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Fisioterapia Respiratória: Aula 3 
 
➔ Revisão: Zonas de West (zonas de ventilação e perfusão) 
- West mediu a pressão da artéria pulmonar- sangue que está chegando no pulmão; mediu 
a pressão da veia pulmonar- sangue que está saindo do pulmão. Começou a perceber as 
diferenças de pressões entre elas. 
- Temos artérias e veias que estão no pulmão e irão se encontrar na região pulmonar e 
depois na região cardíaca; 
- Ele comparou essas medidas com relação às pressões: alveolar, arterial e venoso; 
- O que ele identificou? Que na região de Zona 1 a pressão alveolar é maior e a pressão 
sanguínea é mais baixa→ tendencia de que o alvéolo comprima e faça uma pressão maior 
dentro do capilar. MAIOR ventilação e MENOR perfusão- dificuldade do sangue em passar. 
Zona 2- o fluxo sanguíneo continua dificultoso, ao final tem muito sangue, muita pressão, 
tendo uma perfusão sem muito comprometimento- a pressão arterial e venosa é maior se 
comparada com a pressão alveolar. 
- Obs: a tendencia da perfusão é ser maior nas bases- terço médio e inferior (tem a ver com 
a questão da gravidade); 
Zona 3- maior repercussão pela gravidade, maior perfusão, se comparado com a Zona 1. 
 
 
➔ RELAÇÕES VENTILAÇÃO-PERFUSÃO: TROCA GASOSA 
- V/Q: relação ventilação/perfusão, faz-se uma divisão; 
- Terá uma relação V/Q para zona 1, 2 e 3; 
- O que seria ideal? Equilíbrio entre relação ventilação/perfusão; 
- Ao ter uma relação mais próxima de 1→ boa ventilação e boa perfusão; 
- Se a ventilação começa a aumentar e diminui a perfusão- há uma discrepância na 
relação V/Q. 
- Pa02 (Pressão parcial arterial de oxigênio no sangue); 
- Gráfico: a Pa02 vai de 0 a 150, ao estar no ar está em 150 e conforme irá 
adentrando a via aérea, a pressão vai diminuindo, caindo para 50 e ao chegar nos 
tecidos está próximo de 40 para chegar na mitocôndria. 
- Se meu paciente tem uma situação de hipoventilação (baixa ventilação), qual a 
tendencia dessa pressão? Cair ainda mais, chegará menos oxigênio no tecido, 
causando uma situação de comprometimento do sistema respiratório. 
 
→ O que pode levar uma HIPOXEMIA (causas): 
- Redução da PaO2 (Pressão parcial arterial de oxigênio); 
- Hipoventilação (baixa ventilação) - levando a PaO2 diminuir; 
- Limitação da difusão (passagem de oxigênio comprometida); 
- Shunt (quando capilar + alvéolo hipoventila e se colaba, fechando as vias aéreas, 
o sangue que chega é o mesmo que sai sem que haja troca gasosa); 
- Desequilíbrio V/Q. 
Ao paciente que realizou exame de sangue/gasometria e constatou hipoxemia, 
verifica-se qual a causa citada acima. 
 
- Pensando em uma relação V/Q, quero avaliar a troca eficaz entre o sangue- 
perfusão (fluxo sanguíneo) e os pulmões (ventilação). 
- Os alvéolos é como se fosse uma colmeia, interligados, ao esticar todos se 
esticam, ao se fechar todos se fecham, em cima tende a estar estirado pela 
pressão alveolar aumentada e embaixo há uma possibilidade de ampliar mais os 
tecidos (há um limite para que não haja lesão/rompimento)→ se tenho uma 
situação em que preciso aumentar a ventilação (VRI), não é possível ventilar 
apenas em cima, é preciso trabalhar embaixo pois tem tecido para que o ar entre, 
aumentando VRI e VRE, consigo isso na base pela região possuir mais tecido 
complacente para distender e armazenar, consequentemente também há mais 
sangue embaixo (pressão arterial venosa é maior embaixo). 
 
- Pensando em uma situação de divisão deste pulmão: zona 1,2 e 3. O primeiro 
alvéolo é mais distendido e pouco em perfusão; no segundo já há uma relação da 
pressão arterial e venosa ser maior se comparada com a alveolar; e por fim na zona 
3 uma pressão arterial e venosa maior e uma pressão alveolar menor. 
- Baixa ventilação e perfusão= shunt→ Se o resultado for 0. 
- Em uma relação em que o alvéolo está aberto, se tenho ventilação e não tenho 
perfusão, a relação é infinita→ Não é bom, pois não adianta ter um alvéolo 
aberto/distendido se não está passando sangue. Ocorre em casos de trombo 
embolismo pulmonar, fazendo com que perca a irrigação nesta região→ tendo uma 
situação de espaço morto e shunt, não haverá troca gasosa. 
- O que é uma relação V/Q ideal? Uma relação próxima ou igual a 1 ou levemente 
maior→ perfeita coordenação entre fluxo sanguíneo e ventilação. 
 
 
 
➔ QUIZ 
 
- Ápice Zona 1: > (maior) ventilação < (menor) perfusão→ Relação V/Q é MAIOR 
- Base Zona 3: < (menor) ventilação e > (maior) perfusão→ Relação V/Q MENOR 
- Zona 2: intermediária 
- Onde todas as linhas se cruzam→ relação V/Q ideal= 1. 
 
 
➔ Explicação da imagem: relações ventilação-perfusão do sistema 
respiratório 
- Ideal: alvéolo ventilado, sangue venoso chegando e saindo sangue arterial→ boa 
ventilação, boa perfusão e boa difusão; 
- Problema de perfusão: muita ventilação, sem perfusão (sem fluxo sanguíneo)→ 
situação de espaço morto; 
- Problema de ventilação: há o fluxo sanguíneo (perfusão) e uma baixa 
ventilação→ situação de Shunt; 
- Problema de difusão: há o fluxo sanguíneo (perfusão) e ventilação, alvéolo 
integro, mas o espaço intersticial está comprometido→ oxigênio comprometido, o 
ar não passa ao capilar. 
 
➔ TRANSPORTE DOS GASES PELO SANGUE 
O oxigênio pode ser transportado pelo corpo através: 
- Plasma (líquido que está dentro do capilar); 
- Hemoglobina (Hb)→ se interliga com o oxigênio para promover seu transporte, 
tendo 4 ligações de ferro (Fe), ou seja, se liga à 4 oxigênios (moléculas O2). 
Ao verificar a saturação de oxigênio dessa Hb→ Saturação 100% 
Ao ‘’desligar’’ de duas moléculas de 02→ 50% 
 
O oxigênio sairá do alvéolo e poderá ir ao plasma ‘’solto/dançando’’ ou irá se ligar 
na hemoglobina 
Como o oxigênio sai do pulmão e vai para mitocôndria? Pelo plasma ou ligado a 
Hb. 
- A afinidade da Hb pelo CO (monóxido de carbono) é cerca de 300x MAIOR do que 
pelo O2 (oxigênio)→ o monóxido de carbono não tem nenhuma função no 
organismo, podendo levar a uma hipoxia, devido a inalação de fumaça por 
exemplo. 
- Um paciente que tenha inalado fumaça deve-se injetar oxigênio o mais rápido 
possível para eliminar o CO, ao verificar a saturação com o oxímetro, a saturação 
dará 100%, mas não é de oxigênio, e sim de monóxido de carbono devido as 
ligações da hemoglobina terem afinidade. 
 
O gás carbônico (C02) pode ser transportado pelo corpo através: 
- Plasma 
- Entra em combinação com proteínas 
- Irá junto com o HCO3 (bicabornato) 
Como o gás carbônico sai do tecido e vai para o alvéolo? Irá para o plasma, entra 
em combinação com proteínas e irá junto com o HCO3. 
 
➔ EFEITO BOHR 
- Temos duas situações de recebimento e entrega de oxigênio; 
- O efeito BOHR é a redução da afinidade da Hb pelo O2→ a difusão é facilitada do capilar 
para o tecido, ou seja, a Hb soltar oxigênio para o tecido é importante→ mecanismo 
aeróbio. 
- Se a Hb ‘’segura’’ 02 irá continuar carregando esse oxigênio e o tecido ‘’sofrerá’’→ 
mecanismo anaeróbico (hipóxia)- o tecido encefálico tem tolerância de sobreviver de até 
5 minutos, em uma parada cardíaca se não for revertida nesse tempo, provavelmente terá 
uma lesão encefálica (tecidos e órgãos morrem). 
 
➔ O que pode alterar essa condição de recebimento e ligação da Hb? 
➔ Mecanismos de comprometimento da afinidade 02 e Hb: 
- O efeito BOHR é relacionado com a afinidade→ o quanto a Hb irá ficar com oxigênio ou 
não→ jogar a Hb para fora; 
- O que pode favorecer essa afinidade da Hb? Temos a chamada curva de dissociação da 
Hb, que se dá por três mecanismos: 
1. Acúmulo de gás carbônico: hipercapnia (hiper= alto; capnia= gás carbônico)→ pH cai 
temos uma situação de acidose→ Hb solta este oxigênio, diminuindo a afinidade da Hb 
PaCO2→ PaCO2 → pH 
 
2. Hipertermia: febre→ aumento da temperatura corporal→ faz com que a Hb se afaste do 
O2; 
 
3. Aumento da enzima 2,3 DPG: ela faz parte do processo dos eritrócitos das células 
sanguíneas, participa de ummetabolismo de quebra de glicose→ mecanismo 
anaeróbico. 
 
- Tenho uma hemoglobina sem ligação com O2→ Saturação está em 0; 
- Saturação 100→ 4 ligações; 
- Pressão parcial de oxigênio (linha horizontal do gráfico): ao aumentar essa pressão, ex: 
uma lata de refrigerante e injeto ar dentro→ irá se misturar com o líquido; então quando o 
sangue (Hb) está passando no alvéolo, um monte de oxigênio passa a entrar→ a pressão 
parcial de oxigênio da Hb irá aumentar, pois conforme são Hb vazias e o O2 chega haverá 
ligações. Quanto mais oxigênio, maior será a pressão de O2 e maior a saturação. 
 
- Se a temperatura aumentar e o pH diminuir, o que acontece com a hemoglobina? Irá 
disparar o oxigênio e a saturação vai diminuir. 
- Quando a curva se desloca para direita→ precisa de mais pressão de oxigênio para 
poder manter a saturação. 
- O que faz a curva de dissociação da hemoglobina se deslocar para direita? 
Diminuição do pH, aumento de temperatura e aumento da enzima 2,3 DPG. 
 
➔ Efeito Bohr 
- Combinação de água e gás carbônico (CO2 + H2O)→ irá formar um ácido carbônico 
(H2CO3) e ele é volátil, ou seja, se desfaz rapidamente→ quebrado em: H+ + HCO-3 
(bicabornato)→ o H+ se liga na hemoglobina (Hb), ao se ligar na Hb, o que ele faz com o 
oxigênio? Libera o oxigênio, e assim, se dá o chamado EFEITO BOHR→ Manutenção do 
equilíbrio ácido-base. 
- Equação de Henderson- Hasselbalch: mostra o equilíbrio do organismo com os gases 
(homeostasia); CO2 + H2O → H2C03 → H+ + HCO-3 (ao ligar gás carbônico com água, irá 
formar o ácido carbônico que é quebrado em H+ + HC0-3 bicabornato). 
- Relação de gás carbônico com bicabornato (CO2 + HC0-3)→ equilíbrio do sistema 
tampão; ao produzir muito C02 tenho que produzir bastante bicabornato para equilibrar, 
se tenho muito bicabornato, ou ele precisa ser liberado ou produzir mais C02. 
- Quem controla o bicabornato e o gás carbônico? 
- Bicabornato: rim (excreta e retem bicabornato→ chamado de sistema metabólico) 
- Gás carbônico: sistema ventilatório/respiratório. 
Ao ter uma situação que o rim parou de funcionar e o bicarbonato começa aumentar→ 
precisa-se de um mecanismo de tamponamento→ sistema respiratório é ativado. 
 
 
Exemplo: uma pessoa parada (oxigênio e saturação ótimos)→ começa a fazer exercício→ 
a circulação e o músculo estão sendo ativados, essa contração muscular faz com que a 
temperatura aumente→ chegando mais sangue e a temperatura vai ficando mais quente 
naquela região, e ao mesmo tempo que o músculo tem que trabalhar pra pegar oxigênio e 
jogar gás carbônico→ começa a produzir + C02→ fisiologicamente isso é importante, pois 
se aumentar a temperatura local, diminuir o pH daquela região→ é mais fácil para a 
musculatura trabalhar (a Hb chegando num local com maior temperatura irá disparar 
oxigênio→ fazendo com que o tecido trabalhe de uma forma aeróbia, sem fadigar)→ 
condição de favorecimento do oxigênio (curva para direita). 
 
- Hemoglobina para a esquerda: ocorre em casos de hipotermia (temperatura do corpo 
baixa)→ ao estar com muito frio, a Hb não irá soltar oxigênio→ tecido fica cianótico (roxo); 
alcalemia (pH alto). 
 
- Efeito Bohr: segurar/soltar hemoglobina; 
- Haldane: joga gás carbônico ao alvéolo. 
- Sistema respiratório: controla PaCO2 
- Sistema metabólico: controla bicabornato (HCO3) 
 
→ Parte respiratória: 
- Quando tenho uma situação de pH baixo: acidemia 
- Quando tenho uma situação de pH alto: alcalemia 
- Normal do pH sanguíneo: entre 7,35-7,45. 
- Normal de bicabornato (HCO3): 22 a 28. 
- Normal de gás carbônico (CO2): 35-45. 
Quando ocorre um aumento de PaCO2→ o pH tende a cair→ situação de acidemia 
respiratória (quem causa a acidemia? A parte do sistema respiratório); 
PaCO2 alto: chamado de hipercapnia (de 50-55 alto gás carbônico no sangue)→ pH cai; 
PaCO2 baixo: chamado de hipocapnia (baixo gás carbônico no sangue)→ pH sobe→ 
tendo uma alcalemia respiratória. 
 
➔ Parte metabólica: 
- Aumento do bicabornato (HCO3): aumenta pH→ causada pela parte metabólica (rins)→ 
tendo uma alcalemia metabólica→ deve-se subir gás carbônico nestes casos (sistema 
respiratório). 
- Rins excretando muito bicabornato (HCO3): diminui/cai pH→ acidemia metabólica. 
 
 
➔ MECÂNICA RESPIRATÓRIA: SUSTENTAÇÃO E MOVIMENTO 
- O parênquima pulmonar é um tecido elástico e quando estica a tendencia é 
fechar/retrair; 
- O gradil costal que são as articulações/ossos, se desprender esses elementos as 
costelas têm que se abrir; 
- São forças antagônicas do sistema→ parênquima querendo fechar e as costelas 
querendo abrir→ gera uma interação entre o parênquima e o gradil costal; 
 
- Todo nosso sistema está alinhado para manter sua função, ou seja, o sistema respiratório 
é como se fosse uma plateia de fundo de um teatro→ ele deixa os sistemas trabalhando: 
coração, rins, intestino→ e está atrás dando suporte na respiração, sua função é ajudar 
os outros sistemas trabalharem, como a ‘’engrenagem’’. 
- Se tenho alguma alteração nessas estruturas meu sistema respiratório deixa de trabalhar 
de uma forma convencional. 
 
 
- Se pegar a latinha e apertá-la no meio, o que acontece? Ou a pressão irá para baixo ou 
para cima; 
- A parte do lacre são: as cordas vocais, pregas vocais, estruturas da glote; 
- A parte do meio: abdômen (diafragma), incontinência urinária, incontinência fecal→ 
pacientes quando tossem e perdem urina e/ou fezes→ pois a pressão embaixo foi muito 
grande. 
- A parte de baixo: assoalho pélvico→ quando está fraco interfere na parte respiratória e 
vice-versa 
- O diafragma só funciona ao ter uma boa estabilidade de musculatura abdominal 
-Qual a ideia? Manter o alinhamento, bom posicionamento, para um bom controle 
respiratório e postural→ as estruturas organizadas e funcionando irão gerar entrada e saída 
de ar. 
 
➔ EQUAÇÃO DO MOVIMENTO/EQUAÇÃO MOTRIZ 
para gerar volume é necessário vencer uma pressão→ e, assim, gerar um fluxo de 
ar→ e esse ar entrar na via aérea. 
 
- Como o ar passa pelas estruturas respiratórias→ entra e sai; 
- Volume: é a quantidade de molécula de ar que vai ocupar o pulmão→ para gerar esse 
volume as moléculas de ar precisam entrar e sair; 
 
- Fluxo: é dado pelo movimento dessas moléculas por unidade de tempo (passagem de ar); 
 
- Pressão: essas moléculas de ar irão exercer uma força na parede do sistema 
respiratório→ para distender irá gerar uma força contrária→ a pressão vai ser essa 
resistência/força aplicada nas áreas. 
A pressão vai ser a divisão do volume pela complacência (capacidade de 
distensibilidade→ do sistema respiratório ceder a uma força e retornar para o mesmo local) 
+ Fluxo x Resistência→ dificuldade com que esse ar vai passar e sair dessa estrutura. 
 
- Resistência: variação de pressão pelo fluxo→ quanto de pressão é exercido pelo fluxo 
que está passando. 
Exemplo: há um corredor e ‘’eu’’ sou uma molécula de ar→ quando começo a passar nesse 
corredor estou gerando fluxo→ esse corredor está fácil para passar, ou seja, alto fluxo e 
baixa resistência. A partir do momento, que ‘’fecho’’ esse corredor, o fluxo diminui (devido 
a pressão maior), a resistência aumenta. 
Exemplo de resistência aumentada: pacientes que fumam, DPOC (doença pulmonar 
obstrutiva crônica), asma→ vias fechadas/ar tem dificuldade de entrar e sair. 
 
 
- Complacência: capacidade de distensão; é a variação de volume pela variação de 
pressão; 
Exemplo: ao encher uma bexiga pela primeira vez, a complacência está baixa, não está 
cedendo tanto, pois gero baixo volume e grande pressão→ complacência está baixa. A 
partir do momento que começo a encher a e bexiga distender→ pouca pressão e alto 
volume→ complacência aumenta. 
 
 
 
- Pressões iguais→ o fluxo estará parado (fluxo zero) sem entrada e saída de ar; se o fluxo 
está 0 e a pressão está 0/igual→ resistência nula. 
 
 
 
- Fator de obstrução→ há resistência→ fluxo de ar é alterado e consequentementea 
pressão cai. 
 
 
➔ Diferenças de pressões e fluxos: Lei de Poiseuille 
- Ele diz que a velocidade do fluxo se dá pela divisão da diferença de pressões, valor 
de ϖ e o R (raio elevado a 4), dividido pelo comprimento do tubo e pela viscosidade 
desse líquido. 
 
- Raio: é o que tenho do centro até a circunferência; se o ar está passando por esse 
raio e começo a fechar o tubo→ ar passa com mais dificuldade; raio elevada a 
quarta potência tem muita influência ao fluxo→ deve-se ficar atento as técnicas, 
pois se o paciente está passando mal com dispneia/dificuldade respiratória e 
peço para ele acelerar mais o ar, é prejudicial→ a ideia é acalmar/tranquilizar e 
reduzir fluxo para que tenha condição de passagem de ar e ventilação. 
- Quanto maior a variação do diâmetro do tubo (via aérea)→ maior a variação do 
fluxo e da resistência 
- Essa lei dita o comportamento do fluxo da via aérea; 
- Fluxo: diretamente proporcional a diferença de pressão, a Pi e ao raio,ou seja, se 
aumentar o raio→ fluxo também aumenta; 
 
- Faz sentido ter um sistema que necessita ser potente/ter resistência no final para 
chegar no alvéolo? 
Não, por isso a área transversa é maior distalmente, pois o raio é muito grande e o 
ar consegue chegar e realizar as trocas gasosas no alvéolo. 
 
- A redução do raio da via aérea pela metade→ impacta com o aumento da 
resistência ao fluxo de ar em 16x→ se houver um fechamento da via 
aérea/presença de secreção, o quanto de impacto de ar/dificuldade o paciente 
terá→ fisioterapeuta entra para que elimine a secreção. 
 
➔ PROPRIEDADES ELÁSTICA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO: COMPLACÊNCIA 
- É a variação de volume pela pressão; 
- Lei de LAPLACE: exemplo→ quando criança, ao estar observando a água 
passando na sarjeta, em dado momento, a água precisa ir para direita ou esquerda, 
em um lado há muito entulho e no outro pouco entulho→ a água vai para a via mais 
fácil→ no sistema respiratório é a mesma coisa, não compensa realizar esforço 
para uma via não ventilada e/ou aberta. 
- Ao imaginar, os dois pulmões, tenho um pulmão super complacente e outro 
fechado/com a complacência baixa para conseguir expandir, ao inspirar a 
tendencia é o que ar se direcione para onde está mais fácil→ lei de LAPLACE→ 
diferença de pressões→ a pressão é duas vezes a tensão superficial e o tamanho 
do raio da esfera→ se os tamanhos são diferentes, o tamanho de raio MENOR a 
pressão será MAIOR, fazendo com que o ar vá para a via mais fácil, ou seja, de raio 
MAIOR. 
 
 
- Exemplo: bexigas com uma mesma proporção de ar→ um lado irá esvaziar mais 
rápido pensando na lei de LAPLACE devido a diferença de pressões, além disso, há 
a constante de tempo→ tempo necessário para esvaziar todo pulmão. 
Resumo da lei de LAPLACE: se tenho um raio muito grande a pressão tende a 
diminuir→ ar sai mais fácil devido o diâmetro ser MAIOR e a pressão MENOR. 
 
- Pneumócito tipo 2, produz: SURFACTANTE→ faz com que os alvéolos fiquem 
abertos e sua função é diminuir a tensão superficial do alvéolo, dar estabilidade 
alveolar e manter os alvéolos secos. 
- Na superfície do alvéolo tenho líquido que forma uma barreira, essa barreira ao 
estar tensionada puxa o alvéolo para um fechamento→ tensão superficial do 
líquido→ diminuindo trabalho respiratório. 
Quem diminui essa tensão superficial do liquído? O SURFACTANTE→ 
consequentemente deixa o alvéolo aberto, proporcionando estabilidade alveolar, e 
se ele está ventilando, diminuo o trabalho respiratório e aumenta complacência 
pulmonar, mantendo os alvéolos secos, diminuindo, assim, a pressão hidrostática 
dos tecidos. 
- O pneumócito do tipo 2, ajuda a manter o surfactante para que o raio fique 
grande→ quanto MENOR for o surfactante, MENOR irá ser o raio→ tende a 
fechar/colabar, e o alvéolo fechado com fluxo sanguíneo passando→ situação de 
shunt/colabamento alveolar. 
- Produzimos o surfactante, mas também, há o artificial, quando a criança nasce 
prematura na ventilação mecânica é colocado um frasco de surfactante, para 
preencher o pulmão e melhorar a complacência e a ventilação. 
 
➔ MÚSCULOS PRINCIPAIS E ACESSÓRIOS 
- Músculos da inspiração: a ideia é ativar a costela, puxá-la para que ela abra, os 
músculos abrem para frente, lateral e para baixo. 
- O principal músculo da inspiração é o DIAFRAGMA → em torno de 60 a 70% do 
ato inspiratório. 
Ponto de fixação: processo xifoide (parte posterior); costelas inferiores (7-12) e 
vértebras (L2-L3). 
Possui duas cúpulas (direita e esquerda) e o tendão central→ pois passa esôfago, 
aorta; quando ele contrai, ele abaixa, puxando a zona 3 para baixo→ mais alvéolos, 
mais possibilidade de ventilação. 
Inervação: nervo frênico (C3-C4) 
 
 
 
 
 
 
- Intercostais externos: 
Ponto de fixação: margem inferior das costelas superior e na margem superior da 
costela inferior. 
Inervação: nervos intercostais (T1-T11) 
Tendencia de abrir as costelas→ ajuda na inspiração 
 
 
➔ Músculos Acessórios: músculos que irão entrar quando o diafragma e o 
intercostal externo não conseguem trabalhar. 
➔ Esternocleidomastoideo 
Origem: manúbrio do esterno (cabeça esternal); porção média da clavícula 
(cabeça clavicular); 
Inserção: processo mastoide do osso temporal 
ELEVA O ESTERNO 
 
➔ Escaleno 
Origem: processo transverso da cervical 
Inserção: 1 e 2 costelas 
 
 
OBS: criança com batimento nasal→ está entrando em insuficiência respiratória. 
➔ Elevador da asa do nariz 
➔ Quadrado lombar (origem: ligamento ileolombar e da crista ilíaca/ se 
insere: na 12 costela)→ ajuda a abaixar a costela e ativar o processo 
inspiratório. 
 
- Músculos da expiração: tida como passiva, recolhimento e retração daquilo que 
foi ‘’esticado’’. 
Quando a expiração não é passiva? Ao falar, tossir (fechamento da glote)→ é 
ativada musculatura expiratória. 
➔ Reto abdominal: abaixa últimas costelas e empurra o diafragma para cima 
➔ Transverso abdominal 
➔ Obliquo interno 
➔ Intercostais internos: irá aproximar as costelas/fechar 
 
- Diafragma tem capacidade de Endurance→ predomínio de fibra muscular tipo 1 
(contração lenta e entram em fadiga mais lentamente)→ é o último musculo a ser 
acometido em doenças neurodegenerativas. 
- Outros músculos: peitoral menor, romboides, peitoral maior, elevador da 
escapula, trapézio→ todos ajudando na inspiração. 
 
➔ ZONA DE APOSIÇÃO 
- É a formação cilíndrica do diafragma na sua porção costal justapõem-se a face 
inferior da caixa torácica→ quando expiro a tendencia é a zona de aposição 
aumentar, quando inspiro a zona diminui. 
- O paciente que fumou por muitos anos e o pulmão está cheio de ar→ diafragma 
retificado e a zona de aposição diminui, perdendo a potência do musculo. 
- No raio-x a cúpula diafragmática direita é de 2 a 3 cm mais elevada que a esquerda, 
devido ao lado esquerdo possuir a área cardíaca e o fígado.

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