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Prévia do material em texto

PRÁTICAS CORPORAIS 
DE AVENTURA
 
APRESENTAÇÃO 
 
Prof. Me. Bruna Solera 
 
● Doutoranda em Educação Física pelo Programa de Pós-Graduação Associado em 
Educação Física da Universidade Estadual de Maringá e da Universidade Estadual 
de Londrina (PEF- UEM/UEL); 
● Mestre em Educação Física (PEF - UEM/UEL); 
● Especialista em Tecnologias Aplicadas ao Ensino a Distância (Centro Universitário 
Cidade Verde); 
● Especialista em Educação Especial (Instituto Paranaense de Educação de 
Maringá-PR); 
● Especialista em Psicomotricidade no Contexto Escolar (Instituto Paranaense de 
Educação, Maringá-PR); 
● Graduada em Educação Física Bacharelado (Universidade Estadual de Maringá); 
● Graduada em Educação Física Licenciatura (Universidade Estadual de Maringá); 
● Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Física Escolar, 
Educação e Políticas Educacionais (GEEFE) (Universidade Estadual de Maringá); 
● Coordenadora do curso de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física na 
modalidade de Educação à Distância, no Centro Universitário Cidade Verde 
(UniFCV). 
 
Link para acesso ao currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/4778060448341914 
 
 
 
 
 
 
http://lattes.cnpq.br/4778060448341914
 
 
 
 
 
 
Prof. Me. Pollyana Mayara Nunhes 
 
● Doutoranda em Educação Física pelo Programa de Pós-Graduação Associado em 
Educação Física da Universidade Estadual de Maringá e da Universidade Estadual 
de Londrina (PEF- UEM/UEL); 
● Mestre em Educação Física pelo Programa de Pós-Graduação Associado em 
Educação Física da Universidade Estadual de Maringá e da Universidade Estadual 
de Londrina (PEF - UEM/UEL); 
● Graduada em Educação Física Bacharelado (Universidade Estadual de Maringá); 
● Graduada em Educação Física Licenciatura (Centro Universitário Ingá); 
● Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisa em Exercício e Nutrição na saúde e 
esporte (GEPENSE) (Universidade Estadual de Maringá); 
 
Link para acesso ao currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/4275666861151475 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA APOSTILA 
 
Olá estudante, 
Tudo bem ? 
 
Seja bem-vindo (a) a apostila de “Práticas Corporais de Aventura”! 
Este material tem como objetivo possibilitar a você conhecimentos relacionados a 
mais um conteúdo que faz parte da Educação Física e como tal se aplica ao contexto 
escolar. Para isso, nosso material está dividido em 4 momentos. Veja- os a seguir. 
Primeiramente você irá estudar conteúdos relacionados a conceitos e definições 
das Práticas Corporais de Aventura, aspectos históricos, classificações e a relação deste 
conteúdo com o meio ambiente, assim como, traremos a você informações acerca da 
educação ambiental. Esta é nossa primeira unidade, chamada de “Introdução às Práticas 
Corporais de Aventura”. 
Em seguida, na unidade II “Práticas Corporais de Aventura em Terra” você terá 
contato com os modalidades de aventura que acontecem na terra, como corrida de 
aventura, corrida de orientação, arvorismo, escalada, mountain bike, parkour, skate, 
slackline e trekking. Em complemento a esta, na unidade III abordaremos as 
modalidades que são praticadas na água e no ar, são exemplos, canoagem, kitesurf, 
mergulho, rafting, asa delta, balonismo, paraquedismo e outros. Em ambas as unidades 
aspectos históricos e particularidades das Práticas Corporais de Aventura apresentadas 
acima serão contempladas. 
Por fim, na unidade IV, “Práticas Corporais de Aventura em Prática” você 
conhecerá o risco e seu gerenciamento, verá possibilidades para trazer tal conteúdo 
para escola, assim como, estudará a questão da inclusão quando se trabalha com as 
Práticas Corporais de Aventura. 
 
Desejamos a você uma excelente jornada! 
 
Bons estudos! 
Vamos sempre em frente! 
 
 
UNIDADE I 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA 
Professora Mestre Pollyana Mayara Nunhes 
Professora Mestre Bruna Solera 
 
 
Plano de Estudo: 
• Conceitos e definições das Práticas Corporais de Aventura; 
• Aspectos históricos das Práticas Corporais de Aventura; 
• Práticas Corporais de Aventura e classificações; 
• Práticas Corporais de Aventura e o meio ambiente: educação ambiental. 
 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
• Conceituar e definir as Práticas Corporais de Aventura; 
• Conhecer os aspectos históricos das Práticas Corporais de Aventura; 
• Estudar as classificações das Práticas Corporais de Aventura; 
• Debater as Práticas Corporais de Aventura e o meio ambiente, transitando pela 
educação ambiental. 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
Olá estudante, 
 
Seja bem vindo (a) a Unidade I da apostila de “Práticas Corporais de Aventura”! 
 
Nesta unidade, chamada de “Introdução às Práticas Corporais de Aventura” você 
terá contato com conhecimentos que serão o ponto de partida e a base para sua atuação 
docente com tal conteúdo. Para isso, ela está dividida em 4 momentos. Vamos conhecê-
los? 
No tópico 1, “Conceitos e definições das Práticas Corporais de Aventura” você irá 
descobrir o que são essas chamadas de Práticas Corporais de Aventura. Você já as 
conhece? Em seguida, no tópico 2 “Aspectos históricos das Práticas Corporais de 
Aventura” iremos conhecer como tais práticas surgiram e como foi sua evolução ao 
longo dos anos. 
No tópico 3 “Práticas Corporais de Aventura e Classificações" você adquirirá 
conhecimentos acerca de como tal conteúdo é classificado. E por fim no tópico 4 
“Práticas Corporais de Aventura e o meio ambiente: educação ambiental” iremos 
debater questões indispensáveis relacionadas aos cuidados que devemos ter com o 
meio ambiente ao vivenciar e atuar com tais práticas. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte:Shutterstock 
Imagem do Tópico: https://image.shutterstock.com/image-photo/young-cyclist-flying-his-
bycicle-600w-1092934007.jpg 
 
1 CONCEITOS E DEFINIÇÕES DAS PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA 
 
As Práticas Corporais de Aventura (PCA’s) se constituem como uma prática 
relativamente nova e vem ganhando, a cada dia, mais adeptos por envolver e instigar 
habilidades e emoções. Há uma relação estreita entre o medo e o prazer. Você conhece 
tais práticas? Já ouviu falar sobre PCA’s? 
http://www.shutterstock.com/
https://image.shutterstock.com/image-photo/young-cyclist-flying-his-bycicle-600w-1092934007.jpg
https://image.shutterstock.com/image-photo/young-cyclist-flying-his-bycicle-600w-1092934007.jpg
 
Ainda não há consenso acerca do termo que melhor define a atividade que 
envolve essa manifestação de movimento corporal. Nesse sentido essas práticas podem 
ser denominadas de diferentes formas, de modo que no Brasil e em outros países 
podemos encontrar várias terminologias, de acordo com Bétran (2003) como: 
● Esportes californianos: em virtude da origem de diversas modalidades nesta 
região; 
● Novos Esportes: levando em consideração as características de inovação e do 
diferente; 
● Esportes técnico-ecológicos: em referência a união entre equipamentos 
utilizados nas práticas e sua relação com a natureza; 
● Esportes em liberdade: saindo de regulamentações de federações; 
● Esportes selvagens: pelo caráter natural, saindo da estrutura típica urbana de 
práticas esportivas; 
● Esportes Radicais: pela caracteristicas da sensação de exposição ao perigo, como 
altura, vertigens, deslizamentos entre outros; 
● Esportes Extremos: em relação às situações de descargas de adrenalina; 
● Esportes de Ação: em relação a energia e força do corpo agindo; 
● Esportes Alternativos: atividades físicas não tradicionais. 
 
Além desses termos citados, podemos comumente encontrar também, 
denominações como, Práticas Corporais de Aventura, Práticas Corporais de Aventura na 
Natureza, Esportes de aventura, Esportes de riscos, Esportes urbanos/radicais, 
Atividades Física alternativas e outros. Nesta apostila vamos nos ater a nomenclatura 
“Prática Corporais de Aventura”. 
Práticas Corporais são “aquelas realizadas foradas obrigações laborais, 
domésticas, higiênicas e religiosas, nas quais os sujeitos se envolvem em função de 
propósitos específicos, sem caráter instrumental” (BRASIL, 2017). Já a Aventura pode 
ser entendida como algo misterioso, inexplorável (FERREIRA, 1989). De acordo com a 
BNCC, as PCA’s e “Suas expressões e formas de experimentação corporal estão 
centradas nas perícias e proezas provocadas pelas situações de imprevisibilidade que se 
 
apresentam quando o praticante interage com um ambiente desafiador" (BRASIL, 2016). 
Sendo uma de suas fortes características a presença do risco. 
Podemos diferenciar essas práticas, com base no ambiente em que são 
realizadas, podendo ser na natureza ou em espaço urbano. As PCA’s na natureza são 
aquelas praticadas em contato com natureza, em ambientes naturais, estando neste 
espaço, os sujeitos que a praticam estão expostos intempéries naturais, como, frio, 
calor, chuva, vento. Já as PCA’s em espaços urbanos, são praticadas em ambientes 
urbanos e até em espaços fechados. 
 
Figura 1. Exemplo de Prática Corporal de de Aventura na natureza. 
Fonte: Shutterstock. 
https://freesider.com.br/esportes-radicais/esportes-de-aventura-na-natureza/ 
 
https://freesider.com.br/esportes-radicais/esportes-de-aventura-na-natureza/
 
 
 Figura 2. Exemplo de Prática Corporal de de Aventura no espaço urbano. 
Fonte: Shutterstock. 
De acordo com a BNCC (2016), as principais características que diferenciam essas 
práticas são, 
As práticas de aventura na natureza se caracterizam por explorar as 
incertezas que o ambiente físico cria para o praticante na geração da vertigem 
e do risco controlado, como em corrida orientada, corrida de aventura, 
corridas de mountain bike, rapel, tirolesa, arborismo etc. Já as práticas de 
aventura urbanas exploram a “paisagem de cimento” para produzir essas 
condições (vertigem e risco controlado) durante a prática de parkour, skate, 
patins, bike etc (BRASIL, 2016). 
 
Veja caro estudante, as PCAs possuem características particulares que as 
diferenciam das demais manifestações do movimento humano. Imagine-se jogando 
futebol e em seguida se imagine escalando uma montanha! Qual a sensação de ambos? 
Há diferença? Reflita e prossiga. 
Além do dito, as PCAs são um conteúdo da Educação Física, ou seja, fazem parte 
dos conhecimentos que devemos transmitir aos nossos alunos na escola. Elas estão 
previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Sabemos que este documento é 
 
recente, mas e as PCAs, quando surgiram? Você sabe? Vamos para o próximo tópico 
responder a este questionamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Hora do Skate. http://horadoskate.com/skate-no-mundo/ 
 
2 ASPECTOS HISTÓRICOS DAS PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA 
 
Há indícios que ao longo da história humana, sempre houveram atividades 
desafiadoras e que envolvessem aventura, assim como emoções fortes. No entanto, 
(FRANCO; CAVASINI; DARIDO, 2017), tais práticas não poderiam receber o nome de 
Práticas Corporais de Aventura ou Esportes de Aventura, pois estas não eram realizadas 
com o sentido que se atribui a elas hoje. Neste contexto histórico, o surfe é um 
precursor. Sua origem data por volta do século XVIII. Outras modalidades também 
poderiam assumir tal responsabilidade, como o montanhismo (FRANCO; CAVASINI; 
DARIDO, 2017) que tem registros de suas primeiras técnicas no século XVIII. 
Em específico no Brasil, pouco se escutava falar das PCA’s em território nacional 
na década de 80 e 90, ficando restrito apenas aos adeptos destas, já que havia pouca 
exposição na mídia. Porém no final da década de 1990 e início de 2000 é que essa prática 
ganhou mais visibilidade, tanto em aspectos de praticar a modalidade, quanto em 
pesquisas e estudos acerca desse tema (TAHARA; FILHO, S., 2012). 
O esporte moderno, que são esses esportes que vemos hoje, marcado por ser 
diferente do que estamos acostumados a ver, caracteriza-se por aspectos particulares 
http://horadoskate.com/skate-no-mundo/
 
com o objetivo de transmitir ao público emoções, que na sociedade moderna tornam-
se mais controladas, visto que cada vez mais e a cada momento restringe-se ao esporte 
moderno tornar possível a experimentação de emoções de extrema excitação, que em 
tempos passados não eram condicionadas a locais nem a momentos próprios, podendo 
o homem se expressar mais livremente perante tais sociedades (DUNNING; ELIAS, 
1992). 
De acordo com Schwartz (2002), as pessoas buscavam praticar essas 
modalidades na intenção de experimentar vivências espontâneas e significativas, como 
forma de fugir de uma rotina estressante e do caos urbano, conseguindo portanto, 
integrar a necessidade com o prazer, e com isso, aprimorar seus momentos de lazer. 
Nesse sentido, as PCA’s vem crescendo, tendo grandes desenvolvimentos e 
repercussão, ou seja, cresceu consideravelmente tanto em relação ao números de 
participantes, quanto em modalidades, com isso, as práticas corporais de aventura se 
tornaram algo institucionalizado, e que com essa evolução abriu-se portas também para 
um novo segmentos no mercado esportivo, ou seja, começou a se tornar uma 
oportunidade de negócio. Ainda, podemos pensar que, 
 
No mundo capitalista não se perde tempo nem espaço, o esporte é um 
produto que é vendido de diferentes formas a diferentes camadas sociais, e 
este nicho "esportes de aventura", por sua vez, está cada vez mais 
mercantilizado para suprir a uma demanda já existente (CANTORANI;PILATTI, 
p.5, 2005). 
 
Veja alunos, facilmente encontramos empresas que oferecem oportunidades de 
vivências em atividades de aventuras, empresas que vendem equipamentos específicos, 
e assim por diante. E é disso que estamos falando, com o passar dos anos essas práticas 
se tornaram mais populares e hoje em dia estão em alta e com isso, acabam sendo 
mercadorizadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Freepick. https://br.freepik.com/vetores-gratis/conjunto-com-pessoas-fazendo-varios-tipos-de-
esportes-radicais_3797888.htm 
https://br.freepik.com/vetores-gratis/conjunto-com-pessoas-fazendo-varios-tipos-de-esportes-radicais_3797888.htm
https://br.freepik.com/vetores-gratis/conjunto-com-pessoas-fazendo-varios-tipos-de-esportes-radicais_3797888.htm
 
 
3 PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA E CLASSIFICAÇÕES 
 
Para classificar as PCA’s, vamos usar o autor Bétran (2003) que agrupam as práticas em 
quatro classificações, sendo elas: 
a) Ambiente pessoal: as atividades são classificadas de acordo com as sensações que 
oferecem, podendo ser, de efeito relaxante ou estresse, de acordo com as emoções, 
hedonismo e ascetismo, e por fim, de acordo com recursos tecnológicos, podendo usar o 
corpo ou artefato mecânico tecnológico. 
b) Impactos ambientais: os impactos que podem ser gerados pelas práticas de aventuras em 
diferentes níveis (elevados, medianos ou reduzidos). 
c) Ambiente social: aqui entram aspectos relacionados à sociabilidade, podendo envolver 
atividades realizadas individualmente, em grupo sem colaboração ou em grupo com 
colaboração. 
d) Ambiente físico: o meio pelo qual a pessoa vai praticar atividade escolhida, podendo ser: 
no ar, na terra, ou na água. 
 
Essa última classificação é a mais utilizada e mais conhecida para nos referirmos a 
algumas modalidades de práticas corporais de aventura. A seguir observe as figuras 1, 2 e 3. Elas 
trazem a classificação das PCA’s de acordo com o ambiente físico e as suas respectivas 
modalidades. 
 
 
Figura 5. Modalidades praticadas em Terra. 
Fonte: As autoras. 
 
 
Figura 6. Modalidades praticadas na água. 
Fonte: As autoras. 
 
 
 
Figura 7. Modalidades praticadas no ar. 
Fonte: As autoras. 
 
São várias as modalidades, não é mesmo? Na unidade II e III traremos detalhes sobre as 
mesmas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem do Tópico: 
 
https://image.shutterstock.com/image-photo/guy-adjusting-slackline-equipment-before-600w-1774303196.jpg 
4 PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA E O MEIO AMBIENTE: EDUCAÇÃO AMBIENTAL 
 
https://image.shutterstock.com/image-photo/guy-adjusting-slackline-equipment-before-600w-1774303196.jpg
https://image.shutterstock.com/image-photo/guy-adjusting-slackline-equipment-before-600w-1774303196.jpg
 
Conforme observamos nos tópicos anteriores, a busca pelas PCA’s vem crescendo a cada 
dia mais, de modo que os praticantes utilizam também com mais frequência, ambientes naturais, 
podendo levar a natureza a apresentar uma descaracterização sociocultural. Nesse sentido, é 
importante realizar uma reflexão sobre quais são os verdadeiros impactos e qual a magnitude 
disso para o meio ambiente. 
Diante disso, é importante o desenvolvimento de programas de intervenção com o tema 
educação ambiental, de modo a introduzir um aspecto de caráter educacional a essas práticas, 
desenvolvendo também competências para melhoria e manutenção da qualidade do meio 
ambiente, ou seja, como poderíamos/devemos pensar em praticar tais modalidades de modo a 
não gerar impactos ambientes (FRANCO; CAVASINI; DARIDO, 2017). 
Os principais impactos que as PCA’s podem causar se relacionam com: 
● Solo: compactação de certos terrenos, devido a utilização descontrolada dos mesmos. 
● Vegetação: destruição de plantas, árvores e arbustos, que muitas vezes são únicos de 
determinadas regiões. 
● Animais silvestres: aproximação desnecessária, causando estresse no animal, além de 
levar a ataques e entrega de alimentos não adequados aos animais. 
● Recursos hídricos: contaminação e poluição por resíduos produzidos por seres humanos. 
● Recursos culturais: destruição de espaços históricos e culturais. 
● Questões sociais: diferentes objetivos dos indivíduos que buscam praticar atividades nos 
mesmos locais e momentos. 
Entre as ações focadas em minimizar os impactos gerados pelas práticas desses esportes, 
existe a estratégia proposta pela instituição The Leave no Trace Center for Outdoor Ethics (2013) 
(Centro de Ética ao Ar Livre Não Deixe Rastro), que está presente em diversos países como 
Estados Unidos, Canadá, México, Chile, Argentina, Brasil, Escócia, Inglaterra, Coréia do Sul, 
Taiwan, Austrália e Nova Zelândia, onde, o objetivo principal dessa instituição é inspirar uma 
postura ética nos praticantes de atividades esportivas, independente dos locais utilizados e 
modalidades realizadas, podendo assim ser incorporado a quaisquer aulas de educação física ou 
de esporte Morley et al. (2008). 
 
As propostas desenvolvidas pelo The Leave no Trace Center for Outdoor Ethics, através 
dos Princípios de Não Deixe Rastros, são: 
● Conhecer antes de ir: tem o foco em planejar a atividades esportiva, sugerindo que haja 
a levantação de informações em livros, internet, professores, órgãos públicos que 
pontuam aspectos relacionados com o desenvolvimento da atividade como, condições 
locais, restrições e proibições existente, dias e horários de funcionamento, previsão 
meteorológica, quem são as pessoas envolvidas nessa atividade (faixa etária e 
quantidade) e quais equipamento necessários. 
● Permanecer nas trilhas e acampar em locais permitidos: aqui o destaque é para a 
importância de se utilizar locais adequados e previamente determinados para a realização 
da prática de aventura, evitando a criação desnecessária de novos espaços ou trilhas; de 
modo a minimizar impactos ambientais e evitar riscos. 
● Descarte apropriado dos resíduos produzidos: a necessidade de organizar as atividades 
de modo a empregar, sempre que possível, sanitários existentes nas áreas de prática, o 
compromisso de que tudo que for levado para a natureza, deva ser trazido de volta 
(cascas de frutas, embalagens de comida, garrafas de água) e encaminhado 
adequadamente, ou seja, salienta a responsabilidade do praticante de atividades de 
aventura, em relação aos resíduos ou ‘lixos’ produzidos, isso inclui também os dejetos de 
animais de estimação. 
● Deixar os locais como foram encontrados: não alterar os locais empregados para as 
práticas, prevenindo danos permanentes às árvores, aos arbustos, aos locais e objetos de 
valor histórico e/ou cultural, além de permitir a satisfação e o senso de descoberta de 
outros indivíduos, quando da visitação dos mesmos locais em outros momentos. 
● Ser cuidadoso com as fogueiras: sempre conferir se é permitido acender fogueira ou 
apanhar lenhas. Manter o fogo sempre em controle, de modo a evitar riscos e maiores 
impactos. Antes de ir embora, verificar que as cinzas estejam realmente apagadas. 
● Permitir que os animais silvestres se mantenham silvestres: não interferir 
desnecessariamente em ecossistemas (ex.: não alimentar animais silvestres e os observar 
 
sempre à distância), o que também é uma forma de manter a segurança dos praticantes 
de atividades de aventura. 
● Compartilhar as trilhas e cuidar dos animais de estimação: considerar e respeitar os 
demais, pois as pessoas possuem diferentes formas de apreciar as atividades realizadas 
na natureza, portanto, barulhos desnecessários ou algazarras podem não ser bem aceitos 
nessas ocasiões. Manter animais de estimação sob controle e recolher seus dejetos, caso 
estejam presentes durante as práticas de aventura. 
Então estudante, ao praticarmos as PCA’s devemos sempre nos atentar aos impactos 
ambientes e seguir todas as dicas e informações trazidas aqui para minimizá-los e/ou evitá-los. 
Cuidar da natureza é nossa responsabilidade. É importante destacar que a prática de esportes na 
natureza é uma forma de aprender e lidar com a educação ambiental. Você sabe o que é isso? 
 
4.1 Educação Ambiental 
 
A expressão Educação Ambiental surge na década de 70, quando aconteceram as primeiras 
conferências internacionais sobre problemáticas ambientais. A partir disso, tivemos vários 
acontecimentos que consolidaram a Educação Ambiental, como, a Conferência de Estocolmo em 
1972, a Conferência Rio-92 em 1992, a Agenda 21, a Política Nacional de Meio Ambiente e a 
Política Nacional de Educação Ambiental (GANZER et al., 2017). 
Entre outros, temos ainda a Resolução nº 2, de 15 de junho de 2012, do Conselho Nacional 
de Educação, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental, e 
traz esta como meio importante para o conhecimento de habilidades, atitudes e proteção do 
meio ambiente. 
Demais, há ainda documentos que devem garantir o acesso a educação ambiental, 
[...] a própria legislação brasileira já prevê a educação ambiental, seja na Constituição 
Federal, seja na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394/1996), bem como 
nos instrumentos que norteiam o fazer pedagógico na escola, tais como os Parâmetros 
Curriculares Nacionais, as Diretrizes Curriculares Nacionais, os Planos de Educação e o 
próprio Projeto Político-Pedagógico da escola, visando à garantia do direito a um meio 
ambiente ecologicamente equilibrado para todos (OLIVEIRA et al., 2017, p. 01). 
 
 
Mas afinal, o que é a Educação Ambiental? A Educação Ambiental é, 
 
Uma dimensão da educação, é atividade intencional da prática social, que deve imprimir 
ao desenvolvimento individual um caráter social em sua relação com a natureza e com 
os outros seres humanos, visando potencializar essa atividade humana com a finalidade 
de torná-la plena de prática social e de ética ambiental (BRASIL, art. 1º, inciso II, 2012). 
 
 
A Educação Ambiental deve ter como foco nós (seres humanos) e nossas relações com os 
outros e com o meio ambiente. Essa educação, tem como objetivo possibilitar a construção de 
conhecimentos, o desenvolvimento de habilidades, atitudes e valores sociais, o cuidado com a 
comunidade de vida, a equidade socioambiental e a proteção do meio ambiente (BRASIL, 2012). 
Ao encontro do mencionado, Cavasini, Petersen e Petkowicz (2013) trazem componentes e 
objetivos da educação ambiental segundo Ministry for The Environment of New Zealand (1998), 
sãoeles: 
● Consciência: desenvolver a compreensão, tanto em relação aos impactos produzidos 
pelas atividades humanas quanto ao meio ambiente quando das responsabilidades que 
cada um de nós temos. 
● Habilidades: desenvolver habilidades para a participação com eficiência na tomada de 
decisão que afete o meio ambiente e para resolver problemas ambientais. 
● Conhecimento: compreender, de forma básica, o meio ambiente e a interação do ser 
humano com ele. 
● Atitude: desenvolver valores, ter responsabilidade e motivação para melhorar e 
contribuir com a manutenção da qualidade do meio. 
● Participação: possibilitar a oportunidade de envolvimento em tarefas, atividades que 
visem a resolução de problemas ambientais. 
 
Na Educação Ambiental temos 3 abordagens (CAVASINI; PETERSEN; PETKOWICZ, 2013), 
 
● Educação sobre o meio ambiente: aquela que possibilita informações com o objetivo de 
construir conhecimentos sobre os fenômenos ambientais. 
● Educação no meio ambiente: aquela que irá empregar atividades ao ar livre, como as 
práticas corporais de aventura, com o propósito de desenvolvimento de diferentes 
aprendizados. 
● Educação para o meio ambiente: aquele que possui intervenções direcionadas à 
superação de problemas ambientais. 
Vamos nos ater a Educação no meio ambiente. Neste viés, as atividades de Educação 
Ambiental podem e devem ser desenvolvidas em conjunto com os esportes na natureza. Os 
esportes “são mais do que complementos às atividades educacionais, podendo ser considerados 
essenciais para a promoção de efetivas intervenções de educação ambiental” (CAVASINI; 
PETERSEN; PETKOWICZ, 2013, p. 31). 
Então o que podemos fazer? Quais conteúdos podemos desenvolver? São exemplos 
trazidos por Cavasini, Petersen e Petkowicz (2013), problemáticas relacionadas aos resíduos, 
perspectivas sobre o RRR (reduzir, reutilizar e reciclar), impactos ambientais causados pelo 
homem e as práticas de mínimo impacto nos esportes da natureza (como exposto no tópico 4). 
Estratégias simples podem ser adotadas para contribuir com esse movimento em prol do 
meio ambiente, como, encaminhar o lixo produzido de modo apropriado (figura 6). 
 
 
. 
Figura 8. Lixeiras para descarte adequado de lixo. 
Fonte:Shutterstock. 
 
Além disso, você pode promover ações para limpeza de rios da comunidade, caminhadas 
por espaço natural associado a coleta dos resíduos, e muitas outras possibilidades associadas as 
PCA’s. 
 
 
 
SAIBA MAIS 
 
Estudante você sabia que existe diferença entre Educação Ambiental e Meio Ambiente? 
Veja a figura abaixo. 
 
Quadro 1. Diferença entre Educação Ambiental e Meio Ambiente. 
 
Fonte: Ganzer (2017, p. 25). 
 
#SAIBA MAIS# 
 
REFLITA 
 
Como podemos efetivar a Educação Ambiental em nossa escola? Em nosso bairro? Em 
nossa região? Pense sobre isso. Mas ressaltamos que o primeiro passo é esse, refletir sobre 
iniciativas que contribuam com a preservação e manutenção do meio ambiente. 
 
Fonte: As autoras. 
 
 
#REFLITA# 
 
 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Chegamos ao fim da nossa primeira unidade da apostila de Práticas Corporais de Aventura! 
Nesta você teve a oportunidade de adquirir conhecimentos sobre quatro assuntos, você se 
lembra quais são eles? Vamos relembrar então. 
No nosso primeiro tópico foi possível verificar que as Práticas Corporais de Aventura 
também podem ser chamadas de outras formas, como esportes radicais, esportes de aventura… 
Além disso, elas são conhecidas como Práticas Corporais na natureza (aquela praticada em 
ambiente natural) e Práticas Corporais em espaço urbano (aquela praticada em locais urbanos e 
ou em espaço fechados). 
No segundo tópico discutimos sobre essas práticas, e alguns aspectos históricos. Pudemos 
ver que após seu surgimento, essas modalidades vêm crescendo a cada dia, assim como, 
conquistando mais adeptos, principalmente pelos sentimentos de emoção e prazer que estes 
esportes oferecem. Além disso, foi possível entendermos como esse campo tem possibilitado 
aumentar as oportunidades de negócio. 
No tópico 3 “Práticas Corporais de Aventura e Classificações" você adquirirá 
conhecimentos acerca de como tal conteúdo é classificado. E por fim no tópico 4 “Práticas 
Corporais de Aventura e o meio ambiente: educação ambiental” iremos debater questões 
indispensáveis relacionadas aos cuidados que devemos ter com o meio ambiente ao vivenciar e 
atuar com tais práticas. 
Agora que aprendemos mais sobre as Práticas Corporais de Aventuras, vamos em frente na 
Unidade II, para conhecermos as características de algumas dessas modalidades. 
 
 
 
 
LEITURA COMPLEMENTAR 
 
 Práticas corporais de aventura nas Olímpiadas 
 
 
As práticas de aventura, tem ganhado cada vez mais espaço entre as pessoas, 
independente do sexo e da idade. Um dos exemplos mais atuais desse crescimento é a inserção 
de modalidades de aventura no quadro de esportes olímpicos, como por exemplo, o surfe, o 
skate e a escalada esportiva. 
 Em 2020 era previsto ocorrer um megaevento em Tóquio, mas por conta da pandemia 
do coronavírus, o evento está previsto para ocorrer em 2021. Nas olimpíadas de Tóquio 2021, 
será a primeira vez que a escalada esportiva entra no quadro olímpico. Nesta modalidade, cada 
atleta deverá disputar três categorias, cujas notas combinadas definem os vencedores gerais, 
geralmente, cada escalador é especialista em uma ou duas categorias, tal fato gerou 
controvérsia, já que a nota é a soma das três categorias. As paredes podem ter mais de 15 metros 
e, em cada bateria, o atleta tem uma única chance para chegar ao topo, em um tempo de até 
seis minutos. Ganha quem chegar mais alto sem cair. O critério de desempate é o menor tempo. 
Nessa estreia da escalada esportiva nas olimpíadas, não há brasileiros classificados para Tóquio 
2021. O quadro de atletas conta com 20 homens e 20 mulheres, que participarão da modalidade. 
Com Skate chega aos Jogos Olímpicos com uma popularidade crescente. Serão duas 
categorias disputadas nas olimpíadas, sendo elas a “street” que representa uma rua, com 
obstáculos formados por rampas, escadas, corrimão, bancos e paredes, de forma que as 
manobras são avaliadas seguindo critérios de originalidade, velocidade e movimentos, de modo 
que o competidor tem sete tentativas de realizar tais manobras e movimentos, sendo somado as 
quatro melhores pontuações, e os melhores avançam de fases até se definir o vencedor. A 
segunda categoria é a “park”, uma pista em formato de piscina que une alguns elementos do 
“street”, entretanto, nessa categoria os skatistas poderão alcançar uma altura de 3 metros do 
chão, podendo realizar até três tentativas, valendo a melhor nota, e os melhores avançam de 
 
fases até se definir o vencedor. Cada país pode ter até três atletas em cada categoria, que são 
divididas entre os sexos. Dos 80 skatistas que foram classificados para Tóquio 2021, 12 são 
brasileiros, ou seja, todas as vagas disponíveis para os brasileiros na modalidade foram 
preenchidas. Entre os destaques, estão Kelvin Hoefler e Letícia Bufoni de uma geração mais 
antiga e Luiz Francisco e Rayssa Leal de uma mais nova. 
 O surf também fará sua estreia nas Olimpíadas de Tóquio 2021, e tal estreia é esperada 
com promessas de medalhas. Os atletas Gabriel Medina e Ítalo Ferreira, Tatiana Weston-Webb 
e Silvana Lima, serão os representantes do país nas olimpíadas. Ao todo, serão 20 homens e 20 
mulheres, com dois surfistas por país, no máximo. As provas levarão quatro dias para acontecer, 
podendo se estender por até mais quatro dias caso faltem ondas. Cada bateria terá 30 minutos 
de duração e serão disputadas por quatro ou cinco atletas ao mesmo tempo. Nas rodadas finais, 
o formato passa a ser de um contra um. Para avançar nas rodadas, serão somadas as pontuações 
das duas melhores ondas da bateria. 
 
Fonte: As autoras; ABEE, 2021; COB, 2021; CBSk, 2021;CBSURF, 2021;LIVRO 
 
 
• Título. Educação Ambiental no Brasil: Formação, Identidades e Desafios 
• Autor. Gustavo Ferreira da Costa Lima. 
• Editora. Papirus. 
• Sinopse . O livro vem abordar a Educação Ambiental a partir de uma perspectiva histórico-
social e crítica. Ele mostra em que medida a educação ambiental no Brasil tem contribuído com 
a superação dos desafios colocados pela crise socioambiental contemporânea. 
 
 
 
• Título. Reflexões e Práticas em Educação Ambiental: discutindo o consumo e a geração de 
resíduos 
• Autor. Juscelino Dourado e Fernanda Belizário (orgs.) 
• Editora. Oficina de Textos. 
• Sinopse . O livro aborda questões atuais envolvendo o ensino e o meio ambiente. Discute temas 
tradicionais sob uma perspectiva nova, além de incluir vários exemplos práticos de atividades 
pedagógicas para a Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. 
 
 
FILME/VÍDEO 
 
• Título: Não Deixe Rastros - Leave no Trace 
• Ano: 2020 
• Sinopse: Neste vídeo, você conseguirá explorar e visualizar com mais clareza o surgimento 
dessa proposta e como usar as práticas para gerar o mínimo impacto em ambientes naturais. 
Neste vídeo é resumido os sete princípios do Leave no Trace. Vamos juntos criar boas práticas e 
curtir a natureza sem prejudicá-la. Compartilhe essa ideia. 
• Link: https://www.youtube.com/watch?v=3vtsDageIls 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BETRÁN, J. O. Rumo a um novo conceito de ócio ativo e turismo na Espanha: as 
atividades físicas de aventura na natureza. In: MARINHO, Alcyane; BRUHNS, Heloisa 
Turini (Org.). Turismo, Lazer e Natureza. Manole: São Paulo, 2003. p. 157-202. 
 
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Conselho Nacional de Educação. 
Resolução n.2, de 15 de junho de 2012. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para 
a Educação Ambiental. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 18 jun. 2012. 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (Proposta preliminar 
- 2a. versão), 2016. 
 
ABEE. Associação Brasileira de Escalada Esportiva. 2018. Disponível em: 
https://abee.com.br/. Acesso em: 02 set. 2021. 
 
CAVASINI, R.; PETERSEN, R. D. S.; PETKOWICZ, F. O. PST/Navegar: aspectos técnicos e 
pedagógicos. Maringá: Eduem, 2013. 
 
CBSK. Confederação Brasileira de Skate. [s.d]. Disponível em: 
http://www.cbsk.com.br/. Acesso em 20 de junho de 2021. 
 
CBSURF. Confederação Brasileira de Surf. [s.d] Disponível em: https://cbsurf.org.br/. 
Acesso em: 20 de junho de 2021. 
 
COB. Comitê Olímpico Brasiliero. [s.d]. Disponível em: www.cob.org.br. Acesso em 20 
de junho de 2021. 
 
FRANCO, L. C. P.; CAVASINI, R. C.; DARIDO, S. C. Práticas Corporais de Aventura. In: 
GONZÁLEZ, F. J.; DARIDO, S. C.; OLIVEIRA, A. A. B. Lutas, Capoeira, Práticas Corporais de 
Aventura. 2ªed., Maringá: Eduem, 2017. 
 
FERREIRA, A. B. H. Minidicionário da Língua Portuguesa. 2. Ed. Rio de Janeiro: Nova 
Fronteira, 1989. 
 
https://abee.com.br/
http://www.cbsk.com.br/
https://cbsurf.org.br/
http://www.cob.org.br/
 
GANZER, A. A. et al. Educação Ambiental e Meio Ambiente em pauta. Novo Hamburgo: 
Universidade FEEVALE, 2017. 
 
OLIVEIRA, J. et al. Educação ambiental e a legislação brasileira: contextos, marco legal e 
orientações para a educação básica. Educação Ambiental em Ação, 2017. 
 
TAHARA, Alexander Klein; FILHO, Sandro Carnicelli. A presença das atividades de 
aventura nas aulas de Educação Física. Arquivo de Ciências do Esporte – v.1 n.1 p.60-
66, março 2012. 
 
SCHWARTZ GM. Emoção, aventura e risco: a dinâmica metafórica dos novos estilos. In: 
Burgos MS; Pinto LMSM (Org.). Lazer e estilo de vida. Santa Cruz do Sul: Edunisc, 2002. 
p.139-168. 
CANTORANI, José Roberto Herrera; PILATTI, Luiz Alberto. O Nicho Esportes de Aventura: 
um processo de civilização ou descivilização? EFDeportes, Buenos Aires, ano 10, n.87, 
2005. 
DUNNING, Eric; ELIAS, Norbert. A busca da excitação. Lisboa: Difel, p. 187-222, 1992. 
 
MORLEY, L. et al. Conviction of the heart: Implementing leave-no-trace principles in 
outdoor recreation. Journal of Physical Education, Recreation & Dance, vol. 79, n. 7, 
2008. 
 
THE LEAVE NO TRACE CENTER FOR OUTDOOR ETHICS (LNT). 2021. Disponível em: 
https://lnt.org/. Acesso em: 20 de jun. 2021. 
 
UNIDADE II 
PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA EM TERRA 
Professora Mestre Pollyana Mayara Nunhes 
Professora Mestre Bruna Solera 
 
 
Plano de Estudo: 
• Características de modalidades praticadas em terra; 
https://lnt.org/
 
• Aspectos históricos de modalidades praticadas em terra; 
• Prática de modalidades praticadas em terra. 
 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
• Caracterizar as modalidades praticadas em terra; 
• Conhecer os aspectos históricos de modalidades praticadas em terra; 
• Estudar a prática de modalidades praticadas em terra. 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
Olá estudante, 
 
Seja bem-vindo (a) a segunda unidade da nossa apostila de “Práticas Corporais 
de Aventura”! 
 
A unidade II, intitulada de “Práticas Corporais de Aventura em Terra” objetiva 
possibilitar a você conhecimentos sobre as práticas corporais de aventura que são 
praticadas na terra. Sendo elas: Corrida de Aventura, Corrida de Orientação, Arvorismo, 
Escalada, Mountain Bike, Parkour, Skate, Slackline e Trekking. Você as conhece? Já as 
praticou? 
Ao longo de nossa unidade você estudará as características das PCA 
mencionadas, assim como conhecerá os aspectos históricos destas, ou seja, quando ela 
surgiu, quais os materiais eram utilizados em sua origem, e por fim, vai entender como 
cada modalidade pode ser praticada. 
Vamos juntos nessa caminhada desafiante rumo ao conhecimento! 
 
Bons estudos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem do Tópico: https://image.shutterstock.com/image-photo/young-man-back-flip-
parkour-600w-648917863.jpg 
Fonte: www.shutterstock.com/ 
 
1 MODALIDADES PRATICADAS EM TERRA: O QUE SÃO? QUAL SUA HISTÓRIA? COMO 
PRATICAR? 
 
https://image.shutterstock.com/image-photo/young-man-back-flip-parkour-600w-648917863.jpg
https://image.shutterstock.com/image-photo/young-man-back-flip-parkour-600w-648917863.jpg
http://www.shutterstock.com/
 
 As Práticas Corporais de Aventura são modalidades que podem ser classificadas 
de acordo com o ambiente físico que elas acontecem, não é mesmo? Vimos isso na 
unidade I desta apostila. Sendo assim, neste momento iremos tratar das modalidades 
que são praticadas em terra. São elas: Corrida de Aventura, Corrida de Orientação, 
Arvorismo, Escalada, Mountain Bike, Parkour, Skate, Slackline e Trekking. 
 
1.1 Corrida de Aventura 
 
A corrida de aventura é uma prática competitiva que tem como objetivo o 
deslocamento entre pontos na natureza, contendo, articulado a ela diversas 
modalidades de aventura (FRANCO; CAVASINI; DARIDO, 2017). Sendo as mais comuns, 
a corrida de orientação, o trekking, o mountain bike, canoagem e técnicas verticais 
(SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO PARANÁ, 2011). Essas modalidades você conhecerá ao 
longo dos nossos estudos. Fique atento! 
 
Figura 1. Corrida de aventura. 
 
Fonte: Shutterstock. 
 
A corrida de aventura é um evento multidisciplinar realizado em equipes. Esta 
modalidade exige um ótimo preparo físico, psicológico e habilidades em se trabalhar em 
grupo (TOGUMI, 2017). 
A corrida de aventura tem como objetivo cruzar a linha de chegada. Mas isso deve 
acontecer com a equipe completa, ou seja, os quatros integrantes devem chegar juntos 
depois de cumprir todos os percursos. Existem diferentes formatos para a corrida de 
aventura, variando de triathlon off road até expedição com duração de 15 dias. Durante 
as provas, os competidores passam por locais remotos e selvagens, e para vencer 
precisam ter estratégia e escolher a melhor rota, equipamento mais adequado, 
alimentação e ritmo (TOGUMI, 2017). 
No percurso há postos de controle (PCs), pelos quais é obrigatório a passagem. 
Nestes, as equipes são informadas do caminho correto. Os PCspossuem uma ordem 
numérica, sendo assim, cada equipe deve passar por eles respeitando a numeração. 
Caso haja troca de modalidade, o PC passa a ser visto como áreas de transição (ATs). 
Podemos dizer, de acordo com Togumi (2017) que as provas de corrida de 
aventura se dividem em quatro: 
● Expedição: prova conhecida como “verdadeira” corrida de aventura. Nesta a 
equipe é formada por 4 integrantes, sendo um deles, do sexo oposto. A equipe 
percorrerá um percurso de aproximadamente 400 quilômetros, tendo mais de 3 
dias de duração. Não há paradas obrigatórias. 
● Estágios: esta prova é uma variação da corrida tipo expedição. Esta prova possui 
largada e chegada diariamente, isso obriga os atletas a fazerem paradas durante 
a noite. É uma prova mais rápida. 
● Médias ou de fim de semana: essas provas têm duração de 24 a 40 horas. Os 
participantes experimentam a privação de sono. Além daquelas modalidades 
mais comuns encontradas nas corridas de aventura, a organização pode incluir 
outras específicas, como patinação, escalada… Essa prova é utilizada por alguns 
atletas como treino para provas mais longas. 
 
● Curtas: Elas possuem duração de 4 a 8 horas. É a entrada para as corridas de 
aventura para novos corredores. Este tipo de prova exige habilidades básicas 
para as principais modalidades: trekking, canoagem, mountain biking e técnicas 
verticais simples (como rapel). 
 
É importante ressaltar, que além do dito, hoje em dia há provas que podem 
participar atletas em duplas masculinas, duplas femininas, duplas mistas ou categoria 
solo (TOGUMI, 2017). 
 
1.1.1 Aspectos históricos da Corrida de Aventura 
 
A Corrida de Aventura tem seu surgimento atrelado a uma busca do homem por 
uma atividade que levasse o nosso corpo ao limite (TOGUMI, 2017). 
 
Foi em 1980 que o neozelandeses criaram o que seriam os primeiros 
eventos de aventura, e com a ideia de fazer uma prova multiesportiva 
ligada à natureza criaram o Alpine Ironman, e em seguida o Coast to 
Coast”, evento que rapidamente se tornou popular e continua sendo 
realizado anualmente na Nova Zelândia (TOGUMI, 2017, [s.d]). 
 
Então as origens da corrida de aventura está associada ao Coast to Coast 
(SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO PARANÁ, 2011). Este é composto por 36 quilômetros 
de corrida em montanha (trekking), 67 quilômetros de canoagem e 140 quilômetros de 
mountain biking. 
No Brasil a corrida de aventura chegou em 1997, com o empresário Alexandre 
Freitas, que participou de uma corrida na Nova Zelândia. 
 
Alexandre criou a Sociedade Brasileira de Corridas de Aventura (SBCA), 
organizadora da primeira Corrida de Aventura brasileira, a Expedição 
Mata Atlântica - EMA, cujo conceito é unir o esporte, a aventura e a 
preocupação com a conscientização ambiental. A primeira edição da 
 
Expedição Mata Atlântica aconteceu em 1998, com duração de 3 dias 
e 220 km de distância. Nesse mesmo ano o Brasil foi representando 
pela primeira vez no Eco-Challenge, considerada uma das maiores 
corridas do mundo, com a equipe mineira Brasil 500 anos (SECRETARIA 
DA EDUCAÇÃO DO PARANÁ, 2011). 
 
A corrida de aventura foi se popularizando, começaram a surgir eventos mais 
acessíveis e hoje são organizadas provas desta modalidade em praticamente todo o país. 
 
1.2 Corrida de Orientação 
 
A corrida de orientação é uma prática competitiva que utiliza um mapa específico 
e uma bússola para se deslocar entre pontos determinados (FRANCO; CAVASINI; 
DARIDO, 2017). Esses pontos estão espalhados ao longo do trajeto, são pontos de 
controle. Os participantes devem passar por tais pontos no menor tempo possível. A 
corrida de orientação é praticada na natureza, em espaços naturais. 
 
Figura 2. Corrida de Orientação. 
Fonte: Os Pelé’s. 
http://ospeles.blogspot.com/2016/07/conheca-e-pratique-o-esporte-orientacao.html 
 
 
No Brasil a prática é conhecida como “Orientação”. A Orientação possui quatro 
modalidades básicas, são elas: Pedestre, de Precisão (Trail-O), em Mountain Bike (MTB-
O) e em Esqui (CARVALHO, 2020). Vamos conhecê-las? 
Orientação Pedestre: É a mais praticada no mundo todo. Nesta modalidade não é 
necessário veículos ou equipamentos. Os pontos de controle são colocados em locais 
com acessos difíceis. 
Orientação de Precisão (Trail-O): esta modalidade é praticada por atletas com 
deficiência motora e que usam cadeiras de rodas, assim como, por atletas com 
experiência, de elites que tem como objetivo a melhora de sua performance e por isso 
buscam essa forma de treinamento. 
Orientação em Mountain Bike (MTB-O): é parecida com a pedestre, sendo a 
principal diferença que os pontos de controle são colocados nas bordas de trilhas e 
estradas. 
Orientação em Esqui: é uma modalidade realizada em terrenos com neve e 
seguem balizamentos nos mapas. 
 
Mas como acontecem as competições? 
No início da competição cada praticante receberá um mapa. Neste mapa estão 
marcados pequenos círculos, que são os pontos de controle, estes estão distribuídos no 
terreno onde será realizada a corrida, eles são materializados na forma de prismas 
(quadrados de 30 cm de lado em tecido, metade na cor laranja e metade na cor branca). 
Estes prismas ficam acompanhados de um picotador. O praticante recebe ainda um 
cartão controle, com o qual ele irá comprovar a passagem por cada ponto de controle 
através da marca feita como o uso do picotador (FORÇA AÉREA BRASILEIRA, [s.d]). 
 
 
Figura 3. Ponto de controle com picotador. 
Fonte: Portal do Professor. 
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=13284 
 
O mapa que o competidor recebe é um mapa de orientação topográfico detalhado 
no qual tem o percurso que deve ser percorrido. Além disso, há todos os detalhes 
relacionados à vegetação, relevo, rochas… O percurso é formado por um triângulo de 
partida, pontos de controle e chegada (FORÇA AÉREA BRASILEIRA, [s.d]). As regras 
básicas são: Passar por todos os pontos de controle de acordo com a sequência 
estabelecida, marcar de forma correta o cartão controle e preservar a natureza. 
A orientação é uma prática que exige habilidades como: leitura sem erros do 
mapa, avaliação e escolha da rota, uso da bússola, tomada de decisão, corrida em 
terreno natural variado entre outras (FORÇA AÉREA BRASILEIRA, [s.d]). 
 
1.2.1 Aspectos históricos da Corrida de Orientação 
 
 
De acordo com Carvalho (2020) a corrida de orientação, ou simplesmente 
orientação, é uma prática que teve seu início na Suécia. Ela é administrada pela 
Federação Internacional de Orientação (IOF) com sede na Suécia. 
Foi em 1850 que a orientação nasceu nos meios militares escandinavos, que por 
sua vez, utilizavam como meio de entretenimento um grande jogo pedestre para suas 
tropas. Em 1919 aconteceu a primeira prova oficial de Orientação na Suécia. Esta foi 
chamada de Corrida de Estocolmo (CARVALHO, 2020). 
Em 1928, foi inventada a primeira bússola e seu criador foi Gunnar Tillander. Com 
o passar dos anos a bússola foi evoluindo e hoje, a mais eficiente delas é da marca Silva. 
Em 1932 foi realizada a primeira competição internacional de orientação entre Suécia e 
Noruega. Após a 2ª Guerra Mundial foi que a orientação desenvolveu-se em outros 
países como nos EUA, Canadá, Grã-Bretanha, Bélgica, Austrália, Espanha e França. Em 
1977, foi quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) reconheceu o Esporte 
Orientação (pedestre)(CARVALHO, 2020). 
Já no Brasil, em 1970, alguns militares do Exército, Marinha e Aeronáutica foram 
até a Europa observar competições de Orientação e em seguida em 1971 o Tolentino 
Paz - Coronel das Forças Armadas do Brasil, organizou as primeiras competições da 
modalidade no país. Ele é considerado o pioneiro desta prática. Em 1999 foi fundada a 
Confederação Brasileira de Orientação (CBO), a qual dirige a modalidade no Brasil 
(CARVALHO, 2020). 
 
1.3 Arvorismo 
 
O arvorismo é uma prática que tem como foco a superação de desafiose 
obstáculos. Estes são construídos geralmente entre plataformas suspensas nas árvores 
(FRANCO; CAVASINI; DARIDO, 2017). 
 
 
 
Figura 4. Arvorismo. 
Fonte: Wikipédia. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arborismo 
 
É um trajeto construído com cabos de aço, cordas e madeira para possibilitar 
muita emoção e adrenalina. Existem três modalidades de arvorismo. São elas: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arborismo
 
Arvorismo Técnico: é o mais utilizado por pesquisadores para transpor as copas 
das árvores (INFOESCOLA, 2021). Ele é realizado por pessoas experientes em técnicas 
verticais. Elas possuem seu próprio equipamento. 
Arvorismo Acrobático: originou-se a partir do arvorismo técnico. Ele tem como 
objetivo a diversão, o desafio. Para isso o grau de dificuldade do percurso é maximizada 
exigindo do praticante equilíbrio e coordenação (INFOESCOLA, 2021). 
Arvorismo Contemplativo: nessa modalidade não há necessidade de 
equipamento de segurança, isso porque o trajeto possui proteções laterais, plataformas 
mais amplas e passarelas firmes entre as árvores. O grau de dificuldade é menor, assim 
como o desafio. O foco principal é contemplar a natureza (INFOESCOLA, 2021). 
 
1.3.1 Aspectos históricos do Arvorismo 
 
O arvorismo possui várias versões acerca de sua origem, no entanto a mais 
difundida diz que ele foi originado na década de 80, na Costa Rica. Neste local havia 
cientistas que pesquisavam a fauna e a flora de cima das árvores, e como forma de evitar 
subidas e descidas durante o trabalho, eles criaram uma forma de passar de um galho 
ao outro. 
Depois disso, a França e Nova Zelândia chamaram essa ideia de esporte de 
aventura. No Brasil essa prática chegou em 2001, quando a Ayla Expedições construiu 
um circuito em cima de postes de eucalipto. 
 
1.4 Escalada 
 
 
Figura 5. Escalada Esportiva. 
Fonte: Shutterstock. 
 
Antes de começarmos a compreender a escalada, precisamos saber que a 
escalada não é a mesma coisa que montanhismo e alpinismo, apesar de parecerem 
semelhantes. Essas modalidades se diferem. 
Para melhor compreender, o montanhismo e escalada existem desde quando o 
homem começou a explorar a natureza, mas os termos se confundiram com alpinismo, 
porque a primeira grande escalada foi feita nos Alpes. Nesse sentido, de acordo com 
Pereira (2016): 
 
Alpinismo, montanhismo e escalada são sinônimos, mas para escaladores 
existem diferenças. O alpinismo é a escalada nos Alpes, que são o berço desse 
esporte na Europa, o montanhismo é a escalada em qualquer montanha e a 
escalada é qualquer subida que se faça em rocha, gelo e parede artificial (p. 
16). 
 
 
A ação de escalar é antes de mais nada, um movimento humano básico, que 
realizamos antes mesmo de andar. A atividade de escalada consiste na ascensão em 
uma superfície natural (rocha, gelo etc) ou artificial (estrutura artificial de escalada, 
edifícios e outros) (OLIVEIRA, 2010). Sua origem se deu quando foi preciso durante o 
montanhismo, recorrer a ajuda das mãos ou outros meios, como forma de conseguir 
prosseguir em um terreno de muita inclinação para chegar ao topo da montanha. 
 
 
Figura 6. Exemplos de superfície para escalada. A figura da esquerda representa a 
escalada em superfície natural, enquanto a da direita representa a escalada em superfície 
artificial. 
Fonte: Blogescadala e Freepik 
https://blogdescalada.com/escalada-em-rocha-quais-sao-os-tipos-de-fundamentos-existentes-
para-o-estilo-livre/ 
https://br.freepik.com/fotos-premium/mulher-praticando-escalada-em-parede-artificial-
dentro-de-casa-estilo-de-vida-ativo-e-conceito-de-boulder_14853795.htm#&position=11 
 
Em relação ao uso de equipamentos utilizados na escalada. Podemos classificar 
em escalada livre, artificial e esportiva. A escalada livre, que é o uso de recursos naturais 
disponíveis para o escalador para progredir. Aqui usa-se materiais apenas para a 
segurança. Temos também a escalada artificial, que é quando o escalador usa materiais 
não só para segurança, mas para auxiliar na progressão. E por fim tem-se a escalada 
esportiva, onde aqui, a via que o escalador seguirá já está estabelecida e fixada. A altura 
da escalada aqui é de no máximo 50 metros. 
https://blogdescalada.com/escalada-em-rocha-quais-sao-os-tipos-de-fundamentos-existentes-para-o-estilo-livre/
https://blogdescalada.com/escalada-em-rocha-quais-sao-os-tipos-de-fundamentos-existentes-para-o-estilo-livre/
 
Em relação aos tipos de segurança na escalada, temos a classificação top rope, 
onde a corda de segurança vem de cima. Nesse sistema a corda não é recolhida e sim 
liberada conforme a progressão na parede. Porém para cada forma de escalada, há 
equipamentos que asseguram a segurança dos praticantes. Existem organizações que 
testam esses equipamentos para garantir a qualidade. Os principais equipamentos de 
escalada, sendo, a corda, mosquetão, fitas expressas, cadeirinhas, freios, capacetes, 
sapatilhas ou botas. Para modalidades na neve e gelo, temos em específico o uso de 
crampons (armações de metal fixadas na bota) e machado de gelo. 
A seguir vamos entender também um pouco a respeito das técnicas utilizada na 
escalada (ABEE, 2020): 
● Tecnicas de nós: Os nós são usados para unir os elementos utilizados na 
escalada. E temos três possíveis divisões, sendo eles nós de união ( serve para 
unir cordas e fitas), nós de ancoragem (servem para ancorar corda ao sistema de 
segurança e ao praticante) e por fim nós de autobloqueio (utilizados por 
exemplos nos sistemas de freios). 
● Técnicas de ascensão: podem ser divididas em escalada estática e dinâmica. A 
estática, é transição da posição de progressão para a de equilíbrios. E a escalada 
dinâmica, é usada como um impulso intencional. 
● Técnicas de descida: Aqui temos, o destrepe, que consiste em descer por uma 
parede de pouco dificuldade e manter três pontos de apoio; a corda nas costas, 
usa-se para descer por uma inclinação moderada e por fim, a técnica do rapel, 
que consiste em descer de forma controlada e contínua por uma corda. 
● Técnicas de segurança: podemos citar o sistema estático, onde uma pessoa 
escala enquanto a outra faz a segurança,mantendo a corda sempre sem folga 
para evitar eventual queda. 
 
1.4.1 Aspectos históricos da Escalada 
 
Em 1786, Jean Michel (médico) e Jacques Balmat (garimpeiro), queriam chegar 
até o cume do MontBlanc, e desafiaram-se até o mais alto dessa montanha chegando a 
 
4.800 metros de altitude, coberto por neve e por seres monstruosos que habitavam lá 
(mito). Em 1970 na Ucrânia, um homem elaborou uma forma de treinar durante o 
inverno intenso, nesse sentido, ele pendurou pedras em suas paredes para treinar. A 
ideia deu certo e diversos escaladores o copiaram, surgindo então a escalada esportiva. 
Os primeiros campeonatos mundiais foram em 1985 na Itália em uma parede 
natural e em 1987 um campeonato em parede artificial. Em 1990 criou-se a Copa do 
Mundo de Escalada Esportiva e em 1992 nos Jogos Olímpicos o esporte participou com 
esporte de demonstração. No Brasil, a modalidade só apareceu na década de 80, mas 
só ganhou mais visibilidade quando ocorreu o 1º Campeonato Sul Americano de 
Escalada Esportiva em 1989 em Curitiba. Nesse sentido, no Brasil temos a Confederação 
Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME), entidade nacional de administração do 
desporto de montanhismo e escalada, que reúne entidades do país no intuito de 
conseguir estruturar os esportes. Além disso, também temos a Associação Brasileira de 
Escalada Esportiva (ABEE), que integra escaladores esportivos que buscam parcerias 
com locais para praticar a escalada. 
 
1.5 Mountain Bike 
 
Mountain Bike é uma modalidade de prática corporal de aventura que envolve a 
prática de ciclismo em espaços naturais, como trilhas (FRANCO; CAVASINI; DARIDO, 
2017). 
 
 
Figura 7. Mountain Bike. 
Fonte: Shutterstock. 
 
1.5.1 Aspectos históricos do Mountain BikeEssa modalidade surgiu na década de 70, na Califórnia, quando um grupo de 
ciclistas (Joe Breese, Gary Fisher, Charlie Kelly, Eric Koshi e Charlie Cunninghan), 
decidiram explorar e se aventurar de bicicletas em trilhas pelas montanhas da região, 
para sentir o prazer e a emoção das descidas. Ao longo do tempo os praticantes 
passaram a entender que as bicicletas comuns precisavam passar por adaptações e 
mudanças, como forma de adequá-las às suas necessidades radicais (GAMEIRO, 2021). 
Essa modalidade é, portanto, uma adaptação do ciclismo, que passou a utilizar 
aros, freios hidráulicos, suspensões e quadros, que fossem mais leves, porém mais 
resistentes, possibilitando uma nova modalidade de aventura (SANTOS et al., 2020). A 
 
primeira bicicleta própria para a modalidade, surgiu em 1980, quando Mark Sinyard 
fundou a Specialized e lançou o primeiro modelo, chamado StumpJumper. 
No Brasil, a Mountain Bike chegou no final da década de 80 e a primeira prova 
de Mountain Bike, aconteceu em 1988 no Rio de Janeiro, chamado de 1º Mountain Bike 
Cup na Fazenda Hotel Jatahy (GAMEIRO, 2021). A partir disso, a modalidade só foi 
crescendo em 1996 o esporte entrou para os jogos olímpicos, sendo disputado em 
Atlanta. Hoje, muitas competições acontecem no país, com muitas equipes 
profissionais. 
 
SAIBA MAIS 
 
Você sabia que o Brasil conta com um atleta de grande destaque na modalidade 
de Mountain Bike ? Pois é, o atleta Henrique Avancini, está entre os melhores. Além de 
acumular inúmeras vitórias, em outubro de 2020, em Nové Mesto, na República Tcheca, 
Henrique se tornou o primeiro ciclista do país a vencer uma etapa de cross country na 
Copa do Mundo de Mountain Bike. 
 
Fonte: Redbull (2021). 
 
#SAIBA MAIS# 
 
1.5.2 Modalidades e categorias do Mountain Bike 
 
 O Mountain Bike, possui modalidades (OLIVEIRA, 2014; SANTOS, 2020) , como: 
 
● Cross Country: é a prova mais tradicional dessa modalidade. São corridas de 
longas distâncias (entre 30 a 100 quilômetros), com terreno que possui subidas 
e descidas em solos variados. 
 
● Downhill: Apenas descidas. É a prova mais rápida e emocionante. O percurso é 
todo em declive com trechos em pedras, curvas fechadas e diversos obstáculos 
naturais. As pistas são curtas, variando até no máximo 4 km de comprimento. 
Vence a prova quem fizer o percurso em menos tempo. A velocidade alcançada 
nessas provas chega a passar 80km/hr. Nessa modalidade usa-se capacetes 
fechados, coletes, caneleiras e outros equipamentos de segurança. 
● Uphill: São competições realizadas nas subidas. É a modalidade menos 
praticada. Exige bicicletas leves e de fácil manuseio, além de exigir resistência 
física do praticante. O vencedor é quem chega mais rápido ao topo. 
● Dual-Slalom: semelhante a prova Downhill, mas aqui são dois competidores 
correndo em pistas paralelas. Vence aquele que finalizar primeiro o percurso. 
● TripTrail: é uma prova de percurso longo que varia entre 20 a 40 km, alternando 
estrada, trilhas e asfalto. Em geral começa em uma cidade e termina em outra. 
● Freeride: as bikes usadas nessa modalidade, precisam ter características 
semelhantes às de downhill e de cross country, na verdade, um meio termo. Aqui 
é uma forma de explorar ao máximo as características das bikes em terrenos 
muito complicados. Os praticantes levam a sério, mas não há competição. 
● Cicloturismo: usa as bikes para passear e longas viagens, para conhecer 
paisagens e localizações. 
 
Além das diferentes modalidades, o Mountain Bike conta com diversas 
categorias, quando nos referimos a competir nesse esporte. Você pode ter acesso 
através do site da Confederação Brasileira de Mountain Bike (https://cbmtb.com/wp-
content/uploads/2021/05/Categorias-Oficiais-2021.pdf). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.6 Parkour 
 
 
Figura 8. Parkour 
Fonte: Gympass 
https://news.gympass.com/treino-de-parkour-como-praticar/ 
 
Nessa modalidade qualquer obstáculo é usado para criar movimentos, saltar, 
correr e ultrapassar, então essa prática explora capacidades físicas como, força, 
 
flexibilidade, coordenação motora, equilíbrio, velocidade, agilidade, entre outras (ASSIS, 
2007). Ainda, os praticantes de Parkour enxergam os ambientes de um ponto de vista 
diferente, onde tudo é uma oportunidade para uma prática criativa. 
De maneira bem simplificada, o Parkour consiste em traçar um percurso de uma 
forma mais rápida, para isso é possível utilizar movimentos e técnicas, para execução do 
movimento de maneira eficiente e prevenir lesões. A seguir vamos conhecer o tipo e o 
nome de diversos movimentos (FERNANDES, 2020). 
● Movimentos de saltos: 
Saltos de precisão: tem objetivo de saltar de uma superfície para a outra 
● Movimentos de aterrissagem: 
Landing e rolamento: tem função de suavizar o impacto. 
● Movimentos de transposição de obstáculos com alturas baixas ou médias: 
Lazy: é usado para transpor obstáculos que se encontram na lateral do corpo; 
Monkey/ Kong: usado para transpor obstáculos altos ou longos; 
Speed: ultrapassar os obstáculos de altura média de forma rápida; 
Underbar: ultrapassar barras; 
● Movimentos de transposição em superfície altas: 
Wall-Run: Alcançar e subir superfícies planas; 
Cat leap e climp: alcançar, sustentar e subir em plataformas altas. 
 É importante lembrar que as técnicas do Parkour não ficam restritas a essas 
apresentadas na apostila. É possível adaptá-las, a partir da criatividade do praticante. 
Além disso, deve ser levado em consideração três regras básicas para sua prática, são 
elas: 
● Noção de espaço: é preciso ter consciência do espaço a sua volta, podendo 
assim, calcular a força, velocidade e intensidade que será necessário para realizar 
o movimento. 
● Estética: o quanto você consegue realizar o movimento com eficiência e 
consequentemente fazer um movimento bonito 
 
● Finalização: é importante executar corretamente o movimento, a fim de evitar 
lesões. 
 Essa última regra é muito importante, haja visto que, no Parkour não se faz o uso 
de equipamentos de segurança, então o risco deve ser gerenciado pelo praticante, que 
deve ter consciência daquilo que o seu corpo é capaz de fazer. Nesse sentido, há 
algumas formas de prevenir essa lesão, como, o fortalecimento muscular e realização 
de exercícios físicos. 
 
1.6.1 Aspectos históricos do Parkour 
 
 O Parkour foi desenvolvido na França durante a década de 1980, baseando-se no 
desenvolvido por Georges Hébert, que fundamentou o treinamento militar conhecido 
como, parcours du combattant (percurso de combatentes). Nesse sentido, o de Parkour 
tem como finalidade a movimentação ou percurso por meio de técnicas de 
deslocamento e transição de obstáculos em ambiente (FERNANDES, 2020). Além disso, 
está relacionado a evitar o gasto de energia, ganhando tempo ao derrotar os obstáculos, 
o que faz lembrar o parcours du combattant, em que era preciso evitar esse tempo 
durante o combate e resgate (LEITE et al., 2011). 
 Nesse sentido, o bombeiro Raymond Belle que vivenciou esses métodos de 
treinamento, transmitiu seus aprendizados para seu filho David Belle, que se juntou com 
outros jovens para adaptar essas práticas para as áreas urbanas no subúrbio parisiense 
de Lisses, tornando-o um dos precursores dessa prática. Esses locais de prática, eram 
bairros afastados da cidade, marcados por marginalização, desigualdades econômicas, 
violência, e ausência de políticas públicas de esporte e lazer. Diante disso, a modalidade 
Parkour surge como forma de suprir a demanda de socialização e de atividades de lazer 
(FERNANDES, 2020). A difusão do Parkour para outros países, veio através da influência 
da mídia, sendo que o filme Rush Hour (1998) foi umas das primeiras representações do 
Parkour. 
Acredita-se que o Parkour no Brasil, chegou por volta de 2004, quando Eduardo 
Bittencourt, conheceu a modalidade na internet. A modalidade chegouaté aqui, pela 
 
internet, onde muitas pessoas iniciaram a prática, não sendo possível, portanto, 
identificar um precursor dessa prática no Brasil. Em virtude das características da 
modalidade, inicialmente seus praticantes eram confundidos com vândalos por usarem 
os espaços urbanos de uma forma diferente (ORLANDI, 2014). 
 
1.7 Skate 
 
O termo “Skateboard”, em inglês “skate” significa patinar, e “board”, significa 
prancha, portanto “Skateboard” era o ato de patinar sobre a prancha. 
 
Figura 9. Skateboard. 
Fonte: Shutterstock. 
 
1.7.1 Aspectos históricos do Skate 
 
 
A história da origem dessa modalidade não é provável, ou seja, há algumas 
versões. Uma delas é que surgiu na Califórnia, na década de 1950, quando os surfistas 
queriam treinar os movimentos em terra firme, principalmente quando as ondas 
estavam perigosas. Outra versão é que os surfistas também usam piscina vazias, em 
formatos de bacias para treinar as manobras. E por fim há relatos que crianças em Nova 
York já teriam criado o skate com base no scooter (patinete) (PIMENTEL, 2020). 
Na década de 60, o skate teve uma ampla popularização, por se tratar de um 
esporte novo, sua prática foi muito disseminada entre os adolescentes e devido a isso, 
em 1965 deu-se início a fabricação dos skates nas indústrias. 
No Brasil a prática do skate também teve início na década de 60, quando foi 
trazido para o Rio de Janeiro pelo filho de um embaixador norte-americano. Na época o 
skate era denominado como “surfinho” e era feito de rodinhas de patins pregados em 
uma tábua de madeira. Com o passar do tempo, o skate foi se adaptando conforme os 
praticantes foram se aperfeiçoando e passaram a executar manobras com maiores 
níveis de dificuldade (CHARTIER et al., 1990; HONORATO, 2013). 
 
1.7.2 Modernização do Skate 
 
No decorrer dos anos várias transformações foram realizadas no skate devido ao 
crescimento da modalidade e a melhora dos níveis dos praticantes que cada vez mais, 
buscavam manobras difíceis e elaboradas. Com isso, passaram a implementar no skate 
o “nose” que é a parte da frente do skate e o “tail” que é a parte de trás do skate. Tais 
alterações na tábua, permitiram aos praticantes realizar manobras mais complexas com 
maior facilidade (MARTINEZ; SILVA, 2012). 
Com a popularização da prática do skate, diversos eventos de competição 
começaram a surgir, porém as categorias de competição não eram claras. Sendo assim, 
com o intuito de solucionar tais dificuldades, em 1999 foi fundada a Confederação 
Brasileira de Skate (CBSk) que em 2004 estabeleceu uma norma denominada 
padronização da nomenclatura das categorias (CBSk, 2021), sendo elas: 
 
● Feminino Infantil (meninas nascidas em 2012) 
● Feminino 2 (meninas nascidas em 2011 ou antes e competindo nesta categoria 
por até 4 anos) 
● Feminino 1 (moças independente de sua idade e que competiram por mais de 4 
anos no Feminino 2) 
● Infantil (meninos nascidos em 2012 ou depois ou até 5 anos competindo nesta 
categoria) 
● Mirim (Sub-12 - meninos nascidos nos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011 / tempo 
mínimo de 3 anos de permanência) 
● Iniciante (Sub-15 - meninos nascidos nos anos de 2005, 2006 e 2007 / tempo 
mínimo de 2 anos de permanência, com possibilidade de progressão de categoria 
por avanço técnico) 
● Amador (rapazes nascidos em 2004 ou anos anteriores a esse) 
● Feminino Master (mulheres nascidas entre 1981 e 1990) 
● Feminino Grand Master (mulheres nascidas em 1980 ou anos anteriores a esse) 
● Master (homens e mulheres nascidos entre 1981 e 1985) 
● Grand Master (homens e mulheres nascidos entre 1976 e 1980) 
● Legend (homens e mulheres nascidos entre 1971 e 1975) 
● Grand Legend (homens e mulheres nascidos em 1966 e 1970) 
● Vintage (homens e mulheres nascidos em 1965 ou anos anteriores a esse) 
● Feminino Profissional (mulheres independente da idade aprovadas pelo Comitê 
de profissionais de sua modalidade) 
● Profissional (homens e mulheres aprovados pelo Comitê de profissionais de sua 
modalidade ou profissionalizados antes de 1999) 
● Pro Master (homens e mulheres nascidos entre 1976 e 1980 aprovados pelo 
Comitê de profissionais de sua modalidade ou profissionalizados antes de 1999) 
● Pro Legend (homens e mulheres nascidos em 1975 ou antes aprovados pelo 
Comitê de profissionais de sua modalidade ou profissionalizados antes de 1999) 
● Paraskatista (homens ou mulheres não profissionais independente da idade com 
algum tipo de deficiência física ou visual). 
Com a popularização da prática, o skate foi passando por melhorias e atualmente 
é composto por partes e acessórios fundamentais (MARTINEZ; SILVA, 2012), sendo elas: 
 
● Shape: 
Tábua de madeira que serve como base para as manobras. O Shape pode apresentar 
diferença na inclinação (maior ou menor) e na largura (maior ou menor); 
● O Nose e Tail: 
Que são as extremidades do shape; 
● Os Trucks: 
São os eixos do skate (dois), parte onde se encaixam as rodas, rolamentos e o 
amortecedor que ameniza os impactos de um pulo; 
● Mesa: 
Peça na qual o truck é encaixado, cada skate possui duas mesas; 
● Os Amortecedores: 
São são quatro por skate (dois pares por truck), são postos nas partes superiores 
pontiagudas dos trucks: dois em formatos circulares, que são postos entre a mesa e o 
truck e outros dois de forma irregular uma parte maior do que a outra que são usados 
entre o truck e a porca do parafuso central; 
● As Rodas: 
Possuem duas cavidades, uma de cada lado, onde são dispostos os rolamentos; 
● Os Rolamentos: 
Permitem as rodas girarem livremente e deslizar o skate sobre o solo; Os Parafusos: que 
são responsáveis por fixar as partes do skate; 
● A Lixa: 
Fica aderida a tábua, fazendo com que aumente o atrito entre o calçado do praticante a 
o shape do skate impedindo que o calçado deslize involuntariamente sobre o shape. 
 
 
 
Figura 10. Componentes do Skate 
Fonte: Mundo Skateboard 
http://mundoskateboardsk8.blogspot.com/ 
 
 
 
Figura 11. Partes do Skate 
Fonte: Portal do Skate 
http://portaldoskate.blogspot.com/2010_09_01_archive.html 
 
1.8 Slackline 
 
 
A prática desta modalidade consiste em dois objetivos, sendo eles: Realizar o 
equilíbrio corporal sobre a fita durante a travessia do praticante e realizar manobras 
mais apuradas (GRANZOTO, 2016). 
 
 
Figura 12. Slackline. 
Fonte: Wikipédia 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Slackline 
 
O Slackline pode ser praticado em diversas modalidades, vamos discutir a seguir 
a respeito de sete delas (SILVA, 2018): 
● Slackline: é a modalidade mais básica e o objetivo é atravessar a linha de um 
ponto ao outro ou conseguir manter-se estático em equilíbrio por determinado 
tempo sobre a fita, que possui distâncias entre cinco e dez metros. 
● Trickline: aqui o foco não é competição, por isso tem um maior número de 
adeptos. Tem como objetivo a execução de manobras radicais, com fitas fixadas 
a uma altura de 60 cm de altura, que oferecem a impulsão necessária. Exige 
então, um grande preparo físico e muitos treinos. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Slackline
 
● Highline: nessa modalidade, diz respeito a altura da fita. Quando mais alta, maior 
o grau de dificuldade, portanto, é considerada a modalidade mais radical do 
Slackline. Aqui temos a travessia em alturas acima de cinco metros em locais 
como prédios e montanhas. Por conta do perigo é necessário que o praticante 
tenha domínio da modalidade e de equipamentos de segurança; 
● Longline: são travessias com distâncias a partir de 25 metros, portanto, quanto 
maior a distância, maior a dificuldade. A fita tem largura de 25 mm para 
proporcionar o balanço tão esperado pelos praticantes 
● Waterline: é a prática da modalidade sobre as águas, podendo ser, piscina, mar, 
rios ou praias, é uma prática mais descontraída, uma vez que sua queda não 
oferece risco ao praticante. 
● Baseline: essa modalidade é restrita aopúblico paraquedista. É uma variação do 
Highline, porém, não tem o cinto de segurança. O praticantes se equipa com 
paraquedas e caso caia da fita o mesmo é acionado, tornando a modalidade mais 
radical. 
● Shortline: é considerada a modalidade mais segura, porque, as fitas são 
colocadas em alturas baixas, sendo indicadas então, para iniciantes. 
Além dessas divisões na modalidades, também há outra divisão que vai além da 
esportivização da modalidade ou para uso por exemplo, em âmbito escolar, academias 
e clubes, conforme descrito na tabela a seguir: 
 
Tabela 1 - Divisões de Slacklines que vão além da esportivização da modalidade. 
Modalidade Características 
Spaceline Não tem altura fixa. Porém, seu diferencial é que são três fitas tensionadas 
e ligadas uma na outra, dificultando ainda mais o equilíbrio dos outros dois 
praticantes. 
Yoga line Realizado em baixas alturas, seu principal foco é a realização de meditação 
e relaxamento. Portanto, exige um alto nível de equilíbrio para sua prática. 
Jump line Tem conexão com o trickline, cujo objetivo é a realização de saltos variados. 
Fonte: Santos, 2020. 
 
 
Em relação aos equipamentos utilizados na prática do Slackline, podemos citar 5 
que são indispensáveis (TOZZI, 2020). Observe a imagem abaixo: 
 
 
Figura 13. Equipamentos de Slackline 
Fonte: O esqueleto, esporte e atitude. 
http://marciao.lwsite.com.br/slackline 
 
 
 
1: Fita Slackline: essa fita é feita de poliéster com 15 metros de comprimento. 
Esse é o equipamento chave do esporte, pois é onde o praticante vai andar, equilibrar e 
fazer as manobras. 
http://marciao.lwsite.com.br/slackline
 
2: Fita Elo e Catraca: também feita de poliéster e serve para fazer a ancoragem 
do equipamento, ligada ao sistema de catraca, utilizado para fazer a tração da fita até 
que ela fique esticada. 
3: Protetor de catraca: feito de neoprene, tem a função de proteger o 
equipamento e o praticante. 
4: Protetor de árvore: tem a função de evitar o atrito entre a fita e a árvore. 
Evitando o desgaste do equipamento e protegendo o meio ambiente. 
5: Back up de segurança: utilizado para prender ao redor da ancoragem e fixar a 
catraca, evitando que ela seja lançada no praticante caso haja o rompimento da fita. 
 
1.8.1 Aspectos históricos do Slackline 
 
O contexto histórico do Slackline não é totalmente verdadeiro, pois apresenta 
algumas controvérsias. Há relatos que sua origem se deu a partir da influência de atletas 
de circo e que nada mais é que a evolução da corda bamba. Os primeiros relatos de 
pessoas praticando essa modalidade foi em 1907 nos Estados Unidos quando Ivi Baldwin 
fez uma travessia sobre um cabo de ação fixado entre duas torres a uma altura de 180 
metros. Outro relato se deu em 1980 na Califórnia, onde alpinistas usavam correntes 
para treinar equilíbrio e manobras, daí surge a ideia, de que a prática do Slackline 
começou nesse momento. 
Aos poucos a corda e correntes foram substituídas por fitas planas com diversas 
espessuras, marcando isso como a principal característica do esporte (HEIFRICH et al ., 
2012). Conforme a modalidade foi crescendo surgiu então a federação própria do 
esporte a Word Slacklines Federation em 2011. 
No Brasil, a modalidade também chegou sob influência dos escaladores em 1995, 
mas só começou a ganhar destaque após dez anos em praias do Rio de Janeiro e que aos 
poucos foi se difundindo por todo país (PORTELA, 2010). Nesse sentido, conforme a 
modalidade foi ganhando espaço dentro do Brasil, foi realizada a primeira competição 
 
sediada em Foz do Iguaçu em 2015 onde reuniu atletas de diversas partes do mundo. 
Apesar desse aspecto competitivo surgir, vale lembrar, que é mais comum do que 
imaginamos, encontrar pessoas que praticam a modalidade na intenção de apenas se 
divertir, como uma opção de lazer. 
 
1.9 Trekking 
 
 O Trekking é uma atividade esportiva que concilia divertimento e competição, 
que pode ser praticado por qualquer pessoa, entretanto, vale ressaltar que os percursos 
envolvem dificuldades e riscos. Não há tipos de trekking, pois não há categorizações 
gerais de como proceder as atividades em meio natural, devido a variedade dos 
praticantes e de terrenos e climas existentes. Entretanto, o que se pode fazer é apontar 
que existe diferença do trekking quanto a maneira de execução na natureza. Temos, 
portanto (ZOLET, 2006): 
● Trekking de regularidade: é organizado, de acordo com tempo e locais definidos 
por uma equipe organizadora. As provas são de caráter competitivo, e possuem 
regras, exigindo um bom preparo físico do participante. 
● Trekking de velocidade: aqui, o tempo é um aspecto que deve ser controlado. O 
competidor deve executar a prova em pouco tempo para conseguir vencer. Para 
isso, ele pode escolher qual o caminho o favorece na competição, podendo usar 
bússola. 
● Trekking de longa distância: se caracteriza como uma expedição entre dois 
pontos. Essa modalidade não é competitiva, e sim, uma forma de explorar o meio 
natural. Os praticantes dão pausa para alimentação, descanso e contam com 
auxílio de guias. 
● Trekking de um dia: é uma atividade mais rápida, para diversão, com 
localizações próximas, pequenos percursos. 
 
 
Figura 14. Trekking. 
Fonte: Shutterstock. 
 
1.9.1 Aspectos históricos do Trekking 
 
 A palavra trekking surgiu no séculos XIX, quando trabalhadores holandeses que 
colonizaram a África usavam o termo para designar as grandes viagens que faziam por 
longos e diferentes percursos. O termo se origina do verbo trek, que significa, migrar. 
Mais tarde a palavra teve domínio da língua inglesa e passou a ser designado para as 
longas e difíceis caminhadas em direção ao interior do continente para novas 
descobertas, como para o rio Nilo e as neves do monte Kilimanjaro. Nesse sentido, com 
busca de novas pessoas que tenham interesse em se aventurar na natureza, o trekking 
começa a adquirir formato esportivo ou de lazer, que podem ser conhecidas também 
pelos termos hiking ou backpacking (BITENCOURT, AMORIM, 2005). 
No Brasil, o termo introduzido na língua portuguesa significa, caminhada em 
ambientes naturais, como, florestas, montanhas, rios, trilhas, entre outros. Em geral 
 
essas pessoas são guiadas por algum tipo de orientação, como por exemplo, mapas ou 
bússolas. 
Atualmente estima-se que há no brasil cerca de 7.000 praticantes regulares. 
Além disso, o Brasil é um país com muita diversidade geográfica e climática, o que 
proporciona condições ideais para a prática dessa modalidade, de modo que possibilita 
também a mercadorização do esporte, ou seja, o surgimento de empresas que exploram 
essa atividade, além de indústrias de equipamentos, acessórios, vestuários específicos 
(BITENCOURT, AMORIM, 2005). 
No Brasil, as atividades de trekking mais conhecidas (MAGRI et al., 2018, são: 
● Travessia Petrópolis/Teresópolis na Serra dos Órgãos, 
● Travessia Vale do Pati na Chapada Diamantina; 
● Travessias no interior do Parque Nacional de Itatiaia e ao longo da Serra 
Fina na Serra da Mantiqueira 
● Travessia Lapinha/Tabuleiro no Parque Estadual da Serra Geral do Intendente 
em Minas Gerais 
 
 
REFLITA 
 
Sabemos que as práticas corporais de aventura podem oferecer riscos de acidentes. Por 
isso, ao desejar praticar alguma modalidade e não tenha experiência, procure empresas que 
oferecem serviços dessas práticas, porém, verifique se a empresa é responsável e segue as 
normas de gestão de segurança da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 
 
Fonte: As autoras. 
 
#SAIBA MAIS# 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Chegamos ao fim da nossa segunda unidade da apostila “Práticas corporais de 
aventura”. Aqui, foi possível conhecer um pouco mais sobre as modalidades de esportes 
praticadas em terra. Vimos que cada esporte possui aspectos históricos, características 
e submodalidades que são únicas decada modalidade. 
Conhecemos a corrida de aventura, e entendemos que seu surgimento vem da 
busca do homem em levar seu corpo ao limite. Além disso, essa modalidade tem vários 
formatos de prova e pode ser praticada em equipe. Seu principal objetivo é que todos 
da equipe cruzem a linha de chegada. Há também a corrida de orientação, que surgiu 
por meio de militares escandinavos que utilizam como um meio de entretenimento. Essa 
modalidade é uma prática competitiva, que utiliza mapas e bússolas como forma de se 
deslocar o mais rápido possível dentro do trajeto. No Brasil temos quatro modalidades 
básicas de Orientação. 
Ainda, aprendemos sobre o arvorismo. Seu surgimento não é totalmente 
esclarecido, mas há indícios que surgiu na década de 80 na Costa Rica, como forma de 
facilitar as pesquisas dos cientistas. Essa modalidade é praticada em plataformas 
suspensas em árvores, que possui três modalidades. Também compreendemos um 
pouco mais da escalada, uma modalidade que surgiu com intuito de auxiliar a subida em 
terrenos de muita inclinação. A modalidade se classifica em escalada livre, artificial e 
esportiva, em que cada uma delas possui suas características, que está de maneira 
detalhada no tópico 1.4 da apostila. 
Estudamos o Mountain Bike, uma modalidade que envolve uma adaptação do 
ciclismo em espaços naturais, e que se desenvolveu no intuito de buscar emoção e 
prazer na prática. Vimos também sobre o Parkour, que surgiu na França, na década de 
80, fundamentado em treinamento militar. O objetivo é traçar os percursos de forma 
mais rápida com auxílio de movimentos e técnicas. Outra modalidade abordada na 
apostila foi o Skate, que há indicativo que seu surgimento foi na década de 50, como 
 
forma dos surfistas treinarem a modalidade em terra. A prática consiste em patinar 
sobre uma prancha, e com o passar dos anos houve uma grande popularização. 
Conhecemos o Slackline e observamos que seu contexto histórico não é bem 
definido, mas especula-se que surgiu a partir de atletas de circo e tem dois objetivos 
básicos, sendo eles, realizar o equilíbrio corporal sobre a fita durante a travessia do 
praticante e realizar manobras mais apuradas. E por fim, aprendemos sobre o Trekking, 
modalidade que surgiu nos séculos XIX, que consiste em caminhadas em ambientes 
naturais que são guiadas por alguma orientação, como bússola ou mapa. 
Agora que descobrimos mais sobre algumas modalidades de aventura praticadas 
em terra, vamos nos aventurar na unidade III, em conhecer as modalidades praticadas 
na água e no ar. Vamos em frente !! Até lá. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LEITURA COMPLEMENTAR 
 
Proposta de processo de ensino aprendizagem do Skate. 
 
A modalidade do Skate é uma opção de esporte de aventura que pode ser 
ensinado a diversas pessoas, mesmo que isso não reflita na execução de grandes 
técnicas, mas sim, que a pessoa consiga subir no skate, remar até onde queiram ir e 
depois frear com segurança. Para isso é preciso usar de um processo de ensino-
aprendizagem. A seguir serão apresentadas propostas pedagógicas desenvolvidas pelo 
Grupo de Estudos do Lazer (GEL). 
A primeira coisa que devemos pensar é nos princípios de gestão de risco, são eles, 
● Uso de equipamentos de segurança, como capacete, proteção para punho, 
cotovelo e joelho, além de tênis. 
● O piso limpo e seco, caso o piso esteja sujo e molhado, poderá causar 
derrapagem ou travamento das rodinhas. 
● A velocidade deve ser lenta, para que o corpo se adapte. 
● Usar centro de gravidade menor também é importante para que o aluno se sinta 
mais seguro, pode ficar, agachado ou em quatro apoios, assim pode-se treinar 
quedas controladas e rolamentos. 
● Tronco a frente, incentive o aluno a projetar o tronco a frente. 
 
● Evitar usar a mão quando se sentir inseguro, incentive-os a usar a sola do calçado 
para frear. 
 Agora, vamos conhecer exercícios para o desenvolvimento de outros aspectos 
no skate. Para treinar base de equilíbrio, é sugerido que use exercícios na seguinte 
ordem: deitado em decúbito ventral; sentado, com variações (com os pés no chão e 
depois sobre o nose); equilíbrio em quatro apoios; exploração das bases; aviãozinho; 
agachamento na base e ainda pode-se criar novos meios de equilibrio. Até o exercício 
de aviãozinho, é recomendado que o skate não se movimente. 
 Para o ensino da remada, é recomendado a seguinte lógica pedagógica: remadas 
ambidestras sem skate (pode usar só o shape, ou ainda um desenho no chão); remada 
em quatro apoio; sequência de 1 remada e base de equilíbrio, 1 remada, base e freio, 2 
remadas, base e direção; e jogo de remada entre pontos de referência com diferentes 
trajeto. 
 Para ensinar a frenagem e a parada, é preciso entender que cada pessoa poderá 
usar um tipo de freio para cada situação. Dessa forma recomenda-se possibilidades 
como, freio após remadas em três apoios, freio em pé com segurança; vídeos de 
frenagem, seguido de discussão, exploração dos tipos de freio, freio em situação de 
declive e combinação de freio com gestão de risco. 
No ensino da direção, que já pode ser iniciado lá no ensino de equilíbrio, há 
algumas tarefas que podem auxiliar no aprimoramento, como, colocar o nose voltado 
para uma linha reta, dar impulso e tentar manter o skate nessa trajetória linear e passar 
com skate entre dois cones. 
É importante ressaltar que essa proposta precisa ser adequada a sua realidade, 
porém com base nos fundamentos é possível você mesmo criar sua sequência de acordo 
com as necessidades. 
 
Fonte: Pimentel (2020). 
 
 
 
LIVRO 
 
• Título: Guilherme Cavallari 
• Editora: Kalapalo. 
• Sinopse: O livro Manual de Trekking & Aventura é dividido em 13 capítulos 
organizados em cores: Apresentação, Meio Ambiente, Primeiro Socorros, Calçados, 
Mochilas, Roupas, Sacos de Dormir, Barracas, Cozinhas, Acessórios, Navegação e 
Orientação, Alimento e Água e Bibliografia. Trata-se da primeira publicação realmente 
completa e profissional do gênero no Brasil, adotada inclusive pelo MEC (Ministérios da 
Educação) como livro didático obrigatório em todos os cursos superiores de Educação 
Física e Turismo com especialização em Aventura e Ecoturismo do país. A publicação 
orienta desde a escolha dos itens mais adequados de equipamento até sua manutenção, 
limpeza, conservação e transporte, incluindo obviamente técnicas de uso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FILME/VÍDEO 
 
• Título: Uma skatista radical 
• Ano: 2021. 
• Sinopse: Quando uma adolescente na Índia rural descobre uma paixão pelo skate que 
mudou sua vida, ela enfrenta uma estrada difícil enquanto segue seu sonho de competir. 
• Trailer oficial: https://www.youtube.com/watch?v=g39Tl64fKUk&feature=emb_title 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
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Associação de Parkour da Grande ABC–PKABC, 2007 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCALADA ESPORTIVA (ABEE). [s.d] Disponível em 
https://abee.com.br/. Acesso em: 09 jun. 2020. 
 
BITTENCOURT, V.; AMORIN, S. Trekking–Enduro/Rally a pé. Atlas do esporte no Brasil: 
atlas do esporte, da educação física e atividades físicas de saúde e lazer no Brasil. Rio 
de Janeiro: Shape, p. 455-456, 2005. 
 
CARVALHO, J. C. Jogos de corrida de orientação para escolas. São Paulo: Yolbook, 
2020. 
 
CBSK. Confederação Brasileira de Skate. Disponível em: http://www.cbsk.com.br. 
Acesso em: 02 set. 2021. 
 
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Difel, v. 1, p. 12, 1990. 
 
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Práticas corporais de aventura. Curitiba: Intersaberes, 2020. 
 
 
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https://www2.fab.mil.br/eear/index.php/slideshow/203-orientacao.Acesso em: 12 
junho 2021. 
 
FRANCO, L. C. P.; CAVASINI, R. C.; DARIDO, S. C. Práticas Corporais de Aventura. In: 
GONZÁLEZ, F. J.; DARIDO, S. C.; OLIVEIRA, A. A. B. Lutas, Capoeira, Práticas Corporais de 
Aventura. 2ªed., Maringá: Eduem, 2017. 
 
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esporte. FACIDER-Revista Científica, n. 09, 2016. 
 
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tools.com/know-how/history/. Acesso em 12 de jun. 2021. 
 
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https://www.infoescola.com/esportes/arvorismo/ . Acesso em: 12 junho 2021. 
 
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PIMENTEL, G.G.A. Skate. In: FERNANDES et. al. Atividades físicas alternativas. Práticas 
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do desenvolvimento motor da criança. 2018. Trabalho de Conclusão de Curso. 
Disponível em: 
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/23427/1/SILVA%2C%20Vandiel%20L
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SOUZA, Fernanda Jorge et al. Análise do Perfi l dos Praticantes de Mountain Bike (MTB) 
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TOGUMI, W. A corrida de aventura. In: FONSECA, C. Corrida de aventura: a natureza é 
nosso desafio. São Paulo: Labrador, 2017. 
 
TOZZI, R. Slackline. O esqueleto, esporte e atitude. [s.d]. Disponível em: 
http://marciao.lwsite.com.br/slackline. Acesso em: 11 jun. 2020. 
 
ZOLET, Nayara Elmisan. TREKKING DE REGULARIDADE NA GRANDE FLORIANÓPOLIS: 
uma abordagem histórica. FLORIANÓPOLIS, 2006 (Universidade do Estado de Santa 
Catarina - Centro de Educação Física, Fisioterapia e Desportos, Curso de graduação em 
Educação Física). 
UNIDADE III 
PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA: NA ÁGUA E NO AR 
Professora Mestre Pollyana Mayara Nunhes 
Professora Mestre Bruna Solera 
 
 
Plano de Estudo: 
• Características de modalidades praticada na água e no ar; 
• Aspectos históricos de modalidades praticadas na água e no ar; 
• Prática de modalidades praticadas na água e no ar. 
 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
• Caracterizar as modalidades praticadas na água e no ar; 
• Conhecer os aspectos históricos de modalidades praticadas na água e no ar; 
• Estudar a prática de modalidades praticadas na água e no ar. 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 Olá estudantes, é muito bom ter você aqui na unidade III, para desvendarmos 
um pouco mais sobre as Práticas Corporais de Aventura. 
 Sejam bem-vindos (as), à terceira unidade da nossa disciplina, que está intitulada 
“ Práticas Corporais de Aventura: na água e no ar” e temos como objetivo, proporcionar 
a vocês conhecimentos sobre as práticas corporais de aventura que são praticadas na 
água e no ar. 
 Ao decorrer dos conteúdos apresentados, vamos estudar as características das 
PCA mencionadas, além de conhecer os aspectos históricos das modalidades. 
Vamos juntos e se aventurar em mais uma jornada de conhecimento. Bons 
estudos !! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 MODALIDADES PRATICADAS EM ÁGUA E NO AR: O QUE SÃO? QUAL SUA HISTÓRIA? 
COMO PRATICAR? 
 
As Práticas Corporais de Aventura (PCA) são modalidades que podem ser 
praticadas em diversos ambientes físicos. Na unidade anterior, conhecemos um pouco 
mais sobre as modalidades que são praticadas em terra. Agora, na unidade III, vamos 
aprofundar nossos conhecimentos nas PCA praticadas em água e no ar. Praticadas na 
água são: Canoagem, Kitesurfe, Mergulho, Rafting, Stand up Paddle e Surfe. E praticada 
no ar são: Asa Delta, Balonismo, Paraquedismo e Tirolesa. 
 
 
2. MODALIDADES PRATICADAS NA ÁGUA 
 
2.1 Canoagem 
 
 
Figura 1. Canoagem. 
 
Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/slalom-one-disciplines-canoeing-
practiced-white-1688929894 
 
 A canoagem é um esporte náutico e assim como outras modalidades de atividades de 
aventura, têm atraído muitos praticantes, de ambos os sexos e idades. Pode ser definida como o 
uso de uma embarcação movida pelo trabalho humano para se movimentar sobre a água. 
Atualmente são reconhecidas pela Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), dez 
modalidades esportivas que compõem a canoagem, são elas: 
 
● Velocidade: é realizada em rios ou lagos de águas calmas, em praias demarcadas; 
Descida: é praticada em águas brancas (corredeiras), desce a favor do fluxo do rio. Ganha 
quem fizer o percurso no menor tempo possível e exige muita habilidade e controle do 
caiaque em meio às águas turbulentas; 
● Slalom: praticada também em águas brancas, cujo objetivo é percorrer um trajeto de 
aproximadamente 300 m, ultrapassando até 25 portas (balizas) na seqüência numérica e 
no sentido indicado (a favor e contra a correnteza); 
● Canoagem Oceânica: o objetivo é percorrer, no menor tempo possível, um percurso 
predeterminado em águas marinhas; 
● Caiaque Pólo: trata-se de uma espécie de handebol praticado por cinco canoístas de cada 
equipe numa piscina de 30 x 20 m. A bola utilizada é igual a de pólo – aquático e os 
caiaques têm, no máximo, 3 m de comprimento; 
● Canoagem turismo: praticada por pessoas que querem fazer passeios em rios e 
corredeiras; 
● Canoagem em Ondas: divide-se em duas classes: - Surf Kayak- que é a tradicional 
canoagem em ondas, onde o canoísta surfa dentro de um caiaque vestindo um tipo de 
saiote impermeável; - Waveski – que utiliza uma espécie de prancha para executar 
manobras mais radicais e nas condições mais críticas das ondas; 
● Canoagem Rodeo: nela, o objetivo do canoísta é entrar em uma onda ou refluxo e realizar 
diversas manobrastécnicas sem sair da onda. O caiaque é bem menor do que os 
convencionais; 
● Canoagem Maratona: envolve longas distâncias, resistência e estratégia, o objetivo é 
remar longas distâncias em águas calmas, cada prova tem aproximadamente 3 horas de 
duração; 
● Paracanoagem: é disputada em águas calmas e em distâncias de 500m e 200m, por 
pessoas com deficiência física. As provas podem ser abertas a outros tipos de deficiências, 
porém como forma de exibição (MARCHI; MEZZADRI, 2003; CBCa, 2021). 
 
Para pessoas que buscam a prática pela canoagem de turismo, uma modalidade que não 
resulta em competição, é preciso também fazer uso de alguns equipamentos (SERRA IMPERIAL, 
2018). São eles: 
● Embarcação: pode se optar pela canoa ou pelo caiaque 
● Remos: se for usar a canoa, é preciso apenas um remo para prosseguir no trajeto; caso 
usem o caiaque, os dois remos serão necessários 
● Colete salva vida: é um acessório imprescindível para segurança do praticante 
● Capacete: também é um acessório muito importante para a segurança. O ideal é fazer a 
escolha de um que proteja muito bem a testa, nuca e orelhas 
● Cabo de resgate: é uma corda elástica que usa para resgatar uma pessoa que cair da 
embarcação 
● Roupas e acessórios: dependendo do dia da prática, é recomendado um tipo de roupa. 
Para dias quentes, prefira camisas, bonés e óculos; em dias frios, o ideal é roupas 
térmicas. Em todos os casos é importante também fazer o uso do protetor solar. 
 
2.1.2 Aspectos históricos da Canoagem 
 
Historicamente, diante da necessidade da caça e da locomoção em rios de difícil 
navegação, diferentes embarcações foram desenvolvidas. A canoa é um dos meios de transporte 
mais antigos, registros apontam que há 6000 anos, que ela já era usada como meio de locomoção 
em rios e lagos, sendo utilizada principalmente pelos índios norte–americanos, esquimós e 
outros povos, por se tratar de uma embarcação leve e rápida, além de serem próprias para 
enfrentar rios com muitas corredeiras. Historiadores apontam registros do uso da canoa na 
América do Norte, no século XVI, em embarcações de tronco vazado, onde o canoísta ficava 
ajoelhado e usava um remo de pá única como meio de propulsão (MARCHI; MEZZADRI, 2003; 
ALVES; KLAUSENER, 2013; CBCa, 2021). 
Enquanto que a canoa era utilizada por indígenas no interior do continente, o caiaque era 
usado pelos esquimós para pescar e transportá-los entre dois pontos da costa. Existe uma 
 
distinção essencial entre caiaque e canoa. A origem do caiaque está ligada aos esquimós, que 
construíam seus caiaques com ossos de baleia e pele de foca, nestes o canoísta ficava 
posicionado com visão à proa e utilizava um remo de duas pás como meio de propulsão. O 
caiaque pode ser definido como o irmão caçula e “radical” da canoa. Os termos “canoa” e 
“caiaque” são duas palavras etimologicamente diferentes e que significam embarcações distintas 
tanto na origem quanto no formato. O substantivo canoa é derivado do caribenha (do aruaque) 
e o caiaque do esquimó (kajak). Algumas associações de canoagem utilizam o termo canoa, 
mesmo que a palavra caiaque seja usada igualmente (MARCHI; MEZZADRI, 2003; CBCa, 2021). 
Com o passar dos anos, essas embarcações passaram a ser utilizadas para o lazer, o 
turismo e também para a prática esportiva. No início do século XIX, os ingleses inspirados nos 
modelos de canoas e caiaques, começaram a utilizar uma embarcação chamada “gronelandais” 
para atividades de lazer, e em pouco tempo, tal atividade se tornou uma febre na Alemanha e 
em outros países da Europa Central. O advogado escocês John Macgregor, é conhecido por ser o 
primeiro a utilizar o caiaque em percursos desportivos (rios e lagos), no ano de 1864. John 
desenhou o seu próprio caiaque que foi batizado de “ROB ROY”, com o qual realizou várias 
expedições (MARCHI; MEZZADRI, 2003; ALVES; KLAUSENER, 2013; CBCa, 2021). 
Em 1865, John McGregor criou o primeiro clube de canoagem, o “Real Canoeing Club”. 
Em 1924, foi fundada a Representação Internacional de Canoagem (IRK), onde os alemães, 
austríacos, suecos e dinamarqueses, realizaram em Hamburgo as primeiras competições. Em 
1934, o Comitê Olímpico Internacional reconheceu a Representação Internacional de Canoagem, 
que a partir de então, foi denominada Federação Internacional de Canoagem (ICF/FIC). O 
primeiro Campeonato Mundial de canoagem realizou-se na Suécia, em agosto de 1938. Em 1963 
a canoagem participou pela primeira vez dos Jogos Olímpicos (Berlim), através da modalidade de 
velocidade. Em 1972, nas Olimpíadas de Munique, na Alemanha, a modalidade Slalom, fez sua 
primeira aparição como esporte de demonstração, vinte anos depois nos Jogos Olímpicos de 
Barcelona e nos Jogos de Atlanta, o slalom teve sua presença válida no quadro de medalhas. Em 
1984 foi fundado o Conselho Sulamericano de Canoas e Kayaks, onde o Brasil faz parte como 
sócio-fundador, e em 1991, foi transformado em Confederação Panamericana de Canoagem, 
durante os Jogos Panamericanos de Havana (MARCHI; MEZZADRI, 2003; CBCa, 2021). 
 
No Brasil, a canoagem surgiu como prática esportiva de forma informal no ano de 1943, 
trazida pelo imigrante alemão José Wingen, que em 1941 construiu uma embarcação de madeira 
similar a que ele usava quando competia pelo Kanu Club da Alemanha, dessa forma surgiu o 
primeiro caiaque no país, denominado de “regata”, o que atraiu interesse da comunidade local, 
porém devido a falta de estrutura, a prática foi esquecida, sendo retomada apenas na década de 
70, com paulista Leopoldo Ávila, que começou a fabricar os primeiros caiaques brasileiros. No 
mesmo período, no Rio de Janeiro, Uwe Peter Kohnen, de origem alemã, começou o 
desenvolvimento da canoagem no estado. Em 1979, Leopoldo e Uwe começaram o projeto de 
desenvolvimento da canoagem a nível nacional (MARCHI; MEZZADRI, 2003; CBCa, 2021). 
Em 1981, foi fundada a Associação Carioca de Canoagem e em 1983 a prática da 
canoagem foi reconhecida como esporte. Em 1984, foram realizadas as primeiras provas oficiais 
de canoagem em Rio Preto, Visconde de Mauá, RJ e as primeiras provas de velocidade, na Lagoa 
Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro. Em 1985 foi fundada pelas Associações Carioca, Gaúcha, 
Capixaba e Mineira de Canoagem a Associação Brasileira de Canoagem (ABC). Em 1989, foi 
fundada a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) que em 12 de dezembro de 1989 passa 
a ser aceita como filiada ao Comitê Olímpico Brasileiro, completando assim, a legalização do 
esporte no país (MARCHI; MEZZADRI, 2003; CBCa, 2021). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.2 Kitesurfe 
 
Figura 2. Kitesurfe 
 
 
Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/kite-surfer-rides-waves-495863218 
 
A origem da palavra Kitesurfe vem de dois termos em inglês. O kite que significa pipa e o 
surf que significa surfe. A modalidade consiste em uma prática náutica, na qual o praticante 
utiliza a força do vento para deslizar com uma prancha sobre a água. Para conseguir praticar é 
preciso a ação e sintonia entre três comandos: propulsão, direção e equilíbrio. As condições 
climáticas também são fatores importantes e que podem influenciar na prática do kitesurfe. 
 O kitesurf pode ser praticado em rios, lagos e mar, ou seja, ambientes que são aquáticos 
e propícios para essa modalidade, porém é preciso que também tenha ventos de 
aproximadamente 12 nós. 
 Para sua prática é preciso alguns instrumentos que consistem em (IHA et al, 2017): 
● Pipa: também chamadas de kite, podem ser de diversas formas e cada modelo apresenta 
vantagens diferentes. 
● Prancha: apoio para os pés e podem ter uma diversidade de modelos. 
● Barra de controle: são usadas para controlar as pipas que são conectadas a essa barra 
por meio de linhas. 
● Trapézio: é um equipamento que envolve o praticante e possui um ganho na parte frontal 
para conectar-se ao sistema da pipa.A combinação desses instrumentos gera uma força muito grande que pode atingir 
velocidades e deslocamentos com saltos de até 30 pés fora da água, sem precisar de ondas. 
 
2.2.1 Aspectos históricos do Kitesurfe 
 
 Apesar do Kitesurfe ser um esporte recente, há indícios que seu surgimento veio através 
da utilização de pipas em grandes embarcações. A pipa foi criada em 1826 pelo inglês George 
 
Peacock. Nesse momento a pipa podia ser controlada diretamente pelo piloto de carroças. E 
apesar das intenções de George não ter sido para fins esportivos, sua invenção contribui para a 
criação do Kitesurf, mais evidente na década de 80, onde começaram a começaram a combinar 
a pipa com outros equipamentos esportivos. Andréas Kuhn realizou uma das primeiras tentativas 
de combinar um parapente com a prancha, mas não deu muito certo, uma vez que após o 
parapente cair na água não era mais possível lançá-lo novamente (IHA et al., 2017). 
 Após inúmeras tentativas, duas famílias começaram a criação desse novo esporte, os 
irmãos Bruno e Dominique Legaignouxs na França e Bill e seu filho Cory Roeselers nos Estados 
Unidos. Os irmãos Legaignouxs, registraram sua primeira patente em 1984 que tinha na descrição 
uma pipa inflável com ar comprimido e duas linhas de controle, mas apesar disso, a dificuldade 
de comercialização foi difícil, pois as empresas estavam com foco ao windsurf que estava em alta 
no momento. Paralelo a isso, a família Roeselers também estava trabalhando em projetos e 
registraram sua primeira patente em 1992 e chegou a ser comercializada, mas sem sucesso (IHA, 
2017). 
No Brasil o kite apareceu pela primeira vez em 1996 no Rio de Janeiro e depois começou 
a ser praticado também em São Paulo. No ano 2000 o Brasil recebeu uma das etapas do Circuito 
Mundial de Kitesurf, que contribui muito com a popularização do esporte no país. Em 2001 foi 
criado a Associação Brasileira de Kitesurf que foi responsável por regulamentar a modalidade 
(IHA et al., 2017). 
 
2.3 Mergulho 
 
Figura 3. Mergulho. 
 
 
Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/girl-scuba-diver-diving-on-tropical-
654264571 
 
Mergulho é a prática de submergir, ou utilizando um aparato de respiração (mergulho 
autônomo, mergulho dependente ou semi-dependente) ou segurando a sua respiração, 
denominada mergulho livre. 
Hoje, o mergulho é um esporte praticado em todo o mundo e o número de adeptos cresce 
cada vez mais. Atualmente os tipos de mergulho são classificados em duas categorias, com 
modalidades distintas entre elas. As categorias são: 
● Mergulho livre: que é aquele realizado sem o uso de aparelhos de respiração. Nesta 
categoria as modalidades são: o mergulho em apnéia que é realizado apenas com o ar 
dos pulmões, caracterizando-se pelas elevadas profundidades alcançadas e tempos 
relativamente longos, no entanto só pode ser praticado por pessoas tecnicamente, 
fisicamente e psicologicamente treinadas, a outra modalidade dessa categoria é o 
snorkeling que é a maneira mais fácil de começar com o mergulho, já que pode ser 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/girl-scuba-diver-diving-on-tropical-654264571
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/girl-scuba-diver-diving-on-tropical-654264571
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Mergulho_dependente&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Mergulho_semidependente&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Apneia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mergulho_livre
 
praticado por qualquer pessoa, sendo necessário utilizar apenas um par de nadadeiras, 
uma máscara e um snorkel (tubo que serve para respirar enquanto se está embaixo da 
água) a modalidade permite apenas a realização de mergulhos em baixas profundidades 
(piscinas naturais em rios e mares) (FREIRE, 2005). 
 
Figura 4. Mergulho Livre 
 
Fonte: HotelMar 
https://www.hotelmar.com.br/tag/mergulho-livre/ 
 
● Mergulho autônomo: que é aquele que utiliza aparelhos de respiração subaquática 
independente de suprimento da superfície, permitindo que o mergulhador fique mais 
tempo embaixo da água. O mergulho autônomo pode ser dividido basicamente em: 
Mergulho recreativo e Mergulho técnico (ou descompressivo). Para o mergulho 
recreativo é utilizado o equipamento SCUBA (Self-Contained Underwater Breathing 
Aparattus) que é constituído basicamente de um reservatório (cilindro) de mistura de 
respiração (normalmente ar) e de um dispositivo de fornecimento e redução de ar 
(válvula reguladora ou simplesmente regulador). Além disso, completam o SCUBA, o 
profundímetro (medidor de profundidade), o manômetro (medidor da pressão do ar do 
cilindro) e o colete equilibrador. Já o mergulho técnico consiste na realização de 
mergulhos não limitados, que são realizados com a utilização de equipamentos e 
 
procedimentos especiais para estender o tempo de mergulho com segurança. 
Normalmente entre os procedimentos especiais está o uso de gases mais ricos em 
oxigênio e Nitrox, utilizado para acelerar a eliminação do nitrogênio acumulado devido à 
exposição à pressão exercida pelas maiores profundidades alcançadas (FREIRE, 2005). 
 
Figura 5. Mergulho autônomo 
 
Fonte: Akantus 
http://www.akantus.com.br/como-iniciar-no-mergulho-autonomo/ 
 
Os equipamentos utilizados durante o mergulho (DA COSTA et al., 2005; AIDA, 2021; 
CBPDS, 2021). São eles: 
● Snorkel: permite a respiração quando o mergulhador se encontra na superfície da água; 
as nadadeiras auxiliam e dão mais força aos movimentos; 
● Colete: controla a flutuação do mergulhador; 
● Reguladores: que servem para regular a pressão do cilindro; 
 
● Cilindro: onde o ar respirável é armazenado; 
● Máscara: que protege os olhos e permite a visibilidade do mergulhador; 
● Cinto lastro: que é utilizado para compensar a flutuação; 
● Roupa isotérmica: mantém o calor natural do corpo dentro da água; 
● Profundímetro: que indica a profundidade que o mergulhador se encontra e também 
outros acessórios como lanternas, bússolas, facas, capuz, meias, botas, luvas, entre 
outros, conforme a necessidade do mergulho. 
 
2.3.1 Aspectos históricos do Mergulho 
 
A origem das atividades do mergulho está ligada à necessidade do homem em expandir 
as fronteiras do conhecimento, através da exploração e da pesquisa subaquática. Culturas antigas 
já mergulhavam, por meio da prática do mergulho livre, a fim de combater com os animais 
marinhos, de buscar alimentação e de procurar tesouros no fundo do mar. Registros apontam 
que há cerca de quatro mil anos A.C, no Japão e na Coreia, já existiam mergulhadores 
especializados em caçar pérolas no fundo do mar (DA COSTA et al., 2005; FREIRE, 2005). 
A tecnologia foi se desenvolvendo e a principal responsável pelo desenvolvimento das 
técnicas de mergulho foram as guerras, já que para resgatar armamentos e atacar o inimigo 
foram criados novos meios de mergulhar. No século XX foi que houve um desenvolvimento na 
parte dos equipamentos. Tecidos pesados foram trocados por roupas de borracha. No ano de 
1943, o francês Jacques Yves Cousteau foi o primeiro a realizar um mergulho de 20 metros de 
profundidade com o auxílio de um aparelho inventado pelo mesmo, o aqualung, um composto 
híbrido que faz o papel de “um pulmão aquático”, o que permitiu a abertura para a criação e o 
desenvolvimento para novos e modernos equipamentos de mergulho (DA COSTA et al., 2005). 
O mergulho é uma atividade recente no Brasil, chegando há apenas 50 anos, sendo 
difundido principalmente através da utilização de equipamentos trazidos por pilotos de 
companhias aéreas principalmente dos Estados Unidos. Nos anos 60, o mergulho ficou mais 
difundido no Brasil e alguns brasileiros começaram a praticar e, após realizarem cursos no 
 
exterior, se formaram instrutores e posteriormente donos de escola. Certificadoras 
internacionais chegaram ao país, e com o passar do tempo, as nacionais foramcriadas, assim 
como escolas com cursos básicos e de aperfeiçoamento com equipamentos mais recentes. 
Atualmente lojas, importadores, hotéis e pousadas são preparados para esse público, que 
movimenta um mercado de esporte e lazer no país há pelo menos 30 anos (AIDA, 2021). 
 
2.4 Rafting 
 
Figura 6. Rafting. 
 
Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/rafting-on-mountain-river-
1114604351 
 
O Rafting é uma modalidade que atualmente tem atraído muitos praticantes e consiste 
na descida de rios em botes infláveis. Os integrantes da embarcação remam sob o comando de 
um instrutor, responsável pela orientação do grupo durante o percurso. 
 
A prática do rafting é realizada com botes de borracha infláveis, sempre com a presença 
de um guia ou instrutor e os canoístas, cada bote tem de seis a oito atletas que remam em 
harmonia para vencer o desafio das corredeiras. A competição se divide em 3 modalidades sendo 
elas: 
● Descida: que se objetiva na equipe realizar o percurso de dois quilômetros e meio a seis 
quilômetros do rio, no menor tempo possível; 
● Resgate: que tem como objetivo cumprir percurso de trezentos a seiscentos metros, onde 
os atletas devem realizar tarefas como a virada do bote e resgatar um de seus integrantes 
que está na água; 
● Slalom: consiste na realização de um percurso de trezentos a seiscentos metros, que é 
delimitado por barreiras que devem ser cruzadas pelos botes. A equipe que realizar essas 
3 provas no menor tempo é a vencedora (MARCHI; MEZZADRI, 2003). 
 
2.4.1 Aspectos históricos do Rafting 
 
O Rafting foi descoberto em 1869, quando ocorreu a primeira expedição em barcos de 
remo central no rio Colorado no EUA, organizada pelo expedicionário Jonh Wesley Powel, como 
os equipamentos eram precários e os barcos eram pesados, a descida não foi bem-sucedida. Em 
1909 ocorreu a primeira descida de Rafting comercial, organizado pela Julio 's Stone' s Grand 
Canyon, porém os botes ainda eram bem rígidos e difíceis de manobrar nas corredeiras. Os 
primeiros botes infláveis surgiram em 1936 nos EUA. Durante os anos 60 e 70 o esporte passou 
por um período de estagnação. Em 1980 surgiu o bote “self bailer” que, aliado a novos modelos 
com materiais mais leves e resistentes, deu grande impulso ao esporte (MARCHI; MEZZADRI, 
2003; CBCa, 2021). 
No Brasil o Rafting chegou apenas no ano de 1982, através da empresa TY-Y Expedições, 
nesse momento as descidas eram restritas apenas aos rios Paraíba do Sul e ao Paraibuna, ambos 
no Rio de Janeiro. Porém neste período a modalidade era desenvolvida apenas para atender 
turistas estrangeiros que estivessem de férias. O esporte ganhou força com a criação da Canoar 
 
Rafting & Expedições em 1990, que inovou a modalidade do Rafting no Brasil, adicionando remos 
individuais, a novidade foi introduzida no rio Juquiá, em Juquitiba/SP. No ano de 1996, a 
expansão do rafting no mercado brasileiro foi consolidada com o surgimento de diversas 
empresas localizadas em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, atualmente existem 
cerca de 50 operadoras de Rafting no Brasil, explorando descidas comerciais nos estados de São 
Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná, Bahia, Mato 
Grosso do Sul e Tocantins (MARCHI; MEZZADRI, 2003; CBCa, 2021). 
 
2.5 Stand Up Paddle 
 
Figura 7. Stand Up Paddle. 
 
Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/sup-stand-paddle-board-
woman-paddleboarding-507071479 
 
 
O Stand up Paddle (SUP), é uma modalidade que consiste em remar de pé sobre uma 
prancha, porém, essa forma de remar em pé não é algo novo. Há muito tempo pescadores e 
povos ribeirinhos usam a técnica como forma de se deslocar com mais facilidade e segurança, 
em canais, portos e entre corais que até hoje são locais de difícil passagem para outras 
embarcações (BARTMANN et al., 2019). 
 Pode ser considerada uma atividade recreativa, ou competitiva, que vem crescendo a 
cada dia mais. Atualmente o SUP abrange oito modalidades de acordo com a Confederação 
Brasileira de Stand Up Paddle (CBSUP, 2021), são elas: 
● Downwind: é a modalidade mais desafiadora. Em geral é praticado com pranchas acima 
de 14’ em mar aberto e com vento e ondulação a favor do praticante é possível atingir 
até 18 km/hr. No Brasil não há competições nesta modalidade, porém há atletas que vão 
até Havaí para participar de umas das competições mais desafiadoras. 
● Freestyle: aqui o objetivo é avaliar as inúmeras manobras que podem ser feitas sobre a 
prancha, apenas com a mobilidade do corpo e com auxílio do remo. Ainda não há 
competição nesta modalidade, mas isso deve ser por pouco tempo, até despertar 
interesse de organizadores e patrocinadores. 
● Fute SUP ou SUP polo: aqui é o jogo do futebol sobre a prancha e é levado mais como 
uma brincadeira em eventos promocionais. 
● Race: o objetivo é creditar como vencedor o atleta que apresenta mais desempenho de 
rendimento na prancha e no remo que possa realizar a prova em menor tempo, 
ultrapassando a linha de chegada na frente dos demais. O tamanho do percurso varia 
conforme a categoria. Para profissionais a distância é de 12 km e amadores a distância de 
6 km. Também há distâncias para junior, kids e iniciantes. No Brasil já faz quatro anos que 
a CBSUP promove o maior circuito de Race do mundo. 
● Race técnico ou Slalom: tem o objetivo explorar a velocidade, habilidade técnica do atleta 
ao correr entre obstáculos naturais ou artificiais. Vence aquele que completar o percurso 
em menor tempo que se dá em torno de 300 a 3000m. 
● River SUP: é similar ao rafting, tem como objetivo descer corredeiras sobre a prancha 
apenas com a mobilidade do corpo e auxílio do remo. 
 
● Supfish: aqui basicamente o praticante pratica o SUP e ainda de quebra pode pescar os 
peixes. 
● Wave: une as habilidades e possibilidades do surf clássico com o uso do remo. A prancha 
e o remo devem ser usados em sincronismo em uma onda. 
 
2.5.1 Aspectos históricos do Stand up Paddle 
 
 Os registros mostram que o SUP apareceu entre a década de 40 e 60 no Havaí, mais 
específico na praia de Waikiki, quando professores de surfe conhecidos como Beach Boys 
Havaianos, usavam as grandes pranchas de madeiras que eram pesadas e remavam, como uma 
forma de tirar fotos dos alunos de Surf da época e durante anos o SUP foi praticado de forma 
anônima (CBSUP, 2021; BARTMANN et al., 2019). 
 A modalidade começou a ganhar mais visibilidade nos anos 2000, quando Laird Hamilton 
e Dave Kealana, chamados de watermans, começaram a praticar o esporte com mais 
regularidade e fazendo o uso de equipamentos mais modernos e específicos. Nesse sentido, a 
mídia começou a se interessar e várias empresas começaram a investir e explorar esse mercado. 
Em 2004, o esporte se tornou internacional com a realização do “Buffalo Big Board Contest” no 
Havaí que reuniu inúmeros participantes (CBSUP, 2021; BARTMANN et al., 2019). 
 No Brasil, o esporte apareceu em meados de 2005, em simultâneo em diversas praias do 
litoral, sendo, portanto, difícil esclarecer um pioneiro. Nessa época o esporte ganhou muita 
visibilidade e atrai atenção de todos. Em 2009, criou-se a Associação Brasileira de Stand up Paddle 
(ABSUP) que depois passou a ser a Confederação Brasileira de Stand up Paddle (CBSUP), que 
começou a organizar o esporte de forma competitiva. A partir daí surgiram diversos atletas que 
competem o esporte também muitos adeptos em busca de lazer (CBSUP, 2021; BARTMANN et 
al., 2019). 
 
2.6 Surfe 
 
 
Figura 8. Surfe. 
 
Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/april-17-2019-bali-
indonesia-surfer-1709193439 
 
O surfe é uma prática desportiva realizada na superfície da água, sendo considerado parte 
do grupo de esportes de aventura, cuja a habilidade do praticante é verificada pelo grau de 
dificuldade dos movimentos executados aose deslizar em pé na prancha de surfe, aproveitando 
a quebra da onda quando se aproxima da praia ou costa. 
De um modo geral, o surf pode ser praticado em qualquer praia que existam ondas. 
Quanto aos equipamentos fundamentais para a prática, a prancha é o instrumento essencial e 
na mesma estão presentes alguns acessórios essenciais como os painéis de tração anti-
derrapantes e o cabo (leash), que tem por finalidade manter a prancha presa ao surfista. A 
prancha é estruturada em diversas partes, sendo elas: o bico (nose), borda (rail), a cauda (tail), a 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Desporto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Esporte_de_aventura
https://pt.wikipedia.org/wiki/Prancha_de_surfe
https://pt.wikipedia.org/wiki/Praia
 
longarina (stringer), como linha central da prancha o convés (deck), onde está o painel de tração 
(traction pad) e onde se amarra o cabo (leash) e o fundo (bottom) com as quilhas (figura 3), além 
da prancha e dos acessórios associados a ela, a cera antiderrapante é um outro item essencial 
para a prática do surf (MOREIRA, 2009). 
 
Figura 9. Estruturas da prancha 
Fonte: Peniche Surfcamp. 
https://www.penichesurfcamp.com/pt/content/52-manual-de-surf/32-manual-de-surf-material-de-surf 
 
2.6.1 Aspectos históricos do Surfe 
 
O surf, como é hoje em dia conhecido, teve a sua origem por volta do século XI, sendo 
uma invenção polinésia e tendo seu desenvolvimento nas ilhas havaianas, os primeiros relatos 
do Surf foram feitos pelo capitão James Cook, colonizador do Hawai, que em 1778 viu um homem 
pegando uma onda em cima de uma prancha, sendo então, o primeiro europeu a presenciar o 
surf. No entanto, no século XIX, com a chegada dos missionários europeus ao Havaí, o surfe foi 
praticamente extinto, visto que os mesmos o consideravam imoral de acordo com os princípios 
 
da igreja, já que os praticantes andavam seminus nas pranchas, e porque a prática representava 
para os missionários, a ociosidade e a liberdade (WARSHAW, 2003; SOUZA, 2013). 
Entre os anos de 1945 e 1966, o atleta de natação chamado Duke Kahanamoku se 
consagrou na história do surf. Duke foi atleta olímpico e sempre que competia em grandes 
eventos internacionais, levava a sua prancha de surf consigo, difundindo assim, a prática do surf 
em diversas regiões. Outros grandes nomes desta fase são George Freeth, que foi o primeiro a 
fazer surf ao longo da parede da onda, Alexander Ford, responsável por fundar o primeiro clube 
de surf (Outrigger Canoe Club em Waikiki) e também por divulgar a modalidade através da 
imprensa. Tais nomes incentivaram a cultura da prática do surf e acredita-se que foi na região de 
Malibu que a cultura do surf se originou, com o surgimento das primeiras lojas, revistas e filmes 
específicos da atividade (MOREIRA, 2009; SOUZA, 2013). 
E foi a partir desse momento que o surf se desenvolveu e iniciou um processo de 
autoafirmação como modalidade esportiva, com a realização do primeiro campeonato de surf 
sendo realizado no ano de 1964, sendo assegurado pela primeira entidade a fim de contribuir 
com a evolução do surf como modalidade esportiva, a International Surfing Federation (ISF). Em 
1976 a ISF passa a ser denominada ISA (International Surfing Association) que com o 
reconhecimento do Comitê Olímpico Internacional, a partir de 1982 passa a ter a ser responsável 
por conduzir o surf amador em nível mundial. No mesmo é criada a IPS (International Professional 
Surfers), que passa a ser a responsável por reger o surf profissional em nível mundial e passa a 
organizar o circuito mundial de surf profissional. No entanto, em 1982 à IPS é substituída pela 
atual ASP (Association of Surfing Professionals), hoje reconhecida como órgão máximo do surf 
profissional (WARSHAW, 2003; MOREIRA, 2009; SOUZA, 2013). 
 
 
3 MODALIDADES PRATICADAS NO AR 
 
3.1 Asa Delta 
 
Figura 10. Asa Delta. 
 
Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/hang-glider-fling-over-ocean-
sunset-302803313 
 
 Asa-delta é um tipo de planador composta por tubos de alumínio, que proporcionam a 
sua rigidez estrutural, e uma vela feita de tecidos, que funciona como superfície que sofre forças 
aerodinâmicas, proporcionando a sustentação da asa-delta no ar. 
Conforme o que é apresentado na legislação brasileira, o voo de asa delta não existe para 
fins turísticos. Os voos realizados por duas pessoas são tidos como “voos de instrução”, e o 
indivíduo que possui o interesse na atividade precisa se apresentar à associação para receber as 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Planador
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alum%C3%ADnio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vela
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aerodin%C3%A2mica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ar
 
primeiras instruções de voo e uma carteira de filiação que tem validade de seis meses. Não há 
muitas restrições à prática de voo livre, como a idade mínima do praticante (a partir de 16 anos, 
com documentação dos responsáveis legais). A prática também é acessível para pessoas com 
qualquer tipo de deficiência física, que não são impossibilitadas de participar (SILVA, 2014). 
A decolagem tem início a partir de uma pequena “corrida” pela rampa que tem o 
comprimento de aproximadamente 5 metros. Essa corrida é importante para proporcionar, 
juntamente com o vento, o impulso que manterá a asa estabilizada. Durante a decolagem, os 
praticantes não “saltam” da rampa, seu trajeto de passos acelerados já disponibiliza a força 
necessária para o voo. A duração do voo pode variar de 8 a 20 minutos, de acordo com as 
condições climáticas. A atividade pode ser efetuada em dias nublados, porém, a atenção é 
redobrada (SILVA, 2014) 
 
3.1.1 Aspectos históricos da Asa Delta 
 
 Desde sempre o ser humano procura maneiras de alcançar lugares antes nunca visitados, 
rompendo barreiras territoriais por diversas razões que foram mudando ao longo dos anos. Os 
deslocamentos por vias terrestres e marítimas acompanharam a evolução industrial e 
tecnológica, faltando apenas a conquista das vias aéreas. A ação de voar nunca foi comum ao 
homem, diferentemente de outras atividades como ficar de pé, caminhar, correr, e até mesmo 
nadar. Talvez uma das principais razões que incentivaram a criação de instrumentos para 
possibilitar essa atividade tenham sido as limitações físicas, a predisposição para não voar 
(COSTA, 2000). 
Desde a mitologia grega a história de Ícaro persegue o homem com a ideia de alcançar o 
céu e muitas tentativas foram realizadas com o objetivo de conseguir tal conquista. Mas foi 
somente em 1948 que os equipamentos que possibilitaram a realização de voo foram inventados, 
sendo patenteados pelo pesquisador americano chamado Francis Rogallo, em 1951 sendo o 
primeiro a registrar as asas flexíveis, que pudesse atender a qualquer tipo de público (SILVA, 
2014). 
 
O voo livre recreativo teve seu início na década de 1960, quando John Dickenson, criou a 
asa delta moderna, um modelo que é considerado base dos modelos até hoje. No Brasil, a prática 
teve início pouco depois, na década de 70, no Rio de Janeiro, com o primeiro voo sendo realizado 
no ano de 1974 pelo francês Stephan Dunoyer de Segonzac, tal ato inspirou o desenvolvimento 
da atividade no Brasil. Sendo assim, em 1976 os pioneiros da prática fundaram a Associação 
Brasileira de Voo Livre- ABVL, entidade máxima do esporte no país. A ABVL está unida à Comissão 
de Aerodesporto Brasileira – CAB, que é responsável por todos os esportes aéreos no país, e está 
submetida às normas estabelecidas pela Federação Aeronáutica Internacional – FAI (ABVL, 2021). 
 
3.2 Balonismo 
 
Figura 11. Balonismo. 
 
 
 
Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/colorful-hot-air-balloons-flying-
over-1033306540 
 
 A prática de voo realizada em balão livre tripulado ocorre desde muitos anos atrás e pode 
ser realizada de forma amadora ou profissional, tendo, portanto, como finalidade o lazer oucompetição, proporcionando um panorama de 360º. É importante destacar que a prática dessa 
modalidade, não pode ser confundida com a soltura de balão não tripulado. Para a prática do 
balonismo, é preciso ter uma licença de piloto de balão livre válida registrada junto a Agência 
Nacional de Aviação Civil (ANAC, 2021). 
 Um balão de tamanho médio, tem normalmente 26 metros de altura e comporta de 2 a 
3 pessoas, podendo voar até 3 horas. O controle do balão é feito pela manipulação da 
temperatura interna, regulada pelo maçarico. Só é possível controlar o balão de modo vertical, 
ou seja, subida e descida, o deslocamento horizontal é feito pelo vento, por isso essa direção não 
pode ser controlada com precisão. Além dos equipamentos de navegação, como, altímetro, 
bússolas, anemômetro (mede a velocidade), gps, radiotransmissor, sonda de temperatura e 
variometro (mede variações na altura). O balão é composto por (ECOBRASIL, 2021): 
● Cesto: é a parte que abriga os ocupantes e os instrumentos que serão utilizados 
no voo. É fabricado de vime e cabos de aço para sustentar todo o conjunto. 
● Cilindro: em geral são de aço inox, alumínio ou titânio e são leves, de modo a 
não comprometer a carga levada no balão. A quantidade de cilindro é o que vai 
dar autonomia ao piloto, ou seja, quanto mais gás, mais autonomia de voo ele terá, 
mas, em geral, são levados quatro cilindros. 
● Envelope: é os tecidos do balão. É feita de nylon que resiste a temperaturas 
superiores a 120ºC oferecendo resistência a calor, umidade e raios ultravioletas. 
A sua vida útil é de aproximadamente 700 horas de voo. 
● Maçarico: é considerado o motor do balão. Quando o balão está subindo a 
temperatura chega a 100ºC. 
● Ventoinha: empurra com mais rapidez o ar frio para dentro do envelope, 
auxiliando a inflagem. 
 
Em relação ao esporte balonismo, temos dois tipos de voo, sendo eles, voo livre, que é um 
voo panorâmico que leva passageiros e que nunca consegue regressar para o mesmo ponto de 
decolagem, desse modo, há uma equipe de apoio que faz o resgate do balão e passageiros. Há 
 
também o voo cativo, onde o balão fica amarrado e sobre até uma altura de 25 metros e fica 
subindo e descendo (ECOBRASIL, 2021). 
No Brasil, há algumas modalidades e provas que são praticadas, vamos conhecer algumas 
delas (ECOBRASIL, 2021): 
● Fly In: os praticantes tentam voar para um alvo em comum determinado por um 
juiz. O que chegar mais próximo do alvo, é o vencedor. 
● Fly On: os praticados declaram seu próximo alvo, escrevendo coordenadas na 
marca da prova de Fly In e terão voar para o seu alvo. O que chegar mais próximo 
do seu alvo, é o vencedor. 
● Caça à raposa: um balão decola antes dos praticantes e faz um percurso 
aleatório. Após um tempo, os outros balões decolam e tentam realizar o mesmo 
percurso em busca da raposa. O competidor que pousar mais próximo do ponto 
onde o balão raposa posou é o vencedor. Esta não é uma prova competitiva, mas 
sim usada em festivais. 
● Key Grab: Um mastro é colocado na área de público e os praticantes podem 
escolher um ponto de decolagem, a uma distância mínima. Vence o balão que 
consegue se aproximar em voo do mastro e agarrar um símbolo pendurado em 
sua ponta. 
● Alvo declarado pelo juiz: Os balonistas procuram jogar suas marcas (saquinho 
de areia com uma fita com o número de seu balão) bem em cima de um alvo 
colocado no solo. 
● Cotovelo: Nesta tarefa, o balonista decola, voa para um alvo, atinge-o com a 
marca e depois, desviando o rumo, voa para um segundo alvo e joga outra marca. 
Ganha mais pontos o balonista que, nessa mudança de rumo, fizer um ângulo 
mais apertado. 
 
SAIBA MAIS 
 
 
Você sabia que soltar balão não tripulado é crime? Isso mesmo !! De acordo com a Lei nº 
9.605, de 12 de fevereiro de 1998, soltar balão é crime contra a flora. No artigo 42 diz: fabricar, 
vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais 
formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano, tem pena 
de detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. 
 
Fonte: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (2021). 
 
#SAIBA MAIS# 
 
3.2.1 Aspectos históricos do Balonismo 
 
 A primeira aparição de um objeto voador tem duas vertentes. A primeira desde que o 
Padre Bartholomeu de Gusmão em 1709 demonstrou ao rei João V de Portugal um balão que 
subiu cerca de quatro metros, mas que se incendiou, perdendo, portanto, toda a credibilidade. 
Outra vertente é de que os índios Nazca do Peru criaram um balão com fibras vegetais e que teria 
sobrevoado o deserto de Nazca. 
 O surgimento oficial foi em 1973 na França, onde dois irmãos Etienne e Joseph 
Montgolfier realizaram um teste com um balão. O teste consistiu em levar a borda alguns animais 
que retornaram ao solo em ótimas condições que foi visto pelo rei Luiz XVI e toda a população 
parisiense. A partir daí outros voos vieram. Também em 1973 J.A Charles voava com um balão 
de gás hidrogênio. Em 1785 outro balão atravessou o Canal da Mancha com um francês e um 
americano. Após oito anos um balão com Jean Pierre Blanchard sobrevoa um território 
americano. Em 1884, o paraense Júlio Cezar Ribeiro de Souza patenteou em Paris o dirigível 
Victoria, mas após trazer seus inventos para o Brasil não conseguiu levantar voo. Em 1893 
Augusto Severo de Albuquerque Maranhão construiu também em Paris o dirigível Bartholomeu 
de Gusmão e que no Brasil conseguiu finalmente levantar voo. 
 
 Em 1959 Ed Yost construiu o balão moderno movido a ar quente e em 1960 houve o 
primeiro voo livre e a partir daí começa o balonismo como esporte. Em 1963 um balão a ar quente 
atravessa o Canal da Mancha e no mesmo ano é realizado o primeiro campeonato de balonismo. 
Em 1973 acontece o primeiro campeonato mundial de balonismo. No Brasil em 1970 Victorio 
Truffi fez o primeiro voo em Araraquara-SP e em 1987 o esporte conseguiu se regulamentar com 
a criação da Fundação da Associação Brasileira de Balonismo que promoveu o primeiro 
campeonato brasileir em 1988. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.3 Paraquedismo 
 
Figura 12. Paraquedismo. 
 
 
Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/tandem-parachuting-
canopy-sky-664771645 
 
O Paraquedismo é uma atividade que consiste em descer planando no ar ou de voar. É 
um dos esportes radicais que apresenta diversas paisagens e muita aventura. Conforme a 
modalidade foi ficando conhecida e foi sendo aprimorada, os paraquedistas começaram a 
competir e atualmente também há diversas modalidades dentro desse esporte. A modalidade 
mais popular são as formações em queda livre que possuem diversas categorias como, 2-way, 4-
way, 8-way, 16-way e Big-ways (grandes formações, onde os saltos têm mais de 30 pessoas). 
Além dessa há outras como (MENDONÇA, 2019): 
● Precisão: é a modalidade mais antiga, onde o objetivo é saltar a 3 mil metros e atingir 
uma placa em um determinado alvo com 5 centímetros de diâmetro. 
● Freefly: modalidade que permite ao paraquedista realizar inúmeras manobras de voo, 
como head down (cabeça para baixo), sitfly (sentado), standup (de pé), backtrak (de 
dorso), bellyfly (de barriga para baixo). 
 
● Wing Fly: utiliza-se um macacão especial que segura o vento. Aqui, o paraquedista 
percorre uma distância de até 160 km/h em deslocamento vertical. 
● Skysurf: essa modalidade é praticada em dupla. O principal (skysurfer) salta com uma 
prancha e realiza manobras no ar, enquanto que o participante (cameraflyer) filma a 
performance com ajuda de uma câmera presa em seu capacete. 
● Base Jump: é a modalidade mais perigosa, onde o praticante salta de um lugar fixo entre 
montanhas e prédios e alcança uma velocidade desejada e o tempo de queda é muito 
curto. 
● Cross Country: o objetivo é percorrer a maior distância possível. É praticada em dias de 
muito vento, para queassim se alcance a velocidade desejada. 
 Para a prática dessa modalidade é necessário o uso obrigatório de alguns equipamentos, 
sendo eles: 
● Velame: é a parte superior do paraquedas, formado por células de náilon. De acordo com 
a legislação em vigor da Confederação Brasileira de Paraquedismo, é preciso também de 
um velame de reserva, que pode ser acionado em situações de emergências, caso o 
principal falhe. 
● Altímetro: indica a distância que o paraquedista está do nível do mar. É utilizado pelo 
praticante para saber qual o momento certo de acionar o paraquedas. Há altímetros 
sonoros que emitem sinal em uma altura determinada e ficam presos no capacete do 
praticante. 
● Capacete: não protege a cabeça a ponto de salvar o praticante caso haja uma queda e 
paraquedas não abre, porém é importante para evitar o esbarrão em outro paraquedista 
ou algum outro tipo de objeto. 
● Óculos: protege do vento forte que pode chegar até 300 km/h. 
● Macacão: depende de cada modalidade de salto. 
 
 
3.3.1 Aspectos históricos do Paraquedismo 
 
 
 A história dessa modalidade surge ainda na mitologia, quando Dédalo e seu filho Ícaro, 
buscam alcançar voo com asas de penas de pássaros ligados por cera. Também há registros de 
chineses que saltavam de muralhas e torres com objeto semelhante a um grande guarda-chuva, 
que possibilita um amortecimento ao chegar no solo. Mas a modalidade só se formalizou quando 
Leonardo da Vinci no século XV iniciou estudos baseados no voo de pássaros, sendo, portanto, 
considerado o precursor como projetista de um paraquedas (SKY COMPANY, 2021; CBPq, 2021). 
 O paraquedas só foi patenteado em 1783, por Sebatian Lenormand, que realizava 
diversos saltos. O primeiro paraquedista foi Andre-Jacques Garnerin, quando em 1797 em 
Londres saltou a 8000 pés, um recorde na época. Com o passar dos anos, o paraquedismo se 
tornou mais popular, em 1808 foi usado como salva-vidas quando um polones o utiliza para saltar 
de um balão pegando fogo e em 1837 acontece o primeiro acidente fatal, quando o paraquedas 
não resistiu à pressão e fechou. Até hoje ainda há divergência em relação a quem realizou o 
primeiro salto de um avião (SKY COMPANY, 2015; CBPq, 2021). 
 No Brasil, essa modalidade surgiu em 1931 quando Charles Astor, atuou no Aeroclube de 
São Paulo, formando alunos e foi sem sombra de dúvida o maior incentivador do Paraquedismo 
no Brasil. O primeiro salto coletivo na América do Sul aconteceu em 1941, por alunos de Astor. 
As primeiras escolas começaram a funcionar de 1941 a 1943 no Rio Grande do Sul. Em 1944, 
Roberto de Pessoa, foi o primeiro militar a realizar um curso de paraquedismo no exterior e no 
ano seguinte mais 34 militares fizeram o curso e ao retornarem para o país criaram a Escola de 
Paraquedistas do Exército Brasileira, que hoje é o Centro de Instrução Paraquedista general 
Penha Brasil. Em 1962 foi fundado a Federação Brasileira de Paraquedismo e logo em seguida 
dissolvida para criar a Comissão de Organização da UBP (União Brasileira de Paraquedismo) com 
intuito de definir objetivos da nova entidade, estruturar e filiar-se a órgãos nacionais e 
internacionais. O primeiro campeonato foi realizado em Campina Grande e a partir daí surgiram 
inúmeros clubes e equipes pelo Brasil (CBPq, 2021). 
 
 
 
3.4 TIROLESA 
 
Figura 13.Tirolesa. 
 
Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/canela-rio-grande-do-sul-
brasil-1335872249 
 
A tirolesa é uma atividade esportiva de aventura que consiste em um cabo aéreo 
ancorado entre dois pontos, pelo qual o praticante se desloca através de roldanas conectadas 
por mosquetões a um arnês. 
A travessia ocorre de um ponto a outro, pendurado em um cabo aéreo. O praticante é 
preso por um mosquetão a uma cadeirinha de alpinismo, que se desloca com roldanas de um 
ponto a outro por um cabo aéreo posicionado horizontalmente. O cabo fica no alto, geralmente 
conectado a árvores. É uma atividade passiva, que não requer esforço físico do praticante, nem 
mesmo uma técnica específica. Por isso, pode ser praticada por qualquer pessoa, de qualquer 
idade, independente do conhecimento do indivíduo sobre a prática (FRANCO, 2010). 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/canela-rio-grande-do-sul-brasil-1335872249
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/canela-rio-grande-do-sul-brasil-1335872249
https://pt.wikipedia.org/wiki/Esporte_de_aventura
https://pt.wikipedia.org/wiki/Roldana
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mosquet%C3%A3o_(escalada)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arn%C3%AAs
 
A tirolesa pode ser construída com cabos de aço ou uso de cordas, para utilização 
comercial da mesma, é recomendado a utilização do cabo de aço, por ser mais resistente e 
durável. Para a prática da tirolesa é necessário a utilização de equipamento de segurança como: 
a cadeirinha de alpinismo, o capacete, o anel de fita, a corda, o mosquetão e a polia de tirolesa. 
A atividade pode ser realizada de duas formas, no seco, que consiste em que consiste em 
começar o trajeto em uma plataforma e terminar pousando em terra firme (figura 4); e a 
molhada, que tem como destino a queda em local com água (figura 5) (FRANCO, 2010; OLIVEIRA, 
2018). 
 
 
Figura 14. Exemplo de tirolesa que pousa em terra firme. 
Fonte: TripAdvisor 
https://www.tripadvisor.com.br/LocationPhotoDirectLink-g635725-d8310908-i258692939-Cirtur-
Lencois_State_of_Bahia.html 
 
 
 
 
Figura 15. Exemplo de tirolesa que pousa na água. 
Fonte: Shutterstock. 
 
3.4.1 Aspectos históricos da Tirolesa 
 
 
A Tirolesa tem sua origem na cidade de Tirol na Áustria, onde a princípio era utilizada para 
travessia de pessoas, mantimentos e animais sobre rios e montanhas da região. Foi difundida por 
volta do século XIX, em meio à guerra, que se estendia pela Europa e destruía passagens e 
caminhos, sendo assim a tirolesa se transformou em um meio de transporte eficaz para a 
população (OLIVEIRA, 2018). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFLITA 
 
A busca pelas PCA está em alta. As pessoas procuram as modalidades pela sensação de 
prazer, liberdade e paz. Mas é importante lembrar que estar na natureza é estar em harmonia e 
respeito com ela. Por isso, sempre que buscar por essas modalidades, pratique-as com amor e 
responsabilidade. 
 
Fonte: As autoras. 
 
#REFLITA# 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 Queridos estudantes, chegamos ao fim de mais uma unidade da nossa disciplina de 
“Práticas Corporais de Aventura”. Ao longo da unidade, conhecemos um pouco mais sobre as 
modalidades de PCA praticadas na água e no ar. 
 Nas modalidades praticadas na água, conhecemos a canoagem, um esporte náutico que 
tem atraído muitos praticantes, que surgiu da necessidade do homem caçar e se locomover em 
rios de difícil acesso. Logo em seguida, passamos para uma modalidade mais radical, o Kitesurf, 
praticada sobre uma prancha que desliza na água a partir da força do vento sobre o kite (pipa) e 
apesar de ser um esporte recente, há indícios de que seu surgimento é antigo e veio através do 
surgimento de pipas em grandes embarcações. Aprendemos sobre o mergulho, que teve origem 
basicamente da necessidade de conhecer o mundo subaquático, além de entender suas 
categorias e alguns equipamentos utilizados em sua prática. 
 O Rafting foi uma modalidade abordada também que atrai muitos praticantes no Brasil, 
visto que é um país que tem muitos lugares para a prática dessa modalidade. Conhecemos o 
Stand up Paddle que consiste em remar de pé sobre uma prancha, uma ação que já vem desde 
há muito tempo e que atualmente abrange oito modalidades de prática. E por fim o Surfe, um 
esporte que exige muita habilidade do praticante para se manter sobre a superfície da água. 
 Nas modalidades praticadas no ar, aprendemos sobre a Asa Delta, que consiste em um 
equipamento do tipo planador. Em seguida conhecemos o Balonismo, que para praticar é preciso 
ter uma licença de piloto emitidapela ANAC. Aqui é importante lembrar que essa modalidade 
não pode ser confundida com soltar balão não tripulado, uma ação considerada crime. O 
Paraquedismo, outra modalidade muito radical que consiste em voar ou descer planando no ar, 
se formalizou com Leonardo da Vinci, que é considerado o precursor projetista de um 
paraquedas. E finalizamos com a Tirolesa, uma modalidade turística que consiste em atravessar 
em um cabo aéreo que fica ancorado entre dois pontos. 
 
 Veja, alunos (as), agora finalmente conhecemos todas as modalidades de PCA propostas 
na disciplina. Agora, vamos aprender como colocar em prática todos esses conhecimentos na 
escola. Até logo! 
 
 
 
 
LEITURA COMPLEMENTAR 
 
Como adquirir habilitação para prática de Balonismo 
 
Para poder praticar o balonismo, é preciso que o operador tenha a Licença de Piloto de Balão 
Livre (PBL) válida. Atualmente a Agencia Nacional de Aviação Civil (ANAC), regulamenta duas 
formas de praticar o balonismo, sendo elas: 
● Balonismo profissional: é submetido as regras do Regulamento Brasileiro de 
Aviação Civil nº 91 (RBAC), que demanda certificado de aeronavegabilidade válido, 
licença de piloto de balão livre e matricula da aeronave no Registro Aeronáutico 
Brasileiro. 
● Balonismo desportivo: na prática dessa modalidade, o praticante é submetido ao 
Regulamento Brasileiro de Aviação Civil nº 103 (RBAC), que demanda apenas 
cadastros de desportistas e do balão realizados por associação desportiva 
credenciadas pela ANAC. 
Os interessados em praticar a modalidade balonismo, devem procurar centros de instrução 
de aviação civil autorizados pela ANAC ou associações aerodesportivas credenciadas que 
ofereçam cursos de piloto de balão. O exame de proficiência (cheque) para obtenção da PBL e 
para sua revalidação podem ser realizados nos mesmos locais. 
 Para adquirir a PBL é preciso que o praticante tenha realizado no mínimo: 
● 20 horas de instrução duplo comando; 
● 16 horas de voo, seno que oito delas devem ter sido realizadas sob a supervisão 
de um instrutor de voo habilitado e qualificado; 
● 8 ascensões sob a supervisão de um instrutor de voo habilitado e qualificado, das quais, 
pelo menos: 1 ascensão deve ter atingido a altura de 3.000 pés; e 1 ascensão deve ter 
 
tido a duração de, no mínimo, 60 minutos ou 2 ascensões devem ter sido realizadas em 
voo solo, com duração de, no mínimo, 30 minutos cada uma. 
● Qualquer pessoa física, no mínimo 18 anos com ensino médio concluído. 
Fonte: ANAC, 2021; GOVERNO DO BRASIL, 2021. 
 
 
 
LIVRO 
 
• Título: O voo de Ícaro 
• Autor: Luiz Guasco. 
• Editora: Scipione. 
• Sinopse: A pedido do rei Minos, de Creta, Dédalo havia construído um labirinto, de 
onde nenhuma pessoa deveria poder fugir. Mas Teseu conseguiu matar o Minotauro, 
que lá vivia, e escapou. O rei ficou furioso e decidiu lançar Dédalo e seu filho, Ícaro, 
naquela prisão. Só que sair dali não seria complicado para o construtor do labirinto. O 
grande problema era deixar Creta sem cair nas mãos dos homens de Minos, que 
guardavam as águas ao redor da ilha. Após, observar o voo de uma águia, Dédado 
percebeu que o único modo de sair de Creta seria pelos ares, voando. Ele e seu filho, 
então, construíram asas para poderem se lançar ao céu. Mas o desfecho acabou não 
saindo como o planejado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FILME/VÍDEO 
 
• Título: Antes do ouro – surfe inclusivo 
• Ano: 2020 
• Sinopse: Documentário que traz um pouco da vida de atletas paralímpicos e seu 
retorno ao mar num final de semana de muito surf. Imagens maravilhosas com uma 
lente inclusiva, que registrou o que muitos não conseguem enxergar: a pessoa com 
deficiência realizando esportes na praia. Um documentário de arrepiar e emocionar, 
revelando que não há impossível para aqueles que têm vontade de quebrar as barreiras 
e continuar com uma vida ativa, usando o esporte como lazer, profissão e estilo de vida. 
O antes do ouro e sua equipe provaram que o esporte radical, como o surf é inclusivo, 
precisando apenas de pessoas comprometidas a aprender e loucos para aceitarem os 
desafios radicais. Evento realizado pelo instituto antes do ouro, este que visa a inclusão 
da pessoa com deficiência no paradesporto e um trabalho unificado entre a terapia 
ocupacional, fisioterapia, educação física, medicina e as outras profissões que venham 
colaborar para que tenhamos um mundo mais inclusivo. 
• Link: https://www.youtube.com/watch?v=_4MxucglmD0 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
ABVL. Associação brasileira de voo livre. [s.d]. Disponível em: 
https://www.cbvl.esp.br/. Acesso em 24 de junho de 2021. 
 
AIDA.  International Association for the Development of Apnea. [s.d] Disponível em: 
https://www.aidainternational.org/. Acesso em 24 de junho de 2021. 
 
ALVES, C. R. R; KLAUSENER, C. Canoagem de velocidade e caiaque pólo: uma revisão 
narrativa. ACTA Brasileira do Movimento Humano, v. 3, n. 3, p. 1-12, 2013. 
 
AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL. Balonismo. [s.d]. Disponível em: 
https://www.anac.gov.br/assuntos/paginas-tematicas/aerodesporto/balonismo. 
Acesso em 24 de junho de 2021. 
 
BARTMANN, F. et al. Quais as novidades no stand up paddle? Ciência em Movimento, 
v. 21, n. 42, p. 93-97, 2019. 
 
CBCa. Confederação Brasileira de Canoagem. [s.d]. Disponível em: 
http://www.canoagem.org.br/. Acesso em 23 de junho de 2021. 
 
CBPDS. Confederação Brasileira de Pesca e Desporto Subaquático. [s.d]. 
Disponível em: https://www.cbpdscmas.com/. Acesso em 23 de junho de 2021. 
CBPq. Confederação Brasileira de Paraquedismo. [s.d]. Disponível em: 
https://www.cbpq.org.br/. Acesso em 23 de junho de 2021 
CBSUP. Confederação Brasileira de Stand up Paddle. Histórico. [s.d]. Disponível em: 
https://cbsup.com.br/institucional/pagina-1-institucional/. Acesso em: 24 de junho de 
2021. 
 
COSTA, Vera Lucia de Menezes. Esportes de aventura e risco na 
montanha: um mergulho no imaginário. 1.ed. São Paulo: Manole Ltda, 2000. 
 
DACOSTA, L. et al. Atlas do esporte no Brasil. Rio de Janeiro: Shape, p. 793-795, 2005. 
https://www.cbvl.esp.br/
https://www.aidainternational.org/
https://www.anac.gov.br/assuntos/paginas-tematicas/aerodesporto/balonismo
http://www.canoagem.org.br/
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ECOBRASIL. Atividades ao ar livre. [s.d]. Disponível em: 
http://www.ecobrasil.eco.br/23-restrito/840-balonismo. Acesso em 25 de junho de 
2021. 
FRANCO, L. C. P. A adaptação das atividades de aventura na estrutura da 
escola. In: Anais 5º CBAA–Congresso Brasileiro de Atividades de Aventura. 
São Paulo: Editora Lexia. 2010. 
 
FREIRE, M. Mergulho livre: desvelando emoções e sensações. Dissertação de 
Mestrado, Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências de Rio Claro, 2005. 
 
GOVERNO DO BRASIL. Obter licença para exercer a atividade de piloto de balão 
livre (PBL). Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/servicos/obter-licenca-e-
habilitacao-para-piloto-de-balao-livre. Acesso em 24 de junho de 2021. 
 
IHA, T. et al. Conhecimentos para o ensino do Kitesurf: percepção dos instrutores de 
Florianópolis, SC. Trabalho de Conclusão de Curso. Brasil. 2017. 
MARCHI, K. B; MEZZADRI, F. M. História da Canoagem e do Rafting. Anpuh–XXII 
Simpósio Nacional De História, 2003. 
 
MARCHI, Kátia Bortolotti; MEZZADRI, Fernando Marinho. História da Canoagem e do 
Rafting. Anpuh–XXII Simpósio Nacional De História, 2003 
 
MENDONÇA, C. Esporte radical praticado no ar. Educa mais Brasil. 2019. Disponível em: 
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/educacao-fisica/paraquedismo. Acesso 
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MOREIRA, Miguel. Surf: da ciência à prática. Lisboa: FMH, 2009. 
OLIVEIRA, P. S. Esportes de aventura nas aulas de Educação Física no 
primeiro ano do Ensino Fundamental: um relato de experiência. 2018. 
 
SERRA IMPERIAL. Canoagem: conheça mais sobre o esporte e onde praticar. 2018. 
Disponívelem: https://blog.serraimperial.com/canoagem-conheca-mais-sobre-o-
esporte-e-onde-praticar/. Acesso em: 23 de junho de 2021. 
 
http://www.ecobrasil.eco.br/23-restrito/840-balonismo
https://www.gov.br/pt-br/servicos/obter-licenca-e-habilitacao-para-piloto-de-balao-livre
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https://blog.serraimperial.com/canoagem-conheca-mais-sobre-o-esporte-e-onde-praticar/
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SILVA, F. S. Turismo de aventura e asa delta: a relevância das emoções na 
percepção de qualidade da experiência turística. 2014. 
 
SKY COMPANY. História do Paraquedismo. 2015. Disponível em: 
https://www.paraquedismoskycompany.com.br/historia-do-paraquedismo/. Acesso 
em 24 de junho de 2021. 
SOUZA, Pedro Caetano. Surf: do desenvolvimento histórico ao profissionalismo. 
Acta Brasileira do Movimento Humano, v. 3, n. 3, p. 84-98, 2013. 
 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS. Soltar Balão. 
Disponível em: https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/campanhas-e-
produtos/direito-facil/edicao-semanal/soltar-
balao#:~:text=Soltar%20bal%C3%A3o%20que%20possa%20causar,bal%C3%B5es%20q
ue%20possam%20causar%20inc%C3%AAndios. Acesso em 24 de junho de 2021. 
WARSHAW, M. The encyclopedia of surfing. Orlando: Hartcourt. 2003. 
UNIDADE IV 
PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA EM PRÁTICA 
Professora Mestre Pollyana Mayara Nunhes 
Professora Mestre Bruna Solera 
 
 
Plano de Estudo: 
• Risco e gerenciamento do risco: foco na segurança; 
• Práticas Corporais de Aventura na escola: planejamento em foco; 
• Práticas Corporais de Aventura e Inclusão. 
 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
• Abordar os riscos das Práticas Corporais de Aventura e como gerenciá-los; 
https://www.paraquedismoskycompany.com.br/historia-do-paraquedismo/
https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/campanhas-e-produtos/direito-facil/edicao-semanal/soltar-balao#:~:text=Soltar%20bal%C3%A3o%20que%20possa%20causar,bal%C3%B5es%20que%20possam%20causar%20inc%C3%AAndios
https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/campanhas-e-produtos/direito-facil/edicao-semanal/soltar-balao#:~:text=Soltar%20bal%C3%A3o%20que%20possa%20causar,bal%C3%B5es%20que%20possam%20causar%20inc%C3%AAndios
https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/campanhas-e-produtos/direito-facil/edicao-semanal/soltar-balao#:~:text=Soltar%20bal%C3%A3o%20que%20possa%20causar,bal%C3%B5es%20que%20possam%20causar%20inc%C3%AAndios
https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/campanhas-e-produtos/direito-facil/edicao-semanal/soltar-balao#:~:text=Soltar%20bal%C3%A3o%20que%20possa%20causar,bal%C3%B5es%20que%20possam%20causar%20inc%C3%AAndios
 
• Apresentar questões relacionadas às Práticas Corporais de Aventura na escola; 
• Estudar as Práticas Corporais de Aventura e sua relação com a inclusão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
Olá estudante, 
Seja bem-vindo (a) a última unidade da nossa apostila de “Práticas Corporais de 
Aventura”! 
Esta unidade é chamada de “Práticas Corporais de Aventura em Prática” e com ela 
objetivamos que você adquira conhecimentos que irão auxiliá-lo(a) em sua prática 
pedagógica no chão da escola. Isso porque tal conteúdo faz parte da Educação Física e 
como tal deve ser transmitido a nossos alunos, assim como, vivenciado e experienciado 
por eles. 
A unidade IV está dividida em três tópicos. Vamos conhecê-los? 
O primeiro deles é chamado de “Risco e Gerenciamento do Risco: foco na 
segurança”. Por meio dele você conhecerá procedimentos para gerenciar o risco 
durante a vivência das Práticas Corporais de Aventura. Esse tópico é indispensável para 
uma prática profissional adequada e comprometida com a integridade física dos alunos. 
Em seguida você se deparará com o tópico “Práticas Corporais de Aventura na 
Escola: foco no planejamento”, no qual conhecimentos sobre a organização deste 
conteúdo para as aulas de Educação Física na escola serão abordados, assim como, 
traremos exemplos de como se trabalhar com as Práticas Corporais de Aventura no 
contexto educacional. 
E por fim, no tópico 3 “Práticas Corporais de Aventura e Inclusão” vamos falar 
sobre como incluir os alunos com deficiência nas aulas que tratarão das Práticas 
Corporais de Aventura. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem do Tópico:https://image.shutterstock.com/image-photo/active-adventurer-young-
lady-going-600w-1794377326.jpg 
 www.shutterstock.com/ 
 
1 RISCO E GERENCIAMENTO DO RISCO: FOCO NA SEGURANÇA 
 
O risco é característico das Práticas Corporais de Aventura (PCA), por exemplo, ao 
andar de skate você está exposto a queda durante a realização de manobras. O risco 
pode ser visto como “o efeito das incertezas sobre os objetivos estabelecidos e variam 
de acordo com cada atividade” (FRANCO; CAVASINI; DARIDO, 2017, p. 144). Ele pode ser 
subjetivo (relacionado à percepção do praticante) ou real (voltado aos riscos existentes 
em determinados momentos). 
Apesar da existência do risco, este não impede a execução das Práticas Corporais 
de Aventura, até porque ele é visto como algo motivador de tal prática. Sendo assim, há 
a necessidade do gerenciamento do risco. Há algumas abordagens que tratam deste 
assunto, mas neste momento, vamos nos ater a cinco passos da gestão de risco de 
Dickson e Gray (2012). 
https://image.shutterstock.com/image-photo/active-adventurer-young-lady-going-600w-1794377326.jpg
https://image.shutterstock.com/image-photo/active-adventurer-young-lady-going-600w-1794377326.jpg
http://www.shutterstock.com/
 
Franco, Cavasini e Darido (2017), descrevem da forma que segue os passos 
mencionados anteriormente. Veja-os a seguir. 
1º Passo (contexto local): o primeiro passo terá como foco perguntas básicas. São 
exemplos, quais atividades serão desenvolvidas? Quem irá praticar estas atividades? 
Quem irá praticar tais atividades? Quando elas acontecerão? Em que local? Quais 
recursos serão necessários para que tais atividades sejam praticadas? 
2º Passo (identificação): neste passo você buscará responder às seguintes 
questões: O que pode acontecer? (neste momento você deve listar possíveis coisas que 
possam acontecer e afetar os objetivos, assim como, incidentes ou acidentes), Como e 
porque isso pode acontecer? (fazer uma lista de possíveis causas e cenários). 
3º Passo (análise): na análise buscaremos determinar as consequências 
(severidade) e as probabilidades (chances) de acontecimento dos riscos que foram 
identificados no passo anterior. 
4º Passo (avaliação): aqui vamos buscar determinar os riscos que devem 
sobretudo ser gerenciados. 
5º Passo (tratamento): após termos identificado, analisado e avaliado os riscos, 
buscaremos tomar decisões. Estas decisões devem ser tomadas em conjunto e podem 
ser organizadas como segue. 
a) REDUZIR PROBABILIDADES com uso de equipamentos, como exemplo o colete 
de flutuação em atividades realizadas na água. Com isso diminuímos a 
probabilidade de afogamento. No caso do trekking, a escolha de trajetos de 
acordo com as características do grupo também contribui com a redução da 
probabilidade. 
b) REDUZIR CONSEQUÊNCIAS com uso de, por exemplo, capacete em práticas que 
podem oferecer risco de traumatismo craniano em decorrência de um tombo ou 
queda. São exemplos o skate, mountain bike, escalada. 
c) ACEITAR OS RISCOS, pois eles existem e estão presentes nas Práticas Corporais 
de Aventura, e com isso, aceitá-los é o melhor caminho e, claro, gerenciá-los. 
d) EVITAR RISCOS, como ao cancelar uma atividade devido ao tempo, falta de 
equipamentos adequados ou áreas com condições inadequadas. 
 
e) TRANSFERIR RISCOS, como acontece quando se possui uma apólice de seguro. 
Então, de forma geral a gestão de riscos deve almejar atender alguns aspectos,como: 
[...] priorizar a comunicação durante todo o processo de planejamento e 
execução das atividades; buscar envolvimento, em diferentes níveis, de 
professores, monitores, alunos e demais envolvidos; ser constantemente 
monitorada, revista e adequada, de acordo com cada contexto; considerar os 
diversos ambientes, indivíduos, equipamentos empregados e atividades 
propostas (FRANCO; CAVASINI; DARIDO, 2017, p. 146). 
 
Então, a gestão de risco é um processo, não é algo engessado, ela é dinâmica, e 
com isso exige monitoramento constante e revisão a todo tempo. Temos níveis de 
gestão de risco. Cavasini, Petersen, e Petkowicz (2013), trazem estes de acordo com a 
percepção de Barton (2007). São eles: 
Genéricos: devemos considerar os riscos que normalmente são esperados ao se 
praticar determinada modalidade, como por exemplo, afogamento em esportes 
aquáticos. 
Local: foca-se em riscos das Práticas Corporais de Aventura realizadas em local 
específico, como exemplo, a vela que é praticada em águas profundas e contaminadas. 
Diário: vamos focar nos riscos de uma determinada prática no dia de sua 
execução, um exemplo seria as condições do tempo. 
Dinâmico: tem foco nos riscos de uma atividade durante sua execução. 
 
Estudante, a gestão de risco é essencial e indispensável para trabalharmos com as 
Práticas Corporais de Aventura na escola, mesmo que nesse espaço tenhamos uma 
probabilidade menor de ocorrência. Como exemplo, podemos pensar na seguinte 
questão: Como podemos diminuir o risco de queda ao se trabalhar com o slackline na 
escola? Observe a imagem 1 e 2. 
 
 
Figura 1. Falsa Baiana e equipamentos de segurança 
https://image.shutterstock.com/image-photo/child-forest-adventure-park-kids-600w-
1140755840.jpg 
Fonte: Shutterstock. 
 
 
Figura 2. Auxílio no Slackline 
https://image.shutterstock.com/image-photo/child-forest-adventure-park-kids-600w-1140755840.jpg
https://image.shutterstock.com/image-photo/child-forest-adventure-park-kids-600w-1140755840.jpg
 
https://image.shutterstock.com/image-photo/man-women-getting-guidance-tightrope-600w-
567688111.jpg 
Fonte: Shutterstock. 
 
Na figura 1, utilizou-se a falsa baiana como meio para se trabalhar o slackline (uma 
corda em baixo e outra em cima) o que proporciona maior segurança para a prática, 
além disso, a criança está utilizando equipamento de segurança. Já na imagem 2, a fita 
do slackline está montada em baixa altura e o professor está auxiliando a aluna. 
Use a criatividade, mas sempre leve em consideração a gestão de riscos e a 
necessidade de concretizá-las em sua prática docente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://image.shutterstock.com/image-photo/man-women-getting-guidance-tightrope-600w-567688111.jpg
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Imagem do Tópico: https://image.shutterstock.com/image-photo/notebook-action-plan-
sticker-today-600w-222546226.jpg 
www.shutterstock.com/ 
 
2 PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA NA ESCOLA: PLANEJAMENTO EM FOCO 
 
As Práticas Corporais de Aventura fazem parte dos conteúdos da Educação Física 
não é mesmo? E como tal deve estar presente no planejamento do professor. Ao 
encontro desta afirmação e em complemento a ela, Franco, Tahara e Darido (2018, p. 
67) trazem que a presença das PCA são justificadas 
 
[...] pelo fato delas poderem estimular emoções e experiências únicas aos 
alunos, ao depararem com vivências não tão habituais no desenvolvimento 
das aulas, além de chance em proporcionar aos educandos a superação de 
limites pessoais em situações de risco controlado. 
 
Então, ao iniciarmos nossa organização, nosso plano, devemos incluir tal prática. 
Mas como? Em que momento? De acordo com a Base Nacional Comum Curricular 
(BNCC) “as práticas corporais de aventura devem ser adaptadas às condições da escola, 
https://image.shutterstock.com/image-photo/notebook-action-plan-sticker-today-600w-222546226.jpg
https://image.shutterstock.com/image-photo/notebook-action-plan-sticker-today-600w-222546226.jpg
 
ocorrendo de maneira simulada, tomando-se como referência o cenário de cada 
contexto escolar” (BRASIL, 2017). Ou seja, ao trazermos tais práticas para realidade de 
nossas aulas, devemos considerar as condições da escola e então podemos adaptar tais 
esportes ao identificado. 
Ademais, de acordo com a BNCC, as PCA são abordadas a partir dos anos finais do 
Ensino Fundamental. Segue abaixo o exemplo de organização trazido pela BNCC. 
 
Práticas Corporais de Aventura 
Série/Ano Objetos do conhecimento 
6º ano Práticas corporais de aventura urbanas 
7º ano Práticas corporais de aventura urbanas 
8º ano Práticas corporais de aventura na natureza 
9º ano Práticas corporais de aventura na natureza 
Quadro 1. Distribuição das Práticas Corporais de Aventura ao longo do Ensino 
Fundamental 
Fonte: As autoras. 
 
Vejam que tal organização se refere a um plano amplo. Em nossa prática 
pedagógica devemos esmiuçar o conteúdo e distribuí-lo de forma sistematizada ao 
longo dos anos e das séries. Lembre-se que os conteúdos não devem ser uma repetição 
do ano anterior, mas ele deve evoluir e avançar progressivamente, assim como, a cada 
avanço um novo conteúdo deve ser adicionado. Veja a seguir a organização com mais 
detalhes sugerida pelos estudiosos Palma, Oliveira e Palma (2010) e adaptada pelas 
autoras desta apostila. 
 
 
Práticas Corporais de Aventura 
Série/Ano Objetos do conhecimento Subtema Assunto 
9º ano Práticas corporais de 
aventura na natureza 
Arvorismo Caracterização do arvorismo 
 
Origem e história do 
Arvorismo 
 
Obstáculos do Arvorismo 
 
Equipamentos necessários 
1ª série Práticas corporais de 
aventura urbanas 
Slackline Caracterização do Slackline 
 
Origem e história do Slackline 
 
Modalidades do Slackline 
 
Como praticar o Slackline 
2ª série Práticas corporais de 
aventura na natureza 
Corridas de 
Aventura 
Caracterização das corridas de 
aventura 
 
Origem e história das 
corridas de 
 
Modalidades das corridas de 
aventura 
 
3ª série Práticas corporais de 
aventura na natureza 
Escalada 
Esportiva 
Caracterização da escalada 
esportiva 
 
 
Origem e história da escalada 
esportiva 
 
Fundamentos da escalada 
esportiva 
 
Modalidades da escalada 
esportiva 
 
Quadro 2. Distribuição das Práticas Corporais de Aventura do 9º ano do Ensino 
Fundamental a 3ª série do Ensino Médio 
Fonte: As autoras. 
 
No quadro 2, vimos mais um exemplo de organização das Práticas Corporais de 
Aventura. Apesar disso, podemos trabalhar mais esportes nas séries e anos 
mencionados. Mas como podemos efetivar tais conteúdos no chão da escola? 
Sabemos que as PCA possuem equipamentos específicos que tem um custo 
elevado, equipamentos estes diferentes das demais práticas que estão presentes no 
ambiente escolar, além de que, elas apresentam forte relação com o risco, mas 
“acredita-se que elas possam ser adaptadas às características, estruturas e 
possibilidades de cada escola” (FRANCO; TAHARA; DARIDO, 2018, p. 67). Então nós 
podemos e devemos adaptar os esportes e seus materiais. Vamos conhecer algumas 
dessas possibilidades? 
 
2.1.2 Adaptando o slackline 
 
O slackline é uma prática que podemos adaptar facilmente. Uma opção é trabalhar 
com a falsa baiana, conforme vimos no primeiro tópico desta unidade, deve-se amarrar 
duas cordas, sendo uma delas onde a criança irá pisar e a outra que servirá como apoio 
 
para as mãos. Com isso facilitamos o equilíbrio da mesma e ainda incentivamos a 
superação do desafio de forma independente. 
 
Imagem 3. Falsa Baiana entre as árvores 
Fonte: Blog Sitio do Mato. 
http://sitiodomato.com/blog/page/4/ 
Para montar sua falsa baiana, você pode utilizar árvores (como na imagem 3), ou 
os pilares da escola onde estará atuando. Quanto menor a criança, mais baixo você pode 
montar o desafio. E lembre-se da gestãode riscos. 
Uma outra opção é a utilização da catraca de caminhão (imagem 4), ela é 
semelhante ao slackline oficial mas, com um preço mais acessível. 
 
http://sitiodomato.com/blog/page/4/
 
 
Imagem 4. Catraca para caminhão ou cinta de amarração 
Fonte: Shutterstock. 
https://image.shutterstock.com/image-photo/securing-truck-lashing-strap-transport-600w-
1639155202.jpg 
 
No caso da prática ser realizada na calçada, no pátio ou espaço com piso, você 
poderá forrar o chão com colchonetes ou placas de tatame (isso dará mais segurança 
aos alunos). Assim como, pode realizar a atividade com auxílio do colega (este pode 
segurar na mão do sujeito que está sobre a fita), e assim que as crianças forem ganhando 
confiança e habilidades, elas podem tentar realizar a travessia na fita sozinhas. Veja 
abaixo um exemplo de sequência pedagógica para o trabalho com o Slackline. 
1. Reconhecimento do material: permita ao aluno conhecer o material, seja as 
cordas da falsa baiana ou a fita da catraca de caminhão; 
2. Fita ou corda no chão: os alunos andaram sobre a corda/fita no chão. Neste 
momento o professor problematiza como se deve caminhar corretamente pelo 
material (postura,posição dos pés e dos membros superiores são exemplos). 
https://image.shutterstock.com/image-photo/securing-truck-lashing-strap-transport-600w-1639155202.jpg
https://image.shutterstock.com/image-photo/securing-truck-lashing-strap-transport-600w-1639155202.jpg
 
3. Material montado: com a falsa baiana ou slackline montado, os alunos 
atravessaram a fita com auxílio do colega. 
4. Travessia individual: o aluno tentará caminhar sobre a fita sem auxílio, mas um 
colega ou dois sempre estarão acompanhando-o durante esta travessia. 
Após isso, quando os alunos já estiverem mais confiantes, durante a travessia, 
você pode realizar jogos, como Jokenpô (dois alunos começam a caminhar sobre a fita, 
um de cada lado da mesma, ao se encontrarem jogam Pedra, Papel e Tesoura. Quem 
vencer continua a caminhada e quem perder desce da fita e vai para o final da fila). É 
importante que aqui também se tenha o auxílio do colega. Esta é uma maneira de 
descontrair e aliviar possíveis tensões e/ou medo dos alunos, além de motivá-los para a 
prática. 
 
2.1.2 Praticando o arvorismo na escola 
 
Para a prática do arvorismo podemos criar circuitos por entre as árvores com 
cordas, formando por meio delas diferentes desafios. Podemos usar a própria falsa 
baiana para isso, assim como, podemos adicionar outras cordas como se fossem cabos 
para as crianças segurem, assim como, formar uma espécie de ponte (faça uma falsa 
baiana com duas cordas em cima, com uma terceira corda, una as cordas de cima com 
as de baixo formando uma “ponte”). Para isso podemos utilizar, além do espaço natural, 
a quadra ou o pátio (desde que seja um local seguro para amarrar as cordas). 
 
Figura 5. Exemplo de circuito 
 
Fonte: Franco; Cavasini; Darido (2017, p. 126). 
 
Veja a seguir um exemplo de aula com a temática arvorismo. 
Tema da aula: Arvorismo 
RODA INICIAL: Iniciar a aula com uma roda de conversa com os alunos. Verifique se os 
alunos conhecem o arvorismo, para isso você pode perguntar, “O que é o arvorismo?”, 
“Alguém já teve contato com está prática?”. É preciso verificar o conhecimento prévio 
dos alunos e aproximar a temática da realidade deles. Em seguida apresente a proposta 
da aula. 
DESENVOLVIMENTO DA AULA 
1. Com o circuito pré montado com cordas, mostre-o aos alunos, divida-os em 
grupos e deixe margem para que eles criem novos desafios. Sempre ressalte a 
questão da segurança. 
2. Individualmente os alunos irão atravessar o circuito de um lado para o outro. 
Para isso eles contarão apenas com o suporte das cordas e sem encostar o pé no 
chão. Se possível repita mais de uma vez o trajeto. 
3. Após isso, o circuito pode ser modificado, ademais é possível associar a aula com 
os cuidados com a natureza. Peça para olharem em volta e verificar se tudo está 
limpo, mencione a necessidade de não deixar rastro. 
RODA FINAL: Encerre a aula questionando aos alunos possíveis dificuldades 
identificadas na realização da atividade, sobre o trabalho em equipe para montagem de 
novos desafios. Estimule os alunos a participarem dessa discussão. 
Veja estudante, este é um exemplo, além disso há inúmeras possibilidades, como, 
a construção do circuito em conjunto com os alunos, uma aula sobre como fazer nós em 
cordas, questões de segurança, dentre outras. Usem a criatividade. 
 
2.1.3 Corridas de aventura na escola 
 
 
Para trabalhar com a corrida de aventura na escola, você poderá utilizar toda a 
escola, tanto os espaços naturais quanto os demais (quadra, pátio, parquinho…). 
Sabemos que ela envolve outras modalidades, como a corrida de orientação, trekking, 
técnicas verticais, sendo assim, você poderá selecionar algumas delas e efetivar a 
corrida. Além disso, você pode colocar no trajeto desafios, como a falsa baiana, 
equilíbrio sobre bancos, escalada em alambrados. Atenção, sempre levando em conta a 
segurança. 
A corrida de aventura é uma ótima opção para realização de um festival ao final 
da disciplina, pois os alunos já terão vivenciado outros esportes de aventura, assim 
como, as questões de segurança, o que facilitará o trabalho com esta prática. 
 
2.1.3 Escalada: foco na prática pedagógica 
 
Como realizar a escalada na escola sem uma parede adequada? A escalada na 
escola pode ser realizada em alambrados, desde que todos os cuidados com a segurança 
dos alunos sejam considerados. Além disso, você pode simular uma escalada no chão 
(da quadra, do pátio, da sala de aula). Mas como? Por meio do desenho de agarras no 
chão com o auxílio do giz (figura 6). 
Nesta ideia de desenho das agarras com giz, cada aluno poderá desenhar o seu 
circuito e em seguida, para modificar o desafio, eles irão “escalar” a parede do colega. 
 
 
Figura 6. Escala realizada na quadra 
Fonte: As autoras. 
 
Esta experiência é um meio de aproximar e possibilitar aos nossos alunos a 
vivência da escalada (mesmo que adaptada). Mas para que eles conheçam o esporte de 
fato, antes da aula prática, você pode e deve mostrar imagens reais aos alunos, vídeos, 
documentários dentre outros. 
Por fim, caso em sua cidade tenha uma parede artificial de escalada, é possível 
realizar um passeio com os alunos até o local e possibilitar a eles esta prática. 
 
2.1.4 Parkour na escola 
 
Para a prática do Parkour na escola, podemos utilizar tanto a quadra, quanto o 
gramado ou até mesmo a sala de aula. Com os materiais disponíveis podemos montar 
um circuito com diversos obstáculos em diferentes níveis (no plano baixo, médio e/ou 
 
alto) para que os alunos passem por eles o mais rápido possível, de forma segura, 
utilizando movimentos variados. 
Podemos montar tal circuito utilizando cadeiras, carteiras, muros, muretas, 
plintos, cordas, arcos e colchonete.. Veja estudante, os materiais para a prática do 
Parkour podem ser encontrados na própria escola. Observe as imagens abaixo. 
 
Figura 7. Criança transpondo obstáculo com apoio da mão 
Fonte: Shutterstock. 
https://image.shutterstock.com/image-photo/girl-child-practicing-parkour-gymnastics-600w-
1112959274.jpg 
 
https://image.shutterstock.com/image-photo/girl-child-practicing-parkour-gymnastics-600w-1112959274.jpg
https://image.shutterstock.com/image-photo/girl-child-practicing-parkour-gymnastics-600w-1112959274.jpg
 
 
Figura 8. Criança transpondo obstáculo com apoio das mãos 
Fonte: Shutterstock. 
https://image.shutterstock.com/image-photo/girl-child-practicing-parkour-gymnastics-600w-
1112959271.jpg 
 
 
Figura 9. Criança transpondo obstáculo com pernas 
https://image.shutterstock.com/image-photo/girl-child-practicing-parkour-gymnastics-600w-1112959271.jpg
https://image.shutterstock.com/image-photo/girl-child-practicing-parkour-gymnastics-600w-1112959271.jpg
 
Fonte: Shutterstock.https://image.shutterstock.com/image-photo/girl-child-practicing-parkour-gymnastics-600w-
1113609311.jpg 
 
 
Figura 10. Adolescente transpondo o banco com apoio das mãos 
Fonte: Shutterstock. 
https://image.shutterstock.com/image-photo/child-playing-practicing-parkour-city-600w-
641413096.jpg 
 
Antes da aula com o circuito pronto, o ideal é que você elabore uma aula 
introdutória, na qual se trabalhará força, flexibilidade, coordenação motora, equilíbrio, 
velocidade, agilidade, assim como, rolamentos, saltos e aterrissagens com precisão e 
segurança, para que o aluno consiga depois, transpor e aplicar o aprendido durante o 
circuito. Inicie com pequenos circuitos, com baixo nível de complexidade e depois vá 
avançando. 
https://image.shutterstock.com/image-photo/girl-child-practicing-parkour-gymnastics-600w-1113609311.jpg
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https://image.shutterstock.com/image-photo/child-playing-practicing-parkour-city-600w-641413096.jpg
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É importante salientar que devemos adequar as nossas aulas a idade das crianças, 
por exemplo, para o Ensino Médio podemos trabalhar diferentes possibilidades de 
saltos e aterrissagens com e sem obstáculo. 
 
SAIBA MAIS 
 
Nas aulas de Educação Física podemos utilizar os jogos e as brincadeiras como meio de 
possibilitar aos alunos vivência das Práticas Corporais de Aventura. 
 
Fonte: As autoras. 
 
#SAIBA MAIS# 
 
2.1.5 Modalidades praticadas na água e no ar na escola: e agora? 
 
Como podemos trabalhar as Práticas Corporais de Aventura que acontecem na 
água e no ar na escola? 
Mesmo que haja dificuldade de praticá-las devido ao meio em que acontecem, o 
que podemos fazer é possibilitar aos nossos alunos conhecimentos conceituais acerca 
dos referidos esportes. Abordar conhecimentos como história, regras, fundamentos da 
canoagem, kitesurfe, mergulho, rafting, stand up paddle, surfe, asa delta, balonismo, 
paraquedismo e tirolesa são uma opção viável e relevante. Para isso, a utilização de 
vídeos e imagens é fundamental. Outra opção ou em complemento a esta primeira é 
solicitar ao aluno trabalhos teóricos, por meio dos quais, seja possibilitado a ele a 
aproximação com as referidas modalidades. 
No caso do Surfe, por exemplo, após todo o conhecimento conceitual, podemos 
ensinar a base de movimentos da modalidade (como subir na prancha, como se 
 
posicionar), por meio de um desenho de prancha no chão da quadra. Além disso, pode-
se usar a prancha de equilíbrio (figura 11). Por meio dela os alunos estarão 
desenvolvendo o equilíbrio assim como movimentos específicos da modalidade. 
 
 
 
Figura 11. Prancha de equilibrio 
Fonte: Shutterstock. 
https://image.shutterstock.com/image-photo/oval-wooden-deck-balance-board-600w-615875213.jpg 
 
Tal material pode ser adaptado utilizando um cano de PVC resistente e uma tábua 
de madeira. Para introdução desta atividade, possibilite aos alunos o reconhecimento 
do material, em seguida divide-os em duplas para que enquanto um deles experimenta 
a prancha, o outro o auxilie por meio do apoio com as mãos. 
Já no caso do rafting pode-se conseguir câmaras de ar usadas de pneus de 
caminhão (por preços acessíveis), fechar o fundo das mesmas com material resistente, 
como a própria borracha do pneu, assim nos aproximamos de um bote. Ademais, pode-
https://image.shutterstock.com/image-photo/oval-wooden-deck-balance-board-600w-615875213.jpg
 
se confeccionar remos com madeira. Com isso, iremos transformar o citado em material 
pedagógico para aproximar os alunos do rafting. A prática pode ser feita em uma piscina. 
Com a piscina também podemos simular o mergulho. O professor pode colocar 
objetos no fundo da mesma e pedir para que os alunos o identifiquem por meio do 
mergulho. Nesta prática você pode utilizar, como forma de simular a máscara de 
mergulho, óculos de natação e uma adaptação com o cano (fino) de pvc, ou canudinho 
(de plástico com espessura maior que o comum). 
Atenção estudante, para lidar com as PCA em espaço aquático os cuidados com a 
segurança também são indispensáveis, pois temos também o risco de afogamento. 
 
 
 
Imagem do Tópico: https://image.shutterstock.com/image-photo/disabled-handicapped-man-has-
hope-600w-678750160.jpg 
www.shutterstock.com/ 
 
3 PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA E INCLUSÃO 
 
Estudante, é possível possibilitar a inclusão por meio das Práticas Corporais de Aventura? 
Reflita sobre a questão e em seguida prossiga a leitura. 
A resposta a esta indagação é simples: Sim, é possível! Além de ser possível, é um dever do 
professor adaptar as atividades relacionadas às Práticas Corporais de Aventura, assim como é 
direito, por exemplo, da criança com deficiência participar destas de forma ativa. Mas como 
podemos fazer isso? 
Há inúmeras possibilidades, mas o caminho básico para todas elas é o uso da criatividade 
e das adaptações. Você pode utilizar as Práticas Corporais de Aventura tanto para possibilitar aos 
https://image.shutterstock.com/image-photo/disabled-handicapped-man-has-hope-600w-678750160.jpg
https://image.shutterstock.com/image-photo/disabled-handicapped-man-has-hope-600w-678750160.jpg
 
alunos sem deficiência, a vivência da mesma por meio de suas modalidades, como, proporcionar 
ao aluno com deficiência uma experiência significativa com estas práticas. Em ambas as situações 
os alunos estarão construindo seus conhecimentos acerca das PCA e ao mesmo tempo, 
contemplando saberes sobre a inclusão e a deficiência. 
Vejam em seguida um exemplo prático relacionado ao trekking. 
 
3.1 Trekking: possibilidades para a participação de pessoas com deficiência 
 
O Trekking envolve a caminhada em espaços naturais e como tal exige mínima 
infraestrutura. Sendo assim é uma ótima e viável opção para as aulas de Educação Física. Então 
como faremos para associar a deficiência a PCA? 
A caminhada pode ser realizada na própria escola, assim como, em uma visita a um parque. 
No caso da vivência e/ou inclusão da deficiência visual, podemos realizar esta caminhada em 
duplas, na qual um dos integrantes estará vendado. Com isso envolvemos inúmeros 
conhecimentos, pois os alunos sem a venda terão que saber como guiar a pessoa cega (vendada), 
terão que descrever os espaços explorados para o colega, enquanto o cego experimentará a 
ausência de visão, com isso ele será capaz de sentir as dificuldades das pessoas com esse tipo de 
deficiência, assim como entenderá a importância da fala para o entendimento e compreensão 
da instrução. 
Após terem caminhado uma parte do percurso, o professor deve orientar os alunos a 
trocarem as vendas, ou seja, quem estava sendo guia, agora assumirá o papel de cego. Veja a 
imagem 12. 
 
 
Figura 12. Pessoa cega sendo guiada pela pessoa vidente 
Fonte: As autoras. 
 
Outra opção para se trabalhar com ou a deficiência visual é por meio da exploração do 
ambiente natural. Seguindo o esquema de duplas (uma pessoa vendada e outra não), orienta-se 
aos alunos que eles explorem o ambiente em que estão, ou seja, os guias possibilitarão 
experiência aos vendados, como, andar em diferentes terrenos, sentir a textura das árvores, da 
grama, das plantas, prestar a atenção no sol ou na sombra… 
Após isso, pode-se criar um circuito com barbantes, o que possibilitará à pessoa cega maior 
autonomia no deslocamento. Mas é importante ressaltar que o guia sempre estará ao lado para 
agir quando necessário. Observe a figura 13. 
 
 
Figura 13. Pessoa vendada explorando o circuito de barbantes 
Fonte: As autoras. 
 
Após esta etapa você poderá criar um jogo, no qual as duplas devem ir até um determinado 
ponto e pegar um objeto, como uma fita de TNT e voltar. Essa atividade é super estimulante e 
motivante para os alunos, além de servir como meiode aproximar os alunos e criar laços de 
confiança (figura 14). 
Neste momento ainda, você pode levantar a discussão sobre a Educação Ambiental, em 
específico sobre os Princípios de Não Deixar Rastros. 
 
 
Figura 14. Jogo envolvendo a deficiência visual e a natureza 
Fonte: As autoras. 
 
Essas são algumas possibilidades para trabalharmos com a PCA e a deficiência visual. Mas 
ressaltamos que esse conhecimento não se esgota aqui. 
E para a prática da pessoa com deficiência física usuária de cadeira de rodas? Como 
faremos? Neste caso estudante, é importante que o terreno escolhido para a atividade seja 
minimamente acessível, que ofereça condições para a o uso da cadeira. Então o aluno em 
questão poderá ir manejando sua cadeira manual ou motorizada, e caso ele não consiga, 
podemos contar com a ajuda de uma colega (amigo tutor) para o auxiliar empurrando a cadeira 
de rodas durante a caminhada. 
No caso da deficiência intelectual, as condições do caminho escolhido não serão o 
problema, mas é preciso se atentar com a segurança deste aluno, esteja sempre atento a seu 
 
comportamento, oriente o que pode e não pode ser feito. A respeito da deficiência auditiva, o 
necessário será a acessibilidade comunicacional. 
Estudante, é preciso ressaltar que todos os tipos de Práticas Corporais de Aventura podem 
ser adaptadas para a participação ativa dos alunos com deficiência. Basta que tenhamos o 
comprometimento profissional para efetivarmos a proposta em nossas aulas de Educação Física 
Escolar. 
 
 
REFLITA 
 
As Práticas Corporais de Aventura ainda não são disseminadas de modo significativo por 
muitos professores em escolas do Brasil, embora já possa se observar um crescimento, essa 
presença ainda é tímida. Você como futuro professor de Educação Física tem o papel de 
contribuir com o avanço da prática pedagógica relacionada a PCAs. 
 
Fonte: FREITAS et al., 2016, p. 6. 
 
#REFLITA# 
 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Chegamos ao final de nossa quarta e última unidade da apostila de “Práticas Corporais de 
Aventura”! Parabéns por esta caminhada. 
Durante esta unidade foi possível adquirir conhecimentos sobre como, de fato, podemos 
efetivar as PCAs no chão da escola. Com isso, o que se evidencia é que: 
Não há possibilidade de trabalhar com as PCA sem o gerenciamento do risco não é mesmo? 
Devemos prezar pela segurança de nossos alunos e para isso, verificar o contexto social, 
identificar, analisar e tratar os riscos são indispensáveis. 
Com a mesma relevância da gestão de riscos, temos o planejamento das aulas de Educação 
Física que tratarão das PCA. Sem uma organização prévia do que será abordado em nossas aulas, 
estas poderão ser reduzidas a prática pela prática, e não é isso que queremos. Ademais, são 
inúmeras as possibilidades de adaptação de materiais e atividades para contemplar as PCAs em 
nossas aulas. Sobre isso, é importante ressaltar que as possibilidades não se esgotam aqui, este 
é apenas o primeiro passo. 
Por fim, em nossa apostila vimos que a inclusão deve ser efetivada também nas PCA, ou 
seja, estas práticas podem e devem ser adaptadas para receber e proporcionar vivências e 
experiências significativas para as crianças com deficiência. Para isso, são várias as possibilidades, 
use e abuse da criatividade. 
Foi uma satisfação estar com vocês até esta última unidade. Esperamos que as informações 
aqui trazidas surtam efeitos em sua prática docente. 
 
Vamos em frente! 
 
 
 
 
LEITURA COMPLEMENTAR 
 
ENGAJAMENTO DOS ALUNOS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA: FOCO NAS PRÁTICAS 
CORPORAIS DE AVENTURA 
 
Muitas vezes durante as aulas de Educação Física nos deparamos com alunos 
desmotivados, que não gostam ou se recusam a realizar a prática proposta. Isso se deve a 
diversos motivos, mas entre eles estão os seguintes: repetição de conteúdos já estudados, falta 
de organização do professor, práticas maçantes e sem sentido e significado para a sua vida. Por 
outro lado, pesquisas demonstram que quando os conteúdos são organizados, há uma 
diversificação de vivências, os alunos se mostram mais motivados e consequentemente 
participam de forma mais ativa das aulas. Mas em relação às Práticas Corporais de Aventura, 
como os alunos percebem a execução dessas? Eles gostam? Não gostam? 
Silva Junior (2020), desenvolveu um estudo com o objetivo de elaborar, desenvolver e 
avaliar uma Unidade Didática para o ensino das Práticas Corporais de Aventura (PCA) no Ensino 
Médio, e partir das vivências dessa proposta, o autor traz as impressões dos alunos acerca das 
práticas. Vamos conhecer? 
99% dos alunos participantes das aulas de Educação Física com foco nas PCA responderam 
que gostaram das aulas e apenas 1% relatou não ter gostado. Estudante, repare que a grande 
maioria apreciou as aulas, as atividades propostas. Além disso, vários alunos nunca haviam tido 
contato com esse conteúdo nem dentro da escola, nem fora. Frente a isso é importante 
considerar que o novo atrai e estimula os sujeitos a se engajarem nas atividades. Ressalto aqui a 
importância de manter uma organização dos conteúdos, para que se evite a repetição dos 
mesmos e com isso haja maior engajamento durante as aulas. 
Ademais, Silva Junior (2020) traz os motivos pelos quais os alunos gostaram das aulas de 
PCA. A maioria, 34,3% mencionam que a justificativa para tal, está relacionada a novas 
experiências esportivas, 31,4% trazem que a diversão foi o que os levou a gostarem das aulas, 
17,1% por serem aulas diferentes, 8,6% por ser interessante, 5,7% por possibilitar o contato com 
 
a natureza e 2,9% por os ajudarem a superar o medo. Observe abaixo algumas das falas dos 
alunos a respeito das respostas aqui mencionadas. 
 
A4: [...] me proporcionou sensações diferentes, e foi muito divertido [...] A58: [...] por 
conta da diversão e intensidade das aventuras. A18: [...] proporcionou praticar novos 
esportes e conhecer sobre eles [...] A10: [...] entramos em contato com a natureza (SILVA 
JUNIOR, 2020, p. 66). 
 
 
Ademais, o autor ressalta que ao final de cada aula, os alunos demonstravam ansiedade e 
entusiasmo para saber o que seria abordado no próximo encontro. Sendo assim, é possível 
verificar que as PCA despertam grande interesse dos alunos, o que deve nos motivar a possibilitar 
a eles a vivências, experiências e conhecimentos sobre as PCA por meio das aulas de Educação 
Física Escolar. 
 
Fonte: As autoras e Silva Junior (2020). 
SILVA JUNIOR, Edmilson Pereira. Unidade didática para o ensino das práticas corporais de aventura no ensino médio 
integrado. 2020. 
 
 
 
 
LIVRO 
 
• Título: Práticas Corporais e Organização do Conhecimento: Lutas, Capoeira e Práticas Corporais 
de Aventura 
• Autor: Fernando Jaime González, Suraya Cristina Darido e Amauri Aparecido Bássoli de Oliveira 
• Editora: Eduem 
• Sinopse: O livro em questão aborda por meio de uma visão voltada ao esporte educacional, as 
Lutas, a Capoeira e as Práticas Corporais de Aventura. No capítulo voltado às PCAs você 
encontrará conhecimentos específicos acerca destas práticas, assim como planos de aulas, que 
são valiosos para sua prática docente. 
 
 
 
FILME/VÍDEO 
 
• Título: Evereste 
• Ano: 2015 
• Sinopse. O filme relata uma história de alpinistas com o objetivo de escalar o monte Evereste, 
mas uma grande nevasca coloca a vida de todos em risco. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (Proposta preliminar 
- 2a. versão), 2016. 
 
BARTON, B. Safety, Risk and Adventure in Outdoor Activities. Thousand Oaks, Estados 
Unidos: Sage Publications, 2007. 
 
CAVASINI, R.; PETERSEN, R. D. S.; PETKOWICZ, F. O. PST/Navegar: aspectos técnicos e 
pedagógicos. Maringá: Eduem, 2013. 
 
DICKSON, T. J.; GRAY, T. L Risk management in the outdoors: a whole of organisation 
approach for education, sport and recreation. Melbourne, Austrália: Cambridge 
UniversityPress, 2012. 
 
FRANCO, L. C. P.; CAVASINI, R. C.; DARIDO, S. C. Práticas Corporais de Aventura. In: 
GONZÁLEZ, F. J.; DARIDO, S. C.; OLIVEIRA, A. A. B. Lutas, Capoeira, Práticas Corporais de 
Aventura. 2ªed., Maringá: Eduem, 2017. 
 
FREITAS, T. A. et al. Avaliação da implementação de um programa de práticas corporais 
de aventura na Educação Física escolar. Arquivos em Movimento, v. 12, n. 1, p. 4-16, 
2016. 
 
FRANCO, Laercio Claro Pereira; TAHARA, Alexander Klein; DARIDO, Suraya Cristina. 
Práticas corporais de aventura nas propostas curriculares estaduais de educação física: 
relações com a Base Nacional Comum Curricular. Corpoconsciência, p. 66-76, 2018. 
 
PALMA, A. P. T. V.; OLIVEIRA, A. A. B.; PALMA, J. A. V. Educação Física e a organização 
curricular: educação infantil, ensino fundamental, ensino médio. Londrina: Eduel, 
2010. 
 
 
 
CONCLUSÃO GERAL 
 
 
Olá estudante, 
Chegamos ao fim da nossa apostila de “Práticas Corporais de Aventura”! 
Como este material buscamos possibilitar a você conhecimentos acerca das 
Práticas Corporais de Aventura que contribuam com sua atuação docente na Educação 
Física Escolar. Vamos relembrar alguns pontos? 
Na unidade I, “Introdução às Práticas Corporais de Aventura” vimos que vários são 
os termos utilizados para nos referirmos a este conteúdo, esportes radicais, esportes de 
aventura, esportes de ação… Vimos também neste primeiro momento, que ao longo da 
história humana sempre houve a presença de atividades desafiadoras, sendo um 
precursor de tais práticas o surfe. 
Além disso, foi possível entender que as PCA possuem classificações, sendo a mais 
usada, a que relaciona as modalidades ao meio pelo qual a pessoa vai praticar a 
atividade escolhida, ou seja, a classificação em relação ao ambiente físico (no ar, na terra 
ou na água). É importante ressaltar que as PCA possuem forte relação com a natureza, 
sendo de responsabilidade dos profissionais e praticantes a sua preservação e a 
utilização dos Princípios de Não Deixar Rastros. 
Já na Unidade II, “Práticas Corporais de Aventura em Terra” conhecemos as 
modalidades praticadas na terra e por meio delas é possível observar que há uma 
diversidade de regras, histórias e características de como se praticar, assim como na 
Unidade III “Práticas Corporais de Aventura: na água e no ar”. Com isso ressaltamos a 
importância de conhecermos cada modalidade e suas especificidades para 
conseguirmos trazê-las para o contexto educacional. 
Por fim, na Unidade IV “Práticas Corporais de Aventura em Prática” vimos que é 
imprescindível a aplicação da Gestão de Risco para que possamos ter uma prática 
pedagógica mais segura. Prática esta que pode ser adaptada para a realidade da escola 
e de acordo com as especificidades de nossos alunos, incluindo, inclusive os alunos com 
deficiência e outras condições que precisem de uma atenção extra. 
 
Esperamos que os conhecimentos aqui abordados tenham contribuído e 
contribuam com sua atuação docente. Sucesso! 
 
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