Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

P á g i n a | 1 
 
URGÊNCIA E EMÊRGENCIA I 
DELIRIUM é definido como um distúrbio da consciência associado a: 
• Alteração da cognição que não pode ser atribuída a uma demência preexistente. 
• Desenvolvimento em um período curto (geralmente de horas a dias). 
• Flutuação ao longo do dia. 
A presença de um quadro agudo de confusão deve ser interpretada inicialmente como um sofrimento difuso do SNC, 
potencialmente letal, que demanda rápida investigação e tratamento adequado. A presença de delirium está 
correlacionada a um agravamento do prognóstico do paciente, a aumento da morbidade em curto prazo, a estadas 
prolongadas em hospitais e a maiores taxas de mortalidade.Os elementos fundamentais para a manutenção da 
atenção necessitam de várias estruturas neurológicas: 
• Sistema reticular ativador ascendente (mantendo o tono da atenção global). 
• Elementos mais rostrais do neocórtex, importantes na seletividade da atenção. A ação dessas estruturas 
sobre o tálamo, importante estação intermediária principalmente das vias sensitivas, controla o fluxo de 
estímulos que atingem o neocórtex, dirigindo o fluxo da atenção do indivíduo. 
• Dentre as estruturas corticais importantes na seleção do canal de atenção, as mais importantes são as áreas 
do córtex pré-frontal, parietal posterior e temporal ventral. Os dois primeiros são principalmente do lado 
direito. 
 
QUADRO CLÍNICO Os três aspectos fundamentais dos quadros confusionais agudos são: 
• Distúrbio de vigilância e aumento do nível de distração. 
• Incapacidade de manter coerência de pensamento. 
• Incapacidade de executar uma série de movimentos com objetivo definido 
O teste mais utilizado para o rastreamento de déficit cognitivo é o miniexame do estado mental. Entretanto, a 
avaliação cognitiva isoladamente não é confiável para o diagnóstico de delirium. Isso porque um escore abaixo da 
média pode ser atribuído a demência, falta de cooperação ou dificuldade de comunicação (dificuldade de linguagem, 
audição, visão ou fonação). A escala indicada para a avaliação de delirium é o CAM 
P á g i n a | 2 
 
 
 
EXAMES COMPLEMENTARES: Todo paciente que chega ao pronto-socorro com rebaixamento do nível de 
consciência, confusão e agitação deve ser imediatamente submetido a uma glicemia capilar (dextro). Caso a história 
e o exame físico sugiram algum diagnóstico específico, exames complementares deverão ser direcionados para a 
doença suspeitada. Caso haja sinais ou sintomas sugestivos de doença neurológica com sinais localizatórios, esses 
pacientes deverão ser submetidos a exame de imagem com urgência (tomografia de crânio). 
Muitos pacientes, contudo, chegam ou desenvolvem delirium no pronto-socorro e não têm sinais localizatórios ou 
quadro específico de determinada doença. Por isso, alguns exames poderão ser úteis: 
• Sódio, potássio, ureia, creatinina, cálcio, 
glicemia, hemograma. 
• Urina tipo 1 e urocultura. 
• Radiografia de tórax e eletrocardiograma. 
• Gasometria arterial. 
• Outros exames em situações específicas 
P á g i n a | 3 
 
1. ENCEFALOPATIAS METABÓLICAS, As mais importantes causas clínicas de delirium que podem cursar com 
déficit localizatório são: 
• Hipoglicemia ou hiperglicemia. 
• Hiponatremia ou hipernatremia. 
• Uremia. 
• Encefalopatia hepática. 
• Hipoxemia grave. 
• Intoxicações agudas 
2. DELIRIUM MEDICAMENTOSO: O uso de mais de três medicações, especialmente aquelas com propriedades 
anticolinérgicas, foi claramente correlacionado a um maior risco do desenvolvimento de delirium. Por isso, 
uma história medicamentosa é de extrema importância na avaliação de pacientes agudamente confusos. 
Caso seja detectada uma medicação suspeita, ela deve, se possível, ser retirada ou ter sua dosagem 
diminuída. 
• Anticolinérgicos. 
• Anti-inflamatórios (indometacina, ibuprofe-
no). 
• Anticonvulsivantes. 
• Opioides. 
• Antidepressivos. 
• Corticosteroides. 
• Antiparkinsonianos (benztropina, biperideno, 
bromocriptina, selegilina e levodopa). 
• Medicações cardiovasculares: quinidina, digo-
xina, metildopa, B-bloqueadores. 
• Benzodiazepínicos 
TRATAMENTO DELIRIUM: 
I. Glicemia capilar (dextro). 
II. Priorizar o ABCD primário e secundário: ou seja, manter estáveis os sistemas vitais, até que se saiba a causa 
específica. 
III. Buscar imediatamente causas reversíveis, como hipoglicemia, intoxicação por benzodiazepínicos ou 
opioides, hipotensão, hipoxemia etc. 
Logo após os passos listados anteriormente, que são absolutamente essenciais, pode-se dividir o tratamento do 
delirium em três tópicos: 
I. Buscar e tratar a causa específica (exemplos: 
distúrbio eletrolítico, infecção etc.). 
II. Medicações para tratamento do delirium 
III. Medidas inespecíficas: devem ser aplicadas a 
todos os pacientes com delirium 
DELIRIUM LEVE A MODERADO: 
• Medicação pode não ser necessária. 
• Baixas doses de haloperidol via oral: 1 a 10 
mg. 
• Neurolépticos atípicos: melhor tolerância: 
olanzapina e risperidona. 
DELIRIUM MODERADO A GRAVE: 
• Haloperidol: via oral ou intramuscular: 1 a 5 mg (a via intravenosa não é contraindicada, mas sempre que 
possível deve ser evitada, por causa do aumento de efeitos colaterais). 
• Observar o paciente por vinte a trinta minutos; caso o efeito seja insuficiente, deve-se dobrar a dose e 
continuar a monitorização; repetir o ciclo até que haja o efeito desejado, ocorra intolerância ou efeitos 
colaterais (exemplo: distonia aguda). 
• Em geral, deve-se evitar doses de haloperidol maiores que 100 mg em 24 horas. 
• Benzodiazepínicos: devem ser administrados com reservas, com preferência para os de ação curta (a escolha 
é o lorazepam). Eles são indicados em alguns casos, como o delirium tremens por abstinência alcoólica. 
P á g i n a | 4 
 
Também podem ser usados com cautela quando já estiver em uso uma dose muito alta de antipsicótico e o 
paciente apresentar importantes sintomas extrapiramidais. No caso de uso de benzodiazepínicos, 
monitorizar cuidadosamente função respiratória e nível de sedação. 
MEDIDAS INESPECÍFICAS PARA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE DELIRIUM (INDICADA PARA PACIENTES ACIMA DE 
80 ANOS E PACIENTES ACIMA DE 65 ANOS COM OUTROS FATORES DE RISCO): 
I. Manter boa iluminação durante o dia e limitá-la à noite (deixar o paciente ver a luz do sol e, se possível, 
apagar as luzes à noite). 
II. Fornecer dicas de memória: manter calendários, fotos de familiares, rótulos e relógio. 
III. Permitir ao paciente o uso de suas lentes corretivas ou aparelho de audição. 
IV. Permitir que o paciente possa deambular e evitar intervenções que limitem sua mobilidade (exemplo: acesso 
venoso). 
V. Evitar o uso de múltiplas medicações, especialmente as envolvidas como causa do delirium. 
VI. Retirar lentamente medicações que possam causar algum tipo de abstinência.

Mais conteúdos dessa disciplina