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Pleonasmo Trata da repetição de significação de vocábulo ou de termos oracionais. – “Iam vinte anos desde aquele dia / Quando com os olhos eu quis ver de perto / Quanto em visão com os da saudade via.” (Alberto de Oliveira) – Ao pobre nada lhe peço, ao rico nada lhe devo. – Médica, ela nunca o será. – Chorou um choro de profundo lamento. Obs.: O pleonasmo vicioso diz respeito à repetição inútil e desnecessária de algum termo ou ideia na frase. Nesse caso não é uma figura de linguagem, e sim um vício de linguagem. Anacoluto É a quebra da estrutura lógico-sintática, ficando um termo sem função sintática na frase; normalmente no início dela, como um tópico. – A lua, os poetas sempre cantaram esse tema. – Nosso amor, tudo não passou de frenesi efêmero. – Revolução Francesa, hoje falaremos sobre insurreições ocorridas na França. – “O homem, chamar-lhe mito não passa de anacoluto.” (Carlos Drummond de Andrade) Obs.: Não confunda anacoluto com pleonasmo. Por exemplo, na última frase, se fosse “Ao homem, chamar-lhe...”, só haveria pleonasmo, em que o lhe seria um objeto indireto pleonástico do objeto indireto que já existe, a saber: “Ao homem”. Como não há preposição no verso de Drummond (em “O homem”), não se pode analisar sintaticamente tal termo, logo é um anacoluto. Elipse É a omissão de um termo ou de uma expressão. – Saímos ontem à noite. – Na sala de espera, apenas dois ou três pacientes; dentro do consultório, um. – Espero tão logo encontre seu par. Obs.: Explicitando o termo elíptico: Nós saímos ontem à noite. / Na sala de espera, havia apenas dois ou três pacientes; dentro do consultório, havia um. / Espero que tão logo encontre seu par. Capítulo 32 – Estilística Pleonasmo Anacoluto Elipse