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1 GERMINAÇÃO DE SEMENTES Julio Marcos Filho // Francisco G. Gomes-Junior Tecnologia de Sementes Depto. Produção Vegetal – USP/ESALQ Dure III (1975) Dias após o início do florescimento M at ér ia s ec a do e m br iã o DIVISÃO E EXPANSÃO CELULAR (FASES I e II) DEPOSIÇÃO DE RESERVAS (FASE III) DESSECAÇÃO (FASE IV) HISTODIFERENCIAÇÃO 3 PREPARO PARA GERMINAÇÃO FORMAÇÃO / MATURAÇÃO REPOUSO FISIOLÓGICO 4 ZIGOTO CRESCIMENTO DIFERENCIAÇÃO EMBRIÃO MADURO CRIPTOBIOSE REPOUSO FISIOLÓGICOEMBRIÃO MADURO QUIESCÊNCIA DORMÊNCIA GERMINAÇÃO 5 2 GERMINAÇÃO RETOMADA DO DESENVOLVIMENTO DO EMBRIÃO, ORIGINANDO UMA PLÂNTULA COMPREENDE UMA SEQUÊNCIA ORDENADA DE ATIVIDADES METABÓLICAS INICIADAS COM A EMBEBIÇÃO ENCERRAMENTO DO PROCESSO: BOTÂNICA PROTRUSÃO DA RAIZ PRIMÁRIA TECNOLOGIA DE SEMENTES PLÂNTULA NORMAL 7 BOTÂNICA Tomate Feijão 9 TECNOLOGIA DE SEMENTES 10 Milho Soja TECNOLOGIA DE SEMENTES Germinação e início do desenvolvimento da plântula de tomate germinação sensu stricto crescimento inicial da plântula Embebição (h)36 48 60 72 NG G Henk Hilhorst 11 3 CONCEITOS DE GERMINAÇÃO Germinação compreende uma sequência ordenada de eventos metabólicos que resulta no reinício do desenvolvimento do embrião, originando uma plântula (Marcos-Filho, 1986) Germinação de uma semente é a retomada de crescimento do embrião, que resulta na ruptura da cobertura da semente e na emergência da plântula (Copeland e Mc Donald, 1995) Germinação pode ser encarada como uma sucessão de etapas que determina, em uma semente quiescente e com baixo teor de água, a retomada das atividades metabólicas e o início da formação de uma plântula, a partir do embrião (Mayer e Poljakoff-Mayber, 1975) 12 O PROCESSO DE GERMINAÇÃO A) FASE I: EMBEBIÇÃO REATIVAÇÃO DO METABOLISMO B) FASE II: PROCESSO BIOQUÍMICO PREPARATÓRIO OU INDUÇÃO DO CRESCIMENTO C) FASE III: CRESCIMENTO Entrada de água Início Respiração Início Digestão das Reservas Digestão Respiração Translocação Assimilação Formação da plântula 14 - 50 MPa - 0,05 MPa - 0,1 MPa Potencial de Água: ψm + ψπ + ψp À medida que o material se hidrata, as moléculas de água passam a ocupar posições mais distantes da matriz (força de retenção diminui) Transferência de água ocorre através de gradiente de energia, com movimentação da região de maior para a de menor potencial, até que seja alcançado o equilíbrio. A partir daí, entra em ação a condutividade hidráulica -150 MPa 15 Te or d e Á gu a (% ) Período de Embebição I II III PADRÃO TRIFÁSICO DE ABSORÇÃO DE ÁGUA PELAS SEMENTES DURANTE A GERMINAÇÃO (Bewley e Black, 1978) 16 4 Te or d e Á gu a (% ) Período de Embebição I II III Padrão trifásico de absorção de água por sementes de milho durante a germinação (Bewley and Black - Fotos: Gomes-Junior) 18 Te or d e Á gu a (% ) Período de Embebição I II III 0 MPa - 0,5 MPa - 1,0 MPa - 2,0 MPa Embebição sob menores potenciais prolonga a duração da Fase II e retarda ou impede o início da Fase III 19 Padrão de captação de água Padrão trifásico de embebição de sementes de tomate durante a germinação crescim. Germinação completada Henk Hilhorst 20 80 20 I II II 1 2 III INÍCIO VISÍVEL DA GERMINAÇÃO 1. Exalbuminosa 2. Albuminosa Te or d e ág ua (% ) Período de embebição (h) I III Padrão trifásico de absorção de água pelas sementes durante a germinação (Bewley e Black, 1978) 21 5 O PROCESSO DE GERMINAÇÃO A) FASE I: EMBEBIÇÃO REATIVAÇÃO DO METABOLISMO - RÁPIDA CAPTAÇÃO DE ÁGUA : GRADIENTE DE POTENCIAL - DURAÇÃO: 8 A 16 HORAS - TEORES DE ÁGUA (mínimos) COTILEDONARES: + 50% DE ÁGUA ENDOSPERMÁTICAS: 30 A 35% DE ÁGUA - REINÍCIO DO METABOLISMO: respiração, síntese e atividade de enzimas, início da digestão das reservas 22Que RNA-m e enzimas são utilizados nesse início ? - Embebição ocorre gradativamente, com o umedecimento inicial dos tecidos mais próximos à superfície É estabelecida uma “frente de hidratação”, à medida que a água caminha para o interior da semente O PROCESSO DE EMBEBIÇÃO - Identifica-se fronteira nítida, deslocando-se para as partes mais secas e o aumento contínuo da quantidade de água nas partes umedecidas 23 Embebição geralmente se inicia na extremidade oposta ao hilo, onde o tegumento é menos espesso. Deformação do tegumento após seis horas de embebição (McDonald et al., 1988) 25 RESSONÂNCIA MAGNÉTICA 27(Gomes-Junior) 6 6 h0 h 24 h 48 h A água se move lentamente quando penetra pela superfície do pericarpo (McDonald et al., 1994) 28 0 h 6 h 12 h A água se move rapidamente através da radícula, devido à menor resistência oferecida pelos tecidos da região da camada negra (McDonald et al. (1994) 29 0 h 3 h 5 h 18 h Distribuição de água na sementes de soja durante o processo de hidratação (imagem por ressonância magnética) Pietrzak et al. (2002) Preenchimento dos espaços entre os cotilédones e entre cotilédones e tegumento Água penetra no eixo embrionário Água é distribuída para o interior dos cotilédones 30 2 EMBEBIÇÃO (horas) Captação de água por diferentes partes da semente de aveia durante a germinação (Burch e Delouche, 1959) CAPTAÇÃO DE ÁGUA POR DIFERENTES PARTES DA SEMENTE TE O R D E Á G U A (% 32 7 33 Captação de água por diferentes partes da semente de soja durante a germinação (Mc Donald et al.) EMBEBIÇÃO (h) Velocidade de absorção de água por diferentes espécies (Burch e Delouche, 1959) TE O R D E Á G U A (% 34 A quantidade de água absorvida pela semente deve ser suficiente não só para iniciar, mas também para garantir a continuidade do processo de germinação O PROCESSO DE EMBEBIÇÃO 36 B) FASE II: PROCESSO BIOQUÍMICO PREPARATÓRIO (INDUÇÃO DO CRESCIMENTO) - Drástica redução da velocidade de embebição e respiração - Digestão reservas substâncias solúveis e difusíveis - Eventos metabólicos: recuperação da integridade celular, ação de mecanismos de reparo, atividade de enzimas, respiração, ... O PROCESSO DE GERMINAÇÃO 37 8 AMILASES: AMIDO Glucídios Sacarose ATP LIPASES: TRIGLICERÍDIOS Glicerol Ácidos graxos ATP Glucídios Sacarose ATP PROTEASES: PROTEÍNAS Aminoácidos Peptídios Peptidases Aminoácidos Síntese de novas proteínas Energia 41 Representação esquemática de eventos desencadeados com a captação de água pela semente de uma gramínea e pela síntese de giberelinas, culminando com a retomada de crescimento do embrião 44 TRANSLOCAÇÃO DAS RESERVAS DIGERIDAS Difusão das reservas digeridas para o eixo embrionário Fundamentalmente sacarose, aminoácidos e compostos fosfatados ASSIMILAÇÃO DOS PRODUTOS MOBILIZADOS Transformação das reservas digeridas em paredes celulares e protoplasma Formação de novos tecidos SEMENTES DORMENTES NÃO ULTRAPASSAM A FASE II 50 1 5432 10 20 30 M as sa d o ei xo e m br io ná rio (m g) M as sa d os c ot ilé do ne s (m g) Dias após a semeadura cotilédones hipocótilo epicótilo radícula folhas primárias 50 100 Alterações da massa de matéria seca do eixo embrionário e dos cotilédones durante a germinação de sementes de Vigna sp. (Oota et al., 1953). 51 9 • Metabolismo - Milho - Alterações na massa seca - Massa seca da plântula decresce - Endosperma perde massa seca - Massa seca do eixo embrionário aumenta - Decréscimo suave da massa seca do escutelo ASSIMILAÇÃO DE PRODUTOS DIGERIDOS Alterações na massa seca do endosperma, eixo embrionário e escutelo durante a germinação do milho (Ingle et al.) 52 RESPIRAÇÃO - Respiração é processo de liberação de energia química acumulada em moléculas de diversas substâncias orgânicas. - Processos respiratórios: oxidação (aeróbica ou anaeróbica) de compostos orgânicos de alto valor energético e formação de substâncias mais simples (CO2 e H2O). - Normalidade da germinação e do desenvolvimento de plântulas: Respiração, Atividade de Enzimas, Síntese de Proteínas 53 C6H12O6 CO2 + H2O A molécula de glucose é “desmontada” para originar substâncias mais simples;isto ocorre em fases distintas: Glicólise: transformação de glicose em ácido pirúvico Ciclo de Krebs: transformação de ácido pirúvico em ácido cítrico, nos mitocôndrios Cadeia Respiratória: síntese de ATP RESPIRAÇÃO 54 production O2 Diagrama da estrutura de um mitocôndrio (secção longitudinal) membrana interna membrana externa DNA, enzimas produção de ATPcristas matriz 58 10 - O ATP atua como elemento fundamental na cadeia de liberação de energia: armazena energia química para depois distribuí-la de acordo com as necessidades da célula - A energia é utilizada para as atividades metabólicas da célula - Para que ocorra o desenvolvimento normal do embrião, as reações do processo liberador de energia devem ser conjugadas às dos processos consumidores de energia RESPIRAÇÃO 59 RESERVAS HIDRATAÇÃO ATIVIDADE ENZIMÁTICA DIGESTÃO TRANSLOCAÇÃO ASSIMILAÇÃO SÍNTESE RESPIRAÇÃO ENERGIA COMPOSTOS INTERMEDIÁRIOS SÍNTESE DE DNA OUTROS COMPOSTOS RELAÇÕES METABOLISMO / ENERGIA 63 Fase I Fase II Fase III Crescimento da plântula Protrusão da raiz Digestão e mobilização de reservas Embebição das sementes e alterações associadas à germinação (Bewley et al., 2013) Transcrição e tradução de “novo” RNA-m Degradação RNA-m armazenado Divisão celular Síntese DNA Reparo DNA Respiração, reparo e multiplicação mitocôndrios Embebição Síntese de enzimas 64 SÍNTESE DE DNA Síntese de DNA ocorre em duas fases: 1.Reparo de danos durante a secagem / reidratação 2.Síntese “de novo” relacionada ao crescimento da raiz primária após a germinação (protrusão) Henk Hilhorst 66 11 O PROCESSO DE GERMINAÇÃO C) FASE III: CRESCIMENTO - Protrusão da raiz primária (ruptura do tegumento) - Novo impulso à embebição e atividade respiratória: sementes atingem > 65% de água - Divisão e/ou expansão celular 74 C) FASE III: CRESCIMENTO - Formação de plântula Epígea: mamona, cebola, feijão, pepino, abóbora, amendoim, soja, alface, café, algodão Hipógea: trigo, milho, cevada, arroz, fava seringueira, ervilha, Importância do tipo de germinação O PROCESSO DE GERMINAÇÃO 75 4373 Pr ot eí na s Li pí di os C ar bo id ra to s Cinza % M as sa d os c ot ilé do ne s (m g) M as sa d o ei xo e m br io ná rio (m g) Dias após a semeadura 0 1 2 3 4 5 cotilédones hipocótilo raiz primária epicótilo folhas primárias AMIDO TRIGLICERÍDEOS PROTEÍNAS Glucídios Glicerol Ácidos graxos Sacarose ATP Aminoácidos Síntese de novas proteínas Energia Peptídeos Peptidases Aminoácidos Glucídios ATP Sacarose ATP FASE I FASE II FASE III 78 12 endosperma raiz primária coleoptilo folhas primárias r. seminais FASES DA GERMINAÇÃO DO MILHO 24 - 48 h 2 - 4 dias 5 – 6 dias 7 – 8 dias 79 raiz primária tegumento hipocótilo folhas primárias cotilédones epicótilo 24 h 1 - 2 d 3 d 6 d 8 d FASES DA GERMINAÇÃO DA SOJA 80 4781 FATORES QUE AFETAM A GERMINAÇÃO INTRÍNSECOS - Vitalidade x Viabilidade Situação da semente dormente - Dormência - Sanidade 83 13 - Grau de maturidade Dias após o início da frutificação G er m in aç ão (% ) Alterações na germinação de sementes de soja ‘Bragg’ durante a maturação (Marcos-Filho, 1979) 84 Período de armazenamento (semanas) H - 55 Longevidade de sementes de duas linhagens de milho e de seu híbrido, quando armazenadas a 30 oC e 75% de umidade relativa (Chang, 1970) G er m in aç ão (% ) - Genótipo 85 - Integridade da semente A B C Imagens raios-X de sementes de tomate com danos severos (indicados pelas setas) causados pela deterioração (A,B) e as respectivas semente morta e plântula anormal. A imagem C mostra semente não danificada que produziu plântula anormal (Silva) 86 FATORES QUE AFETAM A GERMINAÇÃO FATORES DO AMBIENTE - Água Amolecer o tegumento (cobertura) Aumento volume embrião e endosperma Favorecer digestão, mobilização, assimilação de reservas Crescimento da plântula Síntese de enzimas Respiração Permeabilidade do tegumento (cobertura) a trocas gasosas Estrutura das membranas 87 14 LIBERAÇÃO EXSUDATOS DURANTE A EMBEBIÇÃO - Sementes são sensíveis à hidratação rápida, especialmente sob temperaturas mais baixas e quando apresentam baixo teor de água e contato com substrato de potencial hídrico elevado CONSEQUÊNCIA: liberação de solutos até o restabelecimento da organização das membranas (teor de água: + 25%) - Problema é menos grave quando as sementes passam por desidratação lenta durante a maturação - Problema se acentua em sementes mais danificadas e deterioradas 88 Édila (UFLA) 89 Em ambiente úmido os fosfolipídios se arranjam em camada dupla, na qual as “caudas hidrofóbicas” ficam orientadas para o centro e os grupos polares hidrofílicos se orientam para o exterior hidrofílico hidrofóbico 92 Cristalino líquido Hexagonal 93 À medida que a água é removida durante a desidratação, a configuração da membrana é alterada, de uma mais fluida (cristalina líquida) para outra em estado de gel. Os fosfolipídios hidrofílicos são orientados para o interior da célula, à procura de água: as membranas assumem configuração em que a permeabilidade seletiva e a compartimentalização celular são severamente afetadas. 15 LIBERAÇÃO DE AÇÚCARES, ÁCIDOS ORGÂNICOS, AMINOÁCIDOS, ÍONS REORGANIZAÇÃO DO SISTEMA DE MEMBRANAS CELULARES Q U A N TI D A D E TEMPO LIBERAÇÃO EXSUDATOS DURANTE A EMBEBIÇÃO 97 Baixa temperatura: mais prejudicial às sementes secas de feijão durante a embebição (Wolk et al., 1999) 98 Plântulas originadas de sementes de soja expostas a embebição rápidaFrança-Neto 99 Teor de Água (%)Período (h) Potenciais (MPa) 13,011,09,0 5,1 5,9 4,0 8,4 6,5 4,9 11,5 9,2 7,2 2 (*) 6 12 - 0,04 4,4 4,4 2,8 7,0 4,9 4,5 10,9 7,0 5,0 2 6 12 - 0,2 (*) Liberação de íons em µmho/cm/g Influência do teor de água de sementes de soja e do potencial hídrico sobre a liberação de exsudados (Rossetto et al., 1997) 100 16 Germinação 25oC Germinação 10oC Tratamentos PEG (MPa) 75 82 92 67 68 71 83 58 0,0 - 0,1 - 0,3 - 0,5 Efeitos da temperatura e da disponibilidade de água do substrato sobre a germinação de sementes de milho doce ‘sh-2’ (Chern e Sung, 1991) 101 Teor de água (%) Cultivar 17,015,013,011,09,0Testem. 929088857984BR 232 747379705850Embrapa 48 Porcentagens de germinação sob influência do teor de água das sementes de soja no momento da semeadura (Toledo et al., 2010) 105 LIBERAÇÃO EXSUDATOS DURANTE A EMBEBIÇÃO 107 Liberação de eletrolitos durante a embebição de sementes de soja cobertas ou não com película de etil-celulose (Hwang and Sung) TOLERÂNCIA À DESSECAÇÃO Capacidade adquirida durante a segunda metade do período de acúmulo de matéria seca (etapa final do processo de desenvolvimento), quando as membranas se tornam organizadas No início da germinação, as células do embrião mantém a capacidade de tolerar a dessecação. Qual é o estádio crítico ? Até que ponto a redução do suprimento de água ou a sua paralisação provocam prejuízos ainda recuperáveis ? 108 17 Te or d e Á gu a (% ) Período de Embebição I II III 1 2 3 4 Padrão trifásico de absorção de água pelas sementes durante a germinação (Bewley e Black, 1978) 109 A protrusão da raiz primária, indicando a proximidade da etapa de divisões celulares, representa a fronteira entre a tolerância e a sensibilidade à dessecação, para a maioria das espécies cultivadas TOLERÂNCIA À DESSECAÇÃO 110 Germinação Pós- Secagem (%) Protrusão da Raiz Primária (%) Teor de Água (%) Período de Embebição (horas) 880011,00 870025,06 910028,712 920032,518 870033,424 862034,228 823034,830 773635,732 Teor de água de sementes de milho hidratadas durante diferentes períodos e germinação após a secagem (Custódio et al., 1993) 111 Germin. (%) Período de Secagem (h) Teor de Água (%) Período de Embebição (h) BABA 7691011,210,10 71 59 88 85 24 4846,245,38 70 54 86 78 24 4854,253,316 52 47 84 56 24 4861,158,224 Teor de água (%) dedois lotes (A e B) de sementes de soja ‘IAC-15’ hidratadas durante diferentes períodos e germinação após secagem (Silva et al., 1993). 112 18 Mecanismos de tolerância à dessecação: - Presença de proteínas tipo LEA - Oligossacarídeos Ação: - Manutenção da capacidade de reparo do DNA - Manutenção da estrutura das membranas SEMEADURA EM SOLO SECO TOLERÂNCIA À DESSECAÇÃO 113 114 Semeadura de soja em solo seco (A, B) e em solos submetidos a preparo convencional e a semeadura direta (C) A B C FATORES QUE AFETAM A GERMINAÇÃO Fatores que afetam a velocidade e a intensidade de embebição 1. Espécie Permeabilidade do tegumento (cobertura) Composição química (reservas acumuladas) Volume do eixo embrionário x tecido de reserva 115 8 1281612 16 8 1612 40 60 80 17oC 20oC 23,7oC Em er gê nc ia d e pl ân tu la s (% ) Teor de água das sementes (%) escuro claro Relação entre o teor de água (%) e a emergência de plântulas (%) de dois cultivares de feijão com tegumento de coloração diferente (Adaptado de Demir et al.) 116 19 3. Potencial fisiológico 2. Temperatura FATORES QUE AFETAM A GERMINAÇÃO Fatores que afetam a velocidade e a intensidade de embebição 117 Embebição de sementes de calopogônio após diferentes períodos (Souza e Marcos-Filho, 1993) 118 Sementes Mortas (%) Sementes Duras (%) Plântulas Normais (%)Lotes 56 a6 c30 bc1 51 a8 c35 b2 31 a33 a32 bc3 11 b35 a50 a4 52 a18 b23 c5 Germinação de cinco lotes de calopogônio (Souza e Marcos-Filho, 1994) 119 4. Tamanho da semente 5. Disponibilidade de água Afeta velocidade, porcentagem e uniformidade de germinação FATORES QUE AFETAM A GERMINAÇÃO Fatores que afetam a velocidade e a intensidade de embebição 121 20 ALGODÃO < -0,2 MPa menor velocidade < -0,4 MPa menor porcentagem de germinação e menor crescimento das raízes < -1,2 MPa não há emergência de plântulas MILHO < -0,9 MPa redução % germinação < -1,3 MPa não há emergência de plântulas 5. Disponibilidade de água TRIGO < -0,8 MPa menor velocidade < -1,6 MPa não há emergência de plântulas Fatores que afetam a velocidade e a intensidade de embebição 122 SOJA (Sá) < -0,2 MPa < velocidade de germinação < -0,4 MPa < porcentagem de germinação < -0,8 MPa não há emergência de plântulas FEIJÃO < -0,4 MPa < velocidade de germinação < -0,6 MPa < porcentagem de germinação Disponibilidade de água Fatores que afetam a velocidade e a intensidade de embebição 124 Afeta velocidade, percentagem e uniformidade - Relações com aeração Capacidade de campo: - 0,01 a -0,05 MPa Ponto de murcha permanente: -1,5 MPa Disponibilidade de água Fatores que afetam a velocidade e a intensidade de embebição 125 Emergência de plântulas de soja, em dois tipos de solo com diferentes teores de água (Peske, 1983) A) Barro areno-argiloso 14% -4,4; 16% -1,9; 20% -0,4; 22% -0,17 atm B) Barro arenoso 9% -1,1; 11% -0,48; 13% -0,21 atm 126 21 Teor de água do solo (%)Germinação (%)Espécie 18161411987 869193929480093Repolho 908292908973092Girassol 959389939035295Milho doce 858587838239186Melancia 91919191750096Cebola 89888986570082Feijão vagem 88909181290093Alface 90868986193091Ervilha 8273622900080Aipo Emergência de plântulas em solo argilo-arenoso com diferentes teores de água (Popinigis,1977) (*) capacidade de campo = 16% de água; ponto de murchamento permanente = 9% de água 127 Emergência (%) Comprimento Hipocótilo (cm) Velocidade de Germinação Germinação (%) POTENCIAL HÍDRICO (MPa) NTTNTTNTTNTT 67874,44,69,210,37886- 0,03 61793,53,98,19,66980- 0,2 10193,03,34,76,05970- 0,4 Efeitos da disponibilidade hídrica e tratamento fungicida sobre o desempenho de sementes de dois cultivares de soja (Sá, 1987) 128 7. Teor de água da semente Fatores que afetam a velocidade e a intensidade de embebição 129 Teor de água (%) Cultivar 17,015,013,011,09,0Testem. 929088857984BR 232 747379705850Embrapa 48 Influência do teor de água de sementes de soja, no momento da semeadura, sobre a germinação (Toledo et al., 2010) Testemunha: teor de água + 7,2% Germinação sequência ordenada de reações químicas Temperatura x atividade enzimática Temperaturas cardeais e variações Sementes dormentes e deterioradas Temperaturas alternadas Afeta porcentagem, velocidade e uniformidade FATORES QUE AFETAM A GERMINAÇÃO FATORES DO AMBIENTE - Temperatura 133 22 MÁXIMAMÍNIMAÓTIMAESPÉCIE 44932-35Milho 401530Quiabo 35530Repolho 40832Soja 401025Tomate 43415-31Trigo Temperaturas cardeais (oC) para a germinação de sementes de algumas espécies cultivadas 134 MÁXIMAMÍNIMAÓTIMAESPÉCIE 381530Abóbora 30220Alface 411133Arroz 40419-27Aveia 35530Beterraba 411032Café 351020Cebola 35525Cenoura 40419-27Cevada 30525Ervilha Temperaturas cardeais (oC) para a germinação de sementes de algumas espécies cultivadas 135 Temperatura e velocidade de germinação de sementes de couve-flor (Gulliver e Heydecker, 1973) 136 Faixas de temperatura adequada para a germinação de sementes de prímula (o) e de couve-flor ( )(Roberts) 137 23 - Oxigênio - Composição do ar 20% O2 , 0,03% CO2 , 80% N Concentração de 10% O2 é suficiente Concentração > 0,03 % CO2 geralmente inibe - Problemas Preparo e manejo do solo Encharcamento FATORES QUE AFETAM A GERMINAÇÃO FATORES DO AMBIENTE 139 5% 3% 10% 15%21% Tempo (dias) G e r m i n a ç ã o (%) Período de germinação de sementes de tomate, a 25oC, em atmosfera contendo diferentes níveis de oxigênio (%) (Corbineau e Come, 1995) 100 75 50 25 0 1 2 3 4 5 6 7 - Oxigênio FATORES DO AMBIENTE 140 Sementes pequenas e recém-colhidas: hortaliças, forrageiras; silvestres Não é fator imprescindível para as não dormentes Classificação Fotoblásticas positivas Fotoblásticas negativas Neutras ou não fotoblásticas Radiações promotoras: 660 a 700nm; radiações inibidoras: >700nm; < 440nm - Luz FATORES QUE AFETAM A GERMINAÇÃO FATORES DO AMBIENTE 142 Mecanismo da ação da luz: pigmento responsável é o fitocromo, cromoproteína localizada no eixo embrionário Última exposição determina a forma do fitocromo que permanecerá ativa Fitocromo presente em duas formas: ativa (Fvd, Pvd ou P730) pico na região de 720-760 nm inativa (Fv, Pv ou P660) pico na região de 600-700 nm FV inativa Fvd ativa Vermelha Infra-vermelha OU Vermelho-distante OU Escuro 144 24 100 50 0 440 480 530 700 800 Promoção Inibição Relações entre radiações de comprimentos de onda específicos (nm) e a germinação de sementes de alface sensíveis à luz (Flint e McAllister, 1937) - Luz FATORES DO AMBIENTE 145 Fotoblásticas positivas exigem concentração de Fvd superior a determinado limite “Disparo” do processo de germinação Síntese de biorreguladores Reinício da transcrição da mensagem genética Ação apenas em sementes embebidas 148 AÇÕES DA LUZ Promover controle respiratório Permeabilidade da cobertura ao oxigênio Ativação de enzimas Síntese de hormônios Metabolismo de lipídios Permeabilidade de membranas SUBSTITUTOS DA LUZ Remoção ou incisão nos tegumentos Baixas temperaturas (estratificação) Armazenamento em locais secos Aumento na tensão de oxigênio Giberelinas 150 - Tiouréia - Nitrato de potássio - Água oxigenada - Ácido sulfúrico - Bioestimulantes FATORES QUE AFETAM A GERMINAÇÃO AGENTES QUÍMICOS 151 25 FrioEnvelhec. Compr. P. Aérea Compr. RaizVeloc.Germin.Tratam. 75 a90 a5,48 a11,27 a11,10 a93 aTest 65 abc69 bcd5,85 a10,84 a11,02 ab88 a5 ml 50 cde75 bc6,48 a11,18 a10,11 abc89 a10 ml 56 bcd74 bcd5,19 a10,72 a10,38 abc86 a15 ml 39 e61 d5,94 a10,48 a9,42 c87 a20 ml Efeitos de tratamentos com diferentes doses de Stimulate® sobre o desempenho de sementes de milho híbrido AG-405 (Marcos-Filho, 2004) 153 Emerg. Pl. (%)Compr. Raiz (cm)Germin. (%) Tratamentos L3L2L1L3L2L1L3L2L1 86869011,613,414,1879198Test 85878512,913,515,18788942 ml/kg 84858711,313,915,99088914 ml/kg 85858512,313,314,681828510 ml/kgEfeitos de tratamentos com diferentes doses de Stimulate® sobre o desempenho de três lotes de sementes de soja (Marcos-Filho, 2004) 155 Emerg.Envelh.Compr. P. Aérea Compr. Raiz Veloc.Germin.Tratam. 87 a79 a5,5 a13,1 a11,6 ab92 aTest 86 a76 ab5,8 a13,8 a12,0 a90 ab2 ml/kg 85 a80 a5,6 a13,7 a11,4 bc90 ab4 ml/kg 85 a70 c5,9 a13,4 a10,8 d83 b10 ml/kg Efeitos de tratamentos com diferentes doses de Stimulate® sobre o desempenho de sementes de soja (Marcos-Filho, 2004) 157 FUNÇÕES DOS FITOHORMÔNIOS TRADUÇÃO DA MENSAGEM GENÉTICA EFEITO SINERGÍSTICO COM A LUZ CONTRABALANÇAR EFEITOS DE INIBIDORES (Cumarina e ABA) SUPERAR DORMÊNCIA SECUNDÁRIA (temperatura alta e ausência de luz) ALTERAÇÃO DA PERMEABILIDADE DAS MEMBRANAS ESTÍMULO À DIVISÃO E ALONGAMENTO CELULAR PROMOÇÃO, INIBIÇÃO OU ALTERAÇÃO QUALITATIVA DO DESENVOLVIMENTO Auxinas PERMEABILIDADE DAS MEMBRANAS CRESCIMENTO RAIZ PRIMÁRIA E CAULE EFEITOS ESTIMULANTES OU INIBITÓRIOS (dependendo da concentração) Citocininas 159 26 FUNÇÕES DOS FITOHORMÔNIOS DIGESTÃO: ESTÍMULO À SÍNTESE E ATIVIDADE DE ENZIMAS SUPERAR EXIGÊNCIAS DE LUZ OU DE BAIXAS TEMPERATURAS CRESCIMENTO DA PLÚMULA ALONGAMENTO CELULAR TRANSCRIÇÃO DO GENOMA REVERSÃO DE EFEITOS PROVOCADOS POR TEMPERATURAS E PRESSÕES OSMÓTICAS ELEVADAS ESTÍMULO À VELOCIDADE DE GERMINAÇÃO AMPLIAÇÃO DOS LIMITES DE TEMPERATURA ÓTIMA ATUAÇÃO NA SÍNTESE DE COMPONENTES ESSENCIAIS E NA FLEXIBILIDADE DAS MEMBRANAS Giberelinas 160 FUNÇÕES DOS FITOHORMÔNIOS Etileno AUMENTAR LIBERAÇÃO E MOVIMENTO DE ENZIMAS PERMEABILIDADE DA “COBERTURA” A GASES FORMAÇÃO DA ALÇA HIPOCOTILEDONAR ATENUAR A EXIGÊNCIA DE TEMPERATURA ESPECÍFICA INFLUÊNCIA NO EQUILÍBRIO PROMOTORES / INIBIDORES DA GERMINAÇÃO 161 OUTROS FATORES QUE AFETAM A GERMINAÇÃO o ÉPOCA DE SEMEADURA o CONDIÇÕES CLIMÁTICAS DURANTE A PRODUÇÃO o FERTILIDADE DO SOLO E ADUBAÇÃO o MOMENTO DE COLHEITA o MÉTODO DE COLHEITA o INJÚRIAS MECÂNICAS o SECAGEM o BENEFICIAMENTO o CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO o MICRORGANISMOS o INSETOS o TRATAMENTO QUÍMICO o HERBICIDAS E DESSECANTES o EMBALAGEM 162 OUTROS FATORES QUE AFETAM A GERMINAÇÃO o INJÚRIAS MECÂNICAS 167 27 Ventral Dorsal Raios-X Plântula anormal Cicero et al. 169 Krzyzanowski 170 OUTROS FATORES QUE AFETAM A GERMINAÇÃO o SECAGEM 171 Raios-X Plântula anormal Secagem de semenes de arroz a 50o C (Menezes et al.) OUTROS FATORES QUE AFETAM A GERMINAÇÃO o CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO o INSETOS 175 28 Pinto et al. Radiografia de semente de soja danificada por percevejo Plântula anormal - Insetos 176 177Mondo and Cicero Milho: imagem raios-X Semente morta Microrganismos OUTROS FATORES QUE AFETAM A GERMINAÇÃO o HERBICIDAS E DESSECANTES o EMBALAGEM 179 Armazenamento (meses) ParâmetroEmbalagem 18168420 819699999899Germinação (%) Polietileno 11,212,09,89,18,68,5Teor de água (%) 013099Germinação (%) Papel 15,116,78,5Teor de água (%) 024699Germinação (%) Pano 17,616,08,5Teor de água (%) Germinação e teor de água de sementes de milho armazenadas em diferentes tipos de embalagem a 30oC e 85% de umidade relativa do ar (Baskin,1969) 180