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HISTÓRIA MÓDULO 07 
 
1 
Todas os exercícios da apostila que tiverem essa câmera , estão 
gravados em vídeo para você. Nossos professores resolveram as 
questões, comentando cada detalhe para te ajudar na hora de estudar. 
Muitas questões trazem dicas preciosas. Não deixe de assistir aos 
vídeos dentro da plataforma on-line do Perspectiva e bons estudos! 
 
Independência Afro-Asiática 
 
Descolonização? 
 
É muito comum encontrarmos em livros didáticos, jornais, textos da 
internet ou até mesmo em provas, a expressão descolonização para 
demarcar o processo em que transcorreu após a Segunda Guerra Mundial 
nos continentes africano e asiático e que começaram a romper com a 
dominação imperialista iniciada no século XIX. Contudo, os historiadores 
tem cada vez mais questionado o uso desse termo, defendendo haver um 
eurocentrismo implícito que prejudica o real entendimento desse 
processo histórico. Quando se utiliza esse conceito, parte-se da 
premissa que africanos e asiáticos receberem a independência de seus 
territórios de bom grado dos europeus. O povo europeu teria se 
conscientizado de tamanha crueldade que promoveram ao longo de mais 
de 100 anos de dominação e passou a buscar a “descolonização” dessas 
áreas. Em outras palavras, os europeus colonizaram e depois, eles 
próprios, decidiram descolonizar. 
É evidente que esse entendimento retira toda ação política feita pelos 
africanos e asiáticos, desconsiderando todo o esforço que fizeram 
através de mobilizações, manifestações, passeatas e luta armada. Esses 
povos efetivamente lutaram pela sua liberdade e não a receberam de 
bom grado dos europeus. Por isso, os cientistas sociais tem buscado 
utilizar a expressão “independência Afro-asiática” no lugar de 
descolonização. Essa simples mudança de conceito demonstra que 
esses homens e mulheres não ficaram passivos no processo, como se 
esperassem uma “luz divina europeia” para libertá-los. Pelo contrário. 
Lutaram e guerrearam (literalmente) para alcançar a sua autonomia 
política. 
 
A conferência de Bandung (1955) 
 
Conferência de Bandung é o nome com o qual ficou conhecido 
historicamente o encontro ocorrido nesta cidade indonésia entre 18 e 24 
de abril de 1955 e que reuniu os líderes de 29 estados asiáticos e 
africanos. O objetivo era promover uma cooperação econômica e cultural 
de perfil afro-asiático, buscando fazer frente ao que na época se percebia 
como atitude neocolonialista das duas grandes potências, Estados 
Unidos e União Soviética, bem como de outras nações influentes que 
também exerciam o que consideravam imperialismo, ou seja, promoção 
indiscriminada de seus próprios valores em detrimento dos valores 
cultivados pelos povos em desenvolvimento. 
Uma importante ideia saída desta conferência é a concepção de 
Terceiro Mundo, além dos princípios básicos dos países não-alinhados, 
o que se traduz em uma postura diplomática geopolítica de equidistância 
das duas super-portências. Assim, a "inspiração" para a implementação 
do movimento dos não-alinhados surge nesta conferência, sendo que sua 
fundação se dará na Conferência de Belgrado de 1961. 
 
A autodeterminação dos povos: Carta da ONU e Carta do 
Atlântico 
 
A autodeterminação dos povos é o princípio que garante a todo povo 
de um país o direito de se autogovernar, realizar suas escolhas sem 
intervenção externa, exercendo a sua soberania e o direito de determinar 
o próprio estatuto político. Em outras palavras, é o direito que o povo de 
determinado país tem de escolher como será legitimado o direito interno 
sem influência de qualquer outro país. 
No ano de 1941, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos aprovaram a Carta 
do Atlântico, na qual constava o esse princípio que foi fundamental para 
a expansão do desejo de autogoverno dos países africanos e asiáticos 
durante a Guerra Fria. Além das diretrizes a serem seguidas pelas nações 
no pós-guerra e definição de diversos princípios. Um ano depois, os 
países que formavam o bloco dos Aliados também concordaram com o 
conteúdo da mesma carta. No ano de 1945, vinte e seis nações 
ratificaram as diretrizes ao assinarem a Carta da ONU ou a Declaração 
das Nações Unidas. Após esse acordo entre os países, ao final da 
Segunda Guerra Mundial, a autodeterminação dos povos tornou-se um 
direito dentro dos âmbitos diplomáticos. 
 
O Nacionalismo Afro-asiático 
 
É no contexto do pós Segunda Guerra Mundial que algumas ideologias 
libertárias ganham força nos continentes africano e asiático. São 
exemplos dessas ideologias o Pan-Africanismo e o Pan-Arabismo. 
Os principais idealizadores da teoria pan-africanista foram Edward 
Burghardt Du Bois e Marcus Musiah Garvey. Pan-africanismo é o nome 
dado a uma ideologia que acredita que a união dos povos de todos os 
países do continente africano na luta contra o preconceito racial e os 
problemas sociais é uma alternativa para tentar resolvê-los. A partir 
dessa ideologia foi criada a Organização de Unidade Africana (1963), 
que tem sido divulgada e apoiada, majoritariamente, por 
afrodescendentes que vivem fora da África. 
Dentre as propostas da ideologia está a estruturação social do 
continente por meio de um remanejamento étnico na África, unindo 
grupos separados e separando grupos rivais, por exemplo, tendo em vista 
que isso aconteceu durante a divisão continental imposta pelos 
colonizadores europeus. Além do resgate de práticas religiosas, como 
culto aos ancestrais e o incentivo ao uso de línguas nativas, 
anteriormente proibidas pelos colonizadores. 
Quando o assunto é Pan-Arabismo destaca-se a figura do egípcio 
Gamal Abdel Nasser. Era o principal articulador dessa ideologia. Ele 
propunha a união de todos os países de maioria árabe-muçulmana, como 
forma de fortalecer a cultura e a causa islâmica frente ao mundo 
ocidental. Em função da identificação do Egito com o Islã, o país estava 
mais próximo do Oriente Médio, do ponto de vista cultural e político, do 
que dos países da África Negra. De qualquer forma, o pan-arabismo de 
Nasser foi de grande importância para a causa pan-africanista, já que as 
duas iniciativas tinham em comum a luta contra os interesses 
estrangeiros em seus países. 
Outra iniciativa importante para acelerar o processo de independência 
foi a realização, em 1958, da 1ª Conferência dos Povos da África, em 
Acra, capital de Gana. Na ocasião, os países fecharam um acordo de 
ajuda mútua contra a Grã-Bretanha, França, Bélgica e Portugal. Àquela 
altura, a independência do continente já estava em andamento. Em 56, 
Marrocos e Tunísia, colônias da França, haviam conquistado a 
independência. 
 
Os diferentes processos de Independência 
 
Causas gerais 
- Enfraquecimento Europeu 
- Disputas por áreas de influência na Guerra Fria 
- Nacionalismos 
- Incentivo à autodeterminação dos povos 
Após a Segunda Guerra Mundial, chega ao fim o período em que as 
principais potências econômicas do mundo buscavam assegurar seus 
interesses econômicos por meio da exploração de regiões africanas e 
asiáticas. 
Além de contabilizar o enfraquecimento europeu, devemos ainda falar 
sobre a situação dos EUA e da União Soviética após a Segunda Guerra. 
Depois de 1945, essas duas nações se fortaleceram enormemente e 
apresentavam condições de disputarem entre si as várias áreas de 
influência econômica deixadas pela Europa. Contudo, ambas sabiam que 
o conflito direto seria um preço alto demais a ser pago em um cenário 
internacional desgastado por grandes agitações. 
Não por acaso, temos o início da Guerra Fria, tempo em que norte-
americanos e soviéticos buscaram se aproximar dos governos 
independentes que se formavam nas regiões antes dominadas pela 
antiga política imperialista. Somente entre as décadas de 1950 e 1960, 
mais de quarenta novos países surgiam no interior do território afro-
HISTÓRIA MÓDULO 07 
 
 
2 
asiático. Nesse meio tempo, EUA e URSS participaram direta ou 
indiretamente dos conflitos que resolveriam o novo poder a ser instalado 
em tais países. 
Por fim, vale ressaltarque esses processos se deram de maneiras 
diferentes, respeitando a especificidade de cada país. Aqui, 
trabalharemos os casos mais recorrentes nas provas: Índia, África do Sul, 
Israel, e a África portuguesa 
 
Índia 
 
Durante o século XIX iniciou-se um processo de caráter predatório 
conhecido como Imperialismo. Esse movimento, impulsionado pelo 
neocolonialismo, baseava-se na tentativa de exploração de recursos 
naturais e implantação de mercado dos povos africanos e asiáticos pelos 
países europeus. Vale ressaltar que França e Inglaterra foram os mais 
beneficiados nesse processo, devido sua proeminência política no 
contexto internacional do período. 
No caso específico da Índia, a ocupação europeia existia desde o 
período das Grandes Navegações dos séculos XV e XVI, quando os 
portugueses aportaram no local para obter o controle das preciosas 
especiarias orientais. Tempos depois, os holandeses também tiveram 
interesse em explorar as riquezas no território. 
Contudo, foram os ingleses que a partir do século XVIII dominaram de 
forma efetiva a região a partir de uma concessão da rainha britânica 
Elizabeth I. Ela permitiu que uma companhia de comércio privada 
(Companhia das Índias Orientais) tivesse o monopólio da exploração dos 
recursos da região. No ano de 1858 a própria coroa passou a ser a 
gestora da Companhia, intensificando ainda mais sua atuação no 
território indiano. Esse fato se relaciona com a expansão industrial 
inglesa que intensificou sua exportação de tecidos para a Índia, 
dificultando o desenvolvimento da indústria local e tomando conta do 
mercado consumidor indiano. 
A dominação inglesa na Índia era muito prejudicial a maior parte da 
sociedade indiana. Isso porque a elite indiana era beneficiada pelos 
comerciantes e banqueiros ingleses, além de receberem apoio da coroa 
britânica para a manutenção do seu status quo. 
Além disso, a Índia adotava um sistema rígido de hierarquização social 
baseado no hinduísmo, uma das religiões predominantes no país, 
conhecido como sistema de castas. Para agravar a situação, os hindus 
dividiam o território com os muçulmanos, fato esse que muitas vezes 
causava tensões, rivalidades e intolerância religiosa, impedindo uma 
união dos indianos para combater a opressão britânica. 
Com o advento da revolução industrial e ascensão da burguesia, a elite 
indiana conseguiu enviar seus filhos para estudar nas escolas e 
universidades britânicas. Depois de anos de estudos, muitos desses 
filhos da aristocracia indiana retornam com ideias de liberdade e 
independência. Insatisfeitos e cansados da dominação colonial inglesa, 
os intelectuais fundam o Partido do Congresso em 1885. 
Em 1919, a coroa britânica resolveu ampliar o poder administrativo dos 
ingleses residentes na Índia e restringir a atuação de ministros e 
conselheiros locais. Foi nesse contexto que figuras como Jawaharlal 
Nehru e Mohandas Karamchand Gandhi ganharam proeminência 
política. 
Mais famoso, Mahatma (“grande alma”) Gandhi era de uma família de 
comerciantes e se formou em Direito na Grã-Bretanha. Viajou até a África 
do Sul e viu de perto o sistema de segregação racial conhecido como 
Apartheid. Lá, começou a desenvolver as bases de algo que seria de vital 
importância para a independência de seu país anos depois: a 
desobediência civil. A ideia de Gandhi era promover uma resistência 
pacífica, desobedecendo as normas e leis impostas pelos ingleses, 
fazendo boicote dos seus produtos, greves de fome e ocupação de 
praças públicas. Tudo isso sem lançar mão de medidas violentas. 
O ápice da desobediência civil se deu no ano de 1930. Gandhi decidiu 
marchar 400 quilômetros de Sabarmati Ashram a Dandi para pegar sal. 
Isso porque a coroa britânica havia determinado que os ingleses teriam 
o monopólio da extração, produção e comércio do produto. Ao longo da 
caminhada milhares de pessoas passaram a seguir e acompanhar 
Gandhi. Esse episódio ficou conhecido como a Marcha do Sal. 
Estimativas apontam que cerca de 45 mil pessoas foram presas, 
incluindo Gandhi. Na prisão Gandhi iniciou uma greve de fome em 1932 
após ser informado de que a coroa britânica decidiu separar o sistema 
eleitoral a partir do sistema de castas. 
Após o fim da Segunda Guerra Mundial o governo britânico já não 
conseguia mais manter a mesma rigidez e controle social do país 
asiático. Depois de muitas manifestações e reivindicações comandadas 
por Nerhu e pelo Partido do Congresso, a Índia conseguiu sua 
independência em 1947. Todavia, o país continuava dividido. As disputas 
religiosas entre hindus e muçulmanos alavancaram muitos conflitos e 
deixaram muitos rastros de sangue. Inclusive o de Gandhi. Em de janeiro 
de 1948, ele realizou um jejum para unir hindus e muçulmanos. Em 30 de 
janeiro, menos de duas semanas depois, Gandhi foi assassinado por um 
extremista hindu que discordava da sua tentativa de unir as duas 
religiões. 
As divergências entre as duas religiões após a independência levaram 
a fragmentação do território. Assim, a maioria hindu ficou com a Índia, 
enquanto a minoria muçulmana formou um novo país em 1971, o 
Paquistão. Contudo, esse novo território era separado por uma extensa 
faixa de terra (algo próximo de 1600 km) que pertencia à Índia. A parte 
oriental do Paquistão também pleiteou sua independência, adquirida no 
mesmo ano de 1971. Desde então, o Paquistão Oriental passou a se 
chamar Bangladesh, um país independente com maioria também 
islâmica. 
 
Israel 
 
Os judeus foram expulsos da Palestina pelos romanos no século I da 
Era Cristã e, durante séculos, sonharam com o retorno à “Terra 
Prometida”. O Império Romano dominou essa área e, ao eliminar várias 
rebeliões judaicas, destruiu o templo judaico em Jerusalém, matou uma 
grande quantidade de judeus e forçou outros a deixarem a sua terra – 
êxodo denominado diáspora. Nessa ocasião, o Império Romano mudou 
o nome da região de Terra de Israel para Palestina. Alguns judeus 
permaneceram na região, outros só retornaram nos séculos XIX e XX. No 
século VII, a Palestina foi invadida pelos árabes muçulmanos. 
Após a derrota do Império Otomano na 1ª Guerra Mundial, a Palestina 
ficou sob o domínio dos ingleses, que se comprometeram a ajudar na 
construção de um estado livre e independente para os judeus. Os 
britânicos permitiram que os judeus comprassem terras na Palestina, e 
essa maciça migração recebeu o nome de Sionismo, fazendo referência 
à Colina de Sion, em Jerusalém. A partir desse episódio o movimento 
sionista foi se expandindo, passando a representar inicialmente a defesa 
da criação do Estado de Israel e nos dias de hoje os interesses desse 
Estado. Com a realização do Primeiro Congresso Sionista, em 1897, os 
sionistas marcaram seu nome na história. 
No entanto, as áreas de assentamento de árabes – grupo étnico que 
ocupava a região quando ocorreu a primeira onda sionista- e israelenses 
(dois grupos de características étnicas e religiosas bastante distintas) 
no mesmo território não foram delimitadas e os violentos conflitos 
tiveram início. 
Soma-se a isso o fato de que a constante perseguição aos judeus e o 
massacre deste povo nos campos de concentração durante a 2ª Guerra 
Mundial movimentou a comunidade internacional, que passou a apoiar 
abertamente a criação de um Estado judaico. Vale ressaltar que esse 
apoio advém das grandes potencias ocidentais, inclusive dos Estados 
Unidos, principal aliado de Israel na região até os dias de hoje. 
Em 1947, a recém-criada ONU (Organização das Nações Unidas) 
estabeleceu a divisão do território palestino entre judeus (ocupariam 56% 
das terras com seus 700 mil habitantes) e palestinos, que ocuparia o 
restante do território. O Estado de Israel foi proclamado no ano seguinte. 
Insatisfeitos, a Liga Árabe (Egito, Líbano, Jordânia, Síria e Iraque) 
invadiu Israel, em 1948, com o objetivo de reconquistar o território, 
iniciando a Guerra de Independência. Os israelenses saíram vitoriosos e 
aumentaram a ocupação da área para 75%. Nesse mesmoperíodo, o 
Egito assumiu o controle da Faixa de Gaza e a Jordânia criou a 
Cisjordânia. 
Após a Guerra de 48, ainda vieram vários outros conflitos, como crise 
no Canal do Suez em 1956, quando o presidente egípcio Abdel Nasser 
proibiu potências estrangeiras pró-Israel de utilizarem esse importante 
HISTÓRIA MÓDULO 07 
 
3 
canal localizado no Egito; a Guerra dos Seis dias em 1967, que foi uma 
forte ofensiva dos países árabes contra Israel que provocou uma derrota 
gigantesca às forças árabes; A Guerra do Yom Kippur em 1973 quando 
Síria e Egito atacaram Israel de surpresa no dia de comemoração 
religiosa. A vitória de Israel foi assegurada ao final do ano, provocando a 
ira árabe e a retaliação através da OPEP (Organização dos Países 
Produtores de Petróleo) que decidiu aumentar o preço do barril do 
petróleo causando o primeiro grande choque do petróleo. Vale lembrar 
que os países membros da OPEP são majoritariamente árabes. 
 
África do Sul 
 
É importante relembrar que os territórios africanos – e americanos – 
já eram habitados antes da chegada dos europeus. Os povos nativos 
eram muitos e cada um tinha um sistema de organização e de crenças 
rico, o que faz os estudos de períodos pré-coloniais interessantes e 
relevantes. Entretanto, como mencionado, é impossível abordar toda a 
história da África do Sul. Por conta disso, partiremos do período de 
colonização, o qual impactou e ainda impacta o modo de vida sul-
africano. 
Estima-se que o navegador português Bartolomeu Dias deu a volta no 
Cabo da Boa Esperança em 1488. Já em 1497, Vasco da Gama teria 
descoberto ser possível chegar à Índia contornando o sul da África. Na 
época, o objetivo principal dos europeus, especialmente dos 
portugueses, era buscar especiarias na Índia – como cravo, canela e noz-
moscada – para que fossem comercializadas na Europa. Por conta disso, 
não houve ocupação do território africano em um primeiro momento. Só 
no século XVII holandeses, alemães e franceses começaram a se 
estabelecer na região. Essa ocupação ocorreu pelo fato de a Cidade do 
Cabo ser um porto conveniente para quem fazia a rota Ocidente-Oriente. 
Nesse momento, houve confronto entre holandeses e o povo Khoikhoi, 
vencido pelos europeus, que estabeleceram colônias no local. 
Quando os holandeses fecharam a Companhia das Índias, em 1795, os 
ingleses tomaram controle da região do Cabo. Nesse processo, outra 
tribo local – os Xhosa – foi violentamente expulsa. Além de ser um ponto 
geográfico estratégico, os europeus descobriram minas de pedras 
preciosas na África do Sul, como o diamante. Esse novo interesse levou 
à expansão do território dominado pelos ingleses. 
Tecnicamente, o período colonial na África do Sul acabou em 1910, 
quando os ingleses fundaram a União da África do Sul. Diz-se 
“tecnicamente” porque o território continuou sob o domínio do Império 
Britânico. Em 1931, a União tornou-se independente da metrópole por 
meio do Estatuto de Westminster. O documento, elaborado pelo 
Parlamento do Reino Unido, concedeu aos seus domínios independentes 
a posição de igualdade em relação a outros domínios do Império 
Britânico e ao próprio Reino Unido. 
Em 1961 aconteceu a proclamação da república e a saída da África do 
Sul da Commonwealth. Essa decisão foi tomada em um referendo, no 
qual só a comunidade branca do país votou, já que desde 1938 vigorava 
o apartheid no país. 
Apartheid significa “separação” em africâner, língua falada na África 
do Sul cujas origens remetem ao idioma neerlandês, dos holandeses. O 
Apartheid foi um sistema de segregação racial instituído na África do Sul 
em 1948 pelas elites brancas que controlavam o país e sustentava-se no 
mito da superioridade racial europeia. Baseando-se na crença de que os 
brancos europeus eram superiores aos negros e outras etnias, os 
brancos acreditavam que deveriam viver separados. 
Entre os séculos XVII e XIX, o território sul-africano foi alvo de disputas 
entre Holanda e o Reino Unido, interessados principalmente nas minas 
de ouro e diamantes existentes na região. O país foi dominado 
primeiramente pelos holandeses e posteriormente pelos britânicos, que 
assumiram o poder na região em 1902, após vencer a Guerra dos Bôeres. 
Foi em 1910 que Louis Botha, o então Primeiro-Ministro da União da 
África do Sul, adotou as primeiras leis de segregação racial. 
Entre as primeiras leis de segregação e a instituição do apartheid – que 
transformou o racismo em lei – algumas normas foram adotadas e 
contribuíram para a construção do que viria a ser um dos ordenamentos 
jurídicos mais truculentos da humanidade. Native Land Act (1913): 
determinou que apenas 7% do território sul-africano seria destinado aos 
negros, que representavam 75% da população; Native Urban Act (1923): 
restringia a instalação de negros e outras etnias em áreas consideradas 
dos brancos; Immorality Act (1927): proibiu relações sexuais fora do 
casamento entre brancos e não brancos. 
Em 1948 o Partido Nacional vence as eleições utilizando o slogan 
“Apartheid”. Isso significava que o grupo que estava assumindo o 
controle tinha claras intenções de aprofundar a política de segregação 
racial na região. Mas em um país de maioria negra, como foi possível 
esse partido eleger-se? Como você talvez já tenha imaginado, 
participavam das eleições apenas os brancos – os negros e as outras 
etnias não descendentes de europeus não tinham o direito ao voto. É 
nesse momento que o regime de segregação apartheid é oficialmente 
adotado no país. 
A principal organização política de representação dos negros e de 
combate ao apartheid foi o Congresso Nacional Africano (CNA), fundado 
em 1912. A princípio, o CNA adotava uma estratégia de resistência não 
violenta e de diálogo. Em 1955, a organização publicou a Carta da 
Liberdade, um documento que pedia o fim do regime racista e defendia 
a distribuição da riqueza no país. 
Nelson Mandela fazia parte de uma das alas mais radicais de 
resistência dentro do CNA e, junto com outros colegas, acabou 
assumindo o controle dessa organização. Tanto o CNA quanto outros 
movimentos políticos anti-racistas foram postos na ilegalidade e em 
1962 ele foi preso pela primeira vez por incentivar greves e viajar ao 
exterior sem autorização. Em 1964, foi condenado à prisão perpétua por 
participar de movimentos armados. 
 Em 1973, esse sistema de segregação racial foi condenado pela 
Organização das Nações Unidas e no ano seguinte o país foi retirado da 
Assembleia Geral. Essas medidas em nada mudaram a violência dentro 
do país e alguns anos mais tarde aconteceria um dos mais violentos 
episódios de repressão contra os negros. Em 1976, o chamado Levante 
de Soweto, uma manifestação pacífica contra a inferioridade das escolas 
de negros, foi repreendido violentamente pela polícia, levando à morte de 
dezenas ou centenas de manifestantes – há divergências sobre esse 
número. 
A partir da década de 80 algumas legislações foram sendo abolidas e 
o regime começa efetivamente a mudar em 1989, quando Frederik Klerk 
assume a presidência do país. Em 1990 Klerk anuncia a legalização dos 
partidos políticos banidos e liberta Nelson Mandela e centenas de outros 
presos políticos. Livre e com seu partido na legalidade, Mandela pode 
concorrer às eleições e vencedor, assume a presidência em 1994. Essas 
foram as primeiras eleições nas quais os negros puderam participar. 
Nesse mesmo ano foram realizadas as primeiras eleições multirraciais 
da África do Sul – nas quais negros e brancos votaram –, acabando por 
eleger Nelson Mandela, do partido Congresso Nacional Africano (CNA), 
como presidente. 
 
África Portuguesa 
 
A Revolução dos Cravos foi o movimento que derrubou o regime 
salazarista em Portugal, o regime fascista que persistiu até o no ano de 
1974. Buscando estabelecer liberdades democráticas e com o intuito de 
promover transformações sociais no país, o movimento derrubou a 
ditadura de Antônio Miguel Salazar, que se estabeleceu no poder em 
1926 após um golpe militar.Em 1932, Antônio de Oliveira Salazar tornou-se o primeiro-ministro das 
finanças e ditador. Salazar instaurou então um regime inspirado no 
fascismo italiano, cujas liberdades de reunião, de organização e de 
expressão foram suprimidas com a Constituição de 1933. O movimento 
representou aos portugueses: democratização, descolonização e 
desenvolvimento. 
Esse caos político em Portugal contribui para as colônias portuguesas 
na África aproveitarem essa fragilidade para começar a clamar pela 
independência. Pelo fato de Portugal ser o último país a manter colônias 
no modelo imperialista desde o século XIX, essas independências são 
classificadas como independências tardias. Os portugueses enfrentaram 
os movimentos de libertação em diversas colônias como: Angola, 
Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor 
Leste. 
HISTÓRIA MÓDULO 07 
 
 
4 
O caso angolano 
 
Em 11 de novembro de 1975, Angola se torna independente de 
Portugal. O novo governo revolucionário português iniciou negociações 
com os três principais movimentos de libertação: o MPLA (Movimento 
Popular de Libertação de Angola), liderado por Agostinho Neto, a Frente 
Nacional de Libertação de Angola, chefiada por Holden Roberto e a 
UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), liderada 
por Jonas Savimbi, no período de transição e do processo de 
implantação de um regime democrático em Angola e nos marcos dos 
Acordos de Alvor de janeiro de 1975. independência de Angola não foi o 
início da paz, e sim de uma guerra aberta. Muito antes do Dia da 
Independência, quando Agostinho Neto exclamou, "diante de África e do 
mundo proclamo a Independência de Angola”, culminando assim a 
campanha independentista, iniciada em 4 de fevereiro de 1961, os três 
grupos nacionalistas que tinham combatido o colonialismo português 
lutavam entre si pelo controle do país, e em particular da capital, Luanda. 
Cada um deles era apoiado por potências estrangeiras, dando ao conflito 
uma dimensão internacional. 
A União Soviética, e principalmente Cuba, apoiavam o MPLA, que 
controlava a capital e algumas regiões da costa, em especial Lobito e 
Benguela. Os cubanos não tardaram em desembarcar em Angola em 5 
de outubro de 1975. A África do Sul do apartheid apoiava a UNITA, tendo 
invadido Angola em 9 de agosto de 1975. A FNLA contava também com 
o apoio da China, mercenários portugueses e ingleses e até da África do 
Sul. Os Estados Unidos, que apoiaram inicialmente apenas a FNLA, não 
tardaram a ajudar também a UNITA. Este apoio se manteve até 1993. A 
sua estratégia foi durante muito tempo dividir Angola. 
Em outubro de 1975, o transporte aéreo de quantidades enormes de 
armas e soldados cubanos, organizado pelos soviéticos, mudou a 
situação, favorecendo o MPLA. As tropas sul-africanas e zairenses 
retiraram-se e o MPLA conseguiu formar um governo socialista uni-
partidário. Em 1976 as Nações Unidas reconheceram o governo do MPLA 
como o legítimo representante de Angola, o que não foi seguido nem 
pelos EUA, nem pela África do Sul. 
Em 27 de maio de 1977, um grupo do MPLA, encabeçado por Nito Alves, 
desencadeou um golpe de Estado que ficou conhecido como 
“fraccionismo”, terminando num banho de sangue que se prolongou por 
dois anos. Em dezembro, no rescaldo do golpe, o MPLA realizou o seu 1º 
Congresso, onde se proclamou como sendo um partido marxista-
leninista, adotando o nome de MPLA-Partido do Trabalho. A UNITA e a 
FNLA juntaram-se então contra o MPLA. Começou então uma guerra 
longa e devastadora contra o governo do MPLA. A UNITA apresentava-se 
como sendo antimarxista e pró-ocidental, mas tinha também raízes 
regionais.] 
 
O caso moçambicano 
 
Fundada no exílio, o FRELIMO iniciou a luta armada pela libertação 
nacional de Moçambique a partir de 1964. Sua estratégia era a criação 
das “zonas libertadas”, áreas do território moçambicano fora do controle 
da administração portuguesa. Assim, os revolucionários criavam seu 
próprio sistema de administração, como se fosse um Estado dentro de 
outro. 
O combate propriamente dito foi lançado oficialmente em 25 de 
Setembro de 1964, com o ataque ao posto administrativo de Chai, em 
Cabo Delgado. O conflito contra as forças coloniais se expandiu para 
outras províncias como Niassa e Tete e durou cerca de 10 anos. Assim 
que as forças revolucionárias assumiam um território, elas estabeleciam 
as zonas libertadas, para garantir bases seguras, abastecimento em 
víveres e vias de comunicação. 
A guerra findou-se com a assinatura dos “Acordos de Lusaka”, em 
Setembro de 1974. Nesse período foi estabelecido um governo provisório 
composto por representantes da FRELIMO e do governo português, até 
que no dia 25 de Junho de 1975, foi proclamada oficialmente a 
independência nacional de Moçambique. 
Após a independência e com a saída “brusca” do aparato português, o 
país começou a passar por sérias dificuldades para preencher os lugares 
deixados pelos portugueses. Nessa época, Moçambique tinha uma 
população com uma porcentagem de 90% de analfabetos, além disso, 
empresas e bancos portugueses procederam ao repatriamento do ativo 
e dos saldos existentes, criando assim um rombo na economia de 
Moçambique. 
 
Exercícios 
 
1. A Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948) conta 
hoje com a adesão da maioria dos estados-nacionais. O conteúdo desse 
documento, no entanto, permanece como um ideal a ser alcançado. 
Observe o que está disposto em seu artigo XV: 
 
1. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade. 
2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do 
direito de mudar de nacionalidade. 
portal.mj.gov.br 
 
Desde a década de 1960, em virtude de conflitos, o direito expresso 
nesse artigo vem sendo sonegado à maior parte da população 
pertencente ao seguinte povo e respectivo recorte espacial: 
a) árabe – regiões ocupadas pela Índia 
b) esloveno – distritos anexados pela Sérvia 
c) palestino – territórios controlados por Israel 
d) afegão – províncias dominadas pelo Paquistão 
 
2. O grafite é uma manifestação artística com múltiplas expressões, 
dentre elas a crítica político-social, bastante presente nas obras de 
Banksy, por exemplo. Em um evento na cidade de Belém, ao sul de 
Jerusalém, Banksy e outros artistas grafitaram parte do muro que 
envolve a Cisjordânia e seus arredores, tendo o contexto local como tema 
comum, como ilustram as obras abaixo. 
 
 
 
O lugar escolhido e as imagens grafitadas são evidências da oposição 
do artista ao seguinte aspecto do conflito nessa região: 
a) radicalismo de posições no embate de sistemas religiosos 
b) assimetria de poder no processo de segregação territorial 
c) ausência de legalidade no enfrentamento de forças militares 
d) excesso de burocracia no encaminhamento de negociação 
diplomática 
 
3. 
 
 
A variação da curva do gráfico entre os anos de 1950 e 1975 é explicada 
pelo seguinte evento histórico: 
HISTÓRIA MÓDULO 07 
 
5 
a) integração do bloco socialista 
b) fragmentação do leste europeu 
c) democratização latino-americana 
d) descolonização asiático-africana 
 
4. (Uerj 2010) Veja bem, este país, em seus dias de glória, parecia até 
um zoológico. Um zoológico limpinho e bem arrumado. Todos tinham o 
seu lugar e viviam felizes. Quem era chamado de halwai fazia doces. 
Quem era chamado de criador de gado criava gado. Os intocáveis 
limpavam latrina. 
Até que, em 1947, quando os britânicos foram embora, todas as jaulas 
foram abertas. Aí a lei da selva substituiu a lei do zoológico. Os mais 
ferozes devoraram os demais e ficaram barrigudos. 
Resumindo: antigamente havia mil castas e destinos na Índia. Hoje só há 
duas castas: a dos homens barrigudos e a dos homens sem barriga. 
ARAVIND ADIGA. Adaptado de O tigre branco. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 
2008. 
 
O fragmento de texto acima faz referência a uma das transformações 
ocorridas na Índia, a partir de 1947. 
Essa transformação explicita a relaçãoentre as seguintes características 
na sociedade indiana: 
a) diversidade de etnias – liberdade de expressão 
b) divisão do trabalho – hierarquização dos grupos 
c) centralização do Estado – eliminação da censura 
d) racionalização da produção – preservação das tradições 
 
5. (Uerj 2006) A imagem acima focaliza manifestantes palestinos 
protestando contra o assassinato do xeque Ahmed Yassin, destacado 
líder palestino. 
 
Um fator preponderante que deu origem às tensões e lutas entre 
palestinos e israelenses é apresentado na seguinte alternativa: 
a) diáspora palestina ocorrida a partir de 1945, acarretando a migração 
de palestinos para os kibutzin israelenses 
b) movimento sionista surgido a partir de 1917, definindo a Palestina 
como o "lar nacional" de judeus e palestinos 
c) fundação da Organização para a Libertação da Palestina na década de 
1950, iniciando o processo de luta liderado por Yasser Arafat 
d) partilha da Palestina aprovada pela Organização das Nações Unidas 
na década de 1940, provocando rejeição pelos países árabes 
 
6. (Uerj 2004) 
 
Caricatura de Carlos Brito (http://www.uc.pt) 
 
A política portuguesa na África, a partir dos anos 50, ao substituir o 
conceito de colônia por "províncias ultramarinas", pretendia, sobretudo, 
mostrar que o caso português era diferente da situação em que se 
encontravam os domínios das restantes potências coloniais. Tal recurso, 
no entanto, não impediu a organização de movimentos nacionais que 
recorreram à guerrilha como arma de combate. 
 
Um fator que contribuiu para a conclusão do processo de descolonização 
na África portuguesa foi a: 
a) Revolução dos Cravos 
b) atuação da OTAN em Angola 
c) Organização da Unidade Africana 
d) imposição de sanções a Portugal pela ONU 
 
7. (Uerj 2003) ISRAEL QUER PÔR ARGENTINOS EM TERRITÓRIOS 
OCUPADOS POR PALESTINOS 
 
O governo de Israel está aproveitando o momento de crise vivido na 
Argentina para incentivar a imigração de argentinos membros da 
comunidade judaica ao país. 
No entanto, gera polêmica em Buenos Aires o fato de duas cidades 
propostas para a fixação de argentinos estarem localizadas na 
Cisjordânia e nas colinas de Golã, territórios que se encontram ocupados 
por palestinos e têm sido palco de intensos conflitos nos últimos meses. 
(SANDRINI, João. "Folha Online", 18/02/02.) 
 
A intenção de Israel em localizar os estrangeiros justamente em áreas de 
intenso conflito pode ser, do ponto de vista político, interpretada como: 
a) resposta à emigração palestina nas terras mencionadas 
b) tentativa de assentar mediadores para o conflito no local 
c) estratégia de afirmação da presença judaica nas áreas contestadas 
d) promoção de maior diversidade social em um espaço culturalmente 
indefinido 
 
8. (Uerj 2002) "(...) é de assustar o número de partidos que vêm se 
formando e ganhando apoio popular em diversos países muçulmanos, 
usando muitas vezes a violência para alcançar seus objetivos. A Argélia 
e o Afeganistão são apenas os exemplos mais evidentes desta situação, 
e a contínua existência de grupos fundamentalistas entre a população 
palestina é prova da vitalidade de suas ideias. 
Da mesma forma, Israel, hoje, vive as consequências do profundo 
dissenso ideológico e cultural entre judeus seculares e 
fundamentalistas. Acirrando um conflito que teve origem no próprio 
momento de fundação do Estado, opostos à paz com os árabes e à 
pluralidade política e religiosa, os judeus fundamentalistas são a maior 
ameaça à consolidação da democracia em Israel. 
(...) Isto muda completamente a situação com a qual israelenses e 
árabes estavam acostumados a lidar há quase um século, quando o 
inimigo era o vizinho. Agora, o inimigo está do lado de dentro." 
 (CRINBERG, Keila. In: REIS FILHO, D. e outros (org.). "O século XX: o tempo das 
dúvidas". Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.) 
 
Segundo a ideia central deste texto, as dificuldades para a consolidação 
da paz, neste momento, no Oriente Médio, estão relacionadas de forma 
mais geral com: 
a) permanência de divergências entre árabes e judeus 
b) disputas internas no mundo muçulmano e em Israel 
c) dissolução do fundamentalismo religioso na Argélia e no Afeganistão 
d) enfrentamento entre os partidos da esquerda na Argélia e em Israel 
 
9. (Uerj 1999) A charge a seguir, publicada antes das primeiras 
negociações do processo de paz iniciado no final dos anos 70, retratava 
a postura dos Estados Unidos em relação a seu apoio a Israel. 
 
 
 
("Jornal do Brasil", 15/06/97) 
HISTÓRIA MÓDULO 07 
 
 
6 
A oposição norte-americana de ajuda a Israel, desde sua criação em 
1948, em oposição ao mundo árabe, é explicada pelo seguinte fato: 
a) constituição de Israel como um estado democrático, situado num 
território concedido aos palestinos pela ONU 
b) situação estratégica de Israel como baluarte do ocidente, encravado 
numa região de conflitos, como o Oriente Médio 
c) desempenho de Israel como ponto de apoio para o mundo capitalista, 
localizado numa área alinhada ao mundo comunista 
d) formação de um Estado Livre Palestino como sustentáculo do mundo 
árabe, num região pertencente, por direito, a Israel 
 
10. (Uerj 1997) A África subsaariana conheceu, ao longo dos últimos 
quarenta anos, trinta e três conflitos armados que fizeram no total mais 
de sete milhões de mortos. Muitos desses conflitos foram provocados 
por motivos étnico-regionais, como os massacres ocorridos em Ruanda 
e no Burundi. 
(Le Monde Diplomatique, maio/1993 - com adaptações.) 
 
Das alternativas abaixo, aquela que identifica uma das raízes históricas 
desses conflitos no continente africano é: 
a) a chegada dos portugueses, que, em busca de homens para 
escravização, extinguiram inúmeros reinos existentes 
b) a Guerra Fria, que, ao provocar disputas entre EUA e URSS, transformou 
a África num palco de guerras localizadas 
c) o Imperialismo, que, ao agrupar as diferentes nacionalidades segundo 
tradições e costumes, anulou direitos de conquista 
d) o processo de descolonização, que, mantendo as mesmas fronteiras 
do colonialismo europeu, desrespeitou as diferentes etnias e 
nacionalidades 
 
11. (Fuvest 2015) Examine a seguinte imagem, que foi inspirada pela 
situação da Índia de 1946. 
 
 
 
A leitura correta da imagem permite concluir que ela constitui uma crítica 
a) à passividade da ONU e dos países do chamado Terceiro Mundo diante 
do avanço do fundamentalismo hindu no sudeste asiático. 
b) à oficialização da religião muçulmana na Índia, diante da qual seria 
preferível sua manutenção como Estado cristão. 
c) ao colonialismo britânico, metaforicamente representado por animais 
ferozes prontos a destruir a liberdade do povo hindu. 
d) aos políticos que, distanciados da realidade da maioria da população, 
não seriam capazes de enfrentar os maiores desafios que se impunham 
à união do país. 
e) à desesperança do povo hindu, que deveria, não obstante as 
dificuldades pelas quais passara durante anos de dominação britânica, 
ser mais otimista. 
 
12. Se, por um lado, a Guerra Fria significou a inexistência de um 
conflito direto entre as superpotências, por outro, a disputa entre elas por 
áreas de influência em todo o mundo deu-se de forma intensa. Uma 
conferência internacional, que reuniu 29 nações africanas e asiáticas, em 
1955, teve a intenção de ser uma alternativa à bipolarização mundial 
entre os Estados Unidos e União Soviética. Esta conferência foi realizada 
em 
a) Bandung. 
b) Teerã. 
c) Yalta. 
d) Pan Munjon. 
e) Varsóvia. 
 
13. (Unesp 2020) Dois fatores que contribuíram para os processos de 
emancipação política na África e na Ásia no pós-Segunda Guerra Mundial 
foram: 
a) a defesa chinesa de uma política de neutralidade ante os conflitos 
regionais e o fim da Guerra Fria, que opunha Estados Unidos e União 
Soviética. 
b) a partilha europeia do continente africano e a crise dopetróleo, que 
obrigou os países ricos a negociar com lideranças políticas da África e 
do Oriente Médio. 
c) o nacionalismo de organizações civis dentro das colônias e o princípio 
da autodeterminação dos povos, que era defendido pela ONU. 
d) a crescente autossuficiência econômica dos países africanos e o 
surgimento do pan-africanismo, que unificou as lutas no continente. 
e) a ascensão econômica dos países do chamado Terceiro Mundo e a 
ação vietcongue, que expulsou os colonizadores da Indochina francesa. 
 
14. (G1 - cftmg 2020) O texto a seguir apresenta reformulações 
curriculares na área de História produzidas pelo governo do Estado de 
Israel, na década de 1970, quando já haviam decorrido intensos conflitos 
com os países árabes. 
 
Um estudo ainda superficial do curso de História revela que ele é feito 
para enaltecer a história dos judeus e apresentá-la sob a melhor luz 
possível, ao passo que a visão da história árabe é a tal ponto deturpada 
que beira a mentira. A história árabe é apresentada como uma série de 
revoluções, massacres e disputas intermináveis, de modo a obscurecer 
as conquistas árabes. Do mesmo modo, o tempo dedicado à história 
árabe é curto. No quinto ano, por exemplo, alunos de dez anos passam 
dez horas (ou períodos) estudando os “hebreus” e somente cinco a 
“Península Arábica”. E, mesmo quando estudam a Península Arábica, sua 
atenção é atraída para as comunidades judaicas, como estipulado no 
programa. [...] 
JIRYIS, S. The Arabs in Israel. Trad. Inea Englet. New York: Monthly Review Press, 
1976, p. 210-2 Apud SAID, Edward. A Questão da Palestina. São Paulo: Editora 
Unesp, 2012, p. 147. 
 
Nesse contexto, o ensino de História em Israel assumiu o papel de 
a) promover sentimento de pertencimento e lealdade por meio da 
educação. 
b) valorizar conteúdos que abordassem a diversidade religiosa presente 
na região. 
c) desenvolver uma consciência que favorecia o isolamento dos 
israelenses no território. 
d) utilizar a educação como ferramenta de assimilação das diferenças 
entre árabes e palestinos. 
 
HISTÓRIA MÓDULO 07 
 
7 
15. (Famema 2019) Os anos de 1945 a 1960 foram marcados pela 
explosão do sentimento nacional nas dezenas de países da Ásia, da 
África e do Oriente Médio. É na modificação das relações de força no 
seio de cada colônia ou em cada grupo de colônias que se devem 
procurar as causas do enfraquecimento do velho sistema de dominação. 
Nenhum movimento de libertação nacional podia esperar a vitória se não 
contasse com o apoio total de sua população. 
 
Uma das consequências da Segunda Guerra Mundial foi o 
enfraquecimento da Europa e a emergência de duas grandes potências: 
a União Soviética e os Estados Unidos da América. As duas tomaram 
posições anticolonialistas. 
(Carlos Serrano e Kabengele Munanga. A revolta dos colonizados, 1995. 
Adaptado.) 
 
De acordo com o excerto, esses movimentos de independência 
conjugavam 
a) a unificação política das colônias e a ascensão de partidos 
comunistas. 
b) a conscientização dos povos coloniais e as tensões da Guerra Fria. 
c) o pacifismo nas colônias e o desenvolvimento dos países capitalistas. 
d) a ação de elites coloniais e os confrontos militares entre as 
superpotências. 
e) o nacionalismo dos dominados e a hegemonia das potências 
europeias. 
 
16. (Uece 2019) A crise do Canal de Suez se iniciou em julho de 1956 
quando o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser nacionalizou o canal, a 
única ligação entre o Mediterrâneo e o Mar Vermelho e principal via para 
transporte de petróleo dos países árabes para a Europa. Além da perda 
econômica muito significativa para a França e a Inglaterra, a crise de 
Suez demonstrou de modo definitivo 
a) a força da manobra de motivação colonialista junto aos EUA. 
b) o fim da hegemonia colonial europeia no mundo. 
c) a união com vistas a reforçar o colonialismo europeu nos países 
árabes. 
d) um desestímulo aos movimentos de independência nas possessões 
coloniais francesas. 
 
17. (Uerj simulado 2019) 
 
 
De acordo com o mapa, a maior concentração de processos de 
descolonização na África, em determinados períodos, está relacionada à 
seguinte conjuntura histórica: 
a) hegemonia das políticas norte americanas 
b) bipolaridade das relações internacionais 
c) globalização das economias regionais 
d) crise das metrópoles europeias 
 
18. (G1 - ifpe 2019) MARCHA DO SAL 
Quando a escolha de Gandhi de protestar pelo sal foi anunciada, jornais 
da Índia Colonial trataram o assunto com um tom cômico e até mesmo o 
vice-rei, lorde Irwin, escreveu: “No momento, a perspectiva de uma 
campanha de sal não me mantém acordado à noite”. 
 
Entretanto, o líder da marcha tinha uma visão diferente sobre o produto: 
entendia que o item, por ser de uso diário, poderia afetar todas as classes 
de cidadãos, e declarou que “ao lado do ar e da água, o sal talvez seja a 
maior necessidade da vida”. Ao observar a dimensão do ato, as 
autoridades perceberam o poder do alimento como o símbolo principal. 
Disponível em: 
<https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/marcha-do-sal-ha-
89-anos-gandhi-liderava-uma-multidao-para-um-ato-de-desobediencia-civil-nao-
violenta.phtml>. Acesso em: 09 maio 2019 (adaptado). 
 
De acordo com o TEXTO 11, a afirmação do vice-rei inglês, lorde Irwin, 
contrapõe-se à declaração do líder indiano Mahatma Gandhi. No 
momento em que suas reflexões foram elaboradas, a Marcha do Sal 
representava para Irwin e Gandhi, respectivamente, 
a) um conflito entre etnias indianas rivais e uma oposição à dominação 
inglesa. 
b) um acontecimento minúsculo e um combate aos efeitos da 
globalização na Índia. 
c) um movimento inexpressivo e uma luta contra o monopólio 
imperialista inglês. 
d) uma disputa de minorias religiosas e uma defesa pela descolonização 
indiana. 
e) uma contestação separatista tribal e um ataque ao neoliberalismo 
britânico. 
 
19. (G1 - ifpe 2019) Nossa luta é contra privações reais e não privações 
imaginárias. Lutamos, basicamente, contra duas marcas características 
da vida africana na África do Sul defendidas por uma constituição que 
buscamos abolir. Essas marcas são a pobreza e a ausência de dignidade 
humana. 
MANDELA, Nelson. In: BENSON, Mary. Nelson Mandela: o homem e o movimento. 
Rio de Janeiro: Brasiliense, 1987. p. 168 (adaptado). 
 
O texto acima contém um fragmento escrito por Nelson Mandela, que, 
como advogado, elaborou sua própria defesa perante um tribunal que o 
acusava de subversão. A luta de Mandela pela independência sul-
africana está associada 
a) à oposição ao macarthismo, perseguição aos comunistas. 
b) ao fim do apartheid, regime de segregação. 
c) ao combate aos gulags, campos de trabalhos forçados. 
d) à aplicação do foquismo, teoria revolucionária. 
e) ao ataque à satyagraha, princípio de não violência. 
 
20. (Usf 2018) A Carta das Nações Unidas, assinada em 1945, 
reconhecia o direito dos povos, que habitavam “territórios sem governo 
próprio”, à autonomia política. As metrópoles teriam a obrigação de 
tomar medidas para que esses direitos se efetivassem, respeitando as 
identidades culturais desses povos o que facilitaria a descolonização 
afro-asiática. 
NAPOLITANO, Marcos e VILLAÇA, Mariana. História para o Ensino Médio: volume 
único. São Paulo: Atual 2013, p. 688 (Adaptado). 
 
A respeito do contexto histórico mencionado, é correto afirmar que 
a) os Estados Unidos e a União soviética estimularam a independência 
das colônias, objetivando aumentar sua influência política e econômica, 
antes exclusiva das metrópoles da Europa ocidental. 
b) a independência da Índia ocorreu embalada pelas pregações de 
Ghandi, que conseguiu reunir os povos indianos em um único partido, 
concorrendo para uma emancipação de forma pacífica, sem perder a 
unidade religiosa. 
c) a Conferência de Bandung reuniu 29 nações afro-asiáticas, que 
decidiram peloalinhamento automático com os Estados Unidos, e a 
discussão sobre as formas de superar a pobreza e de combater o 
racismo. 
HISTÓRIA MÓDULO 07 
 
 
8 
d) as colônias portuguesas do continente africano foram pioneiras no 
processo de descolonização, pois conquistaram sua independência na 
primeira metade do século XX, apoiadas militarmente por Antônio de 
Oliveira Salazar. 
e) a independência da Argélia, também conhecida como Revolução de 
Veludo, ocorreu de forma pacífica, no momento em que o presidente 
Charles de Gaulle retirou as tropas e reconheceu a independência. 
 
21. (Espm 2018) Depois do período de transição, em 11 de novembro de 
1975, o MPLA, sob a direção de Agostinho Neto, proclamou a inde-
pendência, reconhecida pelo governo português. 
A primeira guerra de independência estava terminada. Mas a 
continuidade das divisões internas logo transformou-se em uma segunda 
guerra civil, disputada entre MPLA e UNITA. Esta contou com a partici-
pação direta dos EUA e da África do Sul. Quanto ao MPLA, teve apoio 
logístico e humano da URSS, da China e sobretudo de Cuba. 
(Leila Hernandez. A África na sala de aula) 
 
O texto faz menção à independência de: 
a) Angola; 
b) Moçambique; 
c) Guiné-Bissau; 
d) Cabo Verde; 
e) Argélia. 
 
22. (G1 - ifpe 2018) TUTSIS E HUTUS 
Ruanda e Burundi são dois países vizinhos, habitados por duas etnias 
historicamente rivais: os tutsis e os hutus. No século XIX, a região foi 
colonizada pelos alemães, e os tutsis, que eram minoria, ganharam 
status de elite privilegiada, com acesso às Forças Armadas, à educação 
e à administração colonial. Após a derrota da Alemanha na Primeira 
Guerra Mundial, esses territórios passaram para o domínio belga, que 
fomentou a criação de uma elite hutu. 
Ruanda tornou-se uma república governada pelos hutus; Burundi, uma 
monarquia tutsi. Os dois países se tornaram independentes em 1962. 
Perseguidos em Ruanda, os tutsis se refugiavam no Burundi. Com a 
derrubada da monarquia em 1965, Burundi também se tornou uma 
república, ainda sob o poder dos tutsis. 
A rivalidade entre os dois povos atingiu o apogeu na década de 1990. Em 
abril de 1994, os presidentes de Ruanda e de Burundi – ambos da etnia 
hutu – morreram na queda do avião em que viajavam. A suspeita de que 
o acidente tenha sido provocado por um atentado aumentou a tensão, 
levando o conflito entre hutus e tutsis a assumir proporções 
devastadoras. Em Ruanda, 800 mil tutsis foram mortos entre abril e julho 
de 1994; outros 2,3 milhões refugiaram-se em países vizinhos. 
AZEVEDO, Gislaine; SERIACOPI, Reinaldo. História: passado e presente. São Paulo: 
Ática, 2016. Vol. 3. p. 160. 
 
A partir de seus conhecimentos a respeito dos processos de 
descolonização no continente africano, é possível afirmar que o texto 
aborda 
a) o acirramento de conflitos étnicos pelo jogo de interesses das 
potências imperialistas europeias, que arbitrariamente definiram linhas 
de fronteiras durante a colonização. 
b) o genocídio praticado pelas nações europeias contra os grupos 
étnicos africanos que se rebelaram em prol da independência de seus 
países. 
c) a rivalidade entre duas nações que conviveram em harmonia durante 
o período de dominação europeia e que passaram a disputar o poder 
após suas independências. 
d) o desenvolvimento de movimentos nacionalistas separatistas, do 
ponto de vista externo, e unificadores, sob a ótica interna. 
e) o crescimento do número de refugiados em países africanos, 
provocado por guerras civis estabelecidas entre grupos étnicos 
diferentes, sem relação com a conjuntura europeia. 
 
23. (Ufjf-pism 3 2018) A imagem abaixo corresponde à entrada do Museu 
do Apartheid, localizado em Johanesburgo, na África do Sul. Esta entrada 
é dividida em duas portas. Sobre uma das portas, se lê a placa “Brancos”, 
enquanto sobre a outra se lê a placa “Não brancos”. 
 
 
 
Sobre o Apartheid, implantado oficialmente na África do Sul em 1948, é 
CORRETO afirmar: 
a) apesar de algumas restrições, o Apartheid manteve em funcionamento 
um sistema democrático aberto para toda a população. 
b) como decorrência das derrotas das forças de oposição ao regime, o 
Apartheid permanece até os dias atuais como política oficial do governo 
sul-africano. 
c) pelo fato de o Apartheid ter deixado marcas profundas na sociedade 
sul-africana, diversos setores buscaram constituir formas de rememorar 
aquele período. 
d) se conformou como um regime político que contribuiu para a 
aproximação entre os europeus e os sul africanos, possibilitando a 
convivência pacífica em locais públicos e privados. 
e) se configurou como uma exceção no século XX, permanecendo como 
o único regime político de segregação racial existente entre os países 
ocidentais. 
 
24. (Ufpr 2017) Considere o seguinte trecho do discurso de Nehru 
durante a conferência de Bandung em 1955: 
 
Hoje, no mundo, devo sugerir, não somente por causa da presença 
desses dois colossos, mas também em função da chegada da era 
atômica e da bomba de hidrogênio, os próprios conceitos de guerra, de 
paz, de política, mudaram. Pensamos e agimos nos termos da era 
passada. [...] Agora não faz diferença se um país é mais poderoso do que 
outro no uso da bomba atômica ou da de hidrogênio. Um é mais poderoso 
em sua ruína do que o outro. Isso quer dizer que o ponto de saturação foi 
alcançado. Se um país é poderoso, o outro também é […]. Se há agressão 
em algum lugar do mundo, isso é o limite que resulta em guerra mundial. 
Não importa de onde parta a agressão. Se um comete agressão, há 
guerra mundial. 
(Tradução de trecho do discurso do Primeiro-Ministro indiano Nehru na 
Conferência de Bandung. Disponível em: 
<http://sourcebooks.fordham.edu/halsall/mod/1955nehru-bandung2.html>. 
Acesso: 30 de agosto de 2016.) 
 
Na conferência realizada em Bandung, na Indonésia, de 18 a 24 de abril 
de 1955, os países afro-asiáticos participantes acordaram uma série de 
medidas políticas, econômicas e culturais. De acordo com esse trecho e 
com os conhecimentos sobre o período de descolonização afro-asiática, 
assinale a alternativa que apresenta alguns acordos resultantes desse 
encontro. 
HISTÓRIA MÓDULO 07 
 
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a) A conferência condenou o racismo e o colonialismo como formas de 
opressão que atentam contra os direitos humanos contidos na carta das 
Nações Unidas; defendeu a autodeterminação dos povos e uma política 
de não alinhamento perante a polarização que enfrentava o mundo pós-
guerra. 
b) A conferência manteve uma política de não alinhamento perante o 
conflito da Palestina, assim como exigiu a participação de cada nação 
em um dos blocos em formação durante o período como forma de sair 
do subdesenvolvimento e da dependência. 
c) A conferência acordou respeitar as políticas de direitos humanos de 
cada país mediante um acordo de não interferência e de não 
alinhamento, garantindo a autodeterminação política e econômica dos 
blocos em formação. 
d) Cada país participante manifestou sua orientação política em relação 
aos blocos em formação, exigindo o respeito a suas diferenças culturais 
e à preferência em relação ao modelo de desenvolvimento econômico 
que cada um escolheu. Tudo isso foi possível pelo acordo de não 
alinhamento assinado por todos. 
e) Para a conferência, os acordos de intercâmbio econômico e cultural 
foram prioritários na perspectiva de sair da dependência e promover a 
autodeterminação política. 
 
25. Preto e branco a cores 
 
Destino a minha vida 
Minha luta pela liberdade (...) 
Eu tenho raça e a cada farsa, a cada horror 
O meu empenho, meu braço, meu valor (...) 
O nosso herói Mandela éSenhor da fé, clamou o povo 
E o tigre encontra no leão 
A maior inspiração de um mundo novo (...) 
 
Liberdade pelo amor de DeusLiberdade a este céu azul 
É minha terra, orgulho meu 
Porto da Pedra canta a África do Sul 
escola de Samba do Porto da Pedra, RJ 
 
A letra do samba-enredo homenageia Nelson Mandela,líder da luta 
vitoriosa contra o regime de apartheid na África do Sul. Porém, tal como 
no caso da escravidão brasileira, as conseqüências do longo período de 
segregação não se deixaram apagar com facilidade. 
 
O elemento que identifica corretamente uma herança importante desses 
dois regimes do passado, ainda presente nas formações sociais de 
ambos os países, é: 
 
a) desigualdade de renda 
b) legislação discriminatória 
c) exclusão cultural das minorias 
d) ausência de representação política 
 
Gabarito 
 
1. C 
2. B 
3. D 
4. B 
5. D 
6. A 
7. C 
8. B 
9. B 
10. D 
11. D 
12. A 
13. C 
14. A 
15. B 
16. B 
17. D 
18. C 
19. B 
20. A 
21. A 
22. A 
23. C 
24. A 
25. A

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