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1 LISTA DE EXERCÍCIOS: REVISÃO 3 – HISTÓRIA GERAL TEMAS ABORDADOS AULA 64: Crise de 1929. 1. (Ufsj 2012) “Na política, ele aplicou o princípio do Nunca mais. Com tantos pobres, com tantos famintos nos Estados Unidos, nunca mais o mercado como fator exclusivo de obtenção de recursos. Por isso, decidiu realizar sua política do pleno emprego. E desse modo não somente atenuou os efeitos sociais da crise como seus eventuais efeitos políticos de fascistização com base no medo massivo. O sistema de pleno emprego não modificou a raiz da sociedade, mas funcionou durante décadas. Funcionou razoavelmente bem nos Estados Unidos, funcionou na França, produziu a inclusão social de muita gente, baseou-se no bem-estar combinado com uma economia mista que teve resultados muito razoáveis [...]. Alguns Estados foram mais sistemáticos, como a França, que implantou o capitalismo dirigido, mas em geral as economias eram mistas e o Estado estava presente de um modo ou de outro.” Fonte: Entrevista do historiador Eric Hobsbawm, argentino, p. 12. Disponível em: <www.vermelho.org.br/base.asp?texto=53413>. O texto faz referência às iniciativas do presidente norte-americano Franklin Roosevelt e remete A) à política protecionista implantada em quase todos os países industrializados em resposta ao crescimento da rivalidade internacional e à crise econômica das décadas de 1870 e 1880, quando apenas a Grã-Bretanha, na ocasião a maior potência mundial, insistiu na política de livre comércio. B) ao conjunto de medidas liberais tomadas na Europa e nos Estados Unidos durante as décadas de 1980 e 1990, que visavam a diminuir o papel do Estado na economia, a desregulamentar a circulação do capital financeiro e a diminuir os direitos sociais dos trabalhadores. C) ao New Deal implantado nos Estados Unidos na década de 1930, um conjunto de políticas públicas que visavam a responder à crise econômica iniciada em 1929 e que influenciou a política de bem-estar social verificável em alguns países da Europa após a Segunda Guerra Mundial. D) às medidas de recuperação da economia europeia implantadas logo após a Primeira Guerra Mundial, recuperação impulsionada pelo vertiginoso crescimento da economia norte-americana até a crise global de 1929. 2. (Unesp 2012) A história dos vinte anos após 1973 é a de um mundo que perdeu suas referências e resvalou para a instabilidade e a crise. Só no início da década de 1990 encontramos o reconhecimento de que os problemas econômicos eram de fato piores que os da década de 1930. Em muitos aspectos, isso era intrigante. Por que deveria a economia mundial ter-se tornado menos estável? (Eric Hobsbawm. Era dos extremos, 1995. Adaptado.) Os problemas econômicos da década de 1930, citados no texto, derivaram, entre outros fatores, 2 A) dos fortes movimentos sociais e mobilizações revolucionárias na América Latina, em especial no México, que impediram a exportação de produtos industrializados norte- americanos para a região. B) do conjunto de reformas financeiras e sociais realizadas na União Soviética após a Revolução de 1917, que fechou os mercados do bloco socialista aos países capitalistas do Ocidente. C) da ascensão do nazismo alemão e dos regimes fascistas na Itália, Espanha e Portugal, que provocaram a Segunda Guerra Mundial e paralisaram a produção industrial europeia. D) de uma ampla crise do liberalismo, que ganhou contornos mais nítidos após a Primeira Guerra Mundial e desembocou na quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929. E) do forte crescimento econômico da Alemanha na passagem do século XIX para o XX e da acirrada competição comercial e naval deste país com a Grã-Bretanha e a França. 3. (Ifsp 2011) Em seu discurso de posse, em 1933, o presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt, tentou encorajar seus compatriotas: “O único medo que devemos ter é do próprio temor.Uma multidão de cidadãos desempregados enfrenta o grave problema da subsistência e um número igualmente grande recebe pequeno salário pelo seu trabalho.Somente um otimista pode negar as realidades sombrias do momento.” O problema que atemorizava os EUA, cujos efeitos foram desemprego e baixos salários, referido pelo presidente Roosevelt, era: A) a Primeira Guerra Mundial, em que os EUA lutaram ao lado da Tríplice Entente contra a Tríplice Aliança, obtendo a vitória após três anos de combate. Entretanto, a vitória não trouxe crescimento econômico, mas, sim, desemprego e fome. B) a Segunda Guerra Mundial, quando os norte-americanos lutaram ao lado dos Aliados contra o Eixo nazifascista. Embora vencedores, o ônus financeiro da guerra foi muito pesado. C) a Guerra do Vietnã, quando os EUA apoiaram o Vietnã do Sul contra o avanço comunista do Vietnã do Norte , tendo gasto milhões de dólares em uma guerra infrutífera. D) a depressão de 1929, causada pela existência de uma superprodução, acompanhada de um subconsumo, crise típica de um Estado Liberal. E) a primeira Guerra do Golfo, quando o Iraque invadiu o Kuwait e os EUA , na defesa de seus interesses petrolíferos, invadiram o Iraque na defesa de seu pequeno estado aliado. 4. (G1 - cftmg 2010) A questão refere-se à tabela seguinte. Índice de preços e salários nos Estados Unidos ANOS PREÇOS SALÁRIOS 1929 95,3 100,5 1930 86,4 81,3 1931 73,0 61,5 1932 64,8 41,6 1933 65,9 44,0 3 Analisando esses dados, conclui-se, corretamente, que a crise A) fez parte da Grande Depressão atenuada pelos efeitos da implementação do New Deal. B) afetou os preços da economia americana com impacto significativo na massa salarial. C) foi de superprodução, pois os preços se elevaram, devido à grande quantidade de produtos disponíveis. D) constitui uma avaliação histórica equivocada, uma vez que no ano de 1929, a economia americana era satisfatória. 5. (Enem simulado 2009) A crise de 1929 e dos anos subsequentes teve sua origem no grande aumento da produção industrial e agrícola, nos EUA, ocorrido durante a 1ª Guerra Mundial, quando o mercado consumidor, principalmente o externo, conheceu ampliação significativa. O rápido crescimento da produção e das empresas valorizou as ações e estimulou a especulação, responsável pela "pequena crise" de 1920-21. Em outubro de 1929, a venda cresceu nas Bolsas de Valores, criando uma tendência de baixa no preço das ações, o que fez com que muitos investidores ou especuladores vendessem seus papéis. De 24 a 29 de outubro, a Bolsa de Nova York teve um prejuízo de US$ 40 bilhões. A redução da receita tributária que atingiu o Estado fez com que os empréstimos ao exterior fossem suspensos e as dívidas, cobradas; e que se criassem também altas tarifas sobre produtos importados, tornando a crise internacional. RECCO, C. História: a crise de 29 e a depressão do capitalismo. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u11504.shtml>. Acesso em: 26 out. 2008. (com adaptações). Os fatos apresentados permitem inferir que A) as despesas e prejuízos decorrentes da 1ª Guerra Mundial levaram à crise de 1929, devido à falta de capital para investimentos. B) o significativo incremento da produção industrial e agrícola norte-americana durante a 1ª Guerra Mundial consistiu num dos fatores originários da crise de 1929. C) a queda dos índices nas Bolsas de Valores pode ser apontada como causa do aumento dos preços de ações nos EUA em outubro de 1929. D) a crise de 1929 eclodiu nos EUA a partir da interrupção de empréstimos ao exterior e da criação de altas tarifas sobre produtos de origem importada. E) a crise de 1929 gerou uma ampliação do mercado consumidor externo e, consequentemente, um crescimento industrial e agrícola nos EUA. 4 RESOLUÇÕESResposta da questão 1: [C] O New Deal correspondeu à política econômica aplicada pelos EUA para conter os efeitos da crise do capitalismo de 1929. Caracterizado pela intervenção do Estado na economia, influenciou a implantação da política de bem-estar social, em que o Estado regula e procura garantir saúde, proteção e serviços públicos à população. Resposta da questão 2: [D] Todo o período posterior à Primeira Guerra é entendido como a crise do liberalismo, percebido tanto pelo avanço de modelos totalitários – na URSS e principalmente modelos fascistas na Europa –, como pela crise econômica acentuada nos países de economia liberal, com pequena intervenção do Estado na economia. O autor dá ênfase ao aspecto econômico da crise que, nos anos 30, foi reflexo da superprodução, da não intervenção e que culminou com a quebra da Bolsa de Valores em 1929, com consequências sociais nefastas nos anos seguintes nos Estados Unidos e no mundo. Resposta da questão 3: [D] A crise econômica desencadeada a partir de 1929, quando da quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, reflete a crise mais geral do capitalismo liberal e da democracia liberal. No período entre guerras (1919 -- 1939), a economia procurou encontrar caminhos para sua recuperação, a partir do liberalismo de Estado, ao mesmo tempo em que se consolidava o capitalismo monopolista. Resposta da questão 4: [A] A queda dos preços e dos salários demonstram a crise na economia dos Estados Unidos a partir de 1929 (conforme a tabela) e faz referência a “Grande Depressão”. No entanto, nota-se que a partir de 1933 há uma alteração na tendência anterior, que pode ser relacionada à política do “new deal” do presidente Roosevelt, caracterizada pela intervenção do Estado, com o propósito de manter o nível de emprego e de salário e de promover a recuperação das empresas em diversos setores da economia. Resposta da questão 5: [B] A causa fundamental da crise de 1929 foi a superprodução, pois durante a Primeira Guerra Mundial, em razão das exportações, a produção norte-americana cresceu a níveis muito elevados. Com o término da Guerra e a posterior recuperação dos países europeus, as exportações norte-americanas diminuíram enquanto os níveis de produção foram mantidos. Mecanismos de estímulo ao consumo, associados à especulação financeira criaram um ambiente de euforia, que omitia o crescimento da crise que estouraria com a quebra da Bolsa de Valore de Nova York em outubro de 1929.