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Deus permite ao diabo enganar certas pessoas, em certos tempos e
lugares, por uma razão oculta dos seus juízos. Mas sempre, pela Paixão
de Cristo está preparado aos homens o remédio para se defenderem das
perversidades dos demônios, mesmo no tempo do Anticristo. E o fato de
certos descuidarem de servir-se desse remédio em nada faz diminuir a
eficácia da Paixão de Cristo.
 
 III, q. XLIX, a. II
 
(P. D. Mézard, O. P., Meditationes ex Operibus S. Thomae.)
21. Terça-feira depois do III domingo da Quaresma:
Cristo, o verdadeiro Redentor
Terça-feira da III Semana da Quaresma 
 
«fostes regatados pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro
imaculado 
e sem contaminação» (1 Pd 1, 19)
 
Pelo pecado dos nossos primeiros pais, o gênero humano apartou-se de
Deus, como explica são Paulo na epístola aos Efésios (cap 2); o homem não
se excluiu do poder de Deus, mas da visão da Sua face, a qual são admitidos
aos Seus filhos e familiares. Ademais, caíramos sob o poder usurpado do
diabo, ao qual, por seu consentimento, o homem se submeteu. O homem
entregou-lhe tudo quanto nele era, embora não pudesse dar-se, pois não era
mestre de si mesmo e a outro pertencia.
A Paixão de Cristo, portanto, teve dois efeitos:
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	21. Terça-feira depois do III domingo da Quaresma: Cristo, o verdadeiro Redentor

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