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Recursos (Contra Decisão em Processo de Registro)
Petição de Marca
850180403000
29409171812421881
30/11/2018 10:17
Ato publicado na RPI nº: 2491
913140708Número do Processo:
850180403000Número da Petição:
Dados do Requerente
Nome: MIOSO & SCHNEIDER LTDA - EPP
CPF/CNPJ/Número INPI: 00113629000148
Endereço: Rua Marques do Herval, Nº. 1315 - lojas 1 e 2 - Centro
Cidade: Santo Angelo
Estado: RS
CEP: 98801640
Pais: Brasil
Natureza Jurídica: Empresa de Pequeno Porte assim definidas em lei
e-mail: valor@valorpi.com.br
Dados do Procurador/Escritório
08029371000108CNPJ:
Nome: RITTER E MORAES PROPRIEDADE INTELECTUAL S/S
Nº API: 2175
e-mail: rm@ritteremoraes.com.br
CPF: 55258239187
Nome: HENRIQUE RIBEIRO DA LUZ DE MORAES
UF: PR
Nº OAB: 00000PR
Procurador:
Escritório:
petição anexa.
Texto da Petição
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Nome do ArquivoDescrição
Anexos
913140708 - 20181127 Recurso Indeferimento
ECLIPSE MODA JOVEM M32M1.pdf
Recurso contra o indeferimento
20170728 Procuracao Mioso & Schneider.pdfProcuração
RITTER E MORAES 20170915 9 Alt
Consolidada de Valor para Ritter e Moraes.pdf
Alteração contratual procurador
Esta petição foi enviado pelo sistema e-Marcas (Versão 2.1) em 30/11/2018 às 10:17
Declaro, sob as penas da lei, que todas as informações prestadas neste formulário são verdadeiras.
A partir de agora, o número 850180403000 identificará a sua petição junto ao INPI. Portanto guarde-o, a fim de que
você possa acompanhar na Revista Eletrônica da Propriedade Industrial - RPI (disponível em formato .pdf no portal
www.inpi.gov.br) o andamento da sua petição. Contudo, tratando-se de serviço pago, a aceitação da petição está
condicionada à confirmação do pagamento da respectiva GRU (Guia de Recolhimento da União), que deverá ter
sido efetuado previamente ao envio deste formulário eletrônico, sob pena da presente petição vir a ser não
conhecida.
Obrigado por acessar o e-Marcas.
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ILUSTRÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE
INDUSTRIAL – INPI
Processo: 913140708
Marca: ECLIPSE MODA JOVEM (mista)
Data de depósito: 02/08/2017
Data do indeferimento: 02/10/2018 (RPI2491)
Classe: NCL (11) 35
Titular e Recorrente: MIOSO & SCHNEIDER LTDA - EPP
Case: M32M1
MIOSO & SCHNEIDER LTDA - EPP, já qualificada no processo de pedido de registro de marca,
protocolado sob nº 913140708, com depósito em 02/08/2017, indeferido por este Instituto em
02/10/2018, por meio da RPI 2491, com fundamento no artigo 124, XIX da LPI, vem, por
intermédio de seu procurador que esta subscreve, respeitosa e tempestivamente, apresentar:
RECURSO CONTRA O INDEFERIMENTO
com fulcro no artigo 212 da LPI (Lei nº 9.279/96), ante aos motivos de fato e de direito que passa
a expor:
I. BREVE HISTÓRICO DA RECORRENTE DE DO PEDIDO DE REGISTRO:
1. A ora Recorrente, MIOSO & SCHNEIDER LTDA - EPP é empresa brasileira,
especializada na comercialização de acessórios e artigos do vestuário. Desde sua constituição,
ocorrida em 04/07/1994, se utiliza da expressão “ECLIPSE MODA JOVEM” para denominar
comercialmente seu negócio.
2. Nesse contexto, buscando proteger sua distintiva marca “ECLIPSE MODA JOVEM”, é
que requereu, em 02/08/2017, o pedido de registro ora guerreado, tendo sido publicado em
29/08/2017 por este r. Instituto. Após a análise meritória, este Instituto entendeu, de modo
equivocado, como se demonstrará adiante, pelo indeferimento do pedido de registo da marca,
publicado em 02/10/2018, por meio da RPI 2491.
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3. Como dito, a ora Recorrente teve seu pedido de registro da marca “ECLIPSE MODA
JOVEM” denegado por este r. Instituto, sob o fundamento contido no art. 124, XIX da LPI, ao
argumento de que a marca reproduz ou imita registros de terceiros, qual seja: Processo
828492166 (ECLIPSE).
4. Veja-se o despacho de indeferimento publicado na RPI 2491 de 02/10/2018:
A marca reproduz ou imita os seguintes registros de terceiros, sendo,
portanto, irregistrável de acordo com o inciso XIX do Art. 124 da LPI:
Processo 828492166 (ECLIPSE). Art. 124 - Não são registráveis como
marca: XIX - reprodução ou imitação, no todo ou em parte, ainda que
com acréscimo, de marca alheia registrada, para distinguir ou certificar
produto ou serviço idêntico, semelhante ou afim, suscetível de causar
confusão ou associação com marca alheia.
5. Dessa sorte, irresignada com o infundado indeferimento, é que a Recorrente apresenta o
presente recurso contra o indeferimento.
II. DO SUFICIENTE GRAU DE DISTINTIVIDADE DA MARCA “ECLIPSE MODA JOVEM”:
6. O indeferimento do pedido de registro para a marca “ECLIPSE MODA JOVEM” por este
r. Instituto, ocorreu sob o argumento de que esta reproduz ou imita registro de terceiro,
supostamente colidente, detalhado abaixo:
A.)
Marca: ECLIPSE (mista)
Processo: 828492166
Classe: NCL (8) 35
Especificação: Comércio de tecidos, produtos para cama, mesa e banho.
Apostila: N/A
Titular: RANER INDUSTRIA COMERCIO IMPORTACAO E EXPORTACAO
LTDA.
Data de Depósito: 07/06/2006
Data de Concessão: 26/09/2017
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7. Abaixo os detalhes da marca da ora Recorrente:
B.)
Marca: ECLIPSE MODA JOVEM (mista)
Processo: 913140708
Classe: NCL (11) 35
Especificação: Comércio (através de qualquer meio) de bijuteria; Comércio (através
de qualquer meio) de malas e bolsas de viagem; Comércio (através de
qualquer meio) de artigos do vestuário; Comércio (através de qualquer
meio) de roupas; Comércio (através de qualquer meio) de sapatos.
Apostila: N/A
Titular: MIOSO & SCHNEIDER LTDA - EPP
Data de Depósito: 02/08/2017
8. Da simples análise acima, pode-se notar que a marca indeferida “ECLIPSE MODA
JOVEM”, não se confunde com a marca indeferidora “ECLIPSE”, isso porque, as referidas
marcas possuem forma mista de apresentação, o que por si só, garante-lhes a suficiência
distintiva requerida pela LPI (Lei nº 9.279/96).
9. Ademais, no intuito de se analisar se todos os requisitos para o deferimento da marca
“ECLIPSE MODA JOVEM” foram devidamente cumpridos por sua titular, tomou-se por base as
diretrizes dispostas no Manual de Marcas deste r. Instituto (instituído pelas Resoluções INPI/PR
nº 142/2014 e nº 177/2017), e, a partir dos conceitos estabelecidos em dito Manual, estabeleceu-
se a seguinte matriz:
Etapas de análise para concessão de marcas, de acordo com este r. Instituto:
1) Análise do grau de distintividade do conjunto marcárioi (vulgaridade do sinal);
2) Análise do grau de disponibilidade da marcaii (colidência entre sinais: aspectos gráfico,
fonético, ideológico e afinidade mercadológica);
3) Análise do requisito da veracidade do sinal marcárioiii
4) Análise do requisito de liceidade do sinal marcárioiv
10. Com relação ao indicador “1”, destacado no quadro acima, analisa-se o grau de
distintividade, ou seja, o quanto o sinal em referência pode ser considerado distinto para
diferenciar produtos ou serviços de outros semelhantes, considerando-se unicamente a base de
marcas do Instituto Nacional da Propriedade Industrial - INPI.
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11. Nesse contexto, quando se compara a marca que foi capaz de indeferir a marca da ora
Recorrente, é possível verificar a total diferença entre elas, seja apresentação mista, seja pela
especificação dos produtos comercializados, sendo impossível qualquer confusão entre o público
consumidor:
Marca da ora Recorrente Marca Indeferidora
Marca
“ECLIPSE MODA JOVEM”
“ECLIPSE”
Classe 35 35
Especificação
principal/ramo
de atividade:
Comércio (através de qualquer meio)
de bijuteria; Comércio (através de
qualquer meio) de malas e bolsas de
viagem; Comércio (através de qualquer
meio) de artigos do vestuário;
Comércio (através de qualquer meio)
de roupas; Comércio (através de
qualquer meio) de sapatos.
Comércio de tecidos,produtos para
cama, mesa e banho.
12. Saliente-se que, enquanto a marca Recorrente está voltada ao ramo do comércio de
acessórios e artigos do vestuário, a marca indeferidora se destina ao comércio de tecidos e
produtos para cama mesa e banho, o que por si só já que lhe garante distintividade, pois, é
inconcebível que um consumidor que esteja desejando adquirir lençóis ou toalhas se confunda
com a marca de uma loja que comercializa somente roupas, sapatos e acessórios.
13. Dessa sorte, conclui-se que dita marca é dotada de distintividade, posto que não se
confunde em absolutamente nada com a marca indeferidora.
14. Com relação ao indicador “2”, dito resultado é obtido pelas decisões administrativas
deste r. Instituto ao conceder ou deferir, a diferentes titulares, marcas idênticas ou semelhantes
em classe idêntica ou afim. A partir da análise junto à base de dados deste Órgão, foi possível
identificar o desgaste do termo “ECLIPSE” ou semelhantes no segmento relevante.
15. Nesse sentido, além da marca indeferidora constante da classe 35 (processo
828492166) seguem abaixo, exemplos de marcas similares, concedidas por este Instituto na
classe 25, qual seja, classe imediatamente colidente, que fazem largo uso do termo “ECLIPSE”
em seus elementos nominativos:
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C.)
Marca: ECLIPSE (mista)
Processo: 828492166
Classe: NCL (8) 35
Especificação: Comércio de tecidos, produtos para cama, mesa e banho.
Apostila: N/A
Titular: RANER INDUSTRIA COMERCIO IMPORTACAO E EXPORTACAO
LTDA.
Data de Depósito: 07/06/2006
Data de Concessão: 26/09/2017
D.)
Marca: ECLIPSE LUNAR (mista)
Processo: 821510754
Classe: NCL (8) 25
Especificação: Roupas e acessórios do vestuário de uso comum.
Apostila: N/A
Titular: MARIUCCIA MODAS LTDA ME
Data de Depósito: 21/07/1999
Data de Concessão: 14/12/2004
E.)
Marca: ECLIPSE (nominativa)
Processo: 830590960
Classe: NCL (9) 25
Especificação: Vestuário, a saber: aventais, bandanas, babadores para bebês (exceto
de papel), vestidos, luvas, blusas com capuz, roupas infantis, jaquetas,
jérseis, calças tipo fusô, roupas íntimas femininas, roupas de
descanso, luvas sem dedo, camisas de gola alta, gravatas, calças,
ponchos (capas), cachecóis, camisas, bermudas, roupas de dormir,
meias, suéteres, calças de moletom, blusas de moletom, blusas de
alça, calças de corrida, camisetas, túnicas, coletes, jaquetas
resistentes ao vento, e roupas usadas por cima; cintos; calçados;
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adornos para cabeça; e pulseiras feitas de pano.
Apostila: N/A
Titular: SUMMIT ENTERTAINMENT, LLC
Data de Depósito: 28/04/2010
Data de Concessão: 04/07/2017
16. Frise-se, as marcas acima referidas, constantes da classe 25, que especificam produtos
voltados ao ramo do vestuário, são imediatamente colidentes as marcas indeferida e
indeferidora, constantes da classe 35, que especificam, respectivamente, comércio de produtos
do vestuário e de tecidos.
17. Ora, se várias marcas convivem no mercado, com o elemento nominativo coincidente
“ECLIPSE” nas classes colidentes 25 e 35, para designar produtos e comércio do ramo do
vestuário, nada impede que outras marcas, iguais ou similares que intentem se utilizar da
mesma expressão ou termo similar, possam adentrar ao mercado, na mesma classe, e conviver
pacificamente com as marcas já existentes, visto que tal expressão desgastada, não pode ser
apropriável por nenhum titular.
18. Inclusive, o Manual de Marcas em seu item 5.11.3 (instituído pelas Resoluções INPI/PR
nº142/2014 e nº177/2017), define o que são elementos desgastados:
Quando o elemento em comum entre dois sinais já faz parte de diversas
marcas registradas de diferentes titulares, fica reduzida a possibilidade de
confusão ou associação indevida entre os mesmos, já que é razoável supor
que o público-alvo se encontra habituado à presença de tal elemento em
marcas de diferentes produtores/fornecedores naquele segmento de
mercado. (Grifos nossos)
19. Desse modo, se há tanto tempo, as marcas acima referidas atuam no mesmo ramo
mercadológico, é nítido que, além de conviverem harmonicamente no mercado, convivem
harmonicamente administrativamente, não gerando confusão e/ou associação com marca alheia
para o consumidor.
20. Nesse sentido, seria contrário ao princípio da isonomia, insculpido no art. 5º da
Constituição Federal, denegar o pedido da Recorrente pela preexistência de marcas que se
utilizam de termo idêntico em seu conjunto nominativo, o qual, todavia, também consta de outras
marcas, já concedidas para a mesma classe, que atuam inclusive, no mesmo ramo de atividade
ou em ramo mercadológico imediatamente afim.
21. Repise-se, se as marcas acima referidas, dentre outras, foram concedidas nas classes
colidentes 25 e 35 para diferentes titulares, pela teoria da distância – que estabelece que “uma
marca nova em seu segmento não precisa ser mais diferente das marcas já existentes do que
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essas são entre si” – a marca ora Recorrente “ECLIPSE MODA JOVEM” deve ser igualmente
concedida por este r. Instituto.
22. Dessa sorte, conclui-se que dita marca, ora indeferida, é dotada de suficiente
distintividade e disponibilidade, posto que, além de possuir apresentação mista, sua
especificação não se confunde em absolutamente nada com a marca indeferidora.
23. No tocante ao indicador “3”, ressalte-se que, este analisa o grau de veracidade da
marca, ou seja, se a marca induz falsa indicação de origem, procedência, natureza, qualidade ou
utilidade do produto ou serviço, o que no presente caso, não ocorre, cumprindo, portanto, a
marca “ECLIPSE MODA JOVEM”, com o requisito da veracidade.
24. Ainda, o indicador “4” analisa se a marca pesquisada é contrária à ordem pública,
aproveitando-se de signos que reproduzam ou imite brasão, armas, medalha, bandeira,
emblema, distintivo e monumento oficiais, públicos, nacionais, estrangeiros ou internacionais,
bem como a respectiva designação, figura ou imitação; reprodução ou imitação de cunho oficial,
regularmente adotada para garantia de padrão de qualquer gênero ou natureza; reprodução ou
imitação de título, apólice, moeda e cédula da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos
Territórios, dos Municípios, ou de país; e expressão, figura, desenho ou qualquer outro sinal
contrário à moral e aos bons costumes ou que ofenda a honra ou imagem de pessoas ou atente
contra liberdade de consciência, crença, culto religioso ou ideia e sentimento dignos de respeito
e veneração. Como se nota, a marca “ECLIPSE MODA JOVEM” não é contrária à ordem
pública.
25. Em tempo, corroborando com o cumprimento do requisito da disponibilidade, acima
referido, destacam-se, ainda, as etapas para análise em relação ao inciso XIX do art. 124, LPI,
de acordo com o Manual de Marcas (instituído pelas Resoluções INPI/PR nº142/2014 e
nº177/2017) deste r. Instituto, qual seja, o inciso que fundamentou o indeferimento da marca ora
Recorrente:
Análise do requisito da disponibilidade do sinal marcário, em relação ao inciso XIX do
artigo 124 da LPI, de acordo com este r. Instituto:
a) A impressão causada nos sentidos humanos (visão e audição) quando cotejados os
sinais em seus conjuntos;
b) Se as expressões, mesmo grafadas em idioma estrangeiro, apesar de semelhantes,
tiverem significados próprios e distintos;
c) Se o sinal pleiteado guarda colidência ideológica ou intelectual com a marca anterior;
d) Se a marca em exame, apesar de reproduzir parcialmente marca anterior, se diferencia
daquela em razão do seu contexto.
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26. Com relação ao quesito “a”, destacado no quadro acima, analisa-se se a impressão
causada nos sentidos humanos (visão e audição) quando cotejados os sinais em seus conjuntos.
Assim, analisando-se as marcas lado a lado, é impossível concluir que a impressãocausada em
seus conjuntos poderá confundir o consumidor, visto que o conjunto nominativo e misto da
marca da Recorrente difere significativamente do conjunto marcário do registro da marca
indeferidora. Veja-se a tabela constante do item 11 supra.
27. Assim, não há como compreender a possibilidade de confusão entre as marcas, visto
que a marca da ora Recorrente foi requerida na forma mista de apresentação e é completamente
diversa da marca indeferidora, possuindo termos completamente diversos: “MODA JOVEM”,
além de terem suas sedes em Estados diferentes (Recorrente no Rio Grande do Sul e
Indeferidora em São Paulo), o que diminui consideravelmente as chances de confusão entre o
público consumidor.
28. No tocante ao quesito “b”, do quadro acima, relativamente à análise de que, se as
expressões, mesmo grafadas em idioma estrangeiro, apesar de semelhantes, tiverem
significados próprios e distintos não haverá colidência, cumpre destacar que, tal assertiva não se
aplica a análise das marcas em questão, visto que não há termos em idioma estrangeiro a serem
analisados.
29. O quesito “c”, por sua vez, analisa se o sinal pleiteado guarda colidência ideológica ou
intelectual com a marca anterior, ou seja, se refere às hipóteses nas quais os sinais evocam
ideias idênticas ou semelhantes capazes de levar público-alvo à confusão ou associação
indevida. Neste tocante, mais uma vez não ocorre a colidência, visto que os serviços de
comércio assinalados por ambas as marcas se referem a produtos distintos, que não se
confundem e, portanto, evocam ideias e são destinados a públicos completamente diferentes.
30. Por fim, relativamente ao quesito “d”, sobre se a marca em exame, apesar de reproduzir
parcialmente marca anterior, se diferencia daquela em razão do seu contexto, é possível
compreender que há total diferenciação de contextos, já que a Recorrente atua exclusivamente
no comércio de roupas, sapatos e acessórios, enquanto que a titular da marca indeferidora
comercializa tecidos e produtos para cama, mesa e banho, ou seja, tais marcas estão inseridas
em contextos que não se confundem.
31. Assim, considerando que a marca da Recorrente cumpre os requisitos da distintividade,
disponibilidade, veracidade, liceidade e difere da marca indeferidora em seus aspectos gráfico,
ideológico e fonético, deverá ser regulamente deferida, sob pena de infração ao princípio da
isonomia, que deverá nortear as decisões desse r. Instituto.
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III. A INEXISTÊNCIA DE OPOSIÇÕES ADMINISTRATIVAS AO PEDIDO DE REGISTRO
DA MARCA INDEFERIDA:
32. Conveniente, ainda, apontar que tanto não se vê possibilidade de confusão entre as
marcas, que não houve qualquer Oposição Administrativa com relação ao pedido de registro da
marca ora indeferida “ECLIPSE MODA JOVEM”.
33. Pelo que, resta claro que se houvesse, de fato, qualquer problema com a percepção dos
nomes compostos por expressões iguais ou semelhantes, opor-se-iam aquelas que
entendessem ser prejudicadas pela marca da Recorrente.
34. Se nem mesmo a empresa detentora da marca geradora do indeferimento,
supostamente a mais interessada em blindar-se contra eventuais confusões geradas por marcas
similares, não se opôs ao registro da marca da Recorrente, soa claro que, no âmbito
mercadológico, não há nenhum impedimento ao deferimento do pedido em questão.
35. Portanto, resta clara a perfeita convivência pacífica no mercado, de modo que, a
manutenção do indeferimento configurará em ato absolutamente contraditório por este instituto.
IV. DO PEDIDO:
36. Isto posto, requer a Recorrente:
a) O recebimento do presente recurso, bem como, o consequente processamento e ao final
o provimento das razões aqui expostas;
b) A reforma integral da decisão que indeferiu o pedido de registro da marca “ECLIPSE
MODA JOVEM”, com o consequente provimento deste recurso, e a posterior publicação do
deferimento do registro da marca “ECLIPSE MODA JOVEM” (processo 913140708).
Termos em que
Pede Deferimento.
Curitiba, 29 de novembro de 2018.
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i A distintividade é uma das condições de fundo para validade de uma marca. Quando a lei faz referência a sinais
distintivos (art. 122 da LPI), conclui-se que tal exigência se relaciona com a própria função da marca, consistente em
distinguir o objeto por ela assinalado, de maneira que seja possível sua individualização de outros de mesmo
gênero, natureza ou espécie. Na aferição do caráter distintivo do sinal, são consideradas todas as circunstâncias de
fato. Embora a lei não determine diferenciar, para efeito de registro, o grau de distintividade apresentado pelos
sinais, certas regras nela inseridas destinam-se a possibilitar a aferição da existência ou não desta condição, a fim
de se verificar se o sinal se enquadra nas hipóteses previstas nos incisos II, VI, VII, VIII, XVIII e XXI do art. 124 da
LPI. Noção de conjunto marcário: O conjunto marcário é formado pela combinação de elementos nominativos,
figurativos ou tridimensionais, sujeitos a diversos níveis de integração, destinando-se a identificar produtos ou
serviços, com variável grau de eficácia distintiva e capaz de gerar uma impressão imediata junto ao público-alvo. A
impressão de conjunto corresponde à percepção originada pela combinação de todos os seus elementos.
Elementos do conjunto marcário: Em um sinal formado pela combinação de diversos elementos nominativos e/ou
figurativos, seus componentes podem exercer funções diferentes, que variam de acordo com sua preponderância no
conjunto, levando-se em consideração as diferentes relações espaciais ou semânticas existentes entre os
elementos que compõem o conjunto, independentemente de serem eles irregistráveis de forma isolada ou não.
Elementos principais: São considerados principais os termos, expressões ou imagens que exercem papel dominante
no conjunto marcário, sendo o principal foco de atenção do público-alvo e fixando-se em sua memória. Tais
elementos são comumente usados pelo consumidor para se referir à marca em questão, em detrimento dos demais
componentes nominativos e figurativos do sinal marcário.
O caráter preponderante desses elementos pode ser caracterizado por sua dimensão no conjunto, sua posição
relativa, pelo emprego de recursos que busquem ressaltá-los, tais como tipologias, ornamentos, molduras ou cores
diferenciadas, entre outros. Outro fator importante na definição do caráter dominante de um elemento é a relação
conceitual que o mesmo estabelece com os demais componentes do sinal marcário, bem como com o escopo de
proteção requerido.
Elementos secundários: São considerados secundários os termos, expressões ou imagens que, em razão da sua
relativa dimensão semântica ou visual, não se fixam primordialmente junto ao público-alvo. Com frequência, tais
elementos desempenham papel ornamental, destacando os componentes principais do sinal; não raro, também
figuram como elementos meramente informativos ou descritivos em relação ao escopo de proteção requerido. É
também comum que os componentes secundários venham reafirmar o sentido já transmitido pelo elemento
principal, por serem meramente redundantes ou expletivos.
Elementos negligenciáveis: Os elementos negligenciáveis são aqueles componentes figurativos ou nominativos
evidentemente desprovidos de qualquer capacidade distintiva, que orbitam o núcleo formado pelos elementos
principais ou secundários, sem serem percebidos como componentes efetivamente marcários. Neste sentido, tais
partículas não são fixadas pelo público-alvo em uma situação real de consumo. Trata-se, frequentemente, de
elementos tais como endereços, telefones, rótulos, códigos de barra, dentre outros da mesma natureza, destinados
tão somente a informar dados alheios ao conjunto marcário propriamente dito. ntegração dos elementos.O grau de
integração entre os diferentes elementos que compõem a marca pode afetar diretamente a impressão de conjunto
gerada pelo sinal.
No caso de elementos nominativos, a combinação de uma ou mais palavras ou radicais pode gerar conjunto
(expressão ou termo) com conceito ou significado próprios e distintos dos vocábulos individuais que o compõem.
Uma integração conceitual dessa natureza pode ser capaz de afastar a aplicação de proibições relacionadas à
ausência de distintividade.
Já nas marcas figurativas ou mistas, a integração entre os componentes gráficos, no primeiro caso, ou entre
elementos figurativos e nominativos, no segundo caso, pode ser tão elevada a ponto de tal combinação ser a
principal fonte de distintividade do conjunto.
Graus de distintividade: O caráter distintivo de um sinal está vinculado à sua maior ou menor capacidade inerente de
funcionar como marca. Trata-se de uma escala, dependente do produto ou serviço assinalado, que varia da
ausência total de cunho distintivo aos graus mais elevados de distintividade.
Quanto ao seu grau de distintividade, os sinais podem ser classificados em:
Não distintivos: Enquadram-se neste grau os sinais formados por termos, expressões ou imagens que identificam o
próprio produto ou serviço ou que são utilizados, no mercado, para descrever suas características. Também são
considerados sinais não distintivos aqueles que, pela sua própria constituição, não são capazes de serem
percebidos como marca pelo público-alvo.
Sugestivos/evocativos: Sinais formados por elementos nominativos ou figurativos que sugerem ou aludem a
características dos produtos ou serviços sem, entretanto, os descreverem diretamente. Embora guardem alguma
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proximidade conceitual com elementos descritivos, não possuem relação imediata com os bens ou serviços que
visam assinalar, sendo, portanto, passíveis de registro. Esta categoria é detalhada no subtítulo Sinais evocativos ou
sugestivos. Sinais evocativos ou sugestivos
Os termos que evocam ou sugerem finalidade, natureza ou outras características de produtos ou serviços, ainda
que possuam um grau baixo de distintividade, são passíveis de registro, conforme disposto no Parecer Normativo
INPI/PROC/CAJ nº 14/2005. Tais vocábulos ou expressões fazem referência indireta aos bens ou serviços
assinalados pelo sinal, exigindo do público-alvo algum esforço intelectual para relacioná-los.
Diferente dos elementos descritivos, que comunicam imediatamente ao consumidor a natureza ou as características
dos produtos ou serviços assinalados pela marca, os sinais evocativos ou sugestivos não denotam o produto ou
serviço que a marca visa identificar ou suas qualidades. Tais sinais buscam, de maneira conotativa, indicar o
público-alvo, descrever qualidades, propriedades ou benefícios esperados, assim como, no limite, estabelecer
relação indireta com o produto ou serviço assinalado pela marca.
As características a seguir estão comumente presentes nos sinais ou elementos evocativos/sugestivos:
a) o emprego de linguagem conotativa; b) o uso de figuras de linguagem, como metáfora, personificação, metonímia
etc.;
d) a presença de vocábulos ou expressões que compartilham o mesmo campo conceitual e se relacionam apenas
indiretamente com características comumente associadas ao objeto da marca; ou e) a combinação de termos que,
embora não distintivos quando isolados, resultem em expressão não usual, entre outros.
Arbitrários: É considerado arbitrário o sinal cujo significado não possui relação conceitual com os produtos ou
serviços que visam assinalar.
Fantasiosos: São os sinais formados sem qualquer significado intrínseco, ou seja, não retirados do vernáculo. (INPI,
Manual de Marcas, instituído pela Resolução INPI/PR nº 142/2014 e atualizado pela a Resolução INPI/PR nº
177/2017).
ii A condição de disponibilidade é essencial para que haja a outorga de direitos marcários. O sinal deve estar livre
para ser apropriado como marca e tal disponibilidade jurídica não se restringe à constatação da existência de
registro anterior: o sinal não pode encontrar óbice em outro sinal distintivo protegido a qualquer título e não apenas
por aqueles amparados pela Lei nº 9.279/1996. A proteção ao requisito da disponibilidade do sinal está prevista nos
arts. 124, incisos IV, V, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XIX, XX, XXII e XXIII, e 126 da LPI. (INPI, Manual de Marcas,
instituído pela Resolução INPI/PR nº 142/2014 e atualizado pela a Resolução INPI/PR nº 177/2017).
iii O princípio da veracidade do sinal marcário encontra-se expresso no inciso X do art. 124 da LPI, que proíbe o
registro de sinal enganoso quanto à origem, procedência, natureza, finalidade ou utilidade dos produtos ou serviços
que o mesmo visa assinalar. (INPI, Manual de Marcas, instituído pela Resolução INPI/PR nº 142/2014 e atualizado
pela a Resolução INPI/PR nº 177/2017).
iv Considera-se como condição de liceidade do sinal a sua não interdição legal por motivo de ordem pública ou por
razão da moral e dos bons costumes. A proteção ao requisito da liceidade do sinal está amparada no art. 124 da
LPI, em seus incisos I, III, XI e XIV. (INPI, Manual de Marcas, instituído pela Resolução INPI/PR nº 142/2014 e
atualizado pela a Resolução INPI/PR nº 177/2017).
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ILDO RITTER DE OLIVEIRA, brasileiro, natural de Montenegro - RS, casado, nascido aos
13/07/1957, Advogado regularmente inscrito na OAB/PR sob n° 75.064, Agente da Propriedade
Industrial, cadastrado sob n.? 1647 junto ao INPI, portador do CPF n." 360.050.459-20 e da Cédula de
Identidade Civil - RG n." 1.266.085-5 expedido pela SSP-Pr, residente e domiciliado à Avenida Silva
Jardim n.? 3677 apto 91 - Bairro Água Verde - CEP 80240-021 - Curitiba - Paraná;
5629/9
_ 04 OUT 2011
9a ALTERAÇAO CONTRATUAL DE SOCIEDADE SIMPLES PURA
"VALOR PROPRIEDADE INTELECTUAL S/S"
HENRIQUE RIBEIRO DA LUZ DE MORAES, brasileiro, natural do Rio de Janeiro - RJ, casado,
nascido aos 28/12/1967, Agente da Propriedade Industrial, cadastrado sob n" 2175 junto ao INPI,
portador do CPF n.? 552.582.391-87 e da Cédula de Identidade Civil- RG n.? 7.253.237-6 expedido
pela SSP-Pr, residente e domiciliado à Avenida Nossa Senhora da Luz n.? 160 apto 61 - Bairro Cabral
- CEP 82510-020 - Curitiba - Paraná;
Sócios componentes da Sociedade Simples Pura denominada "VALOR PROPRIEDADE
INTELECTUAL S/S ", devidamente registrada no 3° Ofício de Registro de Títulos e Documentos
das Pessoas Jurídicas sob n.? 5629 do livro A3, datado de 22 de maio de 2006, inscrita no CNPJ sob
n." 08.029.371/0001-08, com sede e foro à Avenida República Argentina n". 210, conjunto 1.405 -
Bairro Água Verde, CEP 80240-210 - Curitiba - PR resolvem pelo presente instrumento alterar seu
contrato social, de acordo com o Código Civil, na forma consolidada seguinte:
CLÁUSULA PRIMEIRA - A cláusula primeira passa a vigorar com a seguinte redação:
CLÁUSULA PRIMEIRA - DENOMINAÇÃO SOCIAL
A Sociedade girará sob a denominação social de "RITTER E MORAES PROPRIEDADE
INTELECTUAL S/S"
CLÁUSULA SEGUNDA - A cláusula segunda passa a vigorar com a seguinte redação:
CLÁUSULA SEGUNDA - SEDE E FORO
A Sociedade terá a sede e foro à Avenida República Argentina n", 210, 14° andar, conjunto 1.403 -
Bairro Água Verde, CEP 80240-210 - Curitiba - Pr.
CLÁUSULA TERCEIRA - Ficam inalteradas as demais cláusulas do contrato Social primitivo.
CLÁUSULA QUARTA - Á vista da modificação ora ajustada e, em consonância o que determina o
artigo 2.031 da Lei n." 10.406/2002, os sócios resolvem por este instrumento, atualizar e consolidar o
contrato social, tornando assim sem efeito,a partir desta data, as cláusulas e condições contidas no
contrato primitivo que, adequado às disposições da referida Lei 10.406/2002 aplicáveis a este tipo
societário, passa a ter a seguinte redação:
"RITTER E MORAES PROPRIEDADE INTELECTUAL S/S "
CONSOLIDAÇÃO
ILDO RITTER DE OLIVEIRA, brasileiro, natural de Montenegro - RS, casado, nascido aos
13/0711957, Advogado regularmente inscrito na OAB/PR sob n° 75.064, Agente da Propriedade
Industrial, cadastrado sob n.? 1647 junto ao INPI, portador do CPF n." 360.050.459-20 e da Cédula de
Identidade Civil- RG n." 1.266.085-5 expedido pela SSP-Pr, residente e domiciliado à Avenida Silva
Jardim n." 3677 apto 91 - Bairro Água Verde - CEP 80240-021 - Curitiba - Paraná;
HENRIQUE RIBEIRO DA LUZ DE MORAES, brasileiro, natural do Rio de Janeiro - RJ, casado,
nascido aos 28/12/1967, Agente da Propriedade Industrial, cadastrado sob n? 2175 junto ao INPI,
portador do CPF n.? 552.582.391-87 e da Cédula de Identidade Civil- RG n." 7.253.237-6 expedido
pela SSP-Pr, residente e domiciliado à Avenida Nossa Senhora da Luz n." 160 apto 61 - Bairro Cabral
- CEP 82510-020 - Curitiba - Paraná; ~
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Sócios componentes da Sociedade Simples Pura denominada "RITTER E MORAES
PROPRIEDADE INTELECTUAL S/S", devidamente registrada no 3° Oficio de Registro de Títulos
e Documentos das Pessoas Jurídicas sob n." 5629 do livro A3, datado de 22 de maio de 2006, inscrita
no CNPJ sob n.? 08.029.371/0001-08, com sede e foro à Avenida República Argentina n". 210, 14°
andar, conjunto 1.403 - Bairro Água Verde, CEP 80240-210 - Curitiba - PR, resolvem por este
instrumento particular, modificar e consolidar seu contrato social de acordo com as seguintes
cláusulas:
562 I 04 OUl 2011
9a ALTERAÇÃO CONTRATUAL DE SOCIEDADE SIMPLES PURA
"VALOR PROPRIEDADE INTELECTUAL S/S"
CLÁUSULA PRIMEIRA - DENOMINAÇÃO SOCIAL
A Sociedade girará sob a denominação social de "RITTER E MORAES PROPRIEDADE
INTELECTUAL S/S"
CLÁUSULA SEGUNDA - SEDE E FORO
A Sociedade terá a sede e foro à Avenida República Argentina n". 210, 14° andar, conjunto 1.403 -
Bairro Água Verde, CEP 80240-210 - Curitiba - Pr.
CLÁUSULA TERCEIRA - OBJETO SOCIAL
A sociedade terá por objetivo social a seguinte atividade intelectual: agente da propriedade industrial
(CNAE: 69.11-7/03).
CLÁUSULA QUARTA - CAPITAL SOCIAL
O Capital Social da sociedade é de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) dividido em 20.000 (vinte mil)
quotas de valor nominal de R$ 1,00 (hum real) cada uma, totalmente integralizadas neste ato em
moeda corrente do País, pelos sócios:
SÓCIO
ILDO RlTTER DE OLIVEIRA
HENRIQUE RlBEIRO DA LUZ DE MORAES
TOTAL
QUOTAS
10.000
10.000
20.000
VALOR
R$ 10.000,00
R$ 10.000,00
R$ 20.000,00
CLÁUSULA QUINTA - RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS
Além da Sociedade, o sócio responde subsidiária e ilimitadamente pelas obrigações sociais,
pelos danos causados aos clientes, por ação ou omissão no exercício da atividade profissional,
depois de esgotados os bens sociais, sem prejuízo da responsabilidade disciplinar em que
possa mcorrer.
A responsabilidade técnica pelo exercício da atividade profissional compete a cada sócio,
individualmente.
CLÁUSULA SEXTA - ABERTURA DE FILIAIS
A Sociedade poderá a qualquer tempo, abrir ou fechar filial ou outra dependência, mediante alteração
contratual assinada por todos os sócios.
CLÁUSULA SÉTIMA - INÍCIO DAS ATIVIDADES, PRAZO DE DURAÇÃO E TÉRMINO
DO EXERCÍCIO SOCIAL
A Sociedade iniciou suas atividades no ato do registro do presente contrato de constituição, sendo por
prazo indeterminado o seu tempo de duração e encerrando-se seu exercício social em 3 1 de dezembro
de cada ano.
CLÁUSULA OITAVA - ADMINISTRAÇÃO
A administração da Sociedade e o uso da denominação social e empresarial caberá exclusivamente ao
sócio HENRIQUE RIBEIRO DA LUZ DE MORAES, que assinará individualmente, somente em
negócios de exclusivo interesse da Sociedade, podendo representá-Ia perante repartiç~~s pu~as,
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Re istro de Titulos e Docum.e~tof-
Re~istro Civil de Pessoas Jundlca5
Rua Mal. Deodoro, 320 - Sala 504
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Federais, Estaduais, Municipais e Autárquicas, inclusive Bancos, sendo-lhes vedado, no entanto, usar ---
a denominação social em negócios estranhos aos interesses da Sociedade ou assumir responsabilidade
estranha ao objetivo social, seja em favor de quotistas ou de terceiros.
»
5 2 /9 04 OUT 2011
9a ALTERAÇÃO CONTRATUAL DE SOCIEDADE SIMPLES PURA
"VALOR PROPRIEDADE INTELECTUAL S/S"
Parágrafo Primeiro - Fica facultado ao Administrador nomear procuradores, para um período
determinado, devendo o instrumento de procuração especificar os atos a serem praticados pelos
procuradores assim nomeados.
Parágrafo Segundo: É vedado ao sócio administrador o uso da razão social em negócios
alheios do objeto social.
Parágrafo Terceiro: Sem o consentimento de todos os sócios, nenhum deles poderá manter
relações profissionais com sociedades, ou com entidades a respeito das quais os sócios
tenham se manifestado contrariamente, mediante comunicação por escrito.
Parágrafo Quarto: Os sócios terão o dever de lealdade entre si, em todas as operações
relativas à Sociedade, e cada um deles prestará contas, fiel e exatamente ao outro sócio.
CLÁUSULA NONA - PRÓ-LABORE
OS sócios declaram que não há interesse por parte dos mesmos em efetuar retiradas, pró-labores para
remunerá-Ios, optando-se pela retirada e\ou distribuição de lucros.
CLÁUSULA DÉCIMA - DA TRANSFERÊNCIA DE QUOTAS
OS sócios poderão ceder ou alienar por qualquer título suas respectivas quotas a terceiros sem o prévio
consentimento dos demais sócios, ficando assegurada a estes a preferência na aquisição, em igualdade
de condições, e na proporção das quotas que possuírem, observando o seguinte:
1- Os sócios deverão ser comunicados por escrito para se manifestarem a respeito da
preferência no prazo de 30 (trinta) dias;
II- Findo o prazo para o exercício da preferência, sem que os sócios se manifestem ou
havendo sobras, poderão as quotas ser cedidas ou alienadas a terceiros.
CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - DA DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE
Falecendo ou interditado qualquer sócio, a Sociedade continuará suas atividades com os herdeiros,
sucessores e o incapaz. Não sendo possível ou inexistindo interesse deles ou do sócio remanescente, o
valor de seus haveres será apurado e liquidado com base na situação patrimonial da Sociedade, à data
da resolução, verificada em balanço especialmente levantado.
CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - LUCROS E OU PREJUÍZOS
OS eventuais lucros e ou prejuízos apurados em Balanço a ser realizado após o término do exercício
social serão distribuídos entre os sócios, proporcionalmente às contribuições de cada um para o
resultado, podendo os sócios, todavia, optarem pelo aumento de Capital utilizando os lucros e ou pela
compensação dos prejuízos em exercícios futuros.
CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - DELIBERAÇÕES SOCIAIS
As deliberações sociais serão aprovadas por maioria absoluta de votos, quando a legislação não exigir
unanimidade.
CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - CASOS OMISSOS
Os casos omissos neste contrato serão resolvidos com observância dos preceitos do Código CiV~'e de
outros dispositivos legais que lhes sejam aplicáveis.
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Registro de Tituios e Documentos
Registro Civil de Fes303s .Juridicaz
Rua Mal. Deodoro, 320 - Sala 50L
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CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - DECLARAÇÃO DOS SÓCIOS çu~.;J!3!:t
Para os efeitos do disposto no artigo 1.011 do Código Civil, os sócios declaram, sob as penas da Lei,
que não estão incursos em nenhum dos crimes previstos ali ou em Lei especial, que possam impedi-Ios
de exercer a Administração da Sociedade.
,
04 OUT 2011
9a ALTERAÇÃO CONTRATUAL DE SOCIEDADE SIMPLES PURA
"VALOR PROPRIEDADE INTELECTUAL S/S"
CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA - Fica eleito o foro desta cidade de Curitiba - Pr para o exercício e o
cumprimento dos direitos e obrigações resultantes deste contrato, renunciando desde já qualquer outra
por mais privilegiado que o seja.
E, estando assim justos e contratados assinam este instrumento contratual em 03 (três) vias, de igual
forma e teor para o mesmo efeito, na presença das 2 (duas) testemunhas abaixo.
Advogado (a)~
OAB:52,yZ
Testemunhas:
CPF: OS~
, \STR\8U\DOri
')0 OF\C\O O Documento'
"- d TitulaS e 'd' asRegistro e p <"O'lS Jurt 'c ', "\ de 85....' 50c
Registro C,'" 320 - Sa\~ .
Rua Mal. oeodO~~on . cunli •..•R . pl'
fOnt': \4'\) ,\-;l'ó'G
Página 18 de 19
l3:llii!J
Rua Ébano Pereira, 60 - 21· andar- conj. 2105 - fone (041) JlJJ..3167 - CEP80.41o.-902 -Curiliba - PR
EnleIe Ellana Scheffer Nlcz - Titular
E-mll1: ten:elrosrtd@lg.com.br
Selo: wfuan . vahlH . YpYgt - BTgKY . 6ZwA
Consulte esse selo em http://funarpen.com.br
Apontado nesta data sob n° ~537 do Protocolo "10"~
Inscrito sob n° 5629/9 d livr "A13" d P soas u caso
Curitiba. 4 de outubro de 2017. {),fÁ
Substitutos: Rozilda Braga Ribeiro - a c ~!~!eli eres ut
Claudia M.S.N. Ass mpcao
SERVIÇO DE REGISTRO DE TÍTULos E DOCUMENTOS
E CIVIL DAS PESSOAS JURÍDICAS
I
I
I
I
I
I
I
Selo: '(tOd5,XLEWO.b~!j.):{-5YLvE.M·~2XCI
I
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Registro de Marca
Formulário
Recurso contra o indeferimento
Procuração
Alteração contratual procurador
2018-11-30T10:17:18-0200
Brasil
Documento Assinado - INPI