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Ficha de Exercícios -Aula 2 (3)

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Questões resolvidas

O texto explicita premissas da expansão ultramarina portuguesa ao buscar justificar a
a) propagação do ideário cristão.
b) valorização do trabalho braçal.
c) adoção do cativeiro na Colônia.
d) adesão ao ascetismo contemplativo,
e) alfabetização dos indígenas nas Missões.

Na análise contida no texto, a representação cartográfica da América foi marcada por
a) asserção da cultura dos nativos.
b) avanço dos estudos do ambiente.
c) afirmação das formas de dominação.
d) exatidão da demarcação das regiões.
e) aprimoramento do conceito de fronteira.

De acordo com a argumentação exposta no texto, um dos objetivos das representações cartográficas mencionadas era
a) garantir o domínio da Metrópole sobre o território cobiçado.
b) demarcar os limites precisos do Tratado de Tordesilhas.
c) afastar as populações nativas do espaço demarcado.
d) respeitar a conquista espanhola sobre o Império Inca.
e) demonstrar a viabilidade comercial do empreendimento colonial.

O texto é parte da famosa Carta de Pero Vaz de Caminha, documento fundamental para a formação da identidade brasileira. Tratando da relação que, desde esse primeiro contato, se estabeleceu entre portugueses e indígenas, esse trecho da carta revela a
a) preocupação em garantir a integridade do colonizador diante da resistência dos índios à ocupação da terra.
b) postura etnocêntrica do europeu diante das características físicas e práticas culturais do indígena.
c) orientação da política da Coroa Portuguesa quanto à utilização dos nativos como mão de obra para colonizar a nova terra.
d) oposição de interesses entre portugueses e índios, que dificultava o trabalho catequético e exigia amplos recursos para a defesa da posse da nova terra.
e) abundância da terra descoberta, o que possibilitou a sua incorporação aos interesses mercantis portugueses, por meio da exploração econômica dos índios.

Além do motivo apresentado no excerto, contribuíram para que Portugal se lançasse à expansão marítima
a) o interesse por colonizar o litoral africano e a disposição militar para a reconquista ibérica.
b) a aliança política e comercial com a Coroa de Castela e a posição geográfica do país.

A participação portuguesa no comércio europeu ganhou impulso no início do século XV, no contexto das grandes navegações que se iniciaram nesse período. A primeira ação imperialista dos portugueses, a partir da qual os súditos do rei Dom João I sentiram-se seguros para iniciar seu avanço por “mares nunca dantes navegados” foi

a) o descobrimento do Brasil.
b) a ultrapassagem do Cabo da Boa Esperança.
c) a chegada a Calcutá, nas Índias.
d) a descoberta da América.
e) a tomada de Ceuta.

Sobre a Ciência e as Grandes Navegações, é correto afirmar que

a) estavam ligadas ao desenvolvimento econômico das comunidades pesqueiras do litoral do mar Egeu.
b) o desenvolvimento científico era considerado um empecilho para os navegadores, pois estes acreditavam que a Terra era plana.
c) as viagens foram favorecidas por invenções, tais como as caravelas, navios rápidos, versáteis e de fácil manobra, que podiam navegar inclusive com ventos contrários.
d) os grandes cientistas do período se afastaram dessa empreitada, pois, sob comando da Igreja Católica, dedicaram-se às grandes questões teológicas de sua época.
e) a experiência dos povos americanos foi decisiva para o desenvolvimento científico de instrumentos de localização e de embarcações apropriadas para as viagens transoceânicas.

A ocasião fez o ladrão: Francis Drake travava sua guerra de pirataria contra a Espanha papista quando roubou as tropas de mulas que levavam o ouro do Peru para o Panamá. Graças à cumplicidade da rainha Elizabeth I, ele reincide e saqueia as costas do Chile e do Peru antes de regressar pelo Oceano Pacífico, e depois pelo Índico. Ora, em Ternate ele oferece sua proteção a um sultão revoltado com os portugueses; assim nasce o primeiro entreposto inglês ultramarino. A tática adotada pela Inglaterra do século XVI, conforme citada no texto, foi o meio encontrado para

a) restabelecer o crescimento da economia mercantil.
b) conquistar as riquezas dos territórios americanos.
c) legalizar a ocupação de possessões ibéricas.
d) ganhar a adesão das potências europeias.
e) fortalecer as rotas do comércio marítimo.

É prática comum nos programas escolares a delimitação de datas que marcam o início e, muitas vezes, o fim de processos históricos. No caso da História do Brasil, o ano de 1500 recebe bastante atenção. A respeito do ano de 1500 como início oficial da História do Brasil, analise as proposições. I. A definição de datas como marcos históricos tem implicações políticas, uma vez que elege certos eventos como fundamentais. No caso da História do Brasil, a ênfase no ano de 1500 ressalta a importância atribuída à chegada dos europeus para a constituição da história brasileira. II. Ao definir o ano de 1500 como marco inicial para a História do Brasil, corre-se o risco de desconsiderar a importância da história, as características e os costumes dos vários grupos indígenas que já habitavam o território, que seria posteriormente conhecido como Brasil. III. A definição do ano de 1500, como marco para o início oficial da História do Brasil, foi resultado de uma série de demandas populares que reivindicavam a possibilidade de opinar a respeito da oficialização da História Nacional. Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
d) Somente a afirmativa I é verdadeira.
e) Somente a afirmativa II é verdadeira.

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Questões resolvidas

O texto explicita premissas da expansão ultramarina portuguesa ao buscar justificar a
a) propagação do ideário cristão.
b) valorização do trabalho braçal.
c) adoção do cativeiro na Colônia.
d) adesão ao ascetismo contemplativo,
e) alfabetização dos indígenas nas Missões.

Na análise contida no texto, a representação cartográfica da América foi marcada por
a) asserção da cultura dos nativos.
b) avanço dos estudos do ambiente.
c) afirmação das formas de dominação.
d) exatidão da demarcação das regiões.
e) aprimoramento do conceito de fronteira.

De acordo com a argumentação exposta no texto, um dos objetivos das representações cartográficas mencionadas era
a) garantir o domínio da Metrópole sobre o território cobiçado.
b) demarcar os limites precisos do Tratado de Tordesilhas.
c) afastar as populações nativas do espaço demarcado.
d) respeitar a conquista espanhola sobre o Império Inca.
e) demonstrar a viabilidade comercial do empreendimento colonial.

O texto é parte da famosa Carta de Pero Vaz de Caminha, documento fundamental para a formação da identidade brasileira. Tratando da relação que, desde esse primeiro contato, se estabeleceu entre portugueses e indígenas, esse trecho da carta revela a
a) preocupação em garantir a integridade do colonizador diante da resistência dos índios à ocupação da terra.
b) postura etnocêntrica do europeu diante das características físicas e práticas culturais do indígena.
c) orientação da política da Coroa Portuguesa quanto à utilização dos nativos como mão de obra para colonizar a nova terra.
d) oposição de interesses entre portugueses e índios, que dificultava o trabalho catequético e exigia amplos recursos para a defesa da posse da nova terra.
e) abundância da terra descoberta, o que possibilitou a sua incorporação aos interesses mercantis portugueses, por meio da exploração econômica dos índios.

Além do motivo apresentado no excerto, contribuíram para que Portugal se lançasse à expansão marítima
a) o interesse por colonizar o litoral africano e a disposição militar para a reconquista ibérica.
b) a aliança política e comercial com a Coroa de Castela e a posição geográfica do país.

A participação portuguesa no comércio europeu ganhou impulso no início do século XV, no contexto das grandes navegações que se iniciaram nesse período. A primeira ação imperialista dos portugueses, a partir da qual os súditos do rei Dom João I sentiram-se seguros para iniciar seu avanço por “mares nunca dantes navegados” foi

a) o descobrimento do Brasil.
b) a ultrapassagem do Cabo da Boa Esperança.
c) a chegada a Calcutá, nas Índias.
d) a descoberta da América.
e) a tomada de Ceuta.

Sobre a Ciência e as Grandes Navegações, é correto afirmar que

a) estavam ligadas ao desenvolvimento econômico das comunidades pesqueiras do litoral do mar Egeu.
b) o desenvolvimento científico era considerado um empecilho para os navegadores, pois estes acreditavam que a Terra era plana.
c) as viagens foram favorecidas por invenções, tais como as caravelas, navios rápidos, versáteis e de fácil manobra, que podiam navegar inclusive com ventos contrários.
d) os grandes cientistas do período se afastaram dessa empreitada, pois, sob comando da Igreja Católica, dedicaram-se às grandes questões teológicas de sua época.
e) a experiência dos povos americanos foi decisiva para o desenvolvimento científico de instrumentos de localização e de embarcações apropriadas para as viagens transoceânicas.

A ocasião fez o ladrão: Francis Drake travava sua guerra de pirataria contra a Espanha papista quando roubou as tropas de mulas que levavam o ouro do Peru para o Panamá. Graças à cumplicidade da rainha Elizabeth I, ele reincide e saqueia as costas do Chile e do Peru antes de regressar pelo Oceano Pacífico, e depois pelo Índico. Ora, em Ternate ele oferece sua proteção a um sultão revoltado com os portugueses; assim nasce o primeiro entreposto inglês ultramarino. A tática adotada pela Inglaterra do século XVI, conforme citada no texto, foi o meio encontrado para

a) restabelecer o crescimento da economia mercantil.
b) conquistar as riquezas dos territórios americanos.
c) legalizar a ocupação de possessões ibéricas.
d) ganhar a adesão das potências europeias.
e) fortalecer as rotas do comércio marítimo.

É prática comum nos programas escolares a delimitação de datas que marcam o início e, muitas vezes, o fim de processos históricos. No caso da História do Brasil, o ano de 1500 recebe bastante atenção. A respeito do ano de 1500 como início oficial da História do Brasil, analise as proposições. I. A definição de datas como marcos históricos tem implicações políticas, uma vez que elege certos eventos como fundamentais. No caso da História do Brasil, a ênfase no ano de 1500 ressalta a importância atribuída à chegada dos europeus para a constituição da história brasileira. II. Ao definir o ano de 1500 como marco inicial para a História do Brasil, corre-se o risco de desconsiderar a importância da história, as características e os costumes dos vários grupos indígenas que já habitavam o território, que seria posteriormente conhecido como Brasil. III. A definição do ano de 1500, como marco para o início oficial da História do Brasil, foi resultado de uma série de demandas populares que reivindicavam a possibilidade de opinar a respeito da oficialização da História Nacional. Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
d) Somente a afirmativa I é verdadeira.
e) Somente a afirmativa II é verdadeira.

Prévia do material em texto

HISTÓRIA DO BRASIL COM RODRIGO BIONE 5
6 HISTÓRIA DO BRASIL COM RODRIGO BIONE
EXERCÍCIOS.
1. (Fuvest 2021) Canto V Estância 81
E foi que, de doença crua e feia,
A mais que eu nunca vi, desampararam
Muitos a vida, e em terra estranha e alheia
Os ossos para sempre sepultaram.
Quem haverá que, sem ver, o creia?
Que tão disformemente ali lhe incharam
As gengivas na boca, que crescia
A carne e juntamente apodrecia?
Luis Vaz de Camões, Os Lusíadas.
É correto afirmar que Camões, neste trecho, descreveu 
sintomas de 
a) peste bubônica, zoonose transmitida por ratos que 
assolou populações europeias e asiáticas no século 
XIV, propagada pelas viagens comerciais.
b) escorbuto, deficiência em vitamina C, doença 
comum nas viagens ultramarinas europeias dos 
séculos XV e XVI, como a de Vasco da Gama em busca 
das Índias.
c) malária, doença de ampla ocorrência nas viagens 
de exploradores para a África e Américas nos séculos 
XV e XVI.
d) varíola, doença viral disseminada no Velho Mundo 
e trazida pelos navegantes dos séculos XV e XVI às 
colônias, onde dizimou populações nativas.
e) leishmaniose, parasitose transmitida por 
mosquitos e contraída pelos primeiros exploradores 
da Amazônia e dos Andes durante o século XVI.
 
2. (Enem 2020) 
Porque todos 
confessamos 
não se poder 
viver sem 
alguns escravos, 
que busquem 
a lenha e a água, e façam cada dia o pão que se come, 
e outros serviços que não são possíveis poderem-se 
fazer pelos Irmãos Jesuítas, máxime sendo tão poucos, 
que seria necessário deixar as confissões e tudo mais. 
Parece-me que a Companhia de Jesus deve ter e adquirir 
escravos, justamente, por meios que as Constituições 
permitem, quando puder para nossos colégios e casas 
de meninos.
LEITE, S. História da Companhia de Jesus no Brasil. Rio de Janeiro: 
Civilização Brasileira, 1938 (adaptado).
O texto explicita premissas da expansão ultramarina 
portuguesa ao buscar justificar a 
a) propagação do ideário cristão.
b) valorização do trabalho braçal.
c) adoção do cativeiro na Colônia.
d) adesão ao ascetismo contemplativo,
e) alfabetização dos indígenas nas Missões.
 
3. (Enem 2020) Afirmar que a cartografia da época 
moderna integrou o processo de invenção da América 
por parte dos europeus significa que os conhecimentos 
dos ameríndios sobre o território foram ignorados 
pela cartografia europeia ou que eles foram privados 
de sua representação territorial e da autoridade que 
seus conhecimentos tinham sobre o espaço.
OLIVEIRA, T. K. Desconstruindo mapas, revelando espacializações: 
reflexões sobre o uso da cartografia em estudos sobre o Brasil 
colonial. Revista Brasileira de História, n. 68, 2014 (adaptado).
Na análise contida no texto, a representação cartográfica 
da América foi marcada por 
a) asserção da cultura dos nativos.
b) avanço dos estudos do ambiente.
c) afirmação das formas de dominação.
d) exatidão da demarcação das regiões.
e) aprimoramento do conceito de fronteira.
 
4. (Enem (Libras)) Os cartógrafos portugueses teriam 
falseado as representações do Brasil nas cartas 
geográficas, fazendo concordar o meridiano com os 
acidentes geográficos de forma a ressaltar uma suposta 
fronteira natural dos domínios lusos. O delineamento 
de uma grande lagoa que conectava a bacia platina com 
a amazônica já era visível nas primeiras descrições 
geográficas e mapas produzidos por Gaspar Viegas, 
no Atlas de Lopo Homem (1519), nas cartas de Diogo 
Ribeiro (1525-27), no planisfério de André Homen 
(1559), nos mapas de Bartolomeu Velho (1561).
KANTOR, Í. Usos diplomáticos da ilha-Brasil: polêmicas cartográficas 
e historiográficas. Varia Historia, n. 37, 2007 (adaptado).
HISTÓRIA DO BRASIL COM RODRIGO BIONE 7
De acordo com a argumentação exposta no texto, 
um dos objetivos das representações cartográficas 
mencionadas era 
a) garantir o domínio da Metrópole sobre o território 
cobiçado. 
b) demarcar os limites precisos do Tratado de 
Tordesilhas. 
c) afastar as populações nativas do espaço demarcado. 
d) respeitar a conquista espanhola sobre o Império Inca. 
e) demonstrar a viabilidade comercial do 
empreendimento colonial. 
 
5. (Enem PPL) Dali 
avistamos homens 
que andavam pela 
praia, obra de 
sete ou oito. Eram 
pardos, todos nus. 
Nas mãos traziam 
arcos com suas setas. Não fazem o menor caso de 
encobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm 
tanta inocência como em mostrar o rosto. Ambos 
traziam os beiços de baixo furados e metidos neles 
seus ossos brancos e verdadeiros. Os cabelos seus são 
corredios.
CAMINHA, P. V. Carta. RIBEIRO, D. et al. Viagem pela história do Brasil: 
documentos. São Paulo: Companhia das Letras, 1997 (adaptado).
O texto é parte da famosa Carta de Pero Vaz de 
Caminha, documento fundamental para a formação 
da identidade brasileira. Tratando da relação que, 
desde esse primeiro contato, se estabeleceu entre 
portugueses e indígenas, esse trecho da carta revela a
 
a) preocupação em garantir a integridade do 
colonizador diante da resistência dos índios à 
ocupação da terra. 
b) postura etnocêntrica do europeu diante das 
características físicas e práticas culturais do indígena. 
c) orientação da política da Coroa Portuguesa quanto 
à utilização dos nativos como mão de obra para 
colonizar a nova terra. 
d) oposição de interesses entre portugueses e índios, 
que dificultava o trabalho catequético e exigia amplos 
recursos para a defesa da posse da nova terra. 
e) abundância da terra descoberta, o que possibilitou a 
sua incorporação aos interesses mercantis portugueses, 
por meio da exploração econômica dos índios. 
 
6. (Fuvest-Ete 2022) Mas, enfim, quanto à gênese do 
fenômeno da Expansão Portuguesa, pensamos que, 
ao nível dos objetivos vitais-estruturais, foi decisiva 
a satisfação da coesão nacional e da independência 
face à ameaça de Castela. [...] Dificilmente poderia 
ter encontrado outra forma de crescimento e 
desenvolvimento e, só crescendo, se poderia opor à 
anexação ou à iberização plena.
SANTOS, João Marinho dos. A expansão pela espada e pela cruz. 
In: NOVAES, Adauto (org.) A descoberta do homem e do mundo. São 
Paulo: Companhia das Letras, 1988. p. 147.
Segundo o texto, 
a) as navegações portuguesas foram impulsionadas tanto 
pelo propósito de encontrar um caminho exclusivamente 
marítimo para as índias como pelo objetivo de selar 
alianças políticas e anexar Portugal a Castela.
b) o reino de Castela lutava para se tornar independente 
de Portugal, que monopolizou o comércio marítimo 
no Mediterrâneo no século XVI.
c) a disputa entre Portugal e Castela iniciou-se 
com a expedição de Cabral, em 1500, e resultou na 
assinatura do Tratado de Tordesilhas.
d) as descobertas portuguesas no além-mar guardam 
relação direta com as disputas políticas envolvendo 
os reinos ibéricos entre o final da Idade Média e o 
início da Idade Moderna.
e) a expansão marítima portuguesa só foi possível 
devido à União Ibérica entre 1580 e 1640, resultado 
de uma crise sucessória no trono português.
 
7. (Unesp 2022) Depois do estabelecimento do 
caminho marítimo para as Índias por Vasco da 
Gama em 1499, a Coroa portuguesa logo preparou 
nova expedição, tendo como base as informações 
recolhidas pelo navegante. E essa era mesmo a melhor 
saída para o pequenino reino português, que ficava 
justamente na boca do Atlântico.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2018.)
Além do motivo apresentado no excerto, contribuíram 
para que Portugal se lançasse à expansão marítima 
a) o interesse por colonizar o litoral africano e a 
disposição militar para a reconquista ibérica.
b) a aliança política e comercial com a Coroa de 
Castela e a posição geográfica do país.
8 HISTÓRIA DO BRASIL COM RODRIGO BIONE
c) a busca pelas especiarias da América e o 
desenvolvimento de uma indústria bélica.
d) o desenvolvimento de instrumentos náuticos e a 
articulação entre interesses comerciais e religiosos.
e) a precoce unificação política e a necessidade de 
insumos para a nascente indústria têxtil.
 
8. (Espcex(Aman) 2022) A participação portuguesa 
no comércio europeu ganhou impulso no início do 
século XV, no contexto das grandes navegações que se 
iniciaram nesse período. A primeira ação imperialista 
dos portugueses, a partir da qual os súditos do rei 
Dom João I sentiram-se seguros para iniciar seu 
avanço por “mares nunca dantes navegados” foi 
a) o descobrimento do Brasil.
b) a ultrapassagem do Cabo da Boa Esperança.
c) a chegada a Calcutá, nas Índias.
d) a descoberta da América.
e) a tomada de Ceuta.
 
9. (G1 - cps 2020) No início do século XV, os portugueses 
iniciaram um processo de expansão marítima que 
se tornou conhecido posteriormente como Grandes 
Navegações. Esse processo foi resultado de um 
conjunto de fatores políticos, econômicos e científicos.
Sobre a Ciência e as Grandes Navegações, é correto 
afirmar que 
a) estavam ligadas ao desenvolvimento econômico 
das comunidades pesqueiras do litoral do mar Egeu.
b) o desenvolvimento científico era considerado 
um empecilho para os navegadores, pois estes 
acreditavam que a Terra era plana.
c) as viagens foram favorecidas por invenções, tais como 
as caravelas, navios rápidos, versáteis e de fácil manobra, 
que podiam navegar inclusive com ventos contrários.
d) os grandes cientistas do período se afastaram dessa 
empreitada, pois, sob comando da Igreja Católica, 
dedicaram-se às grandes questões teológicas de sua época.
e) a experiência dos povos americanos foi decisiva 
para o desenvolvimento científico de instrumentos 
de localização e de embarcações apropriadas para as 
viagens transoceânicas.
 
10. (G1 - ifsul 2020) Sob o ponto 
de vista europeu, a ampliação dos 
horizontes geográficos tornou-se 
possível a partir do expansionismo 
marítimo-comercial europeu, num processo histórico 
ocorrido entre os séculos XV e XVI, que teve Portugal 
como nação pioneira. 
Sobre a formação do Estado português, é correto 
afirmar que 
a) foi tardio, comparado com Estados europeus fortes, 
como Inglaterra e França. 
b) já nasceu grande, considerando as terras do Brasil, 
África e Ásia. 
c) nasceu de doações da Igreja, daí sua ligação 
profunda com a Igreja Católica. 
d) surgiu em terras reconquistadas aos muçulmanos 
na península Ibérica. 
 
11. (Enem 2019) A ocasião fez o ladrão: Francis 
Drake travava sua guerra de pirataria contra a 
Espanha papista quando roubou as tropas de mulas 
que levavam o ouro do Peru para o Panamá. Graças 
à cumplicidade da rainha Elizabeth I, ele reincide 
e saqueia as costas do Chile e do Peru antes de 
regressar pelo Oceano Pacífico, e depois pelo Índico. 
Ora, em Ternate ele oferece sua proteção a um sultão 
revoltado com os portugueses; assim nasce o primeiro 
entreposto inglês ultramarino.
FERRO, M. História das colonizações. Das colonizações às 
independências. Séculos XIII a XX. São Paulo: Cia. das Letras, 1996.
A tática adotada pela Inglaterra do século XVI, 
conforme citada no texto, foi o meio encontrado para
a) restabelecer o crescimento da economia mercantil. 
b) conquistar as riquezas dos territórios americanos. 
c) legalizar a ocupação de possessões ibéricas. 
d) ganhar a adesão das potências europeias. 
e) fortalecer as rotas do comércio marítimo.
 
12. (Fatec 2019) Em 1519, os navegadores Fernão de 
Magalhães e Sebastião del Cano partiram de Cádiz, na 
Espanha, para uma viagem que entraria para a história por 
a) estabelecer um caminho terrestre para as Índias 
ocidentais.
b) descobrir uma rota segura para atravessar o Polo 
Norte.
c) comprovar o formato esférico do planeta Terra.
d) desbravar o canal do Panamá.
e) explorar o istmo de Suez.
 
13. (Espcex (Aman) 2018) No início do século XIV, a 
China era a maior potência mundial e empenhava-
HISTÓRIA DO BRASIL COM RODRIGO BIONE 9
se intensamente na expansão 
marítima e comercial, chegando 
à Índia, quase um século 
antes de Cabral. Os chineses 
estiveram no sul da África 
Oriental e no Mar Vermelho, 
enquanto os portugueses mal 
iniciavam sua exploração na costa 
norte da África. Entretanto, antes de 1440, a expansão 
marítima chinesa estagnou. Aponte, dentre as opções 
abaixo, aquela que apresenta a causa para o sucesso da 
exploração marítima portuguesa. 
a) O fato de os portugueses não terem desenvolvido 
tecnologias relacionadas à navegação ultramarina 
não afetou suas ações exploratórias.
b) Em Portugal, a centralização monárquica só 
ocorreria no final do Século XIII, sendo este fato 
de pouca influência no processo exploratório dos 
portugueses além-mar.
c) As finanças portuguesas não estavam estabilizadas 
e dificultaram os investimentos necessários para os 
projetos relacionados às navegações, o que fez com 
que D. Henrique procurasse financiamento público 
com os soberanos espanhóis.
d) Portugal, apesar da guerra de emancipação política 
com a Espanha, manteve a busca por conhecimento 
para a consecução das grandes navegações.
e) Em Portugal, as explorações foram conduzidas com 
recursos de empresas comerciais privadas e apoio 
governamental.
 
14. (Udesc 2018) Ao observamos mapas ou relatos de 
viajantes dos séculos XV e XVI, é comum encontrarmos 
referências a seres fantásticos, descritos, muitas 
vezes, como monstros sem olhos ou nariz, com uma 
perna ou com corpo desproporcional. A existência 
destes seres na África, Ásia e América foram relatados 
por diversos navegadores da época.
Tais relatos são considerados indicativos do(a): 
a) intenção explícita dos cartógrafos que, ao fazerem 
os mapas, desenhavam seres monstruosos para 
desencorajar novos exploradores. 
b) movimento iluminista, que se estabelecia 
especialmente a partir do contato com novos povos 
e sociedades. 
c) visão de mundo da sociedade europeia da época, 
que ainda não era pautada pela observação científica 
e analítica da natureza e da cultura. 
d) influência da mitologia céltica, cujo legado pode ser 
fortemente observado nos vitrais que ornamentavam as 
igrejas e catedrais ao longo de toda a baixa Idade Média. 
e) versão evolucionista, que demarcava a 
especificidade da civilização europeia em relação à 
americana ou à africana. 
 
15. (Udesc 2018) É prática comum nos programas 
escolares a delimitação de datas que marcam o início 
e, muitas vezes, o fim de processos históricos. No caso 
da História do Brasil, o ano de 1500 recebe bastante 
atenção. 
A respeito do ano de 1500 como início oficial da 
História do Brasil, analise as proposições. 
I. A definição de datas como marcos históricos tem 
implicações políticas, uma vez que elege certos 
eventos como fundamentais. No caso da História do 
Brasil, a ênfase no ano de 1500 ressalta a importância 
atribuída à chegada dos europeus para a constituição 
da história brasileira. 
II. Ao definir o ano de 1500 como marco inicial para 
a História do Brasil, corre-se o risco de desconsiderar 
a importância da história, as características e 
os costumes dos vários grupos indígenas que já 
habitavam o território, que seria posteriormente 
conhecido como Brasil. 
III. A definição do ano de 1500, como marco para o 
início oficial da História do Brasil, foi resultado de 
uma série de demandas populares que reivindicavam 
a possibilidade de opinar a respeito da oficialização 
da História Nacional. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. 
b) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. 
d) Somente a afirmativa I é verdadeira. 
e) Somente a afirmativa II é verdadeira. 
 
Gabarito: 
1: [B]; 2: [C]; 3: [C]; 4: [A]; 5: [B]; 6: [D]; 7: [D]; 8: [E]
9: [C]; 10: [D]; 11: [B]; 12: [C]; 3: [E]; 14: [C]; 15: [A]

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