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Perda de peso involuntária (PPI) ● geralmente: insidiosa e pode ter implicações importantes porque normalmente prenuncia uma doença coexistente grave ● perda de peso clinicamente importante: perdas de 4,5 kg ou > 5% do peso corporal do indivíduo ao longo de um intervalo de 6 a 12 meses ● detectada em até 8% de todos os pacientes ambulatoriais adultos e 27% dos indivíduos fragilizados com idade ≥ 65 anos ● até 25% dos pacientes: não há uma causa identificável, apesar de investigação detalhada ● até 50%: pacientes que se queixam de emagrecimento não apresentam indícios comprovados de perda de peso ● indivíduos sem causa detectável para a perda de peso: geralmente têm prognósticos mais favoráveis que os pacientes com causas conhecidas (esp. quando a etiologia é neoplásica) ● emagrecimento dos indivíduos idosos: associado a vários efeitos deletérios, inclusive quedas e fraturas, úlceras de pressão, imunossupressão e piora do nível funcional ● emagrecimento significativo: associado a aumento da mortalidade, que pode variar de 9 a 38% em um intervalo de 1 a 2,5 anos se o paciente não receber cuidados médicos e intervenção apropriada ● flutuações de peso < 5% do peso basal→ normais durante a vida + às vezes, ganho ou perda de peso é sinal de saúde ● ausência de febre ou outra causa de gasto de energia aumentado → perda de peso predominantemente por diminuição de ingestão de comida ● perda progressiva involuntária→ doença orgânica grave ou psíquica ○ qualquer doença crônica por causar anorexia e perda de peso ● caquexia (grego kakos (coisa ruim) + hexus (estado de existir)): grau máximo de emagrecimento → caracterizado por síndrome de perda acelerada de musculatura esquelética, geralmente associada a processos inflamatórios consumptivos (ex.: câncer, infecções crônicas (ex.: Aids)), aumento de citocinas circulantes, deterioração do sistema imune e disfunção de órgãos→ contribui para má evolução e morte ○ só ocorre sem processo inflamatório em casos de grave dificuldade ao acesso a alimentação ou processo sequelares de perda intestinal (má absorção) ● perdas de peso > 1 Kg/dia (= 1L de água corpórea) → decorrentes de desidratação ● perdas de peso involuntárias > 20% do peso basal→ associadas à pronunciada disfunção de órgãos e sistemas e caquexia ● desnutrição/inanição: carência de nutrientes ○ global: acompanhada de emagrecimento e/ou caquexia ○ parcial: um ou + nutrientes → pode ou não ocorrer emagrecimento ● desnutrição proteico energética (ou calórico proteica, DEP): estado patológico caracterizado por aporte inadequado de energia e proteína ○ forma + comum de desnutrição nos pacientes aguda ou cronicamente doentes e nas populações com incapacidades ● sarcopenia: diminuição da composição corpórea em referência à massa muscular esquelética ● massa magra ou livre de gordura: conteúdo proteico corpóreo ○ maior parte da massa magra→musculatura esquelética ○ restante: outras musculaturas, pele, defesas imunes, estruturas de órgãos viscerais ● perda de massa magra→ DEP e suas complicações ● fatores preditores independentes de PPI: idade, tabagismo e autorreferência de má saúde ● principais causas ○ câncer: 18-36% ○ 23-25%: sem diagnóstico ○ restante: doenças gastrointestinais, infecções crônicas, endocrinopatias e psicopatias ● populações de alto risco para PPI: idosos, deficientes e doentes crônicos ● idosos com perda de > 10% em 6 meses quando comparado a pacientes com peso estável: incidência geral de PPI de 27% ○ risco relativo dobrado de morte em 1 ano ○ risco cirúrgico aumentado ○ maior risco de institucionalização e hospitalização ○ 62% de mortalidade em 3 anos ● pacientes oncológicos: perda ponderal > 5% do peso basal (pré-morbidade)→ indicativa de morte precoce, independente do estágio da doença, histologia do tumor e menor resposta terapêutica ○ caquexia: pode ser causa única direta de óbito em até 1% dos casos ● HIV + perda ponderal > 10%→ triplica o risco de progressão para Aids Fisiologia da regulação do peso com o envelhecimento ● indivíduos idosos saudáveis: peso corporal total alcança níveis máximos na 6ª década de vida e, em geral, mantém-se estável até a 9ª década, quando então começa a diminuir gradativamente ● massa corporal magra (massa sem gordura): começa a declinar a uma taxa de 0,3 kg por ano a partir da 3ª década ○ taxa de declínio aumenta ainda mais a partir da idade de 60 anos nos homens e de 65 anos nas mulheres ● declínio da secreção de hormônio do crescimento associado ao envelhecimento → alterações da massa corporal magra→ redução dos níveis circulantes do fator de crescimento tipo I semelhante à insulina (IGF-I) (observado com o envelhecimento normal) ● menopausa→ perda de esteroides sexuais→ contribui para as alterações da composição corporal ○ mais gradualmente com o envelhecimento dos homens ● indivíduos idosos saudáveis: aumento do tecido gorduroso equilibra a perda de massa corporal até uma idade muito avançada, quando ocorrem perdas de músculo esquelético e tecido adiposo ● alterações associadas ao envelhecimento ocorrem no nível celular → telômeros encurtam + massa celular corporal (componente celular sem gordura) declina progressivamente com a idade ● entre 20-80 anos: ingestão calórica média diminui em até 1.200 kcal/dia nos homens e 800 kcal/dia nas mulheres ● redução da fome: reflexo da diminuição da atividade física e da perda de massa corporal magra→ diminuem as demandas de calorias e ingestão alimentar ● alterações fisiológicas importantes associadas ao envelhecimento que predispõem os indivíduos idosos à perda de peso + alterações associadas à saciedade precoce e aos declínios do apetite e da apreciação prazerosa dos alimentos ○ declínio da função quimiossensitiva (olfato e gustação) ○ diminuição da eficiência da mastigação ○ esvaziamento gástrico mais lento ○ alterações do sistema neuroendócrino: alterações dos níveis de leptina, colecistocinina, neuropeptídeo Y e outros hormônios e peptídeos ○ todos esses fatores contribuem para a “anorexia do envelhecimento” ● alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento podem estar acompanhadas de isolamento social e/ou pobreza, que também contribuem para a desnutrição ● aumento de colecistoquinina (hormônio da saciedade) ● causas de PPI em idosos: social (queda do poder econômico por aposentadoria, perda da renda própria ou sustento de familiares + psiquiátrica (demência, depressão) + secundárias às condições médicas (doença e/ou remédios) e relacionadas à idade (mecânica da deglutição, envelhecimento dos sistemas) Causas de perda de peso involuntária ● diminuição do aporte de energia + aumento do gasto energético + perda de energia→ perda ponderal ○ (1) diminuição de aporte de energia: jejum digestivo/celular → ex.: anorexia, dificuldade de mastigação e deglutição, falta de acesso à alimentação e saciedade precoce ○ (2) aumento do gasto energético: ocorre por catabolismo aumentado desadaptado por liberação de hormônios e cininas inflamatórias (ex.: doenças orgânicas) e/ou excesso de atividades físicas (ex.: maratonistas) ○ (3) aumento de perdas de energia: pela pele (febre, sudorese profusa), pela urina (glicosúria, proteinúria e pelas fezes (esteatorreia), com diminuição da incorporação dos nutrientes, água e sais minerais → poliúria, vômitos e má absorção ○ paciente oncológicos: geralmente baixa ingestão alimentar consequente de vários fatores (perda do olfato, hiporexia, incapacidade de alimentar-se por distúrbios da mastigação e deglutição associados a imunodepressão e quimioterápicos, infecções secundária com disgeusia (alteração do sabor), xerostomia e mucosites secundárias, disfagia, náuseas, vômitos, cólicas e distensões abdominais, ascites, má absorção por mucosa careca ou invasão/ressecção tumoral, saciedade precoce por gastroparesia e/ou ação de citocinas inflamatórias no centro da fome, dor crônica e depressão ● multifatorial, esp. em pacientes idosos ● maioria classificada em4 grupos ○ (1) neoplasias malignas ○ (2) doenças inflamatórias ou infecciosas crônicas ○ (3) distúrbios metabólicos (p. ex., hipertireoidismo e diabetes) ou ○ (4) transtornos psiquiátricos ● em geral: pode ser causada por mais de uma dessas causas ● maioria dos estudos publicados ○ ¼ dos casos: doenças malignas ○ ⅓ dos casos: doenças orgânicas ○ casos restantes: atribuíveis aos transtornos psiquiátricos, ao uso de fármacos ou às etiologias indefinidas Neoplasias ● causas malignas mais comuns: tumores malignos gastrintestinais, hepatobiliares, hematológicos, pulmonares, mamários, geniturinários, ovarianos e prostáticos ● metade de todos os pacientes com câncer perdem algum peso corporal ○ ⅓: perde mais de 5% do seu peso corporal original ○ até 20% de todas as mortes por câncer: causadas diretamente pela caquexia (causada por imobilidade e/ou insuficiência cardíaca/respiratória) ● incidência mais alta de emagrecimento: ocorre entre os pacientes com tumores sólidos ● neoplasias malignas diagnosticadas em razão de uma perda significativa de peso: geralmente têm prognóstico muito desfavorável Distúrbios gastrointestinais ● entre as causas mais importantes de PPI ● mais comuns: doença ulcerosa péptica, doença inflamatória intestinal, síndromes caracterizadas por distúrbios da motilidade, pancreatite crônica, doença celíaca, constipação e gastrite atrófica ● problemas dentários e orais: podem passar despercebidos facilmente e evidenciam-se por halitose, higiene oral precária, xerostomia, incapacidade de mastigar, diminuição da força da mastigação, falha de oclusão, síndrome da articulação temporomandibular, ausência de dentes e dor causada por cáries ou abscessos ● causas bem conhecidas de PPI: tuberculose, doenças fúngicas, parasitoses, endocardite bacteriana subaguda e infecção por HIV ● doenças cardiovasculares e pulmonares → aumentam as demandas metabólicas + diminuem o apetite e a ingestão de calorias→ PPI ● intervenções cirúrgicas repetidas → reação inflamatória sistêmica → redução da ingestão calórica + aumento das demandas metabólicas→ PPI Distúrbios endócrinos ● uremia→ náusea, anorexia e vômitos ● doenças do tecido conectivo: podem aumentar as demandas metabólicas e alterar o equilíbrio nutricional ● incidência do diabetes melito aumenta com o envelhecimento→ glicosúria associada pode contribuir para a perda de peso ● hipertireoidismo do idoso: manifestações simpaticomiméticas menos proeminentes → “hipertireoidismo apático” ou toxicose por T3 ● diabetes melito: paciente com DM geralmente perde peso com a descompensação da doença (esp do tipo 1) → emagrecimento pelo paradoxo de fome celular e hiperglicemia + perdas energéticas induzidas pelo déficit de insulina ○ clinicamente: polifagia (jejum intracelular), poliúria (glicosúria osmótica) e polidipsia (desidratação secundária à poliúria) + pode estar associada a diarreia por alteração da mobilidade intestinal por neuropatia e superproliferação bacteriana intraluminal ○ hipercatabolismo por predisposição às infecções por imunodepressão, dermatites e mucosites ○ emagrecimento: preditor de mau controle glicêmico → pior prognóstico para órgãos-alvo (aparelho cardiovascular; AVC, infarto, insuficiência renal e amaurose→ podem agravar perda ponderal) ● hipertireoidismo: aumento da termogênese, hipersensibilidade às catecolaminas e degradação muscular → hipermetabolismo ○ clinicamente: astenia, palpitação, tremores distais, sudores quente, insônia e hiperdefecação ○ polifagia porém catabolismo sobrepõe-se→ emagrecimento ○ hipertireoidismo apatético em idosos→ pode ocorrer emagrecimento sem aumento de apetite ● feocromocitoma (tumor neuroendócrino produtor de catecolaminas): glicocorticoides, glucagon e catecolaminas antagonizam os efeitos da insulina por serem mediadores liberados de “fuga” (catabolizantes)→ aumenta gasto energético + liberação de nutrientes com hiperglicemia, proteólise e lipólise –. justificam o emagrecimento, astenia, tremores, hipertensão e sudorese fria ● hipocortisolismo ○ pacientes com síndrome de Addison: emagrecem por vômitos e diarreia + podem apresentar desidratação com tontura, hipotensão ortostática e astenia por conta da deficiência de mineralocorticoide concomitante ○ hipercalcemia: pode induzir vômitos, distensão abdominal e falta de ingestão alimentar por anorexia e torpor → quadro clínico + comum em pacientes oncológicos que em portadores de hiperparatiroidismo Distúrbios neurológicos ● acidentes vasculares cerebrais (AVCs), tetraplegia e esclerose múltipla → podem causar disfunções viscerais e autonômicas, que podem reduzir a ingestão calórica ● disfagia: mecanismo comum ● incapacidade funcional que interfere com as atividades da vida diária (AVDs): causa comum de desnutrição na população idosa ● doenças oftálmicas ou do sistema nervoso central (inclusive tremor) → déficits visuais → podem limitar a capacidade de preparar e ingerir as refeições ● PPI pode ser uma das primeiras manifestações da demência de Alzheimer ● isolamento e a depressão: causas importantes de PPI + podem evidenciar-se por incapacidade de cuidar de si próprio, inclusive de atender às necessidades nutricionais ● reação metabólico-inflamatória em cadeia desencadeada pelas citocinas pode ser a causa e uma das manifestações da depressão ● luto: pode ser uma causa de PPI + quando ocorre geralmente mais acentuado nos homens ● formas mais graves das doenças mentais (ex.: transtornos paranoides): podem causar ilusões quanto aos alimentos e levar a emagrecimento ● alcoolismo: pode ser uma causa importante de emagrecimento e desnutrição Outros ● idosos que vivem na pobreza podem ter que escolher entre comprar comida ou usar o dinheiro para outras despesas, incluindo fármacos ○ institucionalização: fator de risco independente → até 30 a 50% dos pacientes internados em asilos têm ingestão alimentar inadequada ● fármacos: podem causar anorexia, náuseas, vômitos, distúrbios gastrintestinais, diarreia, ressecamento da boca e alterações gustatórias ○ particularmente comum nos idosos, muitos dos quais utilizam cinco ou mais fármacos simultaneamente ● estados hipercatabólicos: consumo de massa magra com graves consequências por conta da trofia muscular de membros e caixa torácica → perda da funcionalidade motora e respiratória, fadiga, imobilidade no leito, predisposição a tromboses, embolias e riscos de escaras, aumento do trabalho respiratório, diminuição da capacidade de tosse e eliminação de secreções pulmonares, déficit de musculatura lisa com retardo do esvaziamento gástrico (gastroparesia) e aumento da saciedade, diminuição do trânsito intestinal e perda da estabilidade de resposta cardiovascular, alteração do sistema imunológico com consequente predisposição a infecções (linfopenia e alteração de anticorpos), piora do metabolismo (enzimas, cininas, moléculas de expressão, hormônios e membranas) e piora da reparação tissular ○ estresse físico ou psíquico do hipercatabolismo → ativação da resposta inflamatória ou resposta hormonal desadaptada → bloqueia/ultrapassa os mecanismos metabólicos (tentam preservar a massa magra como autoproteção como antioxidantes e sinalização celular de síntese proteica) ○ insulto catabólico → aumento de hormônios catabólicos (adrenalina e cortisol) + diminuição dos hormônios anabólicos (insulina, GH e testosterona) + aumento acentuado da conversão de AA em glicose pelo fígado pela neoglicogênese + rápida quebra de musculatura com utilização de AA como fonte de energia (esp com consumo do AA glutamina) + catabolização anormal de nutrientes (produção excessiva acima das necessidades de glicose) + falta de cetose → induz caquexia muscular ou doença resultante de demanda aumentada de produção de energia, porém ineficiente→ produção predominante de calor (perda de energia) ● TNF-alfa, IL-1-beta e IL-6: produzidas por tumores + liberadas em processos inflamatórios→ induzem proteólise e lipólise no hipermetabolismo via resistênciaà insulina ○ PIF (fator indutor de proteólise) + TNF-alfa→ induz via ubiquitina-proteossomo→ proteólise + aumento de moléculas de adesão celular, lipólise, endotelite com hipoalbuminemia, liberação de VHS e PCR → pode ser a via final que medeia a degradação proteica da caquexia ○ LMF (fator de mobilização de lípides)→ atua no AMP cíclico por meio de receptores beta-adrenérgicos→ lipólise ○ processo inflamatório → IL-12 + interferon-gama → agrava a caquexia + sintomas sistêmicos (mal-estar e anorexia) → pode causar até 42% de redução da carcaça de tecido adiposo Avaliação ● quatro manifestações clínicas principais ○ (1) anorexia (perda do apetite) ○ (2) sarcopenia (perda de massa muscular) ○ (3) caquexia (uma síndrome evidenciada por emagrecimento, perdas de tecidos musculares e adiposos, anorexia e fraqueza) ○ (4) desidratação ● obesidade→ excesso de tecido adiposo pode ocultar o desenvolvimento de sarcopenia + postergar a detecção da caquexia ● se não for possível determinar o peso diretamente→ alteração dos números das roupas usadas + confirmação da perda de peso por um parente ou amigo + estimativa quantitativa da perda de peso fornecida pelo paciente → sugerem emagrecimento real ● avaliação inicial: história + exame físico detalhados + exames laboratoriais (hemograma completo, dosagens das enzimas hepáticas, proteína C-reativa, velocidade de hemossedimentação, provas de função renal, provas de função tireóidea, radiografias do tórax e ultrassonografia abdominal) ○ anamnese → perda de peso: constatação, grau e velocidade + apetite: diminuição ou aumento + inflamação: presente ou ausente ● necessário: exames de triagem de cânceres específicos para a idade, o sexo e os fatores de risco, inclusive mamografia e colonoscopia ● pacientes de risco: teste para HIV ● pacientes idosos com perda de peso: devem fazer um rastreamento para demência e depressão por meio de instrumentos como o Miniexame do Estado Mental e a Escala de Depressão Geriátrica, respectivamente ● miniavaliação nutricional: ferramenta de avaliação validada que pode identificar desnutrição ou risco de desnutrição em pacientes com 65 anos ou mais ● antecedentes pessoais, hábitos e vícios ○ problemas sociais e econômicos que sugerem alteração de acesso, disponibilidade e mecânica/fisiologia da alimentação e digestão ○ história social como finanças, transporte, suporte social, comportamento sexual, viagens que sugerem riscos para doenças infectocontagiosas ○ medicações em uso, uso de drogas ilícitas, álcool e tabaco, dieta, comorbidade ● antecedentes familiares: cânceres (mama, TGI, pulmão, cólon, próstata), doenças benignas do TGI (gastrite, cólon irritável, diverticulite, pólipos, enteropatias inflamatórias), depressão e outras doenças psiquiátricas, hipertireoidismo, interidade cognitiva (demência, distúrbio neurológico, status funcional, doenças degenerativas ● ● quase todos os pacientes com neoplasias malignas e > 90% dos indivíduos com outras doenças orgânicas: têm no mínimo uma anormalidade laboratorial ● pacientes com PPI expressivo → doenças orgânicas e malignas principais são improváveis quando a avaliação inicial é absolutamente normal ○ conduta recomendável: acompanhamento cuidadoso em vez de exames aleatórios, porque o prognóstico do emagrecimento de causa indeterminada geralmente é favorável Tratamento ● 1ª prioridade: identificar e tratar as causas subjacentes ● tratamento dos distúrbios metabólicos, psiquiátricos, infecciosos ou sistêmicos coexistentes: pode ser suficiente para recuperar gradativamente o peso e o estado funcional ● fármacos que causam náusea ou anorexia: devem ser interrompidos ou substituídos, quando possível ● casos de PPI inexplicável: suplementos nutricionais (ex.: bebidas hipercalóricas) revertem a perda de peso em alguns casos ● orientar os pacientes a consumir suplementos entre as refeições, em vez de junto com as refeições→ pode ajudar a atenuar a supressão do apetite e facilitar o aumento da ingestão oral ● fármacos orexígenos, anabólicos e anticitocina→ sendo investigados com essa indicação ● pacientes selecionados → antidepressivo mirtazapina produz aumentos significativos do peso corporal, da massa gordurosa e da concentração de leptina ● pacientes com distúrbios debilitantes e que podem aderir a um programa de exercícios apropriados adquirem massa proteica, força e resistência musculares e podem ampliar suas capacidades de realizar as AVDs