de um plano malvado. Ele corre então no meio da noite.
Ato IV:
À noite na beira do lago. Todos os cisnes estão ansiosos pelo desaparecimento de Odette. Ela
aparece e conta do plano de Rothbart, dizendo que antes do amanhecer ela deve morrer.
Houve-se o barulho de um trovão. Siegfried a acha e implora seu perdão. Enquanto o
amanhecer se aproxima, Rothbart aparece mais uma vez disfarçado de feiticeiro. Odette
conta a Siegfried que ela deve se matar, ou então será eternamente um cisne. Siegfried,
sabendo que seu destino estámudado para sempre, declara que ele irá morrer com ela,
assim quebrando o poder de Rothbart. Os apaixonados se jogam no lago. Rothbart recebe um
choque mortal e todo o seu poder está acabado. Enfim, o casal estará unido para sempre na
vida após a morte.
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O Corsário
Primeiro Ato- Primeira Cena
Uma praça de Adrianopla. No centro, o mercado de escravos. Muita animação na praça.
Contratado e seus piratas também estão ali. Medora, de um balcão, joga uma flor para
Conrado, que lhe dirige um ardente olhar. Isaac Laqueden é tutor de Medora e um mercador
de escravos. Os dois se dirigem ao bazar. Entra o séquito do Paxá Seid, que deseja aumentar
seu harém. Descobre Medora, quer comprá-la. A princípio, o judeu recusa, mas depois
concorda. Os homens de Conrado cercam o judeu e Seid, enquanto Conrado foge com
Medora. Depois, os piratas carregam as escravas. Segunda Cena- Um subterrâneo com
tesouros. Conrado apresenta a Medora os seus tesouros e lhe diz que tudo será dela em troca
de seu amor. Logo depois, Birbante e os outros piratas entram trazendo Isaac. Dança das
escravas. Medora pede o Conrado que liberte as escravas, mas os piratas querem repartir-las
entre si. Conrado submete birbante a seus pés. As escravas são libertadas. Conrado e Medora
se retiram. Disposto a vingar-se, Birbante trama um plano com judeu. Prepara um poderoso
narcótico, que será dado a Conrado por uma jovem. Quando o pirata toma a bebida, logo cai
adormecido. Os piratas se ponderam das escravas, e Medora é levada por Isaac. Contudo,
antes de partir, Medora deixa um bilhete na mão de Conrado.
Segundo Ato-
Palácio do paxá na ilha de Cós. Salão de Banhos das mulheres do soberano. As mulheres
estão entregues a seus banhos e enfeites. O paxá ainda está muito aborrecido com o que lhe
aconteceu no bazar. Gulnara o provoca, e o soberano ordena que dê em umas bastonadas.
Entra o judeu com Medora, coberta com um véu. Quando o paxá a vê, fica realmente
radiante. Medora pede justiça, mas o paxá ordena que seja pago o preço ao judeu. Medora
toma de um punhal e põe Isaac em fuga. É anunciada a chegada de uma leva de peregrinos a
Meca, chefiados por um velho que pede hospitalidade ao paxá, que concede. Quando o paxá
ordena que Medora seja levada para seu quarto, o velho tira seu disfarce, aparecendo
Conrado. O corsário toca sua corneta, e todos os peregrinos se transformam em piratas
armados. Gulnara, perseguida por Birbante, pede proteção a Conrado. Medora lhe conta que
foi ele quem a entregou ao judeu. Quando Conrado vai matá-lo, Medora intercede, e Birbante
aproveita para fugir. O paxá volta com reforços prende Conrado, condenado-o à morte.
Terceiro Ato-
Aposentado do paxá. O Paxá Seid diz a Medora que aceite casar-se com ele que a vida de
Conrado será poupada. Como a jovem recusa, o paxá faz um sinal e entra o corsário a
caminho do suplício. Medora, então, concorda. O paxá os deixa a sós. Conrado não aceita as
condições, mas entra Gulmara que diz que tem um plano, e que confiem nela. Ao voltar o
paxá, os dois dizem que estão de acordo com a proposta. O soberano, satisfeito manda
preparar uma grande festa de casamento. A noiva entra coberta com um grande véu.
Percebe-se que se trata de Gulnara. Concluída a cerimônia, o paxá coloca um anel no dedo da
jovem. Nos aposentos do paxá, quando o véu é retirado, surge Medora, que dança para ele.
Medora consegue pegar as pistolas e o punhal do soberano e o amara. Ao bater meia-noite,
entra Conrado por uma janela e leva Medora com ele. Seid consegue se libertar e toca o
gongo. Todos acorrem, mas é tarde. O casal de enamorados já fugiu para o navio do corsário.
Gulnara mostra o anel provando que sua esposa. Segunda Cena- a bordo de um navio.
Conrado e Medora estão abraçados na ponte do navio e preparam-se para comemorar sua
fuga, quando desencadeia-se uma tempestade. Um raio atinge o barco, que se parte, e
naufraga.
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O Quebra-Nozes
Ficha Geral:
Nome: Quebra-nozes.
Estréia: teve sua primeira apresentação no dia 18 de dezembro de 1892.
Coreografia: A coreografia original é creditada normalmente a Marius Petipa e seu assistente
Leon Ivanov.
Bailarinos de estréia: Depois de mais de 50 anos de história, um dos mais marcantes
"Quebra-nozes" foi realizado em 1954 no New York City Ballet, com coreografia de George
Balanchine. Este Ballet foi apresentado por Rudolf Nureyev, Royal Swedish Ballet (1967) e
England's Royal ballet (1968) e Mikhail Baryshnikov, American Ballet Theatre (1976). Com
tantas produções deste ballet, ele se tornou um dos mais lembrados no repertório clássico de
natal, no teatro , no balé e no gelo.
História
A história se passa na Europa Oriental, durante o século XIX. Um médico e prefeito da cidade,
Jans Stahlbaum se maravilha ao realizar um Natal para sua família e amigos. Seus dois filhos,
Clara e Fritz, esperam ansiosos por seus convidados. A neve traz uma atmosfera festiva
enquanto os convidados chegam. Atrasado, como sempre, chega Herr Drosselmeyer, padrinho
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de Clara, que chega com grande festa. Ele entrete todos os espectadores com seus bonecos
dançantes. Todas as crianças recebem presentes. Com um pouco de inveja, Clara pergunta a
Drosselmeyer por seu presente. Ele brinca com ela e depois a oferece um presente bem
diferente, um quebra-nozes. Encantada, Clara logo se fascina pelo brinquedo. Seu irmão
rouba seu presente e o quebra, deixando Clara desapontada. Drosselmeyer conserta o pobre
quebra-nozes, mas Clara ainda está desapontada. Mas o padrinho promete que tudo ficará
bem. A noite chega e os convidados começam a deixar a casa. Clara vai para a cama, mas ela
acorda de repente no meio da noite e vê que seu querido Quebra-Nozes tomar vida. Ó não!
Surgem ratos malvados de todos os lados! Eles estão sendo comandados pelo Rei dos Ratos,
que corajosamente é derrotado pelo quebra-nozes. De lá eles são transportados para uma
terra de magia, numa embarcação especial. Lá o Quebra-Nozes se transforma num
encantador Príncipe. Eles atravessam uma terra encantada onde encontram os dançantes
flocos de neve. Avisada pelos anjinhos, a Fada Açucarada fica sabendo que o príncipe e sua
acompanhante chegam, e assim convoca todo o povo de seu Reino dos Doces. Ao chegar, o
príncipe conta suas aventuras como quebra-nozes, e em seguida os dois são deliciados com
as mais gostosas guloseimas, com todos os personagens do reino dos doces dançando para
eles. Ao final, Clara acorda e percebe que tudo foi um sonho. E que sonho maravilhoso!!!!
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Paquita
Ficha Geral:
Nome: Paquita.
Músico: Edouard Delvedez.
Coreografia: J. mazilier e Marius Petipa.
Estréia: Paris, teatro Imperial de Música (atual Ópera de Paris) em 01/04/1846.
Bailado: Em dois atos e três cenas.
História
A história transcorre em Saragoza, na Espanha. Em uma festa na casa de Dom Lopezestão
todos sentados esperando a dança dos ciganos. Dom Lopez tenta aproximar Lucien, seu filho,
da filha do governador. Os dois jovens não gostam muito da idéia. Entra Paquita, a cigana, e
Inigo, o chefe dos ciganos e começam a dançar. Paquita e Lucien trocam olhares. Ao acabar a
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dança, Inigo pede a Paquita para passar o chapéu entre os convidados. Ela não gosta e Inigo
ameaça bater-lhe, quando Lucien surge na sua frente. Inigo percebe o interesse de Lucien em
Paquita. O governador chama Inigo e juntos tramam a morte de Lucien, combinando de usar
Paquita para atraí-lo. Paquita e Lucien encontram-se a sós e ele pede a ela que fuja com ele.
Ela, assustada, não aceita. Todos vão embora, e Lucien diz que irá depois, porque os ciganos
darão uma festa em sua homenagem. Enquanto isso, Inigo e o governador estão tramando a
morte de Lucien. Quando Paquita escuta que eles colocarão veneno na bebida do jovem, eles
seretiram e, Paqu ita, nervosa, faz barulho. Inigo a surpreende, mas ela o convence que
acabara de entrar. Entra Lucien, que pede abrigo a Inigo, que concorda. Paquita tenta avisá-lo
por sinais de que corre perigo. Inigo pede que Paquita prepare a refeição. Lucien se dá conta
do perigo. Durante o jantar, Paquita mostrará o que ele pode beber ou não. Ao chegar a
bebida envenenada, Paquita derruba uns pratos e, na confusão, ela troca os copos. Logo
depois, Inigo adormece. Os dois fogem, pois os guardas do governador iriam chegar para
matar Lucien. Os dois vão até a casa do Conde de Hervilly, onde contam que o governador
tramou tudo com o cigano. Paquita reconhece a fisionomia do Conde como se fosse seu pai. O
Conde diz que ela era sua sobrinha, e que seu irmão havia sido morto por ciganos. Ela
entende ser a única sobrevivente do ataque, passando a ser criada por Inigo. O Conde manda
prender toda a comitiva do governador, e adota sua sobrinha dando uma bela festa junto com
Lucien.
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Raymonda
Ficha Geral
Nome: Raymonda, um bailado em três atos.
Estréia: 19 de janeiro de 1898, no Teatro Maryinsky em São Petersburgo (Rússia).
Coreografia: Marius Petipa.
Libreto: Lydia Pashkova e do próprio coreógrafo.
Música: Alexander Gluzanov.
Bailarinos de estréia: Pavel Gerdt, como Abderakhman, Pierina Legnani, como Raymonda e
Segei Legat como Jean de Brienne.
Observações
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'Raymonda' surgiu a partir da idéia de misturar a cultura medieval com o exotismo oriental,
após sucessos como 'O Lago dos Cisnes' e “La Bayadére’. Assim pensaram em ambientar o
bailado durante as Cruzadas, onde uma mulher fosse amada por dois homens e o choque de
culturas pudesse ser explorada ao máximo. A partir destes itens o libreto de ‘Raymonda’ foi
escrito por Lydia Pashkova, que não foi muito bem aceito por Vsevolojski, diretor do Teatro
Imperial, que o reescreveu junto com Marius Petipa”. Havia grandes incoerências históricas,
que mesmo com pequena correção ainda apresentam deficiências. O Cavaleiro Jean de
Brienne só aparece no final conflito dramático, ou seja, já no final do II ato. O mesmo
acontece com seu rival, o sarraceno Abderakhman, que só entra em cena como personagem
real no II ato, e em todas as suas entradas, fascinado por Raymonda, tenta conquistá-la,
mesmo que à força. Assim os personagens acabam por se tornar um pouco exangues. A
própria Raymonda não apresenta qualquer profundi dade dramática. Petipa queria que o II ato
se passasse em Córdoba ou Granada. Em suas notas encontramos: O sarraceno decide raptar
Raymonda e levá-la consigo para a Espanha. Foi prevendo isto que compôs a 'suíte oriental'do
II ato. A protagonista deveria inclusive participar dela, envergando trajes mouros. Petipa
desejava ainda acrescentar uma quarta personagem, a bela Galiana, que seria a sedutora
antagonista da prisioneira provençal. Petipa teve porém que renunciar aos seus projetos e
adequar-se ao enredo mais convencional de Lydia Pashkova e de Ivan Alexandrovich
Vsevolojski.
História
A ação se desenrola no século XIII. Ato I : No Palácio de Raymonda prepara-se a festa do
aniversário de Raymonda, sobrinha da Condessa Sybil de Daurice, da França. Todos dançam
alegres e despreocupados. Entra a Condessa, que repreende os convivas por sua ociosidade.
Mostra-lhes a estátua da Dama Branca, uma antepassada sua, que castiga os que se mostram
infiéis às tradições da família. O Cavaleiro Jean de Brienne vem despedir-se da noiva,
Raymonda. Ele está de partida para uma cruzada chefiada pelo Rei André II, da Hungria. Cai a
noite. Surge diante de Raymonda o fantasma da Dama Branca, que conduz a jovem ao Reino
Mágico da Fantasia, onde Jean de Brienne a espera. Eles dançam felizes. Repentinamente
Jean desaparecer. Surge em seu lugar um desconhecido e exótico Cavaleiro Oriental, que faz
uma apaixonada declaração de amor à encantada Raymonda. Esta, assustada, desfalece.
Com a chegada da aurora, a jovem desperta e conclui que as visões foram uma premonição
de seu destino.
Ato II: No castelo dos Daurice Uma festa está em andamento. Os convidados vão chegando,
entre eles o cavaleiro sarraceno Abderakhman, com enorme comitiva. Assustada, Raymonda
reconhece nele o misterioso cavaleiro dos seus sonhos. Abderakhman oferece à jovem poder
e riqueza em troca da sua mão. Enfurecido ao ver-se repelido por Raymonda, ele decide
raptá-la. Nesse exato momento entram Jean de Brienne e os cavaleiros, que retornam da
cruzada, tendo à frente o Rei Andrei II. O rei propõe que Jean e Abderakhman decidam seu
destino em um duelo. Jean de Brienne sai vencedor. Ele e Raymonda estão novamente juntos.
Ato III: Parque do castelo de Jean de Brienne Comemoração das bodas de Jean e Raymonda.
Desfile dos convidados. Andrei II abençoa os noivos. Os festejos terminam com um grande
baile húngaro em homenagem ao rei.
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Romeu e Julieta
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Ficha Geral
Nome: Romeu e Julieta, balé em três atos e treze cenas.
Estréia: 11 de janeiro de 1940, no teatro do Kirov, em Leningrado.
Coreografia: Kenneth MacMillan, depois de Lavrovsky, assim como outros; Romeu e Juliate é
uma das histórias que possuem mais versões em ballet.
Música: Sergei Prokofiev.
Bailarinos da estréia: galina Ulianova (Julieta) e Constantin Sergueyev (Romeu).
História
Ato I. Cena 1: No mercado de Verona Romeu, filho dos Montéquio, tenta sem sucesso
declarar seu amor a Rosalina e é consolado por seus amigos Mercúrio e Benvolio. As pessoas
começam a se encontrar no mercado, e uma discussão ocorre entre Tebaldo, sobrinho dos
Capuleto, e Romeu e seus amigos. Os Capuletos e os Montéquio são inimigos eternos, e por
isso, logo se inicia uma briga. Os Montéquios e os Capuleto lutram entre si, até que são
interrompidos pela chegada do Príncipe de Verona, que tenta dar fim à hostilidade existente
entre as duas famílias.
Ato I. Cena 2:
A sala de Julieta na casa dos Capuleto Julieta, brincando com sua ama, é interrompida por
seus pais. Eles a apresentam a Paris, um rico e jovem nobre que pediu sua mão em
casamento.
Ato I. Cena 3:
Fora da casa dos Capuleto Os convidados chegam para o baile oferecido pela família. Romeu,
Mercúrio e Benvolio se disfarçam com máscaras e decidem ir em busca de Rosalina.
Ato I. Cena 4:
O salão de bailes Romeu e seus amigos chegam no clímax da festa. Os convidados vêem
Julieta dançando; Mercúrio, vendo que Romeu está hipnotizado por ela, decide distrair sua
atenção. Tebaldo reconhece Romeu e ordena que deixe o salão, mas um Capuleto intervém e
o acolhe como convidado em sua casa.
Ato I. Cena 5:
Fora da casa dos Capuleto Enquanto os convidados deixam o salão, o Capuleto reprime
Tebaldo por perseguir Romeu.
Ato I. Cena 6:
O balcão de Julieta Sem conseguir dormir, Julieta fica em seu balcão pensando em Romeu,
quando ele de repente aparece no jardim. Eles então confessam o amor que sentem um pelo
outro.
Ato II. Cena 1:
O mercado de Verona Romeu só consegue pensar em Julieta e, vendo um cortejo de
casamento passar, ele sonha no dia em que vai desposá-la. Enquanto isso, a ama de Julieta
se espreme no meio da multidão para entregar uma carta para Romeu. Ele lê e recebe o "sim"
de Julieta para o casamento.
Ato II. Cena 2:
A capela Os amantes se casam secretamente com Frei Lourenço, que espera que assim se
acabe a intriga entre os Motéquio e os Capuleto.
Ato II. Cena 3:
O mercado de Verona Interrompendo a farra, Tebaldo luta com Mercúrio e o mata. Romeu
vinga-se da morte de seu amigo e é exilado.
Ato III. Cena 1:
O quarto Na aurora de um novo dia, a agitação na casa dos Capuleto é muita, e Romeu deve
ir embora. Ele abraça Julieta e parte no momento em que os pais de Julieta aparecem com
Paris. Julieta recusa-se a casar com ele, e, magoado com sua recusa, ele a deixa. Os pais de
Julieta se aborrecem e ameaçam deserdar a filha. Julieta vai ao encontro de Frei Lourenço.Ato III. Cena 2:
A capela Julieta cai nos pés do frei e implora por sua ajuda. Ele lhe dá um frasco com uma
poção que a fará dormir, de maneira que todos pensem que é morta. Seus pais, acreditando
estar ela realmente moribunda, irão enterrá-la no mausoléu da família. Enquanto isso Romeu,
avisado pelo Frei Lourenço, irá voltar à noite para buscá-la e juntos fugirem de Verona.
Ato III. Cena 3:
O quarto Esta noite, Julieta aceita que Paris a despose, mas na manhã seguinte, quando seus
pais chegam com Paris, percebem que ela está morta.
Ato III. Cena 4:
. O mausoléu dos Capuleto Romeu, não avisado pela mensagem do Frei, volta à Verona
atordoado com a notícia da morte de sua amada. Disfarçado como um monge, ele entra no
mausoléu e, vendo Paris sobre o corpo de Julieta, o mata. Acreditando que ela está morta,
Romeu se envenena. Julieta acorda, e vendo seu Romeu sem vida, se suicida também com
um punhal, pois não pode viver sem seu grande amor.
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Spartacus
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Bailado em três atos.
Música de Aram Khachaturian, coreografia de Yuri Grigorovitch.
Estreou em 1968 no Teatro Bolshoi de Moscou.
Estréia no Teatro Nacional de Brasília, Sala Villa-Lobos, em 7 de maio de 1968, na primeira
récita do Ballet Bolshoi no Brasil.
Spartacus, morto em 71 a . c, foi chefe da revolta dos gladiadores contra Roma. Era trácio de
nascimento e serviu nas tropas auxiliares do exército romano. Não querendo a servidão,
desertou com um grupo de companheiros. Capturado, foi vendido em Cápula, e tornou-se
gladiador.
Formou uma conspiração com seus companheiros e fugiu à frente de setenta homens, aos
quais se juntaram outros escravos. Colocaram-se no Vesúvio, em uma posição estratégica, de
onde saíam para vencer os destacamentos mandado contra eles.
O pretor Cláudio foi ataca-los mas vencido. Conseguiu a adesão de pastores e camponeses,
atingindo, então, dez mil sob seu comando. Paulatinamente, crescia o exército de Spartacus,
atingindo o máximo de setenta mil homens. A partir daí, as dissenções internas fizeram com
que Spartacus sofresse um série de derrotas, e seu exército foi diminuindo. regência do
maestro e compositor também de bailados Ricardo Drigo.
Spartacus conseguiu atingir o Vale do Pó, pois pretendia deixa a Itália. No entanto, Crasso,
enviado por Roma, foi, aos poucos, fazendo com que ele recuasse e voltasse para o Sul.
Spartacus tentou em vão sublevar a Sícilia. Mesmo assim, ainda venceu dois generais de
Crasso. Este último pediu auxílio ao Senado. Pompeu ocorreu em auxílio. Numa última
batalha, Spartacus morreu heroicamente. Pompeu concluiu a campanha e recebeu todas as
honras.
Personagens: Spartacus; Crasso; Frígia; Egina e Gladiador.
O resumo que se segue é o que consta do programa da estréia brasileira:
Primeiro Ato - A Invasão
As legiões do Império romano, comandadas pelo cruel e pérfido Crasso, trazem a morte e a
devastação para a vida pacífica. Todos os seus cativos são condenados à escravidão. Entre
eles está Spartacus. Spartacus se vê privado de sua liberdade, mas não se abate. Orgulhoso
e intrépido, o herói não imagina a sua vida na escravidão.
Primeiro Ato- Encantamento
Estamos nos jardins do palácio real, 16 anos depois. O rei proibiria, desde a profecia de
Carabosse, fusos e agulhas em seu reino. Há uma dança em honra de quatro príncipes, que
vieram da Inglaterra, da Itália, da Espanha e da Índia, a fim de pedir a Mão da Princesa
Aurora. Cantalbutte, ao ver fusos nas mãos de alguns jovens, apressa-se a arrancá-los deles,
lembrando a proibição real. Entram o rei e a rainha. O rei, ao ver os fusos, fica furioso, mas é
acalmo pela esposa. Depois que os príncipes se apresentam, entra Aurora. Aurora é
apresentada aos príncipes, seguindo-se o conhecido adágio da Rosa, quando a princesa dança
com os quatro pretendentes. Depois, as danças das damas de honra e dos pajens. Uma velha
encapuçada entra despercebida e oferece a Aurora um fuso de fios de várias cores. Aurora
aceita, agita o fuso sobre a cabeça e espeta o dedo. Logo depois, cai ao solo. Ouve-se um
estrondo, e Carabosse se revela como a velha, rindo triunfante e fugindo em seguida. A Fada
Lilás aparece, manda que levem Aurora para o palácio e com sua varinha mágica, transforma
o cenário numa floresta de árvores e flores.
Segundo Ato- A visão
Cem anos depois numa clareira na floresta à beira de um riacho. O Príncipe encantado com
amigos. Quando estes se vão, o príncipe fica só e demonstra sua tristeza. Surge a Fada Lilás,
a quem o príncipe conta seus desgosto. A fada, numa visão, lhe apresenta Aurora, e o
príncipe se apaixona por ela. Dança com Aurora e outras fadas. Acaba a visão. O príncipe se
queixa à Fada Lilás, que promote levá-lo ao castelo, onde a bela adormecida espera um beijo
de amor.
Terceiro Ato - O Despertar e o Casamento
O grande salão do rei, envolto em pó e telas e aranha, num abandono de um século. No
centro do salão, um esquife e dentro dele, a Princesa Aurora adormecida. Entram a Fada Lilás
e o Princípe. Este se aproxima da princesa e a beija docemente. Aurora desperta, e logo o
salão se enche de luz, desaparecendo os vestígios de abandono. O esquife mergulha no chão,
e o palácio ressurge em todo o seu esplendor. Todos despertam do sono de cem séculos.
Segue-se a grandiosa cena do casamento. Desfilam todos os personagens dos contos de
fadas infantis, com suas danças característica. Depois, o Príncipe Desiré e a Princesa Aurora
executam um longo pas de deux. Concluído este, todos se juntam numa brilhante mazurca
final, numa grande alegria.
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Ballet de Repertório – O Pássaro de Fogo
Ballet de Repertório – O Corsário
Ballet de Repertório – Os Sapatinhos Vermelhos
Ballet de Repertório: O Lago dos Cisnes
Ballet de Repertório: O Quebra Nozes
Ballet de Repertório: Paquita
Ballet de Repertório: La Bayadere
Ballet de Repertório – La Fille Mal Gardeeé
Ballet de Repertório – Sherazade
Ballet de Repertório – Sonho de uma noite de Verão