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POR-093-094

Gabarito e conjunto de questões de Língua Portuguesa sobre interpretação de texto e funções da linguagem. Contém respostas (alternativas e V/F), o trecho "Desacordo no Acordo" (Esaú e Jacó) e itens sobre figuras de linguagem.

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G
A
B
A
R
IT
O
Língua Portuguesa - Interpretação de texto I
IM
PR
IM
IR
Voltar Avançar
3
135. c
136. e
137. a
138. e
139. a
140. a
141. b
142. b
143. 34
144. 43
145. 26
146. F – V – V – F – F
147. F – F
148. F – V – V
149. d
150. c
151. c
152. a
153. d
154. c
155. b
156. b
157. 09
158. d
159. V – V – F – F – F
160. V – V – V – F
161. V – V – V – F
162. d
163. V – F – V – F – V
164. b
165. c
166. c
167. e
168. c
169. a
170. a
171. b
172. e
173. a
174. e
175. a
176. b
177. a
178. e
179. b
180. d
181. d
182. F – V – V – F – F
183. V – F – V – F
184. 08
185. V – F – F – V
186. 22
187. V – F – V – V
188. c
189. b
190. b
191. V – F – V – F – F – V
192. e
193. b
194. a
195. c
196. a
197. Resposta:
A concepção de amor no texto 1 indica
idealização do sentimento amoroso e da mu-
lher amada; valorização da fantasia e da ima-
ginação; caracterização do poder absoluto
do amor sobre as personagens. O tema é tra-
tado no texto 2 a partir de um tom crítico e
irônico, apontando o desencanto e o desen-
contro entre as personagens. Lili, a “que não
amava ninguém”, é a única do grupo que
ironicamente encontrou um par. Diferente
dos outros que cumpriram um destino soli-
tário ou trágico, ela se casou com J. Pinto
Fernandes, uma personagem fora da quadri-
lha.
198. 54
199. 46
200. 51
201. 04
202. c
203. b
204. a
205. e
206. b
207. a
208. d
209. e
210. d
211. e
212. c
213. e
214. d
215. a
216. d
217. b
218. c
219. c
220. e
221. a
222. d
223. c
Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada
IM
PR
IM
IR
Voltar
GA
BA
RI
TO
Avançar
1
Texto para a questão 1.
“Desacordo no Acordo
Não esqueça dizer que, em 1888, uma questão grave e gravíssima os fez concordar também,
ainda que por diversa razão. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. Estavam então
longe um do outro, mas a opinião uniu-os.
A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma, que para Pedro era um ato
de justiça, e para Paulo era o início da revolução. Ele mesmo o disse, concluindo um discurso em
S. Paulo, no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade; esperemos o sol; emancipando
o preto, resta emancipar o branco.”
Natividade ficou atônita quando leu isto; pegou da pena e escreveu uma carta longa e mater-
nal. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura, declarando no fim que tudo lhe pode-
ria sacrificar, inclusive a vida e até a honra; as opiniões é que não.
‘Não, mamãe; as opiniões é que não.’
— As opiniões é que não, repetiu Natividade acabando de ler a carta.
Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho, ela que sacrificara as opiniões aos
princípios, como no caso de Aires, e continuou a viver sem mácula. Como então não sacrificar?...
Não achava explicação. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a
carreira política, se era a política que o faria grande homem. ‘Emancipado o preto, resta emanci-
par o branco’, era uma ameaça ao imperador e ao império.
Não atinou... Nem sempre as mães atinam. Não atinou que a frase do discurso não era pro-
priamente do filho; não era de ninguém. Alguém a proferiu um dia, discurso ou conversa, em
gazeta ou em viagem de terra ou de mar. Outrem a repetiu, até que muita gente a fez sua. Era
nova, era enérgica, era expressiva, ficou sendo patrimônio comum.
Há frases assim felizes. Nascem modestamente, como a gente pobre; quando menos pensam,
estão governando o mundo, à semelhança das idéias. As próprias idéias nem sempre conservam o
nome do pai; muitas aparecem órfãs, nascidas de nada e de ninguém. Cada um pega delas, verte-
as como pode, e vai levá-las à feira, onde todos as têm por suas.”
 Esaú e Jacó. Cap. 37, pág 59 – 60.
1. UEGO Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos:
( ) A citação: “uma questão grave, gravíssima” e “Era nova, era enérgica, era expres-
siva” – constituem exemplos de gradação de idéias.
( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso, são: metáfora em “A abo-
lição é a aurora da liberdade”; metonímia em “esperemos o sol“, e, antítese, em
“preto e branco.”
( ) “Trinta mil expressões de ternura”, caracteriza um hipérbato.
( ) “– As opiniões é que não, repetiu Natividade...” ilustra um discurso indireto.
( ) Atinar, conforme o dicionário Aurélio, significa: “descobrir pelo tino, pelo ra-
ciocínio, por conjetura ou por indício; acertar com; dar com; achar. “Essas defi-
nições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contex-
to e à frase.
LÍNGUA PORTUGUESA
FUNÇ Õ E S DA
L INGUA GE M E
F IGUR A DA
L INGUA GE M

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