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LÍNGUA PORTUGUESA 
Técnica do Senso Comum/ Lógica Cotidiana. 
Primeiro, deve-se olhar as alternativas, sem 
ler o texto antes, com base no senso comum. 
- O que você acha que o texto vai dizer se 
baseando nas alternativas, ou seja, quando 
só com o enunciado você consegue ter uma 
noção. 
Exercícios do 5 ao 11 do material: 
Gabarito Correto: 
 5- C 
6- B 
7- E 
8- B 
9- C 
10- B 
11- D 
Depois de fazer essa primeira técnica, 
aplicaremos a técnica da PREVISÃO, antes 
mesmo de ler o texto também, circulando a 
ideia principal. 
Após essas técnicas, realiza-se a leitura do 
texto. 
Interpretar X Compreender 
Compreensão é entender o que está escrito; 
Interpretar é entender o que o autor quer 
dizer (o que não está expressamente 
escrito). 
Tipos de Enunciados (Interpretação) 
Autor sustenta que, conclui-se que, permitem 
concluir que, está expresso em outras 
palavras... 
Tipos de Enunciados de Compreensão 
A ideia central do texto é (geralmente está no 
primeiro parágrafo); 
No parágrafo X o autor afirma que seria (in) 
correto porquê... 
Vai estar no texto, só que em outras 
palavras. 
Como começarmos a ler para interpretar o 
texto? 
Primeira leitura – ideia principal estará 
sempre no primeiro parágrafo, após vem as 
ideias secundárias, afirmações, explicações, 
fundamentações e etc.... 
Se houver apenas 1 parágrafo no texto, a 
ideia principal estará nas primeiras frases. 
Leitura Entonada 
1- Lei todo o texto, ter a visão geral do 
assunto; 
2- Se tiver palavras desconhecida não 
interrompa a leitura, vá até o fim sem 
parar; 
3- Ler bem, ler profundamente, ler umas 
2x; 
4- Buscar as palavras que são sentido, 
mas sem riscar o texto; 
Segunda Leitura 
1- Ler o texto analisando os detalhes, 
atenção no que está sendo pedido; 
2- Retomar o que está antes do 
parágrafo pedido; 
3- Sublinhar o texto; 
4- Partir o texto em partes; 
OBS. não se deve procurar a verdade exata, 
mais a opção que melhor se enquadre no 
sentido do texto. 
ANOTAÇÕES 
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________ 
REGÊNCIA VERBAL: quando verbo pede 
uma preposição; 
Verbo chegar quem chega, chega a então ele 
só funciona com a preposição a; 
Ex. eles chegaram a uma conclusão (e não 
poderia ser eles chegaram em uma 
conclusão, isso é um erro de regência); 
Regência Nominal: quando uma palavra 
rege uma outra preposição; 
Palavra apto não é verbo, quem está apto, 
está apto a ou para; 
Ex. ela estava apta ao (ou para o trabalho) 
trabalho – isso é regência nominal 
Os verbos são os termos reagentes, 
enquanto os objetos (direito e indireto) e 
adjuntos adverbiais são os termos regidos. 
Ex. sua atitude implicou muitos problemas. 
Implicar é um verbo transitivo direto, pois não 
exige preposição (implicar algo, e não 
implicar em algo); 
Na forma padrão, a oração “sua atitude 
implica em muitos problemas” não está 
correta, erro de regência verbal. 
REGÊNCIA VERBAL 
Verbos chegar/ir/assistir/visar/aspirar 
O verbo chegar é regido pela preposição “a” 
– não é regido por em; 
Chegamos ao restaurante muito cedo. 
Verbo ir 
O verbo ir é regido pela preposição “a”: 
Ex. vou à praia; 
Verbo Assistir – no sentido de 
ver/observar: 
a) Com o sentido de ver, exige 
preposição: 
- não assistimos ao filme. 
b) com o sentido de dar assistência não 
exige preposição – no sentido de 
ajudar/auxiliar: 
- devemos assistir pessoas mais 
necessitadas; 
Verbo Visar 
a) Com o sentido de ter objetivo exige 
preposição: 
- Visamos ao cargo de gerente; 
b) com o sentido de mirar não exige 
preposição: 
- o atirador visou o alvo a distância. 
Verbo aspirar 
a) Com o sentido de respirar ou absorver 
não exige preposição 
- aspiramos o ar poluído das grandes 
cidades; 
b) com o sentido de pretender exige 
preposição: 
- aspiramos ao cargo de gerente; 
Verbo Ansiar (ansiar rege o por) 
O verbo ansiar pode ser transitivo direto, ou 
transitivo indireto exigindo a preposição por: 
Anseia respostas objetivas – verbo transitivo 
direto 
Anseia por respostas objetivas – verbo 
transitivo indireto. 
Verbo obedecer 
É um verbo transitivo indireto e só funciona 
com a preposição A: 
- Obedecia ao meu patrão; 
- Obedecia à lei; 
Verbo Esquecer 
O verbo esquecer é transitivo direto, logo não 
exige preposição: 
Ex. Esqueci meu caderno em casa; 
No entanto, na forma pronominal, deve ser 
usado com preposição: 
Esqueci-me do meu caderno em casa – 
esquecer-se precisa do DE. 
Verbo Implicar 
A) com o sentido de acarretar, resulta, ter 
consequência, o verbo implicar é transitivo 
direto, logo não exige preposição: 
- o sem empenho implicará um bom 
resultado 
b) com o sentido de embirrar, antipatizar, é 
transitivo indireto, logo exige preposição: 
- implicou com todas as pessoas na festa! 
 
Verbo informar/avisar 
Os verbos são transitivos diretos e indiretos, 
assim eles exigem um complemento/objeto 
sem e outro com preposição: 
- informei o acontecimento aos professores/ 
informei os professores do acontecimento; 
O verbo informar e avisar tem duas 
regências: 
Informei algo à alguém, aos professores ou 
informei os professores DO acontecimento; 
Verbo preferir 
É transitivo direito e indireto rege a 
preposição “A”, assim: 
- prefiro futebol a vôlei; 
- prefiro o futebol ao vôlei; 
- ele prefere o português à matemática 
Verbo referir-se/ opor-se/ aludir/ aderir/ 
ater-se – rege a preposição “a” – tudo é 
“a”. 
A pesquisa não se refere ao homem... 
preposição a+o= ao 
A pesquisa não se refere à mulher... 
preposição a+a=à 
 
Elas não se opuseram ao acordo proposto. 
Elas não se opuseram à proposta... 
 
O professor aludiu aos trabalhos dos 
alunos... 
O professor aludiu às obras dos alunos... 
 
Aderimos aos novos modelos de criação... 
Vocês não se ativeram aos problemas... 
 
Se ater a esses verbos, mencionados acima. 
Regência Nominal 
É a relação entre um substantivo, adjetivo ou 
adverbio transitivo e seu respectivo 
complemento nominal. Essa relação é 
intermediada por uma preposição. 
Alguns nomes e suas respectivas 
preposições 
Acostumado a ou com 
Agradável a 
Alheio a, de... ex. ele está alheio aos 
problemas 
Apto a ou para...ex. você está apto ao 
trabalho, ou apto à alguma coisa... 
Preferência por (alguma coisa) ...ex. tenho 
preferência pelo inverno 
Destinado a 
Devido a... ex. devido aos problemas 
Certeza de...ex. tenho certeza de que você 
entendeu. 
Capacidade de ou para (é capaz de ou capaz 
para alguma coisa) 
Capaz de ou para. 
Compatível com 
Contrário a 
Contente/ descontente com 
Imune a ou de ... ex. imune de à doença 
Inofensivo a ou para 
Junto a ou de 
Habituado a 
Esperança de alguma coisa 
Convicto de alguma coisa 
Crença de ou em alguma coisa 
 
EX. estamos habituados à mudança, 
estamos habituados às mudanças. 
 
ANOTAÇÕES 
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________ 
Acento grave indicativo de Crase: 
basicamente a crase se refere à fusão da 
preposição a com o artigo feminino a: 
EX. chegamos à escola; 
Eles tem acesso à documentação; 
No caso de ir a algum lugar e voltar de algum 
lugar: 
Usa-se crase quando: 
“Vou à Bahia” (volto da Bahia). 
Não se usa crase quando: 
“Vou a São Paulo” (volto de São Paulo); 
 Se você voltar de algum lugar não tem 
crase, se você volta da, terá crase; 
Ex. vou a Itália e vou a santa Catarina, volto 
da Itália e volto de santa Catarina; 
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos 
Aqueles, Aquelas, Aquilo 
Haverá crase diante desses pronomes 
sempre que o termo regenteexigir a 
preposição “A”. 
Refiro-me àqueles rapazes. (a+a) 
O termo regente do exemplo acima é o verbo 
transitivo indireto referir (referir-se a algo ou 
alguém) e exigem preposição, portanto, 
ocorre a crase. 
Aluguei aquele apartamento. Não pede 
preposição a, então a crase não ocorre 
nesse exemplo. 
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar 
algo) e não exige preposição. 
Logo, a crase não ocorre nesse caso. 
Dediquei àquela (algo a alguém) moça todo 
meu esforço. 
Quero agradecer àquelas pessoas que me 
ajudaram. 
Refiro-me àquilo tudo. 
Não obedecerei àquele regulamento. 
Assisti àquele filme várias vezes. 
Locuções adverbiais, prepositivas e 
conjuntivas de que participam palavras 
femininas. 
EX. À tarde às ocultas às pressas à noite às claras às 
escondidas à vontade às avessas à revelia à esquerda 
às vezes à direita à procura à deriva à luz à sombra de 
à frente de às ordens à beira de. 
TEM CRASE PORQUE TEM!!! 
Ex. ele fez tudo ontem à tarde/noite. 
Ex. ele fez tudo às pressas – locução 
feminina; 
Acento grave é sinônimo de crase. 
Não ocorre a crase: 
Evidentemente, se o termo regido não admitir 
a anteposição do artigo feminino “a” (s), não 
haverá crase. 
Diante de substantivos masculinos: 
EX. andamos a cavalo – cavalo é masculino; 
Fomos a pé - masculino; 
Compramos os materiais a prazo – 
masculino; 
Assistimos a documentários interessantes – 
masculino; 
Diante de verbos no infinitivo: 
*antes de verbo não vai crase!!!!!!!1 
EX. A criança começou a reclamar. 
Estou disposto a dizer tudo. 
Entre palavras repetidas não vai crase: 
Ex. cara a cara, frente a frente, ponta a 
ponta; 
Diante da maioria dos pronomes e das 
expressões de tratamento, com exceção 
das formas senhora, senhorita e dona: 
Ex. diga a ela que não faltarei hoje (não tem 
a+a); 
Entreguei a todos os documentos exigidos 
(todos é masculino); 
Ele fez uma referência a Vossa Excelência 
ontem (vossa excelência é como se fosse 
você). 
Mostrarei a vocês o texto; 
Quero informar a algumas pessoas o que 
está acontecendo. 
Agradeci a quem tudo devo; 
Diante de numerais cardinais: 
Ex. chegou a duzentos mil o valor da compra; 
Daqui a uma semana haverá um protesto; 
- um dia, uns meses... 
SEMPRE HAVERÁ CRASE DIANTE DE 
SUBSTANTIVOS FEMININOS: 
EX. amanhã iremos à festa (preposição a+ a 
festa). 
Ela disse à irmã o que havia ocorrido; 
Sou grata à população de São Paulo; 
Fumar é prejudicial à saúde; 
 Diante da palavra “moda”, com sentido 
de “à moda de” (mesmo que a expressão 
moda fique subentendida): 
Ex. o jogador fez um gol à (moda de) Pelé; 
Usava sapatos à (moda de) Luís XV. 
A palavra moda não fica exposta, ex. arroz à 
grega, arroz à moda gregra. 
Na indicação de horas tem crase: 
Ex. acordei às sete horas da manhã; 
Elas chegaram às dez horas. 
Foram dormir à meia-noite. 
Ele saiu às duas horas; 
O almoço foi servido à uma da tarde; 
Crase Facultativa (três casos): 
Diante de nomes próprios femininos: 
É facultativo o uso do artigo feminino diante 
de nomes próprios femininos, então podemos 
escrever as frases abaixo das seguintes 
formas: 
Ex. Entreguei o cartão a Paula. 
Ex. Entreguei o cartão à Paula. 
Diante de pronome possesivo feminino 
(singular, minha, sua, tua, nossa): 
Ex. cedi o lugar a minha avó; 
Ex. cedi o lugar à minha avó; 
Ex. diga a sua irmã que estou esperando ela; 
Diga à sua irmã que estou esperando ela; 
Ex. cheguei a sua fazenda, cheguei à sua 
fazenda – se tiver crase está certo se não 
tiver também está; 
Pronome Possessivo no Plural a crase é 
obrigatória: 
Ex. refiro-me às suas contas, refiro-me às 
minhas contas... 
Depois da preposição até: 
Fui até a praia – fui até à praia; 
Acompanhe-o até a porta, acompanhe-o até 
à porta; 
A palestra vai até as cinco horas da tarde – a 
palestra vai até às cinco horas da tarde 
(sabemos que pra horário a crase é 
obrigatória, mas nesse caso é depois do ate, 
então ele é facultativo); 
Não vai crase em: todas, tudo, toda, todos 
(pronome indefinido nem pessoa, ele, ela...); 
Não vai haver crase nessas expressões: de 
segunda a terça, de segunda a quarta, de 
segunda quinta feira etc.... 
Não vai crase antes de uma/uns/um...nem 
numeral ex. a 600 km; 
Antes de cada (ex. a cada momento) não vai 
crase. 
ANOTAÇÕES 
____________________________________________
____________________________________________ 
Sinônimos 
as palavras que possuem significados 
próximos são chamados de sinônimos. 
 Ex. casa – lar – moradia – residência. 
Ex. delicioso – saboroso 
Ex. carro – automóvel 
O sentido dessas palavras são próximos, 
mas não são exatamente equivalentes. 
Há uma pequena diferença de significado 
entre palavras sinônimas. 
Veja que, embora casa e lar sejam 
sinônimos, ficaria estranho se falássemos a 
seguinte frase: 
- Comprei um novo lar. 
Antônimos 
São palavras que possuem significados 
opostos, contrários. 
Ex. mal – bem; 
Ex. ausência – presença; 
Ex. fraco – forte; 
Ex. claro – escuro; 
Paulatinamente – significa pouco a pouco; 
Displicência – significa indiferença 
Perverso – antônimo é benévolo; 
Sentido Próprio e Sentido Figurado 
O sentido próprio e o sentido figurado das 
palavras devem ser compreendidos dentro 
dos textos VUNESP. 
Sentido Próprio 
Sentido real da palavra; 
O sentido próprio ou também conhecido 
como literal é aquele que pode ser 
interpretado como o sentido mais usual ou 
básico da palavra ou expressão. 
Este seria o sentido literal da palavra, não 
precisa de um contexto para ser 
compreendido. A palavra é utilizada com seu 
sentido costumeiro, possui um valor 
denotativo (denotação, não tem 
possibilidades dupla, ou tripla 
interpretação a palavra está em seu 
sentido próprio). 
Sentido Figurado 
Uma figura de linguagem, não é o sentido 
real da palavra; 
O sentido figurado é o sentido que uma 
palavra literal adquire com o passar do tempo 
em situações particulares de seu uso. 
Seu sentido é alterado ou ampliado, 
adquirindo então um valor conotativo 
(conotação, a palavra não é mais real, tem 
uma figura de linguagem), fugindo de seu 
sentido inicial/próprio. 
Em suma, é o sentido simbólico que damos 
uma palavra usual. 
De acordo com o seu significado, podem ser 
colocadas em situações diferentes como 
sentidos também diferentes. 
Ex. A jararaca (sentido próprio) é uma 
cobra. 
Neste exemplo acima, entendemos que 
jararaca é uma cobra, uma espécie de réptil 
com veneno; 
Ex. aquela sua vizinha é uma jararaca 
(sentido figurado)! 
Neste exemplo acima, pode-se compreender 
que a tal vizinha seria uma pessoa de má-
conduta, justamente por ser associada a uma 
cobra. 
Explicação: em ambas as frases, “Jararaca”, 
refere-se a uma cobra, mas seus sentidos 
são diferentes. 
ANOTAÇÕES 
____________________________________________
___________________________________________ 
Metáfora 
É uma forma de comparação entre dois 
objetos, com o objetivo de se estabelecer 
uma aproximação de significado. O conectivo 
comparativo, nesse caso, ficará normalmente 
subentendido. 
EX. 
A Amazônia é o pulmão do mundo. 
Meu amor queima mais que lava. 
O marido era bom, porém era uma fera 
quando se tratava de futebol. 
O primeiro era um homem de família que 
carregava o mundo sobre os ombros. 
Pessoas ambiciosas voam mais alto. 
Comparação 
A comparação, como a metáfora, 
corresponde ao estabelecimento de uma 
comparação, mas de forma explícita, com a 
utilização de um conector – geralmente 
utiliza-se o como. 
Ex. 
A vida é como o mar, tem momentos de 
calmaria e de agitação. 
A namorada era esperta como uma raposa. 
A comparação é uma metáfora com o 
conector como. 
Catacrese 
Corresponde a uma figura de auxílio 
(empréstimo). Ela será utilizada na 
necessidade de não se encontrar um termo 
melhor para descrever determinado objeto.O pé da cama estava quebrado. 
O médico me mandou ficar de quarentena. 
(Apenas alguns dias). 
O piloto embicou o nariz do avião para cima. 
O avô apoiou-se nos braços da cadeira. 
 
É um empréstimo da palavra, pois não tinha 
outro nome melhor pra colocar. 
Ex. cabeça de alho, dente de alho, pé de 
milho. 
Não tem um termo melhor. 
Pleonasmo 
Como espécie de figuras de linguagem. 
Corresponde a uma redundância que tem 
como objetivo reforçar a mensagem 
inicialmente apresentada. 
Ex. e rir meu riso e derramar meu pranto. 
Veja aqui, com seus próprios olhos, se não 
parece com ele. 
Sinestesia 
Ocorre quando se estimulam diferentes 
órgãos de sentido – visão, audição, tato, 
olfato, paladar. 
Ex. 
- a voz dele soava como doce de abóbora 
(audição/paladar) 
- a mãe o alvejou com um olhar gelado e 
amargo (tato/paladar) 
Metonímia 
Equivale à transposição de significado entre 
termos diferentes. Para isso, uma palavra, 
usualmente dotada de um sentido A, passa 
ser empregada com sentido B, sem perder 
sua lógica, já que haverá sempre uma 
relação entre os termos utilizados. 
1) Quando se troca o autor pela obra: 
- Leio Guimarães Rosa (na verdade, você lê 
a obra do autor). 
2) Quando se troca o continente pelo 
conteúdo ou vice-versa: 
- Ele bebeu cinco garrafas de cerveja. 
- A criança já comeu cinco pratos de 
comida. 
3) Quando se troca a marca pelo produto: 
- Ele sempre faz a barba com gillette. 
- Ele só usa Armani 
4) Quando se troca a parte pelo todo ou 
vice versa: 
- Ele tem seis bocas para alimentar. 
- Ele era só coração ao ver os sem teto. 
- aqueles pés cansados corriam pelo 
campo. 
Eufemismo 
É um velho conhecido de todos que já 
tiveram que dar uma notícia ruim a um 
amigo. Trata-se, então, da troca de palavras 
ou expressões por outras pessoas que 
possuam um sentido mais suave. 
- Mévio não é assassino, ele apenas tirou a 
vida de Ticio. 
- Caio não mente, ele apenas reformula a 
verdade com doses de criatividade. 
Hipérbole 
Ocorrerá hipérbole quando palavras ou 
expressos forem substituídas por outras que 
aumentem o sentido do que se estava 
dizendo. 
- Estou morrendo de fome. Se não comer um 
cavalo nesse exato momento, morrerei de 
vez. 
- Maria falava mais de mil vezes a mesma 
coisa. 
- A corrupção na política é um oceano de 
lama (temos uma metáfora aqui também). 
Antítese 
Corresponde à aproximação de termos que 
seriam opostos em sentido. 
- toda ausência se percebe pela sua 
presença. 
- viver é morrer aos poucos. 
- na natureza se vê a vida na morte. 
- estudamos dia e noite. 
Paradoxo 
Equivale ao estabelecimento de uma 
oposição no plano das ideias (ideias 
contraditórias). 
- Amor é fogo que arde sem se ver; 
- É ferida que dói, e não se sente; 
- É um contentamento descontente; 
- É dor que desatina sem doer; 
- Esse fogo queima gelado; 
- Até um cego enxergou aquele escândalo; 
Exercícios 
 
 
 
Ironia 
Por meio de termos com sentido oposto ao 
usual, gera um efeito de crítica ou de humor. 
- O metro da capital tem a função essencial 
de ligar o nada a lugar nenhum. 
- a juventude tem um próspero futuro como 
inquilina dos pais. 
Prosopopeia ou Personificação 
Nela, atribuem-se a seres inanimados 
qualidades ou predicativos humanos. 
- A floresta dançava ao empurrar do vento; 
- Enquanto tentava se manter sóbrio, o bar o 
encarava sensualmente; 
- E foi quando o sol cortejou a lua que o céu, 
enraivecido, criou a noite para os separar. 
- O jardim olhava as crianças, sem dizer 
nada. 
Anáfora 
Ocorre a partir da repetição de uma ou mais 
palavras em um grupo de duas ou mais 
frases, de maneira a enfatizar o termo que se 
repete. 
- Quando ela chegou, eu gritei. Quando ela 
chorou, eu chorei. Quando ela partiu, eu 
sofri. Quando ela voltou, eu de alegria 
desabei. 
- Ele é o que é, é o calor do fogo, é o frescor 
da brisa, é o andar do gato, é a leveza do 
pássaro. 
Exercícios 
 
 
 
 
ANOTAÇÕES 
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Colocação dos pronomes oblíquos átonos 
(me, te, se, o, a, os, as, lhe, lhes, nos, vos). 
 
Próclise Obrigatória (palavras que atraem o 
pronome oblíquo átono). 
 
1- Advérbios (mente, hoje, ontem, já, 
ainda, aqui, lá, muito, etc.) palavras 
que puxam o pronome para antes do 
verbo, ex. ainda o incomodam. 
 
2- Palavras negativas (não, nunca, 
ninguém, jamais, nem, nada, etc.) - ex. 
ele não lhe enviou os documentos. 
 
3- Pronomes relativos (que, o qual, a 
qual, onde, etc.) – ex. o esporte que 
se pratica lá é diferente. 
 
4- Pronomes demonstrativos (isto, 
isso, aquilo, etc.) – ex. isso me 
interessa muito. 
 
5- Pronomes indefinidos (alguém, 
quem, muito, algo, tudo, nada, etc.) – 
alguém lhe disse uma mentira. 
 
6- Conjunções subordinativas (como, 
conforme, embora, quando que etc.) – 
quando lhes propuseram o acordo 
ninguém o aceitou. 
 
Palavras que puxam antes do verbo. 
Observações importantes 
Verbos no particípio e no futuro jamais 
admitem o uso da ênclise (Não se começa 
uma frase com pronome obliquo). 
Ex. encontrei-o na praça. 
- Ninguém deve ter se lembrado desses 
mecanismos. 
- Tratar-me-ei. 
- Enviaram-lhes os documentos. 
Não se pode colocar o pronome antes do 
verbo, não pode colocar o pronome depois 
no verbo futuro, somente no meio do verbo. 
Este caso abaixo está errado, veja: 
- ME tratarei amanhã. 
- Tratarei-ME amanhã. 
- ele tinha caracterizado-se... está errado, 
não se coloca pronome obliquo após verbo 
no particípio. 
- ajudaram-nos se tivessem condições...está 
errado. 
Deveria ficar: ajudar-nos-iam se (verbo no 
futuro pronome é no meio). 
Mesóclise 
A mesóclise só poderá ocorrer com verbos 
no futuro do presente ou no futuro do 
pretérito, desde que não haja um fator de 
próclise, ou seja, uma palavras atrativa. 
- realizar-se-ia (pronome no meio do verbo) 
uma nova reunião (sem palavra atrativa) 
- mostrar-lhe-ei outros projetos (sem palavra 
atrativa) 
- não te enviarei outra proposta (com palavra 
atrativa) 
- depois se buscaria uma solução melhor 
(com palavra atrativa) 
Se não tiver palavra que puxa, tanto faz se é 
uma próclise ou ênclise, veja: 
Pedro se cortou com a faca 
Pedro cortou-se com a faca 
Pedro não puxa nada. 
A expressão “em + verbo no gerúndio” 
exige próclise. 
- Em se tratando desse assunto, Lucas é 
especialista. 
Pedro ainda se confunde...Se tiver palavras 
que puxa o pronome antes do verbo a 
próclise é obrigatória. 
 
Neste caso acima, o termo “a mulher”, ele 
não puxa nada, então pode ser sentia-se, ou 
poderia ser “se sentia”, não tem próclise 
obrigat´roia, é uma ênclise. 
 
Quando se tem umavirgula, é como se você 
começasse uma oração novamente, então 
não pode colocar pronome obliquo depois de 
virgula, como na alternativa C, do exercício 
abaixo. 
 
 
A palavra “A” não puxa nada, então pode ser 
ela. Veja: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Casos em que a vírgula não pode ser 
usada 
Antes de saber quais são os casos em que 
se utiliza a vírgula, você deve saber primeiro 
os casos em que NÃO podemos usá-la para 
separar os seguintes termos: 
a) Sujeito de predicado; 
b) Objeto de verbo; 
Não se usa virgula para se separar sujeito de 
verbo, verbo de objeto, e objeto de sujeito, 
por mais que a frase fique estranha, ou 
invertida (SVO). 
Ex. O ministro alugou um apartamento no 
litoral. 
Ex. alugou um apartamento o ministro no 
litoral. 
No litoral, se quiser, pode colocar a virgula. 
c) Adjunto adnominal de nome; 
Ex. Compraram um anel de prata (anel de 
prata é um adjunto adnominal) os alunos – 
não pode ter virgula, pois tem sujeito, verbo e 
objeto. 
d) Complemento nominal de nome; 
Ex. Este prato é essencial para um bom 
cozinheiro. 
Tudo que é essencial é essencial para 
alguém, isso é um complemento nominal. 
Ex. esta questão é semelhante àquela de 
ontem. 
Tudo que é semelhante é semelhante a algo, 
então não pode usar virgula. 
e) Predicativo do objeto; 
Ex. O júri considerou o réu culpado (culpado 
é o predicativo do objeto, é a característica 
do objeto), não se pode colocar virgula; 
f) Oração principal da subordinada 
substantiva (desde que esta não seja 
apositiva nem apareça na ordem 
inversa). 
Ex. eles afirmam que isso está correto (não 
pode usar virgula entre oração principal e 
oração subordinada substantiva). 
SVO – sujeito, verbo, objeto não se usa 
virgula. 
Mas qualquer coisa que estiver entre o 
sujeito e o verbo você pode isolar, então 
você colocará duas virgulas. 
Ex. o ministro(s), no litoral do Ceará, alugou 
(v) um apartamento (o) 
Isolamos “no litoral do Ceará”, e colocamos 
as duas virgulas. 
O ministro (s) alugou (v), no litoral do Ceará 
(adjunto adverbial), um apartamento (o). 
No litoral o ministro, ontem, alugou um 
apartamento. 
Casos em que devemos utilizar a vírgula 
(vocativo/chamamento e aposto) 
a) Utilizada para separar o vocativo: 
Ex. Cristina, traga os relatórios. 
- O tempo, meus caros, é a coisa mais 
importante. 
- Moça, você esqueceu sua bolsa! 
b) Utilizada para separar apostos 
explicativos: 
Termo que explica o termo antecedente. 
Ex. Isabelle, irmã de Lívia, ligou para mim 
ontem. 
- Caio, o melhor aluno da sala, faltou à 
aula. 
- Pedro convidou Márcia, sua filha caçula. 
Casos em que devemos utilizar a vírgula 
(adjunto adverbial antecipada ou 
intercalado) 
Utiliza-se a vírgula para separar o adjunto 
adverbial (tempo, lugar, modo) antecipada ou 
intercalado, sempre que ele seja extenso ou 
quando se quer destaca-lo: 
Ex. Na semana passada (tempo), procurei 
por você. 
- Os políticos, frequentemente (adj. 
Intercalado), são mentirosos. 
- Procurei por você, na semana passada. 
Neste caso, pode colocar a virgula, como 
pode deixar sem. 
- Os candidatos, com muita dificuldade, 
fizeram a prova. 
Antecipado ou intercalado é obrigatório a 
virgula. 
Casos em que devemos utilizar a vírgula 
(elementos de uma enumeração) 
Utiliza-se a vírgula para separar elementos 
de uma enumeração: 
Ex. estamos contratando assistentes, 
analistas, estagiários. 
- Traga picolé de uva, groselha, morando, 
coco. 
No lugar a última virgula posso colocar o “e”. 
Ex. picolé de uva, groselha e morango. 
Outros usos da vírgula (isolar o 
predicativo/elipse do verbo) 
- Para isolar o predicativo quando não for 
antecedido por verbo de ligação: 
Cansado, Jorge levantou-se. 
- Para marcar elipse do verbo: 
Ex. ele comprou flores; ela, chocolates. 
Essa virgula antes do chocolate quer dizer 
comprou, ela é obrigatória, por isso elipse do 
verbo, a virgula está no lugar do verbo. 
- Paulo prefere romance; Júlia, aventura. 
Omissão do verbo, para não ter que repetir. 
- Casos em que devemos utilizar a vírgula 
(orações coordenadas) 
Para separar orações coordenadas, 
exceto as iniciadas pela conjunção e: 
- houve muito barulho, mas ninguém se 
impressionou. 
- Paulo cantou, dançou, bebeu e saiu às 
pressas. 
Atenção: muitas vezes, usa-se a virgula 
ante de e, principalmente quando liga 
orações com sujeitos distintos: 
“Agora Fabiano era vaqueiro, e ninguém o 
tiraria dali” 
- sujeitos diferentes pode utilizar a virgula, no 
caso acima é Fabiano e ninguém, pessoas 
diferentes. 
Quando forma um polissíndeto: 
- Levanta, e senta, e vira, e torna a se 
levantar. 
- repetição do “e”. 
Casos em que devemos utilizar a vírgula 
(expressões explicativas/conjunções 
coordenativas intercaladas) 
Utilizada com o objetivo de isolar 
expressões explicativas: 
- quero o meu suco com gelo e açúcar, ou 
melhor, somente gelo. 
Ex. ou seja, aliás, por exemplo, essas 
expressões explicativas precisam ser 
separadas com virgula. 
Para separar conjunções intercaladas: 
- não explicam, porém, o porquê de tantas 
faltas. 
Ex. porém, entretanto, no entanto, tem que 
isolar essas conjunções intercaladas. 
Casos em que devemos utilizar a vírgula 
(Orações subordinadas) 
Para isolar orações adjetivas explicativas: 
- Minha avó, que era francesa, não tolerava 
grosserias. 
Para separar as orações adverbiais e 
substantivas quando antecedem a oração 
principal: 
“Quando Maria Elvira se apanhou de boca 
bonita, arranjou logo um namorado.” 
- como Cassiano chegou a prefeito, ninguém 
soube. 
Atenção: quando pospostas a oração 
principal, as orações substantivas, com 
exceção da apositiva, não vem separadas 
por vírgulas: 
- ninguém soube como Cassiano chegou a 
prefeito. 
- ninguém sabia que a brincadeira era 
proibida. 
Não se coloca virgula nesses casos, somente 
se inverter essas orações, veja: 
Ex. que a brincadeira era proibida, ninguém 
sabia. 
A orações adverbias pospostas à 
principal geralmente se separam por 
vírgula, nem sempre obrigatória: 
- a chuva não veio, embora todas a 
esperassem. 
As mesmas regras que valem para as 
orações desenvolvidas valem para as 
reduzidas: 
“Para erguer-se, foi necessária a ajuda do 
carcereiro”. 
Ponto e vírgula: 
- nunca é obrigatório, o ponto e vírgula. 
O ponto e vírgula indica uma pausa maior 
que a vírgula e menor que o ponto. Emprega-
se nos seguintes casos: 
- Para separar orações coordenadas, 
quando pelo menos uma delas já possui 
elementos separados por vírgula. 
O resultado final foi o seguinte: dez 
professores votaram a favor do acordo; nove, 
contra. 
- Marcia, ontem à noite (adjunto adverbial), 
pagou as contas; mas esqueceu os boletos. 
- Para alongar a pausa de conjunções 
adversativas (mas, porém, contudo, 
todavia, entretanto, etc.), substituindo, 
assim a vírgula. 
Gostaria de vê-lo hoje; todavia, só o verei 
amanhã. 
- Para separar orações coordenadas 
adversativas quando a conjunção 
aparecer no meio da oração. 
Esperava encontrar todos os produtos no 
supermercado; obtive, porém (conjunção 
intercalada), apenas alguns. 
- Cristina alugou o escritório; não contratou, 
porém, funcionários. 
Dois Pontos 
O uso de dois pontos marca uma sensível 
suspensão da voz numa frase não concluída. 
Emprega-se, geralmente: 
- Para anunciar a fala de personagens nas 
histórias de ficção. 
“Ouvindo passos no corredor, abaixei a voz: 
- podemos avisar sua tia, não? 
- Para anunciar uma citação. 
Bem diz o ditado: Agua mole em pedra dura, 
tanto bate até que fura. 
Lembrando um poema de Vinícius de 
Moraes: “Tristeza não tem fim, felicidade 
sim”. 
- Para anunciar uma enumeração 
Os convidados da festa que já chegaram 
são: Júlia, Renata, Paulo e Marcos. 
- Antes de orações apositivas 
Só aceito com uma condição: irás ao cinemacomigo. 
- Para indicar um esclarecimento, 
resultado ou resumo do que se disse. 
Marcelo era assim mesmo: não tolerava 
ofensas. 
Poderia colocar um “pois, porque” no lugar 
dos dois pontos por ser explicativo. 
Resultado: corri muito, mas não alcancei o 
ladrão. 
Em resumo: montei um negócio e hoje estou 
rico. 
Fazer as questões dessa aula, está na 
vídeo aula de pontuação. 
O ônibus chegou ontem (palavra que dá 
ideia de tempo). 
A palavra ontem acrescentou ao verbo 
chegou uma circunstância de tempo: ontem é 
um advérbio. 
Marcos jogou bem / Marcos jogou muito 
bem. 
A palavra muito intensificou o sentido do 
advérbio bem: muito, aqui, é um advérbio. 
A criança é muito linda. 
A palavra muito intensificou a qualidade 
contida no adjetivo linda: muito, nessa frase, 
é um advérbio. 
Tenho que saber a circunstância em que está 
inserido: tempo, lugar e modo. 
Advérbio é uma palavra invariável (não é 
feminino ou masculino) que modifica o 
sentido do verbo, do adjetivo e do próprio 
advérbio. 
Classificação dos Advérbios 
De acordo com a circunstância que exprime, 
o advérbio pode ser de: 
Adverbio de Lugar: 
Aqui dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, 
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, 
perto, aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, 
adentro, afora, embaixo, externamente... 
Ex. 
Daqui a pouco, ele vai estar numa novela! – 
isso não é advérbio e sim uma locução 
adverbial (conjunto de palavras que tem a 
mesma função). 
Locução adverbial é quase a mesma coisa 
de adverbio, só que o advérbio é apenas 
UMA palavra, a locução é uma frase. 
O que de mais saboroso provei de lá, 
contudo, não foi fast-food nem era uma 
especialidade local. 
...pensando mais na performance de seu 
produto dentro dos caminhões do que em 
cima dos pratos... 
Circunstancia de lugar. 
Advérbios de Tempo: 
Hoje, logo, ontem, tarde, outrora, amanhã, 
cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, 
antes, nunca, jamais, agora, sempre, já, 
breve, constantemente, imediatamente, 
primeiramente, provisoriamente... 
Dia dessas, fui ouvir as mensagens do 
celular – locução adverbial. 
...e agora quer começar uma carreira 
médica. 
...a velhice atualmente pode ser sinônimo de 
vida ativa. 
...voltei dois quilos mais gordo e, ainda no 
avião, fiz promessa... 
...a arrogância da modernidade, mostrava 
como a nossa imperfeição pode ser, as 
vezes, uma forma de salvação – locução de 
tempo. 
Tanto advérbio como locução adverbial (é um 
adjunto adverbial. 
Advérbio de Modo: 
Bem, mal, assim, melhor, pior, depressa, 
devagar, às pressas, às claras, às cegas, à 
toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, 
desse jeito, desse modo, dessa maneira, em 
geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de 
cor, em vão e a maior parte dos que 
terminam em “ente”: calmamente, 
tristemente, propositadamente, 
simplesmente... 
Ex. 
Preciso falar urgentemente com o senhor! 
Com calma, tentei explicar que, antes de 
mais nada, era preciso estudar para ser atriz. 
...podemos facilmente perceber que o que 
pensam os sábios... 
...mesmo que os ensinamentos não possam 
ser apresentados com rigor cartesiano. 
Aqueles que não simpatizavam muito com 
Pitágoras podiam simplesmente escolher 
carreiras nas quais os números são 
encontravam muito espaço... 
Sentia-se à vontade na casa dos sogros. 
Advérbio de Afirmação: 
Sim, certamente, realmente, decerto, 
efetivamente, principalmente, decididamente, 
deveras, indubitavelmente. 
Ex. 
Ele tem 80 anos. Isto mesmo, 80. 
E a minha mãe certamente estaria presa... 
Com certeza haverá uma segunda chamada 
para os concursados. 
 
Advérbio de Negação: 
Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, 
de forma nenhuma, tampouco, de jeito 
nenhum. 
 
Ex. 
Seria bom não sentir magoa, tampouco, 
tanto rancor. 
 
Advérbio de Dúvida: 
Acaso, porventura, possivelmente, 
provavelmente, quiçá, talvez... 
 
Ex. 
“Provavelmente, seria exibido em uma 
jaula...” 
 
O médico disse que talvez realize a cirurgia 
ainda hoje. 
Advérbio de Intensidade: 
Muito, demais, pouco, tão, bastante, mais, 
menos, quão, tanto, que (equivale a quão), 
tudo, nada, todo, quase, de todo, de muito, 
por completo, extremamente, 
intensamente, grandemente, bem (quando 
aplicado a propriedades graduáveis, ex. ele 
está bem – ele está tão bem, quando é 
trocado por “tão”. 
Ex. 
- Obrigada por ser tão grosseiro! E desligou 
o telefone. 
...essa etapa importante da vida possui uma 
receita mais simples ainda... 
... e não podemos medir esforços para deixa-
la muito doce, macia e suculenta. 
O mundo seria bem melhor se ela parassem 
de pensar nelas mesmas... 
Advérbios de Exclusão: 
Apenas, exclusivamente, salvo, senão, 
somente, só, unicamente. 
Ex. 
...esses benefícios apenas poderão ser 
conquistados se a velhice... 
Só de “o melhor hambúrguer do mundo”, 
consegui umas sete sugestões 
 Advérbios de Inclusão: 
Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também. 
Ex. 
A legislação que virá e a retomada nas 
vendas precisam gerar também um ciclo de 
renovação... 
Adjetivos que funcionam como advérbios 
Rápido/fácil/baixo/alto/claro 
Adjetivo ou advérbio (não varia)? 
Ex. aula rápida. 
Ex. provas fáceis. 
Ex. pessoa baixa. 
O adjetivo flexiona-se, ou seja, ele varia; 
já o advérbio não se apresenta passível de 
tais mudanças, haja vista que ele se 
caracteriza como uma classe invariável. 
A aluna respondeu feliz à pergunta do 
professor. 
O termo feliz seria um adjetivo ou um 
advérbio de modo? 
Devemos, primeiramente, analisar se cabe 
ao enunciado a flexão que lhe é 
correspondente, assim manifestada: 
As alunas responderam felizes à pergunta 
do professor. 
Cabe ressaltar, portanto, que se trata de 
um adjetivo, pois ele varia. 
O professor falava baixo, fato que dificultava 
a compreensão dos alunos. 
Temos agora um termo que se encontra 
diretamente relacionado ao verbo (falava) 
e que não admite flexão. Logo, trata-se de 
um advérbio. 
O advérbio AINDA – tempo 
A Carla ainda está passeando com os 
cachorros. 
O bebê ainda vai nascer. 
A artista não terminou de pintar o retrato, 
ainda está fazendo o esboço. 
O advérbio ainda é de tempo, certo? 
Júlio almoçou cedo e ainda estendeu a roupa 
antes de sair. 
Nessa frase, o advérbio ainda estabelece 
sentido de inclusão. 
 
 
 
 
 
 
 
Exclusão também dão ideias de restrição. 
 
Ainda é advérbio de tempo, mas ele pode 
ser usado no sentido de também se 
tornando advérbio de inclusão. Veja: 
 
Advérbio ou você isola com a virgula, ou 
não coloca nada. 
 
Preposição é a classe de palavras que 
estabelece uma relação entre dois ou mais 
termos da oração. 
Ex. 
Os amigos de Isabel estranharam o seu jeito 
de vestir. 
Esse “de” tem ideia de posse, pois são os 
amigos de Isabel. 
Ela esperou com tranquilidade o resultado. 
Esse com dá ideia de modo, esperou 
tranquilamente, inicia um adjunto adverbial 
de modo. 
As preposições se combinam a outras 
palavras da língua (contração): 
De + o = do. 
Por + a = pela 
Por + o = pelo 
Em + uma = numa 
As palavras da língua portuguesa que atuam 
exclusivamente como preposição são 
chamadas de preposições essenciais, são 
elas: 
A, antes, após, até, com, contra, de, desde, 
em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, 
sobre, trás. 
Ex. 
Não vá sem mim ao teatro. 
Preposição sem dá ideia de ausência. 
Combinação e contração da preposição: 
Quando as preposições a, de, em e per 
unem-se a certas palavras, formando um só 
vocábulo, essa união pode ser por: 
Ex. eles foram ao museu – esse ao dá ideia 
de direção. 
Combinação: 
Por exemplo: preposição a + artigo masculino 
o = ao / preposição a + artigo masculino os = 
aos. 
Contração: 
As preposições de e em, por exemplo, 
formam contrações com os artigos e com 
diversos pronomes. Veja: 
Do, dos, da, das, num, nuns, numa, numas, 
disto, disso, daquilo. 
Em + a =na 
Em + aquilo = naquilo 
De + aquela = daquela 
De + onde = donde 
As formas pelo, pela, pelos, pelas resultam 
da contração da antiga preposição per com 
os artigos definidos. 
Per + o = pelo 
Ex. me mande isso por e-mail. 
Ex. me mande isso pelo e-mail. 
Principais relações estabelecidas pelas 
preposições 
Lugar – estou em casa. 
Tempo – eu viajei durante as férias 
Modo ou conformidade – vamos escolher 
por sorteio. 
Causa – estou tremendo de frio 
Assunto – não gosto de falar sobre política. 
Fim ou Finalidade – eu vim para ficar 
Instrumento – Paulo feriu-se com a faca. 
Companhia – hoje vou sair com meus 
amigos. 
Meio – voltarei a andar a cavalo. 
Matéria – devolva-me meu anel de prata. 
Posse – este é o carro de João. 
Oposição – O flamengo jogou contra 
Fluminense. 
Origem – você descende de família humilde. 
Destino ou direção – olhe para frente. 
É só na frase que você irá ver qual será, pois 
tem que relacionar com a frase e qual ela 
será cabível. 
A preposição “sem” da ideia de ausência, e 
ao mesmo tempo dá ideia de modo, como no 
caso de “sem cuidado” pois ela se torna a 
palavra descuidadosamente, veja: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São pronomes relativos aqueles que 
representam nomes já mencionados 
anteriormente e com os quais se relacionam. 
Introduzem as orações subordinadas 
adjetivas. 
Ex. O racismo é um sistema que afirma a 
superioridade de um grupo racial sobre 
outros. 
O antecedente do pronome relativo pode ser 
o pronome demonstrativo o, a, os, as. 
O pronome que pode ser substituído por o 
qual, a qual, os quais, as quais, quando 
seu antecedente for um substantivo. 
Ex. O trabalho que eu fiz refere-se à 
corrupção – o qual. 
- A cantora que acabou de se apresentar é 
péssima – a qual. 
- Os trabalhos que eu fiz referem-se à 
corrupção – os quais. 
- As cantoras que se apresentaram eram 
péssimas – as quais. 
O que só pode ser trocado por o qual, a qual, 
os quais, as quais, representando o termo 
antecedente. 
Ex. Os trabalhos (termo antecedente) que 
(pronome relativo) eu fiz. 
O pronome “cujo” não concorda com o seu 
antecedente, mas com o consequente. 
Equivale a do qual, da qual, dos quais, das 
quais. 
Ex. Este é o caderno cujas folhas estão 
rasgadas. 
Cujo – próxima palavra deve ser masculino 
Cuja – próxima palavra deve ser feminina. 
Cujos – próxima palavra deve ser masculina 
no plural. 
Cujas – próxima palavra deve ser feminina 
no plural. 
“Cujo” tem ideia de posse. 
Ex. A arvore cujos galhos foram cortados 
está florida. – 
Ex. Conheço um rapaz cuja mãe viajou para 
Paris. 
“ONDE” como pronome relativo, sempre 
possui antecedente e só pode ser utilizado 
na indicação de lugar. 
A casa onde morava foi assaltada. 
Pode ser trocado por: 
Onde = em que você troca para: 
- no qual 
- na qual 
- nos quais 
- nas quais. 
Ex. visitei as cidades onde meu amigo 
trabalhou – onde pode ficar: em que ou nas 
quais. 
Regência no Pronome Relativo 
Este é o livro DE QUE tanto gosto. 
De que: do qual, da qual, dos quais, das 
quais. 
O cargo A QUE tanto aspiro, com certeza, 
será meu amanhã. 
A que: ao qual, à qual, aos quais, às quais – 
com crase. 
Aquela foi a melhor novela A QUE/ À QUAL 
assisti. 
A canção POR QUE me apaixonei, às 
vezes, me fazia chorar. 
Por que: pelo qual, pela qual, pelos quais, 
pelas quais. 
O homem EM CUJA palavra acredito é 
você. 
Em que: no qual, na qual, nos quais, nas 
quais. 
 
 
 
 
 
 
 
Aonde para verbos que regem a preposição 
a. 
Ex. vou aonde você vai. 
Cheguei aonde queria. 
Levarei vocês aonde eu quiser 
 
 
 
 
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Pronomes Oblíquos: o, a, os, as – o verbo 
termina em vogal ou antes do verbo. 
Comprei uma revista = comprei-a 
Convide seus pais para a festa = convide-os 
para a festa. 
Pedro não ajudou os amigos = Pedro não os 
ajudou. 
Márcia convidou a amiga para a festa. = 
convidou-a para festa ou Márcia a convidou 
para a festa – pode ser as duas porque o 
verbo termina em vogal e não tem palavra 
atrativa. 
Quando o verbo termina em z, s ou r, o 
pronome assume a forma lo, los, la, las, ao 
mesmo tempo que a terminação verbal é 
suprimida. 
Você corta o z, s ou r e coloca a forma lo, los, 
la, las. 
Ex. 
Vamos usar os materiais = vamos usá-los. 
Querem vender aquela casa = querem 
vende-la. 
Fizemos o serviço = fizemo-lo. 
Recortamos as fotos = recortamo-las. 
Fiz o trabalho = Fi-lo 
Por mais feio que fique, é assim que 
funciona. 
Não fiz o trabalho – não o fiz. 
Quando o verbo termina em som nasal (am, 
em, ão e õe), o pronome assume as formas 
no, nos, na, nas. 
Convidaram o sindico para a festa = 
convidaram-no para a festa. 
Comprem essas flores amanhã = comprem-
nas amanhã. 
Ele põe a carteira sobre a mesma = ele põe-
na sobre a mesa. 
O lhe é o único pronome oblíquo átono que 
já se apresenta na forma contraída, ou seja, 
houve a união entre o pronome e 
preposição a ou para. 
Por acompanhar diretamente uma 
preposição, o pronome lhe exerce a função 
de objeto indireto na oração. 
Ex. 
Enviei os documentos para o secretário. 
Enviei-lhe os documentos – enviei para ele 
os documentos. 
Paguei a conta ao gerente. Paguei-lhe a 
conta – paguei a ele a conta. 
Lhe – a ele ou para ela. 
Lhes – a eles ou para eles. 
Se for feminino ficará dessa forma: 
Paguei a conta à gerente – paguei-lhe a 
conta – paguei a conta para ela. 
Esta casa não pertence a vocês – esta casa 
não lhes pertence – verbo pertencer rege a 
preposição a. 
Então só uso o lhe/lhes se reger a 
preposição a ou para. 
 
 
Assistir novamente as questões – a 
continuação delas. 
 
 
 
 
 
 
Indicativo: indica uma certeza, uma 
realidade. – Eu sempre estudo. 
Subjuntivo: indica uma dúvida, uma 
hipótese, uma possibilidade – talvez eu 
estude amanhã. Presente do subjuntivo 
Ex. se eu estudasse – pretérito do subjuntivo. 
Imperativo: indica uma ordem, um pedido – 
Estuda agora, menino. 
Pretérito 
Pretérito Imperfeito do Indicativo 
Expressa um fato que não foi completamente 
terminado (ou fatos passados que ocorreram 
de forma contínua, habitual, no passado). 
Ex. 
Ele estudava as lições quando foi 
interrompido 
- quando o vi, cumprimentava-o 
O tempo imperfeito pode indicar processos 
frequentes e repetidos: 
- Sempre que saía, trancava todas as 
portas. 
Repetia no passado, sempre dormia, sempre 
trancava, sempre jogava, etc.... 
Pretérito Perfeito do Indicativo 
Expressa um fato que foi totalmente 
terminado (fatos que foram concluídos no 
passado). 
Ex. 
Ele estudou as lições ontem à noite. 
- Quando o vi, cumprimentei-o. 
O aspecto é perfeito, pois o processo está 
concluído. 
Totalmente concluído/terminado: eu joguei, 
eu brinquei, eu terminei etc. 
 
Pretérito Mais que Perfeito do Indicativo 
Expressa um fato ocorrido antes de outro fato 
já terminado. 
Ex. 
Ele já tinha estudado as lições quando os 
amigos chegaram. 
Ele já estudara as lições quando os amigos 
chegaram. 
Quando atingimos o topo da montanha, 
encontramos a bandeira que ele fincara (ou 
havia fincado) dois dias antes. 
Ele dormirá, ele sairá, modo indicativo, 
sempre trocar por essas duas expressões: 
ele falará a verdade, significa dizer que: ele 
já tinha/havia falado a verdade. 
Quando o carteiro chegou eu esperará a10 
dias – quando o carteiro chegou eu já tinha 
esperado. 
Quando chegamos lá, a loja já fechara. 
Geralmente substituímos esta conjugação 
por outra composta: 
Quando chegamos lá, a loja já tinha 
fechado. 
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo 
Expressa um fato passado, mas posterior a 
outro já ocorrido. 
Ex. 
Eu esperava que ele vencesse o jogo. 
O pretérito imperfeito é também usado 
nas construções em que se expressa a 
ideia de condição ou hipótese. 
Ex. 
Se ele viesse ao clube, participaria do 
campeonato. 
Viesse, falasse, chamasse, dançasse, 
estudasse. 
Presente do Indicativo e Presente do 
Subjuntivo 
Presente do indicativo: 
Expressa um fato atual. 
Eu estudo neste colégio. 
Presente do Subjuntivo: 
Enuncia um fato que pode ocorrer no 
momento atual. 
É conveniente que estudes para o exame 
Faço isso sempre – presente do indicativo. 
Falo isso sempre – presente do indicativo. 
É provável que ele faça isso sempre - 
presente do subjuntivo 
É provável que ele jogue – presente do 
subjuntivo 
Futuro do presente do indicativo: 
Enuncia um fato que deve ocorrer num 
tempo vindouro com relação ao momento 
atual. (rei/ rás/ rá/ remos/ rei/ rão). 
Ele estudará as lições amanhã. 
Ele jogará, venderá, falará. 
Futuro certeza. 
Futuro do Pretérito do Indicativo: enuncia 
um fato que pode ocorrer posteriormente a 
um determinado fato passado. Futuro da 
possibilidade/ hipótese. 
(ria, rias, ria, riamos, ríeis, riam) 
Ele disse que não viajaria nas férias. 
Também é utilizado para indicar uma ação 
hipotética. Expressa também uma 
possibilidade. 
Futuro do Subjuntivo: enuncia um fato que 
pode ocorrer num momento futuro em 
relação ao atual. 
Quando ele vier à loja, levará as 
encomendas. 
O futuro do subjuntivo é também usado 
em frases que indicam possibilidade ou 
desejo. 
Se ele vier a loja, levará as encomendas. 
Se ele puser o dinheiro no bolso, não o 
perderá. 
Futuro do subjuntivo: 
Quando eu falar, quando tu falares, quando 
ele falar, quando nós falarmos, quando vós 
falardes, quando eles falarem. 
Se os funcionários mantiverem a greve. 
Se o sindicato propuser um acordo, os 
funcionários acatarão a decisão. 
Se você vir as meninas, diga que estou com 
saudades. 
Se a testemunha depuser contra o réu, 
provavelmente ele será condenado. 
Se o aluno obtiver êxito na avaliação, será 
aprovado. 
Verbo ter e seus derivados – manter, 
mantiverem. 
Correlações verbais corretas 
Presente do indicativo + presente do 
subjuntivo: 
- Exijo que você faça o dever. 
Futuro do subjuntivo + futuro do presente 
do indicativo: 
- Se você fizer o dever, eu ficarei feliz. 
- Quando você fizer o dever, dormirei. 
Pretérito imperfeito do subjuntivo + futuro 
do pretérito do indicativo: 
- Se você fizesse o dever, eu leria suas 
respostas. 
Imperativo 
A ação transmitida por um verbo no 
imperativo é um pedido, convite, exortação, 
ordem, comando, conselho ou súplica. 
O imperativo se divide em imperativo 
afirmativo e imperativo negativo, sendo 
conjugados de forma diferente. Em ambos 
não existe flexão na 1ª pessoa do singular 
(eu). 
Para com essa brincadeira. 
Jogue o lixo fora, por favor. 
Resolva esse problema rápido. 
Saia da frente! 
Dúvidas no uso do imperativo 
O principal erro na utilização do imperativo 
está relacionado com a confusão existente 
entre a 2ª pessoa do discurso (tu) e a 3ª 
pessoa do discurso (você) 
Formas imperativas para tratamento com 
você (3ª pessoa): 
Vá Dê Faça Diga 
Veja venha parta beba 
Ouça sorria 
Formas imperativas para tratamento com 
tu (2ª pessoa): 
Vai 
Dá 
Faz 
Diz 
Vê 
Vem 
Parte 
Bebe 
Ouve 
Sorri 
 
Verbo ver no futuro do substantivo. 
 
 
 
Mais que perfeito acontece antes, por isso a 
resposta é a alternativa A, acima. 
 
Fazer o resto das questões dessa aula de 
verbos, depois de estudar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Regra Geral (Sujeito simples) 
O verbo concorda com o núcleo do sujeito. 
Exemplos: 
O uso dos aparelhos celulares atrapalha o 
andamento do serviço. 
Chegaram, para ajudar o nosso secretário, 
todos os materiais solicitados. 
Existem, no país do futebol, pessoas 
pedindo esmolas na rua. 
Essas medidas são necessárias para que 
diminuam os acidentes nas estradas. 
Encontram-se nas ruas das grandes cidades 
muitas pessoas pedindo esmolas. 
Sempre olhar o verbo e ele deve se 
relacionar com o núcleo do sujeito. 
Regra Geral (sujeito composto) 
a) Anteposto ao verbo: o verbo é 
conjugado no plural. 
Ex. 
O uso e a destinação correta do lixo 
evitaria que ele fosse despejado em aterros. 
b) Proposto ao verbo: o verbo também é 
conjugado no plural, ou pode concordar 
apenas com o núcleo mais próximo. 
Ex. 
Reinam no Brasil a impunidade e a 
violência. 
OU 
Reina no Brasil a impunidade e a violência. 
 Sujeito composto – verbo no plural. 
 Quando sujeito estiver depois do 
verbo pode concordar com o núcleo 
mais próximo. 
Verbos Impessoais (oração sem sujeito) 
Os verbos impessoais sempre são 
conjugados n 3ª pessoa do singular (não tem 
plural). 
 Havendo no sentido de 
existir/acontecer; 
 Fazer e haver indicando tempo. 
Ex. 
Havia muitas pessoas naquela sala; 
Há muitas pessoas naquela sala; 
Haverá muitas pessoas naquela sala; 
Haveria muitas pessoas naquela sala; 
Houve várias reclamações durante a 
reunião. 
Faz quinze anos que ele parou de estudar. 
Verbo fazer não vai para plural conjugando 
tempo. 
Locuções Verbais 
Vai haver muitas pessoas naquela sala; 
Pode haver muitas pessoas naquela sala; 
Deve haver muitas pessoas naquela sala; 
OBS. Em locução verbal nos casos acima, o 
verbo auxiliar (vai, pode, deve haver) herda 
esta impessoalidade (não tem plural). 
Lembre-se que o verbo existir não faz parte 
da regra: 
Vai fazer quinze anos que ele parou de 
estudar. 
Deve haver indícios de fraude. 
Existem sérios problemas na cidade; 
Devem existir problemas na cidade. 
O verbo e a partícula “se” 
No caso em que a palavra “se” é índice de 
indeterminação do sujeito, o verbo deve ser 
conjugado na 3º pessoa do singular, nunca 
vai para o plural. 
Acredita-se em falsas promessas. 
Tratava-se de sérios assuntos. 
Vive-se bem fora das grandes cidades. 
Trata-se de vários problemas. 
Verbo transitivo indireto, pois ele pode uma 
preposição (em, de, com), esses verbos não 
vão para o plural. 
No caso em que a palavra “se” é partícula 
apassivadora, o verbo deve ser conjugado 
concordando com o sujeito da oração. 
 Sujeito 
 
Construiu-se um novo edifício – singular 
singular. 
Construíram-se novos edifícios – plural 
plural. 
Percebeu-se o erro cometido – percebi o erro 
cometido. 
Perceberam-se os erros cometidos – os erros 
cometidos foram percebidos. 
Porcentagem no Sujeito 
Quando o sujeito é formado por uma 
expressão que indica porcentagem seguida 
de substantivo, o verbo pode concordar com 
o número ou com o substantivo. 
Ex. 
 Sujeito Substantivo 
25% do orçamento do país deve/devem 
destinar-se à Educação. 
85% dos entrevistados não aprovam a 
administração do prefeito. 
1% do eleitorado aceita a mudança. 
1% dos alunos faltaram/faltou à prova. 
0,5% dos eleitorado votou nulo. 
Pra ser plural tem que ser de 2 pra cima. 
Sujeito Coletivo 
Se o coletivo estiver especificado, o verbo 
pode ser conjugado no singular ou no plural. 
Ex. 
A multidão de desempregados 
ultrapassou o limite. 
A multidão de desempregados 
ultrapassaram o limite. 
 
 
O sujeito combina com o singular e com o 
plural. 
 
Um bando de aves invadiu/invadiram o 
meu quarto 
Expressão Partitiva no Sujeito 
O verbo pode ser usado no singular ou no 
plural em coletivos partitivos, tais como “a 
maioria de”, “a maior parte de”, “metade de”. 
EX. 
Grande parte dos presentes se retirou. 
Grandeparte dos presentes se retiraram. 
A maioria dos funcionários aprovou e/ou 
aprovaram a proposta. 
Dupla possibilidade de concordância. 
Pronome relativo “que” 
O verbo deve concordar com o antecedente 
do pronome “que”. 
Fui eu que paguei a conta. 
Foste tu que pagaste a conta. 
Foi ele que pagou a conta. 
Amigos, vizinhos e parentes, o que mais me 
atrapalhou. Neste caso deve seguir o que, 
ficando no singular, mesmo que as palavras 
antecedentes estejam no plural. 
Pronome relativo “quem” 
O verbo pode ser conjugado na terceira 
pessoa do singular ou pode concordar com o 
antecedente do pronome “quem”. 
Fui eu quem quebrou o vaso. 
Fui eu quem quebrei o vaso. 
Fomos nós quem pagou/pagamos a conta. 
O quem pode concordar com ambas. 
Fazer as questões dessa aula. 
 
 
 
 
Regra Geral 
1- O adjetivo concorda cem gênero e 
número quando se refere a um único 
substantivo. 
Ex. 
As ruas vazias denunciavam o sentimento do 
povo. 
2- Quando o adjetivo se refere a vários 
substantivos, a concordância pode variar. 
Podemos sistematizar essa flexão nos 
seguintes casos: 
 
a) Adjetivo anteposto aos substantivos: 
O adjetivo concorda em gênero e número 
com o substantivo mais próximo. 
Ex. 
Encontramos abandonadas as casas e os 
alojamentos. 
Encontramos abandonada a casa e o 
alojamento. 
Encontramos abandonados os alojamentos 
e a casa. 
Predicativo do Sujeito: 
Quando o adjetivo imediatamente anteposto 
a dois ou mais substantivos funcionar como 
predicativo do sujeito, deverá concordar com 
a soma dos elementos. 
Ex. 
 Sujeito 
 Predicativo 
Preocupados, o operário e a esposa saíram 
para o trabalho. 
Adjetivo proposto a dois ou mais 
substantivos 
Adjetivo proposto aos substantivos: 
O adjetivo concorda com o substantivo mais 
próximo ou com todos eles (assumindo forma 
masculino plural se houver substantivo 
feminino e masculino). 
Ex. 
A secretária comprou gravata e terno 
italiano. 
A secretária compro terno e gravata italiana. 
A secretária comprou gravata e terno 
italianos. 
Anexo – Mesmo – Quite 
Essas palavras adjetivas (masculino, 
feminino, singular e plural), concordam em 
gênero e número com o substantivo ou 
pronome a que se referem. 
Anexo/ anexa/ anexos/ anexas. 
Mesmo/ mesma/ mesmos/ mesmas. 
Quite/ quites. 
Ex. 
Segue anexas as planilhas. 
Elas mesmas virão conversar conosco. 
Seguem anexos os papéis solicitados. 
Pedro está quite com a receita. 
Bastante – Bastantes 
Bastante – significa muito ou muita 
Bastantes – muitos ou muitas 
Essas palavras são invariáveis quando 
funcionam como advérbios. Concordam com 
o nome a que se referem quando funcionam 
como adjetivos, pronomes adjetivos ou 
numerais. 
Ex. 
As alunas estavam bastante (muito) 
ansiosas (advérbio, pois não varia). 
Há bastantes (muitas, várias) pessoas 
insatisfeitas com a festa (pronome adjetivo). 
Resolvemos bastantes (muitos) problemas. 
Meio – Meia 
a) A palavra “meio”, quando empregada 
como adjetivo, concorda normalmente com o 
nome a que se refere. 
Ex. Ela comeu meia maça e meia porção de 
polentas. 
Havia meia laranja na geladeira. 
 
b) Quando empregada como advérbio 
(modificando um adjetivo) permanece 
invariável. 
Ex. A mulher está meio cansada. 
Eles estavam meio ansiosos. 
É proibido – É necessário – É bom – É 
permitido 
a) Essas expressões, formadas por um 
verbo mais um adjetivo, ficam invariáveis se 
o substantivo a que se referem possui 
sentido genérico (não vier precedido de 
artigo). 
Ex. 
É Proibido entrada de vendedores. 
É necessário paciência. 
Agua é bom. 
Não é permitido saída pelas portas laterais. 
Mesmo que as palavras sejam femininas, 
não possui artigo por isso continua invariável. 
b) Quando o sujeito dessas expressões 
estiver determinado por artigos, pronomes ou 
adjetivos, tanto o verbo como adjetivo 
concordam com ele. 
Ex. 
É proibida A entrada de vendedores. 
Esta agua é boa. 
A paciência é necessária. 
 
Resolver as questões dessas aulas. 
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Ligam termos semelhantes (desempenham a 
mesma função sintática) ou orações 
Ex. 
A adolescente segurou a boneca e a 
abraçou quando os pais saíram de seu 
quarto. 
O “e” entre segurou e abraçou é uma 
conjunção e o “quando” entre abraçou e 
saíram também é uma conjunção. 
Coma batata frita ou pizza. 
Observações: 
Frase: é todo enunciado que vai até o ponto 
e contém sentido. 
Ex. Que chato! 
Psiu! – frase nominal 
A professora é hiperativa – frase verbal. 
Frase pode ser nominal (não tem verbo) ou 
verbal (tem verbo). 
Oração: é toda estrutura frasal que contem 
verbo. 
Ex. A professora mencionou que a banca 
Vunesp adora as conjunções. Neste caso, 
temos duas orações. 
Período: pode ser simples/oração absoluta 
(quando contiver apenas uma oração) ou 
composto (haverá duas ou mais orações), 
havendo o composto teremos subdivisão: 
Composto por Coordenação: origem as 
orações coordenadas 
Composto por subordinação: origem as 
orações subordinadas. 
Ex. no ano vigente, ainda há pessoas que 
acreditam no amor – há duas orações então 
é um período composto. 
Os alunos amam língua portuguesa período 
simples, pois tenho um verbo e uma oração. 
As conjunções irão introduzir orações 
subordinadas substantivas e as adverbiais. 
E Introduzem também orações coordenadas 
sindéticas. 
As conjunções são invariáveis, não tem 
função sintática, mas possuem valores 
semânticos trazendo sentido ao texto. 
Subordinadas apresenta relação de 
dependência, possui valor sintático. 
Ex. Thais comentou que a banca Vunesp 
ama os valores semânticos das conjunções 
Coordenada é independente se relacionam 
mas uma não depende da outra para obter o 
sentido completo. 
EX. os alunos reclamam da disciplina, mais 
amam a aula. 
Se eu inverter não fará sentido. 
São orações que se relacionam mas uma 
não depende da outra para entender. 
Subordinadas adverbias: são dependentes 
possuem valor sintático e valor semântico. 
Em 95% dos casos são flexíveis. 
Ex. quando o vi, meu mundo parou. 
Posso fazer uma inversão, e não haverá 
mudança de sentido. 
Subordinada substantiva: introduzidas por 
conjunções integrantes sendo elas o que/ se 
Subordinada adjetiva: pronome relativo 
Subordinada adverbial 
Conjunção adverbial, introduzem as orações 
subordinadas adverbiais. 
Possuem valor de circunstância. 
Dividem-se em nove valores (macete: seis 
coca no tempo finalda prova): 
a) Causais: introduzem uma oração que 
é casa da ocorrência da oração principal. 
São elas: porque, que, como (=porque, no 
início da frase), pois que, visto que, uma vez 
que, portanto, já que, desde que, etc. 
Ex. ele não fez a pesquisa porque não 
dispunha de meios. 
Já que o shopping está fechado, vou ao 
teatro. 
Como não se interessa por arte, desistiu do 
curso. 
Como sendo uma conjunção causal só 
aparece no início do período, vai expressar 
introduzir valor de causa e pode ser 
substituído por já que. 
Já que não se interessa por arte, desistiu do 
curso. 
b) Concessivas (oposição que não 
anula o fator principal): introduzem uma 
oração que expressa ideia contrária à da 
principal, sem, no entanto, impedir sua 
realização. São elas: embora, ainda que, 
apesar de que, se bem que, mesmo que, 
por mais que, posto que, conquanto, etc. 
Por exemplo: 
Embora fosse tarde, fomos visita-lo. 
Eu não desistirei desse plano mesmo que 
todos me abandonem. 
Não anula o fato que eu não irei desistir, 
mesmo que todos me abandonem. 
c) Condicionais/oportunidade: 
introduzem uma oração que indica a hipótese 
ou a condição para ocorrência da principal. 
São elas: se, caso, contanto que, salvo se, a 
não ser que, desde que, a menos que, sem 
que, etc. 
Ex. 
Se precisar de minha ajuda, telefone-me. 
Não irei ao escritório hoje, a não ser que 
haja algum negócio muito urgente. 
Se você demorar, não vai comer pizza. 
d) Conformativas: introduzem uma 
oração em que se exprime a conformidade 
de um fato com o outro. São elas: conforme, 
como (= conforme), segundo, consoante, etc. 
Ex. 
O passeio ocorreu como havíamos 
planejado 
Arrume a exposição segundo as ordens do 
professor. 
e) Finais: introduzem uma oração que 
expressa a finalidade ou o objetivo com que 
se realiza a principal. São elas: para que, a 
fim de que, que, porque (=para que), que, 
etc. 
Ex. 
Toque o sinal para que todos entrem no 
salão. 
Aproxime-se a fim de que possamos vê-lo 
melhor. 
f) Proporcionais: introduzem uma 
oração que expressa um fato relacionado 
proporcionalmente à ocorrência da principal. 
São elas: à medida que, à proporção que, ao 
passo que e as combinações quanto mais 
(mais), quanto menos (menos), quanto 
menos...(mais), quanto menos... (menos), 
etc. 
Ex. 
O preço fica mais caro à medida que os 
produtos escasseiam. 
Quanto mais reclamava menos atenção 
recebia. 
g) Temporais: introduzem uma oração 
que acrescenta uma circunstância de tempo 
ao fato expresso na oração principal. São 
elas: quando, enquanto, antes que, depois 
que, logo que, todas as vezes que, desde 
que, sempre que, assim que, agora que, mal 
(=assim que) etc. 
 
Ex. 
A briga começou assim que saímos da festa. 
 
A cidade ficou mais triste depois que ele 
partiu. 
 
h) Comparativas: introduzem uma 
oração que expressa ideia de comparação 
com referência à oração principal. São elas: 
como, assim como, tal como, como se, 
(tão)...como, tanto como, tanto quanto, do 
que, quanto, tal qual, que nem, que 
(combinado com menos ou mais) etc. 
Ex. 
O jogo de hoje será mais difícil que o de 
ontem. 
 
Ele é preguiçoso tal como o irmão. 
 
I) Consecutivas: introduzem uma 
oração que expressa a consequência da 
principal. São elas: de sorte que, de modo 
que, sem que (=que não), de forma que, de 
jeito que (tendo como antecedente na oração 
principal uma palavra como tal, tão, cada, 
tanto, tamanho) etc. 
Ex. 
Estudou tanto durante a noite que dormiu na 
hora do exame. 
A dor era tanta que a moça desmaiou. 
Conjunções coordenativas: 
Vão introduzir as orações coordenadas 
sindéticas. 
Não tem função sintática; 
- são sempre invariáveis; 
Coordenada assindética: não possui 
conjunção/conectivo 
Coordenada Sindética: possui conjunção, 
se subdivide-se em cinco tipos: 
a) Aditivas: ligam orações ou palavras, 
expressando ideia de acrescentamento ou 
adição. São elas: e, nem (= e não), não só... 
mas também, não só...como também, bem 
como, não só...mas ainda. 
Ex. 
A sua pesquisa é clara e objetiva. 
Ela não só dirigiu (assindética) / a pesquisa 
como também escreveu o relatório. – 
sindética. 
b) Adversativas: ligam duas orações ou 
palavras, expressando ideia de contraste ou 
compensação. São elas: mas, e, que porém, 
contudo, todavia, entretanto, no entanto, não 
obstante. 
Ex. 
Tentei chegar mais cedo, porém não 
consegui. 
c) Alternativas: ligam orações ou 
palavras, expressando ideia de alternância 
ou escolha, indicando fatos que se realizam 
separadamente. São elas: que...que, ou...ou, 
ora...ora, já...já, quer...quer, seja...seja, 
talvez...talvez. 
Ex. 
Ou eu escolho agora, ou fico sem presente 
de aniversário. 
d) Conclusivas: ligam a oração anterior 
a uma oração que expressa ideia de 
conclusão ou consequência. São elas: logo, 
pois (depois do verbo), portanto, por 
conseguinte, por isso, assim. 
Ex. 
Marta estava bem preparada para o teste, 
portanto não ficou nervosa. 
e) Explicativas: ligam a oração anterior 
a uma oração que a explica, que justifica a 
ideia nela contida. São elas: que, porque, 
pois (antes do verbo), porquanto. 
Ex. 
Não demore (ordem), que o filme vai 
começar (justificativa). 
Amanheceu porque o Felipe já acordou. 
ANOTAÇÕES 
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Análise sintática. 
 
Sujeito 
Identificado na oração por meio do verbo ou 
da locução verbal. 
Sujeito determinado: quando o sujeito é 
identificado na oração. Nesse caso, o sujeito 
pode ser simples, composto ou oculto 
(elíptico). 
Sujeito indeterminado: quando o sujeito 
não é identificado na oração. 
Sujeito inexistente: quando as orações são 
construídas com verbos impessoais, os quais 
não admitem agentes de ação. 
Sujeito simples: é formado por um núcleo, 
ou seja, um termo principal 
Muitas (adjunto adnominal – junto do 
nome) pessoas (núcleo do sujeito) ainda 
usam (verbo transitivo direto – precisa de um 
objeto direto) o telefone fixo. 
Os meus melhores (adjunto adnominal) 
amigos (núcleo do sujeito) moram (verbo 
intransitivo indireto) em Santa Catarina 
(adjunto adverbial de lugar). 
 Sujeito composto: é aquele formado por dois 
ou mais núcleos. 
O uso e a destinação correta do lixo 
evitariam (verbo transitivo direto) grandes 
problemas (objeto direto). 
Reinam (verbo indireto) no Brasil (adjunto 
adverbial de lugar) a impunidade e a 
violência (sujeito composto, tem dois 
núcleos). 
Sujeito oculto 
(elíptico/desinencial/subentendido): o sujeito 
oculto, também chamado de elíptico, 
desinencial ou implicto, é aquele que não 
está declarado na oração. 
Viajaremos (nós) para a Itália amanhã. 
Estou (eu) estudando muito ultimamente. 
Sujeito indeterminado: é aquele que não 
podemos identificar o agente da ação, nem 
pelo contexto, nem pela terminação verbal do 
enunciado. 
- com verbo na 3ª pessoa do plural que não 
se refere a nenhum substantivo citado 
anteriormente na oração. 
Assaltaram o posto de gasolina ontem. 
Eu não sei quem é o agente que assaltou o 
posto. 
- com pronome “se” e verbo intransitivo, 
transitivo indireto ou de ligação na 3ª pessoa 
do singular (de modo que não se consegue 
identificar quem pratica a ação): 
Precisa-se de funcionários 
Vive-se bem fora das grandes cidades. 
Era-se feliz naquele tempo. 
O pronome “se” nas frases acima é 
classificado como índice de indeterminação 
do sujeito. 
Acredita-se em papainoel. 
Sujeito Inexistente (oração sem sujeito) 
Nas orações sem sujeito, o sujeito é 
inexistente uma vez que elas são 
constituídas por verbos impessoais. 
1-Os verbos que indicam fenômenos da 
natureza: amanheceu, anoiteceu, choveu, 
nevou, ventou, trovejou, etc. 
Choveu muito ontem à noite. 
Ventava um pouco aqui. 
2-O verbo haver quando empregado com 
sentido de existir, acontecer e indicando 
tempo passado. 
Havia trinta pessoas na sala. 
Houve várias discussões durante a reunião. 
Há duas semanas que não chove. 
3-Os verbos ser, fazer, haver, estar, ir e 
passar indicando tempo ou distância. 
Faz duas semanas que não chove. 
Está muito calor em Manaus 
São três e meia da tarde. 
Daqui ao colégio, são dois km. 
Transitividade Verbal e Termos 
Integrantes da Oração 
Transitividade verbal: a classificação 
segundo a transitividade verbal abrange o 
verbo intransitivo, o transitivo e o verbo de 
ligação. 
Verbo transitivo: o verbo transitivo exige 
complementação (objeto direto ou indireto). 
Sem o complemento, a oração não apresenta 
significado. 
Ex. 
Ela comprou flores (objeto direto). Transita 
entre o sujeito e o objeto. 
Verbo transitivo direto: acompanha um 
objeto sem a preposição como obrigatória, 
sendo um objeto direto. 
Ex. 
O sujeito comprou os livros de leitura 
obrigatória. 
O maratonista percorreu os 30 quilômetros 
da prova. 
Verbo transitivo indireto: é aquele que, 
obrigatoriamente, deverá apresentar o 
complemento com a preposição. 
Ex. 
O homem obedeceu ao chefe. 
Acreditar em... 
Desconfiar de... 
Concordar com... 
Verbo transitivo direito e indireto: o verbo 
transitivo direto-indireto representará aquele 
que acompanha dois objetos, um 
acompanhado de preposição (objeto indireto) 
e um não acompanhado de preposição 
(objeto direto). 
Ex. 
O noticiário dedicou um bloco (direto) ao fato 
(indireto). 
Não paguei o boleto (direto) ao gerente 
(indireto). 
O empresário pagou aos funcionários um 
bom salário. 
Verbo intransitivo: é aquele cujo sentido é 
completo. Não se faz necessário o 
complemento (o objeto) pata compreensão 
da oração. 
Ex. 
O homem dormiu. 
Verbo de ligação (ser/ estar/ ficar/ 
continuar/ permanecer): apesar de, 
necessariamente, não estar presente na 
transitividade verbal, o verbo de ligação é 
importante para compreensão do conceito. 
Isso porque ele será indispensável para 
compreender a relação entre um 
atributo/predicativo (característica do sujeito) 
do sujeito e o próprio sujeito, abrangendo 
sempre o estado de algo ou sua mudança. 
O homem (sujeito) é (verbo de ligação) 
bonito (predicativo). 
O homem está bonito. 
O homem ficou bonito. 
 Os garimpeiros estão cansados. 
 
Liga o sujeito ao predicativo do sujeito. 
 
Predicado 
Muitas pessoas ainda usam o telefone fixo. 
Os meus melhores amigos moram em santa 
catarina. 
O uso e a destinação correta do lixo 
evitariam grandes problemas no meio 
ambiente. 
Viajaremos para a Itália amanhã. 
Assaltaram o posto de gasolina ontem. 
Choveu muito ontem à noite. 
Ventava um pouco aqui. 
Tipos de predicado: de acordo com seu 
núcleo significativo, os predicados são 
classificados em três tipos: 
Predicado verbal: indica uma ação, sendo 
constituída por um núcleo, que é um verbo 
nocional (verbo que indica uma ação). 
Nesse caso, não há presença de predicativo 
do sujeito: 
O rapaz (sujeito) alugou (verbo transitivo 
direta) um apartamento em Curitiba (objeto 
direto). 
Ninguém acreditava (verbo transitivo 
indireto) em você (objeto indireto). 
As pessoas morreram naquele acidente. 
Predicado nominal: indica estado ou 
qualidade, sendo constituído por um verbo de 
ligação (verbo que indica estado) e o 
predicativo so sujeito (complementa o sujeito 
atribuindo-lhe uma qualidade). 
Os garimpeiros estavam (verbo de ligação) 
cansados (predicativo do sujeito) = 
predicado nominal. 
Os garimpeiros ficaram cansados. 
Os garimpeiros continuavam cansados. 
Os garimpeiros permaneciam cansados. 
Os garimpeiros andavam cansados. 
Predicado verbo-nominal: ao mesmo 
tempo que indica ação do sujeito, informa 
sua qualidade ou estado, sendo constituído 
por dois núcleos: um nome e um verbo. 
Nesse caso, há presença de predicativo do 
sujeito ou predicativo do objeto 
(complementa o objeto direto ou indireto, 
atribuindo-lhes uma característica). 
Os funcionários (sujeito) trabalharam (verbo 
intransitivo) satisfeitos (predicativo do 
sujeito). 
O júri (sujeito) considerou (verbo transitivo 
direto) os réus (objeto direto) inocentes 
(predicativo do objeto). 
Preocupados, os jornalistas foram (verbo 
intransitivo) ao fórum (adjunto adverbial de 
lugar). 
ANOTAÇÕES 
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Adjunto adverbial: lugar, tempo, modo, 
causa, intensidade e etc.... 
Ajunto adnominal: junto do núcleo do sujeito 
ou do objeto; 
Aposto 
Vocativo: chamamento 
Os termos acessórios da oração 
apresentam função secundária na 
construção das orações. Eles possuem a 
função de determinar os substantivos 
exprimindo circunstâncias, são eles: adjunto 
adverbial, adjunto adnominal, aposto e 
vocativo. 
Adjunto Adverbial 
Os adjuntos adverbiais são classificados em: 
modo, tempo, intensidade, dúvida, finalidade, 
lugar, concessão, causa, condição entre 
muitos outros: 
A mãe abriu, lentamente, a porta do quarto 
da ilha. 
Sujeito: mãe 
Objeto direto: a porta 
Amanhã, a funcionária virá ao escritório 
assinar o contrato. Adjunto adverbial de 
tempo. 
Eles estudaram muito este assunto. Adjunto 
adverbial de intensidade. 
Talvez você possa me compreender... 
adjunto adverbial de dúvida 
Meu irmão faz natação todos os dias. 
Adjunto adverbial de tempo 
Não falamos sobre política. Adjunto 
adverbial de assunto. 
Adjunto Adnominal 
É o termo que indica o agente da ação, de 
forma que caracteriza, modificam determina 
ou qualifica o nome ao qual se refere 
(substantivo): 
Os dois alunos estudiosos resolveram 
aquelas difíceis questões. 
Resolverem: verbo transitivo indireto 
Os dois alunos estudiosos: sujeito simples 
Aquelas difíceis questões: objeto direto. 
Juntos do núcleo, junto do nome, adjunto 
adnominal. 
Os alunos resolveram questões fáceis. 
Adjunto adnominal fica dentro do sujeito e 
dentro do objeto. 
Aposto 
O aposto é o termo encarregado de explicar 
ou detalhar melhor o nome ao qual se refere, 
por exemplo: 
Aposto explicativo: serve para explicar ou 
esclarecer um termo da oração. Na frase, 
aparece destacado por vírgulas, parênteses 
ou travessões. 
Aposto explicativo deve ser isolado, por 
virgula, travessão ou por parênteses. 
Julia, a melhor aluna da turma, passou de 
ano com notas altíssimas. 
D. Alice, a vizinha do terceiro andar, está 
vendendo seu apartamento. 
Aposto Enumerativo: serve para enumerar 
partes constituintes de um termo da oração. 
Na frase, aparece separado por dois pontos 
ou travessão e vírgulas. 
Já viajei por vários países: Brasil, 
Argentina, Colômbia, Equador e México. 
Em nossos funcionário, valorizamos 
principalmente trêscaracterísticas: 
dedicação, honestidade e persistência. 
Aposto recapitulativo ou resumidor: serve 
para resumir numa só palavra vários termos 
da oração. 
(tudo/nada/ninguém/isso). 
Prosperidade, segurança e alegria, isso é o 
que eu quero para minha família. 
Doces, salgados, bebidas e enfeites, tudo 
preparado para a festa. 
Aposto comparativo: serve para comprar 
um termo da oração com alguma coisa. Na 
frase, aparece destacado entre virgulas. 
Os olhos do gato, faróis na escuridão, 
percorriam a mata à procura de alimento. 
A criança, um pequeno general, mandava 
na mãe e no pai. 
Vocativo 
É um termo independente da oração que não 
se relaciona com o sujeito ou predicado. Ele 
indica o chamamento ou a invocação de uma 
pessoa ou de um ser (interlocutor), sendo 
isolado por virgulas, veja: 
Alberto, venha até a minha sala! 
Você foi à escola hoje, filho? 
Por isso, meu amigo, não saia de casa! 
ANOTAÇÕES 
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