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Indução eletromagnética 383 F m = B · i · L = (1,5 T)(2,0 A)(1,0 m) F m = 3,0 N O operador exerce sobre o fio a força F 1 . Supondo que não haja atrito, as forças F 1 e F m devem se cancelar para que a velocidade se mantenha constante: F 1 = F m = 3,0 N d) Sendo F paralela à velocidade v (fig. b), a potência de F 1 é dada por: P 1 = F 1 · v = (3,0 N) · (4,0 m/s) = 12 W P 1 = 12 W Como podemos observar, a potência P 1 forne- cida pelo operador é igual à potência dissipa- da no circuito: P 1 = P d = 12 W 41. Consideremos um condutor retilíneo CD, de resis- tência R = 12 Ω, em contato com um condutor dobrado em forma de U e de resistência desprezí- vel, como indica a figura. C D 0,80 m B v O circuito encontra-se numa região onde há um campo magnético uniforme, perpendicular ao plano do circuito, e cuja intensidade é B = 5,0 T. Um operador puxa o condutor, fazendo-o se mover com velocidade constante v = 6,0 m/s, como ilustra a figura. a) Determine a intensidade e o sentido da cor- rente induzida no circuito. b) Calcule a potência dissipada no circuito. c) Desprezando o atrito, calcule a intensidade da força exercida pelo operador. d) Calcule a potência da força exercida pelo ope- rador. 42. Uma barra condutora XY, de resistência R = 2,0 Ω, apoia-se em um condutor dobrado em forma de U, e de resistência desprezível. O circuito localiza-se em um plano horizontal. A barra está ligada a um corpo C, de peso P = 1,8 N, através de um fio ideal que passa por uma polia ideal fixa. O conjunto está numa região onde há um campo magnético uniforme, o qual possui direção vertical e intensidade B = 1,5 T. Exercícios de Aplicação 40. Um condutor retilíneo CD, de comprimento L = 1,0 m e resistência R = 3,0 Ω, está em con- tato com um condutor de resistência desprezível e dobrado em forma de U, como ilustra a figura. O conjunto encontra-se numa região onde há um campo magnético uniforme, perpendicular ao plano do circuito e de intensidade B = 1,5 T. Um operador puxa o condutor CD, fazendo-o mover-se com velocidade constante v = 4,0 m/s. Calcule: a) a intensidade da corrente induzida no circuito; b) a potência dissipada no circuito; c) o módulo da força exercida pelo operador, supondo que não haja atrito; d) a potência da força exercida pelo operador. C D L B v Figura a. Resolu•‹o: a) A força eletromotriz induzida é dada por: ε = B · L · v = (1,5 T)(1,0 m)(4,0 m/s) = 6,0 V Sendo i a intensidade da corrente induzida, temos: ε = R · i ⇒ i = ε R = 6,0 V 3,0 Ω ⇒ i = 2,0 A b) A potência dissipada no circuito é: P d = R · i2 = (3,0 Ω)(2,0 A)2 ⇒ P d = 12 W c) O condutor CD é percorrido por uma corrente de intensidade i = 2,0 A. C D i F m F 1 v Figura b. Como ele está sob a ação de um campo mag- nético perpendicular ao fio, sobre este existe uma força magnética F m (fig. b) cujo módulo é dado por: IL u st r A ç õ es : ZA pt Capítulo 19384 C Y X 0,40 m B Sabendo que o corpo C desce com velocidade constante e desprezando o atrito, calcule: a) a intensidade da corrente induzida no circui- to; b) o módulo da velocidade da barra. Exercícios de Reforço 43. (U. F. Santa Maria-RS) A figura que representa corretamente o sentido da corrente convencional (i) num segmento de condutor que se desloca com velocidade v numa região de campo magné- tico uniforme B é: a) i B v b) B vi c) B v i d) B vi e) B v i 44. (UF-PR) A figura ilustra uma montagem que permite estudar o fenômeno da indução eletro- magnética. Nela uma haste metálica h de 40 cm de comprimento desliza sem atrito, com velo- cidade constante de 2,5 m/s sobre dois trilhos condutores. A extremidade esquerda de cada um desses trilhos está ligada a um resistor R com resistência 4 mΩ. Considere que a haste e os trilhos têm resistência elétrica desprezível e que o campo magnético B tem módulo 1,5 mT. Calcule o módulo da diferença de potencial aplicada aos terminais do resistor R devido à indução de força eletromotriz no circuito. h R v B 45. (UF-SC) Ao fazer uma demonstração em uma aula experimental, um professor de Física introduz uma espira metálica retangular de lados medindo a e b com velocidade constante v , em uma região onde há um campo magnético B constante, per- pendicular ao plano de espira, como mostra a figura. O trecho esquerdo da espira, de compri- mento a, tem resistência R e o restante dela tem resistência desprezível. B v b a lado esquerdo lado direito IL u st r A ç õ es : ZA pt Indução eletromagnética 385 Dê como resposta a soma dos números que ante- cedem as sentenças verdadeiras. (01) O sentido da corrente induzida na espira é horário. (02) A transformação do trabalho mecânico rea- lizado pelo professor em energia térmica na espira é explicada pelo princípio da conser- vação da energia. (04) O fluxo magnético dentro do plano da espira não varia, pois o campo magnético B, na região, tem módulo constante. (08) A lei de Lenz, que determina o sentido da corrente induzida na espira, é uma con- sequência do princípio da conservação da energia. (16) Atua sobre o fio esquerdo da espira, de resistência R e comprimento a, uma força magnética de módulo B2 · a2 · v R , direção horizontal e sentido da direita para a esquerda. 46. (UF-MS) Considere um campo magnético de intensidade B, perpendicular e entrando no plano desta página, e um circuito elétrico constituído pelos condutores ACDE, contidos no plano desta mesma página. A haste AC pode se movimentar paralelamente ao trecho DE (figura). B D E A C Dê como resposta a soma dos números que ante- cedem as sentenças verdadeiras. (01) Enquanto B for aumentando, uma força magnética induzida tenderá a afastar a haste AC de DE. (02) Se B for aumentando e a haste mantida fixa, elétrons irão movimentar-se de A para C. (04) Não há um fluxo magnético através do cir- cuito ACDE. (08) Se B for aumentando e a haste man- tida fixa, ter-se-á a ddp induzida V A – VC > 0. (16) Se B permanecer constante e a haste AC for forçada a se aproximar de DE, o senti- do da corrente elétrica induzida será de A para C. (32) Enquanto B for aumentando, o campo mag- nético induzido, dentro do circuito ACDE, terá o mesmo sentido do campo magnético de intensidade B. 47. (Fuvest-SP) É possível acender um LED, movi- mentando-se uma barra com as mãos? Para verificar essa possibilidade, um jovem utiliza um condutor elétrico em forma de U, sobre o qual pode ser movimentada uma barra M, tam- bém condutora, entre as posições X1 e X2. Essa disposição delimita uma espira condutora, na qual é inserido o LED, cujas características são indicadas na tabela a seguir. Todo o conjunto é colocado em um campo magnético B (perpen- dicular ao plano dessa folha e entrando nela), com intensidade de 1,1 T. O jovem, segurando em um puxador isolante, deve fazer a barra des- lizar entre X1 e X2. 0,60 m 0,40 m0,20 m B LED M X 1 X 2 LED (diodo emissor de luz) Potência 24 mW Corrente 20 mA Luminosidade 2 lumens Para verificar em que condições o LED acenderia durante o movimento, estime: a) a tensão V, em volts, que deve ser produzida nos terminais do LED para que ele acenda de acordo com suas especificações; b) a variação Δϕ do fluxo do campo magnético através da espira no movimento entre X1 e X2; c) o intervalo de tempo Δt, em s, durante o qual a barra deve ser deslocada entre as duas posições, com velocidade constante para que o LED acenda. IL u st r A ç õ es : ZA pt