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Colisões 425 Exercícios de Reforço 3. Um pêndulo balístico de massa M = 11,96 kg é usado para obter a velocidade v com que uma bala de massa m = 40,0 gramas sai do cano de um revólver. A bala é disparada horizontalmen- te contra o bloco, ficando nele incrustada após o impacto. Após o choque, o conjunto “bala + bloco” atinge uma altura máxima de 5,00 cm em relação à posição inicial. Sabendo que g = 10,0 m/s2, calcule a velo- cidade da bala ao sair do cano do revólver. 4. Um projétil de massa m = 20 g atinge um bloco de massa M = 480 g, que está apoiado sobre uma superfície horizontal sem atrito e encostado a uma mola de constante elástica k = 2,0 · 104 N/m. Antes da colisão, a mola não estava deformada e, após a colisão, o projétil fica incrustado no bloco. Sabendo que a velocidade inicial do projétil é v 0 = 400 m/s, calcule a deformação máxima da mola. v 0 M m 5. Um projétil de massa 5,0 g é disparado horizon- talmente contra um pedaço de madeira de massa 3,0 kg que está sobre uma superfície horizontal. O coeficiente de atrito entre a madeira e a super- fície é 0,20. O projétil se engasta na madeira, e esta se desloca 25 cm sobre a superfície, até parar. Sabendo que g = 10 m/s2, calcule a velo- cidade inicial do projétil. 6. (Fuvest-SP) Um meteorito, de massa m muito menor que a massa M da Terra, dela se aproxi- ma, seguindo a trajetória indicada na figura. Inicialmente, bem longe da Terra, podemos supor que sua trajetória seja retilínea e sua velocidade v 1 . Devido à atração gravitacional da Terra, o meteo- rito faz uma curva em torno dela e escapa para o espaço sem se chocar com a superfície terrestre. Quando se afasta suficientemente da Terra, atinge uma velocidade final v 2 de forma que, aproxima- damente, |v 2 | = |v 1 |, podendo sua trajetória ser novamente considerada retilínea. O x e O y são os eixos de um sistema de referência inercial, no qual a Terra está inicialmente em repouso. v 1 v 2 2 3 4 5 M 1 y 0 x m θ θ Podemos afirmar que a direção e o sentido da quantidade de movimento adquirida pela Terra são indicados aproximadamente pela seta: a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 7. (UF-GO) Um corpo cilíndrico pontiagudo de massa m A desliza por uma rampa sem atrito, a partir da altura H e, no final da rampa, já na horizontal, colide com outro corpo de massa m B suspenso por um fio de massa desprezível, inicialmente em repouso. Após a colisão, os corpos permanecem unidos e sobem juntos até uma altura h acima da posição do choque, conforme ilustrado na figura. Dados: m A = 0,5 kg; m B = 1,5 kg; H = 80 cm; g = 10 m/s2. m B m A hH a) Qual é o valor de h? b) Que fração da energia inicial é dissipada na colisão? 8. (Vunesp-SP) Para determinar a velocidade de um projétil, um perito, devidamente autorizado, toma um pequeno bloco de madeira, com massa de 480 g, e o coloca em repouso na borda de um balcão horizontal de altura h = 1,25 m. A seguir, dispara o projétil, de massa 20 g, paralelamente ao balcão. O projétil penetra no bloco, lançando-o ao so- lo, a uma distân- cia d = 5,0 m da borda do bal- cão, como ilustra- do na figura. Considerando g = 10 m/s2 e desprezando os efei- tos de atrito com o ar e o movimento de rotação do projétil e do bloco, calcule: a) a velocidade com que o bloco deixa o balcão; b) a velocidade do projétil obtida pelo perito. v g M m h d il u st r a ç õ es : za pt Capítulo 21426 v 1 C 1 C 2 v 2 (a) Os corpos C 1 e C 2 estão se aproximando. F 21 F 12 (b) Durante a interação, os corpos expe- rimentam a ação de forças opostas, F 12 e F 21 , que obedecem à Terceira Lei de Newton: F 12 = –F 21 e |F 12 | = |F 21 |. v' 1 C 1 C 2 v' 2 (c) C 1 e C 2 estão se afastando. Figura 3. t F Δt 1 Δt 2 Δt Figura 4. Gráfico da variação da for- ça durante uma colisão. il u st r a ç õ es : za pt 2. Classificação das colisões uma das maneiras de classificar uma colisão leva em conta a direção dos movi- mentos. uma colisão é chamada de unidimensional (ou unidirecional) quando tanto antes como depois dela os corpos se movem sobre uma mesma reta; na figura 2 temos um exemplo desse tipo de colisão. uma colisão unidimensional é também chamada de colisão frontal ou colisão central direta. Quando antes ou depois da colisão os corpos se movem em direções diferen- tes, a colisão é chamada oblíqua. uma outra maneira de classificar as colisões é obtida pela comparação entre o total de energia cinética antes e depois da colisão. No capítulo anterior tivemos oportunidade de encontrar casos em que existe conservação de energia cinética, isto é, o total de energia cinética antes da colisão é igual ao total depois dela (por exemplo, o caso do exercício 38 do capítulo 20). No entanto, na maioria dos casos reais, há perda de energia cinética durante a colisão. uma parte dessa energia per- dida é usada para executar o trabalho de deformação dos corpos. Outra parte é transformada em outras formas de energia, como, por exemplo, energia térmica e energia vibratória, a qual produz o som que ouvimos durante a colisão. em certos casos, porém, essa perda é tão pequena que admitimos que a energia cinética total é a mesma, antes e depois da colisão; tais colisões são denominadas elásticas. Como exemplos de colisões aproximadamente elásticas podemos citar a colisão entre duas bolas de aço e a colisão entre duas bolas de bilhar (feitas de marfim). É possível demonstrar que, numa colisão elástica, os corpos necessariamente se separam após a colisão, isto é, numa colisão em que os corpos se unem, obri- gatoriamente há perda de energia cinética. levando em conta a conservação ou não da energia cinética, as colisões são classificadas em três tipos: • colisões elásticas: a energia cinética se conserva e os corpos se separam após a colisão; • colisões parcialmente elásticas: os corpos se separam após a colisão, mas existe perda de energia cinética; • colisões inelásticas: os corpos ficam unidos após a colisão e existe perda de energia cinética. são também chamadas de colisões anelásticas. Na figura 3 ilustramos um caso em que os corpos se separam após a colisão. v A v B A B (a) Antes do choque. v' A v' B A B (b) Após o choque. Figura 2. Exemplo de colisão uni- dimensional, também conhecida como choque central direto ou frontal. Durante o intervalo de tempo Δt em que ocorre a colisão, o corpo C 1 exerce no corpo C 2 uma força variável F 12 , enquanto o corpo C 2 exerce em C 1 uma força F 21 , que, pela lei da ação e reação, deve ter a cada instante o mesmo módulo, a mesma direção e sentido oposto ao de F 12 : |F 12 | = |F 21 | = F. Na realidade, não sabemos como F varia em função do tempo; apenas sabemos que o gráfico de F em função do tempo é algo parecido com o mostrado na figura 4. Durante a colisão podemos distinguir duas fases: a fase da deformação (Δt 1 ) e a fase da restituição (Δt 2 ). Na colisão, cada corpo se comporta como se fosse uma mola Colisões 427 que inicialmente é comprimida (fase da deformação) e depois se distende (fase da res- tituição), podendo ou não voltar à sua forma inicial. Durante a deformação uma parte da energia cinética vai se transformando em energia potencial, e durante a restituição essa energia potencial vai se transformando em energia cinética. se a colisão é elástica, ao seu final toda a energia cinética que, durante a fase de deformação, foi transformada em potencial é recuperada na forma de energia cinética. Numa colisão parcialmente elástica essa recuperação não é total; uma parte da energia cinética é perdida. Numa colisão inelástica não há fase de restituição e, assim, há perda de energia cinética, a qual é maior do que no caso de colisão parcialmente elástica (para uma mesma situação inicial). Choques superelásticos em alguns casos, pode acontecer de a energia cinética total após a colisão ser maior que a de antes da colisão.isso acontece quando, durante a colisão, algum tipo de energia potencial é liberado, transformando-se em energia cinética. Como exemplo podemos citar alguns tipos de colisão envolvendo núcleos atômicos. Quando o núcleo é quebrado, é liberada certa quantidade de energia que estava armazenada nele; a bomba atômica é um desses casos. Outro exemplo são as granadas, que, ao explodir, transformam energia potencial química em energia cinética. Exercícios de Aplicação 9. Na figura estão representadas as situações antes e depois de uma colisão unidimensional de dois corpos A e B, cujas massas são m A = 1,0 kg e m B = 2,0 kg. Classifique a colisão usando o cri- tério da energia cinética. v A = 10 m/s v B = 5,0 m/s A B antes v' A = 4,0 m/s v' B = 8,0 m/s A B depois Resolu•‹o: Sendo E i e E f as energias cinéticas do sistema antes e depois da colisão, respectivamente, temos: E i = 1 2 m A v2 A + 1 2 m B v2 B = 1 2 (1,0)(10)2 + + 1 2 (2,0)(5,0)2 ⇒ E i = 75 J E f = 1 2 m A (v' A )2 + 1 2 m B (v' B )2 = 1 2 (1,0)(4,0)2 + + 1 2 (2,0)(8,0)2 ⇒ E f = 75 J Como os corpos se separam e E f < E i , a colisão é parcialmente elástica. 10. Em cada caso, apresentamos as situações antes e depois de uma colisão. Classifique as colisões usando o critério da energia cinética. a) 10 m/s 6 m/santes 5 kg 2 kg 8 m/s 11 m/sdepois b) 5 m/s 2 m/santes 2 kg 1 kg 3 m/s 6 m/sdepois c) 10 m/s 5 m/santes 6 kg 4 kg 4 m/sdepois d) 5 m/s v = 0antes 2 kg 2 kg 3 m/s (r) (r) 4 m/s depois z a p t