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Introdução Caro(a) aluno(a), a contabilidade é uma ciência social aplicada. Ela evolui com o passar dos anos e de acordo com o processo evolutivo da sociedade. Estudar a evolução da contabilidade é acompanhar o processo evolutivo da própria sociedade. Assim, compreender como a contabilidade evolui também faz parte do aprendizado a respeito de como organizações e indivíduos lidam com o seu patrimônio. Estudar como o patrimônio das organizações deve ser registrado, contabilizado, mensurado e evidenciado é um dos objetivos que serão aqui abordados. Ademais, serão apresentados diversos conceitos de grande importância para a contabilidade. Tais conceitos não têm como função apresentar todo o arcabouço teórico e metodológico que a ciência contábil possui, mas, com certeza, permitirá a você conhecer uma série de conteúdos com grande importância na gestão das organizações na sociedade. Conhecer as especificidades da contabilidade e de como ela está relacionada à contabilização do patrimônio da organização, bem como compreender de que maneira esse patrimônio se modifica com as diferentes operações e de como ele pode ser evidenciado, tudo isso visa contribuir para que a contabilidade possa gerar informações que permitam o controle e a tomada de decisão por parte dos gestores. Um fragmento do universo da contabilidade será exposto com o intuito de despertar o seu interesse em aprofundar os seus conhecimentos acerca dessa ciência de grande importância para organizações e a sociedade de uma forma geral. Bons estudos! Introdução à Contabilidade Johny Henrique Magalhães Casado Autor Objetivos de Aprendizagem Compreender o processo de evolução da contabilidade. Analisar a estrutura conceitual da contabilidade e as suas principais especificidades. Refletir sobre as principais demonstrações e a sua função na gestão das organizações. Estudar o significado de patrimônio e as suas mutações no dia a dia das organizações. Conceito geral da contabilidade A contabilidade surge junto com a necessidade da sociedade em acompanhar e controlar o seu patrimônio. É importante destacar que, na antiguidade, a palavra patrimônio não possuía a mesma conotação que se tem atualmente. A contabilidade nasce, então, junto à necessidade dos indivíduos em contar e registrar os seus alimentos e pertences. Com isso, eles necessitam fazer registros para que o patrimônio possa ser preservado e não se misturar com o de outros sujeitos. A realização de inventário surgida com os primórdios da civilização é o momento em que se pode atestar que a contabilidade surge. Assim, ela evolui à medida que a sociedade também evolui, bem com acaba por se sofisticar à medida que a matemática apresenta novas possibilidades. A contabilidade não pode ser considerada uma ciência exata, como a matemática. Nesse âmago, “ela é uma ciência social aplicada, pois é a ação humana que gera e modifica o fenômeno patrimonial. Todavia, a contabilidade utiliza os métodos quantitativos (matemática e estatística) como sua principal ferramenta” (IUDÍCIBUS; MARION; FARIA, 2018, p. 9). A contabilidade se utiliza das ciências exatas e apresentou um grande salto evolutivo. À medida que essas ciências também evoluíram, alguns estudiosos afirmam que a contabilidade surgiu há 4.000 anos a.C. Outros chegam a afirmar que o seu nascimento ocorreu bem antes, mas é ponto comum entre todos que alguns conceitos que foram desenvolvidos ao longo dos anos pela sociedade contribuem muito para que a contabilidade se tornasse uma ciência. A questão dos números, da moeda, do balanço e do ensino é essencial para compreender como a contabilidade chegou nos dias atuais. Entretanto, foi a partir do método das partidas dobradas que o campo de estudo da contabilidade surge e passa a integrar como uma ciência de grande necessidade para toda a sociedade. Segundo Ribeiro (2018, p. 20): [...] a contabilidade se firmou como ciência, com o advento do método das partidas dobradas, no final do século XV. O método das partidas dobradas se fundamenta na relação débito/crédito, tendo sido divulgado, pela primeira vez, pelo frade franciscano Luca Pacioli, em seu livro sobre geometria e aritmética, lançado em 1494, na cidade de Veneza, na Itália. Esse fantástico mecanismo contábil passou a ser utilizado universalmente, chegando até nossos dias como eficiente instrumento de controle, que pode ser aplicado tanto aos USER Realce patrimônios de pessoas físicas como aos patrimônios de pessoas jurídicas, tenham elas finalidade lucrativa ou não. A utilização do método das partidas dobradas na contabilidade pelos italianos tornou a contabilidade surgida no país referência para todas as demais nações. É impossível estudar a história da contabilidade no mundo sem considerar a influência e o impacto que a Itália teve no desenvolvimento dessa ciência. Outro motivo importante que proporcionou o domínio da Itália na contabilidade foi a sua localização estratégica. A geografia contribuiu para que o país fosse o caminho das principais rotas comerciais no período. Desse modo, tudo que ocorria lá, acabava por ser levado por todos que passavam para os seus respectivos países. Além da Itália, que representa a corrente europeia do pensamento contábil, os Estados Unidos, principalmente durante o século XX, foi uma região que contribuiu para o desenvolvimento da contabilidade e para o surgimento de uma corrente americana do pensamento contábil. A respeito da corrente americana da contabilidade, alguns fatores foram essenciais para que ela se desenvolvesse, dentre eles, temos “o surgimento das gigantescas corporations, principalmente no início do século XX, aliado ao formidável desenvolvimento do mercado de capitais e ao extraordinário ritmo de desenvolvimento que aquele país experimentou e ainda experimenta” (IUDÍCIBUS; MARION; FARIA, 2018, p. 14). O desenvolvimento da sociedade americana e diversos fatos históricos e sociais proporcionaram à teoria da contabilidade importantes avanços. Na Figura a seguir, é possível observar as principais diferenças existentes entre a corrente americana e a corrente italiana da contabilidade. USER Realce A corrente italiana perdeu muito espaço para a corrente americana ao longo do século XX e início do século XXI. O processo de harmonização das normas contábeis, assunto que é abordado com profundidade nos anos finais do curso de ciências contábeis, fez com que a maioria dos países adotasse os preceitos apresentados pela contabilidade americana. Juntamente com a preponderância dos preceitos apresentados pela contabilidade americana, são firmados, também, os conceitos importantes em relação à ciência contábil. Nesse contexto, tem-se que o objetivo da contabilidade é o controle do patrimônio. O controle exercido pela contabilidade é “feito através de coleta, armazenamento e processamento das informações oriundas dos fatos que alteram essa massa patrimonial. Portanto, podemos definir contabilidade como o sistema de informação que controla o patrimônio de uma entidade” (PADOVEZE, 2018, p. 3). O entendimento de conceitos básicos relacionados à contabilidade é de grande importância, seja para quem pretende ingressar na área, seja para quem já atua. Como uma ciência que se relaciona com diversos aspectos da sociedade, a contabilidade possui um núcleo conceitual bem estabelecido e livre de interpretações dúbias, pois, somente assim, será possível que ela possa contribuir, de fato, com a evolução da sociedade de forma plena e eficiente. As demonstrações elaboradas a partir da contabilidade agregam conjuntos de conceitos pertencentes a ela e que garantem que essas demonstrações possuam “maior poder preditivo, oferecendo melhores condições para a tomada de decisões” (MALACRIDA; YAMAMOTO; PACCEZ, 2019, p. 1). FIGURA 1 Ênfase da corrente italiana versus Ênfase da corrente americana. FONTE: Adaptada de Iudícibus, Marion e Faria (2018 Conceituar também o que é uma entidade na contabilidade se faz necessário, já que o conceito de entidade contábil, conforme apresentado, visa descrevero conjunto patrimonial que é pertencente a uma pessoa jurídica ou pessoa física. Para entender o conceito de entidade contábil, portanto, pressupõe-se compreender o conceito de patrimônio; este, por sua vez, é definido como o somatório de bens, direitos e obrigações pertencentes a uma entidade contábil. No Quadro a seguir, é possível entender, com mais eficácia, o que significa o patrimônio. Patrimônio Bens: são as coisas capazes de satisfazer às necessidades humanas e suscetíveis de avaliação econômica. Os bens podem ser classificados de várias maneiras, tendo em vista o interesse de quem os classifica. A classificação que mais interessa a você, neste momento inicial de seus estudos, é aquela que faz a divisão em duas categorias: bens materiais e bens imateriais. Direitos: quando uma empresa vende mercadorias a prazo, ela não recebe dinheiro no momento da venda, mas alguns dias depois, semanas ou até meses. Dessa forma, na venda de mercadorias a prazo, essa empresa passa a ter direito de receber do cliente o valor da respectiva venda no prazo determinado. Direitos ainda podem ser aluguéis a receber, empréstimos efetuados a terceiros ou a outros. Obrigação: pagar ao fornecedor o valor da respectiva compra no prazo determinado. Constituem obrigações para a empresa todos os valores que ela tem a pagar para terceiros (fornecedores, proprietários de imóveis, empregados, governo, bancos etc.). Quadro 1 - Composição do patrimônio em uma entidade. Fonte: Adaptado de Ribeiro (2019). Controlar o patrimônio das entidades serve para que se possa tomar decisões a seu respeito. Assim, tão importante quanto prover informações sobre as mutações patrimoniais, a contabilidade visa a atender as necessidades dos usuários da informação. Por via de regra, há dois tipos de usuários da contabilidade, conforme é possível verificar no Quadro a seguir. Usuário Interno Esses usuários são aqueles estão dentro da organização e que se utilizam das informações para tomar decisões relacionadas às operações da organização. São usuários internos: gerentes, administradores e sócios das organizações. Usuário Externo Esses usuários são todos aqueles que não fazem parte da organização, mas que se utilizam da informação contábil de alguma forma, dentre eles, temos: governo, agentes fiscalizadores ou a sociedade em geral. Quadro 2 - Usuário Interno e Usuário Externo. Fonte: Elaborado pelo autor. Atender aos anseios dos diferentes tipos de usuários por informações é uma das principais atribuições da contabilidade. Estrutura conceitual da contabilidade A contabilidade possui diversos conceitos como já apresentados. Também possui objeto e objetivos bem definidos de acordo com as necessidades dos seus diversos tipos de usuários. Assim, para que ela possa atender ao que se espera dela, faz-se necessário que esteja organizada. A função de organizar a forma como a contabilidade deverá ser apresentada é da estrutura conceitual. Esta, por sua vez, pode ser observada no Pronunciamento Técnico de número 00, que se encontra em sua segunda versão, sendo apresentado pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, no ano de 2019. A estrutura conceitual da contabilidade tem como principal objetivo descrever e apresentar conceitos relacionados aos relatórios financeiros emitidos pela contabilidade. Compreendem, ainda, os objetivos da estrutura conceitual: [...] (a) auxiliar o desenvolvimento das Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS) para que tenham base em conceitos consistentes; (b) auxiliar os responsáveis pela elaboração (preparadores) dos relatórios financeiros a desenvolver políticas contábeis consistentes quando nenhum pronunciamento se aplica à determinada transação ou outro evento, ou quando o pronunciamento permite uma escolha de política contábil; e (c) auxiliar todas as partes a entender e interpretar os Pronunciamentos (CPC 00, 2019, p. 3). Os relatórios financeiros têm como objetivo fornecer informações sobre a entidade para que os seus usuários possam realizar a tomada de decisão. Faz-se importante considerar que esses relatórios podem envolver decisões de diversos níveis na organização, dentre elas, temos: compras, vendas, liquidação de empréstimos e qualquer outra informação que possa impactar o patrimônio da entidade. A elaboração de relatórios financeiros visa informar “sobre a posição financeira da entidade que reporta, consistindo em informações sobre os recursos econômicos da entidade e as reivindicações contra a entidade que reporta” (CPC 00, 2019, p. 6). Os relatórios financeiros ainda devem fornecer informações relacionadas aos efeitos das transações realizadas no período e que impactem, de alguma forma, o patrimônio, de modo a alterar o volume de recursos econômicos disponíveis para a entidade. Regime de caixa e de competência No dia a dia do profissional contábil, há dois regimes que as entidades adotam: no setor financeiro, é adotado o regime de caixa e, no setor contábil, é adotado o regime de competência. A forma de se contabilizar as operações de uma entidade, segundo o CPC 00 (2019), é por intermédio do regime da competência. Para esse regime, todos os efeitos que são originados a partir das transações e outros eventos deverão ser reconhecidos no período a que se referem, mesmo que o recebimento e o pagamento possam divergir. O regime de competência prega que deve haver o que em contabilidade se denomina simultaneidade da confrontação de receitas e despesas. O regime de competência é o método de registro de lançamentos contábeis que o período de competência da receita ou despesa realizada são considerados para o lançamento. Assim, o correto lançamento do fato contábil se faz necessário para que possa ser corretamente aplicado. Portanto, para que as demonstrações possam, de fato, representar todas as mutações ocorridas no patrimônio em um período específico, torna-se imprescindível que as demonstrações apresentam características específicas ao garantir qualidade às informações evidenciadas (RIBEIRO, 2019). O regime de caixa é o regime contábil no qual as despesas e as receitas são contabilizadas apenas quando entram ou quando saem do caixa da empresa, mas não no momento em que são realizadas as compras ou ofertadas as prestações de serviço. Assim, serão considerados e tributados apenas valores recebidos e não os valores registrados no momento de emissão da nota fiscal. Com o intuito de exemplificar a forma de aplicação do regime de caixa e de competência nas organizações, temos a compra de uma máquina por uma empresa. Reforça-se que esse item será utilizado pela empresa em seu dia a dia, portanto fará parte do ativo imobilizado da empresa. A compra da máquina foi realizada no mês de janeiro, porém será paga em duas parcelas com vencimentos em 30 e 60 dias após a compra. A máquina foi comprada pelo valor de R$ 50.000,00. No Quadro a seguir, pode-se observar a contabilização da compra dessa máquina pelo regime de competência. Regime de competência - Compra da máquina - Departamento Contábil Data de ocorrência do fato gerador Operação Valor 01/01/2020 Compra da máquina R$ 50.000,00 Quadro 3 - Contabilização da compra da máquina pelo regime de competência. Fonte: Elaborado pelo autor. No Quadro a seguir, pode-se observar como ocorreu a compra da mesma máquina, porém contabilizada pelo regime de caixa. Regime de competência - Compra da máquina - Departamento Financeiro Data de ocorrência do fato gerador Operação Valor 01/02/2020 Compra da máquina 1ª parcela R$ 25.000,00 01/03/2020 Compra da máquina 2ª parcelaR$ 25.000,00 Quadro 4 - Contabilização da compra da máquina pelo regime de caixa. Fonte: Elaborado pelo autor. É importante considerar, ainda, que “o balanço patrimonial deve ser elaborado de forma conjunta à demonstração do resultado de exercício, refletindo o lucro, conforme o regime de competência, nunca utilizando o regime de caixa” (SANTOS; VEIGA, 2014, p. 33). Ao ter em vista os dois tipos de regimes existentes, é possível observar que, quando registradopelo regime de competência, depreende-se que o registro se efetiva todo no mês de janeiro. Em relação ao regime de caixa, têm-se que os registros ocorrem efetivamente quando a empresa faz o desembolso do valor das duas parcelas. Logo, nota-se que o registro se consolida em fevereiro e março. Características da informação contábil Ao considerar as características qualitativas fundamentais que a informação contábil deve apresentar, temos que a relevância, a materialidade e a representação fidedigna são as que se apresentam como principais. Para que uma informação possa ser considerada relevante, ela deverá, de fato, fazer a diferença no processo de tomada de decisão pelos usuários. Para isso, há de se considerar que essa informação pode ter valor preditivo, valor confirmatório ou, se possível, apresentar ambos. A materialidade “é um aspecto de relevância específico da entidade com base na natureza ou magnitude, ou ambas, dos itens aos quais as informações se referem no contexto do relatório financeiro da entidade individual” (CPC 00, 2019, p. 10). Portanto, deve-se considerar que essa informação possa influenciar de forma negativa no processo de tomada de decisões dos usuários a respeito da entidade. A representação fidedigna pode ser compreendida a partir de três atributos principais: a informação contábil gerada por uma organização deverá ser completa, neutra e livre de erros. Mesmo que uma demonstração livre de erros seja algo quase impossível, a representação fidedigna busca apresentar um norte para que garanta aos usuários o máximo de exatidão em relação às informações financeiras divulgadas. O CPC 00 ainda apresenta algumas características qualitativas de melhoria que visam descrever e apresentar a utilidade das informações divulgadas nas demonstrações financeiras. Na Figura a seguir, é possível observar essas características qualitativas. As características qualitativas de melhoria devem ser maximizadas pela entidade e pelos profissionais contábeis sempre que possível. Assim, deve-se considerar que tais informações sejam: comparável: “[...] comparabilidade é a característica qualitativa que permite que os usuários identifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles” (CPC 00, 2019, p. 17). A comparabilidade não garante que as informações sejam uniformes, mas visa garantir que os fenômenos econômicos representados por essas informações sejam passíveis de comparação; verificável: a verificabilidade significa que, mesmo havendo diferentes usuários da informação contábil, estes têm condições de verificar essas informações e chegar a um consenso quanto à real situação da entidade. A verificação, segundo o CPC 00 (2019, p. 18), pode ser direta ou indireta: na FIGURA 2 Características qualitativas da informação contábil. FONTE: Elaborada pelo autor. “direta, significa verificar um montante ou outra representação por meio de observação direta, por exemplo, por meio da contagem de caixa. Verificação indireta significa checar os dados de entrada [...] e recalcular os resultados obtidos por meio da aplicação da mesma metodologia”; tempestiva: a tempestividade apresenta que as informações geradas pela contabilidade devem ser evidenciadas no tempo correto, para que, assim, elas possam influenciar o processo de tomada de decisão dos usuários. Nesse sentido, a tempestividade também apresenta que, quanto mais antiga for a informação, menor será a sua utilidade. Caso seja necessária a comparação das informações por um longo período, tem-se que, quanto maior for a quantidade de dados, melhores serão as condições para que os usuários possam identificar tendências ao longo do tempo; compreensível: as informações apresentadas nos relatórios devem ser compreensíveis pelo maior número de usuários, pois, segundo o CPC 00 (2019, p. 19), “mesmo os usuários bem informados e diligentes podem sentir a necessidade de procurar ajuda de consultor para compreensão da informação sobre um fenômeno econômico complexo”. Por isso, as informações contábeis deverão ser apresentadas com clareza e concisão. Isso se faz importante para a emissão de relatórios. O CPC 00 (2019, p. 19) apresenta, ainda, que “algumas vezes, uma característica qualitativa de melhoria pode ter de ser diminuída para maximização de outra característica qualitativa”. Assim, a redução na comparabilidade pode ser vantajosa para o aprimoramento da relevância das demonstrações e o atendimento das necessidades dos usuários da informação contábil. Princípios da contabilidade As características da informação contábil possuem enorme relevância para organizar e garantir a qualidade dessas informações, mas a contabilidade em si, como ciência que é, possui princípios que são de suma importância para o seu entendimento. São seis os princípios básicos da contabilidade: entidade, continuidade, oportunidade, registro pelo valor original, prudência e competência. Os princípios da entidade e continuidade são considerados postulados, dada a sua magnitude. O princípio da entidade apregoa que, em relação ao patrimônio da entidade, “não se confunde com o dos seus sócios ou acionistas, ou proprietário individual. Esse princípio se estrutura na personalidade (entidade e proprietário(s) são pessoas distintas, juridicamente, inclusive) e na autonomia patrimonial (patrimônio personalizado e autônomo)” (GREGO; AREND, 2016, p. 26). O princípio da continuidade apresenta que “a empresa deve ser avaliada e, por conseguinte, ser escriturada, na suposição de que a entidade nunca será́ extinta; os ativos dessa empresa serão avaliados partindo desse pressuposto" (PADOVEZE, 2016, p. 101). Esse princípio existe, pois, na contabilidade, as entidades são constituídas para “operar por um período de tempo relativamente longo no futuro e essa premissa somente é abandonada quando ocorre um histórico de prejuízos persistentes, além da perda de substância econômica e de competitividade de mercado” (IUDÍCIBUS; MARION; FARIA, 2018, p. 76). Atenção! A importância de atuar de forma ética No Brasil, existe um Instituto que visa incentivar que as empresas invistam os seus recursos em ações de responsabilidade social. Além de cuidar do fomento das ações de responsabilidade social, o Instituto Ethos colabora para que as empresas possam se apresentar à sociedade como organizações eticamente responsáveis, proporcionando, assim, maiores ganhos à sua imagem. Como você encara a importância de se estudar ética em um curso de contabilidade? Fonte: elaborado pelo autor. O terceiro princípio da contabilidade é o princípio da oportunidade. Ele visa garantir que, na contabilização do patrimônio da entidade, a mensuração e a evidenciação do patrimônio devem produzir informações íntegras e tempestivas. O quarto princípio da contabilidade é denominado registro pelo valor original. Segundo esse princípio, espera-se das entidades que “os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional” (GRECO; AREND, 2016, p. 77). O princípio da competência é o quinto princípio. Segundo Coelho e Ribeiro (2019, p. 93): Esse é um dos mais importantes fundamentos da contabilidade, uma vez que direciona a apuração dos resultados do período pela inclusão das receitas e das despesas que tiveram os seus fatos geradores ocorridos durante o respectivo período, independentemente de as receitas terem sido recebidas e de as despesas terem sido pagas no respectivo período. O sexto e último princípio apresenta o princípio da prudência. Segundo ele, a contabilidade deverá realizar o registro mais prudente em todas as situações. Deverá, portanto, evitar qualquer surpresa desagradável, ou seja, a prudência “determina a adoção do menor valor para os componentes do Ativo e do maior para os do Passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido” (COELHO; RIBEIRO, 2019, p. 121). Os princípios contábeis se apresentam como sendo agarantia de que a contabilidade pode colaborar com a gestão das organizações e fornecer informações de qualidade para os gestores tomar as decisões necessárias. Considera-se, ainda, que os profissionais contábeis podem colaborar com a geração de informações para a tomada de decisões e o controle patrimonial na entidade. Assim, a contabilidade deve ser vista pelos diferentes usuários das informações contábeis como um setor capaz de garantir suporte às informações. Apresentando conceitos: ativo, passivo, patrimônio líquido, despesas e receitas A contabilidade possui inúmeros elementos de grande importância para que o patrimônio da entidade possa ser mensurado e evidenciado. Dentre esses elementos, os principais são: o ativo, o passivo e o patrimônio líquido, que podem ser observados no Balanço Patrimonial. Também há as despesas e as receitas que podem ser observadas nas demonstrações dos resultados do exercício. Saiba mais! Informações financeiras na gestão das organizações Compreender como as pequenas e médias empresas lidam com as informações financeiras é de grande importância para os profissionais da contabilidade. Nesse sentido, recomendamos a leitura do artigo intitulado “Gerenciamento financeiro e uma visão entre hierarquias: um estudo de caso sobre o fluxo de caixa de uma rede de farmácia em Brasílias-DF”, em que é possível obter algumas importantes informações sobre esse aspecto. Fique por dentro, consultando o endereço eletrônico a seguir. Clique Aqui . Fonte: elaborado pelo autor. O ativo de uma entidade pode ser compreendido pelo conjunto de bens e direitos pertencente a ela. Graficamente, pode representar onde “foram aplicados e são controlados os recursos, dos quais se esperam benefícios econômicos futuros. Essas aplicações de recursos aparecem no balanço patrimonial de forma resumida, ou seja, são representadas de forma sintética” (SANTOS; VEIGA, 2014, p. 22). Os elementos pertencentes ao passivo estão relacionados às obrigações que as entidades têm a pagar no período. Os passivos são obrigações presentes derivadas de eventos já ocorridos, cuja liquidação resulte na saída de recursos que possam originar benefícios econômicos à entidade. As exigibilidades representadas pelo passivo “podem estar inclusas no ciclo operacional ou terem seus vencimentos até o final do ano subsequente, enquadrando-se, assim, no passivo circulante e, se tiverem prazo maior, serão enquadradas no passivo não circulante” (SANTOS; VEIGA, 2014, p. 45). Patrimônio líquido é o elemento que corresponde ao valor residual entre os ativos e passivos de uma entidade em um dado período. Em suma, os valores representados no patrimônio líquido de uma entidade constituem o conjunto de valores que estariam disponíveis aos sócios e proprietários na data de fechamento do balanço patrimonial. Outra definição para o patrimônio líquido é que ele representa a riqueza residual dos acionistas da entidade. O termo resultado é muito intuitivo, sendo relacionado, também, ao desempenho em alguma atividade. Quando aplicado à contabilidade, esse termo é “frequentemente utilizado como medida de performance ou como base para outras medidas, tais como o retorno do investimento ou o resultado por ação. Os elementos diretamente relacionados com a mensuração do resultado são as receitas e as despesas” (MALACRIDA; YAMAMOTO; PACCEZ, 2019, p. 49). Assim, o termo resultado pode ser compreendido ao observar a Figura 1.3, que apresenta a sua relação com as receitas e as despesas. As receitas podem ser definidas como “aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma da entrada de recursos ou do aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido” (MALACRIDA; YAMAMOTO; PACCEZ, 2019, p. 50). Saiba mais! Reflexões sobre ética FIGURA 3 Equação do resultado. FONTE: Elaborada pelo autor. Ética é um tema bastante atual, sendo sempre abordado em vários artigos. Entretanto, a ética na área de finanças não tem recebido grande atenção no Brasil. Assim, conheça como esses dois temas estão entrelaçados no artigo intitulado “A respeito de ética nas finanças”. Clique Aqui . Fonte: elaborado pelo autor. Uma importante consideração a ser feita sobre as receitas é que elas não podem estar relacionadas à contribuição dos detentores dos instrumentos patrimoniais. Já as despesas podem ser conceituadas como os decréscimos nos benefícios econômicos ocorridos durante um período contábil. As despesas se apresentam como saída de recursos ou qualquer tipo de redução de ativos, ou, também, assunção de passivos que provocam decréscimo no patrimônio da entidade. Principais demonstrações financeiras A estrutura conceitual definida pelo CPC 00 (2019) apresenta diversos conceitos relacionados às demonstrações financeiras. A contabilidade emite uma série de demonstrações. Dentre as principais, temos: o balanço patrimonial e a demonstração de resultados do exercício. Essas demonstrações serão apresentadas brevemente para serem abordadas com maior profundidade adiante. Balanço patrimonial O balanço patrimonial é a demonstração responsável por informar quais são os ativos que organização tem à sua disposição para que possa realizar as suas atividades. Destaca-se que o balanço patrimonial tem como função apresentar o passivo ao patrimônio líquido da organização, para que, com essas informações, os gestores possam tomar as suas decisões (PINTO; VASQUEZ, 2019). Por meio dessa demonstração, é possível observar quantitativamente e qualitativamente o patrimônio pertencente à entidade. O balanço é elaborado no encerramento do exercício ou sempre que a entidade julgar necessária a sua elaboração. Ele ainda pode ser compreendido como a relação nominal de todos os componentes do patrimônio com os seus valores finais no último dia do exercício social. No balanço patrimonial, há as contas expostas a seguir. Ativo: onde estão representados os bens e os direitos pertencentes à entidade. Dentro do ativo, apresentamos, na sequência, outros aspectos. Ativo circulante: é o primeiro grupo do ativo e possui a característica de apresentar a maior liquidez. Esse grupo representa a movimentação dos valores da entidade dentro do ciclo operacional ou, no máximo, até o fim do exercício subsequente. Por isso, ele é compreendido como de curto prazo. Dentro do ativo circulante, estão as contas disponíveis, os bens e direitos de curto prazo, além das despesas que foram pagas antecipadamente. Disponíveis: aqui estão descritas todas as contas com alta liquidez, como caixa, banco conta movimento, equivalentes de caixa, aplicações financeiras com liquidez imediata, saldos em moeda estrangeira e outros. Bens e direitos de curto prazo: “consistem nos que serão realizáveis dentro do ano corrente e até o final do ano seguinte, por exemplo: em bens, os estoques, e em direitos, duplicatas a receber” (SANTOS; VEIGA, 2014, p. 36). Aqui, estão as contas como investimentos temporários, aplicações financeiras em fundos, duplicatas a receber e outras. Despesas pagas antecipadamente: são desembolsos de recursos que poderão afetar diversos períodos contábeis. Até o final do exercício seguinte, essas contas estão de acordo com o regime de competência. Ativo não circulante: é composto pelas contas de longo prazo da entidade. O ativo não circulante está dividido em: realizável em longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível. Realizável em longo prazo: são os direitos que possuam prazo de realização superior a um ano. São contabilizados como realizável em longo prázo as contas a receber de longo prazo, as despesas antecipadas de longo prazo, os incentivos fisicais ou, ainda, os investimentos temporários de longo prazo. Investimentos: são as participações voluntárias ou incentivadas que a entidade dispõe em outras entidades, ou, ainda, são direitos de propriedade que não podem ser enquadrados como um ativo circulante ou realizável em longo prazo, bem como não se enquadram no imobilizado. Imobilizado: compõemessa conta todos os bens que a entidade possua e que são necessários para que as suas operações continuem a funcionar. Aqui, são alocados máquinas, equipamentos, computadores e instalações. Intangível: são os bens incorpóreos, ou seja, que não podem ser tocados, mas que têm materialidade e relevância. Marcas e patentes são exemplos de itens do ativo intangível. Passivo: onde estão representados o conjunto de obrigações que uma entidade possui no período a que o balanço patrimonial se refere. Dentro do passivo, expomos, na sequência, outros aspectos. Passivo circulante: aqui, são enquadradas todas as exigibilidades da entidade que possuam liquidação para, no máximo, até o fim do exercício subsequente. Dentre algumas obrigações classificadas como passivo circulante, estão “compra de matérias-primas a serem usadas no processo produtivo ou mercadorias destinadas à revenda; compra de bens, insumos e outros materiais para uso pela empresa; arrendamento financeiro de bens para uso da empresa” (SANTOS; VEIGA, 2014, p. 47) e muitas outras apresentadas na legislação. Dentre alguns exemplos de passivo circulante, temos: fornecedores ou duplicatas a pagar, empréstimos bancários, salários a pagar e outros. Passivo não circulante: aqui, são apresentadas todas as exigibilidades que a entidade possui e que há liquidação com prazo superior a um ano. Dentre as contas que podem ser enquadradas como passivo não circulante, estão: empréstimos e financiamentos realizados para aquisição ou arrendamento financeiro de bens; fornecedores de longo prazo; IR (Imposto de Renda) e CS (Contribuição Social) diferidos; emissão de debêntures e outros títulos de dívida ou retenções contratuais. Patrimônio líquido: aqui, apresenta-se o valor contábil disponível aos sócios no momento do fechamento do balanço patrimonial. Dentre as contas possíveis para serem apresentadas no patrimônio líquido, estão: capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. No Quadro a seguir, evidencia-se um modelo de balanço patrimonial que uma entidade pode apresentar. Ativo Passivo Circulante Não Circulante Realizável a Longo Prazo. Investimentos. Imobilizado. Intangível. Circulante Não Circulante Exigível a Longo Prazo. Patrimônio Líquido Capital. Reserva de Capital. Reserva de Lucros. (–) Ações em Tesouraria. Quadro 5 - Modelo de balanço patrimonial. Fonte: Elaborado pelo autor. A estrutura do balanço patrimonial das entidades deve seguir um modelo previamente estabelecido. Com isso, será possível garantir a comparabilidade entre diferentes balanços de empresas de um mesmo setor ou, ainda, de setores distintos. Demonstração do resultado do exercício A Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) é responsável por apresentar e calcular o lucro ou prejuízo que foram auferidos por uma organização em um período específico. Por meio dessa demonstração, é possível comparar os ganhos e os gastos dessa organização, bem como é possível apurar o resultado dela no período (PINTO; VASQUEZ, 2019). Diante do exposto, depreende-se que a demonstração de resultados de exercício objetiva fornecer uma forma estruturada e esquematizada, além de quais são os resultados, lucro ou prejuízo que foram auferidos pela entidade ao fim do exercício social. Os resultados que foram obtidos ao fim da demonstração de resultados de exercício deverão ser transferidos para as contas do patrimônio líquido. A apuração de lucro ou prejuízo é resultante das receitas, custos e despesas que a entidade obteve no período, segundo o regime de competência pela contabilidade. Na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), há as contas apresentadas a seguir. Receitas: é o aumento dos benefícios econômicos que foram auferidos ao fim do período representado pela demonstração do resultado do exercício. As receitas de uma entidade possuem estreita ligação com a produção de bens e serviços em sentido amplo. Também há uma relação com certo período de tempo especificado na demonstração. Receitas brutas: a conta de receita bruta é o valor de venda de produtos, mercadorias e serviços, sem nenhum tipo de abatimento realizado pela entidade no período. Deduções da receita: são todos os valores que devem ser abatidos da receita bruta, tais como as devoluções de vendas, os impostos sobre vendas ou, ainda, os descontos que foram concedidos pela entidade no momento da negociação. Vendas líquidas: correspondem ao valor da receita bruta menos todas as deduções da receita calculada no período. Impostos incidentes sobre as vendas: aqui, devem ser calculados e abatidos os diversos impostos que incidem sobre a venda e a comercialização dos produtos e serviços que são, de fato, comercializados pela entidade. Dentre os principais, temos: o IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados, o ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e Serviços de Comunicações, o ISSqn – Imposto Sobre Serviços de qualquer natureza, o PIS – Programa de Integração Social e o COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. Receita líquida: é composta pelo valor da venda líquida, sendo deduzidos todos os impostos incidentes sobre a venda. Custo da mercadoria/serviço vendido: aqui, deve ser apresentado o valor de custo que a empresa teve para comercializar as vendas realizadas no período. Resultado bruto: é composto pelo saldo da receita líquida menos o custo da mercadoria ou serviço vendido. Despesas operacionais: aqui, devem ser apresentadas todas as despesas gerais e administrativas, despesas de vendas (comerciais ou/e comissões sobre vendas), despesas financeiras líquidas (abatidas as receitas financeiras), outras despesas operacionais, sendo todas essas despesas contas redutoras. Caso a entidade apresente outra receita operacional, ela poderá somar nesse momento. Resultado operacional: aqui é apresentado o lucro operacional do período. Receitas/despesas operacionais: aqui, são apresentadas todas as receitas ou despesas que a entidade obteve no período. Provisões para Imposto de Renda e Contribuição Social: são calculadas, aqui, as provisões para o IRPJ e CSLL. Resultado líquido do exercício: aqui, consta o valor calculado pela demonstração do resultado do exercício ao fim do período em que ela foi calculada. Importante considerar que esse resultado poderá se apresentar como positivo ou negativo, ou seja, a entidade poderá auferir lucro ou prejuízo no período, dependendo dos seus resultados. Nas demonstrações do resultado do exercício, ainda é possível calcular algumas participações previstas no estatuto da entidade, tais como: participações de empregados, participações de administradores, contribuições para instituições ou fundos de assistência social e previdenciária. No Quadro a seguir, evidencia-se um modelo de Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) que uma entidade pode apresentar. RECEITA BRUTA (–) Deduções Receita Líquida (–) Custo das Vendas (=) Lucro Bruto (–) Despesas Operacionais (–) Outras Despesas Operacionais (–) Despesas com Equivalência Patrimonial (+) Receitas com Equivalência Patrimonial (+) Outras Receitas Operacionais (=) Resultado Operacional Líquido Quadro 6 - Modelo de demonstração do resultado do exercício. Fonte: Adaptado de Conselho Federal de Contabilidade – CFC (2017). Ainda como especificidade da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), temos que as entidades com cotação de suas ações na Bolsa de Valores deverão calcular e apresentar ao fim da DRE o lucro por ação do capital social. Agora que você concluiu a leitura deste estudo, veja, nos vídeos a seguir, temas que complementarão seus estudos: Indicação de leitura Livro: Introdução à teoria da contabilidade: para graduação. Autor: Sérgio de Iudícibus, José Carlos Marion, Ana Cristina de Faria. Ano: 2017. Editora: Atlas. ISBN: 13: 9788597011425 Comentário: um livro importante, pois apresenta conceitos com fácil entendimento.Constam conteúdos para serem aproveitados com acadêmicos, auxiliando na aprendizagem e complementando os estudos do assunto abordado. Atividade Segundo Hendriksen e Van Breda (2012, p. 49), “nos 500 anos desde que Pacioli escreveu seu livro, a contabilidade propriamente dita tem permanecido virtualmente constante. Pacioli se sentiria muito confortável com os sistemas contábeis que encontramos hoje”. HENDRIKSEN, E. S.; VAN BREDA, M. F. Teoria da Contabilidade. São Paulo: Atlas, 2012. No que tange ao exposto, pode-se considerar que a evolução da contabilidade contou com a contribuição de diversos povos. Uma das contribuições principais foi originada pelos indianos. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta essa contribuição. A. Método das partidas dobradas. B. Livro Diário. C. Sistemas sofisticados de contabilidade. D. Invenção do zero. E. Papiro. Atividade De acordo com Hendriksen e Van Breda (2012, p. 50), “existem registros de transações financeiras de quatro mil anos atrás, mas foi apenas na Itália do século XIV que surgiu o sistema de partidas dobradas que utilizamos atualmente”. HENDRIKSEN, E. S.; VAN BREDA, M. F. Teoria da Contabilidade. São Paulo: Atlas, 2012. Com base no exposto, é possível considerar que o método das partidas dobradas pode ser caracterizado por: A. Registrar as informações do patrimônio com valor duplicado. B. Reconhecer os dois lados de cada transação. C. Registrar as informações em duas demonstrações contábeis diferentes. D. Registrar as informações por dois contadores diferentes. E. Registrar a informação pelos contadores e a conferência pelos auditores. Atividade A Itália, segundo Hendriksen e Van Breda (2012, p. 45), “foi o destinatário da sabedoria acumulada por gerações de estudiosos da Mesopotâmia, do Egito, da Índia e do Oriente Médio [...]. A contabilidade moderna, portanto, é tanto um produto do renascimento da Europa, a chamada Renascença, quanto a arte de Michelangelo, Da Vinci e Ticiano”. HENDRIKSEN, E. S.; VAN BREDA, M. F. Teoria da Contabilidade. São Paulo: Atlas, 2012. A partir do exposto, qual, dentre as alternativas a seguir, apresenta um dos principais motivos da contabilidade ter se desenvolvido na Itália? A. Domínio do idioma italiano no mundo. B. Predomínio da moeda italiana. C. Surgimento do débito e do crédito. D. Desenvolvimento do papiro. E. Localização geográfica. Síntese A gestão das organizações de empresas se apresenta como um desafio cada vez maior aos gestores e profissionais. Nos diferentes setores, a busca por informações fidedignas, seguras e no momento correto constitui uma fonte de vantagens competitivas para todas as organizações. Com esse panorama, surge, então, uma grande oportunidade para a contabilidade que se apresenta como importante fornecedora de informações para a gestão. A contabilidade tem acompanhado a evolução da sociedade e, consequentemente, tem evoluído. Assim, compreender como ela vem se comportando perante às necessidades de gestores e organizações é uma ação que permite reconhecer a magnitude dessa ciência. Mais do que apenas elaborar demonstrações financeiras, a contabilidade tem desempenhado um relevante papel ao proporcionar suporte para decisões que gestores necessitam tomar em seu dia a dia. Referências Bibliográficas COELHO, J. M.; RIBEIRO, O. M. Princípios de contabilidade comentados. São Paulo: Saraiva Educação, 2019. COMITÊ de Pronunciamentos Contábeis – CPC 00. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2). Estrutura conceitual para relatório financeiro. 2019. Disponível em: http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/573_CPC00(R2).pdf. Acesso em: 25 jun. 2020. CONSELHO Federal de Contabilidade – CFC. 2º Exame de Suficiência de 2017. Questão 43. Disponível em: https://cfc.org.br/exame-de-suficiencia-anteriores/2o- exame-de-suficiencia-de-2017/. Acesso em: 25 jun. 2020. GREGO, A. L.; AREND, L. R. Contabilidade: teoria e prática básicas. São Paulo: Saraiva, 2016. IUDÍCIBUS, S.; MARION, J. C.; FARIA, A. C. Introdução à teoria da contabilidade: para graduação. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2018. MALACRIDA, M. J. C.; YAMAMOTO, M. M.; PACCEZ, J. D. Fundamentos da contabilidade: a contabilidade no contexto global. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2019. PADOVEZE, C. L. Introdução à contabilidade com abordagem para não contadores. São Paulo: Cengage, 2016. PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e intermediária. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2018. PINTO, M. N.; VASQUEZ, S. C. Contabilidade geral: fundamentos e práticas. São Paulo: Érica, 2019. RIBEIRO, O. M. Contabilidade básica. 4. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2018. RIBEIRO, O. M. Noções de contabilidade. São Paulo: Érica, 2019. SANTOS, F. A.; VEIGA, W. E. Contabilidade: com ênfase em micro, pequenas e médias empresas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2014.