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PORTUGUÊS
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Sumário
• AULA 1 – FONEMA .............................................................................................. 04
• AULA 2 – DÍGRAFOS ............................................................................................ 07
• AULA 3 – ENCONTROS VOCÁLICOS E CONSONANTAIS ......................................... 09
• AULA 4 e 5 – DIVISÃO SILÁBICA .......................................................................... 11
• AULA 6 – NOTAÇÕES LÉXICAS ............................................................................. 13
• AULA 7 – SÍLABA TÔNICA .................................................................................... 14
• AULA 8 – TONICIDADE ........................................................................................ 15
• AULA 9 – ORTOÉPIA E PROSÓDIA ........................................................................ 16
• AULA 10 e 11 – ACENTUAÇÃO ............................................................................. 19
• AULA 12 – ORTOGRAFIA ..................................................................................... 23
• AULA 13 – ESTRUTURA DAS PALAVRAS ............................................................... 27
• AULA 14 – FORMAÇÃO DAS PALAVRAS: Derivação Prefixal ................................. 32
• AULA 15 – FORMAÇÃO DAS PALAVRAS: Derivação Sufixal .................................. 36
• AULA 16 – FORMAÇÃO DE PALAVRAS: COMPOSIÇÃO E OUTROS PROCESSOS ...... 40
• AULA 17 – MORFOLOGIA: CLASSIFICAÇÃO DE PALAVRAS .................................... 43
• AULA 18 – FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS .............................................................. 49
• AULA 19 – FLEXÃO DE NÚMERO DO SUBSTANTIVO ............................................. 53
• AULA 20 – FLEXÃO DE GRAU DO SUBSTANTIVO .................................................. 58
• AULA 21 – ARTIGOS DEFINIDOS E INDEFINIDOS .................................................. 60
• AULA 22 – ADJETIVO E LOCUÇÃO ADJETIVA ........................................................ 62
• AULA 23 – NUMERAL .......................................................................................... 68
• AULA 24 – PRONOME PESSOAL ........................................................................... 72
• AULA 25 – PRONOME POSSESSIVO, INDEFINIDO e INTERROGATIVO ................... 77
• AULA 26 – PRONOME DEMONSTRATIVO E RELATIVO .......................................... 80
• AULA 27 – VERBOS ............................................................................................. 87
• AULA 28 – CLASSIFICAÇÕES DOS VERBOS ............................................................ 89
• AULA 29 – Verbos em EAR e IAR .......................................................................... 93
• AULA 30 – MODOS VERBAIS ............................................................................... 95
• AULA 31 – FORMAÇÃO DOS TEMPOS VERBAIS .................................................... 96
• AULA 32 – FORMAÇÃO DOS TEMPOS VERBAIS – PARTE II ................................... 97
• AULA 33 – VOZ VERBAL ..................................................................................... 104
• AULA 34 – ADVÉRBIO ........................................................................................ 108
• AULA 35 – PREPOSIÇÃO .................................................................................... 112
• AULA 36 – CONJUNÇÃO .................................................................................... 116
• AULA 37 – INTERJEIÇÃO .................................................................................... 122
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• AULA 38 – SINTAXE ........................................................................................... 126
• AULA 39 – SINTAXE E TERMOS .......................................................................... 131
• AULA 40 – PREDICADO ...................................................................................... 136
• AULA 41 – PREDICADO - Classificação ............................................................... 139
• AULA 42 – TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO ................................................ 142
• AULA 43 – COMPLEMENTO NOMINAL .............................................................. 145
• AULA 44 – TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO .................................................. 147
• AULA 45 – ADJUNTO ADNOMINAL .................................................................... 150
• AULA 46 – APOSTO E VOCATIVO ....................................................................... 152
• AULA 47 – PERÍODO COMPOSTO ...................................................................... 155
• AULA 48 – SUBORDINAÇÃO – Orações Subordinadas Substantivas ................... 159
• AULA 49 – SUBORDINAÇÃO – Orações Subordinadas Adjetivas ........................ 165
• AULA 50 – SUBORDINAÇÃO – Orações Subordinadas Adverbiais ...................... 168
• AULA 51 – PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO ........ 174
• AULA 52 – PRONOME RELATIVO ....................................................................... 178
• AULA 53 – SINAIS DE PONTUAÇÃO ................................................................... 182
• AULA 54 – ESTUDO DAS PALAVRAS QUE E SE .................................................... 192
• AULA 55 – SINTAXE DE CONCORDÂNCIA – Concordância Verbal ........................ 196
• AULA 56 – SINTAXE DE CONCORDÂNCIA – Concordância Nominal ..................... 204
• AULA 57 – REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL ........................................................ 209
• AULA 58 – SINTAXE DE COLOCAÇÃO .................................................................. 219
• AULA 59 – CRASE .............................................................................................. 223
• AULA 60 – SEMÂNTICA ..................................................................................... 229
• AULA 61 – ESTILÍSTICA ...................................................................................... 234
• AULA 62 – SENTIDO CONOTATIVO .................................................................... 236
• AULA 63 – FIGURAS DE LINGUAGEM – Figuras de Pensamento .......................... 241
• AULA 64 – FIGURAS DE LINGUAGEM – Figuras de Construção ou Sintáticas ....... 244
• AULA 65 – VÍCIOS DE LINGUAGEM .................................................................... 248
• AULA 66 – FUNÇÕES DA LINGUAGEM ............................................................... 251P
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Fonologia do grego fono ("som") e log, logia
("estudo").
Nesse estudo, é perceptível os sons da língua, as
combinações possíveis dos sons e suas distinções,
ou seja, é tudo aquilo que permite ao falante
distinguir os significados por meio das palavras
formadas.
FONEMA: é a menor unidade sonora capaz de
estabelecer uma distinção de significado entre as
palavras.
O fonema tem por função formar palavras e
distingui-las uma da outra.
Ex.:
- FADA e FACA: a diferenciação visível seriam as
letras D e C. Isso permite ao falante diferenciar o
significado entre uma palavra e outra. Caso
houvesse a verbalização, perceber-se-iam que os
sons dessas mesmas letras também seriam
modificados. Dessa forma, o som produziu palavras
com sentidos e significados diferentes.
Ex.:
- CASA – escrita com 4 letras e representada por 4
fonemas: /c a z a/
- SAPO – escrita com 4 letras e representada por 4
fonemas: /s a p o/
Na palavra casa, a letra s representa o fonema /z/;
na palavra sopa, a letra s representa o fonema /s/.
O mesmo fonema pode ser representado
por mais de uma letra do alfabeto.
- O fonema /j/ em gente é representado pela letra
G, em jenipapo, pela letra J.
- O fonema /z/, em casa, exemplo e zebu, por
exemplo, é representado pelas letras Z, S, X,
respectivamente.
A mesma letra pode representar mais de
um fonema.
A letra x, por exemplo, pode representar:
- o fonema /s/: texto
- o fonema /z/: exibir
- o fonema /x/: enxame
- os fonemas /ks/: táxi
O número de letras nem sempre é igual ao
número de fonemas.
Ex.:
- Nexo – 4 letras /nekso/ - 5 fonemas
- folha – 5 letras /folas/ - 4 fonemas
- hoje – 4 letras /oje/ - 3 fonemas
Note que a letra H não é contabilizada como
som, pois na língua portuguesa essa letra não
possui som algum. No entanto, em alguns casos,
ela ajuda na pronúncia de certos fonemas:
- macho - /maxo/ → 5 letras e 4 fonemas
- ninho - /nino/ → 5 letras e 4 fonemas
- galho - /galo/ → 5 letras e 4 fonemas
(perceba que em todas as ocasiões a letra H modificou
o som da letra anterior)
Em algumas palavras, algumas letras
podem não representar fonemas, funcionando
apenas como notações léxicas.
Ex.:
- gueto - /geto/ → 5 letras e 4 fonemas (o U não é
pronunciável)
- campo - /kãpo/ → 5 letras - 4 letras (o M apenas
nasaliza a vogal anterior)
AULA 1
FONEMA
Fonema e Letra
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CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS
Os fonemas da língua portuguesa classificam-se
em VOGAIS, SEMIVOGAIS E CONSOANTES.
1) Vogais – núcleo da sílaba
As vogais são os fonemas sonoros produzidos
por uma corrente de ar que passa livremente pela
boca. Desempenham o papel de núcleo das sílabas.
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Na produção de vogais, a boca fica aberta ou
entreaberta. As vogais podem ser:
a) Orais: quando o ar sai apenas pela boca.
Por Exemplo: /a/, /e/, /i/, /o/, /u/.
b) Nasais: quando o ar sai pela boca e pelas fossas
nasais.
Por Exemplo: /ã/: fã, canto, tampa
/ /: dente, tempero
/ /: lindo, mim
/õ/: bonde, tombo
/ /: nunca, algum
c) Átonas: pronunciadas com menor intensidade.
Por Exemplo: até, bola
d)Tônicas: pronunciadas com maior intensidade.
Por Exemplo: até, bola
Quanto ao timbre, as vogais podem ser:
Abertas
Exemplos: pé, lata, pó
Fechadas
Exemplos: mês, luta, amor
Reduzidas - Aparecem quase sempre no final das
palavras.
Exemplos: dedo, ave, gente
Quanto à zona de articulação:
Anteriores ou Palatais - A língua eleva-se em
direção ao palato duro (céu da boca).
Exemplos: é, ê, i
Posteriores ou Velares - A língua eleva-se em
direção ao palato mole (véu palatino).
Exemplos: ó, ô, u
Médias - A língua fica baixa, quase em repouso.
Por Exemplo: A
2) Semivogais: unem-se à vogal
Os fonemas /i/ e /u/, quando átonos, não são
vogais e por isso, aparecem unidos a uma vogal,
formando com ela uma só emissão de voz (uma
sílaba).
Ex.:
- PAI: o A e I são pronunciados na mesma sílaba,
sendo o A sempre considerado vogal e o I
semivogal por se apoiar ao A. Perceba que a
pronúncia mais forte recai sobre o A. Já o I não é
tão forte, por isso classifica-se como semivogal.
- CAUSA: o encontro AU é formado por vogal +
semivogal.
Obs.: os fonemas /i/ e /u/ podem aparecer
representados na escrita por "e", "o" ou "m".
- pães → /pãis/
- pão → /pãu/
- cem → /sẽi/
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3) Consoantes
A corrente do ar, ao passar pela cavidade bucal,
encontra obstáculos, sejam eles causados pela
língua, lábio ou dentes. A palavra consoante, por
causa desses ruídos provocados por esses
obstáculos que dizer que esses sons se apoiam em
núcleos vocálicos, com aqueles que soam livremente.
Ou seja, a etimologia de consoante é aquela que
consoa ("soa com") as vogais.
Os pontos de articulação são:
- bilabiais: p, b, m
- labiodentais: f, v
- linguodentais: t, d
- alveolares: s,c(=ç), z, l, r
- palatais: j, g, x, lh, nh
- velares: c(/k/), q, g(guê)
Obs.: ao letras M e N só serão consoantes em
início de sílaba. Ao final de sílaba serão sinais de
nasalização da vogal ou do ditongo anterior.
- mapa → /m a p a/
- pano → /p a n o/
- manto → /m ã t o/
- pomba → /p õ b a/
- também → /t ã b ẽ i/
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Dígrafos
Duas letras, com um só fonema.
Ex: chapéu - Possui quatro fonemas e cinco letras.
/xapeu/
Podemos agrupá-los em dois tipos: consonantais
e vocálicos.
Dígrafos Consonantais
Letras Fonemas Exemplos
Lh Lhe Palhaço
Nh Nhe Marinheiro
Ch Xe Chapéu
Qu que (seguido de e e i) queijo, quiabo
Gu gue (seguido de e e i) guerra, guia
Rr Re (no interior da palavra) Carro
Ss se (no interior da palavra) Passo
Sc Se Crescer
Sç se Desço
Xc Se exceção
Dígrafos Vocálicos:
Fonemas Letras Exemplos
ã am tampa
Na Canto
ẽ em Templo
en lenda
Ī im Limpo
in Lindo
Õ om tombo
on tonto
Ũ Um Chumbo
Um Corcunda
Cuidado:
"Gu" e "qu" são dígrafos somente quando não
pronunciado o u: guitarra, aquilo. Nesses casos, a
letra "u" não corresponde a nenhum fonema.
Em algumas palavras, no entanto, o "u"
representa um fonema semivogal ou vogal
(aguentar, linguiça, aquífero...). Neste caso, "gu"
e"qu" não são dígrafos.
Importante também salientar o SC e o XC.
Nas palavras: escadae exclusivo há encontro
consonantal, pois os fonemas sc e xc são
pronunciados.
Por exemplo, na palavra TAXÍMETRO:
/t a k s i m e t r o/
Perceba que há mais fonemas que letras.
Apenas a letra X com som de /ks/ poderá
acontecer o dífono.
Vamos Exercitar?
FAÇA A TRANSCRIÇÃO FONÉTICA e diga
quantas letras e quantos fonemas em cada
vocábulo. Verifique ainda se há dígrafos vocálicos
ou consonantais.
- CACHORRINHO –
- COMPLEXO –
- MANGUEIRA –
- JULGAMENTO –
- CONGELADOS –
- EXISTENTE –
- PRINCIPIANTE –
- EMBRULHADINHO –
- FERRUGEM –
- MANTINHAM –
AULA 2
DÍGRAFOS
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01. (EsPCEx - 2017) Um mesmo fonema pode ser
representado por letras diferentes. A sequência de palavras
que ilustra esse conceito é:
[A] taxa – máxima – afixar
[B] oficina – praça – cela
[C] presídio – lazer – execução
[D] exercício – inexorável – exórdio
[E] preso – sangue – asa
02. A alternativa que apresenta uma incorreção é:
a) o fonema está diretamente ligado ao som da fala.
b) as letras são representações gráficas dos fonemas.
c) a palavra "tosse" possui quatro fonemas.
d) uma única letra pode representar fonemas diferentes.
e) a letra "h" sempre representa um fonema.
03. Qual das alternativas abaixo possui palavras com mais
letras do que fonemas?
a) Caderno
b) Chapéu
c) Flores
d) Livro
e) Disco
04. Indique a palavra que tem 5 fonemas:
a) ficha.
b) molhado.
c) guerra.
d) fixo.
e) hulha.
05. As palavras “cambalacho”, “carretilha”,
“circunferência”, apresentam, respectivamente:
a) oito, nove e doze fonemas
b) oito, oito e onze fonemas;
c) oito, sete e treze fonemas;
d) sete, oito e doze fonemas;
e) oito, oito e doze fonemas.
06. As palavras “pandemônio”, “derreado” e “oxalá”
apresentam, respectivamente:
a) nove, sete e cinco fonemas;
b) nove, sete e seis fonemas;
c) oito, seis e cinco fonemas;
d) nove, oito e seis fonemas;
e) oito, oito e cinco fonemas.
07. As palavras “bilíngue”, “derradeiro” e “complexo”
apresentam respectivamente:
a) sete, oito e oito fonemas;
b) sete, nove e sete fonemas;
c) oito, oito e oito fonemas;
d) sete, nove e oito fonemas;
e) oito, oito e sete fonemas.
08. Assinale a alternativa em que todos os vocábulos
apresentam o mesmo número de fonemas de
“carreata”:
a) elíptico - sexagenário - retângulo;
b) exagero - girassol - amígdala;
c) ovelheiro - exceder - enxaqueca;
d) miserando - excluso - fantasia;
e) groselha - brinquedo - misantropa.
09. Que alternativa apresenta compostos com o mesmo
número de fonemas de “esquisitice”?
a) irresoluto - framboesa - basilicão;
b) gargalhada - supressão - hamburguer;
c) pampulha - onomatopáico - hinduísta;
d) consanguíneo - apropinquar - farisaísmo;
e) heterogênio - sortilégio - ostensório.
10. As palavras “quinqüênio”, “batráquio” e
“miscelânea”, apresentam respectivamente:
a) nove, nove e nove fonemas;
b) nove, oito e nove fonemas;
c) oito, nove e oito fonemas;
d) oito, oito e nove fonemas;
e) nove, nove e nove fonemas.
11. As palavras “profilaxia”, “translineação” e
“cavalheiro” apresentam respectivamente:
a) onze, doze e nove fonemas;
b) doze, doze e treze fonemas;
c) doze, onze e doze fonemas;
d) onze, dez e doze fonemas;
e) onze, onze e doze fonemas.
GABARITO
• 01 C 07 D
• 02 E 08 B
• 03 B 09 D
• 04 D 10 B
• 05 E 11 A
• 06 A
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São os encontros de vogais.
1. Hiato → V + V
É a sequência de duas vogais numa mesma
palavra, mas POR SEREM VOGAIS, ficam em
sílabas diferentes.
Ex.: - saúde → (sa-ú-de)
- faísca → (fa-ís-ca)
- rainha → (ra-i-nha)
- ruim → (ru-im)
Obs.:
- Letras idênticas sempre se separam, formando Hiato:
Ex.: vo-o; cre-em; me-ei-ro; Sa-a-ra;
- As letras M, N, R, Z, NH atraem o I e U para perto delas.
Ex.: - ru-im
- in-tu-in-do
- flu-ir
- ju-iz
- mo-i-nho
2. Ditongo → V + SV / SV + V
Quando uma vogal e uma semivogal (ou vice-
versa) se encontram numa mesma sílaba, dá-se o
nome de ditongo. Podem ser:
Crescente: a semivogal vem antes da vogal.
Ex.: co-lé-gio (i = semivogal, o= vogal)
Decrescente: a vogal vem antes da semivogal.
Ex.: pai (a = vogal, i = semivogal)
Oral: ao ser pronunciado, o ar passa apenas pela
boca. O timbre pode ser aberto ou fechado.
Ex.: pai, série, louro
Nasal: o ar sai pela boca e pelas fossas nasais ao
ser pronunciado.
Ex.: mãe, pão, quando
3. Tritongo → SV + V + SV
A sequência formada por uma semivogal, uma
vogal e uma semivogal, sempre nessa ordem, numa
só sílaba, chama-se tritongo. Pode ser oral ou nasal.
Exemplos: U-ru-guai - Tritongo oral
sa-guão - Tritongo nasal
en-xa-guem – Tritongo nasal
Cuidado:
Nos concursos para as escolas e
academias militares é muito comum a
cobrança de questões que fogem ao habitual.
Nesse sentido, palavras como: lutaram
(lutárão), também (tãbɛĩ) há o fenômeno do
ditongo nasal, pois não aparece escrito a
semivogal. Desta forma, palavras como
deságuam (deságuão) são consideradas
tritongos.
Outra consideração importante é o fato
dos ditongos crescentes serem considerados
também como hiatos.
Ex.: Co-lé-gio e co-lé-gi-o; sé-rie e sé-ri-e
É o encontro de duas ou mais consoantes, sem
vogal intermediária.
Podem ocorrer:
- na mesma sílaba: pe-dra, pla-no, a-
tle-ta, cri-se...
- em sílabas diferentes: por-ta, rit-mo, lis-ta...
Obs.:
- Em palavras como tombo, fundo, crendo, não há
encontro consonantal, pois o M e N, em final de sílaba,
não representam fonemas.
- Não confundir dígrafos com encontro consonantal.
No dígrafo são duas letras com som de 1 e no Encontro
consonantal as duas ou mais letras têm cada uma o seu
próprio som.
AULA 3
ENCONTROS VOCÁLICOS E CONSONANTAIS
Encontros Vocálicos
Encontros Consonantais
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01. (EsSA – 12/13) Qual das alternativas abaixo é formada
por ditongos decrescentes?
A) pouco, loteria, contrário, estratégia.
B) inquietação, pouco, aumenta, grau.
C) cair, compreensível, beijar, treino.
D) imponderáveis, atuar, psicologia, seu.
E) colégio, não, imediatamente, história.
02. (EsSA – 12/13) Assinale a opção correta:
a) Trissilábica, a palavra maioria apresenta um tritongo e
um hiato.
b) Trissilábica, a palavra existem apresenta um ditongo.
c) Proparoxítona,a palavra rúbrica recebe acento
gráfico.
d) Paroxítona, a palavra Nobel não é acentuada
graficamente.
e) Paroxítona, a palavra gratuito apresenta um hiato.
03. (EEAR – 15/16) Leia: “Diante dos fatos marcantes
da infância, eu não podia acreditar na inocência de meu
pai.”
As palavras podia e pai apresentam, respectivamente,
a) ditongo crescente e hiato.
b) hiato e ditongo crescente.
c) hiato e ditongo decrescente.
d) ditongo decrescente e ditongo crescente.
04. (EsPCEx – 08/09) Assinale a alternativa em que todas
as palavras apresentam encontros consonantais.
[A] atrás – clima – duplo – clave – sombra – piscina
[B] enchente – exceção – correio – psiquiatra – guerrear
[C] carrossel – montanha – cachorro – pneu – digno
[D] clima – czar – torno – pacto – tcheco – constar
[E] carta – letra – advento – obstáculo – cresça – excitar
05. (EEAR – 13/14) Observe:
fre-ar: contém hiato
pou-co: contém ditongo oral decrescente
Em qual alternativa a palavra não apresenta nenhuma
das classificações acima?
a) aorta
b) miolo
c) vaidade
d) quatro
06. (EsPCEx – 14/15) Nas palavras gratuito, vácuo, frear
e minguam, há, respectivamente,
[A] ditongo crescente, ditongo decrescente, hiato e
tritongo.
[B] hiato, ditongo crescente, hiato e tritongo.
[C] hiato, ditongo decrescente, hiato e ditongo crescente.
[D] ditongo decrescente, ditongo crescente, hiato e
tritongo.
[E] ditongo decrescente, ditongo crescente, hiato e ditongo
crescente.
07. Observe os encontros vocálicos e os dígrafos e
assinale a única afirmativa incorreta:
a) a palavra discente tem dígrafo consonantal e um
dígrafo vocálico.
b) a palavra entranhas tem um dígrafo vocálico e um
dígrafo consonantal.
c) a palavra também tem dois dígrafos vocálicos.
d) a palavra tranquilo tem um dígrafo vocálico e não
apresenta dígrafo consonantal.
e) a palavra borracha tem dois dígrafos consonantais
08. (EsPCEx – 16/17) Dígrafo é o grupo de duas letras
formando um só fonema. Ditongo é a combinação de
uma vogal com uma semivogal, ou vice-versa, na
mesma sílaba. Nas palavras “também” e “ontem”,
observa-se que há, para cada palavra, respectivamente,
[A] dígrafo – dígrafo / dígrafo – dígrafo.
[B] ditongo nasal – ditongo nasal / ditongo nasal –
ditongo nasal.
[C] dígrafo – ditongo nasal / ditongo nasal – dígrafo.
[D] ditongo nasal – dígrafo / dígrafo – ditongo nasal.
[E] dígrafo – ditongo nasal / dígrafo – ditongo nasal.
09. (AOCP – 13/14) A palavra que apresenta mais de
um dígrafo é
(A) ideia.
(B) risco.
(C) nutriente.
(D) excesso.
(E) pessoas.
10. (EsSA Sargento - 2012) Qual das alternativas
abaixo é formada por ditongos decrescentes?
A) pouco, loteria, contrário, estratégia.
B) inquietação, pouco, aumenta, grau.
C) cair, compreensível, beijar, treino.
D) imponderáveis, atuar, psicologia, seu.
E) colégio, não, imediatamente, história.
GABARITO
• 01 B 07 C
• 02 B 08 E
• 03 C 09 D
• 04 D 10 B
• 05 D
• 06 D
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Sílaba é um fonema ou grupo de fonemas emitidos
em um só impulso de voz.
Observe:
PAN – DE – MI – A
A palavra pandemia divide-se em grupos de
fonemas pronunciados separadamente:
pan – de – mi – a.
A cada um desses grupos pronunciados dá-se o
nome de sílaba.
1. Classificação das Palavras quanto ao Número de
Sílabas
a) Monossílabas: possuem apenas uma sílaba.
Exemplos: pai, mais, lá, pneu.
b) Dissílabas: possuem duas sílabas.
Exemplos: so-fá, i-ra, a-í, car-ro.
c) Trissílabas: possuem três sílabas.
Exemplos: pa-co-te, i-dei-a, pers-pi-caz, ô-ni-bus.
d) Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas.
Exemplos: Es-pe-cí-fi-co, lo-gra-dou-ro, ar-ru-ma-
ção, pas-sa-ri-nho.
2. Divisão Silábica
A divisão silábica das palavras faz-se
pronunciando as palavras por sílabas.
Regras a serem observadas:
Não se separam:
a) Ditongos: foi-ce, so-cie-da-de, gai-o-la, des-mai-a-do, im-
bui-a.
b) Tritongos: Pa-ra-guai, quais-quer, sa-guões, a-ve-ri-
guou, ra-diou-vin-te, de-lin-quiu, U-ru-guai-a-na.
c) Encontros Consonantais Inseparáveis: gno-mo, mne-
mô-ni-co, bí-ceps, pneu-mo-ni-a, psi-có-lo-go, bra-ço.
d) Os dígrafos inseparáveis: quei-jo, pa-guei, pi-lha, ni-nha-
da, cha-péu.
Separam-se:
Os hiatos: sa-ú-de, zo-o-ló-gi-co, fe-é-ri-co, ví-a-
mos, Sa-a-ra, du-e-lo.
Os Dígrafos Separáveis: Guer-ra, sos-se-go, pis-ci-
na, des-ça, ex-ce-ção.
Os encontros consonantais separáveis:
ab-do-me ad-je-ti-vo de-cep-ção Is-ra-el
sub-ma-ri-no ad-mi-rar ap-ti-dão felds-pa-to
sub-lin-gual af-ta e-clip-se trans-tor-no
sub-lo-car of-tal-mo rap-to sols-tí-cio
ab-so-lu-to e-nig-ma rép-til rit-mo
fric-ção ma-lig-no pers-pi-caz ist-mo
in-fec-ção dig-no subs-tân-cia ex-cur-são
téc-ni-co mag-nó-lia abs-tra-to ex-clu-ir
Mas cuidado! Segundo Domingos Paschoal
Cegalla, os encontros gn, ps, pt, e tm, quando internos
podem ser pronunciados juntos, na mesma sílaba: di-
gno, e-li-pse, ra-pto, ri-tmo, etc.
Não se levam em conta os elementos mórficos das
palavras, (prefixos, radicais, sufixos) na divisão
silábica. Observe:
De-sa-ten-to, di-sen-te-ri-a, tran-sa-tlân-ti-co, su-ben-
ten-di-do, su-bes-ti-mar, in-te-rur-ba-no, su-bur-ba-
no, bi-sa-vó, hi-dre-lé-tri-ca, etc.
3. Partição das palavras em fim de linha:
TRANSLINEAÇÃO
Cuidados que devem ser observados para a redação,
principalmente.
Palavras dissílabas como aí, saí, ato, rua, ódio,
joia, unha, etc. não devem ser partidos, para que uma
letra não fique isolada no fim ou início da linha.
Não se isola sílaba formada por uma vogal: agos-
to (e não a-gosto), aves-truz (e não a-vestruz)
Repete-se o hífen em palavras hifenizadas quando
coincidir com o limite da margem:
AULAS 4 e 5
DIVISÃO SILÁBICA
Sílaba
P
ág
in
a1
2
01. (EsSA – 07/08) As sílabas estão corretamente
separadas na opção
A) abs-tru-sa, er-ra-do.
B) en-cai-xan-do, di-á-ri-o.
C) ine-vi-tá-veis, as-fixi-an-do.
D) cá-psu-la, su-a-ve.
E) su-ce-sso, cí-tri-cos.
02. (EsSA – 12/13) Assinale a opção em que o vocábulo
difere dos demais pelo número de sílabas.
A) vadios
B) índios
C) matéria
D) europeus
E) Bahia
03. (EsPCEx – 14/15) Quanto à separação silábica,
assinale a alternativa correta.
[A] trans-a-tlân-ti-co; hi-dre-lé-tri-ca; su-bes-ti-mar; in-te-
rur-ba-no; bi-sa-vô
[B] ist-mo; ma-gnó-lia; ap-ti-dão; felds-pa-to; sols-tí-cio
[C] a-fta; sub-lin-gual; téc-ni-co; rép-til; rit-mo
[D] e-clip-se; trans-tor-no; de-cep-ção; of-tal-mo-lo-gis-
ta; ra-diou-vin-te
[E] ra-di-ou-vin-te; pre-en-cher; pers-pi-caz; de-sa-ten-to;
in- te-rur-ba-no
04. (EEAR – 15/16) Marque a alternativa corretaquanto à
separação silábica.
a) ca-u-le/ quais-quer/ so-cie-da-de/ sa- ú- de
b) gai-o-la/ a-ve- ri- guou/ du-e-lo/ e-nig-ma
c) ân-sia/ des- mai-a-do/ ma-li-gno/ im-bui-a
d) gno-mo/ e-cli-pse/ sos-se-go/ sub-ma-ri-no
05. (Furg-RS) A sequência de palavras cujas silabas estão
separadas corretamente é:
a) a-dje-ti-va-ção, im-per-do-á-veis, bo-ia-dei-ro
b) in-ter-ve-io, tec-no-lo-gi-a, sub-li-nhar
c) in-tu-i-to , co-ro-i-nha, pers-pec-ti-va
d) co-ro-lá-rio, subs-tan-ti-vo, bis-a-vó
e) flui-do, at-mos-fe-ra, in-ter-vei-o
06. (UECE) Está correta a separação silábica de todas as
palavras da opção:
a) cai-xi-nha, ba-lai-o, pro-fes-sor
b) res-pon-di-a, si-lên-ci-o, a-bo-toan-do
c) i-gno-ra, pó-é-ti-ca, his-tó-ria
d) me-lan-co-lia, obs-cu-ro, ar-re-ga-ça-va
e) trans-a-tlân-ti-co, me-lho-ri-a, Ca-i-ça-ra
GABARITO
• 01 A
• 02 B
• 03 D
• 04 B
• 05 E
• 06 A
P
ág
in
a1
3
OUTROS SINAIS DIACRÍTICOS
Til (~): indica que as letras a e o representam
vogais nasais.
Ex.: balão, põe
É o único sinal gráfico que não desaparece
quando juntamos sufixos a uma palavra:
irmãmente,
orfãozinho, cristãmente...
Cedilha: indica que o C tem som de SS.
Ex.: ação, nação.
Apóstrofo: indica a supressão de uma vogal.
Ex.: caixas d’água, minh’alma.
Trema: marcava a vocalização do u nos
grupos gue, gui, que, qui; na nova ortografia, só
é usado em palavras estrangeiras.
Ex.: Linguiça, aguenta e quinquênio;
Müller, mülleriano, Bündchen...
Hífen: marca a união de vocábulos, a ênclise,
a mesóclise e a separação das sílabas.
Ex.: Água-de-colônia, hiper-realista, vê-lo, dar-
me-á...
AULA 6
NOTAÇÕES LÉXICAS
Utiliza-se sobre as letras a, i, u e sobre o e
da sequência -em, indicando que essas letras
representam as vogais das sílabas tônicas.
Ex.: Pará, ambíguo, saúde, vintém
Sobre as letras e e o, indica que
representam as vogais tônicas com timbre
aberto.
Ex.: pé, herói
Acento Agudo (´)
Indica as diversas possibilidades de crase da
preposição "a" com artigos e pronomes.
Ex.: à, às, àquele
Acento Grave (`)
indica que as letras e e o representam vogais
tônicas, com timbre fechado. Pode surgir sobre
a letra a, que representa a vogal tônica,
normalmente diante de m, n ou nh.
Ex.: mês, bêbado, vovô, tâmara, sândalo,
cânhamo.
Acento Circunflexo (^)
P
ág
in
a1
4
Perceba que nas palavras acima, aquelas em
destaque, ao serem pronunciadas, são sonorizadas
com maior força. A isso chamamos de sílaba tônica.
Certas palavras derivadas, além da sílaba tônica,
possuem uma sílaba subtônica. Observe:
Para as demais sílabas há também classificação.
Pretônicas, antes da sílaba tônica e Postônicas,
após.
HE - pretônica
ROI - subtônica
ZI - tônica
NHO – postônica
ANOTAÇÕES:
_____________________________________
_____________________________________
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_____________________________________
AULA 7
SÍLABA TÔNICA
indica que as
letras e e o
representam
vogais tônicas,
com timbre
fechado. Pode
surgir sobre a
letra a, que
representa a
vogal tônica,
normalmente
diante de m, n
ou nh.
Ex.: mês,
bêbado, vovô,
tâmara,
sândalo,
cânhamo.
Acento Tônico = Sílaba tônica
P
ág
in
a1
5
Classificação das Palavras quanto ao Acento
Tônico
De acordo com a posição da sílaba tônica, as
palavras da língua portuguesa que contêm duas ou
mais sílabas são classificados em:
Oxítonas: sílaba tônica é a última.
caqui, tabu, vapor
Paroxítonas: quando a sílaba tônica é a penúltima.
fácil, palavra, chocolate
Proparoxítonas: são aqueles cuja sílaba tônica é a
antepenúltima.
gramática, catástrofe, pandêmico
Considera-se a posição da sílaba tônica do último
elemento para a classificação de palavras compostas.
pré-história, pé-de-moleque;
Monossílabos: são aquelas palavras que possuem apenas
uma sílaba.
As palavras monossílabas podem ser tônicas ou átonas.
Tônicas: identificadas pela força fonética na frase; têm
um certo sentido próprio.
Mar, Sol, sal, pé, dó, pôr, dê, más...
Átonas: proferidas fracamente, sem autonomia fonética.
O, a, os, as, um, uns, uma, umas, me, te, se, lhe, nos, de,
em, e, que, mas...
Os monossílabos átonos apoiam-se, foneticamente, na
palavra anterior ou na seguinte.
- Ele se arrependeu de tudo. [próclise]
- Ele arrependeu-se do que fez. [ênclise]
Em alguns casos os monossílabos são TÔNICOS
em uma frase e ÁTONOS em outra.
Vocábulos Rizotônicos e Arrizotônicos
Rizotônicos: vocábulo cuja sílaba tônica recai no
radical.
Ex.: - esCREvo - esTUdas
Arrizotônicos: vocábulo cuja sílaba tônica recai
depois do radical.
Ex.: - escreVI - estuDAIS
AULA 8
TONICIDADE
Pág
in
a1
6
Do grego orthós, correto + hepós, fala
Os preceitos ligados à ortoépia ou ortoepia e de
acordo com a norma culta são:
a perfeita emissão das vogais e dos grupos
vocálicos:
Ex.: - feixe (e não fexe)
- roubo (e não robo)
- queijo (e não quejo)
- postos/ó/ (e não p/ô/stos)
- fornos/ó/ (e não f/ô/rnos)
articulação correta e nítida dos fonemas
consonantais.
Ex.: - mulher, colher (e não mulhé, colhé)
- companhia (e não compania)
Registra-se abaixo alguns casos com erros mais
frequentes e ao lado as pronúncias corretas.
Pronúncias errôneas Pronúncias corretas
Gratuíto GRATUITO (túi)
Rúbrica RUBRICA (brí)
Freiada, freiar, freiou FREADA, FREAR, FREOU
Beneficiente BENEFICENTE
Impecilho EMPECILHO
Mendingo MENDIGO
Previlégio PRIVILÉGIO
Tiroide TIREOIDE (ói)
Récorde RECORDE (cór)
Abóboda ABÓBADA
Asterístico ASTERISCO
Arrúina ARRUÍNA
Cônjugue CÔNJUGE
Degladiar DIGLADIAR
Dignatário DIGNITÁRIO
Entitular INTITULAR
Faixada FACHADA
Colmeia (éi) COLMEIA (êi)
Cataclisma CATACLISMO
Bilingue BILÍNGÜE
Fluído (substantivo) FLUIDO (flúi)
Hilariedade HILARIDADE
Douze DOZE (ô)
Estora (tó) ESTOURA
Distingüir DISTINGUIR
Óbulo ÓBOLO
Opitar, ópito, ópita OPTAR, OPTO, OPTA
Prazeirosamente PRAZEROSAMENTE
Qüestão QUESTÃO
Estrupo ESTUPRO
Espelha /pé/ ESPELHA /pê/
Carramanchão Caramanchão
PALAVRAS COM TIMBRE ABERTO (é, ó):
Acerbo, badejo, coeso, coevo, grelha, groselha, ileso,
obsoleto, coldre, dolo, inodoro, molho (feixe,
conjunto), piloro, suor.
PALAVRAS COM TIMBRE FECHADO (ê, ô):
Acervo, cerda, escaravelho, interesse (substantivo),
reses, algoz, algozes, crosta, bodas, molho (caldo),
poça, torpe.
AULA 9
ORTOÉPIA E PROSÓDIA
Correta pronunciação das palavras
ORTOÉPIA
P
ág
in
a1
7
Parte da fonética que estuda a exata acentuação
tônica das palavras. O deslocamento do acento
prosódico é chamado de silabada.
Vejamos algumas palavras e suas respectivas
pronúncias.
São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister,
Nobel, novel, ruim, sutil, transistor, ureter, condor,
oximel (cs), obus, negus, hangar.
São palavras paroxítonas, entre outras: austero,
avaro, aziago, boêmia, caracteres, cartomancia,
celtibero, ciclope, circuito, decano, díspar, edito,
Epicuro, efebo, erudito, filantropo, fluido, fortuito,
gratuito, homizio, Hungria, ibero, imbele, impudico,
inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo,
necropsia (alguns dicionários admitem também
necrópsia), Normandia, pegada, policromo, pudico,
quiromancia, rubrica, subido(a), tulipa.
Boemia = substantivo. Ele vive na boemia.
Boêmia = adjetivo. Indústria boêmia. (da Boêmia,
região da República Tcheca)
São palavras proparoxítonas, entre outras: ádvena,
aerólito, álacre, alcoólatra, anátema, apóstala, areópago,
arquétipo, azáfama, bávaro, bímano, brâmane, Cérbero,
crisântemo, édito (ordem judicial), égide, elétrodo,
férula, hégira, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega,
pântano, quadrúmano, trânsfuga, zênite.
As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla
tonicidade: acróbata/acrobata, Bálcãs/Balcãs,
hieróglifo/hieroglifo, Oceânia/Oceania,
ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil,
xerox/xérox.
Correta pronúncia da sílaba tônica
PROSÓDIA
P
ág
in
a1
8
01. (EsSA – 06/07) Quanto a posição da sílaba tônica, as
palavras “aguardam”, “balcão”, “pãezinhos” e
“indestrutíveis” são, respectivamente:
A) paroxítona, oxítona, paroxítona, proparoxítona.
B) paroxítona, paroxítona, proparoxítona, proparoxítona.
C) paroxítona, oxítona, proparoxítona, oxítona.
D) oxítona, oxítona, paroxítona, paroxítona.
E) paroxítona, oxítona, paroxítona, paroxítona.
02. (EsSA – 06/07) Assinale a alternativa que apresenta
vocábulos com a mesma tonicidade.
A) vaso, olho, passos, cama, mulher.
B) virtual, limpeza, pozinho, angina, pesteado.
C) travesseiro, vestido, escada, perdidos, sombrinha.
D) palha, velho, amor, porta, piolhos.
E) quimono, menino, herdeiro, corredor, cozinheira.
03. (EsSA – 06/07) Todas as formas são rizotônicas na
opção:
A) diria, tiveram, conheço.
B) deveria, ficam, acabou.
C) morrem, ficam, queixam.
D) estão, teriam, desejados.
E) plainar, morrendo, enferrujam.
04. (EsSA – 11/12) Identifique a opção em que todas as
palavras estão grafadas corretamente.
A) disenteria – privilégio – excêntrico – superstição –
empecilho
B) imprescindível – pajem – discussão – estrupo –
mendingo
C) enxarcar – pesquisar – frustração – bugiganga –
acumpuntura
D) prazeirosamente – consciência – cônjuge – salchicha –
exceção
E) fingimento – encapuzar – beneficiente – aterrisagem –
compania
05. (EsSA – 14/15) Assinale a opção em que todas as
palavras têm, em sua sílaba tônica, uma vogal nasal:
A) alemã, ombro, penumbra, elefante
B) campo, ímã, órfã, cantado
C) bomba, andar, combate, cambada
D) mundo, inchado, empresa, âmbar
E) pombo, chumbo, planta, plantio
06. (EEAR – 1 / 2017) Leia:
Transforma-se o amador na cousa amada,
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho mais que desejar,
Pois tenho em mim a parte desejada. (Luís de Camões)
Quanto à sílaba tônica, as palavras em destaque são
a) oxítonas.
b) paroxítonas.
c) oxítonas e paroxítonas.
d) paroxítonas e proparoxítonas.
07. (EsPCEx – 16/17) “Ao responder pelo crime
de___________, o acusado, surpreendido em
_____________, foi ____________ em uma
___________ que durou pouco mais de duas horas,
após as quais deixou __________ a sua
_____________ em todas as folhas do depoimento.”
As lacunas do período acima podem ser
completadas, respectivamente, com
[A] estupro-flagrante-inquerido-sessão-inserta-rubrica.
[B] estrupo-flagrante-inquirido-sessão-incerta-rúbrica.
[C] estupro-fragrante-enquirido-seção-inserta-rúbrica.
[D] estupro-flagrante-inquirido-sessão-inserta-rubrica.
[E] estrupo-flagrante-enquirido-seção-incerta-rubrica.
08. (AFA – 2015) Pode-se afirmar que um recorrente
problema encontrado no texto, no que se refere ao uso
da língua padrão, está relacionado à acentuação gráfica.
Assinale a alternativa em que esse fato NÃO ocorre.
A) “...as pessoas tem mais possibilidades de
delinquir...”
B) “Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer
um virado.”
C) “Nas prisões os negros eram os bodes expiatorios.”
D)...os meus pés doiam tanto que eu não podia andar.”
09. (EEAR) – Assinale a série em que todos os
vocábulos estão acentuados graficamente de acordo
com as normas vigentes da língua.
a) sací – núvem – límpido
b) rítmo – ninguém – corôa
c) vírgem – enjoo – canôa
d) ruído – hífen –automóvel
GABARITO
• 01 E 07 D
• 02 C 08 B
• 03 C 09 D
• 04 A
• 05 A
• 06 C
P
ág
in
a1
9
Regras Básicas
1) Proparoxítonas
Sílaba tônica: antepenúltima
Todas as proparoxítonas são acentuadas:
a) Com acento circunflexo:
Pêssego, lêssemos, quilômetro, lâmpada, etc
b) Com acento agudo:
Árvore, matemática, lágrima, número, etc
2) Paroxítonas
Sílaba tônica: penúltima
Acentuam-se as paroxítonas terminadas em:
a) Ditongos, seguidos ou não de s:
Colégio, vôlei, fáceis, nódoa, régua, tênues, etc.
b) L, n, r, x:
Inútil, hífen, caráter, tórax, etc.
c) i, is, us, um, uns:
Biquíni, lápis, vírus, álbum, médiuns, etc.
d) ã, ãs, ão, ãos:
ímã, ímãs, órgão, bênçãos, etc.
e) ons, ps, guam, guem:
elétrons, bíceps, , enxáguam, enxágüem, etc.
3) Oxítonas
Sílaba tônica: última
Acentuam-se as oxítonas terminadas em: a, e, o, seguido
ou não de s, em e ens.
Amapá, até, paletó, gambás, freguês, avós, amá-lo,
conhecê-lo, propô-lo-ei, também, parabéns, etc.
4) Monossílabos Tônicos
Acentuam-se os monossílabos tônicos terminadas em: a,
e, o, seguido ou não de s.
pá, pé, pó, más, dê, nós, etc.
OUTRAS REGRAS
Hiatos
Acentuam-se o i e o u tônicos dos hiatos, acompanhados
ou não de s.
Saída, saúde, faísca, balaústre, construí-lo, etc.
Exceção: não se acentuam o i e o u tônico dos hiatos:
a) Sendo a 1ª vogal: ia, etc.
b) Seguidos de nh: rainha, etc.
c) Precedido de ditongo: feiura, etc.
d) Se o i ou o u for dobrado: xiita, paracuuba, etc
Cuidado!
Palavras como friíssimo é acentuada por ser
proparoxítona, o qual prevalece sobre as demais
regras, observe: fri-ís-si-mo
Ditongos Abertos
Acentuam-se os ditongos abertos éi, éu e ói,
acompanhados ou não de s, em palavras oxítonas e
nos monossílabos tônicos.
Réis, véu, dói, painéis, chapéu, herói, etc.
Os ditongos abertos ocorridos em palavras
paroxítonas NÃO são mais acentuados.
Obs: boia, colmeia, Coreia, estreia, heroico, ideia, etc.
Atenção: a palavra destróier é acentuada por ser uma
paroxítona terminada em "r" (e não por possuir
ditongo aberto "ói").
Acento diferencial
Acentuam-se obrigatoriamente:
- Pôr (verbo) para diferenciar de por (preposição).
Vou pôr meus óculos.
Fizemos isso por amor.
- Pôde (pretérito perfeito do indicativo do verbo poder)
para diferenciar de pode (presente do indicativo).
Ontem, ele não pôde te atender; hoje ele pode.
- Verbos ter e vir
Acentuam-se o plural dos verbos ter e vir para
diferenciar do seu singular.
Ele tem → Eles têm
Ele vem → Eles vêm
A 3ª pessoa do plural do presente do indicativo
derivados desses verbos leva acento circunflexo,
diferenciando do seu singular que leva acento agudo,
observe:
Ele mantém → Eles mantêm
Ele intervém → Eles intervêm
AULA 10 e 11
ACENTUAÇÃO
Acentuação Gráfica
P
ág
in
a2
0
FACULTATIVO
Ainda, o novo acordo ortográfico faculta o acento nas
palavras fôrma (molde) para diferenciar de forma (modo):
O bolo toma a forma da fôrma (forma).
Acento Grave
Para indicar a contração da preposição a com o artigo
a, bem como com os pronomes demonstrativos a, as,
aquele(s), aquela(s), aquilo, usa-se o acento grave.
- Fui à praça.
- Este caderno é igual àquele.
Cuidado!
Proparoxítonas eventuais
Ocorrem nas palavras paroxítonas terminadas em
ditongos crescentes. Observe:
Co-lé-gio ou co-lé-gi-o. É admitida a ocorrência de
ditongo ou hiato nestas palavras, por isso, o fenômeno da
eventualidade da proparoxítona.
P
ág
in
a2
1
01. (UTFPR/VERÃO – 2013) Em qual alternativa todas as
palavras em negrito devem ser acentuadas graficamente?
A) Atraves de uma lei municipal, varias pessoas recebem
ingressos gratis para o cinema.
B) É dificil correr atras do prejuizo sozinho.
C) Aqui, em Foz do Iguaçu, a dengue esta sendo um
grande problema de saude publica.
D) O bisneto riscou os papeizinhos com o lapis.
E) O padrão economico do juiz é elevado.
02. (IFPR – 12/13) Sobre o seguinte período, marque o que
for verdadeiro: “Eu disse que, na Portuguesinha, era
possivel encontrar”.
a) Há erro de concordância nominal.
b) Há erro de regência verbal.
c) Há erro de concordância verbal.
d) Há erro de acentuação gráfica.
e) Há erro de pontuação.
03. (EsSA – 12/13) Assinale a alternativa cujos vocábulos
exigem acento gráfico pelo mesmo motivo dos existentes,
respectivamente, nas palavras cosméticos, laboratórios e
países, (Os acentos gráficos das palavras abaixo estão
omitidos.)
A) ilusorio, melancia, raiz
B) parafrase, arrogancia, saude
C) rubrica, barbarie, juizes
D) catastrofe, metonimia, gratuito
E) misantropo, cranio, ruim
04. (UTFPR/INVERNO – 12/13) Está correta a seguinte
oração: “Gente com menos de 4 amigos tem risco dobrado
de doenças cardíacas.”
Se considerarmos a concordância do verbo ter, qual outra
alternativa também está correta?
A) Um idoso com menos de 4 amigos têm risco dobrado
de doenças cardíacas.
B) Pessoas com menos de 4 amigos tem risco dobrado de
doenças cardíacas.
C) Pessoas com menos de 4 amigos têm risco dobrado de
doenças cardíacas.
D) Um jovem com menos de 4 amigos teem risco dobrado
de doenças cardíacas.
E) Uma mulher com menos de 4 amigas têem risco
dobrado de doenças cardíacas.
05. (EsSA – 13/14) Marque a alternativa cuja regra de
acentuação é a mesma da palavra sótão.
A) réptil.
B) fáceis.
C) lúmen.
D) index.
E) cônsul
06. (Colégio Naval – 13/14) Leia o trecho a seguir.
“Agora, compra-se o leite e sua embalagem
internamente aluminizada para jogá-la no lixo. Quanto
de nosso petróleo vai para o lixo em forma de sacos
plásticos”.
Em que opção as palavras destacadas foram
acentuadas, respectivamente, pela mesma razão que as
destacadas no trecho acima?
(A) “Outra modalidade em que somos campeões
absolutos, o desperdício do transporte. Ninguém no
mundo consegue, tanto quanto nós, jogar grãos nas
estradas.”
(B) “Na construção civil o desperdício chega a ser
escandaloso. Um dia o Adamastor, antropólogo das
horas vagas, me veio com uma folha de jornal onde se
liam estatísticas indecentes.”
(C) “Há pesquisas do assunto e cálculos exatos que
“nem tanto”. Somos um país pobre com mania de rico.”
(D) “São advogados atendendo em balcão de banco,
engenheiros vendendocachorro-quente nas avenidas
de São Paulo, são gênios que se desperdiçam
diariamente como se fossem recursos, eles também,
inesgotáveis. No dia em que a gente precisar, vai lá e
pega.”
(E) “Vocês já ouviram falar que o petróleo é um recurso
inesgotável? Claro que não! Mas sente algum remorso
ao jogar os sacos trazidos do supermercado no lixo?
Claro que não. Nossa cultura de mosaico tirou-nos a
capacidade de ligar os fenômenos entre si.
07. (CPM – 12/13) A acentuação das palavras é
importante para que possamos pronunciá-las
corretamente e para que elas estejam coerentes com o
sentido do que se pretende dizer em um texto. Sobre
esse assunto, assinale a alternativa que só apresenta
palavras e regras corretas, segundo as normas da
Língua Portuguesa.
(A) Fazem parte da regra das letras “i” e “u” tônicas
dos hiatos (seguidos ou não de “s”) as palavras saúde,
juízes e Luís.
(B) As palavras médico, alternância e gramática são
acentuadas por serem proparoxítonas.
(C) Herói, sabiá e Parabéns são acentuadas porque são
oxítonas terminadas em “i”, “a” e “ens”
respectivamente.
(D) Caráter, pólen e baú são acentuadas por fazerem
parte das regras das paroxítonas terminadas em “r”, “n”
e “u” respectivamente.
P
ág
in
a2
2
08. (EEAR – 16/17) De acordo com a ortografia da língua
portuguesa, não sofreu alteração em relação ao uso do
trema a palavra
a) eqüino
b) lingüiça
c) mülleriano
d) cinquentenário
09. (EPCAr – 14/15)
ESCRAVIDÃO CONTEMPORÂNEA
O trabalho escravo de hoje pouco lembra aquele de
outrora – com trabalhadores acorrentados ou castigados
sob desmandos vários. Mas nem por isso ele é menos
cruel. Senzalas foram substituídas por barracos imundos.
Correntes foram trocadas por regimes inescapáveis de
servidão. O próprio sítio do MPT - Ministério Público do
Trabalho – traz uma página especialmente dedicada ao
assunto; “trabalho forçado, servidão por dívidas,
jornadas exaustivas ou condições degradantes como
alojamento precário, água não potável, alimentação
inadequada, falta de registro, maus-tratos e violência”
são alguns dos itens elencados pelo órgão.
(Kugler, Henrique: Ciência Hoje, número 309/vol 52/ novembro de
2013, pág.37)
Marque a opção que traz uma análise correta.
a) Nas palavras “página” (l. 7) e “precário” (l. 10), o uso
do acento gráfico pode ser justificado pela mesma regra.
b) “itens elencados” (l. 12) significam “itens ignorados.”
c) “desmandos vários.” (l. 3) significam “intensos
desmandos”.
d) “maus-tratos e violência”, (l.12), são palavras formadas,
respectivamente, por aglutinação e sufixação.
10. (EEAR/CFS 2 – 2017) Assinale a alternativa que
apresenta a mesma regra de acentuação gráfica da palavra
espontâneo.
a) Pátria
b) Cônsul
c) Bênção
d) Esplêndido
11. (CFS/2 – 2018) Quanto à acentuação gráfica, assinale
a alternativa que contém uma palavra que não obedece às
novas regras ortográficas.
a) fôrma (substantivo), pôr (verbo), pôde (v. poder no pret.
perf. ind.)
b) vêm (v. vir na 3ª p. pl.), creem, contém (v. conter na 3ª
p. sing.)
c) voos, Mooca, polo (= extremidade - substantivo)
d) colméia, lençóis, céu
12. (CPM/Londrina – 2017) Observe as palavras
acentuadas no texto que segue para responder a esta
questão.
Com relação às palavras PÚBLICO e SÁBIO, a
alternativa que apresenta a justificativa para acentuação
das mesmas, respectivamente, é:
a) paroxítona terminada em vogal e proparoxítona.
b) proparoxítona e paroxítona terminada em ditongo
oral.
c) ambas oxítonas terminadas em “o”.
d) proparoxítona e caso de hiato com “o” isolado.
e) ambas são paroxítonas terminadas em “o”.
13. (EAGS – 2018) Leia:
“Minha Vida, meu juízo, minha decência”
As regras que justificam, respectivamente, os acentos
das palavras acima destacadas são as mesmas que
justificam o acento em:
a) país – ingênuo
b) júri – cerimônia
c) úteis – esplêndido
d) cafeína – bônus
GABARITO
• 01 A 02 D 03 B 04 C
• 05 B 06 E 07 A 08 C
• 09 A 10 A 11 D 12 B
• 13 A
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3
Na língua portuguesa, a parte da gramática que
trata do emprego correto das letras e sinais gráficos
chama-se ortografia. Essa é fruto de uma convenção
dos países lusófonos assinado em Lisboa no ano de
1990.
O Alfabeto
O alfabeto da língua portuguesa é composto de
26 letras, assim representadas:
Emprego das letras K, W e Y
Utilizam-se apenas nos seguintes casos:
Em nomes próprios de outras línguas e seus
derivados: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor,
taylorista, etc.
Em palavras de outras línguas e seus derivados:
Show, hobby, smoking, etc.
Em abreviaturas e símbolos adotados como unidades
de medida de uso internacional: K (Potássio), W (oeste),
kg (quilograma), km (quilômetro), w (watt), etc.
Emprego da letra H
Não há valor fonético na letra H, em início ou fim
de palavras. Ainda persiste na nossa língua por
causa da etimologia, isso é, de sua origem. Coo por
exemplo, a palavra hoje que é grafada dessa forma
devido a sua origem na forma latina hodie.
Também, por valor etimológico: hábito, herói,
hesitar, hulha, haxixe, homologar, etc.
Por tradição secular: a palavra Bahia
(substantivo próprio – estado do Brasil).
Parte dos dígrafos: ch, lh e nh: cachaça, molho,
ninho, etc.
Em interjeições: Ah!, ih!, hum!, etc.
Em palavras compostas unidas por hífen como:
pré-histórico, super-homem, etc.
A quantidade de regras concernentes às
palavras e sua correta escrita são variadas. É
preciso estudar e praticar, pois decorar todas as
regras da ortografia é praticamente impossível. O
que faz com que lembremos da correta ortografia
é a observação das palavras em bons dicionários
e textos para uma assimilação. Abaixo, algumas
palavras que costumam cair em concursos e por
isso, é importante que estudemos.
Escreve-se com X
caixa, frouxo, peixe, enxame, enxada, enxaqueca,
enxárcia, enxerido, enxurrada, mexer, mexerica,
mexicano, mexilhão, abacaxi, xavante, orixá, xará,
xerife, xampu, bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa,
lagartixa, lixa, lixo, puxar, rixa, oxalá, praxe, roxo,
vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, xingar,
auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta,
sintaxe, texto, trouxe, xarope, vexame, axila, nexo,
exame, exílio, máximo, próximo, texto, extenso,
anexim
Escreve-se com CH
Caucho, recauchutar, encharcar (de charco),
enchiqueirar (de chiqueiro), encher, enchente,
enchimento, enchova, enchumaçar, preencher, mecha,
bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque,
chimarrão, chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada,
fantoche, ficha, flecha, mochila, pechincha, salsicha,
tchau
Escreve-se com G
gesso, barragem, miragem, viagem (substantivo),
origem, ferrugem, estágio, privilégio, prestígio,
relógio, refúgio, engessar (de gesso), massagista (de
massagem), vertiginoso (de vertigem), algema, auge,bege, estrangeiro, geada, gengiva,gibi, gilete,
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem.
Escreve-se com J
jipe, pajem, vertigem, ferrugem, arranjar, arranjo,
arranje, arranjem, despejar, despejo, despeje,
despejem, gorjear, gorjeie, gorjeiam, gorjeando,
enferrujar, enferruje, enferrujem, viajar, viajo, viaje,
viajem (verbo), biju, jiboia, canjica, pajé, jerico,
manjericão, Moji, laranja, laranjeira, loja, lojista,
lisonja, lisonjeador, nojo, nojeira, cereja, cerejeira,
varejo, varejista, rijo, enrijecer, jeito, ajeitar, berinjela,
cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje,
traje, pegajento, alfanje
AULA 12
ORTOGRAFIA
a A (á)
b B (bê)
c C (cê)
d D (dê)
e E (é)
f F (efe)
g G (gê ou guê)
h H (agá)
i I (i)
j J (jota)
k K (cá)
l L (ele)
m M (eme)
n N (ene)
o O (ó)
p P (pê)
q Q (quê)
r R (erre)
s S (esse)
t T (tê)
u U (u)
v V (vê)
w W (dáblio)
x X (xis)
y Y (ípsilon)
z Z (zê)
P
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4
Escreve-se com S
Análise, analisar, catálise, catalisador, casa, casinha,
casebre, liso, alisar, burguês, burguesa, chinês, chinesa,
inglês, inglesa, milanês, milanesa, gostoso, gostosa,
amoroso, amorosa, gasoso, gasosa, teimoso, teimosa,
catarinense, Palmeirense, catequese, diocese, poetisa,
profetisa, sacerdotisa, glicose, metamorfose, virose, coisa,
pouso, lousa, náusea, pus, pôs, pusemos, puseram, pusera,
pusesse, puséssemos, quis, quisemos, quiseram, quiser,
quisera, quiséssemos, repus, repusera, repusesse,
repuséssemos, Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa,
Resende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás, abuso, asilo,
através, aviso, besouro, brasa, cortesia, decisão, despesa,
empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada, paisagem,
paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene, raposa,
surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, coser
(costurar), presar (prender), trás (parte posterior)
Escreve-se com Z
Deslize – deslizar, Raiz – enraizar, Razão – razoável,
Vazio – esvaziar, Cruz – cruzeiro, invalidez, frieza,
limpeza, nobreza, maciez, pobreza, rigidez, surdez,
Civilizar – civilização, Colonizar – colonização,
Hospitalizar – hospitalização, realizar – realização,
cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito,
avezita, azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar,
catequizar, chafariz, cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza,
vizinho, xadrez, verniz, cozer (cozinhar), prezar (ter em
consideração), traz (forma do verbo trazer)
Escreve-se com Ç
Atenção, detenção, manutenção, torção, distorção,
contorção,
Escreve-se com SC
acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente,
fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação,
miscível, plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender,
nascer, crescer, descer, etc.
Escreve-se com SÇ
nasço, nasça, cresço, cresça, desço, desça
Escreve-se com SS
Agressão, demissão, cessão (ceder), progressão,
transmissão, discussão, repercussão, excesso
Escreve-se com XC
exceção, excêntrico, excedente, excepcional, excelente,
excitar, excelso, excessivo, inexcedível
Escreve-se com XS
exsudar
Escreve-se com E
magoe, magoes, continue, antebraço, antecipar, cadeado,
confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico,
orquídea, indígena, mimeógrafo, desperdiçar
Escreve-se com i
Cai, dói, influi, Anticristo, antitetânico, aborígine,
artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio,
açoriano, erisipela, pontiagudo
Escreve-se com O
comprimento (extensão), soar (emitir som), bolacha,
bússola, costume, moleque, abolir, goela, óbolo
Escreve-se com U
cumprimento (saudação, realização), suar (transpirar),
camundongo, jabuti, Manuel, tábua, buliçoso, rebuliço
Palavras com dupla grafia
Algumas palavras podem ser escritas de maneiras
diferentes e muitas vezes podem causar confusões,
além do que, muitas divisões de aceitação por
dicionaristas. Por isso é interessante que você se
habitue a essas palavras. Vejamos algumas delas:
Abaixar e baixar; afeminado e efeminado; aluguel e
aluguer; arremedar e remedar; assobiar e assoviar;
assoprar e soprar; bravo e brabo; cálice e cálix; catorze
e quatorze; cociente e quociente; coisa e cousa; cota
e quota; cotidiano e quotidiano; cuspe e cuspo; degelar
e desgelar; diabete e diabetes; enfarte,
enfarto, infarte e infarto; estalar e estralar; louro e loiro;
maquiagem e maquilagem; nenê, neném; relampear,
relampejar; seção e secção; sobressalente e
sobresselente; toicinho e toucinho; transvestir e
travestir; tríade e tríada; ...
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5
ERROS COMUNS: precisam ser evitados
Você já teve aquela dúvida sobre que
palavra utilizar em determinadas situações?
Por isso é sempre bom revisar, estudar para
escrever bem.
Mau é um adjetivo. É sinônimo de malvado, cruel,
etc.
É o contrário de bom.
Ex: Ele era um homem mau (bom).
Mal pode ser:
- advérbio de modo: é usado como contrário de
bem, com sentido de incorretamente.
Ex: Ele agiu muito mal.
- substantivo: é usado com de sentido de doença,
nocivo, prejudicial. Em geral está determinado.
Ex: Pague o mal com o bem.
- conjunção temporal (sentido de quando, no
momento, assim que)
Ex: Mal cheguei em casa, ela começou a falar.
Onde pode ser pronome relativo (quando introduz
uma oração subordinada adjetiva) Troca-se por “em
que”.
Ex.: Fui à cidade onde nasci.
ou advérbio interrogativo (frases interrogativas).
Ex.: Onde você está?
Em ambos os casos, indica localização, quando
a ideia for de lugar, no sentido de localização.
Ex: Moro na rua onde fica o SAMU.
sua função é de adjunto adverbial de lugar,
portanto, só deve ser utilizada nesse caso;
Aonde é um advérbio, transmite a ideia de
movimento. Pode-se trocar por “a que lugar”.
Ex: Aonde você vai, filho?
Aonde você pretende chegar com isso?
POR QUE
Para iniciar frase interrogativa direta ou
indireta.
Ex: Por que você não estudou isso?
Não sei por que você não estudou isso.
Quando puder ser substituído por “por qual
razão/ por qual motivo”. Combinação da
preposição “por” + pronome indefinido “que”.
Ex: Não sei por que ela não veio.
Eu sei por que ela leu o livro.
Quando puder ser substituído por “pelo qual”
ou suas flexões (pela qual, pelos quais, pelas
quais).
Ex: Ele não me disse os motivos por que ficou
bravo.
Eu não sei a razão por que me amaldiçoou.
POR QUÊ
Normalmente vem ao final de frase, antes de
pontuação. Equivale à razão, o motivo.
Ex: Você não fez o trabalho por quê?
Você não entende por quê, não é?
PORQUE
Sentido explicativo, podendo ser substituído por
“pois” ou por “uma vez que”.
Ex: Eu não consegui ligar porque estava sem
bateria.
PORQUÊ
Essa forma é um substantivo e vem
acompanhada de um determinante.
Ex: Eu não sei o porquê de tudo isso.
Ninguém deu um porquê para tudo isso.
O porquê de verdade nãofoi dito.
Você aprendeu os quatro porquês.
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6
01. (CPM - 09/10) Assinale a alternativa correta quanto a
ortografia das palavras:
A) Cachimbo, puxar, desleixo, recauxutar.
B) Timidez, escravisar, horizonte, obesidade.
C) Obsessivo, espesso, cansaço, asserção.
D) Agir, fraquejar, gergelim, ajiota.
02. (UTFPR – 12/13) Assinale a alternativa em que todas
as palavras ou expressões em negrito estão grafadas
corretamente.
A) É uma perca de tempo ultilizarmos o trem numa longa
viagem. Para tanto, é preferível ir de ônibus.
B) De repente, começou a se interessar por chapéis.
C) Ficou frustrado, pois chegou atrasado ao jantar
beneficente e a comida já havia acabado.
D) A partir da próxima semana, ele passará a enchergar
melhor, pois começará a usar óculos.
E) Com certeza, os cidadões comuns gostariam de ter o
previlégio de ser valorizados pelas boas ações.
03. (CPM – 11/12) Aponte a alternativa que completa
corretamente a frase. O grande ____ da ____________ é
que ela não é orientada pelo bom __________ .
(A) mal – discussão – senso.
(B) mau – discussão – censo
(C) mal – discução – senço
(D) mau – discussão – senso
04. (EsPCEx – 09/10) Assinale a alternativa que completa
corretamente as lacunas da frase abaixo.
Não se contabilizou a quantia ___________, mas, como
os gastos foram __________, solicitamos que os preços
sejam ______________.
[A] dispendida – escessivos – discriminados
[B] despendida – essessivos – discriminados
[C] dispendida – excessivos – descriminados
[D] despendida – excessivos – discriminados
[E] despendidas – ecessivos – descriminados
05. (EEAR/CFS 2 – 2017) Assinale a alternativa que
completa, correta e respectivamente, as lacunas das frases
abaixo.
I- Era previsível que a aluna se comportaria ________
durante o teste.
II- A ponte ________ deveríamos passar foi interditada.
III- ________ você pensa que vai?
a) mau – porque – onde
b) mal – por que – aonde
c) mal – por que – onde
d) mau – porque – aonde
06. (IFPR – 2016) Analise atentamente as assertivas a
seguir, e complete-as corretamente com as opções (I)
ou (II).
1) Não foram capazes de resolver os problemas da
comunidade, ................. de apontar rumos para
melhorias significativas. (I) tão pouco – (II) tampouco
2) A condenação aos ......................... é o primeiro
passo para uma sociedade mais igualitária. (I)
previlégios – (II) privilégios
3) Não adianta .............................. melhores condições
de vida se não nos empenhamos em mudar nossa rotina.
(I) reivindicar – (II) renvindicar
4) Enquanto os candidatos se ......................... em
desastrosa campanha, os eleitores não saíam da
indiferença. (I) digladiavam – (II) degladiavam
Assinale a alternativa que contém a sequência correta,
respectivamente.
A) II, II, II, II.
B) II, II, I, I.
C) II, I, II, I.
D) I, I, II, II.
07. (EAGS – 2018) A palavra “porque” deveria ter sido
grafada separadamente na alternativa:
a) Dê-me ao menos um porquê para seu lamento.
b) Estas são as reivindicações porque estamos lutando.
c) Não se preocupe com o futuro, porque você tem
energia para conquistar seus ideais.
d) Sei que há alguma situação diferente, porque
ninguém apareceu até o momento.
GABARITO
• 01 C 07 B
• 02 C
• 03 A
• 04 D
• 05 B
• 06 A
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7
As palavras se formam a partir de uma base
e a elas são ligadas outras formas que ampliam
ou modificam seu significado. A parte de
estrutura das palavras é importante para
conhecer cada uma das partes constituintes de
um vocábulo: radical, prefixo, sufixo,
desinência, vogal temática, vogal e consoante de
ligação.
Perceba que o radical “café” permanece em
todas as palavras e a elas são acrescentadas
outras, chamadas de morfemas.
Por exemplo, a palavra "GATINHOS", os
elementos mórficos ou os morfemas são:
gat - elemento base da palavra, radical, ou
seja, aquele que contém o significado.
inh - indica que a palavra é um diminutivo
o - indica que a palavra é masculina
s - indica que a palavra se encontra no plural
ELEMENTOS MÓRFICOS:
1) Raiz, radical, tema: elementos básicos e
significativos
2) Afixos (prefixos, sufixos), desinência,
vogal temática: elementos modificadores da
significação dos primeiros
3) Vogal de ligação, consoante de ligação:
elementos de ligação ou eufônicos.
Raiz
É o elemento originário em que se
concentra a significação das palavras,
consideradas do ângulo histórico. É na raiz
que se encontra o sentido comum às palavras
da mesma família etimológica.
Ex.:
Raiz noc [Latim nocere = prejudicar] tem a
significação geral de causar dano, e a ela se
prendem, pela origem comum, as palavras
nocivo, nocividade, inocente, inocentar,
inócuo, etc.
Uma raiz pode sofrer alterações. Vejamos:
ag-ir
ag-ente
re-ag-ir
ex-ig-ir
ex-ig-ência
Observe o seguinte grupo de palavras:
livr- O
livr- Inho
livr- Eiró
livr- Eco
Você reparou que há um elemento comum
nesse grupo?
Você reparou que o elemento livr serve de
base para o significado? Esse elemento é
chamado de radical (ou semantema).
Radical
Elemento básico e significativo das
palavras, consideradas sob o aspecto
gramatical e prático. É encontrado
separando-o de seus elementos secundários
(quando houver).
Ex:
cert-o
cert-eza
in-cert-o
in-cert-eza
AULA 13
ESTRUTURA DAS PALAVRAS
P
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8
Afixos
São elementos secundários (geralmente sem
vida autônoma) que se agregam a um radical
ou tema para formar palavras derivadas. Esses
acréscimos podem ser antepostos ou pospostos
ao radical.
Ex.:
- a partir de "certo": certamente, de um
adjetivo a advérbio de modo.
- a partir de “certo”: acertar, de um adjetivo a
verbo.
Em algumas palavras encontram-se prefixos
e sufixos.
Ex.:
Desinências
Desinências são os elementos colocados
após os radicais. Existem dois tipos:
Desinências Nominais: indicam as flexões
de gênero (masculino e feminino) e de número
(singular e plural) dos nomes.
Exemplos:
Alun-o Alun-o-s
[rad.+dng) [rad.+dng+dnn)
Alun-a Alun-a-s
[rad.+dng) [rad.+dng+dnn)
Observação: - perceba que a troca do “o”
pelo “a” possibilitou diferenciar o gênero
da palavra e o acréscimo do “s” denota que
a palavra passa de singular a plural.
- Quando não há a possibilidade de troca
do elemento indicador degênero masculino
e feminino, “o” e “a”, não se pode dizer que
há desinência de gênero. Em “LEITE”,
perceba que não há possibilidade de troca
para indicar o gênero pela desinência.
Nesse caso, a indicação de gênero se dá
pela colocação de um artigo anteposto à
palavra. Outros exemplos:
- Vale observar também para palavras
que não flexionam em número. Por
exemplo, a palavra “ÔNIBUS”, não se
pode dizer que o “S” da palavra é uma
desinência nominal de número (dnn). Ela
pertence ao radical da palavra. Outros
exemplos:
Desinências Verbais: indicam as flexões
de número e pessoa e de modo e tempo dos
verbos.
Exemplos:
- ESTUDAR
Estud-o Estuda-s Estuda-mos
[1] [2] [3]
Estuda-va-m Estuda-ría-mos
[4] [5]
1- A desinência "-o" é uma desinência
número-pessoal(dnp), pois indica que o
verbo está na primeira pessoa do
singular(Eu);
2- a desinência “-s” indica a 2.ª pessoa do
singular(Tu), portanto, é dnp;
3- a desinência “-mos” indica a 1.ª pessoa do
plural(nós), logo, é dnp;
4- a desinência “-va" é desinência modo-
temporal(dmt): caracteriza uma forma
verbal do pretérito imperfeito do indicativo,
na 1ª conjugação; e a desinência “-m” indica
que o verbo está na 3.ª pessoal do
plural(eles/elas);
5- a desinência “-ría” indica que o verbo está
no futuro do presente do indicativo; e o
morfema
“-mos” indica que o verbo pertence à 1.ª
pessoa do plural(nós), portanto, é dmt.
Vogal Temática
Vogal Temática(VT) é a vogal que se junta
ao radical, preparando-o para receber as
desinências ou afixos. Existem as vogais
temáticas nominais e verbais.
VT nominal: a vogal junta-se ao radical
indicando o Tema.
Ex.:
MESA DENTE SAPATO
O radical “mes" + vogal temática “A” é o
tema da palavra.
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9
Perceba que as vogais “A”, “E”, “O” são
colocadas em sílabas átonas e não há
possibilidade de trocá-las para fazer mudança
de gênero, apenas de número.
MESA-S DENTE-S SAPATO-S
Nas palavras que contêm as vogais I e U são
consideradas parte do radical, ou atemáticas:
SACI URUBU CAQUI TATU
Perceba que nessas palavras o vocábulo todo
é o tema da palavra.
VT verbal: compõe o tema de conjugações
verbais, assim como facilita a sua pronúncia.
Indica ainda a que conjugação o verbo pertence:
Assim:
ESTUDAR: “estud” = radical
“-a” = V.T
“r” = forma nominal: infinitivo
VENDER: “vend” = radical
“e” = V.T
“r” = forma nominal: infinitivo
DORMIR: “dorm” = radical
“i” = V.T
“r” = forma nominal: infinitivo
OBS.: não existe VT na 1.ª pessoa do singular
do presente do indicativo e nem na 1.ª pessoa do
subjuntivo.
Eu estudo: o “o” é DNP
Que eu estude: o “e” é DNP
- Ocorre alomorfia na 1.ª e 3.ª pessoa do
singular no pretérito perfeito do indicativo. Nos
demais tempos verbais a vogal temática não
modifica.
Eu estudei.
Ele estudou.
Eu estudava. (pretérito imperfeito)
Ele estudaria. (futuro do pretérito)
Logo, nos verbos, distinguem-se três vogais
temáticas:
A
Caracteriza os verbos da 1ª conjugação.
Ex.:
estudar, estudavas, estudaram...
E
Caracteriza os verbos da 2ª conjugação.
Ex.:
correr, corremos, correram...
I
Caracteriza os verbos da 3ª conjugação.
Exemplos:
sorrir, sorriremos, sorriram...
Vogais e Consoantes de Ligação
As vogais e consoantes de ligação são
morfemas que surgem por motivos eufônicos,
ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar
a pronúncia de uma determinada palavra.
Ex.:
- chaleira (cha= radical, eira = sufixo,
consoante de ligação = l)
- carnívoro (carn = radical, voro = sufixo,
vogal de ligação = í
Outros exemplos:
gas-ô-metro, alv-i-negro, tecn-o-cracia, pau-
l-ada, cafe-t-eira, inset-i-cida, pe-z-inho, etc.
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0
Vamos Exercitar?
1. Faça a análise dos morfemas das palavras abaixo.
Tente destrinchá-las o máximo que puder.
- meninos –
- meses –
- bonitas –
- primeiras –
- avôs –
- avó –
- netinhos –
- caquis –
- hambúrgueres –
2. Faça a análise dos verbos abaixo. Tente destrinchá-
los o máximo que puder.
- falavam –
- cantariam –
- correríamos –
- falara –
- ponderarão –
- junte –
- jantemos –
- partíamos –
- sorríssemos –
- falardes –
- beberem –
- soltássemos –
- mostráveis –
- tendestes –
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1
01. (CPM – 11/12) Leia o texto:
Sem comentários
Do delegado regional do Ministério da Educação no Rio,
Antônio Carlos Reboredo, ao ler ontem um discurso de
agradecimento ao seu chefe, o ministro Eraldo Tinoco:
“Os convênios assinados traduz (sic*) os esforços...”.
Folha de S. Paulo, Painel, 12 set. 1992.
*sic: palavra latina que significa “assim”; no caso, é usada
pelo jornal com o sentido de “exatamente dessa forma”.
O título da nota acima, “Sem comentários”, é, na verdade,
um comentário que expressa o ponto de vista do jornal,
motivado por:
(A) antipatia em relação ao Ministro Eraldo Tinoco.
(B) implicância gratuita com o delegado Antônio Carlos
Reboredo.
(C) Um problema gramatical no discurso lido por Antônio
Carlos Reboredo.
(D) uma incorreção gramatical no discurso de Eraldo
Tinoco.
02. (CPM – 11/12) Em relação à palavra “bioética”, é
possível verificar em seu processo de formação a presença
de:
(A) prefixo (bio) mais radical (ética)
(B) radical (bio) mais radical (ética)
(C) radical (bio) mais sufixo (ético)
(D) prefixo (bio) mais radical (éti-) mais sofixo (-ica)
03. Assinalar a alternativa correta. Na palavra
“empedramento”.
a) o sufixo é ento
b) o prefixo é empe
c) o tema é pedra
d) o radical é emped.
04. Farejando apresenta em sua estrutura:
(a) radical farej - vogal temática a — tema fareja —
desinência ndo.
(b) radical far — tema farej — vogal temática e —
desinência ndo.
(c) radical fareja — vogal temática a — sufixo ndo.
(d) tema farej — radical fareja — sufixo ndo.
05. Em “Temos que perder o macio inimaginável do
sonho, sua diáfana gentileza de pés de lã, para ancorar no
concreto.” Os morfemas da palavra destacada estão
devidamente identificados na alternativa:
a) inimagin (radical), ável (sufixo)
b) in (prefixo), imagin (radical) ável (sufixo)
c) in (prefixo), imagin (radical), vel (sufixo)
d) ini (prefixo), magin (radical), vel (sufixo)
06. Quanto à estrutura das palavras, é incorreto afirmar
que:
a) as desinências são morfemas que indicam as flexões
das palavras variáveis da língua. São elas: nominais e
verbais.b) as vogais temáticas atuam como elemento de ligação
entre o radical e as desinências.
c) radical é um morfema comum às palavras que
pertencem a uma mesma família de significado.
d) vogal ou consoante de ligação é um morfema de
origem não-eufônica, incapaz de facilitar a emissão
vocal de determinadas palavras.
07. Em “... conhecendo nosso medo...”, o vocábulo
sublinhado apresenta em sua estrutura os seguintes
elementos mórficos:
a) o radical conhece, o prefixo ndo.
b) o radical ndo, o tema conhece, a vogal temática e.
c) o prefixo com, o radical conhece, a vogal temática e.
a desinência ndo.
d) o radical conhec, a vogal temática e , o tema
conhece, a desinência ndo.
08. Assinale a alternativa em que a série de palavras
contém vogal de ligação:
a) Camoniano, lanígero, parisiense, boquiaberto
b) Vigarice, amiúde, vicissitude, paraíso
c) História, relógio, série, ária
d) Salsa, quase, contribuí, caí
09. Constituem morfemas:
(a) afixo - desinência - vogal temática.
(b) prefixo - tema - consoante de fixação.
(c) sufixo - raiz - consoante temática.
(d) radical - desinência - vogal de fixação.
(e) desinência - consoante cognata - tema
GABARITO
• 01 C 07 D
• 02 B 08 A
• 03 C 09 A
• 04 A
• 05 B
• 06 D
P
ág
in
a3
2
Existem dois processos básicos pelos quais se
formam as palavras: a derivação e a
composição. A diferença entre ambos consiste
basicamente em que, no processo de derivação,
partimos sempre de um único radical, enquanto
no processo de composição sempre haverá mais
de um radical.
DERIVAÇÃO
Derivação é o processo pelo qual uma nova
palavra, chamada derivada, advém de outra já
existente, chamada primitiva.
Ex.:
Primitiva Derivada
Pedra
pedrinha,
pedreira,
pedregulho
apedrejar
Livro
livraria,
livreiro,
livrinho
Observe que "pedra" e "livro" não se formam
de nenhuma outra palavra, mas sim,
possibilitam a formação de outras, por meio do
acréscimo de um sufixo ou prefixo.
Dentro ainda desse conceito de formação de
palavras, verifica-se que o radical pode
subdividir-se em: simples(aquelas palavras com
apenas um radical) ou compostas(aquelas
palavras com dois ou mais radicais).
Ex.:
Simples Composto
Tempo Passatempo
Peixe peixe-espada
Couve couve-flor
Sol Girassol
Observação: Cognatas são palavras que procedem de
uma mesma raiz, ou seja, são da mesma família
etimológica. Por exemplo:
- o verbo latino facio = fazer: fácil, facilitar,
facilidade...
- o verbo fazer = feitio, feito, confecção, fator...
Veja que às vezes torna-se difícil a identificação do
radical por causa da sua mutação.
Vamos Exercitar?
1. Destaque os radicais das palavras abaixo:
a) realizável
b) desanimador
c) exportação
d) florista
e) cadavérico
f) reprodução
Tipos de Derivação
1) Derivação Prefixal ou Prefixação
Acontece quando o prefixo é acrescentado
à palavra primitiva, alterando assim o seu
significado.
Ex.:
- feliz - infeliz
- ler- reler
- real- irreal
- justo – injusto
AULA 14
FORMAÇÃO DAS PALAVRAS: Derivação Prefixal
P
ág
in
a3
3
PREFIXOS
Os prefixos são morfemas que vieram da língua latina e grega e colocados antes dos radicais,
têm seus sentidos modificados.
Prefixos de Origem Grega
a-, an-: Afastamento, privação, negação, insuficiência, carência. Exemplos: anônimo, amoral, ateu, afônico
ana-: Inversão, mudança, repetição. Exemplos: analogia, análise, anagrama, anacrônico
anfi-: Em redor, em torno, de um e outro lado, duplicidade. Exemplos: anfiteatro, anfíbio, anfibologia
anti-: Oposição, ação contrária. Exemplos: antídoto, antipatia, antagonista, antítese
apo-: Afastamento, separação. Exemplos: apoteose, apóstolo, apocalipse, apologia
arqui-, arce-: Superioridade hierárquica, primazia, excesso. Exemplos: arquiduque, arquétipo, arcebispo,
arquimilionário
cata-: Movimento de cima para baixo. Exemplos: cataplasma, catálogo, catarata
di-: Duplicidade. Exemplos: dissílabo, ditongo, dilema
dia-: Movimento através de, afastamento. Exemplos: diálogo, diagonal, diafragma, diagrama
dis-: Dificuldade, privação. Exemplos : dispneia, disenteria, dispepsia, disfasia
ec-, ex-, exo-, ecto-: Movimento para fora. Exemplos: eclipse, êxodo, ectoderma, exorcismo
en-, em-, e-: Posição interior, movimento para dentro. Exemplos: encéfalo, embrião, elipse, entusiasmo
endo-: Movimento para dentro. Exemplos: endovenoso, endocarpo, endosmose
epi-: Posição superior, movimento para. Exemplos: epiderme, epílogo, epidemia, epitáfio
eu-: Excelência, perfeição, bondade. Exemplos: eufemismo, euforia, eucaristia, eufonia
hemi-: Metade, meio. Exemplos: hemisfério, hemistíquio, hemiplégico
hiper-: Posição superior, excesso. Exemplos: hipertensão, hipérbole, hipertrofia
hipo-: Posição inferior, escassez. Exemplos: hipocrisia, hipótese, hipodérmico
meta-: Mudança, sucessão. Exemplos: metamorfose, metáfora, metacarpo
para-: Proximidade, semelhança, intensidade. Exemplos: paralelo, parasita, paradoxo, paradigma
peri-: Movimento ou posição em torno de. Exemplos: periferia, peripécia, período, periscópio
pro-: Posição em frente, anterioridade. Exemplos: prólogo, prognóstico, profeta, programa
pros-: Adjunção, em adição a. Exemplos: prosélito, prosódia
proto-: Início, começo, anterioridade. Exemplos: proto-história, protótipo, protomártir
poli-: Multiplicidade. Exemplos: polissílabo, polissíndeto, politeísmo
sin-, sim-: Simultaneidade, companhia. Exemplos: síntese, sinfonia, simpatia, sinopse
tele-: Distância, afastamento. Exemplos: televisão, telepatia, telégrafo
P
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in
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4
Prefixos de Origem Latina
a-, ab-, abs-: Afastamento, separação. Ex: aversão, abuso, abstinência, abstração
a-, ad-: Aproximação, movimento para junto. Ex: adjunto, advogado, advir, aposto
ante-: Anterioridade, procedência. Ex: antebraço, antessala, anteontem, antever
ambi-: Duplicidade. Ex: ambidestro, ambiente, ambiguidade, ambivalente
ben(e)-, bem-: Bem, excelência de fato ou ação. Ex: benefício, bendito
bis-, bi-: Repetição, duas vezes. Ex: bisneto, bimestral, bisavô, biscoito
circu(m) -: Movimento em torno. Ex: circunferência, circunscrito, circulação
cis-: Posição aquém. Ex: cisalpino, cisplatino, cisandino
co-, con-, com-: Companhia, concomitância. Ex: colégio, cooperativa, condutor
contra-: Oposição. Ex: contrapeso, contrapor, contradizer
de-: Movimento de cima para baixo, separação, negação. Ex: decapitar, decair, depor
de(s)-, di(s)-: Negação,ação contrária, separação. Ex: desventura, discórdia, discussão
e-, es-, ex-: Movimento para fora. Ex: excêntrico, evasão, exportação, expelir
en-, em-, in-: Movimento para dentro, passagem para um estado ou forma, revestimento. Ex: imergir,
enterrar, embeber, injetar, importar
extra-: Posição exterior, excesso. Ex: extradição, extraordinário, extraviar
i-, in-, im-: Sentido contrário, privação, negação. Ex: ilegal, impossível, improdutivo
inter-, entre-: Posição intermediária. Ex: internacional, interplanetário
intra-: Posição interior. Ex: - intramuscular, intravenoso, intraverbal
intro-: Movimento para dentro. Ex: introduzir, introvertido, introspectivo
justa-: Posição ao lado. Ex: justapor, justalinear
ob-, o-: Posição em frente, oposição. Ex: obstruir, ofuscar, ocupar, obstáculo
per-: Movimento através. Ex: percorrer, perplexo, perfurar, perverter
pos-: Posterioridade. Ex: pospor, posterior, pós-graduado
pre-: Anterioridade. Ex: prefácio, prever, prefixo, preliminar
pro-: Movimento para frente. Ex: progresso, promover, prosseguir, projeção
e-: Repetição, reciprocidade. Ex: rever, reduzir, rebater, reatar
retro-: Movimento para trás. Ex: retrospectiva, retrocesso, retroagir, retrógrado
so-, sob-, sub-, su- : Movimento de baixo para cima, inferioridade. Exemplos: soterrar, sobpor, subestimar
super-, supra-, sobre- : Posição superior, excesso. Exemplos: supercílio, supérfluo
soto-, sota- : Posição inferior. Exemplos: soto-mestre, sota-voga, soto-pôr
trans-, tras-, tres-, tra- : Movimento para além, movimento através. Exemplos: transatlântico, tresnoitar,
tradição
ultra- : Posição além do limite, excesso. Exemplos: ultrapassar, ultrarromantismo, ultrassom, ultraleve,
ultravioleta
vice-, vis- : Em lugar de. Exemplos: vice-presidente, visconde, vice-almirante
P
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in
a3
5
Quadro de Correspondência entre Prefixos Gregos e Latinos
PREFIXOS
GREGOS
PREFIXOS
LATINOS
SIGNIFICADO EXEMPLOS
a, na des, in privação, negação anarquia, desigual, inativo
Anti Contra oposição, ação contrária antibiótico, contraditório
Anfi Ambi duplicidade, de um e outro lado, em torno anfiteatro, ambivalente
Apo Ab afastamento, separação apogeu, abstrair
Di bi(s) Duplicidade dissílabo, bicampeão
dia, meta Trans movimento através diálogo, transmitir
e(n)(m) i(n)(m)(r) movimento para dentro encéfalo, ingerir, irromper
Endo Intra movimento para dentro, posição interior endovenoso, intramuscular
e(c)(x) e(s)(x) movimento para fora, mudança de estado êxodo, excêntrico, estender
epi, super,
hiper
Supra posição superior, excesso epílogo, supervisão, hipérbole,
supradito
Eu Bene excelência, perfeição, bondade eufemismo, benéfico
Hemi Semi divisão em duas partes hemisfério, semicírculo
Hipo Sub posição inferior hipodérmico, submarino
Para Ad proximidade, adjunção paralelo, adjacência
Peri Circum em torno de periferia, circunferência
Cata De movimento para baixo catavento, derrubar
si(n)(m) Cum simultaneidade, companhia sinfonia, silogeu, cúmplice
P
ág
in
a3
6
2) Derivação Sufixal ou Sufixação
Acontece quando o sufixo se junta à palavra
primitiva. Essa alteração pode ser de significado
ou mudança de classe gramatical.
Ex.:
Cabeça – substantivo → cabecear – verbo
Cobrir – verbo → descobrir – verbo
sutil – adjetivo → sutilmente – advérbio
A palavra também pode receber o sufixo
mesmo já tendo sofrido uma outra alteração.
Ex.:
- realização – do verbo realizar, recebe o sufixo
“ção”, transformando-o em substantivo. Perceba
que o verbo “realizar” já havia sofrido uma
alteração do adjetivo real = palavra primitiva,
pelo acréscimo do sufixo -izar.
- barco → embarcar → embarcar + -ção →
embarcação
Ou seja, a derivação sufixal pode ser:
a) Nominal, formando substantivos e adjetivos.
papel – papelaria
riso - risonho
b) Verbal, formando verbos.
atual - atualizar
c) Adverbial, formando advérbios de modo.
feliz – felizmente
geral – geralmente
Como o sufixo é colocado depois do radical, a
ele são incorporadas as desinências que indicam
as flexões das palavras variáveis. Existem dois
grupos de sufixos formadores de substantivos
extremamente importantes para o
funcionamento da língua. São os que formam
nomes de ação e os que formam nomes de
agente.
Sufixos que formam nomes de ação
-ada – caminhada -ez(a) - sensatez, beleza
-ança – mudança -ismo – civismo
-ância – abundância -mento – casamento
-ção – emoção -são – compreensão
-dão – solidão -tude – amplitude
-ença – presença -ura – formatura
Sufixos que formam nomes de agente
-ário(a) – secretário -or – lutador
-eiro(a) – ferreiro -nte – feirante
-ista – manobrista
Além dos sufixos acima, tem-se:
Sufixos que formam nomes de lugar,
depositório
-aria–churrascaria -or – corredor
-ário–herbanário -tério – cemitério
-eiro–açucareiro -tório – dormitório
-il–covil
Sufixos que formam nomes indicadores de
abundância, aglomeração, coleção
-aço – ricaço -ario(a) - casario, infantaria
-ada - papelada -edo – arvoredo
-agem - folhagem -eria – correria
-al - capinzal -io – mulherio
-ame - gentame -ume – negrume
AULA 15
FORMAÇÃO DAS PALAVRAS: Derivação Sufixal
P
ág
in
a3
7
Sufixos que formam nomes técnicos usados na
ciência
-ite bronquite, hepatite (inflamação)
-oma
mioma, epitelioma, carcinoma
(tumores)
-ato, eto, ito sulfato, cloreto, sulfito (sais)
-ina
cafeína, codeína (alcaloides, álcalis
artificiais)
-ol
fenol, naftol (derivado de
hidrocarboneto)
-ite amotite (fósseis)
-ito granito (pedra)
-ema
morfema, fonema, semantema
(ciência linguística)
-io
sódio, potássio, selênio (corpos
simples)
Sufixo que forma nomes de religião, doutrinas
filosóficas, sistemas políticos
-ismo
budismo
kantismo
comunismo
SUFIXOS FORMADORES DE ADJETIVOS
a) de substantivos
-aco – maníaco -ento - cruento
-ado – barbado -eo - róseo
-áceo(a) - herbáceo, liláceas -esco - pitoresco
-aico – prosaico -este - agreste
-al – anual -estre - terrestre
-ar – escolar -ício - alimentício
-ário - diário, ordinário -ico - geométrico
-ático – problemático -il - febril
-az – mordaz -ino - cristalino
-engo – mulherengo -ivo - lucrativo
-enho – ferrenho -onho - tristonho
-eno – terreno -oso - bondoso
-udo – barrigudo
b) de verbos
SUFIXO SENTIDO EXEMPLIFICAÇÃO
-
(a)(e)(i)nte
ação, qualidade,
estado
semelhante, doente,
seguinte
-(á)(í)vel possibilidade de
praticar ou sofrer
uma ação
louvável, perecível,
punível
-io, -(t)ivo ação referência,
modo de ser
tardio, afirmativo,pensativo
-(d)iço, -
(t)ício
possibilidade de
praticar ou sofrer
uma ação,
referência
movediço, quebradiço,
factício
-(d)ouro,-
(t)ório
ação, pertinência casadouro, preparatório
SUFIXOS ADVERBIAIS
Na Língua Portuguesa, existe apenas um
único sufixo adverbial: É o sufixo "-mente",
derivado do substantivo feminino latino
mens, mentis que pode significar "a mente, o
espírito, o intento". Este sufixo juntou-se a
adjetivos, na forma feminina, para indicar
circunstâncias, especialmente a de modo.
Ex: altiva-mente, brava-mente, bondosa-
mente, nervosa-mente, fraca-mente, pia-
mente
Já os advérbios que se derivam de
adjetivos terminados em –ês (burgues-
mente, portugues-mente, etc.) não seguem
esta regra, pois esses adjetivos eram outrora
uniformes.
Ex: cabrito montês / cabrita montês.
SUFIXOS VERBAIS
Os sufixos verbais agregam-se, via de
regra, ao radical de substantivos e adjetivos
para formar novos verbos.
Em geral, os verbos novos da língua
formam-se pelo acréscimo da terminação-ar.
Exemplos:
esqui-ar; radiograf-ar; (a)doç-ar; nivel-ar;
(a)fin-ar; telefon-ar; (a)portugues-ar.
Os verbos exprimem, entre outras ideias,
a prática de ação. Veja:
-ar: cruzar, analisar, limpar
-ear: guerrear, golear
-entar: afugentar, amamentar
-ficar: dignificar, liquidificar
-izar: finalizar, organizar
P
ág
in
a3
8
Observe este quadro de sufixos verbais:
SUFIXOS SENTIDO EXEMPLOS
-ear frequentativo,
durativo
cabecear, folhear
-ejar frequentativo,
durativo
gotejar, velejar
-entar Factitivo aformosentar,
amolentar
-(i)ficar Factitivo clarificar, dignificar
-icar frequentativo-
diminutivo
bebericar,
depenicar
-ilhar frequentativo-
diminutivo
dedilhar, fervilhar
-inhar frequentativo-
diminutivo-
pejorativo
escrevinhar,
cuspinhar
-iscar frequentativo-
diminutivo
chuviscar,
lambiscar
-itar frequentativo-
diminutivo
dormitar, saltitar
-izar Factitivo civilizar, utilizar
Observações:
Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação
repetida.
Verbo Factitivo: é aquele que envolve ideia de
fazer ou causar.
Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação
pouco intensa.
3) Derivação Parassintética ou Parassíntese
Ocorre quando a palavra derivada resulta do
acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à
palavra primitiva. Por meio da parassíntese
formam-se nomes (substantivos e adjetivos) e
verbos.
Ex.:
Palavra
Inicial
Prefixo Radical Sufixo
Palavra
Formada
Mudo E Mud Ecer emudecer
Alma Des Alm Ado
Desalmado
(adjetivo)
Macio A Maci Ar Amaciar
Doido en Doid Ecer Endoidecer
Atenção!
Não se deve confundir derivação parassintética,
em que o acréscimo de sufixo e de prefixo é
obrigatoriamente simultâneo, com casos como os da
derivação sufixal e prefixal, por exemplo, na palavra
desigualdade e injustamente. Nessas palavras, os
afixos são acoplados em sequência:
desigualdade→igualdade→igual; injustamente:
justamente→justa.
Já com palavras formadas por parassíntese não se
pode fazer o mesmo processo: não se pode dizer que
empalidecer provém de "palidecer" ou de "empalid",
pois tais palavras não existem. Logo, empalidecer
advém de pálido, pelo acréscimo concomitante de
prefixo e sufixo. Isso é parassíntese!
Veja:
(EEAR 1-2005 b) Assinale a alternativa em que está
indicado corretamente o processo de formação da
palavra destacada:
(a) o desmatamento das nossas florestas tem sido
constante.(derivação parassintética)
b) o super-homem virá salvar a terra. (composição por
justaposição)
(c) sua gargalhada ecoou pelos corredores. (composição
por aglutinação)
(d) os dois países tentaram compor um tratado de paz.
(derivação sufixal)
O gabarito anunciado pela banca foi a letra A. O
que difere da regra geral: “palavras terminadas em
“mento” nunca poderiam ser parassíntese. Mas em B,
tem-se o prefixo “super”, ou seja, derivação prefixal.
Em C, “gargalhada” recebeu o sufixo “ada”,
portanto, derivação sufixal. E em D, “compor” tem o
radical “pôr” e o prefixo “com”, logo, derivação
prefixal. É estranho, mas foi isso o que a banca
considerou!
P
ág
in
a3
9
4) Derivação Regressiva ou Deverbal
“Ocorre derivação regressiva quando um
verbo que indica ação serve de base para a
formação de um substantivo abstrato.”(Pestana)
Ou seja, a palavra é formada não por acréscimo,
mas por redução, dessa forma, o verbo perde a
sua terminação –“ar, -er ou -ir” e dá lugar à vogal
temática nominal: -a, -e, -o.
Ex.:
demorar (verbo) fugir (verbo)
demora (substantivo
abstrato)
fuga (substantivo abstrato)
Escolher (verbo) Embarcar (verbo)
Escolha (substantivo
abstrato)
Embarque (substantivo
abstrato)
IMPORTANTE!
Para descobrir se um substantivo deriva de um verbo
ou se ocorre o contrário, pode-se seguir a seguinte
orientação:
- Se o substantivo denota ação, será palavra derivada,
e o verbo palavra primitiva.
- Se o nome denota algum objeto ou substância,
verifica-se o contrário.
Nas palavras acima: demora, fuga, escolha e embarque
indicam ações, logo, são palavras derivadas. O mesmo
não ocorre, porém, com as palavras âncora e planta, que
são substantivos concretos. Neste caso, um substantivo
primitivo que dá origem aos verbos ancorar e plantar.
Alguns gramáticos, falam sobre substantivos
deverbais e outros de abreviação vocabular
para palavras como:
o portuga (de português)
o boteco (de botequim)
o comuna (de comunista)
Obs.: Para o Cegalla, o processo normal é criar um
verbo a partir de um substantivo. Na derivação regressiva,
a língua procede em sentido inverso: forma o substantivo
a partir do verbo.
5) Derivação Imprópria ou Conversão
É a mudança de classificação morfológica
de uma palavra, sem que esta sofra ou se
altere em sua forma. A mudança ocorre
apenas no aspecto da classe gramatical.
1) Os adjetivos passam a substantivos
- Os bons serão contemplados.
- O verde do meu time é lindo!
2) Os particípios passam a substantivos ou
adjetivos
- Aquele projeto alcançou um feito
inesperado.
- O filho amado chegou de surpresa.
3) Os infinitivos passam a substantivos
- O viver para mim é Cristo!
- O sorrir da criança emocionava a todos.
4) Os substantivos passam a adjetivos
- Precisava de um traje esporte.
- O muro era branco gelo.
5) Os adjetivos passam a advérbios
- Falei alto para que todos me ouvissem.
- Para chamar a atenção de todos, tossiu
forte.
6) Palavras invariáveis passam a
substantivos
- Não via um quê de arrependimento.
- O não lhe era agradável.
7) Substantivos próprios tornam-se
comuns.
- Aquele aluno é um caxias! (cumpria tudo
com rigor)
- Ele era o judas da classe! (traidor)P
ág
in
a4
0
COMPOSIÇÃO
É o processo que forma palavras compostas,
a partir da junção de dois ou mais radicais. Há
dois tipos de composição:
1) Composição por Justaposição: junção de
duas ou mais palavras ou radicais em que não
ocorre alteração fonética.
Ex.: paraquedas, passatempo, quarta-feira,
girassol, guarda-chuva...
Obs.: - em "girassol" houve uma alteração na grafia
(acréscimo de um "s") justamente para manter inalterada
a sonoridade da palavra.
- as preposições e conjunções não são vistas como
radicais, por isso não são analisadas palavras como
composição e sim como prefixos.
2) Composição por Aglutinação
Esse processo, diferentemente do anterior, é
verificado a perda de um ou mais elementos
fonéticos, na união dos radicais.
Ex.: - alvinegro (alvo+negro)
- embora (em+boa+hora)
- fidalgo (filho+de+algo - referindo-se à família
nobre)
- hidrelétrico (hidro+elétrico)
- planalto (plano+alto)
REDUÇÃO ou ABREVIAÇÃO
Por causa da agilidade na comunicação,
algumas palavras apresentam mudanças de
redução da forma plena. A isso, dá-se o nome de
redução.
Pneumático – por pneu
automóvel - por auto
comunista – por comuna
cinema - por cine
micro - por microcomputador
pornográfico - por pornô
HIBRIDISMO
Ocorre quando há formação de palavras de
línguas diferentes.
Ex.:
- automóvel = auto (grego) + móvel (latim)
- televisão = tele(grego) + visão (latim)
- cibernauta = ciber (inglês) + nauta (latim)
- sociologia = socio(latim) + logia (grego)
- alcoômetro = álcool(árabe) + metro(grego)
ONOMATOPEIA
São vocábulos que reproduzem os sons e
as vozes dos seres.
Ex.: miar, ronronar, zum-zum, piar, tinir,
urrar, chocalhar, cocoricar, balir, rufar...
NEOLOGISMO
A língua é mutável e por isso, por vários
aspectos, as palavras são acrescentadas,
ressignificadas ou inventadas. Essas
palavras podem ser por necessidade
vocabular histórica, social ou cultural. Esses
vocábulos podem ser transitórios (utilizados
por determinados grupos e determinadas
épocas, aparecem e/ou desaparecem da
comunicação de acordo com a necessidade)
ou permanentes(rapidamente faz parte da
linguagem e se estabelecem como vocábulo
da comunicação).
Ex.:
- deletar
- tuitear
- mensalão
-lava-jato
- logar
AULA 16
FORMAÇÃO DE PALAVRAS: COMPOSIÇÃO E OUTROS PROCESSOS
P
ág
in
a4
1
Geralmente, os neologismos são criados a partir de
processos que já existem na língua: justaposição,
prefixação, aglutinação e sufixação) ou quando uma
palavra primitiva é utilizada com outro significado.
Ex.:
- Deu zebra! (significa: azar, resultado
inesperado)
- namoródromo (composição por justaposição)
- viralizar (derivação sufixal)
- antigay (derivação prefixal)
- miguxês (derivação sufixal)
Veja esta questão:
(EEAR 1/2011) Leia:
O acesso de jovens à internet consagrou uma bem-
humorada modalidade de escrita: o miguchês.
Acompanhe o transcurso de criação dessa palavra:
amigo > migo > migucho > miguchês
Considerando-se apenas os elementos em negrito, é
correto afirmar que miguchês foi formada por
a) aglutinação;
b) justaposição;
c) derivação sufixal;
d) derivação imprópria.
Gabarito oficial: letra C. Justificativa: “miguchês” deriva
da palavra migucho, que por sua vez é dimimutivo da
palavra “migo”, variante utilizada na internet. Ao ser
acrescentada o sufixo “-ês” que indica origem, na grafia
oficial, respeitando as normas do uso de X e CH, o sufixo
acrescentado seria o “-ucho” que é diminutivo.
P
ág
in
a4
2
01. (EsSA – 12/13) São formadas por derivação prefixal,
sufixal e parassintética, respectivamente, a sequência
A) abdicar, pernoite, descer.
B) superpor, forense, amanhecer.
C) suavisar, dispneia, ensurdecer.
D) embainhar, sinfonia, bondosamente.
E) abotoar, ponteiro, intravenoso.
02. (EEAR – 1 / 2017) Assinale a alternativa incorreta
quanto à formação da palavra em destaque.
a) A vida só é possível / reinventada. (Cecília Meireles) –
derivação parassintética
b) O amor deixará de variar, se for firme, mas não deixará
de tresvariar, se é amor. (Pe. Antônio Vieira) – derivação
prefixal
c) O senhor tolere, isto é o sertão (...) Lugar sertão se
divulga: é onde os pastos carecem de fechos. (Guimarães
Rosa) – derivação imprópria
d) Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa
contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo (...)
(Machado de Assis) – derivação sufixal
03. (EEAR/EAGS – 2017) Leia:
I. O alcoolismo é um dos fatores que contribui para a
violência contra crianças e mulheres.
II. Nos EUA, os gastos com a violência doméstica entre
casais ultrapassa 5,8 bilhões de dólares anuais.
III. O olhar dos estrangeiros sobre o Brasil vai além das
belezas naturais; o turismo sexual é um forte atrativo do
país.
IV. As denúncias de turismo sexual precisam ser feitas, a
fim de enfraquecer esse sistema doente.
O processo de formação das palavras destacadas acima
é, respectivamente, derivação
a) sufixal / prefixal / regressiva / prefixal e sufixal.
b) sufixal / prefixal / imprópria / parassintética.
c) prefixal / regressiva / imprópria / sufixal.
d) prefixal / sufixal / regressiva / prefixal.
04. EsPCEx - 2013) Ao se alistar, não imaginava que o
combate pudesse se realizar em tão curto prazo, embora o
ribombar dos canhões já se fizesse ouvir ao longe.
Quanto ao processo de formação das palavras
sublinhadas, é correto afirmar que sejam, respectivamente,
casos de
[A] prefixação, sufixação, prefixação, aglutinação e
onomatopeia.
[B] parassíntese, derivação regressiva, sufixação,
aglutinação e onomatopeia.
[C] parassíntese, prefixação, prefixação, sufixação e
derivação imprópria.
[D] derivação regressiva, derivação imprópria,
sufixação, justaposição e onomatopeia.
[E] parassíntese, aglutinação, derivação regressiva,
justaposição e onomatopeia.
05. (CPM – 2015) Analisando o processo de formação
de palavras, assinale a alternativa correta que
corresponde à classificação.
a) Em “entardecer” = temos uma derivação imprópria.
b) Na palavra “grito” = temos uma derivação
regressiva.
c) Em “boquiaberto” = temos composição por
justaposição.
d) Em “girassol” = temos composição por aglutinação.
06. (EAGS – 2018) Leia atentamente as afirmativas
abaixo.
I – No vocábulo “alistar”, observa-se a derivação
parassintética.
II – Os vocábulos “riacho”, “quietude” e
“amanhecer” são formados por sufixos nominais.
III – “Automóvel” é formado por hibridismo.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
a) I
b) II
c) I e III
d) II e III
07. (EsPCEx – 2018) Assinale a opção que identifica
corretamente o processo de formação das palavras
abaixo:
[A] qualidade – sufixação; saneamento – sufixação.
[B] igualdade – sufixação; discriminação –
parassíntese.
[C] avanços – derivaçãoimprópria; acesso – derivação
regressiva.
[D] acessível – prefixação; felizmente – sufixação.
[E] planejamento – sufixação; combate – derivação
regressiva.
GABARITO
• 01 B 07 E
• 02 A
• 03 B
• 04 B
• 05 B
• 06 C
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in
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3
MORFOLOGIA
É o estudo da estrutura, da formação e da
classificação das palavras. Em geral, esse estudo
analisa a palavra isoladamente e classifica-a de
acordo com a sua função na frase. Existem 10
tipos de classes gramaticais:
CLASSE DE PALAVRAS
1- SUBSTANTIVO
É a palavra que nomeia seres, objetos,
estados, emoções, lugares, fenômenos...
Ex.:
-lugares: Curitiba, Ceará, Colombo...
-sentimentos: ódio, amor, raiva...
-estados: doença, vida, alegria, tristeza...
-qualidades: fidelidade, honestidade,
sinceridade...
-ações: viagem, corrida, pescaria...
-condição: pobreza, miséria, vulnerabilidade...
-objetos: casa, roupa, fogão...
-seres: cão, pessoa, criança, fada...
Observação:
- PONTO DE VISTA MORFOLÓGICO: O
substantivo varia em gênero, número e grau.
- PONTO DE VISTA SINTÁTICO: O
substantivo é núcleo dos termos da oração:
sujeito, objetos, predicativos, complemento
nominal, agente da passiva, adjuntos, aposto
e vocativo.
Classificação dos Substantivos
Os substantivos podem ser classificados
quanto a sua forma e sua significação.
FORMA
1) PRIMITIVOS: não derivam de nenhuma
outra palavra, ou seja, não possuem nenhum
afixo.
Ex.: ferro, pedra, livro, árvore...
2) DERIVADOS: vêm de outras palavras.
Possuem afixos.
Ex.: ferreiro, pedreiro, arvoredo...
3) SIMPLES: possuem apenas um radical.
Ex.: chuva, couve, flor...
4) COMPOSTOS: possuem dois ou mais
radicais na sua formação.
Ex.: guarda-chuva, couve-flor, beija-flor...
AULA 17
MORFOLOGIA: CLASSIFICAÇÃO DE PALAVRAS
P
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in
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4
SIGNIFICAÇÃO
1) COMUNS: representam todos os seres de
uma espécie.
Ex.: homem, cidade, cachorro...
2) PRÓPRIOS: representam um único ser de
uma espécie.
Ex.: Claudio, Curitiba, Pitucha
3) ABSTRATO: designam estado, sentimentos,
qualidades, resultados ou ações dos seres. São
palavras que dependem de outro ser para se
manifestar.
Ex.: amor, ódio, fé, ira, beijo, toque...
- O beijo foi dado à meia noite!
NOTA: perceba que a palavra beijo, por si só, não
representa uma forma. Se fôssemos desenhar
algo que representasse essa palavra,
provavelmente iríamos representar por duas
pessoas se beijando. Porém, a palavra em si não
há representação iconográfica. Por isso, o
abstrato precisa de algo ou alguém para existir.
Observação:
- Os verbos e advérbios podem se tornar
substantivos abstratos. A isso se dá o nome de
SUBSTANTIVAÇÃO. Ex.: o viver, o bem, o mal...
- O substantivo abstrato pode se transformar
em concreto.
Ex.: - Ninguém disse que a vida seria fácil!
estado: abstrato
- A Vida e a Morte abraçaram-se!
entidade: concreto
4) CONCRETO: Designam seres de existência
real ou imaginária.
Ex.: mulher, leão, alma, lobisomem, Deus...
5) COLETIVO: Designam uma coleção de
seres da mesma espécie.
Ex.: exército, atlas, panapanã, alcateia...
Principais Substantivos e Suas Formas
Coletivas:
abelha - enxame, cortiço, colmeia;
abutre - bando;
acompanhante - comitiva, cortejo, séquito;
alho - (quando entrelaçados) réstia, enfiada, cambada;
aluno - classe;
amigo - (quando em assembleia) tertúlia;
animal - (em geral) piara, pandilha, (todos de uma
região) fauna, (manada de cavalgaduras) récua, récova,
(de carga) tropa, (de carga, menos de 10) lote, (de raça,
para reprodução) plantel, (ferozes ou selvagens)
alcateia;
anjo - chusma, coro, falange, legião, teoria;
apetrecho - (quando de profissionais) ferramenta,
instrumental;
aplaudidor - (quando pagos) claque;
arcabuzeiro - batalhão, manga, regimento;
argumento - carrada, monte, montão, multidão;
arma - (quando tomadas dos inimigos) troféu;
arroz - batelada;
artista - (quando trabalham juntos) companhia, elenco;
árvore - (quando em linha) alameda, carreira, rua,
souto, (quando constituem maciço) arvoredo, bosque,
(quando altas, de troncos retos a aparentar parque
artificial) malhada;
asneira - acervo, chorrilho, enfiada, monte;
asno - manada, récova, récua;
assassino - choldra, choldraboldra;
assistente - assistência;
astro - (quando reunidos a outros do mesmo grupo)
constelação;
ator - elenco;
autógrafo - (quando em lista especial de coleção)
álbum;
ave - (quando em grande quantidade) bando, nuvem;
avião - esquadrão, esquadra, esquadrilha;
bala - saraiva, saraivada;
bandoleiro - caterva, corja, horda, malta, súcia, turba;
bêbado - corja, súcia, farândola;
boi - boiada, abesana, armento, cingel, jugada, jugo,
junta, manada, rebanho, tropa;
bomba - bateria;
borboleta - boana, panapaná;
P
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in
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5
botão - (de qualquer peça de vestuário) abotoadura,
(quando em fileira) carreira;
brinquedo - choldra;
burro - (em geral) lote, manada, récua, tropa, (quando
carregado) comboio;
busto - (quando em coleção) galeria;
cabelo - (em geral) chumaço, guedelha, madeixa,
(conforme a separação) marrafa, trança;
cabo - cordame, cordoalha, enxárcia;
cabra - fato, malhada, rebanho;
cadeira - (quando dispostas em linha) carreira, fileira,
linha, renque;
cálice - baixela;
cameleiro - caravana;
camelo - (quando em comboio) cáfila;
caminhão - frota;
canção - (quando reunidas em livro) cancioneiro, (quando
populares de uma região) folclore;
canhão - bateria;
cantilena - salsada;
cão - adua, cainçalha, canzoada, chusma, matilha;
capim - feixe, braçada, paveia;
cardeal - (em geral) sacro colégio, (quando reunidos para
a eleição do papa) conclave, (quando reunidos sob a
direção do papa) consistório;
carneiro - chafardel, grei, malhada, oviário, rebanho;
carro - (quando unidos para o mesmo destino) comboio,
composição, (quando em desfile) corso;
carta - (em geral) correspondência;
casa - (quando unidas em forma de quadrados) quarteirão,
quadra;
castanha - (quando assadas em fogueira) magusto;
cavalariano - (de cavalaria militar) piquete;
cavaleiro - cavalgada, cavalhada, tropel;
cavalgadura - cáfila, manada, piara, récova, récua, tropa,
tropilha;
cavalo - manada, tropa;
cebola - (quando entrelaçadas pelas hastes) cambada,
enfiada, réstia;
cédula - bolada, bolaço;
chave- (quando num cordel ou argola) molho, penca;
célula - (quando diferenciadas igualmente) tecido;
cereal - (em geral) fartadela, fartão, fartura, (quando em
feixes) meda, moreia;
cigano - bando, cabilda, pandilha;
cliente - clientela, freguesia;
coisa - (em geral) coisada, coisarada, ajuntamento,
chusma, coleção, cópia, enfiada, (quando antigas e em
coleção ordenada) museu, (quando em lista de anotação)
rol, relação, (em quantidade que se pode abranger com os
braços) braçada, (quando em série) sequência, série,
sequela, coleção, (quando reunidas e sobrepostas) monte,
montão, cúmulo;
coluna - colunata, renque;
cônego - cabido;
copo - baixela;
corda - (em geral) cordoalha, (quando no mesmo
liame) maço, (de navio) enxárcia, cordame, massame,
cordagem;
correia - (em geral) correame, (de montaria)
apeiragem;
credor - junta, assembleia;
crença - (quando populares) folclore;
crente - grei, rebanho;
depredador - horda;
deputado - (quando oficialmente reunidos) câmara,
assembleia;
desordeiro - caterva, corja, malta, pandilha, súcia,
troça, turba;
diabo - legião;
dinheiro - bolada, bolaço, disparate;
disco - discoteca;
doze - (coisas ou animais) dúzia;
ébrio - Ver bêbado;
égua - Ver cavalo;
elefante - manada;
erro - barda;
escravo - (quando da mesma morada) senzala, (quando
para o mesmo destino) comboio, (quando
aglomerados) bando;
escrito - (quando em homenagem a homem ilustre)
polianteia, (quando literários) analectos, antologia,
coletânea, crestomatia, espicilégio, florilégio, seleta;
espectador - (em geral) assistência, auditório, plateia,
(quando contratados para aplaudir) claque;
espiga - (quando atadas) amarrilho, arregaçada, atado,
atilho, braçada, fascal, feixe, gavela, lio, molho, paveia;
estaca - (quando fincadas em forma de cerca) paliçada;
estado - (quando unidos em nação) federação,
confederação, república;
estampa - (quando selecionadas) iconoteca, (quando
explicativas) atlas;
estátua - (quando selecionadas) galeria;
estrela - (quando cientificamente agrupadas)
constelação, (quando em quantidade) acervo, (quando
em grande quantidade) miríade;
estudante - (quando da mesma escola) classe, turma,
(quando em grupo cantam ou tocam) estudantina,
(quando em excursão dão concertos) tuna, (quando
vivem na mesma casa) república;
fazenda - (quando comerciáveis) sortimento;
feiticeiro - (quando em assembleia secreta)
conciliábulo;
feno - braçada, braçado;
filme - filmoteca, cinemoteca;
fio - (quando dobrado) meada, mecha, (quando
metálicos e reunidos em feixe) cabo;
flecha - (quando caem do ar, em porção) saraiva,
saraivada;
P
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in
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6
flor - (quando atadas) antologia, arregaçada, braçada,
fascículo, feixe, festão, capela, grinalda, ramalhete, buquê,
(quando no mesmo pedúnculo) cacho;
foguete - (quando agrupados em roda ou num travessão)
girândola;
força naval - armada;
força terrestre - exército;
formiga - cordão, correição, formigueiro;
frade - (quanto ao local em que moram) comunidade,
convento;
frase - (quando desconexas) apontoado;
freguês - clientela, freguesia;
fruta - (quando ligadas ao mesmo pedúnculo) cacho,
(quanto à totalidade das colhidas num ano) colheita, safra;
fumo - malhada;
gafanhoto - nuvem, praga;
garoto - cambada, bando, chusma;
gato - cambada, gatarrada, gataria;
gente - (em geral) chusma, grupo, multidão, (quando
indivíduos reles) magote, patuleia, poviléu;
grão - manípulo, manelo, manhuço, manojo, manolho,
maunça, mão, punhado;
graveto - (quando amarrados) feixe;
gravura - (quando selecionadas) iconoteca;
habitante - (em geral) povo, população, (quando de aldeia,
de lugarejo) povoação;
herói - falange;
hiena - alcateia;
hino - hinário;
ilha - arquipélago;
imigrante - (quando em trânsito) leva, (quando radicados)
colônia;
índio - (quando formam bando) maloca, (quando em nação)
tribo;
instrumento - (quando em coleção ou série) jogo, (quando
cirúrgicos) aparelho, (quando de artes e ofícios) ferramenta,
(quando de trabalho grosseiro, modesto) tralha;
inseto - (quando nocivos) praga, (quando em grande
quantidade) miríade, nuvem, (quando se deslocam em
sucessão) correição;
javali - alcateia, malhada, vara;
jornal - hemeroteca;
jumento - récova, récua;
jurado - júri, conselho de sentença, corpo de jurados;
ladrão - bando, cáfila, malta, quadrilha, tropa, pandilha;
lâmpada - (quando em fileira) carreira, (quando dispostas
numa espécie de lustre) lampadário;
leão - alcateia;
lei - (quando reunidas cientificamente) código,
consolidação, corpo, (quando colhidas aqui e ali)
compilação;
leitão - (quando nascidos de um só parto) leitegada;
livro - (quando amontoados) chusma, pilha, ruma, (quando
heterogêneos) choldraboldra, salgalhada, (quando reunidos
para consulta) biblioteca, (quando reunidos para venda)
livraria, (quando em lista metódica) catálogo;
lobo - alcateia, caterva;
macaco - bando, capela;
malfeitor - (em geral) bando, canalha, choldra, corja,
hoste, joldra, malta, matilha, matula, pandilha, (quando
organizados) quadrilha, sequela, súcia, tropa;
maltrapilho - farândola, grupo;
mantimento - (em geral) sortimento, provisão,
(quando em saco, em alforge) matula, farnel, (quando
em cômodo especial) despensa;
mapa - (quando ordenados num volume) atlas, (quando
selecionados) mapoteca;
máquina - maquinaria, maquinismo;
marinheiro - marujada, marinhagem, companha,
equipagem, tripulação;
médico - (quando em conferência sobre o estado de um
enfermo) junta;
menino - (em geral) grupo, bando, (depreciativamente)
chusma, cambada;
mentira - (quando em sequência) enfiada;
mercadoria - sortimento, provisão;
mercenário - mesnada;
metal - (quando entra na construção de uma obra ou
artefato) ferragem;
ministro - (quando de um mesmo governo) ministério,
(quando reunidos oficialmente) conselho;
montanha - cordilheira, serra, serrania;
mosca - moscaria, mosquedo;
móvel - mobília, aparelho, trem;
música - (quanto a quem a conhece) repertório;
músico - (quando com instrumento) banda, charanga,
filarmônica, orquestra;
nação - (quando unidas para o mesmo fim) aliança,
coligação, confederação, federação, liga, união;
navio - (em geral) frota, (quando de guerra) frota,
flotilha, esquadra, armada, marinha, (quando reunidos
para o mesmo destino) comboio;
nome - lista, rol;
nota - (na acepção de dinheiro) bolada, bolaço, maço,
pacote, (na acepção de produção literária, científica)
comentário;
objeto - Ver coisa;
onda - (quando grandes e encapeladas) marouço;
órgão - (quando concorrem para uma mesma função)
aparelho, sistema;
orquídea - (quando em viveiro) orquidário;
osso - (em geral) ossada, ossaria, ossama, (quando de
um cadáver) esqueleto;
ouvinte - auditório;
ovelha - (em geral) rebanho, grei, chafardel, malhada,
oviário;
ovo - (os postos por uma ave durante certo tempo)
postura, (quando no ninho) ninhada;
padre - clero, clerezia;
palavra - (em geral) vocabulário, (quando em ordem
alfabética e seguida de significação) dicionário, léxico,
(quando proferidas sem nexo) palavrório;P
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panapaná/panapanã – de borboletas em bando migratório.
pancada - pancadaria;
pantera - alcateia;
papel - (quando no mesmo liame) bloco, maço, (em sentido
lato, de folhas ligadas e em sentido estrito, de 5 folhas)
caderno, (5 cadernos) mão, (20 mãos) resma, (10 resmas)
bala;
parente - (em geral) família, parentela, parentalha, (em
reunião) tertúlia;
partidário - facção, partido, torcida;
partido político - (quando unidos para um mesmo fim)
coligação, aliança, coalizão, liga;
pássaro - passaredo, passarada;
passarinho - nuvem, bando;
pau - (quando amarrados) feixe, (quando amontoados)
pilha, (quando fincados ou unidos em cerca) bastida,
paliçada;
peça - (quando devem aparecer juntas na mesa) baixela,
serviço, (quando artigos comerciáveis, em volume para
transporte) fardo, (em grande quantidade) magote, (quando
pertencentes à artilharia) bateria, (de roupas, quando
enroladas) trouxa, (quando pequenas e cosidas umas às
outras para não se extraviarem na lavagem) apontoado,
(quando literárias) antologia, florilégio, seleta, silva,
crestomatia, coletânea, miscelânea;
peixe - (em geral e quando na água) cardume, (quando
miúdos) boana, (quando em viveiro) aquário, (quando em
fileira) cambada, espicha, enfiada, (quando à tona) banco,
manta;
pena - (quando de ave) plumagem;
pessoa - (em geral) aglomeração, banda, bando, chusma,
colmeia, gente, legião, leva, maré, massa, mó, mole,
multidão, pessoal, roda, rolo, troço, tropel, turba, turma,
(quando reles) corja, caterva, choldra, farândola, récua,
súcia, (quando em serviço, em navio ou avião) tripulação,
(quando em acompanhamento solene) comitiva, cortejo,
préstito, procissão, séquito, teoria, (quando ilustres)
plêiade, pugilo, punhado, (quando em promiscuidade)
cortiço, (quando em passeio) caravana, (quando em
assembleia popular) comício, (quando reunidas para tratar
de um assunto) comissão, conselho, congresso, conclave,
convênio, corporação, seminário, (quando sujeitas ao
mesmo estatuto) agremiação, associação, centro, clube,
grêmio, liga, sindicato, sociedade;
pilha - (quando elétricas) bateria;
planta - (quando frutíferas) pomar, (quando hortaliças,
legumes) horta, (quando novas, para replanta) viveiro,
alfobre, tabuleiro, (quando de uma região) flora, (quando
secas, para classificação) herbário;
ponto - (de costura) apontoado;
porco - (em geral) manada, persigal, piara, vara, (quando
do pasto) vezeira;
povo - (nação) aliança, coligação, confederação, liga;
prato - baixela, serviço, prataria;
prelado - (quando em reunião oficial) sínodo;
prisioneiro - (quando em conjunto) leva, (quando a
caminho para o mesmo destino) comboio;
professor - corpo docente, professorado, congregação;
quadro - (quando em exposição) pinacoteca, galeria;
querubim - coro, falange, legião;
recruta - leva, magote;
religioso - clero regular;
roupa - (quando de cama, mesa e uso pessoal) enxoval,
(quando envoltas para lavagem) trouxa;
salteador - caterva, corja, horda, quadrilha;
selo - coleção;
serra - (acidente geográfico) cordilheira;
soldado - tropa, legião;
trabalhador - (quando reunidos para um trabalho
braçal) rancho, (quando em trânsito) leva;
tripulante - equipagem, guarnição, tripulação;
utensílio - (quando de cozinha) bateria, trem, (quando
de mesa) aparelho, baixela;
vadio - cambada, caterva, corja, mamparra, matula,
súcia;
vara - (quando amarradas) feixe, ruma;
velhaco - súcia, velhacada.
Obs.: na maioria dos casos, o substantivo coletivo é
formado por sufixação forma coletiva se constrói
mediante a adaptação do sufixo conveniente:
arvoredo (de árvores), cabeleira (de cabelos),
freguesia (de fregueses), palavratório (de palavras),
professorado (de professores), tapeçaria (de tapetes),
etc.
Nota: o coletivo é um substantivo singular, mas com
ideia de plural.
Classificação
Os substantivos podem ter mais de uma
classificação.
Sol: substantivo masculino –
formado por apenas um radical:
simples, primitivo, comum e
concreto.
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8
01. (Quadrix – 2018) Assinale a alternativa em que a frase
apresentada está correta quanto ao emprego do substantivo
coletivo em relação ao conjunto a que se refere.
A) A equipe do programa Mesa Brasil arrecada toda
semana duas fornadas de pães e biscoitos doadas pelo dono
da padaria Pão Fresco.
B) As entidades assistenciais cadastradas no programa
Mesa Brasil recebem diariamente cachos de couves frescas
para o preparo de refeições.
C) O dono do restaurante Bom Prato doa sempre réstias de
bananas ao programa Mesa Brasil.
D) O dono do mercado Ótimo Preço comprometeu-se a
doar ramalhetes de frutas e legumes ao programa Mesa
Brasil.
E) O programa Mesa Brasil arrecada juntas de alho e
cebola nas centrais de abastecimento de produtos
hortifrutigranjeiros.
02. (QUADRIX – 2019) A respeito da correção quanto à
flexão de gênero e de número dos substantivos e adjetivos
apresentados nas sentenças, julgue o item.
“Marisa comprou águas‐de‐colônia para todos.”
( ) Certo ( ) Errado
03. (EEAR-2020) Qual alternativa apresenta um
substantivo coletivo?
A) "A vida da gente nunca tem termo real." (Guimarães
Rosa)
B) "Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, / que viva de
guardar alheio gado." (Tomás Antônio Gonzaga)
C) "Todos os jardins deviam ser fechados, / com altos
muros de um cinza muito pálido." (Mário Quintana)
D) "Certa raposa esfaimada encontrou uma parreira
carregadinha (...), coisa de fazer vir água à boca."
(Monteiro Lobato)
04. (EFOMM/2019) Assinale a opção em que a palavra
sublinhada pertence a uma classe gramatical diferente das
demais.
A) “Isso significará talvez [...] que vou me tomando com
o correr dos anos cada vez parecido com ele[...].” (4°§)
B) “[...] repetia literalmente o que ele costumava dizer,
sempre concluindo com olhar travesso.” (7°§)
C) “[...] todos os dias, ao cair da tarde, egresso do
escritório situado no porão.” (9°§)
D) “ Ou depois do jantar, sentado com minha mãe no sofá
de palhinha da varanda [...].” (9°§)
E) “[...] não devemos exigir das pessoas mais do que elas
podem dar.” (16°§)
05. (EEAR/2019) Leia os versos do Hino à Bandeira
reproduzidos abaixo.
“Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.” (Olavo Bilac)
Nesses versos, é incorreto afirmar que o substantivo
A) céu é concreto.
B) mata é derivado.
C) verdura é abstrato.
D) Cruzeiro do Sul é próprio.
GABARITO
• 01 A
• 02 C
• 03 B
• 04 E
• 05 B
P
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9
Por ser uma classe variável, o substantivo pode
sofrer flexão de gênero, número e grau.
Aluno: substantivo simples, masculino e singular
Feminino: aluna (gênero)
Plural: alunos(número)
Diminutivo: aluninho (grau)
Flexão de Gênero dos Substantivos
Gênero é a indicação de que a palavra pertence
a masculino ou feminino. Em geral, os
determinantes indicam essa variação. Por
exemplo:
- É uma artista maravilhosa!
- É um artista fantástico!
Observe que as palavras uma e maravilhosa,
um e fantástico estão determinando o gênero de
artista. Os substantivos podem ser
determinados por artigos, pronomes, numerais
ou adjetivos.
- Aquele cão e o gato fizeram as pazes.
- A rainha e suas duas princesas chegaram ao
baile.
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
Há casos em que existem duas formas para
indicar o gênero: uma para o feminino e outra para o
masculino. São classificados como Substantivos
Biformes (= duas formas):
Ex.: - homem – mulher
- doutor – doutora
- médico – médica
- príncipe – princesa
Há casos, no entanto, em que os
substantivos apresentam apenas uma forma
para designar os dois gêneros. São classificados
como Substantivos Uniformes (= 1 forma):
Ex.: - o/a imigrante
- a criança
- o/a estudante
- a vítima
Formação do Feminino dos Substantivos
Biformes
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por
-a.
Ex.: aluno – aluna; gato – gata; lobo – loba;
b) Substantivos com terminação em -e, troca-
se por -a.
Ex.: elefante – elefanta; gigante – giganta;
monge – monja;
c) Substantivos terminados em -ês:
acrescenta-se -a ao masculino.
Ex.:freguês – freguesa; camponês –
camponesa;
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o
feminino de três formas:
- troca-se -ão por -oa.
Ex.: patrão – patroa; leão – leoa; dragão –
dragoa;
- troca-se -ão por -ã.
Ex.: campeão – campeã; escrivão – escrivã;
guardião - guardiã
-troca-se -ão por ona.
Ex.: solteirão – solteirona; folião – foliona;
valentão - valentona
Algumas palavras têm exceções:
barão – baronesa
ladrão- ladra
sultão - sultana
d) Substantivos terminados em -or:
- acrescenta-se -a ao masculino.
Ex.: doutor – doutora; pastor – pastora; cantor –
cantora;
- troca-se -or por -triz:
imperador – imperatriz; embaixador –
embaixatriz; ator – atriz;
AULA 18
FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS
P
ág
in
a5
0
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -
isa:
f) Substantivos que têm radicais diferentes no
masculino e no feminino:
- bode – cabra
- boi – vaca
- homem – mulher
- cavaleiro – dama
g) Substantivos que formam o feminino de
maneira especial, isto é, não seguem nenhuma
das regras anteriores:
- czar – czarina
- réu – ré
- avô – avó
- galo – galinha
- pardal – pardaloca
- rapaz - rapariga
Formação do Feminino dos Substantivos
Uniformes
Subdividem-se em:
1) Epicenos: têm um só gênero e nomeiam
bichos e plantas. São indicados pelo acréscimo
do adjetivo macho e fêmea.
Ex.: a cobra macho e a cobra fêmea; o jacaré
macho e o jacaré fêmea; o pinheiro macho e o
pinheiro fêmea.
2) Sobrecomuns: referem-se a pessoas e têm
seus gêneros indicados por determinantes.
Ex.: a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge,
o gênio, o ídolo, o indivíduo.
3) Comuns de Dois Gêneros: referem-se
apenas a pessoas e têm seu gênero e sexo
indicado por determinantes.
Ex.: o colega e a colega, o estudante e a
estudante, o doente e a doente, o artista e a
artista.
São geralmente masculinos os
substantivos terminados em -ma:
- Ex.: o axioma, o fonema, o poema, o
sistema, o sintoma, o teorema, o quilograma,
o telefonema, o eczema, o magma, o tracoma,
o hematoma, o glaucoma.
SUBSTANTIVOS DE GÊNEROS FIXOS
Masculinos
-o tapa - o eclipse
-o lança-perfume - o dó (pena)
- o suéter - o guaraná
- o champanha - o pernoite
- o maracajá - o púbis
- o formicida - o magazine
(Obs.: lista divulgada por Cegalla)
Femininos
-a dinamite - a pane
- a mascote - a derme
- a hélice - a entorse
- a libido - a cal
- a faringe - a omoplata
- a cólera(doença) - a cataplasma
(Obs.: lista divulgada por Cegalla)
-esa - -essa- -isa-
cônsul -
consulesa
abade –
abadessa
poeta –
poetisa
duque -
duquesa
conde -
condessa
profeta –
profetisa
IMPORTANTE
Em geral, os substantivos terminados em -ISTA
são comuns de dois gêneros: o/a pianista; o/a
dentista;
Nas corporações militares, utiliza-se o/a militar;
o/a sargento; o/a tenente, ou seja, comum de dois
gêneros; No entanto, o cabo e o major são
sobrecomuns.
EXCEÇÕES
A CATAPLASMA, A CELEUMA, A FLEUMA...
P
ág
in
a5
1
SUBSTANTIVOS DE GÊNEROS INCERTOS
Para Domingos Cegalla, alguns substantivos
são tratados pelos escritores como ora
masculinos ou femininos. No entanto, ele coloca
a forma preferível para alguns:
- a abusão - a acne
- a aluvião - a cólera
- a íbis - a laringe
- o praça (soldado raso) - o preá
- o sabiá - o diabetes/diabete
GÊNERO E SIGNIFICADO
- o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação
emissora)
- o capital (dinheiro) / a capital (cidade)
- o cabeça (líder) / a cabeça (parte do corpo)
- o guia (pessoa) / a guia (documento
- o cura (pároco) / a cura (ato de curar)
- o caixa (atendente) / a caixa
(recipiente/setor)
- o moral: ânimo / a moral: honestidade
- o nascente: onde nasce o Sol/a nascente:
fonte
IMPORTANTE
a palavra personagem é comum de dois gêneros.
Cegalla aponta o uso preferencial para concordar com
o gênero a quem se refere:
- “João era um personagem trágico...”
- “Maria era uma personagem estranha...”
Para as palavras MANEQUIM e MODELO pode-
se utilizar tanto artigo o quanto a.
Ex.: - O (ou A) modelo fotográfico Luana...
- O (ou A) manequim Carla...
A palavra sósia pela origem é masculina. No
entanto, alguns gramáticos consideram-na como
comum de dois gêneros: o/a sósia
Em geral, os nomes das cidades são femininos:
A grande São Paulo; A bela Curitiba; A fria
Londres...
Entretanto, há algumas exceções:
O Rio de Janeiro, o Porto...
P
ág
in
a5
2
01. Quanto ao gênero dos substantivos, assinale a
alternativa incorreta.
A) Aquele gol, no início do segundo tempo, levantou o
moral do time.
B) Enviamos a guia para que o caixa do banco efetuasse o
pagamento.
C) A guarda do Palácio de Buckingham é uma atração
turística em Londres.
D) O idoso tropeçou no banheiro, fraturou a perna e a rádio
e ficou com o braço imobilizado.
02. (EEAR/2019) Leia:
1 – A cal usada no reboco era de péssima qualidade.
2 – O apendicite provocou infecção generalizada nopaciente.
3 – O jogador caiu de mal jeito e teve problemas no
omoplata.
4 – Faltam alguns gramas de presunto para melhorar o
sabor da lasanha.
O gênero dos substantivos destacados está correto em qual
alternativa?
A) 2 e 3. B) 1 e 4.
C) 2 e 4. D) 1 e 3.
03. (EAM/2019) Em que opção os termos se flexionam,
respectivamente, no mesmo gênero que os destacados em
“[...] o cidadão possui a palavra."?
a) indivíduo / dó (compaixão).
b) alface / testemunha.
c) personagem / moral (ânimo).
d) grama (peso) / pessoa.
e) couve / telefonema.
04. (CFN/2018) Na oração: “Então o brasileiro deu um
sorriso cheio de bossa e veio vindo gingando assim pro
lado do alemão.” -linhas 33 a 35- as palavras destacadas
são classificadas quanto a sua classe, respectivamente,
como:
a) verbo, artigo, conjunção e substantivo.
b) artigo, conjunção, verbo e numeral.
c) verbo, preposição, conjunção e adjetivo.
d) conjunção, conjunção, verbo e adjetivo.
e) artigo, conjunção, verbo e substantivo.
05. Assinale o par de substantivos em que a mudança de
gênero de masculino para feminino não altera o
significado da palavra.
a) o/a cura – o/a moral
b) o/a grama – o/a capital
c) o/a criança – o/a cabeça
d) o/a personagem – o/a modelo
GABARITO
• 01 A
• 02 B
• 03 D
• 04 E
• 05 D
P
ág
in
a5
3
Número, na língua portuguesa, refere-se a
singular e plural.
Em geral, as palavras para indicar mais de um
ser ou grupo de seres são acrescidas de -s.
Ex.: - livro → livros
- caneta → canetas
- moço → moços
Plural dos Substantivos Simples
a) Os substantivos terminados em r, s ou z:
plural em -es
Ex.: - juiz → juízes
- mar → mares
- país → países
b) Substantivos terminados em vogal, ditongo
oral e -n fazem o plural pelo acréscimo de -s.
Ex.: - pai → pais
- ímã → ímãs
- hífen → hifens ou hífenes
- pólen → polens ou pólenes
c) Os substantivos terminados em -m fazem
o plural em ns.
Ex.: - homem → homens
- jardim → jardins
- bombom → bombons
d) Os substantivos terminados em -al, -el, -
ol, -ul flexionam-se no plural, trocando o -l
por -is.
Ex.: - floral → florais
- anel → anéis
- caracol → caracóis
- azul → azuis
e) Os substantivos terminados em -il fazem
o plural de duas maneiras:
- Se forem oxítonos, fazem plural em -is.
Ex.: - anil → anis
- funil → funis
- Se forem paroxítonos, fazem plural em -eis.
Ex.: - fóssil → fósseis
- míssil → mísseis.
f) Os substantivos terminados em -ão podem
fazer plural de três maneiras.
- substituindo o -ão por -ãos:
Ex.: - mão → mãos
- cidadão → cidadãos
- substituindo o -ão por -ões:
Ex.: - limão → limões
- cirurgião → cirurgiões
- substituindo o -ão por -ães:
Ex.: - pão → pães
- cão → cães
g) Os substantivos terminados em -x.
- INVARIÁVEIS: (som de /ks/)
Ex.: - o tórax → os tórax.
- o fax → os fax.
AULA 19
FLEXÃO DE NÚMERO DO SUBSTANTIVO
Obs.: palavras terminadas em -s, quando forem
paroxítonas ou proparoxítonas, ficam invariáveis,
apresentando variação apenas no determinante.
Ex.: ônibus...... os ônibus / um lápis......... uns lápis
Algumas palavras na língua portuguesa são
consideradas “pluralia tantum”, ou seja, são
utilizadas exclusivamente no plural. Dessa forma
os determinantes são usados também na forma
plural.
Ex: - os picles - os atlas
- meus óculos - nas costas
- minhas férias - os pêsames
Exceção: plural de CARÁTER..... CARACTERES
Obs.: Exceções para cânon → cânones
Exceções: - mal e males
- Cônsul - cônsules
A palavra réptil/reptil faz plural em répteis ou reptis
P
ág
in
a5
4
- VARIÁVEIS: formam plural em -ices.
Ex.: - cálix /ks/ → cálices (o singular pode
também pode ser cálice)
- índex/ks/ → índices (o singular
também pode ser índice)
FORMAS VARIADAS: para substantivos com a
terminação -ão.
Algumas palavras não têm uma forma definitiva
ou consenso entre gramáticos. Para Cegalla, eis
algumas palavras que merecem a atenção:
Substantivo Plural -ões Plural -ãos Plural -ães
aldeão aldeões Aldeãos -
castelão castelões Castelões -
deão deões Deãos -
ermitão ermitões ermitãos ermitães
faisão faisões - faisães
hortelão hortelões hortelãos -
sultão sultões Sultãos sultães
verão verões Verãos -
vilão vilões Vilãos -
refrão - Refrãos refrães
Plural dos Substantivos Compostos
A formação do plural dos substantivos
compostos depende da forma como são escritos,
estruturados e de seus componentes. Palavras
que são formadas por composição, ou seja, dois
ou mais radicais sem o hífen, são pluralizadas
normalmente com o acréscimo de -s,
observando logicamente a sua terminação.
Ex.: - aguardente → aguardentes
- girassol → girassóis
- pontapé → pontapés
Já, os substantivos compostos ligados por
hífen têm regras que devem ser observadas.
a) Pluralizam-se os dois elementos:
substantivo + substantivo:
- couve-flor = couves-flores
- cirurgião-dentista = cirurgiões-dentistas
substantivo + adjetivo:
- amor-perfeito = amores-perfeitos
- capitão-mor = capitães-mores
adjetivo + substantivo:
- gentil-homem = gentis-homens
- boa-vida = boas-vidas
numeral + substantivo:
- sexta-feira = sextas-feiras
- segunda-feira = segundas-feiras
b) Flexiona-se somente o segundo ou último
elemento, quando formados de:
verbo + substantivo:
- guarda-roupa = guarda-roupas
- beija-flor = beija-flores
palavra invariável + palavra variável:
- alto-falante = alto-falantes
- o abaixo-assinado = os abaixo-assinados
- o vice-rei = os vice-reis
- o recém-nascido = os recém-nascidos
palavras repetidas:
- reco-reco = reco-recos
- tico-tico = tico-ticos
- quebra-quebra = quebra-quebras
c) Varia apenas o primeiro elemento:
substantivo + preposição + substantivo:
- pé de moleque = pés de moleque
- mula sem cabeça = mulas sem cabeça
- a mão de obra = as mãos de obra
EXCEÇÕES:
Os grão-mestres; as grã-cruzes; os grã-finos; os
claro-escuros; os são-paulinos; os nova-iorquinos...
P
ág
in
a5
5
substantivo + substantivo determinante: aquele que
indica finalidade, tipo ou semelhança, como se fosse um
adjetivo da palavra anterior.
- palavra-chave = palavras-chave- caneta-tinteiro = canetas-tinteiro
- pau-brasil = paus-brasil
- notícia-bomba = notícias-bomba
d) Os dois elementos ficam invariáveis:
verbo + advérbio:
- o bota-fora = os bota-fora
- o pisa-mansinho = os pisa-mansinho
verbo + substantivo no plural:
- o troca-tintas = os troca-tintas
- o saca-rolhas = os saca-rolhas
e) Casos Especiais:
- o louva-a-deus e os louva-a-deus
- o bem-te-vi e os bem-te-vis
- o bem-me-quer e os bem-me-queres
- o joão-ninguém e os joões-ninguém
- o sem-terra e os sem-terra
- o mico-leão-dourado e os micos-leões-dourados
- o arco-íris e os arco-íris.
Plural dos Diminutivos
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o
-s final e acrescenta-se o sufixo diminutivo.
pãe(s) +
zinhos
animai(s)
+ zinhos
botõe(s) +
zinhos
chapéu(s)
+ zinhos
farói(s) +
zinhos
tren(s) +
zinhos
colhere(s)
+ zinhas
flore(s) +
zinhas
pãezinhos
animaizinhos
botõezinhos
chapeuzinhos
faroizinhos
trenzinhos
colherezinhas
florezinhas
mão(s) +
zinhas
papéi(s) +
zinhos
nuven(s) +
zinhas
funi(s) + zinhos
túnei(s) +
zinhos
pai(s) + zinhos
pé(s) + zinhos
pé(s) + zitos
mãozinhas
papeizinhos
nuvenzinhas
funizinhos
tuneizinhos
paizinhos
pezinhos
pezitos
Obs.: são anômalos os plurais pastorinhos(as),
papelinhos, florzinhas, florinhas, colherzinhas e
mulherzinhas, correntes na língua popular, e usados
até por escritores de renome.
Plural dos Nomes Próprios Personativos
Devem-se pluralizar os nomes próprios de
pessoas sempre que a terminação se preste à
flexão.
Ex.:
Os Napoleões também são derrotados.
As Raquéis e Esteres.
Plural dos Substantivos Estrangeiros
Os substantivos não aportuguesados
devem ser escritos como na língua original,
acrescentando-se-lhes um -s (exceto quando
terminam em s ou z).
Ex.:
- os shows
- os shorts
- os jazz
Para o Cegalla, não é errado utilizar a
pluralização dos dois elementos:
pombos-correios; peixes-bois; frutas-pães;
homens-rãs; couves-flores...
ATENÇÃO:
Palavras substantivadas apresentam, no
plural, as flexões próprias dos substantivos.
Ex.: - os prós e os contras.
- os sins e os nãos.
Numerais substantivados terminados em -s ou -z
não variam em número.
Ex.: Conseguis muitos nove e alguns dez.
P
ág
in
a5
6
Os substantivos aportuguesados flexionam-
se de acordo com as regras de nossa língua:
Ex.: os clubes os chopes
os jipes os esportes
as toaletes os bibelôs
os garçons os réquiens
Plurais Metafônicos
Quando há mudança de timbre da vogal tônica
(o fechado / o aberto).
Singular Plural Singular Plural
corpo (ô)
esforço
fogo
forno
fosso
imposto
olho
corpos (ó)
esforços
fogos
fornos
fossos
impostos
olhos
osso (ô)
ovo
poço
porto
posto
rogo
tijolo
ossos
(ó)
ovos
poços
portos
postos
rogos
tijolos
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos,
almoços, bolsos, esposos, estojos, globos,
gostos, polvos, rolos, soros, etc.
Obs.: distinga-se molho (ô), caldo (molho de
carne), de molho (ó), feixe (molho de lenha).
Particularidades sobre o Número dos
Substantivos
a) Há substantivos que só se usam no singular:
Ex.: o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
b) Outros só no plural:
Ex.: as núpcias, os víveres, os pêsames, as
espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes.
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido
diferente do singular:
Ex: bem (virtude) e bens (riquezas)
honra (probidade, bom nome) e honras
(homenagem, títulos)
d) Alguns substantivos são usados no
singular, mas com sentido de plural:
Ex.: Muito negro foi trazido para esta região.
Era uma população de viandantes, homem,
mulher e menino que caminhava sem direção.
A palavra gol (do inglês goal) faz gols, considerado
um barbarismo. O correto seria gois ou goles.
P
ág
in
a5
7
01. Assinale a alternativa que indica a flexão correta de
gênero e número dos substantivos.
A) Caminhão-bomba: admite a flexão caminhão-bombas;
crianças: substantivo comum de dois gêneros; rapaz:
substantivo que apresenta variação de sentido; trama:
substantivo que apresenta dificuldade quanto à flexão de
gênero.
B) Caminhão-bomba: admite a flexão caminhões-bomba;
crianças: substantivo sobrecomum; rapaz: substantivo
com feminino de radical diferente; trama: substantivo que
apresenta oscilação de gênero, mudando de sentido.
C) Caminhão-bomba: admite a flexão caminhões-bombas;
crianças: substantivo causador de mudança de sentido;
rapaz: substantivo sobrecomum; trama: substantivo
biforme.
D) Caminhão-bomba: admite a flexão caminhões-bomba;
crianças: substantivo causador de dúvida; rapaz:
substantivo que apresenta oscilação de gênero; trama:
substantivo biforme.
E) Caminhão-bomba: admite a flexão caminhão-bombas;
crianças: substantivo que apresenta dificuldades quanto ao
gênero; rapaz: substantivo comum de dois gêneros; trama:
substantivo que apresenta variação de sentido.
02. Assinale o item em que houve erro na flexão do nome
composto:
A) Durante a festa, tremularam ao vento as bandeiras
verde-amarelas.
B) Trocaram os guarda-roupas depois da reforma da casa.
C) Chegaram ao porto de Santos dois navios-escola.
D) Os acordos iberos-americanos chegaram ao fim.
03. (MPE-RJ) “Consistem meramente de demarcações...”;
o vocábulo
demarcação tem seu plural corretamente formado no texto.
O item abaixo em que há um vocábulo cuja forma plural é
unanimemente considerada como equivocada é:
a) escrivães – tabeliães – cidadãos;
b) aldeãos – aldeões – aldeães;
c) artesãos – camaleões – vulcões;
d) artesões – corrimãos – verões;
e) guardiões – guardiães – charlatãos.
04. (FCC – TRT) O município de Bonito é exemplo de
preservação de suas belezas
naturais, com ...... de visão magnífica, verdadeiros ...... .
a) quedas d’água – cartões-postal;
b) quedas d’água – cartões-postais;
c) queda d’águas – cartões-postais;
d) quedas d’água – cartão-postais;
e) queda d’águas – cartão-postais.
05. (FCC – TRT) A forma correta de plural dos
substantivos compostos mico-leão-dourado e
ararinha-azul é:
a) micos-leão-dourados e ararinhas-azul;
b) micos-leão-dourado e ararinha-azuis;
c) mico-leões-dourados e ararinha-azuis;
d) mico-leão-dourados e ararinhas-azul;
e) micos-leões-dourados e ararinhas-azuis.
GABARITO
• 01 B
• 02 D
• 03 E
• 04 B
• 05 EP
ág
in
a5
8
Grau é a propriedade que as palavras têm de
exprimir as variações de tamanho dos seres.
Classifica-se em:
Grau Aumentativo - Indica o aumento do
tamanho do ser. Pode ser:
Analítico = o substantivo é acompanhado de um
adjetivo que indica grandeza.
Ex.: casa grande; pedra enorme; obra gigantesca.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo
indicador de aumento.
Ex.: casa.....casarão.
sufixo Aumentativo Sufixo aumentativo
-aça Barcaça -aço balaço
-alha Muralha -ão cavalão
-arra Bocarra -ázio copázio
-ona mulherona -orra cabeçorra
-uça Dentuça -aréu Povaréu
-alhão grandalhão -eirão Vozeirão
-udo Pançudo -ola beiçola
-ázio Corpázio -ama dinheirama
Grau Diminutivo - Indica a diminuição do
tamanho do ser. Pode ser:
Analítico = substantivo acompanhado de um
adjetivo que indica pequenez.
Ex.: casa pequena; barco minúsculo...
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo
indicador de diminuição.
Ex.: casinha.
Sufixo diminutivo sufixo diminutivo
-acho Riacho -ebre casebre
-ejo lugarejo -eto(a) saleta
-ete filete -ico burrico
-im espadim -inho(a) livrinho
-zinho pezinho -isco chuvisco
-ito(a) mosquito -oca engenhoca
-ola sacola -ote caixote
-ucho papelucho -(c)ulo homúnculo
-ícula gotícula -úsculo corpúsculo
AULA 20
Flexão de Grau do Substantivo
OBS.: Alguns substantivos no
DIMINUTIVO ou AUMENTATIVO têm
sentido pejorativo ou depreciativo: gentalha,
livreco, povinho, gentinha, beiçorra...
Os diminutivos muitas vezes são utilizados
para formas carinhosas ou demostrar
afetividade: filhinho, avozinha, Pedrinho...
Muitos substantivos no diminutivo ou
aumentativo são formados por prefixação:
minidicionário, minissaia, supermercado,
maxissala...
P
ág
in
a5
9
01. (EEAR – 1 / 2017) Marque a alternativa em que o
substantivo em destaque forma o plural com a terminação -
ãos.
a) A peça era um dramalhão. (Machado de Assis)
b) O capitão Vitorino Carneiro da Cunha tinha cinco mil
réis no bolso. (José Lins do Rego)
c) Eu preparo uma canção / Que faça acordar os homens /
E adormecer as crianças. (Carlos D. de Andrade)
d) ... ele, monge ou ermitão, (...) ia acordando da memória
as fabulosas campanhas do dia. (Cruz e Sousa)
02. (EEAR/EAGS – 2017) Em relação ao gênero do
substantivo, assinale a alternativa incorreta.
a) O champanha que compramos para a ceia de Natal não
era francês. Fomos enganados!
b) Todos ficaram com muito dó das vítimas do último
ataque terrorista.
c) O eclipse da Lua até hoje inspira os poetas.
d) A maracajá é uma espécie de jaguatirica.
03. (EEAR/EAGS – 2017) Considerando o número dos
substantivos, assinale a alternativa que completa, correta e
respectivamente, as lacunas.
1 – Na Itália há vários _______em atividade.
2 – Os _______ são músculos da mastigação originados na
arcada zigomática e inseridos na mandíbula.
3 – Segundo a crença popular, as amásias de padres
recebem a seguinte punição: são transformadas em_____.
4 – Os _______ são pássaros cuja língua fina e comprida
serve para sugar o néctar das flores.
a) vulcães, masseter, mulas sem cabeças, beijas-flores
b) vulcãos, masseteres, mula sem cabeça, beijas-flores
c) vulcões, masseteres, mulas sem cabeças, beija-flores
d) vulcões, masseteres, mulas sem cabeça, beija-flores
04. (CFS/2 – 2018) Assinale a alternativa em que o coletivo
em destaque foi corretamente empregado, considerando o
contexto.
a) Os escoteiros foram atacados na mata por uma matilha
feroz. Os leões estavam famintos.
b) Ficamos encantados com o colorido daquela revoada
sobre as folhas verdes. Quantas borboletas, meu Deus!
c) Há muito a poluição vem prejudicando a fauna
brasileira. Nossos animais silvestres têm se alimentado de
pastagens contaminadas.
d) Vou montar uma pinacoteca com os muitos discos de
vinil que ganhei de herança de meu pai e fazer uma
campanha para ganhar outros.
05. (CFS/2 – 2018) Assinale o par de substantivos em que
a mudança de gênero de masculino para feminino não altera
o significado da palavra.
a) o/a cura – o/a moral
b) o/a grama – o/a capital
c) o/a criança – o/a cabeça
d) o/a personagem – o/a modelo
GABARITO
• 01 D
• 02 D
• 03 D
• 04 C
• 05 D
P
ág
in
a6
0
ARTIGO
Artigo é a palavra que é anteposta aos
substantivos dando-lhes sentido determinado
ou indeterminado.
Classificação dos Artigos
Artigos Definidos: determinam os
substantivos de maneira precisa: o, a, os, as.
Ex. - Eu li o livro.
- Eu vi as meninas.
Artigos Indefinidos: determinam os
substantivos de maneira vaga: um, uma, uns,
umas.
Ex.: - Eu li um livro bom.
- Eu vi umas pessoas na rua.
Combinação dos Artigos
É muito presente a combinação dos artigos
definidos e indefinidos com preposições. Este
quadro apresenta a forma assumida por essas
combinações:
Preposições Artigos
o, os a, as um, uns uma, umas
A ao, aos à, às - -
De do, dos da, das
dum,
duns
duma, dumas
Em no, nos na, nas
num,
nuns
numa, numas
por (per)
pelo,
pelos
pela,
pelas
- -
- As formas à e às indicam a fusão da preposição
a com o artigo definido a. Essa fusão de vogais
idênticas é conhecida por crase.
- As formas pelo(s)/pela(s) resultam da
combinação dos artigos definidos com a forma
per, equivalente a por.
LEITURA DOS ARTIGOS
1) Não se contrai preposição com o artigo que
faça parte de nomes próprios.
Ex.: - Li em O Globo que a vacina chegou.
[e não “li no Globo...”]
- Vi em A Tarde que muitos foram presos.
[e não “vi na Tarde...”]
(ou seja, nomes de jornais, revistas, livros,
obras que comecem com artigos)
2) Não se contrai preposição com artigo antes
de sujeito de verbos no infinitivo.
Ex.: - Está na hora de a onça beber água.
[e não “da onça beber...”]
- Naquele jornal, já se falou muito de a
vacina ser distribuída a todos.
[e não “da vacina ser distribuída...”]
AULA 21
ARTIGOS DEFINIDOS E INDEFINIDOS
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1
01. (INSS – 2002) Em relação às lacunas do texto, assinale
a opção correta.
A questão da Previdência Social deve ser recolocada
na sucessão presidencial. Não é possível que uma questão
dessa magnitude – o pacto entre gerações, que interessa
às passadas, presentes e futuras – continue, comosempre
aconteceu, fora da pauta da sucessão presidencial. Uma
questão que diz respeito ______ 20 milhões de
beneficiários – aposentados e pensionistas; _____ 26,7
milhões de contribuintes ativos, só no Sistema Geral de
Previdência Social – o INSS; ____ 60,0 milhões de
brasileiros que estão na População Economicamente
Ativa – PEA, mas excluídos do INSS, entre os quais os 40
milhões da economia informal; ____ 4 milhões da
Previdência Complementar aberta; ______ 6,6 milhões
da Previdência Complementar fechada – 1,7 milhões de
participantes ativos, 4,4 milhões de participantes
dependentes e 558 mil participantes assistidos; ______ 10
milhões de servidores públicos civis e militares, da União
(1,8 milhão), de estados (4,0 milhões, em 97) e municípios
(4,0 milhões, em 97), aproximadamente.
a) Como são informações de natureza numérica, o artigo
masculino é obrigatório.
b) Já que todas as informações têm a mesma função
sintática, basta preencher as lacunas com o artigo feminino
singular.
c) Devido à regência da forma verbal “diz” todas as
lacunas devem ser preenchidas com a preposição de.
d) A regência da palavra “respeito” exige que as duas
primeiras lacunas sejam preenchidas com em e as
seguintes com
de.
e) Todas as lacunas podem ser preenchidas com
preposição e artigo masculino plural: aos.
02. (FGV – 2004) “... por outro lado, a taxa Selic
continuará a ser reduzida a partir do
patamar de 16,5% a que chegou no fim do ano passado...”
Os termos grifados no trecho acima classificam-se,
respectivamente, como:
a) artigo − artigo − preposição − preposição;
b) preposição − artigo − preposição − artigo;
c) artigo − preposição − preposição − artigo;
d) artigo − preposição − preposição − preposição;
e) preposição − preposição − artigo − artigo.
03. (FGV – 2004) Assinale a alternativa em que o termo
grifado seja artigo definido.
a) “... o que os empurra a dar crédito para o setor privado
e para as pessoas físicas.”
b) “O que se faz?”
c) “O que está ocorrendo é que os interesses que
prevaleceram...”
d) “... agora, o que se está fazendo é buscar “acalmar”
os que temem perder lucros na fase de transição.”
e) “Ou seja, há uma possibilidade, não desprezível, de
o país perder, mais uma vez, uma janela de
oportunidade.”
05. (IAUPE – 2006) Partindo-se do princípio de que
CRASE é o fenômeno resultante da fusão da
preposição “a” e do artigo “a”, assinale a alternativa
cujo termo sublinhado se classifica apenas como artigo,
daí justificar a inexistência desse fenômeno.
a) “Todos os estudos feitos nos anos 1990 (...)
continuam a mostrar...”
b) “... enquanto que 70 a 80 por cento das mulheres
afirmam...”
c) “A exemplo de seu ancestral, ele quer ficar sentado
em uma pedra...”
d) “... afirmam que a família é prioridade absoluta.”
GABARITO
• 01 E
• 02 D
• 03 E
• 04 E
• 05 D
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2
ADJETIVO
Adjetivo é a palavra que expressa uma
característica e permite-se emitir um julgamento
de valor relacionado a algo ou alguém. Ou seja,
está ligado ao substantivo.
O adjetivo inteligente expressa uma
característica do nome(substantivo). Essa
condição de relacionar um atributo para o
substantivo tem um caráter explicativo ou
restritivo, especificando-o.
Perceba que de madeira e robustas estão
apontando uma característica de estado do
objeto. Já o adjetivo imenso apresenta uma
especificação do substantivo “salão”.
Morfossintaxe do Adjetivo:
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas
relativas aos substantivos, atuando como
adjunto adnominal ou como predicativo (do
sujeito ou do objeto).
Formação do Adjetivo
Simples: apresenta apenas um radical.
Ex.: curitibano, brasileiro, bonita...
Composto: apresenta mais de um radical.
Ex.: castanho-claro, azul-escuro, afro-
brasileiro...
Primitivo: não deriva de outras palavras
ou não possui afixos.
Ex.: parede verde, homem bom...
Derivado: deriva de substantivos ou
verbos ou possui afixos.
Ex.: parede esverdeada, homem bondoso...
Adjetivo Pátrio
É a palavra que indica a nacionalidade ou o
lugar de origem de alguém ou de alguma
coisa.
Países, Estados e cidades:
Acre acreano
Alagoas alagoano
Amapá amapaense
Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré
Belém (PA) Belenense
Belo Horizonte belo-horizontino
Boa Vista boa-vistense
Brasília Brasiliense
Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense
Curitiba Curitibano
Estados Unidos estadunidense, norte-americano ou ianque
El Salvador Salvadorenho
Guatemala Guatemalteco
Índia
indiano ou hindu (os que professam o
hinduísmo)
Irã Iraniano
Israel israelense ou israelita
Moçambique Moçambicano
Mongólia mongol ou mongólico
Panamá Panamenho
Porto Rico porto-riquenho
Somália Somali
AULA 22
ADJETIVO E LOCUÇÃO ADJETIVA
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3
Adjetivo Pátrio Composto
Alguns adjetivos compostos apresentam a
forma erudita, reduzida e invariável. Dessa
forma, apenas o 2.º elemento concorda com o
substantivo a que se refere.
África afro- / Cultura afro-americana
Alemanha germano- ou teuto- / Competições teuto-inglesas
América américo- / Companhia américo-africana
Ásia ásio- / Encontros ásio-europeus
Áustria austro- / Peças austro-búlgaras
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses
China sino- / Acordos sino-japoneses
Espanha hispano- / Mercado hispano-português
Europa euro- / Negociações euro-americanas
França franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas
Grécia greco- / Filmes greco-romanos
Índia indo- / Guerras indo-paquistanesas
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros
LOCUÇÃO ADJETIVA
Locução = reunião de palavras. São formados
por preposição / locução prepositiva +
substantivo / advérbio / pronome / verbo /
numeral.
Ex.: - café da manhã
- paixão sem freio
- pizza à lenha
- jornal de ontem
- máquina de lavar
- palavras do mundo
ADJETIVOS ERUDITOS
Algumas expressões equivalem a locuções
adjetivas por terem o significado de “relativo a”;
“próprio de”, “semelhante a”...
de águia Aquilino
de aluno Discente
de anjo Angelical
de ano Anual
de aranha Aracnídeo
de asno Asinino
de baço Esplênico
de bispo Episcopal
de bode Hircino
de boi Bovino
de bronze brônzeo ou êneo
de cabelo Capilar
de cabra Caprino
de campo campestre ou rural
de cão Canino
de carneiro Arietino
de cavalo cavalar, equino, equídio ou hípico
de chumbo Plúmbeo
de chuva Pluvial
de cinza Cinéreo
de coelho Cunicular
de cobre Cúprico
de couro Coriáceo
de criança Pueril
de dedo Digital
de diamante diamantino ou adamantino
de elefante Elefantinho
de enxofre Sulfúricode esmeralda Esmeraldino
de estômago estomacal ou gástrico
de falcão Falconídeo
de farinha Farináceo
de fera Ferino
de ferro Férreo
de fígado figadal ou hepático
de fogo Ígneo
de gafanhoto Acrídeo
de garganta Gutural
de gelo Glacial
de gesso Gípseo
de guerra Bélico
de homem viril ou humano
de ilha Insular
de intestino celíaco ou entérico
de inverno hibernal ou invernal
de lago Lacustre
de laringe Laríngeo
de leão Leonino
de lebre Leporino
de lobo Lupino
de lua lunar ou selênico
de macaco simiesco, símio ou macacal
de madeira Lígneo
de marfim ebúrneo ou ebóreo
de mestre Magistral
de monge Monacal
de neve Níveo
de nuca Occipital
de orelha Auricular
de ouro Áureo
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de ovelha Ovino
de paixão Passional
de pâncreas Pancreático
de pato Anserino
de peixe písceo ou ictíaco
de pombo Columbino
de porco suíno ou porcino
de prata Argênteo, argentino ou argírico
dos quadris Ciático
de raposa Vulpino
de rio Fluvial
de serpente Viperino
de sonho Onírico
de terra telúrico, terrestre ou terreno
de trigo Tritício
de urso Ursino
de vaca Vacum
de velho Senil
de vento Eólico
de verão Estival
de vidro vítreo ou hialino
de virilha Inguinal
de visão óptico ou ótico
Obs.: nem toda locução adjetiva possui um
adjetivo correspondente, com o mesmo
significado.
Ex.: - Vi as alunas do exército..
- A casa de barro era minúscula
FLEXÃO DOS ADJETIVOS
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
Gênero dos Adjetivos
Os adjetivos concordam com o substantivo
a que se referem (masculino e feminino). De
forma semelhante aos substantivos,
classificam-se em:
Biformes - têm duas formas, sendo uma
para o masculino e outra para o feminino.
Ex.: lindo – linda bom – boa
mau – má ativo – ativa
sandeu – sandia inglês – inglesa
cristão – cristã roedor – roedora
tabaréu – tabaroa são – sã
ateu – ateia vão – vã
Uniformes - têm uma só forma tanto para o
masculino como para o feminino.
Ex.: - aluno inteligente – aluna inteligente
- homem triste e mulher triste.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica
invariável no feminino.
Ex.: acordo político-social e mudança político-
social.
Número dos Adjetivos
Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no
plural de acordo com as regras estabelecidas
para a flexão numérica dos substantivos
simples.
Ex.:
bom → bons
mau → maus
feroz → ferozes
amável → amáveis
gentil → gentis
são → sãos
Cuidado! Não confunda locução adjetiva com
locução adverbial.
Ex.: Vi a menina no Paraná.(lugar: locução
adverbial)
Vi a menina do Paraná. (origem =
paranaense)
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5
Plural dos Adjetivos Compostos
dois adjetivos, somente o último vai para o
plural;
- cabelo castanho-escuro: cabelos castanho-
escuros
- olho azul-claro: olhos azul-claros
- folha verde-escura: folhas verde-escuras
- hábito grã-fino: hábitos grã-finos
- clínica médico-cirúrgica: clínicas médico-
cirúrgicas
- mudança político-social: mudanças político-
sociais
Alguns adjetivos compostos são formados por
substantivo adjetivado e dessa forma, ficam
invariáveis.
Ex.:
Tapetes verde-esmeralda.
Ternos amarelo-laranja.
Olhos verde-mar.
Calças azul-ferrete.
Vestidos azul-turquesa
Exercite.
Dê a forma plural para os adjetivos.
- menino surdo-mudo: meninos...............................
- acordo ítalo-brasileiro: acordos.............................
- aliança sino-europeia: alianças............................
- vestido-cor-de-rosa: vestidos................................
- pessoa má-agradecida: pessoas..........................
- comida sem-sal: comidas.....................................
- raio infravermelho: raios.......................................
- manta azul-turquesa: mantas...............................
- conflito nipo-russo-japonês: conflitos.....................
- rivalidade franco-italiana: rivalidades.....................
Grau do Adjetivo
Os adjetivos flexionam-se em grau para
indicar a intensidade da qualidade do ser.
São dois os graus do adjetivo: o comparativo
e o superlativo.
4) Comparativo
Nesse grau, comparam-se a mesma
característica atribuída a dois ou mais seres
ou duas ou mais características atribuídas
ao mesmo ser. O comparativo pode ser de
igualdade, de superioridade ou de
inferioridade.
1) Comparativo de Igualdade
Ex: Sou tão alto como você.
No comparativo de igualdade, o segundo
termo da comparação é introduzido pelas
palavras como, quanto ou quão.
2) Comparativo de Superioridade Analítico
Ex: Sou mais alto (do) que você.
No comparativo de superioridade
analítico, entre os dois substantivos
comparados, um tem qualidade superior. A
forma é analítica porque pedimos auxílio a
"mais...do que" ou "mais...que".
3) Comparativo de Superioridade Sintético
Ex: O Sol é maior (do) que a Terra.
Alguns adjetivos possuem, para o
comparativo de superioridade, formas
sintéticas, herdadas do latim. São eles:
bom-melhor pequeno-menor
mau-pior alto-superior
grande-maior baixo-inferior
Observe que:
a) As formas menor e pior são
comparativos de superioridade, pois
equivalem a mais pequeno e mais mau,
respectivamente.
Ex.: Essa caneta é pior que a azul.
b) Bom, mau, grande e pequeno têm
formas sintéticas (melhor, pior, maior e
menor), porém, em comparações feitas entre
duas qualidades de um mesmo elemento,
deve-se usar as formas analíticas mais bom,
mais mau, mais grande e mais pequeno.
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6
Ex: Paulo é maior do que João. (comparação de
dois elementos)
Paulo é mais grande que pequeno. (comparação
de duas qualidades de um mesmo elemento)
4) Comparativo de Inferioridade
Ex: - Sou menos calmo (do) que você.
- Sou menos calmo (do) que tranquilo.
5) Superlativo
O superlativo expressa qualidades num grau
muito elevado ou em grau máximo. O grau
superlativo pode ser absoluto ou relativo e
apresenta as seguintes modalidades:
Superlativo Absoluto: ocorre quando a
qualidade de um ser é intensificada, sem relação
com outros seres. Apresenta-se nas formas:
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio
de palavras que dão ideia de intensidade
(advérbios).
Ex.:
O aluno é muito inteligente.
[observe que o advérbio MUITO intensifica
uma qualidade existente)
Sintética: a intensificação se faz por meio do
acréscimo de sufixos.
Ex.:
O aluno é inteligentíssimo.
Observe alguns superlativos sintéticos:
Benéfico Beneficentíssimo
Bom boníssimo ou ótimo
Célebre CelebérrimoComum Comuníssimo
Cruel Crudelíssimo
Difícil Dificílimo
Doce Dulcíssimo
Fácil Facílimo
Fiel Fidelíssimo
Frágil Fragílimo
Frio friíssimo ou frigidíssimo
Humilde Humílimo
Jovem Juveníssimo
Livre Libérrimo
Magnífico Magnificentíssimo
Magro macérrimo ou magríssimo
Manso Mansuetíssimo
Mau Péssimo
Nobre Nobilíssimo
Pequeno Mínimo
Pobre paupérrimo ou pobríssimo
Preguiçoso Pigérrimo
Próspero Prospérrimo
Sábio Sapientíssimo
Sagrado Sacratíssimo
6) Superlativo Relativo: ocorre quando a
qualidade de um ser é intensificada em relação a
um conjunto de seres. Essa relação pode ser:
De Superioridade:
- Ela é a mais bonita da sala.
De Inferioridade:
- Ela é a menos bonita da sala.
ANOTE AÍ!
1) O superlativo absoluto analítico é
expresso por meio dos advérbios muito,
extremamente, excepcionalmente, etc.,
antepostos ao adjetivo.
2) O superlativo absoluto sintético se
apresenta sob duas formas : uma erudita, de
origem latina, outra popular, de origem
vernácula. A forma erudita é constituída pelo
radical do adjetivo latino + um dos sufixos -
íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo:
fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do
adjetivo português + o sufixo -íssimo:
pobríssimo, agilíssimo.
3) Em vez dos superlativos normais
seriíssimo, precariíssimo, necessariíssimo,
preferem-se, na linguagem atual, as formas
seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo,
sem o desagradável hiato i-í. (Segundo
Cegalla)
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7
01. EFOA-MG – “...onde predomina o corte de cabelo afro-
oxigenado.”
A concordância do adjetivo destacado acima com o
substantivo a que se refere manteve-se correta em:
a) cabelos afros-oxigenados
b) cabeleiras afras-oxigenadas
c) cabelos afros-oxigenados
d) cabeleiras afra-oxigenadas
e) cabelos afro-oxigenados
02. (EPCAr – 10/11) Assinale a alternativa em que a relação
semântica apresentada nos parênteses NÃO está presente
no excerto analisado.
a) “...um salão de jogos divertido em que elas
imediatamente se sentem à vontade...” (lugar)
b) “Viramos homens e mulheres pós-modernos, sem saber
o que isso significa ...” (oposição)
c) “Como quase tudo neste mundo nosso, duplo é o
gume...” (comparação)
d) “Tão enganador quanto fascinante, no que tange à
comunicação.” (proporção)
03. (EsSA – 14/15) No período " Tinha o coração grosso,
queria responsabilizar alguém pela sua desgraça”, os
vocábulos em destaque são, respectivamente
A) adjetivo e substantivo.
B) pronome indefinido e adjetivo
C) pronome adjetivo e substantivo.
D) substantivo e adjetivo.
E) advérbio de intensidade e substantivo.
04. (EEAR – 1 / 2017) Assinale a alternativa que apresenta
o adjetivo negros no grau comparativo.
a) Iracema tinha os cabelos mais negros que a asa da
graúna.
b) Aqueles são os cabelos mais negros de toda a tribo.
c) Iracema tinha os cabelos muito negros!
d) Que lindos e negríssimos cabelos!
05. (EEAR/EAGS – 2017) Leia:
I. O meu trabalho é nobre. É nobilíssimo/nobrérrimo.
II. Cuidado! Esta violeta é frágil. É fragílima/ fragilíssima.
III. O anoréxico quer ficar muito magro. Quer ficar
magríssimo/macérrimo.
Segundo a norma culta da língua, as duas formas
superlativas indicadas para os adjetivos destacados estão
corretas apenas em
a) I.
b) II.
c) I e III.
d) II e III.
06. (EEAR/EAGS – 2017) Leia:
“Naquele tempo, as janelas da escola eram muito
grandes e as ruas eram um teatro – não como são hoje
as ruas de São Paulo, tomadas pelos carros, sem
calçadas. Tinha o sujeito que vinha com a matraca,
vendendo biju, tinha o padeiro que trazia o cheiro do
pão e a beleza de seus arranjos na perua.”
Em qual alternativa há duas locuções adjetivas
retiradas do texto acima?
a) do pão / na perua
b) da escola / de São Paulo
c) pelos carros / sem calçadas
d) com a matraca / muito grandes
07. (CPM – 2017) Leia o trecho que segue pertencente
à obra O velho e o mar.
Assinale a alternativa que apresenta informações
corretas quanto à análise morfológica e sintática do
texto em questão.
a) O trecho tem muitos advérbios, os quais situam o
leitor quanto às circunstâncias em que se deu o fato.
Alguns exemplos são: rapidamente, mergulhando,
caçando e demasiado.
b) Cruel e rapidamente são palavras que caracterizam
o substantivo mar.
c) Há muitos adjetivos no trecho, sendo eles: generoso,
belo e cruel, que caracterizam o substantivo mar; fracas
e tristes, que se referem à palavra vozes; e frágeis, que
corresponde ao substantivo aves.
d) Há quatro preposições no trecho. São elas: que antes
do verbo voam; em, em forma de contração com o
artigo o em no mar; com, em com as suas...; e para em
para enfrentá-lo.
e) O único sujeito da primeira frase do trecho é o mar.
E o único da segunda frase é aves e está implícito.
GABARITO
• 01 E 07. C
• 02 D
• 03 A
• 04 A
• 05 D
• 06 B
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Numeral é a palavra que indica os seres em
termos numéricos, isto é, que atribui quantidade
aos seres ou os situa em determinada sequência.
Exemplos:
1. Os quatro alunos foram chamados há pouco.
[quatro: numeral = determinante numérico de
"alunos"]
2. Queremos jogo duplo na final.
... [duplo: numeral = determinante numérico
de "jogo"]
3. A primeira pessoa da lista foi chamada!
... [primeira: numeral = situa o ser "pessoa"
na sequência de "lista"]
Note bem: os numerais traduzem, em
palavras, o que os números indicam em relação
aos seres. Assim, quando a expressão é colocada
em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata de
numerais, mas sim de algarismos.
Além dos numerais mais conhecidos, já que
refletem a ideia expressa pelos números, existem
mais algumas palavras consideradas numerais
porque denotam quantidade, proporção ou
ordenação. São alguns exemplos: década,
dúzia, par, ambos(as), novena.
Classificação dos Numerais
Cardinais: indicam contagem, medida. É o
número básico. Ex.: um, dois, cem mil, etc.
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser
numa série dada. Ex.: primeiro, segundo,
centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro,
ou seja, a divisão dos seres. Ex.: meio, terço,
dois quintos, etc.
Multiplicativos: expressam ideia de
multiplicação dos seres, indicando quantas
vezes a quantidade foi aumentada. Ex.:
dobro, triplo, quíntuplo, etc.
Coletivos: expressam ideia de quantidade
numérica de um grupo de seres ou período
de tempo. Ex.: dúzia, século, bimestre, etc.
Leitura e Expressão dos Numerais
Separando os números em centenas, de
trás para frente, obtêm-se conjuntos
numéricos, em forma de centenas e, no
início, também de dezenas ou unidades.
Entre esses conjuntos usa-se vírgula; as
unidades ligam-se pela conjunção e.
Ex.:
1.203.726 = um milhão, duzentos e três
mil,setecentos e vinte e seis.
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos
e vinte.
AULA 23
NUMERAL
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9
FLEXÃO DOS NUMERAIS
Os numerais cardinais que variam em gênero
são:
um/uma, dois/duas
centenas: duzentos/duzentas, trezentos /
trezentas; quatrocentos / quatrocentas, etc.
milhão, bilhão, trilhão, ... variam em número:
milhões, bilhões, trilhões...
Os demais cardinais são invariáveis.
Os numerais ordinais variam em gênero e
número:
primeiro Segundo Milésimo
primeira segunda Milésima
primeiros segundos Milésimos
primeiras segundas Milésimas
Os numerais multiplicativos são invariáveis
quando atuam em funções substantivas:
Ex.: Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o
triplo de produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses
numerais flexionam-se em gênero e número:
Ex.: Teve de tomar doses triplas do
medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em
gênero e número.
Ex.: um terço/dois terços
uma terça parte
duas terças partes
Os numerais coletivos flexionam-se em
número.
Ex.:
- uma dúzia → duas dúzias
- um milheiro → dois milheiros
Emprego dos Numerais
Para designar papas, reis, imperadores,
séculos e partes em que se divide uma obra,
utilizam-se os ordinais até décimo e a partir
daí os cardinais, desde que o numeral venha
depois do substantivo:
Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
Para designar leis, decretos e portarias,
utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de
dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro)
Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono)
Artigo 21 (vinte e um)
Ambos/ambas são considerados
numerais. Significam "um e outro", "os dois"
(ou "uma e outra", "as duas") e são
largamente empregados para retomar pares
de seres aos quais já se fez referência.
Exemplo:
Paulo e José parecem ter finalmente
percebido a importância da solidariedade.
Ambos agora participam das atividades
comunitárias de seu bairro.
Obs.: a forma "ambos os dois" é
considerada enfática. Atualmente, seu uso
indica afetação, artificialismo.
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0
Às vezes, a palavra UM causa certa confusão em sua
utilização. Isso porque há diferentes classificação e
utilidades na escrita e na fala. Vamos, então, tirar essa
dúvida?
1. Artigo indefinido: se houver possibilidade de
omissão da forma UM:
– “Morreu um grande cartunista argentino.”
– “Morreu grande cartunista argentino.”
Pode-se também alternar com o artigo definido “O”:
– “Morreu o grande cartunista argentino.”
2. Pronome Indefinido: Se ocorrer em paralelo com
pronome indefinido:
Ex.: “Um aluno estuda Português, o outro
Matemática.”
3. Numeral: Se ocorrer em paralelo com outro
numeral:
Ex.: “Passou um aluno, e dois ficaram aguardando.”
– Em resposta à pergunta “quanto”: “Quantos livros
você leu?” “Um livro.”
– Articulado com “somente, apenas, só” ou “sequer”:
Ex.: “Tenho somente um livro.”
“Nunca perdeu sequer uma peça.”
– Se vier depois de um substantivo, com valor de
ordinal: “Abra o livro na página um.”
(isto é, na primeira página).
Observação: No caso acima, lê-se página um. Não é
variável.
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01. (UNB-DF) Assinale a frase em que "meio" funciona como
advérbio:
a) Só quero meio quilo.
b) Achei-o meio triste.
c) Descobri o meio de acertar
d) Parou no meio da rua.
e) Comprou um metro e meio.
02. Em todas as frases abaixo, os numerais foram corretamente
empregados, exceto em:
a) O artigo vinte e cinco deste código foi revogado.
b) Seu depoimento foi transcrito na página duzentos e vinte e dois.
c) Ainda o capítulo sétimo desta obra.
d) Este terremoto ocorreu no século dez antes de Cristo.
03. Em todas as frases abaixo, a palavra grifada é um
numeral, exceto em:
a) Ele só leu um livro este semestre.
b) Não é preciso mais que uma pessoa para fazer este serviço.
c) Ontem à tarde, um rapaz procurou por você?
d) Você quer uma ou mais caixas deste produto?
04. (UNESP) Assinale o caso em que não haja expressão
numérica de sentido indefinido:
a) Ele é o duodécimo colocado.
b) Quer que veja este filme pela milésima vez?
c) "Na guerra os meus dedos dispararam mil mortes."
d) "A vida tem uma só entrada; a saída é por cem portas."
e) n.d.a
05. (UF-ES) Milhão tem como ordinal correspondente
milionésimo. A relação entre cardinais e ordinais se
apresenta inadequada na opção:
a) cinquenta - quinquagésimo, novecentos e um - nongentésimo
primeiro
b) setenta - setuagésimo, quatrocentos e trinta - quadringentésimo
trigésimo
c) oitenta - octingentésimo (oitenta - octogésimo), trezentos
e vinte - trecentésimo vigésimo
d) quarenta - quadragésimo, duzentos e quatro - ducentésimo quarto
e) noventa - nonagésimo, seiscentos e sessenta - sexcentésimo
sexagésimo
06. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90
são, respectivamente
a) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno,
nongentésimo
b) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo
c) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo,
nonagésimo
d) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo
07. (EsSA – Exército Brasileiro – Sargento – 2006) No
trecho “Os três atravessam o salão, cuidadosa mas
resolutamente...”,
os vocábulos grifados são classificados, quanto à
morfologia, respectivamente, em:
a) numeral e advérbio;
b) advérbio e aposto;
c) substantivo e adjetivo;
d) vocativo e substantivo;
e) adjetivo e numeral.
08. (NCE/UFRJ) “Mas estamos em pleno século
XX...”; o item abaixo em que devemos ler o algarismo
romano como ordinal é:
a) no século XI antes de Cristo;
b) o papa recebeu o nome de João XXIII;
c) no século XII da nossa era;
d) Inocêncio X foi papa;
e) Luís XVI foi rei da França.
09. (NCE/UFRJ) O algarismo romano em “D. João VI”
é lido como numeral ordinal; a alternativa abaixo em
que o algarismo romano é lido como cardinal é:
a) Pedro I;
b) Henrique VIII;
c) João Paulo II;
d) Luís XVI;
e) Nicolau III.
GABARITO
• 01 B 07. B
• 02 D 08. D
• 03 C 09. D
• 04 A
• 05 C
• 06 BP
ág
in
a7
2
Pronome é a palavra que se usa em lugar do
nome, ou a ele se refere, ou ainda, que
acompanha o nome qualificando-o de alguma
forma.
1. A mãe amparava o filho. Ela não deixava que
ninguém se aproximasse dele.
[substituição do nome]
2. A aluna que tirou nota máxima estava na sala
ao lado.
[referência ao nome]
3. Este doce me atrai!
[qualificação do nome]
A maioria dos pronomes são utilizados dentro
do contexto para referenciar, qualificar,
substituir. A maioria deles também são
utilizados para apontar as pessoas do discurso e
ser relativo a elas.
Exemplos:
1. Meu livro ganhou um prêmio e eu fiquei muito
agradecida.
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa]
2. Teu livro ganhou um prêmio e tu ficaste
agradecido.
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa]
3. O livro dela ganhou um prêmio e ela ficou
agradecida.
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa]
Os pronomes sofrem modificações,
variações em gênero (masculino ou feminino)
e em número (singular ou plural).
Exemplos:
1. Ele escreverá nosso discurso neste ano.
[nosso: pronome que qualifica "discurso" =
concordância adequada]
[neste: pronome que determina "ano" =
concordância adequada]
CLASSIFICAÇÃO DOS PRONOMES
Existem seis tipos de pronomes: pessoais,
possessivos, demonstrativos, indefinidos,
relativos e interrogativos.
Pronomes Pessoais
São aqueles que substituem os
substantivos, indicando diretamente as
pessoas do discurso. Quem fala ou escreve
assume os pronomes eu ou nós, usa os
pronomes tu, vós, para designar a quem se
dirige e ele, ela, eles ou elas para fazer
referência à pessoa ou às pessoas de quem
fala.
Os pronomes pessoais variam de acordo
com as funções que exercem nas orações,
podendo ser do caso reto ou do caso oblíquo.
Pronome Reto
Pronome pessoal do caso reto é aquele
que, na sentença, exerce a função de sujeito
ou predicativo do sujeito.
Ex: Nós lhe ofertamos flores.
Os pronomes retos apresentam flexão de
número, gênero (apenas na 3ª pessoa) e
pessoa, sendo esta última a principal flexão,
uma vez que marca a pessoa do discurso.
- 1ª pessoa do singular → eu
- 2ª pessoa do singular → tu
- 3ª pessoa do singular → ele, ela
- 1ª pessoa do plural → nós
- 2ª pessoa do plural → vós
- 3ª pessoa do plural → eles, elas
Obs.: frequentemente utiliza-se o verbo sem
a colocação do pronome reto em Língua
Portuguesa, uma vez que a desinência indica
a pessoa a qual ele pertence.
Ex.: - Estudamos todos os pronomes. (Nós)
- Falei com meu sobrinho. (Eu)
AULA 24
PRONOME PESSOAL
P
ág
in
a7
3
Pronome Oblíquo
É aquele que, na sentença, exerce a função de
complemento verbal (objeto direto ou indireto) ou
complemento nominal.
Ex.:
- Colocou-as na estante! (objeto direto)
- Disseram-nos tudo. (objeto indireto)
Obs.: o pronome oblíquo é uma forma variante
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação
indica a função diversa que eles desempenham
na oração: pronome reto marca o sujeito da
oração; pronome oblíquo marca o complemento da
oração.
Os pronomes oblíquos sofrem variação de
acordo com a acentuação tônica que possuem,
podendo ser átonos ou tônicos.
Pronome Oblíquo Átono
São chamados átonos os pronomes oblíquos
que não são precedidos de preposição.
Possuem acentuação tônica fraca.
Por exemplo: Ele me deu um presente.
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é
assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me
- 2ª pessoa do singular (tu): te
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
- 1ª pessoa do plural (nós): nos
- 2ª pessoa do plural (vós): vos
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
Saiba que:
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem
combinar-se com os pronomes o, os, a, as, dando
origem a formas como mo, mos, ma, mas; to, tos,
ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no-la, no-
las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las.
Exemplos:
- Compraste o caderno?
▼
- Não deram o recado a vocês?
▼
- Sim, comprei-to hoje. - Não, não no-lo deram
No português do Brasil, essas combinações não
são usadas; até mesmo na língua literária atual, seu
emprego é muito raro.
Atenção:
Os pronomes o, os, a, as assumem formas
especiais depois de certas terminações verbais.
Quando o verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome
assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo tempo
que a terminação verbal é suprimida.
Por exemplo:
fiz + o = fi-lo
fazeis + o = fazei-lo
dizer + a = dizê-la
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome
assume as formas no, nos, na, nas.
Por exemplo:
viram + o: viram-no
repõe + os = repõe-nos
retém + a: retém-na
tem + as = tem-nas
Pronome Oblíquo Tônico
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre
precedidos por preposições, em geral as
preposições a, para, de e com. Por esse
motivo, os pronomes tônicos exercem, em
geral, a função de objeto indireto da oração.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é:
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
- As preposições essenciais introduzem
sempre pronomes pessoais do caso oblíquo e
nunca pronome do caso reto.
Ex.:
- Não há mais nada entre mim e ti.
- Não há mais nada entre ti e ela.
- Não há nada contra mim.
- Não vá sem mim.
P
ág
in
a7
4
A combinação da preposição "com" e alguns
pronomes originou as formas especiais comigo,
contigo, consigo, conosco e convosco.
Ex: Ele carregava o documento consigo.
[exercem, em geral, função de advérbio de companhia)
As formas "conosco" e "convosco" são
substituídas por "com nós" e "com vós" e são
reforçados por palavras como outros, mesmos,
próprios, todos, ambos ou algum numeral.
Ex.: - Estavam com vós outros a estudar.
- Ele estudará com nós todos.
- Ela disse que estaria com nós dois.
Pronome Reflexivo
São pronomes pessoais oblíquos que, embora
funcionem como objetos direto ou indireto,
referem-se ao sujeito da oração. Indicam que o
sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo
verbo.
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si,
cconsigo.
- 1ª pessoa do plural (nós): nos.
- 2ª pessoa do plural (vós): vos.
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo
Ex.:
Eu me machuquei com a faca.
Tu não te ajudas dessa forma.
Ele se machucou.
Ferimo-nos no jogo.
Eles se beijaram.
Pronomes de Tratamento
Vossa Alteza V. A.
príncipes,
duques
Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa
Reverendíssima
V. Revma.(s)
sacerdotes e
bispos
Vossa Excelência V. Exª (s)
altas
autoridades e
oficiais-generais
Vossa
Magnificência
V. Mag. ª(s)
reitores de
universidades
Vossa Majestade V. M.reis e rainhas
Vossa Majestade
Imperial
V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s)
tratamento
cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus
Também são pronomes de tratamento o
senhor, a senhora: utilizados para
tratamento cerimonioso, formal. Já você,
vocês são utilizados no tratamento familiar,
informal. Em algumas regiões do Brasil,
ainda se utiliza a forma tu. No entanto, a
forma vós, tem uso bem escasso, sendo mais
restrito à linguagem litúrgica, formal ou
literária.
a) Vossa Excelência X Sua Excelência:
Os pronomes de tratamento que possuem
"Vossa (s)" são empregados em relação à
pessoa com quem falamos.
Ex.: Esperamos de V. Ex.ª, Senhor Ministro,
um parecer favorável.
Emprega-se "Sua (s)" quando se fala a
respeito da pessoa.
Ex.: Esperamos de Sua Excelência, o
Senhor Ministro, um parecer favorável.
P
ág
in
a7
5
b) 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento
se dirijam à 2ª pessoa, toda a concordância deve
ser feita com a 3ª pessoa. Assim, tanto os verbos,
os pronomes possessivos e os pronomes oblíquos
empregados em relação a eles devem ficar na 3ª
pessoa.
Ex.: Esperamos que V. Ex.ª cumpra a sua
parte no acordo, a fim de que seus eleitores lhe
agradeçam posteriormente.
c) Uniformidade de Tratamento: não devemos
utilizar verbos ou pronomes de 2.ª pessoa do
discurso com o pronome você, vocês. Ou seja,
devemos sempre utilizar verbos ou pronomes de
3.ª pessoa.
P
ág
in
a7
6
01. (EAGS – 2010) Com relação ao emprego correto dos
pronomes em destaque, marque C para certo, E para errado
e, em seguida, assinale a alternativa com a sequência
correta.
( ) Meu pai trouxe chocolates para mim comer.
( ) A professora ficou aborrecida com nós todos.
( ) É melhor que não pairem dúvidas entre ti e ele.
( ) Esse dinheiro é para ti pagares tua faculdade.
a) C-E-E-C
b) E-C-C-E
c) C-E-C-E
d) E-E-C-C
02. (EEAR – 2020) Em qual alternativa há erro no emprego
do pronome pessoal?
a) Foi difícil escolher entre mim e te fazer feliz.
b) A minha mãe, nunca a vi desanimada com a vida.
c) Ela fez-me sentar a contragosto naquele ambiente hostil.
d) Terminou o namoro entre eu e ela por mensagem via
celular!
03. (EEAR – 2020) Assinale a alternativa em que há erro no
emprego do pronome de tratamento.
a) Sua Excelência discursou muito bem, em sua posse como
prefeito municipal.
b) Sua Majestade encontrou entre os plebeus sua esposa, a
princesa Emiliana.
c) Sua Reverência, o sacerdote José, celebrou com o
povoado a festa de Pentecostes.
d) O Papa visitou a cidade, e a missa foi ao ar livre. Sua
Santidade elogiou o empenho de todos.
04. (VUNESP – 2020) Considerando a correspondência
entre as formas verbais e o emprego do pronome, conforme
a norma-padrão, assinale a alternativa que completa, correta
e respectivamente, as lacunas da frase.
Se soubéssemos mais detalhes a respeito de como foi criada
a Polícia Militar, __________________ melhor desde a sua
criação.
a) podemos compreender-lhe
b) poderíamos compreendê-la
c) podíamos compreender-lhe
d) pudemos compreendê-la
05. (AFA – 2019) Leia o trecho abaixo e responda à questão
a seguir.
“Mais língua? Não te disse que trouxesse o que há de
melhor para meu hóspede? Por que só trazes língua? Queres
expor-me ao ridículo?”
Em relação à análise morfossintática desse fragmento,
assinale a alternativa correta.
a) Em “Não te disse que trouxesse (...)?”, é possível
perceber o coloquialismo no uso concomitante de 2ª e
3ª pessoas gramaticais.
b) Em “Por que só trazes língua?”, o pronome
interrogativo, deslocando-se para o final da oração,
seria grafado junto e com acento.
c) Em “Queres expor-me ao ridículo?”, o pronome
oblíquo poderá, de acordo com a norma padrão da
Língua, vir antes do verbo ‘querer’.
d) Em “(...) o que há de melhor para meu hóspede?”, o
pronome demonstrativo exerce a função sintática de
sujeito da oração.
GABARITO
• 01 B
• 02 D
• 03 B
• 04 B
• 05 A
P
ág
in
a7
7
PRONOME POSSESSIVO
São palavras que, ao indicarem a pessoa
gramatical (possuidor), acrescentam a ela a ideia
de posse de algo (coisa possuída).
Ex.:
- Este livro é meu. (meu = possuidor: indica 1ª
pessoa do singular)
NÚMERO PESSOA PRONOME
singular Primeira meu(s), minha(s)
singular Segunda teu(s), tua(s)
singular Terceira seu(s), sua(s)
plural Primeira nosso(s), nossa(s)
plural Segunda vosso(s), vossa(s)
plural Terceira seu(s), sua(s)
1) A concordância é feita com a coisa, objeto
possuído.
Ex.: Ele trouxe seu caderno e suas canetas para
anotações.
2) A forma seu não é um possessivo quando
resultar da alteração fonética da palavra senhor.
Ex.: - Muito obrigado, seu João.
3) Os pronomes possessivos nem sempre
indicam posse. Podem ter outros empregos,
como:
a) indicar afetividade.
Ex.: - Não vá por aí, meu filho.
b) indicar cálculo aproximado.
Ex.: Ela deve ter seus 50 anos.
c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
Ex.: O diretor tem lá suas qualidades, embora
sejam imperceptíveis.
4) Em frases onde se usam pronomes de
tratamento, o pronome possessivo fica na 3ª
pessoa.
Ex.: Vossa Senhoria pegou seu celular?
5) Quando referir-se a mais de um
substantivo, o possessivo concorda com o
mais próximo.
Ex.: Trouxeram-nos seus livros, anotações e
perguntas.
6) Em algumas ocasiões, a construção dos
pronomes pessoais oblíquos átonos assume
valor de possessivo.
Ex.: Vou arrancar-lhe os cabelos. (= Vou
arrancar seus cabelos. / cabelos dele)
PRONOME INDEFINIDO
São palavras que se referem-se à 3.ª
pessoa do discurso de forma vaga, imprecisa
ou genérica.
Ex.: Alguém fez as tarefas de hoje?
A palavra "alguém" indica uma pessoa de
quem se fala (uma terceira pessoa) de forma
imprecisa, vaga. Não é possível saber
exatamente a quem se refere. Sabe-se que se
trata de um ser, mas sua identidade é
desconhecida por não saber ou não querer
divulgá-la.
Classificam-se em:
Pronomes Indefinidos Substantivos:
assumem o lugar do ser ou da quantidade
aproximada de seres na frase.
Ex.:
Algo o incomodava.
Alguns permaneceram em pé.
Pronomes Indefinidos Adjetivos:
qualificam um ser expresso na frase,
conferindo-lhe a noção de quantidade
aproximada.Ex.:
Cada criança deve ser amada.
Certos alunos têm muita garra.
AULA 25
Pronome Possessivo, Indefinido e Interrogativo
P
ág
in
a7
8
Observação: a classificação dos pronomes
em substantivos ou adjetivos não exclui sua
classificação específica.
Ex.:
- Muito aluno confunde-se com o exercício. (muito =
pronome adjetivo indefinido).
- Muitos não trouxeram a sua lição. (muitos = pronome
substantivo indefinido/ sua = pronome adjetivo
possessivo).
Os pronomes indefinidos podem ser divididos
em variáveis e invariáveis. Observe o quadro:
Variáveis
Invariáveis Singular Plural
Masculino Feminino Masculino Feminino
algum
nenhum
todo
muito
pouco
vário
tanto
outro
quanto
alguma
nenhuma
toda
muita
pouca
vária
tanta
outra
quanta
alguns
nenhuns
todos
muitos
poucos
vários
tantos
outros
quantos
algumas
nenhumas
todas
muitas
poucas
várias
tantas
outras
quantas
alguém
ninguém
outrem
tudo
nada
algo
cada
qualquer quaisquer
Locuções pronominais indefinidas
São grupos de vocábulos com valor de
pronome indefinido:
cada qual, cada um, qualquer um, quantos
quer (que), quem quer (que), seja quem for, seja
qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal
e qual, tal ou qual, um ou outro, uma ou outra,
etc.
Ex.: Cada um escolheu o seu caminho.
Seja quem for que nos atrapalhe
arrepender-se-á.
Todo mundo quer nossa ajuda.
PRONOMES INTERROGATIVOS
São usados na formulação de perguntas,
sejam elas diretas ou indiretas. Referem-se à
3ª pessoa do discurso de modo impreciso.
São eles: que, quem, qual (e variações),
quanto (e variações).
Por exemplo:
Quem fez o exercício?/ Diga-me quem fez o
exercício.
Qual o teu nome? / Não sabemos qual o nome dele.
Quantos alunos passaram? / Pergunte quantos
alunos passaram.
NÃO confunda pronome interrogativo (QUE)
com conjunção integrante (QUE).
Ex.: - Não sabia que horas eram. (Que horas eram?)
- Não sabia que ela era palmeirense. (Que ela
era palmeirense? – pergunta inaplicável – logo,
conjunção integrante)
Em frases interrogativas indiretas, os pronomes
interrogativos vêm, em geral, após os verbos:
querer, desejar, saber, perguntar, indagar, ignorar,
verificar, ver, responder...
Ex.: - Quero saber o que devo fazer.
- Perguntei o que ela queria.
- Respondemos quantos animais havia ali.
P
ág
in
a7
9
01. (EEAR-2011) Assinale a alternativa em que o valor
característico do pronome indefinido destacado está
incorreto.
a) Algo de especial está para acontecer. (ausência de pessoa)
b) O garoto era todo gentilezas com a menina que lhe sorria.
(totalidade, intensidade)
c) Estava madura. Apesar disso, havia ainda o seu jeito uma
certa graça de quando moça. (ausência de
particularização)
d) Andava a conversar aqui e acolá, buscando arranjar
alguma coisa com que pagar o aluguel de seu quartinho.
(significação afirmativa, positiva).
02. (EFOMM -2019) Assinale a opção em que a palavra
sublinhada pertence a uma categoria diferente dos demais
pronomes.
a) “Gosto de evocar a figura mansa de Seu Domingos, a
quem chamávamos paizinho [...].” (9°§)
b) “[...] repetindo uma atitude sua até mesmo esboçando um
gesto seu.” (5°§)
c) “Já se tomou hábito meu, em meio a uma conversa [...].”
(1°§)
d) “Durante algum tempo andou às voltas com o velho
relógio de parede que fora de seu pai [...].” (10°§)
e) “Ou depois do jantar, sentado com minha mãe no
sofá[...].” (9°§)
03. (CONSULPLAN)
Quanto aos recursos linguísticos presentes na
composição dessa mensagem, é correto afirmar que
I. o artigo indefinido “um” generaliza a ideia expressa pelo
substantivo que ele modifica.
II. a interrogação no final da primeira frase traduz a
incerteza do enunciador quanto à resposta a ser dada.
III. o pronome “Ele” retoma, anaforicamente, o termo
"policial" para estabelecer com o interlocutor uma relação
dialógica.
IV. a vírgula que isola o nome “cidadão” tem uso
obrigatório, segundo a norma-padrão da língua
portuguesa, por destacar um aposto.
V o possessivo “sua" gera uma ambiguidade no
discurso, uma vez que o leitor fica sem saber definir
qual o referente a que esse signo remete.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas
estão corretas é a
a) III, IV e V.
b) II, III e V.
c) I, III e IV.
d) II e IV.
e) I e II.
04. (EFOMM – 2017) Nas passagens que se seguem
aparece em cada uma delas um pronome átono
sublinhado. Assinale a alternativa em que esse
pronome tem valor possessivo.
a) Viviam como todos nós: moscas presas na enorme
teia de aranha que é a vida da cidade. Todos os dias a
aranha lhes arrancava um pedaço.
b) Os computadores não têm preferências - falta-
lhes essa sutil capacidade de ‘gostar ’, que é a essência
da vida humana.
c) Perguntados sobre o porto de sua escolha, disseram
que não entendiam a pergunta, que não lhes importava
para onde se estava indo.
d) Quando se lhes pergunta: ‘Para onde seu barco está
navegando?' , eles respondem'. Isso não é científico ’.
e) E assim ficam os homens comuns abandonados por
aqueles que, por conhecerem mares e
estrelas, lhes poderiam mostrar o rumo.
GABARITO
• 01 C
• 02 A
• 03 C
• 04 A
P
ág
in
a8
0
Pronomes Demonstrativos
Os pronomes demonstrativos são utilizados
para marcar a posição temporal ou espacial de
uma certa palavra em relação a outras ou ao
contexto.
Posição espacial:
Compro este livro (aqui). O pronome este
indica que o livro está perto da pessoa que fala.
Compro esse livro (aí). O pronome esse indica
que o carro está perto da pessoa com quem falo,
ou afastado da pessoa que fala.
Compro aquele livro (lá). O pronome aquele
diz que o carro está afastado da pessoa que fala
e daquela com quem falo.
Os pronomes ISTO, ISSO, AQUILO são
invariáveis e se empregam na substituição de
substantivos.
Ex.: Isto é meu. (perto de quem fala)
Isso é seu/teu? (você ou tu) (perto de com
quem se fala)
Aquilo é dela? (longe de quem fala e de com
quem se fala)
Posição Temporal:
Este ano não está sendo bom para nós. (O
pronome este refere-se ao ano presente.)
Esse ano que passou não foi razoável. (O
pronome esse refere-se a um passado próximo.)
Aquele ano foi terrível para todos. (O pronome
aquele está se referindo a um passado distante.)
- Tambémaparecem como pronomes
demonstrativos:
o (s), a (s): quando estiverem antecedendo o que
e puderem ser substituídos por aquele(s),
aquela(s), aquilo.
Ex.: Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo
que disseste.)
Essa rua não é a que te indiquei. (Essa rua não
é aquela que te indiquei.)
Mesmo (s), mesma (s):
Ex: Estas são as mesmas pessoas que o
procuraram ontem.
Próprio (s), própria (s):
Ex: Os próprios alunos resolveram o
problema.
Semelhante (s):
Ex: Não compre semelhante livro.
Tal, tais:
Ex: Tal era a solução para o problema.
O pronome demonstrativo neutro o pode
representar um termo ou o conteúdo de uma
oração inteira, caso em que aparece,
geralmente, como objeto direto, predicativo
ou aposto.
Ex: O evento seria um sucesso. Todos o
pressentiam.
Para evitar a repetição de um verbo
anteriormente expresso, é comum empregar-
se, em tais casos, o verbo fazer, chamado,
então, verbo vicário (= que substitui, que faz
as vezes de).
Ex: Ninguém teve coragem de falar antes que
ela o fizesse.
Em frases com função distributiva, este
refere-se à pessoa mencionada em último
lugar, aquele à mencionada em primeiro
lugar.
Ex: Os amigos Décio e Alan eram bem
diferentes: aquele reservadíssimo e solitário,
este expansivo e sociável. [Décio = reservado
e solitário(falou-se dele primeiro, logo, longe
do momento citado); Alan = expansivo e
sociável(falou-se dele por último, por isso,
mais próximo do momento citado.]
Pode ocorrer a contração das preposições
a, de, em com pronome demonstrativo:
àquele, àquela, deste, desta, disso, nisso,
no, etc.
Ex: Acreditei no que estava lendo. (no =
naquilo)
AULA 26
PRONOME DEMONSTRATIVO E RELATIVO
P
ág
in
a8
1
VALOR CATAFÓRICO E ANAFÓRICO:
REFERENCIAL
Este/ Esta / Isto: utilizam-se normalmente a
algo que será dito (catafórico)
Ex.: - A felicidade é esta: fazer o que se sonha!
- Só desejo isto: férias!
- Os recados eram estes: bom ânimo e
resiliência.
Esse/Essa/Isso: utilizam-se normalmente a
algo que é recuperado no texto. (anafórico)
- Felicidade: é isso que desejo!
- Felicidade, amor, saúde, tudo isso é que
desejamos!
- As matérias de Português, Matemática e
Ciências foram avaliadas no SAEB. Essas
tiveram notas medianas.
Utiliza-se também os pronomes
demonstrativos Esse/Essa/Isso para reiterar
uma ideia, portanto, logo após um substantivo.
Ex.: - Li bons livros nas minhas férias. Livros
esses que me fizeram muito bem!
VALORES ESTILÍSTICOS DOS
DEMONSTRATIVOS
Conforme o contexto, os pronomes
demonstrativos podem assumir sentidos e
expressões diferentes.
→ Admiração - Aqueles, sim, eram alunos
bons!
→ Indignação – Que absurdo! Isso, não!
→ Surpresa – Essa, não!
→ Malícia – Você só pensa naquilo...
→ Incentivo – É isso mesmo! Vai fundo!
→ Desprezo – Não sou dessas, não!
→ Pena – Não acredito que ele tenha virado
aquilo!
PRONOMES RELATIVOS
São aqueles que representam nomes já
mencionados anteriormente e com os quais
se relacionam, ou seja, de valor anafórico.
Retoma um termo, geralmente substantivo,
pronomes, numerais, advérbios, verbos no
infinitivo, etc. Também introduzem as
orações subordinadas adjetivas.
Ex.:
Perceba que nos períodos acima, o
pronome relativo "que" refere-se às palavras
“menina” e "povo". Diz-se que as palavras
"menina e povo" são antecedentes do
pronome relativo que.
O antecedente do pronome relativo pode ser
o pronome demonstrativo o, a, os, as.
Ex.: Não sei o que aconteceu lá.
Observe o quadro abaixo:
Quadro dos Pronomes Relativos
Variáveis
Invariáveis
Masculino Feminino
o qual
cujo
quanto
os quais
cujos
quantos
a qual
cuja
quanta
as quais
cujas
quantas
quem
que
onde
a) O pronome que é o relativo mais
amplamente utilizado. Pode ser substituído
por o qual, a qual, os quais, as quais,
quando seu antecedente for um substantivo.
Ex.:
- A nota que lhe dei é de cem reais. (= a qual)
- O aluno que passou é ótima. (= o qual)
Os alunos que fizeram esforço passaram. (= os quais)
P
ág
in
a8
2
b) O qual, os quais, a qual e as quais podem ser
utilizados para resolver problemas de
ambiguidade.
Ex.:
- No caminho, visitei o sítio da minha avó, que me
deixou emocionado.
(Quem deixou-me emocionado? O sítio? A Avó?)
- No caminho, visitei o sítio da minha avó, a qual me
deixou emocionado. (em gêneros diferentes, o uso de
“a qual” estabelece a quem se refere.)
c) O pronome "cujo" não concorda com o seu
antecedente, mas com o consequente. Equivale
a do qual, da qual, dos quais, das quais, com
valor possessivo.
Ex.:
d)"Quanto" é pronome relativo quando tem por
antecedente um pronome indefinido: tanto (ou
variações) e tudo:
Ex.:
e) O pronome "quem" refere-se a pessoas e vem
normalmente precedido de preposição.
Ex.:
f) "Onde", como pronome relativo, sempre possui
antecedente e é utilizado na indicação de lugar.
Ex.:
h) Na indicação de tempo, normalmente, deve-se
empregar quando ou em que.
Ex.:
Na época em que nasci, tudo era diferente.
P
ág
in
a8
3
01. (ESCOLA NAVAL/2018) Leia o fragmento a seguir.
“A imprensa é inteiramente livre, como julgo deva ser [...]."
(5°§)
No trecho sublinhado, ocorre uma omissão de que tipo de
palavra?
a) Conjunção conclusiva.
b) Conjunção integrante.
c) Palavra denotativa.
d) Preposição essencial.
e) Pronome relativo.
02. (VUNESP/2019) Considere os vocábulos destacados e
enumerados na seguinte passagem do texto:
“Levantei-me eu com a taça de champanha e declarei que
(1), acompanhando as ideias pregadas por Cristo, há dezoito
séculos, restituía a liberdade ao meu escravo Pancrácio; que
(2) entendia que (3) a nação inteira devia acompanhar as
mesmas ideias e imitar o meu exemplo; finalmente, que (4)
a liberdade era um dom de Deus que (5) os homens não
podiam roubar sem pecado.”
O vocábulo que tem função pronominal, ou seja, que retoma
e substitui uma expressão substantiva no texto, é o
identificado pelo número
a) 1. b) 2.
c) 3. d) 4. e) 5.
03. (EAM/2018) Assinale a opção em que o termo destacado
NÃO funciona como pronome relativo.
a) “[...] absorção de conhecimentos e percepções que,
normalmente, deixam de estar à disposição (2°§)
b) “[...] porém, cada vez mais, constatamos que é pela via
marítima (2°§).
c) “[...] pela via marítima e hidrovias que trafegamos os
produtose serviços essenciais à pátria.” (2°§)
d) “[...] como por dispor de imensas riquezas que,
seguramente, serão cada vez mais importantes [...].” (3°§).
e) “Em decorrência da relevância dos fatos
históricos que nos associam ao mar e aos rios [...].” (5°§)
04. (EEAR/2018) O pronome relativo “que” pode
desempenhar várias funções sintáticas. Quanto à análise
desse pronome nas frases abaixo, assinale a
alternativa incorreta.
a) A paixão por que foi seduzido é puro delírio. (Objeto
Direto)
b) A cidade em que nasci fica no Estado de São Paulo.
(Adjunto adverbial)
c) As promessas a que me mantenho fiel são polêmicas.
(Complemento Nominal)
d) “Pais e filhos” é uma das músicas de que mais gosto.
(Objeto Indireto)
05. (EAM/2019) Em “Desatentos a esses
acontecimentos, nos tornamos escorregadios." (5°§) e
“[...] apenas perpetuar o sistema, tudo o que possa
evitar o questionamento [...] (6°§), os termos em
destaque são, respectivamente:
a) um pronome e um artigo.
b) uma preposição e um artigo.
c) um artigo e uma preposição.
d) uma preposição e um pronome.
e) um artigo e uma conjunção.
06. (CONSULPLAN/2017) “Nesta vida, temos três
professores importantes: o 'Momento Feliz’, o
'Momento Triste' e o 'Momento Difícil'. O 'Momento
Feliz' mostra o que não precisamos mudar. O
‘Momento Triste’ mostra o que precisamos mudar. O
‘Momento Difícil’ mostra o que somos capazes de
superar.”
(Mário Quintana 1906-1994).
Nos três últimos períodos que compõem o enunciado
linguístico em análise, aparece a forma verbal “mostra"
seguida de “o que’, ou seja, de
a) dois pronomes: um demonstrativo e outro relativo,
ambos completando o sentido de um verbo transitivo
direto.
b) dois termos de classes gramaticais diferentes: o
primeiro funcionando como objeto, e o segundo, como
sujeito.
c) um artigo e de uma palavra substantivada,
exercendo, assim, diferentes funções sintáticas.
d) uma expressão pronominal, introduzindo um
pensamento com valor substantivo.
e) uma preposição e uma conjunção, indicando um
objeto indireto.
07. (CN) Assinale a opção em que o termo destacado
pode ser substituído por um pronome demonstrativo,
sem prejuízo ao sentido veiculado, retomando um
termo já apresentado.
a) “Mas quem quer usar a palavra não para fascinar,
mas para transmitir um pensamento ou apenas contar
uma história, tem um desafio maior, o de fazer mágica
sem truques.” (§9°)
b) “Quem tem o chamado dom da palavra cedo ou tarde
se descobre um impostor.” (§7°)
c) “Um adulto teria procurado outra palavra, uma
encantação que o libertasse.” (§4°)
d) “Não transformar o lenço em pomba, mas usar o
lenço para dar o recado, um ‘lençocorreio’." (§9°)
e) “[...] para que as palavras não se tornem mais
importante do que o recado e o artifício[...]”(§9°)
P
ág
in
a8
4
08. (EEAR/2017) O homem julga que é superior à natureza,
por isso o homem danifica a natureza, sem pensar que
a natureza é essencial para a vida do homem.
Assinale a alternativa em que os pronomes substituem,
respectivamente, os substantivos destacados no texto acima.
a) ele - a - ela - sua
b) ele - ela - a - sua
c) este - sua - ela - daquele
d) este - ela - sua - daquele
09. (FUNDATEC/2018) Assinale a alternativa na qual o
termo sublinhado possa ser classificado como pronome
demonstrativo.
A) “quase todos servem para isso” (l. 02-03).
B)”...traz algumas fotos de Lygia”... (l. 15).
C) “Decerto uma mulher elegante, como Lygia...” (l. 24).
D) "Deus nunca me abandonou." (l. 37).
E) “O leitor termina sem saber direito o que aconteceu...” (l.
43-44).
10. (VUNESP/) LEIA.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas das falas do tigre
devem ser preenchidas, respectivamente, com:
A) esta / lhe vi
B) essa / lhe vi
C) essa / vi-a
D) esta/ vi ela
E) esta / a vi
GABARITO
• 01 B 07. E
• 02 E 08. A
• 03 B 09. E
• 04 A 10. E
• 05 D
• 06 A
P
ág
in
a8
5
01. (UTFPR/INVERNO – 2012) O texto a seguir não está
de acordo com o padrão culto da língua. Assinale a
alternativa que o corrige adequadamente.
“Sinto-me seguro na cidade que moro, sinto-me tão bem
que não troco minha cidade por nenhuma outra.”
A) Sinto-me seguro na cidade a qual moro, sinto-me tão bem
que não troco minha cidade por nenhuma outra.
B) Sinto-me seguro na cidade onde moro. Sinto-me tão bem
que não a troco por nenhuma outra.
C) Sinto-me seguro na cidade em que moro; sinto-me tão
bem que não troco ela por nenhuma outra.
D) Me sinto tão seguro na cidade onde moro que não troco
ela por nenhuma outra.
E) Me sinto tão seguro na cidade que moro, que não a troco
por nenhuma outra.
02. (CPM – 12/13) Segue um trecho de um conhecido
poema de Carlos Drummond de Andrade, um dos mais
importantes poetas da nossa literatura. Leia-o e faça
reflexões acerca da análise morfológica das palavras
destacadas.
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
(...)
Assinale a alternativa INCORRETA sobre a análise
morfológica das palavras destacadas.
(A) Os verbos – dentre os destacados – são: nasci, espiam e
houvesse.
(B) As palavras torto, azul e brancas são adjetivos.
(C) As palavras meu, não e nada são pronomes.
(D) Sombra, tarde e coração são substantivos.
03. (EsSA – 13/14) Em: “Se me perguntarem o que é a
minha pátria direi: não sei. De fato, não sei”., o termo
destacado classifica-se como pronome:
A) oblíquo.
B) indefinido.
C) possessivo.
D) demonstrativo.
E) pessoal de tratamento.
04. (CPM – 13/14) Leia o trecho da música Vagalumes,
de Pollo.
“Vou caçar mais de um milhão de vagalumes por aí,
Pra te ver sorrir eu posso colorir o céu de outra cor,
Eu só quero amar você,
E quando amanhecer eu quero acordar...
Do seu lado.
Vou escrever mais de um milhão de canções pra você
ouvir
Que meu amor é teu, teu sorriso me faz sorrir,
Vou de Marte até a Lua, cê sabe já tô na tua,
Não cabe tanta saudade essa verdade nua e crua,
Eu sei o que eu faço, nosso caminho eu traço,
Um casal fora da lei ocupando o mesmo espaço,
Se eu “tô” contigo não ligo se o sol não aparecer,
É que não faz sentido caminhar sem dar a mão pra
você,
Teu sonho impossível vai ser realidade,
Sei que o mundo “tá” terrível, mas não vai ser a
maldade que
Vai me tirar de você, eu faço você ver,
pra tu sorrir eu faço o mundo inteiro saber que eu...”
http://www.vagalume.com.br/pollo/vagalumes-part-ivo-
mozart.html#ixzz2gZWfnBZ1Assinale a alternativa INCORRETA no que diz
respeito à análise do trecho em questão.
a) Há um número grande de pronomes nos versos,
especialmente de pronomes pessoais, possessivos e de
tratamento.
b) A palavra “se”, nas duas vezes em que ela aparece
no décimo segundo verso, corresponde a um pronome
pessoal do caso oblíquo e tem a função de Objeto
Direto.
c) O uso do pronome de tratamento “você”, apesar de
ser coloquial, está adequado se considerarmos a
situação
comunicativa.
d) O uso das palavras “cê”, em lugar de você, “tô”, em
lugar de estou, e “tá”, em lugar de estar justificam-se
por ser uma canção popular que procura transcrever a
fala de um dos envolvidos na comunicação.
05. (EEAR/CFS – 2017) Leia
I- Se você precisar, vou te ajudar financeiramente.
II- Trouxeram eu aqui para justificar as falhas
cometidas.
III- Não foi comprovada nenhuma relação de
parentesco entre mim e ti.
IV- Fui ao shopping e vi sua mãe. Encontrei-a na
praça de alimentação.
P
ág
in
a8
6
De acordo com a norma padrão, o emprego dos
pronomes pessoais em destaque está correto em:
a) I – II
b) III – IV
c) II – III
d) I – IV
06. (EEAR/EAGS – 2017) Leia:
“Muita gente ainda se ofende com a insistência dos
cientistas em nos chamarem de macacos evoluídos. Mas
devíamos nos orgulhar de nossos antepassados, que
encontraram meios de sobreviver em um ambiente austero
e cheio de predadores.”
A correta e respectiva classificação dos pronomes
destacados no texto acima é
a) indefinido / reto / oblíquo átono / possessivo/
interrogativo.
b) demonstrativo / reto / oblíquo tônico / demonstrativo /
relativo.
c) possessivo / oblíquo átono / oblíquo tônico /
demonstrativo / interrogativo.
d) indefinido / oblíquo átono / oblíquo átono / possessivo /
relativo.
07. (EEAR/EAGS – 2017) Una as frases abaixo por meio de
um pronome relativo e assinale a alternativa correta.
Na Finlândia, a Aurora Boreal encanta os turistas. A
magia da Aurora Boreal afaga a alma.
a) Na Finlândia, a Aurora Boreal, cuja magia afaga a alma,
encanta os turistas.
b) Na Finlândia, a Aurora Boreal, que a magia afaga a alma,
encanta os turistas.
c) Na Finlândia, a Aurora Boreal, cuja a magia afaga a alma,
encanta os turistas.
d) Na Finlândia, a Aurora Boreal, aonde a magia afaga a
alma, encanta os turistas.
08. (EAGS – 2018) Das alternativas abaixo, apenas uma
preenche, de modo correto, as lacunas das seguintes frases.
Assinale-a.
1 – Não se ponha entre ____ e ela.
2 – Quando saíres, avisa-nos que iremos ____.
3 – Já ____ disse várias vezes que você deve insistir.
4 – Você só é capaz de pensar em ____ . Você só se
preocupa ____ mesmo?
a) eu – contigo – te – ti – consigo
b) eu – consigo – te – si – contigo
c) mim – consigo – lhe – ti – contigo
d) mim – contigo – lhe – si – consigo
(EAGS – 2018) Leia o texto abaixo e, em seguida,
responda às questões 09, 10, 11 e 12.
Vou tirar você do dicionário
Vou tirar do dicionário
A palavra você
Vou trocá-la em miúdos
Mudar meu vocabulário
E no seu lugar
Vou colocar outro absurdo
Eu vou tirar suas impressões digitais da minha pele
Eu vou tirar você de letra
Nem que tenha que inventar outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
Com quantos nãos se faz um sim.
Itamar Assumpção & Alice Ruiz. In: DUNCAN, Zélia.
Intimidade - texto adaptado.
09. Em relação ao pronome destacado do fragmento “E
no seu lugar vou colocar outro absurdo”, assinale a
alternativa INCORRETA:
a) O pronome destacado “seu” se refere à palavra
“você”.
b) “seu” se refere à palavra do vocabulário que será
trocada em miúdos.
c) No contexto, “seu” é um pronome possessivo que faz
referência semântica a um pronome de tratamento.
d) “seu” é um pronome possessivo que concorda
gramaticalmente com a segunda pessoa do singular.
10. Com base no texto adaptado “Vou tirar você do
dicionário”, leia o fragmento textual que segue e
assinale a alternativa correta.
“Eu vou tirar você de mim”
a) “Você” é um pronome de tratamento familiar, o
pronome “mim” é oblíquo átono.
b) A forma “você” foi usada no papel de pronome
pessoal do caso oblíquo atuando como complemento
verbal.
c) “Você” e “mim” são pronomes pessoais oblíquos
átonos que indicam diretamente as pessoas do discurso.
d) Os pronomes “eu” e “mim” são, respectivamente,
classificados como pronomes pessoais do caso reto e
oblíquo átono.
GABARITO
• 01 B 07. A 13. D
• 02 C 08. D
• 03 C 09. D
• 04 B 10. B
• 05 B 11. A
• 06 D 12. A
P
ág
in
a8
7
Verbo é a classe de palavras que se flexiona
em pessoa, número, tempo, modo e voz. Pode
indicar, entre outros processos:
→ ação (correr)
- Ele corre todos os dias.
→ estado (ser)
- O coelho é rápido.
→ fenômeno (chover)
- Choverá amanhã!
→ ocorrência (nascer)
- O bebê nasceu ontem.
→ desejo (querer)
- Eu quero três livros.
O que caracteriza o verbo são as suas flexões,
e não os seus possíveis significados.
Ex..:
- A chuva foi intensa!(é um fenômeno natural,
mas não indicam tempo em si mesma!)
- Choveu intensamente! (indica fenômeno da
natureza e um tempo: pretérito)
- A corrida foi muito rápida! (a palavra
demonstra uma ação, mas não indica um tempo
em si mesma)
Estrutura das Formas Verbais
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal
pode apresentar os seguintes elementos:
a) Radical: é a parte invariável, que expressa o
significado essencial do verbo.
Ex.: VERBO: ESTUDAR Radical: estud
estud-ei; estud-ava; estud-am; estud-amos.
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática
que indica a conjugação a que pertence o verbo.
Por exemplo: estudA-r
São três as conjugações:
1ª - Vogal Temática - A - (estudar)
2ª - Vogal Temática - E - (vender)
3ª - Vogal Temática - I - (partir)
c) Desinência modo-temporal: é o elemento
que designa o tempo e o modo do verbo.
Ex.:
- estudávamos (indica o pretérito imperfeito do
indicativo.)
- estudasse (indica o pretérito imperfeito do
subjuntivo.)
- estudemos (indica o presente do subjuntivo)
d) Desinência número-pessoal: é o elemento
que designa a pessoa do discurso (1ª, 2ª ou
3ª) e o número (singular ou plural).
Ex.:
- estudamos (indica a 1ª pessoa do plural.)
- estudam (indica a 3ª pessoa do plural.)
Observação: o verbo pôr, assim como seus
derivados (compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª
conjugação, pois a forma arcaica do verbo pôr era
poer. A vogal "e", apesar de haver desaparecido do
infinitivo, revela-se em algumas formas do verbo: põe,
pões, põem, etc.
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
Ao combinarmos os conhecimentos sobre
a estrutura dos verbos com o conceito de
acentuação tônica, percebe-se que nas
formas rizotônicas, o acento tônicocai no
radical do verbo:
Assim como em opino, aprendam, nutro...
Nas formas arrizotônicas, o acento tônico
não cai no radical, mas sim na terminação
verbal:
Assim como em opinei, aprenderão,
nutriríamos...
AULA 27
VERBOS
P
ág
in
a8
8
01. (FGV) Assinale o item em que há erro quanto à análise
da forma verbal plantáramos:
a) plant- é radical
b) -á- é vogal temática
c) planta- é tema
d) -ra- é desinência de pretérito imperfeito do subjuntivo
e) -mos é desinência de 1ª pessoa do plural
02. No trecho, "Alguns perguntariam "Por quê?". E
eu pergunto: "Por que não?", os verbos grifados estão,
respectivamente, no
[A] Futuro do Pretérito do Indicativo e Presente do
Indicativo.
[B] Futuro do Presente do Indicativo e Pretérito Perfeito do
Indicativo.
[C] Presente do Subjuntivo e Pretérito Imperfeito do
Indicativo.
[D] Pretérito Imperfeito do Indicativo e Presente do
Subjuntivo.
[E] Pretérito Mais-Que-Perfeito do Indicativo e Pretérito
Imperfeito do Subjuntivo.
03. Analise V ou F para as questões a seguir.
( ) “pensas, analisavas, encontrastes e sorrias” pertencem
à segunda pessoal do singular.
( ) Em “proporíamos” a vogal destacada designa a
conjugação a que pertence o verbo.
( ) Os radicais das formas “possamos, deixaríamos e
ocorrerão” são, respectivamente, “poss-, deix- e ocorr-“.
a) V – F – V
b) V – V – V
c) V – F – F
d) F – F – V
e) F – F – F
04. “Assim eu quereria a minha última crônica: que fosse
pura como este sorriso.” (Fernando Sabino).
Assinale a série em que estão devidamente classificadas as
formas verbais em destaque:
a) futuro do pretérito, presente do subjuntivo.
b) pretérito mais-que-perfeito, pretérito imperfeito do
subjuntivo.
c)pretérito mais-que-perfeito, presente do subjuntivo.
d)futuro do pretérito, pretérito imperfeito do subjuntivo.
e)pretérito perfeito, futuro do pretérito.
05. A forma que pode estar no futuro do subjuntivo
conjugada corretamente é:
a) Quando virdes a realidade dos fatos…
b) Se irmos diretamente ao assunto…
c) Ao vos verdes em idênticas situações…
d) Se susterdes a palavra…
e) Por impordes-vos vós a vossa ideia…
GABARITO
• 01 D
• 02 A
• 03 C
• 04 D
• 05 A
P
ág
in
a8
9
Classificam-se em:
a) Regulares: são aqueles que possuem as
desinências normais de sua conjugação e cuja
flexão não provoca alterações no radical.
Ex.: ESTUDAR
ESTUDO ESTUDEI ESTUDAREI
ESTUDAVA ESTUDASSE
b) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca
alterações no radical ou nas desinências.
Ex.: DIZER
DIGO DISSE DIREI
DISSESSE DIRÍAMOS
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam
conjugação completa.
Ex.:
- abolir, demolir, colorir, reaver, precaver...
d) Abundantes: são aqueles que apresentam
duas ou mais formas em certos tempos, modo ou
pessoas. Essas variantes são mais frequentes no
particípio.
Ex.:
- nascer: nascido, nato
- expelir: expelido, expulso
- anexar: anexado, anexo
INFINITIVO PARTICÍPIO
REGULAR
PARTICÍPIO
IRREGULAR
Anexar Anexado Anexo
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto
e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de
um radical em sua conjugação.
Ex.
Ir Pôr Ser Saber
vou
vais
ides
fui
foste
ponho
pus
pôs
punha
sou
és
fui
foste
seja
sei
sabes
soube
saiba
f) Auxiliares
São aqueles que entram na formação dos
tempos compostos e das locuções verbais. O
verbo principal, quando acompanhado de
verbo auxiliar, é expresso numa das formas
nominais: infinitivo, gerúndio ou
particípio.
Ex:
Vou estudar à tarde.
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)
Está falando a verdade.
(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)
Os alunos foram ajudados pelos professores.
(verbo auxiliar) (verbo principal no particípio)
Os verbos auxiliares mais usados são: ser,
estar, ter e haver.
Conjugação dos Verbos Auxiliares
SER - Modo Indicativo
Presente
Pretérito
Perfeito
Pretérito
Imperfeito
Pretérito
Mais-Que-
Perfeito
Futuro
do
Presente
Futuro
do
Pretérito
Sou Fui Era Fora Serei seria
És Foste Eras Foras Serás serias
É Foi Era Fora Será seria
Somos Fomos Eramos Fôramos seremos seríamos
Sois Fostes Éreis Fôreis Sereis seríeis
São Foram Eram Foram Serão seriam
SER - Modo Subjuntivo
Presente
Pretérito
Imperfeito
Futuro
que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós
sejamos
se nós fôssemos
quando nós
formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem
quando eles
forem
AULA 28
CLASSIFICAÇÕES DOS VERBOS
P
ág
in
a9
0
SER - Modo Imperativo
Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês
SER - Formas Nominais
Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio
Ser ser eu Sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles
ESTAR - Modo Indicativo
Presente
Pretérito
Perfeito
Pretérito
Imperfeito
Pretérito
Mais-Que-
Perfeito
Futuro do
Presente
Futuro do
Pretérito
estou Estive Estava estivera Estarei Estaria
estás Estiveste Estavas estiveras Estarás Estarias
está Esteve Estava estivera Estará Estaria
estamos estivemos Estávamos estivéramos estaremos Estaríamos
estais estivestes Estáveis estivéreis Estareis Estaríeis
estão Estiveram Estavam estiveram Estarão Estariam
ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
Presente
Pretérito
Imperfeito
Futuro Afirmativo Negativo
esteja Estivesse Estiver
estejas Estivesses estiveres Está Estejas
esteja Esvivesse Estiver Esteja Esteja
estejamos Estivéssemos estivermos Estejamos Estejamos
estejais Estivésseis estiverdes Estai Estejais
estejam Estivessem estiverem Estejam Estejam
ESTAR - Formas Nominais
Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio
estar estar EstandoEstado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem
HAVER - Modo Indicativo
Presente
Pretérito
Perfeito
Pretérito
Imperfeito
Pretérito
Mais-Que-
Perfeito
Futuro do
Presente
Futuro do
Pretérito
Hei Houve Havia houvera Haverei haveria
Hás Houveste Havias houveras Haverás haverias
Há Houve Havia Houvera Haverá haveria
havemos Houvemos Havíamos Houvéramos haveremos haveríamos
Haveis Houvestes Havíeis Houvéreis Havereis haveríeis
Hão Houveram Haviam Houveram Haverão haveriam
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo
Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo
haja Houvesse Houver
hajas Houvesses houveres Há hajas
haja Houvesse Houver Haja haja
hajamos Houvéssemos houvermos Hajamos hajamos
hajais Houvésseis ho1uverdes Havei hajais
hajam Houvessem houverem Hajam hajam
HAVER - Formas Nominais
Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio
Haver Haver Havendo havido
Haveres
Haver
Havermos
Haverdes
Haverem
TER - Modo Indicativo
Presente
Pretérito
Perfeito
Pretérito
Imperfeito
Pretérito
Mais-Que-
Perfeito
Futuro
do
Presente
Futuro do
Pretérito
tenho Tive Tinha tivera Terei Teria
tens Tiveste Tinhas tiveras Terás terias
tem Teve Tinha tivera Terá Teria
temos Tivemos Tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes Tivestes Tínheis tivéreis Tereis teríeis
têm Tiveram Tinham tiveram Terão teriam
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo
Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo
Tenha Tivesse tiver
Tenhas Tivesses tiveres Tem tenhas
Tenha Tivesse tiver Tenha tenha
tenhamos Tivéssemos tivermos Tenhamos tenhamos
Tenhais Tivésseis tiverdes Tende tenhais
Tenham Tivessem tiverem Tenham tenham
P
ág
in
a9
1
g) Pronominais
São aqueles verbos que se conjugam com os
pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos,
se, na mesma pessoa do sujeito, expressando
reflexibilidade (pronominais acidentais) ou
apenas reforçando a ideia já implícita no próprio
sentido do verbo (reflexivos essenciais).
São eles: abster-se, ater-se, apiedar-se,
atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos
verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já
está implícita no radical do verbo.
Ex.: Arrependi-me de ter estado lá.
CONJUGAÇÃO
Eu me arrependo
Tu te arrependes
Ele se arrepende
Nós nos arrependemos
Vós vos arrependeis
Eles se arrependem
P
ág
in
a9
2
01. No que se refere à classificação dos verbos em regulares,
irregulares e auxiliares, julgue o item.
“Dar”, “fazer” e “vir” são verbos regulares.
( ) Certo ( ) Errado
02. A frase em que a forma verbal está empregada com
sentido idêntico ao do verbo haver em “A lista traz funções
não exigidas nas empresas há cinco anos.” é:
a) Há de tudo um pouco naquela feira de tecnologia que
visitamos com o pessoal da empresa.
b) Há cerca de um mês, o documento foi encaminhado ao
departamento responsável.
c) Há que se realizar uma série de ajustes para que as
reformas sejam implementadas.
d) Há 50% dos trabalhadores que já fizeram cursos para
ampliar suas capacidades digitais.
e) Há um prazo de dois meses para a construtora terminar a
obra sem que seja multada.
03. (UFF/2017) Verbos regulares são aqueles cujos radicais
se mantêm inalterados em todas as suas flexões e cujas
desinências seguem estritamente os paradigmas de cada
conjugação. Desse modo, afirma-se que são regulares todas
as formas verbais da seguinte opção:
a) justificam – sobe – sinto.
b) foram – estou – compara.
c) estou – justificam – sento
d) sobe – compara – percebo.
e) sento – percebo – compara.
04. (IBAM/2015) Assinale a alternativa correta quanto à
ortografia oficial.
a) Eles veem problema em tudo.
b) Isso não tem nada haver comigo.
c) Hoje fiquei menas cansada que outro dia.
d) O chinelo estava em baixo da cama.
GABARITO
• 01 E
• 02 B
• 03 C
• 04 A
P
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3
Alguns verbos têm flexões diferenciadas. E por
isso é importante que os estudemos para dirimir
as dúvidas.
Os verbos terminados em -iar são conjugados
nas formas rizotônicas (formas cuja tonicidade
cai no radical da palavra, isto é, na parte que não
varia).
São eles: mediar, ansiar, remediar, incendiar,
odiar. (MARIO)
Mediar: medeio, medeias, medeia, mediamos,
mediais, medeiam.
Ansiar: anseio, anseias, anseia, ansiamos,
ansiais, anseiam.
Remediar: remedeio, remedeias, remedeia,
remediamos, remediais, remedeiam.
Incendiar: incendeio, incendeias, incendeia,
incendiamos, incendiais, incendeiam.
Odiar: odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais,
odeiam.
Já, os outros verbos em -iar são regulares, por
isso, quando o acento cai no i, permanece:
aprecio, arrepio, chio, crio, esquio, guio, premio
e outros. Uma exceção é mobiliar; nele, as formas
rizotônicas têm o acento tônico na sílaba bi e não
na li.
Os verbos terminados em "-ear" têm
conjugação padronizada.
presente do indicativo: as terminações
são: -eio, -eias, -eia, -eamos, -eais, -eiam".
pretérito perfeito: as terminações são:
"-eei, -easte, -eou, -eamos, -eastes, -earam".
presente do subjuntivo: apresenta as
terminações: "-eie, -eies, -eie, -eemos, -eeis, -
eiem".
Ex.: - que eu freie
- que tu freies
- que ele freie
- que nós freemos
- que vós freeis
- que eles freiem
+
AULA 29
Verbos em EAR e IAR
P
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4
01. (CPM – 14/15) São muitos os problemas de flexão dos
verbos em português. Um desses problemas é o que se
relaciona aosverbos terminados em -ear e aos terminados
em -iar. As terminações foneticamente próximas
confundem os falantes e os levam a usar tais verbos em
desacordo com as normas. Assinale a frase em que o verbo
sublinhado foi usado fora do padrão recomendado.
a) Com clientes que praticam a inadimplência, comerciante
nenhum negocia.
b) A torcida brasileira anseia que a nossa seleção se
classifique para a próxima Copa do Mundo.
c) Aos domingos, nos parques, é bom ver que as crianças
passeiam com seus pais.
d) Para que não haja problemas entre os dois concorrentes,
é bom que nós mediamos o debate.
02. (EEAR – 1 / 2017) As alternativas contêm uma
sequência de períodos de um dos capítulos do romance São
Bernardo, de Graciliano Ramos. Assinale a que apresenta
em destaque um verbo irregular.
a) Conheci que Madalena era boa em demasia, mas não
conheci tudo de uma vez.
b) Ela se revelou pouco a pouco, e nunca se revelou
inteiramente.
c) A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida
agreste, que me deu uma alma agreste.
d) E, falando assim, compreendo que perco o tempo.
03. (EEAR/EAGS – 2017) Complete as lacunas das frases
abaixo com os verbos indicados e depois assinale a
alternativa com a sequência correta.
1 – Que encanto! Metade das folhas dos ipês _________
sobre a calçada, completando a beleza do tapete rosa.
(estava/estavam)
2 – Sempre __________ muitos buracos na minha avenida,
mas o esplendor dos ipês me fazia esquecê-los.
(houve/houveram)
3 – __________ dez anos que não vinha à minha cidade.
Mas minha avenida está do mesmo jeito. E os ipês, mais
lindos e floridos! (Fazia/Faziam)
4 – Em agosto e setembro, minha avenida fica em festa, e
__________ maravilhosos ipês rosa. Um espetáculo para os
olhos! (observa-se/observam-se)
a) estavam/houveram/Faziam/observa-se
b) estava/houveram/Fazia/observam-se
c) estavam/houve/Faziam/observa-se
d) estava/houve/Fazia/observam-se
04. (EsPCEx – 2015) Assinale a alternativa correta quanto
ao emprego do verbo haver.
[A] Eu não sei, doutor, mas devem haver leis.
[B] Também a mim me hão ferido.
[C] Haviam tantas folhas pelas calçadas.
[D] Faziam oito dias que não via Guma.
[E] Não haverão umas sem as outras.
05. (EsPCEx – 2014) Assinale a opção que completa
corretamente as lacunas das frases a seguir.
I – ____ uma semana que telefono e não consigo
contato.
II – ____ muito tempo que a amiga o procurava sem
sucesso.
III– Passara no concurso_____ pouco tempo.
IV– Iniciou os estudos______poucos dias.
V – Estávamos ali_______ quatro horas.
[A] havia – há – havia – há – havia.
[B] há – havia – há – há – havia.
[C] há – há – há – há – há – há.
[D] havia – havia – havia – havia – havia.
[E] há – havia – havia – há – havia.
06. (EsPCEx – 2013) Marque a única alternativa em
que o emprego do verbo haver está correto.
[A] Todas as gotas de água havia evaporado.
[B] Elas se haverão comigo, se mandarem meu primo
sair.
[C] Não houveram quaisquer mudanças no
regulamento.
[D] Amanhã, vão haver aulas de informática durante
todo o período de aula.
[E] Houveram casos significativos de contaminação no
hospital da cidade.
07. (EsPCEx – 2017) Assinale a alternativa em que o
emprego do verbo “haver” está correto.
[A] Haverá nove dias que ela visitou os pais.
[B] Brigavam à toa, sem que houvessem motivos.
[C] Criaturas infalíveis nunca houve nem haverão.
[D] Não ligue, caso hajam desavenças entre vocês.
[E] Morávamos ali há quase cinco anos.
08. (EAGS – 2018) Assinale a alternativa que completa
corretamente a frase, de acordo com a norma padrão.
_____________ os documentos que encaminharemos à
Escola de Especialistas da Aeronáutica.
a) Devem-se formalizar
b) Deverá ser formalizados
c) Deverão ser formalizado
d) Deverão serem formalizados
GABARITO
• 01 D 07. A
• 02 C 08. A
• 03 D
• 04 B
• 05 E
• 06 B
P
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5
Dá-se o nome de modo às várias formas
assumidas pelo verbo na expressão de um fato.
Em Português, existem três modos:
Indicativo - indica uma certeza, uma
realidade.
Ex.: Eu estudo.
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma
possibilidade.
Ex.: Talvez eu estude amanhã.
Imperativo - indica uma ordem, um
pedido.
Ex.: Estuda agora, menino.
Formas Nominais
Além desses três modos, o verbo apresenta
ainda formas que podem exercer funções de
nomes (substantivo, adjetivo, advérbio), sendo
por isso denominadas formas nominais.
a) Infinitivo Impessoal: exprime a significação
do verbo de modo vago e indefinido, podendo ter
valor e função de substantivo.
Ex: - Viver é lutar. (= vida é luta)
- É indispensável combater a corrupção. (=
combate à)
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no
presente (forma simples) ou no passado (forma
composta).
Ex.: - É preciso ler este livro.
- Era preciso ter lido este livro.
b) Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado
às três pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas
do singular, não apresenta desinências,
assumindo a mesma forma do impessoal; nas
demais, flexiona-se da seguinte maneira:
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.: termos (nós)
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.: terdes (vós)
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.: terem (eles)
c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como
adjetivo ou advérbio.
Ex.: Saindo de casa, encontrei alguns amigos.
(função de advérbio)
Nas ruas, havia crianças vendendo doces.
(função adjetivo)
Na forma simples, o gerúndio expressa
uma ação em curso; na forma composta, uma
ação concluída.
Ex.: - Trabalhando, aprenderás o valor do
dinheiro.
- Tendo trabalhado, aprendeu o
valor do dinheiro.
d) Particípio: quando não é empregado na
formação dos tempos compostos, o particípio
indica geralmente o resultado de uma ação
terminada, flexionando-se em gênero,
número e grau.
Ex.: Terminada a prova, os candidatos
saíram.
Quando o particípio exprime somente
estado, sem nenhuma relação temporal,
assume verdadeiramente a função de
adjetivo (adjetivo verbal).
Ex.: Ela foi a aluna escolhida para
representar a escola.
AULA 30
MODOS VERBAIS
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6
1. Tempos do Indicativo
Presente - Expressa um fato atual.
Ex: Eu estudo neste colégio.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato
ocorrido num momento anterior ao atual, mas
que não foi completamente terminado.
Ex: Ele estudava as lições quando foi
interrompido.
Pretérito Perfeito (simples) - Expressa um
fato ocorrido num momento anterior ao atual e
que foi totalmente terminado.
Ex: Ele estudou as lições ontem à noite.
Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um
fato que teve início no passado e que pode se
prolongar até o momento atual.
Ex: Tenho estudado muito paraos exames.
Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um
fato ocorrido antes de outro fato já terminado.
Ex: - Ele já tinha estudado as lições quando
os amigos chegaram. (forma composta)
- Ele já estudara as lições quando os
amigos chegaram. (forma simples)
Futuro do Presente (simples) - Enuncia um
fato que deve ocorrer num tempo vindouro com
relação ao momento atual.
Ex: Ele estudará as lições amanhã.
Futuro do Presente (composto) - Enuncia
um fato que deve ocorrer posteriormente a um
momento atual, mas já terminado antes de outro
fato futuro.
Ex: Antes de bater o sinal, os alunos já terão
terminado o teste.
Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um
fato que pode ocorrer posteriormente a um
determinado fato passado.
Ex: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
Futuro do Pretérito (composto) - Enuncia
um fato que poderia ter ocorrido posteriormente
a um determinado fato passado.
Ex.: Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria
viajado nas férias.
2. Tempos do Subjuntivo
Presente - Enuncia um fato que pode
ocorrer no momento atual.
Ex.: É conveniente que estudes para o
exame.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato
passado, mas posterior a outro já ocorrido.
Ex.: Eu esperava que ele vencesse o jogo.
Pretérito Perfeito (composto) - Expressa
um fato totalmente terminado num momento
passado.
Ex.: Embora tenha estudado bastante,
não passou no teste.
Pretérito Mais-Que-Perfeito (composto) -
Expressa um fato ocorrido antes de outro fato
já terminado.
Ex.: Embora o teste já tivesse começado,
alguns alunos puderam entrar na sala de
exames.
Futuro do Presente (simples) - Enuncia
um fato que pode ocorrer num momento
futuro em relação ao atual.
Ex.: Quando ele vier à loja, levará as
encomendas.
Futuro do Presente (composto) - Enuncia
um fato posterior ao momento atual, mas já
terminado antes de outro fato futuro.
Ex.: Quando ele tiver saído do hospital,
nós o visitaremos.
AULA 31
FORMAÇÃO DOS TEMPOS VERBAIS
P
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7
Formação dos Tempos Simples
Dividem-se em primitivos e derivados.
Primitivos:
presente do indicativo
pretérito perfeito do indicativo
infinitivo impessoal
Derivados do Presente do Indicativo:
Presente do subjuntivo
Imperativo afirmativo
Imperativo negativo
Derivados do Pretérito Perfeito do Indicativo:
Pretérito mais-que-perfeito do indicativo
Pretérito imperfeito do subjuntivo
Futuro do subjuntivo
Derivados do Infinitivo Impessoal:
Futuro do presente do indicativo
Futuro do pretérito do indicativo
Imperfeito do indicativo
Gerúndio
Particípio
Tempos Primitivos
Presente do Indicativo
1ª conjugação
2ª
conjugação
3ª conjugação
Desinência
pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
CantO vendO Parto O
Cantas vendeS partes S
Canta vende Parte -
Cantamos vendemos partimos MOS
CantaIS Vendeis partis IS
Cantam Vendem partem M
Pretérito Perfeito do Indicativo
O pretérito perfeito do indicativo é marcado
basicamente pela desinência pessoal.
1ª conjugação
2ª
conjugação
3ª
conjugação
Desinência
pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
Cantei Vendi partI I
cantaSTE Vendeste partISTE STE
Cantou Vendeu partiU U
Cantamos Vendemos partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
Cantaram Venderam partiRAM RAM
Infinitivo Impessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
Tempos Derivados do Presente do
Indicativo
Presente do Subjuntivo
Para se formar o presente do subjuntivo,
substitui-se a desinência -o da primeira
pessoa do singular do presente do indicativo
pela desinência -E (nos verbos de 1ª
conjugação) ou pela desinência -A (nos
verbos de 2ª e 3ª conjugação).
1ª
conjugação
2ª
conjugação
3ª
conjugação
Des.
temporal
Des.
temporal
Desinência
pessoal
1ª conj.
2ª/3ª
conj.
CANTAR VENDER PARTIR
Cante vendA partA E A Ø
CantES vendAS partaAS E A S
Cante vendA partaA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
CantEIS vendAIS partAIS E A IS
Cantem vendAM partAM E A M
AULA 32
FORMAÇÃO DOS TEMPOS VERBAIS - PARTE II
P
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8
Pretérito mais-que-perfeito
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Des.
temporal
Desinência
pessoal
1ª/2ª e 3ª
conj.
CANTAR VENDER PARTIR
CataRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
Cantara vendeRA partiRA RA Ø
CantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaram vendeRAM partiRAM RA M
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
Futuro do Subjuntivo
1ª
conjugação
2ª
conjugação
3ª
conjugação
Des.
Temporal
Desinência
pessoal
1ª /2ª e 3ª
conj.
CANTAR VENDER PARTIR
Cantar vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
Cantar vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM VendeREM PartiREM R EM
Tempos Derivados do Pretérito Perfeito do
Indicativo
Imperativo
Imperativo Afirmativo ou Positivo
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-
se do presente do indicativo a 2ª pessoa do
singular (tu) e a segunda pessoa do plural (vós)
eliminando-se o "S" final. As demais pessoas
vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo.
Veja:
Presente do
Indicativo
Imperativo
Afirmativo
Presente do
Subjuntivo
Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós
Que nós
cantemos
Vós cantais CantAI vós
Que vós
canteis
Eles cantam Cantem vocês
Que eles
cantem
Imperativo Negativo
Para se formar o imperativo negativo, basta
antecipar a negação às formas do presente do
subjuntivo.
Presente do
Subjuntivo
Imperativo
Negativo
Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante
Não cante
você
Que nós
cantemos
Não cantemos
nós
Que vós
canteis
Não canteis
vós
Que eles
cantem
Não cantem
eles
1ª conjugação 2ª conjugação
3ª
conjugação
Des.
temporal
Desinência
pessoal
1ª /2ª e
3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendesse partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendesse partiSSEM SSE M
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a9
9
Tempos Derivados do Infinitivo Impessoal
Futuro do Presente do Indicativo
Infinitivo Impessoal + { -ei, -ás, -á, -emos, -eis,
-ão (1ª,2ª e 3ª conj.) }
1ª
conjugação
2ª
conjugação
3ª
conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantarei vender ei partir ei
cantar ás venderás Partirás
cantar á vender á Partirá
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão
Futuro do Pretérito do Indicativo
Infinitivo Impessoal + { -ia, -ias, -ia, -íamos, -
íeis, -iam (1ª, 2ªe 3ª conj.)
Veja:
1ª
conjugação
2ª
conjugação
3ª
conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA Partiria
cantarIAS venderIAS Partirias
cantarIA venderIA Partiria
cantarÍAMOS venderÍAMOS Partiríamos
cantarÍEIS venderÍEIS Partiríeis
cantarIAM venderIAM Partiriam
Infinitivo Pessoal
Infinitivo Impessoal + { -es (2ª pessoa singular), -
mos (1ª pessoa plural), -des (2ª pessoa plural), -
em ( 3ª pessoa plural) (1ª, 2ª e 3ªconj.)
1ª
conjugação
2ª
conjugação
3ª
conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES Partires
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS Partirmos
cantarDES venderDES Partirdes
cantarEM venderEM Partirem
Locuções Verbais
Constituídas de verbos auxiliares mais
gerúndio ou infinitivo. São conjuntos de
verbos que, numa frase, desempenham papel
equivalente ao de um verbo único. Nessas
locuções, o último verbo, chamado principal,
surge sempre numa de suas formas
nominais; as flexões de tempo, modo,
número e pessoa ocorrem nos verbos
auxiliares.
Ex.:
- Estamos lendo o livro.
- Ela veio correndo.
- Ninguém poderá sair.
VERBOS AUXILIARES
- Ser (estar, em algumas construções) é
usado nas locuções verbais que exprimem a
voz passiva analítica do verbo.
- Poder e dever são auxiliares que exprimem
a potencialidade ou a necessidade de que
determinado processo se realize ou não.
Ex.:
- Pode ocorrer algo inesperado durante a
festa.
- Deve ocorrer algo inesperado durante a
festa.
- Querer: exprime vontade, desejo.
Ex.: Quero ver você hoje.
- Outros verbos: começar a, deixar de,
voltar a, continuar a, pôr-se a, ir, vir e
estar, todos ligados à noção de aspecto
verbal.
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a1
0
0
01. (EPCAr – 10/11) Leia atentamente o excerto abaixo
para responder à questão abaixo.
“Como quase tudo neste mundo nosso, duplo é o gume:
comunicar-se é positivo, mas sinais feitos na sombra, sem
verdadeiro nome nem rosto, podem acabar em
fantasmáticas perseguições e males. Singularmente, mas de
maneira muito significativa, enquanto estamos velozes e
espertos no computador, criando mundos virtuais, e
jogando jogos cada vez mais complexos, buscamos o
nevoeiro desse anonimato e, na época das maiores
inovações, curtimos voar com bruxos em suas vassouras,
namorar vampiros e inventar avatares que vão de
engraçados a sinistros.”
Assinale a alternativa que contém uma afirmação
INCORRETA.
a) Se se reescrever a expressão “namorar vampiros”,
alterando-a para “namorar com vampiros” manter-se-á a
correção de acordo com a norma padrão da língua.
b) As formas verbais que figuram nesse parágrafo remetem
ao mesmo tempo verbal, ou seja, pretérito perfeito do modo
indicativo.
c) Quando se menciona a busca do nevoeiro do anonimato
remete-se a máscaras da realidade.
d) Em “... sinais feitos na sombra, sem verdadeiro nome
nem rosto...”, pode-se encontrar uma circunstância de
modo.
02. (EsPCEx – 12/13) Assinale a alternativa que contém a
classificação do modo verbal, dos verbos grifados nas
frases abaixo, respectivamente.
- Esse seu lado perverso, eu o conheço faz tempo.
- Anda logo, senão chegarás só amanhã.
- Se você chegar na hora, ganharemos um tempo
precioso.
- Acabaríamos a tarefa hoje, se todos ajudassem.
a) indicativo – imperativo – subjuntivo – subjuntivo –
indicativo – subjuntivo – indicativo
b) subjuntivo – indicativo – indicativo – subjuntivo –
indicativo – subjuntivo – indicativo
c) subjuntivo – imperativo – indicativo – infinitivo –
indicativo – subjuntivo – indicativo
d) indicativo – imperativo – indicativo – subjuntivo –
indicativo – indicativo – subjuntivo
e) indicativo – subjuntivo – indicativo – subjuntivo –
indicativo – subjuntivo – subjuntivo
03. (EsPCEx – 12/13) Em “Embarcarem amanhã, então,
vimos dizer-lhe adeus, hoje.”, a alternativa que classifica
corretamente a conjunção modo-temporal do verbo
destacado no fragmento é:
a) Pretérito Perfeito do Indicativo
b) Futuro do Presente do Indicativo
c) Presente do Indicativo
d) Imperativo Afirmativo
e) Pretérito Imperfeito do Indicativo
04. (CPM – 14/15) Releia o 3º parágrafo (transcrito
abaixo) do texto em questão. Assinale a alternativa que
apresenta a correta informação no que diz respeito ao
modo e tempo dos verbos destacados no trecho.
“Bons tempos, minha querida cidade, em que
éramos pobres a amáveis! Sabíamos ser alegres, mas
não tanto que ofendêssemos os tristes; e em nossa
tristeza havia suavidade, porque éramos pacientes e
compreensivos. Acreditávamos nos valores do
espírito: e neles fundávamos a nossa grandeza e o
nosso respeito. Mesmo quando não tínhamos muito,
sabíamos partilhar o que tivéssemos com amor e
delicadeza. Passávamos pelo povo mais hospitaleiro
do mundo, mas esquecíamos a fama, para não nos
envaidecermos com ela.”
a) tempo: pretérito perfeito; modo indicativo.
b) tempo: pretérito imperfeito; modo: indicativo.
c) tempo: pretérito mais que perfeito; modo: indicativo.
d) tempo: pretérito imperfeito; modo: subjuntivo.
05. (EEAR/EAGS – 2017) Leia:
Amigos, um passeio numa máquina do tempo não
seria divertido? Não seria incrível? Imaginem se,
numa das viagens, vocês pudessem encontrar um
personagem importante da história, como Einstein, e
ajudá-lo a elaborar suas teorias! Já pensaram nisso?
As formas verbais destacadas no texto acima estão
conjugadas, respectivamente, no
a) futuro do presente do indicativo / presente do
subjuntivo / pretérito imperfeito do indicativo.
b) futuro do pretérito do indicativo / imperativo
afirmativo / pretérito imperfeito do subjuntivo.
c) pretérito imperfeito do subjuntivo / presente do
subjuntivo / pretérito perfeito do indicativo.
d) futuro do subjuntivo / imperativo afirmativo /
pretérito perfeito do indicativo.
06. (EEAR/CFS 2 – 2017) Em “Dize logo tudo.” há
presença de verbo conjugado em
a) segunda pessoa do plural do modo Infinitivo.
b) primeira pessoa do singular do modo Subjuntivo.
c) segunda pessoa do singular do modo Imperativo
Afirmativo.
d) terceira pessoa do singular do modo Imperativo
Negativo.
P
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a1
0
1
07. (EsPCEx – 2012) Em “Embarcaremos amanhã, então,
vimos dizer-lhe adeus, hoje.”, a alternativa que classifica
corretamente a conjugação modo-temporal do verbo
destacado no fragmento é
[A] Pretérito Perfeito do Indicativo
[B] Futuro do Presente do indicativo
[C] Presente do Indicativo
[D] Imperativo Afirmativo
[E] Pretérito Imperfeito do Indicativo
08. (EsPCEx – 2012) “Nunca escreva um anúncio que você
não gostaria que sua família lesse. Você não contaria
mentiras para a sua própria esposa. Não conte paraminha.” (David Ogilvy)
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego das
formas verbais.
[A] Caso a autor da frase preferisse usar o pronome tu, as
formas verbais corretas seriam, respectivamente, escrevas,
gostarias, lesses, contarias, conteis.
[B] Os verbos escreva, contaria e conte estão sendo usados
no pretérito perfeito do indicativo.
[C] Se autor tivesse escolhido o pronome nós, as formas
verbais corretas seriam, respectivamente, escrevemos,
gostaríamos, lesses, contaríamos, contamos.
[D] Os verbos gostaria e lesse estão sendo usados,
respectivamente, no futuro do pretérito do indicativo e no
pretérito imperfeito do subjuntivo.
[E] Os verbos escreva e conte, se conjugados no imperativo
afirmativo, na terceira pessoa do plural, teriam,
respectivamente, as seguintes formas: escrevais e conteis.
09. (EsPCEx – 2011) Na frase “Se o ______, avisa-me.”, a
alternativa que completa corretamente a frase é:
[A] veres
[B] vir
[C] reverdes
[D] vires
[E] ver
10. (EsPCEx – 2011) Assinale a alternativa em que a
passagem do imperativo afirmativo para o imperativo
negativo está correta.
[A] Sai daqui. / Não saies daqui.
[B] Deixai vir a mim as crianças. / Não deixeis vir a mim as
crianças.
[C] O pão nosso nos dai hoje. / O pão nosso não nos dês
hoje.
[D] Escreve ao diretor. / Não escreva ao diretor.
[E] Apõe a assinatura! / Não aponheis a assinatura!
11. (EsPCEx – 2017) No trecho, “Alguns perguntariam
“Por quê?”. E eu pergunto: “Por que não?”, os verbos
grifados estão, respectivamente, no
[A] Futuro do Pretérito do Indicativo e Presente do
Indicativo.
[B] Futuro do Presente do Indicativo e Pretérito
Perfeito do Indicativo.
[C] Presente do Subjuntivo e Pretérito Imperfeito do
Indicativo.
[D] Pretérito Imperfeito do Indicativo e Presente do
Subjuntivo.
[E] Pretérito Mais-Que-Perfeito do Indicativo e
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo.
12. (EAGS – 2018) Observe os verbos destacados.
“Denuncie. Se você recebeu uma proposta sem
referência para melhorar de vida, desconfie. Nunca
entregue seu caráter a ninguém.”
Os verbos destacados apresentam-se em qual modo?
a) No indicativo, pois exprimem um fato certo de se
realizar.
b) No subjuntivo, porque são formas verbais que
enunciam um fato hipotético.
c) No imperativo, pois os verbos destacados estão
exprimindo ordem, conselho e pedido.
d) No indicativo, porque as formas verbais enunciam
um fato possível de acontecer.
GABARITO
• 01 B 07. C
• 02 D 08. D
• 03 C 09. D
• 04 B 10. B
• 05 B 11. A
• 06 C 12. C
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2
01. (EPCAr – 2014/2015) Sobre a análise de verbos só
NÃO é possível afirmar que
a) em “Sua vida também daria um filme.”, o verbo dar
expressa um futuro hipotético.
b) em “Suas feridas continuam abertas.”, há uma locução
verbal cujo verbo principal é abrir.
c) no trecho “...O Chico da Matilde, líder abolicionista
morto em 6 de março de 1914 – portanto, há 100 anos.”, o
verbo haver é impessoal.
d) em “O diretor Steve McQueen pôde usar”, o verbo poder
foi acentuado para fazer distinção temporal entre pretérito
perfeito do indicativo e presente do indicativo.
02. (EEAR – 1 / 2017) Assinale a alternativa em que o
verbo destacado está no tempo composto.
a) O doutor Meneses vai galgar a soleira da porta com
esforço.
b) O doutor Meneses tem galgado a soleira da porta com
esforço.
c) O doutor Meneses começou a galgar a soleira da porta
com esforço.
d) A soleira da porta foi galgada com esforço pelo doutor
Meneses.
03. (CFS/2 – 2018) Assinale a alternativa em que a forma
verbal destacada está correta quanto à concordância.
a) Há de haver muitos motivos para se crer na paz.
b) Vai existir grandes eventos esportivos no ano de 2019.
c) Já devem fazer mais de cem anos que nosso patrono
faleceu.
d) Haviam diversas equipes pleiteando mudanças
administrativas.
04. (CFS/2 – 2017) Na sentença “As luzes se apagaram, e,
paulatinamente, aquele mar de gente silenciou e
aguardou... De repente, ouve-se um forte brado vindo do
fundo do palco, que explode em luzes e vida junto com a
multidão.”, há mudança de tempo verbal: do pretérito
perfeito do indicativo os verbos ouvir e explodir passam
para o presente do indicativo, possibilidade que se justifica
pelo seguinte motivo:
a) há a indicação de uma ação permanente, constante, que
não sofre alteração.
b) há a indicação de um fato futuro, mas próximo, conforme
se percebe pela sequência temporal dos fatos.
c) há a indicação de um fato habitual, ainda que este não
esteja sendo exercido no momento em que se fala.
d) há a indicação de um fato já vivenciado que se atualiza
no momento da narração como forma de se garantir
vivacidade ao texto.
GABARITO
• 01 B
• 02 B
• 03 A
• 04 D
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0
3
01. (EPCAr – 10/11) Assinale a alternativa em que a
reescrita do período NÃO afeta o seu conteúdo semântico
nem o gramatical.
a) “Não vamos regredir: a civilização anda segundo seu
próprio arbítrio.”
Vamos seguir o avanço tecnológico, pois a civilização anda
de acordo com sua vontade.
b) “Viramos homens e mulheres pós-modernos, sem saber
o que isso significa; somos cibernéticos, somos twitteiros,
e blogueiros...”
Transformamo-nos em pessoas modernas, sem perceber a
razão; somos robôs, somos twitteiros e temos blogs...
c) “Estimulante, múltiplo, tão rico, resta saber o que vamos
fazer nesse novo mundo - ou o que ele vai fazer de nós.”
Excitante, variado, muito rico, resta saber o que faremos
nesse mundo novo, ou o que ele fará de nós.
d) “A tecnologia abre territórios fascinantes, e ameaça nos
controlar: se pensarmos um pouco sentiremos medo.”
Espaços deslumbrantes são abertos pela tecnologia, e
ameaçam nos dominar, por isso sentiremos medo se
pensarmos um pouco.
02. (EPCAr – 14/15) Nas alternativas abaixo, trechos do
Texto III foram reescritos. Analise-os e assinale a
alternativa cuja reescrita fere o padrão culto da língua
portuguesa.
a) “A moradia e o local de trabalho se confudiam.” (l.1)
A moradia e o local de trabalho confudiam-se.
b) “A casa que servia de base...” (l.1 e 2)
A casa onde servia de base.
c) “...servia de base para a oficina de Mário...” (l. 2)
servia de base à oficina de Mário.
d) “...eram forçadas a preparar as refeições e a limpar a
cozinha.” (l.4 e 5)
eram forçadas a prepararem as refeições e a limparem
a cozinha.
03. (EEAR – 1 / 2017) Considere as seguintes frases:
I – Os policiais deteram o infratorem flagrante delito.
II – Quando vocês comporem obras de grande valor
literário, poderão divulgá-las.
III – Se eles se opusessem ao projeto, nada seria possível.
IV – Se nós obtivermos êxito, dedicaremos tudo a você!
Quanto às formas verbais destacadas, estão corretas
somente
a) I e III.
b) II e IV.
c) III e IV.
d) I e II.
04. (EsPCEx – 2017) Assinale a alternativa em que o
particípio sublinhado está utilizado de acordo com a
norma culta.
[A] O policial tinha pego o bandido.
[B] O condenado foi prendido por dez anos.
[C] A pena fora suspendida pelo juiz.
[D] Foi terrível o juiz ter aceitado aquela denúncia.
[E] O preso tinha ganho a liberdade.
05. (CFS/2 – 2018) Leia:
“Se soubésseis o quanto era aprazível ouvir,
mergulhar nas histórias de minha velha avó, _____
não só os ouvidos, mas cada centímetro do 'lado de
dentro do corpo' a pulsar com tudo o que sua voz
desenhava.”
Complete o espaço demarcado no texto com a correta
conjugação do verbo pôr.
a) poriam
b) poríeis
c) porias
d) poria
GABARITO
• 01 C
• 02 D
• 03 C
• 04 D
• 05 B
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4
Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo
verbo para indicar se o sujeito gramatical é
agente ou paciente da ação. São três as vozes
verbais:
a) Ativa: quando o sujeito é agente, isto é,
pratica a ação expressa pelo verbo.
Por exemplo:
Ele fez o trabalho.
sujeito agente ação objeto (paciente)
b) Passiva: quando o sujeito é paciente,
recebendo a ação expressa pelo verbo.
Por exemplo:
O trabalho foi feito por ele.
sujeito paciente ação agente da passiva
c) Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo
tempo agente e paciente, isto é, pratica e recebe
a ação.
Por exemplo: O menino feriu-se.
Obs.: não confundir o emprego reflexivo do
verbo com a noção de reciprocidade.
Por exemplo: Os lutadores feriram-se. (um ao
outro)
Formação da Voz Passiva
A voz passiva pode ser formada por dois
processos: analítico e sintético.
1- Voz Passiva Analítica
Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER
+ particípio do verbo principal.
Por exemplo: A escola será pintada.
O trabalho é feito por ele.
Obs.: o agente da passiva geralmente é
acompanhado da preposição por, mas pode
ocorrer a construção com a preposição de.
Por exemplo: A casa ficou cercada de
soldados.
- Pode acontecer ainda que o agente da
passiva não esteja explícito na frase.
Por exemplo: A exposição será aberta
amanhã.
- A variação temporal é indicada pelo verbo
auxiliar (SER), pois o particípio é invariável.
Observe a transformação das frases
seguintes:
a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do
indicativo)
b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)
O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)
c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente)
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)
- Nas frases com locuções verbais, o verbo
SER assume o mesmo tempo e modo do verbo
principal da voz ativa. Observe a
transformação da frase seguinte:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento.
(gerúndio)
Obs.: é menos frequente a construção
da voz passiva analítica com outros verbos
que podem eventualmente funcionar
como auxiliares.
Por exemplo: A moça ficou marcada pela
doença.
2- Voz Passiva Sintética
A voz passiva sintética ou pronominal
constrói-se com o verbo na 3ª pessoa,
seguido do pronome apassivador SE.
Por exemplo: Abriram-se as inscrições
para o concurso.
Destruiu-se o velho prédio da escola.
Obs.: o agente não costuma vir expresso
na voz passiva sintética.
Curiosidade
A palavra passivo possui a mesma raiz latina de
paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacionam
com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem o
significado de voz passiva como sendo a voz que
expressa a ação sofrida pelo sujeito.
Na voz passiva temos dois elementos que nem
sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE e AGENTE
DA PASSIVA.
AULA 33
VOZ VERBAL
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5
Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem
alterar substancialmente o sentido da frase.
Por exemplo:
Gutenberg inventou a imprensa (Voz Ativa)
Sujeito da
Ativa
Objeto Direto
A imprensa foi inventada por Gutenberg
(Voz
Passiva)
Sujeito da
Passiva
Agente da
Passiva
Observe que o objeto direto será o sujeito da
passiva, o sujeito da ativa passará a agente da
passiva e o verbo ativo assumirá a forma
passiva, conservando o mesmo tempo. Observe
mais exemplos:
- Os mestres têm constantemente
aconselhado os alunos.
Os alunos têm sido constantemente
aconselhados pelos mestres.
- Eu o acompanharei.
Ele será acompanhado por mim.
Obs.: quando o sujeito da voz ativa for
indeterminado, não haverá complemento
agente na passiva.
Por exemplo: - Prejudicaram-me.
Fui prejudicado.
Saiba que:
1) Aos verbos que não são ativos nem passivos ou
reflexivos, são chamados neutros.
Por exemplo: O vinho é bom.
Aqui chove muito.
2) Há formas passivas com sentido ativo:
Por exemplo: É chegada a hora. (= Chegou a
hora.)
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha
nascido.)
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou)
3) Inversamente, usamos formas ativas com
sentido passivo:
Por exemplo: Há coisas difíceis de entender. (=
serem entendidas)
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado)
4) Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-
se (no sentido cirúrgico) e vacinar-se são
considerados passivos, logo o sujeito é
paciente.
Por exemplo: Chamo-me Luís.
Batizei-me na Igreja do Carmo.
Operou-se de hérnia.
Vacinaram-se contra a gripe.
Pronúncia Correta de Alguns Verbos
1) Nos verbos cujo radical termina em -ei,
-eu, -oi, -ou, seguidos de consoante, é
fechada a vogal base desses ditongos:
a) Pronuncie ei (como na palavra lei):
aleijo, aleijas, aleija, aleijam, aleije, aleijem
abeiro-me, abeira-se, abeiram-se, abeire-se,
abeira-te
enfeixo, enfeixas, enfeixa, enfeixe, enfeixam,
enfeixem, enfeixes
inteiro, inteiras, inteira, inteiram, inteire,
inteires, inteirem
b) Pronuncie eu (como na palavra deu):
endeuso, endeusas, endeusa, endeusam,
endeuse, endeuses, endeusem
c) Pronuncie oi (como na palavra boi):
açoito, açoitas, açoita, açoitam, açoite,
açoites, açoitem
foiço, foiças, foiça, foiçam, foice, foices,
foicem
desmoito, desmoitas, desmoita, desmoitam,
desmoite, desmoites, desmoitem
noivo, noivas, noiva, noivam, noive, noives,
noivem.
d) Pronuncie ou ( como na palavra ouro):
afrouxo, afrouxas, afrouxa, afrouxam,
afrouxe, afrouxes, afrouxem
roubo, roubas, rouba, roubam, roube,
roubes, roubem
estouro, estouras, estoura, estouram,
estoure, estoures, estourem
2) Nos verbos terminados em -ejar e -elhar,
como despejar,almejar, arejar, velejar,
pelejar, planejar, espelhar, aparelhar,
semelhar, avermelhar, etc., o e tônico
profere-se fechado:
despejo (ê), despejas(ê), despeja (ê), despejam
(ê), despeje (ê), despejes (ê), despejem (ê)
espelho (ê), espelhas (ê), espelha (ê),
espelham (ê), espelhe (ê), espelhes (ê),
espelhem (ê)
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3) Verbos como englobar, desposar, forçar,
rogar, mofar, ensopar, escovar, estorvar,
enroscar, rosnar, lograr, etc., têm o o aberto
nas formas rizotônicas:
escovo (ó), escova (ó), escove (ó), desposa (ó),
ensopa (ó), ensopam (ó), etc.
4) Na terminação -oem, a vogal o é:
a) fechada nos verbos finalizados em -oar:
voem, magoem, coem, doem (doar), soem (soar),
abençoem, coroem, abotoem, etc.
b) aberta nos verbos terminados em -oer:
doem (doer), soem (soer), moem, roem, corroem,
etc.
5) Nas três pessoas do singular e na 3ª do
plural do presente do indicativo e do
subjuntivo do verbo saudar, a vogal u forma
hiato e não ditongo:
saúdo (sa-ú-do), saúdas, saúda, saúdam
saúde (sa- ú-de), saúdes, saúde, saúdem
6) O u do dígrafo gu dos verbos distinguir e
extinguir não soa. Pronuncie gue, gui como no
verbo seguir:
segue, seguem, seguiu, seguiu
distingue, distinguem, distinguiu, extinguiu, etc.
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01. (UTFPR – 13/14) Assinale a alternativa em que as
formas verbais estão empregadas de acordo com a norma
padrão da língua.
A) No ano passado, meus colegas ficaram em recuperação
na escola. Se não estudarem com afinco, neste ano ficarão
de novo.
B) Se você estivesse preparado, podia ter viajado com seus
amigos.
C) Quando ele fazer aniversário, ganhará uma grande festa
de seus pais.
D) É possível que essas caixas não caibam no armário. Se
não caberem, deixe-as no chão.
E) Espero que você seje muito feliz.
02. (EsSA – 14/15) A alternativa que apresenta uma oração
na voz passiva é:
A) Come-se bem neste restaurante.
B) Precisa-se de operários.
C) A maior parte das reservas florestais foi destruída.
D) O menino feriu-se.
E) Poucos viram o acidente
03. (EEAR/EAGS – 2017) Assinale a alternativa em que o
verbo ver encontra-se na voz passiva.
a) De madrugada, viram vultos brancos saindo da
escuridão.
b) Creio que seu coração bondoso verá minhas dores e
súplicas com ternura.
c) Já não se veem locomotivas nas estações das pequenas
e grandes cidades. É a modernidade!
d) A estranha criatura, na sombra projetada no lago, via-se
imensa, monstruosa, assustadora.
04. (EsPCEx – 2018) “Desde 2007, quando foi criado o
Ministério das Cidades, identificam-se avanços importantes
na busca de diminuir o déficit já crônico em saneamento”.
As expressões sublinhadas acima desempenham,
respectivamente, as funções sintáticas de
[A] sujeito paciente e objeto direto.
[B] sujeito agente e sujeito paciente.
[C] objeto direto e sujeito paciente.
[D] objeto direto e objeto direto.
[E] sujeito paciente e sujeito paciente.
05. (EsPCEx – 2018) Marque a alternativa que mostra a voz
passiva pronominal.
[A] Necessita-se de água potável para 35 milhões de
brasileiros.
[B] Acredita-se que a coleta de esgoto, em todo o mundo,
seja um problema grave.
[C] Trata-se de apenas 39% de todo o esgoto gerado pela
população.
[D] Identificou-se importante avanço na questão do
saneamento.
[E] Pode-se caminhar alguns passos em direção à
garantia do acesso a esses serviços.
06. (EEAR/EAGS – 2018) Escreva (V) para as
afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas, e, em
seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Verbos auxiliares são os que se juntam a uma forma
nominal de outro verbo para constituir a voz passiva,
os tempos compostos e as locuções verbais.
( ) “Não fiquem aqui, sejam prudentes”, os verbos
estão, respectivamente, nos modos imperativo e
indicativo.
( ) Na frase: “Os pais contemplam-se nos filhos”, o
verbo está na voz passiva.
( ) Em “Organizou-se o campeonato”, tem-se voz
reflexiva.
a) F – V – V – V
b) V – V – F – F
c) V – F – F – F
d) F – F – V – V
07. (CFS/2 – 2018) Quanto às vozes dos verbos em
destaque, marque (VA) para Voz Ativa, (VP) para Voz
Passiva e (VR) para Voz Reflexiva. Em seguida,
assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Gato e rato, eternos inimigos, feriram-se
dolorosamente durante a madrugada fria no Beco dos
Treze.
( ) Ela olhou-me com muita doçura, afinal acabara
de descobrir que éramos irmãs.
( ) Não se fabricam mais produtos de grande
durabilidade. É a política do consumismo e do
descarte!
a) VR – VA – VA
b) VA – VP – VP
c) VR – VA – VP
d) VA – VR – VR
GABARITO
• 01 A 07. C
• 02 C 08. A
• 03 C
• 04 E
• 05 D
• 06 C
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Compare estes exemplos:
O ônibus chegou.
O ônibus chegou ontem.
A palavra ontem acrescentou ao verbo chegou
uma circunstância de tempo: ontem é um
advérbio.
Marcos jogou bem.
Marcos jogou muito bem.
A palavra muito intensificou o sentido do
advérbio bem: muito, aqui, é um advérbio.
A criança é linda.
A criança é muito linda.
A palavra muito intensificou a qualidade
contida no adjetivo linda: muito, nessa frase, é
um advérbio.
Advérbio é uma palavra invariável que modifica o
sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio.
Às vezes, um advérbio pode se referir a uma
oração inteira; nessa situação, normalmente
transmitem a avaliação de quem fala ou escreve
sobre o conteúdo da oração.
Ex: As providências tomadas foram
infrutíferas, lamentavelmente.
Quando modifica um verbo, o advérbio pode
acrescentar várias ideias, tais como:
Tempo: Ela chegou tarde.
Lugar: Ele mora aqui.
Modo: Eles agiram mal.
Negação: Ela não saiu de casa.
Dúvida: Talvez ele volte.
Observações:
- Os advérbios que se relacionam ao verbo são palavras
que expressam circunstâncias do processo verbal, podendo
assim, ser classificados como determinantes.
Por exemplo: Ninguém manda aqui!
mandar: verbo
aqui: advérbio de lugar = determinante do
verbo
- Quando modifica um adjetivo, o advérbio
acrescenta a ideia de intensidade.
Ex: O filme era muito bom.
- Na linguagem jornalística e publicitária
atuais, têm sido frequentes os advérbios
associados a substantivos:
Ex: "Isso é simplesmente futebol" - disse o
jogador.
"Orgulhosamente Brasil" é o que diz a nova
campanha publicitária ufanista.
Flexão do Advérbio
Outra característica dos advérbios se
refere a sua organização morfológica. Os
advérbios são palavras invariáveis, isto é, não
apresentam variação em gênero e número.
Alguns advérbios, porém, admitem a
variação em grau. Observe:
Grau Comparativo
Forma-se o comparativo do advérbio do
mesmo modo que o comparativo do adjetivo:
de igualdade: tão + advérbio + quanto (como)
Ex: Renato fala tão alto quanto João.
de inferioridade: menos + advérbio + que (do
que)
Ex: Renato fala menos alto do que João.
de superioridade:
Analítico: mais + advérbio + que (do que)
Ex: Renato fala mais alto do que João.
Sintético: melhor ou pior que (do que)
Ex: Renato fala melhor que João.
Grau Superlativo
O superlativo pode ser analítico ou
sintético:
Analítico: acompanhado de outro advérbio.
Ex: Renato fala muito alto.
muito = advérbio de intensidade
alto = advérbio de modo
Sintético: formado com sufixos.
Ex: Renato fala altíssimo.
Obs.: as formas diminutivas (cedinho,
pertinho, etc.) são comuns na língua popular.
Observe:
Maria mora pertinho daqui. (muito perto)
A criança levantou cedinho. (muito cedo)
AULA 34
ADVÉRBIO
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9
Classificação dos Advérbios
De acordo com a circunstância que exprime,
o advérbio pode ser de:
Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora,
acolá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima,
onde, perto, aí, abaixo, aonde, longe, debaixo,
algures, defronte, nenhures, adentro, afora,
alhures, nenhures, aquém, embaixo,
externamente, a distância, à distância de, de
longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda,
ao lado, em volta.
Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde,
outrora, amanhã, cedo, dantes, depois, ainda,
antigamente, antes, doravante, nunca, então,
ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal,
amiúde, breve, constantemente, entrementes,
imediatamente, primeiramente,
provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à
tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em
quando, de quando em quando, a qualquer
momento, de tempos em tempos, em breve, hoje
em dia.
Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior,
depressa, acinte, debalde, devagar, às pressas,
às claras, às cegas, à toa, à vontade, às
escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo,
dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a
lado, a pé, de cor, em vão e a maior parte dos que
terminam em "-mente": calmamente,
tristemente, propositadamente, pacientemente,
amorosamente, docemente, escandalosamente,
bondosamente, generosamente.
Afirmação: sim, certamente, realmente,
decerto, efetivamente, certo, decididamente,
deveras, indubitavelmente.
Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo
algum, de forma nenhuma, tampouco, de jeito
nenhum.
Dúvida: acaso, porventura, possivelmente,
provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por
certo, quem sabe.
Intensidade: muito, demais, pouco, tão,
menos, em excesso, bastante, mais, menos,
demasiado, quanto, quão, tanto, assaz,
que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de
todo, de muito, por completo, extremamente,
intensamente, grandemente, bem (quando
aplicado a propriedades graduáveis).
Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo,
senão, somente, simplesmente, só,
unicamente.
Por exemplo: Brando, o vento apenas move a
copa das árvores.
Inclusão: ainda, até, mesmo,
inclusivamente, também.
Por exemplo: O indivíduo também
amadurece durante a adolescência.
Ordem: depois, primeiramente,
ultimamente.
Por exemplo: Primeiramente, eu gostaria de
agradecer aos meus amigos por
comparecerem à festa.
Saiba que:
- Para se exprimir o limite de possibilidade,
antepõe-se ao advérbio o mais ou o menos.
Por exemplo: Ficarei o mais longe que
puder daquele garoto. Voltarei o menos
tarde possível.
- Quando ocorrem dois ou mais advérbios em
-mente, em geral sufixamos apenas o último:
Por exemplo: O aluno respondeu calma e
respeitosamente.
Distinção entre Advérbio e Pronome Indefinido
Há palavras como muito, bastante, etc. que podem
aparecer como advérbio e como pronome indefinido.
Advérbio: refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro
advérbio e não sofre flexões.
Por exemplo: Eu corri muito.
Pronome Indefinido: relaciona-se a um substantivo e
sofre flexões.
Por exemplo: Eu corri muitos quilômetros.
Advérbios Interrogativos
São as palavras: onde? aonde? donde?
quando? como? por que? nas interrogações
diretas ou indiretas, referentes às
circunstâncias de lugar, tempo, modo e
causa.
Veja:
Interrogação Direta Interrogação Indireta
Como aprendeu?
Perguntei como
aprendeu.
Onde mora? Indaguei onde morava.
Por que choras? Não sei por que riem.
Aonde vai? Perguntei aonde ia.
Donde vens? Pergunto donde vens.
Quando voltas? Pergunto quando voltas.
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10
Locução Adverbial
Quando há duas ou mais palavras que
exercem função de advérbio, temos a locução
adverbial, que pode expressar as mesmas
noções dos advérbios. Iniciam ordinariamente
por uma preposição. Veja:
lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto,
para dentro, por aqui, etc.
afirmação: por certo, sem dúvida, etc.
modo: às pressas, passo a passo, de cor, em
vão, em geral, frente a frente, etc.
tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à
tarde, hoje em dia, nunca mais, etc.
Obs.: tanto a locução adverbial como o
advérbio modificam o verbo, o adjetivo e
outro advérbio. Observe os exemplos:
Chegou muito cedo. (advérbio)
Joana é muito bela. (adjetivo)
De repente correram para a rua. (verbo)
Relação de Algumas Locuções Adverbiais
às vezes às claras às cegas
à esquerda à direita à distância
ao lado ao fundo ao longo
a cavalo a pé às pressas
ao vivo a esmo à toa
de repente de súbito de vez em quando
por fora por dentro por perto
por trás por ali por ora
com certeza sem dúvida de propósito
lado a lado passo a passo o mais das vezes
Atenção: não confunda locução adverbial
com a locução prepositiva. Nesta última, a
preposição vem sempre depois do advérbio ou da
locução adverbial.
Por exemplo: perto de, antes de, dentro de,
etc.
Palavras e Locuções Denotativas
São palavras que, embora, em alguns
aspectos (ser invariável, por exemplo),
assemelhem-se a advérbios, não possuem,
segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira,
classificação especial. Do ponto de vista
sintático, são expletivas, isto é, não assumem
nenhuma função; do ponto de vista morfológico,
são invariáveis (muitas delas vindas de outras
classes gramaticais); do ponto de vista
semântico, são inegavelmente importantes no
contexto em que se encontram (daí seu nome).
Classificam-se em função da ideia que
expressam:
Adição: ainda, além disso, etc.
Ex: Comeu tudo e ainda repetiu.
Afastamento: embora
Ex: Foi embora daqui.
Afetividade: ainda bem, felizmente,
infelizmente
Ex: Ainda bem que passei de ano
Aproximação: quase, lá por, bem, uns, cerca
de, por volta de, etc.
Ex: Ela quase revelouo segredo.
Designação: eis
Ex: Eis nosso carro novo.
Exclusão: apesar, somente, só, salvo,
unicamente, exclusive, exceto, senão,
sequer, apenas, etc.
Ex: Não me descontou sequer um real.
Explicação: isto é, por exemplo, a saber, etc.
Ex: Li vários livros, a saber, os clássicos.
Inclusão: até, ainda, além disso, também,
inclusive, etc.
Ex: Eu também vou viajar.
Limitação: só, somente, unicamente,
apenas, etc.
Ex: Só ele veio à festa.
Realce: é que, cá, lá, não, mas, é porque, etc.
Ex: E você lá sabe essa questão?
O que não diria essa senhora se soubesse
que já fui famoso.
Retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou
antes, etc.
Ex: Somos três, ou melhor, quatro.
Situação: então, mas, se, agora, afinal, etc.
Ex: Mas quem foi que fez isso?
As palavras denotativas frequentemente ocorrem em
frases e textos diretamente envolvidos com as estratégias
argumentativas. Por esta razão, fique atento para o papel
de palavras como até, aliás, também, etc. e para os efeitos
de sentido que produzem nas situações efetivas de
interlocução. Podem se difíceis de classificar, mas isso
não impede que sejam importantes e necessárias.
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01. (EEAR – 1 / 2017) Marque a alternativa incorreta
quanto à classificação do termo em destaque.
a) A porta do escritório abre-se de manso, os passos de seu
Ribeiro afastam-se. (Graciliano Ramos) – locução
adverbial de modo
b) – Mas casaco de pele não se precisa no calor do Rio...
(Clarice Lispector) – advérbio de tempo
c) Todas as coisas de que falo estão na cidade / entre o céu
e a terra. (Ferreira Gullar) – advérbio de lugar
d) Talvez fosse possível substituir na cabeça uma língua
pela outra, paulatinamente, descartando uma palavra a
cada palavra adquirida. (Chico Buarque) – advérbio de
intensidade
02. (EEAR/EAGS – 2017) Assinale a alternativa em que o
termo destacado é advérbio.
a) O bravo chefe falou com o empregado.
b) Rodolfo foi o melhor aluno que eu já tive.
c) Aquele candidato ao cargo de vereador discursa mal.
d) Meu irmão fez um mau negócio ao comprar aquele sítio.
03. (CFS/2 – 2018) Assinale a alternativa em que o termo
em destaque não é locução adverbial.
a) “A noite chega mansinho
Estrelas conversam em voz baixa.”
b) “Um dia
Eu hei de morar nas Terras do Sem-fim.”
c) “Eu amo seus olhos que choram sem causa
Um pranto sem dor.”
d) “Eu amo esses olhos que falam de amores
Com tanta paixão.”
04. (UFV-MG) Em todas as alternativas há dois advérbios,
exceto em:
a) Ele permaneceu muito calado.
b) Amanhã, não iremos ao cinema.
c) O menino, ontem, cantou desafinadamente.
d) Tranquilamente, realizou-se, hoje, o jogo.
e) Ela falou calma e sabiamente.
05. (FATEC-SP) Assinale a frase que não apresenta
locução adverbial.
a )“...a vista se perdendo no horizonte...”
b) “ É mais seguro ir andando, passo a passo...”
c) “... um homem que vivera nas montanhas...”
d) ”... o delicioso sentimento de dignidade e liberdade.”
06. (UFC) A opção em que há um advérbio exprimindo
circunstância de tempo é:
A) Possivelmente viajarei para São Paulo.
B) Maria tinha aproximadamente 15 anos.
C) As tarefas foram executadas concomitantemente.
D) Os resultados chegaram demasiadamente atrasados.
07. (UNIFESP-2010) Considere a charge e as
afirmações.
I. O advérbio já, indicativo de tempo, atribui à frase o
sentido de mudança.
II. Entende-se pela frase da charge que a população de
idosos atingiu um patamar inédito no país.
III. Observando a imagem, tem-se que a fila de
velhinhos esperando um lugar no banco sugere o
aumento de
idosos no país.
Está correto o que se afirma em
a) I apenas.
b) II apenas.
c) I e II apenas.
d) II e III apenas.
e) I, II e III.
08. Morfologicamente, a expressão sublinhada na frase
abaixo é classificada como locução:
"Estava à toa na vida..."
a) adjetiva
b) adverbial
c) prepositiva
d) conjuntiva
e) substantiva
GABARITO
• 01 D 07. E
• 02 C 08. B
• 03 C
• 04 A
• 05 D
• 06 C
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Preposição é a palavra que estabelece uma
relação entre dois ou mais termos da oração.
Essa relação é do tipo subordinativa, ou seja,
entre os elementos ligados pela preposição não
há sentido dissociado, separado,
individualizado; ao contrário, o sentido da
expressão é dependente da união de todos os
elementos que a preposição vincula.
Exemplos:
1. Os amigos de João estranharam o seu modo
de vestir.
amigos de João / modo de vestir: elementos
ligados por preposição
de: preposição
2. Ela esperou com entusiasmo aquele breve
passeio.
esperou com entusiasmo: elementos ligados
por preposição
com: preposição
Esse tipo de relação é considerada uma
conexão, em que os conectivos cumprem a
função de ligar elementos. A preposição é um
desses conectivos e se presta a ligar palavras
entre si num processo de subordinação
denominado regência.
Diz-se regência devido ao fato de que, na
relação estabelecida pelas preposições, o
primeiro elemento – chamado antecedente – é o
termo que rege, que impõe um regime; o segundo
elemento, por sua vez –chamado consequente –
é o termo regido, aquele que cumpre o regime
estabelecido pelo antecedente.
Exemplos:
1. A hora das refeições é sagrada.
hora das refeições: elementos ligados por
preposição
de + as = das: preposição
hora: termo antecedente = rege a construção
"das refeições"
refeições: termo consequente = é regido pela
construção "hora da"
2. Alguém passou por aqui.
passou por aqui: elementos ligados por
preposição
por: preposição
passou: termo antecedente = rege a construção
"por aqui"
aqui: termo consequente = é regido pela
construção "passou por"
As preposições são palavras invariáveis,
pois não sofrem flexão de gênero, número ou
variação em grau como os nomes, nem de
pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz
como os verbos. No entanto, em diversas
situações as preposições se combinam a
outras palavras da língua (fenômeno da
contração) e, assim, estabelecem uma
relação de concordância em gênero e número
com essas palavras às quais se ligam. Mesmo
assim, não se trata de uma variação própria
da preposição, mas sim da palavra com a
qual ela se funde.
Por exemplo:
de + o = do
por + a = pela
em + um = num
As preposições podem introduzir:
a) Complementos Verbais
Por exemplo: Eu obedeço "aos meus pais".
b) Complementos Nominais
Por exemplo: Continuo obediente "aos meus
pais".
c) Locuções Adjetivas
Por exemplo: É uma pessoa "de valor".
d) Locuções Adverbiais
Por exemplo: Tive de agir "com cautela".
e) Orações Reduzidas
Por exemplo: "Ao chegar", comentou sobre o
fato ocorrido.
AULA 35
PREPOSIÇÃOP
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Classificação das Preposições
As palavras da Língua Portuguesa que atuam
exclusivamente como preposição são
chamadas preposições essenciais. São elas:
a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em,
entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás
Observações:
1) A preposição após, acidentalmente, pode ser
advérbio, com a significação de atrás, depois.
Por exemplo: Os noivos passaram, e os
convidados os seguiram logo após.
2) Dês é o mesmo que desde e ocorre com pouca
frequência em autores modernos.
Por exemplo: Dês que começaste a me visitar,
sinto-me melhor.
3) Trás, modernamente, só se usa em locuções
adverbiais e prepositivas: por trás, para trás,
para trás de. Como preposição simples, aparece,
por exemplo, no antigo ditado: Trás mim virá
quem bom me fará.
4) Para, na fala popular, apresenta a forma
sincopada pra.
Por exemplo: Bianca, alcance aqueles livros pra
mim.
5) Até pode ser palavra denotativa de inclusão.
Por exemplo: Os ladrões roubaram-lhe até a
roupa do corpo.
Há palavras de outras classes gramaticais
que, em determinadas situações, podem atuar
como preposições. São, por isso, chamadas
preposições acidentais:
como (= na qualidade de), conforme (= de acordo com),
segundo (= conforme), consoante (= conforme), durante,
salvo, fora, mediante, tirante, exceto, senão, visto (=por).
Saiba que:
As preposições essenciais regem sempre a
forma oblíqua tônica dos pronomes pessoais:
Ex: Não vá sem mim à escola.
As preposições acidentais, por sua vez, regem
a forma reta desses mesmos pronomes:
Ex: Todos, exceto eu, preferem sorvete de
chocolate.
Locução Prepositiva
É o conjunto de duas ou mais palavras que
têm o valor de uma preposição. A última
palavra dessas locuções é sempre uma
preposição.
Principais locuções prepositivas:
abaixo de acima de acerca de
a fim de além de a par de
apesar de antes de depois de
ao invés de diante de em fase de
em vez de graças a junto a
junto com junto de à custa de
defronte de através de em via de
de encontro a em frente de em frente a
sob pena de a respeito de de ao encontro de
Combinação e Contração da Preposição
Quando as preposições a, de, em e per
unem-se a certas palavras, formando um só
vocábulo, essa união pode ser por:
Combinação: ocorre quando a preposição,
ao unir-se a outra palavra, mantém todos os
seus fonemas.
Por exemplo: preposição a + artigo
masculino o = ao
preposição a + artigo masculino os = aos
Contração: ocorre quando a preposição
sofre modificações na sua estrutura
fonológica ao unir-se a outra palavra. As
preposições de e em, por exemplo, formam
contrações com os artigos e com diversos
pronomes.
Veja:
Do Dos Da das
num nuns numa Numas
Disto Disso daquilo
naquele naqueles Naquela naquelas
Observe outros exemplos:
em + a = na em + aquilo = naquilo
de + aquela = daquela de + onde = donde
Obs.: as formas pelo, pela, pelos, pelas resultam da
contração da antiga preposição per com os artigos
definidos.
Por exemplo:
per + o=pelo
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Encontros Especiais
A contração da preposição a com os artigos
ou pronomes demonstrativos a, as ou com o "a"
inicial dos pronomes aquele, aqueles, aquela,
aquelas, aquilo resulta numa fusão de vogais a
que se chama de crase - que deve ser assinalada
na escrita pelo uso do acento grave.
Por exemplo: a + a = à
Exemplos: às - àquela- àquelas - àquele -
àqueles- àquilo
Principais Relações estabelecidas pelas
Preposições
Autoria - Esta música é de Roberto Carlos.
Lugar - Estou em casa.
Tempo -Eu viajei durante as férias.
Modo ou conformidade - Vamos escolher por
sorteio.
Causa - Estou tremendo de frio
Assunto - Não gosto de falar sobre política.
Fim ou finalidade - Eu vim para ficar
Instrumento - Paulo feriu- se com a faca.
Companhia - Hoje vou sair com meus amigos.
Meio - Voltarei a andar a cavalo.
Matéria - Devolva-me meu anel de prata.
Posse - Este é o carro de João.
Oposição - O Flamengo jogou contra
Fluminense.
Conteúdo - Tomei um copo de (com) vinho.
Preço - Vendemos o filhote de nosso cachorro
a (por) R$ 300, 00.
Origem - Você descende de família humilde.
Especialidade - João formou-se em Medicina.
Destino ou direção - Olhe para frente!
Distinção entre Preposição, Pronome
Pessoal Oblíquo e Artigo
Preposição: ao ligar dois termos,
estabelecendo entre eles relação de
dependência, o "a" permanece invariável,
exercendo função de preposição.
Por exemplo: Fui a Brasília.
Pronome Pessoal Oblíquo: ao substituir um
substantivo na frase.
Por exemplo: Eu levei Júlia a Brasília.
Eu a levei a Brasília.
Artigo: ao anteceder um substantivo,
determinando-o.
Por exemplo: A professora foi a Brasília.
Preposições, leitura e produção de textos
A referência constante às preposições quando
se estuda a Língua Portuguesa demonstra a
importância que elas possuem na construção de
frases e textos eficientes. As relações que as
preposições estabelecem entre as apartes do
discurso são tão diversificadas quanto
imprescindíveis; seja em textos narrativos,
descritivos ou dissertativos, noções como tempo,
lugar, causa, assunto, finalidade e outras
costumam participar da construção da coerência
textual e da obtenção dos efeitos de sentido
discursivos.
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01. (UTFPR/INVERNO – 2012) Assinale a alternativa que
preenche as lacunas do texto com uma linguagem mais
adequada aos padrões da norma culta da língua.
_________ minha mãe pede __________ser aplicado nos
estudos, mas, ___________estudar, vou
_______________. Consequentemente, posso não ter bons
resultados na escola.
A) As vezes – para mim – em vez de –assistir televisão.
B) Às vezes – para eu – ao invés de –assistir televisão.
C) Às vezes – para mim – em vez de –assistir à televisão.
D) Às vezes – para eu – ao invés de –assistir à televisão.
E) Às vezes – para eu – em vez de –assistir televisão.
02. (AFA – 13/14) Leia o excerto: “Há pessoas que tiveram
acesso a todos os estudos possíveis.”
Assinale a alternativa em que o termo destacado
classifica-se, morfologicamente, da mesma maneira que o
sublinhado no recorte acima.
(A) “... Instituto de Pesquisa Econômicas (Fipe), a pedido
do MEC...”
(B) “Enquanto a educação não enfrentar essas questões...”
(C) “É muito comum agredir verbalmente as pessoas
chamando-as de retardadas.”
(D) “O grande desafio para a educação é a descobrir este
currículo...”
03. (EsPCEx – 2015) Assinale a única opção em que a
palavra “a” é artigo.
[A] Hoje, ele veio a falar comigo.
[B] Essa caneta não é a que te emprestei.
[C] Convenci-a com poucas palavras.
[D] Obrigou-me a arcar com mais despesas.
[E] Marquei-te a fronte, mísero poeta.
04. (EsPCEx – 2001) Assinale, dentre os períodos dados, a
alternativa em que as palavras destacadas correspondam,respectivamente, à sequência: advérbio, preposição,
pronome demonstrativo, substantivo e conjunção.
A) "É noite de Natal, e estou só na casa de um amigo, que
foi para a fazenda."
B) "Essas poucas vozes... que respondem alegremente à
minha, são quentes, e me fazem bem."
C) "Ele movimenta com violência seu grande carro negro
e sujo; parte com ruído."
D) "É certamente a ela quem procura o motorista
retardatário; mas a janela que permanece fechada."
E) "Bebo silenciosamente a essas imagens da morte e da
vida;"
GABARITO
• 01 D
• 02 A
• 03 E
• 04 E
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Além da preposição, há outra palavra que, na
frase, é usada como elemento de ligação: a
conjunção.
Por exemplo: A menina segurou a boneca e
mostrou quando viu as amiguinhas.
Deste exemplo podem ser retiradas três
informações:
segurou a boneca
a menina mostrou
viu as amiguinhas
Cada informação está estruturada em torno de
um verbo: segurou, mostrou, viu. Assim, há
nessa frase três orações:
1ª oração: A menina segurou a boneca
2ª oração: e mostrou
3ª oração: quando viu as amiguinhas.
A segunda oração liga-se à primeira por meio
do "e", e a terceira oração liga-se à segunda por
meio do "quando". As palavras "e" e "quando"
ligam, portanto, orações.
Observe: Gosto de natação e de futebol.
Nessa frase as expressões de natação, de
futebol são partes ou termos de uma mesma
oração. Logo, a palavra "e" está ligando termos
de uma mesma oração.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas
orações ou dois termos semelhantes de uma mesma
oração.
Morfossintaxe da Conjunção
As conjunções, a exemplo das preposições,
não exercem propriamente uma função
sintática: são conectivos.
Classificação da Conjunção
De acordo com o tipo de relação que
estabelecem, as conjunções podem ser
classificadas em coordenativas e
subordinativas. No primeiro caso, os
elementos ligados pela conjunção podem ser
isolados um do outro. Esse isolamento, no
entanto, não acarreta perda da unidade de
sentido que cada um dos elementos possui.
Já no segundo caso, cada um dos elementos
ligados pela conjunção depende da existência
do outro.
Conjunções Coordenativas
São aquelas que ligam orações de sentido
completo e independente ou termos da
oração que têm a mesma função gramatical.
Subdividem-se em:
1) Aditivas: ligam orações ou palavras,
expressando ideia de acrescentamento ou
adição. São elas: e, nem (= e não), não só...
mas também, não só...como também, bem
como, não só...mas ainda .
Ex: A sua pesquisa é clara e objetiva.
Ela não só dirigiu a pesquisa como
também escreveu o relatório.
2) Adversativas: ligam duas orações ou
palavras, expressando ideia de contraste ou
compensação. São elas: mas, porém,
contudo, todavia, entretanto, no entanto,
não obstante.
Ex: Tentei chegar mais cedo, porém não
consegui.
3) Alternativas: ligam orações ou palavras,
expressando ideia de alternância ou escolha,
indicando fatos que se realizam
separadamente. São elas: ou, ou...ou, ora,
já...já, quer...quer, seja...seja,
talvez...talvez.
Ex: Ou escolho agora, ou fico sem presente
de aniversário.
4) Conclusivas: ligam a oração anterior a
uma oração que expressa ideia de conclusão
ou consequência. São elas: logo, pois
(depois do verbo), portanto, por
conseguinte, por isso, assim.
Ex: Marta estava bem preparada para o teste,
portanto não ficou nervosa.
AULA 36
CONJUNÇÃO
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5) Explicativas: ligam a oração anterior a uma
oração que a explica, que justifica a ideia nela
contida. São elas: que, porque, pois (antes do
verbo), porquanto.
Ex: Não demore, que o filme já vai começar.
Saiba que:
a) As conjunções "e", "antes", "agora", "quando"
são adversativas quando equivalem a "mas".
Por exemplo: Carlos fala, e não faz.
O bom educador não proíbe, antes orienta.
Sou muito bom; agora, bobo não sou.
Foram mal na prova, quando poderiam ter ido
muito bem.
b) "Senão" é conjunção adversativa quando
equivale a "mas sim".
Por exemplo: Conseguimos vencer não por
protecionismo, senão por capacidade.
c) Das conjunções adversativas, "mas" deve ser
empregada sempre no início da oração: as outras
(porém, todavia, contudo, etc.) podem vir no
início ou no meio.
Por exemplo: Ninguém respondeu a pergunta,
mas os alunos sabiam a resposta.
Ninguém respondeu a pergunta; os alunos,
porém, sabiam a resposta.
d) A palavra "pois", quando é conjunção
conclusiva, vem geralmente após um ou mais
termos da oração a que pertence.
Por exemplo: Você o provocou com essas
palavras; não se queixe, pois, de seus ataques.
Quando é conjunção explicativa," pois" vem,
geralmente, após um verbo no imperativo e
sempre no início da oração a que pertence.
Por exemplo: Não tenha receio, pois eu a
protegerei.
Conjunções Subordinativas
São aquelas que ligam duas orações,
sendo uma delas dependente da outra. A
oração dependente, introduzida pelas
conjunções subordinativas, recebe o nome de
oração subordinada.
Veja o exemplo:
O baile já tinha começado quando ela
chegou.
O baile já tinha começado: oração
principal
quando: conjunção subordinativa
ela chegou: oração subordinada
As conjunções subordinativas
subdividem-se em integrantes e adverbiais:
1. Integrantes
Indicam que a oração subordinada por
elas introduzida completa ou integra o
sentido da principal. Introduzem orações que
equivalem a substantivos. São elas: que, se.
Por exemplo:
Espero que você volte. (Espero sua volta.)
Não sei se ele voltará. (Não sei da sua
volta.)
2. Adverbiais
Indicam que a oração subordinada por
elas introduzida exerce a função de adjunto
adverbial da principal. De acordo com a
circunstância que expressam, classificam-se
em:
a) Causais: introduzem uma oração que é
causa da ocorrência da oração principal. São
elas: porque, que, como (= porque, no
início da frase), pois que, visto que, uma
vez que, porquanto, já que, desde que, etc.
Por exemplo: Ele não fez a pesquisa
porque não dispunha de meios.
Como não se interessa por arte, desistiu
do curso.
b) Concessivas: introduzem uma oração
que expressa ideia contrária à da principal,
sem, no entanto, impedir sua realização. São
elas: embora, ainda que, apesar de que, se
bem que, mesmo que, por mais que, posto
que, conquanto, etc.
Por exemplo: Embora fosse tarde, fomos
visitá-lo.
Eu não desistirei desse plano mesmo que
todos me abandonem.P
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c) Condicionais: introduzem uma oração que
indica a hipótese ou a condição para ocorrência
da principal. São elas: se, caso, contanto que,
salvo se, a não ser que, desde que, a menos
que, sem que, etc.
Ex: Se precisar de minha ajuda, telefone-me.
Não irei ao escritório hoje, a não ser que haja
algum negócio muito urgente.
d) Conformativas: introduzem uma oração em
que se exprime a conformidade de um fato com
outro. São elas: conforme, como (= conforme),
segundo, consoante, etc.
Ex: O passeio ocorreu como havíamos
planejado.
Arrume a exposição segundo as ordens do
professor.
e) Finais: introduzem uma oração que expressa
a finalidade ou o objetivo com que se realiza a
principal. São elas: para que, a fim de que, que,
porque (= para que), que, etc.
Ex: Toque o sinal para que todos entrem no
salão.
Aproxime-se a fim de que possamos vê-lo
melhor.
f) Proporcionais: introduzem uma oração que
expressa um fato relacionado proporcionalmente
à ocorrência da principal. São elas: à medida
que, à proporção que, ao passo que e as
combinações quanto mais...(mais), quanto
menos...(menos), quanto menos ...(mais),
quanto menos...(menos), etc.
Ex: O preço fica mais caro à medida que os
produtos escasseiam.
Quanto mais reclamava menos atenção recebia.
Obs.: são incorretas as locuções
proporcionais à medida em que, na medida
que e na medida em que.
g) Temporais: introduzem uma oração que
acrescenta uma circunstância de tempo ao fato
expresso na oração principal. São elas: quando,
enquanto, antes que, depois que, logo que,
todas as vezes que, desde que, sempre que,
assim que, agora que, mal (= assim que), etc.
Ex: A briga começou assim que saímos da festa.
A cidade ficou mais triste depois que ele
partiu.
h) Comparativas: introduzem uma oração
que expressa ideia de comparação com
referência à oração principal. São elas:
como, assim como, tal como, como se,
(tão)...como, tanto como, tanto quanto, do
que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem,
que(combinado com menos ou mais), etc.
Ex: O jogo de hoje será mais difícil que o de
ontem.
Ele é preguiçoso tal como o irmão.
i) Consecutivas: introduzem uma oração
que expressa a consequência da principal.
São elas: de sorte que, de modo que, sem
que (= que não), de forma que, de jeito que,
que (tendo como antecedente na oração
principal uma palavra como tal, tão, cada,
tanto, tamanho), etc.
Ex: Estudou tanto durante a noite que
dormiu na hora do exame.
A dor era tanta que a moça desmaiou.
Locução Conjuntiva
Recebem o nome de locução conjuntiva os
conjuntos de palavras que atuam como
conjunção. Essas locuções geralmente
terminam em "que". Observe os exemplos:
visto que
desde que
ainda que
por mais que
à medida que
à proporção que
logo que
a fim de que
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ATENÇÃO:
Muitas conjunções não têm classificação única,
imutável, devendo, portanto, ser classificadas de acordo
com o sentido que apresentam no contexto. Assim, a
conjunção que pode ser:
1. Aditiva ( = e)
Por exemplo: Esfrega que esfrega, mas a
mancha não sai.
2. Explicativa
Por exemplo: Apressemo-nos, que chove.
3. Integrante
Por exemplo: Diga-lhe que não irei.
4. Consecutiva
Por exemplo: Onde estavas, que não te vi?
5. Comparativa
Por exemplo: Ficou vermelho que nem brasa.
6. Concessiva
Por exemplo: Beba, um pouco que seja.
7. Temporal
Por exemplo: Chegados que fomos, dirigimo-
nos ao hotel.
8. Final
Por exemplo: Vendo o amigo à janela, fez sinal
que descesse.
9. Causal
Por exemplo: "Velho que sou, apenas conheço
as flores do meu tempo." (V.Coaraci)
Conjunções, leitura e produção de textos
O bom relacionamento entre as conjunções de um
texto garante a perfeita estruturação de suas frases e
parágrafos, bem como a compreensão eficaz de seu
conteúdo. Interagindo com palavras de outras classes
gramaticais essenciais ao inter-relacionamento das
partes de frases e textos - como os pronomes,
preposições, alguns advérbios e numerais -, as
conjunções fazem parte daquilo a que se pode chamar
de " a arquitetura textual", isto é, o conjunto das
relações que garantem a coesão do enunciado. O
sucesso desse conjunto de relações depende do
conhecimento do valor relacional das conjunções,
uma vez que estas interferem semanticamente no
enunciado.
Dessa forma, deve-se dedicar atenção especial às
conjunções tanto na leitura como na produção de
textos. Nos textos narrativos, elas estão muitas vezes
ligadas à expressão de circunstâncias fundamentais à
condução da história, como as noções de tempo,
finalidade, causa consequência. Nos textos
dissertativos, evidenciam muitas vezes a linha
expositiva ou argumentativa adotada - é o caso das
exposições e argumentações construídas por meio de
contrastes e oposições, que implicam o uso das
adversativas e concessivas.
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0
(CPM – 09/10) LEIA O TRECHO DO TEXTO ABAIXO
COM ATENÇÃO, PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES
01 E 02:
O ato de ensinar e a condição humana
A palavra professor vem de “professar”, que, além de
lecionar, significa “declarar publicamente uma convicção
ou um compromisso de conduta”, como a de uma
profissão. Não por acaso as duas têm a mesma raiz. Nós,
mestres, somos profissionais em vários sentidos: por
ensinarmos e por nos comprometermos com condutas de
trabalho – numa atividade que exige a contínua exposição
de convicções. Essa condição também envolve
responsabilidades múltiplas, com conhecimentos e
procedimentos, especialmente por lidarmos com muitos
jovens e crianças e por um longo tempo.
Precisamos nos lembrar disso não para nos sentirmos
mais importantes do que já somos, mas para termos
consciência de que, no desempenho dessa função social,
não dá para ignorar limitações pessoais e problemas, ou
seja, nossa condição humana. (...)
Luis Carlos de Menezes é físico e educador da Universidade de São
Paulo (USP). Revista Nova Escola, Julho/2009 p.114.
01. O texto acima tem a finalidade de:
A) Fazer uma propaganda.
B) Transmitir um ensinamento somente aos jovens.
C) Registrar um acontecimento talvez polêmico.
D) Repassar a opinião do autor a respeito do tema o qual
envolve educadores e alunos.
02. No trecho: “Precisamos nos lembrar disso não para nos
sentirmos mais importantes do que já somos, mas para
termos consciência de que, no desempenho dessa função
social, não dá para ignorar limitações pessoais e problemas,
ou seja, nossa condição humana.”, a conjunção mas indica:
A) Condição.
B) Adversidade.
C) Adição.
D) Conformidade.
03. (CPM – 10/11) Analise esta propaganda “Nestas
eleições, vai valer o Ficha Limpa do candidato. Mas o
eleitor continua sendo o juiz”. Substituindo o conectivo
mas por um outro, qual das frases abaixo ficaria coerente
mantendo o mesmo sentido?
(A) Por mais que o eleitor continue sendo o juiz.
(B) Sendo que o eleitor continuesendo o juiz.
(C) A fim de que o eleitor continue sendo o juiz.
(D) Todavia o eleitor continua sendo o juiz.
04. (EPCAr – 10/11) Marque a alternativa em que a palavra
“se” tenha a mesma função sintática daquela exercida na
frase abaixo.
“Se somos mais velhos, nos faz crer que jamais
pegaremos esse bonde...”
a) “Criam-se sérias questões morais e éticas...”
b) “E, se não formos muito equilibrados, vamos nos
transformar em hackers...”
c) “... cortamos a cabeça de quem se destaca ...”
d) “... embora ele seja para todos os que se dispuserem
a nele subir...”
05. (EPCAr – 10/11) Assinale a alternativa em que a
substituição do elemento coesivo altera o sentido das
frases.
a) “Cibernéticos e virtuais, nadamos num rio de
novidades e nos consideramos moderníssimos.”
Cibernéticos e virtuais, nadamos num rio de
novidades, mas também nos consideramos
moderníssimos.
b) “Você e sua gente não são muito espertos, porque
precisam de todas essas ferramentas simplesmente para
andar no mato...”
Você e sua gente não são muito espertos, porquanto
precisam de todas essas fermentas simplesmente para
andar no mato.
c) “Imenso, variado, assustador, rumoroso, ameaçador,
e frio, porque impessoal.”
Imenso, variado, assustador, rumoroso, ameaçador, e
frio, conquanto impessoal.
d) “Não vamos regredir: a civilização anda segundo seu
próprio arbítrio.”
Não vamos regredir: a civilização anda em
consonância com seu próprio arbítrio.
06. (UTFPR – 12/13) Leia o trecho abaixo e assinale a
alternativa em que substituindo os termos em
negrito,por outros equivalentes, não há prejuízo de
significado.
“A democracia é o regime que reconhece o direito
fundamental à liberdade de expressão e opinião. No
entanto ela também reconhece que nem tudo é objeto
de opinião. Uma opinião é uma posição subjetiva a
respeito de algo que posso ser contra ou a favor. Mas
há coisas a respeito das quais não é possível ser contra.
Por exemplo, não posso ser contra a universalização
de direitos e a generalização do respeito a grupos
sociais historicamente excluídos. Ao fazer isto, coloco-
me fora da democracia.”
A) Entretanto; pois; exemplificando; em seguida.
B) Entretanto; contudo; dito isso; ao fazê-lo.
C) Porque; uma vez que; dessa forma; desse jeito.
D) Mas; por essa razão; contudo; assim sendo.
E) Pois; mas; contudo; assim sendo.
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07. (EsSA – 12/13) No período: “Dei-lhe de presente um
computador moderníssimo para que pudesse trabalhar mais
motivado.”, os vocábulos grifados são, respectivamente,
A) pronome demonstrativo, conjunção.
B) pronome relativo, locução adjetiva.
C) pronome pessoal, locução adverbial.
D) pronome indefinido, interjeição.
E) pronome pessoal, locução conjuntiva.
08. (EsSA – 13/14) Em “O chão da rua está todo molhado;
deve ter, pois, chovido muito”, a conjunção pois tem o
sentido de
A) explicação.
B) adição.
C) oposição.
D) conclusão.
E) causa.
09. (EEAR/EAGS – 2017) Cada espaço abaixo corresponde
a uma conjunção. Assinale a alternativa que completa,
correta e respectivamente, cada um deles.
1 – A poligamia faz parte da tradição do povo tibetano,
________ hoje está em desuso, afinal essa prática é
proibida pelo governo chinês.
2 – O candidato gastou uma fortuna na campanha, fez
inúmeras promessas, distribuiu cestas básicas, ________
não ganhou a eleição.
3 – Por favor, abaixem o som, ________ eu quero estudar.
a) porque, pois, logo
b) pois, e, entretanto
c) entretanto, e, que
d) logo, pois, que
10. (EEAR/EAGS – 2017) Leia:
Quixote não desanimava em suas investidas. Ele
acumulava sucessivas derrotas.
Una as duas orações acima, fazendo as adaptações
necessárias, e depois assinale a alternativa que contém a
conjunção/locução conjuntiva que estabelece a correta
relação entre elas.
a) a fim de que
b) uma vez que
c) mesmo que
d) caso
11. (EEAR/CFS 2 – 2017) Assinale a alternativa com a
sequência correta quanto à classificação das conjunções e
da locução conjuntiva em destaque no texto abaixo.
“À medida que os anos passam, a minha ansiedade
diminui. Embora eu perceba a agilidade do tempo, não
serei arrastada pela vida como uma folha ao vento.”
a) causal, comparativa, temporal
b) consecutiva, causal, comparativa
c) proporcional, concessiva, comparativa
d) condicional, conformativa, proporcional
12. (CPM/Londrina – 2017) Leia o texto.
O conectivo destacado no texto acima estabelece
sentido de:
a) realização ao ver o sonho que tanto idealizou: o
monstro perfeito com vida.
b) uma adversidade entre a beleza de um sonho e o
desgosto ao deparar-se com a sua realização.
c) dar vida a um corpo inanimado, já que se trata da
história do Frankenstein, “o monstro”.
d) “criador” e “criatura” feitos a partir de uma
experiência magnífica, principalmente, quando a
criatura se transforma.
e) privação de descanso e saúde, pois o criador levou
muito tempo para idealizar o seu sonho e logo adoeceu
sem poder desfrutar de sua realização.
13. (CMC – 2019) Analise o termo destacado a seguir
e o período do qual ele faz parte: “Se isso não for
poesia, então eu não sei o que é”
Assinale a alternativa cujo conectivo melhor
substitui o termo destacado anteriormente, sem
acarretar alteração no seu valor semântico-discursivo,
isto é, no seu sentido:
(A) Embora isso não seja poesia...
(B) Mesmo que isso não seja poesia...
(C) Porquanto isso não é poesia...
(D) Conquanto isso não seja poesia...
(E) Caso isso não seja poesia...
GABARITO
• 01 D 07 E 13 E
• 02 B 08 D
• 03 D 09 C
• 04 B 10 C
• 05 C 11 C
• 06 B 12 B
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Interjeição é a palavra invariável que exprime
emoções, sensações, estados de espírito, ou que
procura agir sobre o interlocutor, levando-o a
adotar certo comportamento sem que, para isso,
seja necessário fazer uso de estruturas
linguísticas mais elaboradas.
Observe o exemplo:
Droga! Preste atenção quando eu estou
falando!
No exemplo acima, o interlocutor está muito
bravo. Toda sua raiva se traduz numa palavra:
Droga!
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva
de você! Mas usou simplesmente uma palavra.
Ele empregou a interjeição Droga!
As sentenças da língua costumam se
organizar de forma lógica: há uma sintaxe que
estrutura seus elementos e os distribui em
posições adequadas a cada um deles. As
interjeições, por outro lado, são uma espécie de
"palavra-frase", ou seja, há uma ideia expressa
por uma palavra (ou um conjunto de palavras -
locução interjetiva) que poderia ser colocada em
termos de uma sentença. Veja os exemplos:
1. Bravo! Bis!
bravo e bis: interjeição
sentença (sugestão): "Foi muito bom!
Repitam!"
2. Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
ai: interjeição
sentença (sugestão):"Isso está doendo!" ou
"Estou com dor!"
A interjeição é um recurso da linguagem
afetiva, em que não há uma ideia organizada de
maneira lógica, como são as sentenças da
língua, mas sim a manifestação de um suspiro,
um estado da alma decorrente de uma situação
particular, um momento ou um contexto
específico.
Exemplos:
1. Ah, como eu queria voltar a ser criança!
ah: expressão de um estado emotivo =
interjeição
2. Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
hum: expressão de um pensamento súbito =
interjeição
O significado das interjeições está
vinculado à maneira como elas são
proferidas. Desse modo, o tom da fala é que
dita o sentido que a expressão vai adquirir
em cada contexto de enunciação.
Exemplos:
1. Psiu!
contexto: alguém pronunciando essa
expressão na rua
significado da interjeição (sugestão):
"Estou te chamando! Ei, espere!"
2. Psiu!
contexto: alguém pronunciando essa
expressão em um hospital
significado da interjeição (sugestão): "Por
favor, faça silêncio!"
3. Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
puxa: interjeição
tom da fala: euforia
4. Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
puxa: interjeição
tom da fala: decepção
As interjeições cumprem, normalmente,
duas funções:
a) Sintetizar uma frase exclamativa,
exprimindo alegria, tristeza, dor, etc.
Por exemplo: - Você faz o que no Brasil?
-Eu? Eu negocio com madeiras.
-Ah, deve ser muito interessante.
b) Sintetizar uma frase apelativa
Por exemplo: Cuidado! Saia da minha
frente.
As interjeições podem ser formadas por:
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
c) grupos de palavras (locuções interjetivas):
Meu Deus!, Ora bolas!
A ideia expressa pela interjeição depende
muitas vezes da entonação com que é
pronunciada; por isso, pode ocorrer que uma
interjeição tenha mais de um sentido.
Por exemplo: Oh! Que surpresa
desagradável! (ideia de contrariedade)
Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
AULA 37
INTERJEIÇÃO
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Classificação das Interjeições
Comumente, as interjeições expressam
sentido de:
Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!,
Sentido!, Atenção!, Olha!, Alerta!
Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!, Eh!, Oba!, Viva!
Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!,
Coragem!, Eia!, Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!,
Viva!, Boa!
Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-
hã!
Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!,
Livra!, Safa!, Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!,
Chega!, Basta!, Ora!
Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!,
Oxalá!
Desculpa: Perdão!
Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!,
Ah!, Oh!, Eh!
Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!,
Hum!, Epa!, Ora!
Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!,
Céus!, Quê!, Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!,
Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!,
Irra!, Raios!, Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!,
Viva!, Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!,
Socorro!, Valha-me, Deus!
Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
Saiba que:
As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
não sofrem variação em gênero, número e grau
como os nomes, nem de número, pessoa, tempo,
modo, aspecto e voz como os verbos. No entanto,
em uso específico, algumas interjeições sofrem
variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso,
que não se trata de um processo natural dessa
classe de palavra, mas tão só uma variação que a
linguagem afetiva permite. Exemplos: oizinho,
bravíssimo, até loguinho.
Locução Interjetiva
Ocorre quando duas ou mais palavras
formam uma expressão com sentido de
interjeição.
Por exemplo: Ora bolas! Quem me dera!
Virgem Maria! Meu Deus! Ó de casa!
Ai de mim! Valha-me Deus! Graças a Deus!
Alto lá! Muito bem!
Observações:
1) As interjeições são como frases resumidas,
sintéticas.
Por exemplo: Ué! = Eu não esperava por
essa!
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
2) Além do contexto, o que caracteriza a
interjeição é o seu tom exclamativo; por isso,
palavras de outras classes gramaticais
podem aparecer como interjeições.
Por exemplo: Viva! Basta! (Verbos)
Fora! Francamente! (Advérbios)
3) A interjeição pode ser considerada uma
"palavra-frase" porque sozinha pode
constituir uma mensagem.
Por exemplo: Socorro! Ajudem-me! Silêncio!
Fique quieto!
4) Há, também, as interjeições
onomatopaicas ou imitativas, que
exprimem ruídos e vozes.
Por exemplo: Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft!
Pof!
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
5) Não se deve confundir a interjeição de
apelo "ó" com a sua homônima "oh!", que
exprime admiração, alegria, tristeza, etc. Faz-
se uma pausa depois do" oh!" exclamativo e
não a fazemos depois do "ó" vocativo.
Por exemplo: "Ó natureza! ó mãe piedosa e
pura!" (Olavo Bilac)
Oh! a jornada negra!" (Olavo Bilac)
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições,
originadas de palavras de outras classes,
podem aparecer flexionadas no diminutivo
ou no superlativo.
Por exemplo: Calminha! Adeusinho!
Obrigadinho!
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Interjeições, leitura e produção de textos
Usadas com muita frequência na língua falada
informal, quando empregadas na língua escrita, as
interjeições costumam conferir-lhe certo tom
inconfundível de coloquialidade. Além disso, elas podem
muitas vezes indicar traços pessoais do falante - como a
escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou
dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos
narrativos - particularmente nos diálogos - que
comumente se faz uso das interjeições com o objetivo de
caracterizar personagens e, também, graças à sua natureza
sintética, agilizar as falas. Natureza sintética e conteúdo
mais emocional do que racional fazem das interjeições
presença constante nos textos publicitários.
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01. Em quais casos existe a presença de locução interjetiva.
a) Isso parece um sonho!
b) Quantos presentes você ganhou!
c) Ela não quer ir!
d) Puxa Vida! Como você demorou para chegar
e) Nossa! Quantas pessoas foram à festa!
02. (UFPA) Em quais frases o uso da interjeição é correto?
a) Tudo bom com ele!
b) Quantos livros você tem!
c) Quais os livros de quevocê mais gosta!
d) Mãe! Onde está meu pão!
03. Quais dos grupos de palavras são formados por
interjeição:
a) Vida, Casa, Palavra, Cruzada
b) Documentar, Texto, Moscas! , Questione!
c) Ei!, Marta, Sai!, Entretanto
d) Oh!, Claro!, Oba!, Atenção!
e) Atenção!, A tensão, Rua Gaspar Dutra, Correr
04. (CPM – 09/10)
Todo adolescente é revoltado
Todo adolescente é o centro do mundo. É engraçado,
mas quando somos adolescentes, achamos que somos
únicos, os diferentes e que tudo ocorre conosco e somente
conosco.
Quando somos adolescentes, toda música lembra uma
história, representa um acontecimento e o mais estranho:
ela nos diz exatamente o que está ocorrendo em nossos
corações.
Ao descobrirmos a adolescência, ficamos loucos,
apaixonados e cruéis. Nossas mentes dão curto-circuito,
nossos corações doem e nossas palavras metralham.
Todo adolescente é estúpido, é mimado e,
principalmente, revoltado. Ele sabe que irá perder
direitos e ganhar deveres e mais deveres, será
responsável pelo que fala, pelo que sente e pelo que faz.
(M.S., estudante ZAP. O Estado de São Paulo, 13/01/99.)
Marque a alternativa que classifica morfologicamente
todos os itens da frase abaixo corretamente:
“TODO ADOLESCENTE É ESTÚPIDO, É MIMADO
E, PRINCIPALMENTE, REVOLTADO.”
A) Pronome indefinido, substantivo, verbo, adjetivo, verbo,
adjetivo, conjunção, advérbio, adjetivo.
B) Pronome indefinido, adjetivo, verbo, adjetivo, verbo,
adjetivo, verbo, advérbio, adjetivo.
C) Pronome demonstrativo, substantivo, verbo, adjetivo,
verbo, adjetivo, conjunção, advérbio, adjetivo.
D) Pronome indefinido, adjetivo, verbo, substantivo, verbo,
substantivo, conjunção, advérbio, substantivo.
GABARITO
• 01 D
• 02 B
• 03 D
• 04 A
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DEFINIÇÃO DE SINTAXE
A Sintaxe é a parte da gramática que estuda a
disposição das palavras na frase e a das frases no
discurso, bem como a relação lógica das frases entre
si. Ao emitir uma mensagem verbal, o emissor
procura transmitir um significado completo e
compreensível. Para isso, as palavras são
relacionadas e combinadas entre si. A sintaxe é um
instrumento essencial para o manuseio satisfatório
das múltiplas possibilidades que existem para
combinar palavras e orações.
1- FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO
Frase
Frase é todo enunciado de sentido completo,
podendo ser formada por uma só palavra ou por
várias, podendo ter verbos ou não. A frase exprime,
através da fala ou da escrita:
A frase se define pelo seu propósito comunicativo,
ou seja, pela sua capacidade de, num intercâmbio
linguístico, transmitir um conteúdo satisfatório para a
situação em que é utilizada.
Ex: Os alunos têm muita capacidade.
Incrível!
Chegou a nossa hora.
Estude agora!
Não comece, por favor!
Bom dia, queridos alunos.
Observação: a frase que não possui verbo
denomina-se Frase Nominal.
A entoação é responsável pela indicação do
início e fim em uma frase falada. Essa entoação,
na oralidade, pode ser por gestos, expressões do
rosto, do olhar, além de ser complementada pela
situação em que o falante se encontra. Apenas
uma palavra pode ser caracterizada como um
aspecto comunicativo, pois produzem
intencionalidade e entendimento tanto do falante
quanto do ouvinte.
Essas palavras, dotadas de entoação própria, e
acompanhadas de gestos peculiares, são
suficientes para satisfazer suas necessidades
expressivas.
A representação da entoação faz-se pela
colocação, na escrita, dos sinais de pontuação,
dando às frases o tom necessário para
compreensão da intenção comunicativa. Além
disso, o contexto é fornecido pelo próprio texto, o
que acaba tornando necessário que as frases
escritas sejam linguisticamente mais completas.
Essa maior complexidade linguística leva a frase
a obedecer às regras gerais da língua. Portanto,
a organização e a ordenação dos elementos
formadores da frase devem seguir os padrões da
língua. Há um ordenamento que precisa ser
estabelecido para ser considerada uma frase,
pois
AULA 38
SINTAXE
FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO
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Então:
Os alunos estudaram bastante ontem.
Alunos bastante os ontem estudaram
Constitui uma frase, enquanto:
Só pode ser considerada frase a primeira opção.
Isso se dá pelo ordenamento mínimo dos elementos
para uma total compreensão. Um emaranhado de
palavras, ou subsequência sem que haja uma
compreensão, não é suficiente para haver
comunicabilidade completa.
Tipos de Frases
O sentido é transmitido de acordo com a
intencionalidade comunicativa. Nesse sentido, há
uma classificação das frases quanto a essa
transmissão. São elas:
a) Frases Interrogativas: ocorrem quando uma
pergunta é feita pelo emissor da mensagem. São
empregadas quando se deseja obter alguma
informação. A interrogação pode ser direta ou
indireta.
Você estudou língua portuguesa hoje?
(Interrogação direta)
Queria saber se ele estudou língua portuguesa
hoje. (Interrogação indireta)
b) Frases Imperativas: ocorrem quando o
emissor da mensagem dá uma ordem, um conselho
ou faz um pedido, utilizando o verbo no modo
imperativo. Podem ser afirmativas ou negativas.
Pegue o livro! (Afirmativa)
Não pegue o livro. (Negativa)
Empreste-me o livro! (Afirmativa)
c) Frases Exclamativas: nesse tipo de frase o
emissor exterioriza um estado afetivo. Apresentam
entoação ligeiramente prolongada.
Que situação complicada!
Eu adoro chocolate!
d) Frases Declarativas: ocorrem quando o
emissor constata um fato. Esse tipo de frase
informa ou declara alguma coisa. Podem ser
afirmativas ou negativas.
Ele fez toda a lição. (Afirmativa)
Ela não conseguiu o prêmio. (Negativa)
e) Frases Optativas: são usadas para exprimir
um desejo.
Deus o abençoe!
Bons ventos o levem!
De acordo com a construção, as frases
classificam-se em:
Cuidado!
Bom trabalho!
Serviço completo do profissional e sem
burocracia.
O aluno entendeu toda a matéria.
Solucionaram todos os casos.
A questão foi anulada pela banca.
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Estrutura da Frase
Em geral, as frases que possuem verbo são
estruturadas a partir de dois elementos essenciais:
sujeito e predicado. Isso não significa, no entanto,
que tais frases devam ser formadas, no mínimo, por
dois vocábulos expressos.
Nós estudamos tudo!
(há o sujeito expresso pelopronome pessoal do caso
reto “Nós”)
Estudamos tudo!
(embora não apareça o pronome pessoal do caso
reto “Nós” escrito, é possível identificar pela
desinência verbal quem é o agente verbal).
Dessa forma, pode-se dizer que sujeito é o termo
da frase que concorda com o verbo em número e
pessoa. Geralmente, é o "ser de quem se declara
algo", "o tema do que se vai comunicar".
Já o predicado é a parte da frase que contém "a
informação nova para o ouvinte". Normalmente, ele
se refere ao sujeito, constituindo a declaração do que
se atribui ao sujeito. É sempre muito importante
analisar qual é o núcleo significativo da declaração:
se o núcleo da declaração estiver no verbo, teremos
um predicado verbal (ocorre nas frases verbais); se
o núcleo da declaração estiver em algum nome,
teremos um predicado nominal (ocorre nas frases
nominais que possuem verbo de ligação).
O tema, o ser de quem se declara algo, o sujeito, é
"O amor". A declaração referente a "o amor", ou
seja, o predicado, é "é paciente". É um predicado
nominal, pois seu núcleo significativo é o nome
"eterno".
Já nessa frase, o sujeito é "Os rapazes", que
identificamos por ser o termo que concorda em
número e pessoa com o verbo "estudam". O
predicado é "estudam muito", cujo núcleo
significativo é o verbo "estudam". Tem-se, assim,
um predicado verbal.
Oração
Uma frase verbal pode ser também uma oração.
Para isso é necessário:
- que o enunciado tenha sentido completo;
- que o enunciado tenha verbo (ou locução
verbal).
Pedro conseguiu a premiação desejada.
Nós íamos pesquisar todas as informações.
A frase pode conter uma ou mais orações.
Estudei no sala mesmo. (uma oração)
Entrei na sala e estudei os verbos. (duas
orações)
Esperou, olhou, foi embora. (três orações)
Período
Período é a frase constituída de uma ou mais
orações, formando um todo, com sentido
completo. O período pode ser simples ou
composto.
→ Nem toda frase é oração.
Que dia perfeito!
Esse enunciado é frase, pois tem sentido.
Esse enunciado não é oração, pois não
possui verbo.
Assim, não possuem estrutura sintática,
portanto não são orações.
Socorro!
Com Licença!
Que figura imponente!
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→ Período Simples: é aquele constituído por
apenas uma oração, que recebe o nome de oração
absoluta.
O estudo é necessário.
As pessoas necessitam de estudos.
Quero muito o meu sonho.
O tempo cura tudo.
→ Período Composto: é aquele constituído por
duas ou mais orações.
Quando você chegou tudo fez sentido.
Quero aquele livro, pois trata de assuntos
militares.
Embora todos soubessem a verdade, ninguém se
atrevia a dizer nada, uma vez que ele esbravejava
aos quatro ventos sua inocência.
Chegamos, jantamos e dormimos.
Como toda oração está centrada num verbo ou
numa locução verbal, a maneira prática de
saber quantas orações existem num período é
contar os verbos ou locuções verbais.
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01. (CEPERJ) Classifica-se como frase nominal:
A) “E por quê, amorzinho?”
B) “– Manhê, eu não quero comer este queijo.”
C) “Detesto!”
D) “– Não me diga!”
E) “Tá todo cheio de buracos!”
02. (EFOMM 2016-Oficial (banca Marinha)
Assinale a opção em que se constata a presença de um
período composto.
(a) Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande
transformação acontece: pum!
(b) Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-
filosófico a uma meditação sobre o filme A festa de
Babette (...)
(c) Não pode imaginar a transformação que está sendo
preparada.
(d) O estouro das pipocas se transformou, então, de uma
simples operação culinária, em uma festa, brincadeira,
molecagem, para os risos de todos, especialmente as
crianças.
(e) Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está
representado pela morte e ressurreição de Cristo (...)
03. (EFOMM 2015) Assinale a opção em que aparece
mais de uma oração no período.
( a ) Como essa menina devia nos odiar (...)
( b ) (...) continuava a implorar-lhe emprestados os livros
(...)
( c ) Não me mandou entrar.
( d ) Eu já começara a adivinhar que ela (...)
( e ) Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária
daquela menina(...)
04. (EFOMM) Analise as passagens abaixo e assinale a
opção em que se ERROU o número de orações indicado
ao lado.
(a) Abro as venezianas na alegria do sol desta manhã e só
não ponho a mão na cabeça porque, afinal das contas, o
correr dos anos nos dá uma certa filosofia. – três orações.
(b) Quem sai para uma prova de matemática não há mesmo
de ter deixado a cama feita, tanto mais quando ficou lendo
Carlos Drummond de Andrade até às tantas (...) – quatro
orações.
(c) E quem é que está ligando para tudo isso? – uma
oração.
(d) E pensar que esse menino um dia casa e vai levar essas
noções de arrumação para a infeliz da esposa (...) – três
orações.
(e) São Sebastião, na sua peanha dourada, está de olhos
erguidos para o alto e, felizmente, não vê a desordem que
anda cá por baixo. – três orações.
05. (EEAR 2016) “Apiedei-me; tomei-a na palma da
mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a
infeliz expirou dentro de alguns segundos.” (Machado
de Assis) Quantas orações coordenadas podemos
depreender do texto acima?
a) seis
b) sete
c) cinco
d) quatro
06. Levando-se em consideração os conceitos de frase,
oração e período, é correto afirmar que o trecho abaixo
retirado do Texto é considerado um (a): “A expectativa
é que o México, pressionado pelas mudanças
americanas, entre na fila.”
A) Frase, uma vez que é composta por orações
coordenadas e subordinadas.
B) Período, composto por três orações.
C) Oração, pois possui sentido completo.
D) Período, pois é composto por frases e orações.
GABARITO
•01 A
•02 C
•03 C
•04 B
•05 C
•06 B
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31
Objetivos da Análise Sintática
A análise sintática tem como objetivo examinar a
estrutura de um período e das orações que
compõem um período.
Estrutura de um Período
Observe:
Conhecemos mais pessoas quando estamos viajando.
Ao analisarmos a estrutura do período acima, é
possível identificar duas orações: Conhecemos mais
pessoas e quando estamos viajando.
Termos da Oração
No período "Conhecemos mais pessoas quando
estamos viajando", existem seis palavras. Cada umadelas exerce uma determinada função nas orações.
Em análise sintática, cada palavra da oração é
chamada de termo da oração. Termo é a palavra
considerada de acordo com a função sintática que
exerce na oração.
Segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, os
termos da oração podem ser:
1) Essenciais
Também conhecidos como termos "fundamentais",
são representados pelo sujeito e predicado nas
orações.
2) Integrantes
Completam o sentido dos verbos e dos nomes, são
representados por:
Complemento verbal - objeto direto e indireto;
Complemento nominal;
Agente da passiva.
3) Acessórios
Desempenham função secundária
(especificam o substantivo ou expressam
circunstância). São representados por:
Adjunto adnominal;
Adjunto adverbial;
Aposto.
Obs.: O vocativo, em análise sintática, é um
termo à parte: não pertence à estrutura da
oração.
1- TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO
Sujeito e Predicado
Para que a oração tenha significado, são
necessários alguns termos básicos: os termos
essenciais. A oração possui dois termos
essenciais, o sujeito e o predicado.
As matérias estão cada vez mais profundas.
Sujeito
As matérias estão cada vez mais profundas.
Predicado
AULA 39
SINTAXE E TERMOS
Sujeito: termo sobre o qual o restante da
oração diz algo.
Predicado: termo que contém o verbo e
informa algo sobre o sujeito.
P
ág
in
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32
Posição do Sujeito na Oração
Dependendo da posição de seus termos, a oração
pode estar:
Na Ordem Direta: o sujeito aparece antes do
predicado.(sujeito + verbo + complemento)
Os alunos estudam animados.
Sujeito Predicado
Na Ordem Inversa: o sujeito aparece depois do
predicado.
Estudavam animados os alunos.
Predicado Sujeito
Sujeito no Meio do Predicado:
Animados, os alunos estudavam.
Predicado Sujeito Predicado
Classificação do Sujeito
O sujeito das orações da língua portuguesa pode ser
determinado ou indeterminado. Existem ainda as
orações sem sujeito.
→ é aquele que se pode identificar com precisão a
partir da concordância verbal. Pode ser:
a) Simples
Apresenta apenas um núcleo ligado diretamente ao
verbo.
Ex: A escola estava aberta.
Observação: não se deve confundir sujeito
simples com a noção de singular. Diz-se que o
sujeito é simples quando o verbo da oração se
refere a apenas um elemento, seja ele um
substantivo (singular ou plural), um pronome, um
numeral ou uma oração subjetiva.
Ex: - Os alunos estão animados.
- Todos estudaram bastante.
b) Composto
Apresenta dois ou mais núcleos ligados
diretamente ao verbo.
Ex: Alunos e professores jogaram futebol.
Crianças, pais, professores e coordenadores
ocupavam toda a quadra.
c) Implícito, Oculto, Elíptico ou Desinencial
Ocorre quando o sujeito não está explicitamente
representado na oração, mas pode ser
identificado.
Ex: - Dispensamos todos os comentários.
- Incluímos os exercícios da lista.
Nessa oração, o sujeito é determinado, pois o
sujeito “nós” é indicado pela desinência verbal -
mos.
→ é aquele que, embora existindo, não se pode
determinar nem pelo contexto, nem pela
terminação do verbo. Na língua portuguesa, há
três maneiras diferentes de indeterminar o sujeito
de uma oração:
a) Com verbo na 3ª pessoa do plural:
O verbo é colocado na terceira pessoa do plural,
sem que se refira a nenhum termo identificado
anteriormente (nem em outra oração):
Ex: - Estudaram toda a matéria.
- Estão solicitando sua matrícula no concurso.
b) Com verbo ativo na 3ª pessoa do singular,
seguido do pronome se:
O verbo vem acompanhado do pronome se, que
atua como índice de indeterminação do sujeito.
Essa construção ocorre com verbos que não
apresentam complemento direto (verbos
intransitivos, transitivos indiretos, de ligação e
transitivo diretos preposicionados).
P
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in
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33
O verbo obrigatoriamente fica na terceira
pessoa do singular.
Ex: Vive-se tranquilo no campo. (Verbo Intransitivo)
Precisa-se de enfermeiros. (Verbo Transitivo
Indireto)
- Na prova, sempre se fica nervoso. (Verbo de
Ligação)
- Comeu-se do bolo. (verbo transitivo direto com
preposição indicando partitivo)
Entendendo a Partícula Se
As construções em que ocorre a partícula se
podem apresentar algumas dificuldades quanto à
classificação do sujeito.
Veja:
a) Aprovou-se o novo candidato.
Sujeito
Aprovaram-se os novos candidatos.
Sujeito
b) Precisa-se de professor. (Sujeito Indeterminado)
Precisa-se de professores. (Sujeito Indeterminado)
No caso a, o se é uma partícula apassivadora e o
verbo está na voz passiva sintética, concordando
com o sujeito. Observe a transformação das frases
para a voz passiva analítica:
O novo candidato foi aprovado.
Sujeito
Os novos candidatos foram aprovados.
Sujeito
No caso b, se é índice de indeterminação do
sujeito e o verbo está na voz ativa. Nessas
construções, o sujeito é indeterminado e o verbo
fica sempre na 3ª pessoa do singular.
c) Com o verbo no infinitivo impessoal:
Ex.: - Para conquistar o sonho é necessário
estudar tudo.
- É triste assistir a estas cenas tão trágicas.
Obs.: quando o verbo está na 3ª pessoa do plural,
fazendo referência a elementos explícitos em
orações anteriores ou posteriores, o sujeito é
determinado.
Ex.: - Heitor e Aline foram ao curso. Estudaram
todas as matérias.
Nesse caso, o sujeito de estudaram é eles
(Heitor e Aline). Ocorre sujeito oculto.
→ é formada apenas pelo predicado e articula-se
a partir de um verbo impessoal. Observe a
estrutura destas orações:
- Havia muitos alunos ali.
- Há problemas naquele lugar.
É possível constatar que essas orações não têm
sujeito. Constituem a enunciação pura e absoluta
de um fato, através do predicado. O conteúdo
verbal não é atribuído a nenhum ser, a mensagem
centra-se no processo verbal. Os casos mais
comuns de orações sem sujeito da língua
portuguesa ocorrem com:
a) Verbos que exprimem fenômenos da
natureza:
Nevar, chover, ventar, gear, trovejar, relampejar,
amanhecer, anoitecer, etc.
Ex.: - Choveu muito no inverno passado.
- Amanheceu antes do horário previsto.
Observação: quando usados na forma figurada,
esses verbos podem ter sujeito determinado.
Ex.: - Choviam reclamações no departamento.
(reclamações=sujeito)
- Já amanheci cansado. (eu=sujeito)
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34
b) Verbos ser, estar, fazer e haver, quando
usados para indicar uma ideia de tempo ou
fenômenos meteorológicos:
Ser:
É noite. (Período do dia)
Eram