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Profe Alê Lopes
Cásper Líbero- Profe Alê Lopes
https://www.youtube.com/wa
tch?v=ghCERtcaw78
https://www.youtube.com/watch?v=ghCERtcaw78
Profe Alê Lopes
Bem-Vindas e Bem-Vindos!
@profe.ale.lopes
História e Sociologia Articuladas
https://t.me/profealopes
Estrategia Vestibulares
• A Semana de Arte Moderna foi parte
fundamental do Movimento Modernista
Brasileiro
• Ocorreu durante o período da República
Velha, entre 13 e 17 de Fevereiro de 1922.
• Ocorreu no contexto da comemoração do
Centenário da Independência do Brasil.
• O cenário social e político era repleto de
tensões políticas, sociais e econômicas
movimento ao
• Foi um acontecimento, ao mesmo tempo,
revolucionário e aristocrático.
Profe Alê Lopes
Movimento 
Modernista
Ideário
Modernista
Mudança no 
Pensamento
Mudanças 
políticas e 
econômicas
Traz a crítica política e 
social ao contexto da 
época. NACIONALISMO
Traz a crítica às 
manifestações estéticas 
conservadoras –
LIBERDADE ESTÉTICA
Profe Alê Lopes
E O QUE É SER MODERNO HOJE?
Profe Alê Lopes
Contexto da Década 
de 1920 no Mundo
Profe Alê Lopes
Entre 1918 e 1920
• Fim da 1ª. Guerra
• Acordos e tratativas da 1ª. GM
• Fim da Bele Époque – fim da euforia 
com a ideia do progresso constante
• Vanguardas artísticas 
(Expressionismo, cubismo, futurismo, 
dadaísmo e surrealismo)
O Grito, de Edvard Munch, 1893
Profe Alê Lopes
Contexto no Brasil: a 
transição entre o 
passado e o moderno
Profe Alê Lopes
1922: Tensão e Centenário da Independência
1922 foi um ano crítico para o 
governo brasileiro, repleto de 
disputas políticas e levantes 
militares.
Crise Política 
(disputas entre 
oligarquias)
Questão social
Movimento 
Operário: Greves
Criação do PCB
Movimento 
Tenentista
Movimento 
Modernista
Profe Alê Lopes
Profe Alê Lopes
Um país sem povo não é uma nação...
“A República Velha foi quase insensível às vozes desses novos 
protagonistas; procurou reciclar a história, todavia não incorporou 
o povo como ator. É sintomática a ausência de qualquer proposta 
para o ex-escravo; não se implanta a escola pública universal e 
gratuita; não se facilita o acesso à propriedade da terra e não se 
desenvolve nenhum mecanismo compensatório. É preservado o 
controle social pela instalação da contravenção da vadiagem, pela 
qual a polícia podia deter qualquer cidadão sob a acusação de ser 
vadio.” - (Carlos Lessa – sociólogo. Estudos Avançados USP, 2008))
Profe Alê Lopes
Silvio Romero
❑Localizava os problemas do povo brasileiro e do caráter nacional no princípio biológico da
raça.
❑Para ele, a mestiçagem seria a saída para a construção da homogeneidade nacional.
❑A mestiçagem seria o caminho para extinguir os grupos indígenas e negros através de sua
diluição na raça branca, ou seja, era uma via de assimilação das raças inferiores.
❑A mestiçagem possibilitaria ao Brasil escapar dos prognósticos pessimistas anunciados por
teóricos como o conde Arthur de Gobineau para quem a população brasileira, “totalmente
mulata, viciada no sangue e no espírito e assustadoramente feia”, inviabilizaria a existência
da nação civilizada.
❑Para Romero, negros, africanos, trabalhadores são a “classe perigosa”.
❑Brancos são o padrão da moralidade/beleza/progresso
Ideário naturalista, evolucionista, social-darwinista.
Profe Alê Lopes
Oliveira Vianna:
Imbuído pelas concepções do naturalismo sociológico explicou a evolução do povo brasileiro pelos parâmetros do 
determinismo mesológico e biológico. A influência recíproca entre esses dois fatores (meio e raça) teria gerado as 
características específicas do povo brasileiro:
• Haveria uma índole ou “alma” popular resultante das raízes culturais ibéricas submetidas às influências do meio 
geográfico brasileiro e às características específicas dos processos de colonização e exploração econômica.
• No meio haveria absoluta incompatibilidade entre o liberalismo e a realidade brasileira
• Povo desprovido do senso de solidariedade social ; Incapaz de se congregar para a defesa de causas de interesse
coletivo, povo atomizado, sem coesão interna e refratário à noção de espírito público
• Recorreu à teoria das elites dirigentes. (ELITISMO) - a elite exerceria uma função civilizadora sobre o conjunto da
população
• O sistema eleitoral e partidário é incapaz de selecionar a elite dirigente. (AUTORITÁRIO)
• Afirmou existir uma relação direta de causalidade entre as raças mais evoluídas lógica e nas formas mais
desenvolvidas de cultura. Por ilação, associou a elite dirigente com a raça alegadamente superior que seria a
branca
• Essa elite, pelo exemplo do comportamento e da educação pública e dos mecanismos de coerção administrativa e
jurídica exercidos sobre as classes inferiores, compostas em grande parte por mestiços e negros, iria
progressivamente incutir-lhes os padrões morais, de disciplina e procedimento, característicos de uma cultura
superior.
Profe Alê Lopes
O ideal do branqueamento
“O mestiço é a condição desta vitória do branco, 
fortificando-lhe o sangue para habitá-lo aos 
rigores do clima. É uma forma de transição 
necessária e útil que caminha para aproximar-se 
do tipo superior... Pela seleção natural [...] o tipo 
branco irá tomando a preponderância, até 
mostrar-se puro e belo como no velho mundo.”
Silvio Romero
A Redenção de Cam - Modesto Brocos
Profe Alê Lopes
▪ Para a maioria dos políticos da época, a questão social
não era percebida como sendo de natureza econômica
ou mesmo social, mas sim como um problema de
moral e higiene.
▪ Havia a tendência a tratá-la em conjunto com os
temas de educação e saúde.
▪ Daí surgiram as propostas de Reforma Sanitária,
Urbana e da Educação.
A questão social
1919
Profe Alê Lopes
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Sanitarização
Reforma Urbana
Vacinação E
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Classe
Raça
Profe Alê Lopes
Revoltas da Primeira República
Campesina/messiânica
Canudos 1893-97
Contestado 1912-1916
Sedição de Juazeiro 1911-14
Cangaço (movimento)1875-1940
Urbana
Vacina 1904
Chibata,10 
Tenentismo (militar)
Operária
Greve Geral de 
1917
✓ 18 do Forte de Copacabana (22)
✓ Revolução de 1924
✓ Coluna Prestes/Miguel Costa(25-27)
Profe Alê Lopes
Denúncia da realidade brasileira
Profe Alê Lopes
Que país é este?
Estrada de Ferro Central do Brasil, 
1924
Tarsila do Amaral
Profe Alê Lopes
Semana de Arte Moderna de 1922
❖ O modernismo rejeita o “academicismo” e o rigor,
tanto na escrita, quanto no traço, associando-os a
anacronismos do século 19, ligados a um mundo que
não existe mais.
Na década de 1920 era nítida a preocupação de se discutir a
identidade e os rumos da nação brasileira. Todos tinham algo
a dizer - políticos, militares, empresários, trabalhadores,
médicos, educadores, mas também artistas e intelectuais.
Como deveria ser o Brasil moderno?
Estrada de Ferro Central do Brasil - 1924
Profe Alê Lopes
Profe Alê Lopes
Profe Alê Lopes
Prenunciando a posterior invenção do movimento “Pau-Brasil”, Oswald
de Andrade aconselha os jovens pintores a buscarem “dos recursos
imensos do país, dos tesouros de cor, de luz, de bastidores que os
circundam, a arte nossa que afirme, ao lado do nosso intenso trabalho
material de construção de cidades e desbravamento de terras, uma
manifestação superior de nacionalidade”
Ressignificar o Brasil...
Profe Alê Lopes
Os Intérpretes do Brasil
Gilberto Freyre -
Casa Grande & 
Senzala
Sérgio Buarque de Holanda –
Raízes do Brasil
Profe Alê Lopes
Gilberto Freyre
•Tese da mestiçagem como elemento positivo e CONSTITUTIVO da cultura
brasileira
➢A miscigenação passa a ser o traço cultural originário do Brasil
•Oposição à eugenia = Separação entre CULTURA e RAÇA
➢A chave interpretativa da cultura substitui a noção de raça
•Metodologia compreensiva e pluridimensional (sociologia compreensiva
de Weber)
•Sociologia do cotidiano (hábitos e rituais prosaicos)
➢Atribuição de sentidos e conexões das recorrências cotidianas
➢Não basta olhar os antagonismos, mas relaçãoentre eles = vai perceber
ambiguidades e contradições
CONCLUSÃO:
O problema do Brasil não 
era a Raça, mas as 
estruturas do latifúndio 
monocultor escravista
Profe Alê Lopes
A formação da Sociedade brasileira
Família 
Patriarcal
ColonialismoEscravidão
“A família, não o indivíduo, nem tampouco o Estado
nem nenhuma companhia de comércio, é desde o
século XVI o grande fator colonizador no Brasil, a
unidade produtiva, o capital que desbrava o solo,
instala as fazendas, compra escravos, bois,
ferramentas, a força social que se desdobra em
política, constituindo-se na aristocracia colonial mais
poderosa da América.”
Gilberto Freyre
Brasil Colônia - Profe Alê Lopes
Sérgio Buarque e o 
método weberiano
Profe Alê Lopes
Uma trajetória ligada aos ideais Modernistas
Raízes do Brasil, 1936
➢ Um Ensaio sobre:
❑ o sistema colonial português (trabalhador X 
aventureiro)
❑ o patriarcado rural (o patriarcado como continum de 
poder)
❑ o homem “cordial” 
❑ os impasses do liberalismo brasileiro.
A família patriarcal fornece, assim, o
grande modelo por onde se hão de
calcar, na vida política, as relações entre
governantes e governados, entre
monarcas e súditos.
PATRIARCALISMO/PATRIMONIALISMO
o patriarcado forma o meio no qual se 
desenvolve o “homem cordial”. 
CORDIALIDADE
A busca pela identidade brasileira
Profe Alê Lopes
O esquema teórico analítico “de Sérgio”
Tradição Modernidade
Família patriarcal na 
sociedade colonial
Vida privada
Pessoalidade
Emoção/sentimento
Estado Burocrático
Vida pública
Impessoalidade
Racionalidade
Profe Alê Lopes
Conceito de Patrimonialismo
• Patrimonialismo é a invasão dos interesses privados na esfera pública.
“A entidade privada precede sempre a entidade pública. A nostalgia dessas organizações
compacta, única e intransferível, onde prevalecem NECESSARIAMENTE as preferências
fundadas em laços afetivos, não podiam deixar de marcar nossa sociedade, nossa vida
pública, todas as nossas atividades.”
“O resultado era predominarem, em toda a vida social, sentimentos próprios à comunidade
doméstica, naturalmente particularista e ANTIPOLÍTICA, uma invasão do público pelo
privado, do Estado pela família.”
Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil.
Profe Alê Lopes
Os legados
Profe Alê Lopes
O Manifesto Antropófago, Oswald de Andrade (1890-1954), é publicado em maio de 
1928, no primeiro número da Revista de Antropofagia, veículo de difusão do movimento 
antropofágico brasileiro.
• Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente.
Filosoficamente.
• Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os
individualismos, de todos os coletivismos. De todas as
religiões. De todos os tratados de paz.
• Tupi, or not tupi that is the question.
• Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.
• A alegria é a prova dos nove.
• Contra a Memória fonte do costume. A experiência
pessoal renovada.
• Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada
por Freud – a realidade sem complexos, sem loucura, sem
prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de
Pindorama
Abaporu, 1928 Tarsila do Amaral.
Profe Alê Lopes
Profe Alê Lopes
Profe Alê Lopes
E O QUE É SER MODERNO HOJE?
“O sentido histórico da inteligência nacional tem o germe
da atualidade e uma convulsão profundíssima da
realidade.” (Mario de Andrade)
Profe Alê Lopes
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