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MATEMÁTICA Capítulo 1 Ferramentas básicas da Geometria226 Da figura, obtemos: ( ) ( ) ⋅sen 45º = cos 45º = a a 2 = 1 2 2 2 = 2 2 ( ) = =tg 45º a a 1 Podemos resumir esses resultados na tabela a seguir: 30° 45° 60° sen 1 2 2 2 3 2 cos 3 2 2 2 1 2 tg 3 3 1 3 Atenção Os valores dessa tabela são amplamente utilizados nos exames vestibulares no Brasil e, muitas vezes, não são for necidos. Por isso, é recomendável que sejam memorizados. Às vezes, temos dúvidas do tipo: “ao dobrarmos o ângulo, dobramos também o seno ou a tangente?”. Infelizmente, ângulos e suas respectivas razões trigo nométricas não são proporcionais. Se fossem, teríamos absurdos como 3 2 = sen (60°) = sen (2 ⋅ 30°) = 2 ⋅ sen (30°) = = 2 ⋅ 1 2 = 1. A passagem errada nesse caso é que o seno de 60° não é o dobro do seno de 30°. Para calcular as razões trigonométricas, existem algumas construções elementares para poucos ângulos (15°, 18°, 30°, 36°, 45°, 60°, 75°, ), mas não para todos eles Aliás, calcular uma razão trigonométrica de um ângulo agudo envolve várias técnicas matemáticas e experimentais diferentes, a maioria fora do escopo do Ensino Médio. Em geral, os resultados dessas razões são apresentados em tabelas trigonométri cas. Veja um exemplo: TABELA DE RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS ângulo sen cos tg 0 0,000 1,000 0,000 1 0,017 1,000 0,017 2 0,035 0,999 0,035 3 0,052 0,999 0,052 4 0,070 0,998 0,070 5 0,087 0,996 0,087 6 0,105 0,995 0,105 7 0,122 0,993 0,123 8 0,139 0,990 0,141 9 0,156 0,988 0,158 10 0,174 0,985 0,176 11 0,191 0,982 0,194 12 0,208 0,978 0,213 13 0,225 0,974 0,231 14 0,242 0,970 0,249 15 0,259 0,966 0,268 16 0,276 0,961 0,287 17 0,292 0,956 0,306 18 0,309 0,951 0,325 19 0,326 0,946 0,344 20 0,342 0,940 0,364 21 0,358 0,934 0,384 22 0,375 0,927 0,404 23 0,391 0,921 0,424 24 0,407 0,914 0,445 ângulo sen cos tg 25 0,423 0,906 0,466 26 0,438 0,899 0,488 27 0,454 0,891 0,510 28 0,469 0,883 0,532 29 0,485 0,875 0,554 30 0,500 0,866 0,577 31 0,515 0,857 0,601 32 0,530 0,848 0,625 33 0,545 0,839 0,649 34 0,559 0,829 0,675 35 0,574 0,819 0,700 36 0,588 0,809 0,727 37 0,602 0,799 0,754 38 0,616 0,788 0,781 39 0,629 0,777 0,810 40 0,643 0,766 0,839 41 0,656 0,755 0,869 42 0,669 0,743 0,900 43 0,682 0,731 0,933 44 0,695 0,719 0,966 45 0,707 0,707 1,000 46 0,719 0,695 1,036 47 0,731 0,682 1,072 48 0,743 0,669 1,111 49 0,755 0,656 1,150 ângulo sen cos tg 50 0,766 0,643 1,192 51 0,777 0,629 1,235 52 0,788 0,616 1,280 53 0,799 0,602 1,327 54 0,809 0,588 1,376 55 0,819 0,574 1,428 56 0,829 0,559 1,483 57 0,839 0,545 1,540 58 0,848 0,530 1,600 59 0,857 0,515 1,664 60 0,866 0,500 1,732 61 0,875 0,485 1,804 62 0,883 0,469 1,881 63 0,891 0,454 1,963 64 0,899 0,438 2,050 65 0,906 0,423 2,145 66 0,914 0,407 2,246 67 0,921 0,391 2,356 68 0,927 0,375 2,475 69 0,934 0,358 2,605 70 0,940 0,342 2,747 71 0,946 0,326 2,904 72 0,951 0,309 3,078 73 0,956 0,292 3,271 74 0,961 0,276 3,487 ângulo sen cos tg 75 0,966 0,259 3,732 76 0,970 0,242 4,011 77 0,974 0,225 4,331 78 0,978 0,208 4,705 79 0,982 0,191 5,145 80 0,985 0,174 5,671 81 0,988 0,156 6,314 82 0,990 0,139 7,115 83 0,993 0,122 8,144 84 0,995 0,105 9,514 85 0,996 0,087 11,430 86 0,998 0,076 14,301 87 0,998 0,052 19,081 88 0,999 0,035 28,636 89 0,999 0,017 57,290 90 1,000 0,000 - Tab. 1 Tabela trigonométrica F R E N T E 3 227 Vejamos alguns exercícios de problemas que envolvem razões trigonométricas. Exercícios resolvidos 15 Considere o retângulo ABCD a seguir, em que a base mede 12 e a altura 5. Determine a distância do vértice A à diagonal BD Resolução: A B CD 12 5 h P Traçando, AP, perpendicular a BD e passando por A, a distância pedida é AP = h. No triângulo ABD, retângulo em A, calculamos BD: BD2 = 52 + 122 BD2 = 25 + 144 = 169 BD = 13 No triângulo ABD, seja med (AB̂D) =α: sen AD BD 5 13 α( ) = = No triângulo APB, retângulo em P: AP AB sen h 12 5 13 h 60 13 = ( ) ⇔ = ⇒ =α 16 Unesp Um ciclista sobe, em linha reta, uma rampa com inclinação de 3 graus a uma velocidade constante de 4 metros por segundo. A altura do topo da rampa em relação ao ponto de partida é 30 m. Topo da rampa 30 m 3o ponto de partida Use a aproximação sen 3° = 0,05 e responda O tempo, em minutos, que o ciclista levou para percorrer com- pletamente a rampa é: A 2,5 7,5 C 10 15 E 30 Resolução: No triângulo retângulo da gura, sendo o comprimen- to da rampa em metros igual a x, temos: = ⇔ = ⇒ = ⇒ =sen3º 30 x x 30 sen3º x 30 0,05 x 600 m Como a velocidade do ciclista é de 4 m/s, o tempo que ele leva para subir a rampa é igual a: v S t t S v t 600 m m s 150 s 2min 30s 2,5 min = ⇔ = ⇒ = = = = = ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ 4 / Alternativa: A. 17 Determine, em função das medidas a e b dos catetos do triângulo ABC, o lado do quadrado nele inscrito, como mostra a figura b AC a B Resolução: b AC a F E D x xx x b x a – x B Sendo x o lado do quadrado DEFC, então BD = a – x e AF = b x. Como DE é paralelo a AF, podemos armar que med (BÊD) = med (EÂF) = α. Dos triângulos BDE e EFA, temos que tg BD DE EF AF α( ) = = . Assim: a x x x b x x x a x b x x ab ax bx x 0 ab a b x a b x ab x 2 2 = ⋅ = −( ) −( ) = + = +( ) +( ) = == + ab a b 18 Faça uma tabela com os valores dos senos, cossenos e tangentes dos ângulos de 15° e 75°. Resolução: Na gura, ABE é um triângulo equilátero e BCDE um quadrado, ambos de lados 2, enquanto M e N são os pontos médios de BE e CD. MATEMÁTICA Capítulo 1 Ferramentas básicas da Geometria228 N DC B E 60o M 75o 2 15o 15o 15o A 1 3 No triângulo ABE, encontramos: AB = BE = AE = 2 e med (AB̂E) = 60°. No quadrado BCDE, temos: BC = CD = DE = BE = 2 e med (CB̂E) = 90°. Como AB = BC = 2 e med (AB̂C) = med (AB̂E) + + med EB̂C) = 60° + 90° = 150°, o triângulo ABC é isós- celes com ângulos (150°, 15°, 15°). Por esse motivo, med (AĈD) = med (BĈD) – med (BĈA) = 90° – 15° = 75° e med (CÂN) = 90° – med (AĈN) = 90° – 75° = 15°. Temos que AM é altura do triângulo equilátero ABE, de lado 2, logo, AM 2 3 2 3= = . Além disso, MN = 2 e AN = MN + AM = 2 + 3. No triângulo ANC, retângulo em N, temos que CN CD 2 2 2 1= = = e AC2 = CN2 + AN2. Logo: AC 1 2 3 AC 1 4 4 3 3 AC 8 4 3 AC 8 4 3 2 2 2 2 = + +( ) = + + + = + = + 2 Agora observe esta interessante identidade: 8 4 3 6 2 12 2 6 2 6 2 2 6 2 2 + = + + = + ⋅ ⋅ + = +( ) Dessa maneira, obtemos AC 6 2 6 2 2 = +( ) = + . Ainda no triângulo ACN, encontramos: sen75 cos 15 AN AC 2 3 6 2 2 3 6 2 6 2 6 2 2 6 2 2 3 2 6 6 2 2 ° = ° = = + + = + + ⋅ − = = + ( ) − ( )) = + 2 6 2 4 cos75 sen15 CN AC 1 6 2 1 6 2 6 2 6 2 6 2 6 2 6 2 42 2 ° = ° = = + = + ⋅ = = ( ) − ( ) = = = + = +tg75º AN CN 2 3 1 2 3 ( ) = = + = + ⋅ − = − =tg15º CN AN 1 2 3 1 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 2 Portanto: 15° 75° sen 6 2 4 6 2 4 + cos 6 2 4 + 6 2 4 tg 2 3 2 3+ 1 Unesp 2015 Em 2014, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) implantou duas faixas para pedestres na diagonal de um cruzamento de ruas perpendiculares do centro de São Paulo. Juntas, as faixas formam um “X”, como indicado na imagem Segundo a CET, o objetivo das faixas foi o de encurtar o tempo e a distância da travessia (http://ciclovivo.com br Adaptado.) Revisando A B C D