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Vigilância em Saúde – Aula 02 – 9/02/2023 Ler: Artigo 1 a 5 + definições das 4 áreas da vigilância e capítulo 12 do CONASEMS Processo contínuo e sistemático de coleta, consolidação, análise de dados e disseminação de informações sobre eventos relacionados à saúde, visando o planejamento e a implementação de medidas de saúde pública, incluindo a regulação, intervenção e atuação em condicionantes e determinantes da saúde, para a proteção e promoção da saúde da população, prevenção e controle de riscos, agravos e doenças.” É entender para poder intervir Dimensões em saúde: · Identificação precoce de possíveis surtos; · Repostas rápidas; · Diagnóstico e tratamento rápidos; · Interrupção da cadeia de transmissão; · Analisa permanentemente da situação de saúde da população; · Integrada à esfera da promoção de saúde; · Orienta a esfera do planejamento; · Articula epidemiologia, política, planejamento e gestão, e ciências sociais. É um modo de pensar e agir em saúde. Vigilância e Informação: É necessário boas intervenções em saúde com boas informações sobre a situação de saúde; Os sistemas de informações (SI) são muito importantes para a formulação e avaliação de políticas públicas; Além da estrutura tecnológica dos SI, é necessário um corpo de recursos humanos com capacitação, e o “pensamento” de vigilância. Princípios SI no SUS: Política Nacional de Vigilância em saúde (PNVS): “Art. 2o A Política Nacional de Vigilância em Saúde é uma política pública de Estado e função essencial do SUS, tendo caráter universal, transversal e orientador do modelo de atenção nos territórios, sendo a sua gestão de responsabilidade exclusiva do poder público.” É universal, e transversal: Art. 5o - A PNVS deverá contemplar toda a população em território nacional, priorizando, entretanto, territórios, pessoas e grupos em situação de maior risco e vulnerabilidade, na perspectiva de superar desigualdades sociais e de saúde e de buscar a equidade na atenção, incluindo intervenções intersetoriais. ● Parágrafo único. Os riscos e as vulnerabilidades de que trata o caput devem ser identificadas e definidas a partir da análise da situação de saúde local e regional e do diálogo com a comunidade, trabalhadores e trabalhadoras e outros atores sociais, considerando-se as especificidades e singularidades culturais e sociais de seus respectivos territórios. A gestão é exclusiva do poder público, mas também atua no campo privado: “§2 A PNVS incide sobre todos os níveis e formas de atenção à saúde, abrangendo todos os serviços de saúde públicos e privados, além de estabelecimentos relacionados à produção e circulação de bens de consumo e tecnologias que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde.” PVNS de 2018 define 4 campos da vigilância: 1. Ações que são capazes de eliminar, diminuir, ou prevenir riscos a saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do ambiente, da produção, e circulação de bens e da prestação de serviço do interesse da saúde. Abrange a prestação de serviços e o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo e descarte.” PODER DE POLITICA SANITARIA: FISCALIZACAO, AUTUACAO, E INTERDICAO DE ESTABELECIMENTO IRREGULAR. 2. São um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual e coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças, transmissíveis e não-transmissíveis, e agravos à saúde. CENTRO DE INFORMAÇÕES ESTRATÉGICAS EM VIGILÂNCIA EM SAÚDE (CIEVS): - Unidade de inteligência epidemiológica de detecção, verificação, avaliação, monitoramento e comunicação de risco imediata de potenciais emergências em saúde pública, que permite uma resposta rápida e integrada entre as três esferas de gestão do Sistema único de Saúde. - Há 1 CIEVS no Ministério da Saúde, 27 CIEVS estaduais e outros em municípios, distritos de saúde indígenas, fronteiras e regionais específicos. - Obs: O CIEVS nacional (no Ministério) é o Ponto Focal Nacional para o Regulamento Sanitário Internacional da OMS. Faz as notificações de Emergências de Saúde Públicas de Importância Internacional (ESPII) para a OMS. 3. São ações e serviços que propiciam conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente