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5º
Ano
MATERIAL DE
APOIO
PEDAGÓGICO
PARA
APRENDIZAGENS
Ensino Fundamental
GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE EDUCADORES
SUMÁRIO
LÍNGUA PORTUGUESA...............................................................pág 01
Planejamento 1: Lendo uma carta.............................................pág 01
Planejamento 2: Interpretando um poema...............................pág 06
Planejamento 3: A Regra de jogo..............................................pág 10
Planejamento 4: Planejando uma Entrevista........................pág 15
Planejamento 5: Gêneros do discurso oral...........................pág 20
Planejamento 6: Gênero jornalístico/ Reportagem...............pág 26
Planejamento 7: Linguagem verbal e não verbal/ Tirinha.........pág 33
ARTE........................................................................pág 38
Planejamento 1: Jogo com visual dos desenhos animados da década
de 1930...........................................................................................pág 38
EDUCAÇÃO FÍSICA...................................................................pág 44
Planejamento 1: Jogo Africano - My God...................................pág 44
Planejamento 2: Labirinto de Moçambique..........................pág 48
Planejamento 3: Bola na parede................................................pág 51
Planejamento 4: Voleibol paraolímpico................................pág 54
MATEMÁTICA......................................................................pág 57
Planejamento 1: Sistema de Numeração Decimal....................pág 57
Planejamento 2: Probabilidade e Estatística........................pág 62
Planejamento 3: Figuras Geométricas.................................pág 67
Planejamento 4: Coordenadas Cartesianas..........................pág 72
CIÊNCIAS............................................................................pág 77
Planejamento 1: Propriedade dos Materiais..............................pág 77
Planejamento 2: Mudanças de Estado Físico da Água.........pág 84
Planejamento 3: Cobertura vegetal e equilíbrio da natureza. . .pág 90
Planejamento 4: Consumo sustentável da água...................pág 95
Planejamento 5: Tratamento da água.....................................pág 100
GEOGRAFIA.......................................................................pág 109
Planejamento 1: Dinâmica populacional..................................pág 109
Planejamento 2: O povo brasileiro...........................................pág 114
Planejamento 3: População.................................................pág 118
Planejamento 4: Trabalho e inovação tecnológica..............pág 123
HISTÓRIA...........................................................................pág 128
Planejamento 1: Do nomadismo ao processo de sedentarização:
povo, cultura e diversidade.................................................pág 128
ENSINO RELIGIOSO........................................................................pág 142
Planejamento 1: O valor da amizade – parte 1........................pág 142
Planejamento 2: O valor da amizade – parte 2........................pág 147
Planejamento 3: Histórias e memórias – parte 1.....................pág 149
Planejamento 4: Histórias e memórias – parte 2.................pág 151
Planejamento 5: Preservando tradições – parte 1...................pág 153
Planejamento 6: Preservando tradições – parte 2...............pág 157
LinguagensLíngua Portuguesa
2022Ensino Fundamental5 o ano
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS
SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
Leitura/ escrita compartilhada e autônoma, Análise linguística / semiótica
(ortografização).
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O
HABILIDADE(S)
:
Decodificação /
Fluência na leitura.
(EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e,
em segui- da, em voz alta, com autonomia e fluência,
textos curtos com nível de textualidade adequado.
Estratégia de
leitura.
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou
expressões desco- nhecidas em textos, com base no
contexto da frase ou do texto.
Reconstrução das
condições de
produ- ção e
recepção de
textos.
(EF15LP01X) Identificar a função social de textos que
circulam em campos da vida social dos quais
participa cotidianamente (a casa , a rua, a
comunidade, a escola) e nas mídias impressas, de
massa e digital reconhecendo para que foram
produzidos, onde circulam, quem os produziu e a
quem se destinam e a sua importância no meio/vida
social.
Morfologia (EF05LP05) Identificar a expressão de presente,
passado e fu- turo em tempos verbais do modo
indicativo.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Lendo uma carta.
DURAÇÃO: 2 aulas
1
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Faça grupos com, no máximo, 5 estudantes e peça que realizem a
leitura silenciosa do texto. Em seguida, convide alguns deles para que
leiam em voz alta. Caso neces- sário, leia junto com eles.
Realize levantamento dos conhecimentos prévios sobre o gênero carta
e a função social do mesmo.
Pergunte para turma:
• Que tipos de cartas vocês conhecem?
• Para que elas servem?
• Nos dias atuais, ainda é comum o envio de cartas? Em que situações?
B) DESENVOLVIMENTO:
Distribua uma ficha para cada estudante.
Peça a eles que adivinhem qual gênero textual irão estudar, dando-lhes
algumas di- cas, conforme abaixo:
Na maioria das vezes, ao escrever este gênero, sabemos, exatamente,
quem será o seu leitor.
• O escritor inicia o texto identificando o local de onde se escreve e a
data.
• O escritor começa o texto “chamando” o seu leitor (vocativo –
destinatário).
• A linguagem utilizada está de acordo com a do destinatário.
• Ao terminar o texto, o escritor se despede do destinatário e se
identifica.
Cada grupo escreve, em uma ficha, o nome do gênero que acredita
que será lido e, após, entregue-a ao professor.
O professor deverá entregar o texto impresso e orientar aos
estudantes para que identifiquem nele, todas as dicas apresentadas
anteriormente, sem que seja neces- sária a leitura do texto todo.
2
TEXTO 1
Belo Horizonte, 11 de março de
2022 Querida Duda, Imagem 1
Era tão bom quando eu morava lá no interior. A casa era grande e
tinha um quintal cheio de coisas, tinha até um galinheiro. Eu
conversava com tudo quanto era gali- nha, cachorro, gato, marreco,
porco, eu conversava com tanta gente que você nem imagina, amiga.
Tinha árvore para trepar, riacho no fundo do quintal, tinha cada lugar
legal para esconder durante a brincadeira de esconde-esconde. Era
tanta op- ção de esconderijo que podia ficar escondida para sempre.
Meu pai e minha mãe viviam rindo, muito felizes, andavam
abraçados ou de mãos dadas, uma harmo- nia gostosa de se ver.
Agora, tá tudo mudado, tudo diferente: eles vivem de cara fechada,
brigam por qualquer coisa. Um dia desses eu perguntei: o que é que
tá acontecendo que toda hora tem briga? Sabe o que é que eles
falaram? Que não era assunto para criança. E o pior é que esse
negócio de emburramento em casa me dá uma agonia danada. Eu
queria tanto achar uma maneira de não dar mais bola pra briga e para
cara amarrada. Será que você não pode me ajudar?
Um beijo da Ana Paula.
Em seguida, pergunte aos alunos:
• A que conclusão chegaram?
Trabalhe a partir do texto (carta) o significado de vocativo.
Converse com a turma sobre a organização temporal do texto lido:
passado mais dis- tante, passado mais recente, presente, futuro, e que
pistas o texto dá para o leitor identificar esses tempos (Passado mais
distante: Era ..., verbo no passado – Presen- te: Agora..., verbo no
presente, Passado mais recente: Um dia desses..., verbo no passado,
ideia de futuro: Eu queria achar..., será que você não acha...).
RECURSOS:
Ficha de papel em branco, texto 1, atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DEAVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas, tais
como identi- ficação do gênero carta, participação e o envolvimento
durante as atividades.
3
ATIVIDADES
Retome o TEXTO 1.
Por quem foi enviada a carta?
Como se chama quem a envia?
Localize o vocativo.
Qual o assunto tratado?
Quem a recebeu?
Quem recebe uma carta é o mesmo quê?
A despedida escrita na carta é
Sublinhe, no texto, quem enviou e quem recebeu a carta.
Circule, no texto, o local e a data.
O trecho “Um beijo…” refere-se à qual parte da carta?
a) Despedida.
b) Assinatura.
c) Assunto.
d) Localidade.
Qual o tipo de linguagem utilizada? Formal ou informal? Justifique sua
resposta com um exemplo retirado do texto.
4
Na carta, encontramos a palavra “emburramento”. De acordo com a leitura que
você realizou, seria possível identificar o significado desta palavra?
Marque a alternativa correta:
a) Alegria.
b) Teimosia.
c) Tristeza.
d) Cansaço.
“Meu pai e minha mãe viviam rindo, muito felizes, andavam abraçados
ou de mãos dadas...”
A frase acima expressa uma ação em qual tempo?
Como ficaria a frase se o verbo estivesse no presente?
5
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
Oralidade. Leitura/escuta (compartilhada e autônoma). Análise
linguística/semió- tica (ortografização). Produção de textos (escrita
compartilhada e autônoma).
OBJETOS DO
CONHECIMENT
O
HABILIDADE(S):
Escuta de textos
orais.
(EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações
de tra- balhos realizadas por colegas, formulando
perguntas per- tinentes ao tema e solicitando
esclarecimentos sempre que necessário.
Formação de
leitor.
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do
canti- nho de leitura da sala de aula e/ou
disponíveis em meios di- gitais para leitura
individual, justificando a escolha e com-
partilhando com os colegas sua opinião, após a
leitura.
Forma de
composi- ção de
textos poéti- cos.
(EF35LP31) Identificar em textos diversificados
efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos
rítmicos sonoros e de metáforas.
Compreensão de
tex- tos orais.
(EF35LP19) Recuperar as ideias principais em
situações formais de escuta de exposições,
apresentações e pales- tras. Expor trabalhos ou
pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio
de recursos multissemióticos (imagens,
diagrama, tabelas, etc.), orientando-se por roteiro
escrito, planejando o tempo de fala e adequando a
linguagem à si- tuação comunicativa.
Estratégias de
leitura.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em
textos.
Utilização de
tecno- logia digital.
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas
de edi- ção de texto para editar e publicar os
textos produzidos, explorando os recursos
multissemióticos disponíveis.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Interpretando um poema.
DURAÇÃO: 2 aulas
6
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
O poema vem sendo explorado desde o 1º ano, mas, devido à sua
importância textual e aos aspectos a ele relacionados, como emoções,
sentimentos, sensações, impressões, ideias, imagens e reflexões,
constitui também um dos gêneros explorados no 5º ano.
A) DESENVOLVIMENTO:
Inicie a aula apresentando a biografia do poeta Guilherme de Almeida.
Pergunte se alguém conhece o autor ou algum texto escrito por ele.
Leve a turma para a biblioteca e/ou o cantinho de leitura da sala de
aula. Selecione, previamente, os livros que tenham poemas.
Apresente o poema para a turma, em forma de cartaz, texto impresso
ou projetado. Leia-o para os alunos, de tal modo que a sonoridade
fique evidente, mostrando que, nas estrofes em que há rima, a leitura
fica mais fluida, mais envolvente. Ler poemas em voz alta, assim como
escutá-los, contribuem para a prática de leitura e, também, para a sua
compreensão e interpretação.
O pião
A mão firme e ligeira
puxou com força a
fieira: e o pião
fez uma elipse
tonta no ar e fincou
a ponta no chão.
É um pião com sete
listas de cores
imprevistas; porém,
nas suas voltas
doidas, não mostra as
cores todas que tem:
— fica todo cinzento,
no ardente
movimento… E até
parece estar
parado, teso,
paralisado,
de pé.
Mas gira. Até que, aos
poucos, em torvelins tão
loucos assim,
já tonto, bamboleia/
e, bambo, cambaleia…
Enfim,
tomba. E, como uma
cobra, corre mole e
desdobra então,
em parábolas
lentas, sete cores
violentas, no
chão.
Imagem 2
O pião, de Guilherme de Almeida. Em: Caminho da poesia. São Paulo: Global, 2006. p. 49 (Antologia de poesias para
crianças).
7
Incentive os estudantes a observarem o formato do texto apresentado,
ou seja, o aspec- to visual, levando-os a perceberem que está
distribuído em versos e em estrofes e que algumas estrofes apresentam
rimas e outras, versos livres, ou seja, ausência de rimas.
Faça os seguintes questionamentos:
• O que você entendeu sobre rimas?
• Quais foram as rimas apresentadas?
Relembre as características, os modos de produção, os meios de
circulação e a fun- ção social dos poemas.
Peça aos estudantes que, na biblioteca da escola e/ou do cantinho de
leitura da sala de aula, ou sala de informática (caso haja), escolham
outros poemas para compara- rem com o que foi trabalhado e
compartilhem com o grupo o porquê da escolha.
Desafie os estudantes, em grupos, a apresentarem o poema
selecionado para a tur- ma. Poderão ler em forma de jogral, musical ou
da maneira que optarem. Ao conclui- rem as apresentações, escolham
o grupo que leu da forma mais criativa.
RECURSOS:
Livros que contenham poemas e atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas, tais
como identi- ficação do gênero poema, participação e o envolvimento
durante as atividades.
ATIVIDADES
Volte ao poema, releia a terceira estrofe e responda às questões a seguir.
a.O que acontece com o pião em relação à cor?
b.E com seu movimento?
c.O poema é um gênero organizado em versos, e os versos podem ser
agrupados em estrofes.
A. Versos: B. Estrofes:
8
AGORA É SUA VEZ!
• Escolha um tema e expresse por meio de um poema.
• Lembrem de usar rimas, ficando atento quanto à divisão
do poema em versos e em estrofes.
Imagem
3 • Selecione e utilize, se possível, imagens, ícones, desenhos
no com- putador para enriquecer o poema que criaram.
9
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
Leitura/escuta compartilhada e autônoma.
OBJETOS DO
CONHECIMENT
O
HABILIDADE(S)
:
Compreensão em
leitura.
(EF05LP09) Ler e compreender com autonomia
textos instrucionais de regras de jogos dentre
outros gêneros do campo da vida cotidiana de
acordo com as convenções do gênero e
considerando a situação comunicativa e a finali-
dade do texto.
Estratégia de
leitura.
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos
textos lidos.
Compreensão. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto,
demons- trando compreensão global.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: A Regra de jogo
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
As regras de jogos são textos bem interessantes para serem
trabalhados com estu- dantes do Ensino Fundamental, porque jogar é
uma coisa que as pessoas gostam em todas as idades. Além disso, são
textos, que tem como finalidade e uso socialsitua- ções reais do
cotidiano.
A escrita deste tipo de texto pode parecer simples, mas exige conhecimento.
Serão apresentadas algumas sugestões para o trabalho com regras de
jogos, de ma- neira que os estudantes tenham muitos desafios e
aprendam mais.
Comece com as seguintes indagações:
• Ao iniciar um jogo, você lê as regras antes ou deixa para aprender
sobre elas ao longo da brincadeira?
• Por que as regras existem?
• Você sabe o que são instruções?
• Você conhece algum texto instrucional?
• Você usa textos instrucionais no seu dia-a-dia?
10
B) DESENVOLVIMENTO:
Fale sobre as características de textos instrucionais:
• Têm a função de instruir, ensinar, mostrar como algo deve ser
feito. Descrevem as etapas que devem ser seguidas para um
determinado procedimento.
• Os verbos, são geralmente, no modo imperativo (coloque, divida,
distribua as cartas) ou no modo infinitivo (embaralhar, colocar,
organizar).
• Utilização de uma linguagem clara e objetiva.
• Alguns exemplos: receitas culinárias, bulas de medicamentos,
manuais de ins- truções, guias e mapas rodoviários, manuais de
jogos, dentre outros.
Agora, vamos colocar a mão na massa!
Divida a turma em grupos, onde cada um deles terá um
representante. Distribua uma tabela impressa para cada
grupo.
Defina o número de rodadas.
Solicite a um estudante, que tenha uma boa leitura, que leia em voz
alta as regras abai- xo. Neste momento, aproveitem para esclarecer as
dúvidas que porventura surgirem.
Nº de
Rodada
s
Categoria
s
Nome Cidade Animais Frutas Automóvei
s
1ª
2ª
3ª
Quando o jogo terminar, retome-o com a turma, perguntando se
gostaram e se são capazes de explicar as regras do mesmo para que
outros colegas possam jogá-lo.
Peça para que um estudante explique, oralmente, a regra desta brincadeira.
Texto: Regra do jogo “Adedanha”, “Adedonha” ou
“Stop” Nº de participantes: 2 ou mais.
Materiais – Folha de papel para cada jogador, contendo a tabela pré
definida em con- junto; lápis ou canetas.
11
1º passo – Definir quais categorias entrarão na tabela. Ex. nome, cidade,
animais, fru- tas, automóveis, etc.
2º passo – Escolher com qual letra inicial será a rodada de palavras
(cada jogador poderá colocar o número de dedos que decidir e então
faz a contagem segundo o alfabeto).
3º passo – Cada jogador preenche uma linha da tabela, com a letra inicial
sorteada.
4º passo – O primeiro que preencher todas as colunas, fala “stop” e
todos tem que parar de escrever.
5º passo – Contagem de pontos.
• Para cada palavra que o jogador colocou e ninguém repetiu 10 pontos.
• Para cada palavra colocada e mais de um jogador repetiu 5 pontos.
• O vencedor será o jogador que fizer mais pontos ao somar todas as
rodadas.
Confirme, junto das crianças, as características do texto instrucional,
no caso regra de jogo.
RECURSOS:
Atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá considerar a participação dos envolvidos
e a compreen- são sobre textos instrucionais. A agilidade para
responder os temas estabelecidos pelo jogo, será um ponto a ser
observado.
ATIVIDADES
Qual a finalidade de uma regra de jogo? Marque a alternativa incorreta:
a) Instruir a montar um brinquedo.
b) Auxiliar a utilizar um equipamento eletrônico.
c) Ensinar a jogar um jogo com regras pré-estabelecidas.
d) Orientar quanto ao uso de um medicamento.
12
Explica o modo de preparo – Texto que acompanha os aparelhos
eletrônicos – Acompanha os remédios – Texto que instrui
alguém sobre alguma coisa.
Relacione a(s) palavra(s) ao seu significado:
a) Receita
b) Texto Instrucional
c) Bula de remédios
d) Manual
Leia a regra do jogo abaixo e responda o que se
pede:
Jogo: Batata Quente
Imagem 4 Imagem 5
Regras do jogo
Material: uma
batata.
1º passo – Os participantes se sentam no chão formando um círculo.
2º passo – Definir um participante para controlar a música, parando-a
de vez em quando. Enquanto a canção estiver tocando, todos vão
passando a batata de mão em mão, no ritmo da música.
2º passo – Assim que a música parar, quem estiver com a batata na
mão, será eli- minado da brincadeira. Se alguém tentar passar a batata
depois que a música tiver parado, também é eliminado.
O jogo termina quando restar apenas um
jogador. O texto acima possui uma
função. Cite-a?
13
Qual(ais) regra(s) você mudaria nessa brincadeira?
Agora que você já compreendeu o que é um texto instrucional, escreva
você mesma(o) as regras do jogo preferido ou a receita que de uma
comida que você mais gosta.
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PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma). Leitura
/escrita compar- tilhada e autônoma. Oralidade.
OBJETOS DO
CONHECIMENT
O
HABILIDADE(S)
:
Forma de
composi- ção de
gêneros orais.
(EF35LP10) Identificar gêneros do discurso oral,
utiliza- dos em diferentes situações e contextos
comunicativos, e suas características linguístico-
expressivas e composi- cionais (conversação
espontânea, conversação telefônica, entrevistas
pessoais, entrevistas no rádio ou na TV ,deba- te,
noticiário de rádio e TV, narração de jogos
esportivos no rádio e TV, aula, debate, etc.)
Relato oral /
Registro formal e
informal.
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral
em di- ferentes contextos comunicativos (solicitar
informações, apresentar opiniões, informar,
relatar experiências, etc.).
Utilização de
tecno- logia digital.
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas
de edi- ção de texto, para editar e publicar os
textos produzidos explorando os recursos
multissemióticos disponíveis.
Pesquisa. (EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio do
professor, informações de interesse sobre
fenômenos sociais e natu- rais, em textos que
circulam em meios impressos ou digitais.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO (conteúdo): Planejando uma Entrevista.
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
O desenvolvimento de determinadas competências, ocorre mediante o
trabalho com gêneros tais como: entrevista, conversação telefônica,
debate, noticiário, etc. Esses gêneros, possibilitam ao estudante utilizar
a língua portuguesa considerando a orali- dade e a escrita. A proposta
aqui é realizar com os estudantes uma entrevista. Sendo assim, inicie o
trabalho, analisando os diferentes efeitos de sentido que decorrem da
seleção de palavras e as escolhas corretas das mesmas para se
alcançar o objetivo pre- tendido. Se for necessário, explore
coletivamente algumas possibilidades de reescrita.
15
B) DESENVOLVIMENTO:
Organize a sala em grupos e apresente o texto para a turma (cartaz,
textos impressos ou projeção).
Leia-o e peça às duplas que conversem, brevemente, sobre a cena.
Faça o seguinte questionamento:
• O que aconteceu nesse diálogo?
• A pergunta feita pelo garoto foi
compreendi- da pela menina? Por quê?
• Pensando numa melhor forma de
comunica- ção, de que outra maneira
a pergunta pode- ria ser feita?
Imagem 6
PLANEJANDO UMA
ENTREVISTA
• Na opinião de vocês, por que é
importante saber escolher as
palavras ao planejar uma entrevista?
• Planeje com os estudantes uma entrevista para ser apresentada
oralmente. Fale sobre linguagem formal e informal, e que no
gênero entrevista pode conter as duas.
• Pergunte o que eles sabem sobre o planejamento de uma entrevista.
• Escolham, juntos, o tema da entrevista. Explique que este deverá
contemplar um fenômeno natural (exemplos: chuva excessivas,
neve, calor intenso, seca, etc) ou social que corresponde aos
comportamentos, ações e situações obser- vadas em sociedade
(exemplos: analfabetismo,impacto na aprendizagem em
decorrência pandemia, etc.).
Siga a sugestão de roteiro da entrevista a seguir. A mesma deverá ser
realizada, com um profissional da própria escola.Oriente a turma a
observar que as perguntas de- vem ser curtas e diretas:
Exemplo: Quem faz a sua escola?
• Qual é o seu nome?
• Há quantos anos você trabalha aqui?
• Como é o dia a dia do seu trabalho?
• Por que você escolheu trabalhar nesta
função?
• Você tem algum sonho? Qual?
16
Imagem 7
Definam quem serão os entrevistados pelos grupos.
As entrevistas realizadas poderão ser apresentadas, em forma de
jornal mural ou di- gital da turma, com o objetivo de informar aos
demais a respeito de quem são, como trabalham, e o que pensam as
pessoas que “fazem a escola”. Se possível, utilizem recursos
tecnológicos disponíveis.
Deixe que os estudantes completem ou acrescentem questões ao
roteiro sugerido. É natural que ocorra uma grande variação de
questões, dependendo de quem é o entrevistado e do interesse do
grupo. Por exemplo, pode haver curiosidade em saber se a merendeira
cozinha para os seus filhos alguma comida que ela faz para os estu-
dantes ou se o professor de educação física também faz esporte por
lazer, etc.
Durante a realização dessa atividade, circule pela sala, acompanhe as
discussões e verifique se os estudantes estão contemplando a forma
de composição do gênero entrevista oral.
Questione os estudantes sobre:
• Quais aspectos devemos estar atentos quando formos realizar a
entrevista?
Faça, oralmente, um apanhado sobre a conclusão coletiva da turma.
Espera-se que percebam algumas medidas, fundamentais para uma
boa entrevista, como por exem- plo: a preparação do local onde se
realizará a mesma, a importância da utilização de um roteiro bem
estruturado, com perguntas que instiguem o entrevistado a falar, a
forma de abordar o entrevistado, o modo de colocação da voz, ritmo
da fala e as expressões faciais e corporais.
Para saber mais sobre “Entrevista”, acesse: https://www.youtube.com/watch?
v=rv- ZPMj9Iwyc
RECURSOS:
Cartaz, textos impressos ou projeção e atividades impressas, vídeo.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas, tais
como identi- ficação do gênero entrevista, participação e o
envolvimento durante as atividades.
17
ATIVIDADES
Ao planejar uma entrevista, porque é importante criar um roteiro,
selecionando as perguntas que serão utilizadas?
Reflita sobre sua participação durante a atividade realizada e responda
ao questio- nário de autoavaliação abaixo:
AUTOAVALIAÇÃ
O
SIM
MAIS
OU
MENO
S
NÃ
O
Compreendi as características pertencentes ao
gênero en- trevista?
Meu roteiro contemplou perguntas adequadas?
A entrevista aconteceu conforme o planejado?
Realizei as pesquisas e as tarefas com seriedade?
Colaborei na realização dos trabalhos em equipe?
Registrei as respostas sem alterar o que o
entrevistado disse?
Fui respeitoso com a opinião dos meus colegas?
Se você pudesse entrevistar o Presidente da República, quais perguntas
você faria? Escreva algumas perguntas.
RECURSOS:
Cartaz, textos impressos ou projeção, atividades impressas.
18
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas –
desde o momen- to de escuta à participação dos estudantes. Verificar
se os estudantes compreende- ram a função social do gênero
entrevista.
19
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma). Leitura /
escuta (compar- tilhada e autônoma).
OBJETOS DO
CONHECIMENT
O
HABILIDADE(S):
Escrita autônoma
e compartilhada.
(EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa
autono- mia, utilizando detalhes descritivos,
sequências de eventos e imagens apropriadas
para sustentar o sentido do texto, e marcadores
de tempo, espaço e de fala de personagens.
Construção do
siste- ma
alfabético: esta-
belecimento de
re- lações
anafóricas na
referenciação e
cons- trução da
coesão.
(EF35LP08) Utilizar, ao produzir um texto, recursos
de re- ferenciação (por substituição lexical ou por
pronomes pes- soais, possessivos e
demonstrativos), vocabulário apro- priação
gênero, recursos de coesão pronominal
(pronomes anafóricos) e articuladores de
relações de sentido (tempo, causa, oposição,
conclusão, comparação), com nível sufi- ciente
de informatividade.
Estratégia de
leitura.
(EF15LP02B) Confirmar antecipações e inferências
reali- zadas antes e durante a leitura de textos,
checando a ade- quação das hipóteses
realizadas.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Gêneros do discurso oral
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Podemos valorizar a leitura e os modos de produção da escrita por
meio de narrati- vas. A narrativa é um gênero textual que existe há
muito tempo. Por meio desse gê- nero, podemos trabalhar as marcas
linguísticas que demonstram relações de tempo, lugar e fala dos
personagens, fazer antecipações, inferências e confirmar hipóteses.
Também iremos trabalhar com elaboração de textos. E para ser um
bom escritor é preciso ser um bom leitor, portanto leia bastante e
incentive sempre os estudantes a ler também.
20
A Narração é um tipo de texto que relata uma história real, fictícia ou
mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo apresenta
personagens que atuam em um tempo e em um espaço, organizados
por uma narração feita por um narrador. Tudo na narrativa depende
do narrador, da voz que conta a história.
https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/narracao.htm#:~:text=A%20Narra%C3%A7%C3%A3o
Siga dizendo que a produção de texto é uma prática muito utilizada na
atividade hu- mana. Assim, a escola deve incentivar a realização desta
ação constantemente.
Pergunte para a turma:
• Você se lembra das etapas para construir
um texto? Chega de improvisar!
Se de fato queremos produzir bons textos temos que planejar.
B) DESENVOLVIMENTO:
Organize uma roda e solicite que cada criança conte sobre um
fato/acontecimento interessante que já ocorreu em sua vida. Peça para
que dois estudantes narrem suas histórias e questione a turma:
• O que os colegas contaram são histórias?
• De quantas maneiras podemos contar ou narrar as histórias?
• Quem pode contar ou narrar as histórias?
• Vocês conseguem identificar quando? onde? com quem? por que
aconteceram? (escolha uma das histórias para usar como exemplo)
• As histórias que ouvimos são narrativas? Por quê?
• Quem contou a história pode ser considerado narrador? Por quê?
• Então, conseguiram chegar à conclusão sobre o que é uma
história/narrativa?
Apresente aqui o conceito de narrativa.
21
Faça a leitura do texto com os estudantes.
Moinho de Sonhos Imagem 8
A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a
pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à
beira de um rio, onde as oli- veiras vicejavam.
Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleiro e a oferta de
serviço abun- dante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num
moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam
azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino
que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele
o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.
Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira
- um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.
Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua
mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso
coragem para se acercar. Mas meni- nos são assim: se há abismos,
inventam pontes.
De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora
um e outro con- tinuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele:
o menino recém- chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.
Começaram a se misturar: - Deixa eu brincar com seu cavalo?, pediu
Sancho.
- Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.
Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da novacompanhia. Avan- çaram na entrega:
- Tá vendo aquele moinho gigante?, apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz
ele girar.
- Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.
- Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho
com um sopro. Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a
contar:
- Tá vendo o castelo ali?, apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta
terra que o céu não dá para cobrir ela toda.
- E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está
faltando?, propôs Alonso.
22
- Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.
- Temos de crescer primeiro.
- Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! -
disse Alonso.
- Vamos!, concordou Sancho.
Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um
sopro de ven- to passou por eles.
Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.
Moinho de sonhos, de João Anzanello Carrascoza. Revista Nova Escola, São Paulo, Abril, Edição especial: Era
uma vez , v. 5, n. 32, p. 15, jul. 2010. © by João Anzanello Carrascoza.
Imagem 9
Converse sobre o texto narrativo e os elementos que o compõem.
Direcione a conversa para que concluam que o texto apresentado é narrativo.
Apresente o cartaz com os elementos da narrativa e, juntamente com
a turma, com- plete-o.
Narrador Personagens Lugar Tempo
Autor
(Narrador
observador)
Alonso e
Sancho -
personagens
prin- cipais,
seus pais e o
cavalo
Aldeia à beira
de um rio Passad
o
Fale sobre o uso de pronomes, omissão de uma ou mais palavras e
substituições, na construção de um texto.
A fim de que a turma note uma função dos pronomes, narre um texto
curto repetindo um mesmo termo. Mostre-lhes que essa repetição
pode cansar o leitor, pois o tex- to fica maçante. Como exemplo,: “Eu e
meus amigos assistimos a um filme de ter- ror. Eu e meus amigos
ficamos assustados com o filme de terror. Eu e meus amigos achamos
o filme de terror muito assustador. Eu e meus amigos fomos chamar
mais pessoas para assistir ao filme de terror. Eu e meus amigos
acabamos assistindo só uma parte do filme de terror”. Em seguida,
questione-os como fazer para evitar es- sas repetições.
Retire do texto os termos articuladores que dão sentido a ele (tempo,
causa, oposi- ção, conclusão, comparação).
23
ATIVIDADE
S
SUGESTÃO DE IDEIA PARA TRABALHAR COM AS NARRATIVAS
Divida a turma em dois grupos.
Faça no quadro a tabela abaixo:
Uma criança tira um cartão, com uma palavra ou expressão do texto.
Os alunos es- colhidos para responder (um representante de cada
equipe) devem dizer em que parte do quadro a professora deve colar a
ficha. Contar um ponto para quem acer- tar. Ganha o jogo quem fizer
mais pontos.
RECURSOS:
Cartaz, textos impressos ou projeção, atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas –
desde o momento de escuta até a participação dos alunos, inclusive o
domínio sobre o gênero narrativo.
Releia a última frase do texto.
“Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.”
Que sonho era esse?
Que relação há entre o título do texto e a amizade dos personagens?
24
Ideia de tempo Ideia de espaço Ideia de modo
Narrar é criar uma história real ou fantástica. Crie uma história, usando
o banco de palavras abaixo. Não se esqueça de dar um título para ela.
25
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).
OBJETO DO
CONHECIMENT
O
HABILIDADE(S)
:
Compreensão. (EF05LP15) Ler/assistir e compreender, com
autonomia, notícias, reportagens, vídeos em
vlogs argumentativos, dentre outros gêneros
jornalísticos, de acordo com as con- venções dos
gêneros e considerando a situação comuni-
cativa e o tema/assunto do texto.
Compreensão em
lei- tura.
(EF05LP22) Ler e compreender verbetes de
dicionário, identificando a estrutura, as
informações gramaticais (sig- nificado de
abreviaturas) e as informações semânticas.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO (conteúdo): Gênero jornalístico/ Reportagem
DURAÇÃO: 1 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Esta aula tem por objetivo identificar os gêneros jornalísticos a partir de suas
carac- terísticas. A reportagem é um gênero textual da esfera jornalística.
Trabalhe uma reportagem que consiste em adquirir informações sobre
determinado assunto.
• Você sabe a diferença entre reportagem e notícia?
B) DESENVOLVIMENTO:
Converse com os alunos sobre o que é uma reportagem, como são
veiculadas, quais são suas características e funções sociais.
A reportagem é um gênero textual jornalístico não literário, veiculado
nos meios de comunicação: jornais, revistas, televisão, internet, rádio,
dentre outros. Tem o intui- to de informar, ao mesmo tempo que prevê
criar uma opinião nos leitores. Portanto, ela possui uma função social
muito importante como formadora de opinião.
26
A reportagem pode ser expositiva, informativa, descritiva, narrativa ou
opinativa, ela não deve ser confundida com a notícia ou os artigos
opinativos. Ela descreve ações e incluem tempo, espaço e
personagens.
Vale lembrar que o repórter é a pessoa que está responsável por
apresentar a repor- tagem que aborda temas da sociedade em geral.
Principais características da reportagem.
• Textos escritos em primeira e terceira
pessoa.
• Presença de títulos.
• Foco em temas sociais, políticos,
econômicos.
• Linguagem simples, clara e dinâmica.
• Discurso direto e indireto.
• Objetividade e subjetividade.
• Linguagem formal.
• Textos assinados pelo autor.
Imagem 10
Explique para os estudantes que o gênero reportagem apresenta as seguintes
divisões:
Manchete: apresenta o título reportagem, que tem como objetivo resumir
o que será descrito e deve despertar o interesse dos leitores.
Lead ou lide: é apresentado no subtítulo, com o intuito de chamar
mais a atenção do leitor.
Corpo do texto: é o desenvolvimento do texto, sem perder de vista o que
foi apresen- tado na Lide. Nessa parte, o repórter reúne todas as
informações e as apresenta num texto coeso e coerente, com uma
linguagem direcionada ao público-alvo.
Trabalhe o título da reportagem, incentivando a turma a falar sobre
suas opiniões e conhecimentos prévios.
Escreva a palavra refúgio no quadro e peça a algum estudante que leia a
definição dela no dicionário. (nesse momento explique aos estudantes
sobre o gênero tex- tual verbete).
27
Verbete é um texto escrito, de caráter informativo, destinado a
explicar um con- ceito segundo padrões descritivos sistemáticos,
determinados pela obra de re- ferência; mais comumente, um
dicionário ou uma enciclopédia.[1] O verbete é es- sencialmente
destinado a consulta, o que lhe impõe uma construção discursiva
sucinta e de acesso imediato, embora isso não incorra
necessariamente em curta extensão. Geralmente, os verbetes
abordam conceitos bem estabelecidos em al- gum paradigma
Peça aos estudantes que leiam, silenciosamente, a reportagem apresentada.
Oriente a turma a tirar suas dúvidas sobre palavras desconhecidas,
utilizando o di- cionário. Consideramos importante esta ação para que
os alunos desenvolvam sua autonomia.
O texto/reportagem traz uma reflexão sobre o acolhimento às pessoas
de outras na- cionalidades e nos leva a compreender sobre a
importância dos projetos sociais que tem como propósito a inclusão e
acolhimento dessas pessoas na sociedade.
Providencie, previamente, um mapa-mundi para indicar a localização
dos países ci- tados na reportagem.
Quem são os refugiados?
Decisão difícil
Quando usamos a palavra refugiados estamos nos referindo a
imigrantes que fogem dos países de origem em busca de melhores
condições de vida. Mas é importante lembrar que os refugiados não
abandonam o local onde nasceram porque querem. Eles fazem isso
quando não há mais condições de continuar vivendo ali.
Motivos variados
As razões para que os refugiados abandonem o paísonde viviam são
variadas. Pode ser por causa de guerras, como a da Síria, ou por
questões culturais — caso da Nigé- ria, onde uma lei proíbe que as
pessoas sejam homossexuais.
Por que o Brasil?
Muitos vêm para cá porque nosso país conta com uma política
amigável para receber refugiados. O Brasil aceita a vinda dessas
pessoas e dá acesso a documentos e ser- viços prestados pelo
governo.
28
Entre os muitos refugiados que decidem viver no Brasil, os que vêm
em maior núme- ro são os da Síria (por causa da guerra), Angola e
República Democrática do Congo (devido a violações dos direitos
humanos), e Palestina (há um conflito constante na região contra
Israel). De acordo com o CONARE (Comitê Nacional para os Refugia-
dos), o Brasil tem cerca de 9 mil refugiados reconhecidos de quase 80
nacionalida- des diferentes.
Em território brasileiro
O principal local escolhido pelos refugiados que chegam ao Brasil é o
estado de São Paulo, principalmente a capital. É assim por causa da
facilidade de acesso e da maior concentração de locais que ajudam
essas pessoas. O segundo lugar que mais acolhe esse tipo de
imigrante é o Acre. Muitos haitianos e venezuelanos chegam a esse es-
tado da região Norte por terra.
Vida nada fácil!
Apesar de poderem permanecer em nosso país, muitos refugiados não
encontram boas condições por aqui. O Brasil não tem políticas que
façam a integração do imi- grante com a sociedade. Assim, surgem
desafios como o idioma e o preconceito. Muitas vezes, os refugiados
são tratados como se fossem foragidos. Aí, não conse- guem emprego.
Ajuda on-line
Um dos projetos que ajuda refugiados na cidade de São Paulo é o
Conectados.cc: pelo site, qualquer pessoa pode encontrar serviços,
como cursos, oferecidos por refugia- dos que chegam ao nosso país. Há
aulas de francês com senegaleses, artesanato com colombianos e até
cursos de culinária típica de diversos países. Espalhe essa ideia!
Consultoria: Juliana Barsi (co-idealizadora do projeto Conectados e
cofundadora e diretora executiva da Associação Bela Rua). Fonte:
Agência da ONU para Refugiados.
Quem são os refugiados? Recreio, São Paulo, Caras/Abril Comunicações S/A, 10 out. 2017. Disponível em:
<http://recreio.uol.com. br/noticias/noticias/quem-sao-os-
refugiados.phtml#.WeYHHo9SwdU>. Acesso em: 27 dez. 2017.
Pergunte para as crianças se o texto acima é uma reportagem ou uma
notícia. Explo- re, então, o entendimento da reportagem por meio das
seguintes perguntas:
• Qual o tema da reportagem lida?
• Após a leitura, as suas hipóteses sobre quem são e como vivem
os refugiados se confirmaram? Converse sobre isso com os
colegas.
29
• Com base na leitura do texto, o que significa ser tratado como um
foragido?
• Por quais motivos os refugiados abandonam o local onde nasceram?
• Após a leitura, as suas hipóteses sobre quem são e como vivem
os refugiados se confirmaram?
• Por quais motivos os refugiados abandonam o local onde nasceram?
RECURSOS:
Dicionário, mapa-mundi, atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas –
desde o momento de escuta até a participação dos alunos, inclusive o
domínio sobre o gênero reportagem.
ATIVIDADES
Por que a adolescência é uma fase tão difícil?
Por Geiza Martins
Porque é uma fase de mudanças físicas, psicológicas e sociais. Essa
etapa mar- ca exatamente a transição da infância para a idade adulta –
segundo a Organização Mundial de Saúde, a adolescência começa aos
10 e termina aos 20 anos. Durante esse período, o corpo muda e as
ideias também. Como é tudo ao mesmo tempo, é normal que
aconteçam conflitos internos e externos. Segundo a psiquiatra e
psicanalista Helena Masseo de Castro, a sensação de dificuldade não
pode ser considerada como regra, pois cada indivíduo tem uma
experiência única de vida. “Nas famílias em que há diálogo, conversa,
intimidade, carinho e confiança, a adolescência é mais leve, pois o
amor entre pais e filhos é a base do amor- -próprio, da autoestima”,
afirma. Além disso, vale lembrar que pessoas de classes sociais mais
baixas podem ter pro- blemas de adulto nessa fase, que se sobrepõem
às questões da adolescência.
A mente O período de indefinição entre criança e adulto gera alguns
enfrentamentos psicológicos, como a perda da proteção dos pais, a
necessidade de desenvolvimento da autonomia e a construção de uma
identidade, inclusive a sexual. Tudo isso acarre- ta novas emoções,
percepções e reflexões. Os pais, os progenitores perdem a carac-
terística de benfeitores e viram educadores, fontes de ordens, tarefas e
exigências. Essa transformação pode ser encarada com contrariedade
pelo filho, que no fundo gostaria de continuar sendo mimado. O
adolescente também passa a enxergar as im-
30
perfeições dos pais, antes vistos como heróis. Daí pode surgir certa
decepção. Com a capacidade de raciocínio mais desenvolvida, o
adolescente ganha novas responsa- bilidades e papéis, tornando-se um
novo ser social. Em casa, a hora de lazer pode se transformar em
tarefas adultas, como cuidar do irmão. Na escola, é preciso escolher
sua futura carreira. Na sociedade, há de se conquistar um emprego.
Nos relaciona- mentos, é preciso buscar parceiros(as). As
transformações físicas e biológicas man- têm o adolescente em
crescimento até a idade de 16 a 19 anos. Nessa fase ocorre também a
puberdade, ou seja, o amadurecimento sexual. Nas meninas, entre 10 e 14
anos, inicia-se a formação de quadris e o crescimento dos seios,
mamilos e pelos pu- bianos. Nos rapazes, dos 12 aos 16, surgem os pelos
pubianos e aumentam o escroto e o pênis. […] A invenção da
adolescência Os adolescentes só surgiram há cerca de 70 anos. Até o
século 19, a sociedade não concebia a ideia de uma fase transitória.
Naquela época, o indivíduo deixava de ser criança entre 10 e 14 anos e
passava à vida adulta. De um dia para o outro, começava a imitar o
jeito de vestir e falar dos adultos, além de adquirir as mesmas
obrigações e gostos. Quem criou o termo “adolescente” foi o psiquiatra
Granville Stanley Hall, em 1898. Entretanto, a palavra pegou mesmo após
a 2a Guerra, quando nasceu o rock‘n’roll e a revolução cultural que
afetou so- mente os mais jovens.
Geiza Martins. Por que a adolescência é uma fase tão difícil? Mundo Estranho, 2 out. 2015. Disponível em: . Acesso
em: 5 jan. 2018. Autonomia: condição de independência para tomar suas próprias decisões. Acarretar: causar,
motivar. Progenitor: pai ou mãe de um indivíduo. duzentos e trinta e sete 237
AJ_POR5_PNLD19_C8_233A243.indd 237 1/23/18 5:57 PM G
O título da reportagem abaixo é uma pergunta. Que resposta você daria a ela?
Qual o nome do(a) repórter que escreveu a reportagem?
Por que a primeira frase do texto aparece destacada?
31
O título do texto está na forma de pergunta. O que isso sugere?
Procure no dicionário os significados de psiquiatria e psicanálise e
explique por que essa pessoa foi escolhida para opinar sobre
adolescência.
32
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
Análise linguística /semiótica (ortografização), oralidade.
OBJETO DO
CONHECIMENT
O
HABILIDADE(S)
:
Pontuação. (EF05LP04A) Diferenciar, na leitura de textos,
vírgula, pon- to e vírgula, dois-pontos.
Aspectos não
linguís- ticos
(paralinguísticos)
no ato da fala.
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não
linguísti- cos (paralinguísticos) observados na
fala, como direção do olhar, riso, gestos,
movimentos da cabeça (de concordân- cia ou
discordância), expressão corporal, tom de voz.
Características da
conversação
espon- tânea.
(EF15LP11X) Reconhecer características da
conversação espontânea presencial, respeitando
os turnos de fala (mo- mentos da fala),
selecionando e utilizando, durante a con-
versação, formas de tratamento adequadas, de
acordo com a situação e a posição do
interlocutor.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO (conteúdo): Linguagem verbal e não verbal/ Tirinha.
DURAÇÃO: 1 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Trabalharemos o gênero Tirinhas.Por meio dele, reconheceremos a
importância da pontuação e das expressões corporais associadas às
falas para dar sentido ao texto.
Chame a atenção do estudante para o assunto a ser estudado, a partir dos
conheci- mentos prévios que ele já possui. Questione:
• Você conhece o gênero Tirinhas? Já ouviu falar nele?
CONHECENDO O GÊNERO TIRINHA
Você se lembra que nos livros, nas revistas, nos jornais, na internet e
em diversos outros lugares podemos ver personagens em forma de
desenhos, que se comuni- cam de forma divertida em poucos
quadrinhos que abordam temáticas variadas? Então, esse gênero é
denominado tirinha. Vamos conhecê-lo um pouco mais?
• Para que servem ?
33
Após a apresentação do gênero incite breves discussões acerca do que
cada uma das tirinhas trata. Toda opinião é bem-vinda!
B) DESENVOLVIMENTO:
Divida a turma em grupos.
Selecione, previamente, uma tirinha para cada grupo e peça que
explorem o mate- rial. Oriente que observem atentamente os detalhes.
As imagens são importantíssi- mas para a compreensão de todo o
texto.
Fale sobre as características do gênero. Aborde, com os estudantes,
sobre a estrutura, linguagem, uso de balões, onomatopéias, pontuação
e suporte.
Apresente a tirinha para a turma (cartaz, textos impressos ou
projeção), analisando um quadrinho por vez, de forma bem detalhada.
Imagem 11
Faça as seguintes perguntas:
• Por que o formato dos balões mudaram de acordo com com as falas?
• Pelas expressões faciais de Mônica e Magali, no último quadro,
qual sentimento elas demonstram?
• Por que sabemos que Magali, no primeiro quadrinho, está em movimento?
• Na última cena, o que aconteceu com o Cebolinha? Como
chegaram a essa conclusão?
• Identificaram humor na tirinha? Expliquem.
Cuidado para você não confundir as tirinhas com as HQ’s (histórias em
quadrinhos)!
Sabemos que histórias em quadrinhos são gêneros textuais narrativos,
compostos por uma linguagem verbal, visual e em alguns casos por uma
linguagem não verbal.
A diferença entre elas está na quantidade de quadrinhos e local de
publicação. Ge- ralmente as tirinhas são compostas por 4 quadrinhos,
enquanto as HQ’s apresen-
34
ATIVIDADES
tam narrativas mais longas. Não podemos nos esquecer dos elementos
que estão presentes em cada um deles, como os quadros que contém
as cenas da narrativa, os balões onde são apresentadas as falas e
pensamentos das personagens.
A legenda, uma espécie de retângulo, que apresenta passagem de
tempo, mudanças de lugar ou mesmo uma explicação do narrador, ou
mesmo uma onomatopeia, que é a representação do som na escrita.
Ambas nos fazem rir.
A pontuação é muito importante para atribuir sentido ao texto. Logo, a
falta dela pode acarretar uma falha na comunicação. Aproveite o
momento e diferencie, na leitura de outras tirinhas, vírgula, ponto e
vírgula, dois-pontos.
RECURSOS:
Almanaques, revistas em quadrinho, tirinhas, atividades.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas, tais
como identi- ficação do gênero tirinha, participação e o envolvimento
durante as atividades.
1. Leia a tirinha abaixo e responda:
Imagem 12
A) Por que o formato dos balões mudaram de acordo com com as falas?
35
B) Qual a intenção do autor ao utilizar pontos de interrogação e
exclamação seguidos no primeiro quadrinho?
C)As onomatopeias reproduzem os sons de ruídos, movimentos,
barulhos de pes- soas, animais e objetos, por meio de palavras.
Localize-as na tirinha acima.
2.Observe a tirinha a seguir.
A) Explique onde está o humor
dessa tirinha.
Imagem 13
B)Qual recurso o autor utiliza para demonstrar a surpresa da
professora ao ouvir a resposta de Chico Bento?
C) Pinte de azul a fala do narrador.
36
37
LinguagensArtes
2022Ensino Fundamental5 o ano
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS
SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE
TEMÁTICA
Artes visuais.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Artes Visuais. (EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas
das artes visuais tradicionais contemporâneas e
regionais, se expres- sando através do desenho,
colagem, pintura, dobradura, foto- grafia, gravuras,
histórias em quadrinhos, vídeos, escultura,
cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade
de simbo- lizar e o repertório imagético.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Jogo com visual dos desenhos animados da década de
1930.
DURAÇÃO: 4 aulas de 50 minutos.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Vocês conhecem o jogo Cuphed? Fundado em 2014. Diferente de qualquer
game já visto anteriormente, Cuphead possui um visual distinto e
cartunesco, inspirado no estilo dos desenhos animados de Max Fleischer
(criador da Betty Boop), da década de 1930.
38
Disponível em:<https://universoretro.com.br/wp-content/uploads/2017/09/IMAGEM-1.jpg>. Acesso em 23 de março de
2022.
Buscando manter as características das animações da década de 1930,
a Studio MDHR produziu não só os elementos visuais, mas também os
áudios através das mesmas técnicas utilizadas pelos cartoons da
época, o que deixa o jogo ainda mais criativo e nostálgico. A arte foi
feita com pinceis, tintas e todos os frames manualmente.
B) DESENVOLVIMENTO:
Pedir aos estudantes que façam uma pesquisa sobre os desenhos
animados da dé- cada de 30 e se possível assistir a alguns.
Deverá ser registrado em um caderno no mínimo 5 desenhos animados,
informar qual produtora e quais características desses desenhos.
Em sala, organizar as turmas em grupos para compartilharem as
informações.
Na aula seguinte, conhecer a estética do jogo, Cuphead, e compará-lo
aos desenhos da década de 30.
Questionamentos:
Como foi a criação do jogo?
Se assemelha à criação das animações da década de 30?
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliar a participação, envolvimento, adequação ao tema e criatividade.
39
ATIVIDADES
1 - Vamos criar uma animação frame a frame? (o estilo tradicional de
animação, no qual o personagem é desenhado quadro a quadro).
Disponível em: <https://materiais.imd.ufrn.br/materialV2/assets/imagens/modelagem-2d/
modelagem_2d_a04_f10.png>.
Acesso em: 23 de março de 2022.
a) Crie um personagem simples de desenhar, pois você terá que
reproduzi-lo vá- rias vezes.
b) Pense no movimento que ele fará.
c) Identifique três movimentos chaves.
d) Agora desenhe a transição entre esses movimentos.
Disponível em: <https://materiais.imd.ufrn.br/materialV2/assets/imagens/modelagem-2d/
modelagem_2d_a04_f08.png acesso
em 02/03/2022>. Acesso em: 23 de março de 2022.
40
2- Vamos criar um folioscópio? Ele é um brinquedo simples de
animação criado em 1830. Siga o passo a passo da ilustração abaixo.
Disponível em: <http://2.bp.blogspot.com/-0XGvb2ny7ME/UPB5N36gQcI/AAAAAAAABls/wgGW_-eR5h4/s320/
folioscopio.gif>.
Acesso em: 23 de março de 2022.
3- Conhecem o taumatrópio?
Inventado por volta de 1825, este brinquedo óptico é um disco de papelão
com uma imagem diferente de cada lado. Ao girar este disco as
imagens se combinam forman- do uma só. Como exemplo, um desenho
de um aquário de um lado e no outro o de um peixe. Ao girar temos a
impressão de que o peixe está dentro do aquário.
Materiais para construir um taumatrópio.
• Folha de papel ou cartolina.
• Tesoura.
• Cola.
• Um palito de churrasco ou barbante.
• Lápis, canetinhas ou lápis de cor.
Passo 01: Recorte dois círculos de mesmo tamanho na folha de papel.
Disponível em: <https://poeira.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Passo01-400x320.jpg>. Acesso em: 23 de março de
2022.
Dica: Você pode utilizar algum objeto redondo, como um copo, e traçar
o seu contor- no nas folhas para ajudar a fazer os círculos.
41
Passo 02: Pense em um desenho que possa ser dividido em 2 partes e
trace cada parte do desenho em cada um dos círculos.
Disponível em: <https://poeira.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Passo02-1-400x320.jpg>. Acesso em: 23 de março de
2022.
Exemplos:um pássaro e um ninho, um vaso e uma flor, um homem e um
chapéu, uma aranha e sua teia.
Passo 03: Cole os dois círculos com o palito ou o barbante entre eles
como se fosse um sanduíche.
Disponível em:<https://poeira.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Passo03-1-400x320.jpg>. Acesso em: 23 de março de
2022.
Obs.: Os desenhos devem ficar virados para o lado de fora, caso decida
utilizar o bar- bante, ele deverá ser passado pelo centro do círculo e
colado. As pontas do barbante devem ultrapassar o círculo para que
você possa segurá-lo nos dois lados.
42
Passo 04: Gire o palito ou barbante e veja o seu desenho se unir virando um
só.
Disponível em:
<https://fotos.web.sapo.io/i/
B941779ef/21819672_VnZsq.jp
eg>. Acesso em: 23 de
março de 2022.
Disponível em: <https://poeira.com.br/wp-
content/ uploads/2019/09/Passo04-
400x400.jpg>. Acesso em: 23 de
março de 2022.
DIVIRTA-SE!
4- Escreva como foi sua experiência em fazer os brinquedos.
43
LinguagensEducação Física
2022Ensino Fundamental5 o ano
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS
SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE
TEMÁTICA
Brincadeiras e Jogos.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Brincadeiras e
Jogos populares
do Brasil e do
mundo. Brincadei-
ras e Jogos de
matriz indígena.
(EF35EF01P3) Experimentar e fruir Brincadeiras e
Jogos popu- lares do Brasil e do mundo, incluindo os
afro-brasileiros e os de matriz indígena e africana.
(EF35EF02P3) Experimentar estratégias para
possibilitar a participação de todos em Brincadeiras
e Jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo os
de matriz indígena, mobilizan- do vivências e
conhecimentos em prol da constituição de ati-
vidades lúdicas e solidárias.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Jogo Africano - My God (Meu Deus).
44
Disponível em: <https://cutt.ly/cAHaGLX>. Acesso em: 09 de março de 2022.
DURAÇÃO: 50 minutos.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Inicie a abordagem do tema com os estudantes propondo uma
conversa sobre a África. Explique a eles (elas) que a África é o terceiro
maior continente da Terra e o segundo mais populoso. Atualmente,
cinco países africanos têm o português como língua oficial: Cabo
Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Angola e Moçambique. Os
negros foram trazidos da África para o Brasil pelos europeus na época
da coloni- zação. Muitos morriam na viagem, pois vinham muitas vezes
acorrentados em navios negreiros superlotados.
Por serem considerados inferiores devido à sua etnia, os negros eram
discriminados, e consequentemente sua língua, religião, festas e
rituais subjugados e sofreram a imposição dos padrões da cultura de
seus senhores.
Por este motivo é importante valorizar a cultura e jogos africanos que
foram tão mas- sacrados no passado, e ainda, nos dias atuais, sofrem
muita discriminação.
45
ATIVIDADES
B) DESENVOLVIMENTO:
Organize a classe em duas equipes, desenhe um círculo no centro da
quadra e colo- que as latas vazias dentro dele.
Oriente uma das equipes a se posicionar no centro da quadra. Seus
integrantes de- vem entrar no círculo de dois em dois, empilhar as
latas, derrubá-las com uma das pernas e gritar “MY God”!
Peça à outra equipe que se espalhe nas laterais da quadra para tentar
derrubar as la- tas com a bola de meia (impedindo que elas sejam
empilhadas) e/ou queimar a dupla do centro. Caso a equipe derrube as
latas e ou/ acerte um dos jogadores dentro do círculo, a dupla deve ser
substituída.
A cada empilhamento bem-sucedido das latas seguido por sua
derrubada, a dupla vencedora consegue um ponto para a sua equipe, e
os outros dois estudantes dessa equipe entram no centro para
empilhar as latas e derrubá-las novamente.
Ganha o jogo a equipe que empilhar e derrubar mais vezes as latas gritando “My
God!”
RECURSOS: Cinco a nove latas vazias, uma bola de meia e giz.
ATENÇÃO: Fique atento (a) para que as latas não tenham bordas
irregulares cortan- tes. Dê preferência às latas com tampas plásticas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação atitudinal – Leve os estudantes a refletirem sobre as
contribuições dos africanos que constituem o nosso país e sobre o
preconceito e discriminação que ainda estão presentes em nosso
meio.
1 – Diante da explicação do (a) professor (a), como e por que os africanos
vieram para o Brasil?
46
2– Conforme a explicação do (a) professor (a) cinco países africanos
têm o português como língua oficial. Quais são eles?
3– Faça uma pesquisa com a família sobre de que forma os africanos
influenciaram nossa cultura.
47
UNIDADE TEMÁTICA
Brincadeiras e Jogos.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Brincadeiras e
Jogos populares
do Brasil e do
mundo. Brincadei-
ras e Jogos de
matriz indígena.
(EF35EF01P3) Experimentar e fruir Brincadeiras e
Jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo
os afro-brasilei- ros e os de matriz indígena e
africana.
(EF35EF02P3) Experimentar estratégias para
possibilitar a participação de todos em
Brincadeiras e Jogos populares do Brasil e do
mundo, incluindo os de matriz indígena, mo-
bilizando vivências e conhecimentos em prol da
constitui- ção de atividades lúdicas e solidárias.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Labirinto de Moçambique.
Disponível em: <https://cutt.ly/HAHss5O>. Acesso em: 09 de março de 2022.
DURAÇÃO: 50 minutos
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Continue a explicar sobre os aspectos da influência dos africanos no
Brasil. Explique aos estudantes que eles passaram a ter o direito à
liberdade em 1888, porém eles continuaram marginalizados pela
sociedade e não obtiveram melhora em suas con- dições de moradia,
alimentação, saúde e higiene.
48
ATIVIDADES
Com muita luta e defesa de suas raízes, os negros influenciaram e
ainda influenciam diversos aspectos da cultura brasileira na arte,
música, culinária, religião, dança, jo- gos e brincadeiras e no
comportamento social.
B) DESENVOLVIMENTO:
A brincadeira “Labirinto de Moçambique” veio de Moçambique. Pode
acontecer na quadra ou no pátio da escola. Com um giz, desenha-se
um labirinto no chão e as crianças devem começar na extremidade
externa do desenho (elas podem ficar em pé ou usar uma pedra para
representar cada jogador). Para avançar pelo caminho, os jogadores tiram
par ou ímpar e o vencedor de cada rodada avança para a posição se-
guinte. Isso se repete várias vezes e quem chegar ao final primeiro
ganha a partida.
RECURSOS: Quadra, quintal ou área aberta e giz.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação atitudinal – Proponha para a turma fazer uma pesquisa sobre
outros jogos da cultura africana e trazer as sugestões para praticarem
nas próximas aulas de Edu- cação Física.
1 – De acordo com a explicação do (a) professor (a), quando os africanos
foram liber- tos da escravidão?
2– Conforme o relato do (a) professor (a) os negros influenciaram e ainda
influenciam diversos aspectos da cultura brasileira. Cite algumas áreas
da nossa cultura que eles influenciaram/influenciam?
49
3– Você já conhecia o jogo/brincadeira labirinto e sabia que era de origem
africana?
50
UNIDADE
TEMÁTICA
Esportes.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Esportes de campo e taco
(tais como tacobol,
beisebol, críque- te, golfe,
entre outros).
Esportes de rede/parede
(tais como voleibol, tênis,
badminton, peteca,
squash, entre outros).
Esportes de invasão (tais
como basquetebol, futebol
de campo, futsal,
handebol e pólo aquáti-
co, entre outros).
(EF35EF05P3) Experimentar e fruir os
elementos básicos constituintes dos
diversos tipos de espor- tes de campo,
taco, rede/parede e invasão pre- zando
pela inclusão, cooperação e solidariedade.
(EF35EF06P3) Reconhecer os conceitos
de jogo e esporte identificando as formas
de construção e aplicação de combinados
e regras em cada uma destas práticas
corporais.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Bola na parede.
Disponívelem: <https://cutt.ly/kAHsFDD>. Acesso em: 09 de março de 2022.
DURAÇÃO: 50 minutos
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
O voleibol de quadra foi criado em 1895 pelo professor de Educação
Física William George nos Estados Unidos. Apesar da prática constante
do recém-criado basque- tebol, um grupo de estudantes pediu ao
professor Morgan que inventasse um jogo no qual não houvesse
contato físico entre os participantes.
51
O professor então usou uma câmara de uma bola de basquete e
apresentou aos es- tudantes para o desenvolvimento da atividade,
então chamada de mintonette. Pouco depois, a modalidade foi
oficialmente denominada voleibol.
B) DESENVOLVIMENTO:
Reúna os estudantes e explique que será iniciado com eles alguns
movimentos para me- lhorar a coordenação motora e atenção, que são
introdutórios para o esporte voleibol.
A atividade pode ser feita com um estudante de cada vez, ou com
todos ao mesmo tempo, dependendo da quantidade de bolas e do espaço
disponível. O(a) professor(a) fica responsável por dar os comandos, e
tudo que ele disser os estudantes devem fazer com a bola.
“Seu lugar” – joga a bola na parede e a pega sem se
movimentar. “Sem falar” – mesmo procedimento, mas
sem conversar.
“Uma mão” – na hora de jogar é permitido usar as duas mãos, mas para
pegá-la so- mente uma poderá ser usada.
“Palmas” – joga a bola e antes de pegá-la é necessário bater palmas.
“Pirueta” – joga a bola com as duas mãos e antes de pegá-la é necessário
cruzar e descruzar os braços.
Vence quem concluir as etapas sem erro.
RECURSOS: bolas de borracha, quadra, quintal ou área aberta.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação atitudinal – Reflita com as crianças sobre a execução dos
movimentos. Caso elas tenham achado difícil a sua execução,
proponha-lhes que tentem realizá-los em outros espaços.
52
ATIVIDADES
1 – Diante da explicação do professor, em que ano o Voleibol foi criado?
2– De acordo com a explicação do(a) professor(a) qual o nome do
Professor de Edu- cação Física que criou o Voleibol?
3– Conforme a explicação do(a) professor(a) qual foi o primeiro nome do
Voleibol?
53
UNIDADE
TEMÁTICA
Esportes.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Esportes de campo e taco
(tais como tacobol,
beisebol, crí- quete, golfe,
entre outros).
Esportes de rede/parede
(tais como voleibol, tênis,
badminton, peteca,
squash, entre outros).
Esportes de invasão (tais
como basquetebol, futebol
de campo, futsal,
handebol e pólo aquáti-
co, entre outros).
(EF35EF05P3) Experimentar e fruir os
elemen- tos básicos constituintes dos
diversos tipos de esportes de campo,
taco, rede/parede e invasão prezando
pela inclusão, cooperação e solidarie-
dade.
(EF35EF06P3) Reconhecer os conceitos
de jogo e esporte identificando as formas
de construção e aplicação de combinados
e regras em cada uma destas práticas
corporais.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Voleibol paraolímpico.
Disponível em: <https://cutt.ly/9AHdBnC> . Acesso em: 09 de março de 2022.
DURAÇÃO: 50 minutos
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
O esporte, quando ensinado para os meninos e as meninas do 1º ao 5º
ano, deve ser pensado como uma manifestação do jogo. Isso significa
que adaptações e diversifi- cações nas regras, nos acordos, nos
espaços, nos materiais e nos gestos devem ser feitas para que todos
sejam incluídos nas aulas.
54
Dizemos que a brincadeira é o jogo da criança e o esporte o jogo do
adulto. As crian- ças podem brincar, mas não conseguem fazer
esporte; os maiores, por outro lado, podem fazer esporte, conservando
as possibilidades de brincar. No processo de al- fabetização corporal o
esporte é visto como um conteúdo, como um meio para uma educação
integrada nas dimensões do saber, do ser e do fazer.
Nas séries iniciais do Ensino Fundamental a palavra-chave é AMPLIAR,
ou seja, co- nhecer os diferentes esportes e as suas possibilidades de
prática dentro do espaço escolar. O desafio está em fazer com que
todas as crianças tenham a oportunidade de acesso às diferentes
manifestações que compõem a cultura corporal de movimento.
B) DESENVOLVIMENTO:
Organize os estudantes em grupos de seis e peça-lhes que se sentem
no chão for- mando um círculo. Oriente-os a fazer rebatidas com a bola
entre os componentes do grupo, não podendo se levantar para
executar os movimentos.
Em outro momento, demarque mini quadras divididas por uma corda
elástica, que representa a rede de voleibol. Disponha cada grupo de
seis estudantes em seus res- pectivos lados da quadra para iniciar o
jogo de voleibol paralímpico.
Explique que as regras são as mesmas do voleibol de quadra. O mesmo
jogador não pode tocar mais de uma vez na bola e são necessários 3
toques na bola de jogadores diferentes antes de passar a bola para a
equipe adversária. O(a) professor(a) deve mediar a todo o tempo a
atividade e também pode fazer combinados para adaptar as regras do
esporte, caso seja necessário.
Acompanhe as partidas e, ao término dela, o(a) professor(a) pode
conversar com os estudantes sobre o respeito às pessoas com
deficiência e que a atividade é fácil de ser realizada nos espaços da
escola e em outros espaços fora dela também. Poderão ser feitas
adaptações e combinação com os estudantes sobre os pontos e os sets
da partida. Vence o jogo a equipe que conseguir vencer, 3 sets de 5.
RECURSOS: corda elástica, bola de borracha, quadra, quintal ou área aberta.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Faça um círculo e leve os estudantes a refletirem sobre a importância
de valorizarem a aula de educação física como um espaço de
participação e inclusão de todos, como
55
ATIVIDADES
também a importância de participarem ativamente das aulas, com
disponibilidade para as trocas, a convivência em grupo e a construção
coletiva, respeitando as dife- rentes formas de jogar de cada um, seus
potenciais e suas limitações.
1 – Pesquise com a ajuda da família qual é a diferença entre jogo e esporte?
2 – Quais foram as principais dificuldades encontradas na realização do
esporte de vôlei sentado?
3– Qual o principal movimento que você realizou na atividade, toque ou
rebatida?
56
MatemáticaMatemática
2022Ensino Fundamental5 o ano
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS
SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE
TEMÁTICA
Números.
OBJETO(S) DE CO-
NHECIMENTO:
HABILIDADE(S)
:
Sistema de
numera- ção
decimal: leitura,
escrita e
ordenação de
números naturais
(de até seis
ordens).
(EF05MA01X) Ler, escrever e ordenar números
naturais até a ordem das centenas de milhão com
compreensão das princi- pais características do
sistema de numeração decimal.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Sistema de Numeração Decimal
DURAÇÃO: 1 hora
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: Apresentar a reportagem e conversar com
os estu- dantes sobre esse gênero textual: características, formatação,
origem, utilidade social.
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
1) Dividir a turma em cinco grupos.
2) Entregar uma cópia do texto para cada estudante.
3) Fazer levantamento de hipóteses.
4) Fazer a interpretação oral e coletiva da reportagem. (Professor(a),
valorize o co- mentário de cada estudante)
57
Exemplo:
• Qual é o título dessa reportagem?
• Onde esta reportagem estava escrita? (Qual o suporte?)
• O que vocês leram corresponde a qual gênero textual?
• O que vocês imaginaram sobre a reportagem?
• Existe uma característica neste texto, diferente de outros. Qual
será? (Professor(a), leve os estudantes a observarem os valores
numéricos na reportagem)
Um passeio pelo Brasil. Revista Mundo Estranho. São Paulo: Editora Abril, jul. 2006.
p. 46
B) DESENVOLVIMENTO: Entregue para os grupos os quadros abaixo
e peça-lhes que preencham de acordo com as informações do texto.
58
ATIVIDADES
Números que indicam a
população das cidades, em
ordem crescente:
Números usados para indicar
temperaturas:
Númerosusados para registrar
datas:
Números usados para indicar
medidas:
Proponha a troca dos quadros entre os grupos para que todos
comparem e justifi- quem as respostas. Evite dar a resposta certa de
imediato. O ideal é que as crianças discutam entre elas e comparem,
em discussões coletivas, os critérios utilizados para decidir as
respostas.
RECURSOS: Cópias do texto “Um passeio pelo Brasil” e cópias do quadro.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: Os grupos deverão apresentar suas
respostas para a turma. O professor deve coordenar as discussões
sobre as estratégias de so- lução e avaliar a participação dos
estudantes e as estratégias utilizadas.
1. Releia o texto “Um passeio pelo Brasil”, observe as cidades que
aparecem no mapa e IDENTIFIQUE as que possuem:
• Mais de 50.000 e menos de 100.000 habitantes:
• Mais de 10 mil e menos de 50 mil habitantes:
• Mais habitantes que Chuí e menos que Santa Cruz de Minas:
2. COPIE do texto todos os números que indicam a população das
cidades e ESCREVA-OS por extenso:
59
3.OBSERVE o gráfico abaixo e RESPONDA:
Disponível em: <https://valor.globo.com/brasil/noticia/2021/08/28/populacao-do-brasil-confira-curiosidades-sobre-
os-
numeros-do-pais.ghtml>. Acesso em: 02 mar. 2022.
a)Qual a cidade menos populosa de Minas Gerais? Escreva o número
de habitantes por extenso.
b) Qual a cidade menos populosa de Santa Catarina? Escreva o
número de habitantes por extenso.
c)Qual a cidade menos populosa de São Paulo? Escreva o número de
habitantes por extenso.
d) Qual a cidade menos populosa do Rio Grande do Sul? Escreva o
número de habitan- tes por extenso.
e) Qual a cidade menos populosa de Goiás? Escreva o número de
habitantes por extenso.
60
61
UNIDADE TEMÁTICA
Probabilidade e Estatística.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Leitura, coleta,
clas- sificação,
interpreta- ção e
representação de
dados em tabe-
las de dupla
entrada, gráfico
de colunas
agrupadas,
gráficos pictóricos
e gráfico de
linhas.
(EF05MA24) Ler e Interpretar dados estatísticos
apresen- tados em textos, tabelas e gráficos
(colunas ou linhas), referentes a outras áreas do
conhecimento ou a outros contextos, como saúde
e trânsito, e produzir textos com o objetivo de
sintetizar conclusões.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Probabilidade e Estatística
DURAÇÃO: 1 hora
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: Professor(a) converse com seus
estudantes sobre os direitos e deveres a respeito do Dia das Mulheres,
data muito importante em nosso calendário no mês de Março.
A) CONTEXTUALIZAÇÃO / ABERTURA:
A partir desta data faremos uma inferência em dados estatísticos e
probabilísticos.
1) Leia com os estudantes o texto sobre a invenção do dia das
mulheres: Quem in- ventou o Dia Internacional da Mulher?
Disponível em: https://super.abril.com. br/blog/oraculo/quem-
inventou-o-dia-internacional-da-mulher/
2) Agora para entender melhor assista: Qual a origem do Dia
Inter- nacional da Mulher? Disponível em:
https://www.youtube.com/ watch?
v=042IXW_aNeE&feature=emb_title
B) DESENVOLVIMENTO: Entregue para os estudantes as atividades
propostas e ex- plique que estarão tratando da mesma temática
abordada.
62
Disponível em: .
Acesso em: 11 mar. 2022.
RECURSOS: Texto explicativo impresso; Projetor multimídia para
reprodução do ví- deo, atividade contextualizada impressa.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: Envolvimento e participação dos
estudantes na discussão e na realização da atividade proposta.
ATIVIDADES
No começo de 2017, dados divulgados pelo Ministério do Turismo
indicaram que qua- se 18% das mulheres brasileiras preferem viajar
sozinhas. O índice é superior ao de homens com o mesmo desejo, que
ficou em 12%. É o caso de Juliana, que desde os 23 anos faz viagens
sozinhas. Hoje ela tem 37 anos e já fez várias viagens internacio- nais e
nacionais. Nas próximas férias, Juliana pretende conhecer algumas
cidades litorâneas no Brasil. Ela vai viajar de carro de Brasília até o
destino escolhido. O mapa abaixo mostra as rotas que ela pesquisou e
a tabela indica a distância aproximada que ela precisará percorrer em
cada rota.
1) De acordo com as informações acima, responda:
a) Em qual rota Juliana percorrerá o menor trajeto?
Resposta:
b) E em qual rota ela percorrerá o maior trajeto?
Resposta:
63
c)Juliana decidiu conhecer as praias de São Luís. No trajeto de ida e
volta, quantos quilômetros ela vai percorrer indo e voltando pela
mesma rota?
d) Para que a viagem a São Luís não fique tão cansativa, Juliana
vai percorrer 500 km por dia e parar em cidades no caminho para
descansar. Desse modo, quantos dias, no mínimo, deve durar a viagem
de ida até São Luís?
2) Veja as informações abaixo sobre acidentes de trânsito.
VÍTIMAS FATAIS DE ACIDENTE DE TRÂNSITO
Disponível em: <https://www.ufsm.br/midias/arco/o-genero-no-volante/>. Acesso em: 11 mar. 2022.
64
Agora, responda:
a) De 2011 a 2013, quantas mulheres foram vítimas fatais de acidentes de
trânsito?
b) De 2011 a 2013, quantos homens sofreram acidentes fatais a mais que
as mulheres?
3) Ana Lúcia tem 4 filhos e é recepcionista em um hotel. Ela é a
única responsável pelo sustento da família. Ela ganha R$1.800,00 por
mês. Veja a tabela dos gastos mensais da Ana Lúcia.
Agora, responda:
a) Quantos reais Ana Lúcia gasta com saúde e transporte por mês?
65
b) De quanto é a despesa total de Ana Lúcia?
c)Ao pagar todas as despesas, vai sobrar ou faltar dinheiro? Quanto?
66
UNIDADE TEMÁTICA
Geometria.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Figuras
geométricas
espaciais:
reconhe- cimento,
representa- ções,
planificações e
características.
Figuras
geométricas
planas:
característi- cas,
representações e
ângulos.
Ampliação e
redução de
figuras poligonais
em malhas
quadricu- ladas:
reconhecimen- to
da congruência
dos ângulos e da
propor-
cionalidade dos
lados
correspondentes.
(EF05MA16) Associar figuras espaciais a suas
planificações (prismas, pirâmides, cilindros e
cones) e analisar, nomear e comparar seus
atributos.
(EF05MA34MG) Identificar propriedades comuns e
diferen- ças entre figuras planas (triângulo,
quadrilátero e pentágo- no) de acordo com o
número de lados, o número de ângu- los, diagonais
etc.
(EF05MA17) Reconhecer, nomear e comparar
polígonos, considerando lados, vértices e
ângulos, e desenhá-los, uti- lizando material de
desenho ou tecnologias digitais.
(EF05MA35MG) Ampliar e reduzir figuras em
malhas qua- driculadas.
(EF05MA18) Reconhecer a congruência dos
ângulos e a proporcionalidade entre os lados
correspondentes de figu- ras poligonais em
situações de ampliação e de redução em malhas
quadriculadas e usando tecnologias digitais.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Figuras Geométricas
DURAÇÃO: 1 hora
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
Professor(a) peça previamente aos estudantes que levem para a aula
de Matemática algumas embalagens com formas diferentes que eles
encontram em casa, como por exemplo: caixinha de remédio, de pasta
de dente, rolinho de papel higiênico, chapeu- zinho de festa infantil,
entre outros, estes servirão de exemplos do cotidiano para a
introdução sobre as figuras geométricas em sala de aula. Verifique se
na escola possui ou mesmo no material de apoio disponibilizado no
livro didático as figuras planificadas para serem montadas durante a
aula.
67
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Faça uma conversa informal sobre as embalagens que os estudantes
trouxeram e seus formatos relacionando se são ou não formas
geométricas, sólidos, planos, po- liedros, buscando resgatar o
conhecimento prévio dos estudantes.
Apresente polígonos construídos em papel colorido e fixe-os no quadro
estimulan- do os estudantesa falar sobre as semelhanças e diferenças
entre eles. Em seguida, apresente os não polígonos e fixe-os no
quadro, pedindo para separarem as peças com uma linha vertical.
Estruture as informações técnicas sobre lados, vértices e ângulos,
estimule-os a di- zer o nome de objetos que têm faces poligonais e a
observar se são polígonos regu- lares ou não.
B) DESENVOLVIMENTO:
1. Entregue em material impresso ou busque no livro didático, a
parte teórica, para que os estudantes possam ler e verificar se as
hipóteses levantadas foram corretas.
FIGURAS GEOMÉTRICAS
Figuras geométricas: são elementos com formas, tamanhos e
dimensões no plano ou espaço. Por exemplo, o triângulo, o quadrado,
a pirâmide e a esfera são figuras geométricas.
Figuras planas: são definidas por possuírem duas dimensões:
comprimento e largura.
Polígonos: é quando temos uma figura geométrica composta por
segmentos de retas onde o ponto inicial coincide com o final.
Figuras geométricas tridimensionais: essas figuras são mais
conhecidas como sólidos geométricos, possuem 3 dimensões:
comprimento, largura e altura. Pode- mos dividi-las em poliedros e
não poliedros.
Poliedro: Um poliedro é um sólido geométrico composto apenas por
superfí- cies planas. Além de possuir: faces, arestas e vértices. As
faces são os polígonos (os “lados” do poliedro), as arestas são os
lados do polígono e os vértices são os vértices do polígono.
Não poliedro: é aquele composto por pelo menos alguma superfície curva.
Fonte: NUNES, Fabiane (Ed.). Formas Geométricas. 2022. Disponível em:
<https://escolakids.uol.com.br/matematica/formas-
geometricas.htm>. Acesso em: 12 mar. 2022.
68
2.Disponibilize modelos de figuras geométricas planificadas para que
os estudantes possam montar e concretizar a teoria e utilizar como
material de apoio nas ativida- des a serem propostas.
3.Apresente aos estudantes uma roleta colorida com um ponteiro
apenas, mostre-lhes um giro de 360°, e em seguida, o giro de meia volta
questionando-os quanto à medida do ângulo formado. Compare com
meia hora do relógio e faça-os observar a relação desta meia hora com a
meia volta do ângulo de 180° que compõe esse conjunto de informa- ções.
Continue a conversa com o giro de um quarto de volta e questione-os
permitindo a participação e conduzindo-os à percepção do ângulo de
90°.
Com o relógio, promova a observação do movimento dos ponteiros,
mostre-lhes que um giro de 360° do ponteiro de minutos levará a 1 hora e
o giro desse ponteiro a cada número do relógio leva a ângulos de 30°.
Conduza os estudantes a observarem a diferença entre os ângulos
retos, agudos e obtusos apresentando exemplos práticos. Utiliza o
próprio relógio para dar exemplos.
RECURSOS:
Embalagens descartáveis que lembram figuras geométricas; matriz
impressa com a planificação de alguns sólidos geométricos; roleta
colorida com um ponteiro (fazer de papelão).
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Participação e envolvimento dos estudantes com o material solicitado
previamente e a realização das atividades propostas em sala de aula,
considerando todos as eta- pas de acordo com cada habilidade a ser
desenvolvida.
ATIVIDADES
1. Escreva os nomes das figuras planas
69
2.Complete o quadro com os atributos destes sólidos geométricos.
3.Escreva abaixo com qual sólido geométrico cada figura lembra.
4.Marque a opção em que a planificação representa um cone.
70
5.Joana vai montar uma embalagem para por um par de sapatos
dentro. QUAL dos moldes se assemelha mais com uma caixa de
sapatos?
6.Classifique os ângulos de acordo com a sua inclinação.
7. Observe a figura, em seguida assinale a alternativa que mostra
uma ampliação ou uma redução desta figura.
Fonte: Caderno de atividades 5º ano Matemática vol.1, Paic,
2013.
71
UNIDADE TEMÁTICA
Geometria
OBJETO(S) DE
HABILIDADE(S): CONHECIMENTO:
Plano cartesiano:
coordenadas
carte- sianas (1º
quadrante) e
representação de
deslocamentos no
plano cartesiano.
(EF05MA14) Utilizar e compreender diferentes
representa- ções para a localização de objetos no
plano, como mapas, células em planilhas
eletrônicas e coordenadas geográfi- cas, a fim de
desenvolver as primeiras noções de coorde-
nadas cartesianas.
(EF05MA15) Interpretar, descrever e representar
a loca- lização ou movimentação de objetos no
plano cartesiano (1º quadrante), utilizando
coordenadas cartesianas, indi- cando mudanças
de direção e de sentido e giros.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Coordenadas Cartesianas
DURAÇÃO: 1 hora
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
Professor(a) reserve um projetor multimídia e um dia na sala de
informática para rea- lizar a introdução desta aula. Converse com o
grupo sobre a temática e exemplifique que este tema está em nosso
dia-a-dia mas muitas vezes nem percebemos sua impor- tância (jogos,
localização em mapas, lugares na sala de cinema, seu lugar na sala, etc).
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Assista aos vídeos e, se possível, organize para assistir com os
estudantes. EXPLICAÇÃO LÚDICA
• Sugestão de vídeo: Coordenadas cartesianas. Professora Vilma
Ribeiro. Dispo- nível em: https://www.youtube.com/watch?
v=OgZej6gCAZI
• Sugestão de jogo on-line: IXL - Localize objetos em um plano de
coor- denadas. Disponível em: https://br.ixl.com/matematica/5-
ano/ localize-objetos-em-um-plano-de-coordenadas-primeiro-
quadrante
• Sugestão de jogo para a sala de aula: Batalha Naval. Disponível
em: https:// www.almanaquedospais.com.br/batalha-naval-jogo-
para-imprimir-e-regras/
72
Converse com os estudantes fazendo a
explanação teórica. EXPLICAÇÃO TEÓRICA
Plano Cartesiano é um sistema constituído de dois eixos, um na
horizontal (eixo X) e outro na vertical (eixo Y) que se cruzam formando
um ângulo reto. Cada ponto nes- te sistema pode ser localizado por
meio do uso de pares ordenados – escritas que apresentam dois
números separados por vírgula, entre dois parênteses. Essa escrita
deve indicar primeiro a localização horizontal e, em seguida, a
localização vertical do ponto. Para a referência no plano cartesiano,
definimos que o ponto onde as retas se cruzam é a origem do sistema,
o qual é representado pelo par ordenado (0, 0). A localização de um
ponto no plano cartesiano, dado pelo par ordenado, deve ser feita da
seguinte maneira: 1. localizar o valor no eixo horizontal; 2. localizar o valor
no eixo vertical; 3. tracejar, com o auxílio de uma régua, segmentos de
reta a partir des- ses valores nos eixos até que se encontrem no par
ordenado. Observe na imagem, os pontos (3, 5) e (4, 5) marcados na
perspectiva do jogo “Batalha Naval”.
Fonte: GOIÁS, Portal da Educação de (Org.). Plano Cartesiano. 2020. Disponível em:
<https://portal.educacao.go.gov.br/ wp-content/uploads/2020/06/Aula-3-e-4-Matem%C3%A1tica-
5%C2%BA-ano-Atividade-para-imprimir.pdf>.
Acesso em: 20 mar. 2022.
EXEMPLO:
Fonte: DANNIMATT (Ed.). Pares Ordenados. 2022. Disponível em:
<https://i.ytimg.com/vi/SnulA63Qt60/maxresdefault.jpg>.
Acesso em: 13 mar. 2022.
B) DESENVOLVIMENTO:
Professor(a) leve os estudantes a sala de informática e/ou auditório
para que possam jogar on-line. Outra opção também é imprimir
tabelas para que em duplas os estu- dantes possam jogar “batalha
naval”.
73
RECURSOS:
Sala de informática, auditório ou espaço multimídia; material impresso
com explica- ção teórica, jogo “batalha naval” e atividade.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliar a participação e envolvimento dos estudantes, bem como, o
respeito ao cole- ga durante a atividade coletiva e as realizadas
individualmente.
ATIVIDADES
1. A figura abaixo é um fragmento do mapa do Brasil. Nela, a
localização do estado de Goiás é indicada por B2.
Desta forma, a
identificação
do estado de
Ceará é:
( , ).
Fonte:TEIXEIRA,
Kátia. Caderno de
Intervenção: Espaço e
forma. Vol.1
2.A figura abaixo mostra um teatro onde as cadeiras da plateia são
numeradas de 1 a 25. Mara recebeu um ingresso de presente que dizia
o seguinte: sua cadeira está localizada exatamente no centro da plateia.
Qual é a cadeira de Mara?Marque a op- ção correta.
(A) 12
(B) 13
(C) 22
(D) 23
74
3.O barco na figura ao lado está
localizado na po- sição X.
Em que posição é esta?
Escreva a sua coordenada: ( , )
4. O desenho a seguir mostra uma
estante onde são guardados diversos
livros. Um estu- dante está de frente
para essa estante. Nessa posição, o
livro de Música é o terceiro a partir de
sua:
(A) esquerda, na prateleira do meio.
(B) direita, na prateleira de cima.
(C) esquerda, na prateleira de cima.
(D) direita, na prateleira do meio.
5.Observe o parque de diversões
repre- sentado abaixo: Assinale a
alternativa que mostra a
localização do carrossel.
(A) N3.
(B) P3.
(C) N2.
(D) P2. Fonte: TEIXEIRA, Kátia. Caderno de
Intervenção:
Espaço e forma. Vol.1
75
76
Ciências da NaturezaCiências
2022Ensino Fundamental5 o ano
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS
SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE
TEMÁTICA
Matéria e Energia.
OBJETO(S) DE
HABILIDADE(S): CONHECIMENTO:
Materiais e suas
pro- priedades.
Propriedades
físicas dos
materiais.
(EF05CI01) Explorar fenômenos da vida cotidiana que
eviden- ciam propriedades físicas dos materiais –
como densidade, condutibilidade térmica e elétrica,
respostas a forças mag- néticas, solubilidade,
respostas a forças mecânicas (dureza, elasticidade
etc.), entre outras.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Propriedade dos Materiais.
DURAÇÃO: 1 hora e 40 minutos.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO:
Nesta sequência didática, os estudantes analisarão diferentes objetos que
usam no dia a dia, com foco nos materiais de que são feitos. As crianças
serão incentivadas a comparar invenções usadas em épocas diferentes e
a refletir sobre o uso de materiais presentes em nosso dia a dia, como o
plástico, alumínio etc, podendo separar os materiais acordo com suas
características, constituição e a sua utilização. A proposta é desenvolver
ati- vidades práticas nas quais testarão as propriedades de diferentes
materiais registrando no caderno as observações feitas. Conhecemos uma
diversidade enorme de materiais que são utilizados por todos nós como:
madeira, plástico, vidro, aço, areia, cimento, pa- pel, borracha, lã,
algodão, cerâmica, couro, barro, ouro, água e tantos outros. Cada um
desses materiais estão relacionados às suas propriedades.
77
• Você conhece a constituição dos materiais que você usa no seu dia a
dia?
• A panela que sua mãe cozinha é feita de que?
• E seu material escolar, você sabe de que são constituídos?
B) DESENVOLVIMENTO:
Analisando alguns tipos de materiais.
• Selecionar alguns materiais e pedir que os estudantes
identifiquem os diferen- tes tipos de matéria/materiais expostos e
apontem algumas de suas caracte- rísticas e usos que o homem
faz dos mesmos.
• Registrar os dados na folha que será disponibilizada , contendo o
quadro equi- valente que deverá ser preenchido.
Faça seus registros a respeito dos materiais expostos no início da aula.
Material Características Utilização pelo homem
Madeira. Sólido, duro,
moldável.
Fabricação de móveis; construção
civil; portas e janelas; cercas.
Proporcione um momento de conversa com os estudantes abordando
alguns ques- tionamentos:
• Que propriedade do vidro faz com que este material seja utilizado em
janelas?
• Que propriedade do gás do botijão faz com que ele seja utilizado
para cozinhar alimentos?
• Que propriedades da madeira fazem com que ela possa ser
utilizada na fabri- cação de móveis?
Dialogando ….
O uso que se faz de cada material depende de suas propriedades. O
vidro por exem- plo é usado nas janelas por ser impermeável e
transparente. Já o gás do botijão faz com que ele seja utilizado para
cozinhar alimentos, pois não aquece o ambiente; não escurece as
panelas; não passa cheiro ou gosto para a comida já a madeira fazem
com que ela possa ser utilizada na fabricação de móveis pela sua
solidez; resistên- cia; durabilidade, é fácil de ser moldada, portanto as
propriedades dos materiais fa- vorecem a sua utilização.
78
Muitas vezes, materiais diferentes são usados com a mesma
finalidade. Por exem- plo, há garrafas de plástico e garrafas de vidro.
Plástico e vidro podem ser usados na fabricação de garrafas porque
apresentam uma propriedade em comum: são imper- meáveis a
líquidos.
A gasolina, óleo diesel e álcool são usados para movimentar veículos,
são combustí- veis que queimam facilmente e quando queimados
liberam energia.
Quando materiais diferentes são usados com a mesma finalidade é
porque têm pro- priedades em comum.
Mãos à obra…
Encontrando propriedades comuns.
Nessa atividade você vai considerar os seguintes materiais: couro,
carvão, sal, óleo, terra, ferro, ouro, álcool, papel, borracha, madeira, ar,
vidro, leite, açúcar, querosene, gás de fogão, areia, alumínio, isopor,
grafite, gás carbônico e água.
Existe alguma propriedade comum a todos esses materiais? Em que se
baseou para responder?
Examine a lista de materiais e organize-os em dois grupos: “materiais
que queimam” e “materiais que não queimam”.
Preencha o Quadro I
Materiais que queimam Materiais que não queimam.
Ao preencher o Quadro I, você fez uma classificação: separa os
materiais em grupos diferentes. Em um dos grupos estão os materiais
que queimam e no outro, os que não queimam.
Classifique agora os mesmos materiais em dois outros grupos: o
grupo dos que têm cheiro e o grupo dos que não têm cheiro.
Preencha o Quadro II.
Materiais que tem cheiro Materiais que não tem cheiro
79
Compare a primeira classificação com a segunda.
Os grupos da primeira classificação são iguais aos da segunda?
Sempre que se faz uma classificação é necessário ter um critério. Na
primeira clas- sificação o critério usado foi a queima; na segunda foi o
cheiro. Como você pôde perceber ao comparar os dois quadros, o
resultado de uma classificação depende do critério escolhido.
Agora você vai classificar os mesmos materiais de acordo com o
critério “possuir massa”. Para isso, preencha o quadro III.
Toda matéria existente apresenta massa e volume.
A massa é a quantidade de matéria existente em
um corpo. Já o volume é o lugar no espaço ocupado
pela matéria.
Preencha o Quadro III
Materiais que possuem massa Materiais que não possuem
massa
• Quantos materiais ficaram na primeira coluna do quadro III? E na segunda?
• O critério “possuir massa” permitiu classificar os materiais em
grupos diferentes?
Vamos conversar um pouco sobre as propriedades gerais e específicas da
matéria?
Propriedades gerais dos materiais (ou da matéria) são aquelas comuns
a todos os materiais. Por essa razão, elas não permitem
classificá-los/separá-los em grupos. Certamente você percebeu que
não é possível classificar os materiais em grupos di- ferentes usando os
critérios “possuir massa” e “possuir volume”. Isto porque qualquer
material possui massa e volume. Massa e volume são propriedades
comuns a todos os materiais, ou seja, são propriedades gerais dos
materiais.
Propriedades específicas dos materiais são aquelas que permitem
diferenciá-los uns dos outros.
Por outro lado, propriedades como brilho, cor, cheiro e queima podem
ser utilizados como critérios para classificar/separar os materiais em
dois ou mais grupos dife- rentes. Isso porque essas propriedades
permitem diferenciar os materiais, por essa
80
razão são chamadas propriedades específicas. São consideradas
propriedades es- pecíficas: cor; sabor; odor; brilho (organoléptica )
,dureza; maleabilidade; ductibi- lidade; magnetismo, densidade, ponto
de fusão e ponto de ebulição, são distintas para cada tipo de material .
Verificando as propriedades de alguns materiais.
Você sabia que, embora o ar não tenha cheiro, cor e nem sabor, ele
tem massa e ocu- pa lugar no espaço?
Comprovando que o ar ocupa lugar no espaço.
Materiais:
01 copo de vidro.
Papel.
Disponível em:
<https://i.pinimg.
com/564x/63/00/8c/63008cd
4aa-c925fd73ffef773a0aab00.jpg
> Acesso em: 24 mar. 2022.
Procedimento:
• Coloque o papel no fundo do copo pressionando-o.
• Em seguida, emborque verticalmente o copo no recipiente
contendo água e deixe por um minuto.
• Retire o copo do recipiente, verticalmente, sem incliná-lo.
• Como está o papel? Seco?
• Por que o papel não molhou?
• O ar existente no interior do copo impede a entrada da água a
ponto de molhar o papel.
• Isso mostra que o ar é matéria e que a água e o ar não podem ocupar
o mesmo lugar no espaço.
• Quais propriedades da matéria foram demonstradas neste
experimento?
81
Recipiente com
Comprovando a densidade
Materiais :
• Dois sacos de papel.
• Uma vareta de madeira (espetinho).
• Barbante ou fio de nylon.
• Uma vela; fósforos.
Procedimento:
• Amarre um saco de papel em cada extremidade da vareta.
• Suspenda a vareta através de um fio amarrado na metade de sua
extensão, de modo que fique equilibrado, como uma balança.
• Aqueça um dos sacos com uma vela e outro não.
• Coloque a vela sobre a mesa, acenda-a e segure a vareta
suspensa de modo que apenas um dos sacos seja aquecido.
• Mantenha o saco a uma certa distância da vela, de modo que não
queime o papel.
• O que aconteceu?
• O saco aquecido, o ar fica mais leve do que o não aquecido?
• O saco não aquecido abaixa e o aquecido sobe? Por que o equilíbrio
alterou?
• Porque o ar contido no interior do saco que foi aquecido se dilata,
o volume aumenta e a densidade diminui ?
• Que propriedade da matéria foi demonstrada neste experimento?
• O que é mais denso, o ar quente ou o ar frio?
RECURSOS:
Para a realização dessa sequência didática você vai precisar dos
seguintes materiais: carvão, sal, óleo, terra, ferro, papel, borracha,
madeira, vidro, leite, açúcar, areia, alu- mínio, isopor, grafite, 01 copo de
vidro; dois sacos de papel; uma vareta de madeira; barbante ; uma vela;
fósforos, uma folha de papel , balões .
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O principal instrumento a ser utilizado para avaliação será o relatório
final produzido pelos grupos de estudantes após a realização das
atividades experimentais.
No entanto, a avaliação do conteúdo deverá ser realizada de maneira
processual, ao longo das aulas e de cada atividade desenvolvida.
Nesse sentido, deverão ser utiliza- dos como instrumentos avaliativos
os registros, as pesquisas e as discussões sobre as situações
apresentadas.
82
ATIVIDADES
1 - Pinte de azul as alternativas corretas e de vermelho as alternativas
falsas:
a) A energia elétrica chega às nossas casas por meio de fios elétricos.
b) A parte de dentro dos fios elétricos é feita de plástico.
c) Os metais são bons condutores de corrente elétrica.
d) A borracha conduz a corrente elétrica com
facilidade. 2 - Vamos experimentar?
Afunda ou boia? Você já observou que, quando inseridos em água, os
objetos podem ter diferentes comportamentos. Por que isso acontece?
Conseguimos encontrar di- ferentes características de objetos que
afundam ou flutuam.
Vamos ver quem consegue prever o comportamento desses objetos.
Verificar a flutuação de diferentes materiais como: lápis, borracha,
isopor, moeda, uma bola pequena de papel amassada, papel, agulha.
Coloque cada material no recipiente com água, observe a reação de
cada objeto co- locado e preencha o quadro abaixo: alguns objetos
afundam, outros flutuam.
Objetos afunda
m
flutua
m
Lápis
Borracha
Isopor
Moeda
Papel amassado
Você vai perceber que objetos mais densos afundam e objetos menos
densos flutuam. A densidade é uma propriedade específica da matéria
.
83
UNIDADE
TEMÁTICA
Matéria e Energia.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Mudança de
estado físico da
água.
Ciclo hidrológico.
Conservação da
água.
(EF05CI02X) Aplicar os conhecimentos sobre as
mudanças de estado físico da água para explicar
o ciclo hidrológico e analisar suas implicações na
agricultura, no clima, na ge- ração de energia
elétrica, no provimento de água potável e no
equilíbrio dos ecossistemas regionais (ou locais),
rela- cionando a necessidade de conservação da
água e desper- dício doméstico.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Mudanças de Estado Físico da Água.
DURAÇÃO: 1hora e 40 minutos.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO:
Nesta sequência didática, trataremos sobre as mudanças de estado
físico da água, o ciclo hidrológico e suas implicações na agricultura e
no clima. Abordaremos as ca- racterísticas da água em diferentes
estados físicos e sua importância para a manu- tenção da vida no
planeta e como utilizá-la racionalmente, buscando soluções indivi-
duais e comunitárias em relação ao seu consumo.
As atividades práticas serão desenvolvidas baseadas na observação,
levantamento de hipótese e experimentação. Para isso, serão
realizados trabalhos em grupos, roda de conversa, práticas
experimentais simples, que proporcionam o desenvolvimento de
habilidades específicas como observar, registrar e interpretar dados
experimentais.
B) DESENVOLVIMENTO:
A água é um líquido precioso presente no planeta Terra e em todos os
seres vivos. É importante na agricultura, indústria, transporte e na
geração de energia, além de ser essencial para a manutenção da
nossa vida. Na natureza , pode apresentar-se em três estados físicos:
líquido, sólido e gasoso. Apesar de ser o elemento mais abun- dante da
superfície terrestre, apenas 3% da água é doce e, portanto, apropriada
para
84
a utilização nas diversas atividades humanas. Desse total, 68,9%
encontram-se con- gelados nas calotas polares e geleiras e 29,9%
localizam-se no subsolo.
• A água na natureza é encontrada em maior quantidade, em qual estado
físico?
• Você já ouviu falar que a água na natureza é sempre a mesma ,
muda apenas de estado físico e de lugar?
• O que é ciclo hidrológico?
• Você conhece as mudanças de estado físico da água?
Vamos comprovar a mudança de estado físico
da água? 1º momento.
1ª etapa
A mãe de Aninha, colocou a roupa molhada no varal em um dia bem
ensolarado. No final da tarde a roupa já estava seca . Aninha
percebendo que a roupa estava seca perguntou: Mamãe, para onde foi a
água da roupa que você colocou no varal? A mãe disse à filha. Vamos
pesquisar?
Em uma roda de conversa , promover uma discussão com os estudantes:
• Cadê a água que estava na roupa colocada no varal?
• Qual estado físico a água passou antes de secar a roupa?
• Você pode afirmar que a água mudou de estado físico?
Molhe um pedaço de pano e deixe-o secando na sala até o final do período.
Os estudantes devem registrar o que acham que vai acontecer logo no
início, com o pano molhado.
E também o que de fato aconteceu no fim da observação (se a
umidade do ar não permitir que o pano seque significativamente, você
pode deixar para analisar o re- sultado no dia seguinte).
Registre as observações feitas no caderno.
2ª etapa
A mãe de Pedro colocou uma chaleira com água no fogão para ferver
para fazer o café da tarde. Passando algum tempo, lembrou que havia
esquecido de desligar o fogão. Quando chegou, verificou que quase não
tinha água na chaleira.
85
• Onde foi parar a água que ferveu na chaleira?
• Por que a quantidade de água na panela diminui depois de ferver por
um tempo?
• Você já observou uma panela tampada cheia de água fervendo?
• Se você destampar a panela, o que percebe na tampa?
Os estudantes devem entender que a água líquida pode mudar de
estado físico e passar à forma gasosa. Ao final da etapa, é importante
sistematizar os dados obtidos na ob- servação do pano úmido,
relacionando-os à presença de água na tampa da panela. Nos dois casos
a água evaporou, essa mudança de estado físico é chamada de
evaporação.
Na panela destampada, ela se dissipou no ambiente. Já na panela
tampada, ela retor- nou ao estado líquido quando encontrou pela
frente a superfície mais fria da tampa. Nesse caso ocorreu uma mudança
de estado físico, que chamamos de condensação.
3ª etapa
Peça que os estudantes coloquem um pouco de água em um pote
plásticoe levem ao congelador por três horas. Usando um termômetro,
eles devem aferir a temperatura da água a cada 30 ou 45 minutos, até
o congelamento. Caso não saibam fazer essa leitura, ensine-os a
interpretar a escala do termômetro. Todos terão de registrar os dados
obtidos em uma tabela que deve conter:
• Temperatura inicial.
• Temperaturas intermediárias.
• Temperatura final (quando já há cristais de gelo no pote).
• Características da água em cada etapa.
Nesse caso ocorreu uma mudança de estado físico que chamamos de
solidificação.
Em alguns casos podemos observar que se retirarmos o gelo do
congelador e colo- carmos em cima da pia ele derrete. Vamos perceber
que ocorrerá uma mudança de estado físico: do estado sólido a água
passa para o estado líquido, é o que chamamos de fusão.
Dialogando...
Após verificar com os estudantes que a água está presente em três
estados físicos na natureza (sólido, líquido e gasoso), questione-os,
sobre as mudanças de estado físico da água. Lembrando que a água
passa por um ciclo, “ela vai ela vem ‘’, por isso ela não acaba na
natureza, muda apenas o seu estado físico e de lugar. É o que cha-
mamos de ciclo hidrológico .
86
O ciclo hidrológico é a contínua circulação e renovação da água no
planeta. As águas das superfícies dos oceanos, rios e lagos evaporam
em razão do calor que recebem, passando do estado líquido para o de
vapor e subindo para a atmosfera. Pela transpi- ração, animais e
plantas também liberam água para a atmosfera, a água das geleiras
passa diretamente da forma sólida para a de vapor, subindo para a
atmosfera. Toda a água contida na atmosfera na forma de vapor é
submetida a baixas temperaturas, condensa e se liquefaz, formando
nuvens. As gotas formadas nas nuvens ficam cada vez mais pesadas e
precipitam de volta à superfície. Já na superfície, a água pode escoar
para rios, oceanos e lagos e também pode se infiltrar no solo,
alimentando os lençóis freáticos e todo o conjunto de águas
subterrâneas.
2º momento.
Promova uma discussão sobre a importância desse ciclo de renovação
de água, le- vando-os a refletir sobre alguns tópicos fundamentais,
como a conservação dos re- cursos hídricos e o problema da escassez
e da poluição da água.
• “Como a escassez de água afetaria a vida no planeta?”
• “O crescimento da população pode influenciar no esgotamento desse
recurso?”.
É importante reconhecer que, sem água, não é possível realizar
atividades simples do cotidiano, como cozinhar, tomar banho, lavar
roupa etc. A falta de água chega a influenciar até a produção de
energia e de muitos outros produtos, as indústrias não funcionaria sem
água e dificultaria a sobrevivência dos seres vivos.
RECURSOS:
Para a realização dessa sequência didática você vai precisar dos seguintes
materiais
• Pote plástico.
• Termômetro.
• Saco plástico.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O principal instrumento a ser utilizado para avaliação será o relatório
final produzido pelos grupos de estudantes após a realização das
atividades experimentais.
No entanto, a avaliação do conteúdo deverá ser realizada de maneira
processual, ao longo das aulas e de cada atividade desenvolvida.
Nesse sentido, deverão ser utiliza- dos como instrumentos avaliativos
os registros, as pesquisas e as discussões sobre as situações
apresentadas.
87
ATIVIDADES
1 - Daiane colocou água numa chaleira para ferver com a intenção de
fazer um pouco de café. Ela se distraiu checando suas mensagens no
telefone até que se lembrou da chaleira no fogão. Quando apagou o fogo,
ficou assustada, pois não havia água no recipiente. O processo que
ocorreu com a água é chamado de:
a) Condensação.
b) Calefação.
c) Evaporação.
d) Solidificação.
2- Coloque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
a) ( ) A maior parte da água no estado líquido é doce.
b) ( ) 2,9% da água no planeta está em estado sólido.
c) ( ) A água para o consumo humano se encontra no estado líquido.
d) ( ) 96% da água do planeta é própria para consumo humano.
e) ( ) 5% da água no planeta é subterrânea.
3- Rafaela acabou esquecendo o gelo fora do congelador e ele
derreteu. Isso aconte- ceu porque o gelo passou do estado:
a) sólido para o gasoso.
b) sólido para o líquido.
c) gasoso para o líquido.
d) líquido para o gasoso.
4 - Bruno colocou água numa vasilha e levou ao congelador. Duas
horas depois, ele viu que a água congelara completamente. Nesse
caso, a água passou do estado
para o estado
. A alternativa que
completa o texto é:
a) sólido e líquido.
b) líquido e sólido.
c) gasoso e sólido.
d) gasoso e líquido.
88
89
UNIDADE
TEMÁTICA
Matéria e energia.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Importância dos
vege- tais para
manter a água no
planeta .
Água e conservação
do solo.
Água e qualidade do
ar.
(EF05CI03) Selecionar argumentos que
justifiquem a importância da cobertura vegetal
para a manutenção do ciclo da água, a
conservação dos solos, dos cursos de água e da
qualidade do ar atmosférico.
(EF05CI10MG) Reconhecer a importância da
manuten- ção da cobertura vegetal para o ciclo
da água na preser- vação dos solos, dos cursos
de água e da qualidade do ar atmosférico.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Cobertura vegetal e equilíbrio da natureza.
DURAÇÃO: 1 hora e 40 minutos.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO:
O ciclo da água na natureza é um dos processos mais importantes que
ocorrem no planeta, já que esse recurso é essencial para a
manutenção de todas as formas de vida existentes.
A cobertura vegetal é de extrema importância para o equilíbrio
ecológico. Ela pro- tege a nascente dos rios, regula o clima e os
mananciais que abastecem a cidade, protege o solo de erosões e influi
na fertilidade do solo. A falta da vegetação acarreta vários problemas
ambientais .
• Qual a importância da cobertura vegetal para manutenção do
ciclo da água e equilíbrio do ambiente?
• Qual é a contribuição da cobertura vegetal para o solo?
• Como a cobertura vegetal pode influenciar na qualidade do ar.
90
B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento.
Um experimento para verificar o efeito das plantas na
proteção do solo. Materiais:
• 2 caixas de leite longa vida.
• Tesoura de pontas arredondadas .
• 1 kg de terra.
• Sementes de alpiste.
• Bacia ou algum recipiente grande.
• Regador ou uma jarra.
Praticando...
1 - Recorte uma das faces de cada caixa
de leite. 2 - Encha as duas caixas com
terra.
3- Em uma das caixas, semeie o alpiste em toda a superfície. Espere
até ele crescer cerca de 3 centímetros.
4- Quando o alpiste tiver crescido, segure as caixas e deixe inclinada
sobre a bacia. 5 - Lentamente, regue cada caixa com água.
6- Observe e registre os resultados.
Para você observar
1. De qual das caixas foi retirada a maior quantidade de solo?
2.A presença de plantas interfere na erosão do solo?
3.As plantas ajudam a fixar o solo, protegendo-o da erosão?
2º momento.
Comprovando o papel das plantas na umidade do ar .
Leve um vaso com planta para a sala de aula. É importante que seja
uma planta com muitas folhas e que seja regada antes da aula. Além
disso, prepare em uma folha de papel pardo um desenho de uma
paisagem que inclua: fontes superficiais de água (mar ou rios e lagos);
fontes subterrâneas de água; região com árvores e campos.
Caso não haja um local com exposição à luz solar em sala de aula, leve a
turma para o pátio da escola, com todos os materiais citados.
91
Em um primeiro momento da aula, com duração de aproximadamente
30 minutos, apresente a planta e cubra-a com o saco plástico,
prendendo sua abertura com o elástico. Deixe-a em um local
ensolarado.
Questione o que os estudantes imaginam que vai acontecer e deixe
que expressem suas ideias. Em seguida, retome o assunto da aula
anterior sobre o ciclo da água.
Apresente o esquema desenhado em papel pardo e, com os
estudantes, complete o esquema com as nuvens, as flechas e outros
seres vivos que contribuem com a eva- poraçãoda água, como seres
humanos e outros animais. Abordando que muitas ati- vidades humanas
afetam a qualidade da água, como o lançamento de esgoto em rios, as
atividades de mineração e indústria (que liberam produtos químicos na
região) e atividades agropecuárias (que utilizam agrotóxicos e
fertilizantes em excesso).
Ciclo da Água. Disponível em:<https://www.significados.com.br/ciclo-da-agua/>. Acesso em: 23 mar.
2022.
Utilizando o esquema do ciclo da água, proponha algumas atividades de
reflexão:
• O que acontecerá com as águas subterrâneas se as áreas verdes
forem substi- tuídas por concreto?
• O que acontece com rios e lagos próximos de plantações quando
nelas são uti- lizados agrotóxicos de maneira exagerada?
• E o que acontece com as águas subterrâneas abaixo das plantações?
• O que acontece com as águas de rios e lagos quando os poluentes
lançados no ar se integram às nuvens de chuva?
• O que acontece com a taxa de evaporação de um local se todas
as suas plantas são removidas?
92
Peça aos estudantes que observem novamente a planta. Gotas-d’água
poderão ser observadas no plástico após, aproximadamente, 30
minutos de exposição ao sol.
Você sabe porque as plantas transpiram e absorvem a
água do solo? E que as plantas eliminam a água para o
ambiente na forma de vapor?
As plantas contribuem com a formação de massas de umidade, as
quais podem oca- sionar chuvas na região ou em regiões mais
distantes, quando levadas pelos ventos.
RECURSOS:
Para a realização dessa sequência didática você vai precisar dos
seguintes materiais: um vaso de planta, um saco plástico, de papel
pardo um desenho de uma paisagem que inclua: fontes superficiais de
água (mar ou rios e lagos); fontes subterrâneas de água; região com
árvores e campos. 2 caixas de leite longa vida, tesoura de pontas
arredondadas, 1 kg de terra, sementes de alpiste, bacia ou algum
recipiente grande, regador ou uma jarra.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O principal instrumento a ser utilizado para avaliação será o relatório
final produzido pelos grupos de estudantes após a realização das
atividades experimentais.
No entanto, a avaliação do conteúdo deverá ser realizada de maneira
processual, ao longo das aulas e de cada atividade desenvolvida.
Nesse sentido, deverão ser utiliza- dos como instrumentos avaliativos
os registros, as pesquisas e as discussões sobre as situações
apresentadas.
ATIVIDADES
1 - Analise as frases e assinale a alternativa correta.
I. Em um solo sem cobertura vegetal, a água escoa pela superfície,
carregando nu- trientes e sedimentos.
II.Áreas em declive, sem cobertura vegetal, estão mais sujeitas a
deslizamentos de terra.
III.A água da chuva, não absorvida pelas raízes das plantas, infiltra no solo,
formando lençóis subterrâneos.
a) Todas as alternativas corretas. b) I e II. c) I e III. d) II e III.
93
2 - Os deslizamentos de terra são frequentes em algumas regiões do
Brasil nos pe- ríodos de chuva. Quais são as características desses
locais? Por que acontecem os deslizamentos de terra? Explique.
3- Analisando as alternativas abaixo, marque (V) para verdadeiro e (F) para
falso:
a) ( ) A vegetação ameniza os impactos da chuva no solo evitando
a erosão e abastecendo o lençol freático.
b) ( ) Os grandes centros estão com o solo desprotegidos, mas não
estão cor- rendo riscos de enchentes.
c) ( ) A chuva em locais desmatados não consegue infiltrar no solo
e isso está diretamente ligado à escassez de água em algumas
nascentes de rios.
d) ( ) A cobertura vegetal protege a nascente dos rios, regula o
clima e os ma- nanciais de água.
4- Os cuidados com a água e o solo são fundamentais para a
manutenção da vida no nosso planeta. Marque com um X a alternativa
correta.
( A ) A agricultura deve abranger práticas para prevenir a
erosão. ( B ) Deve-se evitar o descarte de resíduos na
água.
( C ) O processo de erosão é importante para o acúmulo de nutrientes no
solo.
( D ) A irrigação é um processo importante para amenizar o efeito de
períodos de seca.
94
UNIDADE
TEMÁTICA
Matéria e Energia.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Consumo consciente
da água.
Práticas
sustentáveis.
(EF05CI04) Identificar os principais usos da água
e de ou- tros materiais nas atividades
cotidianas para discutir e propor formas
sustentáveis de utilização desses recursos.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Consumo sustentável da água.
DURAÇÃO: 1 hora e 40 minutos
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO
Essa sequência didática será desenvolvida através de roda de
conversa, trabalhos em grupo a fim de discutir sobre consumo e uso
consciente. É importante conversar com os estudantes que desperdício
de água é coisa séria.
• Por que é comum ouvirmos a seguinte frase: “Água, sabendo
usar, não vai faltar.”?
• Quantos litros de água vocês imaginam que uma pessoa gasta,
em média por dia, para suas necessidades básicas?
• Que atividades praticadas no seu cotidiano utilizam água?
• Que ações provocadas pelos seres humanos podem contribuir
para o desper- dício de água?
B) DESENVOLVIMENTO:
Inicie a aula questionando os estudantes sobre o que eles consideram
desperdício de água.
Selecione imagens que representem o desperdício de água, como um
chuveiro liga- do e a pessoa do lado de fora do boxe, ou escovando os
dentes com a torneira aberta, ou, ainda, alguém lavando a calçada com
mangueira. Pergunte aos estudantes se já observaram situações como
essas.
95
Disponível em:
<https://1.bp.blogspot. com/-
hbaSsfZf65w/W73j7vZWPFI/
AAAAAAAAD80/KIAA4hkENlMiwY4
GYR-
jAbB4nsvwwfEKbgCLcBGAs/
s1600/
charge_desperdicio_agua.jpg>.
Acesso
em: 23 mar. 2022.
Disponível em:
<https://kikacastro.files.
wordpress.com/2012/05/calc3a
7ada. png?w=300&h=240>.
Acesso em: 23
mar.
2022.
Disponível em:
<http://4.bp.blogspot. com/-
5mi47xZ9wcg/U4-r6EgSDVI/
AAAAAAAEM9g/bQ2a-yKQ5B8/s1
600/
desperdicio.gif>. Acesso em: 23
mar.
2022.
Registrem em quais momentos ocorre maior desperdício de água em suas
residências.
Colocar esses dados em uma Tabela de Desperdício de Água da Turma,
previamente esboçada, sendo preenchida com os dados pela turma.
Após a construção da tabela, fazer o resumo dos resultados através da
elaboração do Gráfico de Desperdício de Água da Turma. Tendo a
tabela como referência para cons- trução do gráfico, o professor fará a
mediação, questionando quanto aos resultados e quais as ações
necessárias para evitar o desperdício de água , abordando também as
atividades do cotidiano gastaram mais água , refletindo sobre algumas
atitudes necessárias para economizar água.
Estudantes Atividade do cotidiano
que realizam com gasto
de água
Tempo estimado
É importante propor algumas medidas que cada pessoa possa adotar
para poupar a água (como não demorar no banho, usar água da chuva
para regar plantas, fechar a torneira enquanto escova os dentes, etc.).
Proponha que os estudantes elaborem um folheto com orientações
para ser entre- gue aos responsáveis com as principais informações
sobre o consumo e o desperdí- cio de água.
96
Ao final, exponha os folhetos para que todos possam apreciá-los antes
de levarem para casa.
Se possível, disponibilize uma conta de água da escola para que a
turma analise o consumo de água em um mês. Para uma análise mais
efetiva dos dados, informe os estudantes de que são necessários 1 000
L para encher uma caixa de 1 metro cúbico, isso porque o dado a
respeito do consumo nas faturas é expresso em metros cúbi- cos, e
não em litros. Ao observarem o consumo em metros cúbicos na conta
de água, multipliquem por 1 000 para ter a ideia do consumo em litros.
Em seguida, proponha aos estudantes que organizem uma campanha
de consumo consciente da água na escola. Organize a turma em
grupos e peça que utilizem in- formações sobre o consumo de cada
equipamento, por exemplo, quantos litros de água são consumidos se
a torneira do banheiro ficar aberta enquanto se escovam os dentes.
Acesse o site da companhia responsável pelo abastecimento de águada sua localidade em que se situa a escola para obter mais
informações.
Os estudantes podem elaborar cartazes com exemplos de atitudes
conscientes rela- tivas ao consumo de água.
RECURSOS:
Para a realização dessa sequência didática você vai precisar dos seguintes
materiais:
• Folha de papel ofício.
• Caneta.
• Canetinhas.
• Uma folha de cartolina.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O principal instrumento a ser utilizado para avaliação será o relatório
final produzido pelos grupos de estudantes após a realização das
atividades experimentais.
No entanto, a avaliação do conteúdo deverá ser realizada de maneira
processual, ao longo das aulas e de cada atividade desenvolvida.
Nesse sentido, deverão ser utiliza- dos como instrumentos avaliativos
os registros, as pesquisas e as discussões sobre as situações
apresentadas.
97
ATIVIDADES
1 - Acredita-se que o consumo de água potável no planeta, associado
ao desperdício desse recurso, poderá afetar a sobrevivência no
planeta. Marque com um X a alterna- tiva que descreve uma atitude
que contribui para esse problema ambiental.
a) Fechar o registro enquanto se ensaboa no banho.
b) Reutilizar a água usada na máquina de lavar para limpar a calçada.
c) Separar o óleo de cozinha usado, em garrafas plásticas,
destinando-o a coletas específicas.
d) Utilizar água potável para lavar o carro da família.
2 - A tabela a seguir mostra o consumo de água em algumas atividades
realizadas pelos amigos João e Cristiano, ambos com 11 anos.
Com base na tabela, qual informação está correta?
a) Cristiano deveria diminuir seu tempo no banho.
b) João não fecha a torneira enquanto escova os dentes.
c) Cristiano ensaboa a louça com a torneira fechada.
d) João se ensaboa no banho com a torneira fechada.
3- Imagine que a escola em que você estuda está fazendo uma
campanha para eco- nomizar água. Escreva uma frase incentivando os
colegas e as pessoas da comuni- dade escolar a economizar água.
98
Disponível em:<http://4.bp.blogspot.com/-
5mi47xZ9wcg/
U4-r6EgSDVI/AAAAAAAEM9g/bQ2a-yKQ5B8/s1
600/
desperdicio.gif>. Acesso em 23 de março
de 2022.
4- Os objetos da imagem ajudariam
na eco- nomia de água em qual
situação?
99
UNIDADE
TEMÁTICA
Ciência e Tecnologia.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Tratamento da
água e cultivo do
solo.
Irrigação do solo
(EF05CI18MG) Identificar os recursos tecnológicos
utiliza- dos no tratamento da água e no cultivo do
solo.
EF05CI19MG) Conhecer as implicações dos
recursos cien- tífico-tecnológicos para o meio
ambiente.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Tratamento da água
DURAÇÃO: 1 hora e 40 minutos.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO:
Nessa sequência didática abordaremos que o conhecimento científico e
tecnológico são importantes para o meio ambiente, em se tratando da
agricultura, pecuária, tra- tamento da água, irrigação do solo entre
outros. A água, por exemplo, é um recurso natural essencial para a
vida na Terra, a sua escassez compromete as atividades hu- manas, as
indústrias, as atividades agrícolas, a biodiversidade entre outros.
• Você já imaginou a vida sem a água?
• Quais os problemas que acarretaria para a humanidade com escassez
de água?
• Quais as consequências que a falta da água pode trazer para o
solo e para a agricultura?
• Como você relacionaria água, atividade agrícola e preservação
ambiental?
• Você sabe o que é irrigação do solo? E como favorece a agricultura?
O desenvolvimento da agricultura só é possível com a presença de
água. No caso de solos muito secos, se tornam improdutivos. É
necessário que faça a irrigação, que é o lançamento da água no solo
por técnicas apropriadas. A irrigação do solo exige procedimentos
tecnológicos para otimizar o uso da água, para melhorar a produtivi-
dade na agricultura e garantir a subsistência de todos os seres vivos.
100
B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento.
Tecnologia para Tratamento de Água.
Promover uma roda de conversa discutindo com os estudantes :
• De onde vem a água que utilizamos em nossas casas?
• Como saber se a água é ou não, própria para consumo?
• O que poderia acontecer se a água que utilizamos não fosse tratada?
• Para onde vai a água depois que a utilizamos?
Posteriormente o professor deve realizar uma introdução teórica
acerca do trata- mento de água e como funciona uma ETA (Estação de
Tratamento de Água). É impor- tante salientar a fase de captação da
água dos rios por meio de bombas e tubulações, assim como a
distribuição pós tratamento, o monitoramento de represas, entre ou-
tros aspectos que abrem espaço para comentar acerca das
contribuições da tecno- logia para o processo.
Um aspecto relevante a ser comentado é acerca de como chegou-se
ao tratamento da água existente nos dias atuais, o que ocorreu por
meio do desenvolvimento da ciência e da tecnologia, que continuam
em constante mudança.
Se possível, recomenda-se mostrar aos estudantes uma imagem
representativa de uma ETA, realizando questionamentos que sejam
capazes de promover reflexões so- bre as atitudes muitas vezes
tomadas pelos seres humanos, que demonstram a des- valorização
deste recurso natural, como por exemplo:
• O que acontece com o lixo jogado nos rios?
• Por que é importante não ter essa atitude?
Estação de tratamento da água
Disponível em: <https://portal.sanep.com.br/images/internal/tratamento-agua.png>. Acesso em: 23 mar
2022.
101
Conversar com os estudantes sobre como funciona uma estação de
tratamento da água, sua importância para a população e o direito que
temos de receber uma água tratada com qualidade, evitando assim
uma série de doenças.
Jogo: Tratamento da água.
Iniciar o jogo aferindo os conhecimentos adquiridos, explicando as
regras estabele- cidas, as perguntas que serão feitas e os desafios que
deverão ser cumpridos para vencer o jogo.
Regras do jogo:
- A turma deve ser dividida em dois grupos com o mesmo (ou mais
próximo possível) número de estudantes.
- O jogo é composto por perguntas que devem ser respondidas e
desafios que devem ser cumpridos em dupla para que o grupo pontue.
A dupla deve entrar em consenso para responder as perguntas e
cumprir os desafios sem ajuda dos demais integrantes do grupo.
Cada pergunta/desafio tem o valor de 1 ponto. - Se a dupla não souber a
resposta ou não cumprir o desafio, a pergunta ou desafio passa para o
outro grupo. - Mesmo que o grupo pontue, a vez de responder/cumprir
o desafio deve passar para o outro grupo na próxima rodada.
Sendo assim, cada grupo joga em maneiras alternadas. - O professor
deve ficar com as regras, perguntas e desafios para conduzir o jogo. -
Ao final, o grupo com maior pontuação vence a competição.
Perguntas e desafios:
1 – Quais são os materiais necessários para coletar a água dos rios?
A) Mangueira e bomba de água.
B)Tubulações e bombas de água.
C) Mangueiras e tubulações.
2– Por que a água precisa ser tratada ?
A) Para a água ficar mais saborosa.
B)Para facilitar a captação da água.
C) Para evitar uma série de doenças.
102
3– Porque é necessário agrupar as partículas presentes na água?
A) Para remover a sujeira com mais facilidade.
B)Para não entupir a tubulação.
C) Para descobrir quais substâncias estão
presentes na água. 4 – DESAFIO: Imite um macaco.
5– Na decantação o que acontece com a sujeira?
A) Afunda se depositando no fundo do recipiente.
B)Boia se misturando na água.
C) Boia até a superfície da água.
6– Para que serve a areia e o carvão do filtro de água?
A) Para remover sais minerais.
B)Para agrupar a sujeira.
C) Para reter as partículas, possíveis odores e
clarear a água. 7 – DESAFIO: Pule num pé só
enquanto canta uma música.
8– Por que é realizada a adição de cloro na água?
A) Para eliminar microrganismos.
B)Para dar cheiro a água.
C) Para filtrar a água.
9– Qual a importância das bombas na distribuição da água?
A) Eliminar microrganismos da água.
B)Limpar a água.
C) Conferir pressão para que a água chegue em todas as casas.
10 – DESAFIO: Faça uma mímica para seu grupodescobrir: BEBER. 11 – A água que utilizamos em casa é
pura?
A) Sim.
B)Não, pois é uma mistura homogênea.
C) Não, pois é uma mistura heterogênea.
12 – A água que devolvemos para a natureza após lavar a louça é limpa?
A) Não pois pode conter contaminantes.
B)Sim, pois o detergente não é contaminante.
C) Sim, pois o detergente elimina microrganismos.
13 – DESAFIO: Faça uma mímica para seu grupo descobrir: LIMPAR.
103
14 – A adição de flúor na água faz bem para:
A) Os ossos.
B)Os dentes.
C) A coluna.
15 – O consumo de água não tratada pode acarretar em:
A) Doenças respiratórias.
B)Contaminação devido a microrganismos.
C) Infecção na garganta.
16 – DESAFIO: A dupla deve falar o título de um filme começado
com a letra H. 17 – O tratamento da água só foi possível devido:
A) avanços dos recursos tecnológicos.
B)por causa da prefeitura.
C) devido aos recursos destinados às pessoas carentes.
18 – DESAFIO: O professor deve anotar em um papel um número de 1
a 10 e a dupla tem que acertar qual é. Se não acertar passa para o
outro grupo e assim sucessivamente até alguma dupla acertar. Ao
finalizar o jogo , o professor ressaltará a participação e o aprendizado
das equipes envolvidas e fará as considerações que julgar necessário.
19 – Recomenda-se imprimir o esquema da Estação de tratamento,
assim como as peças para montagem:
“Tratando a água”: Um jogo didático para o ensino de química com enfoque na abordagem Ciência,
Tecnologia e Sociedade - Disponível em: <file:///C:/Users/m10603926/Downloads/14237-
Article-185182-1-10-20210413%20(1).pdf>.
Acesso em: 23 mar. 2022.
A ordem correta de montagem deve seguir a sequência de espaços
disponíveis liga- das pelas gravuras de tubulações na seguinte ordem:
1 – Captação da Água 2 – Coagulação e Floculação 3 – Decantação 4 –
Filtração 5 – Desinfecção 6 – Armazenamento 7 – Distribuição.
Gabarito do jogo : 1-B ,2 B ,3 A, 5A, 6 C,8A ,9 C,11 A, 12C, 14 B,15A ,16B ,17 A
104
2º momento.
Uso do solo e aproveitamento dos recursos hídricos na agricultura .
Organize os estudantes em semicírculo, sobre diferentes formas de uso do
solo e aproveitamento dos recursos hídricos na agricultura .
• É possível uma nação sobreviver sem produção agrícola?
• A agricultura depende dos recursos naturais?
• Você conhece algumas técnicas para melhorar a produção agrícola?
• Você sabia que a irrigação é uma técnica muito usada na agricultura?
Comentar que a irrigação é uma técnica empregada para levar água a
regiões muito secas. O Brasil só consegue ter uma grande produção
agrícola por causa dos recur- sos tecnológicos (máquinas, insumos
agrícolas etc.) usados na agricultura, incluindo as técnicas de irrigação
que tem sido empregada ao longo de séculos tornando viável a
agricultura e o abastecimento humano.
Destaque que, apesar de toda a sofisticação, os sistemas de irrigação
podem tra- zer prejuízos à sociedade e ao meio ambiente. Em algumas
situações, por exemplo, a água aplicada sobre as plantações pode
carregar para os rios e reservas subterrâ- neas vestígios dos
fertilizantes e defensivos agrícolas. Em outras, a construção de
barragens pode alterar a vazão dos cursos d’água, gerando
desabastecimento de re- giões próximas e ao mesmo tempo,
interferindo na vida de espécies aquáticas.
Vamos conhecer algumas técnicas de
irrigação? Aspersão.
Utilizada para projetar jatos de água. Assim que atingem determinada
altura, retor- nam ao chão sob forma de gotículas, simulando uma
chuva artificial. O sistema é de baixo custo operacional e tem um bom
controle da lâmina de irrigação, adapta-se a todos os tipos de solos;
regularidade no volume de água por metro quadrado; estru- tura
ajustável e diversificada; pode ser utilizada em conjunto com
fertirrigação.
Gotejamento
A água passa por diversos tubos que possuem gotejadores ao longo de
seu compri- mento por onde a água sai para o solo e atinge as raízes
das plantas. Demanda medi- ções bem específicas para manter a
estabilidade do sistema: proporciona economia de energia e mão de
obra; adapta a diferentes solos; facilita a aplicação de fertilizantes.
105
Mãos na massa
Irrigando o solo
Você vai precisar
:
• Uma mangueira com adaptador para colocar a mangueira na torneira.
• Esguicho para a mangueira.
• Um prego fino.
• Uma garrafa plástica descartável.
Para realizar esse experimento é necessário que você tenha uma
torneira disponível próximo da área que vai você vai fazer a irrigação.
Pode ser uma horta, um jardim, qualquer área com plantas.
Como proceder :
• Coloque a mangueira na torneira .
• Com a torneira ligada e com o esguicho na ponta da torneira, vá
irrigando as plantas mostrando para os estudantes uma forma
simples de lançar água nos solos secos.
• Em seguida, faça pequenos furos no fundo da garrafa com um
prego fino. Encha de água de forma que a água vá saindo pelos
furos por gotejamento.
• Você percebe a água sair pelos buraquinhos na garrafa?
A irrigação está presente em nosso cotidiano mais do que a gente
imagina: seja em uma horta, jardins, gramado no campo de futebol ou
em alimentos como arroz, feijão e legumes, a tecnologia é de extrema
importância para inúmeras atividades, prin- cipalmente a agrícola,
porque através de instrumentos tecnológicos, a irrigação se torna mais
eficiente.
Vocês perceberam formas simples de irrigação, é uma forma muito
usada em lançar água nos solos secos, preservando as plantações e
mantendo a umidade do solo.
Com a tecnologia se reinventando a cada dia, a agricultura acaba
sendo impactada nessa ideia de modernização. O uso de sistemas de
irrigação permite que o produtor tenha um melhor desempenho da sua
cultura e estimula o uso cada vez mais de equi- pamentos que
beneficiam e otimizam a mão de obra no campo.
106
RECURSOS:
Para a realização dessa sequência didática você vai precisar dos
seguintes mate- riais: Uma mangueira com adaptador para colocar a
mangueira na torneira, esguicho para a mangueira, uma agulha grossa,
uma garrafa plástica descartável, imagens de estação de tratamento de
água.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O principal instrumento a ser utilizado para avaliação será o registro
das discussões realizadas em grupo.
No entanto, a avaliação do conteúdo deverá ser realizada de maneira
processual, ao longo das aulas e de cada atividade desenvolvida.
ATIVIDADES
1 - Leia as alternativas e marque V para as verdadeiras e F para falsas.
a) ( ) Para termos boas condições de saneamento, a água que
chega em nossas casas deve passar por processos de tratamento.
b) ( ) A água usada que sai de nossas casas, ou seja, o esgoto, não
precisa ser tratada antes de ser despejada no ambiente.
c) ( ) Ao ser captada do manancial, a água vai direto para as residências.
d) ( ) Para que o esgoto tenha um destino correto, ele precisa ser
coletado de nossas casas para então ser encaminhado a uma
estação de tratamento de esgoto.
2- Os cuidados com a água e o solo são fundamentais para a
manutenção da vida no nosso planeta. Marque com um X a alternativa
correta.
( A ) A agricultura deve abranger práticas para prevenir a
erosão. ( B ) Deve-se evitar o descarte de resíduos na
água.
( C ) O processo de erosão é importante para o acúmulo de nutrientes no
solo.
( D ) A irrigação é um processo importante para amenizar o efeito de
períodos de seca.
107
3- Para ser distribuída à população, a água deve ser tratada seguindo
determinadas etapas. Ordene as etapas enumerando-as de 1 a 4, de
acordo com a ordem em que devem ser realizadas.
a) ( ) A água passa pelo processo de filtração.
b) ( ) Apósafloculação,
aáguaéencaminhadaatanqueschamadosdecantadores.
c) ( ) Ao entrar na estação, a água é encaminhada para um tanque, no
qual rece- be produtos químicos.
d) ( ) A água é coletada dos rios e lagos.
4- Sobre o uso da água, marque com um X a alternativa correta.
a) ( ) O ciclo da água interfere nas atividades agrícolas.
b) ( ) Da quantidade de água doce disponível no planeta, uma grande
fração pode ser ingerida.c) ( ) A água utilizada para fins domésticos retorna para os rios e
aquíferos sem tratamento.
d) ( ) A água das chuvas pode ser ingerida.
108
Ciências HumanasGeografia
2022Ensino Fundamental5 o ano
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS
SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE
TEMÁTICA
O sujeito e seu lugar no mundo.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Dinâmica
populacional.
(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas
populacionais na Unidade da Federação em que
vive, estabelecendo relações entre migrações e
condições de infraestrutura.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Dinâmica populacional
DURAÇÃO: 100 min
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Inicie a aula introduzindo o que será trabalhado. Apresente aos estudantes
que neste mo- mento irão começar seus estudos sobre a dinâmica
populacional mineira. Isso significa que irão conhecer a distribuição da
população pelo estado e suas características do tipo gênero, idade,
expectativa de vida, e também as migrações internas. Exponha a habili-
dade do Currículo Referência de Minas Gerais que esta sequência didática
objetiva auxi- liá-los a desenvolver. Demonstre interesse em conhecer as
percepções da turma sobre a população mineira com perguntas do tipo:
vocês conhecem a população do nosso esta- do? Somos muitos ou
poucos? A população está igualmente distribuída por Minas Gerais ou
existem regiões com mais habitantes que outras? Somos mais homens ou
mulheres? Ouça com atenção as respostas e as justificativas para elas. Em
seguida, inicie a aula agu- çando a curiosidade dos estudantes em saber
se estão corretos ou não e por que.
109
B) DESENVOLVIMENTO:
Com o auxílio de um projetor reproduza o mapa do estado de Minas
Gerais com a distribuição da população por suas regiões. Sugerimos o
material indicado nas re- ferências desta sequência didática. Faça a
leitura do mapa com a turma, indicando o título e dizendo que a sua
função é informar o assunto do mapa, lendo a legenda e explicando o
significado da variação das cores em tons claros e escuros, e dizendo
também quem produziu o mapa e com quais informações. Permita que
os próprios façam a interpretação dos dados do mapa, guiando-os com
perguntas do tipo: qual é a Região de Planejamento mineira mais
populosa? Qual é a Região de Planejamento mineira menos populosa?
Apresente que o nosso estado é dividido em dez Regiões de
Planejamento, cada uma com suas características próprias de
natureza, economia e culturas. Enfatize a expli- cação sobre a região
em que a escola está localizada possibilitando aos estudantes um
conhecimento melhor dos aspectos locais. Em seguida, convide-os a
construir um ranking populacional destas regiões. Finalizada a
atividade, faça a seguinte pro- blematização: Quais são os motivos que
levam a população a se concentrar mais em uma determinada região
do que em outra? Permita que a turma exponha suas hipó- teses e
comente-as.
Após este momento, apresente que em Minas Gerais a população se
concentra nas regiões mais ricas do estado, pois, nessas localidades
existem mais oportunidades de emprego, melhores condições de
acesso à saúde, à educação e infraestrutura em geral. Aproveite para
inserir a temática das migrações que ocorrem dentro do próprio
estado. Aquelas que acontecem entre as regiões - pessoas migram das
re- giões mais pobres com destino as mais ricas; e também as que
ocorrem dentro das próprias regiões - pessoas migram do campo ou
pequenas cidades para os cidades-
-pólos. Questione a turma com perguntas do tipo: nossa região recebe
mais migran- tes ou perde mais habitantes para outras regiões? Nossa
cidade é um pólo econômi- co da nossa região? Qual é a cidade-pólo
da nossa região? Ouça suas contribuições e faça as colocações
corretas.
Para o segundo momento, propomos que seja realizada com a classe
uma atividade utilizando site do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística, endereço disponí- vel nas referências. Se a escola dispuser
de laboratório de informática com aces- so à internet e com número de
computadores suficientes que possibilite os estu- dantes sentarem em
duplas, torna-se interessante que a aula ocorra neste espaço.
110
Entretanto, se for inviável, a aula também pode acontecer sem
prejuízos na sala de aula com o professor acessando o site de um
computador conectado à internet e projetando a tela. Uma terceira
opção é o professor salvar os gráficos, realizando um “print screen” da
página do seu computador com os dados que pretende utilizar na aula e
elaborar uma apresentação para ser projetada. Neste endereço web
estão disponíveis informações sobre a população brasileira e das
unidades da federação atualizadas em tempo real, além de projeções
até o ano 2060. Com as informações disponíveis é possível realizar
uma infinidade de atividades, análises, comparações que irão
enriquecer a aula.
Os dados na plataforma estão disponíveis em gráficos interativos.
Colocar os estu- dantes em contato com essa forma de exposição de
dados é uma maneira eficaz de estimular a aprendizagem de leitura e
interpretação destes. A seguir, apresentamos a aula pensada para
acontecer na sala de informática, para os outros espaços suge- rimos
que o professor faça as adaptações necessárias. Propomos que os
estudan- tes, em duplas, acessem site do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística, e ini- cialmente explorem a página de maneira
autônoma. Em seguida, o professor deverá apontar na página e
explicar brevemente o que é uma pirâmide etária, como é feita a
leitura desta. O mesmo processo com o gráfico de linhas, utilizando os
gráficos de população total, homens e mulheres 2010-2060 e
expectativa de vida ao nascer. Ao final da explicação, convidar os
estudantes para escolher um dos três gráficos e um ano no intervalo
entre 2022 e 2030. Cada dupla deve realizar uma análise dos da- dos
referentes ao ano escolhido sobre o Brasil e Minas Gerais e depois
compartilhar os resultados com a turma.
RECURSOS:
Computador(es) com acesso à internet, projetor.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Processual e contínua.
111
ATIVIDADES
1 – Leia o trecho abaixo e responda:
“Atualmente, os mais de 19,5 milhões de habitantes mineiros estão
distribuídos em 853 municípios. Belo Horizonte, capital de Minas
Gerais, é a cidade mais populosa do estado – 2.375.151 habitantes.
Outras cidades mineiras com grande concentração populacional são:
Contagem (603.442), Uberlândia (604.013), Juiz de Fora (516.247), Betim
(378.089), Montes Claros (361.915), Ribeirão das Neves (296.317),
Uberaba (295.988).”
FRANCISCO, Wagner de Cerqueira e. “Aspectos da população de Minas Gerais “;
Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/brasil/aspectos-populacao-minas-
gerais.htm>. Acesso em: 08 mar. 2022.
A) A população do Estado de Minas Gerais é grande ou pequena?
2- Observe o mapa abaixo e responda:
Disponível em: <http://www.contagem.mg.gov.br/arquivos/downloads/informativo_pib_municipios_mg_2010.pdf>.
Acesso em: 05 mar. 2022.
112
A)Em quais Regiões de Planejamento mineiras estão localizadas as
cidades com maior participação no PIB do estado?
B)Em qual Região de Planejamento do estado você reside?
113
UNIDADE TEMÁTICA
O sujeito e seu lugar no mundo.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Diferenças étnico-
ra- ciais e étnico-
cultu- rais e
desigualdades
sociais.
(EF45GE13MG) Compreender e relacionar as
diversidades locais e regionais existentes no
Estado de Minas Gerais com a diversidade
sociocultural brasileira.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: O povo
brasileiro DURAÇÃO: 100 min
PROCEDIMENTOS
METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Inicie a aula introduzindo o que será trabalhado. Apresente aos
estudantes que neste momento iniciarão seus estudos sobre as
diferentes manifestações culturais exis- tentes dentro do Estado de
Minas Gerais, e suarelação com os diferentes grupos étnicos que
formaram a população brasileira. Exponha para a classe à habilidade
do Currículo Referência de Minas Gerais que esta sequência didática
objetiva auxiliá-los a desenvolver. Apresente que Minas Gerais é um
estado enorme e muito diverso as- sim como nosso país. Riquíssimo
em cultura, aliás, o que significa cultura? Permita que os estudantes
expressem suas opiniões e em seguida traga a definição do termo.
B) DESENVOLVIMENTO:
Inicie apresentando que Minas Gerais é um estado de grande extensão
territorial, sendo o 4º maior estado brasileiro. O seu tamanho pode ser
comparado com o país europeu França. Pergunte à classe se eles
tinham conhecimento sobre essas infor- mações e escreva no quadro a
extensão do território mineiro (586.522 km²). Com o auxílio de um
projetor, apresente o mapa político de Minas Gerais. Faça a leitura des-
se mapa, tendo como base seus principais elementos (título, legenda,
escala, orien- tação, fonte). Localize no mapa a região próxima onde
está a cidade da escola e fale sobre o quantitativo de municípios
existentes em nosso estado. Inclua na sua apre-
114
sentação imagens de diferentes paisagens de alguns municípios
mineiros e suas di- versidades regionais.
Relembre com a turma que Minas Gerais é um estado brasileiro. E a
que formação do povo brasileiro foi dada, principalmente, pela união
de três grupos étnicos: in- dígenas, negros africanos, brancos europeus
(portugueses). Exponha que a grande diversidade cultural brasileira é
fruto das contribuições culturais e manifestações folclóricas desses
povos que aqui chegaram. Pergunte à classe se eles sabem dizer o que
é folclore, e após ouvi-los explique o conceito para a turma. Diga que o
Brasil possui muitas manifestações folclóricas, que marcam as
características e a riqueza do povo e das regiões. Crie uma
apresentação com imagens e histórias de algumas das manifestações
folclóricas de diferentes regiões brasileiras e seus personagens.
Pergunte à turma se conheciam alguma das manifestações
apresentadas e ouça as suas contribuições. Faça a seguinte
problematização: Minas Gerais em toda a sua extensão e diversidade
possui manifestações folclóricas?
Apresente para a classe que em nosso estado a formação do nosso
povo não foi dife- rente, mais do que povoamento e mão de obra, estes
povos (indígenas, negros afri- canos, portugueses) com seus costumes,
tradições, modos de vida, saberes sociais e científicos construíram
Minas Gerais. Não só em aspectos culturais, mas também econômicos,
arquitetônicos, científicos, paisagísticos. Diga também que Minas Ge-
rais é um estado rico em manifestações folclóricas, e indague-os se
conhecem al- guma delas. Em seguida selecione umas das principais
manifestações folclóricas de Minas Gerais e apresente para a turma.
Dê preferência para manifestações que ocor- ram próximas à
localidade da escola ou na região. Pergunte à classe se eles já partici-
param de alguma dessas manifestações, ou de alguma outra que
queiram comentar. Fale sobre a sua história, onde ocorre e a sua
origem étnica. Finalize a sequência didática convidando os estudantes
a realizarem a atividade aqui proposta.
RECURSOS:
Projetor, computador.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Processual e contínua.
115
ATIVIDADES
Leia com atenção o texto abaixo.
Nossa gente
“Aí está Minas: a mineiridade” – tão bem definiu o escritor João
Guimarães Rosa para traduzir Minas Gerais por meio daquilo que os
mais de 20 milhões de mineiros, mesmo divididos em 853 municípios,
carregam no peito e na alma. A mineiridade é a tradição e a liberdade,
ainda que tardia. É o acolhimento e o povo trabalhador. É a cultura das
festas religiosas e é a convivência familiar. É o afeto e a hospitalidade.
É o cheiro bom do café coado na hora e do bolo de fubá que sai do
forno. É a música, o barroco, a na- tureza e a fé.
‘Ópocevê!’ A mineiridade aqui voa alto e pousa em belos patrimônios
materiais e ima- teriais. É Santos Dumont, é Aleijadinho, Guimarães
Rosa, Bituca, Mestre Athaíde e Carlos Drummond de Andrade. Em cada
esquina tem um “trem”, e em uma delas tem um clube. Tem montanha,
tem queijo, tem cachoeira e tem café.
Mineiridade é isso: mistura das influências africana, italiana,
portuguesa, das tra- dições indígenas, é a moda de viola, a reza, o
congado, a folia de reis e a benzedei- ra. Com toda essa trajetória, os
mineiros foram construindo seus hábitos e seu jeito acolhedor. No
tacho em que se produzem os costumes mineiros, os mais diversos
ingredientes se misturam sem nunca neutralizarem uns aos outros.
Disponível em: <https://www.mg.gov.br/pagina/nossa-gente>. Acesso em: 05 de março de
2022.
1) O que o autor do texto diz ser “mineiridade”?
2) Quais manifestações culturais mineiras o autor cita no texto?
116
3)Quem são as pessoas citadas pelo autor do texto? Escolha um deles
e faça uma breve pesquisa sobre a sua vida.
4) Observe o desenho abaixo e responda: são personagens de
quais lendas do folclo- re brasileiro?
Fonte: Canva.com
UNIDADE TEMÁTICA
O sujeito e seu lugar no mundo.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Diferenças étnico-
ra- ciais e étnico-
cultu- rais e
desigualdades
sociais.
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais,
étnico-
-culturais e desigualdades sociais entre grupos
em dife- rentes territórios, regiões e municípios.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: População.
DURAÇÃO: 100 min
PROCEDIMENTOS
METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Inicie a aula introduzindo o que será trabalhado. Apresente aos
estudantes que neste momento irão começar seus estudos sobre a
formação étnica do Estado de Minas Gerais e as desigualdades sociais
e econômicas entre as Regiões de Planejamento do estado. Explique
que irão fazer seus estudos baseados em mapas. Exponha a ha-
bilidade do Currículo Referência de Minas Gerais que esta sequência
didática objeti- va auxiliá-los a desenvolver. Pergunte à turma: Vocês
conhecem a composição étni- ca do nosso estado? Para você somos
em maioria pretos, brancos, pardos, indígenas ou amarelos?
B) DESENVOLVIMENTO:
Inicie a aula comentando que Minas Gerais é um estado com grande
extensão ter- ritorial, sendo um dos maiores estados brasileiros e
mundialmente famoso por sua diversidade cultural. Apresente à turma
que, devido ao tamanho e características do seu processo de
povoamento, Minas Gerais possui grande diversidade regional além de
uma intensa miscigenação. Pergunte à turma: o que vocês entendem
por miscige- nação? Ouça suas hipóteses e apresente a definição do
termo. Relembre que os três principais grupos étnicos que formaram a
população brasileira são os mesmos que também formaram a
população de Minas Gerais. Coloque que a população mineira
118
atual é descendente desta miscigenação. E que hoje observando
nossos corpos, por meio dos nossos traços fenotípicos como tom de
pele, textura dos cabelos, cor dos olhos, traços temos a autonomia de
nos identificarmos como pretos, brancos, par- dos, indígenas ou
amarelos. Pergunte aos estudantes: como você se identifica? O que te
leva a se ver como pertencente a este grupo? Você conhece a história
da miscige- nação em sua família? Discuta com os estudantes a
importância da autoidentificação.
Com o auxílio de um projetor apresente a turma mapas que
possibilitem visualizar a proporção de autodeclarados pretos ou pardos
na Região Sudeste. Sugerimos a uti- lização do material “Estudos
sociodemográficos e análises espaciais referentes aos municípios com
a existência de comunidades remanescentes de quilombos” dispo-
nível nas referências desta sequência didática, para a retirada dos
mapas. Explique como a população de Minas Gerais se autoidentifica
trazendo dados sobre a compo- sição da população mineira. Faça a
leitura do mapa com a turma tendo como base seus principais
elementos (título, legenda, escala, orientação, fonte). Estimule a in-
terpretação do mapa pelos estudantes com perguntas do tipo: como é
a distribuição das pessoaspor cor em Minas Gerais? Os pretos e
pardos se concentram nas regiões mais ao norte ou mais ao sul do
estado? Quais as Regiões de Planejamento mineiras possuem a maior
proporção de pretos e pardos? E quais possuem a menor? Como é a
proporção de pretos e pardos em nossa região? Permita que elaborem
suas hipóte- ses e intervenha quando necessário.
Em seguida, apresente para a turma um mapa que traga dados sobre a
participação das regiões mineiras no Produto Interno Bruto - PIB de
Minas Gerais. Explique bre- vemente o que é PIB, reduzindo o indicador
a uma demonstração de poder econômi- co. Faça a leitura do mapa
com a turma tendo como base seus principais elementos (título,
legenda, escala, orientação, fonte). Estimule a interpretação do mapa
com perguntas do tipo: quais são as Regiões de Planejamento com
maior arrecadação do estado? E com menor? A região em que
moramos possui uma arrecadação grande ou pequena? Quais os
impactos de uma arrecadação maior de uma região na sua in-
fraestrutura e qualidade de vida da população? Permita que elaborem
suas hipóteses e intervenha quando necessário comentando sobre a
desigualdade econômica entre as regiões mineiras.
Findada as análises dos mapas, realize a seguinte problematização
com a turma: Será que existe alguma relação entre as características
étnico-raciais da popula- ção e as desigualdades econômicas entre as
regiões? Permita que elaborem suas hipóteses. Intervenha
apresentando como o passado escravocrata do nosso estado
119
influenciou nessas desigualdades. Diga sobre o processo de ocupação
do nosso es- tado de forçado os indígenas a se refugiar no interior do
estado. Fale também sobre o contexto da abolição da escravatura, os
negros agora ex-escravos foram abando- nados a própria sorte, pois
não havia políticas de integração deles a sociedade, e os senhores de
escravos se recusavam a empregar negros. Em contrapartida, neste
mesmo momento chegavam a Minas Gerais italianos que vinham em
busca de opor- tunidades de emprego nas lavouras de café, ocupando
como funcionários as vagas dos escravos. Explique como essas
situações, associadas ao racismo, influenciaram nas desigualdades
sociais presentes atualmente no nosso estado e em toda a socie- dade
brasileira. Convide os estudantes a discutir sobre as desigualdades
sociais na região onde vivem. Finalize a sequência didática convidando
os estudantes a realiza- rem a atividade aqui proposta.
RECURSOS:
Projetor, computador.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação processual e contínua.
ATIVIDADES
Em um texto publicado em agosto de 1957, o escritor João Guimarães
Rosa faz uma declaração de amor ao Estado de Minas Gerais. Leia a
seguir um trecho da carta.
“É a Mata cismontana, molhada de ventos marinhos, agrícola ou
madeireira, espes- samente fértil. É o Sul, cafeeiro, assentado na terra-
roxa de declives ou em colinas que europeias se arrumam, quem sabe
uma das mais tranquilas jurisdições da felici- dade neste mundo. É o
Triângulo, avançado, forte, franco. É o Oeste, calado e curto nos
modos, mas fazendeiro e político, abastado de habilidades. É o Norte,
sertanejo, quente, pastoril, um tanto baiano em trechos, ora nordestino
na intratabilidade da caatinga, e recebendo em si o Polígono das
Secas. E o Centro corográfico, do vale do Rio das Velhas, calcário,
ameno, claro, aberto à alegria de todas as vozes novas. É o Noroeste,
dos chapadões, dos campos-gerais que se emendam com os de Goiás
e da Bahia esquerda, e vão até ao Piauí e ao Maranhão.”
Disponível em: <https://www.revistabula.com/21511-a-declaracao-de-amor-de-guimaraes-rosa-a-minas-gerais/>.
Acesso em: 08 mar. 2022.
120
1 - Sobre o que o trecho acima fala?
2- Em qual das regiões mineiras você mora? Você concorda com as
características que foram atribuídas a ela por Guimarães Rosa?
Justifique sua resposta.
3– Agora é a sua vez de declarar o seu amor por Minas Gerais! Escreva
uma carta para o nosso estado declarando os sentimentos que você
tem por ele. Não se esqueça de em sua carta citar o que te atrai em
nosso estado, podem ser características, paisa- gens, costumes,
tradições, comidas típicas....
121
122
UNIDADE
TEMÁTICA
Conexões e escalas.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Trabalho e inovação
tec- nológica.
(EF05GE04) Reconhecer as características da
cidade e analisar as interações entre a cidade
e o campo e entre cidades na rede urbana.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Trabalho e inovação tecnológica
DURAÇÃO: 100 min
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Inicie a aula introduzindo o que será trabalhado. Apresente aos
estudantes que neste momento iniciarão seus estudos sobre as
mudanças no modo de vida e trabalho no campo e na cidade devido à
inovação tecnológica. Também falarão sobre as cone- xões entre as
cidades na rede urbana. Exponha a habilidade do Currículo Referência
de Minas Gerais que esta sequência didática objetiva auxiliá-los a
desenvolver. Con- textualize com a turma que, com o passar do tempo,
o desenvolvimento tecnológico, principalmente o ligado à computação,
tem transformado o modo de vida dos seres humanos, e
consequentemente a paisagem. O campo agora é mecanizado, as lojas
hoje são virtuais, os robôs já são uma realidade nas indústrias.
Pergunte aos estu- dantes: vocês já presenciaram máquinas
trabalhando no campo? Vocês ou algum fa- miliar costumam realizar
compras online? O que pensam sobre a utilização de robôs
substituindo o trabalho humano? Ouça as contribuições de cada um.
B) DESENVOLVIMENTO:
Exponha para a classe que desde o início dos anos 90 a humanidade
tem presenciado intensos avanços tecnológicos, ligados
principalmente à computação. Situações an- tes vistas em filmes de
ficção científica hoje são parte da nossa realidade cotidiana, por
exemplo, chamadas de vídeo em tempo real com pessoas em qualquer
parte do mundo. Explique que o desenvolvimento da tecnologia tem
influenciado as relações de trabalho no campo e na cidade.
123
Pergunte à turma: como eles acreditam que a tecnologia influencia no
modo de vida no campo? Ouça suas hipóteses. Em seguida, com o
auxílio de um projetor, reprodu- za o vídeo “Agricultura 4.0 A evolução
na colheita da cana, da mecanização à digitali- zação”, endereço
disponível nas referências. Peça para a classe comentar o que eles
entenderam sobre o vídeo. Faça os seguintes questionamentos: como
era a vida do agricultor do vídeo antes da chegada das máquinas
agrícolas? Como é a vida dele atualmente? Quais os impactos do uso
da tecnologia para o sucesso da colheita? Para controlar tais máquinas
ele precisou se capacitar? Ouça as contribuições da turma.
Elabore uma apresentação com fotos de máquinas agrícolas e seu
desempenho, e também de pessoas trabalhando em lavouras de cana,
soja e café. Faça a seguinte problematização: para a produção da
fazenda, qual mão de obra é mais vantajosa? Por quê? Qual delas
demanda mais pessoas para trabalhar? Permita que exponham suas
hipóteses. Aproveite a oportunidade para expor que a substituição dos
seres humanos por máquinas no campo é vantajosa para o fazendeiro,
pois ele consegue melhorar a sua colheita e diminuir seus custos, tudo
isso em um espaço de tempo mais curto, porém afeta o modo de vida
dos trabalhadores rurais.
Explique sobre os “bóias frias” que saíam principalmente do Norte de
Minas para a colheita de café e cana em São Paulo e Sul de Minas que
viram uma drástica dimi- nuição nos seus empregos sazonais.
Pergunte-os, você conhece alguém que viveu a situação de ter seu
posto de trabalho no campo substituído por máquinas? Como essa
pessoa se adaptou ao mercado de trabalho? Apresente que no campo
ainda há uma demanda muito grande de mão de obra, porém a maioria
das vagas de trabalho hoje disponíveis nas áreas rurais pedem um novo
tipo de trabalhador. Hoje o campo demanda por profissionais
qualificados que saibam operar máquinas e tenham fami- liaridade
com computação. Traga para os estudantes os novos postos de
trabalho no campo, como engenheiro agrônomo,agrônomo, técnico
agrícola, auditor agrícola, analista de campo entre outros.
Contextualize que tais mudanças apresentadas ocorrem
principalmente em grandes fazendas e latifúndios produtores de
commodities. Que quem produz o alimento que compramos nas feiras,
nos supermercados aqui no Brasil e em Minas Gerais é produ- zido pela
agricultura familiar. É ela que nos alimenta tanto no campo quanto na
cida- de, diga sobre essa relação de dependência alimentar. Nossa
comida é cultivada em sítios, assentamentos e pequenas propriedades
rurais de pequenos e médios produ- tores. E a agricultura familiar
ainda usa a mão de obra do agricultor. Problematize:
124
se o uso da tecnologia afetou o modo de vida de parte dos
trabalhadores do campo brasileiro, o que dizer das mudanças no dia a
dia dos trabalhadores da cidade? Tam- bém foram afetados? Como?
Ouça as suas respostas, em seguida explique que na cidade a
presença de robôs já é uma realidade nas indústrias.
Convide-os a assistir ao vídeo “Robôs trabalhando em linha de
produção em montado- ra de carros.” E comentem se imaginavam que
atualmente a produção de carros fosse dessa maneira. Instigue-os com
perguntas do tipo: há muitas ou poucas pessoas tra- balhando? Quem
faz a parte pesada do processo de produção de um carro? E a parte
mais fina? Explique que ao mesmo tempo que postos de trabalho são
substituídos por robôs e máquinas novos são criados, pois são
necessárias pessoas para operar e dar manutenção nesses
equipamentos. E que o mundo do trabalho muda muito.
Mostre que para além das indústrias, o setor de serviços também
mudou com as lo- jas virtuais, aplicativos de compra e venda de
produtos, aplicativos de delivery, de transporte que criaram novos
postos de trabalho. No segundo momento, apresente que assim como
a cidade mantém uma relação de dependência com o campo, tam-
bém há uma dependência entres as cidades. Apresente que a vida de
quem vive em cidades pequenas se conecta a cidades maiores, pois
são elas que possuem maior oferta de serviços básicos de saúde,
educação e lazer. Já entre cidades médias e grandes se conectam
tanto fisicamente, com rodovias, aeroportos e portos como também
economicamente e com oferta de serviços básicos de saúde,
educação e lazer ainda maiores. Faça perguntas à classe conforme a
realidade local do tipo: moramos no campo ou na cidade? Nossa cidade
é pequena, média ou grande? Preci- samos sair da nossa cidade para
ter acesso a produtos e serviços? Para onde vamos? Conhece alguém
que mora aqui e trabalha em outra cidade? Apresente um mapa da
região com suas cidades grandes, ou pólos e sua região metropolitana,
e explique as relações entre essas cidades. Ao final convide a turma a
refletir sobre as interações cidade-campo, cidade-cidade na
perspectiva da dependência e do trabalho.
RECURSOS:
Projetor, computador com acesso à internet e caixa de som.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação processual e contínua.
125
ATIVIDADES
Leia a poesia abaixo e
responda:
Cidadezinha,
Um ônibus
lotado
Edson Gabriel
um taxista
estressado um
celular clonado
um sinal fechado
uma rua alagada.
Aqui não há roubo de galinhas
porque galinhas não há;
aqui não há conversa de
varanda porque varandas
não há;
aqui não há promessas de
novenas porque novenas não
há.
Não há.
Cidadezinha… Tão
pequenina “Eta vida
besta, meu Deus!”
Disponível em: <http://www.escritoredsongabriel.com.br/poemas.html/>. Acesso em: 08 mar.
2022.
1 - A poesia fala de um ambiente rural ou um ambiente urbano? Quais
elementos você considerou para elaborar a resposta?
2 - A paisagem e as situações descritas acontecem em cidades grandes
ou peque- nas? Como você chegou a essa resposta?
126
3- Imagine que você trabalha no departamento de Recursos Humanos
e precisa con- tratar dois funcionários, um para trabalhar na zona rural e
outro na zona urbana. Com seus conhecimentos, e pensando no avanço
tecnológico, crie dois anúncios de jornal com os requisitos desejados
para concorrer à vaga.
127
Ciências HumanasHistória
2022Ensino Fundamental5 o ano
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS
SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE
TEMÁTICA
Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo social
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
O que forma um
povo: do
nomadismo aos pri-
meiros povos
sedenta- rizados.
As formas de
organi- zação social
e política: a noção
de Estado.
O papel das
religiões e da
cultura para a
forma- ção dos
povos antigos.
(EF05HI01) Identificar os processos de formação
das cultu- ras e dos povos, relacionando-os com o
espaço geográfico ocupado.
(EF05HI02X) Identificar os mecanismos de
organização do poder político com vistas à
compreensão da ideia de Estado e/ou de outras
formas de ordenação social, percebendo o lu- gar
do indivíduo nesse contexto.
(EF05HI03X) Analisar o papel das culturas e das
religiões na composição identitária dos povos
antigos, contextualizando com a cultura brasileira
na atualidade e enfatizando que a fé não é fator
discriminatório e excludente na vida social.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Do nomadismo ao processo de sedentarização: povo,
cultura e diver- sidade
DURAÇÃO: 3 AULAS
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Esta sequência didática foi desenvolvida em oito momentos, sendo: os
momentos 1 e 2 habilidade (EF05HI01), os momentos 3, 4 e 5 habilidade
(EF05HI02) e os momentos 6, 7 e 8 habilidade (EF05HI03). Ressalto que essas
habilidades não se esgotam aqui e que se- rão retomadas e aprofundadas
nas aulas subsequentes.
128
Os estudantes deverão perceber a relação entre os modos de vida
nômade e seden- tários e o espaço geográfico ocupado pelos primeiros
seres humanos, entendendo como este contribuiu para o surgimento
das primeiras culturas sedentárias. Enten- de-se que os estudantes já
tenham adquirido um conhecimento prévio adquirido nas habilidades
do 4º ano (EF04HI01) e (EF04HI02). Aqui, aprofunda-se o conteúdo tendo
por objeto a passagem da pré-história para a história, com destaque
para a formação das aldeias e das primeiras cidades e o aparecimento
da escrita.
A formação das aldeias e cidades exige uma organização mais
complexa da vida em sociedade, exigindo algumas regras de convivência
e de um poder (governo), que di- rige as decisões da sociedade.
A (EF05HI03) diz respeito a examinar o papel da religião na organização do
poder polí- tico dos povos antigos, entendendo-a como expressão da
identidade cultural desses povos. É importante mostrar que a religião
na antiguidade, era compartilhada por toda a sociedade e orientava as
decisões políticas, o trabalho, as artes e as ciências.
A religião é parte integrante da cultura de um povo. Nesse sentido,
analisar a impor- tância das práticas culturais e religiosas, ou seja,
identificar os rituais nas socieda- des antigas, é entender o seu
contexto histórico, levando em conta que a religião sempre foi muito
importante para as sociedades da Antiguidade Oriental.
Esses temas serão retomados e aprofundados no 2º bimestre.
B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento: Mudanças na sociedade humana
Professor(a), para iniciar a aula, projete ou mostre a imagem para os
estudantes. Em seguida faça as perguntas sugeridas abaixo. Socialize
as respostas acrescentan- do o que se fizer necessário ao
conhecimento deles.
Vamos entender o que é ser nômade?
Disponível em: <https://pixabay.com/pt/illustrations/cigano-esmeralda-mulher-garota-3537472/>. Acesso em: 07 mar.
2022.
129
Os primeiros ancestrais dos seres humanos que habitaram a Terra há
milhares de anos praticavam o nomadismo.
Nomadismo é um modo de vida no qual um grupo de pessoas se
desloca de um lu- gar para o outro, sem ter moradia fixa. Nossos
ancestrais eram nômades e depen- diam da caça e da coleta de
frutos, folhas, raízes e vegetais. Quando os recursos de um lugar se
esgotavam, eles se mudavam para outro local em busca de novasfontes de alimentos.
Para facilitar os deslocamentos, as moradias e abrigos eram
cavernas, grutas e lugares naturalmente protegidos. Alguns grupos
usavam tendas feitas com galhos, peles de animais e outros recursos
encontrados na natureza. Esse período foi lon- go e é conhecido
como Paleolítico.
Paleolítico: também chamado de idade da
Pedra Las- cada, é o período da História que
começou com os primeiros hominídeos e se
estendeu até o desenvolvi- mento da
agricultura.
Características do
Nomadismo
• Não possuem moradia fixa.
• São do tipo caçadores-coletores.
• Se deslocam de um lugar para outro procurando por alimentos e
melhores condições de vida.
Fonte: Fragmentos retirados dos livros citados na
• Você reconhece essa imagem?
• Que povo ela representa?
• Como eles vivem?
• Eles possuem moradia fixa?
Professor(a), faça uma leitura compartilhada do texto abaixo. Dê cópias
para os estu- dantes e peça que colem no caderno.
130
1 - Os povos nômades de hoje se parecem com nômades da Pré-
História?
2 - Quais as diferenças e semelhanças entre o nomadismo da Pré-
História e os nômades da atualidade?
3- Como é a vida dos nômades na atualidade?
Mostre ou projete imagens de povos nômades ou seminômades na
atualidade, como por exemplo os ciganos, os beduínos, os tuaregues, os
Banjara (ciganos da Índia), os aborígenes australianos, etc.
Ciganos na atualidade
Disponível
em:<https://images01.brasildefato.com.
br/13a6ee8a49b5f7ef3200bcf88def4e93.j
peg>.
Acesso em: 07 mar. 2022.
Tuaregues - povo nômade da área alta do deserto
do Saara, norte da África
Disponível em: <ttps://www.infoescola.com/wp-
content/ uploads/2011/09/tuaregues.jpg>Acesso
em: 07 mar. 2022.
Depois de mostrar ou projetar as imagens faça perguntas como:
Contextualize as respostas dos estudantes, acrescentando informações
que se fize- rem necessárias.
Agora, vamos ler juntos o poema “Caverna”, da Roseana Murray e em
seguida respon- der o que se pede:
Houve um dia,
no começo do
mundo, em que o
homem
ainda não sabia construir sua casa.
Então disputava a caverna com os
bichos e era aí a sua morada.
Deixou para
nós seus
sinais,
desenhos desse mundo
muito antigo.
Animais, caçadas,
danças, misteriosos
rituais.
Que sinais
deixaremos nós
para o homem do futuro.
Roseana Murray. Casas. Belo Horizonte:
Formato, 1994
131
Explique aos estudantes que depois de milhares de anos vivendo
como nômades, os seres humanos desenvolveram técnicas e
tecnologias que facilitaram seu modo de viver, como a confecção de
instrumentos de caça, o domínio da técnica de acender o fogo, um
recurso importante para a sobrevivência e a domesticação de
animais.
Além disso, observando a natureza e seus ciclos, conseguiram
desenvolver a agri- cultura.
Todos esses avanços possibilitaram que os grupos humanos se
estabelecessem em uma região, plantando, colhendo e pastoreando
animais. Esse processo é cha- mado de sedentarização.
Sedentarização
A agricultura e o pastoreio possibilitaram o aumento da população humana, uma vez que conseguir alimento tornou-se atividade mais simples e muito mais segura do que caçar.
Esse período de sedentarização, ou seja, de fixar-se em um lugar e utilizar essas técnicas e tecnologias para a sobrevivência foi chamado de Neolítico.
Neolítico ou Período da Pedra Polida é o período histórico que vai aproximadamen- te do X milênio a.C., com o início da sedentarização e surgimento da agricultura, ao III milênio a.C., dando lugar à Idade dos Metais. Não se aplica à pré-história ameri- cana, subsaariana, nem oceânica. Wikipédia
A sedentarização não fez apenas com que a população humana aumentasse em quantidade.
Assinale a opção que não se refere aos nômades.
a) ( ) Deixaram registros para as futuras gerações através de desenhos
na pedra.
b) ( ) Moravam em cavernas tendo que dividir o espaço com animais.
c) ( ) Plantavam seus próprios alimentos.
d) ( ) Dançavam, caçavam, pescavam.
2º momento: Sedentarização: mudanças na sociedade humana
Organize a sala em círculo. Entregue cópia do texto para os estudantes
e faça uma leitura compartilhada. Peça a eles para colarem o texto no
caderno no final da leitura.
132
Ao se fixar em um lugar, os grupos humanos passaram a necessitar de abrigos mais seguros e duradouros.Assim, as moradias precisavam ser mais fortes. Com isso, começaram a construir suas casas com materiais mais resistentes, de acordo com o que havia disponível na região que ocupavam. Esse tipo de construção ou arqui- tetura se chama vernacular (é a arquitetura caracterizada pelo uso de materiais e
Fonte: Fragmentos adaptados retirados dos livros citados na bibliografia.
Mostre ou projete imagens de construções vernaculares para os seus
estudantes co- nhecerem esses tipos de moradias, explicando com quais
materiais eram feitos.
Casa vernacular dos guaranis de adobe em taipa e bambu
Disponível em:
<https://br.pinterest.com/
pin/207376757816687378/>. Acesso em: 07
mar. 2022.
Casa de taipa e adobe
Disponível em:
<https://i.pinimg.com/originals/7a/
d8/4c/7ad84ccf436679130ec60a9ba063ec78
.jpg>.
Acesso em: 07 mar. 2022
Casa vernacular construída com pedras
Disponível em:
<https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=
tbn:ANd9GcT64RYDmLOt11bqJK5YZaDYOacS7DKiccqYFw&usqp=CAU>. Acesso em: 07
mar. 2022.
133
Além da alimentação, os animais passaram a ter outras serventias.
Os primeiros a serem domesticados pelos seres humanos foram os
cães que ajuda- vam na caça e na proteção do grupo. Os animais
maiores, como os cavalos e bois, que ajudavam no transporte de
cargas que eram muito pesados para os humanos.
Em decorrência do aumento da população e devido à necessidade de
cuidar da plantação e da criação de animais, construir casas mais
seguras, proteger o grupo e produzir mais ferramentas, houve a
divisão social do trabalho. Essa divisão pos- sibilitou o aumento da
produção de alimentos e ferramentas.
Assim, tudo aquilo que não era utilizado por um grupo poderia ser
trocado por ou- tros itens que fossem necessários dentro das aldeias.
Exemplo: podiam trocar peles de animais por ferramentas, algum
produto alimen- tício por um outro ou mesmo um objeto de cerâmica
por outro.
Surgiu daí as primeiras formas de comércio, que com o passar dos
tempos ficaram mais complexas.
Fonte: Fragmentos adaptados retirados dos livros citados na
bibliografia.
3º momento: Povo, cultura e diversidade
Explique para os estudantes que, com a sedentarização, surgiram as
primeiras al- deias e cidades. Cada povo desenvolveu seus próprios
costumes, valores e formas de comunicação, práticas religiosas, entre
outros, que foram passando de geração para geração, ou seja, cada
povo desenvolveu uma cultura própria.
Leve os estudantes para a sala de informática ou biblioteca para
pesquisarem sobre Cultura.
Direcione o trabalho com as perguntas abaixo que os estudantes
podem responder no caderno de História.
134
O desenvolvimento da escrita possibilitou aos grupos humanos
registrar e compar- tilhar informações. A escrita foi desenvolvida com
base em experiências e necessi- dades próprias de cada comunidade.
Por isso surgiram diversos tipos de escritas, como a cuneiforme, a
escrita egípcia, os pictogramas, os ideogramas, o manuscri- to
chinês, o sistema de escrita dos maias, etc.
Agora vamos conhecer através de imagens essas escritas antigas?
1 - Conceitue aldeia e cidade.
2- Procure o conceito do que é Cultura?
3- A cultura pode ser material e imaterial. Defina cada
uma delas. 4 - Dê exemplos de cultura material e
imaterial na atualidade.
5 - Agora, vamos anotar no caderno os elementos da cultura material
Depois da pesquisa pronta, é hora de socializar com os colegas. Numa
roda de con- versa, peça aos estudantes para exporem as suas
respostas para os colegas, de for- ma que a troca de conhecimento
seja um fator de aprendizagem.
4º momento: Muitas escritas com diferentes saberes
Professor(a), comece esse momento relembrando das aprendizagens
de anos an- teriores dosestudantes falando de quando eles estudaram
a sua história pessoal. Mostre a importância de alguns eventos como, o
nascimento, o início da fala, os pri- meiros passos ou o primeiro dia de
aula, ressaltando que esses eventos mudaram a vida deles de alguma
forma.
Da mesma forma há eventos nas nossas vidas, há também na história da
humanidade e muitos desses eventos são importantes para as pessoas
ou grupos de pessoas, porque trouxeram grandes transformações.
Podemos citar como exemplo, a desco- berta do fogo, a sedentarização
e a invenção da escrita, que trouxe grandes transfor- mações sociais e
culturais.
Fonte: Fragmentos adaptados retirados dos livros citados na
bibliografia.
Professor(a), se for possível projete ou mostre em
computador/celular, imagens como no exemplo abaixo. Ou então
mostre imagens impressas para os estudantes.
135
Como vocês se organizariam para garantir que todos os membros da
aldeia ti- vessem acesso à proteção, alimentação, saúde, educação e
aos ritos religiosos?
1 - Como as decisões sobre o que sua aldeia precisa fazer são
tomadas? Por uma única pessoa ou por um grupo de pessoas?
2- Como vocês organizaram a proteção das pessoas da aldeia? As
pessoas se sentem seguras morando lá?
3- A sua aldeia produz alimentos? Quais?
Escrita cuneiforme (forma de cunha)
Disponível em:
https://br.pinterest.com/
pin/728668414681720927/. Acesso em: 17
mar. 2022.
Glifos Maias
Disponível
em:<http://www.unifal-mg.edu.br/remadih/wp-
content/uploads/sites/11/2018/06/042escritamaia.
jpg>.
Acesso em 19 mar.2022.
Depois de projetar ou mostrar as imagens para os estudantes, faça
uma discussão sobre as escritas antigas e sua importância para uma
melhor comunicação entre as pessoas. Traga o assunto para a
atualidade, citando o sistema de escrita “braile”, para pessoas cegas
ou com baixa visão e a escrita na internet (internetês) - com muitas
abreviações e símbolos.
5º momento: Pensando a organização de uma aldeia
Organize a sala formando dois grupos de estudantes. Escreva na lousa
as perguntas sobre a organização de uma aldeia. Os estudantes
deverão registrar as perguntas e as respostas no caderno para
socializarem. Cada grupo deverá responder as pergun- tas abaixo:
136
4 - A educação na sua aldeia atende a todos de forma igual?
Explique como a educação é feita na sua aldeia.
5- E a saúde? Quem se responsabiliza por ela na sua aldeia?
6- Como são os ritos religiosos na sua aldeia?
Agora, vamos socializar as respostas dos dois grupos. Cada grupo
apresenta as so- luções encontradas para o outro grupo. Faça um
quadro comparativo dos pontos semelhantes e diferentes que os
grupos encontram. Discutam as soluções, organi- zando-as no que
melhor seria para um bom funcionamento de uma aldeia, onde as
pessoas se sentissem atendidas, livres e felizes.
6º momento: Religião e cultura dos povos antigos
Professor(a), faça slides e projete para os estudantes. Se não for
possível, faça có- pias para que colem no caderno.
• A sedentarização favoreceu a prática da agricultura, a vida
estável nas al- deias e depois nas cidades.
• Foi desenvolvido instrumentos e técnicas de irrigação, cerâmica,
tecelagem, cestaria, moagem, entre outros.
• Com a sedentarização dos povos apareceram os ritos religiosos,
que tiveram importante papel na organização do poder político
dos povos antigos, enten- dendo-a como expressão da
identidade cultural dessas sociedades, já que a religião
orientava as decisões políticas, o trabalho, as artes e as
ciências.
• Os povos antigos, como os gregos e romanos, criaram inúmeros mitos.
• As religiões explicavam os fenômenos do cotidiano influenciando
algumas formas de viver das pessoas.
• Eles acreditavam em muitos deuses, por isso eram Politeístas.
• Devido a relação entre o poder político e a religião ser muito
forte nas socie- dades antigas, essa relação era chamada de
teocracia.
• Os Ritos religiosos:
surgiram ao mesmo tempo que as cidades;
através dos pedidos aos deuses por uma boa
colheita; porque o povo agradecia a Deus pelos
frutos que a terra dava.
Fonte: Fragmentos adaptados retirados dos livros citados na
bibliografia.
137
Ritual
(latim ritualis, -e)
adjetivo de dois
gêneros
1. Relativo a rito.
substantivo masculino
2.Livro que contém a forma das cerimônias que se devem observar
no culto e as orações que se devem dizer.
3.[Figurado] Conjunto de regras ou procedimentos que devem ser
seguidos num ato solene ou formal. = CERIMONIAL, ETIQUETA
“ritual”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021.
7º momento: O que podemos chamar de ritual?
Pergunte aos estudantes e depois mostre ou projete as imagens referentes a
rituais.
1 - Para que servem os rituais?
Resposta: Para assinalar um ponto de transição, de mudança na vida das
pessoas.
2- Os rituais se transformam com o passar do tempo?
Resposta: Sim, pois os costumes das pessoas mudam com as novas
gerações e suas maneiras de pensar.
Exemplo de rituais
1 - Indígenas da região do Tocantins em ritual para celebrar a
passagem da infância para a vida adulta.
Ritual da Tucandeira
Disponível em: <https://infoamazonia.org/wp-content/uploads/2019/06/DSC_1723-1.jpg>.
Acesso em: 19 mar. 2022.
138
2- Máscaras africanas: para que e onde elas são usadas?
Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/mascaras-africanas/>. Acesso em: 08 mar.
2022
As Máscaras africanas são:
• Símbolos ritualísticos que têm o poder de aproximar as pessoas
da espiritualidade.
• Adereços essenciais usados em diversos ritos, como:
• Rituais de iniciação.
• Nascimentos.
• Funerais.
• Celebrações (casamentos, festejos, etc).
• Curas de doentes e outras ocasiões importantes.
8º momento: Construindo uma máscara
Vamos finalizar a nossa aula, construindo uma máscara?
Primeiro vamos pesquisar na internet ou em livros, revistas, os tipos de
máscaras que usamos aqui no Brasil e em quais festividades ou
situações a usamos. Na pande- mia da COVID 19, o uso da máscara se
tornou obrigatório. Na atualidade o uso já está mais flexível, mas em
lugares fechados e de aglomeração de pessoas ainda continua a
recomendação de uso.
Depois da pesquisa, é colocar a mão na massa e confeccionar uma
máscara bem bonita. Ela pode ser de papel, EVA ou outro material que
for acessível para a turma ou escola.
RECURSOS: quadro ou lousa, giz ou pincel, imagens, computador,
projetor de vídeo e slides, notebook/computador, folha branca, lápis de
cor, celular, cópias de imagens e textos, tesoura, papel craft, revistas,
jornais, mapas, EVA, cola, entre outros.
139
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: A avaliação deverá ser processual e
contínua, permeando todas as atividades propostas pelo professor.
Desta forma, ao longo do processo, o professor poderá avaliar o
estudante segundo sua participação nas ativi- dades realizadas:
leitura, interpretação de texto, debates, pesquisas, apresentações de
trabalho, produção de textos e imagens críticas e também por outras
atividades escritas a respeito do tema trabalhado nas aulas.
ATIVIDADES
1 - Qual o termo que designa corretamente a pessoa que faz um
movimento de saída, ou seja, sai do seu lugar de origem, em busca de
outro lugar para moradia?
a) Forasteiro.
b) Nômades.
c) Emigrante.
d) Imigrante.
2- Procure no caça palavras, colorindo ou circulando as palavras que
contemplem os ritos africanos.
Fonte: criação própria, utilizando o endereço
abaixo. Disponível em:<https://www.geniol.com.br>. Acesso
em 19 mar, 2022.
140
141
Ciências HumanasEnsino Religioso
2022Ensino Fundamental5 o ano
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS
SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE
TEMÁTICA
Identidades e Alteridades.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Ancestralidade e
tra- dição oral.
(EF05ER16MG) Reconhecer e partilhar experiências de
amiza- de como expressão de diálogo, respeito e
ajuda mútua.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO:O valor da amizade (parte 01)
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Ouça, junto com os estudantes, a música “Amigo”. Solicite que prestem
bastante atenção em sua letra – caso seja necessário, distribua a letra
impressa. Convide-os a comparti- lhar suas impressões sobre a letra e a
importância da amizade na vida.
B) DESENVOLVIMENTO:
Apresente as tirinhas selecionadas aos estudantes e, através de aula
dialogada, convi- de-os a exemplificar o potencial e as limitações em
relações de amizade.
Não se esqueça de separar um momento para anunciar e explicar a
atividade que será realizada na próxima aula.
142
RECURSOS:
Projetor ou equipamento de som.
Tirinhas impressas ou exibidas por meio eletrônico.
A aula “O valor da amizade”, do Se Liga na Educação, pode ser utilizada como
material complementar.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avalie a participação dos estudantes, seu engajamento e habilidade de
interpreta- ção do material apresentado. Garanta que todos estejam
envolvidos na atividade.
ATIVIDADES
1 - Ouça a música a seguir e preste bastante atenção em sua letra.
a)Você já conhecia essa
música? Ex- plique sobre o que
ela fala.
b) Na sua opinião, a amizade é
algo im- portante na vida? Por
quê?
c) Como sabemos se alguém é
nosso amigo de verdade?
143
Amigo
Você meu amigo de fé, meu irmão
camarada Amigo de tantos caminhos
e tantas jornadas Cabeça de homem,
mas o coração de menino
Aquele que está do meu lado em qualquer
caminhada Me lembro de todas as lutas, meu
bom companheiro Você tantas vezes provou
que é um grande guerreiro O seu coração é
uma casa de portas abertas
Amigo você é o mais certo das horas
incertas Às vezes em certos momentos
difíceis da vida
Em que precisamos de alguém pra ajudar na
saída A sua palavra de força, de fé e de
carinho
Me dá a certeza de que eu nunca estive
sozinho Você meu amigo de fé, meu
irmão camarada Sorriso e abraço
festivo da minha chegada
Você que me diz as verdades com frases
abertas Amigo você é o mais certo das
horas incertas Não preciso nem dizer
Tudo isso que eu lhe
digo Mas é muito bom
saber Que você é meu
amigo Não preciso
nem dizer Tudo isso
que eu lhe digo Mas é
2- Veja os quadrinhos a seguir.
Disponível em: <https://i.pinimg.com/564x/0f/3c/82/0f3c82f497e0c0a01bc0dd18a183942a.jpg>. Acesso em: 24 mar.
2022.
a) Nos quadrinhos e desenhos da Turma da Mônica, Cebolinha e
Mônica são amigos. Porém, muitas vezes eles têm algumas atitudes
inapropriadas. Que tipo de atitudes são essas?
b)O que você falaria para Cebolinha para que a sua relação de amizade
com Mônica melhorasse?
c)E com a Mônica, o que você falaria?
144
3- Veja os quadrinhos a seguir.
EMPATIA. Disponível em: <https://turmadamonica.uol.com.br/donasdarua/hqs.php>. Acesso em: 01 mar. 2022.
a) O que você achou da atitude de Cebolinha nesse quadrinho?
b) Na sua opinião, qual é o limite para brincadeiras entre amigos?
4- Veja os quadrinhos a seguir.
MENINO e menina podem se apoiar. Disponível em: <https://turmadamonica.uol.com.br/donasdarua/hqs.php>.
Acesso em: 11 mar. 2022.
a) Muitas pessoas acham que meninos e meninas não podem ser
amigos, ou brincar juntos. O que você acha disso?
b) O que você diria para as pessoas que pensam assim?
145
5- Veja os quadrinhos a seguir.
EMPODERAMENTO. Disponível em: https://turmadamonica.uol.com.br/donasdarua/hqs.php. Acesso em: 11 mar.
2022.
a) Explique essa história com suas palavras.
b) Na sua opinião, ter uma amizade faz a gente se sentir melhor? Por
quê?
146
UNIDADE TEMÁTICA
Identidades e Alteridades.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Ancestralidade e
tra- dição oral.
(EF05ER16MG) Reconhecer e partilhar experiências
de ami- zade como expressão de diálogo, respeito
e ajuda mútua.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: O valor da amizade (parte 02)
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Atenção: esta aula exige a preparação de uma apresentação.
Portanto, é neces- sário solicitar aos estudantes, em ocasião anterior,
que preparem o material para a apresentação.
Inicie a aula relembrando os estudantes que vocês estão estudando
sobre a amizade, e relembre as atividades realizadas na aula anterior.
B) DESENVOLVIMENTO:
Sarau da amizade: Em ocasião anterior, você deverá solicitar aos
estudantes que preparem uma breve apresentação sobre amizade.
Eles deverão partilhar com a tur- ma suas próprias experiências sobre
o tema. Eles podem homenagear algum amigo da mesma sala, ou
contar à turma sobre algum amigo de quem gostem muito. Caso algum
estudante sinta que não tem nenhum amigo, ele pode também falar
sobre como gostaria que seu amigo fosse.
Cada estudante pode preparar sua apresentação registrando em forma
de produção de texto e/ou desenho. O momento da partilha, porém, é
imprescindível.
De preferência, crie um ambiente diferente e acolhedor para a
apresentação: con- vide os estudantes a assentar em roda, utilize
outros espaços da escola, como por exemplo pátio ou jardim. Caso seja
possível, providencie uma decoração diferente para o espaço e/ou
música suave de fundo para as apresentações.
É importante zelar pelo clima de respeito durante a apresentação:
todos devem falar, e todos devem ser ouvidos.
147
Você pode reunir os registros das apresentações em um portfólio ou
mural construí- do em conjunto com a turma.
RECURSOS:
Papel e material de escrita e desenho para os
registros. Material para decoração e preparação do
ambiente (opcional). Material para construção do
mural ou portfólio (opcional).
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avalie a participação dos estudantes e seu engajamento. Garanta que todos
estejam envolvidos na atividade.
ATIVIDADES
1 - Vamos participar de um sarau da amizade?
Prepare uma apresentação sobre seu(sua) melhor amigo(a). Essa
apresentação deve ser registrada através de uma produção escrita ou
desenho, mas deve também ser apresentada para sua turma.
Conte quem seu(sua) melhor amigo(a) é, como vocês se conheceram, o
que gostam de fazer quando estão juntos. Explique por que essa
amizade é importante para você, e como você se sente por ter esse(a)
amigo(a).
Se você não tiver nenhum(a) amigo(a), pode falar sobre como você
gostaria que seu(sua) amigo(a) fosse. Pode também selecionar algum
texto ou música bem bonita que fale sobre amizade e apresentar para
seus colegas.
Colabore com o sucesso da atividade ouvindo seus colegas que estão
apresentando, e seguindo todas as instruções de sua professora.
Vamos lá?
148
UNIDADE TEMÁTICA
Crenças Religiosas e Filosofias de Vida
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Ancestralidade e
tra- dição oral.
(EF05ER15MG) Reconhecer e valorizar os idosos,
registrar suas histórias e memórias, na família e
na comunidade, como fonte de conhecimento e
sabedoria.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Histórias e memórias (parte 1)
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Relembre com os estudantes os relatos apresentados no Sarau da
Amizade. Enfatize as atividades que os estudantes relataram que
gostam de fazer junto com seus ami- gos, bem como elementos
relacionados ao cotidiano estudantil que tenham apare- cido nessa
história. Em seguida, questione a classe sobre se, em outras épocas,
ser criança e ser estudante foi igual como é hoje.
B) DESENVOLVIMENTO:
Apresente à turma a possibilidade de saber como era a vida, a
infância, a escola e as relações de amizade no passado. Separe a
classe em grupos e os convide a pensar em questões que possam ser
aplicadas em uma entrevista com uma pessoa idosa, para conhecer os
costumes de épocas anteriores.
Após a realização dessa atividade, faça uma seleção das melhores
questões apre- sentadas pelos estudantes, pois elas serão utilizadas na
segunda etapa deste traba- lho. Não se esqueça de incluir questões
sobre a idade dessa pessoa, e o local onde passou a infância.
149
RECURSOS:Material de escrita (papel, lápis etc.).
A aula “O rito e a vida”, do Se Liga na Educação (4º ano do Ensino
Fundamental), pode ser utilizada como material complementar.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avalie a participação e engajamento dos estudantes na atividade,
valorizando sua criatividade na construção das questões.
ATIVIDADES
1 - Conhecendo o passado
Na última aula, nós tivemos a oportunidade de participar de um Sarau
da Amizade. Compartilhamos histórias e conhecemos um pouco sobre
os amigos de nossos cole- gas. Ouvimos sobre suas atividades
favoritas, e sobre como é seu cotidiano.
Mas será que, no passado, as pessoas viviam da mesma forma que vivem
hoje? Será que as crianças brincavam das mesmas coisas? Será que
era mais fácil ou mais difícil fazer amizades? Será que a escola era
igual?
Se você tivesse a oportunidade de conhecer como era a vida no
passado, o que você gostaria de saber?
Reúna-se em grupos de quatro estudantes, e pense em cinco
perguntas que vocês gostariam de fazer para uma pessoa que foi
criança há muito tempo, sobre como era sua vida naquela época.
Registre essas perguntas em folha separada e entregue para sua
professora.
Vamos lá?
150
UNIDADE TEMÁTICA
Crenças Religiosas e Filosofias de Vida.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Ancestralidade e
tra- dição oral.
(EF05ER15MG) Reconhecer e valorizar os idosos,
registrar suas histórias e memórias, na família e
na comunidade, como fonte de conhecimento e
sabedoria.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Histórias e memórias (parte 2)
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Relembre à classe sobre a atividade realizada na última aula.
Esclareça a turma sobre a possibilidade de eles aplicarem essas
perguntas e ouvir, de alguém mais velho, as respostas que gostariam
de saber.
B) DESENVOLVIMENTO:
Os estudantes deverão aplicar as perguntas que construíram na aula
passada, entre- vistando uma pessoa idosa. Mediante a disponibilidade
de recursos, essa atividade pode ser feita de formas diferentes:
Versão 1: Faça um levantamento das melhores perguntas apresentadas
pelos estu- dantes na aula anterior, e solicite que eles entrevistem
alguém de sua família. Nesse caso, o momento da aula será utilizado
para um debate sobre as respostas obtidas, e os pontos que eles
acharam mais interessantes.
Versão 2: Escolha uma pessoa idosa que possa ser entrevistada pela
turma duran- te a aula. Preferencialmente, convide algum(a)
funcionário(a) da escola, ou pessoa da comunidade escolar. De forma
organizada, serão feitas rodadas de perguntas, com uma pergunta de
cada grupo, até esgotar o material produzido na aula anterior. Solicite
que os estudantes registrem, em seu caderno, um resumo do que foi
conta- do pelo(a) entrevistado(a) em sala.
151
RECURSOS:
Perguntas elencadas na aula
passada. Pessoa idosa para ser
entrevistada.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avalie a participação e engajamento dos estudantes na atividade,
valorizando a efi- ciência de seus registros no caderno.
ATIVIDADES
1 - Que tal fazer uma entrevista?
A partir das perguntas produzidas na aula passada, vamos entrevistar
uma pessoa idosa, que vai nos relatar como era ser criança na sua
época.
Preste bastante atenção em suas respostas, e registre em seu
caderno tudo que você ouvir.
Vamos lá?
152
UNIDADE TEMÁTICA
Crenças Religiosas e Filosofias de Vida.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S):
Ancestralidade e
tra- dição oral.
(EF05ER06) Identificar o papel dos sábios e
anciãos na co- municação e preservação da
tradição oral.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Preservando tradições (parte 1)
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Inicie a aula relembrando as atividades das aulas anteriores. Ressalte a
importância do relato das histórias dos idosos, e sobre como essa
prática ajuda a preservar as tradições, sobretudo aquelas que não
possuem registro escrito.
B) DESENVOLVIMENTO:
Leia com os estudantes os quadrinhos “Criança por toda a vida”. A
seguir, discuta com eles sobre a diferença entre os conhecimentos
que aprendemos na escola, e aqueles que aprendemos através da
transmissão cultural. Discuta sobre a impor- tância dos idosos nesse
processo.
Convide os estudantes a ler o texto “Anciãos transmitem cultura
indígena” e responder as questões sobre as semelhanças e diferenças
do papel dos idosos em nossa cultura.
RECURSOS:
História em quadrinhos “Criança por toda vida” impressos ou exibidos
através de equipamento eletrônico.
Texto “Anciãos transmitem cultura indígena” impresso.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avalie a participação e engajamento dos estudantes na atividade,
valorizando sua disposição em encontrar exemplos práticos em sua
realidade do tema estudado.
153
ATIVIDADES
1 - Leia a história a seguir:
CHICO BENTO: histórias da Vó Dita. São Paulo: Globo, n. 175, 2005. p. 26-
27.
a) Reconte a história acima com suas palavras.
b) Como nossos pais aprenderam como deveriam cuidar de seus
filhos? Esse saber é ensinado na escola?
154
c)Além dos cuidados com os filhos, que outros saberes podem ser
transmitidos pe- los idosos para seus filhos e netos?
2- Leia com atenção o texto a seguir.
Anciãos transmitem cultura indígena
Na maior parte das sociedades indígenas a transmissão dos
elementos culturais como a mitologia, os rituais e os costumes é feita
oralmente e são os idosos que desempenham essa função
fundamental para a sobrevivência dos povos.
Há exemplos da importância do idoso para a preservação das
culturas em aldeias da Amazônia e em Mato Grosso do Sul, onde o
cacique Kaiová Paulito Aquino, que diz ter mais de 100 anos, é a
única pessoa a realizar os rituais de perfuração dos lábios. Entre os
Baniwa, do Alto Rio Negro, os idosos são responsáveis por contar as
histórias da criação do mundo durante os rituais de passagem de
idade. Há re- latos de velhos sábios com conhecimentos e poderes
sobrenaturais que reuniam uma legião de seguidores. A importância
da figura desses sábios está também na organização e reorganização
social, fundamental para a sobrevivência do grupo.
A transmissão oral da cultura acontece entre nativos de todos os
continentes. No Brasil, existem cerca de 220 etnias indígenas e, em
grande parte delas, a figura do ancião é valorizada como um arquivo
vivo. Os saberes tradicionais englobam vários aspectos da vida nas
aldeias, desde a medicina, com as curas através do conhecimento
dos remédios feitos de ervas e dos rituais, até os cantos e danças
para os dias de festas.
Adaptado de: https://www.comciencia.br/dossies-1-72/reportagens/envelhecimento/texto/env06.htm.
Acesso em: 11 mar. 2022.
a) Reconte, com suas palavras, o que você leu no texto.
155
b) Para os indígenas da Amazônia e de Mato Grosso do Sul, os
idosos têm uma função muito importante na manutenção das tradições
de seu povo. Você percebe que isso acontece também na sua cultura?
Por que você acha que é assim?
c) Na sua família existe algum conhecimento que apenas uma pessoa
mais velha (avós, tios, bisavós, etc) tenha? Qual?
d)Na sua opinião, nossa sociedade valoriza adequadamente o
conhecimento dos idosos? Por quê?
156
UNIDADE TEMÁTICA
Crenças Religiosas e Filosofias de Vida.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Ancestralidade e
tra- dição oral.
(EF05ER06) Identificar o papel dos sábios e
anciãos na co- municação e preservação da
tradição oral.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Preservando tradições (parte 2)
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Inicie a aula retomando a atividade feita sobre o texto “Anciãos
transmitem cultura indígena”.
Discuta com os estudantes as respostas apresentadas às questões,
enfatizando a comparação com a cultura local.
B) DESENVOLVIMENTO:
Apresente aos estudantes a história de José Datrino, o Profeta
Gentileza. Opte pre- ferencialmente pelo método da contação de
histórias.
Destaque, para os estudantes,que sua mensagem não era restrita a
uma religião em particular, mas se aproximava da religiosidade
popular: Datrino apresentava mensa- gens sobre amor, paz e respeito
pela natureza.
Convide os estudantes a refletir e contribuir sobre a necessidade da
prática da gen- tileza, mesmo sem conotação religiosa.
Ressalte que existem mensagens e tradições religiosas que só são
preservadas por- que alguém as transmite de forma oral, uma vez que
não existem registros sobre elas. Destaque o papel dos idosos nessa
tarefa.
Solicite aos estudantes que escolham uma tradição religiosa nessa
condição e fa- çam um registro escrito em seu caderno. Caso seja
necessário, incentive a pesquisa na internet e/ou consulta a pessoas
da família e comunidade dos estudantes.
157
RECURSOS:
Texto e imagens sobre a atuação do Profeta
Gentileza. Caderno e material de escrita para
registro.
Material de consulta (biblioteca, internet, consulta a pessoas da
comunidade).
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avalie a compreensão dos estudantes através de sua participação oral
e do registro escrito apresentado.
ATIVIDADES
1 - Você conhece a história do Profeta Gentileza?
José Datrino, o Profeta Gentileza
“Gentileza gera gentileza”. Foi através
dessas pa- lavras que José Datrino,
conhecido como Profe- ta Gentileza,
espalhou sua mensagem pelas ruas e
murais do centro do Rio de Janeiro. Já
idoso, com uma longa barba e roupa
branca, Gentileza ficou conhecido nos
anos 80 quando pintou 56 pilastras do
Viaduto do Gasômetro, que leva até a
Rodoviária Novo Rio, com mensagens de
amor,
Disponível em: https://bemglo.com/jose-datrino-
o-profeta-gentileza/. Acesso em: 11 mar. 2022. paz e respeito pela natureza.
José nasceu em 1917, na cidade de Cafelândia, interior de São Paulo,
mas foi no Rio de Janeiro que formou família e se estabeleceu
profissionalmente. Desde criança, porém, acreditava ter uma missão
especial: levar uma mensagem de respeito ao mundo. Teve uma vida
dura ao lado de nove irmãos e desde cedo trabalhou. Puxava carroça,
vendia lenha e aprendeu a amansar burros para o transporte de
cargas.
Já adulto e na capital carioca, José vivia com a família em Guadalupe,
zona norte. Decidiu que era hora de abandonar a empresa que tinha
para andar pela cidade quando, numa noite, recebeu uma mensagem
em sonho. Isso foi alguns dias depois do incêndio que tomou o Gran
Circo Norte-Americano, em Niterói, e matou cerca de 500 pessoas.
José montou no local uma horta e plantou um jardim, como forma de
levar conforto para as famílias das vítimas. Desde então passou a
compartilhar seus pensamentos e recebeu o apelido de Profeta
Gentileza.
158
Gentileza era homem de fé. Acreditava que
cami- nhando pela cidade poderia fazer
muito mais pelas pessoas, levando palavras
de carinho. Ficou conheci- do por caminhar
pelos bairros do Rio de Janeiro com uma
túnica branca, flores e uma placa com suas
fra- ses pintadas. ”A gentileza é como uma
criança dentro de nós, basta deixar que ela
exista”, diz um de seus pensamentos mais
famosos. “Gentileza gera genti- leza”, tão
simples mas tão transformador, tornou-se
símbolo da capital carioca.
Disponível em:
https://openclipart.
org/detail/218907/gentileza
wall-
writing02upda
te. Acesso em: 01
mar. 2022.
Disponível em:
https://bemglo.com/jose-
datrino-o-profeta-
gentileza/. Acesso em: 11
mar. 2022.
Nos anos 80, Gentileza pintou 56
pilastras do Via- duto do Gasômetro. Ele
enumerou cada uma de- las e pintou com
frases que promovem maior in- tegração
com a natureza, amor ao próximo como
irmão, cumplicidade, fé e uma dura
crítica ao dinheiro. Ele abdicou de tudo
para espalhar es- ses pensamentos,
ainda que mantivesse contato com a
família (apesar dos boatos de que viva só).
Após sua morte, em 1996, as pilastras chegaram a ser pintadas pela
então prefeitura, removendo dali toda a sua memória. A revolta foi
tamanha que em 1999 se iniciou um processo de restauro das obras. No
início de 2000, os murais foram tombados como patrimônio da cidade.
Adaptado de: https://bemglo.com/jose-datrino-o-profeta-gentileza/. Acesso em: 11 mar.
2022.
Depois de conhecer essa história, reflita e discuta:
a) A mensagem do Profeta Gentileza pode ser considerada como
própria de uma religião específica? Por quê?
b) É possível praticar a gentileza sem que isso esteja relacionado a
uma fé religio- sa? Explique por quê.
c) Por que é importante tratar as pessoas com gentileza?
d) A mensagem que o Profeta Gentileza pregava estava relacionada
com algum livro sagrado?
159
e) Muitas religiões possuem conhecimentos e práticas que não estão
escritas em lugar nenhum. Como esses conhecimentos podem ser
transmitidos para as novas gerações?
f) Existem pessoas que, mesmo que não tenham nenhum cargo em
sua religião, são muito importantes na transmissão dos
conhecimentos e tradições religio- sas. Você conhece, em sua
cidade, alguém que cumpra essa função?
g) Escolha alguma tradição religiosa que só é transmitida de forma
oral, princi- palmente através da contribuição dos idosos, e faça
um registro escrito em seu caderno. Se for necessário, pesquise
na biblioteca, internet ou pergunte às pessoas da sua família.
5º
Ano
MATERIAL DE
APOIO
PEDAGÓGICO
PARA
APRENDIZAGENS
Ensino Fundamental
2º Bimestre
GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE EDUCADORES
SUMÁRIO
LÍNGUA PORTUGUESA...............................................................pág 01
Planejamento 1: Anedota ou Piada............................................pág 01
Planejamento 2: Fato ou Fake?.............................................pág 10
Planejamento 3: Tirinhas...........................................................pág 17
ARTE........................................................................pág 23
Planejamento 1: Dança folclórica brasileira.........................pág 23
EDUCAÇÃO FÍSICA....................................................................pág 27
Planejamento 1: Futebol Numerado..........................................pág 27
Planejamento 2: Vôlei Pizza.................................................pág 30
Planejamento 3: Estrelas e coletores...................................pág 32
Planejamento 4: Caiu na rede é peixe..................................pág 35
MATEMÁTICA......................................................................pág 38
Planejamento 1: Medindo comprimentos..................................pág 38
Planejamento 2: Calculando áreas.......................................pág 45
Planejamento 3: Resolvendo operações..............................pág 49
Planejamento 4: Bingo das divisões.....................................pág 55
Planejamento 5: Possibilidades............................................pág 61
CIÊNCIAS............................................................................pág 65
Planejamento 1: Lixo: coleta seletiva...................................pág 65
Planejamento 2: Como o lixo interfere na degradação ambiental pág 73
Planejamento 3: Utilização de energia no cotidiano............pág 80
Planejamento 4: Fontes de energia......................................pág 86
GEOGRAFIA.........................................................................pág 93
Planejamento 1: O desenvolvimento tecnológico e sua influência
no mundo do trabalho...............................................................pág 93
Planejamento 2: As transformações nas paisagens e os tipos
de registro espacial..............................................................pág 97
Planejamento 3: Os diferentes tipos de energia
utilizados na produção industrial, agrícola e
extrativa e no cotidiano
das populações....................................................................pág 101
Planejamento 4: Os avanços nos meios de transporte
e comunicação....................................................................pág 105
HISTÓRIA...........................................................................pág109
Planejamento 1: Formas de organização: caça, coleta, pastoreio
e agricultura.......................................................................pág 109
Planejamento 2: Cidades e Impérios da Mesopotâmia........pág 115
Planejamento 3: Os primeiros núcleos populacionais
na antiguidade.........................................................................pág 120
Planejamento 4: Trocas culturais entre os povos...............pág 126
ENSINO RELIGIOSO........................................................................pág 132
Planejamento 1: Mantendo (ou perdendo) informações..........pág 132
Planejamento 2: Textos, narrativas e valores I........................pág 135
Planejamento 3: Textos, narrativas e valores II.......................pág 139
Planejamento 4: Textos, narrativas e valores III......................pág 142
Planejamento 5: Textos, narrativas e valores IV......................pág 145
Planejamento 6: Textos, narrativas e valores V..................pág 149
LinguagensLíngua Portuguesa
2022Ensino Fundamental5 o ano – 2 o bimestre
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS
SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).
Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma).
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Compreensão em
leitura.
Produção de textos
(escri- ta
compartilhada e autô-
noma).
Estratégia de leitura.
Planejamento de texto.
Morfologia.
(EF05LP10) Ler e compreender, com autonomia,
anedotas, piadas e cartuns, dentre outros
gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo
com as convenções do gênero e con- siderando
a situação comunicativa e a finalidade do texto.
(EF05LP11) Registrar, com autonomia, anedotas,
piadas e cartuns, dentre outros gêneros do
campo da vida cotidia- na, de acordo com as
convenções do gênero e consideran- do a
situação comunicativa e a finalidade do texto.
(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto,
demons- trando compreensão global.
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos
textos lidos.
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou
expressões desconhecidas em textos, com base
no contexto da frase ou do texto.
(EF15LP05B) Pesquisar em meios impressos ou
digitais, sempre que for preciso, informações
necessárias à produ- ção do texto, organizando
em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.
(EF05LP06) Flexionar, adequadamente, na
escrita e na oralidade, os verbos em
concordância com pronomes pes- soais/nomes
sujeitos da oração.
1
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Anedota ou Piada
DURAÇÃO: 3 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
A Anedota ou Piada é um gênero textual humorístico que tem o intuito
de levar ao riso. São textos populares que vão sendo contados em
ambientes informais, e que normalmente não possuem um autor.
Trata-se de um texto narrativo simples em que geralmente há
presença de enredo, personagens, tempo, espaço. As principais ca-
racterísticas das anedotas ou piadas são:
• Narração relativamente curta.
• Enredo simples.
• Textos populares.
• Serve para descontrair.
• Autoria desconhecida.
• Ambiente informal.
• Linguagem simples e coloquial.
• Humor e ambiguidade.
• Sarcasmo e ironia.
• Presença de discurso direto.
• Situações
cotidianas. Tipos de
Anedotas:
Há diversos tipos de anedotas, sendo que muitas delas utilizam
personagens carica- turados, por exemplo, a famosa piada de
português, piada de loiras, piada de sogra, dentre outras. Em todos
esses exemplos, esses personagens são destituídos de in- teligência.
2
Veja abaixo alguns exemplos de anedotas ou piadas curtas e engraçadas:
Mamãe, você sabia que vermelho é a cor do amor? Pergunta o
Joãozinho.
- Sei sim meu filho, por quê?
- Porque eu te amo, toma aqui meu boletim.
– Joãozinho, se eu tenho seis laranjas em uma mão e cinco na outra,
o que tenho no total?
- Mãos muito grandes, professora.
Um homem foi até a farmácia e perguntou: Você tem remédio para
barata?
O vendedor respondeu: O que a barata tem?
O genro chegou pra sogra dele e falou:
Genro: Nossa sogrinha, eu queria que a senhora fosse
uma estrela! Sogra: Ah é? Por quê? - Responde toda
feliz.
Genro: Porque a estrela mais próxima está a milhões e milhões de
quilômetros da
terra…
B) DESENVOLVIMENTO:
Professor, para a presente aula, inicie com a turma organizada em uma
roda de con- versa, para que os estudantes troquem experiências e
argumentem sobre o conhe- cimento que cada um tem sobre piadas.
Pergunte a eles se gostam ou conhecem pessoas que contam piadas
nos lugares que costumam frequentar. Deixe que co- mentem as
perguntas.
Em seguida, prepare uma dinâmica com uma caixa, contendo algumas
piadas (sele- cionadas para a faixa etária a ser trabalhada). Cada
estudante, na sua vez, sorteará e fará a leitura com expressividade e
entonação. Se preferir use alguns objetos de apoio. No momento da
leitura da piada verifique se os estudantes compreenderam, e se isso
não ocorrer reconte as piadas que geraram alguma dúvida.
Depois da dinâmica da caixa de piadas, apresente as piadas a seguir,
em datashow ou se preferir elas poderão ser escritas em cartolina ou
papel Kraft.
Professor, aproveite o momento para lembrá-los que existem muitas
piadas que pas- sam ideias preconceituosas sobre pessoas idosas,
negros, loiras e deficientes, den- tre outras, por isso, temos que ter o
cuidado de não repassá-las.
3
O Descobridor
A professora pergunta para o Jorge:
-Onde fica a América? E o Jorge responde
apontan- do no mapa.
A professora então pergunta para o
Pedrinho:
-Quem descobriu a América? E Pedrinho
responde:
RECURSOS:
Datashow ou as piadas escritas em cartazes e uma caixa contendo as piadas
sele- cionadas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas, tais
como identi- ficação do gênero trabalhado, participação e o envolvimento
durante as atividades.
ATIVIDADES
Olá! Hoje vamos falar um pouquinho sobre Anedota ou Piada. Uma
anedota ou piada é uma breve história, de final engraçado e às vezes
surpreendente, cujo objetivo é pro- vocar risos e gargalhadas em quem
a ouve ou lê. É um recurso humorístico utilizado na comédia e na vida
cotidiana. Veja este exemplo:
Agora leia a anedota a seguir e responda às perguntas.
Gafe
A amiga da mãe de Joãozinho entrou em sua casa e sentou-se à mesa
para lanchar. Joãozinho não parava de olhar por debaixo da mesa.
Curiosa, a amiga de sua mãe perguntou:
- Joãozinho, por que você fica olhando debaixo da
mesa? E o menino respondeu:
- É que a minha mãe disse que você tem pé de galinha, mas eu ainda não
consegui ver.
Fonte: <http://crianças.uol.com.br/piadas>. Acesso em: 05 abr.
4
Piada do Juquinha
A professora passou a lição de casa:
Fazer uma redação com o tema: “MÃE SÓ TEM UMA”
No dia seguinte, cada aluno leu a sua redação. Todas mais ou menos
dizendo as mesmas coisas: a mãe nos amamenta, é carinhosa
conosco, é a rosa mais linda do nosso jardim etc. etc. etc. Portanto,
mãe só tem uma. Aí chegou a vez do Juquinha ler a sua: “Domingo
foi visita lá em casa. As visitas ficaram com sede e minha mãe me
pediu para ir buscar Coca-Cola na cozinha. Eu abri a geladeira e só
tinha uma Coca-Cola. Aí eu gritei: MÃE, SÓ TEM UMA!
Fonte: <http://crianças.uol.com.br/piadas>. Acesso em: 05 abr.
1 - Este texto é uma piada porque
a) ensina a fazer algo.
b) é engraçado.
c) mostra como comportar-se.
2 - Quando a mãe de Joãozinho disse que sua amiga tinha pé de
galinha, ela queria dizer que sua amiga tinha
a) pé igual ao de uma galinha.
b) sardas no rosto.
c) rugas no rosto.
Leia o texto a seguir e responda.
3- A que Juquinha estava se referindo quando disse: “MÃE, SÓ TEM UMA!”:
a) a mãe dele.
b) a geladeira.
c) a Coca-Cola.
d) a redação.
4- Qual é a “graça” dessa piada?5
5- Observe estas duas frases que aparecem no texto: “MÃE SÓ TEM UMA”.
MÃE, SÓ TEM UMA!” Qual a diferença que existe entre elas? A diferença
existente provoca al- guma mudança no sentido da frase? Qual?
6- A função desse texto é
a) informar o leitor sobre um fato de grande importância.
b) instruir o leitor sobre como se escreve uma redação.
c) divertir o leitor.
d) explicar ao leitor a importância da mãe para a formação da criança.
7- Leia o texto abaixo.
O Juninho é muito comilão. Um dia ele chegou na cozinha, pela
vigésima vez, e disse pra cozinheira: — Me dá mais um pastel.
E a cozinheira:
— Se você comer mais um pastel,
vai explodir. E ele:
— Então me dá o pastel e sai de perto!
(Zíraldo. O livro do riso do Menino Maluquinho. São Paulo: Melhoramentos, 2000. p.
102.)
8- Qual o gênero desse texto?
a) Conto.
b) Biografia.
c) Piada.
d) Poema.
9- Releia: “O Juninho é muito comilão. Um dia ele chegou na cozinha, pela
vigésima vez, e disse pra cozinheira”.
a) A quem se refere a palavra destacada?
b) O uso da linguagem informal é muito comum nesse gênero
textual. Reescreva esse trecho substituindo o termo “pra” por
outro correspondente sempre usa- do na linguagem formal.
c) O que a cozinheira quis dizer quando falou que o Juninho ia
explodir?
6
A palavra ele, destacada na questão 9, é um pronome. Pronomes são
palavras que substituem, determinam ou acompanham os
substantivos. Além disso, eles indi- cam a pessoa do discurso
(primeira, segunda ou terceira, do singular ou do plural). Note que,
nesse período, o pronome “ele” substitui a palavra “Juninho”, que é
um substantivo próprio. Os pronomes possuem função essencial na
coesão e coerên- cia, evitando a repetição de termos. Ele é um
pronome pessoal e representa a ter- ceira pessoa do discurso.
PESSOAS DO
DISCURSO
CASO
RETO
CASO OBLÍQUO
1ª pessoa do singular eu me, mim, comigo
2ª pessoa do singular tu te, ti, contigo
3ª pessoa do singular ele, ela o, a, lhe, se, si, consigo
1ª pessoa do plural nós nos, conosco
2ª pessoa do plural vós vos, convosco
3ª pessoa do plural eles, elas os, as, lhes, se, si,
consigo
Os pronomes pessoais do caso reto só podem exercer a função de
sujeito na oração, não podendo exercer a função de complemento.
Essa função é reservada aos prono- mes pessoais do caso oblíquo.
Exemplos:
O livro que estava sobre a mesa desapareceu. Ele ficou lá durante
uma semana. O livro estava sobre a mesa. Peguei-o e coloquei-o
sobre a estante.
10 - Reescreva as frases abaixo, substituindo as palavras grifadas
por um pronome pessoal adequado, de forma que não haja alteração
de sentido, a fim de evitar repe- tição de palavras.
a) Ruan e Henrique estudam no 5º ano. Ruan e Henrique são muito
estudiosos.
b) Clarice gosta muito de ler. Clarice é uma menina adorável.
7
c) Eu e Yris somos amigas. Eu e Yris fazemos chamadas de vídeo para
diminuir a saudade.
d) Weverton gosta de futebol. Weverton torce para o time do Flamengo.
SINAIS DE PONTUAÇÃO - ANEDOTAS
11 - Observe os sinais de pontuação nas piadas abaixo. Perceba
que sem a pontuação e a entonação de voz correta, as piadas perdem
a graça!
Compreenda o texto, capriche na leitura e depois conte para seus familiares.
OSSOS
O professor diz aos alunos:
— Anotem no caderno: “o corpo humano tem
206 ossos”. O menino Joãozinho salta da
cadeira.
— Uau! Espero que o meu cão não fique sabendo disso!
Disponível em: <http://piadascurtas.org/page01>. Acesso em: 05 abr. 2022.
ACIDENTES DE ANIMAIS
Um caracol que atravessava a estrada foi atropelado por uma
tartaruga. Quando acordou na urgência do hospital, perguntaram-lhe o
que é que lhe tinha acontecido:
- Como é que quer que eu saiba? Foi tudo tão depressa!
Disponível em: <http://piadascurtas.org/page03>. Acesso em: 05 abr. 2022.
12 - Preencha as lacunas com a pontuação adequada.
ARCA DE NOÉ
Três homens estavam discutindo qual era a profissão mais antiga
do mundo O marceneiro disse
Quem vocês acham que fez a Arca de
Noé O jardineiro rebateu
E quem vocês acham que regou o Jardim do
Éden Finalmente, o
eletricista falou
Quando Deus disse “Faça-se a luz!”, quem vocês acham que passou a
fiação
Disponível em: <http://www.portaldafamilia.org>. Acesso em: 05 abr. 2022.
8
13 - Faça um levantamento com seus familiares das piadas que
eles conhecem. Esco- lha uma e faça o registro aqui.
9
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).
Análise linguística/semiótica
(Ortografização).
Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma).
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Compreensão em
leitura. Pontuação.
Escrita colaborativa.
(EF05LP16) Comparar informações sobre um
mesmo fato veiculadas em diferentes mídias
e concluir sobre qual é mais confiável e por
quê.
(EF05LP04B) Reconhecer, na leitura de
textos, o efeito de sentido que decorre do uso
de reticências, aspas, parênteses.
(EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista
sobre tema polêmico relacionado a situações
vivenciadas na escola e/ou na comunidade,
utilizando registro formal e estrutura
adequada à argumentação, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto do
texto.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Fato ou Fake?
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Notícias falsas sempre existiram, não é mesmo? Principalmente no
ramo da política, onde não é novidade um candidato plantar uma
informação sobre seu adversário para que ele perca votos. Nos últimos
tempos houve um aumento de notícias falsas, afinal vivemos numa
avalanche de informações, o mundo está a um clique de distância.
No celular, o Whatsapp está o tempo todo alerta com mensagens de
amigos e de gru- pos sobre diversos temas; no Facebook, o painel de
novidades – o newsfeed – está repleto de vídeos, notícias urgentes,
postagens de páginas que você curte e comen- tários fazendo juízos de
valor sobre qualquer assunto. Em meio a todo esse cenário, às vezes, é
difícil saber o que é verdadeiro ou não.
10
Pensando nisso, dicas podem ser seguidas para checar se mensagens
duvidosas disseminadas na internet ou pelo celular são mesmo uma
notícia (fato) ou se são fal- sas (fake).
Não leia só o título: É comum que conteúdos falsos sejam publicados
com títulos sem relação com o texto ou que manipulam as
informações. Duas linhas dificilmente dão conta de todo o contexto de
uma notícia. Ler uma publicação do início ao fim an- tes de
compartilhá-la diminui as chances de espalhar um boato.
Desconfie de textos alarmistas: Manchetes e textos muito alarmistas
podem até despertar a sua curiosidade, mas o objetivo costuma ser
apenas conseguir cliques. Aqui entra o bom senso: se uma notícia
parecer, à primeira vista, “inacreditável”, tal- vez seja justamente
porque ela não existe. Em geral, quem tenta enganar os leitores
escolhem exagerar ou inventar eventos absurdos para mexer com a
emoção do pú- blico, principalmente quando as opiniões estão
polarizadas.
Confira a data da publicação:Textos antigos costumam voltar a circular
pelas redes quando algum assunto virou notícia. Fique atento à data da
publicação. Mesmo que um dia a informação compartilhada tenha sido
verdadeira, com o passar do tempo ela pode se tornar falsa ou
provocar confusão.
Cuidado com vídeos, fotos e áudios: Imagens e áudios podem ser
facilmente edita- dos e tirados de contexto. Desconfie de vídeos que
mostram cenas incomuns. Ten- te encontrar a gravação original e
pesquisar as circunstâncias em que ela foi feita. Recentemente, o
padre Marcelo Rossi precisou esclarecer em um vídeo nas redes sociais
que elenão era autor de um áudio que circula por grupos de WhatsApp
com reflexões sobre política.
Confira a publicação em um veículo profissional de imprensa: Quando
uma informa- ção é verdadeira e relevante, ela provavelmente foi
publicada por algum veículo pro- fissional de imprensa.
Procure saber se já existe alguma reportagem sobre o assunto e
confira a apuração: o jornalismo tem o compromisso de ouvir e incluir
o outro lado da história.
Consulte as fontes: É fácil atribuir um número ou uma informação a um
órgão oficial ou a uma organização privada, mesmo que seja falso. Por
isso, é necessário sempre checar as fontes. Muitos órgãos públicos
apresentam dados em seus sites, o que facilita a pesquisa. Também é
possível fazer uma busca online pelo nome da pessoa que é
responsável pela informação. Assim, é possível comprovar se ela
efetivamen-
11
te existe, se trabalha na empresa envolvida, entre outras informações.
Uma notícia relevante raramente é publicada por apenas um veículo
de imprensa. Desconfie e pesquise se ela foi publicada também em
outros veículos confiáveis. E nunca com- partilhe se não tiver certeza
se as informações são verdadeiras.
B) DESENVOLVIMENTO:
Inicie a aula perguntando aos estudantes se eles conhecem o termo
fake news. É pro- vável que todos conheçam. Relembre que são textos
falsamente noticiosos porque divulgam informações inteira ou
parcialmente falsas. Pergunte se eles se lembram de fake news com as
quais tiveram contato e, de acordo com as notícias descritas,
problematize a questão perguntando sobre as consequências da
divulgação desse conteúdo. Depois disso, peça aos estudantes que
formem duplas ou trios e ouçam os áudios “Fake News: o que são” e
“Fake news: por que se espalham e como evitar?” (disponível nas
referências bibliográficas). Solicite que registrem as ideias principais e
iniciem uma pequena conversa sobre os áudios. Após esse trabalho,
peça aos alu- nos que formem um semicírculo e promova uma
conversa sobre o conteúdo dos áu- dios. É importante que na
discussão eles levantem pontos sobre as fake news, como os listados
abaixo, se tiverem lido os dois textos:
• são produzidas e disseminadas com a intenção de obter
vantagens econômi- cas ou políticas;
• após alguns compartilhamentos, elas podem passar a ser
consideradas verda- deiras, fenômeno conhecido como “pós-
verdade”;
• há um apelo emocional maior;
• os robôs (explique que são aplicativos automáticos que simulam
perfis em re- des sociais para replicar informações do interesse de
alguém) não são deter- minantes na disseminação de conteúdo
falso; eles disseminam nas mesmas taxas as informações falsas e
verdadeiras;
• quando a notícia falsa é ligada à política, o alastramento é mais rápido.
RECURSOS:
Recortes de notícias, imagens, revistas, jornais, celular, caneta, lápis,
borracha, ca- derno e computador para acessar aos áudios sugeridos
sobre fake news.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas, tais
como identi- ficação do gênero trabalhado, participação e o
envolvimento durante as atividades.
12
Notícia 1
Imagem 1
Imagem 2
ATIVIDADES
1 - Leia os textos abaixo:
13
2- O que as duas notícias têm em comum? Marque a resposta correta:
a) O título e a mesma mídia.
b) O tema principal somente.
c) O tema e a mesma data de publicação.
3- Temos duas notícias que foram postadas em mídias diferentes.
Coloque (V) para verdadeiro e (F) para falso de acordo com o que você
aprendeu na aula de hoje:
( ) A notícia 2 é verdadeira, visto que foi publicada num
jornal confiável. () A notícia 1 é verdadeira, ela foi postada num
site conhecido.
( ) A notícia 1 pode-se tratar de fake news, pois tem uma
manchete bem des- confiante.
( ) A notícia 2 contém elementos que provam sua autenticidade
como: nome do jornal, data de publicação, entre outros.
4- Em qual das notícias sobre o novo coronavírus você acreditaria? Por quê?
5- De acordo com as dicas para descobrir se uma notícia é fato ou
fake, qual delas você vai analisar primeiro ao ler a notícia 1? Marque
um x na resposta correta:
a) Não ler só o título.
b) Desconfiar do texto alarmista.
c) Consultar a fonte.
14
Fonte: <https://
pontua%C2%BA%C3%BAo-e-seu-sentido.pdf>. Acesso em: 05 abr. 2022.
6- Leia o texto.
Quais pontuações corretas se encaixam nos espaços destacados no texto.
Imagem 3
7- Leia o texto abaixo:
Imagem 4
15
Será que existe mesmo um vírus capaz de contaminar computador, lápis e
canetas e impedir alguém de fazer as tarefas escolares? Dê sua opinião.
16
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).
Produção de textos (escrita compartilhada e
autônoma). Construção do sistema alfabético e
da ortografia.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Leitura de imagens
em narrativas visuais.
Planejamento de
texto/ Progressão
temática e pa-
ragrafação.
Análise
linguística/semió- tica
(Ortografização).
(EF15LP14) Construir o sentido de histórias
em qua- drinhos e tirinhas, relacionando
imagens e palavras e interpretando recursos
gráficos (tipos de balões, de letras,
onomatopeias).
(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de
sentido, dividindo-o em parágrafos segundo
as normas gráficas e de acordo com as
características do gênero textual.
(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para
esclarecer dú- vida sobre a escrita de
palavras, especialmente no caso de palavras
com relações irregulares fonema-grafema.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Tirinhas
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
As tirinhas permitem ao professor trabalhar o gênero história em
quadrinhos e suas características textuais. É um ótimo recurso para
trabalhar imagens e frases. A tiri- nha é uma forma divertida de se
trabalhar o gênero textual, interpretação e escrita das palavras.
B) DESENVOLVIMENTO:
1ª etapa:
Apresente aos estudantes imagens de tirinhas, convidando-os a
passear os olhos livremente.
Em seguida, proponha uma conversa, em que eles digam o que mais
lhes chamou a atenção nas tirinhas, anotando nas tiras de papel as
palavras-chave mais significati- vas e em seguida, colá-las em um
painel.
17
Deve-se discutir se eles conhecem a personagem e contextualizar a história.
2ª etapa:
Forme duplas e peça que façam a descrição das tirinhas, anotando no
caderno todos os elementos que percebem na figura. Circule pela
classe incentivando os alunos a dizerem tudo o que estão vendo.
Socialize os elementos mais importantes das ti- rinhas. Peça que os
estudantes procurem no dicionário o significado das palavras
desconhecidas.
3ª etapa:
Incentive os jovens a criarem uma tirinha que consolide o que foi discutido.
RECURSOS:
Papel pardo, pincel atômico e cópias (uma para cada estudante) de tirinhas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Nas atividades de descrição, análise, interpretação e contextualização,
verifique se a turma identifica e registra os principais elementos das
tirinhas. Na produção, pro- cure avaliar de que forma a leitura das
tirinhas influenciou nas novas produções.
ATIVIDADES
1 - Leia o texto abaixo.
O desenho da lâmpada foi utilizado como recurso gráfico para demonstrar
que o per- sonagem
a) estava com fome.
b) estava escrevendo.
c) teve uma ideia.
d) estava com sono.
18
2- Leia o texto abaixo.
2- Qual o assunto da história?
3- Cite três atitudes para tornar o trânsito mais seguro:
19
4- Preencha os balões produzindo uma história. Não esqueça de
colocar o título. Use sua criatividade!
20
5- Descreva o que está acontecendo com o Chico Bento.
Imagem 1
6- Procure no dicionário o significado da palavra “direito”. Em seguida,
releia a frase: “As crianças também têm o direito de reclamar”. Qual dos
significados encontrados faz referência a frase citada.
21
22
LinguagensArte
2022Ensino Fundamental5 o ano – 2 o bimestre
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS
SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTECURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Dança.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Contextos e práticas.
(EF15AR08) Experimentar e apreciar formas
distintas de manifestações da dança presentes
em diferentes contex- tos, cultivando a
percepção, o imaginário, a capacidade de
simbolizar e o repertório corporal, levando em
considera- ção a cultura brasileira, dialogando e
consolidando suas percepções.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Dança folclórica brasileira
DURAÇÃO: 3 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
As danças folclóricas representam um conjunto de danças sociais, peculiares
de cada estado brasileiro, oriundas de antigos rituais mágicos e religiosos.
As danças folclóricas possuem diversas funções como a comemoração de
datas religio- sas, homenagens, agradecimentos, saudações às forças
espirituais, etc.
23
Disponível em: <https://www.flickr.com/photos/lelavelo/28199298707/>. Acesso em: 09 abr
2021.
Nossas danças folclóricas surgiram da fusão das culturas europeia,
indígena e afri- cana. Elas são celebradas em festas populares
caracterizadas por músicas, figurinos e cenários representativos.
Um exemplo é o samba de roda, que surgiu no estado da Bahia no século
XIX, e repre- senta uma dança associada à capoeira e ao culto dos
orixás.
Surgiu como forma de preservação da cultura dos escravos africanos.
O samba de roda é uma variante do samba, que embora tenha se
disseminado por várias partes do Brasil, é tradicional da região do
Recôncavo Baiano.
B) DESENVOLVIMENTO:
Reflexão: Capoeira é uma dança ou luta?
A arte da capoeira mistura dança, música e esporte.
Que tal pesquisar sobre esse assunto para aprofundarmos nessa história?
RECURSOS:
Vídeo com danças folclóricas, vídeos e músicas típicas do nosso país;
papelão mole ou cartolina; cola branca, cola quente, tesoura, lápis;
fitas e tintas de várias cores; brocal ou glitter; elástico para a cabeça;
tiras de tecido.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação por participação, envolvimento, adequação ao assunto e
criatividade.
24
ATIVIDADES
Aula 1
Na sala de aula, assistam alguns vídeos e ouçam músicas típicas do
nosso país. Ob- servem os movimentos e as vestimentas!
1 - Que tal dançar conforme os ritmos e movimentos das danças brasileiras?
Na região Nordeste, quem participa da cultura popular é chamado de
brincante. O brincante se diverte dançando, tocando e cantando.
Portanto, quando você for dançar, aproveite a experiência, improvise,
gire, interaja com todos, salte, crie ex- pressões ao ritmo das músicas.
Anote aqui suas impressões.
25
Aulas 2 e 3 - Danças dramáticas
1 - No estado de Goiás, na cidade de Pirenópolis, existe uma dança
dramática chama- da de Cavalhadas de Pirenópolis. É uma mistura das
linguagens dança e teatro, onde existem passos e movimentos
próprios da dança e uma história a ser contada com gestos, falas e
cantos.
Mascarados em encenação da Cavalhada em
Pirenópolis, Goiás. Disponível em:
<https://4.bp.blogspot.com/-fKiyZcO8UB0/WmFtDwUiflI/AAAAAAACDik/
vi3LqN9kGlAp2KItWSkK0wYuz2nMaXMCwCLcBGAs/w600-h315-p-k-no-nu/a-cavalhada-
indagacao.jpg>.
Acesso em: 19 abr 2022.
Prepare-se para um desfile de máscaras na escola. Você deverá
escolher um animal e fazer uma máscara que o represente. Use sua
criatividade! Trabalhe com materiais recicláveis.
26
LinguagensEducação Física
2022Ensino Fundamental5 o ano – 2 o bimestre
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS
SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE
TEMÁTICA
Esportes.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Esportes de campo e
taco, rede/parede e
invasão: ca- racterísticas
e elementos comuns
(arremessar, correr,
lançar, chutar e saltar).
Jogo e esporte:
semelhan- ças e
diferenças.
As definições de esporte
no Brasil: origem e
significa- dos. Jogo e
esportes: regras,
combinados e
aplicações.
(EF35EF05P4) Experimentar e fruir os
elementos bá- sicos constituintes dos diversos
tipos de esportes de campo, taco, rede/parede
e invasão prezando pela in- clusão,
cooperação e solidariedade.
(EF35EF06P4) Reconhecer os conceitos de jogo
e es- porte identificando as formas de
construção e aplica- ção de combinados e
regras em cada uma destas práti- cas
corporais.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Futebol Numerado
Imagem disponível em: <https://cutt.ly/wFFeX4s>. Acesso em: 10 abr.
2022.
27
DURAÇÃO: 1 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Faça uma explanação para os estudantes sobre o tema esporte e
informe que nesta unidade eles experimentarão vivência dos esportes,
de forma lúdica e adaptada, para que na etapa posterior de ensino
estejam preparados para os jogos propriamente dito e entendam a
diferença de Esporte Colaborativo e Esporte de Rendimento.
O esporte é um dos fenômenos culturais de maior influência em nossa
sociedade e que envolve a participação dos atletas representando seus
clubes ou países em bus- ca da vitória e da conquista de títulos. O
esporte de rendimento requer dos atletas um envolvimento e uma
dedicação, em que passam por um treinamento técnico-tático rigoroso
para estarem aptos para obter os melhores resultados nas
competições.
B) DESENVOLVIMENTO:
Divida os estudantes em duas equipes que se organizarão em colunas.
A coluna A fora contra a coluna B, e os jogadores são numerados de
acordo com o número de participantes de cada coluna.
As colunas se colocarão nas linhas de fundo da quadra, do lado oposto
do gol onde irão finalizar. Explique que, a cada vez, chamará um
determinado número, por exem- plo 5. Os dois estudantes, número 4
das colunas A e B correrão em direção à bola lançada pelo(a)
professor(a) em frente das colunas. Aquele que a dominar, tentará
driblar o adversário e fazer o gol. Se o gol é convertido, a
equipe/coluna marca um ponto. Os pontos são registrados durante um
número determinado de jogadas, e a equipe que marca mais gols
vence a partida.
RECURSOS:
Quadra ou área aberta, cones e traves.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação atitudinal – Levando os estudantes a identificar as diferenças
do Espor- te de Rendimento e o Esporte Colaborativo e a importância
do respeito às regras e combinados.
28
ATIVIDADES
1 – De acordo a sua percepção, quais as características do Esporte de
Rendimento? 2 – Conforme seu entendimento, qual a definição de
Esporte Colaborativo?
3 – Quais as diferenças entre Esporte de Rendimento e Esporte
Colaborativo?
29
UNIDADE
TEMÁTICA
Esportes.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Esportes de campo e
taco, rede/parede e
invasão: ca- racterísticas
e elementos comuns
(arremessar, correr,
lançar, chutar e saltar).
Jogo e esporte:
semelhan- ças e
diferenças.
As definições de esporte
no Brasil: origem e
significados.
Jogo e esportes: regras,
combinados e
aplicações.
(EF35EF05P4) Experimentar e fruir os
elementos básicos constituintes dos
diversos tipos de espor- tes de campo, taco,
rede/parede e invasão prezando pela
inclusão, cooperação e solidariedade.
(EF35EF06P4) Reconhecer os conceitos de
jogo e esporte identificando as formas de
construção e aplicação de combinados e
regras em cada uma destas práticas
corporais.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Vôlei Pizza
Imagem disponível em: <https://cutt.ly/RFFyiX6>. Acesso em: 10 abr. 2022.
DURAÇÃO: 1 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Continue a explicação sobre os Esportes, enfatizando para os
estudantes a questão do esporte com a mídia. Os meios de
comunicação de massa como a televisão, o rá- dio, a imprensa, os
meios digitais (mídias sociais e outros), encontram no esporte um
produto muito interessante do ponto de vista comercial. A grande
exposição do es-
30
porte nas mídias atrai patrocinadores que investem nas equipes e nos
atletas. Exis- tem diversas mídias especializadas que transmitem não
só os jogos, mas também umasérie de informações sobre as equipes,
a vida dos atletas, a paixão do torcedor, influenciando uma infinidade
de jovens e adolescentes que sonham em se tornar fu- turos jogadores
de alguma das modalidades.
B) DESENVOLVIMENTO:
Faça um círculo dividido em fatias, como pedaços de pizza. Cada
pedaço correspon- de a uma numeração (Ex: 1,2,3,4,5,6,7,8). Os
jogadores serão distribuídos no espaço sobre a pizza (n° de jogadores
6,8,10), enquanto a rede ou um obstáculo fica no meio da pizza. O objetivo
é derrubar a bola na pizza do outro lado da rede com lançamen- tos,
somando o maior número de pontos em um determinado tempo.
Variação: Colocar toque ou manchete, trabalhar a multiplicação ou
divisão, quando a bola tocar o pedaço de pizza numerado.
RECURSOS:
Quadra ou área aberta, rede, bola e giz.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação atitudinal – Proponha uma roda de conversa com os
estudantes e leve-os a perceber que as práticas das habilidades como
levantamento e recepção, aproxi- mam-se muito da prática do vôlei,
além de estimular deslocamentos diversificados (frente e trás, direito e
esquerdo), bem como o raciocínio matemático.
ATIVIDADES
1 – De acordo com a explicação do(a) professor(a), a mídia influencia
jovens e adoles- centes a se tornarem jogadores de alguma modalidade
esportiva?
2– De acordo com a sua percepção, qual esporte é mais divulgado pela
mídia?
3– Você sentiu dificuldades em realizar esta atividade? Justifique sua
resposta.
31
UNIDADE
TEMÁTICA
Brincadeiras e Jogos.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Identidade cultural do
povo brasileiro: jogos e
brincadeiras.
Jogos e brincadeiras
como patrimônio
cultural.
Jogos e brincadeiras
pelas regiões brasileiras.
Ser humano, ambiente
físico e movimento.
Espaços públicos e
práticas esportivas e de
lazer.
(EF35EF04P5) Recriar com autonomia,
individual e coletivamente Brincadeiras e
Jogos populares do Brasil e do mundo,
incluindo os afro-brasileiros e os de matriz
indígena e africana, fomentando o en-
volvimento e a participação em contextos
de lazer, ampliando as redes de
sociabilidade e promoção da saúde.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Estrelas e coletores
Imagem disponível em: <https://cutt.ly/aFFyKXy>. Acesso em: 11 abr. 2022.
DURAÇÃO: 1 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Essa é uma brincadeira com origem no Zaire, que é o antigo nome da
República De- mocrática do Congo, atribuído por Mobutu Sese Seko, em
1965 (altura em que se tor- nou chefe de Estado) e que se manteve até
1997. Nesta data, o então novo presidente Laurent-Désiré Kabila alterou
o nome do país de Zaire para República Democrática do Congo.
32
Explique aos estudantes que o universo costuma ser algo que fascina a
todos nós, principalmente os povos africanos no passado. Dessa forma,
no intuito de desvendar os mistérios do universo, como o surgimento
das estrelas, dos astros e dos elemen- tos presentes na natureza, os
africanos criaram muitas histórias e mitos que foram expressos
também por meio de brincadeiras e jogos.
B) DESENVOLVIMENTO:
Para desenvolvimento da atividade, Estrelas e Coletores, converse com
os estudan- tes para delimitar o espaço da prática , considerando as
possibilidades estruturais da sua escola. Inicialmente, informe que a
atividade requer um espaço para que seja traçada uma linha de saída
e chegada, separadas por cinco metros, aproximadamen- te. Com
auxílio de um giz ou fita adesiva, peça apoio aos estudantes para
traçarem essas marcações. Em seguida, solicite que a turma se divida
em duas equipes, sendo que o nome de um grupo será ESTRELAS e o
do outro COLETORES.
As “estrelas” se posicionam na linha de saída e os “coletores” no meio
do espaço de- finido para a atividade. O objetivo do grupo ESTRELA é
alcançar a linha de chegada. O objetivo do grupo COLETOR é impedir
as estrelas, interceptando seus jogadores. Toda vez que um coletor
tocar em um estudante do grupo “estrela”, este jogador es- tará fora da
atividade
Defina com os estudantes uns três ou mais “coletores” que devem
ficar no meio do caminho. Para início da atividade, o grupo dos
coletores deve recitar juntos: “As es- trelas começam a brilhar,
quantas irão à noite se aventurar?” A equipe ESTRELA de- verá
responder: “Mais do que você pode pegar!” Nesse momento, começa a
corre- ria animada, em que os estudantes da equipe ESTRELA saem
correndo da linha de saída, tentando chegar à linha de chegada sem
serem apanhados por um “coletor”. Os estudantes que forem pegos
pelos “coletores” saem do jogo e realiza-se uma tro- ca, com novos
coletores assumindo a posição. Os jogadores da equipe ESTRELA que
não foram pegos devem agora tentar sair da linha onde se encontram
em direção a outra linha. O jogo continua, dessa forma, até que o
último jogador do grupo ESTRE- LA – que não foi pego - seja o
vencedor.
Converse com os estudantes acerca da possibilidade de incluir
variações e adaptar as regras. Por exemplo, indague-os sobre outras
formas de movimentação ou esti- mule-os a apresentarem sugestões
aos estudantes da equipe ESTRELA (que foram pegos) para não serem
excluídos da atividade e participarem desempenhando outro papel.
33
RECURSOS:
Quadra ou espaço aberto, giz ou fita adesiva.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação atitudinal – Questione os estudantes frente aos diversos
desafios viven- ciados nas duas atividades. Observe se eles
compreenderam seus papéis e as regras do jogo, levando em
consideração que jogos de regras envolvem aspectos físicos,
emocionais, cognitivos e sociais.
ATIVIDADES
1 – De acordo com a explicação do(a) professor(a), qual a origem da
brincadeira Estre- las e Coletores?
2 – Pesquise nomes de outras brincadeiras de origem africana e
compartilhe com o(a) professor(a) e colegas.
3 – A brincadeira Estrelas e Coletores pode ser praticada de outra
forma? Se sim, qual?
34
UNIDADE
TEMÁTICA
Brincadeiras e Jogos.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Identidade cultural do povo
bra- sileiro: jogos e
brincadeiras.
Jogos e brincadeiras como
pa- trimônio cultural.
Jogos e brincadeiras pelas
re- giões brasileiras.
Ser humano, ambiente
físico e movimento.
Espaços públicos e
práticas es- portivas e de
lazer.
(EF35EF04P5) Recriar com autonomia,
individual e coletivamente Brincadeiras e
Jogos populares do Brasil e do mundo,
incluindo os afro-brasileiros e os de
matriz indígena e africana, fomentando o
envolvimento e a participação em
contextos de lazer, ampliando as redes
de sociabilidade e pro- moção da saúde.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Caiu na rede é peixe
Imagem disponível em: <https://i.pinimg.com/564x/1b/40/d2/1b40d2c528af17ae28a84dd25f3be5d8.jpg>.
Acesso em: 11 abr. 2022.
DURAÇÃO: 1 aula
35
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Continuando a vivência dos Jogos e Brincadeiras das diferentes regiões
do país, con- verse com os estudantes e realize um mapeamento dos
saberes da turma sobre brin- cadeiras e jogos conhecidos pelos
estudantes. Relembre-os de que as brincadeiras são transmitidas de
geração em geração e passam por transformações e adapta- ções, de
acordo com as características culturais, assim, explique que uma
criança que mora em São Paulo, provavelmente, não brinca das
mesmas coisas que outra que mora no Acre ou no Paraná. Existem
algumas brincadeiras e jogos conhecidos e praticados no Sul do país,
porém totalmente desconhecidos na região Norte, e vice-
-versa, o que é natural devido às várias culturas existentes.
B) DESENVOLVIMENTO:
Converse com os estudantes e combine o espaço a ser delimitado para
que seja possível o deslocamento com corrida e mudança de direção.
Escolha um pegador ou peça para a turma escolher. O estudante em
quem o pegador encostar ficará de mãos dadas com ele, formando
uma “rede”. O objetivo é tentar pegar os colegas e aumentar a “rede”
até que não reste mais nenhum estudante.
Em turmas com maior quantidade de crianças, é comum que a rede
fique grandee dificulte a movimentação dos estudantes de mãos
dadas, já que pensam rápido e, muitas vezes, decidem ir em direções
opostas. Isso gera o soltar das mãos e a rede “arrebenta”, deixando a
atividade demorada e pouco dinâmica. Nesses casos, opte por criar
duas ou mais redes. Essa variação possibilita a exploração de
pequenos e grandes grupos, trabalhando, ainda, a colaboração e o
trabalho em equipe.
RECURSOS:
Quadra esportiva ou espaço aberto.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Reúna os estudantes em um círculo e leve-os a refletirem sobre a
importância de valorizar os jogos e brincadeiras das diferentes regiões
e respeitarem as diferentes formas de jogar de cada um, assim como a
proposição de novas maneiras de realiza- rem a atividade.
36
ATIVIDADES
1 – Pesquise jogos e brincadeiras da região norte do Brasil
e cite aqui. 2 – Descubra de onde a brincadeira "Caiu na rede
é peixe" é originária? 3 – Você conhece essa brincadeira
com outro nome? Se sim, qual?
37
MatemáticaMatemática
2022Ensino Fundamental5 o ano – 2 o bimestre
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS
SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Grandezas e medidas.
Álgebra.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Medidas de
comprimento, área,
massa, tempo, tem-
peratura e
capacidade.
(EF05MA19A) Resolver problemas envolvendo
medidas das grandezas, comprimento, área,
massa, tempo, tempera- tura e capacidade,
recorrendo a transformações entre as unidades
mais usuais em contextos socioculturais.
(EF05MA19B) Elaborar problemas envolvendo
medidas das grandezas, comprimento, área,
massa, tempo, tempera- tura e capacidade,
recorrendo a transformações entre as unidades
mais usuais em contextos socioculturais.
(EF05MA13) Resolver problemas envolvendo a
partilha de uma quantidade em duas partes
desiguais, tais como di- vidir uma quantidade em
duas partes, de modo que uma seja o dobro da
outra, com compreensão da ideia de razão entre
as partes e delas como todo.
Utilização de unidades
convencionais e
relações entre as
unidades de medi- da
mais usuais.
Grandezas
diretamente
proporcionais.
Problemas envolvendo
a partição de um todo
duas partes
proporcionais.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Medindo comprimentos
DURAÇÃO: 3 aulas
38
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Inicie a aula identificando e medindo grandezas junto com os
estudantes. Explique aos estudantes que grandeza é algo que pode ser
medido, ou seja, o tipo de medida que pode ser obtida em
determinado objeto medido. Por exemplo, a capa de uma agenda que
tenha 10 polegadas. Apresente as principais unidades de medida
padrão (segundos, quilogramas, metros) e estabeleça relações entre
elas, incluindo a ex- pressão por meio de frações ou decimais. O
conhecimento das grandezas e suas res- pectivas unidades de medida,
deverá ser aplicado em leituras de textos cotidianos, respeitando a
diversidade local.
Em seguida, converse com os estudantes e diga que assim como
medimos o tempo e o peso, também medimos comprimento,
temperatura, líquidos e largura. Retome com a turma que um metro tem
100 centímetros e um 1 quilômetro tem 1.000 metros.
Valorize as diferentes formas de representação da resolução de
problemas, por meio de esquemas, desenhos e outros registros, assim
como a representação em forma de razão, que para ser conquistada
exige análise e comparação de diversas formas de se resolver um
mesmo problema.
B) DESENVOLVIMENTO:
1 º Momento:
Providencie instrumentos de medidas (régua, trena e fita métrica) que
possam ser manuseados pelos estudantes. Na sequência pergunte-os:
• Em que situações podemos utilizar cada instrumento de medida?
Qual desses instrumentos seria mais adequado para medir o
comprimento de uma janela?
• E o comprimento de um caderno?
• E a largura de um tecido?
• Para medir a altura de uma casa, qual desses instrumentos é o mais
adequado?
• E o comprimento de uma borracha?
Identifiquem a relação proporcional entre medidas. Explique que
dependendo da si- tuação e do contexto, uma unidade de medida pode
ser mais adequada que a outra. Fale porque é mais adequado usar
uma trena para medir o comprimento de uma sala e uma régua para
medir o comprimento de um lápis. Pergunte aos estudantes como
fariam para medir a distância de suas casas até a escola.
39
Explique que a unidade de medida de comprimento utilizada nas
medições que faze- mos depende do comprimento daquilo que vamos
medir. As unidades mais utilizadas são o metro, o centímetro , o
milímetro e o quilômetro.
Anote no quadro as relações a seguir. Explique aos estudantes e peça-
lhes que co- piem no caderno.
1km = 1.000
m 1m = 100
cm
1 cm = 10 mm
Discuta com a turma o significado da palavra razão. Assim, diga que o
conceito de razão nos permite comparações de grandezas entre dois
números. Por exemplo, para saber quantas vezes 100 cm é maior que 10
cm ou qual é a razão entre 100 e 10, deve-se realizar a seguinte operação:
100 : 10 = 10. Portanto, 100 cm é 10 vezes maior que 10 cm.
Em seguida, escreva o problema no quadro e discuta com a turma:
Laura, Cida e Pedro foram ao clube. Para entrar na piscina é preciso ter
no mínimo 1,40 metros. Veja a altura das crianças e responda:
Laura: 141
cm
Cida: 131 cm
Pedro: 152
cm
• Qual criança não tem altura suficiente para entrar na piscina?
• Quantos centímetros ela precisa crescer para entrar na
piscina do clu- be?
2º Momento:
Escreva no quadro a atividade a seguir e peça para os estudantes
copiarem e resol- verem no caderno de matemática.
Escreva uma lista de situações em que cada unidade de medida
indicada no quadro é mais adequada:
O que medimos, utilizando a unidade de
medida.
Milímetro (mm) Centímetro
(cm)
Metro (m) Quilômetro (km)
A espessura de
um brinco de
argola.
Comprimento
de uma
borracha, lar-
Altura de uma
pes- soa, altura
de um prédio,
Distância
entre duas
gura de um livro,
al- tura de uma
mesa.
largura de uma
rua.
cidades.
40
Solicite aos estudantes que compartilhem o que pensaram, e anote no
quadro. Em seguida, peça à turma que complete as anotações com os
casos que não foram con- templados.
Por fim, para explorar a relação entre metro e centímetro, peça que
calculem, men- talmente, quantos pedaços de 25 cm de barbante
seriam necessários para obter:
a) 50 cm de barbante.
b) 1 m de barbante.
c) 2 m de barbante.
d) 2,5 m de barbante.
e) 0,5 m de barbante.
f) 6 m de barbante.
3º Momento:
Retome as discussões a respeito das unidades de medida de
comprimento, depois escreva no quadro para que os estudantes
copiem e resolvam no caderno de mate- mática as atividades.
Rafael é um atleta olímpico. Ele pratica 3 modalidades de esporte:
natação, ciclismo e corrida. Observe a distância em quilômetros,
percorrida diariamente por Rafael, em cada uma das modalidades
durante uma semana de treino. Depois, escreva cada uma dessas
distâncias em metros conforme exemplo.
Distância percorrida
Dias da semana Natação Ciclismo Corrida
Segunda-feira 3,2 km = 3.200
m
30 km =
30.000 m
32 km =
32.000 m
Terça-feira 5,08 km = 41,5 km = 43,7 km =
Quarta-feira 2 km = 35,6 km = 38,4 km =
Quinta-feira 3,8 km = 39,10 km = 40,05 km =
Sexta-feira 4,15 km = 41,03km = 39 km =
• Em qual dia da semana Rafael fez o treino mais longo? Justifique
sua respos- ta.
• Em qual dia da semana Rafael fez o treino mais curto?
• Na modalidade natação, em qual dia ele percorreu a maior
distân- cia?
• Qual a diferença percorrida no ciclismo entre a quinta-feira e a
sexta-feira, em quilômetros e em metros?
41
No quadro abaixo está indicada a altura dos atletas que fazem parte
da equipe da qual Rafael participa.
Atleta Altur
a
Pedro 1,72 m
Davi 1,80 mCarlos 1,75 m
Eduard
o
1,83 m
Ítalo 1,78 m
Rodrig
o
1,69 m
• Escreva em centímetros a altura de cada atleta.
• Quem é o atleta mais alto? E o mais baixo? Qual a diferença, em
centímetros da altura entre eles?
• Quais atletas possuem altura maior que 1,70 m e menor que 1,80 m?
• Escreva o nome dos atletas em ordem decrescente de altura?
Faça uma estimativa para cada medida abaixo, utilizando a unidade de
comprimento adequada:
• O comprimento de sua carteira:
• O comprimento da mesa do professor:
• A espessura do seu caderno:
• O comprimento da sua borracha:
• A espessura do lápis:
Agora, usando uma régua, realize as medições e verifique se suas
estimativas esta- vam adequadas.
Escreva o nome de dois lugares a que você costuma ir com sua família
para passear e que ficam a mais de 1 km.
42
Pergunte aos estudantes como eles poderiam medir líquidos. Em
seguida assista ao vídeo: Medidas de Capacidade. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?- v=-hLgAdIw-8E>.
RECURSOS:
Régua, trena, fita métrica, atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo de avaliação deverá ser contínuo, abrangendo todas as
atividades pro- postas, considerando os itens: participação,
socialização e interesse.
ATIVIDADES
1 - Circule a medida mais adequada para:
Comprimento de uma árvore.
a) 1,5 m b) 1,5 cm c) 1,5 mm d) 1
mm Espessura de uma unha:
a) 1 cm b) 1 m c) 1 mm
d) 1,5 mm Altura de uma porta
a) 2 m b) 1,5 cm c) 1,5 mm d) 1 mm
2.Com o auxílio de uma régua, trace segmentos de reta com as seguintes
medidas:
a) 3 cm
b) 4,5 cm
c) 10 mm
3- Quantas vezes 1.000 metros é maior que 2 metros?
43
4- Resolva as questões abaixo:
a) Lara convidou quatro amigas para irem à casa
dela e preparou 1 litro de suco de uva para servir.
Para que todas as amigas possam beber a mesma
quantidade de suco, Lara vai distribuir igualmente 1
litro de suco em 4 copos.
• Quantos litros de suco deverá ter em cada
copo?
Imagem 1
• Na casa de Lara há copos com capacidade de 200 ml e 250ml.
• Qual desses copos ela deve usar para servir o suco às amigas.
b) Ricardo comprou 5 potes de palmito para fazer o recheio de
uma torta salgada. Ele pagou, pelos 5 potes, 37 reais. Quantos reais
custou cada pote?
44
UNIDADE
TEMÁTICA
Grandezas e medidas.
Álgebra.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Medidas de
comprimento, área,
massa, tempo, tempe-
ratura e capacidade.
Utilização de unidades
con- vencionais
relações entre as
unidades de medida
mais usuais.
Grandezas diretamente
pro- porcionais.
Problemas envolvendo a
par- tição de um todo
em duas partes
proporcionais.
(EF05MA36MG) Calcular perímetros e áreas de
figu- ras desenhadas em malhas
quadriculadas como uso das unidades
padronizadas.
(EF05MA12) Resolver problemas que
envolvam va- riação de proporcionalidade
direta entre duas gran- dezas, para associar
a quantidade de um produto ao valor a
pagar, alterar as quantidades de ingredien-
tes de receitas, ampliar ou reduzir escala
em mapas, entre outros.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Calculando áreas
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Inicie a aula perguntando aos estudantes como fazer para encontrar
medida de su- perfície de figuras planas e retome os conceitos de
áreas e perímetro. Explique que perímetro é a soma das medidas de
todos os lados de uma figura. Geralmente, para encontrar a área de
uma figura basta multiplicar a base (b) pela altura (h). Já o perí- metro, é a
soma dos segmentos de retas que formam a figura, chamados de lados (l).
Algumas atividades são importantes durante o processo de construção
do conceito de perímetro. Atividades que mostram como se mede uma
corda, uma folha de car- tolina, uma folha de papel A4, o piso da
própria sala de aula podem ser executadas facilmente. Cabe destacar
que a habilidade prevê o cálculo de perímetro, contando
45
os lados dos quadrados formados em malha quadriculada. Assim, a
construção de malhas quadriculadas pelo próprio estudante e o
desenho de figuras poligonais para o cálculo de perímetros, devem ser
bastante exercitados em sala de aula.
Para a habilidade EF05MA12, estabeleça relações e comparações entre
grandezas e quantidades e explique as relações proporcionais. Por
exemplo: Observe um fato, identifique um padrão, algo que se repete
e faça as deduções. Se x dobra, então y dobra ou, se x reduz à
metade, y reduz à metade. A partir das relações construídas entre as
grandezas, desenvolva estratégias de resolução. Há a possibilidade de
re- lacionar esta habilidade com grandezas e medidas, em situações
nas quais os es- tudantes, usando malhas quadriculadas, desenham,
por exemplo, um retângulo de lados 2 e 3, calculam a área e
quadradinhos, calculam o perímetro contando os lados dos
quadradinhos e, depois, desenham outro retângulo cujos lados meçam
o dobro do retângulo original, o triplo, a metade, etc. Em seguida,
calculam perímetro e área dos novos retângulos e comparam com as
medidas do retângulo original e verificam que, dobrada a medida dos
lados, o perímetro também dobra, mas a área não dobra (ela
quadruplica).
B) DESENVOLVIMENTO:
1º Momento:
Pergunte aos estudantes como podemos fazer para encontrar a
medida de superfí- cie de figuras planas.
• O que é uma figura plana?
• O que é uma área?
Explique que irão imaginar os cômodos de uma casa e trabalhar com
polígonos (figu- ras planas fechadas e formadas por segmentos de
retas).
Mostre a imagem abaixo num slide, no quadro ou em papel impresso e
explique aos estudantes que a área cobre toda superfície de uma
figura e que o perímetro é a soma das medidas do lado das figuras.
Imagem 2
46
Peça aos estudantes que considerem cada um dos quadradinhos uma
unidade e que para calcular a área da sala, por exemplo, basta contar
os quadradinhos pintados de verde. A parte verde, que se refere à sala,
tem 15 unidades quadradas.
O perímetro será todo o contorno. Vamos considerar os lados de cada
quadradinho uma unidade, então contando a parte verde, temos 16
unidades de perímetros.
Entregue uma folha de malha quadriculada para cada um dos
estudantes e peça-os que pintem os cômodos da imagem 2 na folha, e
depois calcule junto com a turma, o perímetro do resto dos cômodos.
Para saber mais: acesse o vídeo - Calcular Área e perímetro na malha
quadriculada. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?
v=22LSwbJOS6Y>. Acesso em: 08 abr. 2022.
RECURSOS:
Projetor, folha de malha quadriculada, lápis de cor, atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliar o conteúdo de maneira processual, ao longo das aulas e à
medida que desen- volvem as atividades. Avaliar também os registros
e as discussões apresentadas.
ATIVIDADES
1 - Uma pessoa faz caminhadas em uma pista desenhada em um piso
quadriculado no qual cada quadrado mede 1 m. A figura abaixo
representa essa pista.
Imagem 3
Quantos metros a pessoa percorre ao completar
uma volta? a) 36 m b) 24 m c) 22 m d)
20 m
47
2 - Em sua fachada, uma loja cobriu com azulejos a inicial do nome do
dono. Cada quadradinho corresponde a um azulejo.
Imagem 4
Quantos azulejos foram usados para cobrir a letra “A” nesse
desenho? a) 13 b) 14 c) 16 d) 20
48
UNIDADE TEMÁTICA
Números.
Álgebra.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Operações com
números racionais.
Problemas: adição e
sub- tração de
números natu- rais e
números racionais,
cuja representação
deci- mal é finita.
Propriedades da
igualdade e noção de
equivalência.
(EF05MA07A) Resolver problemas de adição e
subtra- ção com números naturais e com
números racionais, cuja representação
decimal sejafinita, utilizando es- tratégias
diversas, como cálculo por estimativa, cálcu-
lo mental e algoritmos.
(EF05MA07B) Elaborar problemas de adição e
subtra- ção com números naturais e com
números racionais, cuja representação
decimal seja finita, utilizando es- tratégias
diversas, como cálculo por estimativa, cálcu-
lo mental e algoritmos.
(EF05MA11A) Resolver problemas cuja
conversão em sentença matemática seja uma
igualdade com uma operação em que um dos
termos é desconhecido.
(EF05MA11B) Elaborar problemas cuja
conversão em sentença matemática seja uma
igualdade com uma operação em que um dos
termos é desconhecido.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Resolvendo operações
DURAÇÃO: 3 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
As habilidades aqui solicitadas são muito importantes no nosso dia a
dia. Encon- tramos operações com números racionais, quando fazemos
medições de terrenos, compramos tecidos, medimos nossa estatura e
outras situações concretas do coti- diano que devem ser trabalhadas
com os alunos para o desenvolvimento dessa ha- bilidade. Apresente
situações-problema que envolvam as operações da adição e da
subtração de números naturais. Incentive estratégias pessoais de
resolução e de compartilhamento de ideias.
49
B) DESENVOLVIMENTO:
1º Momento:
Apresente aos estudantes algumas adições e peça que calculem o
resultado aproxi- mado de cada uma por meio de arredondamentos.
Por exemplo, ao calcular a adição:
2.757 + 3.419 =
Diga que eles poderão arredondar o resultado para:
2.800 + 3.400 = 6.200 (resultado exato:
6.176) No quadro, proponha as seguintes situações:
Um garoto tinha 450 figurinhas e ganhou outras 320. Com quantas
ficou? O cálcu- lo para obter o total de figurinhas é: 450 + 320 = 770 ou
320 + 450 = 770. Explique a eles que, em uma adição, a ordem das
parcelas não altera a soma. Comente que isso sempre ocorre quando
adicionamos dois ou mais números. Essa é a propriedade co- mutativa
da adição.
Explique aos estudantes que comutar significa trocar e que o resultado
da soma das duas parcelas é o mesmo qualquer que seja sua ordem.
Em um campeonato de futebol de salão, os times A e B jogaram 3
partidas para deci- dir quem seria o campeão. No primeiro jogo, o time
A marcou 5 gols e o time B mar- cou 7 gols. O segundo jogo terminou
empatado, pois os times não conseguiram fazer gols. No terceiro jogo,
o time A marcou 6 gols e o time B marcou 4. Apresente a tabela abaixo
para a turma e faça alguns questionamentos:
PARTIDAS TIME A TIME
B
PRIMEIRA
PARTIDA
5 7
SEGUNDA
PARTIDA
0 0
TERCEIRA
PARTIDA
6 4
• Qual time fez mais pontos ao final das três partidas?
• Em qual partida houve empate?
• Na última partida, qual time foi o vencedor?
50
Instigue os estudantes a encontrarem as respostas corretas. Em seguida,
treine mais operações de adição com a turma e peça que descubram o
número que está faltando:
9.800 + 0 =
+ 3.765 = 3.765
4.395 + 6.238 =
3.618 + 9.109 = + =
0 + 6.412 = 6.412 + =
Enquanto os alunos resolvem as atividades, observe como encontram
as soluções e, caso seja necessário, faça intervenções individuais.
Proponha problemas que envolvam trocas no quadro de ordens. Dê um
tempo para que tentem resolver, e em seguida, resolva-os no quadro
junto com a turma:
a) Sandra comprou um sapato por R$ 235,00. Para pagá-lo, usou um
vale presen- te de R$ 199,00. O restante pagou com seu cartão de
crédito. Quanto Sandra pagou com o cartão de crédito?
b) Alexandre quer comprar um videogame que custa R$ 1.759,00,
porém conse- guiu economizar somente R$ 860,00. Quanto ele
ainda terá que juntar para comprar o game?
Analise os problemas junto com a turma, destacando quais perguntas
eles precisam responder.
Jogo: Pense Rápido
Faça um jogo para estimular os estudantes a resolverem problemas
envolvendo adi- ção, subtração, multiplicação e divisão.
Divida a turma em grupos de quatro ou cinco participantes. Entregue
diferentes pro- blemas para cada grupo e solicite que criem outros.
Sugestões:
a) Ana Beatriz comprou uma bicicleta por R$457,00. Para pagá-la,
entregou ao caixa cinco notas de R$100,00. Quanto recebeu de
troco?
b) Em um dia, a biblioteca pública de uma cidade estava com 11.837
livros no acer- vo. No outro dia, chegaram 231 livros novos e 360
pessoas devolveram livros que haviam sido emprestados. Depois
disso, 199 pessoas fizeram empréstimos de livros. Com quantos
livros a biblioteca fechou naquele dia?
c) Amanda nasceu em 1.972 e tem uma irmã 9 anos mais nova. Em que
ano nasceu a irmã de Amanda?
d) Simone tem 36 balas e quer dividi-las igualmente, entre os seus 3
filhos. Quan- to cada um receberá?
51
Explique que cada grupo vai desafiar os demais a resolverem seus
problemas. Para isso, devem escolher um e lê-lo em voz alta. Os outros
grupos devem resolvê-lo. O grupo que encontrar a resposta primeiro
ganhará um ponto e fará o próximo de- safio. Caso nenhum grupo
consiga encontrar a resposta correta, quem fez o desafio ganhará o
ponto, e deverá apresentar a resolução correta no quadro. Se a
resposta de um grupo estiver errada, o desafio continua, porém o grupo
que errou ficará fora da- quela rodada. Ao final dos desafios, o grupo
que obtiver mais pontos será o vencedor.
Observe se os estudantes perceberam que para se encontrar o valor
de um termo desconhecido geralmente se aplicam operações inversas.
2º Momento:
Retome conceitos de multiplicação e divisão. Para isso, divida a turma
em duplas e escreva no quadro explicando:
Duas multiplicações são equivalentes quando possuem o mesmo
resultado. Dê exemplos:
4 x 2 x 3 = 24
6 x 4 = 24
Pergunte aos estudantes se conhecem multiplicações equivalentes e
peça para que façam no quadro e depois no caderno.
Entregue a atividade em folha e peça que resolvam:
Em uma cidade, todos os anos acontece uma feira de doces. Várias
docerias partici- pam. Para esse ano, as docerias participaram com 48
doces cada uma, conforme a tabela abaixo:
Nome da
doceria
Tipo de doce Quantidade em cada
caixa
DOÇURAS Brigadeiro 12
ABELHA
RAINHA
Cajuzinho 8
MEL MAIOR Trufas 6
• Quantos doces foram colocados em cada caixa?
• E, se no próximo ano, for solicitado o triplo de doces para cada
doceria? Quantos doces deverão ser produzidos?
• Se, ainda este ano, mais uma doceria resolver participar do
evento, somente com caixas que armazenam 4 doces, quantas
caixas serão necessárias para comportar todos os doces?
52
Após a resolução, faça a correção com a turma.
RECURSOS:
Atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Como forma de avaliação, observe a participação, o envolvimento dos
alunos e como registram suas respostas.
ATIVIDADES
1 - Elabore uma situação-problema que possa ser resolvida por meio
do seguinte cál- culo:
10 + 15 - 7 =
2- Resolva as multiplicações:
8 x 2 x 3 =
6 x 8 =
5 x 3 x 2 =
6 x 5 =
3- Simone pesquisou em uma loja os preços promocionais de alguns
eletrodomés- ticos.
a) Se Simone comprar a batedeira hoje, e o liquidificador na
próxima semana, quanto ela vai gastar?
ELETRODOMÉSTIC
OS
PREÇO
Liquidificador R$ 60,00
Batedeira R$
240,00
Microondas R$
350,00
b) E se comprar o liquidificador hoje e a batedeira na próxima
semana? Quanto ela vai gastar?
53
c)Complete as sentenças abaixo com as quantias
correspondentes:
+ =
batedeira liquidificador
quantia gasta
+ =
liquidificador batedeira
quantia gasta
d) O que mudou de uma sentença para outra? E o que não mudou?
e) Confira se as operações abaixo estão corretas, fazendo a
operação inversa. 5.458+ 5.541 = 10.999
5.456 - 4.228 = 1.228
54
UNIDADE TEMÁTICA
Álgebra.
Números.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Propriedades da
igualdade e noção de
equivalência.
Operações com
números racionais.
Problemas:
multiplicação e divisão
de números ra- cionais
cuja representação
decimal é finita por
núme- ros naturais.
(EF05MA10) Concluir, por meio de
investigações, que a relação de igualdade
existente entre dois membros permanece ao
adicionar, subtrair, multiplicar ou divi- dir
cada um desses membros por um mesmo
número, para construir a noção de
equivalência.
(EF05MA33MG) Calcular multiplicação e
divisão de números racionais na forma
decimal por números in- teiros, por meio de
estratégias pessoais e algoritmos
convencionais.
(EF05MA08A) Resolver problemas de
multiplicação e divisão com números naturais
e com números racio- nais cuja
representação decimal é finita (com multi-
plicador natural e divisor natural e diferente
de zero), utilizando estratégias diversas,
como cálculo por esti- mativa, cálculo mental
e algoritmos.
(EF05MA08B) Elaborar problemas de
multiplicação e divisão com números naturais
e com números racio- nais cuja
representação decimal é finita (com multi-
plicador natural e divisor natural e diferente
de zero), utilizando estratégias diversas,
como cálculo por esti- mativa, cálculo mental
e algoritmos.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Bingo das divisões
DURAÇÃO: 2 aulas
55
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Resolva e elabore problemas que envolvam a multiplicação com
fatores que tenham mais de um algarismo, utilizando estratégias
diversas, como cálculo mental, decom- posição dos fatores e algoritmo
usual.
Converse com a turma sobre as propriedades da multiplicação:
comutativa, associa- tiva e distributiva.
Explique que os números decimais são parte dos números racionais.
Eles possuem vírgula, ou seja, não são inteiros e apresentam casas
decimais. Assim, os números que se encontram após a vírgula são
denominados de casas decimais.
B) DESENVOLVIMENTO:
Projete a imagem abaixo ou entregue-a em papel impresso para cada
estudante. Apresente a seguinte situação problema:
Alguns amigos se reuniram para fazer uma viagem de 180 km. Eles
decidiram que vão parar de 30 em 30 km para descansar. Quantas
paradas os amigos realizarão até completar a viagem? Peça aos grupos
que tentem resolver esse problema e depois compartilhem as soluções
encontradas.
Imagem 5
Eles podem fazer uma adição de parcelas iguais:
30 + 30 + 30 + 30 + 30 + 30 = 180, logo 30 cabe 6 vezes em 180.
Podem fazer subtrações sucessivas:
180 – 30 = 150, 150 – 30 = 120, 120 – 30 = 90, 90 – 30 = 60
60 – 30 = 30, 30 – 30 = 0
Ou uma divisão:
180 ÷ 30 = 6
56
Para qualquer uma das estratégias adotadas, chega-se à conclusão de que a
família realizará 6 paradas.
Organize a sala em duplas e peça que construam cartelas de bingo,
recortando uma folha de cartolina, quadrados com lados de 10 cm,
divididos em 9 partes.
Como jogar
• Cada dupla deverá escolher nove números de 0 a 30 para
escrever na cartela, um em cada quadrado.
• O professor joga 03 dados, registrando no quadro de giz os números
obtidos.
• As duplas devem organizar os números da maneira que acharem
melhor. De- pois, devem realizar uma divisão entre eles, com o
objetivo de obter, como resultado, um dos números escritos na
sua cartela. Nesse momento, um dos alunos da dupla registra na
própria cartela, junto ao número do quociente, a operação que
realizou para obter o resultado marcado.
• Faça duas rodadas de “treino” antes de iniciar o jogo.
• Ganha o jogo quem conseguir completar a cartela primeiro ou
com mais “ca- sas”, após dez jogadas dos dados.
• Quando o jogador completar a cartela deve gritar “Bingo” e levá-la
para o pro- fessor verificar se efetuou os cálculos corretamente.
• Circule pela sala e observe se as duplas entenderam o funcionamento
do jogo.
2º momento
Forme duplas e peça para a turma descobrir a média da altura dos
colegas. Para isso, todos utilizarão uma fita métrica ou uma trena.
57
Desenhe no quadro uma tabela para ser preenchida com as medidas.
Veja uma su- gestão:
Altura dos estudantes do 5º
ano
Nome do(a) estudante Altura em
cm
Total
Média das alturas
Quando os estudantes registrarem a altura na tabela, peça que
acrescentem o total na penúltima linha. Em seguida, com a ajuda do
professor, devem construir um gráfi- co em barras, em uma folha de
papel quadriculado.
• Como foi organizada a tabela?
• Houve alguma altura que apareceu mais de uma vez?
• Vocês sabem encontrar a média das notas de determinado bimestre?
Converse com a turma, dizendo que para encontrar a média aritmética
das notas, devemos adicionar as notas e depois dividi-las pelo número
de notas adicionadas.
• Qual será a média das alturas que foram coletadas em cada tabela?
• Como podemos encontrar a média de altura?
Forme grupos de acordo com as tabelas construídas e peça que
calculem a média de altura das duas fileiras da direita. Cada grupo
deve anotar essa média na última linha da tabela.
Ao final questione:
• Como podemos calcular a média das alturas de toda a turma?
Conduza o raciocínio, de forma que os estudantes compreendam que
será necessá- rio adicionar as médias obtidas nas tabelas e dividir pelo
número de tabelas. Calcule com eles essa média.
58
RECURSOS:
Folhas de cartolina, 03 dados, réguas, tesouras, folha de papel
quadriculado, ativida- des impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Como forma de avaliação, observe como os estudantes participam da
aula, se fazem inferências e se verificam o que levantaram de
hipótese. Em todas as situações de fala coletiva, incentive aqueles
mais quietos a participarem, verificando seus conhe- cimentos
anteriores e se estão compreendendo o que está sendo discutido.
Verifi- que as estratégias que utilizaram para escrever todas as
possibilidades.
ATIVIDADES
1 - Resolva a situação-problema, utilizando a operação matemática mais
adequada.
Marina quer comprar uma boneca que custa R$ 150,00. Seu pai lhe deu 20
reais uma vez por mês, durante 04 meses. Marina conseguiu juntar o
dinheiro para comprar a boneca?
2- Lívia quer comprar uma televisão que custa 756 reais e gostaria de
pagá-la em 14 prestações. Qual será o valor de cada prestação?
Proponha também que verifiquem os resultados utilizando a
calculadora.
3.Complete os espaços vazios para formar
igualdades. a) 36 ÷ = 9
b) 5 × 3 = 3 ×
c) 64 ÷ = 8
4 - Resolva a situação-problema:
a) Maria vai comprar uma geladeira que custa R$1.200,00 e quer
pagá-la em 12 parcelas iguais. Qual será o valor de cada parcela?
Se ela pagasse R$240,00 de entrada e o restante em 12 parcelas
iguais, qual seria o valor de cada parcela?
59
60
UNIDADE TEMÁTICA
Números.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Problemas de
contagem do tipo: Se
cada objeto de uma
coleção A for com-
binado com todos os
ele- mentos de uma
coleção B, quantos
agrupamentos desse
tipo podem ser for-
mados?
(EF05MA09A) Resolver problemas simples de
conta- gem envolvendo princípios
multiplicativos, como a de- terminação do
número de agrupamentos possíveis ao se
combinar cada elemento de uma coleção com
todos os elementos de outra coleção, por
meio de diagramas de árvores ou por tabelas.
(EF05MA09B) Elaborar problemas simples de
conta- gem envolvendo o princípio
multiplicativo, como a de- terminação do
número de agrupamentos possíveis ao se
combinar cada elemento de uma coleção com
todos os elementos de outra coleção, por
meio de diagramas de árvores ou por tabelas.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Possibilidades
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
O objetivo aqui é trabalhar a ideia de contagem de possibilidades da
multiplicação, incentivando os estudantes a utilizarem estratégias
diferenciadas.
Utilize operações matemáticas que possibilitem aos estudantes
identificarem co-nexões entre as diferentes áreas temáticas. Assim, ao
explorar problemas de con- tagem, o principal raciocínio envolvido é o
de combinatória, que poderá ser útil, por exemplo, em probabilidade.
Acredita-se que a recomendação principal seja para que os problemas
propostos possam ser resolvidos de muitas formas possíveis (diagra-
mas, listas, árvores de possibilidades, tabelas) e que essas formas
sejam valorizadas, analisadas, discutidas e validadas em sala.
Procedimentos de discussão de soluções para problemas auxiliam os
alunos a perceberem que vale a pena dedicar esforço e tempo para
enfrentar a resolução de um desafio, que eles são capazes de resolver
e criar soluções.
61
B) DESENVOLVIMENTO:
Escreva no quadro algumas situações-problema e pergunte:
Uma loja de presentes oferece 4 papéis de embrulho diferentes e cinco
cores de laço para confeccionar uma embalagem.
a)De quantas maneiras diferentes é possível combinar um papel de
embrulho e um laço para montar uma embalagem de presente nessa
loja?
Solicite aos estudantes que compartilhem as estratégias e os
resultados obtidos na resolução desse problema.
b) A loja quer oferecer mais cores de laço para ter mais de 30
embalagens diferentes, combinando um papel de embrulho e um laço.
Qual é a menor quantidade de cores de laço que a loja deve oferecer se
mantiver os 04 tipos de papéis de embrulho?
Pergunte aos estudantes que cálculo pode ser feito para se descobrir a
quantidade de laços que podem ser montados.
Observe as estratégias utilizadas (se o estudante desenhou e coloriu
laços e embru- lhos ou criou árvores de possibilidades).
Em uma sorveteria um cliente pode escolher entre 3 tipos de sabores
de sorvete (morango, chocolate e uva) e entre 3 tipos de caldas (leite
condensado, caramelo e baunilha).
a) Quantos sorvetes diferentes um cliente pode montar, ao escolher
um sabor de sor- vete e um tipo de calda?
Se a sorveteria aumentar para cinco os sabores, quantos sorvetes
diferentes um cliente poderá montar ao escolher um sabor e um tipo
de calda?
Com cartolinas, construa com a turma, 10 cartas para cada estudante,
numeradas de 0 a 9:
0 1 2 3 4
5 6 7 8 9
Peça aos estudantes para descobrirem quantos são e quais são os
números de 2 alga- rismos que podem ser formados com as cartas de
cada item sem repetir os algarismos.
1 2 3
0 4 5
6 7 8 9
62
Solicite que elaborem situações-problemas com os números confeccionados.
RECURSOS:
Cartolina, atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Como forma de avaliação, observe a participação e o envolvimento dos
estudantes durante a resolução das atividades. Verifique se houve
aprendizado.
ATIVIDADES
1 - Uma lanchonete oferece 3 tipos de lanche no pão de forma (queijo,
frango e patê de berinjela) e 4 tipos de suco de fruta (laranja, uva,
morango e acerola).
Quais são as possibilidades de escolha de 1 lanche e 1 suco?
2- Para iluminação da varanda, quintal e garagem, da casa ou do
apartamento, usa- mos três tipos de lâmpadas: lâmpada comum,
lâmpada fluorescente e lâmpada de led. Utilize a árvore de
possibilidades para apresentar as combinações diferentes que
podemos fazer usando um tipo de lâmpada, um local da casa e um tipo
de moradia.
3 - Desafio: Complete a árvore de possibilidades, utilizando os dados
abaixo e crie uma situação problema adequada.
Imagem 6
63
4- Resolva as situações-problema:
a) Renata tem em seu guarda-roupa três tipos de vestido, um verde,
um com bo- tões e um estampado e dois tipos de calçado, uma
sandália e uma sapatilha. De quantas maneiras diferentes Renata
pode se vestir, com uma roupa e um calçado?
b) Quatro irmãos foram à lanchonete próxima da escola. Nela havia
cinco opções de sabores de sorvetes: morango, chocolate, creme,
flocos de milho e dois sa- bores de cobertura: chocolate e
morango. Marilu pediu um sorvete com cober- tura. Sabendo que
ela gosta de todos os sabores de sorvete e de cobertura, quantas
combinações diferentes para seu sorvete ela poderá escolher?
64
Ciências da NaturezaCiências
2022Ensino Fundamental5 o ano – 2 o bimestre
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS
SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Matéria e energia.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Consumo consciente.
(EF05CI05) Construir propostas coletivas para
um consu- mo mais consciente e criar soluções
tecnológicas para o descarte adequado e a
reutilização ou reciclagem de ma- teriais
consumidos na escola e/ou na vida cotidiana.
(EF05CI12MG) Discutir sobre a necessidade do
descarte do lixo e a importância da seleção do
mesmo.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Lixo: coleta seletiva
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Nesta sequência didática abordaremos as medidas para o tratamento e o
descarte ade- quados do lixo, além de atitudes mais conscientes em
relação ao consumo. Trataremos do problema do lixo, a separação dos
materiais recicláveis e a importância da reciclagem. Atualmente o lixo
doméstico é um dos principais responsáveis pela poluição ambiental, que
na maioria das vezes é encontrado nas ruas, parques, rios e praias,
poluindo o am- biente, entupindo bueiros, provocando grandes
consequências ao meio ambiente.
65
B) DESENVOLVIMENTO:
Converse com os estudantes sobre a quantidade de lixo que
produzimos diariamen- te e dos grandes impactos ambientais que o
lixo gera no planeta. A coleta seletiva é uma ação necessária para o
reaproveitamento dos materiais, diminuindo a poluição ambiental e a
sustentabilidade do planeta.
• O que podemos fazer para diminuir a produção diária de lixo
doméstico?
• Como podemos reaproveitar o lixo que produzimos
diariamente? Para abordar o tema, desenvolva atividades
em grupo com a turma.
Mão na massa:
1º momento: Reciclar é preciso
Neste momento trabalharemos o problema do lixo, desde a sua
produção, destino e reaproveitamento desse resíduo, que é produzido
diariamente em sua casa, escola e comunidade local. Converse com os
estudantes:
• Vocês já repararam em tudo o que jogam no lixo?
• Vocês sabem para onde vai o lixo que produzimos?
• O que pode acontecer se o lixo não tiver um destino adequado?
• Vocês costumam fazer a coleta seletiva do lixo em casa?
• Vocês conhecem algum ponto de coleta seletiva em sua comunidade
local?
Vocês sabem que todos os dias, jogamos no lixo materiais como:
papel, metal, vidro, plástico e material orgânico. Os lixos orgânicos são
todos os resíduos que têm ori- gem animal ou vegetal: restos de
alimento, folhas, sementes, restos de carne, ossos, entre outros, que
sofrem um processo de decomposição natural, sumindo da natu- reza
em pouco tempo. Alguns materiais como papel, metal, vidro, plástico,
podem ser reciclados, e existe a coleta seletiva com lixeiras marcadas
com cores diferentes para sua distinção.
Veja a tabela abaixo:
Co
r
Material
Azul Papel
Vermelho Plástico
Amarelo Metal
Verde Vidro
Marrom Orgânico
Cinza Não reciclável
66
Após essa discussão, organize a turma em grupos de cinco estudantes
para reali- zarem uma pesquisa sobre o que acontece com o lixo
quando não é reciclado. Para isso, utilize livros, jornais e revistas,
previamente separados por você, professor.
Entregue aos grupos o material para pesquisa e também algumas
perguntas nortea- doras, para direcionamento da leitura.
Sugerimos que cada grupo trabalhe apenas com um dos questionamentos
abaixo:
• Para onde vai o lixo que não foi reciclado?
• O que é coleta seletiva?
• Quais materiais podem ser reciclados?
• Como reaproveitar o lixo orgânico?
• Quais problemas podem ocorrer ao meio ambiente, caso o destino
de armaze- namento do lixo não seja adequado?
Após a atividade, peça aos grupos que preparem um cartaz sobre o
que estudaram com seu grupo, para que possam expor sua pesquisa
para a turma.
No momento das exposições, o professor deve fazer comentários e
complementar com algumas informaçõesem que os grupos
apresentaram dificuldades.
2º momento: Coleta seletiva e reciclagem
A proposta desta aula é que os estudantes tomem consciência da
quantidade de lixo produzida, e dos materiais presentes nele, que
podem ser reutilizados ou destinados à reciclagem.
Mãos à obra
Solicite que os estudantes levem para a escola alguns materiais que
podem ser des- tinados a um ponto de coleta seletiva, peça para que
não levem objetos de vidro. Mis- ture todos esses objetos em uma caixa
grande e entregue aos alunos um par de luvas.
Disponibilize três caixas de papelão, em uma escreva “Metal”, em outra
escreva “Plás- tico” e na terceira escreva “Papel”.
Oriente-os a separar os objetos e colocá-los nas caixas adequadas,
colorindo ou for- rando as caixas com as cores usadas na coleta
seletiva.
Promova um momento de discussão com os estudantes:
• Você tem ideia da quantidade de lixo que cada pessoa produz em um
dia?
• O lixo que produzimos pode ser reutilizado ou reciclado?
• Quais são os tipos de materiais que podem ser reutilizados ou
reciclados?
• Você acha que em sua casa o lixo é destinado da forma correta?
67
Após as respostas dos estudantes, organize um espaço no qual o lixo
separado pelas crianças possa ser espalhado para observação. Para
essa etapa é importante o uso de luvas e forrar o local da exposição do
lixo com saco plástico.
Registre, com a ajuda dos estudantes, todos os materiais presentes,
classificando-os por tipo e o destino correto para cada tipo de lixo.
Caso a escola tenha coleta seletiva, destinar o material reciclável para
as lixeiras cor- retas, caso a escola não tenha, o professor pode propor
à direção/coordenação que sejam instaladas lixeiras de coleta seletiva
(amarela: metal, azul: papel, vermelha: plástico, verde: vidro,
marrom: orgânicos, cinza: não reciclável) e realizar essa ativi- dade de
implementação com a turma.
Com a orientação do professor, os estudantes podem reciclar as
próprias lixeiras da escola, identificando com etiquetas e as cores
indicadas para cada tipo de lixo. É um bom momento para abordar
com eles sobre o lixo orgânico produzido na escola e em nossas casas,
e que pode ser transformado em adubo para o solo.
3º momento: Resíduos tecnológicos, do luxo ao lixo
Vivemos em uma sociedade incentivada ao consumismo. Tal
comportamento gera grande quantidade de lixo, em especial de
eletrônicos. É mais fácil comprar um ele- trônico novo do que consertar
ou atualizar o já existente. O acúmulo deste lixo de- sencadeia um
problema ambiental quando não é realizado o descarte correto. É im-
portante reforçar, que muitas vezes, a tecnologia nos favorece muitas
coisas boas, mas que podem causar grandes impactos ambientais,
como por exemplo a produção exagerada do lixo. Além do plástico
presente na maioria dos aparelhos eletroeletrô- nicos, eles contêm
quantidades de substâncias tóxicas que, se liberadas no solo e em
reservas naturais de água, podem contaminar os seres vivos.
É importante orientar a comunidade escolar a respeito do lixo
eletrônico, seu des- carte e como é importante reduzir a quantidade de
aparelhos descartados em terre- nos, aterros sanitários.
Converse com os estudantes:
• Vocês sabem o que é um resíduo tecnológico?
Deixe que lancem hipóteses para chegarem à conclusão de que a
produção de resí- duos e o descarte inadequado são a causa dos
grandes problemas ambientais que enfrentamos atualmente.
68
Explique que resíduo é o termo correto ao se referir aos objetos que
descartamos e que podem ser reaproveitados de alguma forma. O
termo resíduo tecnológico pode ser substituído por resíduo eletrônico e
se refere ao descarte de aparelhos eletroele- trônicos como rádio,
televisores, computadores, impressoras e celulares.
Muitas vezes, as pessoas descartam pelo fato de seu aparelho estar
ultrapassado. A cada dia são lançados modelos novos, assim, o que
compramos hoje, em um ano já estará ultrapassado, vai do luxo ao lixo
de forma bem acelerada.
Discuta com os estudantes:
• Para onde vão os equipamentos que não nos servem mais?
• O que acontece com os aparelhos eletroeletrônicos que não são mais
utilizados?
• Onde você os descarta?
Todos os equipamentos que utilizamos no cotidiano acabam compondo
a montanha de resíduos tecnológicos que temos espalhados pelo meio
ambiente.
Saiba mais...
• Descarte dos resíduos eletrônicos.
Saiba como descartar seu lixo eletrônico - Jornal Futura - Canal Futura.
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=PI8-7068fgs> ou
<https://bit.ly/2xRS- f9w>. Acesso em: 30 mar. 2022.
• Logística reversa.
Desfábricas transformam lixo eletrônico em matérias-primas. Jornal da
Band. Dis- ponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=VFeId3tGYyI>
ou <https://bit.ly/ 2JKyQMm>. Acesso em: 30 mar. 2022.
Identifique, junto com a turma, onde existem postos de coleta de
resíduos eletrôni- cos na cidade e como se faz para encaminhar um
destes resíduos para lá, proponha que façam a divulgação destes
locais. Vale também pensar numa parceria entre um destes locais e a
escola, nascendo assim uma campanha de coleta de resíduos ele-
trônicos. Pense na divulgação da campanha e escolha uma data ou
semana para re- ceber os aparelhos.
Lembrando que o resíduo eletrônico é um problema de todos nós,
devemos nos preo- cupar com o descarte correto desses equipamentos
e com o destino adequado deles depois que não nos atenderem mais.
Fazer uso dos equipamentos o maior tempo possível, optar por
arrumar em vez de trocar por um novo, são atitudes que podem fazer
diferença para mudar a situação atual.
69
O Brasil está entre os países que mais produzem esse tipo de resíduos,
por isso deve- mos desenvolver uma prática de descarte que não
agrida o ambiente e encaminhar os aparelhos obsoletos para a
logística reversa.
Disponível em:<https://www.educamaisbrasil.com.br/cursos-e-escolas-tecnicas/tecnico-em-eletronica/noticias/
lixo-eletronico-como-fazer-reciclagem>. Acesso em: 28 mar. 2022.
• Aproveitando o lixo tecnológico:
Geladeiras são reaproveitadas e se tornam bibliotecas em
universidade de Blu- menau
As geladeiras tinham como destino o lixão, transformando-as em mini
bibliote- cas. As prateleiras foram aproveitadas como estantes, que se
encheram de livros. As chamadas Geladeirotecas fazem parte do
projeto “Não deixe a cultura na geladei- ra!”, que tem como objetivo
incentivar a leitura dentro da universidade. Essa ideia foi inspirada em
uma geladeira reaproveitada com o mesmo fim na cidade de Araraqua-
ra (SP). Ela foi colocada em uma praça da cidade e se tornou uma
biblioteca pública, em que é possível realizar trocas e levar as obras
para casa.
Para saber sobre o assunto clique no link abaixo:
• Disponível em: <https://www.ecycle.com.br/geladeiras-sao-
reaproveita- das-e-se-tornam-bibliotecas-em-universidade-de-
blumenau/#:~:texto=Pa- ra%20mais%20informa
%C3%A7%C3%B5es%2C%2 clique%20aqui>. Acesso em: 30 mar.
2022.
RECURSOS:
Cadernos, canetas coloridas, cartazes, jornais, lápis coloridos, lápis
preto, livros, re- vistas e artigos sobre lixões e aterros sanitários,
caixas de papelão, luvas, materiais que seriam destinados ao lixo,
sucata de aparelhos eletroeletrônicos, cola quente, barbante, folha de
papel sulfite, lápis de escrever, lápis de cor.
70
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo
todas as ativida- des desenvolvidas individualmente ou em grupo, de
forma oral ou escrita, por meio de desenhos ou confecção de
materiais. As produções coletivas e individuais, orais (debates, roda de
conversa etc.) e escritas (atividades, avaliação escrita, relatório das
aulas experimentais), deverão ser avaliadas.
A participação e o empenho durante as atividades, também deverão
ser considera- dos no processo avaliativo.
ATIVIDADES
1 - Quais os benefícios que a reciclagem pode trazer para nosso cotidiano?
a) ( ) Preservação das reservas naturais e economia de matéria-prima.
b) ( ) Preservação das reservas naturais, escassez de matéria-prima.c) ( ) Preservação das reservas naturais, carência de matéria-prima.
d) ( ) Comprometimento dos recursos ambientais e diminuição da
matéria-prima.
2- Coleta Seletiva é o ato de separar materiais recicláveis, que
compõem o lixo pro- duzido pela população para:
a) ( ) Distribuir em aterros apropriados para evitar impactos ambientais.
b) ( ) Reciclar, aproveitando-os novamente como matéria-prima
para a fabrica- ção de novos produtos.
c) ( ) Incineração em fornos especiais para evitar contaminação
ambiental.
d) ( ) Distribuir em qualquer local, sem a preocupação com os
impactos ao meio ambiente.
3- Na reciclagem o lixo é separado em latas de diferentes cores.
Relacione o material à sua lata correspondente:
a) ( ) Metal ( ) Azul
b) ( ) Papel ( ) Verde
c) ( ) Vidro ( ) Amarelo
d) ( ) Plástico ( ) Vermelho
71
72
UNIDADE TEMÁTICA
Matéria e Energia.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Reciclagem.
(EF05CI11MG) Reconhecer o lixo como fator de
degra- dação ambiental, suas consequências
e as formas de recuperação dos espaços
degradados e a reutilização dos materiais do
lixo.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Como o lixo interfere na degradação ambiental
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Muitas vezes deparamos, em notícias, sites, com a palavra lixo, que
representa aquele descarte que não serve para mais nada.
Retomaremos aqui a aula anterior sobre o lixo.
• Afinal, de onde vem o lixo?
• Por que produzimos tanto lixo?
É importante conversar sobre a importância de mudar os nossos
hábitos no coti- diano, como por exemplo, o uso de sacolas plásticas,
que podem ser substituídas por sacolas de tecido podendo ser
reutilizadas muitas vezes; comprar produtos em embalagens maiores
para reduzir a quantidade de resíduos plásticos, contribuindo assim
para um ambiente sustentável.
É importante repensar sobre o nosso consumismo, a produção do lixo e
o seu des- carte no ambiente.
• O que significa consumismo?
• Será que precisamos realmente de tudo que compramos?
• Qual a relação entre o consumismo e o problema dos resíduos
que poluem o ambiente?
Quanto mais consumimos, mais lixo é gerado. A produção de resíduos
e o descar- te inadequado são as causas dos grandes problemas
ambientais que enfrentamos atualmente.
73
B) DESENVOLVIMENTO:
Nessa sequência didática abordaremos sobre os objetos que
descartamos e que po- dem ser reaproveitados de alguma outra forma.
O consumo exagerado de plástico nas embalagens, sacolas e roupas
de tecidos sin- téticos aumentam os impactos ambientais e reduzir a
produção desse elemento em nossas vidas é uma necessidade
urgente.
1º momento:
O lixo “plástico”, ao ser jogado no meio ambiente , pode causar danos à
natureza, além de causar a poluição do solo e das águas,
comprometendo a nossa biodiversidade, trazendo impactos na cadeia
alimentar.
Entenda o impacto do lixo plástico na cadeia alimentar:
Disponível em:<https://grupoqualityambiental.com.br/wp-content/uploads/2021/02/50-650-plastico.jpg>.
Acesso em: 28 mar. 2022.
Leia para os estudantes a manchete da reportagem e pergunte quem
sabe algo a respeito do tema exposto na reportagem:
• Entenda o impacto ambiental do lixo plástico para cadeia
alimentar. Gru- po Quality Ambiental. Disponível em:
<https://grupoqualityambiental.com. br/2021/02/11/entenda-o-
impacto-ambiental-do-lixo-plastico-para-cadeia-a- limentar/>.
Acesso em: 28 mar. 2022.
Comente com os estudantes que, depois de muitos anos no ambiente,
o plástico pode se fragmentar em pedaços menores, alguns muito
pequenos, chamados microplás- ticos, que são invisíveis a olho nu e
que eles absorvem substâncias químicas perigo- sas à nossa saúde e,
muitas vezes, são formados por substâncias tóxicas. Ao serem
ingeridos por animais, os microplásticos passam a fazer parte da
cadeia alimentar.
Diante dessa realidade, reduzir a quantidade de resíduos plásticos é
uma necessida- de urgente. Para isso, podemos substituir o uso de
alguns produtos que são acomo-
74
dados em embalagens plásticas e podem ser nocivos à nossa saúde,
como desodo- rantes e produtos de limpeza.
Para melhor aproveitamento da aula, leia com antecedência os textos
("Entenda o impacto ambiental do lixo plástico para cadeia alimentar"
e "Há microplásticos no sal, nos alimentos, no ar e na água"), disponíveis
em: <https://bit.ly/2KRkas3> e <https:// bit.ly/2s91ihd>. Acesso em: 28
mar. 2022.
• O que é possível fazermos para reduzir a produção e o descarte
de resíduos plásticos?
• O que podemos fazer para mudar a situação?
Uma alternativa simples, que podemos fazer em casa, é substituir as
sacolas plásti- cas pelas sacolas de papel ou por material
biodegradável. Diminuir a quantidade de produtos industrializados
evitando o consumismo e o desperdício.
Veja, também, no texto sobre “O plástico, a poluição e a necessidade
do consumo consciente”, disponível em: <https://bit.ly/2Gt9E7D>. Acesso
em: 28 mar. 2022.
• Você sabia que o lixo quando não reciclado ou reutilizado, causa
danos ao meio ambiente?
• E que os materiais quando lançados no ambiente, levam muito
tempo, até mes- mo anos para se decompor?
Tempo de decomposição de alguns materiais na natureza
Apresente o cartaz com o tempo de decomposição, explorando cada
item. Reserve uma atenção maior à linha onde trata dos resíduos
plásticos.
Disponível em: <https://nova-escola-
producao.s3.amazonaws.com/
wyRxB9rx6bX7X59mwjmcK3wexCUqsgkgRxW7aYpACYSQvU2hfhDkyKdTgfgT/mao-na-massa>. Acesso em:
28 mar. 2022.
75
É possível encontrar ilhas de plásticos em alguns pontos dos oceanos.
Para saber mais, acesse os links abaixo:
• Ilha de lixo plástico no Pacífico cresce de forma avassaladora.
Gazeta do Povo. Disponível em: <https://bit.ly/2kCMrra>. Acesso
em: 28 mar. 2022.
• As imagens que mostram o gigantesco mar de lixo no Caribe. BBC
News Brasil. Disponível em: <https://bit.ly/2H1OJwO>. Acesso em:
28 mar. 2022.
• Pesquisa descobre para onde lixo jogado nos oceanos é arrastado.
Jornal Na- cional. Disponível em: <https://bit.ly/2xz1Xh8>. Acesso
em: 28 mar. 2022.
A quantidade de produtos que consumimos atualmente, principalmente
as embala- gens feitas com plástico, é maior que qualquer outro
material. Isso se dá por causa da praticidade que o plástico oferece, a
durabilidade é a grande vantagem e também a maior desvantagem,
pois, após o descarte, esta embalagem demora muito tempo para se
decompor no ambiente. As embalagens plásticas substituíram as
frágeis em- balagens de vidro e de papel, mas se tornaram um
problema muito sério e desafiador.
• Qual é a solução para diminuir o consumo de plástico?
A coleta seletiva, o reaproveitamento, a redução no consumo, a
produção de resí- duos e a reciclagem ainda se tornam alternativas
eficazes para a diminuição dos pro- blemas ambientais.
Acesse a reportagem sobre a bactéria que se alimenta de resíduos
plásticos, dispo- nível em: <https://bit.ly/2k7bNxb>, acesso em: 28 de
mar. de 2022, e discuta com os estudantes sobre essa descoberta, que
abre novas perspectivas para a reciclagem de um dos tipos de
plásticos mais relacionados à poluição do meio ambiente.
Saiba mais…
Bactéria que “come” garrafa PET pode ser nova esperança para a
reciclagem. Tilt Uol.
<https://www.uol.com.br/tilt/ultimas-noticias/redacao/2016/03/10/bacteria-
que-
-come-garrafa-pet-pode-ser-nova-esperanca-para-a-reciclagem.htm?
cmpid=co- piaecola>. Acesso em: 28 mar. 2022.
2º momento: Reaproveitamento dos resíduos plásticos
Apresente a ideia que mostra uma possibilidade de reaproveitamento
de resíduos plás- ticos. A primeira iniciativa é a construção da
biblioteca com caixas de leite recheadas de resíduos plásticos (os
tijolos). São mais de 800 caixas utilizadas e 161 quilogramas de resíduos
plásticos que tiveram um bom destino. A caixa de leite é uma
embalagem construída com papel revestido por plástico e papel
alumínio, que leva muitos anos para se decompor, é durável, o que
representa um problema para o ambiente.
76Disponível em: <https://catracalivre.com.br/as-melhores-solucoes-sustentaveis/criancas-constroem-biblioteca
-ecologica-em-escola/>. Acesso em: 28 mar. 2022.
Por que é importante reciclar e reaproveitar embalagens e materiais?
O reaproveitamento de materiais e a reciclagem podem nos trazer
muitos benefícios, gerando rendas, reduzindo a quantidade de matéria-
prima extraída do ambiente, preservando as reservas naturais, entre
outros. Reciclar e reutilizar os materiais faz com que diminua os
impactos ambientais como enchentes, contaminação do solo, ar e
água, como também preservação da biodiversidade e dos recursos
naturais.
Mão na massa: Vamos pensar em produzir algum objeto reutilizando
garrafas pet: Proponha a criação de um projeto de objeto útil que
envolve o reaproveitamento de garrafas pet.
Cada grupo, de quatro ou cinco estudantes, deverá confeccionar um
objeto a sua escolha. Podendo acessar o site, <https://bit.ly/2wNk9Dg>
para se inspirar um pouco mais.
Oriente os estudantes para que a escolha seja um objeto útil a ser
construído (sofá, mesa, cama…). É importante a reutilização posterior
do objeto construído.
Solicite que descrevam no caderno cada etapa executada na construção do
objeto.
Disponibilize objetos confeccionados a partir de reutilização de
materiais obtidos com a reciclagem (caso não os tenha disponíveis,
forneça imagens impressas).
Coloque os materiais no centro da sala e os estudantes, organizados
em duplas ou trios, devem separá-los de acordo com a sua utilização e
tipo de material usado.
77
Vejamos alguns exemplos de reutilização:
• Uso de containers na construção. Disponível em:
<https://www.containersa. com.br/2013/08/10-casas-container-
de-ate-30-m-cidade.html>. Acesso em: 28 mar. 2022.
• Caixas de leite também utilizadas em construção. Disponível em:
<https:// novaescola.org.br/conteudo/11792/como-construir-uma-
biblioteca-sustenta- vel-na-escola>. Acesso em: 28 mar. 2022.
• Reutilização de pallets. Disponível em: <https://goo.gl/JQS4Sg>.
Acesso em: 28 mar. 2022.
• Reutilização de pneus. Disponível em: <https://goo.gl/3BAzA3>.
Acesso em: 28 mar. 2022.
• Reciclagem de garrafa pet para obtenção de tecidos. Disponível
em: <http://
www.ebah.com.br/content/ABAAAgjKcAD/desenvolvimento-
sustentavel-a-
-industria-textil?part=3>. Acesso em: 28 mar. 2022.
É importante que concluam que a reciclagem é a atividade que
obtém um objeto utilizando outro como matéria prima, envolvendo
processo químico de derretimen- to, dilaceramento, trituração, enquanto
que a reutilização é a transformação de um objeto em outro, mudando
o formato com recorte, colagem, pregando, pintando, etc. Peça o
registro coletivo das conclusões no caderno.
Por que é importante reciclar e reutilizar embalagens e materiais?
É importante ressaltar que existe um mercado promissor nessa área,
muitas pro- fissões surgirão nesse ramo de atividade para dar solução
ao problema do espaço para tantos resíduos descartados, transformá-
los em novas embalagens e objetos, gerando renda e protegendo a
natureza, pois reduz a quantidade de matéria-prima extraída do
ambiente.
RECURSOS:
Garrafa pet, cola, tesoura, cartolina, canetinhas, sucatas como: vidro,
latas , madei- ra, papel, sacolinhas plásticas, caixinha de leite vazia,
etc.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo
todas as ativida- des desenvolvidas individualmente ou em grupo, de
forma oral ou escrita, por meio de desenhos ou de confecção de
materiais. As produções coletivas e individuais, orais (debates, roda de
conversa etc) e escritas (atividades, avaliação escrita, relatório das
aulas experimentais), deverão ser avaliadas.
78
A participação e o empenho durante as atividades, também deverão
ser considera- dos no processo avaliativo.
ATIVIDADES
1 - Marque X nos destinos que devem ser dados ao lixo produzido em nossas
casas:
a) ( ) Usinas de reciclagem.
b) ( ) Levados para incineradores onde são queimados.
c) ( ) Jogar nos rios.
d) ( ) Jogar em qualquer terreno baldio.
2- Marque x na alternativa que só possui materiais orgânicos:
a) ( ) Latinhas de refrigerante, garrafas pet e cascas de frutas.
b) ( ) Folhas de verduras, restos de madeira e casca de ovo.
c) ( ) Latas de refrigerantes, garrafas pet, vidro.
d) ( ) Casca de ovo, garrafa pet e latinhas de
refrigerante. 3 - Marque V para Verdadeiro e F para
Falso:
a) ( ) O lixo hospitalar pode ser jogado em qualquer lugar.
b) ( ) Quando vamos comprar algum produto devemos dar preferência
a produ- tos recicláveis.
c) ( ) O vidro e os pneus se decompõem facilmente na natureza.
d) ( ) O plástico é um material que decompõe na natureza com facilidade.
79
UNIDADE
TEMÁTICA
Ciência e Tecnologia.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Transformação da
energia.
(EF05CI20MG) Comparar e classificar
equipamentos, utensílios, ferramentas para
estabelecer, dentre suas características, a
relação de seu funcionamento com a
utilização de energia.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Utilização de energia no cotidiano
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Nesta sequência didática, os estudantes terão oportunidade de
conhecer as diferen- tes formas de energia e suas manifestações em
equipamentos elétricos do cotidia- no. A energia sempre esteve
presente no cotidiano das pessoas e todas as situações do dia a dia
dependem de algum tipo de energia, que pode ser usada para diversos
fins, como iluminar ruas, casas, fazendo funcionar máquinas e
equipamentos.
B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento:
Discuta com os estudantes sobre a importância da energia e como
surgiu nos tem- pos mais remotos.
O sol é uma fonte primária de energia, luz e calor que ilumina, aquecendo
o planeta Terra.
• Vocês sabiam que muito antes de existirem as vilas ou as
cidades, os seres hu- manos já usavam o fogo, uma importante
fonte de luz e calor?
80
Iniciaremos a nossa aula contando uma história.
Pedro, é uma criança que está cursando o 5º ano do Ensino Fundamental,
mora em um sítio com seus pais, avós e sua bisavó Júlia.
Pedro é um menino curioso e gosta muito de ouvir as histórias que a
dona Júlia sabe contar.
Nos finais de semana, reúne com seus amigos debaixo do pé de
manga e passam horas ouvindo a sua bisavó contar lindas histórias.
Muito curioso ele pergunta:
- Bisa, como era a vida das pessoas sem a
energia? E a dona Júlia continua…
Na minha infância não tínhamos energia elétrica.
As pessoas se reuniam em volta da fogueira durante a noite,
adoravam contar his- tórias, fazer planos, conversar sobre as
plantações, colheitas, trocavam muitos ensinamentos e experiências.
Havia muitas brincadeiras em volta da fogueira: cantigas de rodas,
pega–pega, as crianças se divertiam muito. As pessoas aprendiam
umas com as outras.
E dona Júlia dizia…
- Era pelo rádio à pilha que ouvíamos as notícias, músicas e até as
radionovelas . Era muito divertido e animado.
Mas Pedro cheio de curiosidade perguntava para a sua bisavó:
- É verdade que o fogo foi uma das primeiras formas de energia
usada pelo ser hu- mano?
É verdade, Pedro.
A descoberta e o manejo do fogo foi considerado um grande marco
na história da humanidade, foi um grande salto para a qualidade de vida
do ser humano.
Mas é importante para Pedro você saber também que o sol é a
principal fonte de calor e luz para a Terra.
Vamos conversar?
• O que te chamou atenção na história?
• Quais as formas de energia que você conhece?
• Qual a importância da energia para os seres vivos?
• Você consegue imaginar sua vida sem o uso da energia?
• Quais os equipamentos que você usa na sua casa que precisam de
energia?
81
Mão na massa: Reconhecendo e classificando equipamentos elétricos
utilizados no dia a dia
Para esta primeira atividade será necessário preparar, uma seleção de
imagens ilus- trando diferentes dispositivos utilizados no dia a dia que
precisam de energia elétri- ca para funcionar, como celular, televisor,computador, lâmpada, barbeador elétrico, aparelho de som, secador
de cabelo, forno elétrico, lanterna, aquecedor de ar, ar-
-condicionado, trólebus ou carro elétrico, furadeira, ventilador,
batedeira, ferro de passar, videogame, geladeira, liquidificador, etc.
Inicie a aula propondo aos estudantes que se organizem em grupos de
quatro in- tegrantes. Posteriormente, distribua uma série de imagens
de objetos do cotidiano que funcionem com energia elétrica e peça aos
grupos que proponham uma forma de classificá-las, explicando o
critério usado. Solicite a eles que anotem suas cate- gorizações no
caderno.
Pode ser que os estudantes apresentem classificações baseadas no
uso dos equipa- mentos, por exemplo, agrupando o ventilador e o
aquecedor de ar em uma categoria correspondente a condicionamento
de ambientes, ou a batedeira e o forno elétrico em uma categoria
correspondente a equipamentos de cozinha.
Equipamentos elétricos usados no cotidiano.
A proposta é levar para a sala de aula algumas estratégias que
instiguem a curiosida- de dos alunos.
Nesse contexto, o que propomos é uma atividade de conhecimento por
parte dos
equipamentos elétricos que usamos em nosso dia a dia.
Leve para a sala de aula algum equipamento simples como secador de
cabelo, ventila- dor, rádio, celular, (tente selecionar aparelhos que não
tenham risco para os estudan- tes, lembrando que o manuseio dos
equipamentos devem ser feitos pelo professor).
Ligue o aparelho escolhido na tomada e observe o seu funcionamento.
• Houve liberação de energia?
• Como você percebeu se o aparelho funcionou ou não?
Ao colocar cada aparelho para funcionar, converse com os estudantes
sobre o seu funcionamento, se houve liberação de som, luz, calor ou
movimento.
82
Vamos conhecer um pouco mais sobre os tipos de energia?
Energia
luminosa.
A noite em nossas casas precisamos ligar as lâmpadas
para iluminar o ambiente. E o que chamamos de energia
luminosa. O Sol emite energia luminosa.
Energi
a
elétric
a.
Nas residências, há aparelhos e equipamentos que
necessitam de energia para que funcionem. Usamos a
energia elétrica o tempo todo; quando ligamos o chuveiro e
tomamos um banho quente, quando con- servamos os
alimentos na geladeira, quando ligamos o ferro elétrico, a
televisão etc.
Energi
a
térmic
a.
Ao ligar o chuveiro da sua casa para tomar aquele banho
quentinho você percebe que está relacionada à
temperatura. Quanto mais quente um objeto, mais energia
térmica há nele.
Energi
a
sonor
a.
Muitos aparelhos como rádio, televisão ao serem ligados
você percebe o som. Todas as coisas que produzem sons
estão transformando al- gum tipo de energia em energia
sonora.
Energia
química.
A energia dos combustíveis movimenta carros e aviões. A
energia de pilhas e baterias possibilita o funcionamento de
diversos equipamen- tos. Essa energia que permite o carro
andar por meio da queima dos combustíveis é o que
chamamos de energia química.
2º momento: Transformação de energia
Um tipo de energia pode se transformar em outro tipo de energia.
Essas transforma- ções são comuns em nosso dia a dia. Nas usinas
hidrelétricas, a energia de movimen- to da água é transformada em
energia elétrica.
A energia
elétrica se
transforma em
energia
luminosa e
sonora.
Ao ligarmos a TV, a energia elétrica que chega ao
aparelho é transformada em energia luminosa e
energia sonora.
Quando ligamos o interruptor de uma lâmpada, a
energia elé- trica que chega a ela se transforma em
energia luminosa.
A energia
química se
Nos carros, a energia química do combustível é
transformada em energia de movimento, fazendo o
transforma em
energia de
movi- mento e
energia lu-
minosa.
carro se mover.
A energia química armazenada na bateria do carro
é transfor- mada em outros tipos de energia, como
luminosa (emitida pe- los faróis) e sonora
(transmitida pelo rádio).
83
Após a conceituação das formas de energia existentes, bem como seu
processo de transformação, finalize a aula propondo aos estudantes
que elaborem, no caderno, uma lista de equipamentos utilizados no dia
a dia e que dependem de energia elétrica para seu funcionamento.
• E como ocorre a transformação da energia nesses equipamentos?
É importante abordar sobre o uso de alguns equipamentos elétricos
usados em nos- sas casas. Os cuidados que devemos ter com esses
equipamentos .
Geladeir
a
Coloque sua geladeira em um lugar ventilado, longe de
pontos mais quentes, como perto fogão, forno elétrico ou
perto de raios solares.
Não coloque alimentos quentes, isso faz com que ela force
mais o con- sumo de energia.
Realize o degelo periodicamente, limpe e mantenha a
geladeira em bom estado de conservação. Não forre as
prateleiras da geladeira. Isto difi- culta a circulação de ar.
Chuveir
o
O chuveiro elétrico é um dos eletrodomésticos que mais
consome energia, por isso use a opção verão nas épocas
quentes. Sempre feche a torneira quando se ensaboar.
Faça a opção sempre por resistências originais, verificando
a potência e a voltagem correta do aparelho. Emendas ou
adaptações, podem au- mentar o consumo de energia e
causar sérios danos à instalação e ao chuveiro.
RECURSOS:
Caneta, livro didático de referência, caderno, lápis e imagens de
objetos que funcio- nam com energia elétrica presente no cotidiano,
aparelhos usados no cotidiano com facilidade de deslocamento.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo
todas as ativida- des desenvolvidas individualmente ou em grupo, de
forma oral ou escrita, por meio de desenhos ou de confecção de
materiais. As produções coletivas e individuais, orais (debates, roda de
conversa, etc.) e escritas (atividades, avaliação escrita, rela- tório das
aulas experimentais), deverão ser avaliadas.
A participação e o empenho durante as atividades, também deverão
ser considera- dos no processo avaliativo.
84
ATIVIDADES
1 - Cite três objetos que envolvem energia elétrica que você pode
utilizar antes de ir para o colégio. Identifique em cada um deles o tipo
de energia inicial e em que tipo de energia ele se transforma quando
utilizado.
2- A energia pode passar de uma forma para outra. Essas
transformações são comuns em nosso dia a dia. Sobre as
transformações das formas de energia é correto que:
a) ( ) Quando fervemos a água para fazer um cafezinho em uma
cafeteira ligada à tomada, estamos transformando energia
luminosa em energia térmica.
b) ( ) Quando fervemos a água para fazer um cafezinho em uma
cafeteira ligada à tomada, estamos transformando energia térmica
em energia química.
c) ( ) Quando fervemos a água para fazer um cafezinho em uma
cafeteira ligada à tomada, estamos transformando energia sonora
em energia térmica.
d) ( ) Quando fervemos a água para fazer um cafezinho em uma
cafeteira ligada à tomada, estamos transformando energia elétrica
em energia térmica.
85
A família de Artur e da Sofia , está no escuro por conta de uma forte
tempestade que causou a falta de luz. Leia o diálogo entre os dois irmãos:
- Queria muito esquentar meu leite no micro-ondas e fazer aquele pão
torradinho na torradeira elétrica.
-No supermercado, nenhuma caixa registradora funcionando...
Os funcionários fazendo contas que não acabam mais...
UNIDADE TEMÁTICA
Ciência e Tecnologia.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Transformação de
energia.
(EF05CI21MG) Perceber e reconhecer as
grandes in- venções e utilização das fontes de
energia: do vento, da água, do sol , dos gases
do petróleo , a importância dos equipamentos
eletroeletrônicos na sociedade.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Fontes de energia
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Nesta sequência didática, abordaremos as diversas formas e fontes de
energia, dis- cutiremos sobre a energia renovável e não renovável, sua
aplicações, vantagens e desvantagens e as fontes de energia utilizadas
em nossas casas, escola e outros am- bientes, permitindoque o
estudante compreenda o impacto causado ao meio am- biente, que
está relacionado às nossas próprias atividades cotidianas.
B) DESENVOLVIMENTO:
Imagine que você acordou ao som do despertador, acendeu a luz e foi
tomar banho quente, depois fez vitamina no liquidificador e, mais
tarde, comeu ovo frito. Em todas essas situações foram utilizadas
algum tipo de energia.
1º momento: Vamos entender o cotidiano de uma família sem energia?
86
- Tomar banho gelado. que horror.
Hoje não vamos poder assistir aquele desenho na televisão, Artur, e nem
jogar video- game no computador.
-E a noite, Sofia ? Como vamos fazer ? Ficaremos todos no escuro.
- A mãe de Artur, diz :
-Vocês sabiam que antigamente as pessoas viviam sem energia?
- A vida era muito difícil...
Após a leitura, converse com os estudantes sobre a energia, seu uso
no cotidiano e como seria a vida sem a mesmo:
• Afinal, de onde vem a energia que usamos?
• Você já imaginou sua vida sem a energia ?
• Você conhece as fontes de energia?
Analise o quadro abaixo - Fontes de energia:
Renováveis
As fontes de energia renováveis são aquelas que não
se esgotam ou que podem ser repostas rapidamente
pela natureza. O movi- mento das águas, a luz do sol,
o vento são exemplos de fontes de energia renováveis.
Não
renováveis
As fontes de energia não renováveis são aquelas que
não podem ser repostas pela natureza com a mesma
rapidez com que são consumidas. O petróleo por
exemplo. Levou milhões de anos para se formar e está
sendo consumido, rapidamente, principalmente para
produzir combustíveis. Portanto, o petróleo e todos os
com- bustíveis obtidos dele, são fontes de energia não
renováveis.
Converse com os estudantes sobre a energia elétrica, como é produzida nas
usinas.
A energia elétrica produzida em uma usina é transmitida por fios que
são sustenta- dos por torres e postes até chegarem às cidades e em
nossas casas. Os fios distri- buem a eletricidade para vários pontos,
como tomadas e interruptores.
É possível aproveitar outros recursos naturais abundantes no Brasil
para a produção da energia elétrica, como por exemplo a energia solar
e energia eólica.
87
Fontes alternativas de energia:
Energia
solar.
A energia solar pode ser captada em placas solares e
transformada em eletricidade.
No Brasil, as usinas solares ainda não são muito comuns,
fornecendo energia para cidades pequenas. A energia solar
é um tipo de energia sustentável que produz pouco impacto
ao meio ambiente.
Energia
eólica.
São as usinas que utilizam o vento como fonte de energia.
Para gerar a energia elétrica é necessário que o vento seja
forte o suficiente para as pás dos aerogeradores girarem.
Dentro do aerogerador, existe um gerador que transforma o
movimento das pás em energia elétrica.
Energi
a
elétric
a.
A usina hidrelétrica é formada por uma represa que retém
água.
A água sai da barragem por meio de tubulações. A água
passa pela tubu- lação com grande velocidade, empurrando
as pás da turbina e girando seu eixo, o que aciona o gerador
que transforma a energia do movimento em energia elétrica.
Essa energia é distribuída para nossas casas por meio dos
fios elétricos.
2º momento: Identificando tipos de energia
Inicie a aula apresentando aos estudantes imagens nas quais seja
possível identifi- car tipos de energia, por exemplo, uma panela sendo
aquecida pela chama do fogão, uma lâmpada acesa, um moinho sendo
movido pela água.
Disponível em: <https://beduka.com/blog/exercicios/geografia-exercicios/exercicios-sobre-tipos-de-energia/>.
Acesso em 08 abr. 2022.
Pergunte aos estudantes como podemos relacionar as imagens
apresentadas com o conceito de energia.
• Vocês podem identificar os tipos de energia em cada imagem?
Registre as informações sobre os tipos de energia que foram citadas pelos
estudantes.
88
Discuta com a turma quais transformações ocorrem nas situações
mostradas nas imagens. Na lâmpada acesa por exemplo, podemos
observar a transformação de energia elétrica em energia luminosa e
uma pequena parte em energia térmica.
3º momento: Analisando fontes de
energia Mão na massa
Faça um experimento simples: acenda uma lanterna e pergunte a eles
de onde vem a energia que permite que a lanterna ilumine aquele
ambiente. Possivelmente, eles dirão que a energia vem de uma pilha
ou bateria. Retire as pilhas da lanterna e mostre que a lanterna não
acende mais.
Explique que a fonte de energia, nesse caso, são as reações químicas
que ocorrem no interior das pilhas. Em seguida, diga que as fontes de
energia podem ser catego- rizadas em renováveis ou não renováveis.
As fontes renováveis são aquelas correspondentes a recursos naturais
que se reno- vam e as não renováveis são aquelas correspondentes a
recursos que se esgotam, pois levam milhões de anos para se
formarem na natureza ou têm disponibilidade finita em reservas
naturais.
Proponha aos estudantes que se reúnam em grupos de quatro a seis
integrantes e sorteie, para cada grupo, uma das fontes de energia que
foram dispostas na aula.
Oriente-os a fazerem, como tarefa de casa, pesquisas a respeito
dessas fontes de energia, suas vantagens, desvantagens e aplicações
de dispositivos que as utilizam.
Gerando energia a partir da água.
Disponível em: <https://i.pinimg.com/originals/73/8a/9e/738a9e78e220a96c26b2d67ca2b1ebb8.jpg>.
Acesso em: 08 abr. 2022.
Projete a imagem acima e peça à turma que a observe cuidadosamente.
89
• Alguém conhece um equipamento semelhante na comunidade ou em
outro lugar?
• Vocês sabem o nome desse equipamento?
Ouça-os atentamente, em seguida comente que a água sempre foi
utilizada ao longo da história para produzir energia por meio de um
equipamento como este chamado de moinho ou roda d’água.
O moinho utiliza a energia mecânica da água, principalmente para
moer grãos, irri- gar, e em alguns casos gerar energia elétrica.
Caso não possa projetar, imprima as imagens e distribua-as entre os
estudantes.
Para você saber mais:
Roda d’água movida pela correnteza do rio em diferentes épocas do ano.
2016. (8min- 09seg). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?
v=FXK3BKE7jSA>. Aces- so em: 30 mar. 2022.
Como geramos energia através da água?
Nesse momento, vamos descobrir como podemos gerar energia
utilizando água. En- tregue uma cópia do manual de construção para
as duplas e o material. Reforce que a construção do experimento será
feita simultaneamente por todos e que cada dupla deve prestar muita
atenção na montagem.
Apresente cada um dos materiais que serão utilizados por eles. Em
seguida, siga as orientações do arquivo para montar.
Construindo um
moinho Material
necessário:
• 1 rolha de madeira ou pedaço de isopor retangular (8 x 4 x 4,5).
• 1 palito de churrasco (cerca de 12 cm).
• 2 palitos de dente.
• 1 canudo (o palito churrasco precisa passar dentro dele).
• 4 quadrados de 3x3 plásticos (use recortes de pasta L velha,
tampa de marga- rina, etc).
• garrafa pet 2 litros (entregue já cortada ao meio com furo em U
em lados e la- dos opostos).
• Fita crepe.
90
Orientações:
• Em seguida, corte o canudo ao meio e coloque para cobrir o palito de
churrasco.
• Os palitos de dentes devem ser espetados atravessando o isopor.
Após, cole os quadradinhos em cada uma das pontas dos palitos
usando fita crepe.
• Ao encaixar, vá a uma pia e abra a torneira e coloque as pás
plásticas embaixo para girar.
Após comentar sobre o moinho, que é uma forma antiga de produção de
energia, pergunte à turma:
• Como geramos energia atualmente utilizando água?
• O que seria necessário? Anote as sugestões no quadro.
• Instruções de montagem:
Manual de construção do Mini moinho. Disponível em: <https://nova-
escolaproducao.s3.amazonaws.com/
TB8WV3p9Jv9dSUVHy2GkC7rrCZeXaSUG8RXBqUCcCM2kcxJArZPASGwmNssR/geo3-10und04-manual-de-
construcao-do-mini-
moinho.pdf>. Acesso em: 08 abr. 2022.
RECURSOS:
1 rolha de madeira ou pedaço de isopor retangular (8 x 4 x 4,5), 1 palito
de churrasco (cerca de 12 cm), palitode dente, 1 canudo (o palito
churrasco precisa passar dentro dele), 4 quadrados de 3x3 plásticos (use
recortes de pasta L velha, tampa de marga- rina, etc), garrafa pet 2
litros (entregue já cortada ao meio com furo em U em lados e lados
opostos), fita crepe, lanterna, imagens que retratam as fontes de
energia.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo
todas as ativida- des desenvolvidas individualmente ou em grupo, de
forma oral ou escrita, por meio de desenhos ou de confecção de
materiais. As produções coletivas e individuais, orais (debates, roda de
conversa etc) e escritas (atividades, avaliação escrita, relatório das
aulas experimentais), deverão ser avaliadas.
A participação e o empenho durante as atividades, também deverão
ser considera- dos no processo avaliativo.
91
ATIVIDADES
1 - Qual das seguintes fontes de produção de energia é a mais
recomendável para a diminuição dos gases causadores do
aquecimento global?
a) ( ) Óleo diesel.
b) ( ) Gasolina.
c) ( ) Gás natural.
d) ( ) Vento.
2- A energia solar é a mais importante para os seres humanos e todos
os outros se- res vivos. A vida em nosso planeta depende do sol,
porque:
a) ( ) A energia do sol é aproveitada na fotossíntese realizada pelas
plantas.
b) ( ) A energia do sol somente interfere na temperatura do planeta.
c) ( ) A energia do sol não interfere no ciclo da água.
d) ( ) A energia do sol não pode ser aproveitada para a produção de
energia elé- trica.
3- Marque a alternativa que indica as fontes de energia renováveis:
a) ( ) Nuclear, solar, eólica, da água, da biomassa.
b) ( ) Solar, eólica, das marés, da água, da biomassa.
c) ( ) Dos combustíveis fósseis, da água, solar, eólica, das marés.
d) ( ) Solar, da biomassa, eólica, dos combustíveis fósseis, nuclear.
92
Ciências HumanasGeografia
2022Ensino Fundamental5 o ano – 2 o bimestre
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS
SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Mundo do trabalho.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Trabalho e inovação
tecno- lógica.
(EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças
dos tipos de trabalho e desenvolvimento
tecnológico na agropecuá- ria, na indústria, no
comércio e nos serviços.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: O desenvolvimento tecnológico e sua influência no mundo
do trabalho
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Inicie a aula anunciando aos estudantes o tema a ser estudado. Apresente
que no mo- mento, irão juntos, buscar compreender as mudanças
ocorridas ao longo dos anos no mundo do trabalho, e como o
desenvolvimento tecnológico contribuiu para isso. Proble- matize
perguntando se eles já ouviram falar sobre o uso de máquinas e robôs em
substi- tuição ao trabalho humano, se conhecem algum equipamento que
cumpra essa função e o que pensam sobre isso. Ouça suas hipóteses e
convide-os a assistirem a aula para entender melhor sobre o assunto.
93
B) DESENVOLVIMENTO:
Com o auxílio de um projetor ou material impresso, apresente à turma
duas imagens que retratem a agricultura no início do século XX e uma
atual, com elementos do desen- volvimento tecnológico no setor.
Solicite que analisem as imagens, estimulando com perguntas do tipo:
o que as imagens retratam? Qual imagem é a mais antiga e a mais
recente? Quantos anos as separam? Quais as suas semelhanças e
diferenças? Onde é possível observar o emprego de tecnologia? Ouça
suas hipóteses e comente-as.
Feita a discussão, inicie expondo como a agricultura tem evoluído
rapidamente desde a segunda metade do século XX no que tange a
tecnologia e inovação. Expli- que que o avanço tecnológico permitiu ao
produtor uma otimização do seu plantio, melhor controle da produção,
maior qualidade do produto, entre outras condições que favorecem
uma grande colheita e potencializam o lucro. Comente os benefícios
deste aumento da produção fazendo uma relação com o crescimento
da população mundial nas últimas décadas e a necessidade de
alimentar a todos. Pergunte se sa- bem apontar exemplos da presença
da tecnologia no setor, ouça suas respostas e em seguida reproduza o
vídeo “O que é AGRICULTURA 4.0? (Incríveis Máquinas Agrí- colas +
Agricultura Moderna + Sensores Agrícolas)”. Inicie uma conversa sobre o
que acharam do vídeo e das informações neles contidas, se já
conheciam alguma e quais acharam mais interessantes.
Reforce com a turma que, embora a tecnologia tenha se sobressaído
nas grandes fa- zendas e latifúndios, não são provenientes destes
locais a maioria dos alimentos que chegam à nossa mesa. Explique
que para tamanho investimento é necessário muito dinheiro e muita
terra, o que não é a realidade da maioria dos agricultores brasileiros. A
chamada agricultura familiar é a principal responsável pela produção
dos alimen- tos que são disponibilizados para o consumo da população
brasileira. Ela é composta de pequenos produtores rurais, povos e
comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária, silvicultores,
aquicultores, extrativistas e pescadores. Reproduza o vídeo
“Agricultores familiares produzem 80% da comida do mundo”. Promova
uma conversa sobre a importância da agricultura familiar no combate à
fome, ressaltando que esta não é uma realidade no Brasil apenas, mas a
nível mundial. Traga exemplos locais de onde os agricultores familiares
vendem seus produtos, como feiras livres e mais recentemente a
internet. Aproveite para reforçar a importância da inclusão digital, seja
no ambiente rural ou urbano.
94
No segundo momento retome o assunto da tecnologia no campo,
apresentando que com a chegada desta, hoje o mercado de trabalho
rural exige um novo perfil de tra- balhador. Um que seja capaz de lidar
com esse novo maquinário, interpretar dados coletados e aplicar novos
conhecimentos na lavoura. Realize uma pesquisa prévia e apresente
na aula anúncios de vagas de emprego em áreas rurais. Conversem
sobre os requisitos exigidos, os tipos de vagas estabelecendo uma
comparação com os trabalhadores rurais que porventura trabalhavam
no contexto da imagem apresen- tada no início da aula.
Introduza que não foi apenas no meio rural que a tecnologia provocou
mudanças no âmbito do trabalho. Nas cidades o modo de vida do
trabalhador também foi altera- do. Realize a mesma dinâmica de
comparação das fotos, porém agora traga fotos de fábricas do início do
século XX e atuais, que retratem o uso de robôs ou grandes máquinas
em seu processo produtivo. Reproduza o vídeo “Fábrica de
Hambúrguer Automatizada” para ilustrar a sua fala. Ao final, discutam
sobre a quantidade de tra- balhadores, a agilidade do processo, os
benefícios e malefícios da automatização dos processos produtivos.
Em seguida, mostre que no comércio a tecnologia também teve um
grande impac- to. Principalmente durante o período de isolamento em
virtude da pandemia de Co- vid-19, onde o comércio eletrônico
apresentou um grande salto. As lojas físicas, que possuem um alcance
de público local, vêm a cada ano, perdendo espaço no mer- cado com
a chegada das plataformas de compras online. O alcance de potenciais
clientes por estas é a nível mundial. Com isso, os comerciantes estão
se adaptando a esse novo nicho de mercado e expandindo suas
vendas. Traga exemplos de plata- formas digitais de compras online
para a turma, onde se é possível comprar de tudo, até mesmo comida.
Finalize dizendo sobre as propagandas nas redes sociais, dando
destaque à influência destas no consumismo e aos prejuízos humanos
e ambientais do consumo exagerado.
RECURSOS:
Computador com acesso à internet, projetor.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Processual e contínua.
95
ATIVIDADES
1 - Observe as imagens abaixo e escreva um breve texto sobre as
mudanças influen- ciadas pelo avanço tecnológico no trabalho rural.
Fonte: Canva.com
Fonte: Canva.com
2- Converse com seus colegas e o professor e responda: quaismudanças podemos observar nas profissões dos setores da indústria,
do comércio e dos serviços com a aplicação de novas tecnologias?
96
UNIDADE TEMÁTICA
Formas de representação e pensamento espacial.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Mapas e imagens de
saté- lite. Trabalho e
inovação tecnológica.
(EF05GE08X) Analisar transformações de
paisagens nas cidades e no campo,
comparando sequência de fo- tografias,
fotografias aéreas e imagens de satélite de
épocas diferentes.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: As transformações nas paisagens e os tipos de registro
espacial
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Iniciar a aula anunciando aos estudantes o tema a ser estudado.
Apresente que no momento irão juntos, buscar compreender as
transformações ocorridas ao longo dos anos nas paisagens por meio de
fotografias e imagens de satélite, tendo como nossa aliada na aula a
tecnologia. Graças a ela, hoje conseguimos capturar imagens com
grande qualidade, sendo estas nosso principal objeto de estudo. Após,
faça per- guntas do tipo:
• Vocês conhecem imagens de satélite?
• E fotografias áreas?
• Nestas imagens os elementos são grandes ou pequenos?
• É possível ver detalhes nas imagens?
Ouça suas hipóteses e comente-as realizando as correções necessárias.
B) DESENVOLVIMENTO:
Inicie a aula contextualizando que a paisagem não é algo imutável. Ela
é constante- mente modificada pelas pessoas que vivem naquele local,
juntamente com o espa- ço geográfico. Fale sobre as mudanças das
paisagens rurais ao longo dos anos com o incremento das tecnologias
agrícolas e as novas técnicas de plantio, extração e construção de
moradias. Na cidade não é diferente, com o crescimento urbano as ci-
dades concentram maior número de pessoas, e consequentemente,
novos espaços
97
são ocupados, há uma maior demanda por moradias, ruas, avenidas,
infraestrutura em geral. Pergunte se sabem apontar alguma mudança
ocorrida na paisagem da lo- calidade onde vivem, como era
antigamente e como é hoje em dia. Ouça suas colo- cações e comente-
as.
Para a aula, pesquise na internet por fotografias comuns e fotografias
aéreas anti- gas do município onde está localizada a escola. Fotos do
espaço rural e também do espaço urbano. Se não for possível
encontrá-las, pode utilizar registros fotográficos de outros locais, nesse
momento de escolha dê preferência aos mais próximos e conhecidos
pela turma. Com o auxílio de um projetor ou figuras impressas,
apresen- te tais imagens aos estudantes dizendo os anos em que
foram feitos os registros. Peça, em seguida, que tentem identificar
quais se tratam de registros fotográficos, quais são fotografias aéreas
e que elementos levaram em conta para dar a resposta. Ouça suas
hipóteses e comente-as, por fim explique os métodos para a obtenção
destes registros.
Usando um computador com acesso à internet, acesse a plataforma
web do Google Earth. Nela, você consegue encontrar imagens de
satélite, mapas, terrenos e cons- truções em 3D em tempo real de
qualquer parte do mundo. Sugerimos que, antes da aula, navegue pelo
programa para conhecer melhor suas funcionalidades e possíveis
aplicações em âmbito educacional. No campo “pesquisar” do programa
digite o nome do município, o estado e o país das fotos e fotografias
aéreas antigas, anteriormente escolhidas, para obter a imagem de
satélite da localidade. Conecte o computador a um projetor e apresente
as imagens de satélite para a turma. Utilize as ferramentas dis-
poníveis no canto inferior direito da página para uma melhor
experiência. Na primeira opção o programa realiza um “vôo” para o local
exato onde você está logado, a segun- da é o Street View (o bonequinho)
que permite ter uma visão exata das ruas, como se fosse um pedestre
e a terceira que permite uma visualização da imagem em 2D e 3D.
Explique que nesse programa as imagens altas são feitas por satélites,
já as do Street View são fotografias. Promova uma discussão sobre a
qualidade destas imagens em comparação às vistas anteriormente e
também o tamanho da área e a riqueza de de- talhes e que cada uma
das formas de registro de imagens consegue abranger.
Feito isso, exponha novamente as fotografias, juntamente com a
imagem de saté- lite, e peça que os estudantes realizem uma
comparação entre estas, porém agora atentando-se às mudanças na
paisagem. Convide-os a analisá-las expondo quais mudanças
ocorreram, o que permaneceu, quais seriam os prováveis motivos para
98
ATIVIDADES
tais, porque no campo as transformações na paisagem ocorrem de
maneira dife- rente da cidade e a influência do avanço tecnológico em
ambos os ambientes. Ouça suas hipóteses e comente-as. Finalize a
aula convidando-os a realizarem a ativida- de aqui proposta.
RECURSOS:
Computador com acesso à internet, projetor.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação processual e contínua.
1 - Classifique as imagens abaixo em fotografia, imagem de satélite e
fotografia aérea.
Fonte: Canva.com Fonte: Canva.com Fonte: Canva.com
2- Descreva as diferenças entre fotografia aérea e imagem de satélite.
99
3- Observe a imagem de satélite abaixo e responda:
Fonte: Canva.com
a) A imagem retrata um ambiente urbano ou rural? Em quais
elementos você se baseou para formular sua resposta?
100
UNIDADE
TEMÁTICA
Mundo do trabalho.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Mapas e imagens de
satélite.
Trabalho e inovação
tecno- lógica.
(EF05GE07X) Identificar os diferentes tipos de
energia utilizados na produção industrial,
agrícola e extrativa e no cotidiano das
populações, reconhecendo as fontes
renováveis e alternativas de energia e sua
importância para o ambiente.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Os diferentes tipos de energia utilizados na produção
industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Iniciar a aula anunciando aos estudantes o tema a ser estudado.
Informe que no mo- mento irão juntos aprender sobre alguns dos
diferentes tipos de energia que são uti- lizados na produção industrial,
agrícola e extrativa e no cotidiano das populações, além dos conceitos
de energias renováveis e não renováveis.
Exponha que, atualmente, o uso de energias é algo constante em
nossa sociedade e diversos tipos de energia são utilizados todos os
dias, principalmente nos setores econômicos. Retome com a turma
alguns conceitos importantes sobre os tipos de energia estudados
anteriormente, faça isso por meio de perguntas como:
• Quais tipos de energia nós estudamos?
• Quais são suas fontes?
• Onde nós utilizamos energia no nosso dia a dia?
B) DESENVOLVIMENTO:
Diga para a turma que da mesma maneira como nós precisamos de
diferentes tipos de energia para realizarmos as atividades do nosso
cotidiano, dentre elas estudar, cozinhar, iluminar ambientes,
recarregar aparelhos eletrônicos, fazer funcionar os carros, motos e
ônibus, os setores econômicos nacionais responsáveis pela produ-
101
ção industrial, agrícola e extrativa também demandam de diferentes
tipos e fontes de energia para seu pleno funcionamento. Explique o
que são os setores econômi- cos, exemplificando quais atividades são
realizadas em cada um. Fale sobre suas contribuições para economia
brasileira e quais destes possuem atuação forte em Minas Gerais.
Desenhe a tabela abaixo no quadro e solicite aos estudantes que a
copiem em seus cadernos e a completem juntos. Vá adicionando os
setores e as informações à medida que for avançando nas explicações,
pois haverá mais de uma fonte, assim a tabela não fica confusa.
Setor Principais fontes
energéticas
Renováveis ou não
renováveis
Industrial
Agropecuário
Extrativista
Residencial
Pergunte à turma o que eles entendem por indústria, ouça suas
hipóteses e em se- guida traga a definição do termo. Contextualize o
fato de que a maioria dos produtos que atualmente temos acesso são
provenientes da atividade industrial,use como exemplo alguns dos
objetos presentes na sala de aula. Explique que a fabricação destas
mercadorias depende de vários fatores, entre eles, as fontes de
energia utili- zadas no processo produtivo.
Realize a seguinte problematização: as fontes de energia utilizadas em
diferentes indústrias são as mesmas? Ouça suas hipóteses e comente-
as. Diga que para a in- dústria a escolha da fonte de energia é de suma
importância, pois esta influencia no tempo, no orçamento final, no local
de instalação da fábrica, na intensidade do impacto ambiental que ele
gera. Sendo assim, é fundamental que os empresários conheçam as
opções disponíveis e escolham a fonte de energia que melhor atenda
às suas demandas. Com o auxílio de um projetor ou material impresso,
traga para a aula notícias, gráficos e tabelas que tratem do consumo
de energia pelas indústrias brasileiras e suas principais fontes.
Comentem sobre os dados colhidos, e preen- cham juntos, a tabela
proposta com as informações colhidas sobre o setor industrial,
ignorando por enquanto a última coluna.
Feito isso, inicie a explicação sobre os tipos de energia utilizados na
produção agro- pecuária. Embora esta atividade econômica se
concentre em ambiente rural, é erra- do o pensamento de que ela não
consome energia. Atualmente, o setor é o 5º maior consumidor de
energia no Brasil. Com o auxílio de um projetor ou materiais impres-
102
ATIVIDADES
sos, traga para a aula notícias, gráficos e tabelas que tratem do
consumo de ener- gia pela agropecuária brasileira e suas principais
fontes. Comentem sobre os dados colhidos e dê continuidade ao
preenchimento da tabela com as informações sobre o setor, ainda
deixando em branco a última coluna.
Repita as ações anteriores agora com o setor extrativista, ressaltando
que nesta aula tratamos sobre o extrativismo mineral. Atividade
econômica muito presente em Mi- nas Gerais e com grandes impactos
ambientais. Faça o mesmo também com a ener- gia residencial, aquela
que é consumida nos lares brasileiros. Se possível, apresente um
gráfico comparativo de consumo entre os quatro. Com a tabela quase
que to- talmente completa, pergunte à turma se já ouviram falar sobre
“energias renováveis e não renováveis” e o que acreditam significar.
Ouça suas hipóteses e comente-as, em seguida apresente a definição
destas. Solicite que, observando a segunda colu- na da tabela,
apontem quais acreditam ser renováveis e não renováveis e por quê.
Conforme forem respondendo, preencha a tabela corretamente e
realize as devidas explicações. Finalize propondo que completem
tabela em seus cadernos e realizem a atividade aqui sugerida.
RECURSOS:
Quadro, pincel para quadro, projetor, computador com acesso à internet.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação processual e contínua.
1 - Responda com suas palavras o que significa fontes renováveis e
fontes não-reno- váveis de energia.
103
2- Observe o gráfico abaixo e responda:
Disponível em: <https://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/matriz-energetica-e-eletrica>. Acesso em: 09 abr.
2022.
a) Qual o assunto tratado no gráfico?
b) Quais das energias citadas no gráfico são renováveis?
c) Quais das energias citadas no gráfico são não-renováveis?
d) Qual a matriz energética é a mais consumida no Brasil?
104
UNIDADE TEMÁTICA
Mundo do trabalho.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Trabalho e inovação
tecno- lógica.
(EF05GE06X) Identificar e comparar
transformações dos meios de transporte e de
comunicação, ao longo do tempo em
diferentes lugares do mundo.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Os avanços nos meios de transporte e comunicação
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Iniciar a aula anunciando aos estudantes o tema a ser estudado.
Apresente que, no momento, irão juntos aprender sobre a evolução
nos meios de transporte e de comu- nicação ocorridas ao longo dos
tempos. Além dos impactos que tais transformações trouxeram para a
sociedade e nossa vida cotidiana. Problematize perguntando:
• Como as pessoas se locomoviam de um lugar para ou outro
antigamente?
• Os carros antigos eram tão velozes como os de hoje em dia?
• Existiam aviões?
• E para conversar, ou dar uma notícia a um parente ou amigo distante,
como era feito?
• E hoje como fazemos?
Ouça suas colocações e comente-as.
B) DESENVOLVIMENTO:
Contextualize com a turma que é através dos meios de transporte que
se é possível conduzir pessoas, animais, alimentos e mercadorias de
um lugar para o outro. Atual- mente essa movimentação, na maioria
das vezes, se dá de forma bastante rápida. Por exemplo, é possível no
mesmo dia uma pessoa tomar café da manhã em Minas Gerais e jantar
na Itália. Nem sempre foi assim, essa mesma viagem, no século XIX,
durava aproximadamente 60 dias a bordo de um navio a vela.
Apresente que a invenção da roda, uma das mais importantes da
humanidade, aliada futuramente aos avanços tecnológicos, trouxeram
novos meios de transporte que foram surgindo, adequando-se à vida
nos tempos modernos. Com o auxílio de um
105
projetor reproduza o vídeo “Meios de transportes no passado”. Em
seguida, discutam sobre as informações transmitidas no vídeo, se
conhecem algum dos meios de trans- porte apresentados e se já
tiveram contato com algum deles em museus ou feiras de exposições
de antiguidades. Levante também o tópico sobre as vantagens de
meios de transporte cada vez mais velozes, permitindo que
apresentem suas hipóteses.
Pergunte à turma quais são os meios de transporte utilizados no dia a
dia deles. Ca- tegorizando-os em transporte individual e coletivo,
público e privado, explicando as diferenças entre ambos. Diga sobre a
importância de um transporte público coleti- vo de qualidade para a
população, pois este, em tese, possibilita uma maior mobili- dade
espacial em menor tempo e custo. Além dos benefícios para o meio
ambiente, já que a maioria dos veículos automotores utilizam
combustíveis fósseis para seu funcionamento.
Elabore uma apresentação com imagens dos transportes coletivos
comuns em Minas Gerais, como ônibus, trens e o metrô de Belo
Horizonte. Acrescente em sua apresentação imagens dos sistemas
metroviários de outras metrópoles brasileiras, como São Paulo e Rio de
Janeiro. Não deixe de falar sobre as vantagens do metrô, pois este,
permite uma locomoção com rapidez, sem trânsito e não polui a
atmosfera por ser movido a energia elétrica.
Incitando a discussão sobre a diferença entre os meios de locomoção
em outras par- tes do mundo, apresente os trens-bala comuns na
China, Japão, Alemanha e Espa- nha. Diga sobre sua velocidade,
comparada a de aviões e a tecnologia existente para que se movam de
forma tão veloz e com energia limpa, gerando o mínimo de impacto
ambiental. Apresente também o avanço tecnológico e de engenharia
com o Eurotú- nel que liga a Grã-Bretanha à Europa Continental, o
túnel por onde passa o trem tem aproximadamente 40 km de trecho
submarino.
Exponha que existe uma grande preocupação atual com a emissão de
gases poluen- tes na atmosfera pelos meios de transporte. Por isso
cientistas e engenheiros do mundo todo trabalham para criar
tecnologias mais limpas que unam potência e pre- servação ambiental
também no transporte individual. Inclua em sua apresentação os
carros elétricos, que já são uma realidade hoje no Brasil, inclusive em
Minas Gerais, porém já estão presentes a algum tempo nos mercados
da Europa e Ásia.
Em seguida, acrescente que acompanhando o avanço tecnológico nos
meios de transporte esteve à comunicação. Com o auxílio de um
projetor reproduza o vídeo “Histórico das comunicações no Brasil”.
Depois, conversem sobre o assunto da ani- mação, perguntando aos
estudantes se conhecem alguns destes antigos meios de
106
ATIVIDADES
comunicação e onde tiveram este contato. Chame a atenção deles
para o fato da des- coberta e popularização da internet ser recente e
apresente que todos estes meios de comunicação chegaram ao nosso
país depois de já teremsido popularizados em países da Europa e nos
Estados Unidos.
Revele que, embora muito utilizada no Brasil e no mundo, o acesso à
internet e a ou- tros meios de comunicação ainda não é uma realidade
na vida de milhões de pes- soas. As condições socioeconômicas, de
infraestrutura e localização, entre outras, ainda impedem a chegada
destes em muitos lares. Para finalizar, problematize com a seguinte
questão: vocês acreditam que os meios de comunicação irão avançar
ainda mais? E os meios de transporte? Como? Peça que escrevam um
pequeno texto rela- tando como acreditam que será o transporte e a
comunicação no futuro e compar- tilhem com seus colegas.
RECURSOS:
Projetor, computador com acesso à internet, caderno, lápis e borracha.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação processual e contínua.
1 - Com relação aos meios de transporte que você conhece e utiliza
responda:
a) Quais são de uso coletivo?
b) Quais são de uso individual?
2- Você conhece alguma pessoa que mora longe ou até mesmo em
outro país? Como você faz para se comunicar com ela?
107
3- Observe o mapa do metrô de Belo Horizonte.
Disponível em: <https://www.encontrabelohorizonte.com.br/sobre/metro-belo-horizonte/>. Acesso em: 09 abr.
2022.
a) Aponte os aspectos positivos do metrô como meio de transporte.
108
Ciências HumanasHistória
2022Ensino Fundamental5 o ano – 2 o bimestre
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS
SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE
TEMÁTICA
Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo social.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
As formas de
organização social e
política: a noção de
Estado.
O papel das religiões e
da cul- tura para a
formação dos po- vos
antigos.
(EF05HI02X) Identificar os mecanismos de
organização do poder político com vistas à
compreensão da ideia de Estado e/ou de
outras formas de ordenação social, per-
cebendo o lugar do indivíduo nesse contexto.
(EF05HI03X) Analisar o papel das culturas e das
religiões na composição identitária dos povos
antigos, contex- tualizando com a cultura
brasileira na atualidade e enfa- tizando que a
fé não é fator discriminatório e excludente na
vida Social.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Formas de organização: caça, coleta, pastoreio e
agricultura
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Nesta sequência didática retomaremos as habilidades (EF05HI02X) e
(EF05HI03X), apro- fundando os conteúdos. Lembrando que as habilidades
propostas no CRMG, não se esgo- tam numa determinada sequência ou
bimestre, devendo ser trabalhadas ao longo do ano.
Abordaremos atividades que desenvolvem temas relacionados ao
processo histórico de formação das primeiras sociedades humanas. O
objetivo é apresentar as principais
109
Iniciando a conversa...
Professor(a), retome o conteúdo falando para a turma que o
desenvolvimento da agricultura provocou uma série de mudanças na
organização dos grupos humanos. Tanto que o contexto da
domesticação de animais e plantas é chamado também de
Revolução Neolítica (ou Revolução Agrícola). Contudo, essa forma de
organiza- ção econômica e produção de alimentos coexistiu e
coexiste, com outras manei- ras de obter alimentos e se relacionar
com o espaço.
A agricultura permitiu que muitos grupos humanos formassem aldeias.
Com uma alimentação variada e constante, a população começou a
aumentar e ocorreram transformações como: maior número de
pessoas nos grupos, criação de locais fi- xos para moradia e trabalho,
possibilidade de maior planejamento da alimentação e das formas de
Aumento da produção de alimentos excedentes. O excesso da
produção agríco- la e as novas ferramentas permitiram o
desenvolvimento de trocas comerciais. O excedente produzido em
uma comunidade podia ser trocado pelo excedente de outra. Assim,
as aldeias começaram a produzir e trocar diferentes produtos.
questões sobre as formas de organização como a produção de
alimentos, a divisão social do trabalho e ainda, aspectos culturais e
religiosos.
É fundamental explicitar que esses processos variaram de acordo com
especificida- des locais e deram origem a diferentes formas de se
relacionar com o meio ambiente e de compreender o mundo. Essas
diferenças são notáveis quando estudamos os modos de organização
de diferentes sociedades no passado e no presente.
É importante estabelecer comparações com o mundo atual em que os
alunos vivem, determinando as permanências e transformações
ocorridas ao longo do tempo até os dias atuais. Vale destacar também
destacando a pluralidade desses grupos humanos.
Pretende-se assim que os estudantes desenvolvam a capacidade de
compreensão sobre os processos de formação das primeiras
sociedades.
B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento: Elementos fundamentais das primeiras formações humanas
Escreva na lousa ou entregue cópias para os estudantes do quadro
abaixo, indicando que essas formas novas de organização acarretaram
uma série de implicações, como:
110
Divisão do trabalho. Com maior população e novas atividades,
estabeleceram-se chefes de comunidade. Algumas pessoas também
foram destacadas para cumprir determinadas funções: guerreiros,
agricultores, líderes religiosos, artesãos etc. Por essa razão, algumas
pessoas e famílias passaram a concentrar poderes e criar hierarquias
entre os membros dos grupos.
Cultura e religiosidade. Centros de cultura e religiosidade foram
formados, dando sentidos simbólicos à vida das pessoas que viviam
nos grupos e aldeias, que se tornavam cada vez maiores. A
religiosidade contribuía para constituir a identidade dos membros do
grupo, a compreensão que tinham do mundo e, no caso de algu- mas
sociedades, como na Mesopotâmia antiga, por exemplo, estabelecer
Depois de fazer a leitura e explicar para os estudantes as formas de
organização das sociedades antigas, organize a turma em círculo.
2º momento: Fazendo comparação entre as formas de organização da
sociedade através de imagens
Projete ou mostre as imagens referentes às formas de organização do
passado e peça para prestarem atenção nos detalhes. Em seguida,
faça um diálogo com os alu- nos sobre os detalhes que observaram,
ressaltando os pontos mais importantes da organização das
sociedades antigas.
Troca ou escambo-início do
comércio. Disponível em:
<https://3.bp.blogspot. com/-AWZ-
xUbmsCI/VwgUua6f37I/
AAAAAAAATyE/3JCu79xGLZwdxBf
oSq-
w5PAyFG7Vp458bg/s1600/feiras-na-
an- tiguidade.jpg>. Acesso em: 08
abr. 2022.
Divisão do
trabalho. Disponível em:
<http://1.bp.blogspot. com/-
QKp3C3QEw8c/Voza-r5j96I/
AAAAAAAAGD0/CF5zZYJzsk0/s1
600/
maxresdefault.jpg
>. Acesso em: 08
abr. 2022.
Religiosidade na Era Paleolítica/
Neolític
a. Disponível em:
<http://4.bp.blogspot. com/-
wxTf1o3demQ/VgNcH9jiNTI/
AAAAAAAABrE/aur60QkMvAE/w12
00-
h630-p-k-no-nu/PALEOLITICO.jpg
>.
Acesso em: 08 abr. 2022.
Explique para a turma que essas novas maneiras de produzir alimentos
e de organi- zar a sociedade estruturaram diversas culturas e povos no
planeta.
Agora chegou a hora de você mostrar imagens da organização da
sociedade atual no comércio, na divisão do trabalho e na religiosidade.
111
Comércio em Montes Claros na
atualidade. Disponível em: <https://i.pinimg.
com/736x/87/04/84/8704843753273e5f0606561f17
5ef309.
jpg>. Acesso em: 08 abr. 2022.
Religiosidade na
Bahia. Disponível em:
<https://www.visiteobrasil.com.br/galerias/ carac6-
bahia-religiosidade/203-020701-historia-da-bahia-
religiosidade-foto-reproducao-aratu-onlinegr.jpg>.
Acesso em: 08 abr. 2022.
Divisão do trabalho numa
indústria. Disponível em:
<https://s2.glbimg.com/1m_
AXTWYcyAwUsT8il9bAKBQw2A=/620x430/e.glbi
mg. com/og/ed/f/original/2018/02/05/2018-02-
01t113808z_1_
lynxmpee102o2_rtroptp_3_brazil.jpg>.
Acesso em: 08 abr. 2022.
Comemoração da Semana Santa em
Ouro Preto. Disponível em:
<http://ouropreto.com.br/
uploads/portal_ouropreto_2014/noticias/
bdbc2180857fbd71180da157ec63bc49942e15d2.jpg>.
Acesso em: 08 abr. 2022.
Em seguida faça perguntas como:
1) O que mudou e o que permaneceu nas formas de organização das
sociedades do passado e da atualidade?
2) Vocês acham que as mudanças melhoraram as condições de vida
das pessoas? Porquê?
Depois de ouvir as respostas e opiniões dos alunos, faça uma síntese dos
conteúdos.
Produção de alimentos: Você pode falar que a prática da agricultura no
passado era natural, sem uso de agrotóxicos e fertilizantes. Hoje,
devido ao alto consumo urba- no e concentração das pessoas nas
grandes cidades, as regiões de produção agro- pecuária utilizam
enormes quantidades de fertilizantes químicos e inseticidas nas
plantações para melhorar a produção.
Tal prática é extremamente nociva em dois sentidos: prejudica
sensivelmente o equilíbrio ecológico e expõe o consumidor a taxas
elevadas de toxicidade.
112
A divisão social do trabalho é uma das marcas impostas pelo
sistema capitalista aos modos de produção da sociedade moderna. Ela
consiste na fragmentação do processo produtivo, que dá origem a
diferentes níveis de especialização. Com isso, o trabalhador passa a
desenvolver tarefas específicas dentro do meio produtivo.
A religião sempre esteve ligada ao ser humano. Podemos dizer que está
praticamen- te inerente ao mesmo. Na criação humana, surge como
primeira tentativa de explicar o mundo. Basicamente, todas as grandes
civilizações se estruturaram ao redor de sofisticados elementos
religiosos, entre eles a busca de explicações para a morte.
(Fragmentos adaptados). Disponível em:https://www.uninter.com/noticias/a-influencia-da-religiao-na-sociedade.
Acesso em: 08 abr. 2022.
Na atualidade, a religiosidade está mais plural e diversa, existindo uma
razoável li- berdade de culto. As pessoas têm liberdade de escolher
aquelas denominações que mais lhes agradam. Hoje há uma melhor
tolerância e convivência mais pacífica entre os diversos credos e
religiões pelo mundo. Quem ganha com essas mudanças são as
pessoas e a sociedade que tendem a ser mais felizes espiritualmente.
(Fragmentos adaptados. Disponível em: <https://www.ecodebate.com.br/2020/01/29/motivos-e-
consequencias- da-aceleracao-da-transicao-religiosa-no-brasil-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-
alves/>. Acesso em: 08 abr. 2022.
Contextualização:
Vimos nessa sequência como se deram as primeiras formas de
organização das so- ciedades antigas, como elas se desenvolveram e o
papel das religiões e da cultura para a formação desses povos.
Também foram estabelecidas algumas comparações das formas de
organização do passado com a organização das sociedades atuais.
RECURSOS:
Quadro ou lousa, giz ou pincel, computador, projetor de vídeo e slides,
folha branca, lá- pis de cor, celular, cópias de imagens e textos, tesoura,
papel craft, cola, entre outros.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O estudante deve compreender que no processo histórico os grupos
humanos se re- uniram em comunidades em torno da produção de
alimentos, estabeleceram formas de dividir o trabalho e constituíram
formas de expressõe simbólicas e religiosas.
As atividades propostas pretendem apresentar noções de como e por
quais razões as primeiras formações sociais humanas se
desenvolveram, estabelecendo algumas comparações com as
sociedades atuais. Sendo assim, a avaliação deverá acontecer durante
todo o processo. A observação da participação e envolvimento dos
alunos nas atividades propostas se faz necessária. Se precisar, retome
os conteúdos.
113
ATIVIDADES
Proponha à turma a realização de uma atividade em que os estudantes
deverão ima- ginar que vão estabelecer uma nova comunidade. Para
isso, precisarão definir alguns aspectos da organização desse novo
grupo:
1 - Como essa sociedade iria obter alimentos?
2- Se optassem por praticar a agricultura, o que eles produziriam?
3- Essa sociedade teria divisão de trabalho? Se sim, como isso
seria feito? 4 - Seria uma sociedade nômade ou sedentária?
5- Quais seriam seus símbolos?
6- Que tipo de construções eles fariam?
7- Como essa sociedade se relacionaria com a natureza?
Os estudantes poderão trabalhar em grupos e registrar no caderno a
descrição da formação social que imaginaram, ou, se preferir, você
poderá trabalhar com a sala em conjunto, anotando as respostas dos
alunos na lousa e incentivando-os a ouvi- rem a opinião dos colegas,
respeitando os momentos de fala de cada um. Auxilie-os a decidir
coletivamente quais seriam as características dessa sociedade
imaginada.
abr. 2022.
114
UNIDADE TEMÁTICA
Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo social.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Cidadania, diversidade
cul- tural e respeito às
diferen- ças sociais,
culturais e his- tóricas.
(EF05HI04) Associar a noção de cidadania
com os prin- cípios de respeito à diversidade,
à pluralidade e aos di- reitos humanos.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Cidades e Impérios da Mesopotâmia
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Esta sequência didática propõe atividades que abordam as sociedades
estabeleci- das na região da Mesopotâmia durante o período da
Antiguidade. O objetivo é desen- volver no estudante a compreensão da
importância dessa região, na qual residem até hoje diferentes povos e
culturas.
O estudante deverá associar o desenvolvimento das primeiras cidades
e as razões de ocupação do espaço à sedentarização das populações.
É importante correlacionar a existência dessa civilização às terras
férteis propiciadas pelos rios Tigre e Eufrates em seu entorno.
Saliente que diferentes povos disputaram e ocuparam a região,
resultando em uma intensa troca social e cultural.
A civilização mesopotâmica, enfim, deve ser compreendida como uma
sociedade com historicidade e pluralidade, que se transformou durante
o tempo. Devem-se en- fatizar suas estruturas sociais e realizar
comparações com o modo de vida atual.
Assim, para alcançar esses objetivos, a prática pedagógica docente
deve aproximar essa antiga cultura à realidade do estudante,
evidenciando as permanências e trans- formações históricas em
relação a seu contexto.
Deve também fornecer ilustrações e exemplos que tornem a
experiência concreta para os estudantes.
115
A Mesopotâmia foi uma região localizada entre os rios Tigre e
Eufrates. Atualmen- te, corresponde aos territórios do Iraque, Irã e
Jordânia, no Oriente Médio. O termo mesopotâmia tem origem grega e
significa “terra entre rios”, uma referência à sua localização
geográfica. Os povos que habitaram a região foram os babilônicos,
as- sírios, sumérios e acádios. Os persas derrotaram os acádios em
539 a.C., encerran- do o apogeu dos povos mesopotâmicos. A
astronomia e a arquitetura são alguns legados culturais deixados
pelos povos que habitaram a Mesopotâmia.
Comente que os sumérios foram os primeiros povos que habitaram a
região da Me- sopotâmia. Eles se instalaram próximo aos rios,
utilizando suas águas para bebida e também técnicas de irrigação
A habilidade deverá ser trabalhada ao longo do ano, já que não se esgota aqui.
B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento: Sumérios e organização social mesopotâmica
Professor(a), fale para a turma que a aula será sobre a civilização
mesopotâmica. Ex- plique que a região da Mesopotâmia era muito fértil
e que, além disso, a proximidade com os rios favorecia o comércio
fluvial. Há milhares de anos, muitos povos e cultu- ras conviveram e
disputaram espaço e poder nessa região. Eles também partilharam
muitos costumes e hábitos.
Inicie a aula apresentando um mapa da Mesopotâmia.
Mesopotâmia: o berço das cidades. Disponível em:
<https://4.bp.blogspot.com/-BXTz2sxL180/VuFtIv1BQHI/AAAAAAAAPQE/
nOcJ4OBysbg/s1600/meopotamia.jpg>. Acesso em: 08 abr. 2022.
Mostre a sua localização e explique que o nome Mesopotâmia significa
“entre rios”, indicando onde ficam os rios Tigre e Eufrates. Fale que as
terras próximas dos rios são muito férteis, o que propiciou o
crescimento desta e de outras civilizações.
116
Como era comum nos povos daAntiguidade Oriental, os sumérios
aproximaram a religiosidade da arquitetura. Por isso, construíram
templos religiosos onde eram realizados ritos feitos pelos sacerdotes.
A escrita cuneiforme, ou seja, aquela fei- ta em forma de cunha e em
tabletes de barro, registrava os feitos dos soberanos sumérios como
também os ritos religiosos. A produção agrícola excedente era co-
mercializada com os povos egípcios e indianos.
Disponível em: <https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/civilizacao-
mesopotamica.htm#:~:text=A%20 Mesopot%C3%A2mia%20foi%20uma%20regi
%C3%A3o,refer%C3%AAncia%20%C3%A0%20sua%20 localiza%C3%A7%C3%A3o
Projete ou mostre imagens que representem a civilização Suméria e a
escrita cunei- forme.
Civilização
suméria. Disponível em:
<http://4.bp.blogspot. com/-
B6hxc6FKIUI/UJbFX8KMDAI/
AAAAAAAABdo/zASB9fl3W44/s1
600/ ruinas.jpg>. Acesso em: 08
abr. 2022.
Mapa da
Suméria. Disponível em:
<https://historiabasica.
files.wordpress.com/2013/02/mapa
sum. jpg>. Acesso em: 09 abr.
2022.
Escrita
cuneiforme. Disponível em:
<https://images.
educamaisbrasil.com.br/content/
banco_de_imagens/guia-de-
estudo/D/ historia-da-escrita-
cuneiforme.jpg>.
Acesso em: 08 abr. 2022.
Explique que essa escrita era chamada assim porque os caracteres
tinham a forma de cunhas e pregos.
2º momento: comparando alfabetos
Divida a turma em grupos e proponha uma atividade lúdica.
Dê a cada grupo a reprodução de uma imagem de escrita cuneiforme e
uma do nos- so alfabeto. Peça a cada grupo que compare os caracteres
da imagem com o alfa- beto que nós utilizamos e tente identificar se
há alguma coisa em comum entre os dois alfabetos.
Comente que a escrita desempenhou um papel importante na
organização social. Por meio dela foi possível estabelecer contratos
comerciais, registros fiscais, decretos políticos e sistemas jurídicos e
transmitir conhecimentos e técnicas a outros povos.
117
RECURSOS:
Quadro ou lousa, giz ou pincel, computador, projetor slides, folha
branca, lápis de cor, celular, cópias de imagens e textos, tesoura,
papel craft, cola, entre outros.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Professor(a), durante as aulas você deverá observar se o estudante
desenvolveu a compreensão sobre os objetos de conhecimentos
propostos.
Os alunos deverão entender sobre a importância dos rios, ou seja, da
água, na for- mação das civilizações e das cidades e o quanto continua
sendo importante para as sociedades atuais.
A descoberta da escrita é outro fator de relevância e a atividade de
comparação pre- cisa despertar neles a consciência do quanto ela foi e
é importante na organização das sociedades. Hoje a comunicação se
faz presente de variadas formas como a es- crita simples, tecnológica,
simbólica ou gestual, unindo as pessoas pelo mundo todo.
A avaliação deverá ser feita durante o desenvolvimento das atividades
propostas. Se necessário retome os conteúdos.
ATIVIDADES
1 - Divida a turma em grupos. Entregue folhas em branco para os
estudantes e peça que cada grupo crie seu próprio alfabeto. Pode ser
na forma de desenhos ou de ca- racteres diferentes do nosso, em
seguida escrevam uma frase com ele. Cada grupo deve apresentar
para a classe o seu alfabeto e a frase produzida.
Ao final, com todos os grupos, escolha o alfabeto mais criativo.
118
119
UNIDADE
TEMÁTICA
Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo social.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Cidadania, diversidade
cultu- ral e respeito às
diferenças sociais,
culturais e históricas.
(EF05HI05X) Associar o conceito de
cidadania à con- quista de direitos dos
povos e das sociedades, com- preendendo-
o como conquista histórica, contextua-
lizando com a história recente do Brasil.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Os primeiros núcleos populacionais na antiguidade
DURAÇÃO: 4 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Esta sequência didática desenvolve questões sobre a formação das
primeiras al- deias e cidades no curso da história humana, avançando
a discussão sobre a espe- cialização e a divisão do trabalho social e
também a importância da agricultura e sua relação com fatores
ambientais.
Pretende-se trabalhar o conhecimento prévio dos estudantes
desenvolvidos no bi- mestre anterior em relação às primeiras
formações sociais humanas. É necessário destacar que a constituição
de agrupamentos, aldeias e cidades floresceu em diver- sos lugares do
planeta, constituindo inúmeras sociedades que se relacionaram de
forma distinta com outros grupos e com a natureza, distanciando-se de
uma pers- pectiva evolucionista da História.
É preciso também compreender a história desses aldeamentos com
base nas razões e nas preocupações concretas que esses povos
antigos tiveram, para assim desen- volver uma prática pedagógica que
extrapole a simples transmissão de informação e avance para
percepção da historicidade da relação dos sujeitos com o mundo ao
seu redor.
As atividades propostas pretendem desenvolver a compreensão das
razões do pro- cesso histórico de constituição de centros populacionais
e de cidades no mundo an- tigo. Isso desenvolverá a capacidade do
estudante de reconhecer e entender dife-
120
Os primeiros centros populacionais surgiram no período Neolítico. A
Revolução Agrícola e a sedentarização levaram à dependência da
agricultura e da domesti- cação de animais para a sobrevivência. A
mudança da atividade coletora para a de cultivo agrícola provocou
mudanças na organização social. Os grupos humanos co- meçaram a
construir espaços para morar próximo aos campos de cultivo. As
cons- truções também serviam para armazenar os alimentos para os
períodos difíceis. Esse processo deu origem às primeiras aldeias.
A introdução da agricultura levou os grupos humanos à fixação em
determinados espaços e ao desenvolvimento de construções. A partir
da descoberta de técnicas de cultivo, muitas pessoas passaram a se
fixar perto dos campos de plantação, exi- gindo também que
construíssem moradias. Além de moradias essas construções serviam
também para armazenar os alimentos em períodos difíceis, como
rentes culturas e formas de organização social. Nessa sequência,
retomaremos as habilidades EF05HI01, EF05HI02X, EF05HI03X, EF05HI04
do CRMG, pois todas elas permeiam a habilidade EF05HI05X.
Lembrando que essas habilidades não se esgo- tam aqui e devem ser
trabalhadas durante todo o ano.
B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento: Formação de aldeias e cidades
Inicie a aula retomando conteúdos já estudados em aulas anteriores.
Se for possível, faça uma cópia do texto abaixo e dê para os
estudantes colarem no caderno. Em seguida, dialogue com eles sobre
o texto que trata dos primeiros nú- cleos populacionais e a importância
do surgimento da agricultura para as socieda- des se sedentarizarem.
Ao longo da explanação, procure mostrar imagens que ajudem a fixar
o conteúdo. Na internet e em livros sobre o tema é possível encontrar
ilustrações dos primeiros agrupamentos humanos. Se for possível,
projete ou imprima algumas imagens ou leve os livros para sala de
aula e apresente-os aos alunos.
121
Muitas dessas aldeias eram autossuficientes: elas produziam tudo
que precisa- vam, desde alimentos até ferramentas, vestuário,
material de construção etc. Isso levou à especialização e à divisão do
trabalho: em vez de todos produzirem tudo, certas pessoas e grupos
passaram a se dedicar a diversas especialidades, como marcenaria,
agricultura, ferraria. As primeiras cidades surgidas foram Çatal Hüyük
e Asikli Höyük, na região onde hoje se localiza a Turquia, entre 7000 a.C.
e 5000 a.C.
Ruínas da cidade de Çatal Hüyük (na Anatólia, no sul da atual Turquia)
Disponível em:
<http://
mundoengenharia.com.br/wp-
content/
uploads/2017/09/%C3%87atal-
Huyuk- 1068x601.jpg>. Acesso em:
11 abr. 2022.
Disponível em:
<https://i.pinimg.com/5
64x/77/06/95/770695b7e1d98d3ca
f51cb 14e29a9d7e--prehistory-
urbanism.jpg>.
Acesso em: 11 abr.
2022.
Disponível em:
<https://i.
pinimg.com/originals/b3/6b/32/
b36b326876027d0b86f43b841c8eb6c1. png>. Acesso em: 11 abr.
2022.
Ruínas da cidade de Asikli Höyük (situada a 25 km da atual Turquia)
Disponível em:
<https://www.
kulturportali.gov.tr/repoKulturPor
tali/ large/uploads/21.asikli-hoyuk-
balon_0. jpg?
format=jpg&quality=50>.
Acesso em: 11 abr. 2022.
Disponível em:
<https://alchetron.com/ cdn/akl-
hyk-8c023aac-531f-4860-817b-
0e7b757463f-resize-750.jpg>.
Acesso
em: 11 abr. 2022.
Disponível em: <https://encrypted-
tbn0. gstatic.com/images?
q=tbn:ANd9GcS-
4nBP6BRYwzSEyogRtZXDwrxrD
mePV-
217GY5fNTN4z0NrYxoTJzyrw4eT
dVa-
K4aTuKuyM&usqp=CA
U>. Acesso em: 11
abr. 2022.
2º momento: Construindo uma maquete
Professor(a), proponha aos estudantes que construam uma maquete de
uma cidade antiga ou de uma aldeia.
122
Se você achar viável fazer a maquete na escola durante a aula,
oriente-os a trazer caixas de papelão, como a de sapatos por exemplo,
para a construção da maquete. Você pode também optar para que
façam em casa. Lembrando que na escola ou em casa, a construção da
maquete precisa ser acompanhada e orientada por você ou por um
adulto durante todo o processo. A caixa servirá como o espaço dessa
cidade ou aldeia. Peça que utilizem materiais recicláveis para construir
a cidade, como cai- xas de fósforo, de sabão em pó ou de ovo. Esses
materiais devem ser pintados com guache ou cobertos com papel
colorido e fixados na superfície da caixa.
Estimule-os a usarem a imaginação para criar, com base no que foi
discutido em classe, a aldeia ou cidade antiga, com seus espaços para
as moradias e também para casas de comércio e locais de trabalho.
Não deixe de comentar que muitas cidades se formaram perto de rios
e de fácil acesso à água.
3º momento: Desenvolvimento sobre a formação de aldeias e cidades
Verifique as maquetes feitas pelos alunos. Incentive uma dinâmica na
qual eles apre- sentem o trabalho realizado e expliquem os critérios
utilizados para a elaboração das minicidades. Ao longo da explanação,
esclareça as dúvidas sobre o tema.
Prossiga a aula explicando como ao longo do tempo diversas cidades
apareceram ao redor do mundo, cada uma delas com seu próprio
sistema de organização.
Discuta com eles como muitas pessoas e grupos não se fixavam nas
áreas de plantio, mas continuavam se locomovendo pelo território,
fosse para buscar outras fontes de alimento, fosse para realizar trocas
entre aldeias, o que inaugurou o comércio.
Retome a sociedade mesopotâmica, apresentando ou projetando
ilustrações que a representam. Mostre também imagens da civilização
egípcia explicando que normal- mente as aldeias eram estabelecidas
em ambientes perto de rios. Relembre que a palavra “Mesopotâmia”
significa “entre rios”. Se achar necessário mostre novamente o mapa da
sua localização mostrando que a civilização se desenvolveu entre os
rios Tigre e Eufrates. Mostre também um mapa do Egito e explique que
a civilização egíp- cia também foi construída às margens de um rio e
que esse rio se chama Rio Nilo e que as terras em sua volta eram
terras muito férteis. Esse assunto será aprofundado em aulas
posteriores.
123
Mesopotâmia: o berço das
cidades. Disponível em:
<https://4.bp.blogspot. com/-
BXTz2sxL180/VuFtIv1BQHI/
AAAAAAAAPQE/nOcJ4OBysbg/s1
600/
meopotamia.jpg
>. Acesso em: 11
abr. 2022.
Dispopnível
em:<https://1.bp.blogspot. com/-
5S6i9QVjnJs/TmkYEoKWQ4I/
AAAAAAAAAqo/ME9gzpRB0Ds/
s1600/10-mapa-do-egito-antigo-
c%25C3%25B3pia.jpg>. Acesso
em: 11
abr. 2022.
Disponível
em:<https://i.pinimg.com/
originals/6f/3b/ac/6f3bac3ccba2a
8a-
c1fbd31dd67b9d952.jpg>.Acesso
em: 11
abr. 2022.
Para encerrar a aula, realize uma exposição das maquetes e promova
uma discussão sobre a importância dos rios e do acesso às águas para
a agricultura e para a vida em sociedade.
RECURSOS:
Quadro ou lousa, giz ou pincel, computador, projetor slides, folha
branca, lápis de cor, celular, cópias de imagens variadas, textos,
mapas tesoura, papel craft, cola, mate- riais reciclados como caixas de
papelão, fósforos, caixa de ovos.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Professor(a), você precisa verificar se os estudantes foram capazes de
compreen- der as razões de formação das primeiras aldeias e cidades
no mundo antigo, bem como os diferentes aspectos que as
caracterizam, reconhecendo as permanências e transformações da
agrupação humana, de seus costumes, entre outros fatores.
Observe a capacidade dos estudantes de compreenderem as razões e
os aspectos de desenvolvimento das primeiras aldeias e cidades no
mundo antigo, destacando suas particularidades, diferenças e
similaridades com o mundo moderno.
Observe se houve socialização, organização e envolvimento nos
trabalhos em grupo, como a construção das maquetes. Se perceber
que algum estudante está com dúvi- das, retome o conteúdo.
124
ATIVIDADES
1 - Para aprofundar os conhecimentos, peça aos estudantes que
pesquisem uma cidade da Antiguidade, como Çatal Hüyük, e produzam
um texto descrevendo, com base nas informações obtidas, como era
viver ali.
Se você achar conveniente, sugira nomes variados de cidades na
antiguidade, orien- tando que façam a pesquisa em trio ou dupla. Além
de socializar o texto escrito, eles poderão apresentar o resultado da
pesquisa com os colegas, de forma que todos co- nhecerão a cidade
pesquisada pelos colegas.
Sugestões de cidades antigas da Mesopotâmia que podem ser
pesquisadas: Ur; Uruk; Nínive; Acádia; Babilônia; Babel; Lagash; Eridu;
Nippur, entre outras.
125
UNIDADE
TEMÁTICA
Registros da história: linguagens e culturas.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
As tradições orais e a
valori- zação da
memória.
O surgimento da escrita
e a noção de fonte para
a trans- missão de
saberes, culturas e
histórias.
(EF05HI06X) Comparar e distinguir o uso de
diferen- tes linguagens e tecnologias no
processo de comu- nicação e avaliar os
significados sociais, políticos e culturais
atribuídos a elas.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Trocas culturais entre os povos
DURAÇÃO: 4 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Esta sequência didática dará continuidade ao trabalho desenvolvido na
habilidade (EF05HI05). Vamos trabalhar os povos antigos que formaram a
civilização da Meso- potâmia e as questões relacionadas às trocas
culturais e o uso de diferentes lingua- gens entre esses povos.
Essas habilidades não se esgotam aqui e devem ser trabalhadas durante
todo o ano.
B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento: Preservando a memória
Inicie a aula retomando a discussão sobre os povos sumérios, os
primeiros a ocupar a Mesopotâmia. Se for possível, leve a turma para a
sala de informática e pesquise sobre os povos que ocuparam a
Mesopotâmia. Se não for possível trabalhar na sala de informática,
projete e explique para os alunos a síntese de cada povo, como a su-
gerida abaixo.
Explique que além dos sumérios, outros povos também ocuparam a
região, por ela ser muito fértil. Você poderá também mostrar mapas da
localização ou imagens da organização desses povos.
126
Sumérios: os sumérios foram os primeiros povos que se
estabeleceram na Mesopo- tâmia e por isso desenvolveram as
primeiras cidades dessa região. A fixação desse povo nesse território
aconteceu por volta de 5000 a.C., atraído, provavelmente, pela
fertilidade do solo proporcionada pelas cheias dos rios Tigre e Eufrates.
As primeiras cidades-estado dos sumérios desenvolveram-se a partir
de 4000 a.C.
Os sumérios foram responsáveis pelo aperfeiçoamento de técnicas de
drenagem em pântanos, pela construção de barragens para impedir o
avanço da água dos rios duran- te o período de cheia e por construírem
reservatórios para armazenamento de água e canais de irrigação para
utilização na agricultura e para o consumo em suas cidades.
Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/historiag/sumerios-acadios.htm>. Acesso em: 11 abr.
2022.
Acadianos: Tribo de nômades que vieram do deserto da Síria, os acádios
chegaram à Mesopotâmia por volta de 2550 a.C., enquanto este
território estava dominado pelos sumérios.
Entretanto,a guerra entre os sumérios para a permanência no poder
acabou dan- do espaço para que a conquista acadiana da Mesopotâmia
tivesse êxito. Mas esses dois povos, de culturas similares, acabariam
se unificando para formar o 1º Império Mesopotâmico.
Disponível em: <https://www.infoescola.com/civilizacoes-antigas/acadios/>. Acesso em: 11 abr.
2022.
Amoritas: Os amoritas eram povos semitas oriundos do deserto sírio-
árabe que in- vadiram as cidades-Estado da Mesopotâmia por volta de
2000 a.C., após a queda da civilização suméria-arcadiana.
Eles ergueram a cidade da Babilônia, que seria o principal centro
comercial mesopo- tâmico graças à estratégia de localização – cerca
de 75 quilômetros da atual capital iraquiana Bagdá.
Disponível em: <https://www.infoescola.com/civilizacoes-antigas/amoritas/>.Acesso em: 11 abr. 2022.
Caldeus: Os caldeus eram povos semitas do sul da Mesopotâmia que
habitavam na margem oriental do rio Eufrates. Eles iniciaram seu
domínio expansionista após a invasão à cidade de Nínive, que era
dominada pelos belicistas assírios, em 612 a.C.
O monarca Nabopossalar, que comandou a insurreição, ordenou o
ataque após per- ceber a maior fraqueza desse povo: a administração.
Por mais de um milênio (entre 2000 a.C. e 700 a.C.) os assírios
conquistaram um gran- de número de territórios mesopotâmicos,
estendendo sua hegemonia para além do Mar Mediterrâneo, englobando
Chipre, Egito e Núbia.
Texto adaptado: Disponível em: <https://www.infoescola.com/civilizacoes-antigas/caldeus/>. Acesso em: 11 abr. 2022.
127
Povos sumérios,Persas e Assírios. Disponível em: <https://i.pinimg.com/originals/2e/f0/93/2ef093f7d08efe8c04c366b222580a7f.jpg>. Acesso em: 11 abr. 2022.
Assírios: os assírios, assim como grande parte dos povos do antigo
Oriente Médio, era um povo de guerreiros rudes e camponeses,
possuíam a justiça baseada no códi- go estabelecido no século XVIII a.C.,
pelo rei Hamurabi da Babilônia.
A Assíria constituía-se basicamente como uma nação de servos que
eram presos à terra que cultivavam. Eram praticamente escravos, pois
podiam ser vendidos junto com a propriedade e deviam obediência à
vila mais próxima. A vila estava sujeita à cidade pela obrigatoriedade
de pagamento de impostos, participação nos festivais religiosos e
obediência às normas administrativas. As cidades que se destacavam
como: Assur, Nínive e Nimrod, ficavam subordinadas à autoridade do
rei.
Texto fragmentado: Disponível em: <https://www.infoescola.com/civilizacoes-antigas/assirios/>. Acesso em: 11 abr.
2022.
Medos: os medos foram uma das tribos de origem ariana que migraram
da Ásia Cen- tral para o planalto Iraniano, posteriormente conhecida
como Média, e, no final do século VII a.C., fundaram um reino centrado
na cidade de Ecbátana.
Os medos não deixaram fontes escritas, razão pela qual a sua língua e
as suas estru- turas sociais, econômicas e políticas são desconhecidas.
O que se sabe deles deriva do registro bíblico, de textos assírios e
também dos historiadores clássicos gregos.
Disponível em: <https://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/03/medos.html>. Acesso em: 11 abr. 2022.
Babilônios: originários dos povos amoritas que habitavam a região sul
do deserto árabe, os babilônios foram uma das civilizações que
ocuparam a região mesopotâ- mica. Promovendo a dominação dos
acadianos, os amoritas realizaram um processo de expansão territorial
que alcançou várias cidades da Mesopotâmia. Em meados do século
XVIII a.C., o rei Hamurábi consolidou o Primeiro Império Babilônico.
Disponível em: <https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/babilonios.htm#:~:text=Origin%C3%A1rios
%20dos%20 povos%20amoritas%20que,alcan%C3%A7ou%20v%C3%A1rias%20cidades%20da
%20Mesopot%C3%A2mia>.
Acesso em: 11 abr. 2022.
128
Povos
Medos. Disponível em:
<http://2.bp.blogspot. com/-
lveIvB96G6A/VqIDBIQCvRI/
AAAAAAAAGvw/qmd62d9h4rA/
s1600/22%2BOs
%2BMedos.jpg>.
Acesso em: 11 abr. 2022.
Povos
Caldeus. Disponível em:
<https://encrypted-
tbn0.gstatic.com/images?
q=tbn:AN
d9GcRQMoZmNyvSSHEiux85FL4l
SC0
AE7SpLlvxLJoowBNjw2wtmamNA-
- KatYQ1FeA6iUiAj4&usqp=CAU>.
Acesso
em: 11 abr.
2022.
Povos
Amoritas. Disponível em:
<https://i.pinimg.com/
originals/42/b2/06/42b20634a0344
b7b-
2b167471c7e539c0.jp
g>. Acesso em: 11
abr. 2022.
Povos
Babilônios. Disponível em:
<https://i.pinimg.com/474x/03/22/
cc/0322cca185a8e7bccf240b46a894c7ac.j
pg>.
Acesso em: 11 abr. 2022.
Povos
Acadianos. Disponível em:
<https://img2.gratispng.
com/20180325/lzw/kisspng-akkad-sumer-
mesopotamia-babylonia-assyria-civilization-
5ab838b
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Acesso em: 11 abr. 2022.
Comente que a questão territorial e a distância entre as vilas e as
cidades fizeram com que cada povo desenvolvesse modos diferentes
de se expressar e de adminis- trar a vida pública. Mesmo entre os
povos da Mesopotâmia havia sistemas linguísti- cos diferentes. Porém,
muitas das línguas faladas tinham uma matriz comum que se
transformou ao longo do tempo, de acordo com as particularidades da
região.
Explique que na Mesopotâmia havia dois grupos linguísticos, o sumério
e o acádio. O acádio deu origem a outras línguas, como o hebraico, o
aramaico e o árabe, que ficaram conhecidas como línguas semitas.
2º momento: Trabalhando e pesquisando em grupo
Divida a turma em três grupos e peça que cada um pesquise sobre um
tema relacio- nado aos povos mesopotâmicos. Eles deverão registrar a
pesquisa no caderno.
Distribua os temas: cultura, religião e economia.
Cada grupo terá de expor aos colegas as informações que coletou na
pesquisa na forma de exposição oral ou de cartazes com imagens e
textos escritos.
129
Origem da língua portuguesa
O Brasil foi “descoberto” por Portugal no ano de 1500, e desde então,
com a gran- de presença dos portugueses nos territórios brasileiros, a
língua portuguesa foi se enraizando, enquanto as línguas indígenas
foram aos poucos desaparecendo. Uma delas, talvez a que mais
influenciou o atual português falado no Brasil, era o Tu- pinambá ou
Tupi-guarani, falado pelos índios que habitavam o litoral. Esta língua
foi a primeira utilizada como língua geral na colônia, ao lado do
português, pois os padres jesuítas que vieram para catequizar os
índios, estudaram e acabaram difun- dindo a língua.
3º momento: Preservando a nossa memória
Traga o assunto para um tema próximo à turma. Organize uma roda de
conversa e discuta com os estudantes a origem da língua portuguesa.
Neste momento você es- tará verificando os conhecimentos prévios da
turma sobre a origem da nossa língua.
O tema será aprofundado com uma pesquisa que sugiro ser feita como
atividade de casa ou mesmo na escola utilizando a biblioteca ou sala
de informática, sob a sua orientação.
RECURSOS:
Quadro ou lousa, giz ou pincel, computador, projetor slides, folha
branca, lápis de cor, celular, cópias de imagens e textos, tesoura,
papel craft, cola, entre outros.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Observe se os alunos compreendem as estruturas fundamentais das
cidades e da sociedade dos povos da Mesopotâmia, dando destaque às
suas particularidades so- ciais e culturais.
Ao término do trabalho com esta sequência didática, os alunos deverão
ser capazes de compreender os aspectos sociais e culturais da
Mesopotâmia e reconhecer que há permanências e mudanças em
relação aos dias atuais. A avaliação deverá ser feita durante todo o
processo observando o envolvimento e participação dos alunos nas
atividades propostas.
130
ATIVIDADES
1- Fazer uma pesquisa, em livros e/ou na internet sobre a origem da nossa
língua.
Oriente-os a pesquisar não só a matriz linguística, mas também as
variações da lín- gua em outros países e no Brasil, não se esquecendo
de citar quais povos influencia- ram a nossa língua.
Solicite que escrevam um pequeno texto sobre o assunto, que será
socializado em sala de aula.
131
Ciências HumanasEnsino Religioso
2022Ensino Fundamental5 o ano – 2 o bimestre
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS
SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADEREFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Crenças Religiosas e Filosofias de Vida.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Ancestralidade e
tradição oral.
(EF05ER04X) Reconhecer e resgatar a
importância da tra- dição oral para preservar
memórias e acontecimentos cul- turais e
religiosos, como dos povos originários.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Mantendo (ou perdendo) informações
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Inicie a aula propondo aos estudantes a brincadeira “telefone sem fio”.
Leve-os a perce- ber que a informação sempre chega alterada no final da
sequência. Convide-os a pensar sobre a importância da escrita e de outras
formas de registro para garantir a preserva- ção de mitos, textos sagrados
e até mesmo de patrimônios culturais.
B) DESENVOLVIMENTO:
Convide a turma para ler o texto “A estranha carruagem da Cinderela”.
Discuta com eles sobre a importância da escrita e da tradição oral na
manutenção das tradições. Ajude-os a perceber que toda tradição pode
sofrer alterações, mas que textos da narrativa oral podem ser alterados
com mais facilidade.
RECURSOS:
Texto “A estranha carruagem da Cinderela” impresso.
132
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avalie a participação dos estudantes no debate, sempre zelando para
que todos es- tejam incluídos na atividade.
ATIVIDADES
Leia com atenção o texto a seguir.
A estranha carruagem da Cinderela
Belinha era uma menina que amava ouvir histórias antes de dormir.
Toda noite, quando ela se deitava, a primeira coisa que falava era:
- Mãe, me conta uma história?
E Dona Rosa, mãe de Belinha, até tentava.
- Qual história você quer, minha filha?
- Pode ser a da Cinderela! – respondia Belinha, animada.
E Dona Rosa começou a contar a história. Lá pelas tantas, ela disse:
- Então, a fada madrinha transformou a melancia em carruagem...
- Espera, mãe! – disse Belinha, assustada. Até onde eu sei, era
uma abóbora! E Dona Rosa respondeu:
- Pois quando eu tinha sua idade e sua avó me contava histórias, ela
disse que era uma melancia!
Belinha achou isso muito esquisito. No dia seguinte, quando ela foi
para a escola, começou a perguntar para seus amiguinhos sobre a
história da Cinderela.
- A carruagem era uma abóbora transformada! – responderam Elisa, Gabriel e
Sofia.
- Abóbora? Melancia? Eu sempre achei que a carruagem era uma maçã
gigante! – respondeu Carlinhos.
- Carruagem? Hoje em dia não tem mais isso, não! A Cinderela pode pegar um
Uber!
– disse Clarinha, rindo bastante.
Belinha voltou para casa com a pulga atrás da orelha. Eram muitas
versões para uma história só!
BRASIL, Taciana. A estranha carruagem da Cinderela. In: Material de Apoio Pedagógico para Aprendizagem. 5º ano. v.
2.
Belo Horizonte: SEEMG, 2022.
133
a) Na opinião de Belinha, havia uma coisa errada na história da
Cinderela contada por sua mãe. O que era?
b) Você conhece a história da Cinderela? O que é transformado em
carruagem pela fada madrinha?
c) Por que você acha que existiam tantas versões diferentes para a
história da Cinderela?
d) Pense e responda: se ao invés de confiar na memória para contar
a história as mães lessem a história da Cinderela em um livro, as
crianças conheceriam a mesma versão da história ou versões
diferentes? Por quê?
e) Você já ouviu alguma história que possui versões diferentes? Qual?
134
UNIDADE
TEMÁTICA
Crenças Religiosas e Filosofias de Vida.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Ancestralidade e
tradição oral.
(EF04ER07X) Reconhecer, em textos e
narrativas orais, ensinamentos relacionados a
modos de ser e viver.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Textos, narrativas e valores I
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Relembre os estudantes sobre a discussão da aula passada acerca da
melhor manei- ra de preservar uma história. Explique para eles que
nem todas as culturas possuem a habilidade de escrever suas
histórias, e que por isso contar histórias para as novas gerações é o
método mais eficiente de preservação cultural. Ressalte que, além de
oferecer explicações para as coisas que existem, os mitos também
ensinam formas de ser e viver.
B) DESENVOLVIMENTO:
Convide a turma para sentar em roda e conte a história “Como o céu se
afastou da terra”.
Discuta com eles sobre os valores presentes nessa história: trabalho em
grupo, coo- peração, como lidar com opiniões diferentes sobre o mesmo
assunto.
Solicite que façam um registro, em forma de desenho, do mito apresentado.
RECURSOS:
Papel e lápis de cor para o desenho.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avalie a participação dos estudantes no debate e seu empenho no
registro por meio do desenho, sempre zelando para que todos estejam
incluídos na atividade.
135
ATIVIDADES
1 - Hoje, vamos ouvir um mito indígena. Preste bastante atenção, para depois
deba- termos sobre o assunto.
Como o céu se afastou da terra
Num tempo muito antigo, o céu ficava tão perto da terra que os
índios e os bichos andavam no meio das nuvens e das estrelas. Os
curumins brincavam no algodão das nuvens e os namorados trocavam
juras de amor ao lado da Lua.
Estava todo mundo satisfeito com esse céu tão perto da terra. Menos
os passari- nhos. Eles queriam voar livremente, subir muito alto e, do
jeito que estava, só po- diam dar voos curtos. Fizeram uma reunião
para resolver o problema. O morcego também foi convidado.
No dia da reunião, os passarinhos estavam em festa. Veio pássaro de
todos os la- dos e de tudo que é tipo: juriti, urubu, sabiá, papagaio e
muito mais. A discussão estava animada até que veio do papagaio a
ideia:
- Por que a gente não se junta e levanta o céu?
Houve um espanto pela proposta e um grande silêncio se formou.
Logo em seguida, os pássaros começaram a gritar festejando a
proposta. Só o morcego não gostou:
- Não quero participar disso. Vou continuar a dormir de cabeça para baixo.
No dia marcado, todos os pássaros se reuniram e, num esforço
conjunto, começa- ram a empurrar o céu para cima. E o azul celeste
foi subindo, subindo. Junto com ele as nuvens, o sol, a lua, as estrelas
e todos os corpos celestes. O céu ficou tão alto que ninguém
conseguia pegar no Sol e nem brincar com as estrelas. Podiam subir
na mais alta árvore e no pico da maior montanha que não
alcançavam mais o céu.
Os pássaros em festa voavam por todas as direções. Os homens é
que não gosta- ram muito. Eles apreciavam ter os corpos celestes por
perto. Ficaram mesmo zan- gados. E é por isso que, até hoje, homens
e pássaros não se dão muito bem.
E o morcego?
O morcego continua a dormir pendurado pelos pés, de cabeça para baixo.
Disponível em: <https://www.saobernardo.sp.gov.br/web/cultura/ilustrando-a-mitologia-indigena1>. Acesso em: 12 abr.
2022.
a) O que essa história procura explicar?
136
b) Quem queria que o céu se afastasse da terra? E quem não queria?
c) Qual foi a solução encontrada pelos pássaros?
d) Como os seres humanos reagiram à transformação feita pelas
aves? E o mor- cego, como reagiu?
e) O que aprendemos, por meio dessa história, sobre o trabalho em grupo?
f) O que aprendemos, por meio dessa história, sobre como lidar com
opiniões di- ferentes sobre o mesmo assunto?
g) O que aprendemos, por meio dessa história, sobre o que pode
acontecer quan- do fazemos uma coisa que prejudica outra
pessoa?
137
h) Agora que você já compreendeu as lições transmitidas pelo mito,
faça um re- gistro bem bonito usando suas habilidades de
desenhar. Vamos lá?
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UNIDADE TEMÁTICA
Crenças Religiosas e Filosofias de Vida.
OBJETO(S) DE
CONHECIMENT
O:
HABILIDADE(S)
:
Ancestralidade e
tradição oral.
(EF04ER07X) Reconhecer, em textos e
narrativas orais, ensinamentos relacionados a
modos de ser e viver.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Textos, narrativas e valores II
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Leve a classe para um ambiente externo e convide os estudantes a