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Inflamação - Patologia

Apostila de patologia sobre inflamação: definição; inflamação aguda vs crônica; sinais locais/sistêmicos; principais células (neutrófilos, monócitos/macrófagos, linfócitos); exemplo de pneumonia e evolução para fibrose; menção a fibrina, plasmina e sistema da cinina.

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PATOLOGIA 
Graziela Gonzaga Santana 
CONCEITO 
• É uma reação dos tecidos a um agente agressor 
caracterizada morfologicamente pela saída de líquidos 
e de células do sangue para o interstício. → Bogliolo. 
• A inflamação é uma resposta dos tecidos 
vascularizados a infecções e tecidos lesados. Consiste 
em recrutar células e moléculas de defesa do 
hospedeiro da circulação para os locais onde são 
necessárias, com a finalidade de eliminar os agentes 
agressores. → Robbins. 
CLASSIFICAÇÃO 
 
 
 
INFLAMAÇÃO AGUDA 
• Seu início é rápido. De modo geral, dura alguns 
minutos e, no máximo, horas. 
• O infiltrado inflamatório é basicamente neutrófilo, mas 
isso depende do agente agressor. 
• O neutrófilo refere-se à célula de defesa que temos em 
maior quantidade. Logo, ele atua na maioria dos casos. 
• Portanto, a maior parte dos processos de agressão 
endógena, física, química ou biológica, é feita por 
neutrófilos, com exceção das doenças autoimunes. 
• Ex.: em caso de um resfriado comum → mesmo sendo 
agudo, o infiltrado inflamatório não será neutrófilo, 
pois o resfriado é causado por vírus (não é apresentado 
aos neutrófilos). 
• Logo, mesmo o processo sendo agudo, o infiltrado 
inflamatório varia com a etiologia. 
• Resposta alérgica → eosinófilo (célula infiltrada). 
• Células de defesa (tipos de leucócitos): 
 Granulócitos (PNM - neutrófilos 
polimorfonucleares): 
o Neutrófilos. 
o Eosinófilos. 
o Basófilos. 
 Agranulócitos (MN – mononucleares): 
o Linfócito T. 
o Linfócito B (plasmócito, quando produz 
anticorpos). 
o Monócito (quando está na corrente 
sanguínea) → macrófago (nos tecidos) → 
histiócito (quando o macrófago mora no 
tecido, ex.: macrófago alveolar; micróglia). 
 
• Lesão tecidual/fibrose na inflamação aguda geralmente 
é pequena, muitas vezes é imperceptível. 
• Há tanto sinais locais quanto sinais sistêmicos no 
processo inflamatório. 
• Na inflamação aguda, os sinais agudos e sistêmicos 
acontecem de uma maneira bem mais intensa e rápida. 
• Sinais locais → sinais cardinais da inflamação: calor, 
rubor, tumor, dor e perda de função. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Inflamação aguda → caso de pneumonia. 
Alvéolos pulmonares repletos de neutrófilos. 
Contato com pneumococo → fenômenos vasculares → 
liberação de mediadores → manifestação de 
sintomatologia → surgimento de uma elevada quantidade 
de neutrófilo nas primeiras 24h tentando fagocitar o 
pneumococo → pulmão quase sem ar, pois está com 
muitas células e muito líquido de edema. 
Logo, dependendo da quantidade afetada → diminui a 
taxa respiratória → cai a saturação → paciente mais 
cansado → ausculta com estertor/crepitação → paciente 
tossindo com escarro, muitas vezes com pus e/ou com 
sangue → passado 48h, o exsudato já é macrofágico → o 
macrófago fagocita os restos de células, de hemácias, de 
bactéria... e começa o fator de crescimento para 
fibroblasto fazer fibrose. 
Se foi administrado antibiótico nas primeiras 24h, não 
haverá sequelas. Se levou dias para iniciar, pode-se ter 
fibrose e perda de tecido pulmonar. 
 
 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INFLAMAÇÃO CRÔNICA 
• O processo inicial leva tempo, porém é muito relativo. 
O processo crônico da tuberculose, por exemplo, se 
inicia em menos de 12h. Logo, depende do agente. 
• Não necessariamente precisa passar da inflamação 
aguda para ser crônica. Ex.: hepatite B. 
• O infiltrado é basicamente mononuclear, pois a 
inflamação crônica inicia-se porque a resposta aguda 
não foi o suficiente. Portanto, necessita-se de células 
mais capacitadas que no caso são os mononucleares. 
• A inflamação aguda é, em maioria dos casos, 
granulócito. E o processo crônico é basicamente 
agranulócito mononuclear. Com exceção do processo 
viral que já começa com o agranulócito mononuclear. 
• A lesão tecidual, de modo geral, leva bem mais tempo. 
• O processo crônico evolui durante meses, anos, 
décadas (hanseníase). 
• Muito mais lesão tecidual e fibrose, em relação ao 
processo agudo, e, consequentemente, mais sequelas. 
• É um processo muito menos chamativo, pois o 
paciente convive com a inflamação durante muito 
tempo, levando uma vida praticamente normal. 
• A doença autoimune é uma inflamação crônica. 
 
 
 
 
 Mastócito → no tecido. 
 Na corrente sanguínea → neutrófilos, linfócitos, 
plaquetas. 
 Monócito que vira macrófago. 
 Proteínas plasmáticas que são fontes de 
mediadores químicos muito importantes no 
processo inflamatório e cicatricial. 
 Para transformar fibrinogênio em fibrina: cliva 
uma parte do fibrinogênio, obtém-se a fibrina 
polimeriza e a parte restante são os 
fibronopeptídeos 
 Tem-se também a ação da plasmina, a qual 
quebra os coágulos e também e ativador de 
outros sistemas de protease: sistema de cinina 
(produz bradicinina e calicreína). A plasmina inicia 
o sistema de cinina. 
 A calicreína é capaz de ativar si mesma e também 
o sistema de coagulação. 
 Na coagulação se tem o fator XII que quando 
ativado, inicia o sistema de cinina e produz mais 
bradicinina. 
 Logo, a plasmina é um ativador de todos os 
sistemas. 
 O sistema completo também é um sistema de 
protease plasmática. E a plasmina inicia esse 
sistema a partir da via alternativa. 
 Portanto, as proteínas plasmáticas são fontes de 
mediadores químicos que são fundamentais para 
iniciar, manter o processo inflamatório e gerar a 
cicatrização. 
• Anti-inflamatórios → mecanismo de ação: eles são 
inibidores da cicloxigenase, enzima que transforma o 
ácido araquidônico e produz prostaciclinas, 
prostaglandinas e tromboxano → mediadores 
inflamatórios. 
• Corticoide: inibe a fosfolipase. O ácido araquidônico 
vem do fosfolipídeo que é quebrado pela fosfolipase e 
aí produz o ácido. 
• Mediadores liberados → processo de recrutamento de 
leucócitos → fagócitos, macrófagos e neutrófilos 
eliminando tecido morto e microrganismos → ação de 
mediadores de vasodilatação → aumento da 
permeabilidade vascular → edema. 
• Depois da eliminação de microrganismos e de tecido 
morto, tem-se o macrófago produzindo fatores de 
crescimento para fibroblastos produzirem colágeno, 
cicatrizando a área. 
• Torna-se crônica quando o processo agudo não é o 
suficiente. Ex.: agressão por agentes contra os quais os 
neutrófilos não são suficientes → tuberculose, hepatite 
B... 
• Quando a inflamação se torna crônica? 
 Infecções persistentes. 
 Doenças de hipersensibilidade. Ex.: asma. 
 Exposição prolongada a agentes potencialmente 
tóxicos, tanto exógenos quanto endógenos. Ex.: 
Na figura do canto esquerdo superior, tem-se hiperemia, 
mediadores, neutrófilos... isso pode evoluir para resolução 
(figura no canto direito superior), de modo que o agressor foi 
eliminado, tudo voltando à normalidade, as células lesadas 
sendo substituídas por outras idênticas, voltando à função 
normal. 
Pode evoluir também para abscesso (figura do meio, deslocada 
para direita), isto é, acúmulo de pus, gerando cavitação. Isso 
pode evoluir para cura com fibrose e, portanto, sequela. 
Pode ter progressão para inflamação crônica (figura canto 
esquerdo inferior) que também pode se curar através de 
fibrose. 
E quando se tem um agente agressor muito intenso e difícil 
debelar, demora para tratar ou cura sozinho, a cura também 
pode ser por fibrose. 
 
 
3 
 
alcoolismo e tabaco → exógenos; cálculo biliar e 
elevada quantidade de ácido úrico → endógenos. 
 
• Células que vão gerar resposta inflamatória: linfócitos T 
e B; monócitos (macrófago → monócitos 
ativados/histiócito → macrófago residente em um 
tecido). 
 
 
 
 
 
 
• Na medula óssea tem-se a célula-tronco que dá origem 
ao monoblasto que vai para a corrente sanguínea já 
diferenciado em monócito. 
• Figura do canto esquerdo inferior → monócito com 
núcleo reniforme (formatode rim). Quando ativado, 
passa a ser chamado de macrófago, o qual pode estar 
em tecido na forma de micróglia, célula de Kupffer, 
macrófagos alveolares e osteoclastos. 
• Macrófago ativado → muitos lisossomos repletos de 
lipases, proteases, produz muitos radicais livres e, 
principalmente, citocinas e fatores de crescimento. 
Logo, há uma síntese proteica muito intensa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Dois tipos de macrófago: podem ter sínteses diferentes 
de acordo com o mediador químico que o ativa. 
• Macrófago M1: ativo principalmente contra bactérias e 
interferon gama (produzido principalmente em 
infecção viral. Ele induz a apoptose da célula 
infectada). Sempre produz mais citocinas, aumentando 
a resposta inflamatória e, consequentemente, o fator 
de defesa do organismo. 
 Produz quimiotáticos para outras células, como 
CXCL9, 10 e 11. 
 Efeito inflamatório, microbicida e tumoricida 
(resposta naturla contra neoplasia). 
• Macrófago M2: resolução da inflamação; remoção de 
restos apoptóticos; processo de reparo e de 
angiogênese. 
 Produz muita IL-10 que é anti-inflamatória → 
sinalização para diminuir a resposta de defesa. 
 Ex.: inflamação aguda que em 48h o predomínio é 
de macrófagos → M2. No processo agudo quando 
entra macrófago é resolução de inflamação (M2). 
 Se não conseguir debelar o agente agressor ou se 
for uma agressão mais intensa → começa já com 
M1. 
 O M2 sempre sinaliza um processo cicatricial. 
 
• M1 → inflamação. 
• M2 → cicatrização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Em uma inflamação, tem-se quimiotaxia, assim, tem-se 
recrutamento da corrente sanguínea do mesmo modo 
que se tem diapedese de neutrófilo. Desse modo, tem-
se macrófago ativado no tecido. Essa ativação pode ser 
não imunológica, pois pode ser uma resposta de defesa 
natural. 
• Pode-se ter, ainda, ativação por citocina. A citocina que 
ativa o macrófago é o interferon-gama. 
• M1 gerando radicais livres → radicais livres geram 
lesão tecidual. 
• A intensão do processo inflamatório é destruir o 
agente agressor. A membrana plasmática de uma 
bactéria é destruída por radicais livres, mas a nossa 
também é. Por isso, pode causar necrose. 
• Também libera proteases. Portanto, a exsudato é uma 
necrose de liquefação por causa das proteases. 
• Tem-se também produção de fatores quimiotáticos de 
neutrófilo e fatores de coagulação. 
 
4 
 
• Necessidade de coagulação: fatores de coagulação, 
principalmente o fator XII, podendo ser ativado através 
do macrófago. Ao mesmo tempo, inicia-se a resposta 
de defesa, pois a ativação do fator XII vai ativar o 
sistema de cininas. 
• Fosfolipídeo e quebrado pela fosfolipase, produz o 
ácido araquidônico, o possui duas vias: a das 
ciclooxigenases (produz prostaglandina E-2, 
prostaglandina F-2, prostaciclina e tromboxano) e a das 
lipoxigenases (leucotrienos: LTA4, B4, C4 e D4; 
lipoxina). 
• Logo, o macrófago é um grande produtor desses 
mediadores da inflamação. 
• Protaciclina e prostaglandina são vasodilatores, 
aumentam a permeabilidade vascular. 
• Tromboxano aumenta a vasoconstrição e a agregação 
plaquetária, gerando coagulação ou trombose. 
• Leucotrieno é vasodilatador, aumenta a 
permeabilidade vascular e é, ainda, broncoconstritor 
(está presente na asma, o tratamento trata-se de 
inibidores de leucotrienos). 
• Produção, ainda, de óxido nítrico que é vasodilatador. 
• No M2 há, ainda, estimulação de fatores de 
crescimento → citocinas estimuladoras de fibroblastos, 
os quais produzem colágeno (elevada síntese de 
colágeno). Além disso, o fator de crescimento de 
fibroblasto também é estimulador de angiogênese, 
assim como, fator de crescimento vascular e fator de 
crescimento vascular endotelial. 
• Temos protease que gera um remodelamento da 
fibrose. Começa o processo de fibrose depositando 
colágeno III que forma rede, ele é um colágeno pouco 
resistente, é mais delicado. Já o colágeno I é bem mais 
resistente, está presente nos tendões, por exemplo. 
• Portanto, começa o processo de cicatrização com 
colágeno III que vai sendo trocado por colágeno I que 
forma feixe e é mais resistente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• M1: 
 Macrófago ativado classicamente, isto é, através 
de produto bacteriano. Ele produz radicais livres 
de oxigênio, enzimas lisossômicas e óxido nítrico 
que vira peróxido nítrico. Com isso, ele aumenta a 
atividade de fagocitose e a microbicida, sendo, 
portanto, eficaz contra bactérias e vírus. 
 Ele vai produzir IL-1, IL-22, IL-23 e quimiocinas. 
Logo, ele é pró inflamatório. 
• M2: 
 A ativação de M2: principalmente pelo interferon-
gama. 
 Teremos fatores de crescimento sendo 
produzidos, inclusive fator de crescimento 
transformador beta (TGF-β), ele é anti-
inflamatório, possui a função de diminuir a 
resposta inflamatória e aumentar o processo 
cicatricial. 
 Produz também IL-1 que também é anti-
inflamatória. Dessa maneira, sinaliza para o 
término da inflamação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Tem-se um linfócito (circulado de vermelho), o 
macrófago apresentou o antígeno ao linfócito, 
ativando-o. 
• O linfócito ativado (circulado de verde) vai produzir 
citocinas, com fator de necrose tumoral (TNF) e demais 
mediadores que podem atrair uma resposta aguda. 
• Produz INF-γ que ativa o macrófago (circulado em azul 
escuro). 
• O macrófago ativado (circulado de rosa) produz IL-1, 
TNF, metabólitos do ácido araquidônico, radicais 
livres... 
• Logo, tem-se uma ação sinergia entre macrófago e 
linfócito. Ambos são ativados mutuamente para gerar 
uma resposta mais efetiva. 
• Diapedese leucocitária: aproximação → rolagem → 
pavimentação → diapedese. 
• O macrófago também pode proliferar no tecido que 
tem processo inflamatório crônico → centros 
proliferativos. 
• Normalmente, se tem uma área clara e uma área mais 
densa. 
• A inflamação crônica cursa com fenômenos produtivos: 
produz células inflamatórias; fibrose e nossos vasos 
sanguíneos. 
 
5 
 
• O tecido inflamado vai ser proliferação de linfócitos e 
macrófagos, como se fosse um linfonodo. É uma 
característica de cronicidade. 
• Logo, o linfócito assim como o macrófago, pode ser 
entrar em mitose no tecido, para fazer uma produção 
local de células de defesa, já que está difícil de resolver 
o problema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Ex.: entrada de um vírus na orofaringe → primeira 
coisa que acontece é produção de citocinas, inchando a 
tonsila, pois ela está aumentando as células de defesa. 
Se tiver infecções repetidas, ela vai ficando cada vez 
maior, pois ela estará em um processo crônico. 
• Há imobilização de macrófagos no local do processo de 
inflamação crônico. 
• Ex.: a tatuagem → pigmentos na derme que causam 
um processo inflamatório. Como o pigmento continua 
na derme, a inflamação cronifica. E esse pigmento é 
fagocitado por macrófago que fica fixo na derme, por 
isso o desenho permanece. Alguns acabam voltando 
para a corrente sanguínea, o que explica a necessidade 
de retocar a tatuagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Também tem angiogênese no processo inflamatório 
crônico. 
• Para formar novos vasos precisa de um vaso pré-
existente (“vaso mãe”). → vaso maior na figura acima. 
• A partir do momento em que se tem estimulação por 
fatores de crescimento de fibroblasto, vascular, 
vascular endotelial... A célula endotelial começa a 
degradar a membrana basal do capilar e, a partir daí, 
ela se solta e começa a migrar por quimiotaxia para o 
local de concentração dos fatores de crescimento. 
• Então, a célula endotelial migra, para, faz mitose e 
ocupa o espaço atrás dela. Faz esse processo, fazendo 
surgir um broto que a princípio é sólido. Assim, temos 
uma diferenciação da célula endotelial, criando um 
vacúolo. 
• Vacúolos de células juntas, uma do lado da outra, se 
completam, criando uma luz no meio. E essaluz ao se 
abrir no vaso-mãe, o sangue vai circular nessa luz. 
• Continuando a diferenciação, faz as junções e a 
membrana basal. Só que antes de terminar esse 
processo, o capilar neoformado tem uma grande 
permeabilidade vascular. Então, tem-se um grande 
extravasamento de líquido e a formação de edema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tecido muscular com processo 
inflamatório crônico e há um grande 
infiltrado entre as células musculares. 
 
Na figura B, é possível visualizar linfócitos 
e macrófagos. 
 
Corte de pulmão com processo inflamatório crônico. 
 
Circulado em vermelho não são pneumócitos I, são 
pneumócitos II. 
 
Quando se tem uma grande inflamação e destruição de 
pneumócito I, o alvéolo passa a ser revestido de 
pneumócito II (produz surfactante → permite que o 
pulmão distenda com facilidade). 
 
Tem-se alvéolos que não estão fazendo trocas. Além 
disso, os alvéolos estão muito espaçados, possuem 
muito tecido entre si. Diante disso, mesmo que não 
faça trocas, não é possível direcionar corretamente 
entrada e saída de O2 e CO2. 
 
Como tem muito tecido conjuntivo, tem muita fibrose. 
Tem também muitos vasos neoformados. O círculo 
roxo maior na figura A é o folículo linfoide. 
 
Desse modo, há prolifera de células, tem fibrose e 
novos vasos sanguíneos. 
 
 
6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INFLAMAÇÃO CRÔNICA GRANULOMATOSA 
• A inflamação granulomatosa é uma forma de 
inflamação crônica caracterizada por coleções de 
macrófagos ativos, frequentemente com linfócitos T, e, 
algumas vezes, associada à necrose central. 
• Os macrófagos ativos vão tentar isolar, circunscrever o 
agente agressor. E também vai ter sincícios tentando 
fagocitar o agente agressor. 
• Temos uma coroa de linfócitos T, pois são eles que 
fazem a síntese de citocina para a ativação do 
macrófago. Temos também a transformação de 
macrófagos em células epitelióides. 
• O que faz um tecido 
epitelial ser 
reconhecido como 
tal, do ponto de 
vista citológico? No 
epitélio, as células 
estão dispostas uma do lado da outra, bem próximas. 
• Portanto, cria-se junções intercelulares, formando uma 
“cerca” e células epitelióides para isolar o agente 
agressor e, do lado de fora, há os linfócitos liberando 
citocinas. E, do lado de dentro, tem sincícios e necrose. 
• Doenças granulomatosas mais comuns: 
 TUBERCULOSE: 
o Causada por Mycobacterium tuberculosis. 
o Granuloma caseoso (tubérculo): foco de 
macrófagos ativados (células epitelioides), 
margeado por fibroblastos, linfócitos, 
histiócitos, células gigantes do tipo Langhans 
ocasionais; necrose central com restos 
granulares amorfos; bacilos álcool-ácido 
resistentes. 
o Presença de células epitelióides; fibroblasto, 
linfócitos; células gigantes; necrose caseosa 
central, além da presença do bacilo. 
 
 HANSENÍASE: 
o Mycobacterium leprae. 
o Bacilos álcool-ácido resistentes em 
macrófagos, granulomas não caseosos. 
o Depende do sistema imunológico, pois a 
bactéria não é tão agressiva quanto a da 
tuberculose, por exemplo. 
o Para contrair o agente agressor é preciso ter 
uma convivência bem próxima com o 
indivíduo infectado, pois é transmitido pela 
gotícula de flugge na respiração. 
o Pode ser paucibacilar ou multibacilar (atrofia 
muscular), depende do sistema imune do 
indivíduo. 
 
 SÍFILIS: 
o Treponema pallidum. 
o Goma: lesão microscópica a francamente 
visível, parede de histiócitos encerrando a 
lesão; infiltrado de plasmócitos; células 
centrais são necróticas sem perda dos 
contornos celulares. 
o Granulomas tanto microscópicos quanto 
macroscópicos (gomas → granulomas com 
necrose gomosa). 
o Temos um grande infiltrado de plasmócito, 
sendo que na sífilis temos linfonodo 
plasmocitário. 
 
 DOENÇA DA ARRANHADURA DO GATO: 
o Bartonella henselae. 
o Granuloma arredondado ou estrelado 
contendo restos granulares centrais e 
neutrófilos reconhecíveis; células gigantes 
incomuns. 
o Formação de granuloma com célula gigante 
e tem também neutrófilos. 
 
 SARCOIDOSE: 
o Etiologia desconhecida. 
o Granulomas muito parecidos com as da 
tuberculose, porém não caseosos com 
abundância de macrófagos ativados. 
 
Processo inflamatório crônico por protozoário 
(Trypanossoma cruzi) → Doença de Chagas. 
 
A figura A é do miocárdio, é possível ver que já se 
perdeu muitos cardiomiócitos, tanto por necrose 
quanto por apoptose. A força contrátil desse coração 
diminuiu, ele só tem dilatação. 
 
A passagem de estímulo de célula a célula é dificultada, 
pois tem poucas células e ainda tem exsudato no meio 
→ arritmia. 
 
Na figura B (imagem mais ampliada), observa-se célula 
(eosinófilo) tanto em processo agudo quanto crônico. 
 
Na imagem C, observa-se uma célula gigante, visto que 
há necessidade de fagocitar o trypanossoma. Assim, 
junta de 50 a 100 macrófagos, formando uma grande 
célula → sincício (aglomerado de células que não se 
separa mais o citoplasma que se torna comum). 
 
 
7 
 
 DOENÇA DE CROHN (TIPO DE DOENÇA 
INFLAMATÓRIA INTESTINAL): 
o Reação imune contra bactérias intestinais e 
antígenos próprios. 
o Ocasionais granulomas não caseosos na 
parede do intestino, com denso infiltrado 
inflamatório crônico. 
o Doença de base imunológica em que o 
organismo é ativado contra a bactéria, mas 
ele começa a reagir contra os antígenos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Coro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Granuloma Th1: células epitelióides e células gigantes. 
A figura trata-se de um granuloma tuberculoso. 
Granuloma Th2: não possui células gigantes. 
//// 
Células gigantes: 
Figuras A e B → células gigantes de Langhans: 
disposição do núcleo em forma de ferradura, isto é, 
estão na periferia da célula formando semiarco. Dentro 
temos um brotamento. 
Figura C → célula gigante de corpo estranho. Ex.: fio de 
sutura esquecido em cirurgia; ácido úrico. 
 
Coroa linfocitária ao redor; célula epitelióide; célula 
gigante; necrose caseosa → granuloma da tuberculose. 
Granulomas não caseosos com algumas células gigantes. 
 
Figura C → granuloma cicatricial, cicatriza formando uma 
fibrose concêntrica. 
Granuloma causado por ovo de schistosoma (seta amarela). 
Figura A → ovo do schistosoma. 
Figura B → início do granuloma Th2 ao redor do ovo do 
schistosoma. 
Figura C → o ovo do schistosoma já morto e presença de 
epitelióide. 
Figura D → já necrótico. 
Figura A → quadro de hanseníase virchowiana, não se 
tem formação de granuloma, tem apenas macrófagos 
com citoplasma muito branco. 
 
Figura B → dentro de cada macrófago há muitos bacilos, 
chamado de globia. 
 
8 
 
 
 
 
 
 
 
 
SINAIS CARDINAIS DA INFAMAÇÃO 
• Calor. 
• Tumor (aumento volumétrico). 
• Rubor. 
• Dor. 
• Perda da função. 
FENÔMENOS INFLAMATÓRIOS 
 
AGRESSÃO: 
• Causa dor. 
• Ex.: ralado, infarto, garganta inflamada... 
IRRITATIVOS: 
• Mediador químico é causador de dor. 
VASCULARES: 
• Agressão → liberação de mediadores químicos → 
vasodilatação de arteríolas → hiperemia ativa. 
• O mesmo mediador que causou a vasodilatação abre 
os capilares, a rede capilar se enche, aumenta a 
permeabilidade e começa a sair líquido para o 
interstício. 
• A viscosidade do sangue aumenta e, 
consequentemente, diminui a velocidade da saída do 
sangue, o qual fica represado no sistema venular → 
hiperemia passiva. 
• A hiperemia ativa gera nos sinais cardinais: rubor; 
calor. 
• Começa a sair líquido para o interstício → tumor, calor 
rubor. 
• A dor é muito importante, pois é um sinal de que há 
algo fora da normalidade. 
• Hiperemia ativa e passiva → dor. 
EXSUDATIVOS: 
• Aquilo que liberta produto seroso, purulento, 
composto de células, proteínas e outros materiais. 
• Causa dor. 
 
 
 
• Iniciacom neutrófilo (pontos em roxo na figura A). 
• No primeiro momento da inflamação tem-se a 
liberação de líquido. Em seguida, começa uma 
exsudação neutrofílica. 
• Em 24h, tem-se o predomínio de neutrófilos. Porém, o 
neutrófilo não é o melhor fagócito. Então, em 36h já se 
tem tanto neutrófilo quanto macrófago. 
• E, em 48h, o predomínio é de macrófago, pois é ele 
que vai produzir fator de crescimento para novos 
vasos, para cicatrização. Logo, é o macrófago que 
encerra o processo inflamatório. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Neutrófilo foi exsudado → neutrófilo morreu → tecido 
morreu → todos os restos são fagocitados → o fluído 
volta para a linfa → o macrófago produz fator de 
crescimento que gera o reparo por fibrose. 
DEGENERATIVOS: 
• Causa dor. 
• Ex.: necróticos. 
PRODUTIVOS: 
• Gera dor. 
• Ex.: fibrose; neoplasia. 
 
 
 
 
 
Granuloma subepitelial. Dentro das células gigantes há 
fungos que são naturalmente marrons. 
Doença chamada de cromomicose e é comum em 
pessoas que lidam com terra. 
 
 
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• Mediadores químicos liberados, causando fenômenos 
vasculares: hiperemia ativa e passiva → gerando calor 
e rubor. 
• Há, ainda, fenômenos exsudativos (saída de líquido e 
de células de dentro do vaso) → tumor. 
• Lembrando que mediador químico causa dor, o que é 
muito importante para a sobrevivência da espécie. 
• Temos, ainda, mediador como radical livre, por 
exemplo, gerando degeneração e necrose. 
• Pode-se ter também a própria agressão gerando 
degeneração e necrose. 
• O neutrófilo é cheio de enzimas, ele também causa 
necrose, do tipo liquefativa. 
• Resolvendo a inflamação, podemos ter a reabsorção do 
exsudato e regeneração, ou fibrose → reparação 
(sempre que tem fibrose tem sequelas). Ou, ainda, não 
cura, evoluindo para processo inflamatório crônico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Inflamação → dilata arteríola, capilar e vênula → saída 
de líquido → saída de célula. 
• A saída de líquido e sempre antes de sair células, pois 
precisa-se primeiro de mudar a corrente axial do 
sangue. Junto com o líquido sairá proteínas plasmáticas 
que vão fazer parte do sistema de mediadores. 
• Como o líquido sai? Primeiro porque aumenta a 
pressão hidrostática, aumentando a saída de líquido. 
Além disso, tem-se a permeabilidade vascular 
aumentada. 
• Tem-se uma modificação do citoesqueleto do 
endotélio. Com a ação dos mediadores, a junção 
oclusiva se separe, criando uma lacuna entre as células. 
Essa lacuna é o local onde o líquido sairá. 
• Durante a diapedese leucocitária, pode-se ter uma 
lesão direta do endotélio, assim como em algumas 
causas: queimaduras, toxinas... 
• A lesão no endotélio permite o escape de líquido. 
• Durante o processo de inflamação crônica ou do 
processo cicatricial temos uma produção de novos 
vasos. Esses vasos recém formados são vasos com 
menor maturidade, de modo que suas junções ainda 
não se formaram e isso permite maior escape de 
líquido. 
• Outra alteração gerada é o aumento da transcitose 
(transporte de macromoléculas). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MIGRAÇÃO DO LEUCÓCITO PARA ÁREA DE 
AGRESSÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• O fluxo sanguíneo diminui de velocidade e uma 
desarranjada no fluxo axial. 
• Para sair da corrente sanguínea, a célula precisa seguir 
para as extremidades e vai parando a partir de 
moléculas de adesão transitórias, isso é chamado de 
rolagem. 
• Posteriormente, faz-se moléculas de adesão mais 
permanentes, fazendo com o leucócito tenha 
condições para aderir ao endotélio (pavimentação) 
• O leucócito aproxima-se e nesse momento há a 
expressão da selectina. Lembrando que lectina é uma 
molécula reconhecedora de um carboidrato específico. 
• P-selectina, L-selectina e E-selectina estão, 
respectivamente, presentes no endotélio e no 
leucócito, cada uma reconhecendo um açúcar. Isso 
gera a adesão transitória → rolagem. Logo, a ligação 
selectina-carboidrato freia o leucócito, para em 
seguida ter a expressão de imunoglobulina (proteína 
transmembrana) e integrinas que também são 
moléculas ligadoras complementares. 
• A partir da imunoglobulina e da integrina, o leucócito 
fica aderido de forma mais permanente. Com isso, 
consegue-se aproximar o lisossomo da membrana, 
liberar as enzimas e quebrar o colágeno, atravessando 
a membrana → migração do leucócito para o local de 
inflamação, onde está a agressão. 
• Quimiotaxia: é uma movimentação direcionada por um 
gradiente químico de uma substância. Ex.: produto 
bacteriano. 
 
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• Há receptor na superfície da célula que se liga ao 
quimiotático → ativa uma fosfolipase na face interna 
→ quebra o fosfatidil em diacilglicerol e inositol 
trifosfato → o Inositol trifosfato vai na mitocôndria e 
no retículo e libera cálcio → cálcio forma feixe de 
actina e miosina → lança um lamelípódio → adere → 
solta a parte traseira → contração do citoesqueleto e 
puxa para frente. É um movimento semelhante à de 
uma lagarta. 
• Logo, microrganismo, fragmento de matriz e 
quimiocinas → quimiotáticos. 
• Molécula de adesão normalmente não é expressa, é 
expressa apenas durante a inflamação. 
• Pode-se ter, ainda, fator de necrose tumoral (TNF) e 
interleucina 1 (IL-1) aumentando a expressão de 
moléculas de adesão no leucócito. 
• As quimiocinas quando ligam no leucócito mudam a 
configuração espacial da integrina, tornando-a passiva 
de ligação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EFEITOS SISTÊMICOS DA INFLAMAÇÃO 
• Resposta de fase aguda (apesar de ser chamada de fase 
aguda, pode acontecer em qualquer momento): 
FEBRE: 
• Bom mecanismo de defesa, pois ela aumenta a ação 
microbicida de neutrófilo e macrófago, aumentando 
também a fagocitose. 
• Pode manter febre em adultos até 40 graus. 
• Em bebês e idosos tenta-se inibir a febre por causar 
desidratação. 
• Por que se tem febre? Porque as prostaglandinas E-2 
ativando a liberação de IL-1, a qual age no centro 
termorregulador do hipotálamo. Tem-se, então, a fase 
de termogênese, o hipotálamo sinaliza para que 
tentemos gerar calor, por isso sentimos frio, 
começamos a movimentar a musculatura (tremor) e os 
pelos ficam eretos, evitando a perda de calor para o 
ambiente. Faz a elevação de temperatura, o platô e 
depois tem a fase de termólise, ativando a glândula 
sudorípara, iniciando a sudorese, esfriando o corpo. 
• “Febre vespertina da tuberculose” → é comum a 
manifestação de febre após às 17h, pois os níveis de 
cortisol vão diminuindo ao logo do dia. De manha ao 
acordar há mais cortisol, o qual inibe a resposta de 
citocina. Ao final da tarde com baixo nível de cortisol, 
ele já não é o suficiente para inibir a resposta de 
citocinas e surge a febre. 
PROTEÍNAS DA FASE AGUDA: 
• Durante o processo inflamatório, o fígado altera a 
síntese proteica. Ele diminui a síntese de globulina e 
aumenta a produção de opsoninas inespecíficas, 
proteína C-reativa e alfa2-macroglobulina. 
• Por isso, usamos proteínas C-reativas como marcador 
inflamatório, mas não é específico de uma 
determinada inflamação. 
• Há também aumento de fibrinogênio no fígado. Então, 
se tiver uma inflamação muito intensa, tem muito 
fibrinogênio, fazendo com que o estado líquido do 
sangue fique mais coagulante, uma vez que o 
fibrinogênio é precursor da fibrina que é utilizada na 
coagulação. Portanto, pode evoluir para coagulação 
vascular disseminada (CID). 
 Para saber se o paciente tem ou não aumento de 
fibrinogênio e, consequentemente, de fibrina e o 
sangue está mais coagulante, pede-se → teste de 
velocidade de hemossedimentação. Se tiver 
aumentado, vai dar maior que 20ml. 
LEUCOCITOSE: 
• Tem-se aumento da sinalização para medula óssea 
lançar forma jovem na corrente sanguínea. Então, 
temos leucocitose, podendo ser à base de neutrófilo, 
de linfócito ou de macrófago. 
• Forma jovem de neutrófilo → bastonete. 
• Forma jovemde linfócito → linfócito atípico. 
ALTERAÇÕES DE APETITE E SONO: 
• Processo inflamatório causa inapetência (perda de 
apetite) e sono. 
• Isso é porque o organismo desvia toda a energia para a 
defesa contra o agente agressor. 
• Se isso demorar muito tempo (processo inflamatório 
crônico), causa emagrecimento, pois como não está se 
alimentando, começa a extrair energia do tecido 
adiposo. 
• Portanto, inflamação crônica cursa com 
emagrecimento → ação do fator de necrose tumoral. 
RESISTÊNCIA À DOR: 
• Aumenta a resistência à dor e faz, também, resistência 
à insulina. 
Vaso sanguíneo dentro do tecido adiposo com 
muitos neutrófilos. Na figura B (mais ampliada) é 
possível ver que os leucócitos (neutrófilos, no 
caso) estão aderidos sobre o endotélio (parede do 
vaso). Logo, é um processo de pavimentação 
leucocitária. 
 
 
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• Temos uma resposta dos linfonodos regionais gerando 
aumento da produção de células. E, portanto, tem-se 
linfonodomegalia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Inflamação local → temos: TNF e IL-1; aumento da 
permeabilidade; aumento da molécula de adesão. Aumenta 
também quimiocina por endotélio, atrai mais leucócitos do 
tipo neutrófilo e macrófago. 
Efeitos protetores sistêmicos: 
 No caso, IL-1, IL-6 e TNF geram febre. 
 IL1 e Il-6, fígado, as proteínas de fase aguda. 
 IL-1, IL-6 e TNF, na medula óssea, levam à leucocitose. 
Efeitos patológicos sistêmicos: 
 TNF diminui contratilidade cardíaca e gera baixo débito 
cardíaco. Logo, inflamação intensa e muito TNF, o 
paciente terá, como distúrbio hemodinâmico, choque 
séptico. 
 Tem também TNF gerando lesão endotelial e muito 
fibrinogênio e, assim, tem formação de trombose ou de 
coagulação vascular disseminada (CID). 
 Tem-se resistência à insulina, isto é, todo paciente 
internado com processo inflamatório grave vai começar a 
apresentar glicemia elevada, mas isso não quer dizer que 
ele esteja diabético, pois é resultado da inflamação.

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