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VOLUME 1 | Ciências da natureza e suas tecnologias
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A doença pode apresentar duas formas principais, a pri-
meira dela é a Leishmaniose Tegumentar, que é a mais ca-
racterística, com lesões na pele que podem ser rapidamente 
combatidas pelo próprio organismo, deixando uma cicatriz 
incompleta (atrófica).
A outra forma é a Leishmaniose Visceral, sendo a mais 
grave e adquirida a partir da picada do mosquito sobre uma 
área exposta da pele, podendo provocar feridas graves (úlce-
ras), que justificam o segundo nome da doença “úlcera-de-
-Bauru”, e podendo ainda ser assintomática
O tratamento é feito a partir do uso de medicamentos 
específicos, podendo ser curada, além disso, é muito comum 
o monitoramento da doença em áreas endêmicas, principal-
mente no Brasil, Peru e Bolívia.
1.4 Toxoplasmose
A toxoplasmose é uma doença causada pelo agente etioló-
gico Toxoplasma gondii e, diferente das demais, não possui 
um vetor, nesse caso, existem dois hospedeiros, sendo o homem 
o hospedeiro intermediário (podendo também ser aves, roedores 
e outros mamíferos) e os felídeos como hospedeiros definitivos.
O início do ciclo da doença se dá quando gatos domésti-
cos, por exemplo, se alimentam de ratos infectados com oo-
cistos maduros, sendo assim: 
• Primeiro ciclo - felinos - ciclo sexuado 
1. Ingestão de oocistos maduros em fezes e urina de 
roedores, a partir disso, os parasitas eclodem em for-
mas que podem se locomover na corrente sanguínea 
do seu hospedeiro.
2. Essas formas móveis recebem o nome de taqui-
zoitos e podem formar cistos no tecido nervoso e 
muscular do seu hospedeiro, nos felinos, essa forma 
migra para o sistema digestório.
3. Já no sistema digestório, o parasita realiza reprodu-
ções sexuadas, resultando em inumeros oocistos, que 
são eliminados nas fezes
• Segundo ciclo - ser humano - ciclo assexuado
4. As fezes contaminadas pelo parasita se encontram 
na terra, na água, na areia e em diversos lugares 
de fácil contato pelos humanos. Um organismo se 
torna infectado ao ingerir os oocistos presentes no 
ambiente
5. Os oocistos eclodem em formas móveis dos parasitas 
que circulam na corrente sanguínea e se alojam nos 
tecidos, criando cistos, que acometem principalmen-
te o tecido nervoso, muscular esquelético e cardíaco, 
cerebral e ocular.
fonte: mouRA, AmendoeiRA & bARbosA, 2009.
Biologia
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Uma outra forma de transmissão pode acontecer por 
via transplacentária, ou seja, a partir de uma mãe infectada, 
durante a gestação, o parasita pode alcançar o embrião por 
meio da placenta. Hoje em dia, com o avanço da medicina, 
esse método de contágio já não é mais tão comum, mesmo 
ainda sendo motivo de atenção entre gestantes.
A toxoplasmose pode apresentar uma alta variedade de 
quadros clínicos, desde assintomáticos, com sintomas leves e 
gripais como febre, dores de cabeça e no corpo e mal estar, 
até sintomas mais sérios, como convulsões e danos cerebrais 
irreversíveis.
O tratamento da toxoplasmose se dá por meio de medi-
camentos específicos e pode ser feito em qualquer estágio da 
doença, no caso de gestantes, hoje em dia existem inúmeros 
métodos de tratamento para evitar que a doença seja trans-
mitida de modo transplacentário. 
A prevenção da doença se dá principalmente pelos hábi-
tos de higiene, como lavar as mãos frequentemente, além de 
evitar o contato com excreções de gatos e evitar o consumo 
de carne crua ou mal cozida.
1.5. Amebíase 
Também conhecida como disenteria amébica, a amebía-
se é uma doença sanitária, ou doença de veiculação hídrica 
causada pelo protozoário Entamoeba histolytica. Por se 
tratar de uma doença hídrica, é muito mais comum em re-
giões onde a disponibilidade de saneamento básico é insufi-
ciente ou, simplesmente, não existe.
Essa parasitose não apresenta vetor, e existe um único 
hospedeiro no seu ciclo, que pode ser o homem ou outros 
mamíferos, como cães, gatos e gado. A transmissão ocorre 
única e exclusivamente pela ingestão de água e alimentos 
contaminados, assim: 
• Ciclo monoxênico (1 único hospedeiro)
1. Ingestão de água e alimentos contaminados com os 
cistos do parasita.
2. Os cistos alcançam o intestino delgado e eclodem 
no estágio de trofozoíto, migrando até o intestino 
grosso, onde se fixam na mucosa intestinal.
3. É no intestino delgado grosso que os parasitas pas-
sam a se alimentar a partir dos nutrientes do hospe-
deiro e se multiplicam incessantemente.
4. Os parasitas se desprendem da mucosa intestinal e 
se encistam novamente, sendo eliminados pelas fezes 
em solo e água, reiniciando o ciclo.
Amebíase
fonte: https://imAGes.App.Goo.Gl/lKQsm8Au6hKh7tdh9
A amebíase possui cura e o seu tratamento é feito a partir 
de medicamentos específicos que possuem ação tanto nos cistos 
quanto nos organismos adultos, a mortalidade não é comum, e 
se faz presente nos locais associados com quadros de desnutrição 
infantil, como acontece em alguns países africanos e asiáticos. 
Os sintomas se igualam com a maioria das parasitoses 
intestinais, assim, temos a dor e a cólica abdominal, perda 
de peso e febre, e o sintoma mais recorrente e característico 
é a forte disenteria que pode, ou não, estar associada com 
sangue ou muco.
O parasita pode ferir gravemente as paredes do intestino, 
o que pode resultar em doenças associadas, como a anemia 
e problemas intestinais graves, mas isso depende do grau de 
avanço da doença e do grau de nutrição do paciente.
Como qualquer outra doença de veiculação hídrica, os 
método preventivos envolvem principalmente a higiene sa-
nitária, ou seja, além dos hábitos de higiene como lavar os 
alimentos antes de consumir, lavar as mãos e frutas e verdu-
ras, existe também a necessidade da disponibilização de sa-
neamento básico para áreas mais desfavorecidas, impedindo 
o contato de novos hospedeiros com o cisto do parasita.
VOLUME 1 | Ciências da natureza e suas tecnologias
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1.6. Giardíase 
A giardíase também configura uma parasitose que depende 
diretamente das condições sanitárias, podendo também ser clas-
sificada como uma parasitoses intestinal de veiculação hídrica.
É causada pelo protozoário Giardia lamblia, que 
também pode ser chamada de G. duodenales ou G. in-
testinales. É prevalente em regiões com pouca ou nenhu-
ma disponibilidade de saneamento básico e, assim como a 
amebíase, possui uma baixa mortalidade, principalmente em 
locais mais desfavorecidos socioeconomicamente.
O ciclo da doença não envolve vetores e conta somente 
com um único hospedeiro, sendo principalmente o ser huma-
no, mas pode também infectar animais domésticos, gado e 
outros mamíferos.
• Ciclo monoxênico (1 único hospedeiro)
1. A contaminação se inicia com a ingestão de cistos 
do parasita em água ou alimentos contaminados.
2. O parasita passa pelo processo de desencistamento 
no estômago e viaja até o intestino delgado.
3. No intestino delgado, o parasita faz o seu processo de 
colonização se fixando nas microvilosidades intestinais.
4. Aumento no pH ou temperatura, fazem com que o 
parasita volte a se encistar e migre para as porções 
finais do intestino.
5. Os novos cistos são eliminados pelas fezes, atingindo 
o solo e a água e reiniciando o ciclo.
O tratamento da giardíase gira em torno de eliminar os 
sintomas do paciente e evitar que o protozoário continue se 
replicando, dessa forma, se faz uso de medicamentos especí-
ficos que tendem a quebrar a cadeia de transmissão e inter-
romper o ciclo do parasita
A maioria das pessoas que apresentam o parasita no seu 
intestino não desenvolve sintomas, contudo, por ser uma pa-
rasitose intestinal, os sintomas mais comuns são a diarreia, 
mal estar, emagrecimento, cólicas abdominais, flatulência e 
vômito. A febre não é recorrente nesta infecção.
Assim como qualquer parasitose intestinal de veiculação 
hídrica, o principal método preventivo é a disponibilidade de 
saneamento básico, impedindo que fezes contaminadas pos-
sam entrar em contato com novos hospedeiros.
Além do saneamento básico, são métodos preventivos: 
lavar asmãos frequentemente, beber água fervida, evitar o 
consumo de alimentos mal lavados, evitar o contato com solo 
e água de locais duvidosos etc.
A doença atinge o mundo todo, mas sua incidência e 
sua mortalidade estão intimamente ligadas com as condições 
socioeconômicas de uma região, a mortalidade, em especial, 
costuma ser infantil quando já existe quadro de subnutrição 
que, apesar de raro e pontual, é possível. 
Multiplataformas: Série 
Parasitas mortais – Discovery Channel

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