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Brasília-DF. 
AtividAdes de dinAmizAção dos serviços 
em BiBliotecAs especiAlizAção: 
docênciA em BiBlioteconomiA 
Elaboração
Alzemi Machado
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
Sumário
APRESENTAÇÃO .................................................................................................................................. 4
ORGANIZAÇÃO DO CADERNO DE ESTUDOS E PESQUISA ..................................................................... 5
INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 7
UNIDADE I
SERVIÇOS E PRODUTOS ...................................................................................................................... 13
CAPÍTULO 1 
PRINCIPAIS SERVIÇOS E PRODUTOS OFERECIDOS AOS USUÁRIOS ............................................ 13
CAPÍTULO 2
SERVIÇOS OFERECIDOS NA BIBLIOTECA ESCOLAR .................................................................. 16
CAPÍTULO 3
SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÂO ............................................................................ 20
CAPÍTULO 4
PESQUISA ESCOLAR ............................................................................................................. 23
UNIDADE II
ATIVIDADES NA BIBLIOTECA ESCOLAR .................................................................................................. 28
CAPÍTULO 1
PROMOVENDO A AÇÃO CULTURAL ....................................................................................... 28
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 42
ANEXO .............................................................................................................................................. 45
4
Apresentação
Caro aluno
A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se entendem 
necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade. Caracteriza-se pela 
atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela interatividade e modernidade 
de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da Educação a Distância – EaD.
Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade dos conhecimentos 
a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos específicos da área e atuar de forma 
competente e conscienciosa, como convém ao profissional que busca a formação continuada para 
vencer os desafios que a evolução científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo.
Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo a facilitar 
sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na profissional. Utilize-a 
como instrumento para seu sucesso na carreira.
Conselho Editorial
5
Organização do Caderno 
de Estudos e Pesquisa
Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em capítulos, de 
forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos básicos, com questões 
para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam a tornar sua leitura mais agradável. Ao 
final, serão indicadas, também, fontes de consulta, para aprofundar os estudos com leituras e 
pesquisas complementares.
A seguir, uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos Cadernos de Estudos 
e Pesquisa.
Provocação
Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes 
mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor 
conteudista.
Para refletir
Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa e reflita 
sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. É importante 
que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. As 
reflexões são o ponto de partida para a construção de suas conclusões.
Sugestão de estudo complementar
Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo, 
discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.
Praticando
Sugestão de atividades, no decorrer das leituras, com o objetivo didático de fortalecer 
o processo de aprendizagem do aluno.
Atenção
Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a 
síntese/conclusão do assunto abordado.
6
Saiba mais
Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões 
sobre o assunto abordado.
Sintetizando
Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o 
entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.
Exercício de fixação
Atividades que buscam reforçar a assimilação e fixação dos períodos que o autor/
conteudista achar mais relevante em relação a aprendizagem de seu módulo (não 
há registro de menção).
Avaliação Final
Questionário com 10 questões objetivas, baseadas nos objetivos do curso, 
que visam verificar a aprendizagem do curso (há registro de menção). É a única 
atividade do curso que vale nota, ou seja, é a atividade que o aluno fará para saber 
se pode ou não receber a certificação.
Para (não) finalizar
Texto integrador, ao final do módulo, que motiva o aluno a continuar a aprendizagem 
ou estimula ponderações complementares sobre o módulo estudado.
7
Introdução
Ação cultural e educativa em 
bibliotecas escolares
Em conformidade com as Diretrizes estabelecidas pela IFLA/UNESCO (2005, p.15), compete às 
esferas de âmbito nacional e local estabelecer programas voltados ao desenvolvimento da biblioteca 
escolar, mediante as seguintes ações.
 » Desenvolver e publicar padrões e diretrizes nacionais (e locais) para as bibliotecas 
escolares.
 » Indicar modelos de bibliotecas, para demonstrar a “melhor prática”.
 » Estabelecer comitês de biblioteca escolar, em níveis nacional e local.
 » Definir uma estrutura formal de cooperação entre bibliotecas escolares e bibliotecas 
públicas, em níveis nacional e local.
 » Iniciar e oferecer programas de treinamento profissional ao bibliotecário escolar.
 » Prover financiamento para projetos da biblioteca escolar, tais como campanha de 
leitura.
 » Iniciar e financiar projetos de pesquisa relacionados à atividades e ao desenvolvimento 
da biblioteca escolar.
Além dessas ações, as Diretrizes (p.16) recomendam que a biblioteca escolar deve desenvolver uma 
série de atividades diversificadas, tendo como “função-chave” o cumprimento da missão e da visão da 
escola, objetivando atender, ainda, todos os usuários potenciais da comunidade escolar, satisfazendo 
as necessidades informacionais específicas do seu público-alvo e pensando na “estreita colaboração” 
com os membros da comunidade escolar, composta por bibliotecários, diretores, supervisores, 
orientadores, chefes de departamento, professores (da primeira série até o nível médio), equipe de 
apoio e estudantes, dando ênfase ao papel do diretor da escola, que exerce uma função de “ líder 
pedagógico e figura-chave na criação de um ambiente para a implementação do programa escolar, 
devendo reconhecer a importância dos serviços efetivos da biblioteca escolar e estimular o seu uso.”
Para Moro e Estabel (2012, p. 2), além dos profissionais envolvidos no projeto político-pedagógico 
da escola, outros componentes devem estreitar a relação biblioteca/escola. 
Os recursos humanos da comunidade escolar deverão fazer parte das ações do 
planejamento cultural da biblioteca, como pais, avós e outros familiares dos 
alunos e pessoas da comunidade, os quais, muitas vezes, são excelentes fontes 
pessoais de informação da cultura local e comunitária em que está inserida 
a escola. Além das fontes pessoais, pode-se contar com as instituições que 
8
fazem parte do contexto escolar, do bairro, da cidade, sejam elas educacionais 
ou culturais, com a finalidade de integrar a ação cultural numa participação 
efetiva conjunta.As entidades empresariais também podem fazer parte, 
construindo parcerias para execução das atividades previstas que necessitem 
de recursos financeiros.
As atividades voltadas para subsidiar o ensino-aprendizagem, principalmente, na complementação 
dos conteúdos curriculares, e que requerem a utilização racional dos recursos disponíveis na 
biblioteca, devem estar focadas na utilização de estratégias conjuntas pelo bibliotecário e a equipe 
pedagógica, razão pela qual a biblioteca deve ser entendida e utilizada como um espaço cultural e 
de formação escolar. 
Apesar de sabermos da importância de todos os membros da comunidade escolar, entretanto, o 
professor é peça chave no processo de dinamização da biblioteca, como enfatiza Silva (1989, p.30).
Sem a participação – ativa e constante – dos professores, a dinamização da 
biblioteca escolar dificilmente será viabilizada na prática. Isso porque são os 
professores os responsáveis pelo planejamento do ensino, o que, direta ou 
indiretamente, repercute na distribuição do tempo acadêmico dos alunos. Uma 
condição básica para a produção da leitura é a disponibilidade de tempo. Desta 
forma, caso os professores não prevejam, com a devida regularidade, visitas 
coletivas e /ou consultas pessoais dos alunos à biblioteca, a dinamização da 
leitura em muito perderá em termos de alcance, qualidade e resultados.
Da mesma forma, essa ação conjunta dos membros da biblioteca e da equipe pedagógica estende-
se, também, na realização de eventos especiais ou de cunho cultural, tais como: exposições de 
artes plásticas, filatelia, numismática, feira de livros, apresentações literárias e musicais, encontro 
com escritores locais, lançamento de livros, documentários, apresentações folclóricas, datas 
comemorativas nacionais e locais, oficinas, encenações teatrais, fantoches, hora do conto e outras 
atividades que estimulem o interesse e o gosto pela leitura e que possam ampliar a formação e o 
desenvolvimento cultural. 
Essa diversificação de atividades, denominada “ação cultural” é, segundo Sanchés Rodrigués (1984 
apud OLIVEIRA e ZEN, 2007, p. 4), 
é um conjunto de técnicas sociais que, baseadas na pedagogia participativa, 
tem por finalidade promover práticas e atividades voluntárias que, com a ação 
ativa dos indivíduos, desenvolve-se em grupo ou comunidade determinada e 
manifesta-se nos diferentes âmbitos do desenvolvimento da qualidade de vida. 
Trata-se, portanto, de um processo que implica mudanças internas no indivíduo.
Nesse sentido, a “ação cultural” objetiva atuar na educação e na transformação do indivíduo, 
estimulando a capacidade criativa, mudanças comportamentais e de transformação social, além de 
propiciar o acesso à cultura por parte da comunidade. Para Oliveira e Zen (2007, p.5),
as bibliotecas são instituições que oferecem informações em forma de livros 
e de outros suportes, enquanto as demais instituições culturas referem-se a 
9
outros tipos de acervo, especializados em diferentes formas de acesso à arte 
e à cultura. Tratam-se, portanto, de organizações que, embora diferentes, se 
complementam, uma vez que todas se constituem em locais onde o consumo, 
a criação e a ação cultural se manifestam em plenitude. No Brasil, onde o 
número de instituições culturais especializadas é reduzido, as bibliotecas têm 
sua responsabilidade cultural aumentada, ao desempenhar esse papel social 
importante de desenvolver a formação cultural do país.
Coelho Neto (1989), respeitado intelectual, chama atenção para as diferenças conceituais referentes 
aos termos “ação cultural”, “fabricação cultural” e “animação cultural”.
A fabricação é um processo com início determinado, um fim previsto e etapas 
estipuladas que devem levar ao fim preestabelecido. A ação, de seu lado, é um 
processo com início claro e armado, mas sem fim especificado e, portanto, sem 
etapas ou estações intermediárias pelas quais se devam, necessariamente, 
passar – já que não há um ponto terminal ao qual se pretenda ou espere chegar. 
Na fabricação, o sujeito produz um objeto, assim como o marceneiro faz um pé 
torneado. Na ação, o agente gera um processo, não um objeto. O objeto pode 
até resultar de todo o processo, mas não se pensou nele quando se deu início 
ao processo, e nisso está toda diferença.
(COELHO NETO, 1989, p.12-13) 
A “animação cultural” é definida pela ação do sujeito, ou seja, aquele que cria, que anima, que parte 
a ação. “Ele é o sujeito e os outros são meros objetos” (p.16). A principal função do animador cultural 
é divertir o público.
Para Cabral (1989, p. 27), a “ação cultural” deve estar voltada, principalmente, para:
 » que os indivíduos não sejam apenas receptores, mas sujeitos da criação cultural;
 » a elaboração da cultura com o povo e não para o povo;
 » facilitar a utilização de instrumentos adequados ao desenvolvimento da capacidade 
criadora dos indivíduos;
 » a desalienação da cultura e a busca de uma identidade cultural;
 » a democratização da cultura.
Assim, a “ação cultural” é vista como um fértil terreno de atuação, possibilitando uma gama de 
atividades que poderão ser desenvolvidas pelos profissionais que atuam nas bibliotecas públicas e 
escolares, estendendo-se, também, nas bibliotecas comunitárias e nos centros culturais. 
Jara (1981 apud CABRAL,1999, p.42) observa que, nas atividades de ação cultural, aplica-se uma 
variedade de técnicas e instrumentos, todos, porém, em conformidade com os interesses dos 
grupos envolvidos e das condições estruturais e de recursos no âmbito de cada escola/comunidade. 
A autora sugere:
múltiplas possibilidades para tornar o processo educativo dinâmico e criativo, 
tais como os códigos visuais (lâminas, fotografias), os códigos auditivos 
10
(canções, programas de rádio), os códigos audiovisuais (cinema, televisão) e 
os códigos vivenciais ( dinâmica de grupos, jogos, exercícios de comunicação 
etc.). Atualmente, com as novas tecnologias de comunicação e informação, a 
variedade tornou-se bem maior, pois os recursos computacionais oferecem uma 
gama infinita de sofwares que possibilitam manipular símbolos, criar imagens, 
trabalhar materiais gráficos, escanear textos, consultar bibliotecas virtuais 
etc. Sabe-se, no entanto, que nem todas as escolas já podem contar com tais 
equipamentos, o que restringe, sem dúvida, seu uso mais amplo e democrático.
Outro aspecto importante ao se definir a “ação cultural” na biblioteca escolar está relacionado ao 
termo “cultura”, que tem sofrido, ao longo dos anos, diversas revisões. Favero (1983, p.78) elabora 
um conceito de cultura, tendo como referência a abordagem antropológica-cultural.
Cultura é tudo o que o homem acrescenta à natureza; tudo o que não está 
escrito no determinismo da natureza e que aí é incluído pela ação humana. 
Distinguem-se na cultura os seus produtos: instrumentos, linguagem, ciência, 
a vida em sociedade; e os modos de agir e pensar comuns a uma determinada 
sociedade, que tornam possível a criação da cultura.
Para Silva (1986), entretanto, é importante definir novas práticas dos profissionais que atuam nas 
bibliotecas e nas escolas.
Os bibliotecários começam a se mobilizar no sentido de redescobrir e dar 
mais ênfase à dimensão educativa de suas práticas e, o que, talvez, seja 
mais importante, acionar a sua imaginação criadora no sentido de elaborar 
programas para o desenvolvimento do gosto pela leitura e para a formação 
integral do leitor. A descoberta de novas funções – inserindo-se aí uma 
preocupação mais incisiva com os problemas da leitura – ainda serve para 
aproximar os bibliotecários dos professores, por meio de diálogos mais 
frequentes, geradores de propostas conjuntas.
(SILVA,1986, p. 73)
Côrte e Bandeira (2011, p.15) ressaltam as características e competências que devem possuir os 
integrantes da biblioteca e, em especial, o bibliotecário escolar.
 » Ter habilitação em Biblioteconomia, conforme a Lei no 4.084/1962.
 » Ser um investigador permanente.
 »Possuir atitudes gerenciais proativas.
 » Possuir espírito crítico e bom senso.
 » Ser participativo, flexível, inovador, criativo.
 » Facilitar a interação entre os membros da comunidade escolar.
 » Possuir capacidade gerencial e administrativa.
 » Possuir capacidade de comunicação e relacionamento interpessoal.
11
 » Saber que a informação é imprescindível à formação do aluno.
 » Dominar as modernas tecnologias da informação.
 » Estar em constante questionamento.
 » Estar atualizado na sua área de atuação.
 » Ter consciência de que o usuário é deu fim último.
 » Saber que a informação é imprescindível à formação do cidadão.
 » Reconhecer sua profissão como importante e necessária para a sociedade.
 » Reconhecer-se como um agente da transformação social,
 » Ser um leitor crítico que distingue, no momento da seleção e da indicação de livro, 
a literatura infantil e juvenil que é de qualidade.
A figura do “promotor, agente cultural e/ou ativador cultural”, definido por Carmo e Souza 
(2000), é constituído por um elemento humano considerado imprescindível, recaindo sobre ele, a 
responsabilidade de promover a promoção e ação cultural, bem como o papel de articulador político 
e cultural entre o corpo diretivo da escola, a equipe pedagógica, os alunos, os pais, os membros 
da comunidade, as instituições estudantis, o conselho escolar, as instituições local, nacional, 
internacional etc. 
Para os autores (2000, p. 90), o promotor cultural “promoverá interpenetrações dos fatores de 
um mesmo fenômeno: educação cultural e cultura educacional”, consolidando, assim, a proposta 
denominada – “a revolução das vontades” – em que é apresentada a construção de uma nova 
escola: a “escola da cidadania”.
Corroborando com o ponto de vista dos autores referenciados, a biblioteca escolar surge, então, 
como uma das possibilidades para desenvolver ações voltadas à ação cultural, transformando esse 
espaço não apenas informativo, mas, sobretudo, de convivência e articulação cultural. 
Caberá aos profissionais que atuam na biblioteca incorporar novas funções e novos papéis: o de ser 
educador e agente cultural, tornando, efetivamente, o espaço biblioteca num ambiente dinâmico, 
motivador e estimulador para a comunidade. A transformação desse espaço ultrapassa a função 
de depositária de informações já produzidas, mas, sobretudo, permite que os sujeitos passem a 
produzir e incorporar novos conhecimentos e novas informações. 
CABRAL, Ana Maria Rezende. Ação cultural: possibilidades de atuação do 
bibliotecário. Disponível em: <htpp://gebe.eci.ufmg.br/dowloads/106.pdf.>. Acesso 
em: 12 abr. 2012.
___________. Ação cultural bibliotecária: aspectos revelados pela prática. Belo 
Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 1989. Dissertação (Mestrado). 
UFMG. 1989.
COELHO NETO, José T. O Que é ação cultural. São Paulo: Brasiliense. 1988, 96 p.
12
______. O Que é indústria cultural. São Paulo: Brasiliense, 1980.109 p.
CÔRTE, Adelaide Ramos; BANDEIRA, Suelena Pinto. Biblioteca escolar. Brasília: 
Briquet de Lemos/Livros, 2011. 176 p.
FAVERO, O (org.) Cultura popular e educação: memória dos anos 60. Rio de Janeiro: 
Graal, 1983.
FLUSSER, V. A Biblioteca como um instrumento de ação cultural. R. Esc. 
Bibliotecon. UFMG. Belo Horizonte, v.12, n. 2. p. 145-169, set. 1983.
______. O Bibliotecário animador: considerações sobre sua formação. R. Esc. 
Bibliotecon. UFMG. Belo Horizonte, v. 9, n. 2. p. 131-138, set. 1980.
GARCIA, Edson Gabriel (org.). Biblioteca escolar: estrutura e funcionamento. 
São Paulo: Loyola. [198-?]. 108 p.
MORO, Eliane L. da Silva; ESTABEL, Lizandra Brasil. Ação cultural na biblioteca 
escolar. Disponível em: <htpp://www.echos.ufrgs.br/bibliotec/conteudos/T_a_
cultural.htm>. Acesso em: 12 abr. 2012.
SILVA, Ezequiel T. da. Leitura na escola e na biblioteca. Campinas: Papirus,1986. 
115 p.
______. Biblioteca escolar: quem cuida. In: GARCIA, Edson Gabriel (Org.). Biblioteca 
escolar: estrutura e funcionamento. São Paulo: Loyola, [198-?] p. 27-33.
UNESCO/IFLA. Manifesto Unesco/IFLA para a biblioteca escolar. 2000. Disponível 
em: <htpp://www.ifla.org/VII/s11/pubs/portuguese_brazil>. pdf. Acesso em: 16 dez. 
2009. (Tradução para o português de Neusa Dias de Macedo).
______. Diretrizes da IFLA/UNESCO para a biblioteca escolar. 2005. (Tradução 
para o português (Brasil) do original inglês The IFLA/UNESCO School Library 
Guidelines. Disponível em: <htpp://www..ifla.org/VII/s11/pubs/sguide02.pdf>. 
Acesso em: 04 abr. 2005. Tradução para o português de Neusa Dias de Macedo e 
Helena Gomes de Oliveira.
VIANNA, Márcia Milton; CAMPELLO, Bernadete; MOURA, Victor Hugo Vieira. 
Biblioteca escolar: espaço de ação pedagógica. Belo Horizonte: EB/UFMG, 1999.
Objetivos
 » Propor ações que estimulem o planejamento e o uso continuo dos serviços e dos 
recursos existentes nas bibliotecas escolares.
 » Ampliar a formação continuada dos profissionais que atuam nas bibliotecas e 
unidades escolares, contribuindo para uma maior interação e o aperfeiçoamento do 
processo pedagógico.
 » Propor e desenvolver atividades voltadas para ação cultural na biblioteca escolar.
http://www.ifla.org/VII/s11/pubs/portuguese_brazil
13
UNIDADE ISERVIÇOS E 
PRODUTOS
CAPÍTULO 1 
Principais serviços e produtos 
oferecidos aos usuários
Uma série de fatores vai definir e influenciar os serviços/produtos disponibilizados numa 
biblioteca escolar. A existência de recursos humanos em número suficiente e com qualificação 
técnica, os recursos financeiros, a qualidade e a organização do acervo, espaços físico, mobiliário 
e equipamentos adequados, integração entre os membros da comunidade escolar, constituem-se 
em alguns fatores que interferem diretamente na qualidade dos serviços oferecidos ao corpo de 
usuários da biblioteca escolar.
Entretanto, a utilização de estratégias aplicadas no contexto escolar pode influenciar decisivamente 
a aproximação usuário/biblioteca, alicerçando na construção de leitores potenciais e satisfazendo as 
suas necessidades informacionais. Sanches Neto (1995 apud VIANA; CARVALHO; SILVA) ressalta 
a importância e a necessidade do uso de 
“artimanhas mercadológicas”, para motivar a frequência à biblioteca, como, por 
exemplo, criar vitrines [...] levando, assim, o livro para fora da biblioteca (para 
os lugares onde os alunos ficam quando não estão em aula). Expor o livro (como 
um produto) e levá-lo até ao aluno são estratégias sugeridas por esse autor.
Para Carvalho (1981, p 22-29), o estímulo ao leitor deve ser feito por meio dos serviços oferecidos, 
implicando na mudança de comportamentos na escola e fora dela.
Aprendendo a usar a biblioteca, o jovem estará recebendo lições de 
comportamento democrático, estará adquirindo responsabilidade para com o 
uso de coisa pública, ao mesmo tempo em que se dá conta das obrigações e do 
comportamento adequado dentro de um grupo, aprendendo a trabalhar em 
equipe e a respeitar os gostos e direitos dos outros.
Nas concepções previstas no Manifesto da Unesco/Ifla (2000, p. 2), os serviços devem ser “oferecidos 
igualmente a todos os membros da comunidade escolar, a despeito de idade, raça, sexo, religião, 
nacionalidade, língua e status profissional e social”, bem como seguir os “preceitos da Declaração 
Universal de Direitos e Liberdade do Homem [...] e não deve estar sujeito a nenhuma forma de 
censura ideológica, política, religiosa, ou a pressões comerciais”. 
14
UNIDADE I │ SERVIÇOS E PRODUTOS
O mesmo Manifesto (p.3), recomenda que a biblioteca ofereça serviços efetivos e responsáveis, 
devendo agir da seguinte forma.
 » Formular política própria para os serviços de biblioteca, definindo objetivos, 
prioridades e serviços de acordo com o currículo da escola.
 » Aplicar padrões profissionais na organização e manutenção da biblioteca escolar.
 » Prover acessos a serviços e à informação a todos os membros da comunidade 
escolar, e funcionar dentro do contexto da comunidade local. 
 » Incentivar a cooperação entreprofessores, gestores experientes na área escoar, 
administradores, pais, outros bibliotecários e profissionais da informação e grupos 
interessados da comunidade.
Supervisão e Avaliação é outro aspecto contemplado no Manifesto da Unesco/Ifla (2000, p.5), como 
forma de garantir o supervisionamento contínuo e estabelecer parâmetros que permitem verificar 
o desempenho dos serviços.
Estudos estatísticos devem ser levados a efeito periodicamente, a fim de identificar 
tendências. Deve ser feita uma avaliação anual que inclua as principais áreas do 
plano de ação, para verificar se as seguintes questões estão sendo atendidas.
 » As finalidades e os objetivos estabelecidos na biblioteca, do programa escolar 
e da escola.
 » As necessidades da comunidade escolar.
 » As necessidades de mudanças à medida que vão surgindo.
 » O provimento adequado dos recursos.
 » O custo benefício.
Todavia, faz-se necessário estabelecer na avaliação de desempenho alguns Indicadores (de Uso, de 
Recursos, de Pessoas, de Qualidade, de Custo e Comparativos), o que permitirá monitorar 
e avaliar o cumprimento dos objetivos previstos.
Indicadores de Uso
 » Empréstimos por membros da comunidade escolar (especificado tanto por 
estudante quanto por membro da equipe da escola)
 » Total de visitas à biblioteca por estudante e por membro da equipe da escola
 » Empréstimo por item do acervo (i. e., rotatividade dos recursos)
 » Empréstimos por hora (durante e após o horário das aulas)
 » Consultas de referência por membros da comunidade escolar (especificadas por 
estudante e por membro da equipe da escola)
 » Uso de computadores e de fontes de informação on-line
15
SERVIÇOS E PRODUTOS │ UNIDADE I
Indicadores de Recursos
 » Acervo total de livros por membro da comunidade escolar
 » Provisão de terminais/computadores pessoais por membro da comunidade escolar
 » Provisão de computadores com acesso on-line por membro da comunidade escolar
Indicadores de Pessoas
 » Proporção de pessoal da biblioteca, considerado em equivalência de tempo integral, 
por membro da comunidade escolar
 » Proporção de pessoal da biblioteca, considerado em equivalência de tempo integral, 
por uso da biblioteca
Indicadores de Qualidade
 » Pesquisas de satisfação do usuário
 » Grupos focais
 » Atividades de consulta
Indicadores de Custo
 » Custos unitários de funções, serviços e atividades
 » Custos de pessoal por função (ex.: empréstimo de livros)
 » Custos totais da biblioteca por membro da comunidade escolar
 » Custos totais da biblioteca expressos em porcentagem sobre o total do orçamento 
escolar
 » Custos de meios de comunicação expressos em porcentagem sobre o total de custos 
da biblioteca
Indicadores Comparativos
 » Comparar os dados estatísticos da biblioteca com serviços bibliotecários oferecidos 
por outras escolas de dimensão e características similares (benchmarking).
(DIRETRIZES DA IFLA/UNESCO, 2000,p.6)
16
CAPÍTULO 2
Serviços oferecidos na biblioteca escolar
A seguir, apresentamos alguns serviços/produtos que devem ser oferecidos aos membros da 
comunidade escolar. 
Programa de formação e orientação 
de usuários
Programa e orientação voltados para a formação permanente de educação de seus usuários por 
meio de orientação e treinamento no uso de seus serviços.
Utilização de catálogos físicos e automatizados. 
 » Explicação dos sistemas utilizados na classificação do acervo e do arranjo dos 
materiais na estante.
 » Uso do computador para pesquisa e consulta e dos recursos disponíveis na Internet.
 » Orientações de como efetuar uma pesquisa bibliográfica; 
 » Utilização correta dos materiais de referência (guias, enciclopédias, dicionários 
gerais e especializados etc.).
 » Atividades práticas de como elaborar uma referência bibliográfica, normalização de 
documentos, resumo etc., principalmente, para os alunos do Ensino Médio.
 » Noções de conservação e preservação dos acervos. Essa atividade poderá ser feita 
na biblioteca (com divisões de turmas) ou em um outro ambiente (auditório, sala 
de aula).
 » Palestra com os professores e alunos versando sobre direitos e deveres, horário de 
funcionamento, regimento interno, empréstimo de materiais, agendamentos de 
atividades no espaço biblioteca etc.
Cabe ressaltar, que as atividades devem ser programadas em conjunto com os professores/equipe 
pedagógica e planejadas para acontecer a partir do início do ano letivo.
Serviço de informação comunitária
Visa a oferecer serviços de informação de interesse comunitário nas áreas de saúde, educação, 
cultura, transporte público, legislação, assistência social, emergência e defesa civil etc. Deve 
estabelecer parcerias junto aos setores públicos e privados, nos seguintes eixos.
17
SERVIÇOS E PRODUTOS │ UNIDADE I
 » Saúde – divulgação de campanhas de vacinação, saúde bucal, doenças sexualmente 
transmissíveis, esclarecimentos sobre dengue etc.
 » Cultura – divulgação sobre eventos na comunidade (apresentações musicais, 
teatrais, lançamentos de livros, oficinas e cursos etc.).
 » Segurança – telefones e contatos da Guarnição de Bombeiros, Polícia Militar, 
Delegacias, defesa Civil, SOS Criança, Conselho Tutelar etc.
 » Assistência Social – divulgações sobre Bolsa-Família, Conselho dos Direitos da 
Criança e do Adolescente, leis de proteção social, CRAS etc.
 » Trabalho – contatos com o Serviço Nacional de Empregos (SINE), inscrições 
de concursos públicos, bolsa de emprego, agências, documentação, cursos 
profissionalizantes, auxílio desemprego etc.
 » Educação – vagas disponíveis em creches e escolas, ONGs que desenvolvem 
atividades de educação complementar, cursos de Educação de Jovens e Adultos, Pro-
Jovem, bolsas etc.
Divulgando as novas aquisições na biblioteca
Voltado para a divulgação aos usuários de qualquer material (bibliográfico ou não bibliográfico) 
adquirido pela biblioteca, pode ser feito por meio de expositores colocados próximo à entrada da 
biblioteca ou na área de circulação. Cartazes podem ser fixados nos murais da escola, paredes ou 
no quadro de avisos da biblioteca. Necessário que sejam bem elaborados, objetivando chamar a 
atenção dos usuários.
Outra forma de divulgação consiste na elaboração de uma lista e encaminhá-la nas salas de aula, 
ao corpo diretivo e pedagógico, aos pais, ou enviá-lo por e-mail para aqueles que possuem correio 
eletrônico. 
Caso a escola ou a biblioteca possua uma página na Internet, deverão ser postadas as informações 
referentes aos serviços e produtos oferecidos pela biblioteca escolar.
Os murais são, também, espaços que ajudam a divulgar os serviços e as atividades programadas, 
bem como informações voltadas ao interesse comunitário. Avisos gerais, anúncios, campanhas 
de interesse público e comunitário, reportagens veiculadas em jornais e revistas, fotografias etc., 
poderão ser fixados junto ao mural.
Um outro veículo informativo elaborado pela equipe da biblioteca é o jornal ou boletim. Além de 
divulgar os serviços/produtos e as atividades desenvolvidas, sugere-se a inclusão de seções voltadas 
à leitura, à cultura, ao meio ambiente, à memória etc. Importante meio de veiculação da produção 
escolar,principalmente, de textos de alunos e professores, poderá ser em formato físico (impresso) 
ou on-line. 
18
UNIDADE I │ SERVIÇOS E PRODUTOS
Serviço de ouvidoria
Serviço muito utilizado em diversas instituições públicas e privadas, que objetiva identificar a 
satisfação de seus clientes e usuários. É um serviço que permite a comunicação dos usuários da 
biblioteca, permitindo a avaliação e a melhoria da qualidade dos serviços prestados. Conforme 
Côrte e Bandeira (2011, p.114), por ele os usuários podem:
sugerir, criticar, elogiar, enfim, valer-se de seu direito de cidadão. Pode ser 
feito por qualquer meio de comunicação: pessoalmente, por telefone, por carta 
enviada à administração da biblioteca ou formulários colocados em urnas ou 
caixas de sugestões e reclamações. Para conferir a credibilidade à ouvidoria,é necessário que a biblioteca responda a toda e qualquer manifestação, 
mostrando ao usuário interesse pelas questões levantadas e a vontade de 
resolvê-las.
Consulta local e empréstimo domiciliar
Na grande maioria das bibliotecas escolares, o acesso dos usuários ao acervo é livre, ou seja, possibilita 
que os usuários tenham contato direto com os materiais organizados. É o chamado livre acesso. 
Impedir o acesso do público frequentador é uma forma de restringir o acesso às informações, tendo 
reflexos no crescimento intelectual, educacional e cultural dos educandos. Para Carneiro da Silva 
(1989, p.9):
biblioteca toda arrumadinha, com tudo sempre no lugar, toda bonitinha é mau 
sinal! Ou melhor, é sinal de que não é constantemente usada; é sinal de que 
não é ‘fuçada’ por seus leitores e, portanto, não está desempenhando a sua 
principal função, qual seja, disseminar as informações contidas em seu acervo.
Não queremos dizer com isso que a desorganização deve ser instaurada. Muito pelo contrário. Após 
o uso do material retirado da estante, ele deve ficar sob a mesa, e somente o profissional da biblioteca 
pode devolvê-lo ao local de origem, até mesmo porque todo o material consultado é registrado para 
fins estatísticos.
Num Brasil de enormes desigualdades, é na escola que se inicia o primeiro e, às vezes, o único 
contato com materiais voltados à leitura e à pesquisa. Se existir biblioteca escolar, é ela quem deve 
propiciar e estimular o maravilhoso contato com o mundo da leitura e da informação. 
Da mesma forma se aplica em relação ao serviço de empréstimo domiciliar, permitindo que os 
usuários levem para casa materiais relacionados ao seu estudo ou ao lazer. É necessário que se 
estabeleça no Regimento Interno quais os materiais que poderão ser emprestados, bem como os 
prazos de devolução.
Geralmente, as obras de referência (dicionários, enciclopédias, atlas, bibliografias etc.), jornais, 
revistas, entre outras, não são emprestadas, servindo como material de consulta local, ou utilizadas 
em sala de aula sob responsabilidade do professor. 
19
SERVIÇOS E PRODUTOS │ UNIDADE I
Quando determinada obra tem muita demanda, que pode ser um romance, um livro de poesia, 
autoajuda, ou mesmo didático, utiliza-se o serviço de reserva de obras, seguindo o critério 
cronológico da solicitação pelo usuário.
O empréstimo entre bibliotecas é um serviço que a ampliar o acervo da biblioteca, atendendo a 
uma necessidade por parte do usuário. Funciona da seguinte forma: o usuário solicita o empréstimo 
de determinado material não disponível na biblioteca da sua escola. O bibliotecário ou o responsável 
pela biblioteca efetua contato com bibliotecas congêneres parceiras instaladas em seu entorno, 
solicitando o material selecionado e emprestando ao leitor, anotando o prazo de devolução. 
20
CAPÍTULO 3
Serviço de referência e informação
Podemos dizer que, nas grandes e portentosas bibliotecas, a referência é considerada um serviço 
especial, enquanto que nas pequenas, toda ela funciona como um Serviço de Referência e de 
Informação. Referência pode ser definida como o seguinte.
Termo que se aplica à relação entre a biblioteca e o usuário, em busca de uma 
informação; é a orientação que o pessoal da biblioteca pode oferecer ao usuário 
para que ele encontre a resposta procurada em seu estudo ou pesquisa ou, 
se a biblioteca não dispuser de meios para lhe oferecer essa resposta, deve-
lhe indicar onde poderá obtê-la, seja por meio dos serviços de outra biblioteca 
ou instituição congênere, seja por meio de consulta à Internet. Tudo deve ser 
tentado para proporcionar ao leitor a resposta desejada ou o caminho para 
chegar a ela
(BIBLIOTECA NACIONAL, 2000, p.93)
Em síntese, o Serviço de Referência serve para orientar e localizar as solicitações dos 
usuários. Numa biblioteca escolar, subsidia os alunos na elaboração de suas obrigações escolares, 
possibilitando, também, o desenvolvimento de hábitos de pesquisa, mediante a utilização de 
diversas fontes de informação e recursos complementares, além de estimular hábitos de leitura.
De fundamental importância nesse serviço, o bibliotecário de referência:
[...] deve contar com bibliotecário familiarizado com o acervo, com a escola e 
com os direitos e deveres dos usuários, porque ele é o elo entre os leitores e o 
acervo bibliográfico. [...] Esse serviço também é responsável pela imagem da 
biblioteca e, portanto, uma das características dos funcionários desse setor é a 
habilidade para lidar com o público, ou seja, simpatia, paciência, compreensão, 
e vontade de ajudar. [...] O bibliotecário responsável pelo serviço de referência 
deve procurar sempre capacitar os alunos no uso da biblioteca e de seu acervo. 
É importante que o leitor tenha intimidade com a biblioteca e sinta-se parte 
dela. Além de sua atenção para com os compromissos escolares, deve estar 
atento para sugerir livros e outros materiais apropriados a cada faixa etária, 
respeitando o gosto e temperamento de cada leitor. Quanto aos professores, o 
bibliotecário deve ter o compromisso de mantê-los atualizados na literatura de 
sua área de atuação e colaborar no planejamento de atividades para os alunos, 
relacionadas com os serviços prestados pela biblioteca.
(CÔRTE; BANDEIRA, 2011, p.106).
Ainda segundo Côrte e Bandeira (2011, p.106-108), o bibliotecário de referência deverá estar 
capacitado para orientar os usuários nas seguintes consultas.
 » Consultas de caráter administrativo e de orientação espacial.
21
SERVIÇOS E PRODUTOS │ UNIDADE I
 » Consultas sobre autor/título e usos dos catálogos manuais ou informatizados.
 » Consultas de localização de fatos.
 » Consultas de localização de materiais.
 » Consultas mutáveis.
 » Consultas de pesquisas.
 » Consultas inesperadas.
Quadro 1 – Constituem-se etapas do processo de referência, conforme Grogan (2001) e Figueiredo (1992)
Personagens da Etapa Denis Grogan Nice Figueiredo
1 – Usuário 1 – O PROBLEMA (pergunta)
2 – Usuário 2 – A NECESSIDADE DA INFORMAÇÃO 
 (conhecimento prévio)
3 – Usuário + Bibliotecário 3 – A QUESTÃO INICIAL 
 (descrição do problema)
1 – SELEÇÃO DA MENSAGEM
4 – Usuário + Bibliotecário 4 – A QUESTÃO NEGOCIADA (entrevista) 2 – NEGOCIAÇÃO
5 – Usuário + Bibliotecário 5 – A ESTRATÉGIA DE BUSCA 
 (onde e o que consultar)
3 – ESTRATÉGIA DE BUSCA
6 – Bibliotecário 6 – O PROCESSO DE BUSCA 
 (busca da informação)
4 – BUSCA
7 – Bibliotecário + Usuário 7 – A REPOSTA 
 (recuperação da informação)
5 – SELEÇÃO DA RESPOSTA 
8 – Bibliotecário 8 – A SOLUÇÃO 
 (resposta à pergunta)
6 – RENEGOCIAÇÃO
Quadro 2 – Alguns tipos de questões e fontes de informação
QUESTÕES FONTES
Acontecimentos mundiais e nacionais Almanaque, recortes de jornais
Assuntos bem atuais Recortes de jornais
Assuntos bem genéricos Enciclopédias
Assuntos com mais profundidade Dicionários ou enciclopédias especializadas
Biografias Enciclopédias, dicionários biográficos
Localização de pessoas, organizações Diretórios, listas telefônicas
Lugares, países Almanaques anuais, atlas, dicionário geográfico
Palavras (definição, em outras línguas, como usar) Dicionários linguísticos
Fonte : Biblioteca Nacional, 2000, p. 94.
As bibliotecas escolares que dispõem de acesso à Internet podem utilizar o Serviço de Referência 
Virtual. Iniciado eletronicamente e, em algumas vezes, em tempo real, disponibiliza aos usuários 
a utilização de computadores ou outras tecnologias da Internet, para se comunicarem com 
bibliotecários, sem a necessidade da presença física. Podem utilizar canais de comunicação 
22
UNIDADE I │ SERVIÇOS E PRODUTOS
que incluem chat por videoconferência, voz sobre IP, e-mail, mensagens instantâneas, 
telefone etc.
No quadro abaixo, estão exemplificados alguns serviços com base manual e informatizado.
Quadro 3 – Exemplos de serviço de referência e informação do manual ao informatizado
Tipo de serviço Manual. Como acontece Informatizado ou virtual.Como acontece
Fornecimento de documentos Circulação
Consulta ao acervo
Empréstimos entre bibliotecas
Fornecimento de cópias
Entrega de material no balcão
Pesquisa em linha do acervo da biblioteca
Fornecimento de cópias em linha
Empréstimo entre bibliotecas
Entrega de material via e-mail
Prestação de auxílio bibliográfico Localização do material
Verificação de referências
Levantamentos bibliográficos
Serviço de mensagens pela Internet
Localizar, indicar ou encaminhar ao usuário por e-mail o material 
solicitado
Formulários em linha para solicitação de levantamento bibliográfico
Serviço de alerta Exposições
Lista de novas aquisições
Divulgação de novos serviços e produtos oferecidos pela biblioteca
Divulgação de cursos oferecidos
Boletins informativos em linha
Alerta eletrônico no sítio da biblioteca
Lista de novas aquisições em linha
Lista de duplicatas em linha
Formulário para solicitação de novas aquisições em linha
Orientação ao usuário Guia bibliográfico
Visitas orientadas
Treinamento de usuários
Orientação bibliográfica
Normas de uso da biblioteca no sítio
Fonte: Figueiredo, Nice (1996), citado por Carvalho, Lidiane dos Santos (2010), com adaptações.
23
CAPÍTULO 4
Pesquisa escolar 
A pesquisa escolar é uma das atividades desenvolvidas na escola e que, ao longo de décadas, tem 
gerado muitas discussões. Destacados autores, como Milanesi (1986), Carneiro da Silva (1995), entre 
outros, enfatizam que, com a introdução da Reforma do ensino, na década de 1970, foi introduzida a 
“pesquisa escolar”, objetivando desenvolver novas abordagens de ensino e aprendizagem, contudo, 
essas mesmas escolas não estavam suficientemente preparadas para atender esta demanda escolar. 
Pesquisar implica, necessariamente, em ter em seu alcance diversas fontes de informações, sejam elas 
bibliográficas ou não, ficando sob o encargo da biblioteca, a orientação dos seus usuários, colocando 
os seus recursos informacionais à disposição, além de sugerir ou indicar leituras, permitindo, assim, 
as condições condizentes para a complementação dos trabalhos escolares ou não.
Entretanto, sem bibliotecas e acervos diversificados, aliado ao fato de que grande parcela do 
professorado da época (e com reflexos até os dias de hoje) herdou uma formação pedagógica em que 
essa nova modalidade de ensino e aprendizagem não se fez presente, quer na sua vivência discente, 
quer na sua formação profissional, o resultado foi e continua desastroso: pesquisa virou cópia 
de obras de referência (enciclopédias, manuais, almanaques etc.) e, num requinte de tecnologia, 
reprodução na íntegra do assunto a ser pesquisado nos sítios disponibilizados via Internet. 
Todavia, ressaltam-se os esforços empreendidos por muitos bibliotecários, professores, especialistas 
e entidades de classe, que se vêm destacando no sentido de modificar essa realidade no âmbito 
das escolas brasileiras, tais como: propostas e alteração de currículos na formação de professores 
e bibliotecários; realização de encontros, conferências e seminários, em que são debatidos e 
apresentados relatos de pesquisas e experiências sobre a temática.
Para Silva (2012, p. 3), alguns fatores justificam a falta de intimidade da escola com a pesquisa.
Um deles é que o sistema de ensino que forma o aluno e que, obviamente, formou 
o professor, ou seja, as mesmas dificuldades (deficiência) e/ou qualidades que 
o ensino tiver, provavelmente, o aluno herdará. Assim, se a pesquisa não foi 
um elemento presente na escola básica do professor, é provável que ele pouco 
incentive, sendo o modelo de pesquisa a ser utilizado o último mais recente que 
teve, ou seja, o da faculdade. No cotidiano escolar, podemos encontrar o modelo 
de pesquisa que, em muitos aspectos, assemelha-se ao modelo universitário. 
Esse modelo pode até ser compatível aos alunos maiores, que têm autonomia 
e maturidade escolar, entretanto, mas não é o indicado para os menores, pois 
ainda necessitam de acompanhamento próximo, tanto do professor quanto do 
bibliotecário escolar, para estruturar sua pesquisa, para identificar as fontes 
apropriadas ao assunto. Assim, para os alunos do Ensino Fundamental, há 
muito que ser feito nesse aspecto, pois falta clareza nos procedimentos a serem 
usados na escola, inclusive a concepção de pesquisa que a escola tem.
24
UNIDADE I │ SERVIÇOS E PRODUTOS
Em estudo realizado por Neves (2000) que investigou a questão da pesquisa escolar a partir 
dos alunos da 4a série1 do Ensino Fundamental, além de identificar o desempenho dos diversos 
componentes que fazem parte da relação ensino-aprendizagem (alunos, professores, bibliotecários 
e equipe da biblioteca), a autora destacou uma série de situações que demonstraram a “inadequação 
do processo em relação aos objetivos a serem atingidos”, entre os quais destacamos os seguintes.
1. A dependência dos alunos no momento de selecionar as fontes de informação; 
essas lhe são entregues sempre pelo bibliotecário ou atendentes, havendo 
um comportamento passivo dos alunos, diferentemente de quando buscam 
leituras recreativas, ocasião em que eles próprios se dirigem às estantes, 
para escolher o livro que desejam ler.
2. A utilização de uma única fonte; assim que encontram um texto que 
contém de forma direta e objetiva o tópico da pesquisa, os alunos se dão 
por satisfeitos.
3. Cópia dos textos que são considerados significativos para os propósitos 
dos trabalhos; ‘não foi observado um momento de discussão, no sentido de 
levantar as ideias principais e promover a síntese e a crítica do texto lido. A 
discussão que ocorre, na maioria das vezes, é para decidir até onde o texto 
deverá ser copiado.
4. A pesquisa é quase sempre feita em grupos e o pessoal da biblioteca auxilia 
na medida em que seja possível atender a determinado número de grupos 
que chegam concomitantemente à biblioteca. Além de entregar os materiais 
aos alunos, os atendentes os orientam para que leiam, resumam e citem as 
fontes consultadas, sem, entretanto, acompanhar o processo até o final.
5. O trabalho resultante (quase sempre um texto escrito), ao qual o professor 
atribui um conceito, não é avaliado sob a ótica do processo e nem há retorno 
dos resultados para o pessoal da biblioteca. 
 (NEVES, 2000 apud CAMPELLO, B. [200-?], p. 17-18).
Em suas considerações finais, a pesquisadora destacou a necessidade de melhorar a relação sala de 
aula e biblioteca, estabelecendo uma interatividade entre os seus elementos, no caso, professores, 
bibliotecários e equipe da biblioteca, pois “a prática da pesquisa bibliográfica, nos últimos vinte e 
sete anos, não vem contribuindo para que o aluno da escola fundamental desenvolva competências, 
para a busca independente de informações, como estratégia para a aprendizagem formal e informal, 
então, esta prática precisa ser repensada”. (NEVES, 2000, p. 161)
A falta de conhecimento do acervo da biblioteca por parte do professor é um dos fatores que 
acabam prejudicando o desenvolvimento das atividades relacionadas à pesquisa. Estabelecer uma 
frequência contínua à biblioteca, se inteirar sobre o acervo, repassar orientações aos membros da 
biblioteca quanto ao tipo de tarefa repassada ao aluno, constituem-se estratégias que irão facilitar o 
cumprimento dos objetivos traçados. 
1 Atual 5o
25
SERVIÇOS E PRODUTOS │ UNIDADE I
Como forma de qualificar e orientar o trabalho do professor, cabe ao bibliotecário apresentar as 
diversas fontes disponíveis em relação à área de cobertura do assunto. Na ausência de acervo 
significativo, poderá, ainda, buscar a complementação mediante contato com outras bibliotecas e 
utilizar recursos em base de dados eletrônicos.
O importante nesse processo é que professores e bibliotecários façam um planejamento prévio, 
elaborando conjuntamente as atividades e definindo as estratégias para a sua consecução. No 
sentido de orientar o aluno na realização da pesquisa, sugere-se, de acordo com Côrte e Bandeira 
(2011, p.122-123), que o profissionalbibliotecário adote os seguintes procedimentos.
 » Identificar o aluno: série, idade e o objetivo do trabalho.
 » Levar o aluno a entender com segurança o assunto que pretende estudar.
 » Verificar se está claro, para o aluno, o que o professor solicitou.
 » Levar o aluno a entender a amplitude da exigência do professor.
 » Conscientizar o aluno sobre a importância da pesquisa a ser realizada.
 » Motivar o aluno a se aprofundar na busca da informação.
 » Fornecer meios para ampliar as possibilidades de busca.
 » Levar o aluno a identificar na biblioteca os livros e outros materiais sobre o assunto.
 » Acompanhar a seleção dos documentos a serem lidos, de acordo com o tempo 
disponível e as características do trabalho.
 » Incentivar o aluno a não copiar, mas escrever com suas próprias palavras, a ideia 
transmitida pela fonte consultada.
 » Resumir os documentos lidos.
 » Buscar ilustrações se for o caso.
 » Verificar o prazo de conclusão do trabalho. 
 » Zelar pela apresentação final do trabalho.
 » Lembrar ao aluno que todo trabalho escolar deve obedecer a regra de apresentação, 
no que concerne à autoria, à introdução, ao desenvolvimento, à conclusão e à 
bibliografia consultada.
Em relação às pesquisas na Internet, devem seguir os mesmos procedimentos adotados na pesquisa 
manual. Entretanto, algumas medidas devem ser tomadas em relação à seleção prévia de alguns 
sítios e endereços eletrônicos; a restrição ou liberação de acesso e como selecionar os textos a 
serem utilizados, bem como o total controle em relação ao acesso a sítios inapropriados ou com 
informações desatualizadas.
26
UNIDADE I │ SERVIÇOS E PRODUTOS
Instalar filtros de acessos a conteúdos, bloqueio de envio de informações pessoais, limitação de 
tempo de uso, entre outras, são medidas que visam a garantir segurança e controle, pois a Internet 
no espaço escolar tem a função educativa e cultural. 
É importante acrescentar que os professores e a equipe da biblioteca tenham formação permanente, 
pois só assim estarão familiarizados com os progressivos recursos tecnológicos. Na sequência, são 
disponibilizados alguns endereços eletrônicos com conteúdo educativo que podem ser acessados 
sem nenhum custo adicional.
 » http://www.klickeducacao.com.br – Portal educativo.
 » http://revistaescola.abril.com.br – Revista em formato eletrônica com ênfase na 
educação.
 » http://objetoseducaionais2.mec.gov.br – Repositório do Ministério da educação 
em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, a Rede Latino-Americana de 
Portais Educacionais e a Organização dos Estados Ibero-Americanos. Disponibiliza 
livre acesso em diferentes formatos (áudio, vídeo, software educacional etc.).
 » http://www.bussolaesclar.com.br – Reúne temas e desdobramentos em diversas 
áreas do conhecimento, além de informações sobre o Brasil.
 » http://www.dominiopublico.gov.br – Biblioteca virtual do Ministério da Educação 
com acesso a obras literárias, artísticas, científicas.
 » http://www.biblio.com.br/ – Biblioteca de literatura virtual portuguesa. Disponibiliza 
diversos gêneros literários de autores brasileiros e portugueses.
 » http://www.eci.ufmg.br/gebe/index.php?m=P – Grupo de Estudos em Biblioteca 
Escolar/Escola de Ciência da Informação da UFMG. Reúne pesquisadores e 
estudantes voltados ao ensino, à pesquisa e extensão e à função educativa da 
biblioteca escolar. Disponibiliza uma base de dados (LIBE) com textos sobre a 
biblioteca escolar brasileira.
 » http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/ – Reúne textos voltados 
à educação brasileira.
– Quais os serviços oferecidos na biblioteca da sua escola?
– Quais os horários em que a biblioteca é mais frequentada? 
– Quais os procedimentos adotados em relação ao empréstimo domiciliar?
– Existe Serviço de Ouvidoria? Em caso afirmativo, como funciona?
– Na sua biblioteca é desenvolvido algum programa de orientação ao usuário?
– Há uma relação interativa entre professor e equipe da biblioteca em relação às 
pesquisas escolares? Explique.
http://www.klickeducacao.com.br/
http://revistaescola.abril.com.br/
http://objetoseducaionais2.mec.gov.br/
http://www.bussolaesclar.com.br/
http://www.dominiopublico.gov.br/
http://www.biblio.com.br/
http://www.eci.ufmg.br/gebe/index.php?m=P
http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/
27
SERVIÇOS E PRODUTOS │ UNIDADE I
– Como os recursos da Internet são utilizados na biblioteca.
– Como é feita a avaliação de desempenho dos serviços na sua biblioteca? São 
estabelecidos alguns indicadores?
CAMPELLO, Bernadete. A função educativa da biblioteca escolar no Brasil: 
perspectivas para o seu aperfeiçoamento. Disponível em <http://gebe.eci.ufmg.br//
dowloads/ENANO54.pdf.> Acesso em: 9 abr. 2012.
CARVALHO, Maria da Conceição. Internet e pesquisa escolar. In. Campello, 
Bernadete et al. A biblioteca escolar: temas para uma prática pedagógica. 2. ed. 
Belo Horizonte: Autêntica, 2008, p. 33-36.
NOGUEIRA, Natalina. Orientações de como fazer bons trabalhos escolares. 
Disponível em: <http://www.scribd.com.doc/27745832/ORIENTACOES-DE-COMO-
FAZER-BONS-TRABALHOS-ESCOLARES.> Acesso em: 31 ago. 2010.
NEVES, Iara C. Bitencourt. Pesquisa escolar nas séries iniciais do ensino 
fundamental: bases para um desempenho interativo entre sala de aula 
e biblioteca escolar. 2000. Tese (Doutorado em Ciência da Informação e 
Documentação) – Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, 
São Paulo.
KUHLTHAU, Carol. Como usar a biblioteca na escola: um programa de atividades 
para o ensino fundamental. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
SILVA, Rovilson José da. Desafios da relação pesquisa, escola e biblioteca escolar. 
Disponível em: <http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=425>. 
Acesso em: 9 abr. 2012.
http://gebe.eci.ufmg.br//dowloads/ENANO54.pdf
http://gebe.eci.ufmg.br//dowloads/ENANO54.pdf
http://www.scribd.com.doc/27745832/ORIENTACOES-DE-COMO-FAZER-BONS-TRABALHOS-ESCOLARES
http://www.scribd.com.doc/27745832/ORIENTACOES-DE-COMO-FAZER-BONS-TRABALHOS-ESCOLARES
http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=425
28
UNIDADE IIATIVIDADES NA 
BIBLIOTECA ESCOLAR
CAPÍTULO 1
Promovendo a ação cultural
Lembramos que todas as atividades requerem um planejamento mínimo. O ideal é que o planejamento 
contemple atividades que possam ser desenvolvidas no decorrer do ano letivo (semanal, mensal, 
bimestral, semestre etc.).
Algumas atividades são realizadas com os recursos existentes na biblioteca e na escola. Outras 
atividades que necessitam de investimentos financeiros (locação sonorização, equipamentos, 
cenários, decorações, cachês etc.) deverão ter detalhamento de todas as etapas, inclusive, com 
propostas de um “Plano B”, estabelecendo outras alternativas, caso a ideia inicial não possa ser 
executada. Não podemos esquecer de que imprevistos fazem parte do contexto.
Parte dos recursos deve ser obtida junto ao órgão em que a escola/biblioteca tenha vinculação 
administrativa (a Secretaria de Educação do município ou do Estado) e às Associações de Pais e 
Mestres (APPs). Entretanto, a biblioteca deve começar a dispor de outras alternativas, tais como o 
envolvimento com empresas, comércio, ONGs do entorno comunitário, e por meio da Associação 
de Amigos da Biblioteca, que poderá ser fundada, e que tenha, entre seus diretores, pessoas 
representativas da comunidade.
Ao programar a atividade cultural, Pimentel (2007, p.78) destaca alguns aspectos.
 » O calendário cultural.
 » O perfil cultural da comunidade escolar.
 » A qualidade do evento e sua relação com a leitura.
 » O tempo de duração que não poderá ser extenso e deverá obedecer a um cronograma 
preestabelecido, para não prejudicar o bom funcionamento da biblioteca.
 » O horário adequado à atividade.
 » A frequência ou a repetição de apresentação de uma mesma atividade.
 » Os recursos para a realização do evento, desde mesas, cadeiras, microfone, TV, 
vídeo etc.
 » A divulgação. Um relatório de avaliação deve ser feito para cada atividadeprogramada, identificando pontos positivos e negativos e, quando possível, fazer 
em conjunto com os participantes.
29
ATIVIDADES NA BIBLIOTECA ESCOLAR │ UNIDADE II
O calendário cultural é um instrumento bastante utilizado nas escolas brasileiras. É constituído 
de datas, pessoas e fatos decorrentes da história brasileira, sendo assim, objeto de comemoração. 
A seguir, uma proposta de calendário cultural que deverá ser adaptado conforme os componentes 
culturais e históricos de cada região.
Calendário de datas comemorativas
Janeiro Fevereiro
1. Dia do Ano Novo
 Dia da Confraternização Universalização
4. Nascimento de Casimiro de Abreu – poeta
5. Criação da 1ª tipografia no Brasil
6. Dia de Reis
7. Dia da Liberdade dos Cultos 
14. Dia dos Enfermos
20. Dia de São Sebastião – aniversário da cidade do RJ
 Nascimento de Euclides da Cunha
 Dia do Farmacêutico
21. Dia Mundial da Religião
24. Dia da Previdência Social
 Dia da Constituição
25. Criação dos Correios no Brasil
 Dia do Carteiro
 Aniversário da cidade de São Paulo
30. Dia da saudade
 Dia do Portuário
5. Autorização da 1ª tipografia brasileira em Salvador
 Dia do Dactilocopista
7. Dia do Gráfico
18 a 23. Semana Nacional Contra o Álcool
21. Dia da conquista de Monte Castelo pela FEB
23. Dia do Boticário
27. Dia do Agente Fiscal da Receita Federal
Geralmente, no mês de fevereiro, acontece o Carnaval, considerado 
a maior festa da cultura popular brasileira.
Março Abril
1. Dia do Turismo
2. Dia Nacional do Turismo
3. Dia do Metereológico
 Criação do Estado do Amazonas
4. Dia do término da Guerra do Paraguai
7. Dia os Fuzileiros Navais
8. Dia Internacional da Mulher
12 a 19. Semana Nacional da Biblioteca
14. Dia Nacional da Poesia
 Dia Nacional do Vendedor de Livros
 Nascimento de Castro Alves
15. Dia do Circo
19. Dia da Escola
21. Dia Internacional para a Eliminação da
 Discriminação Racial
23. Dia Mundial da Meteorologia
27. Dia do Teatro 
Última semana: semana da Merenda escolar
1. Dia da Abolição da Escravatura dos Índios
 Dia da Mentira
2. Dia Internacional do Livro Infantil
6 a 12. Semana do Leite
7. Dia do Médio Legista
 Dia Mundial da Saúde
8. Dia Mundial de Combate ao Câncer
15. Dia do Desenhista
18. Dia do Livro
 Dia de Monteiro Lobato
19. Dia do Índio
20. Dia do Diplomata
21. Dia de Tiradentes
 Data da transferência da Capital Federal para Brasília
 Dia do Café
22. Dia do Descobrimento do Brasil
 Dia da Comunidade Luso-Brasileira
22 a 28. Semana da Educação
23. Dia do Escoteiro
27. Dia da Empregada Doméstica
30. Dia do Ferroviário – Inauguração da 1ª Estrada de Ferro no Brasil
30
UNIDADE II │ ATIVIDADES NA BIBLIOTECA ESCOLAR
Maio Junho
1. Dia Internacional do Trabalho
 Nascimento do escritor José de Alencar
5. Dia Nacional das Comunicações
 Dia do Expedicionário
5 a 10. Semana de Osório
8. Dia do Artista Plástico
10. Dia do Campo
12. Dia da Inauguração do telégrafo no Brasil
2° Domingo. Dia das Mães
12 a 20. Semana da Enfermagem
13. Dia da Abolição da Escravatura no Brasil
 Dia da Imprensa
 Criação da Biblioteca Nacional
15. Dia do Assistente Social
24. Dia do Detento
 Dia do Vestibulando
25. Dia do Trabalhador Rural
 Dia da Indústria
 Dia do Massagista
5. Dia da Ecologia – Dia Mundial do Meio ambiente
7. Dia da Liberdade de Imprensa
10. Dia do Divino Espírito Santo
11. Dia do Educador Sanitário
 Dia da Marinha e da Batalha Naval do Riachuelo
12. Dia dos Namorados
 Dia do Correio Aéreo Nacional
18. Dia do Imigrante Japonês
21 a 27. Semana Nacional do Livro
24. Dia da Comunidade Britânica
25. Dia do Imigrante
26. Dia da Telefonista
29. Dia dos Pescadores
Julho Agosto
1ª Semana. Prevenção contra incêndios
 Semana Nacional da Educação
1. Dia dos Bancários
 Dia do Hospital
2. Dia dos Bombeiros
4. Dia Internacional do Cooperativismo
8. Dia do Panificador
15. Dia Nacional dos Clubes
16. Dia do Comerciante
19. Dia do Futebol
20. Dia Internacional do Amigo
22 a 28. Semana da agricultura
25. Dia do Escritor
 Dia do Motorista
26. Dia da Vovó
28. Dia do Agricultor
1 a 31. Mês do Folclore
2° Domingo: Dia dos Pais
1. Dia do Selo
3. Dia do Tintureiro
5. Dia do Carteiro
 Dia Nacional da Saúde
11. Dia dos Garçons
 Dia Internacional da Logosofia
 Dia do Direito – Dia do Advogado e Magistrado
 Dia do Estudante
12. Dia Nacional de Artes
13. Dia do Economista
18 a 25. Semana do Exército
19. Dia Mundial da Fotografia
19 a 23. Semana do Livro Escolar
21 a 28. Semana Nacional da Criança Excepcional
22. Dia Nacional do Folclore
24. Dia dos Artistas
25. Dia do Soldado brasileiros
31
ATIVIDADES NA BIBLIOTECA ESCOLAR │ UNIDADE II
Setembro Outubro
1 a 7. Semana da Pátria
5. Dia da Amazônia 
6. Dia do Alfaiate
 Dia do Barbeiro e Cabeleireiro
7. Dia da Proclamação da Independência do Brasil – 
 Dia da Pátria
8. Dia Internacional da Alfabetização
9. Dia do Veterinário
 Dia do Administrador de Empresas
10. Dia da Imprensa
13. Dia do Agrônomo
18 a 23. Semana da Comunidade
21. Dia da Árvore
 Dia do Radialista – Dia do Rádio
22. Dia da Juventude
27. Dia dos Anciãos
28. Dia da Lei do Sexagenário e da Lei do Ventre Livre
30. Dia da Secretária
1° Domingo. Dia do Prefeito e dos Municípios
1. Dia do Agente Comercial
 Dia do Viajante Comercial e representante comercial
3. Dia do Dentista
4. Dia Internacional dos Animais 
4 a 10. Semana de Proteção aos Animais
7. Dia do compositor
12 a 18. Semana da Criança
12. Dia da Criança
 Dia do Descobrimento da América
 Dia da Padroeira do Brasil 
 Dia do Mar
 Dia do Engenheiro Agrônomo
15. Dia do Professor
17 a 23. Semana da Aeronáutica
18. Dia do Médico
19 a 25. Semana Nutricionista
23. Dia de Santos Dumont – Dia do Aviador
23 a 29. Semana do Livro
24. Dia das Nações Unidas
28. Dia do Funcionário público
29. Dia Nacional do Livro
30. Dia do Comerciário
Novembro Dezembro
1 a 8. Semana do Urbanismo
1. Dia de Todos os Santos
2. Dia de Finados
4. Dia Mundial do Rádio Amado
 Dia do Inventor
5. Dia da Cultura
10. Dia do Trigo
11. Dia do Armistício da 1ª Guerra Mundial
14. Dia dos Bandeirantes
 Dia Nacional da Alfabetização
15. Dia da Proclamação da República
19. Dia da Bandeira
20. Dia da Consciência Negra
21. Dia da Homeopatia
22. Dia da Música
25. Dia Universal do Doador de Sangue
26. Dia do Ministério público
28. Dia do Soldado Desconhecido
Última Semana: Semana de prevenção contra Acidentes de 
Trabalho
2. Dia Nacional do Samba
 Dia Pan-Americano da Saúde
4. Dia Nacional da Propaganda 
 Dia do Trabalhador em minas de carvão
5. Fundação da Cruz Vermelha Brasileira
6 a 13. Semana da Marinha brasileira
8. Dia Nacional da Família – Dia da Justiça
10. Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos
11. Dia do Engenheiro e do Arquiteto
13. Dia do Marinheiro
 Dia do Deficiente Visual
15. Dia do Jornaleiro
21. Dia do Atleta
25. Dia de Natal
28. Dia do Salva-Vidas 
 Dia da Marinha Mercante
31. Véspera do Ano-Novo
32
UNIDADE II │ ATIVIDADES NA BIBLIOTECA ESCOLAR
A partir do calendário, podemos planejar atividades de alcance cultural e educativo, como, por exemplo, 
na semana alusiva ao Folclore (agosto), uma série de atividades podem ser realizadas (apresentações 
de grupos locais folclórico e para-folclórico, palestras, pesquisa junto ao acervo das manifestações de 
cada região, biografia dos principais folcloristas brasileiros, exibição de documentários, dramatizações 
sobre as lendas e mitos, depoimentos de integrantes de grupos, exposições etc.), pois engloba uma 
variedade de manifestações de norte a sul do Brasil, envolvendo o seguinte.
 » Mitos e Lendas: como a Mula-Sem-Cabeça, do Saci-Pererê, do Boitatá etc.
 » Músicas: de roda, de cantiga, modas de viola, serenatas, instrumentos musicais, 
como o agogô, o cavaquinho, o reco-reco, ochocalho, a maraca, o pandeiro, a 
sanfona, o tamborim, o berimbau etc.
 » Festas: como o Carnaval, as festas juninas, a Iemanjá, o Divino Espírito Santo.
 » Danças: quadrilhas, fandango, frevo, lundu, jongo, maculelê, batuque.
 » Jogos, brincadeiras e atividades lúdicas: como a víspora, o correio elegante, 
o truco, a cabra-cega, o pau de sebo, o pião, o palitinho, o estilingue, a peteca, as 
pipas, o esconde-esconde, a bola de gude e outros mais.
 » Tradições orais: como trava-línguas, adivinhações, histórias e anedotas.
 » Artes e Artesanatos: como a cerâmica, as rendas, a cestaria, as máscaras, a arte 
plumária indígena, o trabalho com couro, madeira, metais, a literatura de cordel 
etc.
 » Ritos e Crenças: como as defumações, a malhação de Judas, as procissões, as 
benzedeiras, o uso de talismãs e amuletos, simpatias etc.
 » Técnicas de subsistência: como, por exemplo, as relacionadas ao garimpo, à 
pesca, à agricultura, ao pastoreio. 
(HOELTGEBAUM, 1995, p. 46)
Na semana do livro e da biblioteca, devem-se planejar atividades envolvendo escritores locais, tais 
como: palestras, lançamento de livros, pesquisas dirigidas sobre determinado(s) autor(es), troca 
de livros entre os usuários e franqueada à comunidade, contações e dramatizações de histórias, 
vídeos etc.
.
IMPORTANTE: Temos que tomar cuidado ao planejar as ações escolares, pois não 
podem ser feitas tendo como base apenas as datas festivas presentes no calendário 
escolar e, assim, ficar reproduzindo, numa sequência de anos letivos, as mesmas 
atividades sem sentido.
A principal função do planejamento é antecipar situações, para favorecer a aprendizagem. Por isso, 
as atividades devem estar a serviço do currículo escolar e do aprimoramento cultural.
O momento de planejar envolve elementos relacionados à pesquisa, reflexão e tomada de decisão. 
Para sua elaboração, devemos refletir se as ações da escola estão levando à aprendizagem dos alunos, 
33
ATIVIDADES NA BIBLIOTECA ESCOLAR │ UNIDADE II
para mantê-las ou mudá-las. Reflita e justifique a necessidade de continuarem acontecendo, e quais 
os valores que merecem ser destacados. No momento da reflexão, torna-se importante saber por 
que a escola e a biblioteca continuam a comemorar determinadas datas.
Atividades que estimulem a memória local
Tem como objetivo desenvolver, principalmente, com professores das disciplinas de História e 
Geografia, pesquisas voltadas à memória do bairro, que poderá acontecer por meio de entrevistas 
com antigos moradores, ex-estudantes, ex-diretores, lideranças comunitárias abordando aspectos 
sociais, culturais, ambientais, históricos etc. Materiais coletados, como fotografias, filmes, objetos, 
cartas, e outras fontes, serão registrados e catalogados visando a criar um acervo específico na 
biblioteca sobre a memória local. 
Atividade de prevenção, conservação e 
restauração do acervo
Permite repassar por meio de palestras, vídeos e oficinas, noções de conservação preventiva dos 
acervos, identificando os principais agentes causadores da deterioração dos acervos documentais 
(brocas, cupins, páginas quebradiças, fungos etc.).
Sugere-se a realização de exposição de livros danificados pela ação humana, como, por exemplo, com 
páginas riscadas, rasgadas, manchadas (água, baton, chocolate etc.), dobradas, costuras danificadas, 
falta de páginas, de capas etc., que poderá ser por meio de materiais danificados existente no acervo 
da biblioteca.
Algumas bibliotecas realizam oficinas de encadernação e de pequenos reparos, ofertando, inclusive, 
vagas para os alunos. Trata-se de uma boa estratégia visando à educação dos usuários.
A seguir, recomendações dirigidas aos usuários da biblioteca, objetivando orientar quanto aos 
princípios de preservação.
 » Manter sempre as mãos limpas.
 » Usar ambas as mãos ao manusear gravuras, impressos, mapas etc. sobre superfície 
plana.
 » Não permitir a entrada de alimentos e bebidas em local onde haja acervo.
 » Não fumar onde haja guarda de papéis ou outros materiais inflamáveis, evitando 
possíveis incêndios.
 » Não umedecer os dedos com saliva para folhear as publicações. O papel guardará um 
depósito de ácidos e de bactérias que, por mínimo que seja, prejudicará o material, 
com o tempo.
 » Não apoiar livros em superfícies irregulares.
34
UNIDADE II │ ATIVIDADES NA BIBLIOTECA ESCOLAR
 » Não deixar o livro aberto com a lombada para cima e nem com objetos entre as 
páginas.
 » Não usar canetas a tinta ou esferográficas para tomar anotações. Um descuido 
qualquer poderá produzir na obra uma mancha indelével. Use apenas lápis. Quando 
tiver de tomar notas, nunca escreva tendo livros e documentos como apoio. Eles 
ficarão marcados.
 » Jamais dobrar o papel, pois uma dobra, com o tempo, se torna uma ruptura. Por 
isso, não guarde mapas e outros papéis de grande tamanho dobrados ou em gavetas 
pequenas. Existem móveis apropriados para esse tipo de material.
 » Não prender as páginas com clipes de metal ou grampeá-las, pois os mesmos 
enferrujam ou marcam as páginas.
 » Ter controle quanto ao uso de colas plásticas (PVA), devido ao seu teor de acidez, 
que, por muitas vezes, geram manchas comprometedoras. Optar sempre que 
possível pelo uso da cola metilcelulose.
 » Nunca usar fitas adesivas em virtude da composição química da cola. Com o tempo, 
a cola que penetra nas fibras de papel desencadeia uma ação ácida irreversível. A fita 
perde seu poder de adesão e o papel fica manchado. As colas reversíveis e neutras, 
como a metilcelulose, são as ideais.
 » Não deixar dentro dos livros marcadores coloridos: cedo ou tarde a sua tinta se 
desprenderá e manchará o papel.
 » Jamais colocar gravuras, impressos, documentos diretamente uns sobre os outros, 
pois eles podem se colar ou permitir que os componentes químicos migrem de um 
para o outro. Separe cada folha, por papel neutro.
 » Evitar enrolar documentos, gravuras etc. O ideal é confeccionar embalagens – 
pastas ou portfólio – nas medidas necessárias com material neutro.
 » Nunca apoiar os cotovelos sobre os volumes de médio e grande porte durante as 
leituras ou pesquisas. Esse procedimento acarreta uma pressão nas costuras dos 
cadernos e nas lombadas que pode provocar o rompimento e desmembramento 
dos cadernos dos volumes. Nos livros colados (sem costura), o risco é maior. 
Recomenda-se o uso de um atril, quando o volume a ser consultado for de médio 
ou grande porte.
 » Nunca efetuar marcas nos livros, seja com grafites, tintas ou dobras nas partes 
superiores ou inferiores das folhas. Existem marcadores de páginas especialmente 
criados para esse fim.
 » Não retirar um livro da estante puxando-o pela borda superior da lombada, mas 
sempre pelo meio, deslocando para dentro os livros laterais. Evidentemente, para 
que isso seja possível, é necessário que haja folga entre os livros.
(FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL, 2000, p. 105-107). 
35
ATIVIDADES NA BIBLIOTECA ESCOLAR │ UNIDADE II
Atividades estímulo à leitura: hora do conto
Atividade voltada, principalmente, para o público infantil, ajudando a estabelecer laços de 
aproximação com a biblioteca e o seu acervo. Requer um bom planejamento (faixa etária do público, 
material a ser trabalhado e relacionado com a faixa etária da criança, duração da estória, qualidades 
do contador, tais como boa dicção, interpretação, paciente, preparação do ambiente etc.). 
Pode ser acompanhada de fantoches, músicas, expressões mímicas etc. e prever atividades 
complementares: pinturas e desenhos referentes à estória narrada, nova versão da estória, palavras 
cruzadas literárias etc.
Sarau e varal literário
Apresentação de declamações poéticas com acompanhamento musical é sempre estimulante e 
envolvente. Devem-se aproveitar os talentos existentes na escola (alunos, professores e funcionários 
que escrevem poesias ou tocam instrumentos), que, muitas vezes, não são valorizados e estimulados. 
Podemos utilizar, ainda, livros do acervo de literatura, principalmente, poesias, e envolver atividadescom o conteúdo das obras e a divulgação do autor. Outra atividade pode ser a declamação de versos 
de compositores (rap, cancioneiro popular etc.).
Conversas com escritores
Está aí uma boa ideia para envolver e divulgar os escritores junto ao público. Realizar um café com 
literatura proporcionará estabelecer interatividade entre o escritor e o leitor, em que alguns aspectos 
serão discutidos, tais como: o conteúdo da obra ou do conjunto das obras, a trajetória literária, a 
importância do ato de escrever etc. No planejamento da atividade, recomenda-se a leitura dos livros 
do autor existentes na biblioteca, o que enriquecerá o debate.
Feira de livros
Constitui-se numa atividade que requer planejamento específico. Devem-se selecionar as editoras 
que participarão, definir percentuais de desconto para o público e os valores financeiros que 
retornarão para a biblioteca. Na feira, poderá ser criado um estande para troca de livros (duplicatas 
da biblioteca), contribuindo para aumentar o acervo da biblioteca. As feiras de livros constituem-
se em excelentes espaços para conhecimento das publicações mais recentes, bem como os novos 
suportes (CD-ROM, DVDs, e-books etc.). Recomenda-se realizar lançamentos de livros e, também, 
conversas com os escritores (mediante palestras, mesa-redonda etc.).
Clubes de Leitura
Constituídos por pessoas que se reúnem a fim de trocar opiniões sobre determinados livros ou temas 
específicos. Professores de português e de literatura brasileira são peças-chave na constituição 
desses grupos. 
36
UNIDADE II │ ATIVIDADES NA BIBLIOTECA ESCOLAR
Podem-se organizar atividades como, por exemplo, uma semana da poesia, período dedicado a 
algum autor de expressão local ou nacional, divulgando a produção literária, as mesas-redondas, 
os filmes etc.
Concursos literários
Podem ser de poesias, crônicas, contos etc. Servem para estimular a produção literária e a divulgação 
do jovem produtor cultural. Deve-se prever premiação aos participantes e, se possível, publicá-las 
em forma de livros impressos. 
Teatro de fantoche 
Gênero teatral voltado, principalmente, ao público infantil. Requer técnica especial, tanto para a 
confecção dos bonecos quanto para a interpretação. Tem forte apelo educativo e lúdico, pois facilita 
a expressão, desenvolve espírito de colaboração e o senso crítico.
Exposições
É um excelente recurso para a divulgação do trabalho na biblioteca. Para Antunes (2000, p.128), no 
planejamento dessas atividades, devem ser considerados alguns aspectos.
 » Tema: a eficiência da exposição dependerá, basicamente, da seleção dos temas. 
Eles podem girar em torno dos aspectos educativos, recreativos, artísticos, culturais, 
históricos etc. É importante que coincidam com eventos que se realizem tanto na 
escola quanto na comunidade, comemorações de acontecimentos e atividades 
programadas em torno de assuntos atuais. Os materiais variam entre fotografias, 
gravuras, pinturas, trabalhos manuais, textos, murais ou uma mistura de vários deles.
 » Local: é importante considerar o ambiente e a decoração dada a cada uma das 
exposições, de modo que alcancem a atenção do público e aumentem a assistência. 
Deverão ser realizadas num local de fácil aceso ao público.
 » Público: como esse tipo de atividade constitui uma das formas de maior acesso à 
comunidade , é necessário conhecer seus interesses, suas necessidades e inquietudes, 
cuidando para que os temas sejam interessantes.
Essas atividades devem ser articuladas em conjunto com professores de diversas disciplinas 
(história, geografia, artes português e literatura e outras) e alunos, que poderão colaborar cedendo 
parte da produção escolar (trabalhos escolares fetos individualmente ou em grupos). 
Deve-se estimular que os pais ou qualquer pessoa integrante da comunidade apresentem trabalhos, 
desde que tenha relação com o tema selecionado. 
A duração da exposição merece atenção dos promotores. O ideal é que não ultrapasse mais de 
quinze dias.
37
ATIVIDADES NA BIBLIOTECA ESCOLAR │ UNIDADE II
Apresentação de peças teatrais e 
espetáculos musicais
 » Teatro: a apresentação teatral é uma atividade que promove e desenvolve a 
capacidade de expressão e de compreensão de textos, atuando diretamente no 
combate à timidez, agregando elementos importantes na formação cultural do 
indivíduo e dos grupos. Podem ser resultados de trabalhos desenvolvidos na 
escola, ou mediante convites a grupos locais. Muitas cidades promovem festivais 
de teatro em sua região, e a escola pode ser um dos locais selecionados para as 
apresentações. Por isso, o responsável pela biblioteca e o professor de artes deve 
procurar os responsáveis pela coordenação do festival (geralmente, promovidos 
pelas Secretarias de Cultura ou Fundação Cultural do município, SESC etc.) e 
demonstrar interesse pelos espetáculos. 
 » Música e Dança: promover a apresentação de grupos ou artistas regionais 
constitui uma atividade importante e muito valorizada, divulgando os valores locais 
e estimulando a participação de outras pessoas na iniciação musical. A biblioteca, 
como espaço cultural, deve promover a apresentação de bandas, corais, grupos e 
intérpretes da cultura popular e das tradições folclóricas.
 » Ciclo de Filmes: o ideal é projetar filmes (nacional ou estrangeiro) adaptados de 
obra existente no acervo. Depois de cada sessão, deve ser feito um debate sobre o 
conteúdo do filme.
 » Palestras Educativas: devem-se estabelecer temas atuais ou conforme a 
necessidade da comunidade. Assuntos como meio ambiente, patrimônio histórico, 
drogas, gravidez, doenças sexualmente transmissíveis, entre outros, devem ser 
amplamente discutidos junto à comunidade.
 » Gincanas: além de proporcionar integração entre as classes, as gincanas culturais 
constituem-se importantes meios para estimular o uso da biblioteca. 
Construindo outras atividades
Devido à riqueza educativa, cultural e informacional existente na biblioteca, outras atividades 
podem ser construídas no dia a dia escolar. Barreto (2012, p. 5-6) lista uma série de atividades que 
podem ser desenvolvidas mediante parceria entre o professor e o responsável pela biblioteca, tais 
como as seguintes.
 » Conhecendo o acervo da biblioteca: os alunos vão à biblioteca escolar e lá são 
recebidos pelo encarregado. Ele, tal qual um guia turístico, apresenta as seções de 
livros e indica pelo menos um exemplo de cada gênero, a fim de aguçar a curiosidade 
do usuário para os diferentes tipos de texto. Essa atividade proporciona ao usuário 
conhecer o acervo da biblioteca e auxilia a exploração do espaço durante o ano letivo.
 » Quem procura acha: nessa atividade, o professor distribui algumas indicações de 
leituras, respeitando o sistema de catalogação, e solicita que os alunos as encontrem 
nas estantes. Isso promove autonomia aos usuários.
38
UNIDADE II │ ATIVIDADES NA BIBLIOTECA ESCOLAR
 » Deu rato na biblioteca: os alunos são instigados pelo encarregado da biblioteca 
a achar livros antigos (de gêneros variados: romance, contos, crônicas, poesia, 
livros de arte, bibliografias etc.). Com os livros nas mãos, os usuários farão uma 
pesquisa mais aprofundada sobre a época em que aquele livro foi escrito, bem como 
seu autor e a obra. O resultado pode ficar registrado depois num mural dentro da 
biblioteca. Quem sabe sua biblioteca não possui um livro raro que será descoberto 
ou redescoberto pelos alunos? Essa atividade proporciona a valorização do acervo 
como um todo e possibilita a prática da pesquisa.
 » Troca-troca literário: os alunos de uma turma levam livros de literatura usados 
e trocam com colegas de outra turma. O troca-troca é mediado pelo encarregado da 
biblioteca, que organiza o desenvolvimento da atividade. O educador poderá, antes 
da sessão da troca, fazer uma pequena introdução sobre a importância da atividade. 
Isso possibilita a socialização dos alunos e de suas leituras.
 » Na caixa-postal: o professor solicita que os alunos escrevam cartas com teor 
crítico a respeitodas leituras feitas na biblioteca em dias anteriores. Nas cartas, 
os alunos indicam ou não indicam a leitura de tais livros e textos, argumentando, 
ou seja, apresentando justificativas que comprovem sua indicação. As cartas 
serão depositadas em grandes “caixas de correio” que serão confeccionadas pelos 
professores e alunos. Serão duas caixas: uma para leituras indicadas e outra para 
leituras não indicadas. Essas caixas farão parte dos materiais da biblioteca. Isso 
estimula a produção de textos críticos, proporcionando, ainda, a percepção de 
tendências e gostos de leitura por parte dos alunos.
 » O meu, o seu, o nosso: o professor pode solicitar que cada aluno compre um 
livro de uma lista apresentada por ele (ou do gosto de cada um). Os livros circularão 
pela turma em sistema de empréstimo, de forma que todos leiam os livros até o fim 
do ano letivo. Ao final, os livros serão doados para a biblioteca da escola, a fim de 
que todos tenham, no ano seguinte, acesso aos livros sem exceção.
 » Conheça minha história: o professor (ou o responsável da biblioteca) solicita 
que sejam escolhidas biografias de escritores, pintores, cientistas, artistas etc. Após 
a leitura, em duplas, das biografias, além de um dia de apresentação dos textos, 
os alunos produzirão suas próprias biografias. Essas biografias serão elaboradas 
em forma de livro, confeccionado artesanalmente pelos próprios alunos. Nesse 
momento da confecção, a criatividade será chamada à ação.
.
IMPORTANTE: Cabe lembrar que, ao executar qualquer atividade, deve ser 
elaborado um Relatório que se constitui numa espécie de exposição ou num 
registro detalhado da atividade. Ao elaborar um relatório de atividades, algumas 
informações são estritamente necessárias, tais como: o nome da atividade 
desenvolvida, a data ou o período, as estratégias e os resultados alcançados, os 
eventuais contratempos na execução etc.
39
ATIVIDADES NA BIBLIOTECA ESCOLAR │ UNIDADE II
Em cada atividade realizada será gerado um Relatório individualizado que, ao final do ano, fará 
parte do Relatório Geral da Biblioteca. Esse Relatório Geral é um importante documento que 
conterá informações sobre a movimentação anual da biblioteca, servindo como parâmetro para a 
formulação de indicadores.
Promoção na biblioteca escolar
A promoção dos serviços e das instalações da biblioteca escolar deve ser feita permanentemente, 
adequando o tipo de promoção ao perfil da unidade escolar e aos diferentes públicos-alvo. Assim, 
a biblioteca deve dispor de uma política de marketing e promoção, explicitada por meio de um 
documento elaborado pela equipe pedagógica da escola. 
Objetivos, estratégias e planos de ação que assegurem os objetivos e métodos de avaliação são os 
elementos essenciais que deverão estar contemplados na elaboração dessa política. (DIRETRIZES, 
2005, p. 20)
No documento elaborado pela IFLA/UNESCO (p.21), recomenda-se que as estratégias previstas nas 
ações poderão diferir, dependendo das “finalidades e circunstâncias locais”, contudo alguns itens 
tornam-se essenciais, tais como, a seguir.
 » Início e manutenção de sítio na Internet sobre a biblioteca escolar, para fins de 
promoção de serviços, como links de e para sítios e portais na web.
 » Organização de mostras e exposições.
 » Redação de publicações que contenham informações a respeito do horário de 
funcionamento, serviços e coleções.
 » Preparo e distribuição de listas de recursos e panfletos relacionados com os 
programas escolares e, também, com tópicos interdisciplinares.
 » Fornecimento de informação sobre a biblioteca nos encontros com novos estudantes 
e seus pais.
 » Organização de grupos de “amigos da biblioteca”, para pais e outros interessados.
 » Organização de feiras de livros e campanhas de leitura e capacitação em informação.
 » Sinalização eficiente de áreas internas e externas da biblioteca.
 » Início de entendimentos com outras organizações na área (por exemplo: bibliotecas 
públicas, museus e sociedades históricas locais).
Recomenda-se rediscutir e reavaliar anualmente o plano de ação, e a cada dois anos a política de 
promoção e marketing.
40
UNIDADE II │ ATIVIDADES NA BIBLIOTECA ESCOLAR
Educação continuada do usuário
Promover e realizar cursos e programas de capacitação a professores e estudantes voltados ao uso 
efetivo da biblioteca escolar, é um dos recursos mais eficientes na área de marketing. 
Cabe um papel especial e reservado ao bibliotecário escolar, pois recai sob a sua responsabilidade 
os programas destinados à educação do usuário, atuando em regime de cooperação com os demais 
membros da equipe pedagógica, principalmente, os professores. 
Nas capacitações que envolvam a participação de professores, é fator primordial que se esclareça 
o papel da biblioteca na relação ensino-aprendizagem e, a partir das experiências acumuladas 
pelo professor, ele comece a desenvolver e perceber a importância do potencial biblioteca na 
complementação das atividades planejadas junto à classe e integradas ao conteúdo curricular.
Conhecer a biblioteca (seus objetivos, sua organização, seus serviços e recursos disponíveis), 
habilidade de busca e uso da informação e a motivação para o uso da biblioteca em projeto de 
aprendizagem formal e informal são, conforme as Diretrizes da IFLA /UNESCO (p.22), os “três 
principais tópicos de ensino” relacionados com a educação dos usuários.
Habilidades de estudo e competência informativa
Tendo como base referencial o Modelo de Habilidades de Estudo e Competência Informativa, 
elaborada pela IFLA/UNESCO (p. 22-27), que se constitui num importante documento norteador 
das políticas de capacitação destinadas ao público estudantil, as Diretrizes visam a oferecer aos 
estudantes processos de aprendizagens, possibilitando:
 » construir significados a partir da informação;
 » criar um produto de qualidade;
 » aprender de forma independente;
 » participar efetivamente como membro de um grupo de trabalho;
 » usar a informação e as tecnologias da informação de forma responsável e ética.
Capacidade de autoaprendizagem, de cooperação, de planejamento, de localização e coleta, de 
seleção e valoração, de organização e registro, de comunicação e entendimento e avaliação são 
entendidas como “habilidades de aprendizagem” e podem contribuir para tornar possível e real 
essa proposição filosófica.
– Quais as atividades de dinamização realizadas na biblioteca escolar?
– Planeje algumas atividades de dinamização durante um semestre letivo. Defina as 
estratégias e os resultados que pretende alcançar.
– Verifique se a biblioteca elabora relatórios das atividades desenvolvidas. Caso não 
possua, elabore um modelo de Relatório a partir de uma atividade a ser desenvolvida.
41
ATIVIDADES NA BIBLIOTECA ESCOLAR │ UNIDADE II
CARVALHO, Maria da Conceição. Educação de usuários em bibliotecas escolares: 
considerações gerais. Revista de Biblioteconomia de Brasília, v.9, n.1, p.22-29, 
1981.
Dinamização da biblioteca escolar. Disponível em: <http://www.tonomundo.org.br/
karingana/jsp/orientacao23.jsp>. Acesso em: 30 mar. 2012.
GONÇALVES, Teresa. Página de vida: a leitura – aprender a olhar o mundo. 
Disponível em: <http:// paginadevida.wordpress.com/2007/09/12/a-importancia-
da-bilbioteca-para-a-promocao-de-habitos-de-leitura.>. Acesso em: 18 abr. 2012.
HOELTGEBAUM, Marli Mira. Calendário cívico: feriados nacionais e datas 
comemorativas. São Paulo: Scipione, 1995.
PIMENTEL, Graça; BERNARDES, Liliane; SANTANA, Marcelo. Biblioteca escolar. 
Brasília, DF: UNB, 2007.
SPINELLI JUNIOR, Jayme. A conservação de acervos bibliográficos & documentais. 
Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Departamento de Processos Técnicos, 
1997.
http://www.tonomundo.org.br/karingana/jsp/orientacao23.jsp
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42
REFERÊNCIAS
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(Org.). Biblioteca escolar: estrutura e funcionamento.São Paulo: Loyola, 1989, Cap. 1. p. 7-22.
ANTUNES. Walda de Andrade. Biblioteca escolar no sistema de ensino brasileiro: um 
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para o português de Neusa Dias de Macedo).
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o português (Brasil) do original inglês The IFLA/UNESCO School Library Guidelines. 
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Tradução para o português de Neusa Dias de Macedo e Helena Gomes de Oliveira.
VIANA, Márcia Milton; CARVALHO, Natália G. de Mello; SILVA, Rosana Matos da. Entre luz 
e sombra... uma revisão de literatura sobre biblioteca escolar. Disponível em: <http://gebe.eci.
ufmg.br/dowload/104.pdf>. Acessso em: 4 abr. 2012.
http://www.ifla.org/VII/s11/pubs/portuguese_brazil
http://gebe.eci.ufmg.br/dowload/104.pdf
http://gebe.eci.ufmg.br/dowload/104.pdf
45
ANEXO
Textos de apoio
1. Entrevista com o Professor Edmir Perroti
Edmir Perrotti: “Biblioteca não é depósito de livros”
Idealizador de redes de leitura em escolas diz que é função do educador ajudar os estudantes a 
processar as informações do acervo. Desafios, como a criação do hábito da leitura entre crianças e 
adolescentes, as novidades tecnológicas, a ampliação do acesso ao ensino e a sofisticação do mercado 
editorial, levaram o professor Edmir Perrotti a uma nova concepção de biblioteca escolar e de seu 
papel pedagógico.
Com formação em Biblioteconomia – área que combinou com seu interesse em Educação –, ele é 
docente da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, conselheiro do Ministério 
da Educação para a política de formação de leitores e autor de livros infantis.
Perrotti orientou a implantação de redes de bibliotecas inovadoras nas escolas municipais de 
São Bernardo do Campo, Diadema e Jaguariúna, no estado de São Paulo. Nessas estações de 
conhecimento, como ele prefere chamá-las, a aprendizagem é estimulada pela presença de suportes 
tecnológicos, como o computador e a televisão.
Em um ambiente que convida as crianças a descobrir e aprofundar o prazer da leitura, os livros 
convivem com outras linguagens, como a do teatro. “Assim, trabalha-se o contato com as informações 
e, também, o processamento delas”, diz. Ex-professor da Universidade de Bordeaux, na França, e 
de escolas de Ensino Fundamental no Brasil, além de editor e crítico literário, Perrotti concedeu a 
seguinte entrevista a NOVA ESCOLA.
NOVA ESCOLA: O que deve orientar a constituição de uma biblioteca escolar?
Edimir Perrotti – Ela não pode restringir-se a um papel meramente didático-pedagógico, ou 
seja, o de dar apoio para o programa dos professores. Há um eixo educativo que a biblioteca tem 
de seguir, mas sua configuração deve extrapolar esse limite, porque o eixo cultural é igualmente 
essencial. Isso significa trazer autores para conversar, discutir livros, formar círculos de leitores, 
reunir grupos de crianças interessadas num personagem, num autor ou num tema. A biblioteca 
funciona como uma ponte entre o ambiente escolar e o mundo externo.
De quemodo se realiza essa abertura para fora da escola?
Perrotti – O responsável pela biblioteca tem o papel de articular programas com a biblioteca pública 
e fazer contato com a livraria mais próxima, além de estar atento à programação cultural da cidade. 
46
ANEXO
Há uma série de estratégias possíveis para inserir a criança num contexto letrado. A biblioteca 
precisa ter outra finalidade que não seja, simplesmente, a de um depósito de onde se retiram livros 
que depois são devolvidos. Nós não trabalhamos mais com a ideia de unidades isoladas. O ideal é 
formar redes, um conjunto de espaços que eu chamo de estações de conhecimento, cujo objetivo é a 
apropriação do saber pelas crianças.
Qual é a necessidade das redes?
Perrotti – Com o atual excesso de informações e a multiplicação de suportes, nenhuma biblioteca 
dá conta de todas as áreas em profundidade, até porque não haveria recursos para isso. O trabalho 
tem de ser compartilhado com outras unidades da rede, por meio de mecanismos de busca 
informatizados. Por exemplo: a escola guarda um pequeno acervo inicial sobre arte, mas, se o 
interesse for por um conhecimento aprofundado, recorre-se a uma biblioteca especializada na área. 
Hoje, não há mais condições de manter o antigo ideal de bibliotecas enciclopédicas, que abarcavam 
todas as áreas de conhecimento. 
Quem deve ser o responsável pela biblioteca?
Perrotti – Processar as informações e criar nexos entre elas é um ato educativo. O responsável, 
portanto, é um educador para a informação, que nós chamamos de infoeducador, um professor com 
especialização em processos documentais. Uma rede de bibliotecas tem uma plataforma de apoio 
técnico-especializado, que é a área do bibliotecário, um especialista em planejamento e organização 
da informação. Junto com ele, trabalham os educadores, que são especialistas em processos de 
mediação de informação. Dar acesso ao acervo não basta para que o aluno saiba selecionar e 
processar informações e estabelecer vínculos entre elas. 
De que modo se estimula a autonomia numa biblioteca? 
Perrotti – É preciso desenvolver programas, para construir competências informacionais. Isso 
inclui desde ensinar a folhear um livro – para crianças bem pequenas – até manejar um computador. 
Antigamente, imperava a ideia de que os adultos é que deveriam mexer nas máquinas e pegar os 
livros na estante. Hoje, devem-se formar pessoas que tenham uma atitude desenvolvida, não só de 
curiosidade intelectual, mas de domínio dos recursos de informação. Essa é uma questão essencial 
da nossa época.
Por que a escola tem falhado em ensinar os alunos a processar informações? 
Perrotti – Porque se acredita que basta escolarizar as crianças para formar leitores. De fato, a 
escola tem o papel de construir competências fundamentais para a leitura, mas isso não quer dizer 
formar atitude leitora. Hoje, o que distingue o leitor das elites do leitor das massas é que o primeiro 
tem um circuito de trocas. Ele participa do comércio simbólico da escrita, da produção à recepção: 
sabe o que é publicado, informa-se sobre os autores, encontra outros leitores etc. Já a criança da 
escola pública, muitas vezes, não tem livros em casa e só lê o que o professor pede. Ela não tem com 
quem comentar. Está sozinha nesse comércio das trocas simbólicas.
47
ANEXO
Qual é o mínimo necessário para o funcionamento de uma biblioteca escolar? 
Perrotti – Estou convencido de que é a pessoa que trabalha ali, mediando relações entre a criança, 
a informação e o espaço. Não precisa ser alguém superespecializado, mas que compreenda a função 
da escrita e da imagem e que saiba qual é a importância daquilo na vida das pessoas. Assim, a 
compra de livros seguirá um critério de escolha consciente. É claro que é bom construir um ambiente 
agradável e funcional, mas não é indispensável, porque a leitura não depende das instalações da 
biblioteca; ela se dá em qualquer lugar. 
Quem deve escolher o acervo?
Perrotti – Nós temos trabalhado um modelo em que a escolha é feita por todos os que participam 
dos processos de aprendizagem: professores, coordenadores, diretores e alunos. Formulários são 
colocados à disposição, para que sejam feitas sugestões de compra. O infoeducador não só coleta 
esses dados, como divulga, por meio dos quadros de aviso, as informações sobre lançamentos que 
saem na imprensa e na Internet. Depois, ele vai analisar os pedidos, separá-los em categorias — 
livros importantes para os projetos em andamento, leituras de informação geral ou complementares 
etc. — e, com base nessas listas, a escolha é feita de acordo com os recursos disponíveis. 
Como comprometer o aluno com a organização e a manutenção da biblioteca?
Perrotti – Ele participa da escolha do acervo e, também, pode estar pessoalmente representado 
nele, por meio de livros que ele escreve e de documentos de sua passagem pela escola. Uma parte 
do acervo vem da indústria cultural e outra é produzida internamente, com documentos e relatos 
referentes à história da instituição. Formar um repertório de dados locais cria relações com as 
informações universais. 
Descreva a biblioteca escolar ideal.
Perrotti – É aquela que possui todo tipo de recurso informacional, do papel ao equipamento 
eletrônico. O espaço é construído especialmente para sua finalidade e de acordo com quem vai usar. 
Se o público majoritário é infantil, a disposição dos móveis e do acervo deve permitir que a criança 
se mova com autonomia. É preciso ser um local acolhedor, mas que empurre rumo à aventura, 
porque conhecer é sempre se deslocar. 
Por que se diz que os jovens não gostam de ler?
Perrotti – Os interesses mudam na passagem da infância para a adolescência e a leitura que era 
feita antes, já não interessa tanto, mesmo porque cresce a concorrência de outras mídias. Essa é 
uma transição crítica e ainda não foram definidas ações específicas para promover a leitura nessa 
faixa etária. Os adolescentes identificam o livro com as tarefas da escola, que reforça essa percepção, 
porque, raramente, sai da abordagem instrumental da leitura. E, no âmbito social, entre os amigos, 
a leitura não está presente. Mesmo assim, essa fase é a das grandes paixões. Portanto, há um espaço 
enorme para promover a leitura entre os jovens.
48
ANEXO
É possível formar leitores por meio de políticas públicas?
Perrotti – O problema é saber que caráter elas têm. Eu não concordo com estratégias que 
pretendam ensinar os alunos a gostar de ler. A função do poder público é criar ambientes que deem 
condições de ler, tentar despertar as crianças para as potencialidades da escrita, prepará-las para as 
competências leitoras — enfim, providenciar para que seja constituída a trama que sustenta o ato de 
ler. Mas gostar de ler é questão de foro íntimo, não de políticas públicas. 
A escola deve obrigar um aluno a ler livros e frequentar bibliotecas mesmo que ele 
não goste? 
Perrotti – Não se pode deixar de perguntar por que esse aluno não gosta de ler. Ele teve uma 
relação negativa com a situação de aprendizagem? Ninguém lê em casa? Tem dificuldades de visão? 
Não domina o código? Não tem circuitos culturais a sua volta? Tudo isso pode e deve ser trabalhado. 
Agora, se ele teve apoio para experimentar a prática da leitura e prefere fazer outras coisas, não 
adianta forçar. É claro que não estou falando da leitura funcional, indispensável para a vida diária. 
Nesse caso, é obrigatório negociar com a criança o “não querer ler”.
É melhor ler literatura de má qualidade do que não ler nada? 
Perrotti – A pergunta já supõe que de fato existe uma literatura de má qualidade. Há leitores que 
são capazes de voar longe com um suposto mau livro, assim como há muitos trabalhos escolares que 
se utilizam de grandes textos, mas sufocam o interesse de aprender. Por outro lado, não é possível 
deixar o gosto do leitor imperar sozinho. É fundamental operar mediações entre as crianças e uma 
literatura que tenha condições de produzir significações importantes.
O uso do livro em salade aula está em decadência?
Perrotti – Ele está aquém do que gostaríamos que fosse e, também, do que seria necessário. Mesmo 
assim, o livro está entrando nas escolas numa medida que não entrava, nem que seja por meio das 
distribuições feitas pelo Ministério da Educação e as secretarias estaduais e municipais. Há 50 anos, 
nem sequer se sonhava com isso no Brasil. O problema maior é o de mau uso desses livros, com 
estratégias impositivas de leitura. Muitas vezes, falta penetrar no avesso dos textos com as crianças 
e realmente mergulhar numa viagem de conhecimento, de imaginação.
Até que ponto as bibliotecas levam ao hábito da leitura?
Perrotti – Eu participei de uma pesquisa feita com as crianças usuárias das redes de biblioteca que 
ajudei a implantar no estado de São Paulo. Queríamos saber se elas estão incorporando a leitura a 
sua prática de vida e não apenas como lição de casa. Qual é a constatação? Houve um grande avanço 
e as crianças se mostram muito mais familiarizadas com os livros, mas, infelizmente, ainda não 
usam as novas competências para trocas culturais. Por exemplo: não têm o hábito de comprar e 
emprestar livros. A prática escolar não se transferiu para a prática cultural.
49
ANEXO
Há perspectiva de mudança para essa situação?
Perrotti – Eu vejo uma tendência de funcionalização. Os meios eletrônicos trouxeram, 
aparentemente, uma presença maior da escrita, mas o uso que se faz dela é cada vez mais abreviado. 
Vai-se transformando a língua no elemento mínimo para a transmissão da mensagem. Nós estamos 
a anos-luz de formar pessoas que, ao cabo do período de escolaridade, vão se relacionar com a 
escrita como uma ferramenta de conhecimento e de experiências estéticas, numa dimensão não 
pragmática. Restringir as ferramentas de linguagem a sua função utilitária é retirar de nós mesmos 
aquilo que nos humaniza — a capacidade de dizer de uma forma articulada. As novas bibliotecas têm 
de enfrentar essa questão.
Fonte : REVISTA Nova Escola . Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/templatebusca.
shtml?q=biblioteca%20escolar .Capturado em 21 fev. 2012.
Quer saber mais?
Bibliografia 
Confinamento cultural, infância e leitura, Edmir Perrotti, 112 págs., Ed. Summus, 
No site <www.saobernardo.sp.gov.br/secretarias/sec/rebi/>, você encontra 
informações sobre a Rede Escolar de Bibliotecas Interativas de São Bernardo do 
Campo, idealizada por Edmir Perrroti.
2. Modelo de estatuto da associação de 
amigos da biblioteca
(deverá ser adaptado conforme os objetivos de cada modalidade de biblioteca)
CAPÍTULO I
DENOMINAÇÃO, SEDE, FINALIDADE, DURAÇÃO
Art. 1o – A SOCIEDADE DE AMIGOS DA BIBLIOTECA.......................................... – SAB é uma 
associação civil, sem fins lucrativos e com prazo de duração indeterminado, que se regerá pelo 
presente Estatuto e pelas disposições legais aplicáveis.
Art. 2o – A SAB tem como sede e foro a cidade............................................do Estado ...........................
Art. 3o – Constituem objetivos e finalidades da Sociedade:
I – construir um quadro social e realizar movimentos comunitários destinados a adquirir recursos, 
visando ao aprimoramento patrimonial, técnico e cultural da Biblioteca;
II – firmar convênios para os fins sociais, com pessoas jurídicas de direito público e de direito 
privado, nacionais ou estrangeiras;
http://revistaescola.abril.com.br/template-busca.shtml?q=biblioteca escolar
http://revistaescola.abril.com.br/template-busca.shtml?q=biblioteca escolar
http://revistaescola.abril.com.br/template-busca.shtml?q=biblioteca escolar
http://revistaescola.abril.com.br/template-busca.shtml?q=biblioteca escolar
http://www.saobernardo.sp.gov.br/secretarias/sec/rebi/
50
ANEXO
III – obter de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, 
subvenções, doações em dinheiro ou em obras, destinadas à consecução dos objetivos da Sociedade.
IV – promover, em parceria com empresas ou outras instituições, atividades culturais rotineiras da 
Biblioteca, bem como seminários, mesas redondas, debates, ciclos de palestras, cursos, reuniões, 
encontros, conferências, exposições, espetáculos artísticos, projeções cinematográficas, lançamentos 
de livros e publicações;
V – prestar quaisquer serviços compatíveis com os objetivos acima citados;
VI – incentivar a formação de agentes culturais comunitários, apoiando o engajamento de pessoas 
e entidades nas ações da Biblioteca;
VII – divulgar na comunidade a Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei no 8313, de 23/12/1991 
– LeiRouanet, bem como as leis de incentivos fiscais estaduais, visando a captar recursos para 
desenvolvimento de projetos da biblioteca;
VIII – veicular, por meio de estratégias de marketing, a imagem da biblioteca como um serviço 
essencial para assegurar os valores de cidadania e o desenvolvimento econômico e social da 
comunidade;
IX – fomentar a atuação da Biblioteca como centro de informação e leitura da comunidade; 
X – promover a participação ativa da Biblioteca nos programas educacionais, principalmente, os de 
alfabetização. 
CAPÍTULO II
QUADRO SOCIAL
Art. 4o – É ilimitado o número de associados, podendo participar do quadro social pessoas físicas ou 
jurídicas, desde que satisfaçam às exigências e condições previstas neste Estatuto, não respondendo 
pelas obrigações sociais.
Art. 5o – As pessoas jurídicas associadas deverão submeter à aprovação da Diretoria Executiva o 
nome de até duas pessoas físicas, com poderes para representá-las na SAB, podendo votar e ser 
votados.
Parágrafo Único – Os representantes do que trata o presente artigo poderão ser substituídos a 
qualquer tempo.
Art. 6o – A SAB terá as seguintes categorias de associados.
a) FUNDADORES
Aqueles que participaram da constituição da SAB.
b) BENEMÉRITOS
As pessoas físicas que tiveram prestado relevantes serviços à SAB, à Biblioteca ou à área cultural.
51
ANEXO
c) CONTRIBUINTES
Aqueles que colaboram com a anuidade fixada pelo Conselho Deliberativo.
d) COLABORADORES
As pessoas físicas que contribuam com quantia inferior à anuidade.
Parágrafo Único – Os sócios colaboradores não possuem direito a voto.
Art. 7o – A admissão de associados será feita mediante proposta escrita e assinada pelo candidato.
Art. 8o – A proposta para associado benemérito deverá ser justificada convenientemente, subscrita 
por 03 (três) associados, no mínimo, da mesma categoria, ou por membro do Conselho Deliberativo. 
O Conselho Deliberativo apreciará o pedido pelo voto da maioria de seus membros presentes.
Art. 9o – Os associados pagarão preferencialmente no primeiro trimestre de cada ano as anuidades.
Parágrafo Primeiro – O valor das anuidades correspondentes às diversas categorias será fixado pela 
Assembleia da SAB, nos termos do art. 31 o , alínea “j”.
Parágrafo Segundo – Os associados das diversas categorias poderão contribuir com importâncias 
suplementares, tendo em vista os objetivos da Entidade.
Parágrafo Terceiro – A critério da Diretoria Executiva, as contribuições previstas neste artigo 
poderão ser prestadas de forma a atender a conveniência dos associados.
CAPÍTULO III
DIREITOS E DEVERES DOS ASSOCIADOS
Art. 10 – São direitos dos Associados:
a) assistir às Assembleias Gerais;
b) ter antecedência de informação sobre os eventos promovidos ou patrocinados pela SAB;
c) propor novos associados, obedecidas as exigências Estatutárias;
d) receber um certificado e carteira da categoria correspondente a sua inscrição;
e) os associados quites poderão ter delegação, outorgada pelo Presidente do Conselho Deliberativo, 
para representar a SAB em Congressos, Jornadas, Encontros e demais atividades culturais 
promovidas por outras associações nacionais e/ou estrangeiras;
f) apresentar sugestões ao Conselho Deliberativo relativamente a matérias de interesse geral;
g) gozar das vantagens correspondentes a sua categoria, conforme for decidido pelo Conselho 
Deliberativo;
52
ANEXO
h) votar e ser votado para os cargos da SAB.Art. 11 – São deveres de todos os associados:
a) respeitar e obedecer ao Estatuto e aos demais Atos Normativos;
b) pagar com regularidade as contribuições.
Art. 12 – Será excluído o associado que incorrer nas seguintes faltas:
a) deixar de solver seus compromissos financeiros com a SAB por mais de 01 (um) ano sem 
justificativa convincente e comprovada;
b) ter atuação pública e notória contrária aos interesses da Entidade.
Parágrafo Único – A exclusão é ato decisório da competência do Conselho Deliberativo.
CAPÍTULO IV
PATRIMÔNIO E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
Art. 13 – O patrimônio da SAB é constituído de:
a) contribuições dos associados em suas diversas categorias;
b) subvenções federais, estaduais e municipais;
c) doações, patrocínios, legados ou outros recursos que lhe forem concedidos por pessoas físicas ou 
jurídicas, associadas ou não;
d) bens móveis ou imóveis e direitos pertencentes à SAB, bem como rendas decorrentes de sua 
exploração;
e) rendas eventuais, provenientes dos serviços e atividades oferecidas pela SAB.
Parágrafo Primeiro – O valor dos serviços a serem prestados pela SAB será fixado pela Diretoria 
Executiva.
Parágrafo Segundo – As rendas da SAB serão integralmente aplicadas na consecução e no 
desenvolvimento de suas finalidades sociais.
CAPÍTULO V
ÓRGÃOS SOCIAIS
Art. 14 – A SAB será integrada pelos seguintes órgãos:
a) Assembleia Geral;
b) Conselho Deliberativo;
c) Diretoria Executiva;
d) Conselho Fiscal;
53
ANEXO
Art. 15 – Os membros da Assembleia Geral, do Conselho Deliberativo, da Diretoria Executiva 
e do Conselho Fiscal não são remunerados, por qualquer forma, e nem são distribuídos lucros, 
bonificações ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou 
pretextos.
ASSEMBLEIA GERAL
Art. 16 – A Assembleia Geral, órgão soberano, de deliberação social, poderá ser Ordinária ou 
Extraordinária. A Assembleia Geral Ordinária reunir-se-á anualmente no decorrer do primeiro 
trimestre.
Art. 17 – A convocação da Assembleia Geral Ordinária ou Extraordinária, deverá ser feita por Edital, 
com antecedência de 10 (dez) dias da data da reunido, por iniciativa do Presidente do Conselho 
Deliberativo.
Parágrafo Único. Havendo urgência, o prazo referido no parágrafo anterior poderá ser dispensado, 
procedendo-se a convocação de todos os associados por carta, que lhes será entregue pessoalmente, 
salvo se ausentes desta cidade, caso em que será postada para a sua residência.
Art. 18 – A Assembleia Geral Ordinária ou Extraordinária instalar-se-á, em primeira convocação, 
com a presença da maioria dos associados com direito a voto e, em segunda, 30 (trinta) minutos 
após a primeira, com qualquer número de associados com igual direito. Os associados com direito a 
voto poderão votar por meio de carta.
Art. 19 – A Assembleia Geral. Extraordinária será convocada por iniciativa do Presidente do 
Conselho Deliberativo ou, na sua ausência ou impedimento pelo seu substituto ou por convocação 
de, no mínimo, um terço (1 /3) dos associados em pleno gozo dos seus direitos estatutários.
Art. 20 – À Assembleia Geral Ordinária compete:
a) examinar e pronunciar-se sobre o relatório do balanço e da situação financeira do exercício 
anterior, com prévia aprovação do Conselho Fiscal;
b) apreciar os planos de ação da Diretoria Executiva;
c) fixar o número de membros do Conselho Deliberativo;
d) eleger, entre os associados com direito a voto, os membros do Conselho Deliberativo, cujos 
mandatos serão de 02 (dois) anos, permitida a reeleição;
e) eleger, entre os associados com direito a voto, os membros do Conselho Fiscal, cujos mandatos 
serão de 02 (dois) anos, permitida a reeleição.
Art. 21 – A Assembleia Geral Extraordinária poderá ser convocada a qualquer tempo para:
a) deliberar sobre reforma do Estatuto vigente;
b) decidir sobre a dissolução da Associação;
54
ANEXO
c) decidir sobre qualquer assunto relevante e de interesse da Associação e/ou de seus associados.
Art. 22 – As decisões das Assembleias Gerais serão tomadas por maioria simples de votos.
Parágrafo Único. Nas Assembleias Gerais, qualquer associado poderá ser representado por outro, 
mediante procuração. O associado representante terá direito a um voto para cada associado 
representado até o máximo de cinco votos, inclusive o dele.
Art. 23 – Quando uma Assembleia Geral Extraordinária for convocada, para deliberar sobre a 
dissolução da SAB, a decisão será tomada por três quartos (3/4) dos votos.
CONSELHO DELIBERATIVO
Art. 24 – O Conselho Deliberativo, órgão orientador da SAB, eleito em Assembleia Geral, será 
constituído por associados com direito a voto, com interesse em assuntos culturais, e pelo Diretor 
da SAB, Conselheiro Nato.
Parágrafo Único. O mandato dos membros eleitos do Conselho Deliberativo será de 02 (dois) anos, 
permitindo a reeleição.
Art. 25 – O Presidente e o 2o Vice-Presidente serão eleitos, pelos seus pares, por mandato de 02 
(dois) anos, permitida a reeleição.
Parágrafo Único. O 2o Vice-Presidente do Conselho Deliberativo será o Diretor da Biblioteca.
Art. 26 – O Conselho Deliberativo reúne-se, por convocação do Presidente, sempre que necessário. 
As Atas das reuniões serão lavradas em livro próprio.
Art. 27 – O mandato do Conselheiro é pessoal, não podendo ser exercido por delegação.
Art. 28 – Para que as reuniões do Conselho Deliberativo possam se instalar em 1ª convocação 
e, validamente, deliberar, será necessária a presença da maioria de seus membros. Em segunda 
convocação, o Conselho Deliberativo poderá instalar-se com qualquer número.
Art. 29 – As deliberações do Conselho Deliberativo serão tomadas por maioria dos votos dos 
membros presentes. Caberá ao Presidente do Conselho, ou ao seu substituto, o voto de desempate.
Art. 30 – O Presidente, por proposta dos Conselheiros, poderá solicitar a presença, em suas reuniões, 
de terceiros, associados ou não da SAB, cuja competência possa parecer útil. Esses convidados não 
poderão participar das votações.
Parágrafo Único. Os membros da Diretoria Executiva serão convocados às reuniões.
Quando não forem membros do Conselho Deliberativo, não poderão participar das votações.
Art. 31 – O Conselho Deliberativo tem a incumbência de:
a) estabelecer as diretrizes fundamentais da política geral da SAB, verificar e acompanhar sua 
execução, conforme o Estatuto;
55
ANEXO
b) eleger, entre os membros eleitos do Conselho Deliberativo, o Presidente e o 2o Vice-Presidente, 
por mandato de 02 (dois) anos, permitida a reeleição;
c) designar os membros da Diretoria Executiva, cujo mandato será de 02 (dois) anos;
d) autorizar a Diretoria Executiva a comprar ou alienar bens, contrair empréstimos, dar garantias 
e contratar;
e) apreciar a proposta e modificações do Regimento Interno da SAB, apresentadas pela Diretoria 
Executiva;
f) outorgar os títulos de associado honorário às pessoas que houverem prestado serviços relevantes 
à SAB e/ou à área cultural, nos termos do art. 8o;
g) deliberar sobre a exclusão de associados, em qualquer categoria, nos termos do art. 12, parágrafo 
único;
h) examinar anualmente a proposta de Plano de Ação da Diretoria Executiva;
i) apreciar anualmente o parecer do Conselho Fiscal, bem como as demonstrações financeiras e o 
orçamento anual encaminhados e apresentados pela Diretoria Executiva;
j) fixar o valor das contribuições relativas às categorias de sócios de que trata o art. 6o;
l) apreciar a criação de classificações dentro das categorias de Associados Pessoas Jurídicas e de 
Associados Pessoas Físicas, nos termos das alíneas “c” do art. 6o;
m) apreciar outras matérias que decorram de decisão da Assembleia Geral ou da dinâmica 
organizacional.
Art. 32 – Compete ao Presidente do Conselho Deliberativo representar a SAB, ativa e passivamente, 
em juízo ou fora dele, cabendo-lhe o título de Presidente da SAB.
Parágrafo Único O 1o Vice-Presidente substituirá o Presidente em suas ausências e impedimentos e 
o 2o Vice-Presidente substituirá o 1o em suas ausênciase impedimentos eventuais.
DIRETORIA EXECUTIVA
Art. 33 – A Diretoria Executiva, nos termos do art. 15, compor-se-á dos seguintes membros:
a) Diretor Executivo;
b) Diretor Adjunto.
Art. 34 – Os membros do Conselho Deliberativo poderão acumular suas funções com a de membros 
da Diretoria Executiva.
Art. 35 – Compete à Diretoria Executiva:
56
ANEXO
a) promover a realização dos objetivos a que se propõe a SAB;
b) administrar a SAB, executando as deliberações de competência da Assembleia Geral e do Conselho 
Deliberativo;
c) cumprir e fazer cumprir o presente Estatuto;
d) elaborar as demonstrações financeiras e o orçamento anual, com parecer do Conselho Fiscal, 
para apreciação do Conselho Deliberativo, que os submeterá à Assembleia Geral;
e) elaborar e reformar o Regimento Interno para apreciação do Conselho Deliberativo;
f) elaborar o projeto de reforma deste Estatuto, a ser submetido ao Conselho Deliberativo, que 
apresentará à Assembleia Geral Extraordinária, na forma Estatutária;
g) assinar convênios e demais instrumentos de interesse sociocultural ou educacional para a SAB;
h) contratar pessoal desde que autorizado pelo Conselho Deliberativo;
i) administrar as finanças da SAB, investindo os recursos existentes da melhor maneira possível, 
emitir cheques e títulos, assinar quaisquer contratos e outorgar garantias, se necessário, com prévia 
aprovação do Conselho Deliberativo;
j) fixar os valores dos serviços a serem prestados pela SAB;
k) outorgar procuração a terceiros, fixando, no instrumento de mandato, os poderes e o prazo de sua 
duração;
l) participar das reuniões do Conselho Deliberativo, nos termos do art. 30, parágrafo único;
m) submeter ao Conselho Deliberativo e à Assembleia Geral, anualmente, a proposta de Plano de 
Ação da SAB.
Art. 36 – São atribuições do Diretor Executivo:
a) superintender, supervisionar e fiscalizar os serviços necessários à Administração da Entidade;
b) cumprir e fazer cumprir os dispositivos do Estatuto e deliberações da Assembleia Geral, do 
Conselho Deliberativo e da Diretoria Executiva.
Art. 37 – São atribuições do Diretor Adjunto:
a) substituir o Diretor Executivo em suas ausências e seus impedimentos;
b) assistir o Diretor Executivo em suas obrigações na administração da SAB;
Art. 38 – Os atos de qualquer natureza que envolvam obrigações sociais, inclusive aquisição e 
oneração de bens e móveis e imóveis, bem como contratação de empréstimos, emissão de cheques 
e outras ordens de pagamento, serão, obrigatoriamente, assinados pelo Diretor Executivo e pelo 
57
ANEXO
Diretor Adjunto ou, no caso de impedimento de 01 (um) deles, por procuração nomeado na forma 
do item “k”, do art. 35.
CONSELHO FISCAL
Art. 39 – O Conselho Fiscal, órgão de fiscalização econômico-financeira da SAB, compor-se-á de 03 
(três) associados, membros efetivos e de 03 (três) suplentes eleitos pela Assembleia Geral Ordinária, 
entre os associados com direito a voto.
Art. 40 – O Conselho Fiscal deverá reunir-se ordinariamente 02 (duas) vezes por ano e
extraordinariamente sempre que se fizer necessário, com participação de 03 (três) de seus membros.
Parágrafo Único. Em caso de impedimento de membros efetivos de Conselho Fiscal, será convocado 
um dos membros suplentes.
Art. 41 – As deliberações do Conselho Fiscal serão tomadas por maioria de votos e constarão de Ata 
lavrada em livro próprio, aprovada e assinada no final dos trabalhos de cada reunião, pelos 03 (três) 
Conselheiros Fiscais presentes.
Art. 42 – Compete ao Conselho Fiscal:
a) examinar a escrituração contábil da SAB, assim como a documentação a ela referente, emitindo 
parecer;
b) examinar o relatório das atividades da SAB, assim como a demonstração dos resultados 
econômico-financeiros do exercício findo, emitindo parecer quanto a esses últimos;
c) examinar, semestralmente, as demonstrações dos resultados econômico-financeiros da SAB, 
emitindo parecer;
d) examinar se os montantes das despesas e inversões realizadas estão de acordo com os programas 
e decisões da Assembleia Geral, emitindo parecer.
Parágrafo Único. Para os exames e as verificações adequadas dos livros, das contas e dos documentos 
necessários, poderá o Conselho Fiscal, ouvida a Diretoria Executiva, contratar o assessoramento de 
técnico especializado e registrado em órgão competente.
Fonte: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Bibliotecas públicas: princípios e diretrizes. Rio de 
Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional/Departamento de Processos Técnicos, 2000. 160 p.

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