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Dinâmica Populacional Estuda as variações na quantidade da população, observando os elementos do crescimento e da estrutura da população. Três tipos de indicadores: mortalidade, natalidade e fecundidade, além das migrações. A mortalidade é calculada a partir da relação entre o número de óbitos em um determinado ano por mil habitantes A natalidade é calculada com base no número de nascimentos em um dado ano, e depois multiplica-se o resultado por mil; A taxa de fecundidade relaciona o número de crianças com menos de cinco anos ao número de mulher em idade reprodutiva (varia-se conforme o país, podendo ser de 15 a 44; 14 a 49; ou 20 a 44 anos). assim, a Avaliando quantidade de filhos que uma mulher teria ao final de sua idade reprodutiva. Quando observado a estrutura da população, pode se estudar dois elementos: a idade, mostrando o percentual de jovens, adultos e idosos de uma população; e o sexo, destacando a distribuição percentual de homens e mulheres de uma população. A estrutura da população é representada em forma de pirâmide Mudanças na dinâmica populacional melhoria do padrão de vida da população Redução na taxa de mortalidade nos países mais industrializados (redução das taxas de fecundidade), e posteriormente em países não-industrializados. Redução foi mais acentuada após a II Guerra Mundial, e não foi seguida pela queda da taxa de fecundidade. Isto provocou uma rápido crescimento populacional mito EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA (ALVES, 2008). as populações Surgimento de teorias sobre (Neomalthusianos, 1968) políticas de controle populacional Redução das taxas de fecundidade e com a já baixa taxa de mortalidade novo mito, IMPLOSÃO POPULACIONAL, (ALVES, 2008). com teorias que criticam o uso de meios contraceptivos Transição demográfica é o termo que os especialistas empregam para descrever a dinâmica do crescimento populacional. É o processo pelo qual, percebe-se uma tendência de estabilização, crescimento ou redução populacional, tendo em vista a evolução das taxas de natalidade e mortalidade. Três fases Redução da mortalidade com elevação das taxas de natalidade; crescimento Há ampliação do natural da população. EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA. 1ª FASE Natalidade e mortalidade estão em queda, mais ainda persiste uma grande diferença, com elevado crescimento populacional. ESTABILIZAÇÃO DEMOGRÁFICA 2ª FASE Queda da natalidade é mais acentuada que a da mortalidade; ou seja, o crescimento natural diminui e atinge o patamar inicial. IMPLOSÃO DEMOGRÁFICA. 3ª FASE O modelo de transição demográfico é apenas teórico; As transformações ocorridas nos séculos XIX e XX reforçam as teorias de que os países passaram por uma fase máxima de crescimento populacional, seguida por uma fase de declínio ou estabilização. Na África e Oriente Médio, a maioria dos países encontra- se na 1ª fase, de explosão demográfica. Em quase todas as nações da América Latina e Sudeste Asiático, prevalecem a 2ª fase, de estabilização demográfica. e Oceania, Já os países da América do Norte, Europa predomina a 3ª fase, de implosão demográfica ou regime demográfico moderno. Estrutura Etária da População Está diretamente ligado as taxas de natalidade, mortalidade e crescimento vegetativo, sendo representado por gráficos em forma de pirâmide. É utilizada no estudo do perfil populacional atual de um determinado local; É útil como comparação ou base de mesmo para projeções futuras. Pirâmide Etária Características: País com população predominantemente jovem. (base) Possui expectativa de vida reduzida. (topo) Condições médico-hospitalares precárias. Não há planejamento familiar, pois a população não possui informação e acesso aos recursos anticoncepcionais. Análise de Pirâmide Etária Formato: base larga / topo estreito. de crescimento Países subdesenvolvidos em fase acelerado. Países africanos e do sudeste asiático. Formato: base pouco estreita / restante triangular. Países subdesenvolvidos industrializados em fase de transição demográfica. Países da América Latina e México. Características: Países com nível sociocultural um pouco mais elevado; Maior planejamento familiar; Maior acesso a recursos hospitalares e anticoncepcionais; Maior participação da mulher no mercado de trabalho; Custo elevado de criação de filhos; Maior preocupação com o padrão de vida familiar; Baixa expectativa de vida. (topo) Características: População predominantemente envelhecida; Taxas de natalidade reduzidas. (base); Maior expectativa de vida dos idosos. (topo); Possui gastos elevados em previdência social; O setor médico-hospitalar é caracterizado como de alta tecnologia, o que eleva a expectativa de vida dos idosos; A educação possui padrões elevados, devido a baixa quantidade de usuários. Formato: Forma irregular / topo largo. de estabilização Países desenvolvidos em fase demográfica. América do Norte, Europa e Oceania. Dinâmica Populacional Brasileira - Histórico As linhas de nossa evolução econômica tem sido propostas de fora para dentro: durante a colônia era explicito; depois da independência, a demanda externa suscitou o novo ciclo do açúcar, café, algodão, cacau e borracha; abriram-se novos territórios à ocupação humana, construíram-se cidades, portos, vias férreas, negros escravizados foram trazidos da África, depois imigrantes da Europa. Segundo Paul Singer, a Dinâmica populacional brasileira resultou em grande medida desta dinâmica econômica induzida do exterior. Não houve implicações econômicas, e sim movimentos populacionais produzidos, e com objetivos econômicos explícitos. Brasil, seria uma colônia de povoamento Ou seja, não houve apenas uma política econômica, mas também uma política populacional no Brasil Povoamento do território com população sujeita aos trabalhos dos colonizadores. Até 1850 as necessidades de mão de obra escrava eram satisfeitas, de 1850 a 1888, o comércio interno de escravos assumiu este papel. Assim houve transferência maciça de escravos do Nordeste para o Centro-Sul tornou possível a rápida expansão da cafeicultura nas províncias do RJ, SP e MG. A partir de 1880, o esgotamento do estoque de escravos, tanto pela alforria quanto pela mortalidade, baixa fecundidade, e o embranquecimento da população levaram os fazendeiros de café a organizar a imigração subsidiada de trabalhadores europeus para os cafezais Alguns autores: as primeiras políticas de cotas no Brasil Gráfico de imigrantes entrados no Brasil - 1808/1973 Fonte: ADAS,2004 Séc. XIX – XX – Europeus formaram colônias no PR, SC e RS, inserindo-se de início na economia de subsistência (autoconsumo) não proporcionou uma oferta ilimitada de força de trabalho para atividades voltadas para o mercado 1930 - Com a crise do café, (junto com estagnação da agroindústria no nordeste em 1900 e o fim do ciclo da borracha em 1912) há o retorno de moradores à economia de autoconsumo. Há um acúmulo de população na economia de autoconsumo, provocando o deslocamento desta população para áreas onde o desenvolvimento econômico se concentrava (SP). Com taxas de crescimento na ordem de 3% ao ano (1950 e 1960), e com baixa taxa de mortalidade, a população brasileira dá um salto de crescimento, dobrando sua população. Em 1970, o Censo encontrou fora do estado natal 19,7% de mineiros, 11,6% de baianos e 11,5% dos cearenses. Se não houvesse um crescimento natural populacional, nestas regiões, as políticas de industrialização (1930) no SE não seriam possíveis. Em 1970, com políticas não explícitas de métodos contraceptivos e de planejamento familiar, e com mudanças na sociedade (Mulher), houve um declínioda fecundidade, e queda de crescimento. O maior impacto de longo prazo da queda da fecundidade será sobre a estrutura etária e o envelhecimento da população, resultando num forte impacto sobre a previdência social. Teremos mais previdenciários para cada contribuinte, que abrangem a população economicamente ativa (PEA) na população em idade ativa Sintetizando, a população brasileira era de 3,3 milhões de habitantes, em 1800, passando para 17,9 milhões em 1900, no ano de 2000 atingiu 170 milhões. Em 200 anos, o número de brasileiros aumentou 50 vezes. Evolução da população brasileira 1800-2050 Fatores da dinâmica brasileira séc. XIX-XX - imigração teve peso decisivo (52 mi em 1950) séc. XX (pós 1950) - determinante principal foi o crescimento vegetativo, com quedas das taxas de mortalidade (Maiores taxas em 1950 e 1960). Mudanças na Distribuição Etária - Envelhecimento populacional A queda de fecundidade em curso no país desde a segunda metade dos anos 1960 vem provocando uma redução da base da pirâmide. A queda da mortalidade, que inicialmente beneficiava mais as crianças, hoje tem atingido mais a população adulta e idosa. O aumento da proporção de idosos na distribuição etária brasileira será acompanhada com a redução da população abaixo de 15 anos (30% em 2000, para 23% em 2020). Maior impacto da queda de fecundidade é sobre a estrutura etária e o envelhecimento da população, o que altera a agenda das políticas sociais. Saúde do Idoso. Haverá forte impacto sobre a previdência social. Mecanismos de financiamento de previdência social deverão se alterar? Mecanismos de financiamento de previdência social deverão se alterar? “São as políticas sociais que devem se adaptar à nova realidade demográfica e não a dinâmica demográfica que deve se adaptar às políticas públicas” (José Eustáquio Alves, 2008). Segundo Fausto Brito (2008), a situação demográfica é favorável, o número de contribuintes potenciais (População ativa) em 2010 foi cerca de 10 vezes maior do que os idosos. A dificuldade não se encontra nas relações intergeracionais, mas na maioria da População Ativa que não contribui gerando graves problemas para o seu financiamento. Praticamente metade da população ocupada não contribui com a previdência (Censo e IBGE, 2010). Referências ADAS, M. Panorama geográfico brasileiro. São Paulo: Moderna, 2004. ALVES, J. E. D. A transição demográfica e a janela de oportunidades. São Paulo: Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, 2008. BRITO, F. Transição demográfica e desigualdades sociais no Brasil. Rev. bras. Est. Pop., São Paulo, v. 25, n. 1, p. 5-26, jan./jun. 2008. SINGER, P. Dinâmica populacional e desenvolvimento. 4 ed. São Paulo: Hucitec, 1998. Dívida Pública Brasileira Dez (2014) Dívida Externa – R$ 554 bi Dívida Interna – R$ 3,3 tri Para se pagar (p/ lei): Lucros de empresas estatais -> Dívida Receitas de Privatizações -> Dívida Tudo que sobra da Receita Federal -> Dívida 93% do PIB (R$5,13 tri)