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FI SI O LO G IA H U M A N A 102 NOÇÕES DE IMUNIZAÇÃO Sob certos aspectos o corpo humano funciona como se fosse uma máquina, porém, a capacidade de pensar e de sentir nos diferencia definitivamente dos maquinismos por mais complicados que eles sejam. No século XVII, René Descartes sugeriu que o corpo e a mente eram coisas completamente separadas. Os novos conhecimentos indicam claramente que mente e corpo são inseparáveis e estão muito mais integrados do que parece. O mecanismo vital de cada um, tem de funcionar harmonicamente tanto no plano físico quanto no mental. Essa relação harmoniosa e completa que envolve bem-estar é o que se chama de saúde. Conhecer o funcionamento do próprio corpo é, sem dúvida, um passo fundamental para manter a saúde; prevenir a maioria das doenças e agir corretamente para nos curarmos no caso da doença instalada, também é de fundamental importância para a saúde. Atualmente, a ciência tem demonstrado um interesse muito grande na prevenção das doenças. É muito mais fácil e barato não adoecer, do que tratar uma doença. A ideia de prevenção no Brasil nasceu com o médico sanitarista Dr. Carlos Chagas, criador da saúde pública no Brasil para a prevenção de doenças. Dr. Carlos Chagas deixou muitos seguidores de seu trabalho; seus dois filhos: o Dr. Evandro Chagas que mesmo morrendo aos 35 anos, trabalhou muito pela saúde pública brasileira e o Dr. Carlos Chagas Filho, foi um brilhante cientista que sempre realizou suas pesquisas voltadas para saúde pública, principalmente com a idéia de prevenir doenças. Carlos Chagas e Oswaldo Cruz, dois grandes médicos que se preocuparam com a saúde pública no Brasil SAÚDE X DOENÇA SAÚDE Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), saúde não é só a ausência de doença, mas o completo bem-estar físico e mental, moral e social do indivíduo. Condição de harmonia e equilíbrio entre todas as funções orgânicas, físicas e mentais. São conhecidos três tipos de indicadores de saúde: diretos, de nível de vida e indiretos. Os indicadores diretos de saúde são os específicos para a área de saúde como a taxa de mortalidade infantil e a esperança de vida ao nascer. Os indicadores do nível de vida são os que refletem a qualidade de vida da população. Entre eles destacam-se a renda per capita, o nível de alfabetização e escolaridade, e os dados relativos à alimentação e à nutrição. FI SI O LO G IA H U M A N A 103www.biologiatotal.com.br Entre os indicadores indiretos de saúde podemos citar as informações sobre as condições ambientais e o número de médicos por habitante. DOENÇA É qualquer interferência no perfeito equilíbrio biopsicossocial do indivíduo. Podemos representar a doença como uma “avaria” na “máquina” do nosso organismo. Essa avaria pode ter várias causas e o conserto dela também pode ocorrer de várias formas. De modo geral, as doenças podem ser: 1. DOENÇA AGUDA – São aquelas que têm um curso acelerado, terminando com convalescença ou morte em um curo espaço de tempo. Ex. gripe. 2. DOENÇA CRÔNICA – É uma doença que persiste por períodos superiores a seis meses e não se resolve em um curto espaço de tempo. As doenças crônicas acompanham o indivíduo durante um tempo relativo da sua vida e, em muitos casos não há cura, apenas tratamentos periódicos, tornando-se assim um agravante no bem-estar e qualidade de vida do indivíduo.Ex.: artrite. 3. DOENÇAS HEREDITÁRIAS – são doenças caracterizadas por transmitir-se de geração em geração, isto é de pais a filhos, na descendência e que se pode ou não manifestar em algum momento de suas vidas. As principais são diabetes, hemofilia, hipertensão, obesidade e as alergias. Por exemplo, o daltonismo e a hipertensão. 4. DOENÇAS AUTOIMUNES – algumas vezes, por razões ainda pouco conhecidas, o nosso sistema imune ataca o nosso próprio corpo levando a vários tipos de doenças autoimunes. Por exemplo, o lúpus eritematoso e a artrite reumática. As formas como uma doença se manifesta podem resultar em: Endemia - Doença habitualmente comum entre pessoas de uma região, cuja incidência constantemente grande, se prende à ocorrência de determinados fatores locais. Ex: doença de Chagas, malária, etc. Epidemia - Doença contagiosa que atinge de repente um grande número de pessoas numa mesma época, numa área onde sua incidência é habitualmente pequena ou nula. Ex: dengue, sarampo, conjuntivite viral, etc. Pandemia - Doença contagiosa, de caráter epidêmico que se propaga muito rapidamente, atingindo grande número de pessoas nas populações de todo um continente ou mesmo de todo mundo e assumindo aspectos alarmantes. Ex: AIDS, varíola, gripe espanhola, etc. MECANISMOS DE DEFESA DO CORPO HUMANO Os mecanismos de defesa do corpo humano podem ser agrupados em duas categorias: Mecanismos de defesa não-específicos: não distinguem um agente infeccioso do outro. Incluem duas linhas de defesa que os invasores encontram ao tentarem penetrar em nosso corpo. A primeira linha á a mais externa: nossa pele e as membranas mucosas do sistema respiratório, digestivo e urogenital. Se um microrganismo conseguir vencer essas barreiras, vai enfrentar a segunda linha de defesa não - especifica que é interna: são substâncias químicas e células que matam indiscriminadamente qualquer agente infeccioso que penetre em nosso organismo seja vírus, bactéria, fungo ou protista. Elas agem imediatamente após a infecção. Em alguns casos, a inflamação é um sinal desse tipo de defesa. FI SI O LO G IA H U M A N A 104 Mecanismos de defesa específicos: essa é a terceira e última linha de defesa e corresponde ao nosso sistema imune. Nesse caso, as respostas são específicas e não genéricas. O funcionamento do sistema imune é baseado em algumas moléculas, células e órgãos. As moléculas são os antígenos e os anticorpos. As células são certos linfócitos e os órgãos são o timo, o baço, os nódulos linfáticos e a medula óssea vermelha. Esses mecanismos agem junto com a segunda linha de defesa. Primeira linha de defesa: A pele e a mucosa (barreira mecânica) Segunda linha de defesa: As células de defesa, os interferons e a resposta inflamatória. Fagocitose INTERFERONS Uma grande variedade de proteínas atua no sistema não-específicos de defesa. Dentre elas, destacam-se os interferons. Os interferons foram inicialmente descritos em 1957, quando pesquisadores descobriram que células infectadas por vírus produzem uma substância que ajuda outras células não- atacadas a resistirem ao ataque viral. Essas substâncias, portanto, interferem na infecção viral, daí o seu nome. Os interferons não salvam as células já infectadas pelos vírus, mas ajudam outras células não-infectadas a se defenderem. Essa defesa não é específica. O interferon produzido como resposta ao ataque de um tipo de vírus confere resistência ao ataque de outros tipos de vírus também. RESPOSTA INFLAMATÓRIA Uma das respostas imunes mais generalizadas a uma infecção é a resposta inflamatória. Células machucadas ou infectadas liberam alarmes químicos que são principalmente histaminas e prostaglandinas. Essas substâncias promovem dilatação dos vãos no local. Isso determina maior fluxo de sangue na região infectada e faz com que o local fique avermelhado. Ocorre imigração, por diapedese, de fagócitos do sangue para os tecidos. Os neutrófilos são os primeiros a chegar e depois vêm os monócitos do sangue, que se transformam em macrófagos. O pus que frequentemente se acumula no local da infecção consiste basicamente de células mortas. Líquidos que saem dos capilares nos pontos de infecção provocam o inchaço ou edema – a resposta de defesa local. FI SI O LO G IA H U M A N A 105www.biologiatotal.com.br No entanto, essa resposta pode ser generalizada pelo corpo quando a infecção é maior. Essas respostas chamadas sistêmicas podem ser constatadas pelo aumento significativo do número de leucócitos do sangue. Issopode ser verificado através de um exame de sangue denominado hemograma, no qual o sangue é coletado e analisado sob microscópio, contando- se o número de glóbulos brancos e vermelhos e de plaquetas. Essas informações são valiosas em diagnósticos de várias doenças como nos casos de doenças infecciosas. Outra resposta generalizada de nosso corpo a uma infecção é a febre. Tanto toxinas produzidas por um agente patogênico como substâncias eliminadas pelos macrófagos quando estão destruindo os agentes infecciosos podem desencadear a febre. Essas substâncias são chamadas pirógenas (piro = fogo). Elas chegam à corrente sanguínea e são conduzidas até o cérebro estimulando o aumento da temperatura do corpo: é a febre. Esse aumento da temperatura é uma resposta de defesa, pois estimula a atividade dos fagócitos e inibe o desenvolvimento das bactérias. Apesar de ser uma resposta importante, a febre não pode ser muito alta, pois pode provocar desnaturação proteica levando o indivíduo à morte. Assim, devemos controlar a febre para que não suba muito. A temperatura normal do corpo humano é de 37ºC. É recomendável tomar providências para abaixar a febre quando ela começa a passar dos 38ºC. MECANISMOS ESPECÍFICOS DE DEFESA: O SISTEMA IMUNE A terceira linha de defesa do nosso corpo é a mais efetiva de todas: o nosso sistema imune. Ele se diferencia dos mecanismos não-específicos de defesa por dois fatores básicos: especificidade e memória. A especificidade refere-se à capacidade do sistema em reconhecer e eliminar certos microrganismos ou substâncias estranhas ao nosso corpo. O elemento estranho capaz de estimular uma resposta imune é chamado antígeno. O sistema imune responde ao antígeno produzindo uma proteína chamada anticorpo que é específica para aquele antígeno. Os anticorpos são proteínas denominadas genericamente imunoglobulinas. Essas proteínas têm em geral moléculas com forma de Y, sendo que a especificidade dessas moléculas reside nos dois braços do Y, que contêm sequências definidas de aminoácidos. Estrutura dos anticorpos Os anticorpos podem ser considerados “armas que defendem o nosso corpo no nível molecular”. A reação antígeno-anticorpo é específica. Cada anticorpo reage só com o antígeno que determinou a sua produção. A memória refere-se à capacidade que o sistema imune tem de reconhecer novamente um mesmo antígeno e reagir contra ele produzindo rapidamente mias anticorpos específicos ou resposta imunes específicas. FI SI O LO G IA H U M A N A 106 Sistema linfático IMUNIDADE HUMORAL E CELULAR Durante a década de 60 foram descobertas duas principais classes de respostas imunes mediadas por dois tipos diferentes de linfócitos. A imunidade humoral (humor = fluido corporal) é media- da pelos linfócitos B. O nome desses linfócitos deve-se ao fato de eles terem sido inicialmente descobertos nas aves, sendo produzidos em uma estrutura denominada Bursa de Fabricius, ausente nos mamíferos. Nos mamíferos esses linfócitos são produzidos na medula óssea vermelha. Nesse tipo de imunidade há produção de anticorpos que são lança- dos na corrente sanguínea onde se unem aos antígenos que induziram sua produção. A imunidade celular é mediada pelos linfócitos T. Estes também são produzidos na medula óssea, mas migram para o Timo (daí seu nome), onde amadurecem. Depois de prontos, migram para os linfonodos, para o baço, para as adenoides e amígdalas. FI SI O LO G IA H U M A N A 107www.biologiatotal.com.br Esses linfócitos não produzem anticorpos, mas possuem na membrana plasmática, proteínas que atuam como anticorpos e que são denominadas proteínas receptoras de antígeno. Elas não reagem com antígenos presentes nas membranas celulares de outras células e nunca se dissociam da membrana do linfócito. A resposta imune, nesse caso, é célula a célula sendo que a célula-alvo é destruída pelo linfócito. Existem três tipos de linfócitos T sendo que dois deles interagem com os linfócitos B: Linfócitos T citotóxicos: reconhecem e destroem células que possuem na membrana plasmática moléculas estranhas ao corpo do indivíduo. Essas moléculas podem ser, por exemplo, a cápsula proteica de um vírus. Por sua ação os linfócitos T são também chamados de “linfócitos assassinos” ou killer, em inglês. São esses linfócitos os principais responsáveis pela rejeição de órgãos transplantados. Esses linfócitos não têm atividade fagocitária. Eles não destroem diretamente o micróbio invasor, mas sim as células do nosso corpo que estão sendo atacadas por um agente infeccioso como é o caso dos vírus. Os linfócitos T citotóxicos também são capazes de reconhecer células can cerígenas do nosso corpo e destruí-las antes que formem um tumor maligno. A atuação dessas células é peculiar. Elas possuem, próximo à membrana plasmática, vesículas repletas de pro- teínas denominadas perfurinas que são lançadas por exocitose sobre a membrana plasmática da célula infectada. Essas proteínas provocam perfurações na membrana plasmática da célula infectada propiciando a entrada de água. Com isso a célula estoura e morre, matando também os invasores. Linfócitos T auxiliares: reconhecem um antígeno, estimulam os linfócitos B a produzirem anticorpos e ativam os linfócitos T citotóxicos. São os linfócitos T auxiliares os atacados pelo vírus da AIDS. Com isso, ficam prejudicados o reconhecimento de antígenos e a subsequente estimulação dos linfócitos de combate. O indivíduo torna-se vulnerável a várias doenças que caracterizam a AIDS, vindo a morrer. Linfócitos T supressores: inibem a produção de anticorpos pelos linfócitos B quando esses anticorpos já estão em concentração adequada ou já não são mais necessários. Tanto os linfócitos B como os linfócitos T concentram-se em estruturas do sistema linfático como os nódulos linfáticos e o baço. O QUE ACONTECE NA IMUNIDADE HUMORAL Uma criança ao nascer já recebeu alguns anticorpos da mãe pela placenta. Outros são passados para o bebê durante a amamentação. Além desses, as crianças já têm geneticamente a capacidade de produzir grande número de anticorpos e vão acumulando novos à medida que se expõem ao meio. Quando um antígeno penetra em nosso corpo e é reconhecido por um linfócito B desencadeia-se a resposta imune humoral. Assim que ocorre o reconhecimento, o linfócito B aumenta de tamanho e divide-se por mitose dando origem a duas células que também se dividem por mitose, repetindo-se esse processo várias vezes, até que se formem várias células geneticamente idênticas entre si. Essas células compõem um clone daquele tipo de linfócito B. Muitos desses linfócitos transformam- se em plasmócitos e dirigem-se aos tecidos conjuntivos, especialmente os tecidos linfóides. Os plasmócitos são células que conseguem sintetizar grandes quantidades do anticorpo específico liberando-o na corrente sanguínea. No sangue, esses anticorpos reagem com o antígeno inativando-o e tornando-o mais fácil de ser ingerido pelos macrófagos e neutrófilos. FI SI O LO G IA H U M A N A 108 As células desse clone de linfócitos B diferenciam- se em células B da memória imunológica que ficam armazenadas nos nódulos linfáticos, em outros órgãos linfóides e eventualmente na medula óssea. Essas células têm vida longa e ficam prontas para entrar em atividade assim que o mesmo antígeno penetrar novamente em nosso corpo. Na imunidade celular, quando um micróbio, como um vírus, penetra em nosso corpo pela primeira vez e invade uma célula, sua presença nessa célula pode ser reconhecida por um linfócito T citotóxico específico. Esse reconhecimento estimula o linfócito T citotóxico que aumenta de tamanho e divide-se desencadeando a formação de um clone. Parte das células desse clone dá origem aos linfócitos T citotóxicos ativados que vão destruir as células parasitadas. Outra parte vai formar as células T da memória imunológica. Havendo uma segunda infecçãopelo mesmo micróbio (que corresponde ao mesmo antígeno), as células T da memória são ativadas e diferenciam-se em linfócitos T citotóxicos que vão destruir mais rapidamente as células infectadas por aquele tipo de micróbio. Na imunidade humoral e celular a estimulação dos linfócitos B ou dos linfócitos T citotóxicos, respectivamente, pode ser feita diretamente pelos antígenos ou por outro mecanismo mais complexo: o antígeno é fagocitado por macrófago que se torna uma célula “apresentadora” de antígenos. Essa vai estimular os linfócitos B ou os linfócitos T citotóxicos, dependendo do tipo de antígeno. Ação do sistema imune Mesmo depois de uma infecção ter sido combatida, o organismo ainda possui certa quantidade de linfócitos especiais, as células de memória, que guardam durante anos (geralmente pela vida toda capacidade de reconhecer agentes invasores que já tiveram contato com o organismo. Sempre que ocorrer um novo ataque, as células de memória são ativadas e iniciam um processo de multiplicação que rapidamente forma um verdadeiro exército de células específicas de defesa. Respostas imunes após inoculação de um antígeno FI SI O LO G IA H U M A N A 109www.biologiatotal.com.br O sistema imunológico pode responder de diferentes formas a estímulos diferentes: AÇÃO DIRETA As imunoglobulinas ligam-se diretamente às estruturas antigênicas dos agentes estranhos. Podem, então, desencadear diversos efeitos como: Aglutinação - Os anticorpos, aderidos aos antígenos, aderem-se uns aos outros, formando verdadeiros “grumos” ou aglutinados. Estes serão, certamente, mais facilmente destruídos por outras células através da fagocitose. Precipitação - Os anticorpos, aderidos aos antígenos, algumas vezes, formam complexos insolúveis aos líquidos corporais e se precipitam. Assim também serão mais facilmente destruídos pelos macrófagos e demais leucócitos. Neutralização - Os anticorpos podem se aderir justamente aos pontos de ação tóxica de uma toxina ou de um vírus, por exemplo, neutralizando, assim, a sua toxicidade ou seu poder invasivo. Lise - Os anticorpos, aderidos às estruturas antigênicas dos seres estranhos, destroem a membrana ou estrutura dos mesmos. AÇÃO INDIRETA Outros fenômenos teciduais podem ocorrer simultaneamente à ação das imunoglobulinas com seus antígenos e, de certa forma, contribuir, paralelamente, com a destruição e eliminação dos agentes então considerados estranhos. A forma de atuação indireta mais interessante se dá através da ativação do sistema complemento. Através deste sistema, diversas enzimas, quando ativadas, produzem no tecido uma série de fenômenos que visam complementar a ação dos anticorpos na destruição dos agentes estranhos e facilitar a destruição dos mesmos tanto pelos anticorpos como pelos demais sistemas de defesa. IMUNIZAÇÃO IMUNIZAÇÃO ATIVA – VACINA As primeiras noções sobre imunologia surgiram por volta de 1798, com o médico inglês Jenner. Nesse período, a varíola era um verdadeiro flagelo para a humanidade. Havia dois tipos de infecção variólica: um tipo brando, não-maligno, que provocava poucas pústulas no corpo e que era causado por um agente infeccioso que normalmente atacava o gado bovino – era a varíola bovina - e um tipo maligno que provocava muitas pústulas no corpo e podia levar o indivíduo à morte. Jenner observou que mulheres que ordenhavam vacas atacadas pela varíola, não apresentavam pústulas nas mãos. A fim de testar essa observação, Jenner coletou material de pústulas de vaca atacada pela varíola bovina e injetou-o em uma pessoa sadia. Essa pessoa adquiriu a varíola bovina, curou-se e após algum tempo Jenner inoculou-a com material colhido de pústulas de pessoas com varíola maligna. A observação se confirmou: essa pessoa não adquiriu a varíola maligna tendo-se tornado imune à doença. Pasteur também trabalhou intensamente na imunização de galinhas contra uma epidemia de cólera, desenvolveu uma vacina contra o carbúnculo para o gado e em 1885 conseguiu imunizar uma criança contra a raiva. Esse processo de imunização recebeu o nome de vacinação (vaccinia = de vaca), sugerido por Pasteur, em homenagem a Jenner. Os antígenos presentes na vacina desencadeiam uma resposta por parte do organismo, chamada de resposta imune primária, na qual é feito o reconhecimento do antígeno e a produção de células de memória. Quando o organismo for invadido pelo antígeno para o qual foi imunizado, a produção de anticorpos será rápida, defendendo o organismo antes que a doença se instale. Com o desenvolvimento da imunologia, surgiram várias vacinas para a prevenção de FI SI O LO G IA H U M A N A 110 muitas doenças que são produzidas atualmente em escala industrial. A vacina é considerada uma forma de imunização ativa. Através das vacinações ficamos imunizados contra as doenças para as quais recebemos as vacinas. Resposta do organismo na primeira e segunda dose de vacina o organismo, podendo levar o indivíduo à morte antes que ele consiga produzir anticorpos. Nestes casos, o combate é feito com a utilização de soros que nada mais são do que uma solução contendo anticorpos produzidos por um organismo animal previamente imunizado contra essas substâncias. Os soros desencadeiam um mecanismo de imunização passiva. A duração da imunização passiva é passageira, ao contrário da imunização ativa. Isso porque a pessoa recebe os anticorpos prontos que combaterão os antígenos antes mesmo de eles terem ativado o próprio sistema imunológico da pessoa. A informação, nesse caso, não fica registrada na “memória” do organismo. Os anticorpos contidos nos soros são produzidos do seguinte modo: após atenuar o efeito de um certo antígeno ele é inoculado em um mamífero, geralmente um cavalo. Esse animal passa a produzir anticorpos contra esse antígeno. Após algum tempo a dose é reforçada; com isso há aumento na quantidade de anticorpos no sangue. Após certo tempo coleta-se um pouco do sangue do cavalo inoculado e separa-se dele o soro que contém os anticorpos. Esse soro é preparado e utilizado nas pessoas. IMUNIZAÇÃO PASSIVA – SORO Algumas substâncias tóxicas como o veneno das cobras, das aranhas e as toxinas produzidas por certas bactérias, têm efeito muito rápido sobre Processo de fabricação de soro antiofídico FI SI O LO G IA H U M A N A 111www.biologiatotal.com.br LEITURA COMPLEMENTAR TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA: O QUE É E PARA QUE SERVE? Hoje vamos falar de um assunto muito importante: o transplante de medula óssea. Aposto que você já ouviu falar sobre isso muitas vezes, seja em campanhas chamando doadores, seja em alguma história de alguém doente que precisou deste tipo de transplante. Mas se eu perguntar pra você o que é isso, você saberia responder? Se não, preste atenção a seguir, estas são informações úteis e você poderá depois sair por aí explicando para todo mundo. Antes de mais nada, vamos esclarecer o que é a medula óssea. Talvez você já saiba, mas não custa relembrar: os ossos são ocos e preenchidos por um tecido líquido-gelatinoso (aquela parte que é chamada por muitos de tutano) onde são produzidos os componentes do nosso sangue. Isso mesmo, é na medula que são produzidas as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. As hemácias transportam o oxigênio e o gás carbônico no nosso sangue, os leucócitos fazem parte do nosso sistema de defesa e as plaquetas compõem o sistema de coagulação sanguínea. Já deu pra perceber o quão importante ela é, não? Imagina, então, se temos problemas pra produzir o que nos é tão essencial! Inúmeras doenças são causadas por agentes patogênicos, tais como vírus, bactérias, rikétsias, protozoários, fungos, vermes, que podem utilizar um vetor para atingir seu hospedeiro final ou contamina-lo de forma direta. IMUNIZAÇÃO ATIVA NATURAL Doença adquirida (já teve a doença) Vacina Via placentária(mãe para filho) Soro NATURAL PASSIVA ARTIFICIAL ARTIFICIAL Após a análise das situações, é possível comparar os tipos de imunização. Observe o quadro abaixo, que cita os tipos de imunização: Esquema mostrando os tipos de imunização Algumas pessoas são acometidas de doenças que afetam a medula ou a produção de algum destes componentes e um tratamento indicado é o transplante de medula óssea, ou seja, a substituição da medula doente ou deficitária por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituir de uma medula saudável. O transplante pode ser autogênico, quando a medula vem do próprio paciente, ou alogênico, quando vem de um doador. O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas do sangue de um doador ou do sangue de cordão umbilical. Há ainda a doação silogênica, que é feita de um irmão gêmeo gerado na mesma placenta. A medula óssea é um tecido liquido-gelatinoso que preenche as cavidades dos ossos, onde são produzidos os FI SI O LO G IA H U M A N A 112 Exemplos de doenças que têm o transplante de medula óssea como indicação de tratamento: anemia aplástica grave (deficiência na produção das células do sangue), mielodisplasias e em alguns tipos de leucemias (tipo de câncer que compromete os leucócitos), como a leucemia mieloide aguda, leucemia mieloide crônica, leucemia linfoide aguda. No mieloma múltiplo e linfomas, o transplante também pode ser indicado. No caso da doação autogênica (ou autóloga), as células progenitoras da medula do paciente são coletadas antes do paciente passar por tratamentos de quimioterapia. Essa coleta é criopreservada (preservada sob baixíssima temperature no momento oportuno do tratamento, ele recebe tais células. Trata-se de uma técnica possível e de baixa mortalidade (comparada a doação alogênica), mas tem alto indice de recidiva (a doença volta a se manifestar) nos casos de neoplasias hematológicas e tumores sólidos. No caso da doação alogênica, precisando do transplante, o primeiro passo é descobrir quem pode doar. De acordo com as leis genéticas, irmãos de mesmo pai e da mesma mãe tem 25% de chances de ser um doador compatível. Quando não há parente compatível, existe um Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea, o REDOME, um banco de dados que pode indicar se há alguem compatível com o paciente em alguma parte do Brasil. Além deste, existem bancos do exterior também. E você deve estar se perguntando: o que seria uma pessoa compatível? Antes de realizar qualquer transplante, testes de histocompatibilidade precisam ser realizadas e neles é determinado que um conjunto de genes que está localizado no cromossomo 6 é igual comparando-se o paciente e o doador. Só assim, é possível fazer o transplante. Então, fica a pergunta: o que esse cromossomo 6 tem de tão especial? Ele possui, em seu braço curto, genes que determinam como é o sistema HLA (Human Leukocyte Antigen – Antígeno Leucocitário Humano), nome dado ao complexo principal de histocompatibilidade dos humanos. Este complexo (também encontrado na maioria dos vertebrados) tem um importante papel no sistema imune, na autoimunidade (quando o sistema imune combate células e tecidos do próprio organismo) e no sucesso reprodutivo. Mais especificamente para o assunto que falamos aqui, são esses genes que produzem proteínas encontradas nas membranas das células e que têm o papel de combater e apresentar corpos estranhos (os antígenos) aos leucócitos (linfócitos T). Este complexo, resultante de muitas pressões evolutivas, possui um nível de poligenia e polimorfia surpreendente e, por isso, são muitas as variações. Sua expressão gênica é co-dominante e, na maioria dos casos, vemos pessoas heterozigotas para a combinação de genes. Por isso, até um irmão (exceto o irmão gêmeo univitelino) tem apenas 25% de chances de ser compatível. Por conta dessa complexidade gênica, cada conjunto de proteínas presente nas células de um indivíduo é único. Se um paciente receber a medula de um doador que possui genes incompativeis que, consequentemente, produzirão células com um conjunto de proteinas muito diferente, o corpo do paciente seguramente terá rejeição a essa medula, entendendo-o como um corpo estranho, e o transplante irá falhar, gerando problemas ao paciente. Por isso, são tão importantes os testes de histocompatibilidade. Através de punções nos ossos da bacia do doador, até 15% da medula dele é aspirada. Em dias, o corpo do doador recupera toda a medula doada. O paciente a recebe como uma transfusão de sangue. A nova medula é rica em células progenitoras e chegam até a medula através da corrente sanguínea e lá se alojam e se desenvolvem. Logo após o transplante e enquanto as células novas ainda não foram produzidas o paciente precisa ficar em ambiente hospitalar para evitar infecções e toda a evolução é acompanhada mesmo depois de sair do hospital. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), hoje já existem mais de 21 milhões de doadores em todo mundo e, no Brasil, o REDOME tem mais de 3 milhões de doadores. Você pode se voluntariar. Para isso, basta buscar o hemocentro mais próximo de sua casa. Lá você dará suas informações para Para doar medula óssea é preciso primeiro cadastrar-se em um hemocentro e fornecer uma amostra de sangue. Nessa foto, uma faculdade (FIAP) fez uma linda campanha como trote solidário, com a ajuda da Associação Medula Óssea (AMEO) e o Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia para receber novos FI SI O LO G IA H U M A N A 113www.biologiatotal.com.br o cadastro, fará a coleta de uma pequena amostra de sangue para que sejam feitos os testes que ficarão no banco e pronto. Caso algum paciente precise da sua medula você será consultado para decidir sobre a doação. O transplante é realizado num ambiente cirúrgico, de maneira segura, com anestesia geral, e requer internação de 24h. Bem, agora você já sabe tudo: o que é um transplante de medula óssea, sua importância e como é possível fazê-lo. Saia espalhando por aí! Além de conhecer mais sobre a biologia humana você estará propagando informação útil e necessária para tantas pessoas que necessitam de um transplante como este. ANOTAÇÕES Quando os responsáveis pelas doenças são vírus, uma das melhores formas de combatê- las é a produção de vacinas, que “apresentam” o vírus ao nosso organismo, fortalecendo nosso sistema imune contra a doença. Em tempos de surto de febre amarela, a vacinação é fundamental para quem está nas áreas de risco. PREVINA-SE! EX ER CÍ CI O S 114 aa a a a b b b b b c c c c d d d d e e e EXERCÍCIOS 1 2 CAIU NO ENEM - 2017 CAIU NA UNESP - 2018 O quadro indica o resultado resumido de um exame de sangue (hemograma) de uma jovem de 23 anos. Hemograma Valores encontrados Valores de referência (acima de 12 anos – sexo feminino) Eritrócitos (x106/mm3) 4,63 3,8 - 4,8 Plaquetas (mil/mm3) 87 150 - 400,0 Leucócitos totais (mil/mm3) 6,04 4,5 - 11,0 Com base nesses resultados, qual alteração fisiológica a jovem apresenta? Dificuldade de coagulação sanguínea. Diminuição da produção de anticorpos. Aumento dos processos infecciosos e alérgicos. Diminuição no transporte dos gases respiratórios. Aumento da probabilidade de formação de coágulo no sangue. O professor de um cursinho pré-vestibular criou a seguinte estrofe para discutir com seus alunos sobre um dos tipos de célula do tecido sanguíneo humano. Eu sou célula passageira Que com o sangue se vai Levando oxigênio Para o corpo respirar De acordo com a composição do tecido sanguíneo humano e considerando que o termo “passageira” se refere tanto ao fato de essas células serem levadas pela corrente sanguínea quanto ao fato de terem um tempo de vida limitado, responda: Que células são essas e em que órgão de um corpo humano adulto e saudável são produzidas? Considerando a organização internadessas células, que característica as difere das demais células do tecido sanguíneo? Em que essa característica contribui para seu limitado tempo de vida, de cerca de 120 dias? (UNIGRANRIO - MEDICINA 2017) “Vacina contra dengue é recomendada pela OMS” “Um comitê de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou nesta sexta- feira o uso da vacina contra a dengue, elaborada pela farmacêutica Sanofi Pasteur, nos países onde o vírus é endêmico. A decisão foi feita com base em um parecer do Grupo Estratégico Consultivo de Estratégico de Especialistas (Sagda OMS, que se reuniu para discutir o assunto em Genebra. A vacina foi aprovada pela Anvisa em setembro e é a única registrada no mundo para combater a dengue.” (Adaptado de: http://veja.abril.com.br/ciencia/vacina-contra- dengue-e-recomendada-pela-oms/15 abr 2016, 13h56 - Atualizado em 6 maio 2016, 15h57). No texto acima a campanha recomendada pela OMS, se baseia em tratamento por: Anticorpos produzidos em outros animais, que garantem a imunidade. Imunidade adquirida através de via placentária. Contato direto com o próprio vírus causador da doença. Antígenos produzidos pelo próprio organismo. Produtos constituídos por microrganismos mortos ou enfraquecidos. (CFTMG 2015) A célula humana a seguir está capturando bactérias no processo conhecido como fagocitose. A função desse processo para o organismo humano é a defesa contra infecções. obtenção de nutrientes. realização de mutualismo. formação de novas células. (PUCPR 2015) Muito desenvolvido nos recém- nascidos, este órgão cujas células são, principalmente, os linfócitos-T começa a atrofiar gradualmente após a puberdade. Qual é este órgão? Baço. Tonsila palatina. Tonsila faríngea. Timo. Medula óssea. 3 EX ER CÍ CI O S 115www.biologiatotal.com.br 4 a a a a a b b b b b c c c c c d d d d d e e 6 7 5 8 a b c d e (ENEM 2014) Embora sejam produzidos e utilizados em situações distintas, os imunobiológicos l e II atuam de forma semelhante nos humanos e equinos, pois conferem imunidade passiva. transferem células de defesa. suprimem a resposta imunológica. estimulam a produção de anticorpos. desencadeiam a produção de antígenos. (CFTRJ 2013) Vacina contra HPV para homens A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou a vacinação contra o HPV de meninos e de homens, entre 9 e 26 anos. A vacina ainda não está disponível para a rede pública... Protege contra o HPV dos tipos 6, 11, 16 e 18. O tipo 16 é o mais associado ao câncer de boca, cuja incidência aumentou no Brasil. Fonte: Revista Planeta, JuI/2011, Ano 39, Edição 466 A forma de imunização mencionada acima para a doença sexualmente transmissível denomina-se ativa artificial. A esse respeito, podemos afirmar que em geral, tem a função curativa. injeta no organismo bactéria atenuada que possa ser identificada como antígeno. injeta no organismo vírus atenuado que possa ser reconhecido como antígeno. inocula no indivíduo certa quantidade de anticorpos. (ENEM 2013) Milhares de pessoas estavam morrendo de varíola humana no final do século XVIII. Em 1796, o médico Edward Jenner (1746-1823) inoculou em um menino de 8 anos o pus extraído de feridas de vacas contaminadas com vírus da varíola bovina, que causa uma doença branda em humanos. O garoto contraiu uma infecção benigna e, dez dias depois, estava recuperado. Meses depois, Jenner inoculou, no mesmo menino, o pus varioloso humano, que causava muitas mortes. O menino não adoeceu. Disponível em: www.bbc.co.uk. Acesso em: 5 dez. 2012 (adaptado). Considerando o resultado do experimento, qual a contribuição desse médico para a saúde humana? A prevenção de diversas doenças infectocontagiosas em todo o mundo. A compreensão de que vírus podem se multiplicar em matéria orgânica. O tratamento para muitas enfermidades que acometem milhões de pessoas. O estabelecimento da ética na utilização de crianças em modelos experimentais. A explicação de que alguns vírus de animais podem ser transmitidos para os humanos. (UERN 2013) O organismo humano é formado por várias células com funções e características diversas, responsáveis por todo o funcionamento do corpo. Os casos de animais constituídos por uma única célula são denominados seres unicelulares, como, por exemplo, a ameba. Observa-se, na ilustração, que o seu corpo apresenta prolongamentos, conhecidos por pseudopodes, que ajudam na locomoção e capturação dos alimentos necessários a sua sobrevivência. Qual célula do corpo humano apresenta a mesma característica da ameba? Neurônio. Mastócito. Neutrófilo. Adipócito. (ENEM 2013) A contaminação pelo vírus da rubéola é especialmente preocupante em grávidas, devido à síndrome da rubéola congênita (SRC), que pode levar ao risco de aborto e malformações congênitas. Devido a campanhas de vacinação específicas, nas últimas décadas houve uma grande diminuição de casos de rubéola entre as mulheres, e, a partir de 2008, as campanhas se intensificaram e têm dado maior enfoque à vacinação de homens jovens. BRASIL. “Brasil livre da rubéola: campanha nacional de vacinação para eliminação da rubéola”. Brasília: Ministério da Saúde, 2009 (adaptado). Considerando a preocupação com a ocorrência da SRC, as campanhas passaram a dar enfoque à vacinação dos homens, porque eles ficam mais expostos a esse vírus. transmitem o vírus a mulheres gestantes. passam a infecção diretamente para o feto. transferem imunidade às parceiras grávidas. são mais suscetíveis a esse vírus que as mulheres. EX ER CÍ CI O S 116 9 10 11 12 a a a b b b c c c d d d e e (UFG 2012) Considere que um bebê recém-nascido saudável não pôde ser amamentado com leite materno, mas foi alimentado adequadamente desde o nascimento com fórmulas lácteas exclusivas para lactentes. No entanto, mesmo tendo sido alimentado corretamente, haverá, para o bebê, falha no ganho de massa muscular. no ganho de estatura. no armazenamento lipídico. na transferência da imunização passiva. na transferência da imunização ativa. (CFTMG 2010) Alguns leucócitos, dotados de grande mobilidade, podem sair dos vasos sanguíneos e entrar nos tecidos infeccionados, destruindo microrganismos e partículas estranhas. O processo descrito no trecho acima denomina-se diálise. hemólise. diapedese. clasmocitose. (CPS 2017) No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) foi formulado por determinação do Ministério da Saúde, em 1973, no mesmo ano em que o Brasil recebia o Certificado Internacional de Erradicação da Varíola. Esse programa é uma estratégia de saúde pública de excelente relação custo-benefício e extremamente eficaz na diminuição da incidência de doenças em todo o país, pois recomenda o uso rotineiro de vacinas contra várias infecções, como, por exemplo, a tuberculose, a difteria, o tétano, a coqueluche, a poliomielite, o sarampo, a rubéola, a caxumba entre outras. A vacinação estimula o organismo a produzir sua própria proteção (os anticorpos) contra micro- organismos nocivos. Em alguns indivíduos, após a aplicação, podem ocorrer também efeitos colaterais como febre, inchaço no local da picada e náuseas. No entanto, as reações adversas graves são raras e os benefícios da vacinação superam os riscos de tais efeitos. Com os avanços da tecnologia, novas vacinas estão disponíveis para serem amplamente utilizadas, permitindo melhorias da qualidade de vida da população. Pode ser citada como exemplo a primeira vacina contra a dengue registrada no Brasil, segundo anunciou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essa vacina é uma imunização recombinante tetravalente, para os quatro sorotipos do vírus da dengue transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti. Ela poderá ser aplicada em pacientes de 9 a 45anos, que deverão tomar três doses subcutâneas, com intervalo de seis meses entre elas. Outras vacinas para a prevenção da dengue ainda estão em fase de teste antes de serem submetidas à Anvisa. Caso haja aprovação, elas poderão ser comercializadas no Brasil com segurança e eficácia, objetivando a melhoria da qualidade de vida da população. <http://tinyurl.com/zg8c76o> Acesso em: 02.09.2016. Adaptado. De acordo com o texto, é correto afirmar que a primeira vacina contra a dengue registrada no Brasil, segundo a Anvisa, é produzida a partir de bactérias recombinantes atenuadas. o uso de vacinas contra várias doenças é uma estratégia de saúde pública muito eficaz, mas, em algumas pessoas pode causar reações desagradáveis. as vacinas contra a dengue, tuberculose, tétano e difteria só podem ser aplicadas em pacientes de 9 a 45 anos, que deverão tomar várias doses subcutâneas de cada uma delas. as vacinas são muito eficazes na diminuição da incidência de doenças em todo o país, porque possuem anticorpos contra os agentes causadores das doenças infectocontagiosas. como o vírus causador da dengue é transmitido por meio de tosse e espirros da pessoa contaminada, além da vacinação, uma eficiente forma de prevenção dessa doença é evitar aglomerados humanos. (ENEM 2016) Vários métodos são empregados para prevenção de infecções por microrganismos. Dois desses métodos utilizam microrganismos vivos e são eles: as vacinas atenuadas, constituídas por patógenos avirulentos, e os probióticos que contêm bactérias benéficas. Na figura são apresentados cinco diferentes mecanismos de exclusão de patógenos pela ação dos probióticos no intestino de um animal. EX ER CÍ CI O S 117www.biologiatotal.com.br (UECE 2015) Os antígenos são usualmente moléculas grandes e complexas, embora algumas moléculas pequenas (<10.000 p.m) possam também ser imunogênicas. Tais moléculas são dotadas de propriedades como: capacidade de induzir resposta imune, ou seja, serem reconhecidas pelos linfócitos B e T; serem antigênicas, isto é, serem capazes de reagir com os anticorpos ou linfócitos T específicos (BIER, 2005). A partir dessa informação, marque a única opção que apresenta moléculas que NÃO possuem as citadas propriedades. proteínas e polissacarídeos lipoproteínas e nucleoproteínas polissacarídeos e lipoproteínas poliestireno e poliacrilamida (UFF 2010) Desde o surgimento da gripe suína, vacinas têm sido desenvolvidas na tentativa de estabelecer um método de proteção para a população. Assinale a alternativa que apresenta o mecanismo clássico de imunização em que se baseiam as vacinas. Imunização ativa – mecanismo, segundo o qual se introduz uma pequena quantidade de antígeno no organismo para produção de anticorpo. Imunização passiva – mecanismo, segundo o qual se introduz uma grande quantidade de antígeno no organismo para produção de anticorpo. Imunização ativa – mecanismo, segundo o qual se introduz uma grande quantidade de anticorpos no organismo para o combate ao antígeno. Imunização passiva – mecanismo, segundo o qual se introduz uma pequena quantidade de anticorpos para o combate ao antígeno. Imunização ativa – mecanismo, segundo o qual se inocula o complexo antígeno-anticorpo para o combate à infecção. (ENEM 2010) Segundo Jeffrey M. Smith, pesquisador de um laboratório que faz análises de organismos geneticamente modificados, após a introdução da soja transgênica no Reino Unido, aumentaram em 50% os casos de alergias. “O gene que é colocado na soja cria uma proteína nova que até então não existia na alimentação humana, a qual poderia ser potencialmente alergênica”, explica o pesquisador. Correio do Estado/MS. 19 abr. 2004 (adaptado). Considerando-se as informações do texto, os grãos transgênicos que podem causar alergias aos indivíduos que irão consumi-los são aqueles que apresentam, em sua composição, proteínas que podem ser reconhecidas como antigênicas pelo sistema imunológico desses consumidores. que não são reconhecidas pelos anticorpos produzidos pelo sistema imunológico desses consumidores. com estrutura primária idêntica às já encontradas no sistema sanguíneo desses consumidores. a a a a b b b b c c c c d e d d e 16 15 17 14 Qual mecanismo de ação desses probióticos promove um efeito similar ao da vacina? 5 4 3 2 1 (CPS 2017) A produção de vacinas exige conhecimento técnico e controle de qualidade. Nessa produção, duas fases são importantes: a fase biológica, que identifica e faz as culturas dos micro-organismos causadores da doença, que serão, posteriormente, atenuados ou inativados; e a fase farmacêutica, que consiste na obtenção final do produto. Assim, considerando uma vacina contra a dengue, para que sua eficiência seja constatada, ela deverá aumentar a quantidade de glóbulos vermelhos no sangue dos organismos contaminados, para facilitar o processo de defesa contra os micro-organismos causadores da doença. ser amplamente aplicada em mamíferos roedores, pois esses são os principais agentes transmissores dos micro-organismos causadores da dengue nos seres humanos. modificar o material genético dos seres humanos doentes, a fim de induzir a produção de proteínas de defesa e aumentar a imunidade. impedir a multiplicação dos vetores da doença no meio ambiente, principalmente no período que antecede a estação chuvosa. estimular, nos seres humanos vacinados, a produção de anticorpos específicos, que auxiliam o processo de defesa. (UECE 2016) Atente à seguinte notícia: “CE vai receber 2 milhões de vacinas contra H1N1 nos postos de saúde. Estado seguirá campanha nacional, que vai de 30 de abril a 20 de maio. Distribuição aos municípios começa quando estado tiver 30% das vacinas.” http://g1.globo.com/ceara/noticia/2016/04/ce-vaireceber-2- milhoes-de-vacinas-contra-h1n1-nos-postos-desaude.html A reportagem acima se refere à iniciativa do governo, cujo objetivo é aumentar a imunidade populacional contra o H1N1. A respeito dessa vacina, que aumenta a imunidade das pessoas, pode-se afirmar corretamente que ela introduz anticorpos nas células de defesa do organismo, que protegem permanentemente os pacientes contra todos os vírus da gripe. mata o vírus da gripe pela ação direta de antibióticos de última geração. contém linfócitos que eliminam o agente causador da doença. estimula a produção de anticorpos contra o vírus causador da doença. a b c d 13 a b c d e EX ER CÍ CI O S 118 A alergia é o exemplo mais comum de reação de hipersensibilidade a determinadas substâncias estranhas ao organismo, os alergênicos, que são reconhecidos por tipos especiais de anticorpos. O processo alérgico ocorre quando os alergênicos se ligam aos: monócitos, que os fagocitam e, ao liberarem suas excretas, ativam o sistema imune do organismo. neutrófilos, que os fagocitam, por ação da histamina presente em seu citoplasma. mastócitos, que regulam a liberação de histamina, desencadeando a alergia. macrófagos, que os fagocitam, por ação da heparina e da histamina. plasmócitos, que liberam seus grânulos de histamina, desencadeando a alergia. (CPS 2015) O artista britânico Luke Jerram, em parceria com o microbiologista Andrew Davidson, criou uma série de surpreendentes e inusitadas esculturas de vidro, intitulada Microbiologia em Vidro. Nessas obras, estão representados alguns dos vírus e bactérias capazes de causar impacto devastador sobre a saúde global. Entre essas esculturas, destaca-se a do papilomavirus humano (HPV), nome genérico de um grupo de vírus que engloba mais de cem tipos diferentes, cuja principal forma de transmissão é a sexual. Alguns tipos de lesões genitais causadas pelo HPV podem ser de alto risco, porque são precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero. Entre as principais medidas recomendadas para preveniressa doença, destaca-se o uso de preservativos, a realização de exames periódicos e a vacinação. Sobre os benefícios relacionados ao uso dessa vacina, é correto afirmar que acarreta a imunização contra vários tipos de doenças sexualmente transmissíveis, como gonorreia e AIDS. substitui o uso de pílulas anticoncepcionais e imuniza também contra o HIV, vírus causador da AIDS. com sequência de aminoácidos idêntica às produzidas pelas células brancas do sistema sanguíneo desses consumidores. com estrutura quaternária idêntica à dos anticorpos produzidos pelo sistema imunológico desses consumidores. (ENEM SIMULADO 2009) O gráfico a seguir ilustra, de maneira hipotética, o número de casos, ao longo de 20 anos, de uma doença infecciosa e transmissível (linha cheia), própria de uma região tropical específica, transmitida por meio da picada de inseto. A variação na densidade populacional do inseto transmissor, na região considerada, é ilustrada (linha pontilhada). Durante o período apresentado não foram registrados casos dessa doença em outras regiões. Sabendo que as informações se referem a um caso típico de endemia, com um surto epidêmico a cada quatro anos, percebe-se que no terceiro ciclo houve um aumento do número de casos registrados da doença. Após esse surto foi realizada uma intervenção que controlou essa endemia devido à população ter se tornado autoimune. à introdução de predadores do agente transmissor. à instalação de proteção mecânica nas residências, como telas nas aberturas. ao desenvolvimento de agentes químicos para erradicação do agente transmissor. ao desenvolvimento de vacina que ainda não era disponível na época do primeiro surto. (UPF 2016) A primavera chegou! Ah! O colorido das flores! Ah! A beleza das cores! Pólen por todo o lado e, junto, as alergias! Atchim! 18 19 a a a b b b c c d d d e e e 20 FI SI O LO G IA H U M A N A 119www.biologiatotal.com.br a a b b c c c d d d e e e 22 23 21 provoca o aumento na taxa de hemácias especificas que garantem a imunização contra o HPV. possui os anticorpos específicos prontos para atuar no processo de combate ao HPV. induz a produção de anticorpos específicos na proteção do organismo contra o HPV. (PUCRS 2016) Para responder à questão, analise o esquema sobre o mecanismo de sinalização celular envolvido nos processos de defesa imune dos seres humanos e as afirmativas que seguem. I. A produção de imunoglobulinas por alguns tipos de leucócitos está relacionada à estimulação de receptores específicos em sua membrana plasmática. II. A resposta imunológica específica depende da ativação de determinados genes dos linfócitos, que ocorrem depois que fatores de transcrição são fosforilados. III. A resposta imunológica inespecífica pode ser prejudicada se os macrófagos tiverem os seus receptores CD14 e Toll alterados por alguma mutação genética. Está/Estão correta(s) a(s) afirmativa(s) I, apenas. III, apenas. I e II, apenas. II e III, apenas. I, II e III. (UFPA 2016) Influenza, comumente conhecida como gripe, é uma doença viral febril, aguda, geralmente benigna e autolimitada. Os vírus influenza são transmitidos facilmente por aerossóis produzidos por pessoas infectadas ao tossir ou espirrar. Existem 3 tipos de vírus influenza: A, B e C. O vírus influenza C causa apenas infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. Os vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias. Os vírus influenza A são ainda classificados em subtipos de acordo com as proteínas de superfície, hemaglutinina (HA ou H) e neuraminidase (NA ou N). Dentre os subtipos de vírus influenza A, os subtipos A(H1N1) e A(H3N2) circulam atualmente em humanos. Alguns vírus influenza A de origem aviária também podem infectar humanos causando doença grave, como no caso do A(H7N9). Fonte: Portal da Saúde – Ministério da Saúde – www. saude.gov.br. Considere as seguintes afirmativas a respeito do tema, exposto acima: I. A vacinação é a intervenção mais importante na redução do impacto da influenza. II. Pacientes infectados se beneficiam da administração de vacinas, pois estas diminuem a severidade dos sintomas. III. Os sintomas mais sérios da gripe A, causada pelo vírus H1N1, foram apresentados por pessoas mais idosas e por gestantes, possivelmente por conta da menor imunidade desses grupos contra o vírus. IV. A vacina contra o H1N1, assim como qualquer outra vacina contra agentes causadores de doenças infectocontagiosas, aumenta a imunidade das pessoas porque estimula a produção de anticorpos específicos. Está correto o que se afirma em: I, II e IV, apenas. I, II e III, apenas. II, III e IV, apenas. I, III e IV, apenas. I, II, III e IV. (UDESC 2015) O gráfico mostra em dois momentos diferentes o comportamento de dois tipos de anticorpos (IgG e IgM), após a exposição do paciente a um determinado antígeno. FI SI O LO G IA H U M A N A 120 Assinale a alternativa correta, em relação à informação e ao gráfico. O gráfico mostra os resultados do tratamento de uma pessoa a uma picada de cobra ou de escorpião. Logo após o indivíduo receber o tratamento com soro antiofídico específico, começa a produzir os anticorpos (IgG e IgM). Na segunda exposição, o indivíduo produziu mais rapidamente anticorpos por já ter sido imunizado anteriormente. Após a primeira exposição do paciente ao antígeno, a quantidade de ambas as imunoglobulinas é praticamente igual; porém na segunda exposição, ao mesmo antígeno, a resposta na produção de IgG é menos intensa. A resposta quantitativa na produção dos diferentes tipos de imunoglobulinas independe do número de vezes que o indivíduo recebeu o antígeno. Na segunda exposição do paciente os macrófagos, as células responsáveis pela produção das imunoglobulinas IgG e IgM já estavam ativos. A resposta na segunda exposição do paciente foi mais rápida e mais intensa na produção de IgG devido à memória imunológica. (UNIFOR 2014) Mais de 3 milhões de meninas já foram imunizadas contra o HPV. O número representa 83% da meta do Ministério da Saúde, que é vacinar 4,1 milhões de adolescentes na faixa etária de 11 a 13 anos, até o final do ano. Utilizada na prevenção do câncer de colo do útero, a vacina contra o HPV passou a ser ofertada gratuitamente no Sistema Único de Saúde para meninas de 11 a 13 anos, no último dia 10 de março. O esquema de vacinação é composto por três doses: a segunda será aplicada com intervalo de seis meses e a terceira, de reforço, cinco anos após a primeira dose. Em 2015, serão vacinadas as adolescentes de 9 a 11 anos e, em 2016, começam a ser imunizadas as meninas que completam 9 anos. http://www.brasil.gov.br/saude/2014/04/vacina-contra-hpv-esta- disponivel-nos-postos-desaude. Acesso em 21 abr. 2014. (com adaptações) A campanha de vacinação contra o vírus HPV em adolescentes justifica-se no fato de que: I. Dois tipos de HPV (16 e 18) respondem por 70% dos casos de câncer de colo de útero, no país. II. É necessário prevenir o câncer de colo do útero, refletindo na redução da incidência e da mortalidade por esta enfermidade. III. A época mais favorável para a vacinação é de preferência antes do início da atividade sexual, ou seja, antes da exposição ao vírus. 24 b a a c b d c e d e a b c d e 26 25 IV. Substitui o rastreamento do câncer de colo do útero em mulheres na faixa etária entre 25 e 64 anos. É CORRETO o que se afirma em: I, II e III. I, III e IV. III e IV somente. II, III e IV. l e II somente. (FMP 2014) O gráfico a seguir ilustra a resposta imunológica de um indivíduo frente a duas exposições a um agente infeccioso, em relação à produção de anticorpos. Observando-se o gráfico, notam-sediferenças na resposta entre a primeira e a segunda infecção. A principal diferença entre as duas infecções e a sua justificativa correspondente são, respectivamente, a resposta imunológica à segunda infecção ocorreu mais rápida e intensamente, pois a primeira infecção gerou uma memória imunológica. a resposta primária não alcançou o nível de anticorpos capaz de reagir com o antígeno, pois somente no segundo contato as células de memória produziram os anticorpos. a resposta secundária foi muito maior, pois a carga do antígeno se acumulou ao longo das duas infecções. o pico de produção de anticorpos ocorreu mais cedo na primeira infecção, pois houve a adaptação do sistema imune. uma maior produção de anticorpos ocorreu na primeira infecção, pois acarretou a ativação de células de memória. (UFSJ 2013) Analise o gráfico abaixo. FI SI O LO G IA H U M A N A 121www.biologiatotal.com.br Y e Z representam as concentrações de anticorpos contra a proteína B, produzidos pelos linfócitos, respectivamente, nas respostas imunológicas primária e secundária. Y e Z representam as concentrações de anticorpos contra a proteína B, produzidos pelos macrófagos, respectivamente, nas respostas imunológicas primária e secundária. (PUCRS 2012) Referente a vacinas, assinalando os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso). ( ) Vacinas compõem-se de bactérias, de vírus ou, ainda, de micro-organismos patogênicos inteiros, enfraquecidos ou mortos, que são introduzidos em animais. ( ) Vacinas simulam infecções patogênicas, pois desencadeiam a produção de um agente infeccioso que deixará o organismo imune ou resistente ao agente verdadeiro. ( ) O organismo vacinado é protegido graças à memória imunológica, a qual reconhecerá o agente patogênico em futuras infecções, aumentando a eficiência do sistema imune para combatê-lo. A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é V – V – V F – V – F V – F – F F – F – V V – F – V (UEPB 2013) Analise as proposições apresentadas sobre os processos de imunização. I. Existem dois tipos de resposta imune: a humoral, relacionada aos anticorpos presentes no sangue e na linfa, e a celular, que é mediada pelos linfócitos T. II. O princípio de atuação das vacinas difere do princípio dos soros. As vacinas desencadeiam um mecanismo de imunização ativa e os soros desencadeiam um mecanismo de imunização passiva. a a a d b b b e c c c d d e 28 29 27 Analise as afirmativas abaixo em relação ao gráfico apresentado: I. O gráfico é típico de imunoterapias, como a utilização de soros antiofídicos, que fornecem rapidamente uma dose maior de anticorpos, aumentando a concentração de anticorpos no plasma. II. A resposta secundária observada no gráfico com maior concentração de anticorpos no plasma deve-se aos linfócitos T da memória que vão produzir mais anticorpos em menos tempo. III. O gráfico é característico de um processo de imunização ativa. IV. A resposta secundária observada no gráfico com maior concentração de anticorpos no plasma deve-se aos linfócitos B da memória que vão produzir mais anticorpos em menos tempo. Com base nessa análise, estão CORRETAS apenas as afirmativas I e II. III e IV. II e III. I e IV. (Fuvest 2012) Um camundongo recebeu uma injeção de proteína A e, quatro semanas depois, outra injeção de igual dose da proteína A, juntamente com uma dose da proteína B. No gráfico abaixo, as curvas X, Y e Z mostram as concentrações de anticorpos contra essas proteínas, medidas no plasma sanguíneo, durante oito semanas. As curvas X e Z representam as concentrações de anticorpos contra a proteína A, produzidos pelos linfócitos, respectivamente, nas respostas imunológicas primária e secundária. X e Y representam as concentrações de anticorpos contra a proteína A, produzidos pelos linfócitos, respectivamente, nas respostas imunológicas primária e secundária. X e Z representam as concentrações de anticorpos contra a proteína A, produzidos pelos macrófagos, respectivamente, nas respostas imunológicas primária e secundária. FI SI O LO G IA H U M A N A 122 a a b b c c d d e e 30 III. Na resposta imunitária secundária, o tempo para a produção de anticorpos é maior e a quantidade de anticorpos produzidos é menor, comparando-se com o que ocorre na resposta imunitária primária. Assinale a alternativa que apresenta a(s) proposição(ões) correta(s). I, II e III. Apenas I e III. Apenas III. Apenas II e III. Apenas I e II. (UCS 2014) As vacinas evoluíram muito nas últimas décadas, bem como o modo de administrá-las, chegando ao ponto de serem desenvolvidos métodos de aplicação que não utilizam agulhas, como a injeção por pressão de ar, o que gera uma série de vantagens em comparação ao uso da agulha. Analise a veracidade (V) ou a falsidade (F) das proposições abaixo. ( ) A agulha é um resíduo de difícil descarte, pois pode ficar contaminada, gerando um alto custo para o destino correto. ( ) O uso de agulha injeta um volume específico num espaço limitado na camada tecidual, enquanto o injetor sem agulha espalha o material por uma área maior. ( ) A vantagem de utilizar o dispositivo injetor sem agulha é que a capacidade de regulagem de pressão facilita alcançar ou ultrapassar as camadas subcutâneas. Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente os parênteses, de cima pra baixo. V – V – V F – F – F V – V – F F – V – V V – F – V ANOTAÇÕES FI SI O LO G IA H U M A N A 123www.biologiatotal.com.br GABARITO DJOW SISTEMA IMUNOLÓGICO [A] A jovem deve apresentar dificuldade de coagulação sanguínea, porque apresenta plaquetas em número inferior aos valores de referência. a) As “células passageiras” são as hemácias (ou glóbulos vermelhos). Essas células são produzidas no tecido conjuntivo hematopoiético presente na medula óssea vermelha. b) As hemácias adultas são anucleadas e desprovidas de organelas. Sem núcleo, os glóbulos vermelhos não se multiplicam e sobrevivem entre 90 e 120 dias. CAIU NO ENEM - 2017 CAIU NA UNESP - 2018 1- [E] As vacinas contêm antígenos, tais como microrganismos mortos ou enfraquecidos ou parte desses. A inoculação de antígenos no organismo humano induz a produção de anticorpos e a formação de linfócitos que compõem a memória imunológica. 2- [A] A fagocitose de micro-organismos patogênicos, realizadas pelos leucócitos é uma estratégia de defesa contra infecções. 3 - [D] O timo é uma glândula endócrina situada sobre o coração, no qual amadurecem os linfócitos T. Essa glândula atrofia gradualmente após a puberdade. 4 - [D] Os imunobiológicos [I] e [II] são compostos por antígenos que estimulam a produção de anticorpos em humanos e animais. 5 - [C] Na imunização ativa artificial, o corpo fabrica os anticorpos já que o sistema imunológico entra em contato com o antígeno (vírus) atenuado presente na vacina. Este tipo de imunização induz a produção de células de memória e tem função preventiva. 6 - [A] O desenvolvimento das vacinas permite a prevenção de diversas doenças infectocontagiosas em todo o mundo. 7 - [C] Os neutrófilos são células de defesa cuja estratégia é a fagocitose de partículas estranhas, muito semelhante ao processo de nutrição das amebas que englobam o alimento. 8 - [B] As campanhas de vacinação para a prevenção de rubéola, enfocando homens jovens, é fundamental para evitar a síndrome da rubéola congênita, porque os homens podem transmitir o vírus a mulheres gestantes. 9- [D] A alimentação do recém-nascido com derivados lácteos é isento dos anticorpos presentes no leite naturalmente produzido pela mãe. Dessa forma, fica comprometida a transferência de imunização passiva da mãe para o filho. 10 - [C] Os neutrófilos são leucócitos cuja principal função é fagocitar bactérias e outrosmicrorganismos que eventualmente invadam o corpo, sendo particularmente ativos no início de uma infecção. São dotados de grande mobilidade, o que lhes permite sair dos vasos sanguíneos, espremendo-se pelos espaços entre as células da parede dos capilares (processo conhecido com o nome de diapedese) e entrar nos tecidos infeccionados, onde fagocitam microrganismos e partículas estranhas. 11 - [B] A primeira vacina contra a dengue é produzida com vírus recombinantes. As vacinas são muito eficazes, porém causam reações adversas em algumas pessoas. A idade para imunização de cada doença é variável. As vacinas estimulam a produção de anticorpos contra agentes infecciosos. O vírus da dengue é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti contaminado. 12 - [B] As vacinas contêm antígenos que estimulam o organismo a produzir anticorpos (imunoglobulinas) específicos. Em 4, as bactérias benéficas, conhecidas por probióticos estão estimulando a produção de imunoglobulinas que combatem os microrganismos patogênicos. 13- [E] A eficiência da vacina contra a dengue é constatada pelo estímulo à produção de anticorpos específicos, que atuarão na defesa contra os vírus. RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA http://bit.ly/2L5kWlw http://bit.ly/2NJzlWm http://bit.ly/2Jd0M7x http://bit.ly/2NILXgw http://bit.ly/2L5ujSo http://bit.ly/2NGQgsB http://bit.ly/2L5monY RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA http://bit.ly/2NFg7kC http://bit.ly/2JeBvKh http://bit.ly/2JdVeta http://bit.ly/2NFPOuN http://bit.ly/2NHi4gp RESPOSTA COMENTADA http://bit.ly/2NCOZTr FI SI O LO G IA H U M A N A 124 14 - [D] A vacina contra a H1N1 contém antígenos que estimulam o organismo humano a produzir anticorpos específicos e desenvolver linfócitos de memória contra o vírus causador da gripe (influenza) tipo A. 15 - [D] Os polímeros artificiais poliestireno e poliacrilamida são substâncias orgânicas que não apresentam propriedades antigênicas. 16 - [A] Comentário: As vacinas são constituídas por antígenos, geralmente microrganismos mortos ou atenuados ou, ainda, toxinas inativadas que esses microrganismos produzem. Uma vez injetadas no corpo, as vacinas induzem a produzir anticorpos (proteínas de defesa). Esse processo é chamado imunização ativa. 17 - [A] As proteínas alergênicas presentes na soja geneticamente modificadas são reconhecidas pelo sistema imunológico humano como antígenos, ou seja, estranhas ao corpo. A reação do organismo a esses antígenos causa a alergia. 18 - [E] Como a população de insetos transmissores continuou estável até o final do período estudado, a intervenção que controlou a doença não está relacionada com o controle dos insetos vetores. Como no terceiro ciclo houve um aumento no número de casos registrados da doença, a população não deve ter se tornado autoimune. Portanto, o controle da doença após o terceiro ciclo deve ter se dado pelo desenvolvimento de vacina que ainda não estava disponível na época do primeiro surto da doença. 19 - [C] Os processos alérgicos são iniciados quando as substâncias alergênicas se ligam aos mastócitos. Uma vez ativados, esses leucócitos liberam histamina e essa glicoproteína desencadeia a reação alérgica. 20 - [E] As vacinas contém antígenos que induzem o organismo inoculado a produzir anticorpos específicos e desenvolver as células que compõem a memória imunológica. 21- [E] Os itens I, II e III estão corretos e relacionados ao esquema proposto no enunciado da questão. 22 - [D] [II] Incorreto: As vacinas não apresentam efeito terapêutico contra os sintomas de doenças infectocontagiosas. Elas contêm antígenos que estimulam o organismo a produzir anticorpos e formar linfócitos de memória. 23 - [E] A resposta imunológica secundária do paciente, após a segunda exposição ao antígeno, foi mais rápida e mais intensa, em relação às imunoglobulinas IgG, devido à ação da memória imunológica dos linfócitos sensibilizados na primeira exposição ao antígeno. 24 - [A] [IV] Falsa. O esquema de vacinação contra infecções pelo HPV não substitui o rastreamento do câncer de colo do útero em mulheres na faixa etária entre 25 e 64 anos. 25 - [A] A resposta imunológica secundária é mais rápida e mais intensa devido à ação dos linfócitos de memória produzidos após a primeira exposição ao antígeno. 26 - [B] [I] Falso. O gráfico refere-se ao processo de vacinação com a inoculação de antígenos que induzem o organismo a produzir anticorpos e células de memória. [II] Falso. As células de memória se diferenciam a partir dos linfócitos B. Esses linfócitos são também responsáveis pela produção de anticorpos. 27 - [A] As curvas X e Z indicam, respectivamente, as respostas imunológicas primária e secundária contra a proteína (A). Os anticorpos formados após as aplicações são proteínas de defesa produzidas pelos linfócitos. A curva Y indica a resposta imunológica primaria para a proteína B. 28 - [E] As vacinas desencadeiam a produção de anticorpos e a formação de linfócitos de memória que deixarão o organismo imune ou resistente ao agente patogênico verdadeiro. 29 - [E] [III] Incorreto: Na resposta imunitária secundária, o tempo para a produção de anticorpos é menor e mais rápido, comparando- se com a resposta imunitária primária, na qual a produção de anticorpos é mais lenta e menos intensa. 30 - [A] Todos os itens estão corretos e associados ao enunciado da questão. RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA RESPOSTA COMENTADA http://bit.ly/2iune3X http://bit.ly/2iuni3r http://bit.ly/2ix2loQ http://bit.ly/2wEixL4 http://bit.ly/2ivX6pf http://bit.ly/2gbsYyw http://bit.ly/2gbvvJ2 http://bit.ly/2gcddr8 http://bit.ly/2gcbAK5 http://bit.ly/2gb8XII http://bit.ly/2gb8XII http://bit.ly/2ituxbW http://bit.ly/2g9lwUF http://bit.ly/2gb8vtM http://bit.ly/2ivwhl7 http://bit.ly/2ix01y8 RESPOSTA COMENTADA http://bit.ly/2JcbKtW contato@biologiatotal.com.br /biologiajubilut Biologia Total com Prof. Jubilut @paulojubilut @Prof_jubilut biologiajubilut contato@biologiatotal.com.br /biologiajubilut Biologia Total com Prof. Jubilut @paulojubilut @Prof_jubilut biologiajubilut +biologiatotalbrjubilut