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-FAN:
✓Fator antinuclear (FAN) é um exame utilizado para 
detectar autoanticorpos humanos, importantes no 
rastreio de doenças autoimunes;
✓Detecta a presença de autoanticorpos 
direcionados contra componentes celulares, não 
apenas contra o núcleo, portanto, utiliza-se também 
a nomenclatura “pesquisa de anticorpos contra 
antígenos celulares.
✓Fator antinuclear (FAN) é um exame utilizado para 
detectar autoanticorpos humanos, importantes no 
rastreio de doenças autoimunes;
❖O FAN traz as seguintes informações:
✓Presença ou a ausência de autoanticorpos;
✓Concentração do autoanticorpo no soro, traduzida 
pelo título; ✓Padrão de fluorescência.
-FAN: metodologia: a atual técnica para FAN ultiliza 
imunoflorescencia indireta com células HEp-2, uma 
célula humana de linhagem epitelial 
-O FAN é feito em pacientes com suspeita de 
doença autoimune (o indivíduo tem anticorpos 
contra suas próprias células) 
-Identifica-se os anticorpos circulantes neste 
sangue do paciente 
✓Com um corante fluorescente o laboratório marca 
cada um destes anticorpos. Depois, mistura-se esta 
amostra (com os Ac marcados) em um recipiente 
com uma cultura de células humanas (chamadas de 
Hep2).
 ✓ Se houver anticorpos contra estruturas das 
células humanas, estes irão se fixar às mesmas, 
tornando-as fluorescentes;
✓Se o autoanticorpo for contra o núcleo das 
células, a imagem no microscópio será de vários 
núcleos fluorescentes. Se autoanticorpo for contra 
o citoplasma das células, vários citoplasmas 
ficarão brilhando, e assim por diante;
✓Se não houver autoanticorpos, nenhuma parte 
das células ficará fluorescente, caracterizando um 
FAN não-
reativo.
✓ Os resultados são repetidos após várias diluições 
da amostra, até a fluorescência desaparecer;
✓ Resultados positivos são aqueles que 
permanecem brilhando mesmo após 40 diluições 
(resultado 1/40 ou 1:40). Portanto, um FAN 
reagente 1/40 significa que o autoanticorpo foi 
identificado mesmo após diluirmos o sangue 40 
vezes;
✓Até 10% da população possui FAN positivo, 
geralmente nas diluições menores que 1/80. Isto 
significa que só são valorizados valores a partir de 
1/160. As diluições são normalmente feitas na 
seguinte ordem: (1/40), (1/80), (1/160), (1/320), 
(1/640), (1/1280). Valores maiores ou iguais a 
1/320 são muito relevantes e indicam doença 
autoimune em mais de 97% dos casos.
-Urinálise: 
 -Envolve o estudo e análise da amostra biológica 
urina 
 -O exame que mais se destaca é a urina tipo 1 
-Excreção = filtração. - reabsorção + secreção 
 FAN e urinalise: 
-Urinalise- exames: avalia a proteína e taxa de 
filtração 
-Composição da urina: ureia, fosfato, sulfato, 
amônia, magnésio, cálcio, ácido úrico, creatinina, 
sódio e potassio 
-Coleta da urina (urina tipo 1). 
 -Higienização da 
região genital
 -Desprezar o 
primeiro jato 
 -Coletar o jato 
intermediário 
-Urina tipo 1: 
metodologia: 
❖ O exame de 
urina tipo I pode 
ser:
 ▪ 
Automatizado: utilizado um leitor de tira reagente e 
a citometria de fluxo e impedância na avaliação 
celular; Ou tudo é feito por um único equipamento 
(100% automatizado, tanto bioquímica como parte 
celular).
 ▪ Semiautomatizado: a avaliação da tira 
reagente é feita por um leitor (fotometria);
 
▪ Manual: as tiras reagentes são comparadas com 
cores padrão de um rótulo e a parte celular é feita 
por observação na microscopia óptica.
 
 -Avaliações físicas: 
-Avaliação física - cor: 
a cor da urina indica diversas situações: o quanto 
está diluída ou concentrada e também pode sugerir 
algumas condições patológicas 
-Quantidade de urobinogenio na urina - resultado 
positivo - quanto mais urobinogenio, mais escura é 
a urina 
-Avaliação física - aspecto: 
✓A nossa urina é normalmente límpida, a turvação 
é devido à presença de células epiteliais, 
leucócitos, hemácias, bactérias, leveduras, 
cristais, cilindros.
❖Urina límpida: normal;
❖Urina levemente turva: presença de células 
epiteliais, leucócitos, hemácias, bactérias, 
leveduras, cristais, cilindros. É uma condição ainda 
normal, que pode indicar a presença de 
descamação excessiva do trato urinário;
❖Urina turva: presença abundante de células 
epiteliais, leucócitos, hemácias, bactérias, 
leveduras, cristais, cilindros. Essa condição de urina 
turva pode estar presente principalmente em 
infecções do trato urinário, diabetes, entre outras.
-Avaliação física - odor: 
✓Uma urina recentemente excretada possui um 
odor característico ou sui generis (normal) que é 
atribuído à ácidos orgânicos voláteis. Mas a urina 
pode ter variações no seu odor, que em muitos 
casos, possui relação com alguma condição 
anormal.
❖Odor pútrido ou fétido: provável infecção urinária;
❖Odor amoniacal: má conservação, degradação da 
ureia por bactérias produzindo NH3;
❖Odor cetônico: presença de corpos cetônicos 
devido à diabetes mellitus, esforço físico intenso, 
dieta severa.
-Avaliação física - densidade:
✓A densidade é um parâmetro que expressa o 
quanto uma urina está concentrada ou diluída. Há 
relação direta com a quantidade de água ingerida e/
ou a quantidade de soluto eliminada por via renal;
✓ A densidade normal é de 1,010 a 1,025. Esse 
parâmetro é analisado através de fitas reagentes 
(na metodologia manual ou semiautomatizada);
✓A densidade da urina é a medida da quantidade 
de partículas (como sais, açúcares, proteínas, 
células sanguíneas, entre outros) presentes na 
urina em comparação com a quantidade de água. 
É uma medida da concentração da urina.
 -Avaliação bioquímica: 
-Avaliação bioquímica: padrões avaliados: k
✓PH
✓ Proteínas
✓ Glicose
✓ Corpos cetônicos
✓ Urobilinogênio
✓ Bilirrubina
✓ Hemoglobina
✓ Nitritos
✓Esterase leucocitária 
✓ Sangue
 
-Avaliação bioquímica: tira reagente:
✓As tiras reativas são constituídas por pequenos 
pedaços de papéis que possuem substâncias 
químicas impregnadas a elas e que estão presas a 
uma tira de plástico;
✓ Quando entra em contato com a urina, reagem e 
mudam de cor expressão vários resultados;
✓Para interpretar o resultado, basta verificar a 
semelhança entre as cores da fita e da tabela.
-Avaliação bioquímica - pH: 
❖ O pH urinário normal varia de 5,5 a 6,5. 
Variações no pH urinário podem sugerir:
✓ Urinas com caráter ácido: diabetes mellitus, 
acidose respiratória/metabólica, diarreias. graves, 
uso de medicamentos acidificantes, dietas 
proteicas.
✓Urinas com caráter alcalino/básico: Alcalose 
metabólica/respiratória, uso de medicamentos 
-Avaliação bioquímica - proteinúria:
-A maioria das proteínas que circulam no sangue 
são grandes para serem filtradas pelos rins. Em 
situações normais, não costumamos ver grande 
quantidade de proteínas presentes na urina.
✓ Geralmente quantidades inferiores à 150 mg/24 
horas são indetectáveis no volume usado para 
análise, então fala-se em proteinúria negativa.
✓ Proteinúria positiva: (> 150mg/24 horas): lesões 
da membrana glomerular (distúrbios do complexo 
imune, agentes tóxicos), glomerulonefrites, 
insuficiência renal crônica, diabetes, queimaduras, 
infecções/inflamações, atividades físicas 
extenuantes, febre, gravidez.
 -Avaliação BIOQUÍMICA - Glicose:
-Normalmente a glicosúria é negativa devido haver 
a reabsorção tubular renal de glicose (até o limiar 
renal de 180 mg/dl): se a glicemia (sangue) estiver 
em uma concentração de até 180 mg/dL, toda a 
glicose deverá ser reabsorvida pelos túbulos renais.
❖ Glicosúria positiva e glicemia acima de 180 mg/
dL: provável diabetes;
❖Glicosúria positiva e glicemia abaixo de 180 mg/
dL: provável insuficiência renal.
 -Avaliação BIOQUÍMICA- corpos cetônicos: 
✓A produção de corpos cetônicos se dá devido a 
metabolização das gorduras.
❖Seu presença na urina pode significar: 
1o Diabetes;
2o Hipoglicemia;
3o Dieta restritiva;
4o Jejum prolongado.
-Avaliação bioquímica - urobilinogenio: 
 É um pigmento resultante da degradação da 
hemoglobina. Normalmente temos quantidades 
menores que 1 mg/dL na urina. Um dos 
responsáveispela coloração da urina.
❖Urobilinogênio aumentado: Distúrbios hepáticos 
ou hemolíticos. Ocorre mudança na coloração da 
urina, resultando em urina âmbar.
-Avaliação bioquímica -billirubina: 
✓ Também um produto da degradação da 
hemoglobina; ✓Bilirrubina não está presente na 
urina porque sua
concentração sanguínea é baixa;
✓Bilirrubina direta é excretada com a bile no 
intestino delgado, e o que for reabsorvido vem na 
forma de urobilinogênio;
✓Bilirrubina positiva: Indicação precoce de 
hepatopatias; 
Obstrução biliar.
-Avaliação 
bioquímica. - 
hemoglobina: 
 ✓É uma proteína 
presente no interior 
da hemácia; 
✓Normalmente não temos hemoglobina presente
na urina;
❖Presença de hemoglobinúria sem hematúria: 
queimaduras graves, infecções, anemias 
hemolíticas, insuficiência renal crônica;
❖ Presença de hemoglobinúria com hematúria: 
Cálculos renais, tumores, traumas no trato urinário, 
exercício físico intenso.
-Avaliação BIOQUÍMICA – Nitrito
 ✓Aparecem devido à capacidade que algumas 
bactérias Gram negativas possuem de reduzirem o 
nitrato à nitrito. Normalmente temos nitrito negativo.
❖Nitrito positivo: infecções do trato urinário por 
bactérias Gram negativas
 
-Avaliação BIOQUÍMICA – Hemácias
 ✓ A presença de hemácias na urina é. chamada de 
hematúria 
✓ Pode ou não ser visível na avaliação 
macroscópica 
❖Hematúria positiva: lesão no trato urinário e 
infecção urinária 
-Avaliação bioquímica - leucócitos: 
✓Também chamado de esterase leucocitária;
✓Piúria (leucócitos na urina); 
❖Indica infecção do trato urinário
-Avaliação bioquímica - valores de referência: 
❖ Referencias para o Exame Bioquímico
✓ Proteínas: negativo;
✓Glicose: negativo;
✓ Cetonas: negativo;
✓ Sangue: negativo;
✓ Leucócitos: negativo
✓ Nitrito: negativo
✓ Bilirrubina: negativo
✓Urobilinogênio: até 1 mg/dL
-Sedimentoscopia: avaliação do sedimento 
urinário através da microscopia 
-Sedimentoscopia - células epiteliais: 
✓ É comum encontrar células epiteliais na urina. A 
maioria não tem significado clínico, indicando uma 
descamação do revestimento epitelial do trato 
urinário;
✓ A presença de células com atipias nucleares ou 
morfológicas que podem sugerir neoplasias.
❖VALOR NORMAL: Até 10.000/ml
- Sedimentoscopia- hemácias: 
• A presença de hematúria indica lesões 
inflamatórias, infecciosas ou traumáticas dos rins 
ou vias urinárias.
❖VALOR NORMAL: Até 10.000/ml 
❖Hematúria: > 10.000/ml
-Sedimentoscopia - leucócitos: 
✓Normalmente os leucócitos presentes são do tipo 
neutrófilos. Quantidades aumentadas indicam a 
presença de lesões inflamatórias ou infecciosas.
 ❖VALOR NORMAL: Até 10.000/ml 
❖Leucocitúria: > 10.000/ ml
 
 
 
-Sedimentoscopia- cristais: 
✓ É comum encontrar cristais no sedimento urinário 
normal, raramente com significado clínico e com 
ligação direta com a dieta e baixa hidratação;
✓É necessário classificar o cristal (atente-se ao pH 
urinário).
-Sedimentoscopia- cilindros:
✓ 
Cilindros 
na urina 
são 
formados 
a partir da sedimentação de proteínas, células ou 
outras substâncias nos túbulos renais e por isso 
apresentam a forma de cilindros;
✓O acúmulo de uma mucoproteína de Tamm-
horsfall nos túbulos renais levando a sua 
precipitação ou gelificação e são eliminados na 
urina.
-Cilindros hualinos: são os mais comuns - 
constituído apenas por proteínas - encontrados em 
pessoas saudáveis 
-Cilindros granulosos: são hialinos com grânulos - 
são de caráter patológico e associados a processos 
inflamatórios 
-Cilindros céreos: possuem aspecto sem brilho e 
aparecem e. Disfunção real como insuficiência renal 
água ou crônica 
-Sedimentoscopia- muco: 
Produzido pelo epitélio do túbulo renal e células 
epiteliais. A presença excessiva de muco decorre de 
processos inflamatórios do trato urinário inferior ou 
do trato genital.
-Sedimentoscopia- fungo, bactéria, Trichomonas 
vaginalis, espermatozoides 
-Exemplo de avaliação física: 
-Exemplo de avaliação bioquímica:

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