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IM PR IM IR Voltar Avançar 2 Língua Portuguesa - Pronomes 40. b 41. b 42. e 43. b 44. 06 45. b 46. d 47. c 48. d 49. e 50. a 51. e 52. a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo, não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. Se, porém, ele é posposto ao verbo, a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. 53. b 54. a 55. a 56. No texto de Machado, o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes, o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano, uma atitude marcante na sua obra madura. 57. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. G A B A R IT O Língua Portuguesa - Noções de literatura IM PR IM IR Voltar GA BA RI TO Avançar 1 Texto para as questões 1 a 3. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: 1 Esfregar pedras na paisagem. 2 Perder a inteligência das coisas para vê-las. (Colhida em Rimbaud) 3 Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. 4 Mesmo sem fome, comer as botas. O resto em Carlitos. 5 Perguntar distraído: – O que há de você na água? 6 Não usar colarinho duro. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. 7 Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos, teréns de rua e de música, cisco de olho, moscas de pensão... 8 Aprender a capinar com enxada cega. 9 Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. 10 Deixar os substantivos passarem anos no esterco, deitados de barriga, até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem, mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra, carvão de folhas. 11 Jogar pedrinhas nim moscas...” BARROS, Manoel de. Matéria de Poesias, 3 ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 1999. 1. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto, uma tomada de posição ante o fazer poético; propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos, automati- zados, portanto. Nessa concepção, o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. d) vaga. b) impermeável. e) cristalina. c) fecunda. 2. UFMS O poema cita Rimbaud, poeta francês do século passado, e Carlitos, personagem dos filmes de Charles Chaplin. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”, de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. b) com objetividade, deixando de lado o sujeito que olha. c) recusando seu invólucro utilitário. d) pelo ponto de vista do especialista. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. 3. UFMS “Mesmo sem fome, comer as botas” é uma referência a Carlitos que, em um filme, com fome, isolado na neve e não tendo com que se alimentar, cozinhou as botas e as comeu, até os cadarços. A expressão mesmo sem fome muda a situação. Se conside- ramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”, o verso citado propõe que, em favor da poesia, é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. c) sofrer privações materiais. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. e) isolar-se do resto da humanidade. NO Ç Õ E S D E L IT E R AT U R A LÍNGUA PORTUGUESA