Prévia do material em texto
G A B A R IT O Língua Portuguesa - Interpretação de texto I IM PR IM IR Voltar Avançar 3 135. c 136. e 137. a 138. e 139. a 140. a 141. b 142. b 143. 34 144. 43 145. 26 146. F – V – V – F – F 147. F – F 148. F – V – V 149. d 150. c 151. c 152. a 153. d 154. c 155. b 156. b 157. 09 158. d 159. V – V – F – F – F 160. V – V – V – F 161. V – V – V – F 162. d 163. V – F – V – F – V 164. b 165. c 166. c 167. e 168. c 169. a 170. a 171. b 172. e 173. a 174. e 175. a 176. b 177. a 178. e 179. b 180. d 181. d 182. F – V – V – F – F 183. V – F – V – F 184. 08 185. V – F – F – V 186. 22 187. V – F – V – V 188. c 189. b 190. b 191. V – F – V – F – F – V 192. e 193. b 194. a 195. c 196. a 197. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mu- lher amada; valorização da fantasia e da ima- ginação; caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. O tema é tra- tado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico, apontando o desencanto e o desen- contro entre as personagens. Lili, a “que não amava ninguém”, é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. Diferente dos outros que cumpriram um destino soli- tário ou trágico, ela se casou com J. Pinto Fernandes, uma personagem fora da quadri- lha. 198. 54 199. 46 200. 51 201. 04 202. c 203. b 204. a 205. e 206. b 207. a 208. d 209. e 210. d 211. e 212. c 213. e 214. d 215. a 216. d 217. b 218. c 219. c 220. e 221. a 222. d 223. c Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada IM PR IM IR Voltar GA BA RI TO Avançar 1 Texto para a questão 1. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que, em 1888, uma questão grave e gravíssima os fez concordar também, ainda que por diversa razão. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. Estavam então longe um do outro, mas a opinião uniu-os. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma, que para Pedro era um ato de justiça, e para Paulo era o início da revolução. Ele mesmo o disse, concluindo um discurso em S. Paulo, no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade; esperemos o sol; emancipando o preto, resta emancipar o branco.” Natividade ficou atônita quando leu isto; pegou da pena e escreveu uma carta longa e mater- nal. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura, declarando no fim que tudo lhe pode- ria sacrificar, inclusive a vida e até a honra; as opiniões é que não. ‘Não, mamãe; as opiniões é que não.’ — As opiniões é que não, repetiu Natividade acabando de ler a carta. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho, ela que sacrificara as opiniões aos princípios, como no caso de Aires, e continuou a viver sem mácula. Como então não sacrificar?... Não achava explicação. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política, se era a política que o faria grande homem. ‘Emancipado o preto, resta emanci- par o branco’, era uma ameaça ao imperador e ao império. Não atinou... Nem sempre as mães atinam. Não atinou que a frase do discurso não era pro- priamente do filho; não era de ninguém. Alguém a proferiu um dia, discurso ou conversa, em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. Outrem a repetiu, até que muita gente a fez sua. Era nova, era enérgica, era expressiva, ficou sendo patrimônio comum. Há frases assim felizes. Nascem modestamente, como a gente pobre; quando menos pensam, estão governando o mundo, à semelhança das idéias. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai; muitas aparecem órfãs, nascidas de nada e de ninguém. Cada um pega delas, verte- as como pode, e vai levá-las à feira, onde todos as têm por suas.” Esaú e Jacó. Cap. 37, pág 59 – 60. 1. UEGO Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave, gravíssima” e “Era nova, era enérgica, era expres- siva” – constituem exemplos de gradação de idéias. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso, são: metáfora em “A abo- lição é a aurora da liberdade”; metonímia em “esperemos o sol“, e, antítese, em “preto e branco.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”, caracteriza um hipérbato. ( ) “– As opiniões é que não, repetiu Natividade...” ilustra um discurso indireto. ( ) Atinar, conforme o dicionário Aurélio, significa: “descobrir pelo tino, pelo ra- ciocínio, por conjetura ou por indício; acertar com; dar com; achar. “Essas defi- nições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contex- to e à frase. LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L INGUA GE M E F IGUR A DA L INGUA GE M