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Legislação Empresarial e Tributária [GCSA1078|EAD|01]
Unidade 1
Caracterização do empresário
Desafio
João, há um ano, compra e vende carros na cidade onde mora. Aproveitando-se dos seus conhecimentos na área, ele compra carros a preços baixos e os revende poucos dias depois de anunciá-los em um jornal de grande circulação, indicando seu nome próprio, telefone e endereço. Para esta finalidade, conta com o auxílio de dois amigos ( Pedro e Moisés), que diariamente verificam a existência de veículos a preços baixos e alertam João. Após “incrementar” os veículos com uma boa lavagem e com alguns reparos para torná-los mais atrativos, João vende cada veículo por um valor um pouco maior do que pagou, recebendo a clientela em sua residência, onde estão seus veículos.
Há alguns meses, João decidiu que não trabalharia mais aos fins-de-semana, deixando que Pedro e Moisés se revezassem na tarefa de receber e fechar negócios aos sábados e domingos.
Com essa prática, João vem sustentando sua família e pagando, inclusive, sua faculdade. Apesar de contar com uma pequena contribuição de seus amigos sua atividade, que desenvolve em seu nome, ele tem conseguido colocar seus veículos no mercado com facilidade e organização. Diante deste contexto, responda:
João pode ser considerado um empresário? Entre João e seus clientes, é possível aplicar o Direito do Consumidor?
Sua resposta
* 
Enviado em: 21/08/2023 12:06
Padrão de resposta esperado
Embora João não tenha se formalizado, registrando-se como empresário individual, ele poderá ser considerado um empresário, conforme o conceito jurídico, uma vez que é considerado empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou para a circulação de bens ou de serviços. Tal previsão está no artigo 966, do Código Civil.
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.
Assim, podemos notar que João:
1. Exerce reiteradamente esta atividade econômica de circulação de bens.
2. Obtém lucro desta atividade, sustentando sua família.
Logo, João exerce profissionalmente uma atividade econômica organizada, o que o caracteriza como empresário, a despeito de não estar regularmente inscrito na Junta Comercial, conforme disciplina o art. 967, CC .
Vale lembrar que o registro na Junta Comercial, antes do início das atividades, tem um caráter declaratório, ou seja: é uma garantia para o próprio empresário de que ele poderá usufruir dos benefícios legais da sua atividade.
A relação entre João e seus clientes poderá ser considerada como uma relação de consumo, com todas as suas consequências para João, pelo fato de que se enquadra como fornecedor toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, mesmo que sem a devida formalização, que desenvolve atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. Tal previsão está no artigo 3º do Código de Defesa do Consumidor.
Exercício
1. É de suma importância definir quem é o empresário, quais são os sócios e o que vem a ser a empresa. Essas definições podem repercutir nas responsabilidades do empresário e do sócio, além da correta proteção à empresa. Assim, para o Direito:
C. A empresa é uma atividade econômica organizada para a produção ou para a circulação de bens ou de serviços.
Essa é a perfeita descrição do conceito do artigo 966 do Código Civil.
2. Conforme define o Serviço Brasileiro de Apoio de Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), essas são as características do empreendedor:
"Criatividade: Aceitar desafios e buscar soluções viáveis para o equacionamento de problemas. Liderança: inspirar confiança, motivar, delegar responsabilidades, formar equipe, criar um clima de moral elevado, saber compartilhar ideias, ouvir, aceitar opiniões, elogiar e criticar pessoas.
Perseverança: Manter-se firme em seus propósitos, sem deixar de enxergar os limites de sua possibilidade, buscando metas viáveis até mesmo em situações adversas. Flexibilidade: Controlar seus impulsos para ajustar-se quando a situação demandar mudanças, estar aberto para estudar e aprender sempre. Vontade de trabalhar: Dedicar-se plenamente e de forma entusiasmada ao seu negócio. Automotivação: Encontrar a realização pessoal no trabalho e seus resultados. Formação permanente: Buscar constantemente informações sobre o mercado e atualização profissional sobre novas técnicas gerenciais. Organização: Compreender as relações internas para ordenar o processo produtivo e administrativo de forma lógica e racional, entender as alterações ocorridas no meio ambiente externo de forma a estruturar a empresa para melhor lidar com essas mudanças. Senso crítico: Antecipar-se aos problemas principais, analisando-os friamente."
Para o Direito, o empreendedor:​​​​​​​
A. É aquele que, dotado de características tendenciosas à inovação, une-se a outras pessoas e pode constituir uma sociedade.
Esse é o conceito de empreendedor.
3. No "site" do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é possível acompanhar a estatística de criação de empresas e o encerramento dessas atividades. Ainda, "Fornece informações sobre pessoal ocupado e salários e outras remunerações de empresas e unidades locais formalmente constituídas, registradas no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), e que estão ativas no ano-base do levantamento. São consideradas ativas as empresas e unidades locais que apresentam declaração da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), bem como aquelas que se encontram em operação, investigadas nas pesquisas de indústria, construção, comércio e serviços do IBGE, referentes ao ano-base." O registro do empresário, seja ele pessoa física ou jurídica:
C. É realizado perante a Junta Comercial.
O registro do empresário é, sim, realizado perante a Junta Comercial.
4. É muito muito comum, mas não é técnico dizer: "Eu vou passar na empresa"; "Me ligue na empresa"; "Vou levar a empresa na justiça"; "Essa é uma boa empresa para trabalhar"; "Aquela não foi uma empresa de sucesso". "O ambiente da empresa é saudável". Para o Direito, a empresa:
A É uma atividade econômica organizada.
A empresa é uma atividade econômica organizada, sendo esta a perfeita descrição do conceito do artigo 966 do Código Civil.
5. Após a realização de um negócio no ramo de aviação, a revista EXAME publicou em seu "site": "Depois de anos tentando comprar a TAP, o empresário Germán Efromovich perdeu a disputa para David Neeleman, dono da Azul. Efromovich, dono da Avianca, estava há quase três anos tentando abocanhar a companhia aérea portuguesa, em processo de privatização. A compra seria bem do seu perfil. O dono da Avianca tem um faro especial para empresas quebradas ou em dificuldade." De acordo com o estudado, quem pode ser considerado empresário para o Direito?
A- Pode ser uma sociedade, em seu nome próprio, mesmo que sem registro.
O empresário pode ser uma sociedade, em seu nome próprio, mesmo que sem registro, ainda que seja considerada uma sociedade irregular.
Empresário individual e sociedades empresárias
Desafio
João pretende empreender no ramo da beleza e criar o Instituto de Beleza João Mafra. Ao consultar as várias possibilidades que se lhe apresentam, João não sabe quais os riscos correria se:
a) criasse uma sociedade com a sua esposa;
b)empreendesse sozinho, em seu nome próprio;
c) empreendesse por meio de uma Sociedade Limitada Unipessoal (SLU).
Quais são os riscos ao patrimônio pessoal de João se, após empreender, o negócio não der certo? Você saberia lhe indicar quais são as melhores formas para proteger seu patrimônio?
Sua resposta
* 
Padrão de resposta esperado
O patrimônio pessoal de João ficará em risco se eleadotar a formatação empreender sozinho, em seu nome próprio, pois seu patrimônio se confundirá com o patrimônio utilizado no exercício da atividade.
Assim, as melhores formas de João empreender protegendo o seu patrimônio são:
1) criando uma sociedade com a sua esposa , pois, assim, seria destinado um capital social para a empresa e o patrimônio dos sócios ficaria intocável;
2) empreendendo por meio de uma SLU, que permite a criação de um patrimônio diferente do patrimônio da pessoa física empreendedora, o que protege e distingue o patrimônio pessoal daquele utilizado para o exercício da empresa.
Exercício
1. As atividades humanas encontraram na pessoa jurídica uma forte mola propulsora. Dentre as vantagens de se criar uma pessoa jurídica, NÃO podemos considerar:
E. Com a criação da pessoa jurídica, ocorre uma fusão entre os direitos e obrigações de cada sócio, como pessoa natural, e os direitos e obrigações da sociedade da qual eles são sócios.
Com a criação da pessoa jurídica, ocorre uma distinção entre os direitos e obrigações de cada sócio, como pessoa natural, e os direitos e obrigações da sociedade da qual eles são sócios.
2. Um dos benefícios da criação da pessoa jurídica é a distinção das obrigações da sociedade e da pessoa de cada sócio. Por isso, NÃO é correto afirmar:
C. Em razão de se permitir uma limitação da responsabilidade dos sócios em face das obrigações da pessoa jurídica, é difícil ocorrer o abuso dessa personalidade por parte dos sócios.
Em razão de se permitir uma limitação da responsabilidade dos sócios em face das obrigações da pessoa jurídica, é fácil ocorrer o abuso dessa personalidade por parte dos sócios.
3. Veja-se que o abuso da personalidade jurídica se caracteriza, como regra geral, pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial. São hipóteses bastante amplas, que permitem uma análise caso a caso pra a chamada “disregard doctrine”. Acerca dessa teoria, NÃO se pode afirmar:
B. Em verdade, a desconsideração é genérica, ou seja, ocorre em relação a diversos atos praticados pela sociedade, subsistindo esta mesmo que ocorra sua desconsideração.
Em verdade, a desconsideração é pontual, ou seja, ocorre em relação a um ou a alguns atos praticados pela sociedade, subsistindo esta mesmo que ocorra sua desconsideração.
4. Sobre a “disregard doctrine”, existem diversos posicionamentos. Mas, há uma certeza, trata-se de um importante instituto para coibir fraudes. Nesse sentido, NÃO se pode afirma
 A. A “disregard doctrine”, também conhecida como desconsideração da personalidade jurídica, poderá ser utilizada sempre que juízes entenderem por bem aplicá-la.
Na verdade, a utilização deve obedecer à regra legal, sobretudo a prevista no art. 50 do Código Civil: A desconsideração da personalidade jurídica ocorre em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica.
5. O empresário individual sempre foi estudado fora do âmbito das sociedades, especialmente pelo fato de o exercício da empresa por esta figura jurídica ocorrer de forma solitária. Isso o retirava da classificação de sociedade, pois, para se caracterizar como tal, necessariamente devem estar presentes no mínimo duas pessoas, que reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados. Sobre essa roupagem jurídica, NÃO é correto afirmar:
E. Segundo impede o Código Civil que ao empresário individual de responsabilidade limitada, constituído para a prestação de serviços de qualquer natureza, seja atribuída a remuneração decorrente da cessão de direitos patrimoniais de autor ou de imagem, nome, marca ou voz de que seja detentor o titular da pessoa jurídica, vinculados à atividade profissional.
Essa regra serve para cantores, modelos, etc.
UNIDADE 2
Sociedade Anônima: Regras gerais
Desafio
Caio, Tício e Mévio estão em fase de decisão sobre a constituição de uma sociedade anônima. Os três estavam em uma festa quando o assunto da sociedade surgiu e um amigo indagou-os se eles pretendiam realizar a oferta de ações no mercado primário e se, para tanto, o farão na Bovespa. Os três sócios, sem dominar o assunto, ficaram constrangidos com a pergunta e desconversaram. Caio, disfarçadamente, entra no Google para saber o que seria o mercado primário, mas não obtém êxito pelo fato de o sinal de Internet não estar disponível.
A partir do caso apresentado, elabore um relatório que apresente o que vem a ser mercado primário de ações para as sociedades anônimas abertas e fechadas.
Sua resposta
* 
Enviado em: 11/09/2023 12:06
Padrão de resposta esperado
A negociação das ações de uma Sociedade Anônima pode ocorrer em mercado primário ou secundário. O mercado primário é aquele que congrega o lançamento de ações ao público. Por sua vez, o mercado secundário abrange as negociações relativas a valores mobiliários já emitidos pela sociedade anônima. A Bolsa de Valores congrega, de modo geral, o mercado secundário das sociedades anônimas abertas. Quanto às fechadas, as negociações primárias e secundárias são realizadas no mercado de balcão.
Exercício
1. 
Conforme o artigo 4º da lei das sociedades anônimas, a companhia é considerada aberta ou fechada conforme os valores mobiliários de sua emissão estejam ou não admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários, ou seja, na Bolsa de Valores. Sobre o tema, não se pode afirmar:
A. Por valores mobiliários devemos compreender exclusivamente as ações as Sociedades Anônimas abertas cujas ações sejam negociadas na Bolsa de Valores.
Por valores mobiliários devemos compreender as ações, os certificados de depósito de ações, as debêntures, os commercial papers (notas promissórias), os bônus de subscrição e as partes beneficiárias.
2. 
A negociação das ações de uma Sociedade Anônima pode ocorrer em mercado primário ou secundário. Sobre o assunto, indique a alternativa incorreta:
E. O mercado de balcão corresponde a todos os meios de negociação dos valores mobiliários da sociedade anônima no âmbito da Bolsa de Valores.
O mercado de balcão corresponde a todos os meios de negociação dos valores mobiliários da sociedade anônima FORA do âmbito da Bolsa de Valores
3. A constituição da sociedade anônima é realizada por atos sucessivos que se desenvolvem na fase de providências preliminares, fase de constituição propriamente dita e, por fim, fase de providências complementares. Acerca da constituição da sociedade anônima, não se pode afirmar:
C. Basta a integralização de 10% do todo.
Não cabe aqui interpretar que basta a integralização de 10% do todo, independentemente de quais subscritores o fizeram. É necessário que cada subscritor deve integralizar, no mínimo, 10%.
4. As ações possuem natureza jurídica de valor mobiliário. Assim como os certificados de depósito de ações, as debêntures, os commercial papers (notas promissórias), os bônus de subscrição e as partes beneficiárias. As ações correspondem à menor fração do capital social e conferem aos seus titulares o status de acionistas, com direitos e obrigações que são peculiares a esta figura jurídica. Relativamente ao tema “valor das ações”, não se pode afirmar:
E. O “valor patrimonial” dispensa a situação patrimonial da sociedade anônima.
O valor patrimonial considera a situação patrimonial da sociedade anônima. Considerando que patrimônio é o conjunto de ativo e passivo de uma pessoa, para se chegar ao valor patrimonial das ações deve se subtrair do ativo o valor do passivo. O resultado deve ser dividido pelo número total das ações. Este último resultado é o valor patrimonial das ações.
5. Existem algumas espécies de ações com características específicas, de acordo com os direitos que elas oferecem aos seus titulares. As ações, conformea natureza dos direitos ou vantagens que confiram a seus titulares podem ser classificadas como ordinárias, preferenciais, ou de fruição. Sobre as espécies de ações, não é correto afirmar
E. As “ações de fruição” substituem quaisquer outros tipos de ações.
As ações de fruição substituem as ações integralmente amortizadas, desde que autorizado pelo estatuto ou assembleia-geral extraordinária, sem que ocorra a redução do capital social, e desde que seja conferida ao seu titular uma antecipação das quantias que eventualmente poderiam ser devidas no caso de liquidação da sociedade.
A recuperação de Empresas
Desafio
Caio sempre teve o sonho de ter o seu próprio negócio. Após economizar por uma vida inteira, finalmente conseguiu abrir uma linda sorveteria no centro da pequena cidade onde mora. Optou por registrar-se como empresário individual e escolheu o nome de seu filho para compor o nome do negócio: “Caíque Sorvetes”. Durante os 5 primeiros anos, Caio presenciou o mais absoluto sucesso do tão sonhado empreendimento. As filas e aglomerações se tornaram constantes e Caio se sentia realizado.
Infelizmente, duas grandes redes do ramo de sorvetes também se instalaram na cidade, atraídas pela prosperidade da região. Caio buscou diversas formas de conseguir se manter no negócio, mas as concorrentes conseguiam oferecer uma diversidade maior a preços inferiores. Mesmo sempre tendo trabalhado sozinho, com o passar do tempo, as dívidas começaram a surgir e as dificuldades com os fornecedores aumentaram. Assim, a sorveteria passou enfrentar sérias dificuldades financeiras e acumular dívidas.
Seu filho Caíque retorna para a cidade, e traz uma nova ideia: Uma linha exclusiva de sorvetes saudáveis - zero açúcar, zero lactose e Diet. A ideia foi imediatamente implementada e os negócios tomam um novo rumo, começando a melhorar.
Todavia, todo o contexto contribuiu para que a saúde de Caio se deteriorasse e ele acabou falecendo. Logo após sua morte, o único herdeiro, seu filho Caíque, decide manter os negócios como forma de homenagear seu pai. Ficou sabendo que a sorveteria tinha diversas dívidas e estava disposto a saldá-las da melhor forma. Ele sabe que ainda não há ações falimentares propostas.
Assim, ele procura você, advogado na cidade e amigo de seu falecido pai, para obter instruções de como deverá proceder. Caíque chega ao seu escritório relata que gostaria de preservar a empresa e mantê-la funcionando.
Como você orientaria ele nesse caso?
Sua resposta
* 
Enviado em: 11/09/2023 12:14
Padrão de resposta esperado
Pelo relato de Caíque, ainda não há ações de falência propostas, de modo que o panorama ainda permite algumas opções, pois não há débitos judicializados. A lei prevê que, além do próprio devedor em estado de crise econômico-financeira, outras pessoas estão legitimadas, em casos especiais, a pedir a recuperação. Assim, na hipótese de morte de Caio, sendo este empresário individual, estão legitimados a pedir recuperação de empresas o cônjuge ou o companheiro sobrevivente, os herdeiros ou o próprio inventariante. Portanto, como único herdeiro, Caíque está legitimado a agir em nome da empresa do seu pai atendendo assim os pressupostos do art. 48 e seus incisos. A orientação então seria pelo pedido de recuperação extrajudicial, nos termos dos arts. 161 e seguintes da Lei nº 1101/2000. Onde, Caíque deverá elaborar um pedido de recuperação extrajudicial, que poderá ser de dois tipos: o plano individualizado ou, ainda, o plano por classe de credores. Na primeira hipótese, ele irá requerer a homologação do plano de recuperação extrajudicial, juntando os termos e condições acertados com os credores que concordaram com a sua proposta, além da sua justificativa. Na segunda hipótese, além da justificativa, ele precisará da anuência de mais da metade de todos os créditos constituídos de cada espécie abrangidos pelo plano de recuperação extrajudicial, conforme disciplinam os arts. 83 e 163 da Lei n.º 11.101/2005 com alterações propostas pela Lei nº 14.112/2020.
Exercício
1. Em 2005, surgiu um novo conjunto de regras direcionadas a criar um caminho alternativo à falência. O regramento anterior consistia em um favor legal ao devedor malsucedido, mas de boa-fé, e consistia no alongamento dos prazos para pagamento das dívidas quirografárias. Representava, portanto, um mecanismo muito limitado para as atuais necessidades e características das grandes empresas. Sobre o tema, assinale a afirmativa CORRETA.
B. Tanto na recuperação judicial quanto na falência, as despesas dos credores não serão suportadas pelo devedor.
A concordata não existe mais desde 2005, sendo a sua legislação revogada com o advento da Lei n.º 11.101\2005. A recuperação é um instituto que se subdivide em dois, a saber, a recuperação judicial e a recuperação extrajudicial. A Lei n.º 11.101\2005, por expressa disposição do seu texto, não se aplica a empresa pública e sociedade de economia mista; instituição financeira pública ou privada, cooperativa de crédito, consórcio, entidade de previdência complementar, sociedade operadora de plano de assistência à saúde, sociedade seguradora, sociedade de capitalização e outras entidades legalmente equiparadas às anteriores.
A Lei n.º 11.101/2005 efetivamente assegura que não são exigíveis do devedor, na recuperação judicial ou na falência, as despesas que os credores fizerem para tomar parte na recuperação judicial ou na falência, salvo as custas judiciais decorrentes de litígio com o devedor.
2. É inquestionável que o legislador reconheceu a empresa como “célula mater” da economia moderna e responsável pela grande geração de riquezas para a sociedade, além de promover o desenvolvimento social, tecnológico, arrecadar boa parte dos tributos devidos ao erário, gerar emprego, renda e melhorar o índice de desenvolvimento humano do seu entorno. Sobre o tema, e também sobre as disposições da lei que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária, assinale a alternativa CORRETA.
C .Não podem ter acesso à recuperação as sociedades simples e a empresa pública.
É exatamente pela importância que a empresa tem para a sociedade que o legislador dispensou boa parte de sua atenção ao texto legal que disciplina a recuperação de empresas.
Torna-se importante observar que a recuperação de empresas é um instituto destinado a empresas em estado de crise econômico-financeira superável, não se prestando a resolver crises insuperáveis, cuja falência é o único caminho.
A lei fixa, sim, alguns requisitos para que o empresário possa requerer recuperação judicial e a concordata é, hoje, um instituto inexistente.
Nos termos do art. 48, somente poderá requerer recuperação judicial o devedor que, no momento do pedido, exerça regularmente suas atividades há mais de 2 anos e atenda aos seguintes requisitos, cumulativamente: não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, as responsabilidades daí decorrentes; não ter, há menos de 5 anos, obtido concessão de recuperação judicial.
Não podem ter acesso à recuperação as sociedades simples, a empresa pública e a sociedade de economia mista, além da instituição financeira pública ou privada, cooperativa de crédito, consórcio, entidade de previdência complementar, sociedade operadora de plano de assistência à saúde, sociedade seguradora, sociedade de capitalização e outras entidades legalmente equiparadas às anteriores.
3. A lei não permite a qualquer empresário requerer a recuperação judicial, mas apenas aqueles que reúnam certos requisitos previstos em lei. Assim, destaca-se que o primeiro requisito para se ter acesso ao regime da recuperação consiste no fato de ser empresário e não estar excluído da aplicação da Lei n.º 11.101/2005. Os demais requisitos constam no art. 48 da Lei n.º 11.101/2005. Assinale a alternativa que contém a descrição dos requisitos cumulativos para o requerimento da recuperação judicial.
E. Ter exercício regular da atividade empresária há mais de 2 anos; o devedor não deveser falido e, se o foi, devem ser declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, as responsabilidades daí decorrentes; não ter obtido concessão de recuperação judicial há menos de 5 anos; para pedir a recuperação judicial, o devedor não pode ter sido condenado ou, ainda, não ter como administrador ou sócio controlador, pessoa condenada por qualquer crime previstos nesta lei.
O primeiro requisito é o exercício regular da atividade empresária há mais de 2 anos. Portanto, o devedor precisa demostrar, por meio do deferimento do arquivamento dos seus atos constitutivos na Junta Comercial, que o início do exercício da atividade ocorreu há mais de 2 anos. Esse prazo evita que os empresários venham a pedir recuperação judicial logo após o início das atividades, coibindo fraudes.
O segundo requisito exige que o devedor não seja falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, as responsabilidades daí decorrentes. Assim, para aquele devedor que já faliu no passado, necessário se faz obter no processo falimentar a sentença de encerramento, declarando extintas as obrigações do, então, falido, o que só ocorre com o pagamento dos credores ou se ocorrer uma das hipóteses previstas no art. 158 da LFRE.
O terceiro requisito consiste em não ter obtido concessão de recuperação judicial há menos de 5 anos. Para que o devedor possa requerer a recuperação, é necessário que já não tenha sido beneficiado pela concessão de recuperação nos últimos 5 anos.
O quarto requisito se refere ao inciso IV do art. 48 da Lei n.º 11.101/2005 ao prescrever que, para pedir a recuperação judicial, o devedor não pode ter sido condenado ou, ainda, não ter como administrador ou sócio controlador pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos na Lei n.º 11.101/2005. Pelo disposto nesse inciso, o devedor (sociedade empresária ou empresário individual) não tem o direito de pedir recuperação se outra pessoa, administrador ou sócio controlador, tiverem sido condenados pela prática de crime previsto na LFRE.
4. A Lei n.º 11.101/2005 surgiu para sedimentar o interesse do Estado na manutenção dos empregos e na arrecadação de tributos gerados por uma empresa que mantém alguma viabilidade, fornecendo mecanismos mais ágeis e modernos para auxiliar no processo de recuperação das empresas. Sobre esse tema, assinala a alternativa correta:
E. O cônjuge sobrevivente é um dos legitimados a requerer a recuperação judicial, nos termos da LFRE.
O artigo 50 prevê a venda parcial de bens como uma das formas de recuperação da empresa.
Na hipótese de morte do devedor, sendo este empresário individual, estão legitimados a pedir recuperação de empresas o cônjuge ou o companheiro sobrevivente, os herdeiros do devedor ou o próprio inventariante
Na hipótese de sociedade empresária em que reste apenas um dos sócios, pode este sócio remanescente pedir a recuperação da sociedade empresária devedora, sem a necessidade de qualquer anotação em contrato. O aumento, e não a diminuição do capital social, é uma das maneiras de alcançar a recuperação judicial.
5. O plano de recuperação é um documento multidisciplinar a ser elaborado por profissionais técnicos especializados em cada área. Os advogados, em conjunto com economistas, contabilistas, administradores e outros profissionais que conheçam o ramo de atuação do devedor, são as pessoas mais indicadas para a elaboração do plano que pretende soerguer o empresário em crise econômico-financeira. Sobre o tema, assinale a alternativa CORRETA.
B. O plano de recuperação de empresas é apresentado aos credores para aprovação, não cabendo ao juiz sua análise econômico-financeira, especialmente em razão da peculiaridade técnica.
O plano de recuperação de empresas é apresentado aos credores para aprovação. Não compete ao juiz deixar de conceder a recuperação judicial ou de homologar a extrajudicial com fundamento na análise econômico-financeira do plano de recuperação aprovado pelos credores. O plano deve ser elaborado de modo que seja viável, além de convincente, para os credores, pois estes farão uma análise econômica da sua situação e decidirão a partir da vantagem que podem ter na recuperação, que se apresente como melhor do que a falência. Caso o credor entenda que sua posição é melhor na falência do que na recuperação, de acordo com o plano apresentado, possivelmente fará oposição ao plano a fim de obter a convolação em falência, não sendo ônus seu a preocupação com a manutenção dos empregos da devedora. O devedor elabora o plano de recuperação, que deve conter a discriminação pormenorizada dos meios de recuperação a serem empregados, além da demonstração de sua viabilidade econômica e do laudo econômico-financeiro e de avaliação dos bens e ativos do devedor, subscrito por profissional legalmente habilitado ou por empresa especializada.
A Falência
DESAFIO
Eduardo e Mônica, após idealizarem por anos a abertura de seu próprio negócio, finalmente conseguiram instalar, na próspera Cidade de Cajuru, uma pequena distribuidora de bebidas. Tiveram dois anos de muito sucesso e expansão de clientes a cada mês. Todavia, uma epidemia restringiu a aglomeração de pessoas e isso se refletiu diretamente nas vendas do casal.
Sendo vedada a realização de festas, isso impactou diretamente os negócios. Eles se viram obrigados a realizar diversas promoções a preço de custo, mas nem isso foi capaz de reerguer a empresa. As restrições às aglomerações aumentavam a cada mês e eles não viam saída para a situação. A vacinação teve início no município, porém com um cronograma lento, o que os desanimou. As dificuldades financeiras se acumulavam e os credores passaram a cobrá-los diariamente. Parecia não haver saída.
Foi, então, que Eduardo soube que, no município vizinho, as atividades já estavam sendo retomadas, pois a vacinação já havia alcançado quase toda a população e a economia estava aos poucos se reerguendo. Era uma ótima notícia.
Ele e Mônica conversaram e decidiram que seria uma excelente ideia abrir uma nova distribuidora na cidade vizinha, deixando a antiga sede fechada. Seria apenas por alguns meses e, assim que conseguissem se capitalizar novamente, retornariam para Cajuru e pagariam todas as dívidas. Mônica gostou da ideia, mas se mostrou um pouco receosa. Ela convenceu Eduardo a procurar você, um advogado amigo da família há muitos anos, para tranquilizar ambos sobre o plano que traçaram.
O que você responderia ao casal?
Sua resposta
* 
Enviado em: 25/09/2023 15:49
Padrão de resposta esperado
Como advogado, orientaria o casal no sentido de não seguir em frente com os planos. Isso porque as causas que permitem a decretação da falência estão descritas no art. 94 da Lei n.º 11.101/2005. Nesse artigo, está delineado que o devedor poderá ter decretada a sua falência em uma série de situações, inclusive no caso do devedor que abandona o estabelecimento – que, na prática, é o que o casal pretende fazer.
Procedimento semelhante apenas poderia ser adotado caso fizesse parte de algum plano de recuperação judicial. Como o casal está passando pelas dificuldades financeiras narradas, o ideal seria que apresentassem uma proposta de recuperação extrajudicial aos credores.
Essa via é um acordo privado, firmado entre devedor e credor(es) fora da esfera judicial. A proposta de recuperação pode ser apresentada para um ou mais credores em qualquer condição, a qualquer credor, desde que não haja impedimento legal. Se optassem por essa estratégia, o plano poderia eventualmente incluir a atuação em cidade diversa, o que permitiria que Eduardo e Mônica salvassem a sua empresa e ainda saldassem as dívidas pendentes.
EXERCICIO
1. A falência é sempre a última alternativa a ser adotada. Perdem-se postos de trabalho, circulação da renda dos trabalhadores e arrecadação de tributos. Trata-se, portanto, de um relevante papel que é desempenhado e deve ser preservado ao máximo. Todavia, mesmo diante dessas ponderações, há situações em que o endividamento da empresa chega a tal ponto que essa é a única possibilidade que resta.Considerando isso, assinale a alternativa correta.
B. A falência do devedor poderá ser decretada quando ele, executado por qualquer quantia líquida, não paga, não deposita e não nomeia à penhora bens suficientes dentro do prazo legal.
Nos termos do art. 966 do CC, a empresa é a atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou serviços para o mercado. Inexiste no ordenamento jurídico “ação de pré-falência”, e a falência pressupõe que as dívidas superam o patrimônio da empresa devedora. O direito falimentar já ocorria no período da colonização do Brasil e, ao fim da República, o direito pretoriano admitia garantir ao credor, como meio de execução forçada, o direito de posse e venda dos bens do devedor, sendo que tais bens ficavam a encargo de um curador, o qual era nomeado pelo juiz. Nem todas as modalidades de empresa estão incluídas no regime falimentar. De acordo com o art. 2º da LF, estão totalmente excluídos: as empresas públicas e as sociedades de economia mista; as instituições financeiras públicas ou privadas; as cooperativas de crédito; os consórcios; as entidades de previdência complementar; as sociedades operadoras de planos de assistência à saúde; as sociedades seguradoras; as sociedades de capitalização e outras entidades legalmente equiparadas às anteriores.
2. O termo "falência" deriva de fallere, que significa fraudar ou faltar. Sob o ponto de vista histórico, esse sentido se mostra correto. Todavia, a partir de uma compreensão contemporânea, a falência tem um sentido diverso. Sob essa ótica, e considerando a visão atual do instituto, assinale a alternativa correta.
C. A falência significa um tratamento igualitário, promovendo a obrigatoriedade da execução concursal dos credores.
A insolvência que enseja a falência é jurídica, e não necessariamente econômica. Logo, não é exatamente a existência de um passivo maior do que o ativo que pode determinar a sua insolvência. Em muitos casos, o empresário tem um passivo muito maior que o ativo, mas não está insolvente. A falência do devedor poderá ser decretada quando ele se ausenta sem deixar representante habilitado e com recursos suficientes para pagar os credores, abandona o estabelecimento ou tenta se ocultar de seu domicílio, do local de sua sede ou de seu principal estabelecimento, e desde que essa circunstância não faça parte do plano de recuperação judicial. Para que permita o pedido de falência, o inadimplemento da obrigação deve ocorrer sem relevante razão de direito. Ainda, deve tratar-se de obrigação líquida ou os títulos executivos protestados, cuja soma ultrapasse o equivalente a 40 salários-mínimos na data do pedido de falência materializada em título ou títulos executivos protestados. Em se tratando de autofalência, o devedor deverá apresentar, juntamente com o seu pedido, diversas demonstrações contábeis e outros documentos.
3. A Lei de Falências traz um artigo que contempla, de forma taxativa, as condutas que presumem o estado de insolvência do devedor. São os denominados atos de falência. Essas circunstâncias ensejam a falência, exceto se fizerem parte do plano de recuperação judicial. Assinale a alternativa que apresenta a descrição correta de uma dessas condutas, realizada pelo devedor.
E.Proceder à liquidação precipitada de seus ativos ou lançar mão de meio ruinoso ou fraudulento para realizar pagamentos.
A transferência de estabelecimento é para terceiro, não sendo relevante que seja ele credor ou não, e essa circunstância deve acarretar que o devedor fique com bens insuficientes para saldar as suas dívidas. A empresa não terá a sua falência simplesmente por ter dívidas maiores que o seu patrimônio, sendo que tal hipótese não é contemplada pelo art. 94 da Lei de Falências. Tal hipótese se aproxima da insolvência civil, regulada pelo Código de Processo Civil. Um dos atos de falência é a falta de cumprimento no prazo estabelecido de obrigação assumida no plano de recuperação judicial. Cometerá ato de falência o devedor que der ou reforçar garantia ao credor por dívida contraída anteriormente, mas sem ficar com bens livres e desembaraçados suficientes para saldar o seu passivo.
4. O processo de falência segue uma série de ritos e procedimentos predeterminados. Uma vez citado, o devedor pode apresentar resposta ao pedido de sua falência no prazo de 10 dias. Nesse prazo, a resposta do réu pode ser de acordo com o pedido, sendo decretada a sua falência, ou pode ser formulada em forma de contestação, oferecendo um dos fundamentos de defesa. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.
D. Poderá ocorrer cessação das atividades empresariais mais de 2 anos antes do pedido de falência, comprovada por documento hábil do Registro Público de Empresas, sendo que não prevalecerá contraprova de exercício posterior ao ato registrado.
Em relação ao depósito elisivo, a lei prevê que o devedor pode, no prazo da contestação, depositar o valor correspondente ao total do crédito, acrescido de correção monetária, juros e honorários advocatícios, extinguindo a dívida originada do(s) título(s) ou, ainda, honrando com o que era devido na execução frustrada. Logo, deve englobar não apenas o valor total, mas também diversos acréscimos. Ocorrendo o depósito elisivo, a falência não é decretada e, caso seja julgado procedente o pedido de falência, o juiz ordena o levantamento do valor pelo autor. No mesmo sentido, não será decretada a falência se o requerido provar vício no protesto ou em seu instrumento, nos termos do art. 95, VI, da Lei de Falências. Um exemplo dessa hipótese é a falta da identificação do recebedor no instrumento de protesto. Já a recuperação judicial poderá, sim, ser apresentada dentro do prazo contestacional, nos termos do art. 95, VII, da Lei de Falências. Por fim, o adimplemento da dívida poderá, sim, ser alegado na contestação do devedor, inclusive quando o pedido for fundado em protesto.
5. A falência é um procedimento que deve ser obrigatoriamente judicializado, pois a sua declaração exige uma sentença proferida por um magistrado. A partir da sentença declaratória, a Lei de Falências aponta uma série de deveres para o falido. Aponte a alternativa que traz uma dessas obrigações.
D. Entregar ao administrador judicial, para arrecadação, todos os bens, papéis, documentos e senhas de acesso aos sistemas utilizados, bem como indicar aqueles que porventura estejam com terceiros;
Nos termos do art. 104 e incisos da Lei nº 11.101/2005, com atualização da Lei nº 14.112/2020, o falido deverá entregar ao administrador judicial os seus livros obrigatórios e os demais instrumentos de escrituração pertinentes, que os encerrará por termo; para arrecadação, deverá entregar todos os bens, papéis, documentos e senhas de acesso a sistemas contábeis, financeiros e bancários, bem como indicar aqueles que porventura estejam em poder de terceiros; assinar nos autos, desde que intimado da decisão suas contas bancárias, aplicações, títulos em cobrança e processos em andamento em que for autor ou réu;
Caberá também ao falido (ou aos seus representantes) a função de apenas auxiliar o administrador judicial com zelo e presteza.
Conceito, teoria geral dos créditos e títulos de crédito
DESAFIO
Imagine a seguinte situação e responda ao desafio.
Qual outro meio mais seguro de perfectibilizar o negócio sem colocar o seu cliente em risco?
Sua resposta
* 
Enviado em: 25/09/2023 15:55
Padrão de resposta esperado
Aconselha-se o vendedor a exigir cheque administrativo no qual os dados da cártula serão lançados na escritura pública de compra e venda,​​​​​​​com claúsula resolutiva de compensação do cheque.
EXERCICIO
1. A duplicata ou duplicata mercantil é uma espécie de título de crédito que comprova as operações mercantis. Assinale a opção correta:
C. A opção da adoção da nota fiscal-fatura permite ao comerciante emitir única relação de mercadorias vendidas. Em casos de vendas a prazo, poderá ser emitida duplicata em que constem todas as prestações ou série de duplicatas, uma para cada prestação, distinguindo-se a numeração peloacréscimo de letra do alfabeto.
A opção de adoção da nota fiscal-fatura permite ao comerciante emitir uma única relação de mercadorias vendida, produzindo os efeitos da fatura mercantil para o direito comercial. A regra geral é ser emitida uma duplicata mercantil por faturas, porém, em casos de vendas a prazo, poderá ser emitida duplicata em que constem todas as prestações ou série de duplicatas, uma para cada prestação, distinguindo-se a numeração pelo acréscimo de letra do alfabeto. A duplicata admite endosso, produzindo os mesmos efeitos da legislação cambiária. O comprador poderá deixar de aceitar a duplicata por justo motivo.
2. Para que o credor de um título de crédito possa exercer o seu direito, é indispensável que esteja de posse do documento original. Em virtude desse princípio, ou seja, dessa condição, mesmo que a pessoa seja detentora do crédito, não poderá promover execução judicial do crédito ou pedido de falência, instruindo o processo com cópia xerográfica do documento. Que princípio estamos mencionando?
C. Princípio da cartularidade.
O princípio da inoponibilidade decorre de que o portador de boa-fé não pode ser responsabilizado nem prejudicado por exceções pessoais que não lhe dizem respeito. O princípio da literalidade alude ao fato de que o título será literal porque somente vai ser considerado o que nele estiver escrito. Já o princípio da autonomia representa independência nas relações obrigacionais em razão de o terceiro de boa-fé exercitar o próprio direito, não podendo ser constrangido pelas obrigações assumidas. Já o princípio da independência refere-se a alguns títulos de crédito que não se vinculam a nenhum documento, valendo por si só. O princípio da cartularidade indica que, para o credor de um título de crédito exercer seu direito, é indispensável que esteja de posse do documento original.
3. ___________ é o ato cambial pelo qual o credor de título de crédito com cláusula à ordem (que pode ser expressa ou tácita) transfere seus direitos a uma terceira pessoa. De que ato se trata?
B. Endosso.
Avalista é responsável da mesma forma que seu avalizado, sendo autônoma a obrigação do avalista. Endosso é o ato cambial pelo qual o credor de título de crédito com cláusula à ordem (que pode ser expressa ou tácita) transfere seus direitos a uma terceira pessoa. Nesse caso, existe a figura do endossante, aquele que transfere o título, e a figura do endossatário, quem recebe o título. Aceite é o ato cambial pelo qual o sacado concorda em acolher a ordem incorporada pelo título. Sacado é a pessoa para a qual a ordem é dirigida. Sacador é a pessoa que dá a ordem de pagamento.
4. O saque cambial dá origem a três situações jurídicas distintas: sacador ou emitente, que dá a ordem para que outra pessoa pague; sacado, que recebe a ordem e deve cumpri-la; e o beneficiário, que recebe o valor descrito no título. Ex.: letra de câmbio e cheque. Neste enunciado, qual é o critério de classificação do título de crédito?
E. Quanto à estrutura de ordem de pagamento.
Na classificação de modelo vinculado, os títulos devem atender a um padrão específico, definido em lei, para a criação do título. A classificação quanto à hipótese de títulos causais refere-se àqueles que necessitam um vínculo com a causa que lhes deu origem, constando expressamente no título a obrigação pela qual o título foi assumido. Por sua vez, os títulos não causais são os que não mencionam a origem, podendo ser criados por qualquer motivo. Já a promessa de pagamento envolve apenas duas situações jurídicas quanto a sua estrutura: promitente devedor e beneficiário credor, que receberá a dívida do promitente. Pela estrutura da ordem de pagamento, o saque cambial dá origem a três situações jurídicas distintas: sacador ou emitente, que dá a ordem para que outra pessoa pague; sacado, que recebe a ordem e deve cumpri-la; e o beneficiário, que recebe o valor descrito no título.
5. O prazo para apresentação do cheque deve ser de 30 dias quando emitido na mesma praça e 60 dias com emissão em praça diversa, de acordo com o artigo 33 da Lei n.º 7.357/85. Em caso de ação de execução de título extrajudicial dessa modalidade, qual o prazo prescricional?
C. 6 meses.
De acordo com o artigo 59 da Lei n.º 7.357/85, "prescrevem em 6 (seis) meses, contados da expiração do prazo de apresentação, a ação que o art. 47 desta Lei assegura ao portador".
UNIDADE 3
Noções Preliminares de Direito Tributário – Parte 1
Desafio
Alguns países europeus têm equilíbrio tributário mesmo priorizando bons serviços públicos, atuação pública eficiente e elevada tributação. Os Estados Unidos priorizam a elevada produção de riquezas, sendo a arrecadação tributária uma consequência dessa produtividade. Analise a situação tributária do Brasil, fazendo um comparativo com outros países, sua arrecadação, prestação de serviços e tamanho da máquina pública. Analise o contexto tributário brasileiro, avalie a carga tributária e o retorno em prestação de serviços públicos, bem como o tamanho da máquina pública e seu custo, fazendo um comparativo com outros países.
Pesquise a carga tributária em países com o modelo capitalista, socialista e os chamados Estados de Bem-Estar Social. Compare as alíquotas tributárias, o esforço para a quitação dos tributos e o retorno efetivo para a população. Ao final, conclua qual sistema o Brasil adota e qual, na sua opinião, deveria adotar.
Sua resposta
* 
Enviado em: 17/10/2023 15:48
Padrão de resposta esperado
A carga tributária nos Estados Unidos é menor que a carga brasileira, e entregam-se para a população serviços públicos de qualidade, em especial segurança, transporte, saúde e educação. Contudo, não há obstáculo para a atuação do particular em certas áreas de atuação do Estado, dentro do critério da "concorrência pública". O Japão segue o mesmo modelo, porém, em áreas de atuação pública, o poder público terá prioridade sobre a iniciativa privada. Já os países escandinavos adotam o modelo com elevada carga tributária, mas com retorno em serviços públicos de qualidade, ao ponto de não haver a procura por serviços análogos da iniciativa privada, ou até mesmo, em certos casos, há a proibição da exploração pelo particular de certa atividade. Angola é um país socialista, assim como a China, apesar de sua abertura econômica nos últimos anos. Portanto, nesses países, o modelo é completamente diferente do modelo capitalista, já que os meios de produção pertencem ao Estado e os serviços são, obrigatoriamente públicos.
Exercicio
1. Sabendo que a origem do tributo antecede a própria existência do Estado Nação, do conceito de bem-estar social, e dos tratados internacionais econômicos, quanto ao tributo, é CORRETO afirmar que teve:
B. sua origem vinculada às oferendas feitas aos deuses pela colheita.
A origem do tributo advém da oferta de parte da colheita como forma de agradecimento aos deuses.
2. O Princípio da Legalidade é importante para a consolidação do Estado Democrático de Direito. Sabendo disso, quanto ao tributo, é CORRETO afirmar que tem natureza:
C. contributiva, com previsão legal para ser exigível.
O tributo tem natureza de contribuição e decorre de lei, pois cada indivíduo contribui de acordo com sua capacidade e de acordo com o estabelecido em lei.
3. No mundo contemporâneo, o Estado assume a obrigação de fazer a distribuição de renda, de manter políticas públicas de desenvolvimento humano e propiciar a inserção social. Assim, quanto ao tributo, é CORRETO afirmar que tem como objetivo contemporâneo:
A. a manutenção da Máquina do Estado e a busca do equilíbrio social através de políticas públicas.
O objetivo contemporâneo do tributo é custear a Máquina Pública do Estado e possibilitar que este exerça políticas públicas capazes de propiciarem o equilíbrio social.
4. Sabendo que o tributo é exigido de toda e qualquer pessoa que tenha capacidade contributiva, é CORRETO afirmar que o tributo é:
E. prestação pecuniária obrigatória, originada em lei, que não constitui sanção e é vinculada à Administração Pública.
O tributo é umaprestação pecuniária obrigatória, originada em lei. No Brasil, por exemplo, há as leis que estabelecem o IR, IPVA, IPTU etc.
5. Se o tributo tem como fim o equilíbrio social e a manutenção da “máquina pública”, é CORRETO afirmar que o tributo é:
C. vinculado à Administração Pública.
Só existe tributo público, não existe tributo privado.
Do tributo
Desafio
De acordo com o Código Tributário Nacional (CTN), no artigo 3º, tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.
Para resolver este desafio, explique detalhadamente o exposto no texto acima, estabelecendo uma relação dele com os princípios tributários já estudados.
Sua resposta
* 
Enviado em: 17/10/2023 15:53
Padrão de resposta esperado
A expressão prestação pecuniária significa que se trata de uma obrigação de pagar.
• Tal obrigação é compulsória no sentido de que não decorre de vontade do contribuinte, ou mesmo daquele que possui o dever de cobrar. Ou seja, ninguém paga tributo por vontade própria, ou deixa de pagá-lo pelo mesmo motivo. A imposição tributária é decorrente de lei, portanto deve ser cumprida.
• É uma prestação em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir porque deverá ser quantificada em moeda ou indexadores.
• Não é sanção de ato ilícito. O tributo não é uma sanção ou punição. É uma contraprestação que decorre de um fato gerador. Ou seja, praticado determinado ato que a lei aponta como uma hipótese de incidência de tributo, será definido o quantum se deve pagar por tal prática.
• O tributo é instituído em lei, ou seja, a obrigação tributária decorre de lei.
• É cobrado mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Ou seja, ocorrido o fato gerador da obrigação tributária, a autoridade administrativa competente tem o dever de constituir o crédito e de exigir o cumprimento da obrigação pelo contribuinte, já que a obrigação decorre de lei, não cabendo, portanto, a chamada discricionariedade.
Exercicio
1. Considere que, em determinada autarquia estadual cuja finalidade essencial seja a prestação de serviços à população mediante pagamento de tarifas pelos beneficiários, a prestação dos serviços não configure exploração de atividade econômica regida pelas normas aplicáveis e empreendimentos privados. Nesse caso a autarquia:
A. Deve pagar as contribuições sociais de natureza previdenciária sobre folhas de salários de empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Eventual imunidade recíproca, estendida às autarquias, afasta apenas impostos, não todas as espécies tributárias.
2. A importância paga pelos usuários de nossas rodovias a título de pedágio qualifica-se como:
D.  Preço público.
O pedágio possui uma natureza bastante controvertida, já tendo sido alvo de diversas discussões no âmbito da doutrina e dos tribunais. A principal discussão foi sedimentada entre a ideia de que é uma taxa (uma das espécies de tributo) e a concepção de que trata-se de uma tarifa, uma das espécies de preço público, sendo esta última a prevalente, nos termos da ADI 800 de 2014.
3. Em relação a instituição de cobrança de taxas, é CORRETO afirmar:
B. Serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa.
Segundo Súmula 670 do Supremo Tribunal Federal (STF: o serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa). É a mesma redação da Sumula Vinculante nº 41 da mesma Corte). Inclusive, esse valor, cobrado atualmente nas contas de luz vem denominado de "contribuição sobre iluminação pública", previsto no artigo 149-A da Constituição Federal.
4. Os serviços públicos justificadores da cobrança de taxa são
C. sempre específicos e divisíveis.
O comando legal afirma que os serviços tributáveis por meio de taxa são sempre específicos e divisíveis. Sua utilização pode ser efetiva ou potencial. Os serviços são prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição.
5. Se um indivíduo é notificado a pagar um tributo, por natureza não vinculado, é CORRETO afirmar que essa exigência é um(a):
A. Imposto.
O imposto é considerado tributo não vinculado, pois não tem relação com atividade estatal específica voltada ao contribuinte.
Tipos de tributos parte II
Desafio
Na década de oitenta, os Municípios instituíram a Taxa de Iluminação Pública (TIP) para o custeio do referido serviço, na tentativa de gerar rendas para saldar as dívidas de iluminação pública com as concessionárias. Para tanto, a TIP foi criada pelos Municípios com base no art. 145, II, da Constituição Federal (CF) e no art. 77 do Código Tributário Nacional (CTN).
Entretanto, as taxas são tributos que têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, utilizado pelo contribuinte ou posto à sua disposição. Salienta-se que o serviço de iluminação pública é utilizado por toda a sociedade.
Você é procurado em seu escritório por um cliente que informa que o município onde mora está cobrando taxa de iluminação pública e lhe pergunta se este procedimento é legal.
Sua resposta
* 
Enviado em: 18/10/2023 15:46
Padrão de resposta esperado
Em conformidade com a lei, a iluminação pública é responsabilidade do município. Entretanto, a cobrança que começou sendo feita pelos municípios como taxa, foi considerada inconstitucional pelo STF. Tal posicionamento adotado pelo Supremo Tribunal Federal representa o pensamento de que Taxa de Iluminação Pública é inconstitucional, uma vez que seu fato gerador tem caráter inespecífico e indivisível.
Inicialmente a Súmula 670 da Suprema Corte estabeleceu que o serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa, e a súmula vinculante 41 sedimentou o assunto. Por esta razão, a legalidade da exigência somente poderá ocorrer através de contribuição.
Exercicio
1. Os tributos possuem como uma de suas características a previsão em lei, que deve indicar também quem poderá institui-lo. Dentre os tributos existentes em nosso ordenamento jurídico assinale aquele que poderá ser de competência da União, dos estados e dos municípios.
D. Taxa.
O IR é de competência exclusiva da União, cuja previsão consta do artigo 153, III, da Constituição Federal. Taxa é a exigência imposta pelo poder público para a utilização de determinados serviços ou pelo exercício do poder de polícia. Sua previsão está estabelecida no art. 145 (Taxa é a exigência financeira imposta pelo governo ou alguma organização política ou governamental a pessoa privada ou jurídica para usar certos serviços fundamentais, ou pelo exercício do poder de polícia), II. O ICMS (imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação) é de competência dos Estados e do Distrito Federal. Sua regulamentação constitucional está prevista na Lei Complementar 87/1996, chamada de Lei Kandir. O IPVA é um tributo que incide sobre a propriedade de veículos automotores, qualquer que seja a sua natureza. Sua previsão constitucional está alinhada no art. 155, III, da CF. O Empréstimo Compulsório é uma espécie de tributo restituível, ou seja o contribuinte é obrigado a emprestar ao governo federal (único ente federado que pode instituí-lo), mas em contrapartida, é garantida a sua devolução. Sua previsão está no art. 148 da CF
2. O contribuinte obrigado ao pagamento de uma taxa, não importando a sua natureza, possui na sua relação com o poder público uma designação específica. Sobre este tema, assinale a alternativa que indica corretamente esta denominação.
B. Sujeito passivo.
O Direito Tributário possui natureza jurídica obrigacional, isto é, suas ações objetivam a aquisição de receitas para o fisco, ou de outro modo, o Estado arrecada e o contribuinte paga. A relação jurídica desta obrigação caracteriza o objeto principal ao constituir um vínculo de dever entre o Estado, e o Contribuinte. Este é o sujeito passivoe aquele o sujeito ativo. O sujeito passivo é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. O sujeito passivo da obrigação principal é chamado contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador ou responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei.
3. O encargo reclamado pelo poder público como retribuição aos serviços prestados ou postos à disposição do contribuinte tem previsão constitucional e denominação específica. Assinale a alternativa que corresponde à denominação correta:
C. Taxa.
De modo geral, tributos são pagamentos obrigatórios, previstos em lei, com base em um fato gerador. As taxas se sujeitam a uma contraprestação de um serviço por parte do poder público, como recolhimento de lixo ou emissão de documentos de um veículo. Os impostos incidem sobre o patrimônio, a renda e o consumo do contribuinte. O fato gerador de um imposto não está vinculado a uma contraprestação, isto é, é desvinculado a algo que a autoridade ofereça em troca. As contribuições de melhoria devem estar vinculadas a uma contraprestação por parte do governo, o qual, ao realizar uma obra gera valorização ao patrimônio do contribuinte. Emolumentos representam a remuneração de serviços públicos, notariais ou registrais, caracterizando uma obrigação pecuniária a ser paga pelo requerente do serviço. O Empréstimo Compulsório objetiva custear despesas extraordinárias da União, eis que somente ela pode instituí-lo.
4. As taxas e os preços Públicos não se confundem, na medida em que a primeira é uma das espécies tributárias, com previsão no texto constitucional, e a segunda decorre de um regime contratual. Sobre este tema, assinale a alternativa correta:
A.As taxas, diferentemente dos preços públicos, são compulsórias e condicionam-se ao princípio da anterioridade.
Todo tributo é compulsório.
5. Uma das características dos tributos é a sua vinculação. O tributo vinculado é aquele cujo fato gerador é uma atividade estatal específica. Sob esta ótica, as taxas sempre serão tributos vinculados. Outro ponto relevante é a sua divisibilidade. Sobre este tema, consideram-se divisíveis os serviços públicos justificadores da cobrança de taxas quando:
C. forem suscetíveis de utilização, separadamente, pelos usuários.
Consideram-se divisíveis os serviços públicos justificadores da cobrança de taxas quando forem suscetíveis de utilização, separadamente, pelos usuários.
Princípios constitucionais tributários
Desafio
Os princípios constitucionais tributários são a base do Sistema Tributário Nacional, servindo como referência para a criação de normas e para a definição de limites ao poder de tributar. Servem também como fundamentos interpretativos para a aplicação de normas dessa natureza.
Acompanhe a situação a seguir:
A partir desse contexto, elabore uma opinião jurídica acerca da viabilidade de ingressar judicialmente para combater esse aumento, destacando os fundamentos jurídicos.
Padrão de resposta esperado
Conforme o RE 704.292/PR, o STF entende que é necessária a previsão de teto em lei que estabeleça a cobrança de contribuições profissionais para que haja satisfação do princípio da legalidade tributária no âmbito da parafiscalidade.
Assim, é inconstitucional o aumento de contribuições profissionais por normativa expedida por conselho que não atenda a esse requisito. Portanto, é possível discutir a legalidade da medida tomada pela OAB/Y no âmbito de sua constitucionalidade.
Exercicio
1. Os princípios constitucionais representam os valores eleitos pelo Legislador Constituinte de um Estado e servem como balizas para a aplicação das regras presentes no ordenamento jurídico e como fundamentos basilares para a criação dessas regras.
Considerando esses conhecimentos, pode-se afirmar que os princípios, em um sistema constitucional, representam o seu fundamento:​​​​​​​
D.axiológico.
Os princípios, por vicejarem a partir de valores, têm base axiológica. Não há segurança em afirmar que a base dos princípios é positivista, posto que essa abordagem está fortemente vinculada à lei escrita e à mecanicidade. Tampouco, embora os princípios acompanhem o dinamismo histórico, se evidencia com solidez o fundamento cronológico. O fundamento teleológico vincula-se às consequências da aplicação da lei, e não aos seus fundamentos. Ainda, a lógica, embora importante aos princípios (especialmente, à sua interpretação), não constituiu fundamento consistente tanto quanto a base axiológica.
2. Os princípios constitucionais tributários são essenciais ao ordenamento jurídico pátrio, pois representam importantes pilares para a manutenção de relativa harmonia em nosso sistema tributário.
Nesse contexto, Paulo de Barros Carvalho (2019) entende que os princípios constitucionais possibilitam quatro usos distintos. Um deles é:
E. norma jurídica de posição privilegiada, portadora de valor expressivo.
Os princípios constitucionais podem ser utilizados como norma jurídica de posição privilegiada (pois estão inscritos na Constituição, a norma hierarquicamente superior no ordenamento jurídico brasileiro), portadora de valor expressivo (capaz de orientar o caminho hermenêutico). Nesse contexto, não se trata de norma moral, e, menos ainda, de valor afastado de regras jurídicas e morais de posição privilegiada.
3. A concretização dos princípios constitucionais tributários pressupõe sua correta interpretação e consonância com as demandas sub judice. A interpretação correta e plausível dos princípios possibilita segurança jurídica (CARVALHO, 2019).
Considerando o exposto, pode-se afirmar que o conteúdo do princípio da territorialidade da tributação implica a:​​​​​​​
C. limitação político-geográfica da instituição/incidência do tributo.
A integração entre a hipótese de incidência e a base de cálculo representa o princípio da tipologia tributária. A limitação político-geográfica atrelada ao tributo, de fato, implica a territorialidade da tributação, ou seja, ela incidirá sob os limites geográficos do ente político que tornou o tributo efetivo. A consideração da capacidade contributiva do sujeito passivo (contribuinte) vincula-se ao princípio da capacidade contributiva. O princípio da uniformidade geográfica pressupõe que os tributos instituídos pela União incidam uniformemente perante o território nacional, na forma do artigo 151, inciso I, da Constituição Federal. A impossibilidade de transferir a competência tributária adere ao princípio da indelegabilidade da competência tributária, que informa que um ente político não pode delegar a outro a competência tributária atribuída pelo legislador constituinte.
4. Além dos princípios constitucionais tributários, destaca-se a aplicabilidade dos princípios constitucionais gerais, igualmente aplicáveis em matéria de Direito Tributário. Um deles pressupõe que os interesses públicos são inapropriáveis (CARVALHO, 2019), de forma que o gestor público deve gerir o interesse público em consonância com os ditames legais.
Trata-se do princípio:
C. da indisponibilidade dos interesses públicos.
O princípio do direito de petição informa que qualquer integrante do povo pode defender-se contra ilegalidades e/ou abuso de poder. O princípio da isonomia das pessoas constitucionais consagra a autonomia e delimita as competências dos entes federativos, pressupondo a convivência harmônica entre eles. O princípio da irretroatividade das leis pressupõe que nenhuma lei pode retroagir contra o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. O princípio da indisponibilidade dos interesses públicos indica que os agentes públicos vinculados ao Estado devem gerir o interesse público em proveito da coletividade, de forma que não pode apropriar-se deles em benefício próprio. O princípio da universalidade da jurisdição informa que o Poder Judiciário não pode furtar-se à apreciação de lesão ou ameaça a direito.
5. O princípio do direito de petição informa que qualquer integrante do povo podedefender-se contra ilegalidades e/ou abuso de poder. O princípio da isonomia das pessoas constitucionais consagra a autonomia e delimita as competências dos entes federativos, pressupondo a convivência harmônica entre eles. O princípio da irretroatividade das leis pressupõe que nenhuma lei pode retroagir contra o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. O princípio da indisponibilidade dos interesses públicos indica que os agentes públicos vinculados ao Estado devem gerir o interesse público em proveito da coletividade, de forma que não pode apropriar-se deles em benefício próprio. O princípio da universalidade da jurisdição informa que o Poder Judiciário não pode furtar-se à apreciação de lesão ou ameaça a direito.
B.  da segurança jurídica.
O princípio da universalidade da jurisdição informa que o Poder Judiciário deve acolher demandas referentes a ilegalidades e lesões a direitos. O princípio da igualdade defende a igualdade constitucional (formal e material) e não está relacionado com o disposto no enunciado. O princípio da legalidade impera sob o comando normatizador do direito, no sentido de que ninguém pode ser obrigado a fazer ou deixar de fazer sem que exista previsão legal para tanto, sendo que não está relacionado ao disposto no enunciado. No enunciado, não consta lesão ao princípio da liberdade de trabalho, que pressupõe o livre exercício de trabalho, ofício ou profissão, atendidos os requisitos legais. De fato, há premente lesão ao princípio da segurança jurídica de que pressupõe a uniformidade de decisões judiciais. Trata-se de um problema recorrente, e muitos esforços são envidados para corrigi-lo.
Unidade 4
Análise da competência tributária
Desafio
Vivendo uma das piores crises econômicas dos últimos tempos, aliada a desaceleração da economia no ano de 2015, o governo nacional indica que deverá restabelecer a nova CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), porém existe uma forte corrente contrária sobre o tema, no âmbito nacional.
Apesar deste fato, o governo de um Estado do Sul, interferindo na matéria, aprovou na câmara dos deputados daquele Estado, a nova contribuição, que deverá ser cobrada em todo território nacional, a partir de janeiro de 2016.
Padrão de resposta esperado
Conforme os artigos 21 a 23 Constituição Federal, observando o princípio da competência privada, somente o ente político indicado pela CF que terá a competência tributária para editar leis que instituam abstrativamente os respectivos impostos. Ou seja, observando a notícia fictícia, podemos notar que não é de competência da assembleia de um estado, legislar sobre uma contribuição de âmbito nacional. Esta assembleia terá prerrogativas de legislar sobre tributos de competência do seu estado.
 Exercício
1. Como se dividem as competências tributárias?
A. Conforme sua abrangência pode ser privativa, comum, residual e extraordinária.
Privativa, comum, residual e extraordinária, dependendo da abrangência.
2. O que define a competência tributária privativa?
B. Somente o ente político indicado pela CF que terá a competência tributária para editar leis que instituam abstrativamente os respectivos tributos. Com a devida observação, entretanto, na disposição do artigo 148, o qual também, inclui a instituição de empréstimos compulsórios.
É o poder que têm os entes políticos para instituírem privativamente os tributos traçados nominalmente na CF.
3. O que define a competência tributária comum?
E. É o poder que têm a União, Estados, Distrito Federal e Municípios  (entes  políticos) para instituírem taxas e contribuições de melhoria,  no âmbito de suas respectivas atribuições (vide art. 77 e 81 CTN).
Tem relação com as taxas ou contribuições de melhoria.
4. O que define a competência tributária residual?
A- É o poder que tem a União, mediante lei complementar instituir novos impostos, diferentes de todos aqueles previstos na Constituição, com fato gerador e base de cálculo novos, respeitando o princípio da não cumulatividade.
À União foi conferida a liberdade para editar leis criando abstrativamente outros impostos, inclusive as contribuições sociais, com a ressalva de que não possuam a mesma base de cálculo e o mesmo fato gerador de impostos já previstos, ou mesmo, que não sejam cumulativos.
5. O que se define por competência tributária extraordinária?
B. Atribui à União a competência de instituir tributos na iminência ou no caso de guerra externa, abrangidos ou não na sua competência.
É o poder que tem a União de instituir, em caso de guerra externa ou sua iminência, outros tributos.
Obrigação Tributária – Parte 1
Desafio
O atendimento à legislação tributária compreende não apenas o pagamento do tributo (obrigação tributária principal) como também o cumprimento de obrigações de fazer e não fazer, denominadas obrigações tributárias acessórias.
Sobre a obrigação tributária, responda: Em qual momento se inicia a obrigação tributária? Poderão ser sujeitos passivos qualquer pessoa física ou jurídica? O tributo é devido antes da ocorrência do fato gerador?
Sua resposta
* 
Enviado em: 05/11/2023 11:57
Padrão de resposta esperado
A Obrigação Tributária se inicia com a concretização do fato gerador, nos termos do disposto no Código Tributário nacional:
Art. 113. [...]
§ 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente.
Assim, também se conclui que o tributo não será devido antes que ocorra o fato gerador. A exigibilidade da obrigação tributária ocorre somente após a denominada constituição do crédito tributário, realizada através do lançamento previsto no arti. 142:
Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível ( CTN).
Já a capacidade tributária passiva, isto é, a possibilidade de figurar como sujeito passivo de uma relação tributária, poderá ocorrer sob duas espécies:
I) Contribuinte, quando existir uma relação pessoal e direta com a situação que constituiu o fato gerador
II) Responsável, nas hipóteses em que, não sendo o contribuinte, sua obrigação tenha origem em disposição expressa de lei.
Assim, o sujeito passivo poderá sim ser pessoa física ou jurídica. No caso de pessoas físicas, vale lembrar que não guarda relação com a capacidade civil, e no caso das pessoas jurídicas, a capacidade tributária passiva independe de estar a constituição regular, bastando que configure uma unidade econômica ou profissional.
Exercicio
1. Se um indivíduo é notificado a pagar um tributo por natureza, não vinculado, é CORRETO afirmar que essa exigência refere-se a:
A. Impostos.
Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica relativa ao contribuinte.
2. A solidariedade tributária é aquela que ocorre entre as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal. Sobre a solidariedade tributária, assinale a alternativa CORRETA:
A. Em decorrência da solidariedade tributária, o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais.
Conforme artigo 125, II, do CTN o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais.
3. Antes de falecer, Renato havia firmado parcelamento de débitos tributários com o fisco do Estado de Sergipe, com garantia, por fiança, de seu irmão Raimundo. Após o falecimento, o parcelamento deixou de ser pago. Consoante as normas relativas à questão, a execução fiscal NÃO pode ser promovida contra:
D. Os devedores de Renato.
Os devedores de Renato não fazem parte do rol previsto na legislação. Segundo o artigo 4º da Lei nº6.830/80, a execução fiscal poderá ser promovidacontra o devedor, o fiador, o espólio, a massa e o responsável, nos termos da lei, por dívidas, tributárias ou não, de pessoas físicas ou pessoas jurídicas de direito privado; e os sucessores, a qualquer título.
4. O artigo 121 do Código Tributário Nacional elenca as hipóteses de solidariedade na obrigação do crédito tributário. Assim, pode-se dizer CORRETAMENTE que:
D. O sujeito passivo da obrigação tributária é o responsável por pagar o tributo ou a penalidade pecuniária.
Segundo o artigo 121 do CTN, sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária.
5. A lei pode atribuir, de modo expresso, a responsabilidade pelo pagamento do crédito tributário a terceira pessoa, cujo fato gerador apenas ocorrerá posteriormente. Este evento refere-se ao instituto:
C. Substituição tributária.
Segundo o artigo 128 do CTN, sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir, de modo expresso, a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação.
Obrigação Tributária – Parte 2
Desafio
Sabendo que a obrigação tributária terá início quando do fato gerador, que gera o dever de pagar o tributo e o direito de cobrar o tributo, defina o sujeito passivo de obrigações tributárias existentes no ordenamento jurídico, considerando os fatores relevantes para apuração da ocorrência do fato gerador e do responsável tributário.
Sua resposta
* 
Enviado em: 05/11/2023 12:14
Padrão de resposta esperado
Sujeito passivo da obrigação tributária principal é a pessoa obrigada ao pagamento do imposto ou da penalidade pecuniária, na condição de contribuinte ou responsável. O que distingue estes é a relação com a situação que constitui o fato gerador. Sendo o sujeito passivo contribuinte, a relação com o fato gerador é direta, como acontece, por exemplo, com o Imposto de Renda. O fato gerador do referido imposto é auferir renda, portanto o contribuinte do imposto é a pessoa determinada em lei que aufere renda. Já o responsável é aquele que, sem revestir a condição de contribuinte, tem sua obrigação determinada em lei. Por exemplo, o empregador que retém a verba auferida pelo contribuinte do citado caso.
Exercicio
1. Preocupado com a receita do Distrito Federal, o Governador solicitou aos seus assessores que lhe informassem quais os tributos poderiam ser instituídos, já que o Distrito Federal não é Estado nem Município. Considerando o disposto na Constituição Federal, é CORRETO afirmar que o Distrito Federal poderá instituir:
A. Os impostos estaduais e municipais.
O Distrito Federal acumula as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios.
2. A regra, prevista na Constituição de 1988, que manda observar o princípio da pessoalidade e da graduação segundo a capacidade econômica do contribuinte aplica-se:
B. Somente aos impostos, na medida do possível.
Caso um tributo ultrapasse uma capacidade contributiva, ele estará violando o princípio da isonomia constitucional. Assim, na medida do possível, o mesmo deverá ser graduado.
3. O Código Tributário Nacional, ao tratar da Responsabilidade Tributária, se utiliza dos artigos 128 a 138, subdividindo o tema em:  responsabilidade dos sucessores”, “responsabilidade de terceiros” e, por fim, “responsabilidade por infrações”.  Sobre o assunto, é correto afirmar que:
A- A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até à data do ato.
Nos termos do art. 132 do CTN, a pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até à data do ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas. O disposto em tal artigo aplica-se aos casos de extinção de pessoas jurídicas de direito privado, quando a exploração da respectiva atividade seja continuada por qualquer sócio remanescente, ou seu espólio, sob a mesma ou outra razão social, ou sob firma individual.
4. A imunidade tem previsão no texto constitucional e como lógica a proteção a determinados grupos.
A imunidade tributária:
B. Não pode ser concedida pela União em relação a tributos estaduais e municipais.
A imunidade, prevista no dispositivo constitucional, no artigo 150, VI, abrange somente os impostos.
5. Os tributos que devem, sempre que possível, ter caráter pessoal, assim como ser graduados de acordo com a capacidade econômica do contribuinte, são:
C. Impostos.
Considerando seu caráter pessoal, ensejando um poder de sujeição de quem tributa e de quem é tributado, o texto constitucional não prevê imunidade para as contribuições sociais.
Processo administrativo tributário: determinação e exigência do crédito tributário
Desafio
Conforme o Código Tributário Nacional, o IPTU, que é um imposto de competência dos Municípios sobre a propriedade predial e territorial urbana, tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do Município. O contribuinte desse imposto é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer título. 
Você foi contratado pela construtora Casa Nova para discutir dívidas de IPTU relativas ao empreendimento imobiliário Nova Morada. A Prefeitura Municipal de Itapetinga notificou administrativamente a construtora sobre dívidas de IPTU relativas às unidades de imóveis que não foram comercializadas e constam no cadastro da prefeitura em nome da Construtora Casa Nova. Como os imóveis estão prontos e com toda a documentação em dia (habite-se e desmembramento das unidades), a prefeitura está cobrando os débitos relativos aos impostos daquele que consta como proprietário do imóvel, no caso a construtora. Porém, ela não aceita a cobrança e quer discutir os débitos.​​​​​​​
Você foi chamado para resolver essa questão, em defesa da Construtora Casa Nova. Justifique sua resposta. 
Sua resposta
* 
Enviado em: 05/11/2023 12:26
Padrão de resposta esperado
A Prefeitura está certa em cobrar os débitos dos impostos, mesmo que as unidades estejam fechadas e ainda não tenham sido comercializadas. Como já foi realizada o desmembramento das unidades, cada uma consta com um número de matrícula e, com isso, gera o imposto.
A cobrança do IPTU (débito) é relativa ao imóvel e não tem natureza pessoal. Com isso, até a construtora vender os imóveis e não alterar a propriedade do bem, seu cliente deve, sim, fazer o acerto dos impostos com a prefeitura, antes que ela ajuíze uma ação de execução fiscal.
Exercício
1. Uma empresa de venda de eletrodomésticos, que está com dívidas com a Fazenda Pública estadual, pois não recolheu o imposto de circulação das mercadorias (ICMS) com base nos últimos dois anos, resolveu realizar um parcelamento dos seus débitos, que foi autorizado por lei específica. Com isso, o parcelamento: ​​​​​​​
D. suspende o crédito tributário.
De acordo com o CTN, o parcelamento é condição da suspensão da exigibilidade do crédito tributário.
2. São causas de suspensão da exigibilidade do crédito tributário que impedem o Fisco de ajuizar a ação de execução fiscal contra o devedor:​​​​​​​
D. a moratória e o parcelamento.
As causas de suspensão da exibilidade do crédito tributário estão previstas no art. 151 do CTN. Dentre elas, estão a moratória e o parcelamento.
3. A moratória é:​​​​​​​
B. dilação de prazo para que o devedor pague seu débito, depende de lei e pode ser concedida de forma geral ou individual.
Conforme o art. 97 do CTN, a característica da moratória é a dilação do prazo para o devedor quitar o débito e depende de lei.
4. Quando o servidor da Prefeitura Municipal apura o valor devido pelo contribuinte do IPTU e emite o documento para o pagamento, ocorre o estágio de:​​​​​​​A - lançamento.
O lançamento é o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido e identificar o sujeito passivo.
5. Marque a alternativa correta sobre o lançamento.​​​
D. O lançamento de ofício tem um prazo para ser realizado, sob pena de decadência do direito do sujeito ativo.
Se não há manifestação da autoridade competente, nos prazos estabelecidos na lei, decai o direito de lançar o tributo.
A sociedade anônima
Escolha uma opção:
a.é considerada empresária, independentemente do objeto.
Assinale a alternativa que apresenta afirmação correta a respeito da disciplina da sociedade limitada no Código Civil.
Escolha uma opção:
O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada sócio
Para que o credor de um título de crédito possa exercer o seu direito, é indispensável que esteja de posse do documento original. Em virtude desse princípio, ou seja, dessa condição, mesmo que a pessoa seja detentora do crédito, não poderá promover execução judicial do crédito ou pedido de falência, instruindo o processo com cópia xerográfica do documento. Que princípio estamos mencionando?
Escolha uma opção:
Princípio da cartularidade.
Em 01/01/2016, Manuel e Joaquim resolvem formar uma sociedade empresária. Na ocasião, o contrato social estabelecia que cada sócio contribuiria com R$ 50.000 para a formação do capital social da entidade. Naquela data, entretanto, cada sócio contribuiu efetivamente com R$ 40.000, sendo que Manuel integralizou sua parcela mediante a entrega de um imóvel para ser utilizado pela sociedade empresária e Joaquim, mediante a entrega do montante em dinheiro.
Assinale a opção que indica os lançamentos contábeis gerados.
Escolha uma opção:
D- Ativo Circulante: R$ 40.000; D- Ativo Imobilizado: R$ 40.000; D- Capital Social a Integralizar: R$ 20.000; C- Capital Social Subscrito: R$ R$ 100.000.
A União poderá instituir, mediante Lei
Escolha uma opção:
Complementar, impostos não previstos na Constituição Federal, desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos nela discriminados.
Sobre o tema tributário, analise as afirmações abaixo.
I. As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico podem ter alíquotas genéricas, tendo por base o faturamento, a receita líquida e a natureza da operação.
II. A lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência, sem prejuízo da competência de a União, por lei, estabelecer normas de igual objetivo.
III. As taxas, em casos específicos, previstos em lei ordinária, poderão ter base de cálculo própria dos impostos.
IV. Cabe à União, entre outros casos, mediante lei complementar, instituir empréstimos compulsórios para atender despesa extraordinária decorrente de calamidade pública.
Estão corretas APENAS as afirmações
Escolha uma opção:
II e IV.
Analise os seguintes impostos: 1. IPTU 2.IPVA 3.IOF 4. ISS 5. II. Nos impostos informados temos:
Escolha uma opção:
Dois impostos municipais, dois impostos federais e um estadual
Quanto à modalidade de tributação do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro denominada lucro presumido, é correto afirmar que
Escolha uma opção:
a base de cálculo para fins de tributação é obtida com a aplicação de uma alíquota predeterminada, prevista na legislação tributária.
Se um indivíduo é notificado a pagar um tributo por natureza, não vinculado, é CORRETO afirmar que essa exigência refere-se a: 
Escolha uma opção:
Impostos.
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