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Saiba como usar o método ABCDE para identificar
precocemente o câncer de pele
Incidência dessa doença é alta e ferramenta auxilia no autoexame para diagnóstico
precoce
Pintas podem indicar câncer de pele 
Imagem: Shutterstock
De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que, a cada três anos, surgem
cerca de 176.930 casos de câncer de pele somente no Brasil. Logo, é fundamental estar atento às pintas
que aparecem na pele, pois algumas delas podem indicar a presença da doença.
A dermatologista Paula Rahal afirma que lesões na pele que não cicatrizam exigem atenção. “Observar
manchas com mais de uma coloração ou que mudem de cor, ou se o tamanho aumenta de forma
repentina são indícios importantes”, diz.
Método “ABCDE”
O método “ABCDE” foi criado com o intuito de ajudar a observar essas alterações em casa para
identificação precoce do melanoma: o tipo mais raro, mas mais perigoso de câncer de pele. O
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autoexame é importante porque é por meio dele que se pode fazer um acompanhamento e procurar
atendimento médico precoce. “Esse tipo de tumor surge com aparência de sinal ou pinta que sofre
alterações e algumas vezes sangram”, explica a oncologista Isabella Tavares.
Como usar o “ABCDE” do melanoma
A de Assimetria: é preciso observar se a pinta é simétrica ou não. A lesão é dividida em quatro
partes, passando uma linha na horizontal e outra na vertical. Compara- se parte de baixo com a de
cima e direita com esquerda, ou seja, caso tenha tamanhos diferentes e/ou formato irregular, é
suspeita.
B de Borda: a borda das pintas devem ser regulares e lisas. Se houver irregularidades, também
podem ser indício da doença.
C de Cor: quanto as pintas que apresentam cores diferentes, como vermelho, branco, preto, tons
cinza-azulados, ou mesmo mais de uma cor, são suspeitas.
D de Diâmetro: os sinais devem ter menos de seis milímetros de diâmetro. Quanto maior o
tamanho, maior o risco.
E de Evolução: qualquer sinal de evolução, seja o aumento no tamanho, mudança na cor e/ou no
formato da pinta, é preciso buscar um dermatologista.
Diagnóstico precoce aumenta as chances de cura do câncer de pele 
(Imagem: Shutterstock)
Locais em que mais aparecem as pintas
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Embora seja o câncer de pele com maior risco de morte, o diagnóstico precoce leva as chances de cura
do melanoma a mais de 90%. “Nas mulheres, as pintas aparecem com mais frequência nas pernas. Já
nos homens, o mais comum são as pintas que aparecem no tronco. Para os dois gêneros, pescoço, colo
e rosto também são áreas normalmente em que os sinais aparecem”, diz Paula Rahal.
Diagnóstico do câncer de pele
O autoexame não substitui o diagnóstico médico, mas acelera o processo de tratamento. “Uma pinta
pode parecer relativamente normal para um paciente e ser um melanoma. Além da observação
frequente, consultas e exames com o dermatologista pelo menos uma vez ao ano são importantes para
perceber esses sinais logo cedo”, afirma a médica.
Importância da proteção solar
O protetor solar tópico ainda é a melhor forma de prevenção contra o câncer de pele. Chapéus, óculos,
roupas contra raios UV também são formas de proteção solar. A velha dica de evitar a exposição ao sol
das 10h às 16h ainda é muito importante, já que este é o período de pico dos raios UVB, em especial no
verão.
“Para aplicação do protetor solar, tanto em dias ensolarados quanto nublados, a regra das colheres
deve ser seguida. Uma colher de chá rasa de produto para o rosto e três colheres de sopa para o corpo.
O fotoprotetor deve ser aplicado de manhã e reaplicado à tarde. Pessoas que transpiram muito ou estão
em contato com água, como na praia ou na piscina, devem fazer a reaplicação a cada duas horas”,
complementa Paula.
Uso de protetor solar em crianças
Em crianças, o uso de protetor solar também é importante para prevenir o surgimento de cânceres de
pele quando adultos, já que as queimaduras solares podem favorecer o surgimento da doença. “Quanto
mais cedo se iniciar a prevenção, melhor. Se o cuidado com a pele foi iniciado desde a infância, as
chances de desenvolver câncer de pele no futuro caem muito”, diz a oncologista Isabella Tavares.

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