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Logo nos primeiros anos do governo Vargas, a indústria nacional cresceu com 
investimentos nos setores de bens de consumo não duráveis: indústrias têxtil, ali-
mentícia e de confecção etc.
A primeira metade da década de 1940, ainda no governo Vargas, foi decisiva para 
a criação da infraestrutura industrial, com a fundação da Companhia Siderúrgica 
Nacional (CSN), da Companhia Vale do Rio Doce (atualmente Vale), da Companhia 
Nacional de Álcalis (CNA), da Fábrica Nacional de Motores (FNM), entre outras. No 
segundo governo de Getúlio Vargas (1950-1954) seria criada a Petrobras (1953). 
Todas essas empresas tinham participação majoritária do capital estatal.
S‹o Paulo (Gazo), óleo sobre tela de Tarsila do Amaral, 1924. 
• Relacione os elementos da obra com as transformações no espaço geográfico da 
cidade de São Paulo (SP) a partir dos anos 1930.
Arte
S‹o Paulo (Gazo)
A artista plástica paulista Tarsila do Amaral (1886-1973) foi uma das pri-
meiras a adotar tendências modernistas no Brasil. Não participou efetivamente 
da Semana de Arte Moderna de São Paulo, em 1922 – encontro onde foram 
lançadas novas ideias sobre estética e expressão artística que mudaram a arte e 
a literatura brasileiras –, mas seu trabalho foi um dos mais importantes da arte 
moderna, representou uma ruptura radical com a postura artística acadêmica 
e contribuiu para a criação de uma nova linguagem para a pintura brasileira. 
Muitas das obras de Tarsila são marcadas por forte conteúdo social e 
refletem a realidade nacional da época. Observe a obra São Paulo (Gazo), de 
1924, uma representação da atmosfera urbana criada pelo desenvolvimento 
industrial da cidade de São Paulo (SP).
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LEITURA
A industrialização 
brasileira
Sonia Mendonça. Moderna, 
2002.
A obra retoma o início da 
industrialização brasileira 
até os dias atuais, 
abordando a instalação das 
primeiras manufaturas no 
século XIX, o desenrolar 
do processo ao longo do 
século XX, as condições 
de trabalho e a luta do 
operariado nas fábricas.
228 Unidade 4 | Espaço e produção 
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ANOS JK
O ano de 1956 inaugurou uma nova etapa do desen-
volvimento industrial brasileiro. Iniciava-se o mandato 
do mineiro Juscelino Kubitschek (1902-1976), ou JK, 
responsável por implantar um modelo que buscava 
diminuir a distância entre o desenvolvimento tecnológico 
do Brasil e dos países mais industrializados. Para isso, 
o governo acreditava ser necessário somar a ajuda do 
Estado aos recursos financeiros e tecnológicos externos, 
estimulando a entrada das multinacionais.
O modelo de substituição de importações permaneceu, 
mas apoiado nas multinacionais, que impulsionavam o 
novo processo de industrialização, especialmente com a 
produção de bens de consumo duráveis. O modelo de JK 
foi apoiado pela maior parte da sociedade e por alguns 
intelectuais que defendiam um desenvolvimento industrial 
nos moldes dos países mais ricos. O projeto do governo, cujo slogan de forte apelo popular 
era “50 anos em 5”, ficou conhecido como desenvolvimentismo. Leia o Entre aspas.
Para atrair o capital estrangeiro, o Estado brasileiro ofereceu incentivos fiscais 
(isenção e redução de impostos) e outros benefícios às empresas multinacionais. 
Também investiu em infraestrutura de transportes, principalmente rodoviário e por-
tuário, e ampliou o investimento na indústria de base (metalurgia e siderurgia) e a 
capacidade de geração de energia elétrica. As indústrias nacionais competiam nos 
setores mais tradicionais, de bens de consumo não duráveis e de autopeças.
O setor de construção civil teve um desenvolvimento surpreendente, graças ao 
crescimento das cidades, à ampliação das rodovias, à construção de usinas hidrelé-
tricas, à instalação das novas fábricas e à construção de Brasília. As multinacionais 
investiram, sobretudo, no setor de bens de consumo duráveis, como automóveis 
(figura 3), eletrodomésticos, artigos eletrônicos e também na exploração mineral. 
Posteriormente, os governos militares (1964-1985) retomaram o modelo do 
desenvolvimentismo, mas foram protecionistas em relação a setores considerados 
estratégicos. Dificultaram a importação de diversos produtos – estabelecendo uma 
“reserva de mercado” para as empresas nacionais –, investiram na indústria bélica 
(Engesa), na aeronáutica (Embraer) e no desenvolvimento da tecnologia nuclear.
Desenvolvimentismo
Teoria cujo foco está no desenvolvimento econômico de um 
país, apoiado na industrialização e na criação de infraestrutura 
a partir de grandes investimentos do Estado. Um de seus princi-
pais teóricos, o economista argentino Raul Prebisch (1901-1986), 
defendia um novo rumo nas políticas econômicas para promover 
o desenvolvimento dos países da América Latina. Propunha um 
modelo que incentivasse a atividade industrial, como forma de 
romper com as relações comerciais desfavoráveis entre um centro 
formado por países desenvolvidos e industrializados e uma peri-
feria agrícola ou agromineral, que exporta produtos de baixo valor 
agregado com preços depreciados no mercado mundial. 
Figura 3. Linha de montagem de 
automóveis da indústria estaduni-
dense Willys Overland do Brasil, 
em São Bernardo do Campo (SP), 
1960. As montadoras de automó-
veis marcaram essa fase de desen-
volvimento da indústria nacional. 
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229Capítulo 10 – Indústria no Brasil 
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Língua Portuguesa • Sociologia
Mulher proletária
O escritor alagoano Jorge de Lima (1895-1953) participou ativamente da 
segunda fase do Modernismo brasileiro, que foi marcada pela consciência crí-
tica em relação aos problemas de uma sociedade em intensa transformação.
O poema “Mulher proletária” revela a habilidade do poeta com o jogo de 
palavras. Suas metáforas relacionam os seres humanos a máquinas, num 
período do Brasil em que a atividade industrial provocou grandes mudanças 
no modo de vida em sociedade. Leia o poema a seguir.
“Mulher proletária – única fábrica
que o operário tem, (fabrica filhos)
tu
na tua superprodução de máquina humana
forneces anjos para o Senhor Jesus,
forneces braços para o senhor burguês.
Mulher proletária,
o operário, teu proprietário
há de ver, há de ver:
a tua produção,
a tua superprodução,
ao contrário das máquinas burguesas
salvar teu proprietário.”
LIMA, Jorge de. In: Antologia da poesia brasileira: do padre Anchieta 
a João Cabral de Melo Neto. Porto: Chardron, 1984. p. 511. v. 3.
1. Discuta com os colegas e o professor o papel social e econômico da mulher no 
contexto do início da industrialização brasileira. Justifique com versos do poema.
2. Faça um contraponto entre o que você discutiu na questão anterior e a situação 
da mulher nos dias atuais.
ANOS DO “MILAGRE”
O período entre 1969 e 1973, que corresponde ao governo do presidente Emílio 
Garrastazu Médici (1905-1985), ficou conhecido como a época do “milagre” bra-
sileiro, quando o PIB atingiu médias de crescimento superiores a 10% ao ano. O 
“milagre” foi possível em razão da conjuntura externa favorável, com muitos recursos 
financeiros disponíveis. Os países com elevado grau de desenvolvimento podiam, 
assim, realizar vultosos empréstimos externos para promover o desenvolvimento 
econômico. Durante esse período foram realizadas grandes obras de infraestrutura 
no país, financiadas principalmente com capital externo. São exemplos a construção 
da Ponte Rio-Niterói (figura 4, na página seguinte), da Rodovia Transamazônica (com 
apenas parte do traçado concluído) e da Usina de Itaipu.
Por um lado, a economia expandiu-se internamente e os salários da classe média 
elevaram-se, embora numa proporção inferior às taxas de crescimento. Houve também 
ampliação do sistema de crédito ao consumidor. Por outro lado, o operariado industrial e 
as classes mais pobres conviveram, durante esse período, com uma política de arrochosalarial, que visava conter os gastos com mão de obra para elevar as taxas de lucro e 
atrair investimentos de empresas multinacionais. Ao mesmo tempo em que o mercado 
interno se fortaleceu, as exportações cresceram em valor e variedade de produtos.
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230 Unidade 4 | Espaço e produção 
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